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  • Novo acordo entre NHL e ESPN e o impacto na cobertura da liga no Brasil

    Novo acordo entre NHL e ESPN e o impacto na cobertura da liga no Brasil

    Há algumas semanas, a NHL e a ESPN firmaram um novo acordo pelos direitos de transmissão da liga até o ano 2028 nos Estados Unidos. Conforme reportado na véspera do anúncio, trata-se de um acordo não-exclusivo, mas pelo qual a ESPN se torna principal parceira da liga na mídia americana.

    O contrato inclui direitos de transmissão para os canais ESPN (cabo), ABC (TV aberta) e plataformas de streaming nos Estados Unidos pelos próximos sete anos. A partir da temporada 2021-22, quatro das sete finais da Stanley Cup nesse período terão cobertura exclusiva na ABC. Além disso, junto com a ESPN, os canais também transmitirão metade dos Playoffs da Stanley Cup a cada temporada. Além disso, 25 partidas da temporada regular terão transmissão nacional exclusiva na ESPN ou ABC.

    Já para os serviços de streaming, serão mais de mil jogos disponibilizados por temporada para assinantes do ESPN+ nos Estados Unidos. As plataformas digitais ESPN+ e Hulu (disponíveis nos EUA) ainda disponibilizarão nacionalmente 75 partidas exclusivas durante cada temporada regular. Com isso, a NHL.TV deixará de existir para o público americano, e o assinante do ESPN+ poderá adquirir um pacote completo para acompanhar ainda mais jogos da liga.

    O acordo também inclui alguns eventos especiais como jogos de abertura de temporada, NHL All-Star Game e Skills Challenge. Por fim, o release da emissora confirmou os direitos internacionais na América Latina, Caribe e partes da Europa também como parte do acordo. Com essa aquisição, portanto, espera-se uma maior cobertura da NHL para o público brasileiro a partir da próxima temporada.

    Grande passo para a #NHLnaESPN

    “O anúncio do novo acordo entre ESPN e NHL é de grandíssima importância pra ESPN Brasil,” comentou Lucas Hanashiro, produtor dos canais ESPN, para o NHeLas. “Começaremos a aproveitar de uma cobertura muito mais extensa dos Estados Unidos e que nos ajudará de diversas formas, a começar pelas transmissões. Agora com a sede de Bristol assumindo os sinais, o trabalho de produção interno aqui no Brasil será muito facilitado.”

    Ainda não houve um anúncio oficial sobre a quantidade exata de transmissões entre TV e digital durante a próxima temporada. Contudo, a expectativa é de que o número de transmissões para o mercado brasileiro acompanhe o da TV americana. Atualmente, a ESPN Brasil exibe até cinco partidas ao vivo da NHL por semana, todas acessíveis pelo ESPN App (serviço disponibilizado aos assinantes da emissora na TV paga) e parte delas também na TV, com narração em português. 

    Apesar de não ter feito parte do catálogo da ESPN americana desde 2004, quando o último acordo com a emissora nos EUA chegou ao fim, a parceria exclusiva entre NHL e ESPN no Brasil remonta a desde os anos 1990. Mas não foi até a temporada 2010-11 que a cobertura nos canais começou a tomar a forma que vemos hoje por aqui. Ano após ano o público de hockey se tornava maior e mais exigente, enquanto a emissora se via presa ao acesso limitado a jogos e imagens para pôr no ar. Isso tudo muda daqui para frente. 

    “Teremos acessos a highlights, matérias e todo tipo de conteúdo que veiculará na ESPN matriz, junto de um pacote gráfico que abrirá muitas opções para nossa equipe daqui,” disse Hanashiro. “Conseguiremos dar uma identidade muito mais firme para o produto, além de ter acesso a conteúdos editoriais que não tínhamos antes. O que antes era uma das transmissões mais complexas e trabalhosas agora passa a ser mais rica e prática. Sem palavras mesmo pro que significa pra gente.”

    NHL invadindo os streamings?

    As possibilidades não param aí. Um novo serviço de streaming da Disney que chega em junho à América Latina talvez ofereça ainda mais jogos ao vivo e conteúdo exclusivo. O Star+ (ou Star Plus) será um serviço parecido com o Disney+, porém independente, e com o objetivo de trazer um conteúdo diferenciado e menos infantil das marcas de propriedade Disney. Além de filmes e séries, o Star+ também vai contar com conteúdo esportivo da ESPN ao vivo e sob demanda. Não há confirmação ainda se a NHL estará de fato no Star+, mas a chance existe. (Especialmente quando essa é a imagem usada pela própria Disney na apresentação do produto).

    Quanto à disputa pelo mercado americano, as negociações ainda não chegaram ao fim. Uma parte dos direitos da NHL nos EUA segue à venda, e a NBC é a principal candidata a levar o “pacote B” da liga. A negociação desses direitos restantes é crucial para as finanças da NHL nos próximos anos, já que o impacto da pandemia pode se prolongar por mais algumas temporadas.

    Mesmo assim, a NHL se mostrou muito contente com o anúncio do novo acordo, e não só pelos US$ 2,8 bilhões que ele significa para a liga nos próximos anos. É impossível subestimar o alcance da marca ESPN nos Estados Unidos e no mundo, e a NHL sabe disso. 

    “Essa parceria da maior liga de hockey no mundo e as plataformas da The Walt Disney Company é uma grande vitória para nossos fãs e nosso esporte,” disse o comissário da NHL Gary Bettman no dia do anúncio. “Não somente esse acordo revolucionário de sete anos permitirá à NHL se beneficiar dos incomparáveis poder, alcance e influência da The Walt Disney Company e ABC/ESPN, ele marca um novo padrão de entrega do nosso jogo para os fãs mais apaixonados e tecnológicos dos esportes nas formas como eles agora demandam e nas plataformas que eles usam.”

    Foto: Reprodução/Twitter @ESPNPR

  • Brasil conquista 11º lugar no hockey inline

    Brasil conquista 11º lugar no hockey inline

    Nesse mês de Julho está acontecendo a segunda edição do World Roller Games. Esta é a olimpíada dos esportes sobre patins e skateboarding, na cidade de Barcelona, Espanha. Esse ano, a competição contou com a participação de 1.044 jogadores de diferentes categorias somente no hockey. Ao todo foram mais de 4 mil atletas participando do torneio, dentre eles, o time brasileiro de hockey inline.

    Mas não foi só no hockey inline que o Brasil se destacou. Apenas na modalidade Downhill, o Brasil conquistou seis medalhas. O piloto Alexandre Cerri Machado conquistou duas medalhas de ouro. Alexandre venceu a categoria Street Luge Racing Senior Open ficando a frente de Ryan Farmer (EUA) e Walter Andre Werbinski Ribeiro (Brasil). Isso se deu apenas 24 horas depois de se colocar no topo da tabela no Street Luge Time Trial. Na categoria Skateboarding Racing Senior Women, por sua vez, a brasileira Vitória Mallmann Pacheco ficou em segundo lugar, atrás da americana Emily Pross. 

    Na patinação artística, as atletas Bruna Wurts, Sara Castillo e Bianca Ameixeiro se destacara. Elas entraram para o Top10 Mundial Livre Sênior. Ficando em 5º, 6º e 10º lugar, respectivamente, no ranking.  

    Hockey Inline

    Para quem não conhece, a modalidade inline é praticada utilizando o patins inline e, dentre as modalidades do hockey, é o que mais se aproxima do hockey no gelo. Entretanto, essa modalidade não é um esporte de contato, sendo permitido apenas um jogador por vez com o puck

    A seleção brasileira de hockey inline entrou com tudo no campeonato,  estreando com vitória de 3 a 2 contra a Grã Bretanha. Com gol de Gustavo Tecchio e Bruno Sano no primeiro período, e de Gabriel Bossi no segundo. Contra o Japão, o time fez bonito novamente, com uma vitória de 3 a 1. Contamos novamente com um gol de Sano e dois gols de Rafael Calhelha.

    Após uma derrota contra a seleção da Eslováquia por 6 a 0, a nossa seleção deu a volta por cima. Ganhamos de 5 a 4 contra a China Taipei. Por fim, com muito esforço e muita garra, a seleção brasileira conquistou o 11ª no ranking mundial, após uma vitória de 5 a 4 contra a Grã Bretanha.

    Foto: Reprodução / facebook.com/HockeyInlineCBHP

  • Vegas escolhe um (quase) brasileiro no Draft

    Vegas escolhe um (quase) brasileiro no Draft

    O NHL Draft que aconteceu no último fim de semana trouxe uma novidade para os fãs brasileiros. Entre os prospects estava Marcus Kallionkieli, draftado pelo Vegas Golden Knights. O jogador nasceu em Helsinki, na Finlândia, mas carrega traços brasileiros no seu DNA. Isso porque Kallionkieli é filho de mãe brasileira e pai finlandês.

    Carreira até aqui

    O fino-brasileiro iniciou sua carreira jogando pelo HIFK sub-16 na temporada 2015-16. Porém, só foi ter destaque mesmo na temporada seguinte, na qual marcou 19 gols, além de dez assistências, em 18 jogos. Na mesma época, também jogou pela equipe nacional da Finlândia no sub-16 e sub-17. Nesse ínterim, somou três gols, duas assistências e cinco pontos. 

    Sendo assim, na temporada 2017-18, foi considerado um dos melhores jogadores de seu time. O winger jogou pelo HIFK sub-18, onde melhorou o seu jogo defensivo e ajudou o time a ganhar a medalha de ouro. Marcus marcou 13 gols e fez nove assistências em 29 jogos. 

    Na temporada 2018-19, Kallionkieli foi draftado pelo time Sioux City Musketeers da liga USHL (United States Hockey League). Em sua estréia pelo time americano, marcou dois gols e uma assistência. Ainda nos primeiros nove jogos, ele marcou dez gols, com mais três assistências, somando 13 pontos marcados. Com mais jogos e um destaque maior, sua primeira temporada pela liga foi boa. Assim, jogou no top line ao lado de Bobby Brink e Martin Pospisil. Marcou 29 gols e fez 23 assistências, somando 53 pontos em 58 jogos na temporada regular.

    Ficou em 34º lugar na classificação intermediária da NHL Central Scouting entre os patinadores norte-americanos. Além disso, ficou em 47º na classificação final. Ganhou o prêmio USHL all-rookie team pela temporada 2018-19.

    Brasil no hockey

    Para nós aqui do Brasil, Kallionkieli já está se destacando. O Vegas Golden Knights draftou o jogador apenas no quinto round, 139º overall, mas já podemos ficar de olho nesse fino-brasileiro que pode vir a jogar na NHL. Se assim o fizer, ele será o terceiro jogador na história da Liga de origem brasileira.

    Assim como ele, tivemos o goleiro Mike Greenlay, que nasceu na cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo. Greenlay participou apenas de dois jogos pelo Edmonton Oilers na temporada 1989-90, mas seguiu carreira nas ligas menores.

    Outro brasileiro que já deu as caras na NHL é o defensor Robyn Regehr. Nascido na cidade de Recife, em Pernambuco, Regehr jogou pelo Buffalo Sabres e Los Angeles Kings, onde ganhou uma Stanley Cup em 2014. Se aposentou, enfim, em 2015. Ambos chegaram à Liga, mostrando que o Brasil pode sim ter seus representantes no gelo. Mesmo que eles venham de forma atravessada.

    Foto: Reprodução / vegashockeyknight.com