Categoria: Análise

  • Uma resposta à guerra na Ucrânia

    Uma resposta à guerra na Ucrânia

    O assunto do momento, aquele do qual não podemos escapar por nada neste mundo, é a guerra na Ucrânia. Desde que as forças russas invadiram o território ucraniano no dia 24 de fevereiro, o que configura uma violação do direito internacional, os olhares do mundo se voltaram para o Leste Europeu. 

    Muito embora as ofensivas russas já tivessem ocorrido anteriormente, quando o exército de Vladimir Putin adentrou a região da Crimeia, as novas tentativas de subjugar a soberania da Ucrânia tiveram uma resposta bem diferente desta vez. O seu impacto foi sentido na economia, na política e, é claro, nos esportes

    Uma questão de dinheiro

    O resultado político do conflito reverberou na escalada das sanções contra o governo russo, em especial ao presidente do país e seu grupo de oligarcas. Com isso, as movimentações financeiras envolvendo dinheiro russo foram bloqueadas, como, por exemplo, através da exclusão da Rússia no SWIFT, mecanismo de pagamentos internacionais. Até mesmo países que historicamente não costumam se posicionar em situações de conflito, como a Suíça, adotaram essas medidas. 

    Um resultado imediato do efeito financeiro das sanções, especialmente em relação aos oligarcas próximos ao presidente russo, foi a do Chelsea FC. O proprietário do clube inglês é o oligarca russo Roman Abramovich, que adquiriu o time de Londres há quase 20 anos e foi parte fundamental no estabelecimento dos Blues como uma das potências do futebol internacional. Abramovich primeiramente tentou transferir o comando da equipe para um fundo beneficente, mas com a escalada das sanções o russo finalmente colocou o clube à venda, mostrando que os oligarcas de fato estão sentindo os efeitos das medidas.

    O efeito nos esportes

    A questão financeira e o clamor do público repercutiram no esporte mundial. A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) cancelou seu contrato com os organizadores do Grande Prêmio da Rússia, que normalmente ocorre em Sochi. Ainda nos esportes automobilísticos, a equipe de Fórmula 1 Haas cortou vínculo com seu maior patrocinador, a empresa russa Uralkali, comandada pelo oligarca Dimitri Mazepin. O time ainda demitiu seu piloto russo, Nikita Mazepin, filho do ex-patrocinador. 

    No futebol, a FIFA retirou a Rússia das eliminatórias da Copa do Catar depois de diversas manifestações das federações da Polônia, Suécia e Chéquia afirmando que se recusariam a jogar contra os russos. Ainda assim, a manda-chuva do futebol só excluiu a seleção russa após forte pressão da comunidade do futebol internacional. Já no vôlei, a Rússia deixará de ser sede do próximo mundial, que ocorreria em agosto, e os times do país foram suspensos de torneios internacionais

    Na patinação no gelo, russos e bielorrussos foram impedidos de competir internacionalmente por tempo indeterminado. A mesma punição também ocorreu em esportes como atletismo, basquete e até mesmo alguns torneios de tênis. Neste último caso, é importante lembrarmos que o atual número 1 do mundo no esporte é um russo, o tenista Daniil Medvedev. 

    Mas e o hockey?

    A Federação Internacional do Hockey no Gelo (IIHF, sigla em inglês) anunciou no dia 28 de fevereiro que as federações da Rússia e de Belarus não participarão de nenhuma das suas competições neste ano. Além disso, o World Junior Championship de 2023 deixará de ser em território russo e não contará com as equipes russas e bielorrussas. Entretanto, o calendário da federação ainda conta com São Petersburgo como a sede do mundial masculino de hockey de 2023.

    Na Kontinental Hockey League (KHL), equipes como a finlandesa Jokerit e a letã Dinamo Riga desistiram da competição após a invasão russa. O Jokerit abriu mão de jogar os playoffs da Gagarin Cup, para os quais já estava classificado. Atualmente as únicas equipes não russas na KHL são o Barys Nur-Sultan do Cazaquistão, o Dinamo Minsk de Belarus e o Kunlun Red Star da China. 

    Além disso, atletas de outros países tiveram pressa para deixar os clubes que defendiam na Rússia, inclusive ex-jogadores da NHL. Dentre eles Markus Granlund, Geoff Platt, Nick Shore, Kenny Agostino e Shane Price, dentre outros. A NHL anunciou ontem que suspendeu suas negociações com a KHL e informou aos seus clubes que eles deveriam cortar quaisquer comunicações com agências e organizações baseadas na Rússia

    Os reflexos na nova geração de jogadores

    A atual situação geopolítica terá impacto desde aos possíveis contratos de jovens russos que já foram draftados até aqueles que são apenas prospects. Na primeira hipótese, a falta de comunicação e o rompimento de conversas e negociações entre a NHL e seus clubes em relação à KHL e suas respectivas equipes tornará eventuais negociações e mudanças ainda mais difíceis. Pense na forma como Evgeni Malkin deixou a equipe que o formou para ir para Pittsburgh e multiplique isso pelo impacto causado pelo conflito atual.

    Entretanto, quando o agente Dan Milstein anunciou que a Canadian Hockey League (CHL) tinha como objetivo banir do import draft aqueles atletas que eram russos ou bielorrussos, fomos confrontados com uma discussão importante. Até que ponto atletas, neste caso de adolescentes de 16 e 17 anos, podem ser punidos pelas atitudes daqueles, homens adultos sexagenários, que governam seus países?

    Milstein é agente de atletas russos importantes na NHL, como Andrei Vasilevskiy e Nikita Kucherov do Tampa Bay Lightning. A CHL não anunciou publicamente que não consideraria russos e bielorrussos no import draft deste ano, mas cancelou a série entre Canadá e Rússia que ocorreria neste ano. Acerca do import draft, o órgão canadense informou que anunciaria o formato do draft de estrangeiros posteriormente. Além disso, a ESPN+ anunciou que não irá transmitir os playoffs da KHL. 

    Ovechkin e seus laços com o Kremlin

    O capitão e principal jogador do Washington Capitals é uma estrela na capital americana, mas seu brilho é ainda maior na sua terra natal, a Rússia. Um dos principais nomes do esporte russo em geral, Alexander Ovechkin é o grande jogador de uma geração vitoriosa do esporte favorito do presidente Vladimir Putin. O jogador externaliza seu apoio pelo presidente russo há muito tempo, inclusive através de postagens em suas redes sociais.

    Quando a Rússia ocupou e posteriormente anexou a região da Crimeia em 2014, por exemplo, Ovechkin fez um post onde pedia para que as crianças ucranianas fossem salvas do fascismo. O entusiasmo de Ovechkin para com o seu presidente também apareceu na iniciativa de 2017, o Putin Team, do qual faziam parte outros jogadores como Evgeni Malkin e Ilya Kovalchuk, além de outras personalidades russas. De acordo com o Kremlin, o Putin Team não foi criado por Ovechkin.

    Mas o ativismo político do atleta vai além de sua persona pública. Em 2016, quando Ovechkin se casou com Anastasia Shubskaya, filha do oligarca Kirill Shubsky, o casal recebeu um presente de casamento de Putin. O relacionamento próximo do jogador com Putin não é nenhuma novidade, com Ovechkin inclusive afirmando que tem o número de telefone do líder de seu país. 

    Após a invasão russa à Ucrânia, Ovechkin foi questionado sobre o conflito, mas não elaborou muito além de um comentário evasivo sobre paz. Um comercial popular de Ovechkin com seu companheiro de equipe Nicklas Backstrom foi retirado de circulação. Além disso, a empresa de materiais esportivos CCM tirou os materiais promocionais que incluíam o capitão dos Caps e outros jogadores russos.

    Os demais jogadores russos

    Muito embora uma grande parcela da discussão se centre em Ovechkin e sua relação próxima com o presidente russo, ele não é o único representante da Rússia. A NHL possui 41 jogadores russos atualmente, espalhados em vários de seus times. O único atleta a se manifestar publicamente, além do próprio Ovechkin, foi o defensor Nikita Zadorov, do Calgary Flames. Zadorov fez um post no seu Instagram pedindo um fim à guerra.

    O vocabulário utilizado por Zadorov chamou a atenção, já que o nome oficial dado pelo governo russo à invasão é “Operação Especial”. Além disso, foi aprovada uma lei no país que determina uma pena de até 15 anos de prisão para quem usar expressões como “guerra” ou “invasão” para se referir ao conflito na Ucrânia. Desta forma, Zadorov pode passar a ser boicotado pela federação em eventos futuros, além de correr riscos se retornar ao seu próprio país. 

    Nem mesmo atletas como Artemi Panarin, que já havia tecido críticas ferrenhas a Putin e demonstrado apoio ao principal opositor do presidente, Alexei Navalny, se manifestaram. A resposta do Kremlin às críticas resultou em um afastamento provisório do jogador do New York Rangers, depois que ele foi acusado de cometer atos de violência contra uma mulher quando ainda jogava na KHL. Quanto à invasão na Ucrânia, Panarin manteve o silêncio.

    Algumas considerações finais

    Por serem cidadãos de um governo opressor como o da Rússia, onde pessoas são presas e até mortas por se manifestarem contra o Kremlin, é compreensível que muitos desses atletas prefiram o silêncio. De acordo com Milstein, que é agente de muitos dos russos na NHL, seus clientes estão sendo alvo de mensagens xenofóbicas tanto nas redes sociais quanto ao vivo. Milstein é ucraniano e se mudou do país com o fim da União Soviética, no início dos anos 90. 

    Milstein delineou com clareza o porquê da grande maioria dos russos se manterem em silêncio. Por serem figuras públicas, qualquer comentário negativo sobre o governo russo chamaria a atenção do Kremlin. Entretanto, a grande maioria destes jogadores deixaram suas famílias para trás na Rússia e ser abertamente contrário a um regime autoritário poderia significar colocar seus entes queridos em perigo

    Na última newsletter Hockey With Love, a (nossa amiga pessoal) Gaby foi certeira ao apontar o quão intrínseca a xenofobia é dentro do mundo do hockey. Afinal, ela nos pergunta, por que exigimos um posicionamento apenas dos jogadores russos? Ninguém pergunta aos jogadores canadenses (brancos) a sua opinião sobre as violações de direitos indígenas no Canadá, tampouco aos americanos que já visitaram a Casa Branca sobre a agenda política dos presidentes que a ocupavam. Os demais europeus, como os suecos e dinamarqueses, também não são questionados sobre a situação dos direitos humanos em seus países

    Muitas vezes, porque vivemos, em teoria, em uma democracia liberal com a nossa liberdade de expressão salvaguardada pelo, supostamente, porto seguro do Estado democrático de direito, perdemos o parâmetro de como os governos opressores operam. Aqueles que estão, dia após dia, em público protestando contra essa guerra nas ruas de Moscou, São Petersburgo e demais cidades russas são pessoas extremamente corajosas. Mas, com a integridade física de sua família na linha, você poderia afirmar com convicção que teria coragem para fazer o mesmo? 

     

    Foto: reprodução/eurosport.com

  • Finlândia bate a ROC e garante seu primeiro ouro olímpico

    Finlândia bate a ROC e garante seu primeiro ouro olímpico

    O último domingo (20) foi de muita festa para os finlandeses que enfrentaram a seleção Russa na disputa pela medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim, garantindo um título até então inédito para a seleção da Finlândia.

    Depois de ganhar duas pratas e quatro medalhas de bronze, a equipe finlandesa finalmente levou o prêmio final ao derrotar os atuais campeões olímpicos por 2 a 1 em uma partida acirrada que viu o time também reivindicar sua primeira medalha olímpica em qualquer esporte coletivo.

     

    Recapitulando os confrontos entre as equipes

    A Finlândia e os russos entraram em Pequim como favoritos, depois que os tradicionais candidatos Canadá e Estados Unidos foram enfraquecidos pela decisão da NHL de não liberar seus jogadores para os jogos olímpicos devido ao agravamento da pandemia. Dessa forma, os EUA e Canadá, que se contentaram em compor as suas equipes com escolhas secundárias, caíram nas quartas de final.

    No entanto, mesmo sem a presença da NHL, Finlândia e ROC já seriam adversários formidáveis. Ambos são abastecidos com os melhores talentos da Kontinental Hockey League (KHL), que é amplamente considerada a segunda melhor do mundo depois da NHL, tendo uma vasta experiência em campeonatos.

    Nos confrontos, a Finlândia contou com vários jogadores importantes de sua equipe do campeonato mundial de 2019 e do segundo lugar do ano passado. Já a Rússia voltou com vários jogadores importantes de seu time vencedor da medalha de ouro de Pyeongchang, em 2018, onde derrotou a Alemanha.

    Mas enquanto os finlandeses estavam em sincronia ao longo dos jogos olímpicos, a Rússia lutou consistentemente contra adversários menores e perdeu uma vez na fase de grupos, para a República Tcheca.

     

    Em busca da medalha de ouro

    Na disputa pelo ouro, os finlandeses não hesitaram em trazer um ataque agressivo ao gelo, no National Indoor Stadium, onde fizeram mais que o dobro de disparos contra os russos no primeiro período. 

    O ROC assumiu a liderança aos oito minutos do primeiro período, graças a Mikhail Grigorenko com assistências dos Nikitas – Nesterov e Gusev.

    A partida seguiu com um ritmo frenético, onde as equipes demonstraram força para garantir a vitória e a equipe da Finlândia dava tudo de si para empatar a partida. No entanto, o período acabou com os russos em vantagem no placar.

    No segundo tempo, a Finlândia empatou após o zagueiro Ville Pokka marcar, auxiliado por Hannes Bjorninen e Atte Ohtamaa. Tivemos um jogo nervoso e bem truncado, onde as equipes procuraram não cometer nenhum erro que pudesse custar a vitória.

     

    Finlândia conquista o ouro nas Olímpiadas de Inverno de Pequim

    A Finlândia teve seu golpe de sorte aos 31 segundos do terceiro período, com Hannes Bjorninen sendo auxiliado por Marko Anttila e Ohtamaa. Assim, a equipe finlandesa assumiu a liderança para, finalmente, trazer o ouro para casa, além de conquistar o recorde por completar o campeonato sem derrotas em Pequim.

    Os russos previsivelmente montaram uma série de tentativas assustadoras e desesperadas à medida que os minutos se esgotavam no relógio. Eles mataram um power play com pouco mais de seis minutos restantes de partida, mantendo assim a esperança de marcar um gol nos finlandeses e levar a partida para o overtime.

    Mas a buzina do gol nunca mais soou. A Finlândia, que jogou pela primeira vez o hóquei olímpico em 1952, finalmente conseguiu sua sonhada medalha de ouro.

    Ao ganhar a primeira medalha de ouro olímpica de hóquei no gelo da Finlândia, Harri Pesonen disse: “É muito surreal. É a primeira vez para o nosso país no hóquei, então com certeza fizemos história. Neste momento ainda é um sentimento um pouco vazio. Acabou e eu estou surpreendentemente calmo agora, acho que todas as emoções virão mais tarde”.

    “Estou muito orgulhoso desta equipe, da forma como jogamos. Não perdemos um único jogo neste torneio. Somos tão difíceis de vencer. Que grande grupo de rapazes.”

    Vale destacar também que na disputa pelo terceiro lugar tivemos a Eslováquia conquistando o bronze contra a Suécia por 4 a 0, após dois gols da sensação adolescente Juraj Slafkovsky – jogador que tem um futuro incrível e chances reais de ser draftado para a NHL.

    Com esta final imprevisível, tivemos uma partida incrível de hockey e mal podemos aguardar a próxima edição das Olimpíadas de Inverno. Esta que já tem data marcada e acontecerá dos dias 6 a 22 de fevereiro de 2026, em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália.

    Foto: Reprodução/ iihf.com

  • Prévia do Hóquei Masculino nas Olimpíadas de Inverno 2022

    Prévia do Hóquei Masculino nas Olimpíadas de Inverno 2022

    Quatro anos se passaram e chegamos a mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. As Olimpíadas começam oficialmente após a abertura, que ocorreu no dia 04 de fevereiro, e irão até o dia 20. Teremos muitos esportes que não estamos acostumados a acompanhar no dia a dia, como o luge. Porém, o que está garantido é a adrenalina que essas modalidades invernais irão proporcionar, principalmente o hockey!

    Alguns esportes tiveram seu início antes da abertura oficial, como no caso do hockey feminino, onde as mulheres já iniciaram os trabalhos na madrugada do dia 03. 

    No caso dos homens a estreia ficou por conta das seleções ROC (Comitê Olímpico Russo) e da Suíça, que se enfrentam no dia 10 às 04:40 a.m (horário de Brasília).

    Este ano a cidade responsável por sediar os jogos olímpicos é Pequim, que também contará com os jogos paraolímpicos, (caso inédito nos jogos de inverno). Pequim se tornou a maior cidade que já sediou uma edição de jogos olímpicos de inverno, e junto com este feito, teremos o prazer de acompanhar a seleção chinesa novamente no gelo, após 12 anos sem participar de competições de alto nível.

     

    Grupos classificados e formato do torneio

    Este ano teremos 12 seleções na corrida pela medalha de ouro. A classificação destas equipes funcionou da seguinte forma: as oito melhores equipes masculinas mundialmente garantiram uma vaga automática nos jogos. Enquanto que, outras três equipes tiveram que disputar as eliminatórias. Três grupos diferentes de quatro equipes cada, disputaram um round robin de três jogos e o primeiro colocado de cada grupo se garantiu como classificado olímpico.

    A Eslováquia, nona classificada do mundo, conquistou sua vaga com uma vitória por 2 a 1 sobre a Bielorrússia. A Letônia, 10ª do mundo, entrou depois de uma decisão de 2 a 1 sobre a França. E a Dinamarca, classificada em 12º no mundo, se classificou após uma vitória por 2 a 0 sobre a Noruega, com Nikolaj Ehlers marcando o gol classificatório. É a primeira vez que a Dinamarca se classifica para um torneio olímpico masculino de hóquei. Por fim, a última vaga foi preenchida pelo país anfitrião dos jogos.

    Estas doze equipes foram divididas em três grupos com quatro seleções cada, são eles:

    Grupo A: Canadá (1), EUA (6), Alemanha (7), China (32)

    Grupo B: Rússia (2), República Checa (5), Suíça (8), Dinamarca (12)

    Grupo C: Finlândia (3), Suécia (4), Eslováquia (9), Letônia (10)

    Estes grupos foram determinados pelo ranking mundial das equipes hockey masculino. E estes rankings são feitos com base nos resultados dos últimos campeonatos mundiais e das últimas Olimpíadas. Com a pandemia, estes números estão inalterados desde os mundiais de 2019. 

    Para definir quem disputará as medalhas, cada equipe jogará três jogos na fase de grupos, enfrentando os outros em seu grupo uma vez. Quando a rodada preliminar terminar, todas as equipes serão reclassificadas de 1 a 12 para a rodada de medalhas. Os primeiros colocados de cada grupo e o segundo colocado com o melhor registro de pontuação se classificam para as quartas de final, enquanto os outros oito times disputam um jogo da fase classificatória.

    Essas classificações serão baseadas em onde eles terminaram em seu grupo e no número de pontos registrados nas preliminares. Outros critérios de desempate incluem (em ordem) diferencial de gols, maior número de gols marcados e, finalmente, sua classificação IIHF.

    Na rodada de playoff de qualificação, a equipe nº 5 enfrentará a equipe nº 12, a equipe nº 6 enfrentará a equipe nº 11, a equipe nº 7 enfrentará a equipe nº 10 e a equipe nº 8 enfrentará a equipe nº 9. Este é um playoff de eliminação em um jogo único até a disputa da medalha de ouro.

    Para concluir, se uma equipe sofre uma derrota na rodada de qualificação ou nas quartas de final ela está fora da competição. Uma derrota na semifinal e a equipe passa para o jogo da medalha de bronze.

     

    Covid-19 acaba com o sonho NheLers

    Com o avanço da variante Omicrôn pela Europa, Ásia e principalmente América do Norte, a situação da NHL não seria diferente das outras Ligas mundiais. Times como Colocar Avalanche, Flórida Panthers e outros, tiveram seus jogos adiados devido aos casos positivos nas equipes. 

    Em decorrência deste alto número de adiamentos de partidas devido ao surtos nos times, infelizmente tivemos uma triste notícia para os atletas que sonhavam competir em Pequim. Devido às diversas infecções em muitas equipes diferentes, a NHL decidiu abrir mão de liberar seus jogadores para a competição internacional.

    A promessa, incluída no último acordo coletivo, envolvia uma condição que estipulava que uma eventual participação não poderia prejudicar a temporada da Liga. Desta forma, a NHL pretende usar as semanas correspondentes à pausa olímpica para realizar as partidas que foram adiadas.

    Embora não tenhamos a chance de ver Connor McDavid, Auston Matthews e Nathan MacKinnon jogar em sua primeira Olimpíada, o torneio de hóquei masculino em Pequim pode ser uma vitrine para a próxima geração de talentos, como por exemplo, Owen Power, que deve se adequar ao Canadá e Beniers, Sanderson e Faber que estão entre os oito jogadores americanos com menos de 21 anos.

    Entretanto, isto pode ser uma espécie de recomeço para estes jovens jogadores, depois que os juniores mundiais foram cancelados no meio do caminho por causa de preocupações com o avanço do vírus. O mundial foi encerrado cerca de uma semana depois que a NHL decidiu se retirar de Pequim, então a oportunidade roubada tornou-se uma motivação para Beniers, Sanderson, Faber e Commesso se comprometerem com as Olimpíadas.

    Só para relembrarmos, quando a NHL decidiu não enviar jogadores para Pyeongchang em 2018, deu ao atacante  russo Kirill Kaprizov, ao defensor finlandês Miro Heiskanen e ao ala Eeli Tolvanen, e aos atacantes americanos Troy Terry, Ryan Donato e Jordan Greenway oportunidades de se destacar no torneio. Kaprizov e Tolvanen foram o segundo e terceiro artilheiros naquele torneio, enquanto Donato liderou os EUA em gols e Terry em assistências.

     

    Rivalidade já na fase de grupos

    Estas Olimpíadas já irá nos proporcionar fortes emoções na fase grupos, com a disputa entre Canadá e Estados Unidos, programada para acontecer no dia 12 de fevereiro à 00h10 (horário de Brasília). Duas seleções que sempre proporcionam ótimas partidas e mantém a rivalidade aflorada para saber qual o melhor país do continente norte americano na disputa no rink, não poderão contar com as suas grandes estrelas da NHL e sim, apostar nos jovens talentos universitários que estão surgindo. 

    A seleção canadense ainda tem Eric Staal que é de longe o jogador mais experiente e talentoso que se espera participar do torneio: um veterano de quase 1.400 jogos da NHL que jogou pelo Montreal na final da Stanley Cup no verão passado. Ele já é um dos apenas 29 jogadores do Triple Gold Club como vencedores de uma Stanley Cup, uma medalha de ouro olímpica e uma medalha de ouro no campeonato mundial que ajudará o Canadá nesta disputa. Além de Owen Power, que já vem para a competição com grandes expectativas, afinal o jogador foi uma das principais escolhas no Draft da NHL de 2021.

    Já os EUA esperam que um equilíbrio entre jovens estrelas universitárias e profissionais experientes na Liga Americana de Hóquei (NCAA) e na Europa contribua para sua primeira medalha olímpica masculina de hóquei desde 2010.

    Isso significa que Jake Sanderson, de Dakota do Norte, e Matty Beniers, de Michigan, jogam ao lado de ex-jogadores recentes da NHL Kenny Agostino, Steven Kampfer e Aaron Ness. Isso está muito longe de Auston Matthews, Patrick Kane e Seth Jones compartilhando o gelo em como as Olimpíadas deveriam ser, mas as expectativas ainda são altas para que esta seleção chegue longe na disputa do ouro.

     

    Rússia chega como a favorita

    Os russos são novamente os favoritos para ganhar o ouro nesta disputa olímpica em Pequim depois de derrotar a Alemanha na final de 2018, com uma virada histórica que os levou para a prorrogação e graças ao talento vindo da Kontinental Hockey League (KHL), que é considerada o segundo melhor campeonato do planeta em hockey no gelo e que já está com seus jogadores garantidos nesta edição.

    https://twitter.com/khl_eng/status/1485336279999037448

    Desta vez, eles terão que ficar sem Kirill Kaprizov. A estrela do Minnesota Wild é um dos jogadores que precisarão ficar de fora destes jogos olímpicos devido à decisão da National Hockey League (NHL) de não liberar seus jogadores para as disputas na China. Igor Shestorkin e Ilya Sorokin dos Rangers e dos Islanders, respectivamente, também ficarão de fora.

    Na verdade, algumas das principais estrelas de 2018 não estarão nesta edição de 2022. Em vez disso, o ROC (Comitê Olímpico Russo) recorrerá a nomes como Matvei Michkov e Danila Yurov para trazer o ouro para casa. Eles apostarão nos principais talentos que a KHL pode proporcionar à seleção.

    Os russos guerreiros e fisicamente resistentes vão tentar manter as coisas estáveis e seguras na defesa e construir as jogadas a partir daí. Com muitos dos melhores talentos ofensivos faltando por jogarem em equipes dos EUA e do Canadá, podemos esperar a defesa sendo a chave para o ROC ganhar o ouro em Pequim 2022.

    Russian team is the new olympic CHAMPIONS! Golden goal of Ice Hockey

     

    Outras seleções para ficar de olho

    A Finlândia tem uma rica história no hóquei para um país com uma população de apenas 5,53 milhões de pessoas, eles com certeza podem estimular o talento da NHL. De membros do Hall da Fama como Teemu Selanne e Jari Kurri a estrelas atuais como Sebastian Aho e Patrick Lane, eles geralmente não têm problemas em dar ao cenário mundial algo sobre o que falar.  Eles não têm superestrelas como Alex Ovechkin, Sidney Crosby ou Connor McDavid, mas isso não significa que sejam fáceis. O que você sempre pode contar é a ética de trabalho e a mentalidade de nunca desistir de suas partidas (não importa o placar), essa equipe vem como uma força motriz para derrubar seus adversários.

    Desde sua primeira aparição em Oslo nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1952, a Finlândia esteve envolvida em 17 dos últimos 18 Jogos Olímpicos. A única vez que eles não competiram foi em 1956, quando Cortina d’Ampezzo sediou a competição. Porém, eles nunca experimentaram a glória de ganhar o ouro, mas chegaram perto em 1988 e 2006.

    Ao todo, já se passaram 16 anos e três Olimpíadas desde que a Finlândia teve o prazer de jogar o jogo da medalha de ouro. Além de suas duas medalhas de prata, eles têm quatro medalhas de bronze também. Antes do sexto lugar em 2018, eles haviam conquistado três medalhas consecutivas em Olimpíadas e seis das últimas oito. Então, no geral é uma seleção que vem para brigar por medalha este ano.

    https://twitter.com/IIHFHockey/status/1484223496888664065

    Outra seleção que vale prestarmos atenção é a Suécia, que tenta sua primeira medalha desde as Olimpíadas de Sochi em 2014. A equipe sempre foi uma força na competição internacional e teve uma longa lista de sucessos nos Jogos Olímpicos. A seleção ganhou medalhas de ouro em 1994 e 2006, e também tem três medalhas de prata e quatro medalhas de bronze em seu nome. Como mencionado acima, sua medalha mais recente foi em 2014, quando conquistou a prata depois de perder por 3 a 0 para a seleção do Canadá, na disputa do ouro.

    As coisas ficaram um pouco mais complexas para os suecos nessa corrida pelo ouro dos jogos olímpicos pois, nesta segunda-feira (31) a equipe anunciou que dois jogadores defensivos que deveriam estar nas partidas, Emil Djuse e Erik Gustafsson, não participarão mais devido a resultados positivos de covid-19.

    As chances da seleção sueca de lutar por uma medalha estão no mesmo nível de alguns dos outros principais países disputando essas Olimpíadas como Finlândia, Canadá e Alemanha, e eles têm a chance de causar algum incômodo às outras seleções pois está em grupo que com certeza o levará para a próxima fase da disputa. A equipe à se derrotar este ano é a ROC (atual campeã), entretanto, com alguns talentos da SHL, a equipe sueca quer mostrar que pode ser a surpresa da competição.

    https://twitter.com/IIHFHockey/status/1484512073270837254

     

    Onde assistir às Olimpíadas de Inverno

    No Brasil, os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2022 são da Rede Globo. Com isso, as partidas serão televisionadas principalmente no Sport TV. Além disso, os brasileiros podem contar com a plataforma de streaming da emissora, o Globoplay.

    Outra opção é o site oficial dos jogos, onde terá transmissão de todas as 15 modalidades destas Olimpíadas. 

    Para não esquecer, a competição masculina começa no dia 09 de fevereiro com as partidas:

    04:40 ROC x Suíça

    09:10 República Tcheca x Dinamarca

    *Horário de Brasília

     

    Foto: reprodução/ rbth.com

  • 2022 World Junior Championship

    2022 World Junior Championship

    Como já sabemos, em dezembro acontece o Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF. Os fãs de hóquei aguardam ansiosamente por este evento: uma tradição de férias que tem ganhado popularidade desde seu primeiro torneio oficial em 1977. Depois de ser disputado em uma arena vazia em Edmonton no ano passado, o torneio estava de volta à Edmonton (CAN) e Red Deer (CAN), onde era disputado diante de pelo menos parte das torcidas de cada equipe. Inicialmente, o torneio estava programado para ser em Gotemburgo, na Suécia, mas por conta da COVID, a IIFH preferiu manter os mesmos locais do ano passado. Os jogos foram disputados no Rogers Place, casa dos Edmonton Oilers, e no ENMAX Centrium, casa dos Red Deer Rebels.

    Dez equipes iriam competir entre si pela taça durante o período entre 26 de dezembro de 2021 e 5 de janeiro 2022 — quando aconteceria a final da competição. Porém, ontem (29)  tivemos a notícia do cancelamento do restante do evento, devido aos casos de COVID 19 nas equipes.

    Os países que estavam na disputa do World Junior de 2022 eram: Canadá, Finlândia, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Rússia, Suécia, Estados Unidos, República Czechia e Áustria. Divididos em dois grupos, os países contam com jogadores de até 20 anos de idade que se destacaram em seus respectivos times de ligas como a KHL (liga russa), a SHL (liga sueca) e a NCAA (hóquei universitário).

    Normalmente, haveria um time rebaixado no final do torneio do ano anterior. No entanto, devido às circunstâncias diferentes com a pandemia, o time que teria sido rebaixado ainda poderia participar do torneio deste ano. Essa equipe teria sido a Áustria que terminou em 10º em 2021. Se as regras originais estivessem em vigor outra equipe seria promovida ao grupo principal. Este ano a Austria permanece e eles têm mais uma oportunidade de competir.

    O Grupo A teve sede em Edmonton e incluiu Canadá, Finlândia, Alemanha, República Tcheca e Áustria. O Grupo B esteve baseado em Red Deer e foi composto por EUA, Rússia, Suécia, Eslováquia e Suíça.

    A equipe dos EUA foi para o torneio buscando defender o seu título como atuais campeões, com uma equipe de peso pronta para brigar por uma vaga nas semi, incluindo um número considerável de jogadores prontos para o draft de 2022. O Canadá ficou aquém de um torneio perfeito no ano passado, mas conquistou um novo elenco forte, enquanto buscava por revanche pelo segundo lugar do ano passado. Ambas as equipes ficaram sem seus membros-chave do ano anterior, mas existe muito talento nestes novos times.

    William Eklund vinha como uma força motriz, já que a Suécia parece ter se recuperado do resultado decepcionante de 2021, onde acabou perdendo nas quartas-de-final. Eklund perdeu o torneio do ano passado depois de um teste positivo para COVID-19 e parecia ser um dos líderes da Suécia este ano. A Rússia também é outra equipe que teve um final decepcionante no ano anterior, onde mesmo com um grupo talentoso, que inclui o goleiro Yaroslav Askarov, conseguiu apenas disputar a terceira colocação. Para este ano a equipe tinha uma boa perspectiva com o jovem fenômeno Matvei Michkov, que certamente é um às na manga.

    Outra seleção que foi para o torneio em busca da conquista é a da Alemanha, que mesmo com um ano passado difícil devido à um surto de COVID-19 na equipe, chegou mais uma vez com o seu líder Tim Stützle e esperava se recuperar da eliminação do ano passado nas quartas-de-finais. 

    Alguns jogadores que merecem ser observados

    Equipe Canadá – Owen Power

    foto: reprodução/theathletic.com

    Parece que Owen Power tem algo a provar nesta temporada. Na primavera passada, os Buffalo Sabres ficaram com uma difícil decisão sobre sua primeira escolha geral do draft. E ao contrário de muitos drafts, não havia um super favorito e sim até cinco jogadores diferentes chamando a atenção ao longo do ano para serem first pick. No final, os Sabres escolheram Power, um gigantesco defensor da Universidade de Michigan.

    Finalmente, após um ano de interrupções e atrasos, os fãs poderão ver do que Power é capaz. Mas esta não é a primeira vez que ele joga internacionalmente pelo Canadá, o defensor de 1,80 m de altura, vestiu o uniforme de folha de bordo no final da temporada passada (2020-21) no Campeonato Mundial de Hóquei, onde foi um dos jogadores mais jovens do torneio. Contra alguns jogadores com quase o dobro de sua idade, ele teve um desempenho notável, somando três pontos em 10 jogos, enquanto os canadenses conquistaram sua primeira medalha de ouro desde 2016.

    Equipe EUA – Sasha Pastujov

    foto: reprodução/dobberprospects.com

    A seleção mundial de juniores dos Estados Unidos tem apenas seis jogadores que estavam na disputa de 2021 e apenas três destes são atacantes. Isso os coloca em desvantagem na busca pela segunda medalha de ouro consecutiva; a experiência pode significar a diferença entre ganhar uma medalha e voltar para casa mais cedo. Sem Trevor Zegras e Alex Turcotte, os americanos precisarão encontrar contribuintes ofensivos significativos de seu grupo de recém-chegados. Felizmente, eles têm um dos melhores artilheiros da Ontario Hockey League em sua lista: Sasha Pastujov.

    A equipe dos EUA geralmente não conta com jogadores canadenses, mas principalmente das equipes universitárias e do Programa de Desenvolvimento Nacional dos Estados Unidos (USNDP). No entanto, se Pastujov tivesse seguido seu plano inicial, ele estaria baseado nos Estados Unidos; ele patinou pelo USNDP por duas temporadas e se comprometeu com a Notre Dame. No entanto, tudo mudou quando os Anaheim Ducks o recrutaram na terceira rodada do Draft de 2021 e, surpreendentemente, assinaram com ele um contrato básico menos de um mês depois. Isso o tornou inelegível para jogar hóquei universitário, então ele optou por se juntar ao Guelph Storm da OHL para a temporada 2021-22.

    Apesar das surpresas, Pastujov tem sido um dos melhores jogadores do campeonato. Em 26 jogos da OHL, o lateral tem 20 gols e 35 pontos. Ele tem sido indiscutivelmente o melhor jogador do Storm, ajudando-os a chegar ao primeiro lugar em sua divisão.

    Equipe Suécia – William Eklund

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    Nenhum jogador está mais preparado para o Mundial de Juniores de 2022 do que William Eklund. Ele foi um dos vários suecos a perder o torneio de 2021 depois de contrair o COVID-19, roubando-o de sua estreia na categoria sub-20. Sem dúvida desanimado, ele voltou à Liga Sueca de Hóquei (SHL), terminando sua primeira temporada completa no campeonato com 23 pontos em 40 jogos, o segundo maior total para um jogador sub-20. Isso o tornou um favorito entre os cinco primeiros no Draft da NHL, mas acabou sendo a sétima escolha geral, quando o San Jose Sharks o agarrou. Eles não poderiam ter ficado mais felizes com o resultado, já que o talentoso Eklund tirou os Sharks do acampamento, marcando um ponto em cada um dos três primeiros jogos da NHL.

    Com a experiência da NHL em seu currículo e um crescente papel de liderança, Eklund está pronto para deixar sua marca no Mundial de Juniores. Ele é o tipo de jogador que torna aqueles ao seu redor melhores graças à sua inteligência e visão de elite, e ele provavelmente foi a peça que faltava e poderia ter impulsionado o quinto lugar da Suécia.

    Equipe Finlândia – Brad Lambert

    foto: reprodução/thehockeynews.com

    A Finlândia trouxe dois candidatos em potencial altamente elogiados para o projeto de 2022 para Edmonton neste mês. Muitos ficarão ansiosos para ver pela primeira vez Joakim Kemell, que destruiu na Liga Finlandesa nesta temporada aos 17 anos. Outros ficarão curiosos para ver como seu companheiro de equipe Brad Lambert se sairá. Antes considerado uma escolha potencial para a primeira escolha geral, ele despencou no ranking de draft após um desempenho mediano no World Junior de 2021.

    Lambert tem todas as habilidades para ser uma peça-chave para os finlandeses este ano; ele é um dos vários jogadores que retornaram da equipe vencedora da medalha de bronze do ano passado e provavelmente terá um papel maior neste time. Ele também está familiarizado com Kemell, Samuel Helenius – que também voltaram do time de 2021 – e o defensor Ville Ottavainen, todos selecionados do JYP. O mais importante para Lambert são as conexões que ele fez com a equipe finlandesa na bolha do ano passado e terá um papel importante no sucesso dele e de sua equipe em 2022.

    Equipe Rússia – Matvei Michkov

    foto: reprodução/thehockeynews.com

    É sempre emocionante debater os méritos de dois jogadores altamente qualificados que estão concorrendo à primeira escolha do draft. No ano passado, foi Tim Stützle e Quinton Byfield e este ano será Connor Bedard e Matvei Michkov.

    Bedard é o favorito para ficar em primeiro na escolha geral de 2023 para aqueles que o viram na Western Hockey League nesta temporada como um estreante com o Regina Pats. É por isso que Michkov será observado tão de perto no World Junior deste ano; os fãs ouviram o nome e o hype, mas têm pouco em que se basear. Tal como Bedard, Michkov enfrenta adversários muito acima da sua idade, visto que o jovem russo é um dos poucos jogadores Sub-18 da KHL esta temporada. Ele também é um dos melhores, com cinco pontos em 13 jogos, o que o coloca em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 da liga.

    Equipe República Tcheca – Jan Mysak

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    Os tchecos tiveram uma experiência difícil nos torneios mundiais de juniores recentes. Eles não ganham uma medalha desde 2005 e, desde então, terminaram apenas em quarto lugar uma vez.  Mesmo com jogadores talentosos como Martin Necas, David Pastrnak, Tomas Hertl, Vitek Vanecek, Petr Mrazek e Libor Hajek durante esse tempo, sua seca de medalhas seguiu, já que nenhum deles conseguiu impulsionar seu time além de um dos quatro grandes (Canadá, Estados Unidos, Finlândia ou Suécia). Se a equipe deste ano conseguir um avanço, no entanto, provavelmente terá muito a ver com Jan Mysak.

    Mysak está entrando em seu terceiro torneio mundial de juniores, juntando-se a Yaroslav Askarov, Simon Knak, Holtz, Samuel Knazko e Marko Stacha como os únicos jogadores neste ano. Essa experiência por si só dá à República Tcheca uma vantagem na competição no Grupo A, que inclui Canadá, Alemanha e Finlândia, simplesmente porque esses jogadores têm um nível de conforto que só pode ser conquistado por terem jogado em anos anteriores. Mysak deve retornar como capitão, mas mesmo que não volte, ele se certificará de que todos estão adequadamente preparados para lidar com o maior torneio de suas carreiras até agora. Isso o torna um dos jogadores mais importantes de seu time, e se ele puder se manter consistente em seu jogo, então o resto de seu time provavelmente o seguirá.

    Time Alemanha – Florian Elias

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    Ninguém poderia ter adivinhado que um dos artilheiros do Campeonato Mundial Júnior de 2021 seria um ala alemão de 1,72 m não convocado, mas foi o que aconteceu. Depois de cinco jogos, Florian Elias tinha nove pontos, o sexto maior total de qualquer jogador no torneio, incluindo Payton Krebs, Arthur Kaliyev e Cole Perfetti, todos os quais já disputaram jogos na NHL. Enquanto ele foi ajudado pelos companheiros de equipe Tim Stutzle e John Peterka, é preciso um talento especial para acompanhar esses jogadores. Isso é o que Elias é, especial.

    Apesar de seu tamanho, Elias é um dos melhores jovens atacantes da Alemanha desde que estreou na Deutsche Eishockey Liga (DEL) em 2020-21. Naquela temporada, ele somou oito pontos em 34 jogos, ficando em quinto lugar entre os jogadores sub-20 e ganhando o prêmio de Estreante do Ano. Ele foi igualmente eficaz em 2021-22, marcando quatro pontos em 21 jogos pelo Adler Mannheim.

    Equipe Suíça – Lorenzo Canonica

    foto: reprodução/eliteprospects.com

    Nações menores, como a Suíça, raramente têm muitos jogadores juniores de primeira linha para escolher e criar seus escalações mundiais de juniores. Isso geralmente significa que os jovens jogadores têm mais oportunidades de desempenhar um papel maior do que em uma nação como a Suécia ou a Finlândia. Esse foi o caso de Lorenzo Canonica, que foi selecionado para a seleção suíça Sub-20 no ano passado, com 17 anos. Depois de somar 19 pontos em 20 jogos no suíço U20-Elit, ele viajou para Edmonton, onde marcou uma única assistência em quatro jogos, um dos nove jogadores a marcar um ponto para sua equipe no torneio de 2021.

     

    Equipe Eslováquia – Simon Nemec

    foto: reprodução/iihf.com

    Pode ser surpreendente que o currículo mais impressionante do torneio não venha do Canadá, Estados Unidos ou Suécia, mas da Eslováquia. Ainda com 18 anos, Simon Nemec já garantiu o título de melhor zagueiro do seu país desde Zdeno Chara e não parece que vai parar tão cedo. Ele fez sua estreia profissional aos 15 anos na liga principal da Eslováquia com o HK Nitra e liderou sua equipe em gols entre os defensores no seu segundo ano. Na mesma temporada, aos 16 anos, estreou no Mundial Júnior, onde liderou os eslovacos marcando quatro pontos em cinco jogos.

    Nesta temporada, Nemec continuou a dominar a Eslováquia, classificada em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 com 13 pontos em 22 jogos, e foi um dos jogadores selecionados para a qualificação olímpica da Eslováquia. Não há dúvida de que ele deve ser uma escolha entre os cinco primeiros no draft da NHL, mas isso pode ser impulsionado por uma forte participação no Mundial de Juniores de 2022.

    Equipe Áustria – Marco Kasper

    foto: reprodução/skysportaustria.at

    Uma das melhores perspectivas para o draft de 2022, o pivô Marco Kasper de 17 anos tem sido presença regular na Liga Sueca de Hóquei nesta temporada pelo Rögle BK. Ele liderou suas seleções sub-20 com o maior ritmo de pontos por jogo, marcando quatro pontos em três jogos. Este é o seu segundo Mundial de Juniores, depois de vestir o uniforme para os austríacos no ano passado aos 16 anos.

    Kasper é um ponta-de-lança prototípico, usa seu corpo para proteger o disco, e não tem medo de cavar para o disco ficar na frente da rede para um gol sujo. Embora alguns olheiros o vejam como uma escolha do meio para o final do primeiro turno, há uma chance de que um torneio forte possa elevar seu status no draft. No entanto, também existe o risco de ele acabar como Marco Rossi, que estava praticamente invisível no ano passado com a Áustria, apesar de liderar a Liga Canadense de Hóquei em pontos. Vale a pena ficar de olho em Kasper, e seu desempenho deve ditar como a Áustria termina.

    Cancelamento do World Junior devido à COVID-19

    Infelizmente ontem (29) tivemos a triste notícia que, após a desistência de uma terceira partida em dois dias devido à casos positivos de COVID-19 em algumas seleções, a Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), o Hockey Canadá e o comitê organizador, com poucas opções para continuar um torneio com uma alta competitividade, optaram por seu cancelamento.

    O torneio começou no domingo (26), mas os jogadores com teste positivo para COVID-19 colocaram o atual campeão Estados Unidos, a Rússia e a República Tcheca em quarentena obrigatória na quarta-feira (29).

    As equipes chegaram a Alberta em 15 de dezembro, ficaram em quarentena por dois dias e foram testadas antes de poderem patinar. Três jogadores e dois oficiais testaram positivo para o vírus antes do início do torneio. O calendário pré-torneio foi reduzido a um jogo por equipe, com checos e suíços impossibilitados de jogar qualquer partida de aquecimento.

    “A propagação contínua do COVID-19 e da variante Omicron nos forçou a reajustar nossos protocolos quase imediatamente após a chegada para tentar ficar à frente de qualquer propagação potencial”, disse o presidente da IIHF Luc Tardif em um comunicado. “Isso incluía testes diários e a exigência de quarentena da equipe quando os casos positivos eram confirmados.

    “Devemos às equipes participantes fazer o nosso melhor para criar as condições necessárias para que este evento funcione. Infelizmente, isso não foi suficiente. Agora temos que dedicar algum tempo e nos concentrar em trazer todos os jogadores e equipe de volta para casa em segurança ”.

    Dois americanos com resultado positivo foram o motivo da desistência do jogo de terça-feira (28) contra os suíços. Um jogador tcheco e um russo com teste positivo significaram a perda dos jogos de quarta-feira (29) envolvendo essas equipes.

    O Canadá estava programado para jogar seu terceiro jogo da rodada preliminar contra a Alemanha na noite de quarta-feira (29). “O Hockey Canada tem trabalhado incansavelmente desde o início da pandemia COVID-19 para garantir que esteja equipado para receber eventos internacionais de classe mundial em um ambiente seguro e saudável”, disse o Hockey Canada em um comunicado atribuído ao presidente Scott Smith e diretor executivo Tom Renney.

    “Apesar de nossos melhores esforços, e continuamente adaptando e fortalecendo os protocolos, infelizmente não alcançamos nossa meta de completar o Campeonato Mundial Júnior de 2022 da IIHF e distribuir medalhas em 5 de janeiro devido aos desafios do cenário atual do COVID-19.”

    “Desde o início da pandemia, sempre priorizamos a saúde e a segurança dos participantes do evento e da comunidade em geral, e devido às notícias de que encontramos casos positivos no ambiente do World Juniors, entendemos e apoiamos a decisão de cancelar o restante do evento. Embora saibamos que essa é a decisão certa, nos solidarizamos com todos os participantes que conquistaram a oportunidade de representar seus países no cenário mundial e que não serão capazes de realizar esse sonho em sua totalidade”.

    Os protocolos para o campeonato mundial de sub-20 de 2022 foram estabelecidos antes que a onda da variante Omicron levasse o IIHF a cancelar seis torneios de janeiro, incluindo o campeonato mundial feminino de sub-18 na Suécia, de acordo com Tardif.

    “Para colocar isso em contexto, havia oito jogos da NHL adiados quando as equipes entraram na quarentena de chegada no dia 15. Quando aceitamos a recomendação de cancelar os eventos de janeiro no dia 23, havia um total de 62 jogos da NHL adiados. É assim que a situação mudou rapidamente ”, disse Tardif em entrevista postada no site do IIHF antes do anúncio do cancelamento.

    O cancelamento interrompe uma série de 44 anos consecutivos do campeonato mundial sub-20 masculino da IIHF. “Em nossa opinião, interromper o Campeonato Mundial é uma decisão razoável”, escreveu Lars Weibel, o diretor de seleções da Federação Suíça de Hóquei no Gelo, em um post no Twitter. “Face à situação atual, infelizmente já não é possível garantir um torneio justo a nível desportivo.”

    Depois que o jogo Tcheca-Finlândia foi cancelado e antes do torneio ser cancelado, a IIHF anunciou que árbitros e bandeirinhas teriam que usar máscaras durante os jogos.

    O cancelamento do Sub-20 é só mais um do IIHF que, no final da semana passada, cancelou o mundial feminino de sub-18, uma decisão que foi fortemente criticada. O campeonato estava programado para acontecer de 8 a 15 de janeiro em Linkoping e Mjolby, na Suécia. É o segundo ano consecutivo em que o torneio foi cancelado depois que o evento de 2021, também programado para Linkoping e Mjolby, foi cancelado devido à pandemia.

    Não sabemos se os protocolos e a vigilância feita pelos organizadores do torneio foi o suficiente, mas com o avanço da variante Omicron, acreditamos que esta tenha sido a melhor decisão da IIHF, para assim não comprometer a saúde de todos os participantes do campeonato. 

    Os tempos continuam sombrios, então vamos lembrar de nos cuidar e garantir que possamos enfrentar mais uma vez estes momentos sombrios.

    Foto: Reprodução / worldjuniorslive.com

  • Tudo sobre a temporada 2021-22 da PHF

    Tudo sobre a temporada 2021-22 da PHF

    A sétima temporada da Premier Hockey Federation (PHF, ex-NWHL) começou ontem (06) e é a primeira temporada regular da liga pós-COVID. Anteriormente tivemos uma temporada 2020-21 remanejada em Lake Placid, com muitos contratempos.

    Este ano está programado para cada equipe ter 20 jogos, ou seja, pelo menos 60 jogos garantidos nesta nova temporada regular.

    O Boston Pride é o atual campeão da Isobel Cup e, com as mudanças ocorridas na offseason, pode muito bem não estar mais uma vez como o primeiro do ranking. Isso porque muitas trocas e aquisições chave ocorreram antes do início do campeonato deste ano.

    Neste texto, incluímos algumas informações importantes que para ajudar você a apreciar melhor esta nova temporada da PHF.

    Impressões da temporada 2020-21

    A temporada de Lake Placid foi irregular, com o número de partidas por equipe bem desequilibrado. As Riveteres, por exemplo, jogaram apenas três jogos antes de ter que encerrar a temporada por causa de um surto de COVID.

    Tivemos o Toronto Six como indiscutivelmente o time mais impressionante em Lake Placid. No entanto, foi o Boston Pride que ergueu a Isobel Cup, quando a liga voltou à ação em Boston. Mesmo assim, Toronto fez uma campanha impressionante para o seu ano de estreia (garantiu o primeiro lugar na tabela antes dos playoffs) e possui altas expectativas para esta nova temporada.

    Preparação para a temporada 2021-22

    Desde agosto a PHF tem soltado notícias sobre mudanças na liga e liberou o calendário para esta nova temporada.

    Tivemos o anúncio da nova comissária Tyler Tumminia, até então interina no cargo, que, mesmo no meio da pandemia, conseguiu fazer da temporada passada, ainda que reduzida, uma conquista de novas parcerias e investidores. Além disso, começou a atrair visibilidade na mídia, o que ajuda e muito a trazer novos fãs e investidores para a modalidade e, principalmente, para a PHF.

    Tivemos algumas mudanças cruciais entre peças-chave de alguns times, como por exemplo Saroya Tinker, que ao que tudo indicava renovaria o contrato com o Metropolitan Riveters, mas foi anunciado em 23 de junho que a jogadora fechou um contrato com o Toronto Six para a disputa desta sétima temporada. Apesar do sucesso de Tinker em New Jersey neste seu primeiro ano de liga, a oportunidade de voltar para casa foi atraente.

    “Eu realmente amei ver o Toronto Six [em Lake Placid] e percebi que essa é minha cidade natal e percebi que posso estar perdendo algumas coisas em termos de fãs e minha família de Toronto”, disse Tinker no comunicado à imprensa do time de Toronto quando anunciou sua contratação.

    “Acho que, só de voltar para casa, posso jogar pelo meu irmão de 11 anos. Ele é definitivamente um grande fã meu e poderá vir a todos os meus jogos”, disse ela.

    Também podemos destacar a aquisição pelo Minnesota Whitecaps da atacante Lexie Laing, que passou toda sua carreira profissional no Boston Pride.

    “Estou muito animada por me juntar ao Whitecaps nesta temporada. As jogadoras são extremamente talentosas e mal posso esperar para jogar com elas e conhecê-las”, disse Laing sobre sua nova equipe. “Será uma grande oportunidade de jogar pelo Estado do Hockey e deixá-los orgulhosos!” 

    Como se não bastasse perder um de seus jovens talentos como Lexie, All-Star em 2020 e que ajudou o Pride na sua conquista de campeonato, Boston também perdeu sua defensora Taylor Turnquist para o mesmo Minnesota Whitecaps. 

    Além das movimentações de jogadoras, tivemos o anúncio de capitãs em alguns times como o Connecticut Whale, que vai com Shannon Turner nesta temporada.

     

    O Toronto Six anunciou Shiann Darkangelo como a sua líder para tentar seguir de forma brilhante nesta segunda temporada da franquia.

    Ainda pudemos conferir o rebrand do Metropolitan Riveters, que atualizou o seu logo para que a icônica Rosie (que é um símbolo para as mulheres trabalhadoras e um marco para a independência das mulheres nos anos 40) se tornasse sem raça e inclusiva para representar todos os atletas e fãs.

    Rebrand de NWHL para PHF

    A National Women’s Hockey League (NWHL) em setembro oficializou uma nova era em sua história, com a mudança de nome e logotipo antes do começo da temporada 2021-22. A mudança para Premier Hockey Federation (PHF) redefiniu a marca da liga focando nas habilidades e talentos de seus atletas, em oposição a seu gênero. Foi uma das grandes marcas que a liga gostaria de comunicar antes de iniciar o seu novo ano.

    Outra mudança importante anunciada em outubro foi a nova política da PHF para tornar a liga mais plural. Assim, a liga atualizou a sua política com vigência imediata nesta temporada 2021-22 para incluir atletas transgêneros e não-binários. Dessa forma, a PHF não é mais uma liga estritamente de hockey feminino. CA PHF não somente incluiu os gêneros, como também criou diretrizes para que quaisquer atletas se sintam à vontade em fazer parte da liga. 

    Por isso, a PHF pretende tornar o ambiente o mais seguro possível para que todes aqueles que desejarem, possam usar a identidade com a qual se identificam.

    Calendário e começo dos jogos

    O anúncio do calendário oficial ocorreu em agosto e o que vale destacar é que todos os times terão 10 jogos dentro de casa e 10 jogos fora de casa. O início da temporada foi no último sábado (06) com o jogo entre Connecticut Whale e Metropolitan Riveters. O time de New Jersey levou a melhor, vencendo por 4×1.

     

    A data final da temporada regular também foi anunciada, e será no domingo dia 13 de março. Os seis times estarão novamente no gelo para juntos finalizarem a temporada regular e darem início aos playoffs, que ainda terão suas datas anunciadas.

    Como assistir 

    Para finalizar este resumão, você deve estar se perguntando como pode acompanhar estes jogos e não perder nada da sétima temporada.

    Eu te respondo que a Premier Hockey Federation anunciou na última sexta feira (05), que a ESPN adquiriu os direitos internacionais para 30 jogos da temporada regular da PHF durante esta temporada 2021-22, além de eventos especiais, como Isobel Cup e playoffs. A ESPN + é a casa exclusiva da PHF nos Estados Unidos. 

    Os jogos da PHF que fazem parte da rede de distribuição da ESPN International podem estar disponíveis na Europa, Oriente Médio e África via ESPN Player, na América Latina via Star+, Caribe via ESPN Player via ESPN App e Oceania via Watch ESPN via ESPN App. O Star+ é um serviço pago da Disney que também abriga todos os jogos da temporada da NHL, e informações sobre como assinar podem ser encontradas em starplus.com.

     

    Na sexta (05) também foi divulgado pela PHF uma programação de transmissão internacional de 30 jogos para a temporada regular de 2021-22 no canal oficial da liga na Twitch.

    Ambas as reprises da Final da Isobel Cup de 2021 iniciam a cobertura da transmissão internacional ao vivo deste ano na Twitch. O atual campeão Boston Pride poderá ser visto 13 vezes nesta temporada na Twitch, a maior frequência da liga. Em seguida, as vice-campeãs do ano passado, o Minnesota Whitecaps em 11 jogos, e o atual campeão da temporada regular, o Toronto Six, que também está presente 11 vezes, incluindo o primeiro jogo da estreia da franquia em casa no dia 20 de novembro, contra Connecticut. 

    Durante a temporada de 2021, a PHF aumentou seu número de seguidores na Twitch em 260% ano, acumulando dois milhões de visualizações. Os fãs assistiram coletivamente a 15,7 milhões de minutos de conteúdo PHF ao vivo e registraram mais de 130 mil mensagens de bate-papo durante os jogos ao vivo. 

     

    Este é o resumo que você precisa saber para acompanhar a PHF nesta temporada 2021-22 e escolher para quem vai sua torcida este ano. Estaremos atentas ao calendário para futuras atualizações sobre os playoffs e notícias sobre as emoções e recordes que são esperados nesta temporada.

     

    Foto: Reprodução / premierhockeyfederation.com

  • Prévia 2021-22: Divisão Metropolitana

    Prévia 2021-22: Divisão Metropolitana

    Estamos de volta com as prévias da temporada de 2021-22 que terá o primeiro puck drop dia 12 de outubro. Depois de quase dois anos afligidos por uma pandemia, que ainda está entre nós, a temporada já se inicia com duas boas notícias para os fãs de hockey. 

    Primeiramente, teremos de volta um cronograma completo, com 1.312 jogos regulares, além de todos os eventos como o Winter Classic e o All-Star Weekend. E para a alegria do fã brasileiro, o serviço de streaming Star+ vai exibir todas as partidas, isso mesmo, o irmão do Disney+ vai transmitir mais de mil jogos para usuários da América Latina. 

    Agora que já passamos pelas divisões Central, Pacífica e Atlântica, veremos o que podemos esperar da tão competitiva Divisão Metropolitana. Já que teremos a chance de assistir atentamente a tantos jogos, melhor ficar de olho desde já no que os times da Metro poderão nos oferecer. 

    Carolina Hurricanes

    Carolina fez algumas escolhas polêmicas na offseason, mexeu bastante no time e o resultado disso tudo ainda teremos que descobrir. De acordo com a jornalista do The Athletic Sara Civian, o time é a wild card da divisão, sem o defensor Dougie Hamilton, que foi para o New Jersey Devils e com contratações como Jesperi Kotkaniemi, Tony DeAngelo – este basicamente jogado fora pelos Rangers devido às atitudes do atleta –, os goleiros Frederik Andersen e Antti Raanta, os defensores Brendan Smith e Ian Cole e o atacante Josh Leivo, é esperar para ver o que os Canes vão se organizar para fazer nessa temporada.

    Columbus Blue Jackets

    Na temporada passada o time terminou em último na divisão da qual fez parte, ficando atrás até do Detroit Red Wings. Mas o time está passando por um período de reestruturação e deve ainda sofrer um pouco nessa fase de adaptação e mudanças. Alguns dos nomes que os Blue Jackets assinaram contrato foram Zach Werenski, Gavin Bayreuther, Boone Jenner, Eric Robinson e Sean Kuraly. 

    Com uma divisão tão competitiva é difícil que a visão de Jarmo Kekalainen, general manager da equipe, se manifeste tão rapidamente. Mas ficaremos de olho em Ohio assim mesmo.

    New Jersey Devils

    Let’s go to Jersey é algo que ninguém nunca falou. Mas os Devils estão com uma equipe de jogadores bem novos e aparentam estar tentando construir algo sólido e que resulte em alguma coisa, então é provável que um olho nosso precise estar ciente do que rola por lá. 

    Dougie Hamilton chegou dos Canes pela bagatela de 9 milhões de dólares anuais, por sete anos. Além dele, chegam também os esforços do goleiro Jonathan Bernier, de Ryan Graves, Tomas Tatar e dos atacantes Brian Flynn, Janne Kuokkanen e Chase De Leo. 

    Certamente é uma equipe com bastante potencial de crescimento, conforme os jogadores mais novos conseguem se desenvolver e melhorar suas performances na Liga. 

    New York Islanders

    Os Isles estão há duas temporadas chegando perto e morrendo na praia, ou pelo menos, na praia ao lado. Mas o time parece dedicado a fazer o esforço de dentro e fora do gelo se converterem na tão almejada Stanley Cup. 

    Apesar de terem perdido jogadores importantes nessa offseason, como Nick Leddy e Jordan Eberle (este último foi agarrado pelos tentáculos do Kraken e levado para Seattle), mantiveram boa parte do time do ano anterior. Também renovaram nomes importantes como Andy Greene, Anthony Beauvillier, Casey Cizikas, Kyle Palmieri e Ilya Sorokin, além de anunciarem a contratação de Zach Parise e Zdeno Chara, que volta ao seu primeiro time da NHL depois de 20 anos. 

    Certamente é um time focado em trazer a taça para Ilha, com jogadores experientes e bastante química entre eles. É considerado um dos fortes para pelo menos levarem o troféu da divisão. 

    New York Rangers

    Nome eles tem. Brincadeira, tem potencial também. Mas vamos precisar que eles entreguem mais do que um Madison Square Garden lotado e deem tudo de si na temporada regular, assim quem sabe consigam chegar aos playoffs, e de lá a gente vê… 

    Durante a free agency assinaram com Patrick Nemeth, Jarred Tinordi, Dryden Hunt, Filip Chytil, Greg McKegg e Barclay Goodrow. Além disso, o time renovou com o goleiro Igor Shesterkin. Do que vai sair de Manhattan só saberemos mesmo acompanhando todos os jogos no Star+. 

    Philadelphia Flyers

    Na Filadélfia, Carter Hart e Joel Farabee assinaram contratos de extensão. Além deles a equipe assinou também com Derick Brassard, Nate Thompson, Ryan Fitzgerald, Gerald Mayhew, Keith Yandle, Adam Clendening, Nick Seeler, e com as escolhas controversas de Martin Jones e Rasmus Ristolainen. 

    Com as novas adições talvez saiam melhor do que na temporada passada, mas de qualquer modo não devem fazer feio no gelo. 

    Pittsburgh Penguins

    Brandon Tanev foi fisgado pelo anzol destinado ao sea monster e precisou se realocar para a Divisão Pacífica. Além dele, os Penguins disseram adeus a Jared McCann e Cody Ceci. Por outro lado, eles assinaram com Brock McGinn, Danton Heinen, Taylor Fedun, Evan Rodrigues e com o goleiro Louis Domingue. 

    No entanto, a franquia começará 2021-22 sem Sidney Crosby e Evgeni Malkin, o que certamente não conta a seu favor. Talvez seja o momento dos Penguins investirem em novos talentos no gelo, enquanto dois de seus principais jogadores (que já estão se aproximando de finais de carreira) nem poderão sair dos vestiários. Vai ser difícil para eles se estabelecerem de forma segura na temporada e na divisão, mas veremos como irão se sair com os desafios que já estão traçados antes mesmo do apito inicial. 

    Washington Capitals

    O gol de D.C. permanece excelente com Ilya Samsonov e Vitek Vanecek. Os Capitals garantiram ainda a renovação contratual do capitão Alex Ovechkin e assinaram com Michael Vecchione, Hunter Shepard, Lucas Johansen, Matt Irwin e Dylan McIltrath.

    É uma equipe que está envelhecendo, e não exatamente buscando mudar para um roster mais novo e da geração Z. Mas a experiência ainda conta demais na NHL, então não estão atrás das outras equipes da divisão. E mesmo preferindo não mexer em time que está ganhando, quase sempre, tem boas chances de ir longe na competição. 

    Com toda certeza não desgrudaremos nossos olhos do que esses velhinhos provarão que conseguem fazer. 

    Mas e você?

    O que espera dessa parruda divisão? Fácil não vai ser pra ninguém e estamos ansiosas para assistirmos a jogos de um calendário regular extenso e com muito hockey para melhorar nossas noites. 

  • Prévia 2021-22: Divisão Atlântica

    Prévia 2021-22: Divisão Atlântica

    Uma das divisões mais difíceis, se não a mais difícil da NHL, a Divisão Atlântica tem alguns dos principais candidatos à Stanley Cup da temporada 2021-22, e outros times que procuram provar que são autênticos e estão vivos no campeonato.

    Uma palavra que define o que podemos esperar desta divisão é competitividade. Com o atual campeão, Tampa Bay Lightning, defendendo seu troféu, podemos esperar embates interessantes contra o Montreal Canadiens (vice-campeões), Toronto Maple Leafs, Florida Panthers e Boston Bruins. Estes principais times aproveitaram a offseason e tentaram organizar a casa com contratações pontuais que podem trazer resultados interessantes na temporada regular.

    Vamos descobrir um pouco mais o que podemos esperar destas equipes na temporada 2021-22! Vale lembrar que este é nosso terceiro texto referente às prévias divisionais para a temporada regular da NHL. Não deixe de conferir a prévia da Divisão Central e Divisão Pacífica.

    Boston Bruins

    Os Bruins estiveram presentes em playoffs em cada uma das últimas cinco temporadas e ganharam pelo menos uma rodada em quatro desses anos. Eles terminaram em terceiro na disputada Divisão Leste na última temporada, vecendo o Washington Capitals na primeira rodada antes de perder em seis jogos para o New York Islanders. Grande parte da equipe dos Bruins permanece intacta, com algumas exceções importantes. O atacante David Krejci foi para casa para jogar na República Tcheca, e o goleiro Tuukka Rask está fora de temporada (e sem contrato) enquanto se recupera de uma cirurgia no quadril. Ambos os veteranos tiveram impacto em Boston e, para compensar suas perdas, o time precisará de bom desempenho do recém-contratado Taylor Hall e da nova adição, Nick Foligno, bem como do novo goleiro nº 1 e ex-Sabres Linus Ullmark.

    A defesa de Boston não é a mais eficaz no jogo. No entanto, o técnico Bruce Cassidy encontrou um equilíbrio sólido para este grupo jovem, e seus atacantes são defensivamente responsáveis ​​o suficiente. Eles têm uma unidade capaz e talentosa de atacantes, mas a forma como estes se saírem nesta temporada pode ser a diferença entre ganhar a última vaga da pós-temporada e lutar pelo título da divisão. De qualquer forma, os Bruins são um time praticamente garantido nos playoffs.

    Buffalo Sabres

    Se você quiser ver como um time pode chegar, infelizmente, ao fundo do poço, basta olhar para os resultados dos Sabres na última década. A franquia por várias reinicializações e reconstruções e ainda assim permaneceram em desvantagem contra quase todas as equipes que enfrentarem nesta última temporada. O GM de Buffalo, Kevyn Adams, e o agora técnico principal, Don Granato, não têm uma disponibilidade grande de orçamento para trabalhar. Porém, eles têm algumas peças essenciais, incluindo o defensor Rasmus Dahlin e a primeira escolha do NHL Draft de 2021, Owen Power (Universidade de Michigan). Os dois, um dia, poderiam formar um primeiro par de defesa de elite. Um dia, mas não por ora.

    Por enquanto, a lista dos Sabres é como um acampamento de verão de jovens jogadores em desenvolvimento (como Dylan Cozens, Casey Middlestadt) e veteranos em ação não negociáveis ​​(Jeff Skinner, Kyle Okposo). No gol, eles deixaram o goleiro titular Linus Ullmark partir para um rival de divisão, os Bruins. No seu lugar, um combo de Aaron Dell, de 32 anos, e um veterano Craig Anderson, de 40, que jogou apenas quatro jogos em 2021. Este é apenas o estágio inicial de uma reconstrução longa e difícil. (#dor)

    É triste dizer, especialmente quando se trata de uma cidade esportiva que merece mais, mas Buffalo quase certamente ainda será um péssimo time em 2021-22. Adams pode criar boas expectativas para o futuro do time quando negociar o descontente center estrela Jack Eichel, mas ele não pode agitar uma varinha mágica e transformar limões em limonada. Simplesmente não é tão fácil para organizações bem-sucedidas superarem as dificuldades, muito menos uma franquia como Buffalo e sua pobre história recente de tentar construir algo de valor. Mesmo que você veja a luz no fim do túnel para os Sabres, deve presumir que mais dor está por vir para os fãs desta franquia.

    Detroit Red Wings

    Apenas os Sharks, Sabres, Ducks e Blue Jackets ganharam menos jogos do que Detroit na temporada passada. Dezenove vitórias em 56 jogos foram uma indicação clara de quão longe os Wings ainda precisam ir para se tornarem uma verdadeira ameaça nos playoffs. Mas isso não significa que o GM Steve Yzerman não melhorou sua equipe; ele adquiriu o finalista do Calder Trophy de 2021, Alex Nedeljkovic, dos Hurricanes, e trouxe o veterano blueliner Nick Leddy do New York Islanders. Ainda conta com a sexta escolha geral de 2019, o D-man Moritz Seider. Juntos, Leddy e Nedeljkovic tornam a defesa de Detroit bem melhor, mas ainda não são bons o suficiente para marcar algumas das feras da divisão. Sem contar o desfalque de Tyler Bertuzzi, que se negou a se vacinarcontra a COVID-19. O atacante provavelmente perderá todos os jogos realizados no Canadá, segundo as leis do país, além de parte de seu salário.

    Lenta e conscientemente, Yzerman tornou seu elenco mais jovem – Detroit tem apenas dois atacantes com mais de 28 anos. No entanto, a difícil estrada à frente para os Wings é uma luta que eventualmente todas as grandes equipes enfrentam conforme a geração vencedora se aposenta e um novo ciclo competitivo começa. Detroit pode e deve ganhar mais jogos do que em 2021, mas provavelmente não será o suficiente para colocá-los em uma vaga nos playoffs.

    Florida Panthers

    Os Panthers terminaram em segundo lugar na improvisada Divisão Central no ano passado, e mostraram que possuem fôlego para chegar longe no campeonato. O GM Bill Zito só reafirmou o quão em ascensão está a equipe quando acrescentou ao poder de fogo do time o ala direito de 25 anos, duas vezes artilheiro de 25 gols, Sam Reinhart, de Buffalo. Além dele, o time assinou com o barbudo e imponente Joe Thornton para reforçar sua quarta linha. A Flórida já tinha um dos melhores grupos de produção de gols da liga. Adicionar Reinhart, e também obter uma temporada completa do ex-pivô do Flames, Sam Bennett, só o tornará mais potente.

    A defesa dos Panthers é um tanto subestimada, especialmente considerando que eles disputaram 21 jogos no ano passado sem o astro Aaron Ekblad. Além disso, o goleiro Sergei Bobrovsky não teve uma temporada ideal, embora ele tenha melhorado suas estatísticas em em relação à primeira temporada com Florida

    Apesar de tudo, o time parece uma potência e estão prontos para passar e causar sérios danos nos adversários nos playoffs. Eles enfrentarão seus rivais de estado em Tampa para chegar a esse ponto, mas possuem a habilidade, o equilíbrio e o treinamento para fazer isso. Poderemos ver disputas interessantes chegando ao sul da Flórida este ano.

    Montreal Canadiens

    Os Habs tiveram uma campanha de playoffs memorável na última temporada, vencendo três oponentes antes de perder a final da Stanley Cup para o Lightning. Mas não devemos esquecer que, antes desse grande feito, Montreal não impressionava exatamente na temporada regular. A equipe terminou o ano com apenas 24 vitórias em 56 jogos, duas a menos que o quinto colocado Calgary Flames (que perdeu os playoffs porque tiveram apenas três derrotas na prorrogação/pênaltis, enquanto os Canadiens tiveram 11).

    Os Canadiens passaram por mudanças significativas nesta offseason, perdendo o atacante e terceiro escolhido na classificação geral de 2018, Jesperi Kotkaniemi, para uma offer sheet dos Canes, e o valioso atacante Corey Perry para os Bolts. Eles também precisam enfrentar o ano sem o capitão Shea Weber, que provavelmente perderá toda a temporada regular com uma lesão no tornozelo esquerdo. Além disso, Montreal começa o ano sem o atacante Paul Byron (fora até janeiro de 2022) após uma cirurgia no quadril neste verão, e o goleiro Carey Price que além de estar se recuperando de uma lesão no joelho, estará fora da temporada por motivos pessoais por tempo indeterminado.

    Essas são grandes perdas, e embora o GM Marc Bergevin os tenha substituído pelos atacantes veteranos Christian Dvorak e Mike Hoffman (o último jogador dos quais também começará o ano nos bastidores com uma lesão na parte inferior do corpo fora da temporada). Os desfalques podem se revelar como um grande obstáculo para Montreal se qualificar para os playoffs.

    É possível que os Canadiens continuem com o ímpeto que tiveram na pós-temporada do ano passado. No entanto, eles estão em uma divisão mais difícil desta vez e podem não ter profundidade de elenco suficiente para superar e tentar uma sequência de playoffs mais longa. Pode ser a última semana ou duas do calendário de 82 jogos, mas, em qualquer caso, Montreal provavelmente lutará contra Toronto e Boston pelas duas últimas vagas nos playoffs do Atlântico durante toda a temporada.

    Ottawa Senators

    Após fracassar durante grande parte do início da temporada regular de 2021, os Senators ficaram mais fortes e terminaram o ano com uma campanha 8-2-1. Eles agora têm uma base de jogadores impressionante, com jovens estrelas em desenvolvimento, como o atacante Tim Stützle e o defensor Thomas Chabot, e apenas dois de seus jogadores têm mais de 30 anos. Isso é uma ótima notícia.

    A notícia não tão boa é que Ottawa permitiu a marca de 189 gols sofridos. Apenas três times da liga permitiram mais. O GM de Ottawa, Pierre Dorion, ajudou seus defensores com a adição do ex-Golden Knights Nick Holden. Mas sejamos francos, ele não será o catalisador para melhorias suficientes a ponto de colocar os Senators em uma posição de playoffs. E depois de sua campanha abaixo da média em 2021, o goleiro Matt Murray provavelmente não se recuperará o suficiente para colocá-los na parte de cima da tabela na divisão.

    Ottawa terá um percentual de vitórias melhor do que na temporada passada? É muito provável que sim. Os playoffs são um objetivo longe demais para eles nesta temporada? Também é provável que sim. Mas tudo o que os fãs dos Sens querem ver é um progresso significativo no time e provavelmente o verão nesta temporada. O progresso, entretanto, é lento e nada linear, mas em mais um ou dois anos, os Sens serão uma força a ser enfrentada na NHL.

    Tampa Bay Lightning

    Como todos os campeões da Stanley Cup, o Lightning perdeu parte de suas peças-chaves por motivos de limite de salário. Elevar o teto salarial na temporada passada funcionou bem para o time, mas isso os forçou a se separar de muitos jogadores importantes nesta offseason. Mais especificamente, todos de sua estelar terceira linha. No entanto, o GM Julien BriseBois mais uma vez complementou sua lista com know-how veterano (incluindo o ex-astro do Canadiens/Stars/Ducks, Corey Perry, e o D-man Zach Bogosian, que retorna dos Leafs para outra temporada com os Bolts), e ele ainda tem um dos seis melhores grupos de atacantes da NHL e um tremendo grupo de defensores. Sem contar que possuem um dos melhores goleiros da liga, Andrei Vasilevskiy, que está chegando no seu auge aos 27 anos.

    Não tenha dúvidas, o Lightning será excelente nesta temporada e provavelmente estará entre os favoritos para ganhar sua terceira Stanley Cup consecutiva. Alguma equipe, eventualmente, será capaz de derrotá-los, mas isso pode levar um bom tempo para acontecer.

    Toronto Maple Leafs

    A esta altura, a maioria dos seres conscientes têm conhecimento da forma sombria como a temporada anterior de Toronto terminou. Não poderia ter sido pior e não poderia ter vindo das mãos de um rival mais odiado, neste caso, o Montreal Canadiens. Mas, por pior que fosse, não diminui o fato de que os Leafs foram um dos times mais dominantes da temporada regular no ano passado. Eles tiveram o quinto ataque mais produtivo da NHL (186 gols marcados) e obtiveram um ótimo trabalho no gol com Jack Campbell, a caminho de se tornar a sétima defesa mais eficaz na franquia (148 gols contra).

    Apesar de algumas mudanças notáveis ​​na lista de jogadores, o GM dos Leafs, Kyle Dubas, mais uma vez colocou sua equipe em uma posição para jogar bem nesta temporada. A competição por posições existe principalmente com os wingers, embora a batalha mais importante possa ser entre Campbell e o UFA recém-assinado, Petr Mrazek. Se os dois goleiros continuarem saudáveis, Toronto pode ter um número impressionante nas redes, mesmo que ambos atuem em turnos. O treinador principal, Sheldon Keefe, deve escalar o mais preparado, mas também deve misturar suas vagas de titular em jogos consecutivos, e isso pode deixar Mrazek e Campbell saudáveis ​​e prontos para atuar na pós-temporada.

    Chegar aos playoffs pode ser mais difícil para o Toronto agora que eles estão em uma divisão mais competitiva, mas não há como eles vacilarem e aceitarem estar do lado de fora da pós-temporada levando em consideração o elenco que possuem em casa. Auston Matthews ainda joga lá. Mitch Marner e William Nylander ainda fazem mágica por lá. John Tavares é uma peça crucial e ativa na equipe e e eles ainda possuem uma defesa acima da média trabalhando por lá também. É uma equipe que ficará bem até a chegada dos playoffs, mas haverá uma pressão incrível sobre eles quando chegarem. E se as coisas derem errado na pós-temporada, podem acreditar que olharemos para um elenco muito diferente dos Leafs no próximo ano.

  • Prévia 2021-22: Divisão Pacífica

    Prévia 2021-22: Divisão Pacífica

    Se pudéssemos escolher uma palavra para definir a Divisão Pacífica, esta seria (re)construção. Primeiramente é preciso citar a volta da NHL para Seattle com a estreia do Kraken como 32ª franquia da liga. Em seguida, voltamos nossos olhos para times que vêm dependendo dos seus jovens jogadores e a esperança de uma temporada mais consistente. 

    É claro que sempre tem a expectativa do Oilers com Connor McDavid e Leon Draisaitl, assim como o time de Vancouver com Elias Pettersson e Quinn Hughes. Talentos individuais empolgam o torcedor em acompanhar a divisão. Mas, quando se trata dos seus times, a Pacífica está longe de ser a divisão mais emocionante.

    Vamos conhecer um pouco do que esperar dessas equipes para 2021-22?

    Este é o segundo texto de nossas prévias divisionais para a temporada regular da NHL. Vocês podem conferir a prévia para a Divisão Central aqui.

    Anaheim Ducks

    Para o desespero dos torcedores, o processo de reconstrução dos Ducks parece estar longe de chegar ao fim. Um dos indícios para isso é a renovação da equipe com o capitão Ryan Getzlaf para sua 17ª temporada com o intuito de manter sua figura de liderança no vestiário. Dessa forma, o foco da equipe ainda está nos seus jovens forwards, em especial na linha Trevor Zegras, Max Comtois e Alexander Volkov. 

    Os Ducks estão empenhados em amadurecer seus jovens jogadores antes de pensarem em uma troca de liderança. É claro que, agora que suas estrelas em ascensão não são mais rookies, a expectativa é que os Ducks apresentem um time mais entrosado e constante. Entretanto, ainda precisarão enfrentar dois pontos importantes: o powerplay e o número de gols. Afinal, o hockey ainda se vence marcando e não com uma baixa média de idade no banco. 

    Calgary Flames

    Após não chegarem aos playoffs na temporada anterior e a perda do capitão Mark Giordano para Seattle, os Flames chegam para 2021-22 com alguns desafios e muitos questionamentos. A equipe terá o técnico Darryl Sutter, que substituiu Geoff Ward em março, desde a pré-temporada e pode se beneficiar da experiência do treinador vencedor de duas Stanley Cups (Los Angeles Kings em 2012 e 2014). Entretanto, precisará mostrar um entrosamento melhor no gelo se quiser chegar na pós-temporada este ano.

    Um ponto forte da equipe é a boa forma dos forwards Matthew Tkachuk e Johnny Gaudreau. Na temporada anterior, Gaudreau conquistou 49 pontos (19 gols e 30 assistências) em 56 jogos, enquanto Tkachuk marcou 43 (16 gols e 27 assistências). Porém, se por um lado estes jogadores trazem esperança dentro do gelo, eles também podem ser um pesadelo para o GM. Isso porque esta é a última temporada dos contratos de Matthew Tkachuk e Johnny Gaudreau que, hoje, somam 13,75 milhões de dólares contra o cap. Ou seja, ambos os jogadores têm interesse em crescer no gelo para que o próximo contrato também cresça. 

    Entretanto, a equipe conquistou nomes de peso nessa intertemporada. Um deles foi Blake Coleman, que chega do Tampa Bay Lightning com um contrato de seis anos. O jogador ajudou o time da Flórida a conquistar a sua segunda Stanley Cup seguida e, sem dúvidas, deseja trazer o sucesso para o norte. 

    Edmonton Oilers

    Os Oilers seguem um time intrigante de se acompanhar. Se por um lado a equipe tem uma das melhores duplas de forwards, por outro, o time segue sem conseguir provar o valor de seus garotos de ouro. Isso porque é incontestável que a equipe se classifique como um dos melhores após a temporada regular. Em 2020-21, o time de Edmonton teve uma campanha de 35-19-2, porém, foi varrido dos playoffs pelo Winnipeg Jets, que estava longe de ser um dos favoritos. 

    Também na temporada anterior, os Oilers tiveram o melhor powerplay na temporada regular e se colocaram em nono quando se trata de penalty kill. Porém, boa parte do problema da equipe é contar apenas com seus jogadores top de linha. Connor McDavid e Leon Draisaitl são os melhores forwards da liga e este posto parece estar longe de ser substituído. Entretanto, ao olhar para o restante do roster, em especial quando se trata de defesa, Edmonton se torna uma grande interrogação, com jogos muito bons ou jogos extremamente ruins. 

    Nesta offseason a equipe não fez grandes alterações, não modificando, assim, o estilo de jogo dos Oilers. Entretanto, ao contrário da última temporada reduzida devido à pandemia de COVID-19, o time de Edmonton vai enfrentar seus outros companheiros de divisão e não apenas as equipes canadenses. Assim, um adversário em potencial que pode estragar o sonho do primeiro lugar da divisão é o Vegas Golden Knights que ainda não conheceu uma temporada ruim. Ainda sobre os Oilers, podemos criar expectativas para jogos recheados de gols. O poder ofensivo, que já era forte, teve a adição de Tyler Benson, Warren Foegele, Ryan McLeod, e Brendan Perlini. Dessa forma, a equipe conta com pelo menos seis jogadores com uma média de 20 gols ou mais na temporada. 

    Los Angeles Kings

    Depois de duas Stanley Cups no currículo, os Kings vêm lutando temporada atrás de temporada para voltarem à nata da NHL. Não é novidade para ninguém que já há alguns anos a equipe está fazendo o seu rebuild. A grande questão é: quando essa reconstrução vai dar resultado? Para 2021-22, os Kings trouxeram os forwards Phillip Danault e Viktor Arvidsson para complementar o elenco. 

    Além disso, a grande expectativa do torcedor está nos jovens talentos que tiveram pouco ou nenhum tempo de gelo na liga e que podem estrear nesta temporada. Dentre eles os defensores, Mikey Anderson e Tobias Björnfot, os forwards Gabriel Vilardi, Jaret Anderson-Dolan e a expectativa da participação dos prospects Quinton Byfield, Alex Turcotte e Arthur Kaliyev em algum momento da temporada. 

    Com tudo o que sabemos sobre a Divisão Pacífica, há grandes chances dos Kings conseguirem se classificar para os playoffs. Mas talvez, seja a hora da franquia avaliar suas estratégias de mudanças e buscar alternativas a curto prazo para terem um melhor resultado no gelo. 

    San Jose Sharks

    Ainda falando sobre times que estão se reconstruindo, os Sharks mais uma vez chegam a uma temporada com um ponto de interrogação. A maior parte do seu cap está ocupado com jogadores 30+, dentre eles Evander Kane, que está afastado por tempo indeterminado enquanto a NHL investiga diversas acusações sobre o jogador. Além dele, os Sharks também estão com os contratos de Erik Karlsson, Brent Burns, Marc-Édouard Vlasic, Logan Couture e o buyout de Martin Jones ocupando seu cap. Nenhum destes jogadores estão ficando mais novos e, sem espaço no cap, a franquia pode ter dificuldade de convocar novos talentos para o seu roster.

    Porém, pode haver uma luz no fim do túnel para o time da Califórnia. Nomes como o defensor Tomas Hertl, de apenas 22 anos, estão começando a aparecer. Entretanto, esta é a última temporada do contrato de Hertl e, assim, os Sharks precisam abrir espaço salarial se quiserem assegurar uma das suas novas estrelas. No gol, a vaga também está em aberto. A equipe assinou com James Reimer nessa offseason, e o goleiro deve revezar as redes com Adin Hill.

    Sem dúvidas, o maior desafio desta temporada para o time de San Jose não será no gelo. Para trazer resultados, a equipe precisará mexer nos bolsos e talvez arriscar perder alguma nova estrela enquanto contratos cheios de no-movement clauses ainda seguem válidos. Para o torcedor, muita paciência para acompanhar essa dança das cadeiras enquanto as redes adversárias seguem vazias. 

    Seattle Kraken

    Sem dúvidas, a grande expectativa para esta temporada é o novo time de Seattle. A franquia, que chega com uma nova proposta de organização, teve a oportunidade de montar uma equipe experiente. A grande dúvida acerca do Kraken é se eles irão conseguir igualar (ou superar) a temporada de estreia dos Golden Knights em 2017. E, com expectativas tão altas, surpresas podem acontecer. 

    Seattle apostou em jogadores veteranos como os forwards Brandon Tanev e Yanni Gourde, e os defensores Mark Giordano e Jamie Oleksiak para formar a base do seu time. Porém, não se esqueceu de jogadores mais novos que já fizeram boas temporadas na NHL como Haydn Fleury e Alex Wennberg.

    Entretanto, a grande questão é saber como estes jogadores vão se entrosar no gelo. Com planos de fazer uma boa temporada de estreia, Dave Hakstol terá que fazer um excelente trabalho atrás do banco. A verdade é: ou veremos uma excelente temporada de estreia, ou um péssimo desempenho enquanto começam a colocar ordem na casa. 

    Vancouver Canucks

    No último domingo (3), Vancouver renovou o contrato com dois dos seus jogadores que fizeram a diferença nas últimas temporadas: Elias Pettersson e Quinn Hughes. Entretanto, apesar de ambos terem sido finalistas do Calder Trophy nas respectivas temporadas de estreia, 2020-21 não foi a melhor fase para Pettersson ou Hughes. O primeiro perdeu os últimos trinta jogos da temporada com uma lesão no punho, enquanto Hughes parece ter tido problemas com sua dupla no gelo desde que Travis Hamonic se afastou por problemas pessoais. Para a 2021-22, os Canucks dependem da volta destes dois jogadores para sua melhor forma. 

    Entretanto, um time não é feito por dois jogadores. O time de Vancouver foi ao mercado nesta offseason buscando aprimorar a sua defesa. Assim, Oliver Ekman-Larsson (ARI) chegou em julho junto com Tucker Poolman (WPG) como promessa de uma nova linha de defesa. Nas redes, Thatcher Demko e Jaroslav Halak irão revesar a posição.

    O objetivo dos Canucks para esta temporada é seguir investindo nos seus prospects e chegar aos playoffs. O time vem fazendo uma renovação do roster a partir do draft há alguns anos e, nomes como Pettersson, Hughes e Brock Boeser são exemplos de que a estratégia está dando certo. Agora, eles precisam começar a colher resultados. 

    Vegas Golden Knights

    O Vegas Golden Knights ainda não sabe o que é ter uma temporada ruim. Porém, parte do motivo para o seu sucesso nas últimas duas temporadas foi a dupla de goleiros Robin Lehner e Marc-André Fleury. Com a ida do segundo para o Chicago Blackhawks, Vegas pode precisar de alguns jogos para se adaptar com a ausência do atual vencedor do Vezina. Não que o time esteja ruim nas redes, pois Laurent Brossoit chega do Winnipeg Jets com uma SV% de .918. Sem dúvidas esta transição não irá demorar. 

    Mas então o que Vegas precisa melhorar para 2021-22? Para começar, é preciso fazer melhorias no seu powerplay. Contra o Montreal Canadiens nas semifinais, foi justamente essa deficiência que os tirou da disputa pela Stanley Cup. Porém, o acréscimo de Evgenii Dadonov e Nolan Patrick ao roster sem dúvidas vai melhorar o poder ofensivo do time. Dadonov marcou 25 gols no powerplay pelo Florida Panthers enquanto Patrick, que ficou boa parte da temporada anterior fora do gelo, tem tudo para jogar em frente ao gol ao lado de Mark Stone. 

    Não há dúvidas de que Vegas chega a mais uma temporada pronto para conquistar sua vaga nos playoffs. Com uma equipe constante, decisiva e sem um adversário mais forte na divisão, o passe para a pós-temporada é apenas uma questão de tempo. Mas será que este é o ano que veremos os Golden Knights com uma Stanley Cup? Ou talvez não ser mais o “calouro” da NHL provoque uma pressão ainda maior em um time que não sabe lidar com ela?

  • Prévia 2021-22: Divisão Central

    Prévia 2021-22: Divisão Central

    A apenas poucos dias de sua estreia, a temporada regular 2021-22 da NHL começa oficialmente no dia 12 de outubro. Essa será a temporada que marca o retorno ao calendário tradicional, com tudo que a Liga tem direito – inclusive o retorno das divisões como os fãs já estão acostumados, com uma pequena mudança para o Arizona Coyotes. O time passa a fazer parte da Divisão Central para a adequação ao 32º time da NHL, o Seattle Kraken.  

    No entanto, essa não será a única mudança para esta temporada. A Liga também reformulou os seus protocolos de saúde para que o retorno ao gelo seja feito da forma mais segura possível para todos os envolvidos. Assim, para os fãs resta uma única pergunta: qual time conquistará a tão cobiçada Stanley Cup?

    Por isso, o NHeLas retornou mais um ano com as suas prévias de cada time com base na temporada anterior e toda a movimentação nessa offseason. Para dar início a nossa série de previsões, o que esperar da Divisão Central.

    Arizona Coyotes

    Com uma história um pouco turbulenta nas últimas temporadas, o Arizona Coyotes segue mais um ano tentando dar a volta por cima. O time passa por problemas fora do gelo e não é de hoje. Em mais uma tentativa de evitar que os Yotes afundassem de vez, eles decidiram reformular a sua marca, trazendo de volta o coiote Kachina. 

    No entanto, essa não é a única mudança. A equipe do Arizona perdeu muitas peças-chave na temporada anterior e nessa free agency. Apesar de assinar novos contratos, a perspectiva para os Coyotes não é boa, e ainda há quem diga que a intenção é exatamente cair na tabela. Porém, tudo não passa de especulação da mídia, que mantém seus olhos atentos a cada novo capítulo da história do time. 

    Com a perda de seus três goleiros (Darcy Kuemper, COL; Adin Hill, SJS; Antti Raanta, CAR) e capitão (Oliver Ekman-Larsson, VAN), os Yotes têm contado com nomes como Phil Kessel e os novatos para segurar as pontas. Eles chegaram a contratar o goleiro Carter Hutton, além dos atacantes Dmitrij Jaskin, Ryan Dzingel e Liam O’Brien. Entretanto, ainda será necessário suar muito a jersey para chegar perto de disputar vaga nos playoffs.

    Chicago Blackhawks

    O Chicago Blackhawks teve uma free agency bastante movimentada. Dentro e fora do gelo, as atitudes do time vêm sendo questionadas por toda parte. A começar com uma aquisição intrigante para fãs e críticos: a de Seth Jones. O defensor assinou um contrato de 8 anos que começa na temporada 2022-23, com um destaque para a cláusula de não-movimento em todos eles. 

    Outro nome conhecido que se juntou aos Hawks foi o goleiro Marc-Andre Fleury. Ele se despediu de Las Vegas e passou a chamar Chicago de casa, após quatro anos com os Golden Knights. Além dele, os defensores Caleb Jones e Jake McCabe também chegam a um time que precisava desesperadamente de mudança na blue line, e o recém-bicampeão Tyler Johnson deixou Tampa para agregar ao ataque do time da Windy City.

    A notícia mais feliz para o torcedor provavelmente foi o retorno do capitão Jonathan Toews, que ficou afastado durante a última temporada após ser diagnosticado com Síndrome da Resposta Inflamatória Crônica. Uma das jovens apostas dos Hawks, Kirby Dach, também retorna ao elenco recuperado de uma lesão no punho. Dach mostrou um bom desempenho no gelo durante a sua temporada de estreia, e o time já consegue ver o seu potencial.  

    Infelizmente, para os Blackhawks as novas contratações podem não sair como esperado. Os fãs devem torcer muito para que Seth Jones faça jus ao futuro contrato, ao mesmo tempo que o retorno de Toews e Dach impulsione o time para a frente. No papel, a equipe parece ter melhorado em relação à última temporada e acredita que briga por uma vaga na pós-temporada. Porém, talvez ainda seja cedo para afirmar qual será o destino dos Hawks este ano.

    Colorado Avalanche

    O Colorado Avalanche tem crescido de forma constante nas últimas temporadas, chegando cada vez mais longe nos playoffs. Esse pode ser um reflexo das mudanças feitas no time ao decorrer dos anos. Com nomes como Cale Makar, Sam Girard e Devon Toews na defesa, o time de Dever tem sido destaque nos jogos em que disputa. No entanto, o mérito não fica somente para a defesa, já que apesar de ter perdido alguns jogadores importantes, os Avs continua mcom as suas peças chaves.

    É o caso do capitão Gabriel Landeskog, que renovou o seu contrato com o Avalanche e mantém a sua linha ao lado de Nathan MacKinnon e Mikko Rantanen. Porém, não só de veteranos o time tem se garantido. Ele vem apostando em nomes como o defensor Bowen Byram e o atacante Alex Newhook que juntos fazem parte da nova safra de Colorado e, apesar de já terem participado de alguns outros jogos com a equipe, prometem mostrar todo o seu potencial nesta temporada.

    Outro ponto a ser destacado é a perda de um goleiro e a lesão de outros, um ponto ao qual os fãs devem prestar atenção. Após ter dado adeus a Philipp Grubauer, que se juntou ao Seattle Kraken, o time garantiu um contrato com Darcy Kuemper. Entretanto, Kuemper assim como Pavel Francouz vem se recuperando de lesão. 

    Assim, apesar do time ainda se mostrar forte, não podemos ignorar que a defesa pode ser prejudicada caso os goleiros não estejam 100% preparados. Com isso, resta ao Avalanche garantir um bom desempenho de seus defensores no gelo para dar o suporte que a rede precisa. 

    Dallas Stars

    O Dallas Stars vinha de uma boa temporada em 2019-20 após ter sido finalista da Stanley Cup. Porém, a temporada de 2020-21 não foi das melhores para a equipe do Texas, que nem conseguiu se classificar para os playoffs. Apesar de o time ter sido atingido por fatores externos, os Stars precisam agora correr atrás do prejuízo caso não queiram uma repetição do último ano. 

    Para isso, eles fizeram questão de garantir um contrato de um de seus melhores defensores, o finlandês Miro Heiskanen. Além, é claro, de ter nomes importantes de volta ao gelo como Tyler Seguin e Alexander Radulov – ambos ficaram de fora da temporada passada devido a lesões. Seguin jogou apenas três partidas ao final da temporada regular enquanto Radulov jogou 11 partidas no início da temporada.

    O time de Dallas também garantiu alguns nomes nessa free agency como o goleiro Braden Holtby. Ele chega de Vancouver para completar o time ao lado de Anton Khudobin e Jake Oettinger, enquanto o veterano Ben Bishop ainda está se recuperando de suas cirurgias que o deixaram de fora da última temporada. Pensando na defesa, os Stars garantiram o veterano Ryan Suter, que chega para completar a linha ao lado de John Klingberg, Esa Lindell e Heiskanen. 

    Com grandes nomes no ataque, o time de Dallas ainda conta com um reforço de juventudo, com jogadores como Denis Gurianov e Ty Delladrea mostrando um grande potencial no gelo, e Roope Hintz, que promete estar pronto para o início da temporada. Assim, o time mostra que tem grande expectativa para a sua nova temporada, com algumas linhas voltando ao que eram e garantindo alguns novos jogadores. Para Dallas essa pode ser a chance de voltar aos trilhos. Resta para os fãs aguardar para ver se no gelo o planejamento atinge o mesmo objetivo.

    Minnesota Wild

    Os fãs do Minnesota Wild já podem respirar mais aliviados nesta temporada. O time, que foi eliminado pelo Vegas Golden Knights nos playoffs, fez seu oponente suar a jersey para avançar em sete jogos. E ao que tudo indica, esse ano o time deseja quase o mesmo resultado, com a pequena mudança de não ser eliminado. 

    O Wild mexu os seus pauzinhos nessa free agency e conquistou o tão sonhado contrato com a sensação russa Kirill Kaprizov. Com um contrato de cinco anos, a estrela do time promete mostrar todo o seu potencial no gelo e alavancar ainda mais a equipe. O jogador, junto com Kevin Fiala, tem sido uma das grandes apostas do time de Minnesota para o futuro.

    No entanto, o maior destaque vai para as mudanças realizadas na defesa. Com dois grandes contratos de defensores a menos, o Wild fez questão de assinar com nada menos que seis novos jogadores para a posição. Agora Matt Dumba e companhia contarão com a ajuda de Jordie Benn, Alex Goligoski, Joe Hicketts, Jon Lizotte, Dmitry Kulikov e Jon Merrill. 

    Com uma defesa renovada, ao lado de jogadores que já mostravam um bom desempenho e o atual vencedor do Calder, Kaprizov, garantido, a equipe de Minnesota tem motivos de sobra para conquistar a sua vaga nos playoffs. Principalmente se levarmos em consideração a atuação de Cam Talbot contra os Golden Knights, as chances estão ao seu lado, mesmo estando em uma divisão forte como a Central.  

    Nashville Predators

    O Nashville Predators precisa se reinventar e é exatamente isso que tem feito nessa offseason. Ao se despedir de alguns jogadores e ter visto outros lesionados, o time se viu numa verdadeira encruzilhada. Não restando nenhuma alternativa a não ser apostar nos jogadores mais novos. Um exemplo disso foi o caso do goleiro Pekka Rinne que se aposentou recentemente, deixando Juuse Saros como o novo goleiro titular. Além de Saros, o time passa a contar também com David Rittich que chega para cobrir o espaço deixado por Rinne.

    Algumas de suas grandes estrelas ainda permanecem no time. No entanto, os Preds agora devem tentar manter uma mistura do novo com o velho. A equipe de Nashville chegou a realizar algumas trocas em função disso, como a adição do atacante Cody Glass e o defensor Phillippe Myers. Ao lado de Eeli Tolvanen, Philip Tomasino e Alexandre Carrier, a nova safra dos Predators promete ser o diferencial que o time tanto necessita. 

    Jogadores como Roman Josi, Filip Forsberg, Matt Duchene e Mattias Ekholm seguem firmes mostrando que os veteranos ainda têm muito o que contribuir. Essa mistura deve ser bastante benéfica para os Preds, que apesar de ter conseguido se classificar para os playoffs na temporada passada, foram eliminados pelo Carolina Hurricanes ainda na primeira rodada. 

    St. Louis Blues

    O St. Louis Blues com certeza tem se mostrado um time forte ao se reerguer no meio da temporada e conquistar a Stanley Cup em 2019. No entanto, mesmo passando para os playoffs nas temporadas seguintes, ele se viu dando adeus rapidamente, sendo “varrido” pelo Avalanche na temporada 2020-21. Porém, o seu elenco é muito forte, e trabalhando da maneira correta isso pode mudar.

    Começando pelo retorno de Colton Parayko, o defensor de 28 anos renovou o seu contrato por mais oito temporadas com a franquia. Mesmo com a perda de Vince Dunn no Draft de Expansão de Seattle, a defesa do time ainda conta com as peças Torey Krug, Justin Faulk e Marco Scandella. No ataque as coisas podem não andar 100%, com Vladimir Tarasenko pedindo para sair em maio deste ano. Contudo, o jogador ainda permanece no time e promete ser um trunfo enquanto estiver em St. Louis. Quanto aos novos contratados dos Blues, Brandon Saad e Pavel Buchnevich, ambos os atacantes chegam para complementar o poder ofensivo ao lado de Ryan O’Reilly e Robert Thomas.

    Enquanto isso, o goleiro principal do time pode não ser a grande aposta como foi anteriormente. Após ser um destaque na vitória da Stanley Cup, o desempenho de Jordan Binnington não foi o mesmo nos anos seguintes. As suas estatísticas caíram e, apesar de ter um grande contrato, o goleiro precisa se esforçar mais se quiser repetir a vitória. 

    Dessa forma, a chance do time se classificar para os playoffs ainda existe, mas será necessário muito jogo de cintura para que possam avançar no topo da divisão. Competindo contra times fortes e que têm se reestruturado, os Blues com certeza terão um grande desafio pela frente.

    Winnipeg Jets

    Outra equipe que tem surpreendido em suas últimas temporadas é o Winnipeg Jets. O time chegou a se classificar para os playoffs e “varrer” o Edmonton Oilers, favorito na série do primeiro round. Porém, ao enfrentar o Montreal Canadiens, os Jets se viram também “varridos” e deram adeus à corrida pela taça. Entretanto isso não muda o fato de que o time possui um bom elenco e, se trabalhar da maneira correta, esse ainda pode ser o ano deles.

    A parte defensiva foi uma das mais favorecidas nessa free agency, na qual os Jets garantiram dois contratos e uma renovação. Os defensores Brenden Dillon e Nate Schmidt chegam para se juntar a Logan Stanley e Neal Pionk, que renovaram seus contratos este ano. Esse pode ser um dos maiores destaques do time para garantir uma classificação na pós-temporada. Por outro lado, o ataque de Winnipeg tem sido bastante sólido e não viu muitas adições. Mark Scheifele segue como uma constante para o time, ao lado de Pierre-Luc Dubois e seu capitão Blake Wheeler. 

    Os Jets têm tentado montar um time campeão, a defesa sendo o seu maior foco é uma prova disso. No gol, Connor Hellebuyck, um dos grandes responsáveis pela vitória contra os Oilers, está recebendo também Eric Comrie. Ambos os goleiros trabalharão para manter a rede do time canadense vazia, enquanto seus companheiros marcam gols em seus adversários.


    Enquanto o Wild e os Avs podem ser um dos grandes favoritos para se classificar no topo para os playoffs, a Divisão Central é bastante competitiva e sempre guarda uma surpresa para quem acompanha. Seria muito cedo para batermos o martelo de quem conquistará o título de campeão da divisão, mas não podemos ignorar as melhorias que alguns times fizeram e como seu nível tem evoluído nos últimos anos. Com certeza será uma corrida muito interessante de se acompanhar, do início ao fim.

  • Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Leste

    Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Leste

    Hoje (15) finalmente começam os playoffs da NHL, com o primeiro confronto na Divisão Leste. Como já noticiamos por aqui, o formato para a temporada 2020-21 é um pouco diferente.

    Por causa das restrições de viagens devido à pandemia da COVID-19, a liga temporariamente se realinhou em quatro divisões de oito equipes. Entre elas, a Divisão Norte, que é composta inteiramente pelas equipes canadenses da NHL. As quatro melhores equipes de cada divisão chegaram aos playoffs.

    Assim, as duas primeiras rodadas consistem em confrontos divisionais: primeiro lugar vs. quarto lugar e segundo lugar vs. terceiro lugar, com os vencedores se enfrentando na segunda rodada.

    Para as Semifinais da Stanley Cup, o time restante com o melhor total de pontos da temporada regular será alocado primeiro e jogará com o time que possuir o pior total. Enquanto isso, o time com o segundo melhor total de pontos jogará contra o time com o terceiro melhor total. Os vencedores dessas duas séries disputarão, por fim, Stanley Cup.

    O que esperar da Divisão Leste:

    Os jogos desta divisão se iniciam neste sábado (15), com Boston Bruins e Washington Capitals, na Capital One Arena. Esta pode ser uma das mais duras séries dessa etapa. Isso porque os Capitals terminaram a temporada regular em segundo lugar, mas até o começo do mês tinham tudo para terminar em primeiro. Já os Bruins não tiveram a consistência esperada na temporada regular, mas desde o final de abril conseguiram recuperar resultados e pontuar para terminar em terceiro.

    Os Capitals têm muitas interrogações a caminho da pós-temporada. Os atacantes Alex Ovechkin e Nicklas Backstrom e o defensor John Carlson perderam vários jogos recentemente, com lesões na parte inferior do corpo, e o pivô Evgeny Kuznetsov e o goleiro Ilya Samsonov estão na lista de protocolo da COVID-19 da NHL. Ademais, T.J. Oshie sofreu uma lesão na parte inferior do corpo no sábado passado (08) e está sendo observado diariamente para entender sua condição.

    Zdeno Chara era o líder de Boston até o final da última temporada, mas hoje começa essa disputa pela Stanley Cup como um adversário. Boston, por sua vez, está em alta desde o fim do prazo de trocas, após adquirir Taylor Hall e Curtis Lazar do Buffalo Sabres e Mike Reilly dos Ottawa Senators. Os Bruins tiveram uma campanha 12-3-1 desde estas negociações e receberam um grande impulso de Hall, cuja falta de resultados no início da temporada foi quase uma piada em comparação com quantas chances de gol ele gerou. O ex-MVP da liga tem oito gols e seis assistências em 16 jogos desde que ingressou no Bruins. Lazar e Reilly juntos já fizeram 11 pontos.

    Os dois times têm praticamente chances iguais de vencer esta série de confrontos. Porém, os Capitals têm uma leve vantagem, pois tiveram uma melhor consistência de vitórias na temporada regular.

    Partidas da série:

    Jogo 1: sábado (15), Boston Bruins x Washington Capitals

    Jogo 2: segunda-feira (17), Boston em Washington Capitals

    Jogo 3: quarta-feira (19), Washington Capitals X Boston Bruins

    Jogo 4: 21 de maio, Washington Capitals x Boston Bruins

    Jogo 5: 23 de maio, Boston Bruins x Washington Capitals, caso necessário *

    Jogo 6: 25 de maio, Washington Capitals x Boston Bruins, caso necessário *

    Jogo 7: 27 de maio, Boston Bruins x Washington Capitals, caso necessário *

    A outra partida desta divisão será entre o Pittsburgh Penguins e o New York Islanders. Surpreendentemente os Penguins terminaram em primeiro lugar na divisão e os Islanders em quarto. Quem acompanhou a temporada regular do Leste, provavelmente imaginou a posição contrária para estas duas equipes.

    Os Islanders começaram a temporada com força total e vencendo todos os jogos que disputaram, e dessa maneira, tornaram-se destaque quase em toda a temporada regular. Mas, no último mês, o desempenho se tornou completamente questionável. Terminaram em sexto lugar em eficiência de penalidades, e isso inclui neutralizar com sucesso 39 de suas últimas 42 situações shorthanded (na desvantagem numérica) para fechar a temporada regular.

    Já os Penguins foram criando uma sequência arrasadora de vitórias e geraram uma reviravolta na tabela no mês de abril. O power play de Pittsburgh ficou em quarto lugar na NHL nesta temporada, graças em grande parte à qualidade da equipe na criação de tiros em áreas de alto perigo à gol. Além disso, os Penguins tiveram em média 23,5 chances de tiros de alto perigo a cada 60 minutos jogados com a vantagem de um jogador, a quinta melhor pontuação da NHL. Jake Guentzel registrou, sozinho, 27 do total destas chances.

    Partidas da série:

    Jogo 1: domingo (16), New York Islanders x Pittsburgh Penguins

    Jogo 2: terça-feira (18), New York Islanders x Pittsburgh Penguins

    Jogo 3: quinta-feira (20), Pittsburgh Penguins x New York Islanders

    Jogo 4: 22 de maio, Pittsburgh Penguins x New York Islanders

    Jogo 5: 24 de maio, New York Islanders x Pittsburgh Penguins, caso necessário *

    Jogo 6: 26 de maio, Pittsburgh Penguins x New York Islanders, caso necessário *

    Jogo 7: 28 de maio, New York Islanders x Pittsburgh Penguins, caso necessário *

    Façam suas apostas de quem passa nestes dois confrontos! Estatisticamente falando, é bem possível existir uma disputa Pittisburg Penguins x Washington Capitals. No entanto, sabemos que há equipes experientes em playoffs que não abrirão mão tão facilmente de sua vaga.