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  • Perfil: Cale Makar

    Perfil: Cale Makar

    Um dos rookies mais comentados dessa temporada é o defensor do Colocado Avalanche, Cale Makar. Já candidato ao Calder Trophy, o canadense de 21 anos vem fazendo uma temporada de estreia interessante. Antes de mais nada, Makar já se apresentava como uma sensação da torcida do Avalanche quando fez sua estreia pelo time durante o primeiro round dos playoffs. Quando o time do Colorado foi eliminado na segunda rodada pelo Sharks, Makar já contava com 1 gol e 5 assistências. Apenas o início da sua carreira na NHL.

    Cale Makar nasceu em Calgary, Alberta, no dia 20 de Outubro de 1998. Curiosamente, sua cidade natal é a mesma do time contra quem viria a marcar o seu primeiro gol na Liga. O Colorado Avalanche draftou o defensor como 4ª escolha em 2017, ano em que o time ainda não apresentava um desempenho necessário para chegar à pós temporada.

    O Colorado Avalanche começou sua reconstrução na temporada 17-18, quando chegou aos playoffs pela primeira vez depois de três temporadas fora. Dessa forma, ter buscado Makar para a disputa na pós temporada em 2019 mostra que o time está interessado em trazer novos rostos para o elenco de forma a possibilitar que a equipe chegue cada vez mais longe na busca pela conquista da Stanley Cup.

    Modo Iniciante

    Makar começou sua carreira na minor-hockey program Crowchild BlackHawks, antes de entrar para o nível Bantam em 2011. No Canadá, o nível Batam se inicia com 13-14 anos, idade que Cale começou a jogar pelo time da NWCCA Bruins e pelo time do mesmo nível do Calgary Flames na temporada 12-13. Então Makar mudou de categoria e passou a competir pelo NWCAA Stampeders no nível midget na temporada 13-14, tendo voltado ainda na mesma temporada, para o Flames, agora no nível midget.

     Ele foi draftado pelo Medine Hat Tigers da Wester Hockey League no 8º round do 2013 Bantam Draft. Mas retornou para o Calgary Flames onde permaneceu no midget level em 14-15, sua única temporada completa pelo time. Naquele ano, Cale marcou 23 pontos em 34 jogos, além disso foi nomeado MVP da Alberta Midger Hockey Legue além de ter entrado para o time All Star da liga.

    Para se tornar elegível à NCAA, Cale Makar se juntou ao Brooks Bandits da Alberta Junior Hockey League (AJHL), onde permaneceu entre as temporadas 14-15 e 16-17. Sua tentativa deu certo, uma vez que com suas conquistas ao lado dos Bandits, Makar foi aceito na Universidade de Massachusetts, assinando seu compromisso para jogar pela equipe em 29 de Agosto de 2015.

    Entretanto, Makar ainda teria duas temporadas com os Bandits antes de ir para a NCAA. Na temporada 15-16, aos 17 anos, Cale se tornou um dos melhores defensores dos Bandits ao marcar 55 pontos em 54 jogos. Nesta mesma temporada, o jogador foi peça fundamental na equipe durante os playoffs, quando o Bandits ganhou o campeonato da AJHL. Dessa forma, Cale foi eleito rookie of the Year além de levar os prêmios de Western Canada Cup Top Defenceman Award, o RBC Cup Top Defenceman, Top Scorer e MVP.

    Na temporada seguinte, Makar continuou em alto nível, liderando a AJHL entre os defensores e terminando em sexto frente a todos os outros jogadores com 75 pontos, distribuídos em 24 gols e 51 assistências. Cale também conquistou 16 pontos em 13 jogos dos playoffs, levando os Bandits a conquistar o segundo campeonato seguido. Além disso, marcou 6 pontos em 5 jogos, quando os Bandits ficaram em segundo na Royal Bank Cup.  

    Quando se tornou elegível para o NHL Draft em 2017, Makar era considerado um top prospect e um dos melhores defensores disponíveis. Por fim, ele foi selecionado em quarto pelo Avalanche, sendo o segundo defensor daquele ano a ser escolhido, atrás apenas de Miro Heiskanen. Cale Makar se tornou, assim, o jogador da AJHL mais alto a ser escolhido no NHL Draft e o segundo a ser selecionado na primeira rodada desde Joe Colborne em 2008.

    Modo Carreira

    Mesmo sendo escolhido em quarto do Draft, Cale Makar escolheu seguir com seu compromisso e jogou por duas temporadas na Massachusetts University. Dessa forma, ele fez parte da equipe que reconstruiu a programa da UMass para a temporada 17-18. Seu primeiro ponto pela Universidade foi contra o Arizonta State, em 6 de Outubro de 2017. Em seguida, o seu primeiro gol veio ainda no mesmo mês, no dia 27, quando marcou contra o Marreimack College.

    Como calouro, Makar precisou ajustar seu jogo ao ritimo da NCAA. Dessa forma, isso fez com que ele evoluísse durante o ano, ajudando a UMass seguir para a pós-temporada. Entretanto, perderam para a Northeastern University por 7 a 2 nos playoffs. Assim, Makar terminou a temporada com um total de 21 pontos, sendo 5 gols e 16 assistências em 34 jogos. Foi escolhido como co-Rookie do ano pela New England Hockey Writers Association e, por ter sido o nono defensor em gols na Hockey East, Makar também foi selecionado para o All-Rookie e Third All-Star Teams da conferência.

    Para a temporada 18-19, o Colorado Avalanche tinha interesse em levar Makar para a NHL, mas o jogador optou por jogar mais uma temporada pela UMass. Dessa forma, Cale Makar liderou e lida em gols e foi o primeiro jogador do Minutemen a ser homenageado como Hockey East Player of the Year. Com a ajuda do defensor, a Universidade de Massachusetts chegou pela primeira vez na história do programa a uma final do Frozen Four. Entretanto acabou perdendo para o Minnesota–Duluth Bulldogs por 3 a 0. Makar também recebeu o prêmio Hobey Baker em Abril de 2019, concedido ao jogador considerado o melhor da temporada na NCAA.

    Dois dias depois do Frozen Four, Cale Makar finalmente assinou o seu contrato de entrada com o Colorado Avalanche no dia 14 de Abril. Sua estreia na NHL aconteceu no dia seguinte, no jogo 3 da primeira rodada dos playoffs. Enfrentando o Calgary Flames, Makar marcou o seu primeiro gol na Liga no mesmo dia, se tornando assim, o primeiro defensor a marcar um gol na sua estreia na Liga.

    Como Cale começou a sua carreira na NHL durante os playoffs, oficialmente, a temporada 19-20 é a sua temporada de rookie. Dessa forma, seu primeiro gol em uma temporada regular foi na vitória do Avalanche contra o Golden Knight por 6 a 1 no dia 25 de Outubro. E aparentemente Makar não cansa de quebrar recordes. Por causa do seu desempenho contra o time de Vegas, Cale se tornou o primeiro rookie do Avalanche a ser nomeado uma estrela da semana, ao conquistar a terceira estrela.

    No mês de Novembro, Makar quebrou outro recorde da franquia. Dessa vez, se tornou o primeiro rookie a marcar 18 pontos em 18 jogos. Mais tarde, o defensor foi nomeado rookie do mês de novembro. E, em 29 jogos, já conta com 28 pontos, destes 8 gols e 20 assistências. Sem dúvida, é apenas o início de uma temporada marcante para o jogador de apenas 21 anos que, ao lado de Nathan MacKinnon, vem se mostrando um jogador capaz de mudar a forma de jogo do time.

    Modo Internacional

    Jogando pela seleção canadense Cale Makar não apresenta números tão impressionantes. Entretanto, o Canadá conta com diversos jogadores veteranos que talvez ainda não tenha chegado a hora do jovem jogador brilhar com a Jersey vermelha e branca.

    Ainda assim, Makar esteve presente no time canadense para o World Junior A Challange em 2015 e 2016, levando a medalha dourada em 2015. Ele também esteve presente na seleção U20 para o 2018 World Junior Championship que aconteceu em Buffalo, Nova York. Nesta competição, além da medalha de ouro, Cale Makar terminou o torneio liderando entre os defensores em números de pontos, ao todo, 8 pontos em sete jogo. Makar também foi o único canadense a ser nomeado no All-Tournament Team.

    Cale Makar também foi convidado a se juntar a seleção canadense nas Olimpíadas de Inverno de 2018, mas recusou, porque iria perde três semanas de jogos com a UMass.

    Foto Reprodução: Yahoo! Sports

  • Perfil: Carter Hart

    Perfil: Carter Hart

    Na última quarta-feira (9), Carter Hart estabeleceu um novo recorde para o Philadelphia Flyers. Isso porque o jogador, de apenas 21 anos, não deixou o puck entrar nas suas redes na vitória de 4 a 0 contra o New Jersey Devils. Desse modo, Hart se tornou o goleiro mais jovem da franquia a conseguir um shutout. Este foi apenas um dos recordes que o canadense já conquistou no início da sua carreira com os Flyers.

    Defesa realizada por Hart do shoot de Taylor Hall

    Hart nasceu em 13 de agosto de 1998, em Sherwood Park, Canadá. Inicialmente draftado pelos Flyers na segunda rodada em 2016, ele estreou pelo time em 17 de dezembro de 2018 depois de uma breve passagem pelo Lehigh Valley Phantoms, time afiliado do Flyers na AHL.

    O goleiro é um dos mais jovens a conquistar marcas para seu time na Liga. Após ter demonstrado maturidade e segurança em sua temporada de estreia, Hart assumiu a titularidade na temporada 2019-20 e pode ajudar o time a voltar a competir por um lugar nos playoffs. Nos dois primeiros jogos dos Flyers da temporada, ele foi o responsável pelas redes, conquistando duas vitórias consecutivas.  

    Modo Iniciante

    Carter Hart começou a sua carreira na WHL na temporada 2014-15, com apenas 16 anos. Jogando pelo Everett Silvertips, o jovem goleiro teve um recorde de 18 vitórias em um 2.29 GAA e uma porcentagem de 0.915 saves. Em 2016, Hart foi nomeado goleiro do ano da CHL, chegando a ser ranqueado como o segundo goleiro norte-americano no NHL Central Scouting.

    Na temporada 2017-18, Hart completou 1.60 GAA, 0.947 saves e 7 shutouts pelo Silvertips. Com isso, ele foi nomeado tanto goleiro do ano quanto jogador do ano pela WHL. Ele também levou, pelo segundo ano consecutivo, goleiro do ano da CHL, sendo assim o primeiro goleiro da história a conquistar duas vezes o prêmio.

    Hart entrou no draft de 2016 como um dos melhores goleiros elegíveis naquele ano. De tal forma que ele foi selecionado na segunda rodada e assinou o contrato de entrada na NHL em 2 de outubro de 2016.

    Sua carreira nos juniores é considerada uma das melhores na história do hockey. Apresentou não apenas um bom desempenho no gelo, mas também demonstrou maturidade e visão de jogo. Com isso, ficou na frente dos demais goleiros da sua idade. Um dos motivos para isso é o acompanhamento de um psicólogo desportivo, que auxiliou Hart neste meio tempo. Um preparo mental que, sem dúvidas, está dando resultado.

    Por jogar em uma posição na qual a carreira é longínqua, chegar à NHL com apenas 21 anos é um dos diferenciais de Carter Hart. Em quatro temporadas que passou nos juniores, Hart conseguiu 116 vitórias, com 2.01 GAA e 0.927 save percentage e um total de 26 shutouts. Números que, sem dúvida, ajudaram a definir a sua carreira profissional.

    Modo Carreira

    Para quem acredita em superstições, e no mundo do hockey temos muitas delas, a chegada de Carter Hart ao gol dos Flyers aconteceu devido a uma onda de azar, ou até mesmo a uma suposta maldição do gol do time da Filadélfia. Ele foi, até na sua data de estreia, o oitavo goleiro a jogar pelo time na temporada 2018-19. Um recorde na NHL.

    Hart começou a temporada jogando pelo Lehigh Valley Phantoms, afiliado dos Flyers na AHL. Ele foi chamado para a NHL em dezembro, quando Anthony Stolarz se lesionou. Em seu primeiro jogo na Liga, os Flyers derrotaram os Red Wings por 3 a 2 e Hart foi nomeado uma das estrelas do confronto. O jogador se tornou, assim, o goleiro mais jovem a vencer em sua estreia na NHL, posto que antes era de Carey Price.

    Em 28 de Janeiro, Carter conquistou a sua quarta vitória seguida na NHL. Venceu os Jets e se tornou, dessa forma, o primeiro goleiro desde Steve Mason a conquistar este número de vitórias seguidas antes dos 21 anos. Por isso, Hart foi eleito rookie do mês, ajudando os Flyers a chegar em uma sequência de seis vitórias, duas derrotas e um overtime. Após levar os Flyers a uma sequência de seis vitórias seguidas, em 4 de fevereiro Hart foi nomeado estrela da semana.

    Na nova temporada, podemos esperar do goleiro mais experiência de gelo e, quem sabe, até mesmo a titularidade frente às redes do Philadelphia Flyers. Carter Hart vem apresentando um jogo coeso e inteligente. É, portanto, um nome importante para se ficar de olho.

    Modo Internacional

    Competindo pela seleção canadense, Carter Hart também impressiona. Ele esteve à frente às redes no 2017 World Junior Ice Hockey Championships, quando o Canadá voltou para casa com a medalha de prata, perdendo para os Estados Unidos nos shootouts. Mas, ao invés de se render à derrota, Carter voltou no ano seguinte para conquistar a medalha de ouro no 2018 World Junior Ice Hockey Championships. Neste torneio, Carter marcou um percentual de 0.929 de saves, 1.81 gols permitidos e um shutout nos seis jogos em que participou.

    Em abril de 2019, depois dos Flyers terem ficado de fora dos playoffs, Hart foi chamado para a seleção principal do Canadá no 2019 IIHP World Championship. Apesar de ter sido reserva de Matt Murray nesta competição, devido aos seus números e habilidades, Carter Hart pode vir a assumir a titularidade do gol da seleção canadense muito em breve.

    Foto: Reprodução/Barstoolsports.com

  • Perfil Sebastian Aho

    Perfil Sebastian Aho

    Essa semana o nome de Sebastian Aho foi um dos assuntos mais comentados no universo do hockey. Isso porque, durante o Free Agency Day, o Montreal Canadiens ofereceu uma offer sheet pelo jogador. Entretanto, o Carolina Hurricanes igualou a oferta e Aho será um jerk por mais cinco temporadas.

    O center nasceu em Rauma, na Finlândia, em 26 de Julho de 1997. Assim, elegível para o Draft de 2015, Aho foi selecionado por Canes na escolha 35 overall e já está fazendo história no time. Nessa temporada, Sebastian Aho se tornou o quarto jogador da franquia a marcar 80 pontos antes de completar 22 anos. Sem dúvida, apenas o início de uma carreira que iremos acompanhar de perto.

    Modo iniciante

    Sebastian ganhou o seu primeiro par de patins com dois anos de idade. Contudo, antes disso, já acompanhava seu pai em jogos de hockey. Harri Aho, o pai, jogava profissionalmente em um time local chamado Lukko. Isso fez com que Sebastian e seus irmãos crescessem no meio, frequentando vestiários e arenas. Com três anos, Harri levou Sebastian para a escola de patinação de Kärpät. Foi ali que Aho, enfim, começou a praticar o esporte.

    Sua pouca idade não importava. Aho já estava acostumado a jogar em espaços abertos com seu irmão e amigos mais velhos. Ele podia não ser o mais forte, mas já se mostrava um jogador inteligente. Nesse meio tempo, Aho já começava a desenvolver seus instintos e habilidades de jogo que, posteriormente, o fariam chegar a NHL com um diferencial.

    Sua carreira no hockey profissional teve início no Oulun Kärpät, na liga Finlandesa, estreando pelo time na temporada 2013-14. Mas, foi na sua segunda temporada pelo time, primeira que jogou desde o início, que Sebastian Aho se destacou. Não apenas marcou o gol que deu o campeonato para o Karpat, em um overtime duplo de um jogo 7, como também chamou atenção para seu jogo. Sua habilidade no gelo fez com que ele fosse considerado um dos principais jogadores da Liiga. Além disso, despertou o interesse do Carolina Hurricanes no ano do seu Draft.

    Contudo, apesar de ter sido draftado, na temporada 2015-16 Aho voltou para Kärpät, terminando a temporada com um total de 45 pontos, dentre eles 24 gols.  

    Modo Carreira

    Sua chegada à NHL aconteceu um ano após o Draft, assinando o contrato de entrada por três anos em 13 de junho de 2016. Em outubro do mesmo ano, Aho fez sua estreia pelo Carolina Hurricanes. Já no primeiro jogo da temporada 2016-17, Sebastian Aho marcou uma assistência para um gol de Victor Rask na derrota para os Jets por 5 a 4 no overtime.

    Entretanto, o primeiro gol do finlandês pela NHL veio acontecer apenas em 12 de novembro. Não satisfeito em marcar apenas um gol, Aho marcou logo dois na vitória dos Canes em cima dos Capitals por 5 a 1. Nessa mesma temporada, Aho ainda marcou um hat trick contra os Flyers em 31 de janeiro. Com isso, se tornou o jogador mais jovem a marcar um hat trick na franquia. Por fim, Aho terminou a sua temporada de rookie com 49 pontos em 82 jogos.

    Na temporada 2017-18, Aho marcou 65 pontos em 78 jogos, mas com os Canes fora dos playoffs, ainda faltava algo para ele se firmar como uma jovens estrela da NHL.

    Foi na temporada 2018-19 que Sebastian Aho mostrou porque não deve ser subestimado. Ao comando de Brind’Amour, Sebastian quebrou o recorde da franquia, que antes era de Ron Francis, ao marcar um ponto em 12 jogos consecutivos. Com esse feito, ele também empatou o recorde da NHL de um gol por jogo a partir do início da temporada. Essa onda terminou em 3 de novembro com a derrota no overtime para os Yotes por 4 a 3.

    Sebastian Aho participou do 2019 NHL All-Star Game, ficando em segundo lugar no desafio Enterprise NHL Premier Passer™. Além disso, ajudou a Metropolitana a levar o prêmio.

    O Carolina Hurricanes chegou à final da Conferência desses playoffs, e, sem dúvida, Aho foi um dos responsáveis pelo time ter ido tão longe. Após dez anos de seca, os Canes jogaram 15 jogos nessa pós-temporada. Neles, Aho marcou 12 pontos.

    Sebastian Aho terminou a temporada como líder de pontos do Carolina Hurricanes, tanto na temporada regular quanto nos playoffs. Em 82 jogos, ele marcou um total de 83 pontos.

    Ao fim de uma temporada de sucesso e com o término do seu contrato de entry level, Aho assinou a offer sheet oferecida pelo Montreal Canadiens. Isso fez com que os Canes precisassem igualar a oferta do time canadense e ofertar um novo contrato para garantir Sebastian Aho para a próxima temporada. Por fim, o novo contrato do finlandês tem validade de cinco anos.

    Modo internacional

    Sebastian Aho não esteve no Mundial desse ano quando a Finlândia levou o ouro, pois estava competindo nos playoffs. Mesmo assim, ele também já fez sua contribuição para a seleção do seu país.

     Ele esteve presente no time finlandês que levou a medalha de prata no  IIHF World Under-18 Championship em 2015, assim como no 2016 IIHF World Junior Championship, quando sua seleção levou o ouro. Em 2016, Aho marcou 15 pontos na competição, dentre eles cinco gols e nove assistências. Ficou atrás apenas do seu companheiro de time Jesse Puljujarvi, que marcou 17 pontos.

    Em 2018, após os Canes não terem se classificado para os playoffs, Aho competiu pelo IIHF World Championship. Lá marcou sete pontos (três gols, quatro assistências) em dez jogos. Dentre as assistências, duas delas foi na vitória de 3 a 1 contra a Russia na semifinal. Apesar de terem ficado com a prata após perderem para o Canadá, Aho ainda foi eleito melhor jogador do jogo.

    Entre recordes, sucessos e polêmicas, o jogador que completa 22 anos no final desse mês ainda tem muito a oferecer. Ele faz parte de um grupo de jovem jogadores que o Carolina Hurricanes está reunindo para voltar ainda mais forte na próxima temporada. Como disse o general manager Don Waddell, não se deve subestimar o Carolina Hurricanes.

    Foto: Reprodução/canescountry.com

  • Perfil Jack Hughes

    Perfil Jack Hughes

    Na última sexta-feira (21), o New Jersey Devils confirmou o que todos estavam esperando ao draftar o americano Jack Hughes em primeiro lugar no NHL Draft 2019. O center nasceu em Orlando, na Flórida, no dia 14 de Maio de 2001. No entanto, poucos dias depois, sua família mudou para Oklahoma, de onde continuaram mudando por causa do trabalho dos pais.

    Hughes teve desde muito cedo uma relação com o hockey. Isso aconteceu porque sua mãe, Ellen Hughes, jogou pela seleção feminina de hockey no início dos anos 1990. Ellen foi, então, uma das medalhistas de prata do World Championship de 1992.

    Apesar de seu pai, Jim Hughes, também ter jogado hockey e ter trabalhado no Toronto Marlies e nos Leafs, Jack diz que sua maior referência é a mãe. Ellen foi, inclusive, quem lhe ensinou a patinar. Quando Jim estava fora de casa, os três Hughes (Jack, Quinn, jogador do Canucks, e Luke, o caçula), recorriam à Ellen para pedir dicas e ensinamentos sobre o esporte.

    Criado em um ambiente propício para desenvolver seu jogo, Jack Hughes desde muito cedo demostrava talento para esporte. Aos cinco anos, Jack jogava com crianças mais velhas do que ele. Durante esse período, ele logo começou a demonstrar habilidades que já assinalavam que tinha algo diferente acontecendo ali.

    Prova disso é que Jack Hughes se tornou apenas o oitavo americano a ser draftado em primeiro da NHL. Sendo assim, ele entrou para o seleto grupo de Auston Matthews (2016), Patrick Kane (2007), Erik Johnson (2006), Rick DiPietro (1995), Mike Modano (1988) e Brian Lawton (1983).

    Modo Iniciante

    Jack Hughes começou a sua carreira no hockey quando sua família estava em Toronto. Ele jogou pelo Toronto Marlboros Bantam na temporada 2014-15, na GTBHL. Na temporada 2015-16, Hughes foi para o Mississauga Rebels na Greater Toronto Hockey League (GTHL), quando tentou ingressar um ano mais cedo na Canadian Hockey Legue. Entretanto, ao ser recusado, ele passou a treinar no Toronto Marlboros na temporada 2016-17, onde marcou 159 pontos em sua última temporada na equipe.

    Mas sua carreira no Marlboros não durou muito. Logo Hughes foi draftado em oitavo lugar pelo Mississauga Steelheads na OHL, apesar do seu comprometimento com o U.S. National Team Development Program.

    Na temporada 2017-18, Hughes jogou ao lado do USNTDP, revezando entre os times U17 e U18. Ele quase bateu o recorde de Auston Matthews ao marcar 116 pontos na temporada. Por isso, ele levou o prêmio Dave Tyler Junior Player of the Year e o melhor jogador nascido nos EUA no junior hockey.

    Durante a temporada 2018-19, Jack Hughes bateu todos os recordes de pontos do NTDP, chegando ao NHL Draft com boas estatísticas que chamaram atenção dos olheiros.

    Modo Carreira

    Jack foi draftado pelo New Jersey Devils no Draft 2019. Entretanto, apesar das expectativas que ele inicie sua carreira na NHL na temporada 2019-20, ainda é preciso saber se ele irá profissionalizar este ano. Ele pode continuar desenvolvendo seu jogo por mais uma temporada antes de chegar à Liga, agora no hockey universitário. Hughes pode, seguindo os passos do irmão mais velho, competir pela Universidade de Michigan antes de chegar ao profissional.

    Modo Internacional

    Como parte do U.S. National Team Development Program, Jack Hughes teve oportunidade de jogar alguns torneios pela seleção americana. Com maior destaque, Hughes participou do 2018 IIHF World U18 Championships, quando os Estados Unidos levou a prata. Nesse torneio, Jack foi o líder em gols, marcando 12 vezes. Isso o ajudou a entrar no All Star Team do torneio, além de ter sido considerado o MVP da competição.

    Em dezembro de 2018, Jack foi convocado para competir no 2019 World Junior Ice Hockey Championships ao lado do seu irmão, Quinn. Nesse torneio, Hughes terminou com quatro assistências na derrota do Team USA para a Finlândia na final.

    Em 2019, Hughes participou do 2019 IIHF World U18 Championships, quando o Team USA levou a medalha de bronze. Para Jack, essa competição foi especial pois quebrou o recorde de gols de Alexander Ovechkin.

    Mais tarde, no dia primeiro de maio, Jack se tornou o jogador mais jovem a representar o Team USA no IIHF World Championship com apenas 17 anos. Na competição, o Team USA foi eliminado nas quartas de final pela Rússia.

    Jack Hughes é um jogador que promete chegar à NHL mudando a dinâmica de seu time. Com sua experiência no Mundial deste ano, Hughes já entende a dinâmica de competir com jogadores profissionais. Entretanto, a rotina da NHL é ainda mais intensa e seus números poderão precisar de tempo para se ajustar.

    Foto: Reprodução/ESPN.com

  • Perfil: Elias Pettersson

    Perfil: Elias Pettersson

    A temporada de rookie de Elias Pettersson foi um dos assuntos mais comentados da temporada 2018-2019. O jovem jogador dos Canucks demonstrou destrezas no gelo elogiadas inclusive por Wayne Gretzky, que o chamou de “jogador mais habilidoso que já vi jogar”. O Vancouver Canucks pode não ter chegado nos playoffs ainda, mas, com Pettersson no ataque, é questão de tempo para o time se ajustar.

    Elias Pettersson nasceu em Sundsvall, na Suécia, em 12 de novembro de 1998. Desde o início da sua carreira, ele ouviu muitas críticas: era magro para o esporte. Dessa forma, em um jogo em que força física conta muito, Pettersson teve que aprender a usar outras habilidades a seu favor.

    Mas isso nunca o desmotivou. Ficava depois dos treinos para melhorar shoots e se aperfeiçoar. Assim, desenvolveu um estilo de jogo único. Chamou tanta atenção com este jogo diferenciado que foi selecionado pelo Vancouver Canucks como quinta escolha do Draft de 2017. Além disso, foi ranqueado como o segundo melhor europeu daquele ano pelo NHL Central Scouting Bureau.

    O jogador, com apenas 20 anos, se encontrou na NHL. Manteve o nível alto e se destacou entre os rookies até pelo menos metade da temporada. Não à toa, Pettersson é um dos finalistas do Calder Trophy, concorrendo com Rasmus Dahlin (Buffalo Sabres) e Jordan Binnington (goleiro do St. Louis Blues).

    Modo Iniciante

    Elias Pettersson passou sua infância em Ange, na Suécia, onde começou a jogar pelo Timrå IK da Hockey Allsvenskan. Depois, subiu para a categoria profissional no mesmo time. Logo em sua segunda temporada, foi o segundo marcador do time. Em 43 jogos, Pettersson fez 41 pontos em 2016-2017.

    Mesmo assim, não foi o suficiente para o Timrå IK ascender. Buscando jogar na SHL, Pettersson assinou um contrato de três anos com o Växjö Lakers, em Abril de 2017. E foi justamente no Växjö que ele teve a oportunidade de criar a sua própria forma de jogar, apreciada na NHL hoje.

    Antes de chegar ao Växjö Lakers, Pettersson não estava feliz com sua forma de jogar. Apresentava cerca de 12 movimentos diferentes ao fazer um shoot. Então, resolveu passar 15 minutos depois do treino todos os dias praticando os mínimos movimentos. Foi assim que aos poucos foi criando a sua característica marcante que impulsionou sua carreira.

    Um adolescente jogando entre homens já formados e mais musculosos que ele, foi fazendo gols e definindo jogos. Pettersson marcou 24 gols, um total de 56 pontos em 44 jogos. Com essas marcas, o sueco levou o prêmio de maior pontuador da SHL, além de rookie do ano na temporada regular e MVP dos playoffs. Por fim, foi eleito foward do ano.

    Modo Carreira

    Um ano após ser selecionado no NHL Draft, Pettersson assinou o contrato (entry-level) com o Vancouver Canucks em Maio de 2018. Uma das especulações dos Canucks ter escolhido o sueco no Draft foi o seu desempenho ao lado de Jonathan Dahlén quando ambos jogavam no Timrå IK. Porém, posteriormente Dahlém foi trocado para os Sharks e hoje joga no afiliado San Jose Barracuda. Vancouver buscou uma dupla de jogadores, mas saiu no lucro ficando com Pettersson que, desde sua estreia na NHL, vem mostrando que de fato é um jogador diferenciado.

    O sueco estreou pelos Canucks em 3 de outubro de 2018, na vitória em cima do Calgary Flames por 5 a 2. Ele marcou seu primeiro ponto e seu primeiro gol na liga neste mesmo jogo. Essa partida era a penas uma amostra do que seria sua temporada.

    Mesmo com lesões, Pettersson foi nomeado rookie do mês em outubro e dezembro (2018), chegando no final do ano com 17 pontos em 14 jogos. Logo depois, em 2 de Janeiro, ele marcou o seu primeiro hat-trick durante a vitória em cima do Ottawa Senators por 4 a 3. Ainda no primeiro mês do ano, ele foi o representante do Vancouver no All Star Game, ficando com a quinta colocação no desafio de velocidade.

    Na vitória de 3 a 2 em cima dos Hawks, no dia 18 de março, o sueco deu uma assistência, marcando seu 61º ponto na temporada. Esta marca fez Pettersson ultrapassar o recorde da franquia em pontos marcados por um rookie, lugar que antes era de Pavel Bure e Ivan Hlinka.

    Elias Pettersson terminou a temporada com um total de 66 pontos em 71 jogos. Dentre eles, 28 foram gols. Sua temporada de rookie foi destacada como uma das melhores dos últimos anos. Sendo considerada a melhor temporada de um novato desde Crosby e Ovechkin em 2005-06.

    Modo Internacional

    A carreira de Elias Pettersson ao lado da seleção Sueca também chama atenção. Ele ajudou a Suécia a levar a medalha de prata no 2018 World Junior Ice Hockey Championships. Em seguida, foi a medalha de ouro no 2018 IIHF World Championship.

    Em 2019, a Suécia foi eliminada pela campeã Finlândia nas quartas do World Championships. Mesmo assim, Pettersson chamou atenção durante o campeonato. Com uma seleção cheia de estrelas da NHL, o jovem jogador dos Canucks atuou ao lado de Gabriel Landeskog, Henrik Lundqvist e Patric Hornqvist, sempre pronto para armar jogadas e marcar gols. Seu formato de jogo foi elogiado com frequência. Sem dúvida, sua primeira temporada na NHL o ajudou a chegar no Mundial com maior experiência no gelo.

    Este foi o primeiro ano de uma carreira que está apenas no início. Elias Pettersson mostra ser um jogador interessado em crescer, e seus números não mentem. Estamos diante de um jogador que pode fazer história dentro da NHL.

    Foto: Reprodução/dailyhive.com

  • Perfil: Miro Heiskanen

    Perfil: Miro Heiskanen

    Na última quinta-feira (25), o Dallas Stars fez seu último jogo no American Airlines Center, antes de uma sequência fora de casa visitando os times do Leste. O jogo contra os Ducks terminou em 5 a 2 para os Stars e entrou para a história da carreira de um jovem jogador: Miro Heiskanen marcou o terceiro gol do Dallas na partida e seu primeiro na NHL.

    Miro Heiskanen foi selecionado pelo time do Texas no Draft do ano passado como a terceira escolha. O finlandês, nascido em Espoo em 18 de jullho de 1999, tem apenas 19 anos. Ele começou sua carreira aos 14 anos, jogando pelo programa juvenil da Finnish Elite League (a liga de elite Finlandesa).

    Na temporada 2015-16, Heiskanen jogou na liga junior pelo time HIFK. Ele marcou 14 pontos em 30 jogos, ganhando o prêmio Yrjö Hakala e de rookie do ano. Ao final da temporada, ele renovou com o HIFK por três anos.

    Em 2016-17, ele fez sua estreia no hockey profissional jogando, com apenas 17 anos, no mesmo time. Ao final da temporada, Heiskanen somava 5 gols e 10 pontos em 37 jogos. Foi considerado pelo técnico do HIFK como o melhor defensor do time na temporada e entrou no 2017 NHL Draft como o melhor defensor europeu.

    Após ser selecionado para o Dallas Stars, Heiskanen voltou ao HIFK em um empréstimo por uma temporada. Lá, ele teve oportunidade de desenvolver e amadurecer seu jogo por mais um tempo antes de estrear pela NHL.

    Carreira Internacional

    Jogando pela seleção Finlandesa, Heiskanen ajudou o time a vencer o 2016 IIHF World U18 Championship, e a conquistar a medalha de prata pelo mesmo campeonato no ano seguinte. Miko também esteve nas Olímpiadas deste ano em PyeongChang, quando a Finlândia terminou na sexta colocação.

    Início de carreira na NHL

    Seu primeiro jogo pelos Stars foi em 4 de outubro, na vitória de 3 a 0 sobre o Arizona Coyotes. Heiskanen soma 3 pontos em 10 jogos, participando de todos os jogos da temporada 18-19 até agora.

    Ainda é cedo para fazer previsões, mas Monty, técnico do Dallas, parece estar investindo em Heiskanen na tão complicada defesa dos Stars. Apenas tempo vai nos dizer se ele vai fazer a tão almejada diferença no time.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Perfil: Andrei Svechnikov

    Perfil: Andrei Svechnikov

    Carolina Hurricanes está passando por uma fase de renovação. Na intertemporada, contrataram Rod Brind’Amour para ser o novo técnico e realizaram diversas trocas de jogadores. Mas, talvez, um dos pontos mais fortes dessa renovação tenha sido garantir a segunda escolha do Draft 2018.

    Andrei Svechnikov tem apenas 18 anos, mas em 6 jogos pela NHL, já conquistou 4 pontos. Entre eles, dois gols que definiram os jogos. Seu primeiro gol pelos Canes foi no dia 7 de Outubro, na vitória de 8 a 5 em cima do New York Rangers.

    O ala direita nasceu em 26 de março de 2000, em Barnaul, Siberia. Ele é irmão mais novo do também jogador de hóquei, Evgeny Svechnikov, draftado em 2015 pelo Red Wings e jogador do Grand Rapids Griffins (AHL).

    A história de vida de Andrei sempre esteve atrelada à do irmão mais velho. Por causa do hóquei, a família se mudou da Sibéria para Moscou, e depois Kazan, onde os dois jovens jogadores teriam melhores oportunidades de treinar e evoluir. Quando Evgeney foi draftado e se mudou para os Estados Unidos, Andrei o seguiu. Ele assinou um contrato com o Muskegon Lumberjacks (USHL) em 2016 para que ficasse mais próximo do irmão.

    Svechnikov terminou aquele ano no Lumberjacks como o sexto maior goleador e finalizador na liga. Na mesma temporada foi nomeado ao All-USHL Team e USHL Rookie do ano. Com estes resultados, ele foi draftado em primeiro no 2017 CHL Import Draft pelos Barrie Colts. Ele ganhou o Emms Family Awards como OHL Rookie do ano.

    Chegada às grandes ligas

    O russo chegou ao final da temporada 2017-18 considerado um patinador e finalizador de elite pela NHL Central Scouting Bureau. Além disso, no 2018 Draft foi a primeira escolha entre os jogadores que jogam na América do Norte.

    Em Carolina, Svechnikov só recebeu elogios. Brind’Amour diz ter tido receio em escalar o jogador direto na NHL, mas a vontade de aprender de Andrei foi determinante nessa decisão. “Ele está disposto a sentar e escutar todos os dias, e adoramos fazer isso.” Svechnikov foi escalado para jogar ao lado de Jordan Martnook e Lucas Wallmark neste início de temporada.

    O outro jogador que Canes teve como segunda escolha de Draft foi Eric Staal em 2003, e, para Tony MacDonald, director of amateur scouting, os dois jogadores apresentam estilos bem diferentes, mas uma coisa em comum é a capacidade de fazer gols. Para ele, Svechnikov tem um estilo de jogo pautado nos detalhes, ele preta atenção nas pequenas coisas e, por isso, consegue aprender e se adaptar rapidamente.

    A carreira de Andrei Svechnikov está apenas começando. Ele chega a um time que precisa de muito para alcançar a elite e sonha com uma vaga nos playoffs. Talvez, seja a chance de Canes investir em um estilo de jogo diferenciado. Uma coisa é certa, Svechnikov será indispensável nessa transição.

    Foto: Reprodução/NHL.com

     

    A redação gostaria de agradecer ao Andrei Svechnikov por ter dado um feedback positivo no texto e à jornalista Gislaine Melo por ter feito a mediação. 

  • Perfil: Rasmus Dahlin

    Perfil: Rasmus Dahlin

    Não foi nenhuma surpresa quando Buffalo Sabres anunciou Rasmus Dahlin como primeiro selecionado do Draft 2018. O jogador, de apenas 18 anos, já era cotado como o primeiro pick há algum tempo e não faltaram motivos para isso.

    Dahlin nasceu em Trolhättan, Suécia, no dia 13 de Abril de 2000. Ele teve uma trajetória bem semelhante a outros prospectos. Ele começou a patinar com 2 anos de idade e não demorou a se interessar por hockey. O fato de estar acostumado a jogar brandy, um jogo com 11 jogadores, um taco similar ao de hockey e uma bola no lugar do disco, facilitou sua familiarização com o esporte.

    Além disso, sua influência também vinha de dentro de casa. Martin Dahlin, pai de Rasmus, jogou na terceira divisão sueca de hockey. Ele também foi consultor da Federação Sueca de Hockey por uma década, organizando associações e fiscalizando a formação de técnicos. Foi natural para Dahlin seguir esse caminho.

    Entretanto, apesar dos contatos do pai, Rasmus Dahlin não foi privilegiado em nenhuma etapa de sua carreira. Seu irmão mais velho, Felix, também jogou hockey, mas precisou parar por causa de uma arritmia. Rasmus disse em uma entrevista à Sportsnet que acompanhava o irmão, 5 anos mais velho, nas arenas e competições e que agora joga também por ele.

    Carreira na Suécia

    Aos 16 anos, Rasmus começou a jogar pelo time profissional Frölunda Indians. A princípio, ele deixou o programa junior e passou a disputar a SHL, liga de excelência na Suécia. Apesar da pouca idade, mostrou uma habilidade e uma destreza com o puck que poucos defensores mais velhos teriam. Seu primeiro gol na SHL aconteceu em 12 de Novembro de 2016, contra o Karlskrona HK.

    Sua trajetória na seleção sueca também vem mostrando resultados. Ainda aos 16 anos, Dahlin se tornou o jogador mais novo ao competir pela Suécia no IIHF World U20 Championship e o jogador mais novo do 2017 World Junior Ice Hockey Championship.

    No 2018 World Junior Ice Hockey Championship, Dahlin foi nomeado o principal defensor do torneio, mesmo sendo o mais jovem, após ter marcado o segundo maior número de gols de um defensor. Ao todo, foram 6 assistências que ajudaram o time sueco a ganhar a medalha de prata no campeonato.

    No entanto, não é apenas o talento de Dahlin que chama atenção, as polêmicas também o acompanham. Ele foi um dos sete jogadores suspensos por dois jogos do Mundial de 2019. A punição veio depois de ter jogado fora a sua medalha de prata durante a cerimônia de premiação, atitude considerada desrespeitosa e antidesportiva.

    Ainda pela seleção Sueca, Dahlin participou das Olimpíadas de Inverno de PyeongChang 2018. Mais uma vez, ele era o mais jovem jogador da competição. Nessa ocasião, a Suécia perdeu para a Alemanha nas quartas de final.

    Chegada à América

    Cheio de atitude, com talento de sobra e algumas polêmicas pelo caminho, apesar de ter apenas 18 anos, Rasmus Dahlin está chegando à NHL com grandes expectativas. Ele se tornou o terceiro defensor a ser escolhido em primeiro em 22 temporadas da NHL e pode se tornar o primeiro “superstar” nascido nos anos 2000.

    Por enquanto, nessa temporada, ele já estreou pelo Buffalo Sabres contra os Bruins no dia 4 de outubro, mas ainda não marcou nenhum ponto em seus dois jogos. As esperanças são grandes para o rookie, mas ainda teremos que aguardar para saber quem será Rasmus Dahlin na NHL.

     

    Foto: Reprodução/sportingnews.com

     

  • Perfil: Charlie McAvoy

    Perfil: Charlie McAvoy

    O Boston Bruins é um dos times mais comentados dessa temporada, estando no segundo lugar da Divisão Atlântica com 94 pontos, atrás apenas de Tampa Bay Lightning. Um dos nomes que se destacam no elenco de Boston é o do rookie Charlie McAvoy.

    O defensor de apenas 20 anos, nasceu em Long Beach, Nova York, em 21 de dezembro de 1997. Como bom nova-iorquino, Charlie cresceu sendo fã do New York Rangers, mas isso não o impediu de ir para os Bruins quando a hora certa chegou.

    Se mudou para Ann Arbor, no Michigan, para participar do programa de desenvolvimento de atletas do time americano de hockey. Em agosto de 2013, McAvoy se mudou para Boston, onde começou a jogar hockey pela Boston University.

    McAvoy jogou no USA Hockey National Team Development Program por duas temporadas, participando da conquista da medalha de ouro no 2015 IIHF World U18 Championships e na conquista do bronze pela equipe sub-20 no 2016 World Junior Ice Hockey Championships no ano seguinte. Em 2017, ele também esteve na equipe ganhadora do 2017 World Junior Ice Hockey Championships.

    Ainda em 2016, McAvoy foi a 14ª escolha do draft pelo Boston Bruins, sendo considerado um dos top 4 defensores do evento. Em 29 de março de 2017, ele encerrou sua carreira como jogador de hockey universitário, assinando com o Providence Bruins, o time de desenvolvimento do Bruins na AHL.

    Seu contrato de entrada na NHL foi assinado em 10 de abril daquele mesmo ano e sua estreia pelo Boston Bruins não demorou a acontecer. Em 12 de abril de 2017, McAvoy entrou no primeiro jogo dos playoffs, na vitória de 2 a 1 sobre o Ottawa Senators, tendo o segundo maior tempo no gelo por aquele jogo, apesar da falta de experiencia na Liga.

    Apesar do Bruins ter perdido para os Senators na primeira rodada, McAvoy conseguiu dar três assistências no jogo 6, quando quatro dos seis defensores do time estavam machucados.

    Sua estreia pela temporada regular aconteceu em 5 de outubro de 2017, no primeiro jogo dos Bruins, contra o Nashville Predators. McAvoy não esperou para fazer seu primeiro gol pela NHL e, naquele mesmo jogo, marcou dois pontos com um gol e uma assistência na vitória por 4 a 3 de Boston.

    Como apresentado no nosso texto sobre o Gordie Howe hat trick, Charlie McAvoy conquistou o dele ainda na sua temporada de estreia, na vitória de 7 a 2 sobre o Columbus Blue Jackets.

    Mas nem tudo é perfeito na temporada de estreia de McAvoy. Pouco depois do Ano Novo, o jogador teve que se submeter a uma cirurgia por sintomas de taquicardia supraventricular, doença que causa uma frequência cardíaca mais rápida do que o normal. Sua recuperação pós-cirúrgica durou cerca de duas semanas.

    No final de janeiro, McAvoy voltou a treinar e, em 1º de fevereiro, já participou dos treinos com o time. Em 3 de fevereiro ele retornou à NHL, jogando por pouco menos de vinte minutos na vitória em casa por 4 a 1, dos Bruins sobre os Leafs.

    A temporada ainda não acabou e McAvoy não parece querer que um problema de saúde atrapalhe suas conquistas. Em 27 de fevereiro ele se tornou o defensor mais jovem dos Bruins a marcar o gol da vitória em um overtime contra o Carolina Hurricanes, em casa.

    O jogador soma 32 pontos em 59 jogos. Tudo indica que os Bruins se encaminham para a vaga dos playoffs e, com certeza, Charlie McAvoy entrará focado na disputa pela Stanley Cup.

     

    Foto Reprodução/NHL.com

  • Perfil: Nico Hischier

    Perfil: Nico Hischier

    Ao falar dos jogadores que estão se destacando na temporada seria impossível deixar Nico Hischier de fora. O jogador do New Jersey Devils foi a primeira escolha do Draft de 2017, e, ao contrário dos outros jogadores dessa série, ele estreou pelo time no mesmo ano com apenas 18 anos!

    O suíço nasceu em 4 de Janeiro de 1999, em Naters. Nico é o mais novo de três irmãos, e toda a família Hischier é ligada a esportes de alguma forma: seu pai, Rino, jogou futebol pelo FC Naters enquanto sua mãe trabalhou como professora de educação física.

    Seus dois irmãos também são esportistas: seu irmão, Luca, também joga hockey, mas pelo time SC Bern, na Suíça, e Nina, a irmã, joga vôlei pela sua escola. Nico jogou futebol até os 12 anos, mas então resolveu seguir os passos do irmão mais velho e passou a se dedicar apenas ao hockey, e ainda bem que o fez!

    O início da sua carreira no hockey profissional aconteceu em 2015, ainda na Suíça. Se mudou para o Canadá na temporada 2016-17, jogando naquele ano pelo Halifax Mooseheads, na Quebec Major Junior Hockey League. Na sua primeira temporada, ele foi eleito rookie do ano pela QMJHL, e melhor rookie pela Canadian Hockey League.

    Após fazer uma excelente pré-temporada, Hischier estreou pelos Devils no primeiro jogo da temporada na vitória de 4 a 1 em cima do Colorado Avalanche, em 7 de Outubro. Dois dias depois, fez o seu primeiro ponto ao dar uma assistência no jogo contra o Buffalo Sabres, que a equipe ganhou por 6 a 2. E Nico não perdeu tempo para fazer o seu primeiro gol da NHL, marcando dois do três gols de uma vitória em cima do Ottawa Senators.

    Nico Hischier é o segundo no número de pontos pelos Devils. Em 59 jogos, ele já soma 39 pontos sendo 13 gols e 26 assistências. Ser a primeira escolha do último draft parece ter sido apenas o início para esse jovem jogador.

     

    Foto Reprodução/NHL.com