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  • As principais realocações de times na NHL

    As principais realocações de times na NHL

    Atualmente, a NHL possui 31 equipes espalhadas por diversas cidades do Canadá e Estados Unidos. O cenário e distribuição atual, no entanto, nem sempre foi assim. Trocas de cidade, expansões e extinções de times ocorrem na Liga desde a sua fundação. Muitos dos times que conhecemos hoje vieram de cidades totalmente diferentes das quais estamos acostumadas. Por isso, o NHeLas trás uma lista com os principais times realocados nos últimos 100 anos.

    Atlanta Thrashers

    Logo do Atlanta Thrashers
    Fonte: gettyimages

    Os Thrashers iniciaram sua história na NHL em 1999, na cidade de Atlanta (Georgia). O time surgiu em uma expansão da liga com outros três times (Predators, Blue Jackets e Wild) e jogou por anos na atual State Farm Arena. A criação da nova franquia marcou a volta da NHL para a Georgia. O estado não possuía um time desde a década de 1980, quando o Atlanta Flames foi realocado para Calgary, se tornando, então, o Calgary Flames.

    Durante a sua estadia em Atlanta, os Thrashers fizeram parte da Divisão Sudeste da Conferência Leste. Posteriormente, essa divisão seria extinta, deixando cada conferência da Liga com apenas duas divisões. De todas as temporadas que o time disputou pela NHL, em apenas uma se classificou para os playoffs, em 2006-2007. No entanto, foram eliminados pelos Rangers nos quatro primeiros jogos. 

    Ao final da temporada 2010, começaram a surgir boatos sobre diversos grupos que demonstraram interesse na compra dos Thrashers. Porém, em 2011, após diversas especulações – além das dívidas criadas ao longo dos 12 anos de existência da equipe – seus donos majoritários informaram que o Atlanta Thrashers havia sido comprado pelo grupo canadense True North Sports & Entertainment. Sendo assim, acabou sendo realocado para Winnipeg, se tornando o Winnipeg Jets, que disputam atualmente na Conferência Oeste.

    Atlanta Flames

    Logo do Atlanta Flames. Fonte: sportslogo.net

    O Atlanta Flames foi o primeiro time de hockey da NHL a se instalar na cidade de Atlanta, antes mesmo dos Thrashers. Eles fizeram parte da Liga de 1972 a 1980, disputando na West Division (esta que, mais tarde, se tornaria a Divisão Metropolitana). Em suas oito temporadas na NHL, tinham como casa o Omni Coliseum.

    O time surgiu junto com os Islanders, na expansão da NHL na década de 1970. Além disso, foi nomeado em homenagem aos acontecimentos em Atlanta durante a Guerra Civil norte-americana, onde foi alvo de diversos ataques. Os Flames eram uma equipe com rendimento modesto no gelo e se classificaram para os playoffs em seis das oito temporadas que disputaram. Porém, nunca avançaram o suficiente para chegar às finais. Eric Vail foi um dos seu top scorers, com 174 gols marcados. Tom Lysiak, no entanto, assumiu a posição de jogador a marcar mais pontos no time, com 431 no total.

    A partir da temporada 1977-1978, o time começou a declinar. A média de público, que antes era de cerca de 12,200 pessoas, passou para 10,000. Acabou gerando, desta forma, especulações sobre a realocação do time. Enfim, em 21 de maio de 1980, os boatos se tornam realidade e o time foi vendido por 16 milhões para investidores canadenses, sendo realocado para Calgary e, por fim, se tornando o Calgary Flames. 

    Hartford Whalers

    Logo dos Hartford Whalers. Fonte: reddit.com

    Os Hartford Whalers começaram sua história na Liga Nacional de Hockey na cidade de Hartford, em Connecticut, no ano de 1979. Anteriormente, o time fez parte da World Hockey Association e tinha como localização a cidade de Boston, com o nome de New England Whalers. Porém, com a junção da WHA e NHL, e por ser um dos melhores times da World Hockey League, a equipe foi realocada para Hartford. A partir de então, adquiriu o nome que manteve até uma nova realocação do time, ao fim da década de 1990.

    Gordie Howe durante sua breve estadia nos Whalers.
    Fonte: arenadigest.com

    A primeira temporada do time na NHL parecia promissora, com Gordie Howe, Mike Rogers e Dave Keon liderando o time. Porém, eles nunca foram tão bem sucedidos na Liga como na WHL. Ainda assim, em suas 18 temporadas, tiveram uma base de fãs decente que, em sua maioria, vinha de cidades próximas a Hartford. Desde sua formação, o time disputou na Norris Division (atualmente, Divisão Central), que fazia parte da Wales Conference (hoje, Eastern Conference). Em todos os seus anos na NHL, o time fez apenas oito aparições nos playoffs, vencendo apenas uma das séries. 

    Por se localizarem a apenas 100 km de Boston, e por já terem dividido a mesma arena, os Whalers adquiriram uma forte rivalidade com os Bruins. Os jogos em casa contra Boston atraíam grandes médias de público para os Whalers. O recorde do time contra os Bruins, em todas temporadas em que o time jogou pela NHL, foi de 37–69–12.

    No entanto, o time veio ao fim por diversos fatores. O time estava localizado entre Boston e Nova York, que já possuíam fan bases fiéis aos seus times. A maior parte de suas vendas vinha quando os Islanders, Bruins ou Rangers disputavam as partidas em Hartford. Em 1996, Peter Karmanos anunciou que, se o time não tivesse uma média de 11.000 tickets vendidos na temporada 1996-1997, a equipe seria realocada. Desta forma, ao fim da season, foi anunciado que os Whalers seriam realocados de forma definitiva para Raleigh, na Carolina do Norte. Ali, por fim, se tornaram o Carolina Hurricanes.

    Minnesota North Stars

    Logo Minnesota North Stars. Fonte: gettyimages.com

    Os North Stars disputaram 26 temporadas pela NHL, de 1967 à 1993, em Bloomington, Minnesota, tendo como casa a arena Met Center. 

    Dos 26 anos em que fez parte da Liga Nacional de Hockey, o Minnesota fez 15 aparições nos playoffs. Em duas delas, chegou à uma final de Stanley Cup. A primeira, durante a temporada 1980-1981, na qual perderam para os Islanders. A segunda e última aparição nas finais foi somente dez anos depois da primeira, em 1990-1991, quando foram eliminados pelos Penguins. 

    Após diversas especulações, o time foi realocado para Dallas, no Texas, no ano de 1993. Desta forma, com a mudança, acabou por se tornar o Dallas Stars que conhecemos atualmente. 

    Quebec Nordiques 

    Logo Quebec Nordiques. Fonte: gettyimages.com

    Os Nordiques existiram por 16 anos na NHL. Anteriormente, a equipe fez parte da WHL, sendo um dos primeiros times a inaugurar a liga. Porém, com a junção desta e da NHL, o time passou a compor a Liga Nacional de Hockey em 1979. A equipe de Quebec disputava pela Adams Division, da Wales Conference (futuramente, a Adams Division tornou-se a Divisão Atlântica). O nome se deu pelo fato de serem o time que ficava mais ao norte, dentre todos os da Liga. Posteriormente, quando começaram a fazer parte da NHL, o nome prevaleceu. 

    A primeira temporada do time na Liga Nacional de Hockey não foi nada produtiva, tendo terminado em último lugar da divisão. Nas restantes, o time teve seus altos e baixos. Durante a década de 1980, venceram seu primeiro título de Divisão, na temporada 1985-1986, porém, logo após acabaram sendo eliminados pelos Whalers nos playoffs. Em seguida, em 1986-1987, o time voltou a enfrentar os Whalers e venceu a série sobre o time de Hartford. Entretanto, foram eliminados novamente na pós-temporada, dessa vez pelos Canadiens. Já ao fim da década, em 1989-1990, Guy Lafleur veio para completar a equipe, porém, faz uma de suas piores temporadas na NHL, marcando apenas 24 gols em 98 jogos. O time atingiu a pior marca de sua história, terminando a season com apenas 31 pontos. 

    Na temporada 1994-1995, após serem eliminados nos playoffs pelos Rangers, e com o acúmulo de dívidas e empecilhos que o time encontrava para se manter em Quebec, o COMSAT Entertainment Group acabou comprando a franquia. Desta forma, o time foi realocado para Denver, no Colorado, se tornando, por fim, o Colorado Avalanche. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Por que a NHL precisa mudar

    Por que a NHL precisa mudar

    O hockey é um esporte tradicionalista na sua essência. Quando falamos isso, incluímos uma mentalidade cheia de preconceitos ainda presente na comunidade. Além disso, a famosa “hockey culture” ainda exige de seus atletas comportamentos que não cabem mais nos dias atuais. Conformar-se com qualquer coisa que um técnico diga, aceitar comportamentos abusivos e se contentar com pedidos internos de desculpas não devem acontecer em um esporte moderno.

    Nas últimas semanas, torcedores, atletas e representantes da mídia começaram a se mostrar dispostos a provocar mudanças e trazer a NHL para o século XXI. Tudo começou com a demissão do comentarista Don Cherry no dia 9 de novembro após ter feito comentários xenofóbicos durante o programa Coach’s Corner da SportsNet.

    A ação da emissora após as críticas ao Don Cherry provocara reações que levaram a mais dois casos que tinha sido encobertos pelos próprios times e demais entidades da Liga. O primeiro, a demissão de Mike Babcock pelo Toronto Maple Leafs no dia 20 de novembro, o que permitiu a divulgação de um relatório expondo uma lista que Babcock obrigou o então rookie, Mitch Marner, a fazer dos seus colegas que ele acreditava serem os menos produtivos do time. Mais tarde, o ex-técnico dos Leafs compartilhou a lista com demais jogadores.

    Além de Babcock, outro nome vinculado a polêmicas foi o agora ex-treinador do Calgary Flames, Bill Peters. O ex-jogador Akim Aliu acusou Peters de ter praticado injuria racial há dez anos, quando ambos eram parte do time da AHL Rockford IceHogs. Mas o caso de Peters se agravou quando foi descoberto que, no seu tempo com os Hurricanes, ele chegou a abusar fisicamente de um jogador que teve sua identidade protegida.  

    Estes casos estão ainda apenas no início das investigações. No entanto, muita coisa já se pode dizer tanto sobre Babcock, quanto sobre Peters, além, é claro, de diversas outras histórias de técnicos em ligas menores que abusam fisicamente e psicologicamente de seus atletas. Essas ações foram por muito tempo lidas apenas como “cultura de vestiário”, algo que existe em diversos esportes. Ainda está muito cedo para dizer que teremos de fato uma mudança na cultura do hockey. Mas uma coisa é certa: o ponta-pé inicial foi dado.

    Caso Don Cherry

    Cherry já vinha sendo criticado por comentários polêmicos desde a temporada passada. Tudo começou quando o comentarista e ex-técnico do Boston Bruins chamou jogadores do Carolina Hurricanes de Bunch of Jerks (Bando de Idiotas) por comemorarem suas vitórias na PNC Arena, as famosas surges.

    Na intertemporada, a SportsNet questionou a permanência de Cherry no Coach’s Corner, uma vez que sua audiência começava a reclamar dos comentários polêmicos. Mesmo assim, resolveram renovar seu contrato, afinal, polêmica também traz audiência. Mas o “tudo por audiência” mudou no dia 9 de Novembro, quando disse que os imigrantes no Canadá aproveitam as coisas boas do país, mas não exercem patriotismo. Ele fazia uma referência às homenagens aos veteranos da Primeira Guerra Mundial, comemorado no dia 11 de novembro.

    https://twitter.com/journorosa/status/1193374056394960901?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1193374056394960901&ref_url=https%3A%2F%2Fgloboesporte.globo.com%2Foutros-esportes%2Fnoticia%2Ffamoso-comentarista-de-hoquei-no-canada-e-demitido-apos-opiniao-xenofobica-sobre-imigrantes.ghtml

    Don Cherry, aos 85 anos, não enxergou seu comentário como xenofóbico, pelo contrário. Ao ser questionado se iria se desculpar, o comentarista disse que havia sido apenas patriota. Por outro lado, a SportsNet publicou uma nota dizendo que os comentários de Cherry eram ofensivos e não representavam os valores da emissora.

    Caso Mike Babcock

    O Toronto Maple Leafs não teve um bom início de temporada. O time estava com mais derrotas do que vitórias, incluindo cinco derrotas seguidas no tempo regular sob comando de Babcock. Estes números eram exatamente o que os Leafs precisavam passa assinar a carta de demissão do técnico no dia 20 de novembro. Apenas um pretexto, que só iria ser conhecimento do público dias depois.

    A cultura de vestiário nos esportes é algo que por muito tempo era secreto. Todo mundo sabia que acontecia, mas ninguém falava a respeito. Técnicos, em uma posição de poder, se sentem no direito de humilhar, agredir física e psicologicamente e praticar os mais mais diversos tipos de abusos contra os seus atletas. No hockey, esta cultura também está vinculada ao machismo. Promove-se uma ideia de que jogadores de hockey são fortes o suficiente para aguentar qualquer coisa. Apesar de ser conhecimento geral que muitos destes atletas jogam machucados, outras coisas também acontecem nos vestiários que são encobertas pelos envolvidos.

    O caso de Mike Babcock veio à tona assim que sua carta de demissão foi assinada. Isso aconteceu porque um relatório da temporada 2016-2017 foi liberado à imprensa, confirmando um boato que já existia. Na temporada de rookie de Mitch Marner, Babcock, insatisfeito com o desempenho do atleta, o chamou em uma reunião de portas fechadas e pediu que o jovem jogador fizesse uma lista com os colegas de time que acreditava ser os que menos se empenhavam no gelo.

    Na época, Marner obedeceu o treinador, afinal, tinha acabado de chegar à NHL. Entretanto, Babcock mostrou esta lista para os jogadores que estavam na parte debaixo dela, mesmo que o último colocado tenha sido o próprio Marner.

    Quando o caso explodiu nas últimas semanas, Marner foi pego de surpresa. Pela primeira vez o jogador falou a respeito para a TSN, contando que no final, ele se sentiu sortudo ao ter colegas de time que o apoiaram e que nenhum dos demais jogadores da lista guardam rancor de algo que não tinha sido culpa dele. Ele também disse que, por ter acontecido tanto tempo atrás, nem se lembrava mais do fato. A entrevista do jogador pode ser assistida, em inglês, aqui.

    Mike Babcock acumula reclamações sobre suas condutas éticas quase tanto quanto acumula vitórias. Sendo assim, pode-se até mesmo questionar se o polêmico contrato inflacionado assinado por Marner em setembro também não estaria relacionado com transgressões que o jogador de 22 anos sabia que precisaria enfrentar sob o comando do técnico. Enfim, é possível dizer que o Toronto Maple Leafs finalmente se livrou de um problema. É hora de, quem sabe, mostrar no gelo o quanto estão aliviados.

    Caso Bill Peters

    O caso de Bill Peters é ainda mais complicado do que o de Babcock. Mesmo uma semana depois, fica difícil prever quais serão as consequências palpáveis do acontecido. No dia 25 de novembro, cinco dias após a demissão do ex-técnico de Toronto, o ex-jogador do Rockford IceHogs, Akim Aliu, publicou no seu Twitter que não estava surpreso com a notícia. Afirmou que já tinha vivenciado, há dez anos, uma situação de racismo dentro do vestiário que foi abafada pelas organizações.

    Após os tweets, não precisou de muito para descobrirem que as alegações eram sobre o então técnico do Calgary Flames, Bill Peters. O fato havia acontecido no vestiário do time afiliado do Chicago Blackhawks, Rockford IceHogs. No caso, Aliu relata que o treinador repetidas vezes cometeu injuria racial por causa do gosto musical do então prospect do Hawks. Por fim, ao se rebelar, teve como resposta uma passagem só de ida para as ligas menores.

    Após as alegações, o GM dos Flames, Brad Treliving, anunciou uma investigação a respeito do caso. Como consequência, na sexta (29), Peters entregou a sua carta de demissão. Além disso, deixou outra carta se retratando com o GM e a organização dos Flames.

    Sobre o caso, o Chicago Blackhawks declarou que apenas tomou conhecimento do fato esta semana. Além disso, afirmou que Aliu nunca entrou em contato com a organização para reportar o ocorrido. Por outro lado, o jogador usou novamente a sua rede social para dizer que não irá fazer nenhum comentário público sobre a situação, mas que aceitou o convite da NHL para discutir o assunto. A Liga, por sua vez, apenas falou sobre as reuniões já agendadas.

    Entretanto, o caso de Akim Aliu não é o único que Peters vai ter que explicar. O treinador esteve à frente do Carolina Hurricanes entre as temporadas 2014-15 e 2017-18. Durante este tempo, ele não conseguiu muitas conquistas, e ele com certeza, não era adorado no vestiário. Um ex-jogador dos Canes aproveitou a declaração de Aliu e também usou o seu twitter para acusar Peters, dessa vez, de agressão.

    https://twitter.com/TheBigCzech23/status/1199412238228099077?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1199412238228099077&ref_url=https%3A%2F%2Ftheathletic.com%2F1415547%2F2019%2F11%2F27%2Fit-for-sure-happened-rod-brindamour-hurricanes-players-address-bill-peters-physical-abuse-allegations%2F
    https://twitter.com/TheBigCzech23/status/1199412275561607168?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1199412275561607168&ref_url=https%3A%2F%2Ftheathletic.com%2F1415547%2F2019%2F11%2F27%2Fit-for-sure-happened-rod-brindamour-hurricanes-players-address-bill-peters-physical-abuse-allegations%2F

    Michal Jordan declarou que Peters agrediu ele e mais um jogador que não foi identificado durante um jogo. E, posteriormente, o técnico agiu como se não tivesse feito nada de errado. Na quarta-feira (27), antes do jogo contra o New York Rangers, o atual técnico do Carolina Hurricanes, Rod Brind’Amour, que já estava na organização como parte da equipe técnica quando Peters estava à frente do time, confirmou que de fato aconteceu a agressão. Além disso, afirmou que os jogadores levaram à administração, que, enfim, tomou a atitude que ele considerava a correta.

    Entretanto, Brind’Amour fez a seguinte declaração ao The Athletic:

    Os jogadores têm medo de se manifestar e, para ser sincero com você, todo mundo sob o treinador, o gerente, eles têm medo de se manifestar, porque existe uma grande lacuna na estrutura de poder nisso. Eu acho que os jogadores têm muito mais poder agora, e eles percebem isso. Eu acho importante que eles falem sobre o que acham importante porque os tempos mudaram. Eles definitivamente têm mais poder e precisam se manifestar.

    Rod Brind’Amour

    Ron Francis, GM de Carolina na época, declarou que, de fato, jogadores o procuraram. Afirmou ter levado aos donos a acusação para que as providencias fossem tomadas. No entanto, não iria comentar mais sobre o assunto uma vez que ainda havia uma investigação em curso.

    Talvez, as mudanças que a Liga e o hockey, como esporte, precisam para começar a mudar sejam estas pequenas grandes atitudes de coragem que jogadores como Aliu e Jordan tomaram na última semana. Uma nova forma de enxergar o relacionamento treinador-jogador, para formar uma verdadeira equipe com um objetivo em comum. Como disse o técnico dos Canes, os tempos mudaram, e está mais do que na hora da NHL mudar também.

    Foto Reprodução: CNN Internacional

  • Início de Temporada com recordes

    Início de Temporada com recordes

    A temporada 2019/20 começou com o pé direito. A liga iniciou há duas semanas, mas já presenciamos rookies fazendo seu primeiro gol, times invictos, e performances excepcionais por parte de vários jogadores. E com um start de temporada como esse, não poderiam faltar equipes atingindo marcas históricas na liga. Portanto, hoje o Nhelas vai deixar vocês a par de todos os recordes conquistados até então nesse início de season

    Invictos da temporada 2019/20

    Cinco times da liga deram start na temporada atual mostrando ao que vieram. Colorado Avalanche, Edmonton Oilers, Carolina Hurricanes, New York Rangers e Philadelphia Flyers deram início a essa temporada sendo os únicos times na liga a terem 2 ou mais vitórias consecutivas. 

    Os primeiros a caírem foram os Rangers e os Flyers. O time da Philadelphia manteu a sequência até a derrota para os Canucks, em seu terceiro jogo. Seguidamente, a equipe de New York também caiu em seu terceiro jogo, quando foram derrotados pelos Oilers por 4 a 1. Carolina Hurricanes foi o próximo a deixar disputa. Eles mantiveram um streak de cinco vitórias seguidas, até a derrota para os Blue Jackets, no último sábado.  Este foi o melhor começo de uma season dos Hurricanes desde 1995-96, quando o time, ainda como Hartford Whalers,  conseguiu 4 vitórias seguidas.

    Assim, restaram apenas Oilers e Avalanche. Porém, em seu quinto jogo na temporada, os Oilers também deixaram para trás a competição de sequência de vitórias. A derrota para os Hawks deixou o time com um recorde de cinco jogos vencedoras seguidos em um início de temporada. Porém, ainda sim, este foi o melhor início de uma season na história do time de Edmonton desde a temporada 1983/84, onde a equipe conquistou uma sequência de 7 vitórias. 

    O Colorado Avalanche, no entanto, era o único a continuar firme e forte na disputa.  Até ontem, ainda era o único a continuar invicto, com 5 vitórias. Portanto, a derrota para o Pittsburgh acabou fazendo a equipe cair e estagnar nos cinco jogos vencidos. No entanto, a equipe ainda teve, em toda sua história, nesta temporada, seu terceiro melhor início de season na Liga. 
     

    Outros recordes dos times

    O Vancouver Canucks também bateu algumas marcas. O time saiu vitorioso nos seus três primeiros jogos da temporada regular 2019/20 em casa, sendo a primeira vez desde a season 2016/17. Os Kings também deixaram seu recorde registrado nessa temporada, sendo o primeiro time da Liga a marcar os 3 gols mais rápido de uma regular season desde os Penguins, em 1993. 

    Os Oilers se tornaram, nesta temporada, o terceiro time na história da NHL a ganhar seus 4 primeiros jogos vindos de um déficit, se juntando apenas ao Nashville Predators e ao Los Angeles Kings. O Tampa Bay Lightning e o Toronto Maple Leafs não iniciaram a temporada invictos, mas fizeram a torcida tremer. Os dois times, que se enfrentaram na última quinta, marcaram 7 gols em apenas 20 minutos de jogo. Portanto, atingiram a marca de maior número de gols marcados em apenas 1 período de um jogo da temporada regular. Além disso, o Tampa Bay também se tornou o primeiro time atualmente a vencer todos os seus jogos de abertura de temporada, sendo 6 desde a temporada 2014/15. 

    Na primeira semana da Liga, Mike Zibanejad, dos Rangers, também bateu algum alguns recordes. Ele se tornou o primeiro jogador a marcar 8 pontos nos 2 primeiros jogos da temporada desde 1995/96, quando Jagr também atingiu o marco. Anthony Mantha, no entanto, atingiu um recorde parecido pelo time que joga, o Detroit Red Wings. Ele se tornou o terceiro Red Wing a marcar 7 pontos em apenas dois dos primeiros jogos de uma temporada. Ele também marcou 4 gols no jogo do Detroit contra o Dallas, e assim, se tornou o segundo jogador a disputar pelo time e alcançar a mesma marca. 

    Morgan Rielly, do Toronto Maple Leafs, no jogo contra o Minnesota Wild, se tornou o 16º defensor da história da NHL a registrar 4 assistências em apenas um período de jogo, sendo o primeiro desde Roslilav Klesla, em 2013. 

    Jogadores, Hat-tricks e outros recorde de gols

    Na última quinta, Brent Burns, do San Jose Sharks, atingiu a marca de 200 gols na NHL. Desta forma, ele se torna o 23º defensor na história da liga a conquistar o recorde. Também dos Sharks, Patrick Marleau se tornou o oitavo jogador da história da liga a marcar, pelo menos, um gol enquanto adolescente e um aos 40 pela mesma equipe. 

    Steve Stamkos, do Tampa Bay Lightning, se tornou o segundo jogador da liga a ter mais gols em power play, ficando assim apenas atrás de Alex Ovechkin. Assim, ⅓ dos gols que o jogador marcou em toda sua carreira foram durante a penalidade (147 de 397). 

    O defensor do Carolina Hurricanes, Dougie Hamilton, é o primeiro defensor a obter um gol em 5 jogos seguidos pelo time que disputa. Ele fica atrás de Mike Green, que conseguiu a marca de oito gols em 8 jogos seguidos. Outro recorde que saiu de Canes foi a marca pessoal do jogador Erik Haula, que se tornou o terceiro na franquia Canes/Whalers a marcar 5 ou mais gols nos primeiros 5 jogos da temporada. Antes, quem tinha realizado o mesmo feito foi Jeff Skinner, em 2017/18 (5 gols em 6 jogos) e Al Sims em 1980/81(6 gols em 6 jogos), quando o time ainda estava em Hartford.

    Já Cole Makar, do Avalanche, se tornou o 11º defensor da história da NHL a ter um ponto em seus 4 primeiros jogos da temporada regular. Jeff Petry, defenser do Montreal Canadiens, marcou seu 11º gol em power play, desde a temporada 2017/18. Com isso, fica apenas atrás de Drew Doughty e Brent Burns, ambos com 12 gols. Para finalizar a lista de defensores, Zach Werenski se tornou o terceiro do Columbus Blue Jackets a marcar, pelo menos, 40 gols. Assim, ele fica atrás apenas de Rostislav Klesla (41) e David Savard (40).

    Outros rookies também fizeram sua estreia na NHL batendo recordes. Victor Olofsson, do Buffalo Sabres, se tornou o primeiro jogador da NHL ao marcar seus 7 primeiros gols na liga em Power Play. Seguidamente, Ville Heinola, o 20th overall do draft 2019, selecionado pelos Jets, se tornou o primeiro rookie da seleção deste ano a marcar seu primeiro gol na temporada, na vitória do time contra o Pittsburgh Penguins, no último dia 8. 

    Em relação a recorde de gols, David Pastrnak tornou-se o terceiro jogador desta temporada a marcar 4 gols em um jogo. Assim, ele se junta a outros dois jogadores da Liga. Anthony Mantha, do Detroit Red Wings, e James Neal, dos Oilers. No entanto, este não é a única marca atingida por Pastrnak. Com os 4 gols,  e se tornou um dos 3 jogadores na história do Bruins a obter estes em um jogo da temporada regular e marcou o 5º hat-trick de sua carreira. 

    O Anaheim Ducks também teve jogadores a atingir algumas marcas. Cam Fowler marcou seu 60º gol em temporadas regulares na NHL, e assim, se torna o segundo defensor da franquia a atingir tal recorde. Por fim, Ryan Getzlaf, capitão do time, se tornou o jogador dos Ducks a ter mais jogos disputados pelo time.

    A lenda do Washington Capitals, Alex Ovechkin, também deixou sua marca nesse início de temporada. O russo, portanto, se tornou o 4º jogador da história da NHL a obter mais gols em power play, com 248 gols. 

    Recordes dos goleiros

    Os goleiros também iniciaram esta nova season alcançando vários marcos. Marc Andre Fleury é um deles. O goaltender do Vegas Golden Knights chegou a marca de 800 jogos disputados na NHL no jogo dos Knights contra os Sharks, no último dia 4. Desta forma, ele também se junta aos goleiros Curtis Joseph e Martin Brodeur, ao se tornar o goleiro com mais vitórias em season openers, na história da liga. 

    Petr Mrazek, dos Canes, é o 4º goleiro da história do time a ter um shutout contra os Kings, e o primeiro desde Kevin Weekes, que realizou a façanha em 2003. Já o goleiro do Arizona Coyotes, Darcy Kuemper, atingiu a marca de ceder apenas 2, ou menos, gols por jogo (GAA) em cada uma das vezes que iniciou pelo time. Assim, se igualou a Nikolai Khabibulin, que era o líder da estatística em toda a história da franquia. 

    O veterano, Tukka Rask, do Boston Bruins, também não decepcionou. A performance do goleiro contra os Devils, no último sábado, de 31 defesas, é a melhor em um shutout de um goleiro na história do Bruins, desde que os shots começaram a ser contados na NHL, na temporada 1955/56. Desta forma, também se torna o 4º goleiro da franquia a ter um shutout em um jogo de abertura de temporada. 

    Por fim, Carter Hart, do Philadelphia Flyers, também registrou seu recorde. Com apenas 21 anos, o goleiro se tornou o mais novo na história dos Flyers a adquirir um shutout, na partida contra os Devils, no último dia 10. 

    Outras marcas dos jogadores

    Dois jogadores da liga atingiram marcos históricos em sua carreira nesse início de temporada. Kris Letang, do Pittsburgh Penguins, atingiu a marca de 500 pontos na NHL. Assim, se torna o primeiro defensor da história do Pens a obter o recorde. Já Phil Kessel, dos Yotes, atingiu a marca de 1000 jogos disputados na Liga. Portanto, o jogador acaba se tornando o 3º mais novo atualmente a conseguir tal feito. 

    O gol de Jonathan Huberdeau, do Florida Panthers, no jogo contra os New Jersey Devils, se tornou o gol mais rápido a ser feito na temporada atual, até o momento, sendo marcado nos primeiros 16 segundos de jogo. Ainda no Panthers, outro jogador acabou por atingir mais um recorde. Mike Hoffman se tornou o primeiro jogador da franquia a marcar um hat trick em um jogo de abertura de temporada do time. 

    James Neal, dos Oilers, foi um dos três jogadores a marcar 4 gols pelo time que compete, neste início de temporada. Assim, é um dos únicos jogadores ativos a ter hat-tricks com 4 times diferentes (Pittsburgh, Nashville, Dallas e Oilers). Juntamente dele, com os mesmos 4 gols atualmente, estão Anthony Mantha e David Pastnark. 

    Não apenas tivemos um ganhador da Stanley Cup conquistando recordes, mas também o mesmo que conquistou o Conn Smythe na off season. Ryan O’Rielly, do St. Louis Blues, se tornou o primeiro jogador a marcar 7 pontos nos primeiros 4 jogos da temporada regular. Cam Atkinson, no entanto, dos Blue Jackets, se torna o jogador ativo atualmente que mais marcou nos jogos de estreia de temporada em que participou. Assim, ele passa a ter marcado, até então, em seis dos season opener games em que esteve presente.

    Matt Duchene, do Nashville Predators, adquiriu 3 assistências em seu debut pelo time. Desta forma, ele se torna o segundo jogador do time a ter recorde de pontos em uma estreia, ficando atrás apenas de Steve Sullivan. 
    Finalmente, um dos primeiros recordes a serem conquistados na liga veio do jogador do Maple Leafs, Auston Matthews. O 1st overall do Draft de 2016, portanto, se tornou o 4º jogador na história da NHL a marcar em suas 4 primeiras season openers. Consequentemente, por fim se junta a Dit Capper, Dave Andreychuch e Sergei Fedorov.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Patrick Marleau está de volta ao San Jose Sharks

    Patrick Marleau está de volta ao San Jose Sharks

    O veterano canadense está de volta ao Shark Tank! Após ser trocado pelo Toronto Maple Leafs para o Carolina Hurricanes, a equipe da divisão metropolitana fez o buy out do terceiro e último ano do contrato de Patrick Marleau, que se tornou um free agent. Depois de alguns meses sem contrato, foi confirmado hoje que o atleta estará de volta ao San Jose Sharks para esta temporada 2019/2020. Ela será a 22ª temporada do canadense na NHL, que fez 40 anos de idade em setembro.

    Com um cap hit de 700 mil dólares, pouco mais do que o mínimo exigido pela Liga, Patrick Marleau deve contribuir para o bottom six da equipe californiana. Além disso, o veterano é uma figura importante no quesito liderança, especialmente após a saída de Joe Pavelski para o Dallas Stars. No mais, além das razões desportivas, Marleau visava um retorno à Costa Oeste dos Estados Unidos por motivos familiares, já que sua família reside na Califórnia. 

    De jovem promessa a uma figura de liderança

    Patrick Marleau se destacou na Western Hockey League atuando pelo Seattle Thunderbirds, tendo sido draftado pelo San Jose Sharks em segundo lugar no draft de 1997. Curiosamente a primeira escolha foi Joe Thornton, escolhido pelo Boston Bruins, que viria a ser um companheiro de longa data de Marleau nos Sharks. Como Marleau nasceu na data limite de elegibilidade para o draft no seu ano, ele é possivelmente a pessoa mais jovem a atuar em um jogo da Liga. 

    Ademais, conforme foi ganhando experiência na NHL o canadense se tornou um exemplo em liderança, tendo sido o capitão dos Sharks entre 2003 e 2009. Além disso, o currículo do jogador conta com dois ouros olímpicos (Vancouver em 2010 e Sochi em 2014), além de um ouro na Copa do Mundo de 2004 e um ouro e uma prata em mundiais da IIHF. O item faltante na estante de troféus de Marleau é, sem dúvidas, a Stanley Cup.

    Foi com o troféu em mente que ele deixou os Sharks em 2017 como free agent para assinar com o Toronto Maple Leafs. No Canadá o impacto de Marleau foi para muito além do rinque, já que ele assumiu o papel de mentor para Auston Matthews e Mitch Marner, as duas jovens estrelas da equipe. Ironicamente, os novos contratos dos dois foram a maior razão pela qual o veterano foi trocado, já que seu salário não caberia mais na folha salarial dos Leafs. Após eliminações seguidas para o Boston Bruins mudanças precisaram ser feitas, e Marleau foi trocado para os Hurricanes. 

    Um verdadeiro homem de ferro

    Além de seu talento como jogador, o atleta também é conhecido notoriamente por sua durabilidade e saúde. Afinal, ele detém o recorde da sexta maior sequência de partidas jogadas na história da Liga, e a maior em atividade, com 788 jogos consecutivos. Uma das razões pelas quais San Jose e o atleta assinaram o contrato apenas na quarta-feira (09/10) foi com o intuito de manter a sequência ativa. Isto porque os jogos anteriores não contabilizam como não disputados por Marleau, já que ele não tinha contrato com a equipe. 

    Além de sua iron man streak, Marleau detém diversos recordes na história da franquia californiana. Dentre elas, a liderança em jogos disputados (1.493), gols (508) e pontos (1,082). Por sua versatilidade, já que pode atuar tanto na ala esquerda quanto como central, o veterano será importante na temporada que pode ser um dos últimos suspiros dos Sharks nos playoffs. Com um elenco envelhecido e com longos contratos, as chances de ganharem a primeira Stanley Cup na história da equipe se torna um sonho cada vez mais distante. 

    (Foto: NHL.com/Reprodução)

  • Divisão Metropolitana: previsões para temporada 2019-20

    Divisão Metropolitana: previsões para temporada 2019-20

    A Divisão Metropolitana provou duas coisas durante os playoffs da última temporada. Primeiro, que as previsões nem sempre são certeiras. Segundo, que geralmente quem “varre”, será “varrido”.

    A principal previsão de 2018 talvez tenha sido que o campeão da Stanley Cup 2018, Washington Capitals, iria reivindicar seu título com unhas e dentes. O que ninguém esperava era que um certo time, lá da Carolina do Norte, fosse mudar a ordem das coisas. Dessa forma, deixou a competição bem mais interessante. 

    Mas a off-season trouxe o Draft, o free agency e diversas trades. Esse são fatores importantes que podem vir a mudar o destino dos times da divisão. Vamos contar para vocês quais são nossas previsões para as equipes da Metropolitana nessa nova temporada que começa nessa semana.

    Carolina Hurricanes

    Sebastian Aho, o jogador renovou o contrato com Canes na Intertemporada

    Como dito anteriormente, os Canes foram o único time da Divisão a sobreviver além do segundo round dos playoffs da Stanley Cup. Há nove temporadas que o time de Raleigh não via os playoffs (desde de 2008.09). 

    Mas este ano as coisas foram diferentes. Desde que o time adquiriu o forward Sebastian Aho, começou-se a ver melhoras na equipe. De 2016 até aqui, a equipe tem chegado cada vez mais perto de garantir uma posição nos playoffs. A contratação de um novo técnico no início da temporada gerou trocas de jogadores e de linhas necessárias para achar a sincronia perfeita da equipe.

    Rod Brind’Amour, que foi o capitão do time de Raleigh durante a conquista da Stanley Cup em 2006, chegou em Canes a fim de desenvolver uma nova forma de jogar. Logo no início da temporada, fez a escolha ousada em permanecer com Andrei Svechnikov, left wing adquirido no Draft 2018, diretamente na NHL. O jovem jogador começou sua carreira na Liga marcando em seus seis primeiros jogos, quatro pontos. Sendo assim, foi peça essencial para colocar os Hurricanes nos playoffs em 2019.

    O resultado foi eficaz. O time avançou e, com 99 pontos, conquistou uma vaga por wildcard nos playoffs deste ano. Como se não bastasse chegar à pós-temporada, técnica e talento levou o time às Conferências Finais, onde teve sua participação interrompida. No entanto, terminaram a temporada com sensação de dever cumprido. 

    Os Canes ainda passam por um período de renovação, mas o time já se encaixa melhor do que antes. É mais ofensivo, defende, encara os demais times olho no olho.

    Além de Aho e Svechnikov, Teuvo Teravainen é outro nome para ficarmos atentos na próxima temporada. Ele marcou 76 pontos na regular season e, nos playoffs, fez um score de 10 pontos. Desta forma, é o segundo jogador do Carolina, nas duas ocasiões, a ter mais pontos marcados na temporada. A tendência é que continue com o mesmo ritmo na próxima. 

    Para complementar o time, os Canes assinaram com o defensor, Jake Gardiner, um contrato de quatro anos. Assim, a equipe reforça ainda mais a defesa para a nova temporada.

    A renovação que o time precisa está em nomes como Aho, Svechnikov e Teravainen. São nomes mais jovens e que podem vir a construir uma carreira no Carolina Hurricanes, tornando-se chaves na mudança pela qual a equipe vem passando. Previsões sobre times que possam vir a ganhar a cup nunca são certeiras, mas, se depender do talento de seus jogadores, os Canes estão destinados a coisas grandiosas.

    New York Islanders

    Por mais que a perda de John Tavares ainda doa em alguns torcedores dos Isles, o time não sofreu tanto esse impacto. Eles foram o quinto time com mais pontos ao fim da temporada regular e, consequentemente,  terminaram em segundo lugar na divisão. Finalizaram com 48 vitórias.

    Por sua vez, o goleiro do time, Robin Lehner, teve o segundo melhor Save Percentage da liga. Deixou apenas uma média de 2.13 pucks entrar no fundo da rede por jogo. Ou seja, o time tinha o talento necessário para chegar às finais da Stanley Cup. Porém, a história na prática foi bem diferente. 

    Eles venceram o Pittsburgh Penguins em quatro jogos, no primeiro round. Avançaram ao segundo contra o Carolina Hurricanes. No entanto, uma das únicas previsões certas nos playoffs da temporada passada foi que: “quem varre, será varrido”. Não foi diferente com os Isles. Perderam os quatro primeiros jogos para o Carolina Hurricanes. Desta forma, tiveram uma passagem curta na pós-temporada. 

    Peças essenciais para o time, como Mat Barzal, Josh Bailey, Anders Lee e Jordan Eberle, deverão ser nomes importantes para a caminhada dos Isles. Principalmente Barzal que, mesmo jovem, se tornou um dos líderes em pontos do time nas últimas temporadas. O capitão, Lee, liderou a equipe em gols. Com seu estilo de jogo, a história talvez se repita na próxima temporada. 

    Com a saída de Robin Lehner, contudo, o time precisou procurar outro goleiro no mercado. Portanto, assinaram um contrato de quatro anos com Semyon Varlamov, que veio do Colorado Avalanche. Na última temporada, ele teve um Save Percentage de .909%. Sendo assim, foi de extrema importância na ida do Avalanche aos playoffs. Os fãs dos Islanders apostam nele para fazer o mesmo. 

    No entanto, pode-se esperar, para a nova temporada, uma alternância entre Varlamov e Thomas Greiss na rede dos Islanders. Prática que, na temporada passada, foi comum para o técnico, Barry Trotz, implantar no time. Desta maneira, Lehner e Greiss jogaram quase metade dos jogos da temporada cada um. 

    O New York Islanders tem um elenco digno de pós-temporada, com experiência e que conhece o jogo. Portanto, com certeza, é uma das equipes que, se houver uma sincronia entre linhas e jogadores, pode vir a avançar muito mais nos playoffs.

    Pittsburgh Penguins

    Comparando as últimas três temporadas, é cada vez mais notável a decaída dos Penguins nos playoffs. O time saiu de uma situação na qual foi campeão por dois anos consecutivos para entrar em outra completamente diferente. Este ano foram eliminados em quatro jogos, ainda no primeiro round dos playoffs. Para uma equipe experiente na pós-temporada, é um grande baque. 

    É perceptível que o time precisa de renovação. Os Penguins tem um dos elencos mais talentosos dos últimos dez anos, tendo já conquistou diversos prêmios além da Stanley Cup. Comandados por Sidney Crosby, jogadores como Evgeni Malkin e Kris Letang conquistaram três Cups na última década. Duas delas seguidas, na temporada 2016/17 e 2017/18. Além disso, por mais que o Pittsburgh não tenha tido uma temporada excepcional, Crosby ainda foi o quinto jogador a marcar mais pontos na última temporada. 

    Quem se destacou na última temporada, no entanto, foi Jake Guentzel. Ele é um dos nomes essenciais nessa nova fase do Pittsburgh. É o líder em gols no time, ultrapassando até mesmo Crosby. 

    Para a próxima temporada, o aspecto do time que mais necessita melhorias é a defesa. Esta falhou diversas vezes durante os quatro jogos dos playoffs em que o Pittsburgh esteve presente. Eles estão passando por um período de reconstrução do time, que ainda vai persistir por mais alguns anos. Portanto, nomes como Guentzel serão essenciais nessa transição. Uma dica é ficar de olho nos rookies. Junto de Guentzel, eles também serão necessários nas mudanças que o Pittsburgh precisa. Principalmente os defensores que o time decidir manter para disputar a liga principal.

    Mas, apesar das falhas, ainda são os Pittsburgh Penguins. O time ainda possui jogadores extremamente talentosos e respeitados. Os playoffs são incertos, já que a última temporada provou isso. Portanto, existe sim a possibilidade de os Pens disputarem pela taça, tanto quanto os demais times. 

    Washington Capitals

    OTTAWA, ON – DECEMBER 29: Washington Capitals Left Wing Alex Ovechkin (8) prepares for a face-off during third period National Hockey League action between the Washington Capitals and Ottawa Senators on December 29, 2018, at Canadian Tire Centre in Ottawa, ON, Canada. (Photo by Richard A. Whittaker/Icon Sportswire via Getty Images)

    O campeão da Stanley Cup 2018/19 não decepcionou na temporada regular. Muitos analistas de hockey esperavam que, pelo fato de as comemorações da equipe terem sido intensas, os Caps não iriam ter o mesmo desempenho da temporada anterior.

    Erraram. O time finalizou como líder da Divisão Metropolitana, com 104 pontos. Além disso, foi um dos primeiros a garantir seu lugar nos playoffs. Ovechkin terminou a regular season como líder de gols em toda a liga, e o terceiro a ter mais gols em power play. Nada de diferente por aqui, já que é do feitio do forward liderar e quebrar recordes. 

    Mas o time decepcionou e decaiu nos playoffs. Eles foram rapidamente derrotados em quatro jogos pelo Carolina Hurricanes. Da mesma forma, o Caps ainda é um time gigante e com um elenco talentoso. Liderados por Ovechkin, o time tem probabilidade altíssima de buscar um segundo título nesta temporada.

    Uma linha com Ovechkin, Wilson e Backstrom pode vir a ser certeira. Apesar dos escândalos na off season, o Washington já afirmou que Evgeni Kuznetsov não irá ficar de fora de todos os jogos da temporada. Ele, junto dos veteranos Wilson, Oshie e Holtby, são peças essenciais e fazem completa diferença em jogo. Principalmente Oshie, que foi o segundo jogador do time a marcar mais gols na temporada. 

    Os Capitals estão indo no caminho certo. Tiveram alguns erros durante o caminho, mas vêm com força total para disputar pela Stanley. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blue Jackets talvez tenham sido um dos times que menos se destacou da divisão na temporada regular. Porém, conquistaram a inédita vaga no segundo round dos playoffs, mesmo que tenham sido eliminados pelo Boston. Mesmo assim, com nomes como Artemi Panarin, Seth Jones, Cam Atkinson, Matt Duchene e Pierre Luc Dubois, o time conseguiu garantir um lugar na pós-temporada.

    Pelo segundo ano consecutivo, o time teve a chance de liderar a série por 3 a 1 em casa, mas perdeu para o Boston. Mas perderam o timing e deixaram o Bruins levar a série.

    Por mais que os Blue Jackets estejam em déficit com as saídas de Panarin e Duchene, o time ainda possui jogadores novos que podem influenciar no sucesso do Columbus. Um deles é Alexandre Texier, que fez três pontos em quatro jogos contra o Tampa Bay Lightning. Apesar disso, quando o time precisou de jogadores para rebater o contato físico do Boston, não houveram muitas soluções. Para a próxima temporada, o time precisa ser tão ofensivo quanto os demais, e treinar seus novos talentos da mesma forma. 

    Talvez a falta de experiência dos Blue Jackets tenha sido o principal fator que os cortou tão cedo dos playoffs. Sendo assim, isso é algo a se mudar a cada ano de experiência, já que possui jogadores veteranos e futuros talentos capazes de fazer do time uma presença constante nos playoffs daqui para frente.  

    Philadelphia Flyers

    Talvez a aquisição mais importante dos Flyers na última temporada tenha sido o mascote que, sem dúvida, é um dos melhores da liga. Brincadeiras à parte, essa foi possivelmente uma das temporadas menos produtivas para o time. Nem chegaram a competir nos playoffs. Desde a season 2011/12, eles tem competido nos playoffs temporada sim, temporada não. 

    Por mais que a equipe possua novos talentos como Nolan Patrick e Carter Hart, além dos veteranos Claude Giroux e Sean Couturier, não foi o suficiente para levá-los para a pós-temporada. Mesmo assim, esses são os jogadores que podem encaminhar os Flyers outra vez aos playoffs.

    É interessante observar como Carter Hart vai se desenvolver nesta nova temporada. O goleiro de apenas 21 anos, em sua primeira temporada pelo time, teve um percentual de defesas de .917%. É possível vermos uma alternância entre ele e Brian Elliot. Porém, com seu desenvolvimento na última temporada, talvez nós possamos ver Hart disputar mais jogos pelos Flyers. 

    Os rookies do time, mais especificamente Joel Farabee e Carsen Twarynski, também merecem atenção dos fãs, pois se destacaram muito no training camp. Twarynski, por exemplo, marcou dois gols nos últimos dois jogos da pre-season e fez uma perfomance excelente. Portanto, é provável que nós vejamos os dois garotos em alguns jogos dos Flyers na próxima temporada. 

    New York Rangers

    Kaapo Kakko, jogador adiquirido pelos Rangers no segundo pick do Draft

    Essa já é a segunda temporada dos Rangers fora dos playoffs. Eles adquiriram apenas 78 pontos na temporada regular passada. Com isso, terminaram em penúltimo lugar na divisão, a 20 pontos de garantir um lugar nos playoffs

    Apesar das dificuldades nos dois últimos anos, o time está disposto a deixar os empecilhos para trás e focar no futuro. O primeiro passo foi, talvez, a aquisição de Artemi Panarin na off-season. Líder em pontos pelo Blue Jackets na última temporada, o jogador será peça essencial da possível entrada dos Rangers nos playoffs, marcando gols e assistências que elevem a pontuação do time. 

    Adquirir Kaapo Kakko no Draft deste ano também foi um passo muito importante nessa reconstrução. Em maio, ele conquistou o Mundial de Hockey da IIHF, junto à Finlândia. Marcou apenas sete pontos durante o Mundial, mas sua maneira de jogar foi o suficiente para ser draftado em 2nd overall e chamar atenção dos Rangers. Se o ritmo se manter, será bem provável que Kakko leve o New York até a pós-temporada.  

    Dentro dos playoffs ou não, não se pode negar que o time tem um elenco cheio de estrelas. Primeiro, são liderados por Lundqvist, veterano dos Rangers. Além disso, se espera que o líder em pontos e gols da equipe, Mika Zibanejad, continue mantendo o padrão na próxima temporada, junto de Kreider e Vesey. 

    New Jersey Devils

    Jack Hughes, draftado em primeiro pelos Devils

    Se a última temporada não foi gratificante para os Devils, essa com certeza será bem diferente. O time, que terminou quase em último lugar, tirou a sorte grande ao conseguir o 1st pick overall no Draft deste ano, adquirindo um dos seus maiores talentos, Jack Hughes

    Hughes já provou ao que veio durante a pré-temporada. Em quatro jogos, ele marcou três gols e foi a estrela de dois dos quatro jogos. Seu estilo de jogo, sendo guiado pelo veterano Taylor Hall, pode vir a beneficiar muito os Devils nessa nova temporada. 

    Outra aquisição do time foi PK Subban, que vem para reforçar a desestruturada defesa de New Jersey. Um defensor, que circula pelo ataque e faz gols constantemente é o que os Devils precisam atualmente. 

    O que podemos garantir é que as chances dos Devils fazerem uma temporada incrível e garanta um lugar nos playoffs é grande. Hall, Hughes e companhia serão peça essencial para isso.

  • Cam Ward anuncia aposentadoria

    Cam Ward anuncia aposentadoria

    Nesta quarta-feira, 28, o goleiro Cam Ward assinou um contrato de apenas um dia com o Carolina Hurricanes. Isto porque ele também anunciou sua aposentadoria, terminando a carreira na equipe que o revelou. Ward foi draftado na 25ª posição do draft de 2002, e passou sua carreira junior no Red Deer Rebels da Western Hockey League. Ao atuar pela WHL, o goleiro apresentou campanhas positivas nos playoffs antes de chegar ao profissional. 

    O canadense, natural de Saskatoon, assinou seu primeiro contrato profissional em 2004, mas jogou seu primeiro ano na American Hockey League (AHL). Tal situação ocorreu porque a temporada de 2004/2005 foi cancelada devido a um lockout. No ano seguinte Ward passou a maior parte do tempo sendo reserva de Martin Gerber, até os playoffs

    A consagração de Ward em sua temporada de estreia

    A campanha da dos Canes nos playoffs de 2006 foi um verdadeiro conto de fadas, com Ward sendo parte fundamental da conquista. Canes começou perdendo para o Montreal Canadiens, mas Ward assumiu o gol e levou a equipe de Raleigh até as finais, contra o Edmonton Oilers. No caminho, Ward ajudou o time da Carolina vencer o New Jersey Devils de seu ídolo, Martin Brodeur, e o Buffalo Sabres. 

    Já nas finais da Stanley Cup, o canadense foi o primeiro goleiro novato a conseguir uma shutout desde Patrick Roy em 1986. Com a vitória dos Hurricanes, Ward se tornou o primeiro goleiro calouro a ganhar o Conn Smythe, troféu de MVP, desde Ron Hextall em 1987. 

    Críticas pelas atuações instáveis e passagem pelos Hawks

    Cam Ward nunca conseguiu replicar sua campanha de MVP outra vez, e foi duramente criticado por não ter constância suas atuações. Além disso, a equipe deixou de aparecer nos playoffs a partir de 2009. Esta foi a última atuação do arqueiro na pós-temporada.

    Depois de 13 anos, Ward deixou os Hurricanes em 01 de julho de 2018, para assinar por um ano com o Chicago Blackhawks, onde não impressionou. Desta forma, aos 35 anos o canadense assinou um contrato de um dia para se aposentar um Cane.

    A carreira de Ward em números

    Jogos disputados701
    Vitórias334
    Porcentagem de defesa.908 %
    Média de gols sofridos2.74
    Shutouts27

    (Foto: NHL.com/Reprodução)

  • Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Já falamos de vários momentos marcantes na história da NHL. Inclusive fizemos um top 5 da Conferência Oeste. Agora chegou a vez de relembramos os cinco momentos especiais que a Conferência Leste nos presenteou.

    The Easter Epic

    A partida que iniciou no dia 18 de abril de 1987 só foi terminar nas primeiras horas do dia 19. Naquele ano, era domingo de páscoa. Os times Washington Capitals e New York Islanders se enfrentaram no jogo 7. Dessa vez, em Capital Centre, no estado de Maryland. Por um lado, dos Capitals, os jogadores Mike Gartner e Grant Martin marcaram gols no primeiro e segundo período. Enquanto os Islanders foram os jogadores Patrick Flatley e Bryan Trottier que marcaram no segundo e terceiro período, respectivamente. Ao fim do terceiro período o placar estava empatado em 2-2. Assim, não teve jeito e o jogo foi para overtime

    Foram necessários quatro períodos de overtime para enfim um dos times marcarem. Os jogadores já estavam cansados. O jogo foi instável durante os primeiros oito minutos do 4OT, afinal aquele já era o sétimo período. Enquanto os Islanders tinham conseguido cinco shots, o Capitals só tinha conseguido um. Os times tinham muito em jogo. Já que quem vencesse a partida iria para o próximo round enquanto o outro iria para casa. Aos 8:47, Pat LaFontaine aproveitou uma passe recebido e mandou o puck para a rede. Com isso, fim de jogo e vitória do time de New York. Atualmente a partida está entre as dez mais longas da história da NHL. Porém, foi o primeiro jogo 7 desde 1968 a precisar de mais de uma hora extra. Sendo assim, foi o único jogo de playoffs em sua temporada que ultrapassou um período de prorrogação.

    Miracle at Molson

    No dia 09 de maio de 2002, o Carolina Hurricanes enfrentava o Montreal Canadiens em mais uma partida da série dos playoffs. A partida aconteceu no Molson Centre em Montreal, Quebec. Era o jogo 4 da série que estava 2-1 para os Habs. Até então, o time da casa estava ganhando de 3-0. Já estava no terceiro período quando veio uma penalidade para o jogador de Montreal. 

    Foram apenas dois minutos de 5 on 3, mas foi o suficiente para os Canes marcarem um gol. Sean Hill aproveitou a chance e abriu o placar para seu time. Menos de dez minutos depois foi a vez de Bates Battaglia. O placar agora estava 3-2, e restava pouco para acabar a partida. Surpreendentemente, faltando apenas 41 segundos para o fim do jogo, Erik Cole deu um rebote num shot de Ron Francis e marcou o gol de empate. Com os Canes conseguindo empatar a partida, foi necessário ir para o overtime e desempatar o jogo.

    Aos 3:14 aconteceu mais um momento histórico na partida. Niclas Wallin fez pela primeira vez o que ficou conhecido como a sua “arma secreta”. Essa foi o primeiro de múltiplos gols em OT na sua carreira. Wallin marcou o gol e Canes empatou a série em 2-2. Por fim, o time da Carolina ganhou a série por 4-2, assim avançando para o próximo round.

    Duelo de hat-tricks

    No dia 04 de maio de 2009, os times Pittsburgh Penguins e Washington Capitals se enfrentaram no segundo jogo da semifinal da Conferência Leste. A partida que foi ganha pelos Capitals por 4-3 entrou para a história do hockey. Isso porque Alex Ovechkin e Sidney Crosby fizeram um hat-trick cada. Assim, tornaram essa noite inesquecível para os fãs do esporte. O responsável por abrir o placar da noite foi Crosby no primeiro período. O canadense aproveitou um passe de Kris Letang durante o power play e marcou o primeiro gol.

    No início do segundo período foi a vez de Ovi marcar seu primeiro gol. Em seguida, ainda no segundo período tivemos novamente um gol de Crosby e ao final do período um gol de David Steckel. Finalizando o placar em 2-2. O terceiro período, por conseguinte, foi bem animado. Com Ovi marcando seu segundo gol num power play e, em menos de três minutos depois, marcou seu terceiro gol. A emoção tomou conta dos torcedores e portanto teve uma chuva de chapéus vermelhos no gelo. Crosby chegou a reclamar com o árbitro sobre a demora para continuar o jogo. No último minuto da partida, Sid the Kid marcou também seu terceiro gol durante um power play. Apesar da derrota nessa partida, os Penguins ganharam a série por 4-3 e posteriormente foram os campeões da Stanley Cup.

    Bruins vs fãs

    Há quase 40 anos, em 23 de dezembro de 1979, Mike Milbury, um defensor do Boston Bruins, entrou em uma briga com um fã do New York Rangers. Isso resultou em todos os jogadores passando por cima do vidro das arquibancadas para entrar na briga. Com exceção de um jogador do Bruins.

    O incidente aconteceu após a vitória dos Bruins de 4-3. A briga iniciou após Phil Esposito, dos Rangers, bater seu stick no gelo e ir para o vestiário depois de não conseguir converter uma briga nos últimos segundos da partida. Com Esposito fora do gelo, quem acabou levando um soco foi Ulf Nilsson dos Rangers, que mais cedo na partida havia batido em Al Secord, autor do soco.

    Como resultado, começou uma briga entre os jogadores que rapidamente passou para a arquibancada, após John Kaptain, fã dos Rangers, atingir um jogador dos Bruins. Kaptain pegou o bastão do jogador. Terry O’Reilly, ao ver isso, foi o primeiro jogador a passar por cima do vidro. Ao total foram dezoito jogadores brigando nas arquibancadas. Ao final da confusão, três jogadores foram suspensos. Além disso, precisaram reinstalar o vidro da arena e até mesmo os fãs processaram os jogadores. No entanto, os jogadores seguiram suas carreiras normais e com isso a briga entrou para a história da NHL.

    Briga entre fãs e os jogadores do Boston Bruins. (Foto: Reprodução / nytimes.com)

    Jaromir Jagr conquista stick de ouro

    Na temporada 2016-17 Jaromir Jagr entrou para a história novamente. Dessa vez, o jogador se tornou o segundo na história da NHL a fazer 1.888 pontos em sua lendária carreira. O ponto histórico aconteceu após Jagr fazer uma assistência que ajudou seu time a marcar um gol contra o Boston Bruins. Mike Matheson disparou o puck para a rede, que bateu na parte de trás de Jagr e depois atingiu Tuukka Rask. O jogador Aleskander Barkov conseguiu atingir o puck que bateu na trave e entrou no gol.

    Após uma breve revisão, o jogo foi interrompido e o capitão do time, Derek MacKenzie, presenteou Jaromir com um stick de ouro. Foi uma forma de comemorar sua grande conquista. Na época, Jagr tinha feito 23 temporadas na NHL, sendo 1.663 jogos e 1.888 pontos.

    Foto: Reprodução / newsobserver.com

  • Perfil Sebastian Aho

    Perfil Sebastian Aho

    Essa semana o nome de Sebastian Aho foi um dos assuntos mais comentados no universo do hockey. Isso porque, durante o Free Agency Day, o Montreal Canadiens ofereceu uma offer sheet pelo jogador. Entretanto, o Carolina Hurricanes igualou a oferta e Aho será um jerk por mais cinco temporadas.

    O center nasceu em Rauma, na Finlândia, em 26 de Julho de 1997. Assim, elegível para o Draft de 2015, Aho foi selecionado por Canes na escolha 35 overall e já está fazendo história no time. Nessa temporada, Sebastian Aho se tornou o quarto jogador da franquia a marcar 80 pontos antes de completar 22 anos. Sem dúvida, apenas o início de uma carreira que iremos acompanhar de perto.

    Modo iniciante

    Sebastian ganhou o seu primeiro par de patins com dois anos de idade. Contudo, antes disso, já acompanhava seu pai em jogos de hockey. Harri Aho, o pai, jogava profissionalmente em um time local chamado Lukko. Isso fez com que Sebastian e seus irmãos crescessem no meio, frequentando vestiários e arenas. Com três anos, Harri levou Sebastian para a escola de patinação de Kärpät. Foi ali que Aho, enfim, começou a praticar o esporte.

    Sua pouca idade não importava. Aho já estava acostumado a jogar em espaços abertos com seu irmão e amigos mais velhos. Ele podia não ser o mais forte, mas já se mostrava um jogador inteligente. Nesse meio tempo, Aho já começava a desenvolver seus instintos e habilidades de jogo que, posteriormente, o fariam chegar a NHL com um diferencial.

    Sua carreira no hockey profissional teve início no Oulun Kärpät, na liga Finlandesa, estreando pelo time na temporada 2013-14. Mas, foi na sua segunda temporada pelo time, primeira que jogou desde o início, que Sebastian Aho se destacou. Não apenas marcou o gol que deu o campeonato para o Karpat, em um overtime duplo de um jogo 7, como também chamou atenção para seu jogo. Sua habilidade no gelo fez com que ele fosse considerado um dos principais jogadores da Liiga. Além disso, despertou o interesse do Carolina Hurricanes no ano do seu Draft.

    Contudo, apesar de ter sido draftado, na temporada 2015-16 Aho voltou para Kärpät, terminando a temporada com um total de 45 pontos, dentre eles 24 gols.  

    Modo Carreira

    Sua chegada à NHL aconteceu um ano após o Draft, assinando o contrato de entrada por três anos em 13 de junho de 2016. Em outubro do mesmo ano, Aho fez sua estreia pelo Carolina Hurricanes. Já no primeiro jogo da temporada 2016-17, Sebastian Aho marcou uma assistência para um gol de Victor Rask na derrota para os Jets por 5 a 4 no overtime.

    Entretanto, o primeiro gol do finlandês pela NHL veio acontecer apenas em 12 de novembro. Não satisfeito em marcar apenas um gol, Aho marcou logo dois na vitória dos Canes em cima dos Capitals por 5 a 1. Nessa mesma temporada, Aho ainda marcou um hat trick contra os Flyers em 31 de janeiro. Com isso, se tornou o jogador mais jovem a marcar um hat trick na franquia. Por fim, Aho terminou a sua temporada de rookie com 49 pontos em 82 jogos.

    Na temporada 2017-18, Aho marcou 65 pontos em 78 jogos, mas com os Canes fora dos playoffs, ainda faltava algo para ele se firmar como uma jovens estrela da NHL.

    Foi na temporada 2018-19 que Sebastian Aho mostrou porque não deve ser subestimado. Ao comando de Brind’Amour, Sebastian quebrou o recorde da franquia, que antes era de Ron Francis, ao marcar um ponto em 12 jogos consecutivos. Com esse feito, ele também empatou o recorde da NHL de um gol por jogo a partir do início da temporada. Essa onda terminou em 3 de novembro com a derrota no overtime para os Yotes por 4 a 3.

    Sebastian Aho participou do 2019 NHL All-Star Game, ficando em segundo lugar no desafio Enterprise NHL Premier Passer™. Além disso, ajudou a Metropolitana a levar o prêmio.

    O Carolina Hurricanes chegou à final da Conferência desses playoffs, e, sem dúvida, Aho foi um dos responsáveis pelo time ter ido tão longe. Após dez anos de seca, os Canes jogaram 15 jogos nessa pós-temporada. Neles, Aho marcou 12 pontos.

    Sebastian Aho terminou a temporada como líder de pontos do Carolina Hurricanes, tanto na temporada regular quanto nos playoffs. Em 82 jogos, ele marcou um total de 83 pontos.

    Ao fim de uma temporada de sucesso e com o término do seu contrato de entry level, Aho assinou a offer sheet oferecida pelo Montreal Canadiens. Isso fez com que os Canes precisassem igualar a oferta do time canadense e ofertar um novo contrato para garantir Sebastian Aho para a próxima temporada. Por fim, o novo contrato do finlandês tem validade de cinco anos.

    Modo internacional

    Sebastian Aho não esteve no Mundial desse ano quando a Finlândia levou o ouro, pois estava competindo nos playoffs. Mesmo assim, ele também já fez sua contribuição para a seleção do seu país.

     Ele esteve presente no time finlandês que levou a medalha de prata no  IIHF World Under-18 Championship em 2015, assim como no 2016 IIHF World Junior Championship, quando sua seleção levou o ouro. Em 2016, Aho marcou 15 pontos na competição, dentre eles cinco gols e nove assistências. Ficou atrás apenas do seu companheiro de time Jesse Puljujarvi, que marcou 17 pontos.

    Em 2018, após os Canes não terem se classificado para os playoffs, Aho competiu pelo IIHF World Championship. Lá marcou sete pontos (três gols, quatro assistências) em dez jogos. Dentre as assistências, duas delas foi na vitória de 3 a 1 contra a Russia na semifinal. Apesar de terem ficado com a prata após perderem para o Canadá, Aho ainda foi eleito melhor jogador do jogo.

    Entre recordes, sucessos e polêmicas, o jogador que completa 22 anos no final desse mês ainda tem muito a oferecer. Ele faz parte de um grupo de jovem jogadores que o Carolina Hurricanes está reunindo para voltar ainda mais forte na próxima temporada. Como disse o general manager Don Waddell, não se deve subestimar o Carolina Hurricanes.

    Foto: Reprodução/canescountry.com

  • Os principais RFAs e UFAs de 2019-2020

    Os principais RFAs e UFAs de 2019-2020

    RFAs sempre dão o que falar. No primeiro post sobre isso e como funcionam os contratos dos jogadores da NHL, explicamos justamente quem são eles. Agora, retomamos a série listando os principais RFAs que garantem agitar essa off-season. De quebra, damos uma lista sobre os principais UFAs.

    Brayden Point – Tampa Bay Lightning

    Reprodução nhl.com

    Primeiramente, temos central canadense Brayden Point. Considerado um dos principais nomes, não é pra menos: em seu terceiro ano como jogador da NHL, Point terminou a temporada com 41 gols, 51 assists e 92 pontos, o terceiro maior de seu time. Uma renovação poderia acontecer, porém o cap space do Lightning é muito pequeno. Com um elenco vasto, cheio de estrelas e jogadores promissores, Point logo foi especulado pelo New York Rangers. Além disso, até mesmo o foi pelo Detroit Red Wings, onde Steve Yzerman (antigo gerente geral dos Bolts) agora trabalha.

    Mitchell Marner – Toronto Maple Leafs

    Reprodução nhl.com

    Em segundo lugar, está o centro/ala direita Mitchell Marner, que não fica atrás. Com 94 pontos, liderando o ranking de pontos da temporada 2018-2019 dos Leafs, o canadense com certeza deveria ser uma prioridade. Porém, o time de Toronto possui muitos outros talentos jovens, o que dificultaria demais a renovação. O New York Islanders, por outro lado, já deu sinal de interesse por ele. Entretanto, nada está confirmado, já que o time nova iorquino precisa também focar em outros departamentos.

    Sebastian Aho – Carolina Hurricanes

    Reprodução nhl.com

    O centro finlandês Aho foi fundamental nos playoffs para os Canes, tendo cinco gols e sete assists. Em seu terceiro ano jogando profissionalmente, Aho já tem quase 200 pontos. Suas maiores características são a alta precisão, pensamento rápido e boa química com outros jogadores nos rinques. Com isso, ele alcançou 30 gols e 83 pontos nas temporadas regulares. Porém, ao contrário dos jogadores citados, ele parece estar inclinado a ficar, já que os Canes não possuem um salary cap tão apertado.

    Matthew Tkachuk – Calgary Flames

    Reprodução nhl.com

    Apesar da curta passagem nos playoffs da Stanley Cup, Matthew Tkachuk já estava tendo muito destaque nos Flames, desde o começo da temporada 2018-2019. Liderando o terceiro lugar de gols feitos, ficando atrás somente de Johnny Gaudreau e Sean Monahan, o jovem jogador americano é rápido e habilidoso com o puck, característica marcante do time canadense. Portanto, há prioridade em seu contrato e, ao que tudo indicada, já está encaminhado. Brad Treliving, o general manager dos Flames, assegurou que faria com que Tkachuk se tornasse o jogador mais bem pago do time.

    Mikko Rantanen – Colorado Avalanche

    Reprodução nhl.com

    Enfim, Mikko Rantanen, que brilhou nos playoffs desse ano. Liderou a pontuação (14) e ficou em segundo lugar nas pontuações da temporada regular, com 87, atrás somente da estrela Nathan MacKinnon. Apesar de que manter duas estrelas possa custar muito ao salary cap dos Avs, o general manager Joe Sakic disse que isso não é um problema. Afirmou que possivelmente o jogador irá renovar em breve com o time, podendo ultrapassar o salário de seu colega MacKinnon.

    Unrestricted Free Agents

    Por fim, em breve traremos outro texto onde explicaremos do que se tratam os Unrestricted Free Agents e como funcionam. Diferente dos RFAs, os jogadores na condição de UFAs, em resumo, podem escolher para onde ir livremente. Por isso, os principais UFAs dessa temporada são:

    1. Erik Karlsson, defensor que não teve boa fase no San Jose Sharks
    2. Artemi Panarin, ala do Columbus Blue Jackets
    3. Sergei Bobrovsky, goleiro de destaque nos playoffs do Columbus Blue Jackets
    4. Matt Duchene, Columbus Blue Jackets
    5. Joe Pavelski, capitão do San Jose Sharks
    6. Anders Lee, New York Islanders
    7. Jake Gardiner, Toronto Maple Leafs
    8. Robin Lehner, goleiro indicado ao Vezina Trophy do New York Islanders
    9. Mats Zuccarello, Dallas Stars
    10. Jordan Eberle, New York Islanders
    11. Micheal Ferland, Calgary Flames
    12. Tyler Myers, Winnipeg Jets
    13. Alexander Edler, Vancouver Canucks
    14. Petr Mrazek, goleiro fundamental no desempenho bom nos playoffs do Carolina Hurricanes
    15. Wayne Simmonds, Nashville Predators
  • Boston Bruins elimina Canes e avança para a final da Stanley Cup

    Boston Bruins elimina Canes e avança para a final da Stanley Cup

    Com uma vitória de 4 a 0 e dois gols de Patrice Bergeron, o Boston Bruins domina a partida e “varre” o Carolina Hurricanes no Jogo 4 da Conferência Leste. O time da Carolina do Norte pressionou, criou algumas chances, mas não teve êxito diante da defesa do equipe de Massachusetts.

    Bruins 4, Canes 0

    Os Bruins iniciaram o Jogo 4 com uma vantagem de 3 a 0 na série sobre o time da casa. Entretanto, ambos os times entraram no gelo com sede de vitória. Canes até tentou armar algumas jogadas a gol durante o primeiro período, mas foi Boston que criou mais chances com um jogo mais ofensivo. Eles dominaram o primeiro período, dando trabalho para o goleiro do Carolina, Curtis McElhinney, que fez diversas defesas espetaculares.

    Os Hurricanes começaram o segundo período com um jogo mais ofensivo. No entanto, aos 04:46, Brad Marchand passou o puck para David Pastrnak colocar os Bruins na frente com um gol no power play.

    Com a vantagem do time visitante, os Canes desaceleraram no jogo. Assim, abriram espaço para Patrice Bergeron marcar o segundo gol do Boston, com assistência de Pastrnak, faltando 01:26 para o fim do segundo período.

    No terceiro período, os Hurricanes tentaram criar algumas jogadas a gol, mas não conseguiram passar pela defesa do adversário. Aos 10:32, Bruins marcaram seu terceiro gol do jogo, novamente com Bergeron. O canadense recebeu o puck de Pastrnak e marcou seu segundo na partida. Assim, Boston abriu vantagem de 3 a 0 no time da cidade de Raleigh.

    Nos últimos minutos da partida, os Canes arriscaram com um empty net e um jogador a mais no rinque. O time ameaçou o gol de Tuukka Rask algumas vezes, mas sem sucesso.

    Faltando três minutos para o fim, o time da casa viu suas chances na conferência terminadas. Marchand acabou dando o golpe final ao colocar o puck no fundo da rede. Finalizou, então, o jogo em 4 a 0 para os Bruins. Assim, o time, conquistando o troféu Prince of Whales como campeão da Conferência Leste, avançou para a final do campeonato.

    Apesar do ótimo jogo defensivo e ofensivo do Boston Bruins, os Canes saem da disputa pela Stanley Cup após uma temporada incrível e cheia de êxitos.

    Foto: Reprodução/NHL.com