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  • UMass campeã pela primeira vez na história da universidade

    UMass campeã pela primeira vez na história da universidade

    O campeão do hockey universitário masculino da NCAA foi consagrado na noite de sábado (11), em Pittsburgh. A Universidade de Massachusetts levou a melhor num shutout sobre St. Cloud State, de Minnesota, e conquistou pela primeira vez na história do programa a vitória no tão sonhado Frozen Four. 

    Mesmo com o time desfalcado por conta dos protocolos da COVID-19, os Minutemen de Massachusetts derrotaram na quinta-feira os tricampeões de Minnesota no overtime, assim avançando para sua segunda final consecutiva no torneio.

    A falta de jogadores, chamada pelos técnico de “situação adversa”, não demonstrou ser um problema para o time que, num rematch da última final do Frozen Four (de 2019, pois o torneio foi cancelado em 2020) levou a melhor sobre Minnesota Duluth por 3-2. Com isso, o único do campeonato que não vinha de Minnesota, garantiu uma vaga na final no sábado, mesmo após terminar em terceiro lugar na Hockey East, atrás de times como Boston College e Boston University. 

    Já os Huskies de St. Cloud State levaram a melhor sobre os Mavericks de Minnesota State, na quinta-feira, faltando apenas 54 segundos para o final do jogo. Com o placar de 5-4 para St. Cloud, os Huskies garantiram a primeira aparição da universidade na final do Frozen Four.

    Minutemen 5, Huskies 0 

    Com parte do time que estava em protocolo de COVID liberado para jogar a final no sábado, Massachusetts começou se dando melhor. Aaron Bohlinger marcou o primeiro gol de sua carreira com pouco mais de 7 minutos de jogo para dar a vantagem para UMass, depois que dois jogadores de St. Cloud colidiram no gelo. 

    Ainda no final do primeiro período os Minutemen fizeram o segundo com Reed Lebster para aumentar a vantagem sobre os Huskies, que não conseguiram mais que 3 tiros a gol nos primeiros 20 minutos de jogo. 

    No segundo período, após um tripping de Ryan Sullivan, os Huskies se viram no powerplay, mas nem isso parou o time de Massachusetts, que marcou seu terceiro com apenas 4 jogadores no gelo. E que gol! Depois de driblar dois jogadores de St. Cloud, Philip Lagunov conseguiu fazer o puck entrar pelo meio das pernas do goleiro David Hrenak.

    Os Huskies conseguiram entrar mais na zona de ataque, mas a defesa da UMass não deixou nenhum dos 10 tiros acertassem o fundo da rede. Ainda no segundo período, após um elbowing de St. Cloud, os Minutemen conseguiram o quarto gol no powerplay com Matt Kessel.

    Para finalizar o placar, Bobby Trivigno marcou o quinto da UMass no jogo e garantiu o prêmio de Most Outstanding player, além, claro, da vitória de Massachusetts no Frozen Four por 5-0. 

    Foto: Reprodução/UMass

  • Minnesota coloca três universidades no Frozen Four

    Minnesota coloca três universidades no Frozen Four

    O Frozen Four masculino, etapa final do campeonato de hockey universitário da NCAA, acontece nos dias 8 e 10 de abril. Porém, antes mesmo da semifinais, já temos algumas histórias interessantes para destacar. Dentre elas, a surpresa de que, pela primeira vez desde 2007, nenhum dos líderes regionais avançaram para as semifinais. 

    O campeonato regional deste ano, o primeiro desde 2019, aconteceu entre os dias 26 e 28 de março. A princípio, dezesseis times disputariam as quatro vagas das finais. Entertanto, devido ao protocolo de COVID-19 da competição, as universidades de Michigan e Notre Dame ficaram de fora da disputa. Curiosadamente, das quatro univsersidades que se classificaram para as finais, três são de Minnesota. São elas Minnesota State, St. Cloud State, Massachussets e Minnesota Duluth.

    O caminho pelo regional

    No primeiro round, Minnesota State venceu Quinnipiac por 4 a 3 no overtime; St. Cloud State, por sua vez, venceu a Universidade de Boston por 6 a 2. Minnesota Duluth passou para as quartas sem jogar, uma vez que seu jogo contra o Michigan foi cancelado pelo protocolo de COVID. Por fim, Massachussetts garantiu sua vaga nas quartas ao vencer por 5 a 1 a Lake Superior St. 

    As quartas de final trouxeram mais surpresas. Minnesota State passou a Universidade de Minnesota por 4 a 1, enquanto St. Cloud State enfrentou a Boston College, vencendo por 4 a 1. A UMass, por sua vez, venceu por 4 a 0 Bemidji State. Mas, sem dúvidas, o confronto mais interessante do campeonato foi a vitória da Minnesota Duluth por 3 a 2 contra a North Dakota, no quinto overtime.

    Bulldogs se classificam com recordes

    A UMD fez história dois anos atrás, da última vez que um Frozen Four foi disputado. Isso porque eles conquistaram pela segunda vez seguida o campeonato naquele ano. Agora, os Bulldogs mostram que estão dispostos a conquistar o título mais uma vez.

    Na noite de 27 de março, a equipe conquistou a vitória sobre North Dakota na quinta prorrogação. Por conta dos períodos extras, a partida se tornou a mais longa da história da NCAA, com 142 minutos e 13 segundos. Dessa forma, Minnesota Duluth se tornou a primeira equipe desde 2008 a chegar ao Frozen Four em quatro temporadas seguidas. 

    O autor do gol da vitória foi Luke Mylymok, que entrou para a história da NCAA ao marcar o terceiro da equipe. Porém, o jogo já estava emocionante muito antes dos overtimes. Isso porque o placar foi aberto apenas no terceiro período pelos Bulldogs.

    Em 5 minutos no período, o center Jackson Cates e o winger Cole Koepke deram a vantagem de dois gols para Duluth. Entretanto, North Dakota empatou o jogo faltando dois minutos para acabar o período. Collin Adams e Jordam Kawaguchi fizeram os dois gols para forçar o overtime. Sem dúvidas, nenhum deles esperava que esse tempo extra seria tão longo.

    Minnesota Duluth enfrenta a U Mass na quinta-feira (08), buscando mais uma vez chegar à final do Frozen Four. Na outra semifinal, temos uma disputa interestadual entre Minnesota State e St. Cloud State disputando a outra vaga. 

    A final do Frozen Four será em Pittsburgh, na PPG Paints Arena, no sábado (10). As três partidas estarão disponíveis no ESPN Play, com as transmissões em inglês para assinantes dos canais ESPN.

    Foto: Reprodução/Duluth News Tribune.

  • Wisconsin é hexacampeã no hockey universitário feminino

    Wisconsin é hexacampeã no hockey universitário feminino

    Na noite de sábado (20), as universidades de Wisconsin e Northeastern se enfrentaram na decisão do hockey feminino pela NCAA. Com um gol no início do overtime, Wisconsin garantiu o título pelo segundo ano consecutivo e pela sexta vez na história do programa. 

    Nos últimos vinte anos do torneio, somente uma outra universidade também ergueu o troféu seis vezes: Minnesota. Além disso, as Badgers também estão empatadas com Minnesota pelo maior número de aparições na final nacional do hockey universitário feminino, com nove cada.

    O torneio da Divisão I da NCAA aconteceu este ano em Erie, no estado da Pensilvânia, e teve início no dia 15 de março. No atual formato da competição, as quatro campeãs de cada conferência nos EUA (WCHA, Hockey East, ECAC e CHA) se qualificam automaticamente, enquanto outras quatro equipes são selecionadas por um comitê da NCAA. As oito universidades são então ranqueadas e organizadas em um formato mata-mata até a decisão.

    A primeira colocada e campeã da Hockey East, Northeastern, vinha de uma impressionante campanha de 20-1-1 na temporada. Com um time repleto de boas jogadoras, incluindo a goleira do ano e finalista do prêmio Patty Kazmaier (dado anualmente à melhor jogadora universitária nos EUA), Aerin Frankel, as Huskies eram grandes favoritas em seu caminho até a final. Nas quartas, a equipe venceu a Universidade Robert Morris por 5-1, e em seguida superaram Minnesota-Duluth na prorrogação, por 3-2.

    Por sua vez, Wisconsin foi campeã da WCHA, com uma campanha 14-3-1, e ficou com o segundo lugar no ranking nacional. As Badgers passaram pela Providence College nas quartas de final com uma vitória por 3-0, e em seguida venceram as rivais de conferência de Ohio State por 4-2. A equipe também contou com uma finalista do Patty Kazmaier no elenco, Daryl Watts, peça-chave do ataque de Wisconsin durante toda a temporada.

    Badgers 2, Huskies 1 (OT)

    Os primeiros 40 minutos não viram as redes balançar nenhuma vez. As goleiras Kennedy Blair (Wisconsin) e Aerin Frankel (Northeastern) fizeram nove defesas cada no primeiro período, e, respectivamente, seis e onze no segundo. 

    Foram três power plays na segunda etapa para Northeastern, mas o time não conseguiu converter em nenhuma das vezes.

    Aos 11 minutos do terceiro período, Makenna Webster abriu o placar e colocou Wisconsin na frente.

    A vantagem durou menos de um minuto, pois Northeastern empatou aos 11:39 com Chloé Aurard.

    Dali até o final do tempo regulamentar, o jogo tomou um ritmo ainda mais agitado com ambas as equipes buscando o segundo gol. Ao todo, no terceiro período, Wisconsin teve mais 13 disparos a gol contra 9 de Northeastern.

    Três períodos não foram suficientes, e as equipes se dirigiram ao overtime para decidir o título na “morte súbita”.

    No minuto inicial, a atacante Miceala Sindoris (Northeastern) teve um tiro bloqueado por Chayla Edwards. Esse foi o único chute das Huskies na prorrogação. Em seguida, Frankel defendeu duas tentativas do ataque de Wisconsin, e Northeastern pediu um tempo para se organizar.

    Aos 3:16 do overtime, a veterana Daryl Watts selou a vitória para as Badgers ao marcar de trás do gol, usando uma adversária como tabela para direcionar o puck para dentro.

    Watts disse que viu a goleira se posicionar e decidiu tentar fazer o puck quicar nela e entrar. Ela acabou atingindo a defensora Megan Carter no final, mas o resultado foi como o esperado, para totalizar 19 gols na temporada. Em seu último ano, Watts chega ao total de 240 pontos no hockey universitário, a 14ª maior marca da NCAA.

    “Foi como um roteiro,” disse o técnico de Wisconsin, Mark Johnson, sobre o gol de Watts. “Se você pudesse escrever (o roteiro) e escolher alguém para marcar o gol da vitória, seria ela.”

    Daryl Watts começou sua carreira na NCAA na Boston College, onde se tornou a primeira caloura a vencer o Patty Kazmaier, em 2018. Ela decidiu se transferir para Wisconsin em 2019, e se juntou ao time na temporada 2019-20.

    “Uma das razões pelas quais ela quis vir para Wisconsin ao escolher uma escola era a oportunidade de vencer um campeonato nacional,” acrescentou Johnson.

    Johnson é atualmente o técnico mais vitorioso na história da NCAA, com 539 vitórias ao todo. Com seu sexto troféu nacional ele ultrapassa Shannon Miller pela marca de mais títulos no hockey universitário feminino nos EUA.

    Enquanto a temporada do hockey universitário chega oficialmente ao fim para as mulheres, o torneio masculino se prepara para começar. Na noite de domingo (21), as 16 universidades selecionadas para brigar pelo campeonato nacional serão anunciadas pela NCAA. Após as primeiras rodadas do bracket, as quatro equipes finalistas do bracket disputarão o Frozen Four em Pittsburgh, que acontece nos dias 6 e 8 de abril.

    Foto: Reprodução/WCHA.com

  • Conhecendo a NCAA, a responsável pelo College Hockey

    Conhecendo a NCAA, a responsável pelo College Hockey

    Tanto no hockey no gelo, como em outros esportes, muitos dos talentos das Ligas Principais acabam saindo de times universitários. Jonathan Toews, Johnny Gaudreau e Quinn Hughes são apenas alguns exemplos, dentro da NHL, que fizeram seu estrelato na Universidade e vieram parar diretamente dentro da Liga Nacional de Hockey.

    Mas em qual liga jogam esses times universitários? Para abrigar todos estes talentos, existe a NCAA,  associação responsável pelo acontecimento de campeonatos de diversas modalidades esportivas, em Universidades dos Estados Unidos e Canadá. Uma destas sendo o hockey no gelo, que tem grande presença na organização e forma diversos atletas profissionais. 

    Mas a Liga Universitária é muito maior do que apenas essa descrição. Por isso, nós separamos alguns tópicos importantes para explicar para vocês como ela funciona.

    O que é a NCAA?

    A NCAA é a sigla para National Collegiate Athletic Association. Ou seja, é uma organização que regula atletas de diversas instituições universitárias na América do Norte. Além disso, é responsável por organizar os eventos esportivos e campeonatos que ocorrem entre essas universidades. Atualmente, cerca de 400 mil estudantes-atletas universitários fazem parte da NCAA e competem anualmente em diversas modalidades esportivas oferecidas pelas Universidades que a compõe.

    O esporte universitário surgiu na América do Norte ao final do século 19 de forma amadora, sem maiores regulamentações. No entanto, com o passar do tempo, questões em relação a segurança dos atletas universitários começaram a ser levantadas pelas próprias Instituições. 

    E então, no início do século 20, o Chanceler da Universidade de New York, Henry MacCracken, organizou uma reunião entre 13 Universidades para debater sobre mudanças em relação ao assunto. A partir desse encontro surgiu então a Associação Atlética Intercolegial dos Estados Unidos (IAAUS). Essa associação é estabelecida oficialmente em 1906. Em 2010, por fim, a IAAUS passou a se chamar Associação Atlética Nacional Universitária (NCAA), nome este que carrega até os dias de hoje.

    Após alguns problemas de crise financeira e má gestão, a NCAA foi crescendo e ganhando reconhecimento. Desta forma, passou a criar cada vez mais campeonatos para as modalidades esportivas. E, portanto, precisou se discernir em três divisões: D-I, D-II e D-III. Da Divisão I e II, fazem parte as Universidades que cedem bolsa aos estudantes-atletas. E por fim, a  Divisão III abriga as Instituições Superiores que não oferecem bolsa aos atletas, apenas a oportunidade de jogar pelo time universitário. 

    Atualmente, existem 26 modalidades esportivas abrangidas pela NCAA. Entre estas se encontra o Hockey no Gelo. O esporte está presente nas 3 divisões criadas pela associação, com campeonatos anuais tanto de times universitários masculinos, quanto de times universitários femininos. O torneio de hockey universitário mais conhecido da NCAA é o Frozen Four, que atrai diversos torcedores da América do Norte, como também de todo o mundo. 

    O Ice Hockey 

    O hockey universitário existe desde o fim do século 19 na América do Norte. Malcolm Chace, calouro da Universidade de Brown, e Robert Wrenn (Harvard), ao disputarem um torneio de polo no gelo em Ontário, acabaram conhecendo membros do Victoria Hockey Club, um dos primeiros times de hockey amador do Canadá. Seguidamente, os estudantes foram convidados a visitar Montreal, sede do clube, para aprender um pouco mais sobre as regras do esporte. Em outra visita ao Canadá, Chace e Wrenn levam diversos amigos consigo, estes que também se apaixonam pelo esporte.

    A partir disso, ambos voltaram para suas respectivas Universidades, impulsionados assim a fundarem times universitários de ice hockey. Instituições como Harvard e Brown foram pioneiras na criação das equipes. E, no período de uma década, diversas Universidades da América do Norte já possuíam times formados. Anteriormente, o hockey era um esporte mais apreciado na  região da Nova Inglaterra. No entanto, ao fim do século 19, as Universidades do meio-oeste também passaram a criar programas para abranger o esporte; tanto as de grande porte (U. Minnesota, por exemplo), como as menores, estabelecendo assim campeonatos de hockey universitário de nível inferior. 

    A falta de rinks de gelo disponíveis foi uma grande preocupação para boa parte destas Instituições, que se questionavam se deveriam iniciar um programa próprio de hockey no gelo ou continuar apoiando as equipes que já haviam se formado e jogavam geralmente em rinks de gelo abertos ao público, próximos às Instituições. Portanto, após diversas discussões, a Universidade de Princeton criou a primeira arena de ice hockey universitário, o Hobey Baker Memorial Rink, em 1923. 

    No entanto, as coisas tornaram-se mais profissionais para o hockey universitário ao fim da década de 40. Em 1948, a NCAA  integrou o hockey no gelo à organização, e passa a realizar os campeonatos da modalidade esportiva (o Frozen Four sendo um dos principais). Após esse período, o hockey universitário ganhou mais incentivo, crescendo cada vez mais em popularidade na América do Norte.

    As divisões

    Para melhor organização, a NCAA optou por dividir as Universidades em três grandes grupos. Assim como nos demais esportes, o hockey universitário também se encaixa nessas divisões da organização. Estas que são a Divisão I, Divisão II e Divisão III. 

    Atualmente, a NCAA possui campeonatos apenas para as Divisões I e III. Porém, os times que compõem a Divisão II acabam por disputar partidas entre os times das conferências que fazem parte da desta. Eles também competem em alguns campeonatos regionais (fora da NCAA).

    Assim como nos outros esportes, os programas de hockey das universidades, que fazem parte das Divisões I e II, oferecem bolsas de estudo aos seus atletas. Porém, estes precisam atingir alguns quesitos para jogar pelos times destas universidades. Quesitos estes que juntos formam a elegibilidade do aluno para disputar na sua equipe universitária. 

    Para isso, é necessário que os estudantes-atletas possuam high scores nos SATs (acima de 900). Além disso, é importante que se mantenham com notas acima da média durante seu período na instituição de ensino superior. Assim, cumprindo todos os requisitos, o jogador se torna elegível para competir pelo time de hockey da universidade que frequenta.

    Atualmente, cerca de 138 Instituições, distribuídas nas três divisões da NCAA, ofertam o programa de hockey no gelo masculino. Já o programa de hockey feminino conta com 93 universidades, estas que são distribuídas na Divisão I e III.

    Divisão I

    A Divisão I é o nível mais alto de atletismo universitário que compõe a NCAA. As Universidades desta divisão geralmente possuem orçamentos maiores, instalações mais elaboradas, entre outros requisitos. Desta forma, acabam por fim distribuindo bolsas de atletismo e atraindo diversos futuros prospects das principais Ligas norte americanas. 

    A Divisão I do hockey masculino conta, atualmente, com 60 Universidades, divididas em seis conferências. Estas que são a Hockey East (da qual a Boston College e Boston University fazem parte), a NCHC (Universidade de Denver), WCHA, ECAC Hockey (Universidades da Ivy League, como Harvard, Yale), Big Ten (Michigan, Wisconsin e North Dakota) e a Atlantic Hockey (Bentley). 

    Já a Divisão I do hockey feminino conta com cinco conferências: a College Hockey America, ECAC Hockey, Hockey East, New England Women’s Hockey Alliance e Western Collegiate Hockey Association. 

    Divisão II

    A Divisão II da NCAA é uma divisão de nível intermediário. As universidades que a compõe tendem a ser as Instituições Públicas e algumas privadas. Cerca de 133 universidades da Divisão II tem menos de 2.499 estudantes. Apenas 12 instituições têm mais do que 15 mil alunos. Ou seja, a maioria das Instituições de Ensino Superior que fazem parte da D-II são as de menor porte.

    Assim como na D-I, os atletas que jogam nos times de hockey da Divisão II possuem bolsa escolar, e só a mantém se atingem os requisitos de elegibilidade. No entanto, a NCAA não fornece um campeonato para os times que fazem parte desta divisão. Isso se dá pelo fato de esta possuir apenas uma conferência atualmente: a Northwest-10.

    Divisão III

    Por fim, a Divisão III é formada pelas universidades que optaram por não oferecer bolsas de atletismo a seus alunos-atletas. Atualmente, cerca de 40% dos estudantes-atletas da NCAA competem pela D-III. 

    Na Divisão III de hockey masculino existem 74 times. Estes que são divididos em 9 conferências – a Commonwealth Coast e a Massachusetts State College Athletic são alguns exemplos. 

    Já a Divisão III de hockey feminino conta com 52 equipes, distribuídas em sete conferências. Estas que são a Colonial Hockey Conference, a ECAC West, Minnesota Intercollegiate Athletic Conference, New England Hockey Conference, New England Small College Athletic Conference, Northern Collegiate Hockey Association e a Wisconsin Intercollegiate Athletic Conference. 

    Ice Hockey Universitário Feminino

    Apesar da integração pela NCAA ter sido feito apenas no início da década de 2000, nos anos 70 já existiam diversos times femininos de hockey amadores nas universidades norte americanas. 

    O primeiro time de hockey feminino foi criado pela Universidade De Brown, em 1965. Seguidamente, algumas outras instituições da Ivy League, como Cornell, Yale e Princeton, seguiram o exemplo, instituindo equipes em suas Universidades. Assim, com a criação destas equipes universitárias, em 1976 a Brown finalmente veio a sediar o primeiro torneio feminino de Hockey no Gelo.

    E após diversas discussões sobre o preconceito sofrido pelas atletas em diversas Universidades norte americanas, a NCAA, por fim, passa a integrar os times femininos de hockey no gelo à organização em 2001. 

    O campeonato feminino da Divisão I é um torneio que conta com apenas 8 equipes, tendo partidas de eliminação única. Assim, por temporada, os times que a compõe disputam mais de 30 jogos. As finais e semifinais são chamadas de Women’s Frozen Four, nome que foi inspirado no do Campeonato Masculino da Divisão I. Ao fim do torneio, a melhor jogadora da Divisão I feminina recebe o prêmio Patty Kazmaier, que tem o nome como uma homenagem a ex atleta campeã do time de hockey feminino de Princeton.

    O campeonato da Divisão III abriga 9 equipes, e é um torneio de eliminação única. Por fim, os times da Universidade de Minnesota Duluth e Universidade de Wisconsin possuem grande presença no campeonato, devido ao grande número de conquistas no Frozen Four Feminino.

    Ice Hockey Universitário Masculino

    O hóquei no gelo masculino foi a primeira modalidade do esporte a ser instituída pela NCAA, ao fim dos anos 40. Assim como na modalidade feminina, a masculina também possui campeonatos apenas para a Divisão I e III. 

    O campeonato da Divisão I conta com 16 equipes. Estas que são definidas a partir de disputas entre os times das conferências da divisão. Assim como no campeonato feminino, os jogos são de eliminação única. E por fim, os 16 times classificados para disputar o campeonato são divididos em 4 categorias; cada categoria conta com 4 equipes.

    As semifinais e finais, que definem anualmente o campeão da Divisão I, são conhecidas como Frozen Four. Atualmente, o time com mais vitórias no Frozen Four é a equipe da Universidade de Michigan que, até então, possui 9 campeonatos. Logo atrás ficam a Universidade de Denver e North Dakota, com 8 campeonatos cada. Wisconsin, que também é uma Instituição de peso no campeonato, possui 7 vitórias no Frozen Four. 

    O campeonato da Divisão III não é tão conhecido quanto o Frozen Four. No entanto, é formado por 12 times, estes que também definidos a partir de disputas entre as equipes das conferências. Assim como os demais, ele possui partidas de eliminação única, que levam os times a final. Atualmente, a Universidade com mais vitórias no torneio da D-III é a Middlebury, com 8 campeonatos. 

    Frozen Four

    O Frozen Four é a competição final do campeonato de hockey universitário da Divisão I, onde a NCAA coroa seu campeão nacional todos os anos. Os dois jogos de semifinal, e a própria final, são disputados em três dias, no período da primavera norte-americana.

    A competição existe há 72 anos, desde que a NCAA incluiu o hockey nos programas de atletismo universitário. Em 2003, o campeonato aderiu o formato de 16 times: são 4 regionais, e dentro de cada regional constam 4 equipes. Por fim, os vencedores de cada uma dessas regionais acabam avançando para as Finais do Frozen Four. 

    Com o passar do tempo, e os talentos que vinham se revelando no College Hockey, o Frozen Four se tornou bem mais do que apenas uma final de campeonato universitário. São estádios lotados com fãs, e um espírito esportivo gigante que domina os torcedores durante os três dias em que o evento acontece. 

    O campeão atual da Frozen Four é o Minnesota Duluth, que fez uma extraordinária campanha back to back no campeonato e, desta forma, venceu as finais de 2018 e 2019. A maior vencedora do Frozen Four, em todos os anos de história do esporte na NCAA, é a Universidade de Michigan. Esta que possui um dos programas mais famosos de hockey universitário para os seus atletas, e já trouxe muitos destes para dentro da NHL. Atualmente, Quinn Hughes, do Vancouver Canucks, é um destes. 

    Wisconsin também tem grande destaque, por já ter sido campeã de 7 campeonatos (ocupa o 4º lugar no ranking de times com mais Frozen Four). No Draft 2019, três escolhas do first round foram alunos-atletas da Universidade: Cole Caufield, Alex Truscotte e Owen Lindmark. Dos três, Truscotte já assinou contrato com o L.A. Kings e deve estrear no profissional na temporada 2020-21. Outro atleta de Wisconsin que entrará para o profissional na temporada 2020-21 é K’André Miller, que já assinou contrato com o New York Rangers.

    O Frozen Four ganhou tanta importância nos últimos anos que despertou o olhar emissoras televisivas. Atualmente, a ESPN passa todos os jogos do Frozen Four e vem transmitindo este há 27 temporadas. Assim, o esporte acaba atraindo cada vez mais o olhar de fãs intrigados que querem descobrir quais serão os próximos talentos que irão garantir um ticket direto para a NHL. 

    Portanto, a menção honrosa de hoje é um RIP pelo fim do campeonato, que precisou ser cancelado devido a pandemia Covid-19. Porém, a boa notícia é que, no ano que vem, teremos mais Frozen Four. E, se tudo der certo, a próxima cidade a sediar o evento será Detroit, que abrigaria a final do campeonato este ano.

    Por fim, só nos resta uma coisa: esperar ansiosos pelo próximo campeonato. 

  • NCAA cancela campeonatos devido ao Coronavírus

    NCAA cancela campeonatos devido ao Coronavírus

    Devido a propagação do Covid-19, diversos eventos esportivos no mundo todo tem sido adiados. Inclusive os campeonatos das próprias Universidades dos E.U.A, este que se encontra em estado de emergência devido a pandemia. 

    Por isso, os campeonatos de hockey no gelo masculino e feminino da NCAA, que durariam até a primavera (dos Estados Unidos), precisaram ser cancelados pelo resto da temporada. Assim, não apenas os torneios de ice hockey são suspensos como também os demais campeonatos de outras modalidades das universidades. Portanto, o Frozen Four 2020, que é um dos eventos onde a própria NHL observa futuros talentos que possam vir a compor seus times futuramente, também deixa de acontecer. 

    A decisão foi tomada pelo presidente da NCAA, Mark Emmert, juntamente do conselho de governadores da associação. O cancelamento destas atividades faz parte de uma das principais medidas de prevenção tomadas pelo mundo inteiro: evitar aglomerações. A finalidade é impedir que o vírus se espalhe e propague-se cada vez mais. Assim, os torcedores que adquiriram seus ingressos para os jogos cancelados serão reembolsados nos próximos dias.

    Seguidamente, também foram banidos a recruta de atletas até, pelo menos, 15 de abril. As Universidades também foram aconselhadas a suspender visitas de todos os tipos para recrutas durante este período. Desta forma, estas ações podem ser feitas através de ligações, e-mails ou de qualquer outra maneira que não seja presencial. 

    Elegibilidade dos atletas 

    Quando a NCAA cancelou os campeonatos restantes da temporada 2019/20, gerou-se grande preocupação em relação a elegibilidade dos atletas nas universidades. No entanto, a Associação resolveu tomar medidas que não prejudicasse nenhum dos jogadores. 

    Desta forma, a elegibilidade do restante da temporada, dos atletas da Divisão I e III, é cancelada. Porém, foi cedida elegibilidade extra para aqueles que desejarem disputar mais um ano pela NCAA, tanto se optarem por continuarem na Universidade ou irem para a Grad School. Assim, nenhum dos atletas perde um ano de sua elegibilidade e esta acaba sendo uma maneira de recompensá-los pelo restante da temporada que foi perdida.

    A NCAA ainda ressaltou que outros detalhes em relação ao cancelamento da elegibilidade desta temporada serão abordados nos próximos dias. Apesar das medidas, muitos ainda se perguntam como ficará a situação os universitários que se formariam ao fim da temporada, e se eles teriam também mais um ano de elegibilidade.

    De acordo com as regras da associação em relação ao assunto,  caso o aluno-atleta apareça em 30% da temporada ou ultrapasse o meio desta, será considerado um ano de elegibilidade. No entanto, ainda não houve um pronunciamento da NCAA em relação aos formandos. 

    Foto: Reprodução/Jeffrey T. Barnes