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  • Stars comemoram vitória no Winter Classic 2020

    Stars comemoram vitória no Winter Classic 2020

    O dia tão aguardado pelos fãs do Dallas Stars e Nashville Predators, enfim chegou. O Winter Classic 2020, que este ano foi sediado no Cotton Bowl Stadium em Dallas, Texas, foi a 12ª ediçãondo evento e a estréia da cidade como anfitriã no evento que iniciou em 2008. No entanto, não é somente isso que torna o evento especial para os fãs do Stars. Essa edição foi a segunda a esgotar mais rápido a venda dos ingressos e o segundo evento a receber o maior público. Ao todo, foram 85.630 pessoas participando, perdendo apenas para o Winter Classic 2014 que recebeu mais de 100 mil pessoas. 

    O clima no Texas era de outro nível, deixando os jogadores e até mesmo os telespectadores de casa maravilhados. As surpresas começaram cedo com a chegada dos jogadores. Enquanto o Dallas estavam vestidos a caráter de cowboy, os Predators decidiram fazer uma homenagem a Johnny Cash e estavam todos de preto.

    Na multidão era possível ver fãs dos dois times em um mar de verde e amarelo. Apesar do grande evento ser o jogo em si, o time de Dallas também reservou uma série de atrações para o público. Tudo foi organizado como as típicas feiras estaduais, desde as comidas até as brincadeiras. Teve atrações com ovelhas, cavalos e até mesmo uma corrida de porcos, que para a alegria das pessoas tinham como nomes referências aos jogadores de hockey.

    Predators 2, Stars 4.

    Numa partida emocionante, o primeiro período já começou com penalidades e expulsão. Com apenas 02:44 que o puck caiu no gelo, o winger Corey Perry dos Stars bateu com o cotovelo na cabeça de Ryan Ellis dos Predators. No momento os árbitros enviaram Perry para a penalty box. Entretanto, após revisarem o VAR, o jogador foi expulso por má conduta. Enquanto isso, Ellis precisou de ajuda para sair do gelo e também não retornou para a partida com uma upper body injury.

    Durante o power play o time de Dallas marcou outra penalidade, assim, aumentando a chance dos Preds marcarem. Foi exatamente isso que o Matt Duchene fez nos segundos finais do 5 on 3 ao abrir o placar com uma assistência de Roman Josi e Filip Forsberg.

    Pouco tempo depois, no mesmo power play, agora 5 on 4, Duchene ataca novamente. Desta vez ele manda o puck para Dante Fabbro que aproveita e marca o segundo gol dos Predators. Infelizmente para o Dallas a sorte não estava ao lado deles, com um pênalti bloqueado por Pekka Rinne além das muitas chances perdidas, o primeiro período terminou sem nenhum gol para o time da casa. Porém o segundo período foi diferente e a sorte virou a favor dos Stars. No início foi o mesmo do primeiro período, muitas tentativas e muitas chances perdidas. Com o passar do tempo os nervos estavam cada vez mais à flor da pele de ambos os lados e aconteceram mais um power play para cada. 

    Após quase dois períodos atrás do placar, o Dallas Stars mostrou que não tinha entregado o jogo. Aos 18:52 minutos, Blake Comeau mandou o puck para dentro do gol mostrando a força de vontade que o time chegou ao seu jogo ao ar livre. Força essa que continuou no início do terceiro período. Com uma penalidade cometida por Colin Blackwell nos segundos finais do período anterior, o tempo restante do power play continuou no período final. Foi assim aos 00:58 que Roope Hintz e John Klingberg aproveitaram e mandaram o puck para Mattias Janmark que não perdeu tempo e empatou o jogo. 

    O Dallas estava decidido a virar o jogo. Tentaram marcar mais algumas vezes mas não obtiveram sucesso. Até que Alexander Radulov recebe um passe de Klingberg e consegue marcar o terceiro gol de seu time e virar o jogo. Seguindo o gol de Radulov, foi a vez de Andrej Sekera marcar e mostrar que o Dallas estava ali para vencer. Com uma desvantagem de dois gols os Preds precisava marcar a todo custo. O time de Nashville fez diversas tentativas, mas Ben Bishop também não estava para brincadeira. Numa tentativa de marcar os Predators chegaram a fazer um empty net nos minutos finais dando a chance dos Stars marcarem mais gols. No entanto, o Dallas não deu sorte e nenhum de seus shots entraram na rede que estava vazia. 

    Sem mudanças no placar, Dallas comemora a vitória de virada com 4 a 2 para a alegria dos fãs no estádio. Ambos os goleiros Rinne e Bishop fizeram excelentes 31 defesas cada, tornando assim, o jogo ainda mais emocionante. O capitão dos Predators, Josi fez assistências nos dois gols e se tornou o primeiro defensor na história do time a fazer 40 pontos em menos de 40 jogos. Enquanto no Dallas 10 jogadores diferentes conseguiram registrar pontos, com todos jogando ao menos 11 minutos. Perry, que foi expulso no jogo, se tornou o primeiro jogador a ser expulso em um Winter Classic e aguarda audiência que está marcada para sexta-feira. 

    Certamente um dia inesquecível para os fãs do esporte. A partida, que da início ao ano de 2020 na NHL, foi acirrada. Além disso, foi possível ver essa rivalidade não só nas tentativas de gol, como também nas inúmeras brigas que se iniciaram no gelo. No entanto, ao final do jogo, tudo foi esquecido com um aperto de mão e o clima era de respeito entre os jogadores.

    Infelizmente para nós o próximo Winter Classic só em 2021. Mas já podemos comemorar, pois durante o intervalo o comissário da NHL, Gary Bettman anunciou que o destino já está definido. O Minnesota Wild será o próximo anfitrião e logo mais saberemos contra quem ele irá jogar.

    Foto: Reprodução/@DallasStars

  • Blues vencem e fazem história

    Blues vencem e fazem história

    Pode ter sido Dia dos Namorados aqui no Brasil, mas quem comemorou mesmo foi o St. Louis Blues, que venceu e levantou a primeira Stanley Cup da história da franquia.

    Noite de quarta-feira (12). Jogo 7. St. Louis Blues, que até o início de janeiro estava em último lugar na liga, surpreende, dá a volta por cima e chega às finais do campeonato.

    Depois de 49 anos, os Blues chegaram em mais uma final de playoffs. Ironicamente, contra o mesmo time que foi seu adversário em 1970, o Boston Bruins. As expectativas eram altas; ganhar esse campeonato significava muito para o time, afinal seria se tornar pela primeira vez campeão da Stanley Cup. Mas os Blues não se deixaram abalar, mantendo a garra até o final, para enfim vencer por 4 a 1 o time da casa, levantando a Stanley Cup.

    Blues 4, Bruins 1

    O time do Missouri estava indo bem nessa última série. Vinha com 2 vitórias consecutivas e só precisavam ganhar o Jogo 6. Mas os Ursos pressionaram e conseguiram um Jogo 7. Partida marcada e o próximo a ganhar seria o campeão.

    No primeiro período os Bruins até tentou, fez um jogo mais ofensivo, muitos tiros a gol, mas ainda assim não foi o suficiente.

    Por outro lado os Blues marcaram duas vezes. O primeiro ficou por conta de Ryan O’Reilly. O segundo gol, aos 19:52 foi o capitão Alex Pietrangelo quem mandou para dentro, fazendo 2-0.

    O segundo período foi mais tranquilo e nenhum dos dois times marcaram. No terceiro período o campeão do troféu Clarence S. Campbell atacou novamente. Dessa vez quem marcou foi Brayden Schenn, com assistências de Vladimir Tarasenko e Jaden Schwartz. Quem fechou com chave de ouro o placar foi Zach Sanford aos 15:22.

    Jordan Binnington foi espetacular e defendeu 32 dos 33 shoots feitos pelo time da casa. O goleiro deixou passar somente um tiro de Matt Grzelcyk no final do terceiro período. Jogo finalizado, o placar era 4-1 e o St. Louis Blues se tornou pela primeira vez campeão da Stanley Cup.

    Conn Smythe Trophy

    O center O’Reilly teve motivo em dobro para comemorar. Responsável por 5 gols nos últimos quatro jogos, o canadense levou o troféu Conn Smythe, dado ao jogador considerado “mais valioso” dos playoffs. Ryan foi o primeiro jogador desde Wayne Gretzky a marcar em quatro jogos consecutivos em uma Final da Stanley Cup.

    História no gelo

    Em novembro, o Blues demitiu o técnico Mike Yeo. Consequentemente, Craig Berube acabou por assumir, como interino, até que a equipe nomeasse oficialmente alguém para o cargo.

    Ainda assim o time continuava indo de mal a pior. Até janeiro, quando Berube decidiu arriscar e colocar o novato Jordan Binnington para jogar.

    O que ninguém esperava aconteceu; Binnington mostrou que estava ali para vencer. Do dia 23 de janeiro a 19 de fevereiro foram 11 vitórias consecutivas. O time se tornou tinha o segundo melhor recorde de vitórias da NHL.

    Técnico novo, goleiro novo e equipe ganhando. Essa era a receita que o time precisava para levantar os ânimos e chegar nos playoffs.

    Sobre a mudança do Blues dentro e fora do gelo, você pode ler mais nessa análise que conta um pouco mais a história dessa temporada.

    Amuleto da sorte?

    A noite foi inesquecível também para (e por conta de) a menina Laila Anderson, que ficou conhecida após um vídeo gravado por sua mãe ser tornar viral. No vídeo, Laila, que luta contra uma doença rara, a Linfohistiocitose Hemofagocítica (LHH), descobre que está liberada pelos médicos para ir aos jogos dos playoffs.

    A super fã do time foi convidada pelos jogadores a voar para Boston e participar do Jogo 7. Não só isso, ela também foi convidada pelos jogadores a entrar no gelo e beijar a tão sonhada Stanley Cup. Sem dúvidas, o Blues marcou a vida dessa menina, que com certeza será lembrada na história do St. Louis Blues como um amuleto da sorte.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Boston força Jogo 7 e faz goleada nos Blues

    Boston força Jogo 7 e faz goleada nos Blues

    Neste domingo (9), no Jogo 6, os Bruins fizeram uma goleada em cima dos Blues em pleno Missouri. Com erros bobos e penalidades desnecessárias, os Blues não levaram a cup. Agora, teremos o último jogo na quarta.

    Bruins 5, Blues 1

    Logo de início, o jogo começou esquentado. Os Blues estavam dominantes, controlando o puck em cima da área de defesa dos Bruins. Todos os shots dados foram parados por Tuukka Rask, o grande nome não só dessa noite, como também dos playoffs.

    Os Blues não estavam tendo bons power plays. Logo de início, eles tiveram a chance de fazer um gol, porém não conseguiram. Em seguida, o time adversário ficou com a vantagem do 5-on-3. Além de Brayden Schenn ter feito um boarding, Ryan O’Reilly fez, logo depois, um delay of game. Com isso, os Bruins marcaram. O gol foi de Brad Marchand em um belo wrist shot, indefensável para Jordan Binnington. Entretanto, esse foi o único gol do primeiro período, pois Rask e o próprio Binnington impediram os pucks de balançar as redes.

    Então, veio o segundo período. Com ele, mais disputas, mais chances. Todas paradas por ambos os goleiros. Rask fez uma incrível defesa com ajuda de Charlie McAvoy, e o puck parou nas costas do goleiro finlandês.

    Finalmente gol dos Blues, porém tarde demais

    Os outros quatro gols dos Bruins vieram todos somente no terceiro período. Apesar de estarem em casa, a campanha dos Blues em sua própria arena não têm sido boa. Brandon Carlo, do time adversário, marcou logo no início, aos 2:30.

    Logo após, aos 7:17, Karson Kuhlman lançou um lindo wrist shot do meio da arena, encontrando seu destino nas redes de Binnington. Faltando oito minutos, finalmente veio o gol dos Blues. O puck até pareceu ter sido parado por Rask, porém já tinha entrado antes de ele defender. Contudo, esse acontecimento não foi o bastante para motivar uma reação dos Blues. David Pastrnak fez o quarto da noite, aos 14:06, e Zdeno Chara marcou o quinto na empty net dos Blues.

    Enfim, o jogo terminou, e a cup será decidida nessa quarta, às 21h, no TD Garden, em Boston. Os Blues precisam trabalhar com seu power play e no penalty kill. Já os Bruins devem talvez ser mais cuidadosos na parte defensiva. Será um jogo disputado e decisivo e, mais do que nunca, os goleiros terão que brilhar se quiserem terminar o dia com a cup do seu lado.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Blues ganha e avança na série

    Blues ganha e avança na série

    Nesta quinta-feira (06) aconteceu o Jogo 5 em Boston, com vitória de 2-1 para St. Louis Blues. A torcida do Boston Bruins estava bastante animada, principalmente porque o capitão Zdeno Chara estava no gelo mesmo após quebrar a mandíbula no jogo passado. Infelizmente, isso não foi suficiente e o time de St. Louis avançou na série, ficando a um jogo de fazer história.

    Blues 2, Bruins 1.

    Com oportunidades perdidas de ambas as partes e poucos gols, o jogo não foi de muitas emoções. Jordan Binnington parou 38 tiros, enquanto Tuukka Rask parou somente 19. Assim, o primeiro período foi lento e, apesar das tentativas dos jogadores, nenhum gol foi marcado.

    O segundo período, no entanto, foi diferente. Ryan O’Reilly, aos 55 segundos, abriu o placar, com ajuda de Alex Pietrangelo e Zach Sanford. Esse foi o terceiro gol de O’Reilly nos dois últimos jogos. Ainda nesse período, os Blues tentaram marcar novamente. Com Rask fora do gol, quem fez a impressionante defesa foi David Krejci com o próprio corpo. O período finalizou, então, em 1-0 para St. Louis.

    No terceiro período, os Bruins tentaram mudar o placar, mas quando o puck chegou a entrar no gol, o juiz já tinha apitado. A partida continuou 1-0. Novamente vimos mais algumas oportunidades perdidas e boas defesas dos goleiros no período.

    A frustração dos Ursos aumentou após Noel Acciari ter sido derrubado, em um golpe que o time considerou ilegal. Os juízes não marcaram a penalidade e, logo em seguida, David Perron marcou o segundo gol do time visitante. Com os jogadores e torcida frustados, os ânimos estavam exaltados no TD Garden. A torcida começou a vaiar e foi necessário que o locutor pedisse que parassem de jogar coisas no gelo.

    Aos 13:32, Torey Krug não parou, mesmo após levar uma vara alta no rosto. Ele conseguiu, enfim, passar o puck para Jake DeBrusk, que marcou o primeiro gol de seu time na partida. O time preto e amarelo até tentou novamente, inclusive com um empty net numa tentativa de marcar. Mas não teve jeito, os Blues ganharam a partida com 2-1. Essa foi a primeira vez na série que um time ganha dois jogos consecutivos.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Blues empatam série com vitória de 4 a 2 no Boston

    Blues empatam série com vitória de 4 a 2 no Boston

    Jogando novamente em casa, o St. Louis Blues deixou o Jogo 3 no passado e manejou uma vitória espetacular sobre o Boston Bruins. Com dois gols de Ryan O’Reilly, o time de Missouri venceu o de Massachusetts, assim ficando empatados na série.

    Boston 2, Blues 4

    O St. Louis veio do Jogo 3 pressionado. Com derrota de 7 a 2 para os Bruins, em sua própria casa, os Blues sabiam, com toda certeza, o quão importante seria ganhar o Jogo 4. Precisavam provar que ainda estavam na batalha pela taça, da mesma forma que seu rival. Foi desta maneira que o time de Missouri decidiu as cartas ao longo do jogo.

    O primeiro período começou logo de cara com dominância do time da casa. Dessa forma, logo no início, aos 43 segundos, a equipe de Missouri foi quem abriu o placar. Assim, com gol de O’Reilly, os Blues passaram a liderar o jogo em 1 a 0.

    Mas, apesar do explêndido início do St. Louis, foi o Boston quem respondeu, aos 13:14 ainda do primeiro tempo. Aproveitando um rebound de Binnington, Charlie Coyle colocou o puck no fundo da rede e marcou para os Bruins. Assim, o jogo ficou empatada num placar de 1 a 1. Entretanto, apesar dos esforços do Boston, os Blues voltaram a liderar a partida, marcando seu segundo gol no jogo com Vladimir Tarasenko. Aos 15:30, o camisa 91 do time de St. Louis aproveitou outro rebound de Rask, assim deixando o time na frente, com vantagem de 2 a 1 sobre o Boston.

    No segundo período, Rask tentou salvar o gol dos Bruins a todo o custo. Com ataque ativo dos Blues em sua linha ofensiva, o goleiro do Boston salvou 12 shots a gol no segundo tempo. Certamente um alívio para o time de Massachusetts, que depois de muito tentar, conseguiu finalmente deixar a partida empatada outra vez. Brandon Carlo, com assistência de Patrice Bergeron, marcou o segundo dos Bruins no jogo e seu primeiro nos playoffs.

    Glória para St. Louis

    Com a partida agora empatada, St. Louis e Boston foram para o terceiro tempo, ambos dispostos a conseguir a vitória. Apesar da dominância do time da casa, os Bruins ainda assim tentaram atacar o gol de Binnington constantemente, criando algumas boas chances.

    Porém, a sorte não estava ao lado do time visitante esta noite. Aos 10:38 do último período, os Blues voltaram a assumir o controle da partida. Com gol de O’Reilly (seu segundo no jogo), o St. Louis Blues aumentou sua vantagem em 3 contra 2 no Boston Bruins.

    O Boston ainda tentou, deixando assim sua rede vazia e arriscando um jogador a mais em campo nos últimos minutos da partida. No entanto, os Blues finalizaram a partida em casa com chave de ouro: faltando dois minutos para o fim do jogo, Brayden Schenn marcou. Assim, o St. Louis finalizou o jogo com o placar de 4 a 2 contra o Boston, voltando desta forma empatar a série.

    Com tudo igual para os dois times, o Boston Bruins agora tem a chance de ganhar o Jogo 5 em sua própria casa, com a série voltando a ser disputada no TD Garden.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Boston assume a liderança na Stanley Cup Final

    Boston assume a liderança na Stanley Cup Final

    Em um jogo morno, Boston encontra o caminho para o gol e leva o Jogo 3 por 7 a 2. Os Blues, mesmo jogando em casa, pareciam não se encontrar no gelo. Além disso, o técnico Craig Berube demorou para tirar Binnington do jogo, mesmo após o goleiro ter levado cinco gols em 19 shoots. Bruins agora lideram a série por 2 a 1.

    Bruins 7, Blues 2

    Apesar do apagão no restante do jogo, Binnington começou o primeiro tempo fazendo uma boa defesa para os Blues. O goleiro parou um shoot de David Pastrnak ao se jogar no gelo e impedir o puck de entrar no gol. Mas, poucos minutos depois, Patrice Bergeron marcou um power play goal, abrindo o placar para os Bruins.

    Charlie Coyle marcou o segundo dos Bruins aos 17:40. Logo depois, Sean Kuraly marcou o terceiro, aos 19:50. No entanto, essa foi uma jogada duvidosa, que foi desafiada pelos Blues. Após revisão, o gol foi validado constatando que o patins do jogador do Boston o colocava em posição legal.

    O segundo período começou com uma power play para os Bruins, devido ao desafio não convertido no gol do final do primeiro tempo. Assim, o time visitante soube aproveitar a vantagem. Pastrnak marcou o quarto gol aos 0:41, após uma jogada brilhante iniciada por Bergeron na entrada da área ofensiva.

    Aos 11:05, Ivan Barbashev marcou para os Blues em uma jogada certeira, sem dar a chance de defesa para Tuukka Rask. Contudo, para a decepção da torcida do time da casa, a comemoração durou pouco. Torey Krug rapidamente marcou o quinto gol dos Bruins aos 12:12. Esse shoot até que foi desviado por Binnington, mas ainda assim foi para o fundo do gol.

    Troca de goleiros

    Com menos de oito minutos para o fim do segundo período, Jake Allen assumiu o gol dos Blues, fazendo a sua primeira participação nesta pós-temporada. O time da casa ainda tentou uma jogada nos últimos segundos do período, mas o puck bateu na trave.

    O terceiro período começou com o mesmo ritmo lento de jogo. Mesmo com algumas pequenas confusões e muitos encontrões, os Bruins dominaram o placar. Enquanto isso, os Blues pareciam cada vez mais perdidos.

    Em um último suspiro, Colton Parayko marcou um power play goal para os Blues, em outra jogada de longe certeira e sem chance de defesa para o goleiro. Os Blues tiraram o goleiro e o homem a mais no gelo proporcionou alguns shoots a gol para o time da casa. Entretanto, mesmo assim, eles acabaram perdendo o puck e Noel Acciari marcou no empty net aos 18:12.

    Poucos segundos depois, Marcus Johansson ainda marcou o sétimo gol dos Bruins, selando de vez o Jogo 3. Agora, os times se enfrentam na segunda-feira (3) para o Jogo 4, também em St. Louis.

    Foto: Reproducão/NHL.com

  • Primeira vitória dos Blues em uma final de Stanley Cup

    Primeira vitória dos Blues em uma final de Stanley Cup

    Em jogo cheio de golpes e grandes defesas dos goleiros, foi o time de Missouri quem levou a melhor. Conquistando sua primeira vitória em uma série final da Stanley Cup, St. Louis Blues venceu o Boston Bruins em overtime, assim empatando a série.

    Blues 3, Bruins 2

    O primeiro período do jogo foi movimentado, para ambos os times. As duas equipes disputaram a posse do puck constantemente, mostrando um jogo extremamente ofensivo.

    Aos 4:58, no entanto, o time de Missouri ficou com um jogador a menos no rinque. Devido a uma interferência no goleiro, Sammy Blais foi parar na penalty box, portanto desfalcando os Blues.

    Apesar de os dois times terem feito um ótimo começo de jogo, foi o Boston quem saiu na frente. Charlie Coyle, com assistência de Jake DeBrusk, marcou o primeiro do jogo, deixando o placar 1-0.

    Não muito tempo depois, aos 9:37, os Blues deixaram a partida de igual para igual. Em uma jogada que começou com Carl Gunnarsson, Robert Bortuzzo, com assistência de Tyler Bozak, marcou o primeiro dos Blues e o segundo do jogo.

    Sem tempo para pensar em reagir, os Blues viram a rede de Binnington balançar novamente. Aos 10:17, Joakim Nordstrom, com assistência de Sean Kuraly, marcou para o time de Massachusetts e, assim, deixou os Bruins com a liderança do placar.

    Ainda que o time de Boston estivesse a frente, os Blues resolveram atacar novamente o gol de Rask. Faltando apenas cinco minutos para o final do primeiro tempo, Vladmir Tarasenko aproveitou um rebound do goleiro dos Bruins e colocou o puck dentro da rede, assim estacionando o placar em 2-2.

    O segundo tempo foi inteiro dos goleiros. Com os ânimos à flor da pele, ambos os times disputaram constantemente a posse do puck, mas sem sucesso de gols. Por mais que tenha tentado um slapshot de Colton Parayko, os Blues tiveram a sua melhor tentativa bloqueada em uma defesa espetacular de Nordstrom. O Boston também tentou. Faltando um segundo para o fim do segundo período, Clifton tentou um slapshot a gol. Entretanto, foi bloqueado por Jordan Binnington.

    O terceiro tempo também foi movimentado pelas duas equipes. Mesmo assim, Tuukka Rask que foi a estrela do período. Em todo o jogo, o goleiro chegou a fazer 34 defesas. Faltando dois minutos para o fim do último tempo, Gunnarsson tentou outra vez para os Blues. Porém, o puck acabou por bater na trave, fazendo com que os Bruins ganhassem mais tempo.

    O jogo então se encaminhou para overtime. Apesar dos esforços gigantescos das duas equipes, foi o St. Louis quem levou a melhor no Jogo 2. Aos 4:51, com assistência de Ryan O’Reilly, os Blues marcaram seu terceiro na disputa, com um incrível slapshot de Gunnarsson. Deste modo, a partida foi finalizada com o placar de 3 a 2 para os visitantes.

    Portanto, com a série agora empatada, o St. Louis Blues tem a chance de assumir a liderança na próxima partida, dia 1 de junho, jogando em casa.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • 49 anos depois, Boston voa contra Blues e leva Jogo 1

    49 anos depois, Boston voa contra Blues e leva Jogo 1

    O Boston Bruins e o St. Louis Blues jogaram ontem (27) a primeira partida da final da Stanley Cup.

    Blues 2, Bruins 4

    A partida começou com os dois times equilibrados no gelo. Boston viu seu puck ser parado nada menos do que oito vezes por Jordan Binnington nos primeiros 20 minutos. Enquanto isso, do outro lado, Tuukka Rask deixou passar o primeiro gol dos Blues. Brayden Schenn marcou aos 7:23 após um rebote.

    Com a vantagem no começo do segundo período, não demorou para St. Louis aumentar o placar. David Pastrnak acabou se atrapalhando e passou o puck para Shenn. O canadense, então, assistiu Vladimir Tarasenko para marcar o segundo, e último, gol dos Blues. Daí para frente só teve espaço no gelo para o time da casa.

    Com 76 segundos depois do gol dos Blues, Boston finalmente respondeu. Connor Clifton fez o seu segundo na Liga ao colocar o puck para dentro do gol de Binnington. Depois disso, cometendo muitas penalidades e um 4-on-5 não muito eficiente, os Blues deram a chance de Boston empatar. Charlie McAvoy aproveitou o power play para marcar, sem assistência, logo após que Oskar Sundqvist deu um cross-checking em Clifton. Se o primeiro período acabou com oito tiros a gol para cada time, o segundo teve St. Louis mais apagado com apenas três, 15 a menos que os Bruins.

    Os Blues até tentaram se recuperar no último período, mas nenhuma das nove tentativas de colocar o puck na rede obtiveram sucesso. O gol do desempate veio do taco de Sean Kuraly aos 5:21 do terceiro período. A jogada começou com Zdeno Chara, que mandou o puck para Binnington defender. Noel Acciari, então, achou e passou para Kuraly. Este, por sua vez, conseguiu passar o disco pelo goleiro dos Blues.

    A jogada mais comentada da noite aconteceu na metade do terceiro período. Torey Krug e David Perron se atracaram na frente do gol de Boston. Na ocasião, Perron arrancou o capacete de Krug, que certamente não ficou nada contente. Ao ver Perron se aproximar do banco, Krug seguiu do puck e “repetiu” a icônica cena de 49 anos atrás, atingindo Robert Thomas.

    Para finalizar a partida, Marchand fez o quarto gol de Boston no empty net. Os dois times agora se enfrentam novamente na quarta-feira (29), em Boston.

    Foto: Reprodução/USA Today

  • Boston Bruins mais perto do confronto pela Stanley Cup

    Boston Bruins mais perto do confronto pela Stanley Cup

    No confronto entre Boston Bruins e Carolina Hurricanes, que terminou em 2-1, Tuukka Rask continuou na sua campanha informal pelo Conn Smythe. O goleiro fez defesas difíceis e essencialmente fechou o gol da equipe da divisão atlântica. Já os Canes pressionaram, porém não conseguiram passar pelo goleiro finlandês mais de uma vez. Teuvo Teravainen, por exemplo, perdeu mais de uma oportunidade clara de marcar em seu compatriota.

    Começo de jogo eletrizante

    O primeiro período já começou intenso, com Carolina fazendo pressão desde o apito inicial. Com um minuto de jogo, Teravainen atirou no gol vazio, mas acertou o travessão. Em seguida, Brandon Carlo foi punido por delay of game e os Canes foram para o power play. Na vantagem numérica, Micheal Ferland, Nino Niederreiter e Justin Williams tiveram chances, mas não conseguiram converter.

    Tuukka Rask fez defesas dificílimas, pois Carolina atacava incessantemente. O time teve outra chance clara com Sebastian Aho, defendida pelo goleiro de Boston. Logo depois, Torey Krug e Williams se estranharam e receberam penalidades de roughing, levando o jogo para o 4 on 4. No final desta penalidade, os Bruins tiveram uma injeção de energia, com um tiro de Jake DeBrusk, defendido por Curtis McElhinney. Em seguida, o arqueiro canadense fez uma defesa em Marcus Johansson.

    Questionamento da arbitragem por decisões polêmicas

    O primeiro lance polêmico do jogo veio de um gol dos Bruins, que foi anulado pela arbitragem sob a justificativa de goaltender interference. De acordo com a arbitragem, o jogador de Boston teria empurrado o goleiro de Carolina. Assim, interferiu diretamente na possibilidade de defesa. Logo após, o capitão dos Canes foi mandado para a penalty box por holding. Ou seja, ele teria segurado o stick de Krug, com quem já estava se desentendendo desde o início da partida.

    O lance seguinte, que levou o jogo para o 4 on 4, também foi polêmico: uma penalidade de slashing de DeBrusk em Jaccob Slavin. Em seguida, David Krejci acertou Aho no rosto. Isso também levou a uma penalidade, desta vez por high sticking, e a partida foi para o 4 on 3. Na vantagem numérica, Carolina não conseguiu converter, mesmo com as tentativas do defensor Dougie Hamilton.

    Nervos aflorados nos primeiros 20 minutos

    Com o clima esquentando, Niederreiter e Charlie Coyle se estranharam atrás do gol de Rask. Como consequência, o center do Boston Bruins recebeu uma penalidade por roughing. Os dois jogadores foram colegas de equipe durante anos, no Minnesota Wild, de onde foram trocados neste ano. Com os ânimos aflorados, as penalidades continuaram, com Krug indo para o box por roughing e Saku Maenalanen por slashing.

    Carolina teve mais um power play com ritmo alucinante, tendo várias chances negadas por Rask. Dentre elas, um tiro para gol de Slavin e o capitão Williams acertando o travessão. Este último, claramente nervoso, recebeu sua terceira penalidade do jogo ainda no primeiro período, por uma cotovelada em Coyle.

    Bruins saem na frente no segundo período

    A equipe visitante abriu o placar com menos de dois minutos de jogo, com Chris Wagner. Cerca de cinco minutos depois, Marchand marcou no power play, quando Niederreiter cumpria penalidade por high sticking contra Krejci. As chances de Boston continuaram, com Krug atirando para o gol após passe de Johansson. No entanto, nesse momento seu stick quebrou e o puck não foi para a direção do gol.

    Carolina reapareceu na partida com uma chance de Aho, e Rask fez mais uma defesa difícil. O finlandês ainda defendeu um desvio de Jordan Staal, antes de levar um gol de Calvin de Haan, que conseguiu passar o puck entre as pernas do goleiro. A pressão do time da casa continuou, com uma jogada de Teravainen com Andrei Svechnikov, que perdeu por pouco. Patrice Bergeron tentou vencer McElhinney no contra-ataque, mas o goleiro dos Canes fez a defesa. No final do segundo período, o momentum era todo dos Hurricanes.

    Pressão de Canes, muralha de Rask

    Os donos da casa quase empataram o placar com dois minutos do terceiro período, mas Rask defendeu. O jogo estava lá e cá, com os dois times se alternando no ataque. Svechnikov e de Haan tiveram chances, mas o puck mudou de direção e passou do gol. Os Canes continuaram no ataque, mas de Haan cometeu uma penalidade de tripping em Marchand. Assim, os Bruins foram para o power play.

    Os visitantes marcam durante esse power play com Krug, mas a arbitragem anulou o gol por interferência de DeBrusk em McElhinney. A decisão foi questionada pela equipe técnica dos Bruins, mas foi mantido o placar em 2-1. Em seguida, Matt Grzelcyk fez uma penalidade de interferência contra Brock McGinn. No entanto, o power play de Carolina não conseguiu empatar a partida.

    O placar terminou 2-1, com o Boston Bruins abrindo 3-0 no confronto contra os Canes. Agora, eles têm a chance de terminar a série com uma varrida no próximo jogo, que será na quinta-feira (16).

    (Foto: Reprodução/NHL.com)

  • St. Louis Blues vence e empata a final da Conferência Oeste

    St. Louis Blues vence e empata a final da Conferência Oeste

    O primeiro jogo dessa semana foi na segunda-feira (14), com boa notícia para os fãs dos St. Louis Blues. Depois de perder o primeiro jogo na casa dos Sharks, os Blues tiveram grande reação e conseguiram uma importante vitória na Califórnia.

    Blues 4, Sharks 2

    Antes de mais nada, é importante destacar dois pontos essenciais para essa vitória. O primeiro foi a astúcia de St. Louis Blues. Eles foram superiores em vários momentos, aproveitando melhor as chances criadas. O segundo ponto foi a impecável atuação do goleiro canadense Jordan Binnington, crucial para que o time não levasse mais gols do forte ataque dos Sharks. Binnington defendeu 24 shots dos Sharks.

    Novamente o time da Califórnia foi vítima do próprio sistema defensivo, ineficaz em alguns jogos. Mas, apesar disso, Martin Jones também fez defesas que evitaram com que o placar fosse maior.

    Logo no início, aos 2:34 do primeiro período, na primeira grande chance do St. Louis Blues, saiu o primeiro gol. Feito por Jaden Schwartz, com um wrist shot forte, impossível de defender. Depois do gol, o jogo continuou equilibrado.

    No segundo período, aos 4:16, Vince Dunn lançou um belo wrist shot para as redes do meio do rinque, após receber o puck de O’Reilly.

    Logan Couture muda o jogo, mas os Blues não se abalam e mantém vantagem

    Então com dois gols de vantagem, St. Louis tinha que tomar cuidado para não levar gol e focar em aumentar seu placar. Porém, Logan Couture mudou o rumo das coisas. O jogador dos Sharks marcou dois gols em sequência, deixando tudo empatado.

    O primeiro gol foi um belo short handed goal, no meio do power play do time de Missouri. Couture roubou o puck do capitão Alex Pietrangelo, que perdeu na corrida contra ele. Com a experiência que possui, colocou o puck nas redes.

    Aos 6:54, Couture atacaria novamente. Após receber um belo passe de Timo Meier, o canadense ficou sozinho com os jogadores adversários. Mais uma vez sua experiência falou mais alto. Ao marcar seu 13º gol nos playoffs, conseguiu deixar tudo igual na SAP Center: 2 a 2.

    Apesar de o segundo período ter sido de total dominância do time da casa, os Sharks não conseguiram fazer mais gols. O goleiro Binnington estava inspirado e agarrava pucks que pareciam indefensáveis. Até que, aos 16:34, Robert Bortuzzo marcou o terceiro gol do St. Louis Blues. Ao fim, o segundo período terminou com o time visitante liderando o placar.

    St. Louis Blues selou a vitória: marcou o quarto gol e não deu chances para o time da casa

    Conforme o terceiro período passava, Jones tinha que fazer alguns milagres, pois a defesa de seu time vacilava. Da mesma forma, os bons momentos que os Sharks tiveram no segundo período não voltaram mais. Em uma grande jogada, na qual Kevin Labanc lançou o puck em direção a Binnington, o defensor Bortuzzo se jogou na frente do gol. Conseguiu, assim, evitar o que seria o gol de empate.

    Finalmente, para a selar a vitória, Oskar Sundqvist marcou o quarto gol, aos 16:52, empatando a série do Oeste. O próximo jogo será na Enterprise Center, na quarta (15). Os Sharks, para retomarem a vantagem da série, terão que ser mais efetivos em suas marcações.

    Foto: Reprodução/NHL.com