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  • Capitals vence atual Campeão da Stanley Cup na Opening Night

    Capitals vence atual Campeão da Stanley Cup na Opening Night

    Em uma noite de festa ao som de Gloria, os Blues subiram seu banner de Campeão da Stanley Cup 2019 na Opening Night, ainda orgulhosos da conquista inédita do título. Para dar início a uma nova temporada, os campeões devolveram a taça para o Hall of Fame e receberam o Washington Capitals, campeão em 2018. Apesar de o resultado não ter sido favorável para o time de St. Louis, os Blues mostraram que estão prontos para a nova temporada.

    Caps 3, Blues 2 (OT)

    O jogo começou com os Blues marcando no primeiro minuto. Samuel Blais não hesitou em fazer um shoot em direção ao gol de Braden Holtby aos 0:53, abrindo o placar para o time da casa. Aos 7:55, os Blues aumentaram a vantagem quando Alex Pietrangelo aproveitou o power play a favor do time para marcar o segundo. Em seguida, ao final do período, Alexander Ovechkin diminuiu a diferença para os Capitals, marcando aos 15:37 e mostrando que o time de Washington estava no jogo.

    No segundo período, Holtby começou fazendo uma defesa de uma jogada espetacular de Robert Thomas que, por pouco, não fez o terceiro gol para os Blues. Entretanto, os Capitals começaram a criar mais chances para chegar ao gol de Jordan Binnington na segunda etapa. Mas foi apenas aos 12:28 que Dmitry Orlov conseguiu empatar o jogo em um power play goal.

    Com tudo igual no placar, ambos os times começaram a ser mais agressivos. No entanto, foram convertidas apenas cinco penalidades ao longo do jogo: cinco para os Capitals e três para os Blues.

    Após um terceiro período sem gols, o jogo seguiu empatado em 2 a 2. Dessa forma, seguiu para o overtime. Os Blues até tentaram fechar a sua festa com uma vitória na opening night, porém Jakub Vrana encerrou o jogo marcando o gol para os Capitals aos 2:51 do tempo extra.

    Outros jogos na noite

    Outros times também deram o ponta pé inicial para a temporada 19-20 na noite de quarta-feira (2). Os Leafs, que anunciaram John Tavares como novo capitão, venceram os Senators por 5 a 3 em casa. Canucks e Oilers se enfrentaram em Edmonton, e o time da casa saiu vitorioso por 3 a 2 no placar final. Já o confronto em Vegas, também foi favorável para o time da casa. Os Golden Knights venceram os Sharks por 4 a 1.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Divisão Metropolitana: previsões para temporada 2019-20

    Divisão Metropolitana: previsões para temporada 2019-20

    A Divisão Metropolitana provou duas coisas durante os playoffs da última temporada. Primeiro, que as previsões nem sempre são certeiras. Segundo, que geralmente quem “varre”, será “varrido”.

    A principal previsão de 2018 talvez tenha sido que o campeão da Stanley Cup 2018, Washington Capitals, iria reivindicar seu título com unhas e dentes. O que ninguém esperava era que um certo time, lá da Carolina do Norte, fosse mudar a ordem das coisas. Dessa forma, deixou a competição bem mais interessante. 

    Mas a off-season trouxe o Draft, o free agency e diversas trades. Esse são fatores importantes que podem vir a mudar o destino dos times da divisão. Vamos contar para vocês quais são nossas previsões para as equipes da Metropolitana nessa nova temporada que começa nessa semana.

    Carolina Hurricanes

    Sebastian Aho, o jogador renovou o contrato com Canes na Intertemporada

    Como dito anteriormente, os Canes foram o único time da Divisão a sobreviver além do segundo round dos playoffs da Stanley Cup. Há nove temporadas que o time de Raleigh não via os playoffs (desde de 2008.09). 

    Mas este ano as coisas foram diferentes. Desde que o time adquiriu o forward Sebastian Aho, começou-se a ver melhoras na equipe. De 2016 até aqui, a equipe tem chegado cada vez mais perto de garantir uma posição nos playoffs. A contratação de um novo técnico no início da temporada gerou trocas de jogadores e de linhas necessárias para achar a sincronia perfeita da equipe.

    Rod Brind’Amour, que foi o capitão do time de Raleigh durante a conquista da Stanley Cup em 2006, chegou em Canes a fim de desenvolver uma nova forma de jogar. Logo no início da temporada, fez a escolha ousada em permanecer com Andrei Svechnikov, left wing adquirido no Draft 2018, diretamente na NHL. O jovem jogador começou sua carreira na Liga marcando em seus seis primeiros jogos, quatro pontos. Sendo assim, foi peça essencial para colocar os Hurricanes nos playoffs em 2019.

    O resultado foi eficaz. O time avançou e, com 99 pontos, conquistou uma vaga por wildcard nos playoffs deste ano. Como se não bastasse chegar à pós-temporada, técnica e talento levou o time às Conferências Finais, onde teve sua participação interrompida. No entanto, terminaram a temporada com sensação de dever cumprido. 

    Os Canes ainda passam por um período de renovação, mas o time já se encaixa melhor do que antes. É mais ofensivo, defende, encara os demais times olho no olho.

    Além de Aho e Svechnikov, Teuvo Teravainen é outro nome para ficarmos atentos na próxima temporada. Ele marcou 76 pontos na regular season e, nos playoffs, fez um score de 10 pontos. Desta forma, é o segundo jogador do Carolina, nas duas ocasiões, a ter mais pontos marcados na temporada. A tendência é que continue com o mesmo ritmo na próxima. 

    Para complementar o time, os Canes assinaram com o defensor, Jake Gardiner, um contrato de quatro anos. Assim, a equipe reforça ainda mais a defesa para a nova temporada.

    A renovação que o time precisa está em nomes como Aho, Svechnikov e Teravainen. São nomes mais jovens e que podem vir a construir uma carreira no Carolina Hurricanes, tornando-se chaves na mudança pela qual a equipe vem passando. Previsões sobre times que possam vir a ganhar a cup nunca são certeiras, mas, se depender do talento de seus jogadores, os Canes estão destinados a coisas grandiosas.

    New York Islanders

    Por mais que a perda de John Tavares ainda doa em alguns torcedores dos Isles, o time não sofreu tanto esse impacto. Eles foram o quinto time com mais pontos ao fim da temporada regular e, consequentemente,  terminaram em segundo lugar na divisão. Finalizaram com 48 vitórias.

    Por sua vez, o goleiro do time, Robin Lehner, teve o segundo melhor Save Percentage da liga. Deixou apenas uma média de 2.13 pucks entrar no fundo da rede por jogo. Ou seja, o time tinha o talento necessário para chegar às finais da Stanley Cup. Porém, a história na prática foi bem diferente. 

    Eles venceram o Pittsburgh Penguins em quatro jogos, no primeiro round. Avançaram ao segundo contra o Carolina Hurricanes. No entanto, uma das únicas previsões certas nos playoffs da temporada passada foi que: “quem varre, será varrido”. Não foi diferente com os Isles. Perderam os quatro primeiros jogos para o Carolina Hurricanes. Desta forma, tiveram uma passagem curta na pós-temporada. 

    Peças essenciais para o time, como Mat Barzal, Josh Bailey, Anders Lee e Jordan Eberle, deverão ser nomes importantes para a caminhada dos Isles. Principalmente Barzal que, mesmo jovem, se tornou um dos líderes em pontos do time nas últimas temporadas. O capitão, Lee, liderou a equipe em gols. Com seu estilo de jogo, a história talvez se repita na próxima temporada. 

    Com a saída de Robin Lehner, contudo, o time precisou procurar outro goleiro no mercado. Portanto, assinaram um contrato de quatro anos com Semyon Varlamov, que veio do Colorado Avalanche. Na última temporada, ele teve um Save Percentage de .909%. Sendo assim, foi de extrema importância na ida do Avalanche aos playoffs. Os fãs dos Islanders apostam nele para fazer o mesmo. 

    No entanto, pode-se esperar, para a nova temporada, uma alternância entre Varlamov e Thomas Greiss na rede dos Islanders. Prática que, na temporada passada, foi comum para o técnico, Barry Trotz, implantar no time. Desta maneira, Lehner e Greiss jogaram quase metade dos jogos da temporada cada um. 

    O New York Islanders tem um elenco digno de pós-temporada, com experiência e que conhece o jogo. Portanto, com certeza, é uma das equipes que, se houver uma sincronia entre linhas e jogadores, pode vir a avançar muito mais nos playoffs.

    Pittsburgh Penguins

    Comparando as últimas três temporadas, é cada vez mais notável a decaída dos Penguins nos playoffs. O time saiu de uma situação na qual foi campeão por dois anos consecutivos para entrar em outra completamente diferente. Este ano foram eliminados em quatro jogos, ainda no primeiro round dos playoffs. Para uma equipe experiente na pós-temporada, é um grande baque. 

    É perceptível que o time precisa de renovação. Os Penguins tem um dos elencos mais talentosos dos últimos dez anos, tendo já conquistou diversos prêmios além da Stanley Cup. Comandados por Sidney Crosby, jogadores como Evgeni Malkin e Kris Letang conquistaram três Cups na última década. Duas delas seguidas, na temporada 2016/17 e 2017/18. Além disso, por mais que o Pittsburgh não tenha tido uma temporada excepcional, Crosby ainda foi o quinto jogador a marcar mais pontos na última temporada. 

    Quem se destacou na última temporada, no entanto, foi Jake Guentzel. Ele é um dos nomes essenciais nessa nova fase do Pittsburgh. É o líder em gols no time, ultrapassando até mesmo Crosby. 

    Para a próxima temporada, o aspecto do time que mais necessita melhorias é a defesa. Esta falhou diversas vezes durante os quatro jogos dos playoffs em que o Pittsburgh esteve presente. Eles estão passando por um período de reconstrução do time, que ainda vai persistir por mais alguns anos. Portanto, nomes como Guentzel serão essenciais nessa transição. Uma dica é ficar de olho nos rookies. Junto de Guentzel, eles também serão necessários nas mudanças que o Pittsburgh precisa. Principalmente os defensores que o time decidir manter para disputar a liga principal.

    Mas, apesar das falhas, ainda são os Pittsburgh Penguins. O time ainda possui jogadores extremamente talentosos e respeitados. Os playoffs são incertos, já que a última temporada provou isso. Portanto, existe sim a possibilidade de os Pens disputarem pela taça, tanto quanto os demais times. 

    Washington Capitals

    OTTAWA, ON – DECEMBER 29: Washington Capitals Left Wing Alex Ovechkin (8) prepares for a face-off during third period National Hockey League action between the Washington Capitals and Ottawa Senators on December 29, 2018, at Canadian Tire Centre in Ottawa, ON, Canada. (Photo by Richard A. Whittaker/Icon Sportswire via Getty Images)

    O campeão da Stanley Cup 2018/19 não decepcionou na temporada regular. Muitos analistas de hockey esperavam que, pelo fato de as comemorações da equipe terem sido intensas, os Caps não iriam ter o mesmo desempenho da temporada anterior.

    Erraram. O time finalizou como líder da Divisão Metropolitana, com 104 pontos. Além disso, foi um dos primeiros a garantir seu lugar nos playoffs. Ovechkin terminou a regular season como líder de gols em toda a liga, e o terceiro a ter mais gols em power play. Nada de diferente por aqui, já que é do feitio do forward liderar e quebrar recordes. 

    Mas o time decepcionou e decaiu nos playoffs. Eles foram rapidamente derrotados em quatro jogos pelo Carolina Hurricanes. Da mesma forma, o Caps ainda é um time gigante e com um elenco talentoso. Liderados por Ovechkin, o time tem probabilidade altíssima de buscar um segundo título nesta temporada.

    Uma linha com Ovechkin, Wilson e Backstrom pode vir a ser certeira. Apesar dos escândalos na off season, o Washington já afirmou que Evgeni Kuznetsov não irá ficar de fora de todos os jogos da temporada. Ele, junto dos veteranos Wilson, Oshie e Holtby, são peças essenciais e fazem completa diferença em jogo. Principalmente Oshie, que foi o segundo jogador do time a marcar mais gols na temporada. 

    Os Capitals estão indo no caminho certo. Tiveram alguns erros durante o caminho, mas vêm com força total para disputar pela Stanley. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blue Jackets talvez tenham sido um dos times que menos se destacou da divisão na temporada regular. Porém, conquistaram a inédita vaga no segundo round dos playoffs, mesmo que tenham sido eliminados pelo Boston. Mesmo assim, com nomes como Artemi Panarin, Seth Jones, Cam Atkinson, Matt Duchene e Pierre Luc Dubois, o time conseguiu garantir um lugar na pós-temporada.

    Pelo segundo ano consecutivo, o time teve a chance de liderar a série por 3 a 1 em casa, mas perdeu para o Boston. Mas perderam o timing e deixaram o Bruins levar a série.

    Por mais que os Blue Jackets estejam em déficit com as saídas de Panarin e Duchene, o time ainda possui jogadores novos que podem influenciar no sucesso do Columbus. Um deles é Alexandre Texier, que fez três pontos em quatro jogos contra o Tampa Bay Lightning. Apesar disso, quando o time precisou de jogadores para rebater o contato físico do Boston, não houveram muitas soluções. Para a próxima temporada, o time precisa ser tão ofensivo quanto os demais, e treinar seus novos talentos da mesma forma. 

    Talvez a falta de experiência dos Blue Jackets tenha sido o principal fator que os cortou tão cedo dos playoffs. Sendo assim, isso é algo a se mudar a cada ano de experiência, já que possui jogadores veteranos e futuros talentos capazes de fazer do time uma presença constante nos playoffs daqui para frente.  

    Philadelphia Flyers

    Talvez a aquisição mais importante dos Flyers na última temporada tenha sido o mascote que, sem dúvida, é um dos melhores da liga. Brincadeiras à parte, essa foi possivelmente uma das temporadas menos produtivas para o time. Nem chegaram a competir nos playoffs. Desde a season 2011/12, eles tem competido nos playoffs temporada sim, temporada não. 

    Por mais que a equipe possua novos talentos como Nolan Patrick e Carter Hart, além dos veteranos Claude Giroux e Sean Couturier, não foi o suficiente para levá-los para a pós-temporada. Mesmo assim, esses são os jogadores que podem encaminhar os Flyers outra vez aos playoffs.

    É interessante observar como Carter Hart vai se desenvolver nesta nova temporada. O goleiro de apenas 21 anos, em sua primeira temporada pelo time, teve um percentual de defesas de .917%. É possível vermos uma alternância entre ele e Brian Elliot. Porém, com seu desenvolvimento na última temporada, talvez nós possamos ver Hart disputar mais jogos pelos Flyers. 

    Os rookies do time, mais especificamente Joel Farabee e Carsen Twarynski, também merecem atenção dos fãs, pois se destacaram muito no training camp. Twarynski, por exemplo, marcou dois gols nos últimos dois jogos da pre-season e fez uma perfomance excelente. Portanto, é provável que nós vejamos os dois garotos em alguns jogos dos Flyers na próxima temporada. 

    New York Rangers

    Kaapo Kakko, jogador adiquirido pelos Rangers no segundo pick do Draft

    Essa já é a segunda temporada dos Rangers fora dos playoffs. Eles adquiriram apenas 78 pontos na temporada regular passada. Com isso, terminaram em penúltimo lugar na divisão, a 20 pontos de garantir um lugar nos playoffs

    Apesar das dificuldades nos dois últimos anos, o time está disposto a deixar os empecilhos para trás e focar no futuro. O primeiro passo foi, talvez, a aquisição de Artemi Panarin na off-season. Líder em pontos pelo Blue Jackets na última temporada, o jogador será peça essencial da possível entrada dos Rangers nos playoffs, marcando gols e assistências que elevem a pontuação do time. 

    Adquirir Kaapo Kakko no Draft deste ano também foi um passo muito importante nessa reconstrução. Em maio, ele conquistou o Mundial de Hockey da IIHF, junto à Finlândia. Marcou apenas sete pontos durante o Mundial, mas sua maneira de jogar foi o suficiente para ser draftado em 2nd overall e chamar atenção dos Rangers. Se o ritmo se manter, será bem provável que Kakko leve o New York até a pós-temporada.  

    Dentro dos playoffs ou não, não se pode negar que o time tem um elenco cheio de estrelas. Primeiro, são liderados por Lundqvist, veterano dos Rangers. Além disso, se espera que o líder em pontos e gols da equipe, Mika Zibanejad, continue mantendo o padrão na próxima temporada, junto de Kreider e Vesey. 

    New Jersey Devils

    Jack Hughes, draftado em primeiro pelos Devils

    Se a última temporada não foi gratificante para os Devils, essa com certeza será bem diferente. O time, que terminou quase em último lugar, tirou a sorte grande ao conseguir o 1st pick overall no Draft deste ano, adquirindo um dos seus maiores talentos, Jack Hughes

    Hughes já provou ao que veio durante a pré-temporada. Em quatro jogos, ele marcou três gols e foi a estrela de dois dos quatro jogos. Seu estilo de jogo, sendo guiado pelo veterano Taylor Hall, pode vir a beneficiar muito os Devils nessa nova temporada. 

    Outra aquisição do time foi PK Subban, que vem para reforçar a desestruturada defesa de New Jersey. Um defensor, que circula pelo ataque e faz gols constantemente é o que os Devils precisam atualmente. 

    O que podemos garantir é que as chances dos Devils fazerem uma temporada incrível e garanta um lugar nos playoffs é grande. Hall, Hughes e companhia serão peça essencial para isso.

  • Yevegni Kuznetsov é suspenso por quatro anos pela IIHF

    Yevegni Kuznetsov é suspenso por quatro anos pela IIHF

    A Confederação Internacional de Hockey no Gelo (IIHF) suspendeu o jogador russo, Yevgeni Kuznetsoz, por violação ao artigo 2.1 do Código Antidoping Mundial, tal qual trata-se sobre a presença de substâncias proibidas no organismo dos jogadores. 

    Inicialmente, um teste antidoping realizado pelo jogador, no dia 24 de maio de 2019, ainda durante o mundial de hockey, constatou a presença de uma droga ilícita no sistema do atleta – cocaína. Desde então, Yevgeni havia sido suspenso provisoriamente de jogar pela seleção de hockey da Rússia. Porém hoje (23), a IIHF confirmou sua suspensão. Esta que acabará por se estender até 12 de junho de 2023. 

    No entanto, a suspensão não o faz automaticamente ser banido do time pelo qual joga na NHL, o Washington Capitals. Apenas de competições internacionais com o time de seu país origem. Nos protocolos da Liga Nacional de Hockey não constam punições para drogas como Cocaína e Maconha. Isto porque as mesmas não viriam a afetar o desempenho do atleta no rinque. Portanto, a NHL deve se reunir com o jogador e tomar uma decisão sobre sua situação até o fim do dia. 

    Antes da suspensão definitiva

    Em maio, o Capitals confirmou a existência de um vídeo, agora já deletado das redes sociais, onde Kuznetsov sentava a frente de uma mesa que continha linhas de cocaína. O vídeo, postado durante a ocasião no Twitter, tinha como legenda “Foi por isso que a Rússia perdeu o torneio de hockey mundial nas semifinais”. Inicialmente, a mídia mostrava o jogador conversando com alguém que também se encontrava no quarto de hotel. Porém, este se encontrava em uma mesa com linhas de cocaína, juntamente com notas de dólares, à sua frente. No entanto, nos 22 segundos do vídeo, Kuznetsov não toca em nenhuma das coisas existentes nesta. 

    Em comunicado enviado à imprensa, a equipe russa disse que ainda se encontrava no processo de reunir fatos concretos sobre o ocorrido. Por conseguinte,  não iriam se posicionar sobre a situação até que tudo estivesse comprovado ou não.

    Em outro comunicado ao jornal esportivo russo, Sport Express, Kuznetsov disse que o vídeo seria de 2018. Este teria sido gravado em Las Vegas, após a vitória do Capitals na final da Stanley Cup do mesmo ano. Em nota, o jogador disse que havia ido até o quarto de hotel de um amigo. Porém, quando viu drogas e uma “mulher desconhecida”, ligou para um outro amigo e foi embora. “Eu nunca usei drogas. Me dê um teste (antidrogas) e eu irei passar.”, disse o jogador do Washington no mesmo comunicado ao jornal. 

    Comunicado do Washington Capitals e de Yevgeni Kuznetsoz

    Na manhã de hoje (23), logo após o comunicado da IIFH, o Washington Capitals também publicou em seu site, vinculado a NHL, uma declaração, juntamente à do jogador, em relação ao ocorrido. 

    O time diz estar ciente dos resultados positivos do teste anti-doping e da suspensão de Kuznetsov pela IIHF. Seguidamente, se dizem desapontados, e afirmam que levam a política antidrogas completamente a sério. Também relatam que o jogador procurou voluntariamente ajuda dos programas de conscientização providos pela própria NHL. Por fim, concordou com o protocolo de um teste regular comandado pelo próprio programa. A equipe se diz estar comprometida em ajudar o jogador com a situação. Porém, explanou que aguarda as próximas decisões, estas que serão tomadas pela própria NHL. 

    O comunicado do próprio Kuznetsov (traduzido) para o site do Capitals: 

    “Recentemente, a IIHF me notificou que, devido a um teste positivo de substâncias ilícitas, eu seria suspenso de competições internacionais durante quatro anos. Eu tomei a decisão de aceitar a penalidade. Representar meu país sempre foi algo que guardo no coração e que tenho muito orgulho de fazer. Não poder usar essa camisa por quatro anos é algo bem difícil de aceitar. Eu desapontei tantas pessoas que são importantes pra mim, incluindo minha família, companheiros de time e amigos. Desde o primeiro dia que eu entrei no rinque em D.C., a organização do Washington Capitals tem sido nada menos do que incríveis comigo e com minha família. Eu me sinto terrível por desapontar todos vocês. Me dei conta de que a única maneira de conquistar a confiança de vocês é assumir responsabilidade pela minha situação e meus atos daqui para frente.”

    Yevgeni Kusnetsov para o site do Capitals vinculado a NHL.

    Até o momento, a NHL não se posicionou sobre o ocorrido.

    Foto: Reprodução/zimbio.com

  • Alex Ovechkin na China: um recap

    Alex Ovechkin na China: um recap

    A off-season tem sido bastante tumultuada para grande parte dos jogadores da NHL. Principalmente para o capitão do Washington Capitals, Alex Ovechkin. Há alguns dias, o russo foi condecorado como embaixador da NHL na China. Por isso, viajou para a capital chinesa, Beijing, por uma semana, com o intuito de divulgar o hockey entre as crianças. Tal motivação da NHL com a viagem é expandir o esporte mundialmente. Desta forma, faria com que este fosse reconhecido além das fronteiras do Canadá e E.U.A.

    Portanto, o NHeLas veio contar os melhores momentos da viagem. 

    Dia 1

    Ao chegar no aeroporto de Beijing, Ovechkin foi recebido por alguns fãs. Estes todos com jerseys dos Capitals às mãos, esperando ansiosos por autógrafos. O jogador interagiu com eles durante algum tempo, e em seguida se dirigiu ao hotel. 

    Porém, durante a noite, foi convidado para visitar um jogo de hockey do Campeonato Renaissance. Este que foi patrocinado pela companhia ORG Technology, sediada no país. Assim, ele e Zhou Yunjie, CEO da empresa, deram a largada do puck no jogo. Seguidamente, o jogador se dirigiu às arquibancadas para assistir o restante da partida. 

    Dia 2

    No segundo dia da viagem, o russo visitou o parque Shougang. O local, que costumava ser uma antiga fábrica de produção de ferro, foi revitalizado. Por isso, será palco de algumas modalidades das Olimpíadas de Inverno de 2022, em Beijing. 

    Em seguida, ele foi para o rinque de hockey existente dentro do complexo. Lá dentro, jogou por algum tempo com cerca de 60 crianças locais, que fazem parte de alguns times U12. Elas se mostraram extremamente empolgadas com a presença do capitão do Capitals. 

    Também no rinque estava o chinês Peter Zhong, calouro do time de hockey da Universidade do Arizona. O jogador se encontrava na China para participar do torneio idealizado pela ORG. Ele, juntamente de Ovechkin, treinaram juntos e trocaram alguns passes com as crianças. Por fim, Zhong afirmou para o site da NHL que estar no mesmo ambiente que o camisa 8 de Washington é uma oportunidade única. Desta maneira, ele ficou feliz em saber do engajamento da NHL na divulgação do esporte seu país de origem. 

    Dia 3

    Ovechkin visitou a Forbidden City, onde se localiza o antigo palácio imperial da China. O local, que antes costumava ser o lar dos imperadores chineses, recebe cerca de quase 80 mil turistas por dia. 

    Após o passeio cultural, o jogador se dirigiu até Bloomage Live. Ali há um complexo no qual serão disputados os jogos de hockey das Olimpíadas de Inverno, em 2022. Durante a tour pelo local, o atleta foi agraciado com a presença de cerca de 60 crianças, que exclamavam avidamente seu nome.  Ao mesmo tempo, em uma das instalações do complexo, ocorria uma exposição sobre hockey. Assim, Ovechkin acabou visitando-a e parou em cada estação, ensinando aos pequenos alguns breakaways, técnicas, e suas melhores jogadas. 

    Dia 4

    No último dia da viagem, o camisa 8 finalmente visitou a muralha da China. Ali, então, participou de um mini media day para o Washington Capitals, tirando fotos e gravando vídeos para as redes sociais do time. 

    Por fim, nos últimos momentos do passeio, ele foi presenteado com uma pequena pedra. Esta continha seu nome, porém escrito em Chinês. Desta maneira, o jogador selou com êxito sua passagem pela China.

    Foto: Reprodução/nbcsports.com

  • Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Já falamos de vários momentos marcantes na história da NHL. Inclusive fizemos um top 5 da Conferência Oeste. Agora chegou a vez de relembramos os cinco momentos especiais que a Conferência Leste nos presenteou.

    The Easter Epic

    A partida que iniciou no dia 18 de abril de 1987 só foi terminar nas primeiras horas do dia 19. Naquele ano, era domingo de páscoa. Os times Washington Capitals e New York Islanders se enfrentaram no jogo 7. Dessa vez, em Capital Centre, no estado de Maryland. Por um lado, dos Capitals, os jogadores Mike Gartner e Grant Martin marcaram gols no primeiro e segundo período. Enquanto os Islanders foram os jogadores Patrick Flatley e Bryan Trottier que marcaram no segundo e terceiro período, respectivamente. Ao fim do terceiro período o placar estava empatado em 2-2. Assim, não teve jeito e o jogo foi para overtime

    Foram necessários quatro períodos de overtime para enfim um dos times marcarem. Os jogadores já estavam cansados. O jogo foi instável durante os primeiros oito minutos do 4OT, afinal aquele já era o sétimo período. Enquanto os Islanders tinham conseguido cinco shots, o Capitals só tinha conseguido um. Os times tinham muito em jogo. Já que quem vencesse a partida iria para o próximo round enquanto o outro iria para casa. Aos 8:47, Pat LaFontaine aproveitou uma passe recebido e mandou o puck para a rede. Com isso, fim de jogo e vitória do time de New York. Atualmente a partida está entre as dez mais longas da história da NHL. Porém, foi o primeiro jogo 7 desde 1968 a precisar de mais de uma hora extra. Sendo assim, foi o único jogo de playoffs em sua temporada que ultrapassou um período de prorrogação.

    Miracle at Molson

    No dia 09 de maio de 2002, o Carolina Hurricanes enfrentava o Montreal Canadiens em mais uma partida da série dos playoffs. A partida aconteceu no Molson Centre em Montreal, Quebec. Era o jogo 4 da série que estava 2-1 para os Habs. Até então, o time da casa estava ganhando de 3-0. Já estava no terceiro período quando veio uma penalidade para o jogador de Montreal. 

    Foram apenas dois minutos de 5 on 3, mas foi o suficiente para os Canes marcarem um gol. Sean Hill aproveitou a chance e abriu o placar para seu time. Menos de dez minutos depois foi a vez de Bates Battaglia. O placar agora estava 3-2, e restava pouco para acabar a partida. Surpreendentemente, faltando apenas 41 segundos para o fim do jogo, Erik Cole deu um rebote num shot de Ron Francis e marcou o gol de empate. Com os Canes conseguindo empatar a partida, foi necessário ir para o overtime e desempatar o jogo.

    Aos 3:14 aconteceu mais um momento histórico na partida. Niclas Wallin fez pela primeira vez o que ficou conhecido como a sua “arma secreta”. Essa foi o primeiro de múltiplos gols em OT na sua carreira. Wallin marcou o gol e Canes empatou a série em 2-2. Por fim, o time da Carolina ganhou a série por 4-2, assim avançando para o próximo round.

    Duelo de hat-tricks

    No dia 04 de maio de 2009, os times Pittsburgh Penguins e Washington Capitals se enfrentaram no segundo jogo da semifinal da Conferência Leste. A partida que foi ganha pelos Capitals por 4-3 entrou para a história do hockey. Isso porque Alex Ovechkin e Sidney Crosby fizeram um hat-trick cada. Assim, tornaram essa noite inesquecível para os fãs do esporte. O responsável por abrir o placar da noite foi Crosby no primeiro período. O canadense aproveitou um passe de Kris Letang durante o power play e marcou o primeiro gol.

    No início do segundo período foi a vez de Ovi marcar seu primeiro gol. Em seguida, ainda no segundo período tivemos novamente um gol de Crosby e ao final do período um gol de David Steckel. Finalizando o placar em 2-2. O terceiro período, por conseguinte, foi bem animado. Com Ovi marcando seu segundo gol num power play e, em menos de três minutos depois, marcou seu terceiro gol. A emoção tomou conta dos torcedores e portanto teve uma chuva de chapéus vermelhos no gelo. Crosby chegou a reclamar com o árbitro sobre a demora para continuar o jogo. No último minuto da partida, Sid the Kid marcou também seu terceiro gol durante um power play. Apesar da derrota nessa partida, os Penguins ganharam a série por 4-3 e posteriormente foram os campeões da Stanley Cup.

    Bruins vs fãs

    Há quase 40 anos, em 23 de dezembro de 1979, Mike Milbury, um defensor do Boston Bruins, entrou em uma briga com um fã do New York Rangers. Isso resultou em todos os jogadores passando por cima do vidro das arquibancadas para entrar na briga. Com exceção de um jogador do Bruins.

    O incidente aconteceu após a vitória dos Bruins de 4-3. A briga iniciou após Phil Esposito, dos Rangers, bater seu stick no gelo e ir para o vestiário depois de não conseguir converter uma briga nos últimos segundos da partida. Com Esposito fora do gelo, quem acabou levando um soco foi Ulf Nilsson dos Rangers, que mais cedo na partida havia batido em Al Secord, autor do soco.

    Como resultado, começou uma briga entre os jogadores que rapidamente passou para a arquibancada, após John Kaptain, fã dos Rangers, atingir um jogador dos Bruins. Kaptain pegou o bastão do jogador. Terry O’Reilly, ao ver isso, foi o primeiro jogador a passar por cima do vidro. Ao total foram dezoito jogadores brigando nas arquibancadas. Ao final da confusão, três jogadores foram suspensos. Além disso, precisaram reinstalar o vidro da arena e até mesmo os fãs processaram os jogadores. No entanto, os jogadores seguiram suas carreiras normais e com isso a briga entrou para a história da NHL.

    Briga entre fãs e os jogadores do Boston Bruins. (Foto: Reprodução / nytimes.com)

    Jaromir Jagr conquista stick de ouro

    Na temporada 2016-17 Jaromir Jagr entrou para a história novamente. Dessa vez, o jogador se tornou o segundo na história da NHL a fazer 1.888 pontos em sua lendária carreira. O ponto histórico aconteceu após Jagr fazer uma assistência que ajudou seu time a marcar um gol contra o Boston Bruins. Mike Matheson disparou o puck para a rede, que bateu na parte de trás de Jagr e depois atingiu Tuukka Rask. O jogador Aleskander Barkov conseguiu atingir o puck que bateu na trave e entrou no gol.

    Após uma breve revisão, o jogo foi interrompido e o capitão do time, Derek MacKenzie, presenteou Jaromir com um stick de ouro. Foi uma forma de comemorar sua grande conquista. Na época, Jagr tinha feito 23 temporadas na NHL, sendo 1.663 jogos e 1.888 pontos.

    Foto: Reprodução / newsobserver.com

  • As conquistas do Wild Card

    As conquistas do Wild Card

    Esse texto foi uma co-autoria entre Juh Guedes e Nathália Caldeira.

    Que os playoffs da NHL são uma das melhores épocas para acompanhar o esporte todo mundo sabe. O que ninguém esperava, era que em 2019 estes playoffs fossem nos levar a resultados históricos, dignos de entrarem para os livros e recordes da liga. E que fossem atrapalhar tanto a bracket de todo mundo que seguiu as estatísticas.

    Comparado com as outras ligas americanas, os playoffs da NHL, estatisticamente, são mais difíceis de prever do que os da NBA e da NFL. O que assistimos em primeira mão este ano, prova o quão especial e único o hockey pode ser.

    Pela primeira vez na história da NHL (e de todas as ligas profissionais americanas), os ganhadores das quatro divisões na temporada regular foram eliminados na primeira fase dos playoffs. E, pela quarta vez, os quatro times que chegaram aos playoffs por Wild Card passaram para o segundo round, mostrando o porquê o nome é Wild Card.

    Avalanche, Stars, Blue Jackets e Hurricanes marcaram pela quarta vez na era da conferência que pelo menos cinco dos times que se classificaram mais baixo na tabela passaram do primeiro round. Enquanto Colombus fez história ao ser o primeiro time na história da NHL a eliminar de forma precoce o melhor time da temporada regular, o Tampa Bay Lightning.

    Mas não foi apenas CBJ que chegou a boas marcas. Os demais times que entraram nos playoffs pelas vagas de Wild Card também fizeram bonito no primeiro round.

    Série Tampa 0 x Columbus Blue Jackets 4

    Todos tinham absoluta certeza que um time que alcançou a marca histórica de 62 vitórias na temporada regular seria um forte candidato a ganhar a Stanley Cup, porém o que aconteceu esse ano foi algo totalmente contrário: Tampa Bay foi mandado embora pelo Columbus Blue Jackets na primeira rodada. E essa perda parece ter desencadeado o “caos” dos playoffs.

    O que aconteceu? Ninguém sabe, nem os jogadores de Tampa, o técnico, talvez nem mesmo os jogadores do CBJ. E, ao invés de a história ter sido feita para os Bolts, foi feita para o Jackets.

    O primeiro jogo, na Amalie Arena, começou muito bem para o Bolts: 3 gols no primeiro tempo, tudo normal até aí. Mas então, Columbus reagiu, marcando um gol no segundo tempo. No terceiro conseguiu a virada, fazendo 3 gols. A partir disso, dominância total e um Bolts enfraquecido. No segundo jogo, também em Tampa, Columbus venceu por 5 a 1. O terceiro, agora na casa de Columbus, foi 3 a 1 e a última partida foi 7 a 3. CBJ levou a série sem que ninguém pensasse que fosse possível.

    Ao tentar encontrar explicações para o porque o Lightning sofreu um apagão, pode-se pensar na suspensão de Nikita Kucherov e a lesão do defensor Victor Hedman. O trio de ataque composto por Point, Stamkos e Kucherov parecia esquecer que estavam jogando os playoffs da NHL, e só resolveram aparecer no último jogo, tarde demais.

    O time que apresentou o jogo mais dominante na temporada regular pareceu ter desaparecido por 4 dias, por mérito total do time de Ohio e especialmente de seu técnico  John Tortorella, que anulou todas as estratégias de Jon Cooper.

    Cooper se demonstrava muito tranquilo mesmo com os resultados ruins, enquanto Tortorella a todo momento motivava seus jogadores, e isso foi fundamental para a perseverança do CBJ que resultou na conquista da série.

    Série Avalanche  4 x Flames 2

    Calgary chegou nos playoffs com a divisão pacífica e o segundo lugar geral na liga debaixo do braço, além de apresentar o segundo melhor ataque da NHL. Jogando em casa, ganhou o primeiro jogo da série por 4 a 0 e se acomodou. Acreditou que seria fácil, afinal os Avs chegaram aos playoffs apenas no segundo Wild Card. Na temporada regular, dos três jogos que os dois times se encontraram, os Flames ganharam todos. Ou seja, era claro qual time estava a frente no confronto.

    Mas o que os Flames esqueceram, é que o Avalanche tem a capacidade de mudar seu jogo ao chegar na pós temporada. Colorado já tinha feito isso ano passado e, nesta temporada não foi diferente. Com um time composto por jogadores rápidos, que souberam aproveitar o meio do rinque e boas chances ao gol, opunham as características do time canadense.

    A falta de experiência dos Flames também pode ter sido um grande fator para a derrota. O time vem passando por uma reformulação, e com isso, a maioria dos seus jogadores participaram apenas uma ou nenhuma vez de playoffs, precisando se acostumar com o novo ritmo de jogo, o que não aconteceu.

    Além disso, com um jogo limpo e preciso, o Colorado Avalanche foi taticamente superior e tirou vantagem de toda decisão ruim que o Flames tomavam, ganhando os 4 jogos seguintes da série mandando a equipe de Bill Peters para casa mais cedo.

    Série Stars 4 x Preds 2

    O Nashville Predators bateu na trave algumas vezes nos últimos anos quando se trata de Stanley Cup. Chegou à final contra os Penguins em 2017, perdendo de forma eletrizante em um jogo 7. No ano passado, perdeu para os Jets na semifinal, e desde então o time não conseguiu o desempenho que apresentara antes.

    Se tratando de um confronto da divisão central, qualquer coisa poderia acontecer. Os Preds levaram o título da divisão para casa apenas no último jogo da temporada regular, e o time vinha apresentando desempenhos semelhantes na reta final.

    Os Stars, por outro lado, conseguiram chegar aos playoffs justamente pela campanha nas últimas semanas. Colocaram sua defesa no lugar e conquistaram a vaga no primeiro wild card, chegando nos playoffs aceitando o que viesse.

    Dallas ganhou o primeiro jogo em Nashville, mas os Preds levaram o segundo e o terceiro, tomando vantagem na série. Mas jogando frente a sua torcida na ACC Arena, os Stars empataram a série em 2 a 2 e desestabilizaram Nashville.

    E, se o time do Texas estava jogando de forma equilibrada, os Predators não conseguiram se encontrar, perdendo o jogo 5. No sexto jogo, jogando em Dallas, o confronto foi para o overtime, onde os Stars colocaram toda a energia da sua torcida para ganhar o jogo com um gol de Kingberg.

    Série Canes 4 x Capitals 3

    O Washington Capitals entrou para os playoffs com a certeza de que iria conseguir o mesmo feito que os Penguins dois anos antes e levar a taça para casa novamente por duas temporadas seguidas. Mas o que eles não contavam, era que os Canes, um dos últimos a se classificar para os playoffs através do wild card, fosse atrapalhar este sonho.

    A verdade, é que o próprio Capitals se sabotou. Com a vantagem de 2 a 0 na série, entrou no jogo 3 achando que ia ser fácil, mas, após levar um gol, o Capitão Ovechkin se envolveu em uma briga com o rookie dos Canes, Andrei Svechnikov. Esta foi a briga mais complicada dos playoffs, onde Ovie e Svech receberam diversas críticas: o mais velho por ter nocauteado um jogador tão jovem e o rookie por ter tentado se equiparar ao veterano. No final, Ovie se desculpou, e Svech disse que não foi ele quem chamou para a briga, apesar de no vídeo ter dado a impressão de que ele quem começou.

    De qualquer forma, este confronto fez com que os Canes passassem a jogar com honra, deixando todos os problemas fora do gelo e, sem a presença do rookie que até então liderava o ataque, ganhasse os jogos 3 e 4.

    Os Capitals ganharam o jogo 5 em casa, mas em um confronto emocionante na PNC Arena, os Canes prolongaram a série vencendo por 5 a 2 o jogo 6.

    Os Capitals não conseguiram encontrar seu jogo frente a torcida dos Hurricanes, mas o adversário não se deixou intimidar pela Capital One no jogo 7, ganhando de 4 a 3 em um double OT e prosseguindo para segundo round.

    Se na primeira rodada dos playoffs já aconteceram tantas surpresas, sem dúvidas vale a pena acompanhar até a final. Com os principais nomes de fora da competição, tudo pode acontecer. Dos que restaram, o time que conquistou a taça mais recentemente foi Boston, em 2011. Com certeza teremos um novo vencedor, correndo risco até de algum título inédito.

  • Canes eliminam os Capitals no jogo 7 e entram para o “clube dos Wild Cards”

    Canes eliminam os Capitals no jogo 7 e entram para o “clube dos Wild Cards”

    Se tem uma coisa que estes playoffs estão fazendo, é mostrar que no hockey tudo é possível! Depois de Columbus Blue Jackets eliminar Tampa por 4 a 0, o Avalanche mandou os Flames para casa por 5 a 1 e os Stars conquistou a vitória sobre os Preds no jogo 6. Enquanto isso, os Canes entraram no jogo 7 com garra para levar a série em uma virada impressionante! E eliminaram o atual campeão da Stanley Cup, o Washington Capitals.

    Essa virada na série começou no jogo 3, após Ovie entrar numa briga com Svechnikov que tirou o jovem jogador dos Hurricanes da série. Washington liderava por 2 a 0, mas os Canes conseguiram empatar e conquistou o jogo 7 de forma impressionante. Mas é claro, com muita emoção até o último segundo.

    Canes 4, Capitals 3 (OT)

    O jogo na One Arena começou com Burakovsky abrindo o placar para o time da casa aos 2:13. Quatro minutos depois Tom Wilson aumentou a diferença para 2 a 0 após receber um passe brilhante de Ovechkin. Os Caps ainda tentaram colocar pressão no primeiro período, mas Mrazek parou todas as jogadas.

    No segundo período, os Canes entraram no gelo parecendo outro time. Sebastian Aho marcou o primeiro para os Hurricanes em um powerplay aos 9:51. Mas os Capitals rapidamente recuperaram a vantagem de 2 gols quando Kuznetsov marcou o primeiro dele na série aos 13:22, após infiltrar na defesa de Canes sem nenhuma dificuldade, abrindo 3 a 1 no placar.

    Então foi a vez dos Canes aparecerem com um jogo ofensivo e decisivo. Aos 16:34, Teravainen estava se afastando do gol quando recebeu o puck de Pesce e, de costas, conseguiu fazer o shoot pro gol e marcar o segundo de Canes.

    Com apenas um gol atrás do placar, o time de Carolina sabia que o empate no terceiro período era fundamental. Por outro lado, os Capitals precisava garantir a vitória, mas os jogadores pareciam achar que ela já estava nas mãos. Mas Jordan Staal tinha outros planos e, com dois minutos do terceiro período, ele empatou o jogo.

    O restante do tempo regular foi marcado por belíssimas defesas dos Canes. Mrazek pegou um puck no ar e, minutos depois, cometeu um rebound que quase resultou em um gol para os Capitals, mas McGinn mergulhou para impedir Blackstorm de colocar o puck no gol.

    O jogo foi para o tempo extra, e os Canes dominaram o primeiro overtime, dando poucas oportunidades para os Capitals marcarem. No segundo overtime, o time da casa teve a oportunidade de terminar o jogo quando os Canes sofreram um powerplay, mas mesmo com a vantagem no gelo, não conseguiu marcar. Foi McGinn que apareceu, mais uma vez para salvar o jogo para Canes, marcando o gol da vitória aos 11 minutos do segundo OT.

    Carolina Hurricanes agora enfrenta os Islanders pelo segundo round dos playoffs. A série começa na sexta.

    FotoReprodução: NHL.com

  • Capitals perde mais um fora de casa; Dallas vence a série no Jogo 6

    Capitals perde mais um fora de casa; Dallas vence a série no Jogo 6

    A segunda-feira foi agitada nos playoffs da NHL. O Carolina Hurricanes venceu o jogo contra o Washington Capitals, forçando o jogo 7. Enquanto isso, no Texas, o Dallas Stars venceu o Nashville Predators e se classificou para o segundo round.

    Capitals 2, Hurricanes 5

    Em Raleigh a pressão estava toda nos ombros dos Canes, que dependiam de seus próprios esforços para continuar na briga. No primeiro período Brett Connolly abriu o placar para os visitantes, mas Foegele empatou para os Canes. Além disso, antes do intervalo Ovechkin abriu vantagem para seus Capitals.

    Já no segundo Teuvo Teravainen empatou para os Canes. Mas as coisas esquentaram no terceiro período, pois Staal virou o jogo para o time da casa. Em seguida, Ovechkin marcou o que seria o gol de empate, que foi anulado por interferência.

    O capitão dos Canes, Justin Williams, pareceu ampliar no primeiro lance após deixar a penalty box, mas o gol foi anulado por high-sticking. O mesmo Williams marcou novamente, desta vez de forma legal, redirecionando o tiro do defensor Brett Pesce. Por fim, Dougie Hamilton marcou o gol de empty net, finalizando o placar em 5-2.

    A série continua esquentando, culminando em Ovechkin sendo ejetado da partida após se desentender com os árbitros. Os Canes, por sua vez, têm uma estatística curiosa ao seu lado: seu capitão é conhecido como Mr. Game 7 devido ao número de pontos em partidas decisivas na carreira.

    Será que os atuais campeões exercerão seu favoritismo? Ou Carolina seguirá o exemplo dos outros wildcards e conseguirá a classificação? O jogo acontece nesta quarta-feira (24) em DC.

    Stars 2, Predators 1 (OT)

    Dallas Stars levou a série jogando em casa em um confronto emocionante. Um jogo com poucas chances a gols, belas defesas dos goleiros e pouquíssimas penalidades, apesar de ambos os times buscarem a vitória.

    O jogo começou com boas chances para os dois times, mas foi o Nashville que saiu na frente com um gol de Austin Watson aos 5:47 do primeiro período. O jogo permaneceu truncado, com poucas chances a gol e, quando acontecia, Pekka Rine e Ben Bishop protegeram seus times.

    No segundo período, foi a vez de Dallas marcar o seu gol no tempo regular. Aos 5:20, Blake Comeau marcou o dele, empatando o jogo e aumentando a sua intensidade.

    Apesar disso, ao longo do tempo regular foram realizadas poucas tentativas a gol dos dois times. Ao todo, Dallas chegou ao gol 37 vezes e Nashville apenas um pouco mais, 40.

    Dallas sofreu um powerplay nos últimos minutos do terceiro período, quando Comeau fez um tripping em cima de Jarnkrok, mas conseguiu levar o jogo para o tempo extra.

    No overtime, a partida aumentou o ritmo, mas as defesas continuaram intensas e John Klingberg só conseguiu marcar o gol de ouro aos 17:02 minutos, após receber um belíssimo passe de Radulov.

    Dallas Stars ganhou a série por 4 a 2, e agora enfrenta os Blues no segundo round dos playoffs.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Duas vantagens e uma despedida marcam noite de playoffs!

    Duas vantagens e uma despedida marcam noite de playoffs!

    Neste sábado (20) aconteceram mais algumas decisões nos playoffs.

    Stars 5, Predators 3.

    Com a série empatada em 2-2, os Predators vinham de uma derrota no jogo 4. Mas abriram o placar aos 06:25, foi Grimaldi quem garantiu a vantagem com assistências de Josi e Ellis. Essa alegria não durou muito porque aos 13:08 do primeiro período Dickinson empatou marcando o primeiro gol dos Stars na partida e o primeiro gol de sua carreira nos playoffs.

    No segundo período Radulov foi responsável por 2 gols. O primeiro um wrist shot, com assistências de Seguin e Benn, que desempatou o placar e deu a vantagem de 2-1 para Dallas. O segundo gol de Radulov aconteceu aos 07:41 do segundo período, com assistência de Benn. O trio aumentou a vantagem dos Stars para 3-1. Menos de dois minutos depois Johansen com assistências de Forsberg e Josi marcou o segundo gol de Nashville. O último gol do segundo período ficou por conta de Seguin, aos 15:54, com assistência de Benn.

    Dallas stars abriu o terceiro período com o segundo gol de Dickinson na partida. O atacante marcou o 5º gol do seu time aos 01:57. O último gol da noite foi aos 02:25 do terceiro período, dando vantagem para o time da casa, com um wrist shot de Turris e assistência de Granhlund. O jogo acabou com um placar de 5-3 para os Predators.

    Bishop, que foi eleito um dos finalistas do troféu Vezina como melhor goleiro da liga, defendeu 30 dos 33 shots. O trio Radulov, Seguin e Benn fizeram 16 shots dos 26 dessa partida e combinados somam 16 pontos da série. E agora o Dallas Stars está com uma vantagem de 3-2 na série, aumentando a chance de vencer sua primeira série desde 2016.

    Blues 3, Jets 2.

    A noite foi emocionante para St. Louis, que já tinha uma vantagem de 3-2 na série. Esse foi um jogo dominado pelos Blues, que contou com um par de jogadas defensivas ruins dos Jets no primeiro período e uma vantagem de 10-5 shots. Dando uma abertura para Schwartz marcar o primeiro gol de hat-trick, antes do primeiro minuto de jogo. Apesar dos esforços o primeiro período terminou sem nenhum gol dos visitantes.

    Os Jets não conseguiram melhorar no segundo período, aos 12:36 tomaram o segundo gol. O autor do gol foi Schwartz novamente, com assistências de Bozak e Dunn. E dessa vez o técnico dos Jets não poderia questionar o gol, já que tinha usado o goalie interference no primeiro período.

    E vocês acham que Jaden Schwatz parou po aí!? Não, o terceiro gol do time de casa foi um hat-trick aos 03:55 do terceiro período e ele balançou a rede com assistências de O’Reilly e Pietrangelo. Mas desssa vez o ala esquerda finalizou o placar dos Blues em 3-0.

    Já os Jets resolveram finalmente acordar depois dos Blues recuarem para cuidar da sua vantagem. O time visitante conseguiu marcar os dois últimos gols da partida. Um shot de Byfuglien que contou com assistência de Hayes e Copp aos 12:17 do terceiro período. E em um tentativa de virar, Little marcou o segundo gol aos 19:22 com uma assistência de Perreault e Byfuglien. Finalizando o placar do jogo em 3-2 para os Blues.

    Apesar das tentativas de virarada no final da partida, os Jets foram eliminados da pós-temporada. E agora os Blues aguardam para saber contra quem serão os jogos no próximo round.

    Capitals 6, Hurricanes 0.

    Com uma série empatada em 2-2 após uma derrota no jogo 4. Os Capitals fizeram uma belíssima partida e não deixou os fãs na mão, finalizando a partida em 6-0 para o time de Washington.

    Com seus principais jogadores marcando. A noite de sábado teve direito a retribuição de Ovechkin a Foegele, jogador responsável pela lesão de T.J. Oshie. Mesmo sem jogar T.J. Oshie não foi esquecido pelos fãs e teve seu nome ovacionado em vários momentos da noite.

    Mostrando que não estava para brincadeira, Ovechkin, Backstrom e Wilson, juntos, somaram: 9 pontos, 15 tentativas de tiro e 8 chances de marcar. O primeiro gol da noite veio de um power play após Backstrom aproveitar a assistência de Carlson aos 07:33 do primeiro período. Em seguida os Capitals mataram três penalidades no segundo período, permitindo apenas 4 shots.

    O segundo gol da noite teve assistência de Ovechkin após um passe de Foegele com um shot certeiro de Backstrom aos 14:21 do segundo período. Esse foi o primeiro gol do jogador nos playoffs em sua carreira. Menos de dois minutos depois, Connolly aproveitou um passe de Ovechkin e aumentou ainda mais a vantagem dos Capitals com o 3º gols da noite.

    Em um jogo de poder Wilson marcou o quarto gol aos 01:04 do terceiro período com assistências de Kuznetsov e Carlson. Em seguida, Nic Dowd marcou o primeiro pênalti de sua carreira deslizando o puck atráves das pernas de Mrazek aos 08:57.

    Fechando a noite Ovechkin marcou um gol após ter feito duas assistências na partida! O capitão do time teve assistências de Kuznetsov e Backstrom. Marcando o sexto, e último gol da partida, durante um power play aos 10:14 do terceiro período, finalizando o placar em 6-0 para o time da casa.

  • Duas baixas em três jogos na noite de quinta!

    Duas baixas em três jogos na noite de quinta!

    Na noite de quinta-feira (18), houveram reviravoltas e indefinições nos jogos da noite! Vamos conferir o que aconteceu:

    Hurricanes 2, Capitals 1.

    Os Capitals tinham uma vantagem de 2-1, e se ganhassem, teriam uma vantagem de 3-1. Enquanto os Canes tinham a grande chance de empatarem as séries em casa, e foi exatamente isso o que aconteceu!

    O jogo foi na Carolina do Norte e começou pegando fogo. Literalmente, pois aos 17 segundos do primeiro período Warren Foegele fez o gol dos Canes, em um wrist shot com assistências de Jaccob Slavin e Justin Williams. A atmosfera da PNC Arena estava cada vez mais fervorosa. Houveram boas chances para ambas as equipes no primeiro período, mas Braden Holtby e Petr Mrázek estavam decididos a não entregarem o resultado do jogo tão fácil assim. Mrázek aguentou bem toda a pressão colocada pelo time da capital, e avançou com muita força, bloqueando 31 shots durante o jogo.

    No ínicio do segundo período, os Capitals perderam uma grande chance de empatar. Isso porque Mazrek mandou para fora o puck que Tom Wilson lançou em sua direção. Em seguida, os Canes seguiram atacando, sem recuar ou tentar segurar o resultado, já que estavam armando contra-ataques perigosos. O jogo seguiu equilibrado e disputado, com os dois times se empanhando ao máximo. O empate finalmente chegou com um gol de power play aos 10:35 do russo Alexander Ovechkin, sem novidades, o capitão dos Capitals é sempre fatal nos power plays! Nesse jogo não foi diferente, ele mandou um slap shot direto nas redes, com assistências de Dmitry Orlov e Lars Eller, que não teve a mínima chance de defesa.

    Faltando apenas 27 segundos para acabar o segundo tempo, Teuvo Teravainen fez outro wrist shot, e aumentou o placar para os Canes. Nos últimos 20 minutos de jogo, os Capitals lutavam para mudar o resultado e não sair em desvantagem. Mas os defensores do time da casa estavam se saindo muito bem desviando os pucks e utilizando o corpo para bloquear os shots. Nos últimos minutos do terceiro período T.J. Oshie sofreu uma lesão provocada por Foegele, na parte de cima do corpo, e precisou sair imediatamente do rink direto para o vestiário. Foegele recebeu penalidade por boarding e ficou na penalty box por 2 minutos. Após o término do jogo, o treinador do Capitals, Todd Reirden, disse que Oshie iria ficar de fora por alguns jogos, porém não especificou a gravidade da situação do jogador.

    E então, fim de jogo na Carolina do Norte e a série acabou empatada em 2-2.

    Blues 3, Jets 2.

    No quinto jogo da série, os Jets perderam em casa e acabaram em desvantagem, dando a liderança (3-2) para o St. Louis Blues. A vitória veio com um gol milagroso de Jaden Schwartz nos últimos 15 segundos do terceiro período. Porém, logo no início os Jets já tinham feito dois gols. O primeiro aos 12 segundos, gol de Adam Lowry com assistência de Bradon Tanev e o outro aos 13:35, feito por Kevin Hayes em um wrist shot com assistência de Dustin Byugfliegn. O time da casa conseguiu manter o resultado enquanto os Blues só não ampliaram o placar por conta dos pucks que foram rebatidos pela trave do gol. O segundo período foi equilibrado para as duas equipes, não havendo muitos destaques ou gols, diferente do que aconteceu no último período.

    Decididos a mudar o rumo do jogo, os Blues começaram a ser mais ofensivos bagunçando a defesa dos Jets. Mas contaram com Connor Hellebuyck, que somou 26 defesas. Mas mesmo com o bom desempenho o goleiro não conseguiu evitar o primeiro gol dos Blues. Gol que vbeio do power play de Ryan O’Reilly aos 01:35 do terceiro período.
    E a partir disso, a partida definitivamente esquentou: Brayden Scheen marcou o gol de empate, que só foi aprovado após a revisão por goal interference aos 13:52.

    Com isso, tudo indicava que o jogo ia para overtime, e eram os Jets que estavam se saindo melhor. Mas os Blues estavam dispostos a não deixar isso acontecer. Foi então aos 19:45 do terceiro período que Jaden Schewrtz, com assistência de Tyler Bozak e um desvio, marcou o gol da virada. St. Louis Blues leva a vitória. E agora os Jets terão que correr atrás do prejuízo no próximo jogo que será em St. Louis. No período de playoffs, se o time perde o controle e cede a pressão do outro time, apenas por um instante, o time sofrerá as consequências.

    Vegas  2, Sharks 5

    Depois de perder duas vezes seguidas na casa dos Golden Knights, os Sharks se recuperaram e reagiram na partida em casa. E como reagiram! Logo de cara, Tomas Hertl marcou um belíssimo gol. Aos 01:16 com assistências de Erik Karlsson e Gustav Nyquist. Mas o maior destaque da partida foi, sem dúvida, o goleiro Martin Jones. Ele é justamente o jogador que mais havia sofrido críticas, além de ser o mais prejudicado/exposto pela defesa dos Sharks. Assim como o próprio Hertl, quem marcou dois gols.

    O primeiro gol foi logo no começo e foi o suficiente para agitar todos os torcedores. Que transmitiram a confiança para a equipe, que aparentemente era o que faltava para o time reagir e impedir a eliminação.

    O segundo gol, que seria de Timo Meier, virou um “passe” para Logan Couture, já que Marc Andre Fleury defendeu quando Meier lançou o puck para as redes. Mas no rebote Couture, espertamente, colocou o puck nas redes e aumentou o placar aos 11 minutos. Com isso, Vegas aumentou a pressão obrigando Jones a fazer defesas espetaculares. O que não vinha acontecendo nos últimos jogos. Evander Kane cometeu um high sticking em Reilly Smith, e foi essa a enorme oportunidade para Vegas fazer um gol de power play. Smith foi o próprio autor do gol, marcado aos 19:30 do primeiro período.

    O segundo período começou e com ele Fleury interrompeu grandes oportunidades para os Sharks. Mas também faltou aproveitamento dos power plays que foram dados ao time. Entretanto, Barclay Goodrow fez seu primeiro gol dos playoffs em um desvio aos 12:22 com assistências de  Justin Braun e Joakim Ryan. O placar do segundo período terminou em 3-1 para o time de fora.

    No terceiro período Vegas estava determinado a correr atrás do prejuízo. O time avançou com outra atitude, com mais força no ataque fazendo com que os Sharks permanecessem mais na zona das redes. E tiveram que aproveitar os passes errados do time adversário para poder apostar nos contra-ataques. Vegas marca em outro power play, diferente dos power plays dos Sharks, que não saem (ou sai?) nada. Quem cometeu a penalidade foi Erik Karlsson em William Karlsson e o gol foi um wrist shot feito por Jonathan Marchessault.

    Todavia, aos 14:30 Jonathan Marchessault comenteu um terrível high sticking em Logan Couture que saiu direto para o vestiário. O stick atingiu o rosto do jogador, que possivelmente teve dois dentes caídos no rink. Mas há males que vem para o bem, pois desse terrível acidente saiu um belo power play goal de Tomas Hertl. Com assistências de Joe Pavelski e Joe Thornton. Antes do final da partida, Joe Pavelski marcou um gol de empty net, dando a vitória para os Sharks por 5-2.

    Depois desse jogo, e possível respirar, mas ainda tem muito para trabalhar, como o sistema defensivo do Sharks que ainda marca muita bobeira. E Martin Jones, que apesar de ter tido um a partida incrivel, precisa manter a consistência se quiser levar seu time para o segundo round dos playoffs.