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  • Como funciona o NHL Draft

    Como funciona o NHL Draft

    O Draft da NHL acontece no próximo final de semana (sexta e sábado) em Vancouver, no Canadá. O evento é realizado anualmente após o fim dos playoffs. É o momento no qual os times da NHL escolhem seus prospects e fazem trocas visando à próxima temporada. Tem dúvida de como funciona esse processo? O NHeLas explica.

    Por que o Draft acontece?

    O Draft é a solenidade na qual os 31 times da liga selecionam novos jogadores para sua equipe. Os atletas que participam do Draft tem pelo menos 18 anos e chegam com grandes expectativas de jogar na NHL. Normalmente, os primeiros a serem draftados são cotados para virarem estrelas na liga. Entretanto, não é porque um jogador foi draftado que ele automaticamente vá jogar pelo time que o selecionou.

    Todo ano, o evento acontece após o fim da temporada. Sabemos que a temporada 2018-2019 acabou com a vitória inédita do St. Louis Blues no dia 12 de junho. Como resultado dessa conquista, o time tradicionalmente vai para o fim da fila das escolhas por novos jogadores. Isso acontece, porque a ordem de escolha no draft é inversa à classificação nos playoffs.

    No geral, o Draft por novos jogadores conta com sete rodadas. Cada time tem a oportunidade de ter uma escolha (pick) por rodada. Ou seja, cada time tem, em teoria, sete escolhas no Draft, uma por rodada. Existem, contudo, diversas trocas e picks compensatórias que fazem times terem mais ou menos escolhas no total. O evento é dividido, assim, em dois dias. No primeiro dia, acontece o first round. Os outros seis acontecem no segundo dia.

    O Draft Lottery: definindo a ordem de seleção no Draft

    De forma geral, a loteria define a ordem na qual os times poderão escolher jogadores no Draft. Isso é importante porque quem fica em primeiro lugar tem a chance de escolher o melhor jogador disponível no Draft. No Draft Lottery de 2019, ficou definido que os Devils terão direito a essa primeira escolha.

    A loteria, então, é realizada antes do início dos playoffs com os 14 times que não passaram para essa fase. Em um sorteio entre essas equipes non-playoffs, as probabilidades de cada uma são definidas com base na sua classificação. Ou seja, quanto pior a posição do time na classificação da temporada regular, melhores suas chances na loteria.

    O sorteio acontece apenas para a seleção dos três primeiros lugares, de forma que os times selecionados sejam os primeiros três a escolher jogadores no Draft. Os times restantes são ordenados na ordem reversa da sua classificação na temporada regular. Sendo assim, fica o famoso “os últimos serão os primeiros”. 

    O resultado do Draft Lottery de 2019 é o seguinte:

    1. New Jersey Devils
    2. New York Rangers
    3. Chicago Blackhawks
    4. Colorado Avalanche (troca com Ottawa Senators)
    5. Los Angeles Kings
    6. Detroit Red Wings
    7. Buffalo Sabres
    8. Edmonton Oilers
    9. Anaheim Ducks
    10. Vancouver Canucks
    11. Philadelphia Flyers
    12. Minnesota Wild
    13. Florida Panthers
    14. Arizona Coyotes
    15. Montreal Canadiens

    E as outras equipes?

    O vencedor da Stanley Cup, St. Louis Blues, vai para o último lugar da fila, de número 31. Em sequência, o outro finalista fica com o penúltimo lugar (30), no caso, o Boston Bruins. As posições 28 e 29 ficam com os outros finalistas de Conferência. As posições 24 a 27 são preenchidas pelos líderes de cada uma das quatro divisões. Por fim, entre as posições 16 e 23 ficam o resto dos times, ordenados na ordem reversa da sua classificação (por pontuação) na temporada regular. 

    Importante lembrar que, apesar dessas regras todas, os times podem trocar posições entre si. É comum times trocarem posições no Draft por jogadores durante a temporada, ou até mesmo segundos antes do momento de sua escolha. Isso também vale para as outras seis rodadas do Draft, que também são organizadas com base na ordem reversa da classificação, considerando possíveis escolhas compensatórias incluídas.

    Para 2019, contemplando as trocas, o restante do first round é o seguinte: (para a ordem das outras seis rodadas, veja aqui)

    • 16. Colorado Avalanche
    • 17. Vegas Golden Knights
    • 18. Dallas Stars
    • 19. Ottawa Senators (troca com CBJ)
    • 20. Winnipeg Jets
    • 21. Pittsburgh Penguins
    • 22. Los Angeles Kings (troca com TOR)
    • 23. New York Islanders
    • 24. Nashville Predators
    • 25. Washington Capitals
    • 26. Calgary Flames
    • 27. Tampa Bay Lightning
    • 28. Carolina Hurricanes
    • 29. Anaheim Ducks (troca com SJ-BUF)
    • 30. Boston Bruins
    • 31. Buffalo Sabres (troca com STL)

    Quais jogadores são elegíveis para o Draft?

    Qualquer jogador da América do Norte (EUA e Canadá) que faz 18 anos até 15 de setembro e que não completa 20 anos até 31 de dezembro pode se candidatar ao Draft. Se o jogador tem 18 anos, ele deve se declarar elegível. Por outro lado, se ele completa 19 anos até 15 de setembro, se torna automaticamente elegível para seleção. Jogadores maiores de 20 anos, por sua vez, podem assinar diretamente com times.

    Jogadores universitários da NCAA são exceções. Os jogadores com 18 anos podem ser draftados e continuar jogando por suas universidades. Com algumas exigências. Primeiramente, não podem jogar em nenhum time profissional além do universitário. Além disso, não podem contratar um agente. Um time que escolhe no Draft um desses jogadores têm os direitos sobre ele até 30 dias após sua saída da universidade.

    Jogadores de outras nacionalidades podem se candidatar a qualquer idade, desde que tenham ao menos 18 anos até 15 de setembro. Ou seja, não existe um limite máximo de idade para eles se inscreverem no Draft. Esses estrangeiros, no entanto, devem ser draftados para poderem assinar contrato com um time da NHL.

    Possibilidades pós-Draft

    Se um jogador não é draftado até os 20 anos, ele se torna um unrestricted free agent. Se um jogador draftado não assina um contrato com o time que o draftou dentro de dois anos, ele pode voltar ao Draft, desde que seja elegível (20 anos ou menos). Caso não seja mais elegível, ele também se torna um unrestricted free agent.

    Um jogador que volta ao Draft e é escolhido pela segunda vez não pode participar do Draft por uma terceira vez. No entanto, se o jogador participa do Draft duas vezes e não é selecionado, ele se torna free agent independentemente de idade. 

    Existe também o que é chamado de escolhas compensatórias. Se um time não assina contrato com sua escolha de primeira rodada dentro de dois anos, eles são agraciados com uma “escolha compensatória” no Draft do ano seguinte. Essa escolha fica no second round. Logo mais publicaremos mais informações sobre esses entry-level contracts para explicar tudo para vocês.

    Classificação dos jogadores pré-Draft

    A lista oficial da NHL de classificação de jogadores para o Draft pode ser encontrada nesse site.

    A lista é dividida em quatro categorias, de acordo com o país onde a pessoa joga: skatistas da América do Norte, skatistas europeus, goleiros da América do Norte e goleiros europeus.

    Os rankings preliminares são lançados em novembro. Um segundo é lançado em janeiro e o ranking final, em abril. A classificação se baseia nas habilidades necessárias para se jogar na NHL, de acordo com a opinião de 23 olheiros na América do Norte e seis na Europa.

    Neste ano, o jogador cotado para ser a primeira escolha do Draft é o americano Jack Hughes. Ainda temos alguns dias antes da sexta-feira, mas a expectativa para saber quem estará no Top 3 já é alta.

  • Como funciona a arbitragem salarial na NHL?

    Como funciona a arbitragem salarial na NHL?

    O mecanismo é utilizado para solucionar controvérsias entre duas partes que não chegam a um acordo entre elas. Assim, um terceiro ouve as duas partes e toma uma decisão da maneira mais imparcial possível. No caso da NHL, esse terceiro é um árbitro credenciado tanto pela Liga quanto pela NHLPA (NHL Players Association, o sindicato dos jogadores). A arbitragem é, portanto, uma maneira muito comum de se resolver negociações salariais.

    Quem pode requerer a arbitragem?

    Tanto o clube quanto o jogador podem usar o mecanismo como uma forma de resolver disputas salariais. O time pode levar um jogador para a arbitragem uma vez em sua carreira. Além disso, não pode requerer uma redução salarial menor do que 15%. Isso se aplica mesmo se o atleta trocar de equipes durante sua carreira profissional. No entanto, uma vez utilizado por um dos clubes para os quais ele jogou, o próximo não poderá fazê-lo. Por fim, os clubes só podem requerer a arbitragem salarial apenas duas vezes por temporada.

    Quanto à elegibilidade dos jogadores, eles precisam necessariamente ser restricted free agents, que explicamos aqui quem são. Também devem seguir a tabela abaixo:

    Idade do atleta no primeiro contratoMínimo de experiência profissional exigida
    18-20 anos4 anos de experiência profissional
    213 anos de experiência profissional
    21-232 anos de experiência profissional
    24+1 ano de experiência profissional

    A questão da experiência profissional é calculada da seguinte forma (também explicado aqui):

    • quando o jogador tem 18 ou 19 anos, ele precisa atuar em dez ou mais jogos da NHL em uma temporada;
    • quando o jogador tem 20 anos ou mais, ganha um ano de experiência jogando 10 ou mais jogos profissionais sob um contrato standard em uma temporada. Aqui também se encaixa o jogador que completa 20 anos entre 16 de Setembro e 31 de Dezembro.

    E como funciona?

    Quando o jogador é elegível para a arbitragem, ele tem o direito a uma audiência perante um árbitro independente. Nessa situação, tanto o atleta quanto o clube enviam suas pretensões salariais. O profissional, então, toma uma decisão. O contrato pode ter a duração de um ou dois anos, o que é decidido pelo clube. Uma vez decidido um valor, já se trata de um contrato oficial, a não ser que o valor passe de $4,084,219. Nesta situação, a equipe tem 48 horas para desistir do acordo e abrir mão dos direitos sobre o jogador. Como resultado, ele se transforma em um unrestricted free agent.

    Ocorre que, a partir do momento que a situação chega no ponto da audiência, o relacionamento entre clube e jogador pode estar tão comprometido ao ponto de ser irreparável. Na audiência, geralmente o time basicamente lista os porquês de não acreditar que o atleta vale o dinheiro que está pedindo. Além disso, a incerteza de um valor complica o planejamento interno do clube, que tem um teto salarial na temporada e deve cumpri-lo. Entretanto, na maioria dos casos, a discussão salarial não chega na audiência arbitral. As duas partes chegam em um acordo antes de ela ser necessária.

    Casos recentes que envolveram arbitragem

    Na última off-season, William Karlsson, center de Vegas, entrou com o pedido de arbitragem salarial. O caso do sueco é peculiar. Ele foi de um jogador bottom six e dispensável em Columbus (a equipe de Ohio abriu mão do jogador no draft de expansão) para a primeira linha dos Golden Knights. Por ter mais minutos no gelo e companheiros de linha com habilidades melhores, a sua produção superou todas as expectativas possíveis. Sendo assim, chegou à marca de 43 gols. Neste caso, felizmente, clube e atleta chegaram em um acordo antes da necessidade de uma audiência.

    Por outro lado, o Ottawa Senators não conseguiu chegar a um acordo com Cody Ceci e Mark Stone antes das datas das audiências. A questão do desgaste entre clube e atleta ficou clara no caso de Stone. O jogador, por fim, foi trocado para Vegas na trade deadline e assinou sua extensão com a equipe de Nevada. Ceci, por sua vez, continua sendo RFA e tendo direito à arbitragem salarial mais uma vez, e o seu futuro ainda é incerto.

  • Metal Ligaen

    Metal Ligaen

    A Metal Ligaen é a principal liga de hockey no gelo da Dinamarca. Ela já trocou de nome várias vezes: “Superisligaen”, “Eliteserien”, “Danish Metal”, “Danish ice hockey league”, “AL-Bank Ligaen”, e porfim “Metal Ligaen”.

    A liga é composta por 11 times, e, da sua fundação até hoje, tornou-se uma das melhores ligas na Europa. Atualmente é comparada às de segunda divisão da Suécia e Alemanha. A Metal Ligaen serve mais como uma prévia para dar lugar aos jogadores estrangeiros que querem começar uma carreira na Europa e pretendem viajar para ligas de hockey maiores. No entanto, os jogadores mais velhos também têm seu espaço, e são profissionais de tempo integral na Metal Ligaen.

    História

    Anos atrás a liga era composta por 10 times. Apesar do limite de gastos para a importação de jogadores, diversos times passaram por dificuldades financeiras nos últimos anos. Como resultado, dois times se retiraram da liga, reduzindo o número de equipes ativas para 8. Os lugares disponíveis foram oferecidos a times da segunda base da liga, mas nenhum aceitou a oferta por problemas financeiros

    Em 2016, percebeu-se que limitar os jogadores estrangeiros no elenco de uma equipe era contra as leis da UE e, portanto, o limite foi removido. A temporada de 2016-17 foi a primeira desde 2009 em que um time dinamarquês de hockey no gelo pôde ter uma quantidade ilimitada de jogadores estrangeiros. No mesmo ano a liga estabeleceu um teto salarial.

    A Metal Ligaen é estruturada para que cada time se enfrente 5 vezes. Desde 2014, quando houve a última expansão, as equipes possuem 45 jogos no calendário regular. Normalmente a temporada começa em setembro e acaba em fevereiro do ano seguinte. Os oito melhores times da temporada regular vão para os playoffs. A regra é: o primeiro colocado escolhe seu adversário nas quartas de final, depois o segundo e assim por diante. A equipe vencedora dos playoffs recebe a The Prince Henrick’s Cup.

  • Variedades do Hockey

    Variedades do Hockey

    Quando pensamos em hockey nossa mente logo pensa no bom e velho hockey no gelo. Patins de lâminas, temperaturas negativas, pucks e sticks. Porém, existem outras cinco modalidades de hockey: de campo (ou grama), em patins (de rodinha semelhantes ao de patinação artística), de linha (jogado com patins in line), de sala (ou indoor) e de rua.

    Estes outros tipos de hockey podem ser jogados em qualquer temperatura e, inclusive, o Brasil tem uma seleção de hóquei de grama e uma de hóquei indoor, além de times e campeonatos dessas modalidades. Para saber mais sobre como funciona o esporte no Brasil, o site da Confederação Brasileira de Hóquei na Grama explica um pouco sobre os campeonatos e a cidade onde o esporte é praticado.

    Cada um desses esportes tem as suas regras e especificidades. Vamos conhecer um pouco sobre eles?

    Hóquei de campo ou sobre a grama

    Esta modalidade é praticada em um campo coberto de grama, com uma bola de plástico de 170 gramas e 7 cm de diâmetro e um taco (stick) em forma de bengala. Os times são compostos por 11 jogadores e o jogo tem a duração de uma hora com quatro tempos de 15 minutos e intervalos entre eles, sendo o maior entre o 2º e o 3º tempo. O objetivo do jogo é o mesmo que do hockey no gelo: tentar marcar o maior número de gols. Este esporte é considerado um esporte olímpico desde 1908.

    Uma regra específica do hóquei sobre a grama é a regra da obstrução. Aqui, só é permitido proteger a bola dos outros jogadores com o corpo quando a mesma estiver em movimento. Assim, qualquer jogador pode ter a posse de bola, seja com um drible ou com um passe. Também não é permitido tocar a bola com qualquer parte do corpo (com exceção do goleiro que pode defender usando mãos ou pés) e não se pode usar o stick de maneira perigosa, seja lançando a bola na direção do adversário ou qualquer outra infração.

     

    Hóquei de sala ou indoor

    Essa modalidade é uma variedade do hóquei sobre a grama. As regras são as mesmas, mas o esporte é jogado em um pavilhão um pouco menor do que a versão ao ar livre (outdoor). A área de jogo tem de 18 a 22m de largura por 36 a 44m de comprimento. O campo é feito de madeira ou resina sintética.

    A área do goleiro é um pouco menor do que as de handbol, 2m de altura e 3m de largura com o mínimo de 1cm de profundidade. As equipes são formadas por 6 integrantes, 5 jogadores mais um goleiro. A duração do jogo é de 2 tempos de 20 minutos, podendo variar em alguns países, como Portugal e Alemanha, onde cada tempo dura 25 minutos nas competições internas.a

    Não é permitido bater na bola, apenas tocá-la para puxar, desviar ou jogar para outro jogador. Só pode levantar a bola na área de gol. As bolas e sticks são semelhantes aos do sobre a grama, mas os tacos são mais leves para evitar que batam na bola.

    Não há linha lateral. Quando a bola sai pela linha de fundo, mesmo que por uma defesa do goleiro, não há escanteio, e a bola passa a ser da equipe que está defendendo naquele campo.

     

    Hóquei em patins

    (ASF/GABRIEL FONTES)

    Esta é a modalidade também é praticada sobre patins (no caso, de quatro rodas paralelas), tem um taco semelhante aos sticks do gelo e uma bola de cortiça de borracha com o peso de 0,155kg.

    Uma partida é dividida em dois tempos de 25 minutos ou dois de 20 minutos no caso de competições em dias consecutivos. Cada equipe tem 4 jogadores e o objetivo é o mesmo das outras modalidades: marcar o maior número de gols possíveis.

    A quadra, ou rinque, é construída com uma superfície plana e lisa, geralmente de madeira ou cimento, que permite que os patins deslizem de forma correta.

    A modalidade apareceu nas Olimpíadas de 92, porém não continuou como esporte olímpico.

    Hóquei em linha ou in line

    O patins usado nessa modalidade é o in line e, como tal, é a que mais se assemelha ao hóquei no gelo. Ele é praticado em quadras de cimento ou madeira, com um disco (puck) de 2,5 cm de grossura e 10 de diâmetro com 100g de peso. Os jogadores utilizam o stick para controlar o puck e fazer gols, assim como acontece no gelo.

    O tempo de jogo é dividido em 4 tempos de 12 minutos e, em caso de empate, tem um prolongamento de 5 minutos com gol de ouro e, se necessário, pênaltis. As equipes são divididas de 6 a 14 jogadores, sendo obrigatoriamente dois goleiros, mas apenas 4 estão em quadra.

    As diferenças dessa modalidade para o gelo, é que não é um esporte de contato, sendo permito apenas com o jogador que está com o puck. Este também tem mais tempo com o disco e às vezes o jogo é mais livre e corrido. Nos EUA, não há impedimento no hóquei in line, mas isso varia de país para país. Icing também não é permitido. Pode ser jogado também com uma bola oca ou preenchida com líquido.

     

    Hóquei de rua

    O hóquei de rua não é um esporte confederado e não há regras específicas. É uma variação do hockey no gelo praticado durante os meses de verão na Europa, Canadá e EUA. Como o próprio nome diz, ele é praticado na rua, ao ar livre, com uma bola de borracha. Os jogadores utilizam sticks, gols e capacetes e podem ou não usar o patins inline simulando o patins de gelo.

  • Kontinental Hockey League

    Kontinental Hockey League

    Uma das principais ligas profissionais de hockey no mundo, a Kontinental Hockey League (KHL) [Континентальная хоккейная лига (КХЛ), em russo] é formada, em sua grande maioria, por países ex-integrantes da antiga União Soviética (URSS) e da China. Em termos de importância, ela é definitivamente a próxima no ranking, depois da NHL. Antes de 2008, a Liga se limitava ao território russo, tendo o nome de Russian Championship League ou Russian Super League, mas após a inclusão de países da ex-URSS, adotou o nome de KHL. 

    Inicialmente, a liga possuía equipes dos seguintes países: Rússia, Belarus, Cazaquistão e Ucrânia. Posteriormente, a partir de 2011 também passaram a contar com representantes da Eslováquia, República Tcheca, Croácia e Finlândia, por exemplo.

    O acidente aéreo que comoveu o mundo do hockey

    O ano de 2011 foi marcante para a história da KHL, considerando a tragédia ocorrida com a equipe do Lokomotiv Yaroslavl. Em 07 de setembro de 2011 o avião que levava a equipe russa, juntamente com os integrantes da comissão técnica, caiu durante a decolagem na cidade de Yaroslavl. O time viajava para Minsk, capital da Bielorrúsia, para o primeiro jogo da temporada 2011/2012 da KHL. 

    Todos que estavam a bordo da aeronave morreram, todos os jogadores do plantel do Lokomotiv, além de quatro jovens da equipe juvenil do clube. O único sobrevivente do acidente foi o mecânico do avião. Em homenagem ao acidente, o dia 07 de setembro passou a ser uma data de luto, ou seja,não foram disputadas partidas na liga até a temporada 2017-18.

    As idas e vindas dos clubes

    Após um ano da sua entrada na KHL, a equipe eslovaca Lev Poprad deixou de existir. O mesmo aconteceu com a tcheca Lev Praha, que participou da liga de 2012-13 até 2014-15. O também eslovaco, Slovan, deixou a KHL em 2019-20 devido a problemas financeiros. A equipe croata do Medveščak entrou na liga em 2013-14 e a deixou alguns anos depois, em 2017-18. 

    Outras equipes que deixaram a liga foram as russas Khimik (2009-10), Lada (2010-11), Dynamo M (2010-11), MVD (2010-11), Lokomotiv (2011-12) Spartak Moscow (2014-15), Atlant (2015-16), Metallurg Novokuznetsk (2017-18), Lada (2018-19), Yugra (2018-19) e Admiral (2020-21). 

    No caso do Spartak Moscow, a saída foi um hiato de um ano por razões financeiras e a equipe retornou à KHL na temporada seguinte. O Admiral entrou em hiato por razões financeiras também durante essa temporada, o que pode ser atribuído à pandemia do COVID-19, que teve um grande impacto no financeiro dos clubes.

    As novas adições à KHL foram o Avtomobilist (2009-10), o UHC Dynamo (2010-11), o Yugra (2010-11), Lokomotiv (2012-13), Admiral (2013-14), Lada Togliatti (2014-15), o finlandês Jokerit (2014-15), HC Sochi (2014-15), Spartak Moscow (2015-16) e o chinês HC Red Star Kunlun (2016-17).

    A KHL atual

    Hoje a Kontinental Hockey League é formada por duas conferências e quatro divisões:

    Os clubes são em sua grande maioria russos (18), mas há representação de outros países, como Belarus, China, Finlândia, Letônia e Cazaquistão, que possuem uma equipe cada. A KHL é tida como a liga mais disputada na Europa e Ásia, bem como a segunda mais importante do mundo, atrás apenas da NHL. A liga europeia tem a terceira maior média de público no Velho Mundo, com mais de seis mil espectadores, além de possuir o recorde de público na Europa, com 5.32 milhões em uma temporada. 

    As divisões levam nomes de ex-jogadores importantes para a história do hockey russo. Vsevolod Bobrov foi jogador do CSKA e VVS, além de ter conquistado o ouro olímpico com a URSS. Anatoli Tarasov, por sua vez, faz parte do Hockey Hall of Fame e é tido como o pai do hockey russo e principal responsável pelos anos de hegemonia da equipe nacional da URSS. 
    Já na conferência Leste, Valeri Kharlamov, integrante do Hockey Hall of Fame, ex-jogador do CSKA e medalhista de ouro pela URSS, também foi homenageado. Por fim, Arkady Chernyshev também recebeu homenagem. O russo foi técnico do Dynamo Moscow e integra o Hall da Fama da Federação Internacional de Hockey no Gelo (IIHF, sigla em inglês).

    O formato da temporada

    Em 2009 foi feita a divisão entre conferências Leste e Oeste. As conferências incluem duas divisões cada e as equipes disputam quatro partidas entre oponentes de divisão (20), três jogos contra rivais de conferência que são da divisão diferente, além de dois jogos contra cada oponente da conferência oposta. A temporada regular possui 62 jogos no total. 
    Ao seu final, 16 times se classificam para os playoffs, sendo oito de cada conferência. As quartas de final da conferência são uma série de cinco partidas, enquanto as séries subsequentes (semifinais, finais da conferência e finais da Gagarin Cup) são melhores de sete partidas. O campeão da última série conquista a almejada Gagarin Cup.

    O troféu

    O campeão dos playoffs da KHL recebe a Gagarin Cup (Кубок Гагарина, em russo). O troféu recebeu esse nome em homenagem ao cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir para o espaço, que jogava hockey como goleiro e era um grande entusiasta do esporte.

    https://twitter.com/gilliankemmerer/status/1249311450507640833

    A taça pesa cerca de 18 quilos e é feita de prata com revestimento em ouro. A Gagarin Cup é mais pesada do que a celebrada Stanley Cup, que pesa cerca de 15.5 kg. 
    Além do vencedor dos playoffs, a KHL também premia o melhor clube russo, considerando aquele que se classificou com a posição mais alta. Além disso, o time que possui a melhor pontuação na temporada regular é o vencedor da Continental Cup, o equivalente ao President’s Trophy da NHL.

    Como assistir

    A KHL conta com um sistema de streaming próprio, onde o torcedor pode optar por adquirir os jogos de apenas uma equipe ou da temporada por completo. Ele está disponível para dispositivos Apple e Android, além de Smart TVs. O pacote de uma equipe só custa 1999 rublos (aproximadamente 140 reais) e o pacote da temporada completa custa 2999 rublos (aproximadamente 210 reais). O serviço também possibilita a aquisição do direito a assistir um único jogo. Embora alguns países (como EUA, Canadá e países vizinhos como a Finlândia) tenham restrições geográficas, o Brasil não se encontra neste grupo. É possível, portanto, assinar o serviço daqui. Para mais detalhes sobre como assinar, aqui está a página oficial.

    Q&A com a jornalista Gillian Kemmerer, que cobre a KHL

    Quais as principais diferenças entre a NHL e a KHL?

    A KHL e a NHL convergiram muito na última década. Os talentos vão e voltam entre as ligas, e o tamanho do gelo na KHL tem diminuído. Todas as pistas nas dimensões olímpicas devem ser eliminadas até 2022. Vários nomes conhecidos na NHL, incluindo Bon Hartley, Sergei Fedorov, Dave Nemirovsky, Sergei Zubov e Alexei Kovalev são técnicos na KHL – e essa lista continua. Naturalmente, treinadores importados tendem a trazer ou favorecer um estilo de jogo norte-americano, mas você também vê estilos mais mais sistemáticos e defensivos em alguns dos tradicionais técnicos russos. Há menos brigas no hockey europeu em geral (mas ainda acontece!) e o nível de habilidade é muito alto.

    Como são os fãs da KHL? A liga vai ter público nas arenas essa temporada? 

    A KHL terá torcida nessa temporada, mas as restrições variam de acordo com a cidade e o país. Em algumas arenas, tem um toque de futebol europeu com tambores, bandeiras, e cantos. Os fãs fazem cartazes incríveis e alguns se fantasiam (tem um mago que vem aos jogos de Ufa, e quando Jokerit e Petersburg se enfrentam alguns fãs se vestem como Pedro, o Grande). Tantas cidades da KHL são apaixonadas, e os estádios têm características e tradições únicas. Você pode sentar em uma sauna finlandesa para assistir ao Jokerit na Hartwall Arena, por exemplo.

    Quais as regras para jogadores estrangeiros (“imports”) na KHL e por que elas existem? 

    Um time da KHL (localizado na Rússia) pode escalar até cinco estrangeiros por jogo, e apenas um import goleiro. Times não-russos da KHL devem ter pelo menos dez jogadores do país onde o time está ou da Rússia no elenco (há jogadores que se naturalizam e podem competir como não-estrangeiros). Jogadores de países membros da Comunidade dos Estados Independentes (principalmente porque estão na KHL — Belarus e Cazaquistão) não são considerados imports. Estas regras ajudam a promover o desenvolvimento dos talentos locais.

    Como é o sistema de desenvolvimento de jogadores na KHL?

    Tem duas ligas que ‘alimentam’ a KHL — a JHL (juniores da Rússia) e a VHL (equivalente à AHL da Rússia). Ambas as ligas se tornaram cada vez mais competitivas ao longo do tempo. Algumas equipes da KHL são afiliadas a clubes da JHL/VHL e outras têm seus próprios times. SKA São Petersburgo, por exemplo, tem duas equipes juniores (1946 e Varyagi), bem como uma equipe VHL (Neva).

    É comum ter novas equipes se juntando ou deixando a KHL? Qual foi a última expansão?

    Sim, é comum. A última equipe de expansão foi Kunlun Red Star Beijing. A KHL expressa continuamente o desejo de crescer e frequentemente adiciona equipes fora da Rússia. A Ásia e a Europa são ambas boas apostas para uma expansão futura. 

    Tem algum evento especial durante a temporada, como jogos ao ar livre, jogo das estrelas, premiações? 

    Sim! A KHL sediou alguns jogos espetaculares ao ar livre (inclusive na Praça Vermelha – estrelas do hockey feminino russo jogaram lá na última temporada), e os rivais do exército CSKA-SKA se enfrentaram na Arena Gazprom no aniversário do hockey russo. Eu adoro aquele jogo de aniversário porque a história do hockey soviético é minha paixão, e a arena é inacreditável. O All-Star Weekend acontecerá em Chelyabinsk este ano, uma cidade louca por hockey que será uma grande anfitriã. Há também uma cerimônia de premiação em Barvikha (subúrbio luxuoso de Moscou) que acontece após o término da temporada. A KHL tradicionalmente realiza os ‘World Games’ (a pandemia infelizmente não permitiu no ano passado) – os anfitriões anteriores incluíram Davos, na Suíça e Viena, na Áustria.

    Quais os times favoritos a levantar a taça esse ano? E possíveis azarões?

    Os atuais campeões Avangard, o CSKA Moscow, o Ak Bars Kazan e o SKA Saint Petersburg tem sempre a expectativa de dar um show. Porém liga tem se tornado cada vez mais competitiva e menos previsível, como evidenciado pelo fato de que Avangard ganhou seu primeiro título da KHL na história do clube nesta primavera. Alguns times azarões ​​para assistir incluem Dinamo Riga (eles perderam a pós-temporada 7 vezes, mas agora estão sob o regimento do Hall of Famer Sergei Zubov), Kunlun Red Star (eles vão treinar para a Seleção Chinesa de Pequim 2022) e o Admiral Vladivostok (eles perderam a última temporada devido à COVID e questões financeiras, então é ótimo tê-los de volta).

    Quais são alguns jogadores para prestar atenção nesta temporada? 

    Eu amo assistir aos jovens da Rússia. Eles são o futuro do esporte não apenas em um contexto de KHL e NHL, mas também em termos de hóquei na Rússia em nível nacional. Alguns dos meus talentos em ascensão favoritos incluem Dmitry Ovchinnikov, Matvei Michkov, Kirill Marchenko, Dmitry Voronkov e Danila Yurov.

    Quais são algumas ideias equivocadas que novos fãs costumam ter sobre a KHL?

    O tamanho do gelo é um erro comum. A KHL costumava jogar numa superfície de gelo maior, mas a maioria das equipes agora se converteu para o tamanho da NHL ou um tamanho híbrido finlandês. Outro é que o KHL abrange seis países, não estritamente a Rússia! Belarus, Letônia, China, Cazaquistão e Finlândia têm times na liga – e tenho certeza que mais países participarão com o tempo.

    Tem alguma palavra em russo que o fã de hockey precisa conhecer e que podemos ouvir na transmissão ou ver as equipes tweetando?

    A palavra mais importante para um fã é “shai-by, shai-by!” Shaiba (шайба) tecnicamente significa “disco”, e os frequentadores das arenas entoam “shai-by” (cujo final implica chegar ao disco) quando querem um gol! O hockey é uma língua universal, então mesmo que você não fale russo, você ainda pode amar e apreciar o KHL.

  • Swedish Hockey League

    Swedish Hockey League

     Campeonato Sueco de Hóquei no Gelo 

    Dessa vez a liga de destaque será a Swedish Hockey League (SHL), ou se preferirem em sueco: Svenska hockeyligan. A SHL é considerada o melhor e maior campeonato de hockey no gelo da Suécia. A liga teve início no ano de 1975, mas antes de chegar aí tem muita história pra contar!

    Os suecos já eram familiarizados com o hockey desde 1920, quando um cineasta americano, chamado Raul Le Mat introduziu o hockey no país. A partir disso as competições eram limitadas e realizadas em torneios independentes.

    Só em 1952-53 foi usado o título “Campeão Sueco”, para aquele que vencesse o campeonato de maior nível da época, conhecido como 1ª divisão. Em 1955 os membros da 1ª e 2ª divisão se juntaram e em 1957 a união das divisões passou a ser chamada Swedish Elite League ou SEL.

    Mas a temporada inaugural da liga foi apenas em 1975-76, nessa época a série contou com 10 equipes. Desde então, o vencedor dos playoffs recebe o Le Mat Trophy, um troféu de prata que mede 52 cm de altura e pesa mais de 3 kg. É o troféu mais antigo disputado por atletas profissionais na Suécia, além de levar o nome de Le Mat, um dos fundadores da modalidade no país.

    Mais tarde em 1988 foram adicionadas duas equipes a competição e das  12 equipes participantes, as 8 primeiras competiam em playoffs. Ainda houve mais uma troca de nome em 1995, e a liga mudou para Svenca Hockey League.

    Mais tardar em 2001 a liga foi reorganizada, uma vez que até então não tinham fins lucrativos.  A partir da reorganização as atividades esportivas e comerciais foram colocadas na associação. E assim, criando responsabilidades e uma administração mais clara. Esse campeonato é considerado o mais equilibrado de hóquei no mundo, além da liga ter sido a mais popular na Europa em 2012.

    Em 2013, novamente, a liga foi renomeada e agora se chama Sweden Hockey Ligue, que conhecemos até hoje copmo SHL. Já no ano de 2014 houveram mudanças em seu formato, a partir da temporada de 2015-16 foram anunciados 14 times participantes da SHL, o que permanece até hoje.

    O formato da competição hoje é bem parecido com a NHL. Na temporada regular, todos os times se enfrentam pelo menos uma vez, e cada equipe joga 52 partidas. Ao final dessa fase, os seis melhores times são classificados e garantem uma vaga nos playoffs.

    Os 7º, 8º, 9º e 10º colocados disputam as últimas duas vagas na pós-temporada em séries de melhor de três, numa etapa conhecida como play in. Nos playoffs, as oito melhores equipes disputam em séries de melhor de sete pelo título. Enquanto os dois últimos da tabela disputam a Kvalserien com os quatro primeiros da segunda divisão sueca do hockey, a HockeyAllsvenskan, por vagas na temporada seguinte.

    É uma espécie de repescagem para que as equipes da primeira divisão tenham a chance de evitar o rebaixamento, enquanto os melhores da segunda briguem por um lugar com a elite.

  • American Hockey League

    American Hockey League

    A melhor liga de desenvolvimento que abriga 31 equipes, filiadas à NHL.

    A NHL tem todo o crédito que merece, e não nos cansamos de falar, escrever e pesquisar sobre ela! Mas por que não falar sobre tantas outras ligas que existem?

    Hoje o destaque vai para a American Hockey League (AHL), fundada em 1936 pela junção das ligas: The Canadian-American Hockey League (Can-Am League), fundada em 1926 e International Hockey League (IHL), de 1929. Nesse começo a liga tinha franquias em apenas 8 cidades, sendo elas Privodence, New Haven, Philadelphia, Springfield, Syracuse, Pittsburgh, Cleveland e Buffalo.

    Nos primórdios da liga, na década de 40, em 1942 para ser mais específica a AHL realizou um All-Star Game com o intuito de arrecadar fundos para os esforços de guerra nos EUA e Canadá. Por conta dessa ação a franquia de Springfield precisou suspender as operações, uma vez que sua arena foi tomada para uso durante a 2ª Guerra Mundial. Com isso, Eddie Shore (naquela época futuro Hall of Famer e jogador ativo do Boston Bruins) move seus jogadores para Buffalo e assume o controle da franquia.

    Philadelphia Falcons 1942-43

    Com a guerra acontecendo e a liga crescendo, os integrantes tiveram que se adaptar às condições, mudando de franquias e cidades, mas sempre conquistando títulos. Como por exemplo a Calder Cup, troféu disputado anualmente nos playoffs, podemos dizer que é a Stanley Cup da AHL. O Calder Cup, é uma homenagem a Frank Calder, o primeiro presidente da Liga Nacional.

    Em 1959 o Quebec Aces se une a liga e, oficialmente, a AHL tem seu primeiro time canadense. Com o crescimento da liga, cada fase mais times se unindo, em 1995-96 a AHL comemora seu 60º aniversário. De presente a liga é realinhada em 4 divisões (Atlântica, Central, Pacifica e Norte) e 2 conferências.

    A temporada de 2001-02 é considerada a mais memorável da AHL. Primeiro porque alguns ex-alunos da AHL Ace estavam entre as vítimas do ataque terrorista de 11 de setembro em Nova York. A liga conta agora com 27 times, adicionando 9 equipes, então a geografia da liga precisa ser mudada. A temporada regular havia sido muito competitiva e terminou com 17 equipes separadas por apenas 12 pontos.

    Alem disso, o Chicago Wolves, classificado em 16º lugar na classificação geral conquistou a Calder Cup em sua primeira temporada na AHL. De fato essa foi uma grande temporada para a liga. E foi nesse ano que é considerada a liga de desenvolvimento mais importante na National League!

    Calder Cup celebration of the Chicago Wolves.

    Em 2004 a temporada da NHL sofreu um Lockout, com isso, alguns jovens talentos da liga foram para a AHL. Foi nesse período que o shootout foi reintroduzido para decidir jogos empatados após o OT. E foi aí que a AHL contou com 7,1 milhões de fãs assistindo aos jogos, apenas na America do Norte.

    Ao completar 70 anos, em 2005-06, a liga adotou algumas regras da NHL. Em 2018-19 o Colorado Eagles se junta a AHL, e agora a liga soma 31 equipes. Sendo que 26 delas estão localizados nos Estados Unidos e as quatro restantes, no Canadá. Hoje todos os times da AHL são afiliados de uma franquia da NHL. Como por exemplo o Colorado Eagles, que é filiado ao Colorado Avalanche.

    Para fazer parte da Liga Americana, os jogadores devem ter no mínimo 20 anos, porém a liga tem a liberdade de limitar o número de jogadores profissionais e com experiência durante qualquer jogo. Por exemplo: apenas cinco patinadores podem acumular quatro temporadas completas de jogo, ou então, mais ao nível profissional, mas essa regra não se aplica aos goleiros, que tem permissão para permanecer na AHL por tempo ilimitado.

  • Você sabe quem foi Manon Rhéaume?

    Você sabe quem foi Manon Rhéaume?

    Muito antes de se pensar em existir a NWHL (falaremos sobre ela mais para frente), Manon Rhéaume foi a primeira, e única, mulher a entrar para a NHL. 

    Nascida em Beauport, na província canadense de Quebec, Rhéaume estava no gol dos Trois-Rivières Draveurs, um dos times da Major Junior Hockey League Canadense em 1992 quando o GM dos Bolts, Phil Esposito, foi assistir ao jogo e se interessou pelo goleiro. Ele ficou ainda mais impressionado quando viu que era uma menina. O scout do time já estava de olho nela há algum tempo, mas não sabiam que se tratava de uma mulher. Rapidamente, Esposito a chamou para participar do treinamento e concentração do time. Era o primeiro ano do time na liga e o GM achou que uma mulher na equipe poderia melhorar a popularidade do esporte no estado. 

    Ela estreou na liga no dia 23 de setembro de 1992, num jogo de pré-temporada contra o St. Louis Blues e ficou no gol durante um período. Durante esse tempo ela deixou passar 2 dos 9 tiros que recebeu. Porém quando a tiraram do jogo para colocar Wendell Young, o goleiro veterano também deixou entrar dois pucks logo no inicio do segundo período, o que fez com que toda a torcida pedisse pela volta de Manon. Esse foi o único jogo dela na liga, mas seu impacto não foi menor por conta disso. 

    Ela foi então convidada a participar da extinta IHL e foi a primeira mulher a aparecer num jogo de hockey profissional durante a temporada regular. Em 5 anos, Manon fez parte de sete times diferentes e apareceu em 24 jogos até sua aposentadoria. 

    Manon Rhéaume quebrou um paradigma de que mulheres não jogam hockey 25 anos atrás. Se vemos muito mais meninas interessadas no esporte, com certeza Manon Rhéaume leva parte do crédito por isso.