Categoria: Notícias

  • Rastreamento de puck e de jogadores chegando na próxima temporada

    Rastreamento de puck e de jogadores chegando na próxima temporada

    Quem assistiu ao All-Star Game neste final de semana pôde acompanhar a demonstração da nova tecnologia que a NHL espera introduzir a partir do próximo ano.

    Na sexta-feira (25), o comissário da liga Gary Bettman anunciou que, em parceria com a empresa alemã Jogmo World Corporation, a NHL vai contar com microchips nas camisas dos jogadores e nos pucks de jogo. Todos os dados serão coletados em tempo real por antenas instaladas a partir da próxima temporada nas 31 (em breve 32) arenas da liga.

    Anos depois dos pucks brilhantes e trajetórias coloridas na tela da Fox nos anos 90, a NHL passou a investir no próprio sistema de tracking. Junto à NFL, ambas serão as duas grandes ligas profissionais da América do Norte com esse tipo de tecnologia que pode ser “vestida” pelos jogadores. A NBA e MLB usam sistema sofisticados que contam com câmeras e radares.

    Desde 2013, vários testes foram realizados nos All-Star Games (incluindo o deste ano), na Copa do Mundo de Hockey de 2016, e também em alguns jogos em Las Vegas no início da temporada. O objetivo é enriquecer as transmissões televisivas sem distrair o espectador do jogo. Assim, os fãs experientes podem contar com mais informações em tempo real, e o jogo também fica mais “acessível” para quem ainda está se familiarizando com o esporte.

    “[O sistema] vai continuar a evoluir e vai ser monitorado, testado e aperfeiçoado durante o resto dessa temporada e partes da próxima,” disse o diretor financeiro da NHL Keith Wachtel. “Mas é nossa chance de dizer que estamos num ponto em que o comissário está confortável com os dados e as emissoras e a NHLPA estão confortáveis de que podemos ir em frente e lançar [o recurso], e obviamente estamos muito animados com isso.”

    Nesse final de semana, a NBC deu “um gostinho” em sua transmissão principal do Jogo das Estrelas do que pode estar pela frente. Para quem assistiu no site ou no app da NBC Sports, a demonstração foi ainda mais intensa.

    Segundo o produtor da NBC Sports Steve Greenberg, eles queriam “jogar tudo ali e ver a reação das pessoas.” Por método de tentativa e erro, diferentes recursos foram testados, ligados e desligados ao longo da transmissão, enquanto os produtores decidiam como incorporar cada novo dado disponível. Da mesma forma, os comentaristas decidiam como usar essas novas informações em suas análises.

    Entre os recursos disponibilizados estavam tags identificando cada jogador no gelo, duração dos shifts, velocidade e distância percorrida individualmente, tempo da equipe na zona ofensiva, velocidade do puck, e claro, a tragetória do disco, representada por um rastro acinzentado, e dos próprios jogadores, com um rastro azul.

    Os comentaristas ressaltaram que ainda vai levar um tempo para entendermos o que é realmente relevante e o que não é, mas o potencial dessas informações é enorme.

    “Os fãs de esporte estão acostumados a ver, por exemplo, o tempo de posse no futebol americano, e isso pode dizer muito sobre o andamento de um jogo,” disse o comentarista Kenny Albert. “Esse não é um stat oficial no hockey, mas eu sei que algums times tomam nota disso. Acho que é algo muito legal de se ver.”

    De acordo com o feedback nas redes sociais monitoradas pela NBC, o rastro do puck e o cronômetro com a duração dos shifts de cada jogador agradaram bastante os espectadores.

    “Nós vamos conversar com a [Jogmo] e a liga e vamos traçar os próximos passos,” disse Greenberg. “Obviamente a liga tem a intenção de [lançar] isso no próximo ano, e tem coisas que você pode implementar rapidamente numa transmissão que vão melhorar o jogo.”

    A NHL está confiante da precisão do sistema e de sua instalação para os 1271 jogos da temporada regular e dos playoffs de 2019-20.

    Fotos: Reprodução/NHL.com

  • Confrontos definidos para outdoor games de 2020

    Confrontos definidos para outdoor games de 2020

    Há algumas semanas, ficamos sabendo que o Cotton Bowl, em Dallas, seria a casa do Winter Classic 2020. No mesmo dia, o Avalanche foi escolhido para sediar uma partida da Stadium Series no estádio da Força Aérea em Colorado Springs, em 20 de fevereiro de 2020. Na tarde de sexta (25), a NHL anunciou enfim os adversários de Dallas e Colorado para cada partida.

    Em 1º de janeiro, os Stars jogarão contra os Predators, no que será o primeiro outdoor game das duas equipes. Já para a Stadium Series, os Avs vão receber os Kings. Esse vai ser o segundo jogo ao ar livre de Colorado e o terceiro de LA.

    Para completar o calendário outdoor da próxima temporada, a NHL havia anunciado também a volta do Heritage Classic. A cidade de Regina, em Saskatchewan no Canadá, vai receber Calgary Flames e Winnipeg Jets no dia 26 de outubro de 2019. Vai ser o primeiro Heritage Classic desde 2016.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Quando os Oilers terão um novo GM?

    Quando os Oilers terão um novo GM?

    Se você ainda não viu o vídeo de hoje, pode não estar sabendo que os Oilers demitiram o general manager Peter Chiarelli depois de algumas derrotas. Mas a pergunta que não quer calar é: Quando eles vão contratar um novo GM?

    Aparentemente a equipe não está com muita pressa para que alguém ocupe a função. Quem está nessa cadeira interinamente é Keith Gretzky, que até então era o assistente de Chiarelli. O CEO dos Oilers, Bob Nicholson, disse em coletiva na quarta-feira à noite que não tem pressa para conseguir um substituto. O principal foco do time agora é encontrar a pessa certa. Para Nicholson, o importante é que o novo GM consiga avaliar bem os jogadores. Além disso a equipe também quer um ambiente em que o clima seja bom com todos os funcionários.

    A imprensa internacional fala em seis nomes para assumirem a função: Mark Hunter, Kelly McCrimmon, Rox Hextall, Mike Futa, Dean Lombardi e Mike Gillis.

    Dentre os canditados, cada um tem algo que os Oilers buscam. Hunter é um excelente avaliador de talentos e atualmente está na OHL, depois de quatro anos nos Maple Leafs. O atual GM dos London Knights entende muito bem como construir um time forte. McCrimmon sem dúvida nenhuma está no páreo depois de ajudar a construir o Vegas Golden Knight do zero. Gillis, Hextall e Lombardi estão à procura de emprego após serem dispensados de seus times. Futa está nos Kings desde 2007 e recentemente foi promovido a assistente de GM. Resta saber se algum desses vai ser o escolhido para ajudar Edmonton.

  • Stars provam que hockey é muito mais que um esporte

    Stars provam que hockey é muito mais que um esporte

    Na última quarta-feira (16) o Dallas Stars mostrou que nem tudo no hockey é competição, e que, às vezes, o esporte é muito mais do que uma taça na prateleira. A fundação do time, em parceria com a ONG Make a Wish, realizou o sonho do jovem Anderson McDuffie de não só conhecer a equipe do Texas, como também jogar contra os Stars.

    Anderson McDuffie nasceu com um problema cardíaco e, aos 10 anos de idade, já havia realizado duas cirurgias. Mas nem por isso ele deixa de jogar hockey, uma das coisas preferidas do menino.

    O The EKGs, time juvenil de McDuffie, teve a experiência completa de um jogo da NHL, com direito a escolta policial, entrevista pós jogo e posts de escalação e placar nas redes sociais do Dallas. Os jogadores também ganharam jerseys personalizadas com nome e logo do time que estavam a espera deles no vestiário da unidade de treinamento do Dallas, o StarCenter em Frisco, Texas.

    O jogo terminou com a vitória do The EKGs, tento McDuffie feito o gol da vitória! Além disso, o garoto fez o defensor do Stars, Klingberg se envolver na primeira briga da carreira, alegando que o jogador tinha ido para cima dele. O sueco entrou na brincadeira, se jogou no gelo e deixou que McDuffie levasse a vantagem. “Terrível. Minha primeira briga na carreira foi terrível. Eu estava parado na linha de defesa, fazendo o meu trabalho e ele veio atrás de mim, tive que me proteger”, disse Klingberg com um sorriso no rosto após o confronto.

    Mais que um jogo

    O capitão de Dallas, Jamie Benn, disse que para ele, a história de Anderson coloca as coisas em perspectiva e desejou que pudessem jogar um pouco mais. “No final, nós estamos apenas jogando um jogo. Existe mais na vida do que apenas hockey. Claro que somos sortudos por jogar neste time e vir para o rinque todos os dias e batalhar e eu acredito que encontramos inspiração na história de Anderson hoje”, concluiu Benn emocionado.

    Para quem quiser ver mais imagens do evento, o Twitter do Dallas Stars reuniu uma thread com os principais acontecimentos do dia:

    Today was a special day, a thread. pic.twitter.com/xHL2HqzW6i— Dallas Stars (@DallasStars) 16 de janeiro de 2019

    O Dallas Stars ganhou da Make a Wish uma taça denominando o jogo como “Wish Cup 2019”, além de uma fala da entrevista de McDuffie que diz “Obrigado por ser o mais legal, mais impressionante time da NHL e por fazer meu sonho se tornar real”. Tem mais alguém com lágrimas nos olhos aí?

    fonte: MikeHeika Twitter

    Foto Reprodução: NHL.com

  • Rick Nash anuncia aposentadoria

    Rick Nash anuncia aposentadoria

    Na última sexta-feira (11), Rick Nash anunciou sua aposentadoria do hockey aos 34 anos de idade. Segundo seus representantes, a decisão foi tomada devido a complicações e sintomas de uma concussão sofrida pelo jogador em março do ano passado.

    “Sob o conselho de sua equipe médica, o risco de mais lesões cerebrais é grande demais se Rick voltar a jogar. Rick gostaria de agradecer a todos que o apoiaram durante esse período difícil”, anunciou a Top Shelf Hockey, representantes de Nash.

    Rick Nash foi draftado no primeiro lugar geral pelo Columbus Blue Jackets em 2002, jogou um total de 1060 jogos em 15 temporadas, marcando um total de 805 pontos divididos em 437 gols e 368 assistências. Seus últimos 11 jogos foram na temporada 17-18 pelo Boston Bruins após ter sido trocado com os Rangers.

    Nash começou sua carreira no dia 10 de Outubro de 2002 com o CBJ, marcando já na sua estreia na vitória de 2 a 1 em cima dos Blackhawks. Naquele ano, ele foi indicado para o Rookie do ano. Apesar de não ter ganhado o prêmio, Nash foi selecionado para o NHL All Rookie Team.

    Na temporada 2012-13, encurtada por causa do lockout, Nash estreou com o New York Rangers onde jogou até Fevereiro de 2018. Foi nos Rangers que Nash atingiu a marca de mil jogos na Liga, no dia 6 de outubro de 2017. Com isso, ele se tornou o 321º jogador da história a jogar pelo menos 1000 jogos em sua carreira.

    Despedida

    No domingo (13), Rick Nash foi homenageado pelo Columbus Blue Jackets antes do jogo contra o New York Rangers na Nationwide Arena. Nash foi o responsável em soltar o puck que deu início ao jogo ao lado de sua esposa e filhos.

    Ao ser questionado sobre a decisão, Rick disse que a aposentadoria está indo bem, que agora tem mais tempo para ficar com sua família. Eles retornaram a Columbus, onde Nash e sua esposa Jessica mantiveram uma casa. O casal pretende continuar morando na cidade. “Agora eu posso educar meus filhos nessa cidade e viver aqui pelo resto da vida”, disse Nash.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • All-Star Game chega à Califórnia

    All-Star Game chega à Califórnia

    A 64ª edição do All Star Games acontece entre os dias 24 e 27 de Janeiro. Neste ano, o evento que marca a metade da temporada, acontece na arena do Sharks, em San José, Califórnia. O concurso de habilidades acontece no dia 25 e os jogos entre as divisões no dia 26, mas durante todo o final de semana acontecerá a 2019 NHL Fan Fair™.

    Os times de cada divisão e seus capitães já foram selecionados. A NHL determinou quatro critérios para a escolha dos jogadores que participarão do evento este ano, uma vez que é impossível levar todos os talentos em uma só edição. Dessa vez, foi avaliado quatro pontos chave, são eles:  

    • Um representante de cada um dos 31 times da Liga.
    • Os 10 a 15 marcadores da Liga no momento da seleção.
    • O jogador possuir o maior número de “estrelas” possível  
    • Variedade de jogadores do time da casa (no caso, dos Sharks)

    Mas neste ano, a NHL implementou uma novidade: até o dia 10 de Janeiro os fãs poderão votar para enviar mais um jogador para o ASG. Nomes importantes de edições anteriores como Tyler Seguin e Brock Boeser correm o risco de ficar de fora em 2019 se não passarem na peneira do NHL All-Star Last Man.

    A principal ausência do ASG este ano vai ser Alex Ovechkin do Washington Capitals. O jogador foi selecionado para participar dos jogos, mas comunicou à NHL que preferiu ficar de fora e descansar, uma vez que a semana de férias do Caps antecede o All-Star Break e o jogador terá a oportunidade de uma folga prolongada.

    Se liga na lista de jogadores já confirmados para o All-Star Weekend (separado por divisões):

    Divisão Atlântica:

    • Jack Eichel, Buffalo Sabres
    • Nikita Kucherov, Tampa Bay Lightning
    • Auston Matthews, Toronto Maple Leafs
    • David Pastrnak, Boston Bruins
    • Steven Stamkos, Tampa Bay Lightning
    • John Tavares, Toronto Maple Leafs
    • Thomas Chabot, Ottawa Senators
    • Keith Yandle, Florida Panthers
    • Jimmy Howard, Detroit Red Wings
    • Carey Price, Montreal Canadiens

    Divisão Metropolitana:

    • Sebastian Aho, Carolina Hurricanes
    • Cam Atkinson, Columbus Blue Jackets
    • Mathew Barzal, New York Islanders
    • Sidney Crosby, Pittsburgh Penguins
    • Claude Giroux, Philadelphia Flyers
    • Taylor Hall, New Jersey Devils
    • John Carlson, Washington Capitals
    • Seth Jones, Columbus Blue Jackets
    • Braden Holtby, Washington Capitals
    • Henrik Lundqvist, New York Rangers

    Divisão Central:

    • Patrick Kane, Chicago Blackhawks
    • Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche
    • Ryan O’Reilly, St. Louis Blues
    • Mikko Rantanen, Colorado Avalanche
    • Mark Scheifele, Winnipeg Jets
    • Blake Wheeler, Winnipeg Jets
    • Miro Heiskanen, Dallas Stars
    • Roman Josi, Nashville Predators
    • Devan Dubnyk, Minnesota Wild
    • Pekka Rinne, Nashville Predators

    Divisão Pacífica:

    • Johnny Gaudreau, Calgary Flames
    • Clayton Keller, Arizona Coyotes
    • Connor McDavid, Edmonton Oilers
    • Joe Pavelski, San Jose Sharks
    • Elias Pettersson, Vancouver Canucks
    • Brent Burns, San Jose Sharks
    • Drew Doughty, Los Angeles Kings
    • Erik Karlsson, San Jose Sharks
    • Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights
    • John Gibson, Anaheim Ducks

    Como nos anos anteriores, o All-Star Game será um torneio de 3 jogos de 20 minutos. A Metropolitana disputa com a Atlântica primeiro, depois acontece o jogo da Central contra a Pacífica. O vencedor destes confrontos disputam a final (também de 20 minutos) valendo o prêmio de 1 milhão de dólares que os jogadores dividem entre si.

    Foto Reprodução: NHL.com

  • Winter Classic 2019

    Winter Classic 2019

    Como de costume, 1º de janeiro é dia de Winter Classic na NHL. A tradição começou em 2008 ao trazer jogos da temporada regular ao ar livre, como eram jogados nos “primórdios” do esporte. Esse ano, a partida foi entre Chicago Blackhawks e Boston Bruins e aconteceu na University of Notre Dame, em South Bend, Indiana.

    Mais de 76 mil pessoas presenciaram o evento, a segunda maior marca de público em um Winter Classic, e, consequentemente, na NHL. A partida nem havia começado, mas os acontecimentos do evento já estavam chamando atenção. O leprechaun, mascote da universidade, caiu no gelo enquanto carregava a bandeira do Winter Classic, que teve o logo feito em um trevo de três folhas, em homenagem aos Fighting Irish, de Notre Dame.   

    Uniformes:

    Pela tradição do Winter Classic, os uniformes das duas equipes também são diferentes. Ambos os times criaram uniformes que remetessem os anos 30. Os Hawks fizeram como entre 1926-34, quando seus uniformes não possuíam nenhuma cor. As únicas cores na camisa ficaram no detalhe interno da gola, com os anos das Stanley Cups conquistadas pelo time em vermelho. Já Boston, colocou o B bem grande na frente, assim como eles usavam em 1932-33. Além disso, os Bruins colocaram os anos em que venceram a Stanley Cup dentro de trevos, também fazendo uma homenagem ao Irlandeses de Notre Dame e da própria Nova Inglaterra. 

    Os jogadores também fizeram suas próprias homenagens. As mascaras dos dois goleiros foram inspiradas nos Fighting Irish, de Notre Dame. 

    Ainda tivemos alguns sticks criados especialmente para o Winter Classic. 

    O Jogo:

    Esse foi o quinto Winter Classic do qual os Blackhawks participaram, e o terceiro dos Bruins.

    Perlini começou marcando para Chicago na metade do primeiro período logo após o fim de um power play. Quem empatou o placar foi David Pastrnak em seguida. Esse foi o 24º gol da temporada do tcheco, o 11º em power plays.

    No segundo período, Dominik Kahun desempatou a partida e voltou a colocar Chicago na frente. Sete minutos depois, Bergeron marcou durante um power play e voltou a empatar o jogo. O segundo período também terminou empatado.

    O gol que definiu a partida saiu do stick de Kuraly faltando pouco menos de dez minutos para o fim da partida. Grzelcyk atirou o puck que ricocheteou em Wagner e foi direto para o taco de Sean Kuraly, que colocou para dentro.

    Boston manteve a pressão constante no final do período, dificultando para Chicago colocar mais um atacante na linha. Finalmente, nos últimos minutos, numa tentativa de empatar o jogo, os Blackhawks tiraram seu goleiro, e criaram algumas oportunidades de ataque.

    Porém Brad Marchand acabou marcando um empty-netter e o placar final ficou em 4-2 para os Bruins. Com a derrota, Chicago continua sem vitórias em Winter Classics, mesmo sendo a equipe com mais participações. O único jogo ao livre que o time ganhou foi uma partida da Stadium Series, contra os Penguins no dia 1º de março de 2014.

  • Ex-jogador da NHL Dan Carcillo luta por melhor proteção contra concussões, educação para jogadores

    Ex-jogador da NHL Dan Carcillo luta por melhor proteção contra concussões, educação para jogadores

    Texto original disponível em: 
    Dan Carcillo’s NHL career ended after concussions. Now he wants the league to better protect players from the same fate  (21/12/2018) | SB Nation 

    O bicampeão da Stanley Cup chama a atenção da NHL por falhar em proteger seus jogadores e educá-los sobre os riscos de traumatismo craniano.

    Dan Carcillo se aposentou da NHL três anos atrás, aos 30 anos. Durante sua carreira de 9 anos, ele foi um dos “brigões” mais notáveis no hockey. Você o amava quando ele estava vestindo a camisa de seu time e amava odiá-lo quando não vestia. Mas agora o jogador que levou nove suspensões na carreira está tentando fazer um impacto diferente. Ele está divulgando os riscos das concussões e convocando a NHL a fazer mais para proteger e ducar seus jogadores.

    A NHL chegou a um acordo preliminar não-coletivo em novembro em um processo levantado por mais de 100 jogadores aposentados, incluindo Carcillo. O processo acusava a NHL de negligência no tratamento de lesões na cabeça e também alegava que a liga omitiu informação sobre os riscos a longo prazo de traumtismo craniano associado à prática do hockey. O acordo incluiu pagamentos que não poderiam, ao todo, exceder U$18,92 milhões, mas não exigiu que a NHL admitisse responsabilidade por nenhuma acusação dos denunciantes. Carcillo disse que vai optar por se reirar da ação para seguir em sua luta por responsabilização.

    De Brigão a Porta-voz

    A missão de mudar a maneira como o mundo do hockey e o público em geral pensam sobre concussões, traumatismos cranianos, e Encefalopatia Traumática Crônica (ETC) é pessoal para o bicampeão da Stanley Cup.

    Começou em 15 de fevereiro de 2015 quando Steve Montador faleceu aos 35 anos, três anos após ter sido afastado de um carreira de 11 anos na NHL. Montador e Carcillo se tornaram colegas de time em Chicago em 2011 e os dois se aproximaram ao longo de lutas contra o vício. Carcillo reconhece o papel de Montador ajudando a viver uma vida sóbria e o considera seu melhor amigo no hockey. A presença de ETC foi descoberta postumamente em Montador pelo Canadian Sports Concussion Project. Ele foi o quinto ex-jogador da NHL a ser diagnosticado.

    “[Ele é] a razão pela qual eu sou um porta-voz,” disse Carcillo à SB Nation. “O dia em que eu recebi a ligação em 15 de fevereiro, foi um dia antes de um jogo. Meu telefone estava tocando sem parar e meu filho tinha nascido em novembro, então eu estava preocupado que fosse algo relacionado a ele. Quando eu atendi era uma amiga e ela estava chorando histericamente dizendo que Steve tinha nos deixado.”

    Apenas um mês após a morte de Montador, Carcillo jogou o que teria sido sua última partida antes de ser afastado pelo resto da temporada após ser diagnosticado com sintomas de concussão. Em abril de 2015, ele publicou um vídeo emotivo na The Players’ Tribune falando sobre o falecimento de seu amigo.

    “Quando você tem uma concussão, e você passa por isso, é muito sombrio,” Carcillo diz no vídeo. “Eu recentemente tive uma. Eu caí numa calmaria, numa depressão, especialmente depois de Monty falecer.”

    Em setembro de 2015, Carcillo anunciou sua aposentadoria na The Players’ Tribune. Nesse texto, ele anunciou que estava fundando a Chapter 5 Foundation ao lado de sua esposa, Ela, para ajudar na transição de jogadores à vida após o hockey. Sua transparência sobre o assunto chamou a atenção do esporte. Mais de três anos depois, ele segue com a iniciativa.

    2015 NHL Stanley Cup Final - Game Six
    Foto de Bruce Bennett/Getty Images

    Em maio de 2018, Carcillo prometeu seu cérebro ao Carrick Institute, uma instituição que ele afirma ter salvo sua vida duas vezes, para estudo mais aprofundado sobre as consequências de traumatismos cranianos. Um mês depois, a The Players’ Tribune publicou um vídeo em que ele discutia sua crença de que a NHL está falhando para com os jogadores ao não incorporar todas as opção possíveis no tratamento de concussões. Seu médico aontou ao The New York Times em novembro que Carcillo sofreu sete concussões diagnosticadas durante sua carreira. Durante esse tempo, seu feed no Twitter tem se enchido de ativismo por tratamento de concussões e conscientização sobre saúde mental, bem como letras de músicas, sua opinião sobre suspensões, e outras notícias da NHL.

    “O tratamento está disponível e você pode se otimizar,” Carcillo disse quando questionado sobre a mensagem que ele espera transmitir. “Isso pode salvar a sua vida.”

    Responsabilização

    Poucos meses após seu primeiro depoimento publicado na The Players’ Tribune, Carcillo se juntou à lista de jogadores da NHL processando a liga pelas lesões cerebrais sofridas durantes suas carreiras como jogadores e pela falta de avisos quanto ao risco de traumatismo craniano.

    “Eu era responsável pelas minhas ações na liga — se eu me atrasasse ou se não jogasse de acordo com as regras eu era suspenso, multado, e eu aceitava. Eles me responsabilizavam. E agora isso é tudo o que eu estou tentando fazer [com] esses caras, que são responsáveis por mentir para nós.”

    A NHL introduziu um “Protocolo de Avaliação e Controle de Concussão” para os times seguirem antes da temporada 2016-17, mas Carcillo não foi o único que o achou inadequado. Destinado a ajudar os times com educação, teste, identificação, avaliação e controle das concussões, [o protocolo] tem sido avaliado desde sua implementação. Entre as deficiências percebidas no sistema destacam-se o uso de olheiros nas arquibancadas para identificar jogadores demonstrando sinais de traumatismo craniano, o modo como exames para determinar se um jogador está pronto para voltar à ação podem ser manipulados, e a falta de instrução atualizada no que diz respeito aos impactos a longo prazo do traumatismo craniano, incluindo ETC.

    “Eles podiam ter nos mostrado uma apresentação de slides sobre os riscos de levar um soco na cabeça sem luvas se é para os que gostam de brigar,” Carcillo mencionou mesmo as mínimas coisas que ele acredita que a liga poderia ter feito pelos jogadores entrando na liga. “Eles podiam ter mostrado às superestrelas um vídeo do Crosby sofrendo aquelas concussões.

    Pittsburgh Penguins v Buffalo Sabres
    Foto de Kevin Hoffman/Getty Images

    Outra questão que frustra Carcillo quanto ao tratamento da NHL para com jogadores vítimas de concussões – e uma que foi levantada durante o processo – é a forma perigosa como medicamentos são prescritos aos jogadores pelos médicos. Jeffrey Kutcher, um neuropsicoólogo que já tratou jogadores da NHL com problemas relacionados às concussões e prestou consultoria à NHLPA, afirmou que ele já viu casos em que antidepressivos foram receitados a jogadores da NHL; amantadina, uma droga que Kutcher diz ser normalmente administrada a pacientes em condições como de esclerose múltipla ou Parkinson; e em casos mais raros opióides para tratar sintomas de concussões.

    “Uma vez que você vai por esse caminho,” Carcillo disse, “é realmente repugnante, você sabe, a maneira como eles tratam seres humanos, a maneira como tratam crianças.”

    Durante seu tempo como comissário da NHL, Gary Bettman tem se recusado a admitir qualquer ligação potecial entre hockey e o efeito a longo prazo de lesões na cabeça que o jogo pode causar, incluindo ETC. Enquanto isso, diversos grupos de pesquisa — incluindo a Universidade de Boston, o Instituto de Pesquisa de Lesão Cerebral, e o Instituto Nacional de Saúde — têm conduzido estudos que mostram a conexão entre esportes de contato e ETC. A Universidade de Boston e o Instituto de Pesquisa de Lesão Cerebral, entre outros, têm trabalhado com o hockey especificamente, o que inclui a examinação de cérebros de ex-jogadores falecidos da NHL.

    Ainda em abril deste ano, Bettman disse durante uma entrevista de rádio que cientistas “não têm evidência suficiente para chegar a nenhuma conclusão” de que hockey e ETC estejam relacionados. Bettman respondia a uma questão sobre a pesquisa sendo conduzida na Universidade de Boston pela neuropatologista Dra. Ann McKee. Ela respondeu seu comentário, destacando que ele citava uma conversa de 2012 quando a amostragem do estudo era baixa. 

    “No entando, é uma afirmação equívoca do Sr. Bettman de que nós não chegamos a nenhuma conclusão,” ela disse, via TSN. “A evidência claramente sustenta que ETC está associado com a prática do hockey no gelo. Desde o encontro com o Sr. Bettman em 2012, a equipe de pesquisa da VA-BU-CLF [Veterans Affairs-Boston University-Concussion Legacy Foundation] identificou ETC em mais jogadores de hockey, incluindo quatro jogadores amadores, dos quais nem todos haviam tido uma exposição significativa à brigas. Isso fornece evidência de que a exposição regular à impactos na cabeça de jogadores de hockey pode ser associada com ETC.”

    Para Carcillo, não pode haver mudança significativa até que a conexão entre o hockey e ETC seja reconhecida pela liga e que os riscos a longo prazo de lesão cerebral sejam explicados a seus jogadores.

    A Associação Americana de Neurocirurgiões define uma lesão intracraniana como um “golpe ou abalo na cabeça ou uma lesão incisiva na cabeça que perturba o funcionamento normal do cérebro. O traumatismo cranioencefálico (TCE) pode resultar de uma batida repentina e violentana cabeça, ou de um objeto que adentra o crânio e o tecido cerebral.”

    Carcillo olha para o hockey e vê riscos por toda parte no gelo.

    “Isso é uma tacada no rosto, uma torção do tronco encefálico, um disco no rosto, seu dente é nocauteado, um golpe forte no corpo, um check inocente que não é tranco muito forte,” ele disse.

    As frustrações de Carcillo se originam no fato de que todos esses riscos não são divulgados para os jogadores.

    “Tudo isso que eu aprendi deveria ter sido dito a mim,,” Carcillo continua. “Nunca foi, e é aí que meu problema começa. Você está colocando a vida das pessoas em risco.”

    Mudando a Cultura

    Carcillo se acanha ao compartilhar a história a seguir, mas também fica irritado. Como jogador, ele sabia como manipular o teste ImPACT – a avaliação do funcionameno cerebral utilizada para determinar quando um jogador podia voltar ao gelo após sofrer uma concussão. De acordo com Carcillo, o segredo era ir mal no teste durante o training camp que seria usado como base de comparação durante a temporada.

    “O sintoma número um de uma concussão é se sentir confuso ou devagar,” ele disse. “Então o que você faz? Você já viu o teste, você o viu todos os anos. Você sabe que vai estar um pouco fora de si ou devagar, então você bomba no começo do ano de propósito de modo que você consiga passar se tiver alguma lesão. Dessa forma, você consegue voltar mais cedo.

    Seja motivado por um caráter de jogar apesar de tudo ou por medo de perder o emprego enquanto está fora do gelo, tentar voltar cedo demais ou sub-relatar seus sintomas de concussão é prejudicial ao futuro dos jogadores. A opinião de Carcillo é de que os médicos das equipes não são confiáveis para fazer dos interesses dos jogadores uma prioridade quando o assunto é prazo de recuperação.

    “Essa narrativa é tão velha e cansativa,” Carcillo disse. “Contando às crianças e as convencendo de se colocarem em risco — promovendo violência e golpes e brigas, e queestá tudo bem em jogar com dor. Para mim, sim, jogar com dor, sacrificar seu corpo como um atleta faz parte, mas não deveria ser divulgado como tal.”

    Jogadores da NHL têm sido retratados e promovidos como guerreiros por jogarem mesmo machucados. Patrice Bergeron foi exaltado após ter jogado com um ombro deslocado, cartilagem rompida e uma costela quebrada que perfurou seu pulmão durante a Final da Stanley Cup de 2013. Joe Thornton, segundo seu técnico, foi corajoso por jogar com o LCM e o LCA rompidos durante os playoffs de 2017.

    Na opinião de Carcillo, que passou por cinco times durante sua carreira, a visão ultrapassada de que se deveria jogar apesar das lesão física também faz com que falar sobre saúde mental seja um tabu nos vestiráios.  

    “[A palavra] ‘concussão’ nunca foi usada, nem mesmo pelos médicos, ele afirma. “Saúde mental nunca é discutida,” Carcillo disse.

    Carcillo passou a se sentir desconfortável sendo aberto sobre questões de saúde mental durante sua carreira depois de conversar com um especialista em saúde mental providenciado pelos Blackhawks. Ele diz depois ter descoberto “pelas más línguas” que a diretoria foi informada da conversa. Carcillo não especificou quais informações podem ter sido compartilhadas, mas deu sua opinião sobre o impacto de uma dinâmica como esta.

    “Esse é o estigma por trás da saúde mental,” ele disse. “Quando você sai em busca de ajuda — principalmente em um trabaho em que você precisa ser visto como mentalmente forte, um guerreiro mental, um assassino mental — você tem ansiedade ou depressão, e Deus o livre você conta para alguém, e aí eles quebram sua confiança assim. Isso abre um mau precedente para outra pessoa se abrir depois. Quando na realidade, abrir-se e tirar aquilo do peito te deixa mais focado individualmente para fazer o seu trabalho no gelo — então isso na verdade te faz um atleta melhor, então os caras não precisavam ter medo disso.”

    Enquanto jogadores incorporam a mentalidade de guerreiro da NHL, Carcillo vê a liderança da NHL como o grupo que pode catalizar uma mudança significativa.

    “Você precisa entender quem está dirigindo a NHL. Precisa dar uma olhada em Colin Campbell, Gary Bettman, Bill Daly, and os caras na [Associação de Jogadores],” Carcillo disse. “Tudo isso é velha guarda, clube dos veteranos, uma mentalidade ultrapassada de que ‘se você não é forte, você é um você-sabe-o-quê’ e esse ‘oh meu Deus, você está machucado então nós podemos jogar machucados’ e ‘você é um guerreiro agora, obrigado por colocar seu cérebro e corpo em risco pelo bem do time.’ F***-se isso.”

    No mesmo dia do anúncio do acordo da NHL com os ex-jogadores, Bettman foi introduzido ao Hall da Fama como um builder.

    “E mais uma trama para tirar o seu pensamento do que está realmente acontecendo,” Carcillo disse sobre a introdução de Bettman ao HHOF, “e o que está realmente acontecendo é que a NHL está colocando seres humanos em uma posição muito, muito ruim por não tratar traumatismos cranianos.”

    Enquanto a NHL ainda não aceitou que existe uma ligação entre hockey e os impactos a longo prazo de traumatismos cranianos, para jogadores como Carcillo e Montador, os efeitos são muito claros para se deixar passsar. Esta falta de aceitação, junta à crença de Carcillo de que a NHL não tem feito o suficiente para educar e assistir seus jogadores sobre lesões na cabeça, levou a consequências que ele acredita que devem pesar na consciência da NHL. “É simples. Se você olha para o passado, pode ver que eles mataram pessoas.”

    A NHL não respondeu ao pedido da SB Nation por comentários.

  • Seattle chega à NHL em 2021

    Seattle chega à NHL em 2021

    A cidade de Seattle confirmou oficialmente seu retorno à elite do hockey. Na manhã desta terça-feira (4), o NHL Board of Governors aprovou a expansão da liga para sua 32ª equipe, e a “Cidade Esmeralda” será a sua casa.

    A notícia, que já era esperada por muitos, veio junto à outra decisão. O conselho também aprovou um “realinhamento” na NHL, e o Arizona Coyotes passará a fazer parte da Divisão Central. Dessa forma, Seattle ficará na Pacífica, e cada divisão contará com oito times.

    A equipe – ainda sem nome – fará sua estreia na liga na temporada de 2021-22. Os jogos serão no Seattle Center Arena, antiga KeyArena. A casa vai passar por reformas estimadas em U$700 milhões antes que possa receber os jogos da equipe. Com capacidade para 17.400 torcedores em partidas de hockey, a arena deve ficar pronta bem às vésperas da temporada inaugural do “Seattle No Names”.

    Em março deste ano foi realizada uma pré-venda de “cadeiras cativas” para os fãs interessados em acompanhar o time de Seattle jogando em casa. Só nos primeiros 12 minutos de abertura das vendas, 10.000 pessoas já tinham garantido seu lugar. Depois de um dia, o número chegou a 32.000.

    Como aconteceu com Vegas, o time participará do Draft de expansão em 2021. Mas mais esperado que o roster nesse momento é o nome (e todo o pacote que vem com ele, como logo, uniformes etc.) que eles vão levar. No entanto, este anúncio só deve ocorrer em 2020, um ano antes da estreia da franquia.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Kovalchuk é o culpado pela situação dos Kings?

    Kovalchuk é o culpado pela situação dos Kings?

    O Los Angeles Kings terminou a temporada passada com uma das melhores defesas da liga. Mesmo que tenham chegado aos playoffs perdendo na primeira rodada para o Vegas Golden Knights. Idealizando alcançar os playoffs na temporada 18-19, os Kings contrataram o ala esquerda russo Ilya Kovalchuk (35). Sendo que o jogador tinha se aposentado da liga em 2013 e até então jogava pelo SKA St. Petersburg na KHL.

    Kovalchuk assinou o seu contrato de retorno à NHL no dia 23 de junho, por 3 anos, com o time de Los Angeles. No momento do contrato e na pré-temporada, o jogador foi elogiado pela sua capacidade de marcar gols. “Ele nos dá um elemento adicional de habilidade e pontuação junto com o desejo de vencer.” disse o vice-presidente e GM dos Kings, Rob Blake, na época.

    O jogador russo liderou a KHL em pontos na temporada passada, marcando 63 pontos e 31 gols. Kovalchuk esteve nas Olímpiadas de PyeongChang 2018, em que ajudou os Atletas Olímpicos da Rússia a conquistar a medalha de ouro. E ainda foi eleito como o MVP dos Jogos Olímpicos. Lembrando que na ocasião, a Rússia não pôde levar seu nome à delegação. Devido a investigação de esquema doping patrocinado pelo próprio país.

    Apesar das boas previsões iniciais, o Los Angels Kings está tendo um início de temporada péssimo. Sendo o último colocado na Liga com apenas 19 pontos. Dos 24 jogos, em 14 deles o Kings permitiu que o time adversário marcasse primeiro, e apenas contra o Rangers no dia 28 de Outubro, conseguiu reverter o placar. Com isso, Kovalchuk é o segundo maior pontuador do time, com 14 pontos em 24 jogos.

    Portanto o time se vê na posição de deixar de sonhar novamente com os playoffs, devido a essas estatísticas negativas. E tentam buscar apenas o direito de fazer a primeira escolha do Draft 2019.

    Os Kings só ganharam dois jogos consecutivos nessa temporada, cada um deles comandado por um técnico diferente. John Stevens foi demitido depois da derrota para o CBJ em 3 de Novembro, e o time promoveu Willie Desjardins como técnico. Quem conseguiu vencer na sua estreia, dia 6 de Novembro contra os Ducks.

    Mas mesmo com tantos resultados negativos, o novo técnico deixou Kovalchuk no banco. E ainda alegou que o jogador não marcava nos últimos nove jogos. Antes do jejum do ala começar, houve uma discussão sobre o estilo de jogo na NHL ter mudado. E isso ser razão para o jogador russo não desenvolver da mesma forma.

    Porém, Kovalchuk não se deixou abater pelas críticas.Ele defendeu que Hockey continua sendo Hockey independente de onde você joga. “O rinque é menor, então tudo é mais rápido. Os melhores jogadores competem aqui. É um bom desafio para mim, pessoalmente, porque é preciso sair da sua zona de conforto de vez em quando e ser ainda melhor. Mesmo com 35 anos, não importa. Você sempre pode ser melhor e aprender alguma coisa”, declarou.

    Ninguém conseguiu compreender o porque Kovalchuk está passando tanto tempo no banco. Inclusive em momentos críticos que os Kings precisariam de um jogador tão versátil no gelo. Além da capacidade de transitar pelo line-up, jogar tanto do lado direito quanto do esquerdo, o jogador tem experiência em finalizações. Esses pontos poderiam fazer uma diferença para o agora longínquo sonho de uma Stanley Cup para os Kings.