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  • Variedades do Hockey

    Variedades do Hockey

    Quando pensamos em hockey nossa mente logo pensa no bom e velho hockey no gelo. Patins de lâminas, temperaturas negativas, pucks e sticks. Porém, existem outras cinco modalidades de hockey: de campo (ou grama), em patins (de rodinha semelhantes ao de patinação artística), de linha (jogado com patins in line), de sala (ou indoor) e de rua.

    Estes outros tipos de hockey podem ser jogados em qualquer temperatura e, inclusive, o Brasil tem uma seleção de hóquei de grama e uma de hóquei indoor, além de times e campeonatos dessas modalidades. Para saber mais sobre como funciona o esporte no Brasil, o site da Confederação Brasileira de Hóquei na Grama explica um pouco sobre os campeonatos e a cidade onde o esporte é praticado.

    Cada um desses esportes tem as suas regras e especificidades. Vamos conhecer um pouco sobre eles?

    Hóquei de campo ou sobre a grama

    Esta modalidade é praticada em um campo coberto de grama, com uma bola de plástico de 170 gramas e 7 cm de diâmetro e um taco (stick) em forma de bengala. Os times são compostos por 11 jogadores e o jogo tem a duração de uma hora com quatro tempos de 15 minutos e intervalos entre eles, sendo o maior entre o 2º e o 3º tempo. O objetivo do jogo é o mesmo que do hockey no gelo: tentar marcar o maior número de gols. Este esporte é considerado um esporte olímpico desde 1908.

    Uma regra específica do hóquei sobre a grama é a regra da obstrução. Aqui, só é permitido proteger a bola dos outros jogadores com o corpo quando a mesma estiver em movimento. Assim, qualquer jogador pode ter a posse de bola, seja com um drible ou com um passe. Também não é permitido tocar a bola com qualquer parte do corpo (com exceção do goleiro que pode defender usando mãos ou pés) e não se pode usar o stick de maneira perigosa, seja lançando a bola na direção do adversário ou qualquer outra infração.

     

    Hóquei de sala ou indoor

    Essa modalidade é uma variedade do hóquei sobre a grama. As regras são as mesmas, mas o esporte é jogado em um pavilhão um pouco menor do que a versão ao ar livre (outdoor). A área de jogo tem de 18 a 22m de largura por 36 a 44m de comprimento. O campo é feito de madeira ou resina sintética.

    A área do goleiro é um pouco menor do que as de handbol, 2m de altura e 3m de largura com o mínimo de 1cm de profundidade. As equipes são formadas por 6 integrantes, 5 jogadores mais um goleiro. A duração do jogo é de 2 tempos de 20 minutos, podendo variar em alguns países, como Portugal e Alemanha, onde cada tempo dura 25 minutos nas competições internas.a

    Não é permitido bater na bola, apenas tocá-la para puxar, desviar ou jogar para outro jogador. Só pode levantar a bola na área de gol. As bolas e sticks são semelhantes aos do sobre a grama, mas os tacos são mais leves para evitar que batam na bola.

    Não há linha lateral. Quando a bola sai pela linha de fundo, mesmo que por uma defesa do goleiro, não há escanteio, e a bola passa a ser da equipe que está defendendo naquele campo.

     

    Hóquei em patins

    (ASF/GABRIEL FONTES)

    Esta é a modalidade também é praticada sobre patins (no caso, de quatro rodas paralelas), tem um taco semelhante aos sticks do gelo e uma bola de cortiça de borracha com o peso de 0,155kg.

    Uma partida é dividida em dois tempos de 25 minutos ou dois de 20 minutos no caso de competições em dias consecutivos. Cada equipe tem 4 jogadores e o objetivo é o mesmo das outras modalidades: marcar o maior número de gols possíveis.

    A quadra, ou rinque, é construída com uma superfície plana e lisa, geralmente de madeira ou cimento, que permite que os patins deslizem de forma correta.

    A modalidade apareceu nas Olimpíadas de 92, porém não continuou como esporte olímpico.

    Hóquei em linha ou in line

    O patins usado nessa modalidade é o in line e, como tal, é a que mais se assemelha ao hóquei no gelo. Ele é praticado em quadras de cimento ou madeira, com um disco (puck) de 2,5 cm de grossura e 10 de diâmetro com 100g de peso. Os jogadores utilizam o stick para controlar o puck e fazer gols, assim como acontece no gelo.

    O tempo de jogo é dividido em 4 tempos de 12 minutos e, em caso de empate, tem um prolongamento de 5 minutos com gol de ouro e, se necessário, pênaltis. As equipes são divididas de 6 a 14 jogadores, sendo obrigatoriamente dois goleiros, mas apenas 4 estão em quadra.

    As diferenças dessa modalidade para o gelo, é que não é um esporte de contato, sendo permito apenas com o jogador que está com o puck. Este também tem mais tempo com o disco e às vezes o jogo é mais livre e corrido. Nos EUA, não há impedimento no hóquei in line, mas isso varia de país para país. Icing também não é permitido. Pode ser jogado também com uma bola oca ou preenchida com líquido.

     

    Hóquei de rua

    O hóquei de rua não é um esporte confederado e não há regras específicas. É uma variação do hockey no gelo praticado durante os meses de verão na Europa, Canadá e EUA. Como o próprio nome diz, ele é praticado na rua, ao ar livre, com uma bola de borracha. Os jogadores utilizam sticks, gols e capacetes e podem ou não usar o patins inline simulando o patins de gelo.

  • Mudanças na linha de Philadelphia

    Mudanças na linha de Philadelphia

    O técnico dos Flyers, David Haskstol, parece ter achado o caminho para as vitórias após uma sequência ruim de seu time no começo da temporada. A equipe perdeu 10 jogos consecutivos. Com isso, Haskstol decidiu implementar mudanças nas linhas, o que vem se mostrando eficaz.

    As alterações começaram com o atacante Claude Giroux, que após uma mudança de posição passou a render mais. Ele agora soma 74 pontos em 63 jogos, com 22 gols e 52 assistências, 16 a mais que na temporada passada, quando terminou com 58 pontos. Além de ter melhorado também as tentativas de disparos, que foram de 47,67 % para exatamente 53,56% .

    Sean Couturier também está colhendo frutos dessas mudanças. Ele possui até agora 61 pontos, com 32 assistências, e lidera o ranking do time em gols, com 29. Sua pontuação já está melhor se comparada às últimas temporadas.

    Shayne Gostisbehere e Ivan Provorov, a dupla da defesa, estão muito bem. Gostisbehere é o mais ofensivo dos dois e os números dizem bem isso. Ele tem 50 pontos, sendo 10 gols e 40 assistências, enquanto Provorov possui 29 pontos.

    Um outro defensor, Travia Sanheim, com 5 pontos, mostra como Gostisbehere e Provorov são defensores bem atípicos, já que suas maiores responsabilidades no gelo são proteger os gols, e, se sobrar um “puckzinho”, marcar alguns gols e assistências. Provorov, em sua segunda temporada na NHLestá em décimo lugar entre os defensores da liga, com a média de tempo no gelo de 19:48 por jogo.

    Todos esses números mostram que os Flyers acertaram em mudar Giroux, em separar Voracek, e também em trocar alguns pares da defesa. Além disso Philadelphia também parece ter acertado ao encontrar e desenvolver defensores jovens e talentosos.

    Enquanto alguns times receberam um ou dois novos defensores, os Flyers trouxeram 5 jogadores: Gostisbehere, Manning, Hagg, Sanheim e Provorov. Mas a diferença está nos veteranos Johnny Oduya, Andrew MacDonald e Radko Gudas que estão no time para ajudar os mais novo.

    Os Flyers mostram que às vezes pequenas mudanças podem ser muito eficazes. Após pontuar nos 12 últimos jogos, a equipe sofreu a 30ª derrota na temporada no jogo de quinta (01) contra os Canes.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • 2018 Coors Light NHL Stadium Series

    2018 Coors Light NHL Stadium Series

    O 2018 Coors Light NHL Stadium Series este ano acontece no estádio Navy-Marine Corps Memorial  em Annapolis, Maryland. O jogo entre Washington Capitals e Toronto Maple Leafs será no sábado (3) às 22h (horário de Brasília).

    O evento, além de ser um jogo especial ao ar livre, também poderá ser uma marca para o capitão dos Capitals, Alex Overchkin. Se o jogador marcar contra os Leafs, ele chegará a 40 gols pela 9ª vez em 13 temporadas, se tornando o sexto jogador na história a alcançar essa marca. E, se marcar um hat trick, ele chegará a marca de 600 gols, entrando para história como o vigésimo jogador da NHL a alcançar o feito antes dos 1000 jogos (Ovie tem 985 jogos na liga).

    Leafs e Capitals vão se enfrentar pela primeira vez desde que Washington eliminou Toronto na primeira rodada dos playoffs do ano passado, no sexto jogo.

    Caps está em primeiro na Divisão Metropolitana com 79 pontos, um a frente dos Flyers e três a frente dos Penguins. Já os Leafs estão em segundo na Divisão Metropolitana com 85 pontos, cinco atrás de Tampa e um a frente dos Bruins.

    Este será o terceiro jogo ao ar livre de ambas as franquias. Capitals jogou contra o Pittsburgh Penguins em 2011 em Heinz Field, em Pittsburgh, e com o Chicago Blackhawks em 2015, no Nationals Park, em Washington, ganhando os dois jogos.

    Já Toronto, enfrentou o Detroit Red Wings em 2014, no Michigan Stadium, e, de novo contra os Red Wings, em 2017, no 2017 Scotiabank NHL Centennial Classic no Exhibition Stadium em Toronto. Também vencedor nas duas oportunidades.

    Por causa do clima, o treino que seria realizado ao ar livre na sexta foi cancelado. Os times treinarão in door e apenas o jogo será no gelo montado no estádio.

     

    Foto Reprodução/NHL.com

  • Kontinental Hockey League

    Kontinental Hockey League

    Uma das principais ligas profissionais de hockey no mundo, a Kontinental Hockey League (KHL) [Континентальная хоккейная лига (КХЛ), em russo] é formada, em sua grande maioria, por países ex-integrantes da antiga União Soviética (URSS) e da China. Em termos de importância, ela é definitivamente a próxima no ranking, depois da NHL. Antes de 2008, a Liga se limitava ao território russo, tendo o nome de Russian Championship League ou Russian Super League, mas após a inclusão de países da ex-URSS, adotou o nome de KHL. 

    Inicialmente, a liga possuía equipes dos seguintes países: Rússia, Belarus, Cazaquistão e Ucrânia. Posteriormente, a partir de 2011 também passaram a contar com representantes da Eslováquia, República Tcheca, Croácia e Finlândia, por exemplo.

    O acidente aéreo que comoveu o mundo do hockey

    O ano de 2011 foi marcante para a história da KHL, considerando a tragédia ocorrida com a equipe do Lokomotiv Yaroslavl. Em 07 de setembro de 2011 o avião que levava a equipe russa, juntamente com os integrantes da comissão técnica, caiu durante a decolagem na cidade de Yaroslavl. O time viajava para Minsk, capital da Bielorrúsia, para o primeiro jogo da temporada 2011/2012 da KHL. 

    Todos que estavam a bordo da aeronave morreram, todos os jogadores do plantel do Lokomotiv, além de quatro jovens da equipe juvenil do clube. O único sobrevivente do acidente foi o mecânico do avião. Em homenagem ao acidente, o dia 07 de setembro passou a ser uma data de luto, ou seja,não foram disputadas partidas na liga até a temporada 2017-18.

    As idas e vindas dos clubes

    Após um ano da sua entrada na KHL, a equipe eslovaca Lev Poprad deixou de existir. O mesmo aconteceu com a tcheca Lev Praha, que participou da liga de 2012-13 até 2014-15. O também eslovaco, Slovan, deixou a KHL em 2019-20 devido a problemas financeiros. A equipe croata do Medveščak entrou na liga em 2013-14 e a deixou alguns anos depois, em 2017-18. 

    Outras equipes que deixaram a liga foram as russas Khimik (2009-10), Lada (2010-11), Dynamo M (2010-11), MVD (2010-11), Lokomotiv (2011-12) Spartak Moscow (2014-15), Atlant (2015-16), Metallurg Novokuznetsk (2017-18), Lada (2018-19), Yugra (2018-19) e Admiral (2020-21). 

    No caso do Spartak Moscow, a saída foi um hiato de um ano por razões financeiras e a equipe retornou à KHL na temporada seguinte. O Admiral entrou em hiato por razões financeiras também durante essa temporada, o que pode ser atribuído à pandemia do COVID-19, que teve um grande impacto no financeiro dos clubes.

    As novas adições à KHL foram o Avtomobilist (2009-10), o UHC Dynamo (2010-11), o Yugra (2010-11), Lokomotiv (2012-13), Admiral (2013-14), Lada Togliatti (2014-15), o finlandês Jokerit (2014-15), HC Sochi (2014-15), Spartak Moscow (2015-16) e o chinês HC Red Star Kunlun (2016-17).

    A KHL atual

    Hoje a Kontinental Hockey League é formada por duas conferências e quatro divisões:

    Os clubes são em sua grande maioria russos (18), mas há representação de outros países, como Belarus, China, Finlândia, Letônia e Cazaquistão, que possuem uma equipe cada. A KHL é tida como a liga mais disputada na Europa e Ásia, bem como a segunda mais importante do mundo, atrás apenas da NHL. A liga europeia tem a terceira maior média de público no Velho Mundo, com mais de seis mil espectadores, além de possuir o recorde de público na Europa, com 5.32 milhões em uma temporada. 

    As divisões levam nomes de ex-jogadores importantes para a história do hockey russo. Vsevolod Bobrov foi jogador do CSKA e VVS, além de ter conquistado o ouro olímpico com a URSS. Anatoli Tarasov, por sua vez, faz parte do Hockey Hall of Fame e é tido como o pai do hockey russo e principal responsável pelos anos de hegemonia da equipe nacional da URSS. 
    Já na conferência Leste, Valeri Kharlamov, integrante do Hockey Hall of Fame, ex-jogador do CSKA e medalhista de ouro pela URSS, também foi homenageado. Por fim, Arkady Chernyshev também recebeu homenagem. O russo foi técnico do Dynamo Moscow e integra o Hall da Fama da Federação Internacional de Hockey no Gelo (IIHF, sigla em inglês).

    O formato da temporada

    Em 2009 foi feita a divisão entre conferências Leste e Oeste. As conferências incluem duas divisões cada e as equipes disputam quatro partidas entre oponentes de divisão (20), três jogos contra rivais de conferência que são da divisão diferente, além de dois jogos contra cada oponente da conferência oposta. A temporada regular possui 62 jogos no total. 
    Ao seu final, 16 times se classificam para os playoffs, sendo oito de cada conferência. As quartas de final da conferência são uma série de cinco partidas, enquanto as séries subsequentes (semifinais, finais da conferência e finais da Gagarin Cup) são melhores de sete partidas. O campeão da última série conquista a almejada Gagarin Cup.

    O troféu

    O campeão dos playoffs da KHL recebe a Gagarin Cup (Кубок Гагарина, em russo). O troféu recebeu esse nome em homenagem ao cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir para o espaço, que jogava hockey como goleiro e era um grande entusiasta do esporte.

    https://twitter.com/gilliankemmerer/status/1249311450507640833

    A taça pesa cerca de 18 quilos e é feita de prata com revestimento em ouro. A Gagarin Cup é mais pesada do que a celebrada Stanley Cup, que pesa cerca de 15.5 kg. 
    Além do vencedor dos playoffs, a KHL também premia o melhor clube russo, considerando aquele que se classificou com a posição mais alta. Além disso, o time que possui a melhor pontuação na temporada regular é o vencedor da Continental Cup, o equivalente ao President’s Trophy da NHL.

    Como assistir

    A KHL conta com um sistema de streaming próprio, onde o torcedor pode optar por adquirir os jogos de apenas uma equipe ou da temporada por completo. Ele está disponível para dispositivos Apple e Android, além de Smart TVs. O pacote de uma equipe só custa 1999 rublos (aproximadamente 140 reais) e o pacote da temporada completa custa 2999 rublos (aproximadamente 210 reais). O serviço também possibilita a aquisição do direito a assistir um único jogo. Embora alguns países (como EUA, Canadá e países vizinhos como a Finlândia) tenham restrições geográficas, o Brasil não se encontra neste grupo. É possível, portanto, assinar o serviço daqui. Para mais detalhes sobre como assinar, aqui está a página oficial.

    Q&A com a jornalista Gillian Kemmerer, que cobre a KHL

    Quais as principais diferenças entre a NHL e a KHL?

    A KHL e a NHL convergiram muito na última década. Os talentos vão e voltam entre as ligas, e o tamanho do gelo na KHL tem diminuído. Todas as pistas nas dimensões olímpicas devem ser eliminadas até 2022. Vários nomes conhecidos na NHL, incluindo Bon Hartley, Sergei Fedorov, Dave Nemirovsky, Sergei Zubov e Alexei Kovalev são técnicos na KHL – e essa lista continua. Naturalmente, treinadores importados tendem a trazer ou favorecer um estilo de jogo norte-americano, mas você também vê estilos mais mais sistemáticos e defensivos em alguns dos tradicionais técnicos russos. Há menos brigas no hockey europeu em geral (mas ainda acontece!) e o nível de habilidade é muito alto.

    Como são os fãs da KHL? A liga vai ter público nas arenas essa temporada? 

    A KHL terá torcida nessa temporada, mas as restrições variam de acordo com a cidade e o país. Em algumas arenas, tem um toque de futebol europeu com tambores, bandeiras, e cantos. Os fãs fazem cartazes incríveis e alguns se fantasiam (tem um mago que vem aos jogos de Ufa, e quando Jokerit e Petersburg se enfrentam alguns fãs se vestem como Pedro, o Grande). Tantas cidades da KHL são apaixonadas, e os estádios têm características e tradições únicas. Você pode sentar em uma sauna finlandesa para assistir ao Jokerit na Hartwall Arena, por exemplo.

    Quais as regras para jogadores estrangeiros (“imports”) na KHL e por que elas existem? 

    Um time da KHL (localizado na Rússia) pode escalar até cinco estrangeiros por jogo, e apenas um import goleiro. Times não-russos da KHL devem ter pelo menos dez jogadores do país onde o time está ou da Rússia no elenco (há jogadores que se naturalizam e podem competir como não-estrangeiros). Jogadores de países membros da Comunidade dos Estados Independentes (principalmente porque estão na KHL — Belarus e Cazaquistão) não são considerados imports. Estas regras ajudam a promover o desenvolvimento dos talentos locais.

    Como é o sistema de desenvolvimento de jogadores na KHL?

    Tem duas ligas que ‘alimentam’ a KHL — a JHL (juniores da Rússia) e a VHL (equivalente à AHL da Rússia). Ambas as ligas se tornaram cada vez mais competitivas ao longo do tempo. Algumas equipes da KHL são afiliadas a clubes da JHL/VHL e outras têm seus próprios times. SKA São Petersburgo, por exemplo, tem duas equipes juniores (1946 e Varyagi), bem como uma equipe VHL (Neva).

    É comum ter novas equipes se juntando ou deixando a KHL? Qual foi a última expansão?

    Sim, é comum. A última equipe de expansão foi Kunlun Red Star Beijing. A KHL expressa continuamente o desejo de crescer e frequentemente adiciona equipes fora da Rússia. A Ásia e a Europa são ambas boas apostas para uma expansão futura. 

    Tem algum evento especial durante a temporada, como jogos ao ar livre, jogo das estrelas, premiações? 

    Sim! A KHL sediou alguns jogos espetaculares ao ar livre (inclusive na Praça Vermelha – estrelas do hockey feminino russo jogaram lá na última temporada), e os rivais do exército CSKA-SKA se enfrentaram na Arena Gazprom no aniversário do hockey russo. Eu adoro aquele jogo de aniversário porque a história do hockey soviético é minha paixão, e a arena é inacreditável. O All-Star Weekend acontecerá em Chelyabinsk este ano, uma cidade louca por hockey que será uma grande anfitriã. Há também uma cerimônia de premiação em Barvikha (subúrbio luxuoso de Moscou) que acontece após o término da temporada. A KHL tradicionalmente realiza os ‘World Games’ (a pandemia infelizmente não permitiu no ano passado) – os anfitriões anteriores incluíram Davos, na Suíça e Viena, na Áustria.

    Quais os times favoritos a levantar a taça esse ano? E possíveis azarões?

    Os atuais campeões Avangard, o CSKA Moscow, o Ak Bars Kazan e o SKA Saint Petersburg tem sempre a expectativa de dar um show. Porém liga tem se tornado cada vez mais competitiva e menos previsível, como evidenciado pelo fato de que Avangard ganhou seu primeiro título da KHL na história do clube nesta primavera. Alguns times azarões ​​para assistir incluem Dinamo Riga (eles perderam a pós-temporada 7 vezes, mas agora estão sob o regimento do Hall of Famer Sergei Zubov), Kunlun Red Star (eles vão treinar para a Seleção Chinesa de Pequim 2022) e o Admiral Vladivostok (eles perderam a última temporada devido à COVID e questões financeiras, então é ótimo tê-los de volta).

    Quais são alguns jogadores para prestar atenção nesta temporada? 

    Eu amo assistir aos jovens da Rússia. Eles são o futuro do esporte não apenas em um contexto de KHL e NHL, mas também em termos de hóquei na Rússia em nível nacional. Alguns dos meus talentos em ascensão favoritos incluem Dmitry Ovchinnikov, Matvei Michkov, Kirill Marchenko, Dmitry Voronkov e Danila Yurov.

    Quais são algumas ideias equivocadas que novos fãs costumam ter sobre a KHL?

    O tamanho do gelo é um erro comum. A KHL costumava jogar numa superfície de gelo maior, mas a maioria das equipes agora se converteu para o tamanho da NHL ou um tamanho híbrido finlandês. Outro é que o KHL abrange seis países, não estritamente a Rússia! Belarus, Letônia, China, Cazaquistão e Finlândia têm times na liga – e tenho certeza que mais países participarão com o tempo.

    Tem alguma palavra em russo que o fã de hockey precisa conhecer e que podemos ouvir na transmissão ou ver as equipes tweetando?

    A palavra mais importante para um fã é “shai-by, shai-by!” Shaiba (шайба) tecnicamente significa “disco”, e os frequentadores das arenas entoam “shai-by” (cujo final implica chegar ao disco) quando querem um gol! O hockey é uma língua universal, então mesmo que você não fale russo, você ainda pode amar e apreciar o KHL.

  • Times há mais de 20 anos sem Stanley Cup

    Times há mais de 20 anos sem Stanley Cup

    A última vez que essas equipes levantaram o caneco tão sonhado por todos da NHL, vivíamos em outro século.

    New York Rangers

    O time atingiu o ponto máximo da Liga pela última vez em 1993-94, há exatamente 23 anos, quando ganharam a série final contra Vancouver por 4 a 3. Além de campeões da copa Stanley, naquele ano eles também conquistaram o título da Divisão, da Conferência Leste e o Troféu dos Presidentes.

     

    A equipe de Nova York já foi 4 vezes campeã da Stanley cup, mas não conseguiu mais atingir a mesma glória do passado. Desde 1994 eles só conseguiram o título da Conferência em 2013-14, já que perderam a final por 4 a 1 para os Los Angeles Kings. Esse ano a equipe deve manter esse padrão, pois é quase certo que eles fiquem fora dos playoffs.

    Montreal Canadiens

    O time fundado em 1909 é um dos mais antigos e o que mais possui Stanley Cups na liga. Eles já levantaram o caneco 24 vezes, mas estão sem títulos há 24 anos. O último foi quando ganharam a série por 4-1 contra os Kings em 1993. Os Habs possuem 8 títulos de Conferência e 24 de Divisão. A equipe também não anda muito bem e os playoffs parecem apenas um sonho distante.

    Edmonton Oilers

    O time da Conferência Oeste foi fundado em 1°de novembro de 1971, há exatamente 46 anos. Edmonton tem 5 títulos da Stanley Cup em sua história, mas estão há 27 anos sem levantar a taça. A última vez foi na temporada de 1989-90, quando venceram a série por 4 a 1 sobre Boston. Em 2006 chegaram bem perto de acabar com o jejum de títulos, mas tiveram que se contentar com o vice campeonato, perdendo o título para Carolina no jogo 7. Parece que vai ser difícil quebrar o jejum em 2018, pois o time não ocupa uma posição muito boa na classificação.

    Calgary Flames

    Conquistou seu único título de Stanley Cup em 1988-89, há 28 anos, quando ganharam a série contra Montréal em 6 jogos. Os Flames nunca conseguiram repetir o feito, e ao todo a equipe tem 3 títulos da Conferência Oeste, o último conquistado em 2004, quando perderam o Jogo 7 da final para Tampa Bay. Também possuem 6 títulos de Divisão, e atualmente a equipe está brigando por uma vaga na pós-temporada.

     

     

    New York Islanders

    Há exatamente 34 anos, uns dos times da cidade de Nova York conquistava seu quarto título da Stanley Cup depois de derrotar o Edmonton Oilers. Os Isles também possuem 6 títulos da Conferência Leste, o último conquistado na temporada seguinte à Copa Stanley de 1983-84.

    Naquele ano, os Islanders enfrentaram novamente Edmonton, mas dessa vez a sorte mudou de lado. Nova York perdeu numa série de 4 a 1. Atualmente a equipe briga por uma vaga nos playoffs através de wild cards. 

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers possuem duas Stanley cups na história do time. A primeira foi conquistada em 1973-74 e a segunda, e última, em 1974-75, 42 anos atrás, quando o time ganhou de Buffalo por 4 a 2. Philly possui 8 títulos da conferência leste e sua última conquista foi em 2009-10, quando perderam a final para o Chicago Blackhawks por 4 jogos a 2. Com 16 títulos de divisão, a equipe tem grandes chances de quebrar seu jejum já que lideram a divisão metropolitana.

    Toronto Maple Leafs

    Os Leafs são o segundo time com mais Stanley cups. São 13 ao todo, mas já faz 50 anos que a equipe não coloca as mãos na taça. A última vez foi em 1966-67 quando ganharam de Montréal por 4 a 2. Como antigamente os times não precisavam ganhar o título de suas conferência para disputar a copa Stanley, os Leafs não foram campeões de conferência nenhuma vez. Mas eles tem  5 títulos de divisão e estão bem encaminhados para uma classificação nos playoffs por uma vaga da divisão do Atlântico.

  • No More Trades

    No More Trades

    Finalmente teremos um pouco de paz com o fim da janela de trocas, que aconteceu hoje às 3:00 EST (17:00 no horário de Brasília). Se você estava trabalhando e não está sabendo o que aconteceu, vamos ao último post sobre trocas até o fim da temporada. Os outros podem ser encontrados aqui. 🙂

    DE 22 A 25 DE FEVEREIRO:

    NEW JERSEY E NEW YORK

    Na primeira troca feita entre os times na história, Michael Grabner mudou para o outro lado do Hudson, e foi dos Rangers para os Devils. Esse é o último ano do contrato de Grabner, que pode se tornar um free agent em 1º de Julho. Ele marcou 25 gols nos 59 jogos em que participou nessa temporada. Para que ele fosse para Jersey, os Devils cederam o prospect Yegor Rykov e uma escolha de segunda rodada no draft deste ano. Para os Rangers, que estão na busca pela formação de um time jovem, Rukov pode ser muito interessante. O russo foi escolhido na quinta rodada do draft de 2016, pelos Devils, mas atualmente joga nos St. Petersburg SKA, da KHL. Ele deve continuar na Rússia até abril de 2019, quando acaba seu contrato, e já marcou 2 gols e 12 assistências nos 51 jogos em que esteve presente pela KHL.

     

    PITTSBURGH, OTTAWA E VEGAS

    Uma troca tripla aconteceu na sexta-feira. Numa das trocas mais complexas já feita pelo GM Jim Rutherford, ele adquiriu para os Penguins o central Derick Brassard e dois prospects, Vincent Dunn e Tobias Lindberg, além de uma escolha de terceira rodada no draft deste ano, vinda dos Sens.

    Para os Senators, foram o defensor Ian Cole e o goleiro prospect Filip Gustavsson, além de duas escolhas em drafts, uma de primeira rodada este ano, e uma de terceira em 2018. Vegas conseguiu Ryan Reaves e uma escolha na quarta rodada esse ano. Além disso, os Golden Knights vão reter 40% do salário de Brassard até o fim dessa temporada. Esse é o quarto de cinco anos de contrato dele, que recebe cerca de 5 milhões de dólares por ano. A intenção de Rutherford é montar um time para agora e não para o futuro, por isso deu tantos jogadores novos nessa troca. Brassard parece uma ótima escolha para os Pens, que querem buscar a terceira Stanley Cup consecutiva. Ele já marcou 22 gols e 33 assistências nos 78 jogos de playoffs que participou. Ainda, o jogador e o técnico Mike Sullivan já são conhecidos da época em que Sullivan era assistente nos Rangers.

    Já os Sens ficam com Cole, que está no final de seu contrato e pode se tornar UFA em 1º de Julho. Ottawa também está de olho no goleiro prospecto Gustavson, que joga na SHL e foi um dos melhores goleiros no World Junior Championship, que aconteceu no começo deste ano.

    Vegas levou para casa o enforcer Ryan Reaves, que além dos 84 minutos no penalty box, também teve gols e quatro assistências em 58 jogos nessa temporada.

     

    EDMONTON E NEW YORK

    Os Isles pegaram o defensor Brandon Davidson dos Oilers em troca de uma escolha de terceira rodada no draft de 2019. Davidson esteve em apenas 36 jogos nessa temporada e fez 5 pontos. Os Isles escolheram o defensor para melhorar o time que está buscando uma vaga nos playoffs, além de dar possibilidades para o time em relação a salary cap, já que o jogador pode se tornar um free agent em julho

     

    BOSTON E NEW YORK

    Rick Nash foi para os Bruins. Os Rangers, no entanto, conseguiram em troca três jogadores e duas escolhas. São eles os atacantes Matt Beleskey e Ryan Spooner, o defensor Ryan Lindgren, e a escolha da primeira e sétima rodada este ano.

    Nash está no último ano de um contrato de oito que ele tinha e pode se tornar free agent no início de julho. Essa é sua 15ª temporada na NHL e ele já fez 799 pontos em mais de mil jogos.

    Além de Nash, os Bruins assinaram com Brian Gionda por um ano. O GM dos Bruins acredita que com Nash a equipe pode conseguir uma outra dimensão nas partidas, já que o atacante tem habilidade de chegar em locais de difícil acesso no jogo conforme a temporada avança. Para o jogador a troca é positiva, já que os Bruins eram o primeiro time em sua lista quando soube que seria trocado até o fim da deadline

    Para os Rangers, Spooner parece ser o jogador perfeito, pois que ele consegue jogar nas três posições do ataque, é um bom patinador e ainda bom em power plays. Já Beleskey continuará na AHL por enquanto.

     

    TORONTO E MONTREAL

    Finalmente Plekanec partiu de Montreal, e foi direto para os Leafs. Toronto o conseguiu junto com Kyle Baun, e enviou em troca Kerby Rychel e Rinat Valiev, além da escolha de segunda rodada no draft deste ano.

    Plekanec estava no time desde que foi draftado em 2001, mas já sabia que seria trocado depois de não ser escalado para o jogo de sábado. O jogador fez 24 pontos nesta temporada, e 605 em toda carreira. Plekanec se torna um free agent em primeiro de julho e não descarta a possibilidade de voltar para os Canadiens.

     

    COLUMBUS E NASHVILLE

    Os Blue Jackets conseguiram Mark Letestu em troca de uma escolha de quarta rodada. Letestu estava nos Oilers, mas Nashville levou o jogador em troca de Pontus Alberg, para então o oferecerem a Columbus.

    Letestu já jogou nos Blue Jackets entre 2011 e 2015, e recentemente havia comprado uma casa para passar as férias com a família em Columbus. Para a equipe, Letestu trará experiência, já que os Blue Jackets são um dos times mais novos da NHL atualmente. A ideia é que o jogador contribua para a corrida pelos playoffs nessa temporada, mas não existem promessas feitas depois disso, dado que ele se torna free agent em Julho.

     

    NASHVILLE E SAN JOSE

    Brandon Bollig e Troy Grosenick sairam da costa oeste direto para os Preds (ou para Milwaukee), que deram a escolha de sexta rodada no draft esse ano. Bollig fazia parte do time dos Blackhawks que ganhou a SC em 2013, mas jogou na AHL nessa temporada. Já Grosenick jogou apenas dois jogos pela NHL com os Sharks durante sua carreira.

     

    26 DE FEVEREIRO (DEADLINE):

    COLUMBUS E OTTAWA

    Ian Cole foi para os Blue Jackets, que mandaram em troca o atacante Nick Moutrey e uma escolha de terceira rodada do draft em 2020. Cole, que havia sido trocado na sexta feira para os Sens, agora faz parte do time de Columbus, que hoje possui a segunda vaga de wild card na Conferência Leste. O jogador ajudou Pittsburgh a ganhar as últimas duas Stanley Cups e leva consigo experiência, além de ótimas técnicas pra o time. 

     

    NASHVILLE E CHICAGO

    Ryan Hartman se despede de Chicago e vai para os Preds, que também conseguiram uma escolha de quinta rodada no draft deste ano em troca de Victor Ejdsell, uma escolha de primeira e outra de quarta rodada, também de 2018.

    Os Preds continuam em primeiro na Divisão Central e trouxeram Hartman por sentir que o jogador se adaptaria facilmente ao time e seria alguém a contribuir nos playoffs. Além disso, eles também assinaram com Fisher hoje (26) mais cedo. Todas as mudanças que Nashville fez foram pensadas exclusivamente para melhorar o elenco e suas chances na briga pela taça.

    WINNIPEG E ST. LOUIS

    Os Jets conseguiram Paul Stastny em troca da escolha de primeira rodada deste ano e os direitos do atacante Erik Foley. Com 32 anos, Stastny fez 40 pontos nesta temporada e pode se tornar um free agent em julho. Os Jets esperam que o atacante melhore o time com sua boa média de vitórias em face-offs, além do ótimo potencial de ataque, importante para os Jets, que estão na segunda posição da Divisão Central.

    VANCOUVER E VEGAS

    Depois de pegar Brendan Leipsic dos Leafs no trade de expansão ano passado, os Golden Knights o trocaram com os Canucks. O Jogador pode se tornar free agent apenas no final da temporada que vem. Já Philip Holm está no fim do seu contrato atual, que termina em julho como a maioria, e agora faz parte dos Golden Knights. A estreia do jogador na liga foi na sexta-feira, justamente contra Vegas. Até então ele estava na AHL.

     

    ANAHEIM E NEW YORK

    Jason Chimera foi para os Ducks em troca do atacante Chris Wagner, que passa a fazer parte do New York Islanders.

    Chimera já participou de 69 jogos de playoffs e fez 29 pontos neles. Seu contrato termina em julho, quando ele pode se tornar um free agent. Wagner também pode se tornar free agent em julho, e fez 15 pontos nessa temporada.

     

    WINNIPEG E MONTREAL

    O Jets trocaram uma escolha de quarta rodada em 2018 pelo defensor Joe Morrow dos Canadiens. Com isso, Winnipeg mandou Nic Petan e Tucker Poolman para o Manitoba Moose, da AHL. Morrow foi draftado por Pittsburgh na primeira rodada de 2011, e já esteve em cinco jogos de playoffs enquanto estava nos Bruins.

     

    CALGARY E OTTAWA

    Nick Shore foi para os Flames em troca de uma escolha de sétima rodada em 2019. Shore já havia sido trocado no dia 14 deste mês por Los Angeles, e agora vai para Calgary, onde o GM acredita que ele irá desenvolver seu potencial. Segundo Treliving, Shore pode muito mais do que os números que ele dá, e o time precisava de um centro-direita e acharam este o melhor custo-benefício para a equipe.

     

    COLUMBUS E ARIZONA

    Jordan Maletta saiu dos Coyotes para os Blue Jackets no lugar de Ryan Kujawinski, que passa a ser do Arizona. Ambos os jogadores devem ir para os times afiliados na AHL.

     

    MONTREAL E MINNESOTA

    Mike Reilly agora faz parte do elenco de Montreal, e o Wild recebeu por ele uma escolha de quinta rodada no draft de 2019. Reilly participou de 38 jogos e fez 10 pontos nessa temporada, e pode se tornar um free agent em julho.

     

    PITTSBURGH E CAROLINA

    Josh Jooris conseguiu seis pontos com os Hurricanes e agora vai para o afiliado dos Penguins na AHL, enquanto Greg McKegg vai para os Canes. McKegg pode ajudar a equipe a conseguir uma vaga nos playoffs, levando a experiência de ter passado por diversos times até hoje.

     

    COLUMBUS E VANCOUVER

    Thomas Vanek foi para os Blue Jackets no lugar de Tyler Motte e Jussi Jokinen, que foram para os Canucks. O GM de Columbus espera com isso conseguir melhorar a marcação de gols e o power play do time, que está tentando segurar a vaga nos playoffs.

     

    SAN JOSE E BUFFALO

    Evander Kane agora faz parte dos Sharks. Em seu último ano de contrato, Kane pode se tornar free agent em julho. O atacante dos Sharks, Joe Pavelski, disse estar empolgado em jogar com Kane novamente (os dois eram parceiros na KHL) porque ele possui um jogo duro. Para o GM de San Jose, Evander Kane é um dos melhores jovens atacantes e possui uma combinação única de força, tamanho, velocidade e habilidade, que pode ajudar a equipe ao mesmo tempo que esta ajuda o jogador a chegar em sua melhor forma.

     

    NASHVILLE E ARIZONA

    Os Preds conseguiram Tyler Gaudet e John Ramage em troca de Trevor Murphy e Pierre-Cedric Labrie. Os jogadores devem entrar para as equipes da AHL de seus respectivos times afiliados. 

     

    EDMONTON E NEW JERSEY

    No final de seu contrato, Patrick Maroon foi trocado dos Oilers para os Devils, que receberam uma escolha de terceira rodada no draft de 2019 e o prospect J.D. Dudek, que está em sua terceira temporada em Boston College.

     

    VEGAS E DETROIT

    Tomas Tatar passa a fazer parte dos Golden Knights em troca de uma escolha de primeira rodada no draft de 2018, uma escolha de segunda no do ano que vem e uma de terceira em 2021. Com 28 pontos na temporada até agora, Tatar tem contrato até meados de 2021.

     

    BOSTON E CHICAGO

    Tommy Wingels agora faz parte dos Bruins. O atacante já participou de 54 jogos na pós temporada e conseguiu marcar dois gols e seis assistências neles. Em troca, os Blackhawks recebem uma escolha condicional de quinta rodada em 2019. Se Boston conseguir passar do primeiro round de playoffs nesse ano ou se assinar um contrato com Wingels, a escolha passa a ser de quarta rodada.

     

    NEW YORK E COLORADO

    Os Rangers conseguiram o defensor Chris Bigras, dos Avs, que adquiriram Ryan Graves e já anunciaram que ele será colocado no Rampage, afiliado do time.

     

    TAMPA E NEW YORK

    Depois de muita especulação e negociação os Rangers finalmente concordaram com a troca envolvendo Ryan McDonagh. O defensor agora vai para os Bolts junto com J.T Miller. Já os Rangers vão receber Vladislav Namestnikov e os prospects Libor Hajek e Brett Howden, além de uma escolha de primeira rodada no draft deste ano e uma condicional para o ano que vem.

    McDonagh ainda tem um ano restante em seu contrato e deve ficar em Tampa pelo menos até o fim da próxima temporada. O, agora, ex-capitão dos Rangers fez 26 pontos em 49 jogos nessa temporada, e 41 pontos em 96 jogos de pós-temporada.

    Miller começou a carreira nos Rangers e já fez 172 pontos nos 341 jogos que participou pelo time. Namestnikov também começou nos Bolts e está no fim de seu contrato, quando poderá se tornar um free agent. Ele tem 44 pontos em 63 jogos na temporada atual.

     

    Por fim, uma das trocas mais esperadas não ocorreu. Erik Karlsson continua no Ottawa Senators por enquanto. Alguns times tentaram conquistar o capitão dos Sens, mas não obtiveram sucesso. Fontes próximas ao jogador disseram que ele gostaria de se aposentar nos Sens, mas como seu contrato termina no meio do ano, e ele está longe de se aposentar, ninguém sabe ao certo o que será do futuro do jogador. Mas pelo menos até o fim da temporada ele permanece nos Senators.

  • Preds assinam com Mike Fisher (Novamente)

    Preds assinam com Mike Fisher (Novamente)

    Todo mundo sabia que ia acontecer, mas é sempre bom ter aquele papel com assinaturas que confirmem o negócio. E foi isso que os Preds e Mike Fisher fizeram hoje.

    O atacante vai receber um milhão de dólares pelo resto da temporada. O contrato tinha que ser assinado até hoje e era necessário para que o jogador pudesse voltar ao time oficialmente e a partir de então passar a jogar contra os adversários. Ele já estava treinando desde fevereiro, como dissemos aqui, mas deve fazer seu retorno às arenas ainda nessa semana.

    Fisher deve começar na quarta linha e jogará pouco tempo, contribuindo para o time quando necessário. A ideia é que ele esteja disponível para ajudar quando preciso, mas sem mexer no jogo que a equipe já vinha fazendo o resto da temporada. O treinador dos Preds disse que ele irá voltar como se estivesse começando, de baixo, e trabalhando para ganhar seus minutos no gelo.

     

     

  • Atletas Olímpicos da Rússia conquistam o ouro depois de 26 anos

    Atletas Olímpicos da Rússia conquistam o ouro depois de 26 anos

    Neste domingo foi encerrado os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang. Uma das últimas medalhas foi a do hockey masculino, e os russos, sem sua bandeira oficial, levaram o ouro para casa ao ganhar o jogo em cima da seleção alemã no overtime.

    A última vez que os russos conquistaram a medalha dourada tinha sido em 1992, em Albertville, na França, quando também não jogaram sob a bandeira do seu país. Na ocasião, a URSS tinha sido dissolvida um mês antes dos jogos e seis estados (Federação Russa, Ucrânia, Bielorrússia, Cazaquistão, Armênia e o Uzbequistão) optaram por competir com uma Equipe Unificada.

    Sem os atletas da NHL, os russos chegaram como os favoritos ao título e provaram porque são uma das melhores ligas de hockey. Mas os alemães não deixaram de fazer história. Era a primeira vez desde a reunificação da Alemanha que eles chegavam a uma final olímpica. Este fato em si já é importante, principalmente por haver eliminado o Canadá e a Suécia da disputa pelo ouro.

    A defesa alemã estava preparada, mas os Atletas Olímpicos da Russia abriram o placar no final do primeiro período com Vyacheslav Voinov. No segundo período, Felix Schütz empatou para a Alemanha em um gol duvidoso, mas os juízes confirmaram o placar após o pedido de revisão do técnico russo.

    O terceiro período foi recheado de gols. Nikita Gusev marcou para os Atletas Olímpicos da Russia, mas a Alemanha logo em seguida empatou novamente com Dominik Kahun. Jonas Muller deixou a Alemanha na frente pela primeira vez no jogo, que continuou em aberto e com possibilidade de gols para as duas seleções.

    A Alemanha já sonhava com a medalha dourada quando, faltando apenas 56 segundos para o fim do jogo, Nikita Gusev marcou novamente, empatando para os russos e levando o jogo para a prorrogação com o placar de 3 a 3.

    O overtime continuou com o clima tenso da partida na qual os dois times sabiam que não poderiam deixar o adversário marcar. Mas com quase dez minutos de prorrogação, a Alemanha cedeu um Power Play para os russos após Patrick Reimer cometer um high sticking contra Pavel Datsyuk.

    Os Atletas Olímpicos da Rússia aproveitaram a vantagem numérica e Pavel Datsyuk marcou o gol de ouro para sua seleção. Final: 4 a 3. Russos ficaram com o ouro, Alemanha com a prata e o Canadá conquistou o bronze após vencer  a República Tcheca por 4 a 6 na noite anterior.

     

    Foto Reprodução/dw.com

  • Semifinais masculinas nas olimpíadas de inverno

    Semifinais masculinas nas olimpíadas de inverno

    Na madrugada e na manhã desta sexta-feira (23), horário de Brasília, foram disputadas as semifinais do hockey masculino, nos jogos Olímpicos de inverno de Pyeongchang.

    República Tcheca 0,  Atletas Olímpicos da Rússia 3

    Os Tchecos fizeram 3 a 2 nos EUA, e acabaram eliminando um forte candidato a medalha conseguindo a vaga nas semifinais. Com isso, os Tchecos enfrentam os Atletas Olímpicos da Rússia, que derrotaram a Noruega por 6 a 1 nessa sexta-feira, garantindo a vaga na final em um jogo que teve muita movimentação; o placar só abriu mesmo no segundo período com gols de N. Gusev e V. Gavrikov, os Tchecos até que tentaram uma reação no terceiro período, mas no finalzinho da partida eles jáestavam sem goleiro e foi quando I.Kovalchuk fechou o placar, garantindo a disputa do ouro para os representantes da Rússia. E os tchecos vão disputar a medalha de bronze.

    Canadá 3, Alemanha 4

    Canadá conseguiu sua classificação para a semi final com uma vitória sobre a Finlândia em um jogo de um único gol do Canadá. Já a Alemanha veio de um placar de 4 a 3 contra a Suécia; os alemães e canadenses se enfrentaram para decidir quem iria disputar o ouro e o bronze contra os Atletas Olímpicos da Rússia. E nesse jogo aconteceu de tudo no gelo! O jogador do Canadá, Gilbert Brule, foi até expulso; o time alemão começou na frente, abriu o placar ainda no primeiro período e no segundo, marcaram 3 vezes, enquanto o Canadá marcou apenas 1 ponto. Já no terceiro e último período, foram os canadenses que marcaram 2 gols, sem conseguir a virada ou o empate. E então quem garantiu a vaga na final foi o time Alemão, já os canadenses vão disputar o bronze contra os thecos neste sábado às 09:10, horário de Brasília. E por fim, a Alemanha encara os Atletas Olímpicos da Rússia neste domingo (25) às 01:10.

     

  • Ouro Olímpico finalmente das americanas

    Ouro Olímpico finalmente das americanas

    Elas chegaram às olimpíadas com mais do que um sonho: as americanas queriam revanche após três vice-campeonatos contra o Canadá. Colocar um fim à hegemonia canadense nunca pareceu tão possível como nas Olimpíadas de PyeongChang 2018. Parecia tão possível, que elas fizeram.

    Na madrugada de quinta (22) os Estados Unidos conquistaram o ouro olímpico em cima do Canadá no Hockey no gelo feminino depois de 20 anos. Com um jogo extremamente disputado, a decisão ficou para o shootouts, após a partida terminar empatada em 2 a 2.

    O placar foi aberto no primeiro período pelos EUA com a Hilary Knight, mas o Canadá não demorou a marcar dois gols com Haley Irwin e Marie-Philip Poulin, e virar o jogo.

    Parecia que o Canadá levaria novamente a medalha para casa, mas as americanas não iriam desistir tão fácil. Seguraram o jogo até o final e, faltando 6 minutos para tocar a sirene no terceiro período, Monique Lamoureux empatou aproveitando um contra-ataque após uma das belas defesas da goleira americana Maddie Rooney.

    O jogo foi para o overtime e ficou ainda mais disputado. As duas defesas seguraram as adversárias e ninguém parecia dar indícios de desistir do título. Entretanto, os Estados Unidos continuaram mais forte, marcando e chegando mais vezes ao gol.

    E se a torcida já não estava nervosa o suficiente, o resultado veio apenas nos shootouts extremamente disputado. De um lado, a goleira americana Maddie Rooney, e do outro, a canadense Shannon Szabados: ambas sem medo de segurar o puck e proteger a meta.

    Gigi Marvin e Amanda Kessel marcaram para os EUA. Meghan Agosta e Melodie Daouts marcaram para o Canadá. Brianne Jenner perdeu o quinto chute e ficou nas mãos de Hilary Knight conquistar o título americano. Mas um jogo que tinha sido tão emocionante até aquele momento não terminaria fácil assim.

    Precisou de mais um pênalti para cada lado para que Lamoureux, que já tinha sido importante para os EUA no jogo marcando o gol de empate, colocar o puck para dentro do gol de Szabados. Ficou nas mãos de Rooney, literalmente, defender o título ao parar o shoot de Agosta.

    As americanas finalmente puderam deixar capacetes e luvas no gelo e comemorar o ouro olímpico.  O Canadá levou a prata e o bronze ficou com a  Finlândia.

     

    Foto: Reprodução/The New York Times