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  • Roster do All Star Weekend é anunciado

    Roster do All Star Weekend é anunciado

    Ontem foi anunciado os jogadores que irão participar do All Star Weekend 2020. O evento vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro em St. Louis e os times serão liderados por Connor McDavid (Pacífica), Nathan MacKinnon (Central) e David Pastrnak (Atlântica).

     A princípio, Alex Ovechkin foi o mais votado para ser o Capitão da Metropolitana, entretanto, o jogador do Capitals anunciou que não irá participar do All Star Game pelo segundo ano consecutivo. A justificativa do russo foi a mesma do ano passado, alegando que apesar de estar saudável, quer usar os dias de folga que o evento permite ao schedule para descansar e se preparar para a segunda parte da temporada. Por enquanto ainda não foi anunciado novo capitão para a Metropolitana.

    A escolha dos jogadores participantes é feita pelo NHL’s Hockey Operations Department. Entretanto, assim como os fãs podem votar para escolher os capitães de cada divisão, a escolha dos jogadores que irão completar os times também será feita por voto popular pelo segundo ano seguido. Dessa forma, os fãs do esporte poderão votar no 2020 NHL All-Star Last Men a partir do dia 1º até o dia 10 de janeiro.

    Sendo assim, o roster  escolhido pela NHL ficou da seguinte forma:

    Divisão Atlântica

    David Pastrnak, Boston Bruins (C)

    Jack Eichel, Buffalo Sabres

    Tyler Bertuzzi, Detroit Red Wings

    Jonathan Huberdeau, Florida Panthers

    Auston Matthews, Toronto Maple Leafs

    Anthony Duclair, Ottawa Senators

    Shea Weber, Montreal Canadiens

     Victor Hedman, Tampa Bay Lightning

    Frederik Andersen, Toronto Maple Leafs

    Tuukka Rask, Boston Bruins

    Divisão Metropolitana

    Kyle Palmieri, New Jersey Devils

    Mathew Barzal, New York Islanders

     Artemi Panarin, New York Rangers

    Travis Konecny, Philadélphia Flyers

    Jake Guentzel, Pittsburgh Penguins

    Dougie Hamilton, Carolina Hurricanes

     John Carlson, Washington Capitals

    Seth Jones, Columbus Blue Jackets

    Braden Holtby, Washington Capitals

    Joonas Korpisalo, Columbus Blue Jackets

    Divisão Central

    Patrick Kane, Chicago Blackhawks

    Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche (C)

    Tyler Seguin, Dallas Stars

    Eric Staal, Minnesota Wild

    Ryan O’Reilly, St. Louis Blues

    Mark Scheifele, Winnipeg Jets

    Roman Josi, Nashville Predators

    Alex Pietrangelo, St. Louis Blues

    Jordan Binnington, St. Louis Blues

    Connor Hellebuyck, Winnipeg Jets

    Divisão Pacífica

    Jakob Silfverberg, Anaheim Ducks

    Matthew Tkachuk, Calgary Flames

    Connor McDavid, Edmonton Oilers (C)

    Leon Draisaitl, Edmonton Oilers

    Anze Kopitar, Los Angeles Kings

    Logan Couture, San Jose Sharks

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks

    Mark Giordano, Calgary Flames

    Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights

    Darcy Kuemper, Arizona Coyotes

    Foto Reprodução: NHL.com

  • 12 momentos que entraram para a história em 2019

    12 momentos que entraram para a história em 2019

    O ano de 2019 para o hockey foi intenso e lotado. De pontos à shutouts, a NHL registrou acontecimentos que entraram para a história da Liga e colocaram jogadores e times em colocações também históricas. Portanto, a equipe do NHeLas resolveu fazer um top 10 de todos os recordes ultrapassados ao longo dos últimos 12 meses.

    04/02: Carter Hart se tornou o 4º goleiro na história da NHL a ter uma sequência de vitórias de, pelo menos, 7 jogos antes mesmo de completar 21 anos. A marca foi registrada em um jogo dos Flyers contra os Canucks. 

    06/04: O Tampa Bay Lightning se tornou o 4º time na história da NHL a adquirir mais pontos em uma temporada. Ao fim da season 2018/19, registrou um total de 128 pontos. Seguidamente, tornaram-se o segundo time na história da Liga a possuir mais vitórias durante uma temporada, com 62 somadas. 

    12/06: O St. Louis Blues se tornou, o primeiro time de expansão da NHL a ganhar a StanleyCup depois de ter ocupado o último lugar na classificação geral da temporada.

    14/10:  Victor Olofsson, rookie do Winnipeg Jets na temporada 2019/20, atingiu um recorde histórico no início de sua carreira. Ele marcou todos os seus 7 primeiros gols na Liga em Power Play. Desta forma, se torna o primeiro jogador na história da NHL a conquistar tal feito. 

    15/11: O forward do Boston Bruins, Brad Marchand, entrou para a história da NHL. Ele se tornou, por fim, o único jogador da Liga a marcar, em 7 ocasiões,  nos primeiros 15 segundos de uma partida.

    16/11: Connor McDavid e Leon Draisaitl, do Edmonton Oilers, se tornaram a terceira dupla de jogadores na história da NHL, nos últimos 30 anos, a marcar mais de 40 pontos nos primeiros 22 jogos de sua equipe na temporada. 

    25/11: Em um jogo do New York Rangers contra o Minnesota Wild, Henrik Lundqvist bate outro recorde em sua carreira. O jogador chegou a marca de 455 vitórias com o time. Desta forma, se tornou, por fim, o 5º goleiro na história da NHL com mais vitórias. 

    10/12: Sebastian Aho, do Carolina Hurricanes tornou-se o jogador mais novo dos Cannes a atingir a marca de 100 gols no jogo contra o Oilers. Desta forma, também passou a ocupar o 6º lugar em toda a história da NHL entre os jogadores que marcaram 100 pontos em poucos jogos (no caso dele, 273).

    13/12: O Vegas Golden Knights, no último jogo da equipe contra o Dallas Stars, também conquistou um grande recorde para equipe. Este sendo o maior recorde na história da NHL em pontos nos 100 primeiros jogos fora de casa de uma franquia, somando, por fim, 109 pontos. 

    14/12: Frederik Andersen, do Toronto Maple Leafs, alcançou a marca de 200 vitórias durante a temporada regular, em 344 partidas ou menos. Portanto, se torna o 5º goleiro na história da NHL a conquistar tal marca.

    27/12: Cale Makar, do Avalanche, no jogo do time contra o Minnesota Wild, atinge a marca de 29 pontos nos 30 primeiros jogos de sua carreira. Desta forma, se torna o 5º jogador na história da NHL a alcançar o Marco. 

    27/12: Alex Ovechkin, no último jogo dos Capitals contra os Blue Jackets, conquista seu 36º ponto em OT durante a temporada regular. Assim, se torna o segundo jogador, na história da liga, com mais pontos em overtime.

  • As principais realocações de times na NHL

    As principais realocações de times na NHL

    Atualmente, a NHL possui 31 equipes espalhadas por diversas cidades do Canadá e Estados Unidos. O cenário e distribuição atual, no entanto, nem sempre foi assim. Trocas de cidade, expansões e extinções de times ocorrem na Liga desde a sua fundação. Muitos dos times que conhecemos hoje vieram de cidades totalmente diferentes das quais estamos acostumadas. Por isso, o NHeLas trás uma lista com os principais times realocados nos últimos 100 anos.

    Atlanta Thrashers

    Logo do Atlanta Thrashers
    Fonte: gettyimages

    Os Thrashers iniciaram sua história na NHL em 1999, na cidade de Atlanta (Georgia). O time surgiu em uma expansão da liga com outros três times (Predators, Blue Jackets e Wild) e jogou por anos na atual State Farm Arena. A criação da nova franquia marcou a volta da NHL para a Georgia. O estado não possuía um time desde a década de 1980, quando o Atlanta Flames foi realocado para Calgary, se tornando, então, o Calgary Flames.

    Durante a sua estadia em Atlanta, os Thrashers fizeram parte da Divisão Sudeste da Conferência Leste. Posteriormente, essa divisão seria extinta, deixando cada conferência da Liga com apenas duas divisões. De todas as temporadas que o time disputou pela NHL, em apenas uma se classificou para os playoffs, em 2006-2007. No entanto, foram eliminados pelos Rangers nos quatro primeiros jogos. 

    Ao final da temporada 2010, começaram a surgir boatos sobre diversos grupos que demonstraram interesse na compra dos Thrashers. Porém, em 2011, após diversas especulações – além das dívidas criadas ao longo dos 12 anos de existência da equipe – seus donos majoritários informaram que o Atlanta Thrashers havia sido comprado pelo grupo canadense True North Sports & Entertainment. Sendo assim, acabou sendo realocado para Winnipeg, se tornando o Winnipeg Jets, que disputam atualmente na Conferência Oeste.

    Atlanta Flames

    Logo do Atlanta Flames. Fonte: sportslogo.net

    O Atlanta Flames foi o primeiro time de hockey da NHL a se instalar na cidade de Atlanta, antes mesmo dos Thrashers. Eles fizeram parte da Liga de 1972 a 1980, disputando na West Division (esta que, mais tarde, se tornaria a Divisão Metropolitana). Em suas oito temporadas na NHL, tinham como casa o Omni Coliseum.

    O time surgiu junto com os Islanders, na expansão da NHL na década de 1970. Além disso, foi nomeado em homenagem aos acontecimentos em Atlanta durante a Guerra Civil norte-americana, onde foi alvo de diversos ataques. Os Flames eram uma equipe com rendimento modesto no gelo e se classificaram para os playoffs em seis das oito temporadas que disputaram. Porém, nunca avançaram o suficiente para chegar às finais. Eric Vail foi um dos seu top scorers, com 174 gols marcados. Tom Lysiak, no entanto, assumiu a posição de jogador a marcar mais pontos no time, com 431 no total.

    A partir da temporada 1977-1978, o time começou a declinar. A média de público, que antes era de cerca de 12,200 pessoas, passou para 10,000. Acabou gerando, desta forma, especulações sobre a realocação do time. Enfim, em 21 de maio de 1980, os boatos se tornam realidade e o time foi vendido por 16 milhões para investidores canadenses, sendo realocado para Calgary e, por fim, se tornando o Calgary Flames. 

    Hartford Whalers

    Logo dos Hartford Whalers. Fonte: reddit.com

    Os Hartford Whalers começaram sua história na Liga Nacional de Hockey na cidade de Hartford, em Connecticut, no ano de 1979. Anteriormente, o time fez parte da World Hockey Association e tinha como localização a cidade de Boston, com o nome de New England Whalers. Porém, com a junção da WHA e NHL, e por ser um dos melhores times da World Hockey League, a equipe foi realocada para Hartford. A partir de então, adquiriu o nome que manteve até uma nova realocação do time, ao fim da década de 1990.

    Gordie Howe durante sua breve estadia nos Whalers.
    Fonte: arenadigest.com

    A primeira temporada do time na NHL parecia promissora, com Gordie Howe, Mike Rogers e Dave Keon liderando o time. Porém, eles nunca foram tão bem sucedidos na Liga como na WHL. Ainda assim, em suas 18 temporadas, tiveram uma base de fãs decente que, em sua maioria, vinha de cidades próximas a Hartford. Desde sua formação, o time disputou na Norris Division (atualmente, Divisão Central), que fazia parte da Wales Conference (hoje, Eastern Conference). Em todos os seus anos na NHL, o time fez apenas oito aparições nos playoffs, vencendo apenas uma das séries. 

    Por se localizarem a apenas 100 km de Boston, e por já terem dividido a mesma arena, os Whalers adquiriram uma forte rivalidade com os Bruins. Os jogos em casa contra Boston atraíam grandes médias de público para os Whalers. O recorde do time contra os Bruins, em todas temporadas em que o time jogou pela NHL, foi de 37–69–12.

    No entanto, o time veio ao fim por diversos fatores. O time estava localizado entre Boston e Nova York, que já possuíam fan bases fiéis aos seus times. A maior parte de suas vendas vinha quando os Islanders, Bruins ou Rangers disputavam as partidas em Hartford. Em 1996, Peter Karmanos anunciou que, se o time não tivesse uma média de 11.000 tickets vendidos na temporada 1996-1997, a equipe seria realocada. Desta forma, ao fim da season, foi anunciado que os Whalers seriam realocados de forma definitiva para Raleigh, na Carolina do Norte. Ali, por fim, se tornaram o Carolina Hurricanes.

    Minnesota North Stars

    Logo Minnesota North Stars. Fonte: gettyimages.com

    Os North Stars disputaram 26 temporadas pela NHL, de 1967 à 1993, em Bloomington, Minnesota, tendo como casa a arena Met Center. 

    Dos 26 anos em que fez parte da Liga Nacional de Hockey, o Minnesota fez 15 aparições nos playoffs. Em duas delas, chegou à uma final de Stanley Cup. A primeira, durante a temporada 1980-1981, na qual perderam para os Islanders. A segunda e última aparição nas finais foi somente dez anos depois da primeira, em 1990-1991, quando foram eliminados pelos Penguins. 

    Após diversas especulações, o time foi realocado para Dallas, no Texas, no ano de 1993. Desta forma, com a mudança, acabou por se tornar o Dallas Stars que conhecemos atualmente. 

    Quebec Nordiques 

    Logo Quebec Nordiques. Fonte: gettyimages.com

    Os Nordiques existiram por 16 anos na NHL. Anteriormente, a equipe fez parte da WHL, sendo um dos primeiros times a inaugurar a liga. Porém, com a junção desta e da NHL, o time passou a compor a Liga Nacional de Hockey em 1979. A equipe de Quebec disputava pela Adams Division, da Wales Conference (futuramente, a Adams Division tornou-se a Divisão Atlântica). O nome se deu pelo fato de serem o time que ficava mais ao norte, dentre todos os da Liga. Posteriormente, quando começaram a fazer parte da NHL, o nome prevaleceu. 

    A primeira temporada do time na Liga Nacional de Hockey não foi nada produtiva, tendo terminado em último lugar da divisão. Nas restantes, o time teve seus altos e baixos. Durante a década de 1980, venceram seu primeiro título de Divisão, na temporada 1985-1986, porém, logo após acabaram sendo eliminados pelos Whalers nos playoffs. Em seguida, em 1986-1987, o time voltou a enfrentar os Whalers e venceu a série sobre o time de Hartford. Entretanto, foram eliminados novamente na pós-temporada, dessa vez pelos Canadiens. Já ao fim da década, em 1989-1990, Guy Lafleur veio para completar a equipe, porém, faz uma de suas piores temporadas na NHL, marcando apenas 24 gols em 98 jogos. O time atingiu a pior marca de sua história, terminando a season com apenas 31 pontos. 

    Na temporada 1994-1995, após serem eliminados nos playoffs pelos Rangers, e com o acúmulo de dívidas e empecilhos que o time encontrava para se manter em Quebec, o COMSAT Entertainment Group acabou comprando a franquia. Desta forma, o time foi realocado para Denver, no Colorado, se tornando, por fim, o Colorado Avalanche. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • NHL comemora mês do Hockey Fights Cancer

    NHL comemora mês do Hockey Fights Cancer

    Nesse mês de novembro acontece o Hockey Fights Cancer Month, a iniciativa anual do hockey em combate ao câncer. O evento, que está em sua 21ª edição, acontece durante todo o mês e conta com a participação de todos os times da Liga. Cada franquia tem a sua noite de conscientização da causa, quando são convidados membros da comunidade local para prestar homenagens e promover a conscientização sobre a importância da prevenção contra o câncer. Neste ano, o ex-jogador e atual analista do Chicago Blackhawks, Eddie Olczyk, foi convidado para ser o embaixador da causa. Ele se curou de um câncer em março de 2018, depois de ter sido diagnosticado oito meses antes com câncer no cólon em estágio 3. Chicago Blackhawks e Boston Bruins foram os primeiros a promover o seu evento, ainda no mês de outubro. 

    Calendário dos jogos do Hockey Fights Cancer (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Primeiras homenagens

    Os Blackhawks iniciaram os preparativos para a sua noite especial no dia 25, quando o fã Benoit Savard, de 12 anos, treinou com o time. O jovem, que está em remissão de leucemia há um ano, também foi convidado para participar do drop the puck, antes do início da partida do dia 27. O time também homenageou alguns fãs no terceiro Purple Carpet. Foram mais de 20 homenagens, dentre eles pessoas que estão lutando contra o câncer, estão em remissão ou perderam um ente querido para a doença.

    Além disso, os primeiros 10 mil fãs que chegaram para assistir a partida também tiveram uma surpresa. O time preparou uma bobblehead exclusiva do Olczyk. Por fim, os fãs também puderam comprar souvenirs específicos do time no decorrer da noite. 

    Em agosto desse ano, o forward Charlie Coyle se viu visitando um pequeno amiguinho em sua cidade natal de Weymouth, Massachusetts. O jogador foi visitar Quinn Waters, um fã de três anos que luta contra um tumor cerebral. O pequeno, que foi apelidado carinhosamente de “The Mighty Quinn”, descobriu o tumor em fevereiro. Por isso, estava em tratamento e, portanto, não podia sair de casa. Foi então que Coyle decidiu visitar o fã com vários presentes do time e alegrar o dia do novo “melhor amigo”, como é chamado por Quinn. Os Bruins convidaram Mighty Quinn junto com seu pai para a tradicional cerimônia do drop the puck, onde Quinn soltou o puck entre Coyle e Logan Couture, o capitão do San Jose Sharks. 

    O início

    Fundada em 1998, numa parceria da NHL com a National Hockey League Players’ Association (NHLPA), a iniciativa tem como propósito arrecadar dinheiro e conscientizar as pessoas sobre a pesquisa do câncer e a importância do diagnóstico precoce. Ela foi fundada depois que o ex-jogador John Cullen, que na época jogava pelo Tampa Bay Lightning, foi diagnosticado com um linfoma Não-Hodgkin em 1997. Como resultado, o ex-jogador perdeu o resto da temporada devido ao tratamento.

    O câncer de Cullen inspirou Timm Harmon, do Moffitt Cancer Centre na University of South Florida, a criar uma parceria com o Lightning. Posteriormente, em dezembro de 1998, a NHL se juntou à causa e fundou o Hockey Fights Cancer.

    Usando os tradicionais uniformes de cor lavanda e placas com “I fight for”, os times homenageiam as pessoas da comunidade que lutam contra a doença. Na noite de homenagem, são vendidos produtos autografados e exclusivos da campanha. Com o dinheiro arrecadado, a NHL ajuda a American Cancer Society, Canadian Cancer Society e Movember Foundation a fornecer uma qualidade de vida aos pacientes e seus familiares. Por meio das doações, a NHL ajuda essas associações na hospedagem, transporte, programas de apoio e suporte gratuito ao gerenciamento de sintomas antes e após o tratamento para mais de 1.300 homens com câncer de próstata nos Estados Unidos e Canadá. 

    Causa especial

    Em 2014, o goleiro Pekka Rinne e o ex-capitão Shea Weber, do Nashville Predators, fundaram a 365 Pediatric Cancer Fund. A fundação foi criada com intuito de arrecadar dinheiro para a pesquisa do câncer infantil. Naquele ano, os dois conseguiram arrecadar 312.242,90 dólares. Hoje, seis anos após a criação da fundação, o goleiro continua no projeto. Este ano, em conjunto com os Predators, a fundação conseguiu bater o recorde e arrecadar um total de 550.365,19 dólares.

    No entanto, para Rinne, o dinheiro é só uma das possíveis formas de ajudar. O goleiro gosta mesmo é de visitar o hospital e fazer a alegria das crianças que estão por ali. Recentemente, ele tirou o dia para visitar as crianças, tirar fotos e realizar um meet and greet. Muito mais do que doar o dinheiro, as visitas fazem a diferença para aqueles que estão ali. Além disso, a causa se torna muito mais pessoal e especial. Pekka tem o costume de visitar o hospital no decorrer do ano e criar um relacionamento com as crianças. Afinal, dinheiro nenhum compra um sorriso no rosto de uma criança!

  • Início de Temporada com recordes

    Início de Temporada com recordes

    A temporada 2019/20 começou com o pé direito. A liga iniciou há duas semanas, mas já presenciamos rookies fazendo seu primeiro gol, times invictos, e performances excepcionais por parte de vários jogadores. E com um start de temporada como esse, não poderiam faltar equipes atingindo marcas históricas na liga. Portanto, hoje o Nhelas vai deixar vocês a par de todos os recordes conquistados até então nesse início de season

    Invictos da temporada 2019/20

    Cinco times da liga deram start na temporada atual mostrando ao que vieram. Colorado Avalanche, Edmonton Oilers, Carolina Hurricanes, New York Rangers e Philadelphia Flyers deram início a essa temporada sendo os únicos times na liga a terem 2 ou mais vitórias consecutivas. 

    Os primeiros a caírem foram os Rangers e os Flyers. O time da Philadelphia manteu a sequência até a derrota para os Canucks, em seu terceiro jogo. Seguidamente, a equipe de New York também caiu em seu terceiro jogo, quando foram derrotados pelos Oilers por 4 a 1. Carolina Hurricanes foi o próximo a deixar disputa. Eles mantiveram um streak de cinco vitórias seguidas, até a derrota para os Blue Jackets, no último sábado.  Este foi o melhor começo de uma season dos Hurricanes desde 1995-96, quando o time, ainda como Hartford Whalers,  conseguiu 4 vitórias seguidas.

    Assim, restaram apenas Oilers e Avalanche. Porém, em seu quinto jogo na temporada, os Oilers também deixaram para trás a competição de sequência de vitórias. A derrota para os Hawks deixou o time com um recorde de cinco jogos vencedoras seguidos em um início de temporada. Porém, ainda sim, este foi o melhor início de uma season na história do time de Edmonton desde a temporada 1983/84, onde a equipe conquistou uma sequência de 7 vitórias. 

    O Colorado Avalanche, no entanto, era o único a continuar firme e forte na disputa.  Até ontem, ainda era o único a continuar invicto, com 5 vitórias. Portanto, a derrota para o Pittsburgh acabou fazendo a equipe cair e estagnar nos cinco jogos vencidos. No entanto, a equipe ainda teve, em toda sua história, nesta temporada, seu terceiro melhor início de season na Liga. 
     

    Outros recordes dos times

    O Vancouver Canucks também bateu algumas marcas. O time saiu vitorioso nos seus três primeiros jogos da temporada regular 2019/20 em casa, sendo a primeira vez desde a season 2016/17. Os Kings também deixaram seu recorde registrado nessa temporada, sendo o primeiro time da Liga a marcar os 3 gols mais rápido de uma regular season desde os Penguins, em 1993. 

    Os Oilers se tornaram, nesta temporada, o terceiro time na história da NHL a ganhar seus 4 primeiros jogos vindos de um déficit, se juntando apenas ao Nashville Predators e ao Los Angeles Kings. O Tampa Bay Lightning e o Toronto Maple Leafs não iniciaram a temporada invictos, mas fizeram a torcida tremer. Os dois times, que se enfrentaram na última quinta, marcaram 7 gols em apenas 20 minutos de jogo. Portanto, atingiram a marca de maior número de gols marcados em apenas 1 período de um jogo da temporada regular. Além disso, o Tampa Bay também se tornou o primeiro time atualmente a vencer todos os seus jogos de abertura de temporada, sendo 6 desde a temporada 2014/15. 

    Na primeira semana da Liga, Mike Zibanejad, dos Rangers, também bateu algum alguns recordes. Ele se tornou o primeiro jogador a marcar 8 pontos nos 2 primeiros jogos da temporada desde 1995/96, quando Jagr também atingiu o marco. Anthony Mantha, no entanto, atingiu um recorde parecido pelo time que joga, o Detroit Red Wings. Ele se tornou o terceiro Red Wing a marcar 7 pontos em apenas dois dos primeiros jogos de uma temporada. Ele também marcou 4 gols no jogo do Detroit contra o Dallas, e assim, se tornou o segundo jogador a disputar pelo time e alcançar a mesma marca. 

    Morgan Rielly, do Toronto Maple Leafs, no jogo contra o Minnesota Wild, se tornou o 16º defensor da história da NHL a registrar 4 assistências em apenas um período de jogo, sendo o primeiro desde Roslilav Klesla, em 2013. 

    Jogadores, Hat-tricks e outros recorde de gols

    Na última quinta, Brent Burns, do San Jose Sharks, atingiu a marca de 200 gols na NHL. Desta forma, ele se torna o 23º defensor na história da liga a conquistar o recorde. Também dos Sharks, Patrick Marleau se tornou o oitavo jogador da história da liga a marcar, pelo menos, um gol enquanto adolescente e um aos 40 pela mesma equipe. 

    Steve Stamkos, do Tampa Bay Lightning, se tornou o segundo jogador da liga a ter mais gols em power play, ficando assim apenas atrás de Alex Ovechkin. Assim, ⅓ dos gols que o jogador marcou em toda sua carreira foram durante a penalidade (147 de 397). 

    O defensor do Carolina Hurricanes, Dougie Hamilton, é o primeiro defensor a obter um gol em 5 jogos seguidos pelo time que disputa. Ele fica atrás de Mike Green, que conseguiu a marca de oito gols em 8 jogos seguidos. Outro recorde que saiu de Canes foi a marca pessoal do jogador Erik Haula, que se tornou o terceiro na franquia Canes/Whalers a marcar 5 ou mais gols nos primeiros 5 jogos da temporada. Antes, quem tinha realizado o mesmo feito foi Jeff Skinner, em 2017/18 (5 gols em 6 jogos) e Al Sims em 1980/81(6 gols em 6 jogos), quando o time ainda estava em Hartford.

    Já Cole Makar, do Avalanche, se tornou o 11º defensor da história da NHL a ter um ponto em seus 4 primeiros jogos da temporada regular. Jeff Petry, defenser do Montreal Canadiens, marcou seu 11º gol em power play, desde a temporada 2017/18. Com isso, fica apenas atrás de Drew Doughty e Brent Burns, ambos com 12 gols. Para finalizar a lista de defensores, Zach Werenski se tornou o terceiro do Columbus Blue Jackets a marcar, pelo menos, 40 gols. Assim, ele fica atrás apenas de Rostislav Klesla (41) e David Savard (40).

    Outros rookies também fizeram sua estreia na NHL batendo recordes. Victor Olofsson, do Buffalo Sabres, se tornou o primeiro jogador da NHL ao marcar seus 7 primeiros gols na liga em Power Play. Seguidamente, Ville Heinola, o 20th overall do draft 2019, selecionado pelos Jets, se tornou o primeiro rookie da seleção deste ano a marcar seu primeiro gol na temporada, na vitória do time contra o Pittsburgh Penguins, no último dia 8. 

    Em relação a recorde de gols, David Pastrnak tornou-se o terceiro jogador desta temporada a marcar 4 gols em um jogo. Assim, ele se junta a outros dois jogadores da Liga. Anthony Mantha, do Detroit Red Wings, e James Neal, dos Oilers. No entanto, este não é a única marca atingida por Pastrnak. Com os 4 gols,  e se tornou um dos 3 jogadores na história do Bruins a obter estes em um jogo da temporada regular e marcou o 5º hat-trick de sua carreira. 

    O Anaheim Ducks também teve jogadores a atingir algumas marcas. Cam Fowler marcou seu 60º gol em temporadas regulares na NHL, e assim, se torna o segundo defensor da franquia a atingir tal recorde. Por fim, Ryan Getzlaf, capitão do time, se tornou o jogador dos Ducks a ter mais jogos disputados pelo time.

    A lenda do Washington Capitals, Alex Ovechkin, também deixou sua marca nesse início de temporada. O russo, portanto, se tornou o 4º jogador da história da NHL a obter mais gols em power play, com 248 gols. 

    Recordes dos goleiros

    Os goleiros também iniciaram esta nova season alcançando vários marcos. Marc Andre Fleury é um deles. O goaltender do Vegas Golden Knights chegou a marca de 800 jogos disputados na NHL no jogo dos Knights contra os Sharks, no último dia 4. Desta forma, ele também se junta aos goleiros Curtis Joseph e Martin Brodeur, ao se tornar o goleiro com mais vitórias em season openers, na história da liga. 

    Petr Mrazek, dos Canes, é o 4º goleiro da história do time a ter um shutout contra os Kings, e o primeiro desde Kevin Weekes, que realizou a façanha em 2003. Já o goleiro do Arizona Coyotes, Darcy Kuemper, atingiu a marca de ceder apenas 2, ou menos, gols por jogo (GAA) em cada uma das vezes que iniciou pelo time. Assim, se igualou a Nikolai Khabibulin, que era o líder da estatística em toda a história da franquia. 

    O veterano, Tukka Rask, do Boston Bruins, também não decepcionou. A performance do goleiro contra os Devils, no último sábado, de 31 defesas, é a melhor em um shutout de um goleiro na história do Bruins, desde que os shots começaram a ser contados na NHL, na temporada 1955/56. Desta forma, também se torna o 4º goleiro da franquia a ter um shutout em um jogo de abertura de temporada. 

    Por fim, Carter Hart, do Philadelphia Flyers, também registrou seu recorde. Com apenas 21 anos, o goleiro se tornou o mais novo na história dos Flyers a adquirir um shutout, na partida contra os Devils, no último dia 10. 

    Outras marcas dos jogadores

    Dois jogadores da liga atingiram marcos históricos em sua carreira nesse início de temporada. Kris Letang, do Pittsburgh Penguins, atingiu a marca de 500 pontos na NHL. Assim, se torna o primeiro defensor da história do Pens a obter o recorde. Já Phil Kessel, dos Yotes, atingiu a marca de 1000 jogos disputados na Liga. Portanto, o jogador acaba se tornando o 3º mais novo atualmente a conseguir tal feito. 

    O gol de Jonathan Huberdeau, do Florida Panthers, no jogo contra os New Jersey Devils, se tornou o gol mais rápido a ser feito na temporada atual, até o momento, sendo marcado nos primeiros 16 segundos de jogo. Ainda no Panthers, outro jogador acabou por atingir mais um recorde. Mike Hoffman se tornou o primeiro jogador da franquia a marcar um hat trick em um jogo de abertura de temporada do time. 

    James Neal, dos Oilers, foi um dos três jogadores a marcar 4 gols pelo time que compete, neste início de temporada. Assim, é um dos únicos jogadores ativos a ter hat-tricks com 4 times diferentes (Pittsburgh, Nashville, Dallas e Oilers). Juntamente dele, com os mesmos 4 gols atualmente, estão Anthony Mantha e David Pastnark. 

    Não apenas tivemos um ganhador da Stanley Cup conquistando recordes, mas também o mesmo que conquistou o Conn Smythe na off season. Ryan O’Rielly, do St. Louis Blues, se tornou o primeiro jogador a marcar 7 pontos nos primeiros 4 jogos da temporada regular. Cam Atkinson, no entanto, dos Blue Jackets, se torna o jogador ativo atualmente que mais marcou nos jogos de estreia de temporada em que participou. Assim, ele passa a ter marcado, até então, em seis dos season opener games em que esteve presente.

    Matt Duchene, do Nashville Predators, adquiriu 3 assistências em seu debut pelo time. Desta forma, ele se torna o segundo jogador do time a ter recorde de pontos em uma estreia, ficando atrás apenas de Steve Sullivan. 
    Finalmente, um dos primeiros recordes a serem conquistados na liga veio do jogador do Maple Leafs, Auston Matthews. O 1st overall do Draft de 2016, portanto, se tornou o 4º jogador na história da NHL a marcar em suas 4 primeiras season openers. Consequentemente, por fim se junta a Dit Capper, Dave Andreychuch e Sergei Fedorov.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Divisão Atlântica: previsões da temporada 2019/20

    Divisão Atlântica: previsões da temporada 2019/20

    Prever como um time vai se sair na temporada nem sempre é possível e sempre há surpresas. Mas com o intuito de entender um pouco mais das divisões, o NHeLas trás um dossiê sobre a temporada 2019-2020. Previsões sobre as divisões Metropolitana, Central e Pacífica já saíram. Vamos conferir nossa análise sobre a Divisão Atlântica?

    Boston Bruins

    O defensor Charlie McAvoy reassinou com o Boston Bruins por 3 anos.
    O defensor Charlie McAvoy reassinou com o Boston Bruins por três anos.

    Na temporada passada, o Boston Bruins chegou à final da Stanley Cup pela 16ª vez na história da franquia. Porém, perderam para o St. Louis Blues no jogo 7, por 4 a 1. Com o sucesso da temporada anterior, os Bruins não se preocuparam em mexer demais no seu elenco para temporada 19-20.

    Charlie McAvoy e Brandon Carlo, alguns dos destaques do elenco, estavam pendentes para assinarem o novo contrato. Porém, os Bruins renovaram com os dois jogadores que se tornaram RFAs na intertemporada. Por outro lado, outros jogadores foram trocados, como Marcus Johansson e Noel Acciari.

    Com o atual técnico Bruce Cassidy indo para sua terceira temporada comandando os ursos, espera-se que o time dispute com o Tampa Bay Lightning pelo primeiro lugar na Divisão Atlântica. O trabalho do técnico vem dando resultados e, com o elenco já integrado, os Bruins têm tudo para continuar consistente.

    Por fim, se tratando de playoffs, os Bruins podem ser fortes favoritos à levantar a Stanley Cup este ano. Mesmo com um elenco não tão jovem, não seria surpresa se eles aparecessem novamente em uma final, afinal, contam com bons nomes já em integração há anos.

    Buffalo Sabres

    Ralph Krueger, novo técnico do Buffalo Sabres, disse que está motivado a levar o Sabres para os playoffs. Divisão Atlântica
    Ralph Krueger, novo técnico do Buffalo Sabres, disse que está motivado a levar os Sabres para os playoffs.

    O Buffalo Sabres começou a temporada passada muito bem. Entretanto, decaíram e não conseguiram se levantar. Ao final da temporada, ficaram apenas no sexto lugar da divisão.

    Contudo, foi o time que mais fez mudanças na offseason. Com a adição dos forwards Marcus Johansson e Jimmy Vesey, e também dos defensores Henri Jokiharju e Andrew Hammond, os Sabres poderão ter um equilíbrio e quem sabe sonhar com uma vaga nos playoffs.

    Além disso, Jeff Skinner, adquirido após uma troca com o Carolina Hurricanes em 2018-2019, renovou por oito anos. Assim, os Sabres garantiram uma grande força ofensiva por um bom tempo, já que o forward vem de um recorde na carreira de 40 gols.

    Mas tudo isso vai depender do goleiro Carter Hutton manter uma boa percentagem de saves e ajudar seus colegas de time. Como a Divisão Atlântica é muito competitiva, a disputa será acirrada.

    Detroit Red Wings

    Steve Yzerman volta para o Detroit Red Wings, agora como General Manager. Divisão Atlântica
    Steve Yzerman volta para o Detroit Red Wings, agora como General Manager.

    O Detroit Red Wings vem de sua terceira temporada consecutiva sem a chance de conquistar uma vaga nos playoffs, depois de quase 20 anos com vaga garantida.

    Jeff Blashill vai para sua quinta temporada como técnico do time. Todavia, é a terceira temporada sem alcançar bons resultados. Certamente, na temporada de 2019-2020 isso não irá mudar magicamente, principalmente porque o time não fez muitas mudanças em seu elenco.

    No entanto, após a chegada de Steve Yzerman, ex-GM do Tampa Bay Lightning, Adam Erne e Valtteri Filppula também assinaram com o Red Wings. Junto com Dylan Larkin, eles poderão oferecer uma boa força ofensiva.

    A defesa, por outro lado, é um dos maiores problemas do time. Considerada a sétima pior da Liga, o time optou por não mexer e manteve a mesma. Portanto, enquanto o time de Michigan continuar insistindo nos mesmos erros, as perspectivas é que seu desempenho no gelo não mude.

    Florida Panthers

    Sergei Brobovsky assinou com o Florida Panthers. Divisão Atlântica
    Sergei Brobovsky assinou com o Florida Panthers.

    O Florida Panthers com certeza será um dos times mais interessantes a se acompanhar da Divisão Atlântica. Isso porque, na offseason, fez mudanças importantes.

    Após a aposentadoria de Roberto Luongo, os Panthers logo foram atrás de um bom reforço frente às redes. O novo goleiro escolhido foi Sergei Brobovsky, destaque na última temporada com o CBJ. Brobovsky assinou por oito anos e pode trazer uma segurança importante na defesa.

    Anton Stralman foi outro reforço contratado pelo Florida. O defensor assinou por três anos. Na temporada passada, ele manteve uma atuação constante no Tampa, ajudando o time a seguir para os playoffs. Stralman possui experiência em pós-temporada e a expectativa é que traga bons resultados aos Panthers. 

    Além disso, os Panthers também contrataram um novo técnico. Joel Quenneville, ganhador de três Stanley Cups com o Chicago Blackhawks, trará toda sua experiência na Liga para certamente colocar os Panthers no caminho para os playoffs.

    Com essas mudanças, podemos esperar um novo Florida Panthers. Sem dúvida, é um time para ficar de olho ao longo da temporada, já que eles podem surpreender.

    Montréal Canadiens

    Nick Suzuki, um dos jovens prospects que poderá trazer grande força ofensiva para os Habs.
    Nick Suzuki, um dos jovens prospects que poderá trazer grande força ofensiva para os Habs.

    O Montréal Canadiens ficou de fora dos playoffs por uma diferença de três pontos na corrida do wildcard. Após ver seus sonhos indo embora mais cedo do que o esperado, os Habs começaram a se mexer.

    Para a temporada de 2019-2020, o time de Montreal poderão contar com algum de seus prospects. Nick Suzuki, adquirido via troca com o Vegas Golden Knights, começará a temporada atuando pelos Canadiens. O jogador canadense tem tido resultados bons nos treinamentos e na preseason e vem de uma boa temporada no afiliado da OHL, tendo marcado 42 pontos, 16 gols e 26 assists.

    Jesperi Kotkaniemi vem para sua segunda temporada na NHL e também trará uma grande força no centro do rinque, como já demonstrou na temporada passada. Outro jogador que precisamos ficar de olho nessa temporada é Jonathan Drouin, que depois de duas temporadas nos Habs sem grandes destaques, precisa melhorar seu jogo defensivo para que finalmente consiga alcançar seu potencial.

    O goleiro Corey Price, talvez um dos maiores destaques dos Habs, deve continuar com boas atuações frente às redes. O que poderia preocupar são os jogadores defensivos na sua frente e, nesse quesito, o time de Montreal não fez alterações na intertemporada.

    Em suma, a previsão é que o Canadiens lute por uma vaga no wildcard novamente, com chances de conseguir, desde que mantenham o equilíbrio.

    Ottawa Senators

    Thomas Chabot, um dos melhores defensores da liga, assinou uma extensão de 8 anos com o Senators. Divisão Atlântica
    Thomas Chabot, um dos melhores defensores da liga, assinou uma extensão de oito anos com os Senators.

    O Ottawa Senators foi um dos piores times da temporada de 2018-2019 por conta de trocas malfeitas e mal planejadas, deixando o time frágil e sem seus melhores jogadores. Portanto, sabemos que uma reconstrução demorará. Na temporada passada, o time ficou em oitavo lugar na Divisão Atlântica e em último lugar geral, com 64 pontos. Em 2019-2020, as previsões não são otimistas, mesmo com mudanças importantes.

    O forward Colin White e o defensor Thomas Chabot, importantes jogadores, renovaram contratos. Chabot, inclusive, renovou por oito anos, garantindo uma defesa forte para o time canadense. Brady Tkachuk também renovou seu contrato e continua no time, oferecendo também grande força ofensiva.

    Contudo, o time ainda precisa ajeitar todo o resto. A defesa de Ottawa ainda é considerada uma das piores da liga. No entanto, novos jogadores começaram a chegar para a possível mudança de cenário. O defensor Nikita Zaitsev veio de uma troca com o Toronto Maple Leafs para dar uma nova cara na defesa do time. Por outro lado, Ottawa assinou o contrato de entrada com o defensor Lassi Thomson, selecionado no 19ª pick do NHL Draft 2019. Ainda não é certo que ele irá estrear na Liga no início da temporada, mas sem dúvidas é um nome para ficar se olho.

    Para a próxima temporada, é esperado um Senators um pouco melhor que o do ano passado. Entretanto, justamente pelas novas peças ainda em integração com o time, não é possível prever quão longe o time pode chegar.

    Tampa Bay Lightning

    Brayden Point vem de uma temporada incrível, com 41 gols, 51 assists e 92 pontos. Divisão Atlântica
    Brayden Point, reassinado com os Bolts por três anos, vem de uma temporada incrível, com 41 gols, 51 assists e 92 pontos.

    O Tampa Bay Lightning, ao mesmo tempo que fez a melhor temporada da história da franquia ao ganhar 62 jogos e perder apenas 16, foi o único time da história a ganhar o Presidents Trophy e ser varrido no primeiro round. Isso se deve a duas coisas: um possível relaxamento dos jogadores do time e a defesa que teve mais baixos do que altos nos playoffs.

    Na temporada de 2019-2020, os problemas de defesa parecem ter sido resolvidos. O time trouxe Luke Schenn e Kevin Shattenkirk, ambos defensores, cujo foco é prevenir gols ao invés de tentar fazê-los. Brayden Point, importante RFA da temporada passada, assinou uma extensão de três anos com o Tampa Bay, garantindo assim uma grande força ofensiva junto com Steven Stamkos e Nikita Kucherov.

    O vencedor do Vezina Trophy de 2019, Andrei Vasilevsky, também foi outro nome importante que reassinou. Seu contrato de extensão é de oito anos e, com isso, o time de Tampa assegura a sua proteção nas redes. O goleiro Curtis McElhinney também chega do Carolina Hurricanes para revezar as redes com Vasilevskiy, após boa temporada no ex-time.

    Por outro lado, o ganhador da Stanley Cup de 2019 com o St. Louis Blues, Pat Maroon, assinou um contrato de um ano com os Bolts.

    Em conclusão, a previsão é que o Tampa Bay Lightning tem tudo para chegar longe. O time da Divisão Atlântica terminou a temporada regular com 128 pontos. Os problemas que impediram o time de ir longe na pós temporada, a princípio, serão sanados com as adições novas. Com isso, Tampa Bay pode começar a nova temporada com o pé direito e ir ainda mais longe no campeonato.

    Toronto Maple Leafs

    Após diversos boatos, Mitch Marner reassinou com o time da Divisão Atlântica Toronto Maple Leafs por 6 anos.
    Após diversos boatos, Mitch Marner reassinou com o Toronto Maple Leafs por seis anos.

    A Divisão Atlântica é uma das divisões mais competitivas da Liga, justamente por conter alguns dos times mais bem equipados e competitivos. Sempre se espera um bom desempenho de seus times, mesmo que no último ano as vagas dos playoffs não tenham mudado muito.

    O Toronto Maple Leafs definitivamente se encaixa em tais características. Mitch Marner, John Tavares e Auston Matthews continuarão servindo como a força de ataque letal dos Leafs. Juntos, os três jogadores marcaram mais de 100 gols na temporada passada.

    Tyson Barrie, adquirido via troca do Colorado Avalanche, se juntará a Morgan Rielly na defesa, e os dois poderão ser uma das maiores duplas defensivas da liga. Porém, os Leafs perderam um de seus melhores forwards, Nazim Kadri, que foi trocado para os Avs no lugar de Barrie.

    Porém, os Leafs também renovaram contratos. Kasperi Kapanen assinou por mais três anos. Mitch Marner foi outro nome que também renovou com o time. Depois de muita negociação, Marner assinou um contrato de seis anos. Dessa forma, os torcedores do time canadense não precisarão se preocupar com seus principais atacantes.

    Dessa forma, os Leafs têm tudo para chegarem longe, garantindo uma vaga nos playoffs novamente. Sem dúvida, o time de Toronto entrará na briga pela liderança da Divisão ao lado de Boston e Tampa. Será que teremos novamente Bruins x Leafs na primeira rodada dos playoffs? Vamos aguardar.

    Imagens: Reprodução/NHL.com

  • Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Já falamos de vários momentos marcantes na história da NHL. Inclusive fizemos um top 5 da Conferência Oeste. Agora chegou a vez de relembramos os cinco momentos especiais que a Conferência Leste nos presenteou.

    The Easter Epic

    A partida que iniciou no dia 18 de abril de 1987 só foi terminar nas primeiras horas do dia 19. Naquele ano, era domingo de páscoa. Os times Washington Capitals e New York Islanders se enfrentaram no jogo 7. Dessa vez, em Capital Centre, no estado de Maryland. Por um lado, dos Capitals, os jogadores Mike Gartner e Grant Martin marcaram gols no primeiro e segundo período. Enquanto os Islanders foram os jogadores Patrick Flatley e Bryan Trottier que marcaram no segundo e terceiro período, respectivamente. Ao fim do terceiro período o placar estava empatado em 2-2. Assim, não teve jeito e o jogo foi para overtime

    Foram necessários quatro períodos de overtime para enfim um dos times marcarem. Os jogadores já estavam cansados. O jogo foi instável durante os primeiros oito minutos do 4OT, afinal aquele já era o sétimo período. Enquanto os Islanders tinham conseguido cinco shots, o Capitals só tinha conseguido um. Os times tinham muito em jogo. Já que quem vencesse a partida iria para o próximo round enquanto o outro iria para casa. Aos 8:47, Pat LaFontaine aproveitou uma passe recebido e mandou o puck para a rede. Com isso, fim de jogo e vitória do time de New York. Atualmente a partida está entre as dez mais longas da história da NHL. Porém, foi o primeiro jogo 7 desde 1968 a precisar de mais de uma hora extra. Sendo assim, foi o único jogo de playoffs em sua temporada que ultrapassou um período de prorrogação.

    Miracle at Molson

    No dia 09 de maio de 2002, o Carolina Hurricanes enfrentava o Montreal Canadiens em mais uma partida da série dos playoffs. A partida aconteceu no Molson Centre em Montreal, Quebec. Era o jogo 4 da série que estava 2-1 para os Habs. Até então, o time da casa estava ganhando de 3-0. Já estava no terceiro período quando veio uma penalidade para o jogador de Montreal. 

    Foram apenas dois minutos de 5 on 3, mas foi o suficiente para os Canes marcarem um gol. Sean Hill aproveitou a chance e abriu o placar para seu time. Menos de dez minutos depois foi a vez de Bates Battaglia. O placar agora estava 3-2, e restava pouco para acabar a partida. Surpreendentemente, faltando apenas 41 segundos para o fim do jogo, Erik Cole deu um rebote num shot de Ron Francis e marcou o gol de empate. Com os Canes conseguindo empatar a partida, foi necessário ir para o overtime e desempatar o jogo.

    Aos 3:14 aconteceu mais um momento histórico na partida. Niclas Wallin fez pela primeira vez o que ficou conhecido como a sua “arma secreta”. Essa foi o primeiro de múltiplos gols em OT na sua carreira. Wallin marcou o gol e Canes empatou a série em 2-2. Por fim, o time da Carolina ganhou a série por 4-2, assim avançando para o próximo round.

    Duelo de hat-tricks

    No dia 04 de maio de 2009, os times Pittsburgh Penguins e Washington Capitals se enfrentaram no segundo jogo da semifinal da Conferência Leste. A partida que foi ganha pelos Capitals por 4-3 entrou para a história do hockey. Isso porque Alex Ovechkin e Sidney Crosby fizeram um hat-trick cada. Assim, tornaram essa noite inesquecível para os fãs do esporte. O responsável por abrir o placar da noite foi Crosby no primeiro período. O canadense aproveitou um passe de Kris Letang durante o power play e marcou o primeiro gol.

    No início do segundo período foi a vez de Ovi marcar seu primeiro gol. Em seguida, ainda no segundo período tivemos novamente um gol de Crosby e ao final do período um gol de David Steckel. Finalizando o placar em 2-2. O terceiro período, por conseguinte, foi bem animado. Com Ovi marcando seu segundo gol num power play e, em menos de três minutos depois, marcou seu terceiro gol. A emoção tomou conta dos torcedores e portanto teve uma chuva de chapéus vermelhos no gelo. Crosby chegou a reclamar com o árbitro sobre a demora para continuar o jogo. No último minuto da partida, Sid the Kid marcou também seu terceiro gol durante um power play. Apesar da derrota nessa partida, os Penguins ganharam a série por 4-3 e posteriormente foram os campeões da Stanley Cup.

    Bruins vs fãs

    Há quase 40 anos, em 23 de dezembro de 1979, Mike Milbury, um defensor do Boston Bruins, entrou em uma briga com um fã do New York Rangers. Isso resultou em todos os jogadores passando por cima do vidro das arquibancadas para entrar na briga. Com exceção de um jogador do Bruins.

    O incidente aconteceu após a vitória dos Bruins de 4-3. A briga iniciou após Phil Esposito, dos Rangers, bater seu stick no gelo e ir para o vestiário depois de não conseguir converter uma briga nos últimos segundos da partida. Com Esposito fora do gelo, quem acabou levando um soco foi Ulf Nilsson dos Rangers, que mais cedo na partida havia batido em Al Secord, autor do soco.

    Como resultado, começou uma briga entre os jogadores que rapidamente passou para a arquibancada, após John Kaptain, fã dos Rangers, atingir um jogador dos Bruins. Kaptain pegou o bastão do jogador. Terry O’Reilly, ao ver isso, foi o primeiro jogador a passar por cima do vidro. Ao total foram dezoito jogadores brigando nas arquibancadas. Ao final da confusão, três jogadores foram suspensos. Além disso, precisaram reinstalar o vidro da arena e até mesmo os fãs processaram os jogadores. No entanto, os jogadores seguiram suas carreiras normais e com isso a briga entrou para a história da NHL.

    Briga entre fãs e os jogadores do Boston Bruins. (Foto: Reprodução / nytimes.com)

    Jaromir Jagr conquista stick de ouro

    Na temporada 2016-17 Jaromir Jagr entrou para a história novamente. Dessa vez, o jogador se tornou o segundo na história da NHL a fazer 1.888 pontos em sua lendária carreira. O ponto histórico aconteceu após Jagr fazer uma assistência que ajudou seu time a marcar um gol contra o Boston Bruins. Mike Matheson disparou o puck para a rede, que bateu na parte de trás de Jagr e depois atingiu Tuukka Rask. O jogador Aleskander Barkov conseguiu atingir o puck que bateu na trave e entrou no gol.

    Após uma breve revisão, o jogo foi interrompido e o capitão do time, Derek MacKenzie, presenteou Jaromir com um stick de ouro. Foi uma forma de comemorar sua grande conquista. Na época, Jagr tinha feito 23 temporadas na NHL, sendo 1.663 jogos e 1.888 pontos.

    Foto: Reprodução / newsobserver.com

  • Seis jogadores que trocaram o número de sua jersey

    Seis jogadores que trocaram o número de sua jersey

    Quando William Nylander entrar no Air Canada Center em outubro com os Leafs, será com um novo, porém familiar, número em sua jersey. O center anunciou em suas redes sociais que, ao invés do número 29, passará a usar o 88 na próxima temporada.

    Porém, para os fãs que possuem a camisa com o antigo numeral, o jogador pensou em uma solução. Irá cobrir a conta de todos aqueles que resolverem trocar o número 29 pelo 88. Desta maneira, até Dezembro de 2019, os torcedores dos Leafs poderão trocar de graça o número de suas jerseys. Cortesia do center

    No entanto, não é a primeira vez que Nylander troca o número de sua jersey no Maple Leafs. Na sua primeira temporada pela equipe canadense, o jogador de origem sueca costumava usar o 39. Porém, no ano seguinte, decidiu trocar para o número 29. Este que usou até a troca no início da semana. 

    Certamente o jogador não é o primeiro a trocar seu número mais de uma vez pelo mesmo time. O NHeLas, então, resolveu trazer quais jogadores que já trocaram o número da jersey mais de uma vez, jogando pelo mesmo time. 

    Jack Eichel

    Eichel foi draftado no ano de 2015, pelo Buffalo Sabres. Quando começou sua carreira no time, costumava jogar com a camisa número 15. Posteriormente, com a ida de seu teammate, Evander Kane, para os Sharks, Jack teve carta branca para trocar o número de sua jersey para 9. 

    O motivo foi que o número tem história para o jogador. Antes de entrar na NHL, ele costumava jogar com a camisa 9 pela Universidade de Boston e ligas inferiores antes da universidade. 

    Maurice “Rocket” Richard

    Richard, com certeza, tem seu nome marcado na história do hockey. Foi certamente a razão de muitos fãs do esporte adquirirem a camisa número 9. Quando começou a jogar no Montreal Canadiens, em 1942, o right-wing costumava usar o número 15. Porém, com o nascimento de sua filha, Maurice resolveu fazer a troca para o novo número. 

    O motivo? A menina nasceu com nine pounds (equivalente a 4kg). Por isso, em sua homenagem, ele optou por trocar o número de sua jersey. 

    Gordie Howe

    Mr. Gordie Howe também marcou seu nome no esporte. Quando começou a jogar pelo Detroit Red Wings, em 1946, o jogador costumava usar o número 17. Na temporada seguinte com o clube, lhe foi oferecida a jersey número 9. Ele aceitou de muito bom grado. 

    No entanto, não existe nenhuma razão sentimental por trás do porquê. Em uma entrevista com Wayne Gretzky, em 2014, Mr. Hockey admitiu que fez a troca para ter “boas noites de sono”:

    “Muitas pessoas podem não saber que meu primeiro número com os Red Wings era o número 17, até o início da minha primeira temporada. O nº 9 ficou disponível e foi oferecido a mim. Nós costumávamos viajar de trem naquela época, e caras com números mais altos tinham o beliche superior no vagão-cama. O nº 9 significava que eu tinha uma posição mais baixa no trem, o que era muito melhor do que engatinhar na cama de cima.”

    John Davidson

    Davidson foi um goleiro que atuou pelo New York Rangers. No início de sua carreira, costumava usar o número 30. No entanto, em 1977 trocou a numeração para 00. Ele queria este pois era um número mais baixo, e combinava com goleiros. 

    Ironicamente, com a jersey 00, o goleiro apenas defendeu um shout-out. 

    Ray Bourque

    Bourque começou sua longa carreira em 1980, pelo Boston Bruins. Desde então, foi designado a ele o número 7. Este também pertenceu a outra lenda do clube, Phil Esposito. No entanto, em 1987, os Bruins resolveram aposentar o número 7 em homenagem a Esposito (na cerimônia, foi Bourque quem entregou a camisa 7 para o ídolo do time). Desta forma, Ray passou depois a usar o número 77 pelo Boston. 

    Bobby Orr

    Quando Orr se juntou ao Bruins, tinha a intenção de usar o número 2 (número que usou quando jogava no juniors). Porém, os Bruins destinaram a ele a camisa 27. No entanto, quando outro jogador do time foi cortado da equipe, Bob optou por usar o número 4. Este seria o mais perto que chegaria do número que desejava. 

    O curioso é que, após sua aposentadoria, o número 4 virou legendário na equipe. 

    Vocês conhecem algum outro jogador que tenha trocado o número da sua jersey? Comenta na nossa caixa de comentários para sabermos também!

    Foto: Reprodução/editorinleaf.com

  • As 5 maiores rivalidades da NHL

    As 5 maiores rivalidades da NHL

    O hockey talvez seja um dos esportes mais interessantes do mundo devido a toda sua dinâmica. Com isso, vem as rivalidades entre os times. São elas que trazem intensidade ao esporte. Portanto, rivalidades nascem seja por pertencerem ao mesmo estado, por algum motivo chave, ou até mesmo pelo simples fato de se odiarem. Desde luvas no chão à sangue no rink e muitos socos e palavras mal intencionadas, as rixas entre os times da NHL assumem um outro nível de competição. Por isso, o NHeLas resolveu trazer hoje as cinco maiores rivalidades que já existiram na história da Liga.  

    Colorado Avalanche vs Detroit Red Wings

    Esta é, com certeza, uma das mais sangrentas rivalidades que já existiram na NHL. Tal rixa foi solidificada devido a uma das maiores brigas já existentes na história da liga, protagonizada pelas duas equipes citadas. A briga, portanto, foi apelidada de “Brawl in Hockey Town”, por ter sido em Detroit. Porém, também ficou conhecida como “Bloody Wednesday”, devido ao fato de vários jogadores saírem do rinque sangrando. 

    A rivalidade teve seu start nos playoffs de 1996 da Stanley Cup, durante a Final da Conferência Oeste. Eventualmente, em algum momento do jogo, Claude Lemieux, jogador do Avalanche, acertou em cheio o Red Wing Kris Draper nas paredes do rinque. Draper, no entanto, acabou por bater o rosto no vidro, o que resultou na aquisição de ferimentos gravíssimos. Por conseguinte, o rancor entre as equipes foi estabelecido e a rivalidade formada. Porém, uma das maiores brigas que os torcedores da NHL viriam a presenciar aconteceria um ano depois.

    Inegavelmente, o time de Detroit não conseguiu esquecer do episódio envolvendo Draper. Por isso, o último jogo da temporada regular, disputado entre as duas equipes, começou com grande tensão no ar. Tudo desencadeou devido a uma briga entre Igor Larionov e Peter Forsberg, que os árbitros não tiveram dificuldade para controlar. No entanto, quando Darren McCarty tirou as luvas e partiu para cima de Lemieux, o caos se instalou no The Joe. A briga envolveu quase todos os jogadores que estavam no rinque. Quando os árbitros chegaram a controlar o conflito, precisaram tirar o sangue espalhado pela pista. Posteriormente, após a aposentadoria, Kris Draper chegou a escrever um artigo para os “The Players Tribune”, que retrata o quanto a rivalidade teve impacto no sucesso do Detroit. 

    “The Brawl in Hockeytown”, protagonizada pelos Red Wings e Avalanche.

    A rivalidade entre os dois times nasceu do jeito Old School de se jogar hockey. As equipes se tornaram rivais pelo nível de competição que carregavam a cada jogo disputado. Talvez não seja a primeira rivalidade que vem à cabeça do torcedor, mas, com certeza, é uma das que mais agracia a NHL. 

    New York Islanders vs New York Rangers

    Rivalidades entre times de um mesmo país são conhecidas por serem calorosas. Porém, quando esta se instala em equipes que habitam a mesma cidade, a competição assume outro nível. 

    Chamada de “Batalha de Nova York”, a rivalidade entre New York Islanders e New York Rangers teve seu início em 1972. Coincidentemente, o mesmo ano em que os Isles passaram a compor a liga. Por ser o único time da liga a reinar em New York, os Rangers costumavam ser o pride and joy da cidade. Porém, a adição de um novo time, instalado não tão longe do Garden, fez a rivalidade nascer.

    Desde a primeira vez que se encontraram nos playoffs, as equipes tiveram seus caminhos cruzados na pós-temporada apenas cinco vezes. Atualmente, os jogos competitivos ainda vivem quando ambas as equipes disputam. Os fãs, principalmente, preservam a rivalidade tanto quanto os jogadores. 

    Os Rangers, posteriormente, criaram o famoso apelido “Fish Sticks” para o rival. Isto porque os Islanders tinham na camisa, anteriormente, um logo que remetia a varas de pescar. Também inventaram uma cantiga, chamada “Potvin Sucks”. Esta surgiu devido a uma entrada que o Islander, Denis Potvin, realizou no Ranger Ulf Nilsson. Tal impacto acabou gerando um tornozelo quebrado para o center. Já os Islanders criaram um canto famoso entre a torcida: “If you know the Rangers suck”. Tal qual que é baseado na cantiga infantil, “If you’re happy and you know it”.

    A rivalidade já gerou várias brigas e casa lotada para os dois times. Todo o amante de hockey sabe que, sempre que Isles e Rangers se encontram, será um bom jogo.

    Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs

    A rivalidade Canadiens – Leafs é uma das mais antigas da NHL. Esta surgiu no ano de 1917. Ela se origina devido a grande rivalidade entre as duas maiores cidades no Canadá. Tais quais são casas para os dois times. Assim, como o Canadá vive pelo hockey, é compreensível que os dois times que ajudaram a originar a liga se tornariam rivais. 

    Ambos já se encontraram 15 vezes nos playoffs desde suas origens. Entre estas, no entanto, cinco foram em Stanley Cup Finals, anteriormente a colocação destes na mesma divisão/conferência. 

    No entanto, apesar de terem na conta uma grande lista de brigas durante os jogos que disputam entre si, a rivalidade continua viva. Assim sendo, alguns episódios provam o ponto. Como quando o Maple Leaf, Mikhail Grabovski, durante uma briga, mordeu o Canadiens, Max Pacioretty, em 2013. O capítulo gerou grande repercussão em toda a liga, em relação a conduta de Grabovski. 

    Em certos momentos, alguns analistas tentam explanar qual o melhor time, fazendo uma análise de ambos durante a temporada. Isto tudo com o intuito de dar um fim à rivalidade. Porém, apesar do sucesso que as duas equipes adquiriram ao longo dos anos, rivalidades assim não desaparecem. Não quando estamos falando sobre o país do hockey. 

    Boston Bruins vs Montreal Canadiens

    A rivalidade entre os Bruins e Canadiens talvez seja a mais acalorada da liga. Esta vive até os dias atuais, desde que surgiu em 1924. Tais times foram os que mais se encontraram em jogos na NHL, principalmente playoffs. Foram 34 jogos entre as equipes na pós-temporada, ao longo de suas histórias. Assim, devido a tantos encontros, inevitavelmente seria impossível não existir uma rivalidade. Tal qual é extremamente feroz. As brigas  acontecem constantemente entre os jogadores, técnicos e torcidas. 

    No entanto, os dois times não tem nenhuma razão geográfica para a rixa, como Canadiens e Toronto. Mesmo assim, é extremamente complicado para as duas equipes ter uma relação amigável. E isto se dá porque ambas querem sempre ter vantagem uma sobre a outra. 

    Vários episódios, como a briga dos goleiros Price e Thomas em 2011, ou quando ambos os times soltaram as luvas no vestiário, em 1986, ressaltam o óbvio: os times não fazem questão de se darem bem. Não importa a situação, as duas equipes se odeiam. Os próprios jogadores já expressaram que não fazem questão que a rivalidade vá embora tão cedo. 

    Pittsburgh Penguins vs Philadelphia Flyers

    Assim como Rangers e Islanders, Pittsburgh e Philadelphia levam a rivalidade extremamente a sério. Nomeada de “Batalha da Pensilvânia”, ela surgiu em 1967, quando, coincidentemente, ambos os times passam a compor a liga devido a expansão. A partir do momento que os dois times entraram no rinque, eles sabiam que, com toda a certeza, dividiriam o estado com o inimigo. 

    Ambos já se encontraram seis vezes nos playoffs, com os Flyers tendo o maior número de jogos vencidos. No entanto, enquanto os Flyers lideram a rivalidade em número de vitórias, os Penguins ganham com o sucesso nos playoffs da Stanley Cup. Nos últimos dez anos, o time de Pittsburgh ganhou três Stanley Cups.

    Assim como os fãs, os próprios jogadores abastecem a rivalidade. Crosby declarou, em 2012, que: “Nós não gostamos um do outro. Você pode dissecar tudo o que quiser, mas o fato é que não gostamos um do outro. Ambas as equipes trazem muitas coisas ruins umas para as outras”. Porém, também inspirou inúmeras brigas entre jogadores no rinque (Sidney Crosby e Claude Giroux são campeões), sob os olhos curiosos de casas lotadas.

    Desta formada, com a paixão demasiada dos fãs da Pensilvânia pelos seus times, a rivalidade entre Pittsburgh e Filadélfia nunca morrerá.

    Foto: Reprodução/ftw.usatoday.com

  • Blues vencem e fazem história

    Blues vencem e fazem história

    Pode ter sido Dia dos Namorados aqui no Brasil, mas quem comemorou mesmo foi o St. Louis Blues, que venceu e levantou a primeira Stanley Cup da história da franquia.

    Noite de quarta-feira (12). Jogo 7. St. Louis Blues, que até o início de janeiro estava em último lugar na liga, surpreende, dá a volta por cima e chega às finais do campeonato.

    Depois de 49 anos, os Blues chegaram em mais uma final de playoffs. Ironicamente, contra o mesmo time que foi seu adversário em 1970, o Boston Bruins. As expectativas eram altas; ganhar esse campeonato significava muito para o time, afinal seria se tornar pela primeira vez campeão da Stanley Cup. Mas os Blues não se deixaram abalar, mantendo a garra até o final, para enfim vencer por 4 a 1 o time da casa, levantando a Stanley Cup.

    Blues 4, Bruins 1

    O time do Missouri estava indo bem nessa última série. Vinha com 2 vitórias consecutivas e só precisavam ganhar o Jogo 6. Mas os Ursos pressionaram e conseguiram um Jogo 7. Partida marcada e o próximo a ganhar seria o campeão.

    No primeiro período os Bruins até tentou, fez um jogo mais ofensivo, muitos tiros a gol, mas ainda assim não foi o suficiente.

    Por outro lado os Blues marcaram duas vezes. O primeiro ficou por conta de Ryan O’Reilly. O segundo gol, aos 19:52 foi o capitão Alex Pietrangelo quem mandou para dentro, fazendo 2-0.

    O segundo período foi mais tranquilo e nenhum dos dois times marcaram. No terceiro período o campeão do troféu Clarence S. Campbell atacou novamente. Dessa vez quem marcou foi Brayden Schenn, com assistências de Vladimir Tarasenko e Jaden Schwartz. Quem fechou com chave de ouro o placar foi Zach Sanford aos 15:22.

    Jordan Binnington foi espetacular e defendeu 32 dos 33 shoots feitos pelo time da casa. O goleiro deixou passar somente um tiro de Matt Grzelcyk no final do terceiro período. Jogo finalizado, o placar era 4-1 e o St. Louis Blues se tornou pela primeira vez campeão da Stanley Cup.

    Conn Smythe Trophy

    O center O’Reilly teve motivo em dobro para comemorar. Responsável por 5 gols nos últimos quatro jogos, o canadense levou o troféu Conn Smythe, dado ao jogador considerado “mais valioso” dos playoffs. Ryan foi o primeiro jogador desde Wayne Gretzky a marcar em quatro jogos consecutivos em uma Final da Stanley Cup.

    História no gelo

    Em novembro, o Blues demitiu o técnico Mike Yeo. Consequentemente, Craig Berube acabou por assumir, como interino, até que a equipe nomeasse oficialmente alguém para o cargo.

    Ainda assim o time continuava indo de mal a pior. Até janeiro, quando Berube decidiu arriscar e colocar o novato Jordan Binnington para jogar.

    O que ninguém esperava aconteceu; Binnington mostrou que estava ali para vencer. Do dia 23 de janeiro a 19 de fevereiro foram 11 vitórias consecutivas. O time se tornou tinha o segundo melhor recorde de vitórias da NHL.

    Técnico novo, goleiro novo e equipe ganhando. Essa era a receita que o time precisava para levantar os ânimos e chegar nos playoffs.

    Sobre a mudança do Blues dentro e fora do gelo, você pode ler mais nessa análise que conta um pouco mais a história dessa temporada.

    Amuleto da sorte?

    A noite foi inesquecível também para (e por conta de) a menina Laila Anderson, que ficou conhecida após um vídeo gravado por sua mãe ser tornar viral. No vídeo, Laila, que luta contra uma doença rara, a Linfohistiocitose Hemofagocítica (LHH), descobre que está liberada pelos médicos para ir aos jogos dos playoffs.

    A super fã do time foi convidada pelos jogadores a voar para Boston e participar do Jogo 7. Não só isso, ela também foi convidada pelos jogadores a entrar no gelo e beijar a tão sonhada Stanley Cup. Sem dúvidas, o Blues marcou a vida dessa menina, que com certeza será lembrada na história do St. Louis Blues como um amuleto da sorte.

    Foto: Reprodução/NHL.com