O Montreal Canadiens volta pela primeira vez em 102 anos para um jogo na cidade de Seattle. Da última vez que os Habs pisaram no Pacific Northwest americano, não era a covid que assolava o mundo, mas a gripe espanhola. Em 1919, apesar das orientações do departamento de saúde, as arquibancadas lotaram de pessoas usando máscaras para assistir à final da World Series. A decisão, no entanto, nunca teve desfecho.
Estima-se que a gripe espanhol tenha matado pelo menos 50 milhões de pessoas de 1918 a 1919. A covid-19 registra hoje quase 5 milhões de mortes pelo mundo. 100 anos se passaram, muita coisa aconteceu na história da humanidade, do hockey e da NHL. Em 1918 a Liga tinha menos de um ano de existência e Montreal ainda iria conquistar seu glorioso legado no esporte.
Em 2021, mais de um ano após o mundo atingir o estágio de pandemia e com a vacinação em países como Estados Unidos e Canadá, chegando em 57% e 73% da população imunizada, respectivamente, a vida começa a retomar uma certa normalidade. A circulação de pessoas entre os dois países volta agora no mês de novembro, com novas regras sanitárias, obviamente. Além disso, as arenas de hockey voltaram a receber público nessa temporada, e assim como em 1919, máscaras serão obrigatórias.
“Them coming back here a hundred years later, it really gives me goosebumps. I have such vivid visions of the story of our early Seattle hockey roots. It almost seems like fiction." https://t.co/dYWA2f7V0Y via @NHLdotcom
Diferentemente daquele ano, um dos times mais velhos da liga chega à “cidade esmeralda”, como Seattle é conhecida, para enfrentar a mais nova franquia da NHL. Há cem anos, o time da casa se chamava Metropolitans, o de hoje, Kraken. Na época, a Final da Stanley Cup estava empatada entre as duas equipes, mas o sexto e último jogo precisou ser cancelado quando a gripe atingiu ambos os times.
Começando pela noite de terça-feira, 26, às 23:00, 102 anos depois, quando a cidade do estado de Washington volta a receber um dos original six e o rival dos Metropolitans daquela final.
Hoje é comemorado 40 anos do evento que ficou conhecido como Milagre no Gelo. Isso porque, no dia 22 de Fevereiro de 1980, a seleção de hockey dos Estados Unidos venceu a gigante seleção soviética por 4 a 3 na semifinal da Olimpíada de Inverno em Lake Placid. Este jogo fez com que a seleção americana, formado por atletas universitários, considerados amadores, chegasse na final contra a Finlândia e conquistasse a medalha dourada.
Nomes como Mike Eruzione, Jim Craig e Mike Ramsey, foram eternizados na história do hockey. Alguns destes jogadores chegaram a trabalhar na NHL, não apenas no gelo, mas também como técnicos e assistentes. Outros preferiram abandonar a modalidade e seguir com suas formações universitárias.
Naquela época, assim como em 2018 em Pyeongchang, os jogadores da NHL não podiam participar dos Jogos Olímpicos. Entretanto, ao contrário de hoje, a proibição vinha diretamente do Comitê Olímpico Internacional, que previa que a modalidade hockey no gelo, nas Olímpiadas era uma modalidade amadora. Dessa forma, os jogadores profissionais não poderiam competir.
Mas seleções como a da URSS, chegava em um nível de treino semelhante ao de atletas profissionais. Por isso, o técnico americano, Herb Brooks, apresentou um plano de treinos diferenciado para a confederação americana em 1979 que, com muito custo, foi aprovada. Em agosto daquele ano Brooks recebeu inscrições de jogadores de diversas universidades americanas. Ele aplicou testes físicos e psicológicos até enfim selecionar a seleção que iria para os jogos.
Aquela medalha dourada permitiu que a cultura do hockey fosse disseminada nos Estados Unidos para a NHL se tornar o que é hoje. Por isso, diversos livros, documentários e filmes foram lançados sobre o “Milagre no Gelo”. Um deles foi o filme da Disney, estrelado por Kurt Russel, “Desafio no Gelo” (“Miracle” em inglês), que eternizou um discurso por Herb Brooks antes das partidas contra os soviéticos.
Este ano, será comemorado em Las Vegas, com apoio do Vegas Golden Knights, uma cerimônia em homenagem aos jogadores que estiveram no gelo naquele ano. Para mais informações, a conta oficial no Twitter do “Milagre no Gelo” é o @1980MiracleTeam.
A Colored Hockey League (CHL) foi uma liga amadora criada, em 1900, por descendentes de escravos em Halifax, Nova Scotia, no Canadá. Anterior até mesmo à National Hockey Assiciation (NHA), predecessora da NHL fundada em 1917. Entretanto, com menos adesão, a CHL foi extinta em 1925.
Em meados de 1880, os negros criaram, nas Ilhas Marítimas (CA), uma liga semiprofissional de Baseball, uma vez que não era permitido que eles competissem ao lado dos brancos. Sendo assim, o baseball era o esporte do verão. Logo, o hockey se tornaria o esporte do inverno.
Habilidade atléticas que já eram valorizadas naquela época no baseball, e que se tornariam ainda mais importantes 40 anos depois, também estavam presentes nessa liga de hóquei. O racismo e o preconceito relegaram esses atletas negros, pioneiros do hockey no Canadá, a um esquecimento, mas eles deixaram uma herança: um jogo rápido e forte, em que movimentos acrobáticos tornam tudo muito excitante e divertido.
Origens
Nova Scotia, com seus incontáveis lagos ideais para a patinação, é para muitos o berço do Hockey no Gelo. Um dos primeiros registros de uma partida de hockey é datado de 1802 em uma área conhecida como Long Pond, onde um grupo de nativos canadenses, denominados Mi’kmaqs, jogava com canadenses-europeus.
Entretanto, eles não eram os únicos a praticar o esporte. Só é possível datar a entrada dos canadense negros no hockey no começo de 1870. Existem, no entanto, evidências de que os negros já praticavam o esporte 100 anos mais cedo. Uma dessas provas é a de que aquela parte de Nova Scotia não era habitada por brancos, mas sim por negros.
O primeiro registro de um jogo de times compostos somente de negros remonta a 1895. Em 1900, a Colored Hockey League of the Maritimes (Liga das pessoas de cor de Hockey dos Marítimos, em tradução livre) foi criada em Halifax, na Nova Scotia, com apoio da igreja batista local.
A intenção era a de que o hockey se transformasse num catalisador de demandas ligadas à religião, à mobilidade social, à politica e à emergência de um Nacionalismo Negro. O caminho para a igualdade dos canadenses negros seria através do jogo. Dessa forma, o propósito era de elevar os negros a um nível que os tornariam iguais aos irmãos brancos, incentivando um importante senso de liderança, organização, propósito, determinação, trabalho em equipe e dever nos corações e mentes dos jovens negros.
A Colored Hockey League, era James Williams
Henry Williams, um jovem de 24 anos, foi fundamental para a criação de ligas negras de Halifax. Formado em direito, e nascido em Trinidad e Tobago, Williams ajudou a promover duas equipes de hockey: o Halifax Eurekas e o Halifax Stanley. Além disso, outra equipe composta só por negros existiu nessa época, o Dartmouth Jubilees.
A CHL surtiu 25 anos antes das Negro Baseball Leagues (Ligas Negras de Beisebol, tradução livre) e 22 anos antes do nascimento da NHL. Os negros canadenses foram pioneiros na construção dessa história, liderados por homens habilidosos com grande espirito de liderança.
Infelizmente, todo o pioneirismo da Colored Hockey League foi ignorado ou até mesmo apropriado pelos atletas brancos. Exemplo são equipes exclusivas de brancos que utilizaram inovações e as regras desenvolvidas pela Colored Hockey League e não lhe creditando da maneira correta. Sendo assim, muitos registros dessa contribuição negra para o esporte se perdeu ao longo dos anos.
Era James Kinney/James Johnston
James Kinney e James Johnston
Após Williams ter ido para Londres, quem começou a tomar conta da organização da Liga foi James Kinney, um jovem membro da igreja batista. Ele acreditava que os negros naquela época alcançariam status social através de autodisciplina, profissionalismo e trabalho em equipe. Junto com James Robinson Johnston, advogado negro nativo de Nova Scotia com conexões fortes com firmas de direito, a liga começava a ficar forte.
Ambos cuidavam da imprensa e do funcionamento da equipe, e através da igreja, eles buscavam os jogadores para os times. O Halifax Eureka virou, naquele momento, o carro-chefe da Colored League. Com esse avanço e prestígio, os jogadores negros poderiam competir em conjunto com a Senior League.
A Senior League, composta pelos times Dartmouth Chebutors, Halifas Crescents e o Halifax Wanderers, era só de jogadores brancos. Por este motivo, os jogadores negros poderiam jogar, conquanto que eles fossem os últimos a utilizar o rinque de gelo artificial.
Os jogos
Cartaz anunciando o jogo entre Halifax Eurekas e Africville Sea-Sides
Os jogadores arcavam com todos os custos dos equipamentos de hockey. Sendo assim, poucos usavam equipamentos de proteção, como capacetes, máscaras e luvas. Não existia substituição de jogadores, ou seja, se algum jogador se machucasse, deveriam esperar até que ele voltasse; se ele não retornasse, o outro time deveria também tirar um jogador do rinque. Foi apenas em 1902 que as substituições começaram a acontecer. O tipo de stick mais comum era dos Mi’kmaqs, feito pelos nativos da região. Como os jogadores não usavam uniformes, era difícil a distinção de jogadores e de equipes.
Henry Franklyn “Little Braces”, goleiro da equipe negra do Dartmouth Jubilees, tinha um estilo de jogar revolucionário. Ele foi o primeiro goleiro a se abaixar no gelo para defender o seu gol. Atitude esta que era oposta às regras, uma vez que estas determinavam que os goleiros deveriam ficar em pé. E, embora 20 anos depois, a novidade Franklyn tenha sido aceita pelo hockey, o feito foi creditado para os irmãos Lynn e Frank Patrick, atletas brancos que competiam na liga do Pacifico Oeste.
Por fim, o primeiro jogo entre uma equipe composta somente por negras e uma outra por somente brancos foi realizada em 1900. O West End Rangers jogou contra o Abegweits, da Senior League. O Rangers perdeu por um placar de 5-4.
O término da Hockey Colored League
Com a liga crescendo, as coisas pareciam andar na direção certa. James Kinney rapidamente era uma das principais vozes do Orgulho Negro na sociedade de Nova Scotia.
Entretanto, um conflito entre a prefeitura de Halifax e a comunidade de Africville, predominantemente negra, teve efeitos desastrosos para a Liga. A prefeitura acordou com poderosos donos de ferrovias a expropriação de terras de Africville. Descontentes, os residentes do local propuseram um acordo de compensação. Por fim, Johnston escolheu defender Africville.
Essa disposição de Johnston causou um efeito cascata, e a retaliação da prefeitura atingiu a Liga. As equipes passaram a ser vistas como inimigas e tudo era feito no sentido de prejudicá-las. Exemplo disso era o tempo no gelo. As equipes começaram a ser privadas de praticar e quando liberavam o rinque, o gelo estava tão gasto que era impossível jogar. Não havia mais convites formais entre os times, sem nenhum tipo de imprensa para anunciar. Assim, a Liga morria lentamente, justamente como os brancos queriam.
Após o término
Africville Sea-Sides, 1922, último ano de existência.
Todavia, apesar de terem acabado com a Colored Hockey League, jogadores de hockey negros voltariam a jogar hockey, dessa vez sem o envolvimento de Kinney.
Em 1920, alguns times voltaram e se enfrentaram, agora com as regras de hockey mudadas. O jogo era com 6 homens de cada lado, durante 3 períodos de 20 minutos.
O Halifax All-Stars jogou contra o Africville Sea-Sides, time composto por muitos veteranos: o mais novo jogador tinha 24 e o mais velho 43 anos. Apesar de começarem vencendo por 3-0, perderam o jogo por 7-4. Duas semanas depois, o Sea-Sides dominaram, e ganharam por 8-2.
A performance do Sea-Sides demonstrou a qualidades dos jogadores originais da Liga. Mais de 20 anos tinham passado e, mesmo assim, eles conseguiram ganhar de um time bem mais novo.
Há registros de jogos também em 1929. Em Boston, alguns ex-jogadores das Marítima formaram uma equipe denominada “The Colored Panthers“, que chegou a disputar algumas partidas. A intolerância, o racismo, a crise econômica, entre outros fatores, levaram à descontinuidade definitiva da Liga.
A existência esquecida
A história da Colored Hockey League está intrinsecamente ligada à história do racismo no Canadá. Por muito tempo, acreditava-se que o racismo no Canadá era de forma branda ou que basicamente não existia. Entretanto, a história da Liga, que teve que combater diversos problemas para existir, mostra o contrário. O fato da Liga ter sido destruída justamente por problemas raciais demonstra isso.
Apesar de o Canadá ser um um país multicultural, construído por franceses, ingleses, nativos americanos e negros, a falta de consideração e de reconhecimentos dos primeiros jogadores negros pioneiros de hockey pela NHL e na história do hockey é uma contradição e desvalorização de tais povos.
“Hoje, não há monumentos para a Colored Hockey League of the Maritimes e alguns poucos livros de hockey reconhecem a Liga. (…) Não há menção no Hockey Hall of Fame do impacto dos negros no desenvolvimento do hockey moderno. Não há referencias das origens negras do Slap Shot ou o estilo inovador do goleiro Franklyn. (…) É como se se a liga nunca tivesse existido. O hockey, hoje, é um esporte mais branco que o inverno Canadense. (…) Entretanto, mesmo assim, sempre existirá um período que chamaremos de Black Ice.” (George e Darril Fosty, no livro Black Ice: The Lost History of the Colored Hockey League of the Maritimes)
Foto: Black Ice: The Lost History of the Colored Hockey League of the Maritimes, 1895-1925
Na última quarta-feira (08) o jogador Auston Matthews teve motivos para comemorar. Apesar de seu time, o Toronto Maple Leafs, ter perdido a partida contra o Winnipeg Jets, o capitão alternativo entrou para a história da NHL. Isso porque Matthews se tornou o sexto jogador dos Leafs a marcar 30 gols em quatro ou mais temporadas consecutivas. Além disso, o jogador é o primeiro da franquia a conseguir o feito nas suas primeiras quatro temporadas na Liga e o 15º na história da NHL.
Auston Matthews became the sixth different player in @MapleLeafs history to score 30-plus goals in four or more consecutive seasons and first to do so from the start of his tenure with Toronto (NHL debut or otherwise). #NHLStatspic.twitter.com/kPM1HdrgJq
O jovem de 22 anos tem sido uma excelente aposta para o Leafs. Além de ter tido uma carreira promissora com os juniores, o jogador tem quebrado recordes por onde passa. Marcas estas não somente em seu próprio time como também na NHL. Auston tem mostrado um belo desempenho no gelo e as suas estatísticas não mentem, afinal, ele também se mostra capaz de quebrar os próprios recordes. O jogador tem conseguido marcar ao menos 30 gols em cada uma de suas temporadas, incluindo aquelas que por algum motivo precisou perder jogos. Não somente isso, ele tem conseguido realizar o feito cada vez mais rápido desde a sua estreia. Dessa forma, tem se superado a cada temporada.
Número de jogos que o jogador atingiu a marca do 30º gol (Foto: Reprodução/@nhlonnbcsports)
O começo
Apesar de ter sido selecionado no draft de 2012 na Liga WHL, Auston preferiu iniciar a sua carreira no hockey pelo U.S. National Development Team da Liga USHL na temporada 2013-14. Naquela mesma temporada, ele jogou no campeonato sub-17 pela seleção americana. Assim, chamou a atenção dos olheiros da NHL, já de olho em suas estatísticas da época. Em sua segunda temporada no programa, o jogador bateu recorde ao terminar em primeiro lugar em pontos, com 116 pontos (55 gols e 61 assistências). Superando Patrick Kane e Jack Eichel, donos dos recordes anteriores.
Dessa forma, o jogador começou a colecionar prêmios, além das medalhas de ouro com a seleção nos anos de 2014 e 2015. Auston Matthews também ganhou como MVP, scoring leader e o troféu Bob Johnson por sua excelência em competições internacionais. Após seu tempo com o programa de desenvolvimento dos EUA, Matthews não pode se candidatar ao draft, uma vez que sua data de nascimento passava da data limite para o draft daquele ano. Com isso, enquanto aguardava o draft do ano seguinte, o center recebeu uma proposta para jogar na Suíça pelo time ZSC Lions da Liga NLA. Com o time suíço, o Auston conquistou prêmios como Rising Star Award e NLA Media Most Improved Player.
Matthews durante a sua temporada com o time ZSC Lions da Liga NLA. (Foto: Reprodução/NHL.com)
Primeira escolha no draft
No ano seguinte, em 2016, Matthews pode enfim se candidatar ao draft. Dessa forma, as especulações se o jogador seria o primeiro a ser escolhido começaram meses antes, uma vez que Auston já vinha sendo observado pela NHL. No dia 24 de junho, as especulações chegaram ao fim quando o nome de Matthews foi chamado pelo Toronto Maple Leafs, em primeiro lugar, se tornando o primeiro americano desde Patrick Kane em 2007 a ser a melhor escolha. Posteriormente o jogador assinou um contrato com o time, dando início a sua carreira na NHL naquele mesmo ano.
Fazendo jus às expectativas, em sua estréia no dia 12 de outubro de 2016, o jogador entrou para a história ao marcar quatro gols. Esse recorde só foi quebrado duas vezes antes na história da Liga pelos jogadores Joe Malone e Harry Hyland, onde cada um fez cinco gols no dia 19 de dezembro de 1917, o primeiro jogo na história da NHL. Após a sua estréia a jersey com seu nome foi colocada a venda e rapidamente se tornou a mais vendida na NHL. Posteriormente, em dezembro, o jogador ganhou como NHL’s Rookie of the Month após fazer 12 pontos e oito gols em apenas 12 jogos.
Carreira de recordes
Embora Matthews seja o dono do recorde nos Leafs por ser o primeiro a conquistar 30 gols em suas primeiras quatro temporadas, o jogador também quebrou recordes em cada uma dessas temporadas. Em sua temporada de estreia, mais precisamente no dia 28 de março de 2017, Auston marcou o seu 35º gol. Dessa forma, quebrou o recorde de mais gols marcados por um rookie, que anteriormente pertencia a Wendel Clark.
Posteriormente Auston quebrou o recorde da franquia de mais pontos de uma temporada ao marcar seu 39º gol e 67º ponto, se tornando assim, o rookie de nacionalidade americana a marcar mais gols. Ao marcar seu 40º gol poucos dias depois, Matthews se tornou o segundo rookie com mais gols desde o bloqueio de 2004-05. Além disso, passou a ser ser o quarto adolescente na história da NHL a bater o recorde. Naquele mesmo ano o jogador conquistou o troféu Calder Memorial, assim se tornando o primeiro jogador dos Leafs a receber o troféu em 50 anos.
Na temporada seguinte Auston Matthews não obteve o mesmo desempenho. Isso porque ele se lesionou algumas vezes ao longo da temporada, ficando fora por 20 jogos ao todo. Mesmo com uma temporada mais fraca, Matthews ainda assim conseguiu marcar 34 gols e conquistou uma média de mais de um ponto por jogo na temporada regular. O time de Toronto até chegou a ir para os playoffs, porém foi eliminado no primeiro round.
Diferentemente na temporada 2018-19, Matthews voltou com tudo e já começou brilhando ao marcar cinco gols e três assistências em apenas três jogos. Como resultado, ele foi nomeado a primeira estrela da semana na NHL. Continuando com a quebrar recordes, o jogador marcou mais quatro gols nos dois jogos seguintes, dando um total de 12 pontos em cinco jogos. Assim, se tornou o jogador mais jovem na história da Liga a marcar múltiplos pontos em cinco jogos no início da temporada, recorde que pertencia a Wayne Gretzky em 1983.
Ainda em 2018-19, o center se lesionou e precisou ficar de fora por quatro semanas, porém nem isso foi o suficiente para impedir a estrela de Matthews brilhar. Após retornar ao gelo foi eleito pela primeira vez capitão da Divisão Atlântica dos jogosAll-Star 2019, entretanto, essa foi a terceira vez que participava do evento. O jogador também renovou seu contrato com o time para mais cinco anos no valor de 11.634 milhões de dólares por ano.
Mais tarde, naquele mesmo ano, no dia 14 de fevereiro marcou o seu 100º e 101º gol na NHL. Dessa forma, se tornou o terceiro Maple Leafs a atingir o marco mais rápido. Apenas alguns dias depois, o jogador marcou seu 30º gol da temporada. Ao realizar o feito, Matthews passou a ser o primeiro jogador na história do time a marcar 30 gols em cada uma das três primeiras temporadas.
Durante a temporada 2018-19 com seu time Toronto Maple Leafs (Foto: Reprodução/NHL.com)
Temporada atual
Com o início da temporada atual, Auston Matthews foi então nomeado como capitão alternativo dos Leafs. No entanto, essa não foi o único motivo de alegria para o jogador. No dia 03 de outubro, no primeiro jogo da temporada para o time de Toronto, Matthews marcou dois gols. Desta maneira, ele entrou para a história da NHL ao ser o quarto jogador a marcar em cada um dos quatro primeiros jogos de cada temporada. Neste mesmo jogo, ele ficou em terceiro lugar da Liga com 116 gols em 215 jogos desde a sua estreia em 2016. Naquela semana, o jogador foi nomeado em terceiro lugar para a estrela da semana na NHL.
No último dia 08 de janeiro, Matthews entrou para história novamente ao marcar seu 30° e 31º gol da temporada pela quarta temporada consecutiva ficando atrás apenas de Alex Ovechkin, o capitão do Washington Capitals. Os dois juntos se tornaram os únicos jogadores na ativa que marcaram tal recorde.
Apesar do time ter se envolvido em polêmicas na intertemporada e não ter tido um bom início de temporada, Auston tem corrido atrás e mostrado ser um jogador nível MVP. O seu tempo no gelo aumentou e, consequentemente, ele tem conseguido mostrar maior desempenho. O jogador é líder em pontuação do seu time com um total de 54 pontos. Além do primeiro lugar em gols (31), Auston também aparece em segundo lugar como jogador com mais assistências (23).
Todas estas marcas foram alcançadas em apenas 45 jogos. Entretanto, chegou a este número de pontos em menor tempo, sendo assim, sua menor marca na carreira desde 2016. Ao todo, desde o início da sua carreira na NHL, o jogador já contabiliza 142 gols em 257 jogos, sendo que estamos apenas na metade da temporada atual. Ou seja, Auston Matthews é capaz de superar a si mesmo e bater seu próprio recorde de 2016-17 de 40 gols. Sendo assim, acompanhar o jovem americano no gelo se torna uma tarefa interessante, uma vez que só temos que aguardar para descobrir quais serão os próximos recordes que ele irá quebrar.
A NHL existe há mais de 100 anos nos Estados Unidos e Canadá. No entanto, para que a Liga se tornasse o que conhecemos hoje, diversas mudanças precisaram ser feitas. Times mudaram de cidade, de nome, e alguns até mesmo deixaram de existir. Portanto, inspirada nas equipes que não estão mais entre nós, o NHeLas trouxe hoje uma lista sobre curiosidades e história dos principais times extintos da Liga Nacional de Hockey.
Montreal Wanderers (1903-1918)
Fonte: http://www.sportslogos.net/
A equipe iniciou sua trajetória na cidade de Montreal, em Quebec, no Canadá, e foi uma das franquias fundadoras da Liga na temporada 1917-18. Anteriormente, o time jogou pela Federal Amateur Hockey League (FAHL), de 1903 a 1905, ajudando a fundá-la. Seguidamente, disputou pela Eastern Canada Amateur Hockey Association (ECAHA), entre 1906 e 1909, e também pela National Hockey Association (NHA), de 1910 a 1917. Por fim, quando esta última teve suas atividades suspensas, alguns de seus donos acabaram por criar a NHL no ano de 1917. Sendo assim, a equipe passou a disputar a Liga Nacional de Hockey pelo resto de sua existência.
O Montreal Wanderers foi criado por James Strachan, em dezembro de 1903. Anteriormente a sua entrada na NHL, era uma das equipes mais bem sucedidas no mundo do hockey. O time começou a disputar profissionalmente no mês seguinte ao de sua criação e ganhou sua primeira Stanley Cup no ano de 1906. Posteriormente, conquistaram mais quatro títulos, ganhando, no total, cinco vezes o troféu. Seu sucesso no gelo foi o grande responsável por cinco de seus membros fazerem parte do Hockey Hall of Fame: Moose Johnson, Hod Stuart, Riley Hern, Lester Patrick, e Ernie Russell.
O time disputou apenas quatro jogos na temporada inaugural da NHL. Destes, ganhou apenas um. A partir de então, as coisas apenas desandaram para os Wanderers, que tiveram sua casa, a Montreal Arena, destruída em um incêndio, em 2 de janeiro de 1918. Tendo perdido parte das estrelas de seu elenco, o time resolveu pedir ajuda para obter reforços de outras equipes, mas não foi o suficiente. Desta forma, vieram a encerrar suas operações ainda em 1918. O último membro ativo dos Wanderers foi George Geran, que jogou seu último jogo na NHL em 1926.
Ottawa Senators e St. Louis Eagles (1904-1935)
Fonte: http://www.sportslogos.net/
Os Senators começaram suas operações no ano de 1904, em Ottawa, no Canadá. No entanto, antes de serem membros da NHL, passaram pela FAHL (1905), ECAHA (1906-1910), CHA (1910) e, por fim, NHA (1910-1917). Eles foram também um dos quatro times fundadores da Liga Nacional de Hockey.
Em sua primeira temporada na NHL, acabam por não se classificarem para os playoffs. No ano seguinte, a equipe avançou para a pós-temporada, mas foi eliminada no primeiro round dos playoffs contra o Montreal Canadiens. A primeira vitória em uma Stanley Cup Final veio apenas na season 1920-21, contra os Senators Metropolitans. Enquanto na NHL, o time foi campeão de cinco títulos, e um dos melhores entre os fundadores da Liga.
No entanto, o time começou a ver seu declínio a partir de 1927, devido a problemas financeiros. A Grande Depressão, em 1929, fez com que a média de público do time diminuísse. Além disso, as viagens para jogos com os times de expansão dos EUA se tornaram mais caras, e as conversas de relocação da franquia se tornaram mais fortes. Portanto, em 1934, o time se mudou para St. Louis, onde, por fim, acabaram se tornando o St. Louis Eagles.
Mas os dias de glória da equipe estavam no passado. Apesar de o time ter tido grandes médias de público em St. Louis, as viagens para disputar os jogos no Canadá continuavam caras e exaustivas. Em sua primeira temporada na NHL com os Eagles, o time conquistou um recorde de 11-31-6, terminando em último lugar.
Novamente, devido aos gastos excessivos, a franquia não conseguiu progredir e, finalmente, encerrou suas operações em 1935. A NHL acabou comprando o time, e os contratos dos jogadores, por 40 mil dólares. Os atletas, por fim, foram realocados para outras equipes da Liga.
Quebec Bulldogs e Hamilton Tigers (1889-1925)
Fonte: http://www.sportslogos.net/
Os Bulldogs iniciaram sua história em 1889 como amadores, pela Amateur Hockey Association of Canada (AHAC), passando a jogar profissionalmente apenas em 1908. Quando a NHA, liga da qual o time fazia parte, encerrou suas operações, o Quebec Bulldogs foi convidado a participar da NHL, em 1917. Porém, a equipe não possuía os fundos necessários para a transição, e também não conseguiu se juntar a outra equipe. Desta forma, foi necessário suspender as operações da franquia por duas temporadas.
O time voltou à ativa na temporada 1919-20, mas ainda sim não tiveram bom rendimento, terminando em último lugar com 20 derrotas e apenas quatro vitórias. Portanto, na temporada 1920-21, a NHL tomou a franquia para si e a vendeu para empresários da cidade de Hamilton, no Canadá.
Sendo assim, o time encerrou suas operações como Quebec Bulldogs, e passou a disputar a NHL com o nome de Hamilton Tigers. O intuito da NHL com a realocação do time para Hamilton era impedir outra liga de se estabelecer na cidade. Mesmo assim, a franquia acabou disputando apenas cinco temporadas no local, de 1920 a 1925. Em 1925, com a greve dos jogadores nos playoffs da NHL, a equipe teve suas operações suspendidas de vez, e seus jogadores foram comprados pelo novo time de expansão que surgia na época, os New York Americans.
New York Americans (1925-1946)
Fonte: http://www.sportslogos.net/
Os Americans disputaram a Liga Nacional de Hockey de 1925 a 1942, sendo o terceiro time de expansão da história da NHL. Tendo Nova Iorque como cidade sede, sua casa era o Madison Square Garden. A equipe comprou os contratos dos jogadores dos Tigers, extintos em 1925, e deram início às suas atividades.
Em sua primeira temporada na NHL, o time obteve um recorde de 12-22-4, e na seguinte, 17-25-2. A equipe teve algumas dificuldades para se adequar à Liga. Como foram colocados na Divisão do Canadá, precisavam fazer diversas viagens para disputar com os times daquele país. Em todos os seus anos de existência, os Americans nunca chegaram a ganhar uma final de Stanley Cup.
Após muitos altos e baixos, a equipe, por fim, foi cancelada definitivamente em 1946, restando assim na cidade de Nova Iorque apenas um time de hockey, o New York Rangers.
Montreal Maroons (1924-1938)
Fonte: http://www.sportslogos.net/
Os Maroons surgiram em 1924 e no mesmo ano se juntaram à NHL, sendo um dos seis primeiros times a darem origem à Liga. Eles eram um dos dois times da NHL localizados em Montreal, junto com o Montreal Canadiens. Enquanto os Canadiens atraíam os fãs franceses, os Maroons atraíam fãs dos bairros anglófonos da região (principalmente aqueles que torciam para os Wanderers, que foram extintos em 1918).
Assim como outros times, a Grande Depressão também foi grande influenciadora na queda dos Maroons. A chegada da crise fez com que a NHL percebesse o quão caro seria manter duas equipes em Montreal. Apesar de ambos os times da cidade terem problemas em atrair fãs para suas arenas, os Canadiens ainda sim conseguiam atrair mais público do que os Maroons.
Apesar dos problemas financeiros, a década de 1930 foi de grande êxito para o time no gelo, já que a equipe acabou ganhando sua primeira (e única) Stanley Cup em 1935. Mas já em 1937, as coisas começam a desandar novamente, e o time terminou a temporada com um recorde de 12–30–6, sendo este o pior da equipe em todos os seus anos de existência. A falta de recursos acabou atingindo de vez os Maroons e, finalmente, na temporada 1937-38, o time se viu obrigado a encerrar suas operações.
Pittsburgh Pirates e Philadelphia Quakers (1925-1936)
Fonte: http://www.sportslogos.net/
Os Pirates iniciaram suas atividades na NHL em 1925. O nome do time vem em homenagem ao time de baseball com o mesmo nome, com sede também em Pittsburgh. Além disso, eram um dos três times estadunidenses a participar da Liga.
Seu primeiro jogo disputado em Pittsburgh foi no dia 2 de dezembro de 1925, onde cerca de 8 mil torcedores pagaram 1 dólar para assistir o jogo no Dusquene Garden, arena que o time chamava de casa. Em sua primeira temporada, o time teve 19 vitórias e 16 derrotas, sendo uma das melhores da história do time.
Porém, em 1930, em consequência de diversas dívidas adquiridas, o time precisou ser realocado para outra cidade, a Filadélfia. Desta forma, teve seu nome alterado para Philadelphia Quakers. Mas, ainda sim, a queda da economia acabou sendo um fator crucial para diversos times da NHL. Portanto, em 1936, o time cancelou completamente suas atividades e deixou de existir. Pittsburgh e Philadelphia voltaram a ser consagradas com franquias da NHL apenas com a criação dos Penguins e Flyers, alguns anos mais tarde.
Faltam menos de dois meses para um dos eventos mais esperados da NHL: o Winter Classic. E dessa vez, a liga resolveu trazer o outdoor hockey para o Sul dos Estados Unidos. No início do ano, foi anunciado que o Dallas Stars irá sediar a 12ª edição do jogo, no Cotton Bowl Stadium, disputando este contra o Nashville Predators. Por isso, o NHeLas reuniu um compilado sobre as informações mais importantes sobre o clássico para todos os fãs de hockey.
O Clássico pela primeira vez em Dallas
No dia 25 de Janeiro de 2019, a NHL anunciou que o Winter Classic 2020 será sediado em Dallas, Texas. Dessa forma, 2020 vai começar com um confronto entre o Dallas Stars e o Nashville Predators, que repete o confronto da primeira rodada dos playoffs 2019, mas, desta vez, leva seus jogadores para um jogo de festa. A partida entre as duas equipes será sediada no Cotton Bowl Stadium, que já foi palco de times como Dallas Cowboys e de diversos clássicos no futebol. Ele é o 4º maior estádio do Texas, e o 10º em todo os Estados Unidos, tendo assim capacidade para 92,100 pessoas.
The 2020 Bridgestone NHL Winter Classic at Cotton Bowl Stadium will mark the first NHL regular-season outdoor game for both Dallas and Nashville. https://t.co/gew6KxPbFs
No entanto, a importância do clássico de 2020 vai muito mais além do que grandes estádios. Isso porque é a primeira vez, desde que o Winter Classic foi criado em 2008, que um estado do sul dos EUA irá sediar a partida. Além disso, também é a primeira vez que ambos os times irão participar do evento que acontece anualmente no dia 1º de Janeiro.
O evento
Os Stars listaram mais de 50,000 pessoas que teriam interesse em ingressos para o jogo. No entanto, para atrair o público mais jovem, eles vão realizar um torneio de hockey em oito pistas locais ao mesmo tempo em que o jogo estiver acontecendo, e contam com a presença de 10 a 15 mil pequenos jogadores nas arquibancadas.
“Eu realmente quero usar este jogo como um catalisador para introduzir crianças e jovens ao hockey, que provavelmente não estariam prestando atenção. Quero ver em 20 anos estas mesmas crianças dizendo ‘Ei, fui ao Winter Classic, e foi isso que me fez querer ser jogador de hockey.”, disse Brad Alberts, presidente dos Stars, na conferência entre os dois times, que aconteceu em 20 de março deste ano.
Os Predators também contam com a participação da sua torcida em grande escala, apesar dos quase 700 km que separam Nashville de Dallas. “Os Stars tem fãs ótimos. Nós temos fãs apaixonados. Isso tem todos os ingredientes para ser o melhor jogo de todos os tempos.”, disse o GM dos Preds, David Poile, na mesma conferência.
A Jersey do Dallas: homenagem ao hockey no Texas
Desde de 2008, todos os times que disputaram o Winter Classic tentam trazer em seus uniformes alguma coisa que remeta história da equipe, ou da cidade/estado. Portanto, não seria diferente com o Dallas. Nesta quarta (06), os Stars revelaram o tão esperado uniforme que comemora a história do hockey no Texas e a rica herança que precede a franquia.
A jersey é composta de diversos detalhes. Na manga esquerda, foi bordado o estado do Texas em feltro cinza, com o “D” de Dallas ao meio. Desta forma, o time homenageia seu estado de origem. O uniforme apresenta também as clássicas cores dos Stars, o Victory Green e Branco. Seu design é inspirado nos uniformes históricos de times de hockey do Texas, com a palavra “STARS” sobreposta a letra “D”. A letra “A” de “STARS” assume o formato de uma estrela, referenciando assim a bandeira do Texas.
As vendas das Jerseys abriram ontem, e devem estar disponível em lojas físicas no dia 15 de novembro. Porém, os jogadores e seus respectivos números, disponíveis nas camisas serão apenas Benn, Seguin, Heiskanen, Klingberg, Radulov, Bishop e Hintz, devido à questões de produção. Além do Winter Classic, as jerseys também serão usadas pela equipe em mais dois jogos ao longo da temporada.
A Jersey dos Preds: resgatando os Dixie Flyers
Assim como os demais times, os Preds também trouxeram para o clássico um uniforme repleto de tradição. O time anunciou no último dia 2 a Jersey que o time irá usar na partida. E ela é uma homenagem Nashville Dixie Flyers, o primeiro time profissional de hockey da cidade, que 1962 à 1971, que fazia parte da Eastern Hockey League.
No ombro esquerdo da camisa foi bordado o logo do tigre tradicional dos Preds nas cores azul escuro e amarelo, com design baseado no vintage. Seguidamente, o lettering do nome do time, no centro da jersey, grifado em azul, tem a intenção de imitar o visual das camisas dos Dixies Flyers. O nome da equipe é escrito dentro de uma faixa amarela, cor tradicional do time.
As jerseys do time irão fazer sua estreia no clássico, porém, o plano é que o time use o uniforme em mais dois jogos adicionais durante a temporada.
A história do Winter Classic
No ano de 2008, o presidente da Liga, Gary Bettman, e a NHL decidiram iniciar uma tradição no hockey que prestasse homenagem a história e origens do jogo. Desta forma, nasce então o Winter Classic.
O esporte tem suas raízes do lado de fora, em lagos congelados e rinques na rua. E foi por isso que a NHL decidiu trazer o jogo de volta para o ar frio, do lado de fora das arenas. O Pittsburgh Penguins e o Buffalo Sabres foram os primeiros times disputarem o Winter Classic, no primeiro dia do ano de 2008, no Ralph Wilson Stadium, em Buffalo, cercados de muita neve.
O primeiro Winter Classic, sediado pelo Buffalo Sabres, em 2008, disputado contra o Pittsburgh Penguins (Foto: Reprodução/nhl.com)
O jogo se tornou um clássico instantâneo, e desde então, já foram realizadas 12 edições da partida, que sempre acontece no dia 1 de janeiro, geralmente em grandes estádios de futebol americano ou baseball. Portanto, a intenção em sediar a partida e locais grandes como esses é atrair muito mais pessoas para assistir ao jogo e acompanhar o esporte. Desta forma, a comunidade do hockey se une cada vez mais em torno de uma data tão importante como o início do ano.
Já falamos de vários momentos marcantes na história da NHL. Inclusive fizemos um top 5 da Conferência Oeste. Agora chegou a vez de relembramos os cinco momentos especiais que a Conferência Leste nos presenteou.
The Easter Epic
A partida que iniciou no dia 18 de abril de 1987 só foi terminar nas primeiras horas do dia 19. Naquele ano, era domingo de páscoa. Os times Washington Capitals e New York Islanders se enfrentaram no jogo 7. Dessa vez, em Capital Centre, no estado de Maryland. Por um lado, dos Capitals, os jogadores Mike Gartner e Grant Martin marcaram gols no primeiro e segundo período. Enquanto os Islanders foram os jogadores Patrick Flatley e Bryan Trottier que marcaram no segundo e terceiro período, respectivamente. Ao fim do terceiro período o placar estava empatado em 2-2. Assim, não teve jeito e o jogo foi para overtime.
Foram necessários quatro períodos de overtime para enfim um dos times marcarem. Os jogadores já estavam cansados. O jogo foi instável durante os primeiros oito minutos do 4OT, afinal aquele já era o sétimo período. Enquanto os Islanders tinham conseguido cinco shots, o Capitals só tinha conseguido um. Os times tinham muito em jogo. Já que quem vencesse a partida iria para o próximo round enquanto o outro iria para casa. Aos 8:47, Pat LaFontaine aproveitou uma passe recebido e mandou o puck para a rede. Com isso, fim de jogo e vitória do time de New York. Atualmente a partida está entre as dez mais longas da história da NHL. Porém, foi o primeiro jogo 7 desde 1968 a precisar de mais de uma hora extra. Sendo assim, foi o único jogo de playoffs em sua temporada que ultrapassou um período de prorrogação.
Miracle at Molson
No dia 09 de maio de 2002, o Carolina Hurricanes enfrentava o Montreal Canadiens em mais uma partida da série dos playoffs. A partida aconteceu no Molson Centre em Montreal, Quebec. Era o jogo 4 da série que estava 2-1 para os Habs. Até então, o time da casa estava ganhando de 3-0. Já estava no terceiro período quando veio uma penalidade para o jogador de Montreal.
Foram apenas dois minutos de 5 on 3, mas foi o suficiente para os Canes marcarem um gol. Sean Hill aproveitou a chance e abriu o placar para seu time. Menos de dez minutos depois foi a vez de Bates Battaglia. O placar agora estava 3-2, e restava pouco para acabar a partida. Surpreendentemente, faltando apenas 41 segundos para o fim do jogo, Erik Cole deu um rebote num shot de Ron Francis e marcou o gol de empate. Com os Canes conseguindo empatar a partida, foi necessário ir para o overtime e desempatar o jogo.
Aos 3:14 aconteceu mais um momento histórico na partida. Niclas Wallin fez pela primeira vez o que ficou conhecido como a sua “arma secreta”. Essa foi o primeiro de múltiplos gols em OT na sua carreira. Wallin marcou o gol e Canes empatou a série em 2-2. Por fim, o time da Carolina ganhou a série por 4-2, assim avançando para o próximo round.
Duelo de hat-tricks
No dia 04 de maio de 2009, os times Pittsburgh Penguins e Washington Capitals se enfrentaram no segundo jogo da semifinal da Conferência Leste. A partida que foi ganha pelos Capitals por 4-3 entrou para a história do hockey. Issoporque Alex Ovechkin e Sidney Crosby fizeram um hat-trick cada. Assim, tornaram essa noite inesquecível para os fãs do esporte. O responsável por abrir o placar da noite foi Crosby no primeiro período. O canadense aproveitou um passe de Kris Letang durante o power play e marcou o primeiro gol.
No início do segundo período foi a vez de Ovi marcar seu primeiro gol. Em seguida, ainda no segundo período tivemos novamente um gol de Crosby e ao final do período um gol de David Steckel. Finalizando o placar em 2-2. O terceiro período, por conseguinte, foi bem animado. Com Ovi marcando seu segundo gol num power play e, em menos de três minutos depois, marcou seu terceiro gol. A emoção tomou conta dos torcedores e portanto teve uma chuva de chapéus vermelhos no gelo. Crosby chegou a reclamar com o árbitro sobre a demora para continuar o jogo. No último minuto da partida, Sid the Kid marcou também seu terceiro gol durante um power play. Apesar da derrota nessa partida, os Penguins ganharam a série por 4-3 e posteriormente foram os campeões da Stanley Cup.
Bruins vs fãs
Há quase 40 anos, em 23 de dezembro de 1979, Mike Milbury, um defensor do Boston Bruins, entrou em uma briga com um fã do New York Rangers. Isso resultou em todos os jogadores passando por cima do vidro das arquibancadas para entrar na briga. Com exceção de um jogador do Bruins.
O incidente aconteceu após a vitória dos Bruins de 4-3. A briga iniciou após Phil Esposito, dos Rangers, bater seu stick no gelo e ir para o vestiário depois de não conseguir converter uma briga nos últimos segundos da partida. Com Esposito fora do gelo, quem acabou levando um soco foi Ulf Nilsson dos Rangers, que mais cedo na partida havia batido em Al Secord, autor do soco.
Como resultado, começou uma briga entre os jogadores que rapidamente passou para a arquibancada, após John Kaptain, fã dos Rangers, atingir um jogador dos Bruins. Kaptain pegou o bastão do jogador. Terry O’Reilly, ao ver isso, foi o primeiro jogador a passar por cima do vidro. Ao total foram dezoito jogadores brigando nas arquibancadas. Ao final da confusão, três jogadores foram suspensos. Além disso, precisaram reinstalar o vidro da arena e até mesmo os fãs processaram os jogadores. No entanto, os jogadores seguiram suas carreiras normais e com isso a briga entrou para a história da NHL.
Briga entre fãs e os jogadores do Boston Bruins. (Foto: Reprodução / nytimes.com)
Jaromir Jagr conquista stick de ouro
Na temporada 2016-17 Jaromir Jagr entrou para a história novamente. Dessa vez, o jogador se tornou o segundo na história da NHL a fazer 1.888 pontos em sua lendária carreira. O ponto histórico aconteceu após Jagr fazer uma assistência que ajudou seu time a marcar um gol contra o Boston Bruins. Mike Matheson disparou o puck para a rede, que bateu na parte de trás de Jagr e depois atingiu Tuukka Rask. O jogador Aleskander Barkov conseguiu atingir o puck que bateu na trave e entrou no gol.
Após uma breve revisão, o jogo foi interrompido e o capitão do time, Derek MacKenzie, presenteou Jaromir com um stick de ouro. Foi uma forma de comemorar sua grande conquista. Na época, Jagr tinha feito 23 temporadas na NHL, sendo 1.663 jogos e 1.888 pontos.
É senso comum para todo o fã e jogador de hockey que, em playoffs da NHL, vale tudo. Os times mudam, os jogadores também. É, basicamente, uma nova equipe. Porém, se passamos a falar de Stanley Cup Finals, a competição atinge um outro nível. As coisas ficam intensas entre os dois times que precisam disputar arduamente pela taça em sete jogos. Junto de tanta competição, vem também os melhores momentos e jogos que o torcedor espera ver durante toda a regular season. Por isso, o NHeLas resolveu trazer os cinco momentos mais inesquecíveis na história das finais da Stanley Cup.
Stanley Cup Final 1928, Jogo 2 – New York Rangers vs Montreal Maroons
Sendo sua primeira aparição na história das Finais da Stanley Cup, a última coisa que os Rangers pretendiam era desapontar seus fãs. O time havia perdido o primeiro jogo da série para os Maroons. Porém, apesar dos imprevistos, a equipe de New York fez o possível e impossível para ficar à frente no placar no jogo 2. Inclusive, escalar o próprio técnico para defender suas redes.
O goleiro regular dos Rangers, Lorne Chabot, acabou sofrendo uma concussão em seu olho. Esta durante um lance, ainda no segundo período do jogo. Apesar de terem dois goleiros reservas para assumir o papel, os Maroons se negaram a aceitar que qualquer um destes assumisse a posição. Portanto, sem maiores alternativas, o técnico da equipe, Lester Patrick, tomou a responsabilidade (e as luvas) e assumiu a goleira do time. Atuou pelo restante dos últimos períodos. Com seus incansáveis esforços, e palavras de incentivo, o time conseguiu uma vitória de 2 a 1, em OT, no time do Canadá. Seguidamente, o time de New York acabou levando a taça. Esta foi a segunda a ser levantada por um time estadunidense. A primeira havia sido pelo Seattle Metropolitans, em 1917.
Chabot acabou se tornando um dos jogadores mais velhos a disputar uma Stanley Cup Final, com 44 anos de idade. No entanto, mais tarde, perderia o posto para Chris Chelios, em 2008, que tinha 46 anos.
Red Wings entregam a taça para Vladimir Konstantinov, 1998
Esta talvez seja uma das histórias mais emocionantes que poderiam acontecer em uma Stanley Cup Final. Em 1997, após eliminarem o Philadelphia Flyers em quatro jogos, o Detroit Red Wings levantou sua oitava taça. Porém, aqueles que deveriam ser dias de pura comemoração, acabaram se tornando em tragédia.
O defensor do time, Vladimir Konstantinov, se envolveu em um acidente gravissímo, que resultou no final trágico de sua carreira. O carro em que o jogador estava acabou colidindo, causando a este lesões severas no cérebro. Por conseqüência, passou o restante de sua vida em uma cadeira de rodas.
Na temporada de 1998, os jogadores do Red Wings dedicaram a maior parte dos jogos ao seu teammate. No entanto, mais ainda, eles fizeram da tragédia uma motivação para chegar às finais e ganhar a segunda taça seguida por Konstantinov. E conseguiram.
O time de Detroit venceu o Washington Capitals em quatro jogos. Sendo este último na casa dos Capitals, levantando a Lord Stanley pela nona vez. Porém, sabendo que Vladimir estava na arena, os jogadores dos Red Wings chamaram o defensor ao rinque para levantar a taça junto dele. Isso por que, apesar dos pesares, ele merecia a vitória tanto quando a atual equipe de Detroit.
Não havia um olho sem lágrimas enquanto o russo levantava a taça. Mais uma prova de que o hockey é muito mais do que um simples esporte.
Bob Baun marca o gol da vitória com perna quebrada, em 1964
Baun não era conhecido por ser o goleador do Toronto Maple Leafs. Porém, foi com sua ajuda que a equipe conquistou seu 12º campeonato na NHL. Tal defensor marcou um dos gols mais memoráveis da história da Stanley Cup, no jogo 6.
Depois de uma grave entrada, Bob precisou ser retirado do rinque em uma maca, devido a situação da lesão. O resultado da colisão foi uma perna quebrada para o jogador e, aparentemente, o fim da temporada para este.
No entanto, por algum motivo, Baun acabou voltando para o jogo, quando este já estava em overtime. Em uma jogada incrível, e com muito esforço, o camisa 21 dos Leafs acabou marcando o gol da vitória do time. Assim, o Toronto insistiu com um jogo 7 e ganhou mais uma chance de ganhar a taça. O que acabou por acontecer, já que os Maple Leafs acabaram derrotando o Detroit Red Wings no jogo 7. Desta forma, o time levantou a sua décima segunda Stanley Cup.
Bob marcou apenas 37 gols em 964 jogos em sua carreira na NHL. No entanto, foi esse famoso gol, e sua insistência durante o jogo, disputando com uma lesão, que fizeram com que ele tivesse para sempre seu nome marcado na história do hockey.
O primeiro campeonato do Dallas Stars, em 1999
O Dallas demorou algum tempo para se estabelecer como um dos melhores times da NHL. Porém, anos como o de 1999, mostram o quanto essas palavras não poderiam ser mais verdadeiras.
Aquela seria a terceira aparição do Dallas em uma Stanley Cup Final. O time, que tinha como adversário o Buffalo Sabres, apareceu somente em duas. Apesar de o Dallas ter feito uma ótima campanha até as finais, o fato que ficou marcado na história do jogo final foi o controverso gol do Dallas em OT.
O jogo, no entanto, em si, foi completamente intenso. Ambos os times fizeram cada um apenas um gol. Assim, levando o jogo para aqueles que foram um dos maiores OTs da história de uma Stanley Cup Final. O jogo teve nada mais, nada menos, do que três OTs. Depois de cinco jogos intensos, os dois times estavam jogando os períodos finais da partida completamente esgotados. Nenhum puck passava por nenhum dos dois goleiros. Até que um lance de Brett Hull acabou dando sorte ao Dallas.
Aos 14:51 do terceiro OT, Hull, através de um rebote do goleiro dos Sabres, colocou o puck no fundo da rede. Porém, muitos fãs dos Sabres reclamaram impedimento, já que os skates de Brett estavam à frente da linha, antes mesmo de o puck chegar. No entanto, o gol foi considerado pela arbitragem. Finalmente, após aquilo que foi uma das melhores (e mais cansativas) campanhas já feitas, o Dallas Stars acabou levantando sua primeira taça, na casa do Buffalo Sabres. Apesar das controvérsias, foi um gol memorável para uma temporada mais memorável ainda.
Desta forma, o jogo entra para a história como a partida de maior duração em um jogo decisivo de Stanley Cup Final, e o segundo maior entre todos os jogos da final.
A temporada histórica do St. Louis Blues em 2019 e seu amuleto da sorte, Laila Anderson
Sendo fã ou não do time, é necessário reconhecer que o St. Louis percorreu um vasto caminho até a chegar à final da Stanley Cup. Do último lugar na temporada regular à conquista de seu primeiro campeonato. O time, certamente, é um exemplo de superação. Outro exemplo de superação é Laila Anderson.
Laila é, com toda certeza, uma das maiores torcedoras do St. Louis Blues. Com apenas 11 anos, a garotinha já enfrentou mais batalhas que podemos imaginar. Ela possui HLH, uma doença rara e não imune. Vivendo entre sua casa e corredores de hospital, Laila encontrou no St. Louis um motivo a mais para continuar lutando. Mesmo quando os Blues estavam fazendo sua pior campanha na temporada, esta continuou torcendo fielmente pelo time, e acreditando em seu potencial para trazer sua primeira Stanley Cup para casa.
A menina acabou se tornando o amuleto da sorte do time, e acompanhou grande parte dos jogos do time na final dentro das arenas. E os Blues acabaram levando seu primeiro campeonato, sobre o Boston Bruins. Assim como os demais jogadores, Laila também foi chamada ao rinque, para levantar a taça que era tão dela quanto deles. O time inteiro admira e reconhece a força de Laila, levando sua jornada e batalhas como inspiração. Eles acabaram a adotando como uma parte do time.
Mais um exemplo sobre como o hockey pode ser bem mais que apenas um esporte na maior parte das vezes.
E vocês, quais são seus momentos preferidos das finais da Stanley Cup? Conta para nós nos comentários!
Que a NHL é cheia de momentos históricos todo mundo sabe. Alguns são inusitados; já outros são emocionantes, como recentemente o da menina Laila, fã do atual campeão St. Louis Blues. São tantos momentos que dá até para se perder. Por isso, nós do NHeLas decidimos fazer uma pequena seleção de alguns desses momentos.
Ace Bailey, o primeiro jogo beneficente
No dia 12 de dezembro de 1933, Ace Bailey, jogador do Toronto Maple Leafs, viu a sua carreira acabar após sofrer um hit violento de Eddie Shore, jogador do Boston Bruins. Bailey bateu a cabeça no gelo e fraturou o crânio, chegando a convulsionar no local. O jogador, então, foi submetido a várias cirurgias, onde os médicos faziam o possível para salvar a sua vida. Após acordar do coma e com a certeza de que Ace ficaria bem, a liga tomou as providências e penalizou Shore devidamente. No entanto, Ace não poderia jogar hockey nunca mais. Com isso, o time decidiu então fazer um jogo beneficente para arrecadar dinheiro para o jogador.
O jogo, que aconteceu no dia 14 de fevereiro de 1934, conseguiu arrecadar quase 21 mil dólares e o time de Boston doou mais 6 mil dólares para o jogador. No final do evento, o então proprietário dos Leafs, Conn Smythe, aposentou o número de Bailey. Assim tornando Bailey o primeiro jogador a ter seu número aposentado por uma equipe na história da NHL. Mas o ponto alto da noite foi a icônica foto de Bailey e Shore apertando as mãos antes da partida. A partida é considerada o primeiro jogo all-stars apesar de o evento só ter se tornado anual 13 anos depois.
Primeira transmissão de um jogo na TV canadense
Quando a liga foi criada em 1917, os fãs de hockey só podiam ver os jogos ao vivo. Até que em 1923 os jogos passaram a ser transmitidos também pela rádio. Somente anos depois que os fãs enfim iriam poder assistir os jogos do conforto de sua casa. Isso porque no dia 11 de outubro de 1952, os times Montreal Canadiens e Detroit Red Wings jogaram a primeira partida televisionada no Canadá. Canadiens ganhou do Red Wings por 2-1 e assim os times entraram para história do hockey.
Willie O’Ree, o primeiro jogador negro na NHL
Apesar de hoje em dia já ter jogadores negros na liga, isso só foi possível porque, em 18 de janeiro de 1958, o canadense Willie O’Ree fazia a sua estreia pelo Boston Bruins. O’Ree jogava em uma liga menor quando um jogador do Bruins se lesionou, deixando o time com um jogador a menos. Assim Willie, que na época estava cego de um olho devido a um puck no rosto dois anos antes, omitiu a sua lesão e fez a sua estreia na liga. Em 2018 foi nomeado para o Hockey Hall of Fame na categoria Builders.
Primeiro goleiro a marcar um gol
Apesar de muitos goleiros já terem tentado marcar um gol, o primeiro goleiro a ter seu nome creditado a um gol foi por acidente. Foi em 1979, numa partida entre New York Islanders e Colorado Rockies. Billy Smith, goleiro dos Islanders, ao impedir que um jogador adversário marcasse um gol, bateu no puck. Por não ter nenhum goleiro na rede dos Rockies, acabou marcando um gol por “acidente”. Como Smith foi o último jogador do Islanders a tocar no puck, o gol foi creditado a ele.
Mr. Hockey retorna para jogo all-stars
Após ter se aposentado da NHL em 1971 e jogado alguns anos pelo WHA com seus dois filhos, Gordie Howe retornou a NHL para a temporada 1979-80, quando jogou pelo time Hartford Whalers (atualmente Carolina Hurricanes). Na mesma temporada, Howe foi chamado para participar dos jogos all-stars que, naquele ano, seria na cidade de Detroit. Ao ser anunciado nas apresentações pré-jogo, Gordie teve uma grande surpresa ao ser aplaudido de pé durante dois minutos. Foi necessário que o jogador saísse do gelo para que o público se acalmasse. Mas essa não foi a única vez, durante a partida o jogador foi ovacionado diversas vezes pelo público.
Evento inédito na Filadélfia
Em 1993, Mario Lemieux foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin. Com isso, o jogador precisou fazer tratamento e consequentemente perdeu alguns jogos. Mas isso não parou Lemieux completamente. Após terminar sua última sessão de radiação, o canadense voou para a Filadélfia para participar de uma partida contra o Philadelphia Flyers. Para a surpresa de todos, ao entrar no gelo, o capitão do Pittsburgh Penguins foi aplaudido de pé pelos fãs da equipe rival. Um evento inédito já que os torcedores dos Flyers são conhecidos por serem mais duros e ter uma grande rivalidade contra os Penguins.
Aposentadoria de Wayne Gretzky
No dia 18 de abril de 1999, Wayne Gretzky estava jogando a última partida de sua carreira antes da aposentadoria. Apesar de não ter marcado tantos gols como de costume, Gretzky, em sua última temporada, ainda conseguiu quebrar o recorde que até então era de Gordie Howe. Numa partida entre New York Rangers e Pittsburgh Penguins, a NHL quebrou o protocolo e cantou o hino do Canadá e do EUA. Com isso, Wayne teve uma pequena homenagem. Bryan Adams, ao cantar o hino do Canadá, mudou a letra de “O Canada, we stand on guard for thee”. Cantou: “We’re going to miss you, Wayne Gretzky”. John Amirante, ao cantar o hino dos EUA, mudou a letra para incluir a frase “in the land of Wayne Gretzky”. Em sua última partida, Gretzky marcou uma assistência, assim ajudando no único gol que seu time marcou na noite.