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  • Makar x Hughes: Quem são os possíveis finalistas do Calder Trophy

    Makar x Hughes: Quem são os possíveis finalistas do Calder Trophy

    O Calder Trophy, troféu destinado ao melhor novato da Liga, não deve trazer grandes surpresas esse ano. O rookie que tem maior destaque é, sem dúvida, Cale Makar, defensor do Colorado Avalanche. Entretanto, Quinn Hughes do Vancouver Canucks tem ganhado destaque nas últimas semanas. Provavelmente, o prêmio ficará entre um dos dois defensores, pois ambos vêm apresentando boas estatísticas e se tornando indispensáveis para seus times.

    Mas nomes como Victor Olofsson (Buffalo Sabres) e Nick Suzuki (Montreal Canadiens) também são bastante comentados pelos especialistas. Em um prêmio que o que conta são os votos dos writers da NHL, isso pode ser o diferencial ao final da temporada. Dois dos três finalistas já estão definidos, mas quem será que vai para o NHL Awards este ano? Pensando nisso, levantamos os possíveis finalistas para o troféu.

    Cale Makar – Colorado Avalanche

    Desde que estreou na NHL em 15 de abril de 2019, Makar vem se mostrando um jogador diferenciado. No seu primeiro jogo na Liga já marcou o primeiro gol, tornando-se o primeiro defensor a marcar um gol em sua estreia. Entretanto, como entrou na Liga durante os playoffs, a temporada 2019-20 é oficialmente a sua temporada de rookie, o que o torna elegível para o Calder Trophy.

    Até dezembro, Cale era o único candidato possível para levar o prêmio. Entretanto, após sofrer uma lesão e desfalcar o time por alguns jogos, a corrida pelo troféu se tornou interessante. Makar já quebrou diversos recordes para o Colorado Avalanche essa temporada e, com 53 jogos no gelo, soma 45 pontos, destes, 12 são gols. Cale Makar está mudando a forma do Avalanche jogar e se mostrando, sem dúvidas, essencial para o time.

    Quinn Hughes – Vancouver Canucks

    Quinn Hughes é o terceiro rookie seguido do Vancouver Canucks a ser considerado provável finalista do Calder Trophy. O time teve Brock Boeser como finalista em 2018 e, em 2019, Elias Peterson levou o prêmio. Sem dúvida, o trio é um dos mais promissores na NHL.

    Quinn fez sua estreia na NHL em 28 de março contra o Los Angeles Kings, coletando um ponto após dar uma assistência para Brock Boeser. Mas assim como Cale Makar, tem como sua temporada de estreia em 19-20. Ao todo, Quinn já soma 49 pontos em 60 jogos. A diferença que o defensor fez para os Canucks é visível, uma vez que, ao lado de Boeser e Petterson, ajudou a equipe a modificar sua forma de jogar. Vancouver hoje está na terceira posição na Divisão Pacífica, apenas 4 pontos atrás do Vegas, primeiro colocado.

    Igor Shesterkin – New York Rangers

    Outro forte candidato para ser um dos finalistas do Calder deste ano é o russo Igor Shesterkin. O goleiro do New York Rangers estreou pelo time em 7 de janeiro, fazendo 29 defesas na vitória dos Rangers contra o Avalanche por 5 a 3. O jogador de 24 anos, que é citado como o sucessor de Lundqvist, ainda não tem desempenho o suficiente para ser comparado aos líderes da Liga. Entretanto, dos dez jogos que esteve frente às redes, Shesterkin conquistou 9 vitórias. Com mais tempo de gelo, o russo pode ser exatamente o que os Rangers precisam para conquistar a tão sonhada vaga nos playoffs. Além disso, o jovem jogador pode ser ser o início da tão esperada renovação na equipe. Sem dúvida, um jogador para se prestar atenção. 

    Nick Suzuki – Montreal Canadiens

    O rookie dos Habs é o primeiro jogador do ataque que entra nessa lista. O forward, draftado em 2017 pelo Vegas Golden Knights, chegou ao Montreal na troca de Max Pacioretty antes da temporada 2018-19. Sua estreia na NHL foi em 3 de outubro de 2019, na derrota para o Carolina Hurricanes por 4 a 3, na abertura da temporada 2019-20. Apesar de ter marcado no shootout contra os Canes, o primeiro gol de Suzuki veio marcar o seu primeiro gol na Liga no dia 17 de outubro, na vitória de 4 a 0 contra o Wild.

    Em 65 jogos, Suzuki soma 40 pontos, destes, 13 são gols. Ele está empatado em 3º em número de gols entre os calouros, apesar de ter menos tempo no gelo. Sem dúvida, o center é um dos jogadores que está trazendo as mudanças que o Habs há muito precisava. A disputa para uma vaga nos playoffs ainda está em aberto, mas, com dez pontos atrás do último lugar para o wild card, muito provável que o time de Montreal fique mais um ano de fora da pós-temporada. Entretanto, os resultados individuais de Suzuki impressionam e pode fazer com que ele seja um dos finalistas do Calder Trophy. 

    Victor Olofsson – Buffalo Sabres

    O Buffalo Sabres não vai muito bem na temporada. Atualmente, ocupam a 24ª colocação na tabela com 66 pontos, mas isso não impediu o rookie Victor Olofsson de chamar atenção para si mesmo. Olofsson fez a sua estreia na NHL no final da temporada 2018-19. Nesta temporada, o sueco esteve presente em 47 jogos e soma 40 pontos, sendo 19 gols. Sendo assim, o forward está empatado em terceiro em números de gols entre os novatos. Voltando de lesão, se mantiver seu ritmo de jogo, pode entrar na lista dos finalistas para o Calder Trophy. 

    A temporada 2019-20 não está sendo produtiva para os rookies. Quinn Hughes e Cale Makar impressionam, mas a terceira vaga entre os finalistas ainda está aberta. Entretanto, nomes como Martin Necas (Canes), Elvis Merzlikins (Blue Jackets), Adam Fox (Rangers), Dominik Kubalik (Blackhawks) e Danis Gurianov (Stars) ainda podem nos surpreender nessa reta final de temporada e ser o terceiro candidato nessa disputa entre Hughes e Makar. 

  • NHL Trade Deadline: um recap

    NHL Trade Deadline: um recap

    A Trade Deadline da NHL aconteceu na segunda feira (24), e gerou diversas transições. De especulações à trades inesperadas, a tarde de ontem serviu para provar uma coisa: nenhum jogador está a salvo. Foram diversos acordos feitos entre os 31 times da National Hockey League, todos com o objetivo comum de deixar as equipes o mais perto possível da Stanley Cup. Portanto, pensando nisso, o NHeLas fez um recap com as principais trocas ocorridas dentro da Liga.

    Anaheim Ducks

    Os Ducks completaram trocas com 6 times da NHL. A primeira aquisição do time foi em uma trade com o Philadelphia Flyers. Desta forma, o time de Anaheim recebeu como reforço do último o center, Kyle Criscuolo e um 4th round pick no Draft 2020. No entanto, em troca, precisou ceder Derek Grant ao time da Filadélfia. 

    Seguidamente, em um acordo com o Boston Bruins, a equipe adquiriu o forward Danton Heinen. Assim, o time de Massachusetts recebe o left-wing Nick Ritchie. Em outra trade, desta vez com o Washington Capitals, o time adquiriu o defensor Christian Djoos, mas cede aos Capitals Daniel Sprong. 

    Na troca com o Columbus Blue Jackets, o time adquiriu mais um reforço para o ataque, Sonny Milano. Desta forma, cedeu aos Blue Jackets Devin Shore. Do Nashville Predators, recebe Matt Irwin e um 6th round pick no Draft 2022, mas cede a equipe Korbinian Holzer. 

    Por fim, em um acordo com o Edmonton Oilers, o time adquire o defensor Joel Persson. Desta forma, cedeu aos Oilers o goleiro Angus Redmond e uma escolha no Draft de 2022. O time também acabou por reivindicar os direitos do contrato de Andrew Agozzino, do Pittsburgh, que também vem para reforçar o time. 

    Arizona Coyotes

    Os Yotes foram tímidos na hora de movimentar seu elenco, tendo assim participado de apenas um tread com o Columbus Blue Jackets. Desta forma, o time acabou adquirindo o forward Markus Hannikainen. No entanto, precisou ceder a equipe sua escolha no sétimo round no Draft 2020 da NHL. 

    Boston Bruins

    Os Bruins também concluíram apenas uma trade, sendo esta com o Anaheim Ducks. O time adquriu o jogador Nick Ritchie da equipe de Ahaheim e cedeu a esta Danton Heinen. 

    Buffalo Sabres

    Com duas aquisições, os Sabres fizeram parte de uma das grandes movimentações da Liga. Desta forma, em uma trade com o New Jersey Devils, o time adquiriu o forward veterano Wayne Simmonds. No entanto, cederam seus direitos a um 5th round pick condicional no Draft 2021 aos Devils. 

    Seguidamente, em um acordo com o Pittsburgh Penguins, a equipe adquiriu o forward Dominik Kahun. Em troca, os Penguins acabaram por receber Conor Sheary e Evan Rodrigues. 

    Calgary Flames

    Nesta Trade Deadline, os Flames reforçaram seu elenco com defensores em trocas respectivamente com o Chicago Blackhawks e L.A. Kings. Dos Blackhawks, o time adquiriu Erik Gustafsson, mas cedeu ao primeiro um 3rd round pick no Draft 2020. Já na trade com os Kings, o time recebeu Derek Forbort. Desta maneira, terminou por ceder ao Los Angeles um 4th round pick condicional no Draft 2020. 

    Carolina Hurricanes

    Os Hurricanes fizeram grandes movimentações nesta Trade Deadline. Primeiro, em uma troca com o Florida Panthers, o time adquiriu Vincent Trocheck. No entanto, precisou ceder ao time da Flórida quatro de seus jogadores, entre eles Erik Haula. 

    Na trade com os Devils, o time cedeu dois de seus jogadores e um 4th round pick condicional no Draft 2020. No entanto, recebeu do New Jersey Sami Vantanen, que vem para reforçar a defesa da equipe. 

    Por fim, a última troca do time foi com New York Rangers. Ao ceder seu 1st round pick no Draft 2020, os Canes receberam dos Rangers Brady Skjei. Desta forma, o jogador vem para reforçar a defesa da equipe, que conta com o desfalque de Dougie Hamilton desde o final de janeiro. 

    Chicago Blackhawks 

    Os Blackhawks completaram três trades na tarde de ontem. Na primeira delas, com os Flyers, o time adquiriu T.J Brennan. No entanto, terminou por ceder ao time da Filadélfia o jogador Nathan Noel. Em uma troca de um 3rd round pick no Draft 2020, os Hawks abdicaram ao Calgary Flames o defensor Erik Gustafsson. 

    Porém, a grande troca do Chicago foi com os Vegas Golden Knights. O time adquiriu da equipe o goleiro Malcolm Subban, o defensor Slava Demin e um 2nd round pick no Draft de 2020. Desta maneira, a equipe precisou ceder Robin Lehner ao Vegas. 

    Colorado Avalanche

    O Avalanche participou de duas trocas na tarde de ontem. Uma delas com o Ottawa Senators, onde o time adquiriu Vladislav Namestnikov. Assim, a equipe cedeu aos Senators seu 4t round pick no Draft de 2021. Já na trade com o Toronto Maple Leafs, o Colorado recebeu o goleiro Michael Hutchinson. No entanto, em troca, a equipe de Denver precisou abdicar de Calle Rosen. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blue Jackets fizeram apenas uma movimentação na tarde de ontem, sendo esta com o Anaheim Ducks. Na troca, o time precisou abdicar de Sonny Milano para os Ducks, mas recebeu como reforço o jogador Devin Shore para completar o elenco. 

    Dallas Stars

    O time de Dallas também foi tímido durante a Tread Deadline e fez apenas uma troca com o Florida Panthers. A equipe acabou cedendo ao time da Flórida o defensor Emil Djuse. Assim, receberam, por fim, um 6th round pick no Draft 2020, com a intenção de reconstruir o time futuramente. 

    Detroit Red Wings

    Em uma trade com o Edmonton Oilers, os Red Wings adquiriram o center Kyle Brodziak e uma escolha condicional no Draft. Esta pode ser no 4th round do Entry Draft de 2020 ou 3rd round do Entry Draft 2021. Porém, para obter mais uma escolha no evento, a equipe precisou ceder aos Oilers o defensor Mike Green. 

    Seguidamente, em outra troca com a equipe de Edmonton, o time adquiriu Sam Gagner, um 2nd round pick no Draft de 2020 e 2021. No entanto, acabou abdicando para os Oilers os jogadores Andreas Athanasiou e Ryan Kuffner. 

    Edmonton Oilers

    Como citado anteriormente, a troca com os Red Wings resultou na vinda Mike Green, Andreas Athanasiou e Ryan Kuffner para Edmonton. No entanto, essa não foi a única movimentação feita pelos Oilers. Em uma trade com os Senators, o time adquiriu o forward Tyler Ennis. Porém, em troca, a equipe de Ottawa recebeu o 5th round pick do time no Draft 2021. 

    Por fim, em um acordo com os Ducks, o time recebe o goleiro Angus Redmond e um 7th round pick condicional no Draft em 2022. Em troca, o time cedeu ao Anaheim o defensor Joel Persson. 

    Florida Panthers

    Na trade com o Carolina Hurricanes, os Panthers receberam Erik Haula, Lukas Wallmark, Eetu Luostarinen e Chase Priskie. No entanto, precisou abdicar de Vincent Trocheck para o time da Carolina. Seguidamente, em uma troca com o Dallas Stars, a equipe recebeu o defensor Emil Djuse. Porém, em troca, teve de ceder aos Stars um 6th round pick no Draft 2020.

    Los Angeles Kings

    A maior troca dos Kings foi no início da semana passada, quando o time cedeu Tyler Toffoli aos Canucks e, em troca, recebeu dois draft picks, Tim Schaller e Tyler Madden. No entanto, o time participou de mais uma troca na tarde de ontem, dessa vez com o Calgary Flames. A equipe recebeu um 4th round pick e, em troca, acabou cedendo, por fim, Derek Forbort aos Flames. 

    Montreal Canadiens

    Os Canadiens também fizeram grandes movimentações na tarde de ontem e adquiriram diversas seleções no Draft. Inicialmente, em uma troca com os Capitals, o time recebeu um 3rd round pick no Draft 2020. No entanto, precisou ceder Ilya Kovalchuk ao time de Washington. 

    Já em outra trade, dessa vez com os Flyers, o time adquire um 5th round pick no Draft de 2021. Em troca, o Filadélfia recebeu o forward Nate Thompson. Com os Senators, eles recebem o forward Aaron Luchuk e outra escolha no Draft – desta vez, um 7th round pick em 2020. No entanto, abdicou do jogador Matthew Peca. 

    Por fim, no acordo com os Vegas Golden Knights, o time um 4th round pick no Draft 2021, cedendo assim aos Knights o forward Nick Cousins. 

    Nashville Predators

    Em uma troca com os Blackhawks, os Predators adquiriram o defensor Eric Gustafsson. Porém, em troca, o time cede ao Chicago o defensor Matt Irwin e um 5th round pick no Draft 2020. 

    Todavia, o Nashville não movimentou o time apenas com trocas. Rocco Grimaldi assinou uma extensão de contrato com o time, e jogará pelos Preds por mais dois anos. Desta forma, o contrato do jogador passa a valer 2 milhões por cada uma das próximas temporadas que disputará. 

    New Jersey Devils

    Os Devils realizaram 3 trades, sendo estas com os Buffalo, Canucks e Hurricanes. Com o Buffalo, o time acabou por adquirir um 5th round pick condicional no Draft de 2021. Todavia, o time acabou abdicando de Wayne Simmonds para os Sabres. Já na troca com os Canucks, o time adquire o jogador Zane McIntyre e cede ao Vancouver Louis Domingues. 

    Por fim, do Carolina, os Devils adquirem um 4th round pick condicional no Draft 2020, e os jogadores Janne Kuokkanen e Fredrik Claesson. Em troca, os Canes receberam o jogador Sami Vantanen. 

    New York Islanders

    Pageau acabou assinando um contrato para disputar mais 6 temporadas com os Islanders.

    Em uma troca com os Senators, os Islanders adquiriram o center Jean-Gabriel Pageau e, em troca, cederam três escolhas no Draft ao Ottawa. Seguidamente, o jogador também concordou em uma extenssão de contrato com o time. Desta forma, ele passa a disputar mais 6 temporadas com a jersey dos Islanders.

    New York Rangers

    Os Rangers participaram de apenas uma troca durante o Trade Deadline, sendo esta com o Carolina Hurricanes. Ao ceder Brady Skjei, o time adquiriu mais um 1st round pick para o Draft de 2020. 

    No entanto, o time ganhou outra aquisição, e nem precisaram deixar a própria arena para tal feito. Chris Kreider fica por mais oito temporadas com os Rangers após assinar uma extenssão de contrato com o time. Desta forma, o jogador passa a receber, por temporada, 6,5 milhões de dólares. 

    Ottawa Senators

    Os Senators foram um dos times da NHL que mais movimentaram o Trade Deadline e o que mais adquiriu escolhas no Draft com as trocas. Primeiramente, na trade com os Islanders, o time recebeu um 1st round pick condicional e um 2nd round pick no Draft 2020, e um 3rd round pick no Draft de 2022. Assim, o time acabou cedendo Jean-Gabriel Pageau. 

    Seguidamente, em um acordo com o Avalanche, o time adquiriu um 4th round para o Draft 2021. Em troca, Vladislav Namestnikov passar a jogar pelo Colorado. Já dos Canadiens, o time recebeu Matthew Peca e cede Aaron Luchuck e um 7th round pick em 2020 ao Montreal. 

    Por fim, a última troca dos Senators foi feita com o Edmonton Oilers. O time recebeu o forward Tyler Ennis e, em troca, abdica de um 5th round pick no Draft 2021. 

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers concluíram duas trades: uma com o Montreal Canadiens e a outra com o Anaheim Ducks. Na troca com os Canadiens, o time recebeu Nate Thompson, cedendo, portanto, um 5th round pick em 2021 a estes. Já na transição com os Ducks, a equipe recebe Derek Grant e, em troca, abdica de Kyle Criscuolo e um 4th round pick no Draft 2020. 

    Pittsburgh Penguins 

    Além da vinda de Jason Zucker para o time há alguns dias atrás, os Penguins também voltaram a adquirir novos reforços durante a Trade Deadline. A primeira movimentação feita pela equipe de Pittsburgh foi com os Sharks, onde o time adquiriu Patrick Marleau e, em troca, acabaram por ceder ao San Jose um 3rd round pick no Draft 2020. 

    Patrick Marleau foi uma das grandes aquisições do Pittsburgh durante a Trade Deadline.

    Seguidamente, a próxima trade do clube se deu com o Buffalo Sabres, onde receberam dois novos reforços: Conor Seary e Evan Rodrigues. Em troca, os Sabres receberam Dominik Kahun. 

    San Jose Sharks

    Citada anteriormente, a primeiro troca dos Sharks foi feita com o Pittsburgh, onde o time recebeu um 3rd round pick no Draft 2021 em troca de Patrick Marleau. Todavia, não foi a única movimentação feita pelo time na Trade Deadline. A equipe adquiriu, do Tampa Bay Lightning, o jogador Anthony Greco e 1st round pick no Draft 2020. 

    Por fim, na troca com o Calgary, o San Jose recebeu mais um reforço para a sua defesa com a aquisição de Brandon Davidson. 

    Tampa Bay Lightning

    Há alguns dias atrás, o Tampa Bay havia participado de uma trade com os Devils, onde adquriu Blake Coleman. No entanto, a equipe voltou a receber novos reforços em mais uma troca, dessa vez com o San Jose. O time adquriu Barclay Goodrow e um 3rd round pick no Draft 2020. Desta forma, cede aos Sharks um Draft pick e um dos jogadores de seu elenco, Anthony Greco. 

    Toronto Maple Leafs

    Em uma troca com o Colorado Avalanche, os Leafs receberam Calle Rosen. Todavia, abdicam do goleiro Michael Hutchinson para o time de Denver. Seguidamente, em um acordo com os Islanders, a equipe adquiriu o forward Matt Lorito (este que joga pelo time dos Isles na AHL, os Sound Tigers). Na troca, a equipe de New York recebeu, por fim, Jordan Schmaltz. 

    Por fim, na troca com os Golden Knights, o time recebeu um 5th round pick no Draft 2020, e cede ao Vegas o jogador Martins Dzierkals, concluindo assim a negociação entre os Blackhawks e os Golden Knights. Desta forma, os Maple Leafs passam a reter uma parte do salário do goleiro Robin Lehner como parte do acordo. 

    Vancouver Canucks 

    Os Canucks participaram de apenas uma troca no Trade Deadline, sendo esta com os Devils. Na transição, o time recebeu do New Jersey o jogador Louis Domingue. No entanto, acabaram por ceder o goleiro Zane McIntyre. 

    Vegas Golden Knights

    Além de Alec Martinez, mais algumas aquisições foram feitas pelo Vegas na tarde do Trade Deadline. Em uma troca com o Chicago, o time adquiriu o goleiro Robin Lehner e o prospect Martins Dzierkals. Desta forma, os Hawks recebem Malcolm Subban, Slava Demin e um 2nd round pick no Draft 2020 que pertencia ao Golden Knights. 

    Washington Capitals

    Ilya Kovalchuk passa a fazer parte do elenco dos Capitals.

    A maior transação feita pelos Capital durante o período de trades foi a com o Montreal Canadiens, onde o time adquiriu o jogador Ilya Kovalchuk. No entanto, na tarde de ontem o time fez mais uma aquisição para seu elenco. Em uma troca com o Anaheim Ducks, o Washington recebe o forward Daniel Sprong. Desta forma, Christian Djoos passa a disputar pelos Ducks.

    Foto: Reprodução/Teal Town USA

  • David Pastrnak marca um hat trick e chega à marca de 41 gols na temporada

    David Pastrnak marca um hat trick e chega à marca de 41 gols na temporada

    No jogo da última quarta-feira (12), David Pastrnak chegou ao seu 41º gol. É uma marca não apenas para o jogador, mas também para o Boston Bruins. Isso porque o último jogador a chegar à marca dos 40 gols em uma temporada foi Glen Murray na temporada 2002-03.

    Pastrnak marcou um hat trick na vitória por 4 a 1 contra o Montreal Canadiens no TD Garden. O quarto gol do Boston foi marcado por Patrice Bergeron, enquanto Ryan Suzuki marcou para os Habs. Essa foi a temporada que Pasta mais marcou gols. Ele também lidera o time com um total de 81 pontos.  

    Disputa pelo Maurice “Rocket” Richard Trophy

    Pastrnak liderou a Liga em número de gols por um dia. Isso aconteceu porque Auston Matthews chegou também aos 41 gols na temporada no dia seguinte ao marcar na derrota dos Leafs para o Dallas Stars na noite de quinta-feira (13). Ambos os jogadores vêm competindo, lance a lance, para vencer Ovechkin na liderança de gols na temporada.

    Por enquanto, Ovie está com um gol a menos que Pastrnak e Matthews. Mas, faltando apenas dois gols para chegar aos 700, o russo não vai perder a oportunidade de aumentar sua marca pessoal. Além disso, o jogador venceu o Maurice “Rocket” Richard Trophy em 2018 e 2019, e sem dúvida, vem buscar o troféu pelo terceiro ano consecutivo.

    Dessa forma, a disputa entre os três jogadores tende a ficar ainda mais acirrada nas últimas semanas da temporada regular, disputando não só uma vaga nos playoffs com seus times, mas também para ampliar seus números. Quem será que vai levar essa?

    Foto Reprodução: NHL.com

  • Roster do All Star Weekend é anunciado

    Roster do All Star Weekend é anunciado

    Ontem foi anunciado os jogadores que irão participar do All Star Weekend 2020. O evento vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro em St. Louis e os times serão liderados por Connor McDavid (Pacífica), Nathan MacKinnon (Central) e David Pastrnak (Atlântica).

     A princípio, Alex Ovechkin foi o mais votado para ser o Capitão da Metropolitana, entretanto, o jogador do Capitals anunciou que não irá participar do All Star Game pelo segundo ano consecutivo. A justificativa do russo foi a mesma do ano passado, alegando que apesar de estar saudável, quer usar os dias de folga que o evento permite ao schedule para descansar e se preparar para a segunda parte da temporada. Por enquanto ainda não foi anunciado novo capitão para a Metropolitana.

    A escolha dos jogadores participantes é feita pelo NHL’s Hockey Operations Department. Entretanto, assim como os fãs podem votar para escolher os capitães de cada divisão, a escolha dos jogadores que irão completar os times também será feita por voto popular pelo segundo ano seguido. Dessa forma, os fãs do esporte poderão votar no 2020 NHL All-Star Last Men a partir do dia 1º até o dia 10 de janeiro.

    Sendo assim, o roster  escolhido pela NHL ficou da seguinte forma:

    Divisão Atlântica

    David Pastrnak, Boston Bruins (C)

    Jack Eichel, Buffalo Sabres

    Tyler Bertuzzi, Detroit Red Wings

    Jonathan Huberdeau, Florida Panthers

    Auston Matthews, Toronto Maple Leafs

    Anthony Duclair, Ottawa Senators

    Shea Weber, Montreal Canadiens

     Victor Hedman, Tampa Bay Lightning

    Frederik Andersen, Toronto Maple Leafs

    Tuukka Rask, Boston Bruins

    Divisão Metropolitana

    Kyle Palmieri, New Jersey Devils

    Mathew Barzal, New York Islanders

     Artemi Panarin, New York Rangers

    Travis Konecny, Philadélphia Flyers

    Jake Guentzel, Pittsburgh Penguins

    Dougie Hamilton, Carolina Hurricanes

     John Carlson, Washington Capitals

    Seth Jones, Columbus Blue Jackets

    Braden Holtby, Washington Capitals

    Joonas Korpisalo, Columbus Blue Jackets

    Divisão Central

    Patrick Kane, Chicago Blackhawks

    Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche (C)

    Tyler Seguin, Dallas Stars

    Eric Staal, Minnesota Wild

    Ryan O’Reilly, St. Louis Blues

    Mark Scheifele, Winnipeg Jets

    Roman Josi, Nashville Predators

    Alex Pietrangelo, St. Louis Blues

    Jordan Binnington, St. Louis Blues

    Connor Hellebuyck, Winnipeg Jets

    Divisão Pacífica

    Jakob Silfverberg, Anaheim Ducks

    Matthew Tkachuk, Calgary Flames

    Connor McDavid, Edmonton Oilers (C)

    Leon Draisaitl, Edmonton Oilers

    Anze Kopitar, Los Angeles Kings

    Logan Couture, San Jose Sharks

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks

    Mark Giordano, Calgary Flames

    Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights

    Darcy Kuemper, Arizona Coyotes

    Foto Reprodução: NHL.com

  • Os possíveis destinos de Taylor Hall, estrela dos Devils

    Os possíveis destinos de Taylor Hall, estrela dos Devils

    Nas últimas semanas, diversos rumores sobre a possível saída de Taylor Hall do New Jersey Devils vêm se destacando na mídia. Devido a mais um péssimo início de temporada, a estrela do New Jersey Devils estaria procurando uma nova casa ainda nessa temporada.

    Na semana passada, John Hynes, até então técnico do New Jersey Devils, foi demitido. Essa demissão parecia ter sido um alívio, uma esperança para, quem sabe, as coisas melhorarem para a equipe.

    Contudo, desde que Alain Nasreddine assumiu o time, os Devils perderam dois jogos, sendo um deles no OT. Claramente ainda é cedo para que o desempenho de Nasreddine seja avaliado, porém a situação atual do time ainda é alarmante, principalmente para sua maior estrela.

    Taylor Hall chegou ao time em 2016, vindo do Edmonton Oilers. Nos Devils, ele ganhou o primeiro Hart Trophy da franquia. Além disso, foi o principal responsável por levar o time aos primeiros playoffs desde 2012, na temporada 2017-2018.

    O maior desejo de Hall, como de qualquer atleta na NHL, é de jogar os playoffs e ganhar a Stanley Cup. Em sua carreira, o canadense de 28 anos tem apenas cinco jogos de playoffs disputados.

    Visto que Hall se torna free agent em 2020, rumores sobre seu destino têm surgindo com muita intensidade. Alguns afirmam que essa troca ocorrerá ainda esta semana.

    Alguns times demonstraram interesse em Taylor Hall ou, pelo menos, é o que dizem os rumores. Sendo assim, levantamos quais os pontos positivos, negativos e as dificuldades desse possível negócio.

    Colorado Avalanche

    Joe Sakic, ex-jogador do Colorado Avalanche, é o GM do time. (Foto: RJ Sangosti)

    O Colorado Avalanche possui ótimos forwards. A combinação de Gabriel Landeskog, Mikko Rantanen e Nathan MacKinnon é uma das melhores na Liga, sem dúvida. Entretanto, Landeskog e Rantanen sofreram lesões que os deixaram fora por algumas semanas.

    Mesmo com a falta de jogadores importantes, a segunda linha, composta por JT Compher, Andre Burakovsky e Joonas Donskoi, conseguiu um desempenho satisfatório no gelo. Com eles, o time produziu 26 gols e somou 62 pontos em 29 jogos.

    As novas aquisições do Avalanche estão mostrando boa adaptação no time, e talvez esse seja um ponto importante a considerar para uma possível chegada de Hall. Burakovsky foi adquirido do Washington Capitals e já marcou 12 gols. Outro jogador que também vem mostrando resultados positivos é Donskoi, adquirido dos Sharks, que apresenta boas estatísticas. Atualmente é o terceiro colocado da equipe na lista de pontos, com 22. Isso nos mostra que o time não depende de somente uma linha para ter resultados bons.

    A adição de Taylor Hall ao elenco poderia trazer o poder ofensivo que o time precisa para poder chegar em uma final de Stanley Cup. Mas a chegada de Hall implicaria em menos minutos no gelo de Burakovsky e Donskoi, que estão dando resultado exatamente por terem mais tempo jogando do que tinham em suas antigas equipes.

    Ray Shero, GM dos Devils, poderia querer uma combinação de algum prospect de alto nível (Bowen Byram, por exemplo, considerado um dos melhores prospects da farm system do Avalanche), somado a draft picks e/ou outro jogador do elenco atual. Contudo, Joe Sakic, GM do time, só teria interesse nisso se Taylor Hall assinasse por longo prazo.

    Então, entramos na parte mais complexa desse cenário. Muitos contratos vencerão nos próximos anos. A começar pelo contrato do goleiro Philipp Grubauer e do capitão Landeskog. Grubauer recebe, atualmente, 3.3 milhões e Landeskog, 5.1 milhões. Manter estes contratos é algo fundamental, pois Grubauer nas redes é um dos diferenciais que o Avalanche adquiriu nos anos em que ficou de fora da pós-temporada.   Além do goleiro, Landeskog é essencial na primeira linha e, acima de tudo, é o capitão da equipe.

    Outro jogador que precisa pensar no cap para oferecer um futuro contrato é Cale Makar. O defensor, que já é candidato ao Calder Trophy, torna-se RFA em 2021. Dessa forma, ele poderia muito bem pedir um salário idêntico ao de Thomas Chabot, do Ottawa Senators, que assinou por 8 milhões nessa offseason.

    Sem dúvida, estas questões precisam ser levadas em conta pelo time frente a esse possível cenário de Taylor Hall no Colorado Avalanche. Adicionado ao elenco, com certeza o time de Denver viraria um candidato à Stanley Cup. Entretanto, sacrificar alguns dos melhores jogadores da talvez melhor farm system da Liga soa arriscado se Hall não estiver disposto a assinar um contrato longo.

    Montreal Canadiens

    Marc Bergevin, GM dos Habs. (Foto: TVA Sports)

    Por mais arriscado que seja assinar com um jogador de 28 anos, fazer isso com Taylor Hall talvez não seja má ideia para o Montreal Canadiens. Apesar da pouca experiência nos playoffs, Hall continua sendo um dos melhores jogadores de elite da NHL. Ele possui habilidades importantes, como a de redirecionar jogadas e finalizar. Dessa forma, sua capacidade de matar jogadas, lançado pucks às redes, seria de bom grado para um time que notavelmente peca nesse quesito.

    Além disso, a franquia de Quebec há muito tempo não possui um jogador no ataque que seja a estrela do time. Taylor Hall certamente é o tipo de jogador que transformaria qualquer equipe, em ambos os sentidos. Ele seria a cara da franquia e ajudaria o time com suas habilidades. 

    Embora Marc Bergevin, GM dos Habs, tenha admitido que procura uma estrela para seu time, esta não é a maior prioridade neste momento.

    Com uma média de quatro gols permitidos por jogo, a defesa dos Habs possui defensores veteranos, como Shea Weber e Jeffy Petry. Muito dos motivos para que a defesa seja fraca é por conta deles, que são facilmente alcançados no rinque por outros jogadores mais rápidos e ágeis. 

    Um dos principais prospects dos Habs é um defensor, Cole Fleury. Ele seria a esperança de uma melhora, todavia, só ele não basta para que a defesa do time de Montreal tome forma..  

    Montreal possui o espaço necessário no cap, caso eles procurem uma negociação como a de Mark Stone, mandado para Vegas Golden Knights. Após ser trocado do Ottawa Senators, ele assinou um contrato de oito anos por 8 milhões. Atualmente, os Canadiens têm exatamente 8 milhões de cap space.

    Um cenário para esta troca seria mandar Cole Caufield (que ainda não tem contrato assinado pois joga esta temporada pela Universidade de Wisconsin), Charles Hudon e mais uma escolha da segunda rodada por Hall e mais um jogador mediano dos Devils. Outros prospects importantes que poderiam ser envolvidos na troca seriam Ryan Suzuki, Ryan Poehling e Josh Brook.

    Ainda assim, Taylor Hall não é defensor. Porém, ele possui habilidades defensivas razoáveis. Isso poderia trazer benefícios para o time. A presença de um forte atacante mudaria o cenário dos Habs, ao ser fatal na hora de matar jogos que poderiam ser ganhos caso alguém fizesse o gol na hora certa. Hall, sem dúvida, seria esse jogador. 

    Enfim, Bergevin precisaria agir, afinal, há uma certa emergência para os Canadiens ir aos playoffs. O melhor prazo seria por agora, pois há chances de que, na deadline de 1º de julho, outros times irão atrás e a disputa por Hall ficará mais concorrida. 

    Menção honrosa: Edmonton Oilers

    Este rumor talvez soe um pouco improvável, pois Taylor Hall jogou no Oilers por cinco temporadas. Além disso, o cap space dos Oilers é de aproximadamente 1 milhão. Então, quais seriam os motivos para que os Oilers recorressem a ele?

    O Oilers tem tido uma temporada 2019-2020 relativamente boa. Porém, o time ainda depende da linha composta por Connor McDavid e Leon Draisaitl. A adição de Taylor Hall nesta line up poderia equilibrar o time, além de dividir a responsabilidade ofensiva, que está atualmente concentrada em McDavid e Draisaitl. 

    Para que esta troca ocorresse, Ken Holland, GM do Oilers, teria de ser criativo para criar espaço no cap. Uma das possibilidades seria mandar três bons jogadores da afiliada Bakersfield Condors e Jesse Pulijujarvi para New Jersey Devils, em troca de Taylor Hall e de mais um jogador mediano.

    A seleção da primeira rodada no draft de 2020 talvez seja o que os Oilers possuam de mais valioso no momento. Porém, há muito risco em disponibilizar as escolhas em uma troca pelo veterano Hall. Este é definitivamente um risco que Holland não quer correr, ainda mais em seu primeiro ano de exercício. 

    A permanência no New Jersey Devils

    Para que os Devils possam ir aos playoffs, eles precisariam vencer 35 jogos dos 55 que restam até o final da temporada. Isso é uma tarefa difícil, não só para eles, como para qualquer time da Liga. O St. Louis Blues conseguiu algo parecido, mas nunca é bom se basear nas exceções.

    O New Jersey Devils não precisa de somente um jogador para ganhar a Stanley Cup. O que os Devils precisam vai muito além disso, a começar por um técnico propriamente dito. Ademais, precisam ainda retirar algumas peças do elenco e um goleiro melhor.

    Mas e se o time conseguisse tudo isso? Afinal de contas, o elenco possui bons nomes. Além de veteranos como PK Subban, Wayne Simmonds e Nikita Gusev, Jack Hughes, first round pick, poderia ser a cara de uma nova reconstrução, em conjunto com os prospects Ty Smith, Nico Hischier e alguns picks altos do draft de 2020. Entretanto, esse processo poderia levar em média três a quatro anos, com os jogadores mais jovens ainda se desenvolvendo.

    Apesar da permanência de Hall nos Devils soar incoerente após termos listado as vantagens de uma possível troca, existem motivos para isso. Pensando em um novo rebuild, ele poderia assinar um contrato não tão longo e caro. Com um outro técnico, outras perspectivas. Se então, o time conseguisse ter nenhuma melhora, a troca seria feita. 

    Algo é certo: com Hall indo embora, que é o rosto da franquia, o New Jersey Devils ou iria a declínio, ou iria melhorar. Um caso recente, que pode servir como parâmetro, foi o de John Tavares. 

    Após a maior estrela do New York Islanders sair, o time conseguiu ir aos playoffs após duas temporadas de fora. Muito disso se deve, também, ao técnico Barry Trotz, que ganhou a primeira cup da franquia do Washington Capitals.

    Contudo, a frustração de não poder dar o seu melhor e continuar em um lugar no qual avanços não são visíveis, podem fazer com que Hall de fato seja trocado.  

    Foto: Bruce Bennett/Getty Images

  • Os jogadores de hockey e suas superstições

    Os jogadores de hockey e suas superstições

    Que o hockey é um esporte cheio de superstições todo mundo sabe. Mas, para alguns jogadores, essas superstições se tornam rotinas levadas à sério antes dos jogos. Eles acreditam que, para que possam ter um bom desempenho no gelo, precisam recorrer a curiosas táticas. São elas costumes adotados antes ou depois dos jogos, acreditando que isso possa dar uma diferença no resultado final e também para a forma de jogar . Para os nhelers, isso são somente hábitos rotineiros, entretanto, para quem está de fora, tais hábitos parecem mais rituais supersticiosos. 

    Talvez a mais clássica superstição na NHL, seja a de não tocar em taças a não ser que que você tenha conquistado. Essa é levada a sério por basicamente todos na Liga, e raramente algum jogador é visto tentando desafiar. Alguns jogadores não gostam nem de estar no mesmo lugar com a Stanley Cup, evitando ainda mais uma suposta maldição. 

    Entretanto, ao ganhar, cada jogador tem o direito de passar um dia com a cup e fazer exatamente o que quiserem com ela. 

    Mas não é só esse hábito das taças que torna curiosos esses hábitos. Times e jogadores levam essas superstições à sério, e algumas chegam a ser tão rotineiros, que os atletas tratam como apenas mais uma ação do dia a dia. 

    Falar com a trave do gol

    Patrick Roy, atual técnico do Quebec Remparts, foi um goleiro excepcional. Considerado como um dos maiores goleiros da Liga, ele tem em seu currículo duas cups com o Montreal Canadiens e duas também com o Colorado Avalanche.  Apesar de ser conhecido por suas conquistas, Roy também é conhecido por ter, na época em que jogava, um hábito curioso: ele falava com as traves do gol. E, como se este fato já não fosse curioso o suficiente, o goleiro ele ainda afirmava que as traves respondiam! Roy contava que essa conversa ajudava ele a melhorar durante o jogo, e que isso fazia com que a trave ficasse do lado dele. Dessa forma, o goleiro contou ao The Hockey Writers um pouco sobre esses diálogos:

    “Por favor, me ajudem. Eu dava direções para elas (as traves). Elas estavam sempre comigo. Elas me respondiam. Algumas noites, elas falavam “bing”. Mas em outras noites, elas tinham noites ruins também”

    Ser o último a sair do rinque durante o aquecimento

    Um hábito mais comum do que parece, é ser o último a sair do gelo durante o aquecimento. O mais famoso a ter este hábito é Tyler Seguin, center do Dallas Stars.  Entretanto, ele não é único com essa esquisita mania. Mark Scheifele, do Winnipeg Jets, também possui esse hábito. Por este motivo que, em alguns jogos contra o Winnipeg Jets, Seguin e Scheifele, disputam, para que seja resolvido de uma forma justa, uma partida de pedra, papel e tesoura. Quem perde, é o primeiro a sair do gelo deixando assim o colega com sua querida superstição.  

    Não pisar no logo do vestiário

    Foto por Chris Gordon

    Um das maiores superstições dentre os times da NHL  é da proibição de se pisar no logo do time no vestiário. Essa supertição é tão antiga, que não é possível datar a sua oriegem.  O que sabemos é que nhelers tendem a reagirem quando qualquer um pisa nos sagrados logos, muitas vezes até com raiva quando alguém, mesmo sem querer,  acaba por pisar. Entretanto, boas notícias para os mais supersticiosos: por muita reclamação e a contestável falta de lógica para que algo tão importante como o logo de um time esteja posicionado no chão, muitos vestuários atualmente foram renovados e seus logos foram realocados para o teto.

    A lenda dos polvos

    Jogar polvos no rinque durante os playoffs era um hábito comum entre os fãs do Detroit Red Wings. Isso porque, em 1952, durante a corrida dos playoffs do Detroit Red Wings, dois irmãos de Detroit, Pete and Jerry Cusimano, jogaram no rinque um polvo. Os oitos tentáculos do animal significava quantos jogos o time tinha que ganhar para que saíssem vitoriosos e com a Cup. Na épocae, a Liga possuía somente 6 times, portanto as regras da disputa pela Cupera diferente. Aconteciam dois confrontos de melhor-de-sete e quem ganhasse 8 jogos era o campeão. 

    Naquele ano, os Red Wings foram campeões após varrerem o time adversário, Montreal Canadiens. E desde então, esse costume virou uma tradição entre os fãs. E é uma das mais famosas superstições.

    Por mais inusitado que tal ato possa parecer, fato é que ele ainda não saiu do hábito dos fãs, se tornando uma tradição importante para a torcida dos Red Wings. Por mais que nos recentes anos o Detroit Red Wings não tenha tido muito sucesso, é possível achar vídeos de 2010 com o mesmo gesto se repetindo: 

    Fã jogando um polvo no rinque.

    Os bagres de Nashville Predators

    Marc-Andre Fleury, quando ainda era jogador do Pittsburgh Penguins, retirando um bagre do rinque. Foto: Post-Gazette Visuals

    Baseado na celebração dos polvos de Detroit, os torcedores do Nashville Predators adotaram um costume semelhante, porém com outra vítima. Dessa vez, quem é jogado ao rinque são bagres. O primeiro incidente foi em 2003, mas naquele ano, o time não foi às finais. Dessa forma, o costume permaneceu, e em 2017, quando a franquia finalmente foi para a primeira final de Stanley Cup da sua história, bagres foram mais uma vez arremessados ao gelo durante os jogos.  Apesar da popular brincadeira, isso não foi visto com bons olhos pelos seguranças e foi possível ver um fã sendo preso em Pittsburgh por tal gesto.

    Hábitos alimentares pré-jogos

    Todos os jogadores possuem uma comida favorita para sua refeição pré-jogo. Alguns gostam de macarrão, outros de frango, alguns de ambos. Alguns preferem apenas de um simples café. Essas rotinas fazem parte da alimentação pré-completição de todo atleta. Entretando, alguns nhelers usam desse artifício como algum tipo de supertição. Como é o caso do  capitão do Washington Capitals Alexander Ovechkin. Com um menu baseado em carboidratos, Ovie sempre pede o mesmo prato nos jogos em casa de um restaurante local. Frango com parmesão, macarrão, pão e quatro molhos separados – alfredo, de carne, marsala de cogumelos e marinara. 

    Já Johnny Gaudreau, do Calgary Flames, prefere um macarrão mais simples. Extremamente simples. Sem molho, ou tempero, apenas a massa. O capitão do Pittsburgh Penguins, Sidney Crosby, costuma comer apenas um sanduíche de manteiga de amendoim com geléia. Campeão de duas cups, é difícil argumentar que tal ritual não tenha funcionado. 

    Bônus: Barbas dos Playoffs

    Um hábito comum nos playoffs, que muitas vezes são verdadeiras superstições,  são as barbas que crescem e não são aparadas.. Não se sabe a origem para este costume, mas o fato é que mesmo os jogadores mais jovens, que muitas vezes as barbas nem crescem tanto assim ao longo dos meses, deixam os pelos faciais enquanto estão competindo nos playoffs. Uma das possíveis razões para este hábito, é a associação o cabelo à força física, presente nas mais diversas culturas ao redor do globo. Entretanto, a explicação mais provável é que esta superstição tenha se tornado tão enraizada no esporte, que os jogadores continuam deixando suas barbas crescerem apenas como um mero hábito.

    Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports

  • Divisão Atlântica: previsões da temporada 2019/20

    Divisão Atlântica: previsões da temporada 2019/20

    Prever como um time vai se sair na temporada nem sempre é possível e sempre há surpresas. Mas com o intuito de entender um pouco mais das divisões, o NHeLas trás um dossiê sobre a temporada 2019-2020. Previsões sobre as divisões Metropolitana, Central e Pacífica já saíram. Vamos conferir nossa análise sobre a Divisão Atlântica?

    Boston Bruins

    O defensor Charlie McAvoy reassinou com o Boston Bruins por 3 anos.
    O defensor Charlie McAvoy reassinou com o Boston Bruins por três anos.

    Na temporada passada, o Boston Bruins chegou à final da Stanley Cup pela 16ª vez na história da franquia. Porém, perderam para o St. Louis Blues no jogo 7, por 4 a 1. Com o sucesso da temporada anterior, os Bruins não se preocuparam em mexer demais no seu elenco para temporada 19-20.

    Charlie McAvoy e Brandon Carlo, alguns dos destaques do elenco, estavam pendentes para assinarem o novo contrato. Porém, os Bruins renovaram com os dois jogadores que se tornaram RFAs na intertemporada. Por outro lado, outros jogadores foram trocados, como Marcus Johansson e Noel Acciari.

    Com o atual técnico Bruce Cassidy indo para sua terceira temporada comandando os ursos, espera-se que o time dispute com o Tampa Bay Lightning pelo primeiro lugar na Divisão Atlântica. O trabalho do técnico vem dando resultados e, com o elenco já integrado, os Bruins têm tudo para continuar consistente.

    Por fim, se tratando de playoffs, os Bruins podem ser fortes favoritos à levantar a Stanley Cup este ano. Mesmo com um elenco não tão jovem, não seria surpresa se eles aparecessem novamente em uma final, afinal, contam com bons nomes já em integração há anos.

    Buffalo Sabres

    Ralph Krueger, novo técnico do Buffalo Sabres, disse que está motivado a levar o Sabres para os playoffs. Divisão Atlântica
    Ralph Krueger, novo técnico do Buffalo Sabres, disse que está motivado a levar os Sabres para os playoffs.

    O Buffalo Sabres começou a temporada passada muito bem. Entretanto, decaíram e não conseguiram se levantar. Ao final da temporada, ficaram apenas no sexto lugar da divisão.

    Contudo, foi o time que mais fez mudanças na offseason. Com a adição dos forwards Marcus Johansson e Jimmy Vesey, e também dos defensores Henri Jokiharju e Andrew Hammond, os Sabres poderão ter um equilíbrio e quem sabe sonhar com uma vaga nos playoffs.

    Além disso, Jeff Skinner, adquirido após uma troca com o Carolina Hurricanes em 2018-2019, renovou por oito anos. Assim, os Sabres garantiram uma grande força ofensiva por um bom tempo, já que o forward vem de um recorde na carreira de 40 gols.

    Mas tudo isso vai depender do goleiro Carter Hutton manter uma boa percentagem de saves e ajudar seus colegas de time. Como a Divisão Atlântica é muito competitiva, a disputa será acirrada.

    Detroit Red Wings

    Steve Yzerman volta para o Detroit Red Wings, agora como General Manager. Divisão Atlântica
    Steve Yzerman volta para o Detroit Red Wings, agora como General Manager.

    O Detroit Red Wings vem de sua terceira temporada consecutiva sem a chance de conquistar uma vaga nos playoffs, depois de quase 20 anos com vaga garantida.

    Jeff Blashill vai para sua quinta temporada como técnico do time. Todavia, é a terceira temporada sem alcançar bons resultados. Certamente, na temporada de 2019-2020 isso não irá mudar magicamente, principalmente porque o time não fez muitas mudanças em seu elenco.

    No entanto, após a chegada de Steve Yzerman, ex-GM do Tampa Bay Lightning, Adam Erne e Valtteri Filppula também assinaram com o Red Wings. Junto com Dylan Larkin, eles poderão oferecer uma boa força ofensiva.

    A defesa, por outro lado, é um dos maiores problemas do time. Considerada a sétima pior da Liga, o time optou por não mexer e manteve a mesma. Portanto, enquanto o time de Michigan continuar insistindo nos mesmos erros, as perspectivas é que seu desempenho no gelo não mude.

    Florida Panthers

    Sergei Brobovsky assinou com o Florida Panthers. Divisão Atlântica
    Sergei Brobovsky assinou com o Florida Panthers.

    O Florida Panthers com certeza será um dos times mais interessantes a se acompanhar da Divisão Atlântica. Isso porque, na offseason, fez mudanças importantes.

    Após a aposentadoria de Roberto Luongo, os Panthers logo foram atrás de um bom reforço frente às redes. O novo goleiro escolhido foi Sergei Brobovsky, destaque na última temporada com o CBJ. Brobovsky assinou por oito anos e pode trazer uma segurança importante na defesa.

    Anton Stralman foi outro reforço contratado pelo Florida. O defensor assinou por três anos. Na temporada passada, ele manteve uma atuação constante no Tampa, ajudando o time a seguir para os playoffs. Stralman possui experiência em pós-temporada e a expectativa é que traga bons resultados aos Panthers. 

    Além disso, os Panthers também contrataram um novo técnico. Joel Quenneville, ganhador de três Stanley Cups com o Chicago Blackhawks, trará toda sua experiência na Liga para certamente colocar os Panthers no caminho para os playoffs.

    Com essas mudanças, podemos esperar um novo Florida Panthers. Sem dúvida, é um time para ficar de olho ao longo da temporada, já que eles podem surpreender.

    Montréal Canadiens

    Nick Suzuki, um dos jovens prospects que poderá trazer grande força ofensiva para os Habs.
    Nick Suzuki, um dos jovens prospects que poderá trazer grande força ofensiva para os Habs.

    O Montréal Canadiens ficou de fora dos playoffs por uma diferença de três pontos na corrida do wildcard. Após ver seus sonhos indo embora mais cedo do que o esperado, os Habs começaram a se mexer.

    Para a temporada de 2019-2020, o time de Montreal poderão contar com algum de seus prospects. Nick Suzuki, adquirido via troca com o Vegas Golden Knights, começará a temporada atuando pelos Canadiens. O jogador canadense tem tido resultados bons nos treinamentos e na preseason e vem de uma boa temporada no afiliado da OHL, tendo marcado 42 pontos, 16 gols e 26 assists.

    Jesperi Kotkaniemi vem para sua segunda temporada na NHL e também trará uma grande força no centro do rinque, como já demonstrou na temporada passada. Outro jogador que precisamos ficar de olho nessa temporada é Jonathan Drouin, que depois de duas temporadas nos Habs sem grandes destaques, precisa melhorar seu jogo defensivo para que finalmente consiga alcançar seu potencial.

    O goleiro Corey Price, talvez um dos maiores destaques dos Habs, deve continuar com boas atuações frente às redes. O que poderia preocupar são os jogadores defensivos na sua frente e, nesse quesito, o time de Montreal não fez alterações na intertemporada.

    Em suma, a previsão é que o Canadiens lute por uma vaga no wildcard novamente, com chances de conseguir, desde que mantenham o equilíbrio.

    Ottawa Senators

    Thomas Chabot, um dos melhores defensores da liga, assinou uma extensão de 8 anos com o Senators. Divisão Atlântica
    Thomas Chabot, um dos melhores defensores da liga, assinou uma extensão de oito anos com os Senators.

    O Ottawa Senators foi um dos piores times da temporada de 2018-2019 por conta de trocas malfeitas e mal planejadas, deixando o time frágil e sem seus melhores jogadores. Portanto, sabemos que uma reconstrução demorará. Na temporada passada, o time ficou em oitavo lugar na Divisão Atlântica e em último lugar geral, com 64 pontos. Em 2019-2020, as previsões não são otimistas, mesmo com mudanças importantes.

    O forward Colin White e o defensor Thomas Chabot, importantes jogadores, renovaram contratos. Chabot, inclusive, renovou por oito anos, garantindo uma defesa forte para o time canadense. Brady Tkachuk também renovou seu contrato e continua no time, oferecendo também grande força ofensiva.

    Contudo, o time ainda precisa ajeitar todo o resto. A defesa de Ottawa ainda é considerada uma das piores da liga. No entanto, novos jogadores começaram a chegar para a possível mudança de cenário. O defensor Nikita Zaitsev veio de uma troca com o Toronto Maple Leafs para dar uma nova cara na defesa do time. Por outro lado, Ottawa assinou o contrato de entrada com o defensor Lassi Thomson, selecionado no 19ª pick do NHL Draft 2019. Ainda não é certo que ele irá estrear na Liga no início da temporada, mas sem dúvidas é um nome para ficar se olho.

    Para a próxima temporada, é esperado um Senators um pouco melhor que o do ano passado. Entretanto, justamente pelas novas peças ainda em integração com o time, não é possível prever quão longe o time pode chegar.

    Tampa Bay Lightning

    Brayden Point vem de uma temporada incrível, com 41 gols, 51 assists e 92 pontos. Divisão Atlântica
    Brayden Point, reassinado com os Bolts por três anos, vem de uma temporada incrível, com 41 gols, 51 assists e 92 pontos.

    O Tampa Bay Lightning, ao mesmo tempo que fez a melhor temporada da história da franquia ao ganhar 62 jogos e perder apenas 16, foi o único time da história a ganhar o Presidents Trophy e ser varrido no primeiro round. Isso se deve a duas coisas: um possível relaxamento dos jogadores do time e a defesa que teve mais baixos do que altos nos playoffs.

    Na temporada de 2019-2020, os problemas de defesa parecem ter sido resolvidos. O time trouxe Luke Schenn e Kevin Shattenkirk, ambos defensores, cujo foco é prevenir gols ao invés de tentar fazê-los. Brayden Point, importante RFA da temporada passada, assinou uma extensão de três anos com o Tampa Bay, garantindo assim uma grande força ofensiva junto com Steven Stamkos e Nikita Kucherov.

    O vencedor do Vezina Trophy de 2019, Andrei Vasilevsky, também foi outro nome importante que reassinou. Seu contrato de extensão é de oito anos e, com isso, o time de Tampa assegura a sua proteção nas redes. O goleiro Curtis McElhinney também chega do Carolina Hurricanes para revezar as redes com Vasilevskiy, após boa temporada no ex-time.

    Por outro lado, o ganhador da Stanley Cup de 2019 com o St. Louis Blues, Pat Maroon, assinou um contrato de um ano com os Bolts.

    Em conclusão, a previsão é que o Tampa Bay Lightning tem tudo para chegar longe. O time da Divisão Atlântica terminou a temporada regular com 128 pontos. Os problemas que impediram o time de ir longe na pós temporada, a princípio, serão sanados com as adições novas. Com isso, Tampa Bay pode começar a nova temporada com o pé direito e ir ainda mais longe no campeonato.

    Toronto Maple Leafs

    Após diversos boatos, Mitch Marner reassinou com o time da Divisão Atlântica Toronto Maple Leafs por 6 anos.
    Após diversos boatos, Mitch Marner reassinou com o Toronto Maple Leafs por seis anos.

    A Divisão Atlântica é uma das divisões mais competitivas da Liga, justamente por conter alguns dos times mais bem equipados e competitivos. Sempre se espera um bom desempenho de seus times, mesmo que no último ano as vagas dos playoffs não tenham mudado muito.

    O Toronto Maple Leafs definitivamente se encaixa em tais características. Mitch Marner, John Tavares e Auston Matthews continuarão servindo como a força de ataque letal dos Leafs. Juntos, os três jogadores marcaram mais de 100 gols na temporada passada.

    Tyson Barrie, adquirido via troca do Colorado Avalanche, se juntará a Morgan Rielly na defesa, e os dois poderão ser uma das maiores duplas defensivas da liga. Porém, os Leafs perderam um de seus melhores forwards, Nazim Kadri, que foi trocado para os Avs no lugar de Barrie.

    Porém, os Leafs também renovaram contratos. Kasperi Kapanen assinou por mais três anos. Mitch Marner foi outro nome que também renovou com o time. Depois de muita negociação, Marner assinou um contrato de seis anos. Dessa forma, os torcedores do time canadense não precisarão se preocupar com seus principais atacantes.

    Dessa forma, os Leafs têm tudo para chegarem longe, garantindo uma vaga nos playoffs novamente. Sem dúvida, o time de Toronto entrará na briga pela liderança da Divisão ao lado de Boston e Tampa. Será que teremos novamente Bruins x Leafs na primeira rodada dos playoffs? Vamos aguardar.

    Imagens: Reprodução/NHL.com

  • Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Já falamos de vários momentos marcantes na história da NHL. Inclusive fizemos um top 5 da Conferência Oeste. Agora chegou a vez de relembramos os cinco momentos especiais que a Conferência Leste nos presenteou.

    The Easter Epic

    A partida que iniciou no dia 18 de abril de 1987 só foi terminar nas primeiras horas do dia 19. Naquele ano, era domingo de páscoa. Os times Washington Capitals e New York Islanders se enfrentaram no jogo 7. Dessa vez, em Capital Centre, no estado de Maryland. Por um lado, dos Capitals, os jogadores Mike Gartner e Grant Martin marcaram gols no primeiro e segundo período. Enquanto os Islanders foram os jogadores Patrick Flatley e Bryan Trottier que marcaram no segundo e terceiro período, respectivamente. Ao fim do terceiro período o placar estava empatado em 2-2. Assim, não teve jeito e o jogo foi para overtime

    Foram necessários quatro períodos de overtime para enfim um dos times marcarem. Os jogadores já estavam cansados. O jogo foi instável durante os primeiros oito minutos do 4OT, afinal aquele já era o sétimo período. Enquanto os Islanders tinham conseguido cinco shots, o Capitals só tinha conseguido um. Os times tinham muito em jogo. Já que quem vencesse a partida iria para o próximo round enquanto o outro iria para casa. Aos 8:47, Pat LaFontaine aproveitou uma passe recebido e mandou o puck para a rede. Com isso, fim de jogo e vitória do time de New York. Atualmente a partida está entre as dez mais longas da história da NHL. Porém, foi o primeiro jogo 7 desde 1968 a precisar de mais de uma hora extra. Sendo assim, foi o único jogo de playoffs em sua temporada que ultrapassou um período de prorrogação.

    Miracle at Molson

    No dia 09 de maio de 2002, o Carolina Hurricanes enfrentava o Montreal Canadiens em mais uma partida da série dos playoffs. A partida aconteceu no Molson Centre em Montreal, Quebec. Era o jogo 4 da série que estava 2-1 para os Habs. Até então, o time da casa estava ganhando de 3-0. Já estava no terceiro período quando veio uma penalidade para o jogador de Montreal. 

    Foram apenas dois minutos de 5 on 3, mas foi o suficiente para os Canes marcarem um gol. Sean Hill aproveitou a chance e abriu o placar para seu time. Menos de dez minutos depois foi a vez de Bates Battaglia. O placar agora estava 3-2, e restava pouco para acabar a partida. Surpreendentemente, faltando apenas 41 segundos para o fim do jogo, Erik Cole deu um rebote num shot de Ron Francis e marcou o gol de empate. Com os Canes conseguindo empatar a partida, foi necessário ir para o overtime e desempatar o jogo.

    Aos 3:14 aconteceu mais um momento histórico na partida. Niclas Wallin fez pela primeira vez o que ficou conhecido como a sua “arma secreta”. Essa foi o primeiro de múltiplos gols em OT na sua carreira. Wallin marcou o gol e Canes empatou a série em 2-2. Por fim, o time da Carolina ganhou a série por 4-2, assim avançando para o próximo round.

    Duelo de hat-tricks

    No dia 04 de maio de 2009, os times Pittsburgh Penguins e Washington Capitals se enfrentaram no segundo jogo da semifinal da Conferência Leste. A partida que foi ganha pelos Capitals por 4-3 entrou para a história do hockey. Isso porque Alex Ovechkin e Sidney Crosby fizeram um hat-trick cada. Assim, tornaram essa noite inesquecível para os fãs do esporte. O responsável por abrir o placar da noite foi Crosby no primeiro período. O canadense aproveitou um passe de Kris Letang durante o power play e marcou o primeiro gol.

    No início do segundo período foi a vez de Ovi marcar seu primeiro gol. Em seguida, ainda no segundo período tivemos novamente um gol de Crosby e ao final do período um gol de David Steckel. Finalizando o placar em 2-2. O terceiro período, por conseguinte, foi bem animado. Com Ovi marcando seu segundo gol num power play e, em menos de três minutos depois, marcou seu terceiro gol. A emoção tomou conta dos torcedores e portanto teve uma chuva de chapéus vermelhos no gelo. Crosby chegou a reclamar com o árbitro sobre a demora para continuar o jogo. No último minuto da partida, Sid the Kid marcou também seu terceiro gol durante um power play. Apesar da derrota nessa partida, os Penguins ganharam a série por 4-3 e posteriormente foram os campeões da Stanley Cup.

    Bruins vs fãs

    Há quase 40 anos, em 23 de dezembro de 1979, Mike Milbury, um defensor do Boston Bruins, entrou em uma briga com um fã do New York Rangers. Isso resultou em todos os jogadores passando por cima do vidro das arquibancadas para entrar na briga. Com exceção de um jogador do Bruins.

    O incidente aconteceu após a vitória dos Bruins de 4-3. A briga iniciou após Phil Esposito, dos Rangers, bater seu stick no gelo e ir para o vestiário depois de não conseguir converter uma briga nos últimos segundos da partida. Com Esposito fora do gelo, quem acabou levando um soco foi Ulf Nilsson dos Rangers, que mais cedo na partida havia batido em Al Secord, autor do soco.

    Como resultado, começou uma briga entre os jogadores que rapidamente passou para a arquibancada, após John Kaptain, fã dos Rangers, atingir um jogador dos Bruins. Kaptain pegou o bastão do jogador. Terry O’Reilly, ao ver isso, foi o primeiro jogador a passar por cima do vidro. Ao total foram dezoito jogadores brigando nas arquibancadas. Ao final da confusão, três jogadores foram suspensos. Além disso, precisaram reinstalar o vidro da arena e até mesmo os fãs processaram os jogadores. No entanto, os jogadores seguiram suas carreiras normais e com isso a briga entrou para a história da NHL.

    Briga entre fãs e os jogadores do Boston Bruins. (Foto: Reprodução / nytimes.com)

    Jaromir Jagr conquista stick de ouro

    Na temporada 2016-17 Jaromir Jagr entrou para a história novamente. Dessa vez, o jogador se tornou o segundo na história da NHL a fazer 1.888 pontos em sua lendária carreira. O ponto histórico aconteceu após Jagr fazer uma assistência que ajudou seu time a marcar um gol contra o Boston Bruins. Mike Matheson disparou o puck para a rede, que bateu na parte de trás de Jagr e depois atingiu Tuukka Rask. O jogador Aleskander Barkov conseguiu atingir o puck que bateu na trave e entrou no gol.

    Após uma breve revisão, o jogo foi interrompido e o capitão do time, Derek MacKenzie, presenteou Jaromir com um stick de ouro. Foi uma forma de comemorar sua grande conquista. Na época, Jagr tinha feito 23 temporadas na NHL, sendo 1.663 jogos e 1.888 pontos.

    Foto: Reprodução / newsobserver.com

  • Seis jogadores que trocaram o número de sua jersey

    Seis jogadores que trocaram o número de sua jersey

    Quando William Nylander entrar no Air Canada Center em outubro com os Leafs, será com um novo, porém familiar, número em sua jersey. O center anunciou em suas redes sociais que, ao invés do número 29, passará a usar o 88 na próxima temporada.

    Porém, para os fãs que possuem a camisa com o antigo numeral, o jogador pensou em uma solução. Irá cobrir a conta de todos aqueles que resolverem trocar o número 29 pelo 88. Desta maneira, até Dezembro de 2019, os torcedores dos Leafs poderão trocar de graça o número de suas jerseys. Cortesia do center

    No entanto, não é a primeira vez que Nylander troca o número de sua jersey no Maple Leafs. Na sua primeira temporada pela equipe canadense, o jogador de origem sueca costumava usar o 39. Porém, no ano seguinte, decidiu trocar para o número 29. Este que usou até a troca no início da semana. 

    Certamente o jogador não é o primeiro a trocar seu número mais de uma vez pelo mesmo time. O NHeLas, então, resolveu trazer quais jogadores que já trocaram o número da jersey mais de uma vez, jogando pelo mesmo time. 

    Jack Eichel

    Eichel foi draftado no ano de 2015, pelo Buffalo Sabres. Quando começou sua carreira no time, costumava jogar com a camisa número 15. Posteriormente, com a ida de seu teammate, Evander Kane, para os Sharks, Jack teve carta branca para trocar o número de sua jersey para 9. 

    O motivo foi que o número tem história para o jogador. Antes de entrar na NHL, ele costumava jogar com a camisa 9 pela Universidade de Boston e ligas inferiores antes da universidade. 

    Maurice “Rocket” Richard

    Richard, com certeza, tem seu nome marcado na história do hockey. Foi certamente a razão de muitos fãs do esporte adquirirem a camisa número 9. Quando começou a jogar no Montreal Canadiens, em 1942, o right-wing costumava usar o número 15. Porém, com o nascimento de sua filha, Maurice resolveu fazer a troca para o novo número. 

    O motivo? A menina nasceu com nine pounds (equivalente a 4kg). Por isso, em sua homenagem, ele optou por trocar o número de sua jersey. 

    Gordie Howe

    Mr. Gordie Howe também marcou seu nome no esporte. Quando começou a jogar pelo Detroit Red Wings, em 1946, o jogador costumava usar o número 17. Na temporada seguinte com o clube, lhe foi oferecida a jersey número 9. Ele aceitou de muito bom grado. 

    No entanto, não existe nenhuma razão sentimental por trás do porquê. Em uma entrevista com Wayne Gretzky, em 2014, Mr. Hockey admitiu que fez a troca para ter “boas noites de sono”:

    “Muitas pessoas podem não saber que meu primeiro número com os Red Wings era o número 17, até o início da minha primeira temporada. O nº 9 ficou disponível e foi oferecido a mim. Nós costumávamos viajar de trem naquela época, e caras com números mais altos tinham o beliche superior no vagão-cama. O nº 9 significava que eu tinha uma posição mais baixa no trem, o que era muito melhor do que engatinhar na cama de cima.”

    John Davidson

    Davidson foi um goleiro que atuou pelo New York Rangers. No início de sua carreira, costumava usar o número 30. No entanto, em 1977 trocou a numeração para 00. Ele queria este pois era um número mais baixo, e combinava com goleiros. 

    Ironicamente, com a jersey 00, o goleiro apenas defendeu um shout-out. 

    Ray Bourque

    Bourque começou sua longa carreira em 1980, pelo Boston Bruins. Desde então, foi designado a ele o número 7. Este também pertenceu a outra lenda do clube, Phil Esposito. No entanto, em 1987, os Bruins resolveram aposentar o número 7 em homenagem a Esposito (na cerimônia, foi Bourque quem entregou a camisa 7 para o ídolo do time). Desta forma, Ray passou depois a usar o número 77 pelo Boston. 

    Bobby Orr

    Quando Orr se juntou ao Bruins, tinha a intenção de usar o número 2 (número que usou quando jogava no juniors). Porém, os Bruins destinaram a ele a camisa 27. No entanto, quando outro jogador do time foi cortado da equipe, Bob optou por usar o número 4. Este seria o mais perto que chegaria do número que desejava. 

    O curioso é que, após sua aposentadoria, o número 4 virou legendário na equipe. 

    Vocês conhecem algum outro jogador que tenha trocado o número da sua jersey? Comenta na nossa caixa de comentários para sabermos também!

    Foto: Reprodução/editorinleaf.com

  • As 5 maiores rivalidades da NHL

    As 5 maiores rivalidades da NHL

    O hockey talvez seja um dos esportes mais interessantes do mundo devido a toda sua dinâmica. Com isso, vem as rivalidades entre os times. São elas que trazem intensidade ao esporte. Portanto, rivalidades nascem seja por pertencerem ao mesmo estado, por algum motivo chave, ou até mesmo pelo simples fato de se odiarem. Desde luvas no chão à sangue no rink e muitos socos e palavras mal intencionadas, as rixas entre os times da NHL assumem um outro nível de competição. Por isso, o NHeLas resolveu trazer hoje as cinco maiores rivalidades que já existiram na história da Liga.  

    Colorado Avalanche vs Detroit Red Wings

    Esta é, com certeza, uma das mais sangrentas rivalidades que já existiram na NHL. Tal rixa foi solidificada devido a uma das maiores brigas já existentes na história da liga, protagonizada pelas duas equipes citadas. A briga, portanto, foi apelidada de “Brawl in Hockey Town”, por ter sido em Detroit. Porém, também ficou conhecida como “Bloody Wednesday”, devido ao fato de vários jogadores saírem do rinque sangrando. 

    A rivalidade teve seu start nos playoffs de 1996 da Stanley Cup, durante a Final da Conferência Oeste. Eventualmente, em algum momento do jogo, Claude Lemieux, jogador do Avalanche, acertou em cheio o Red Wing Kris Draper nas paredes do rinque. Draper, no entanto, acabou por bater o rosto no vidro, o que resultou na aquisição de ferimentos gravíssimos. Por conseguinte, o rancor entre as equipes foi estabelecido e a rivalidade formada. Porém, uma das maiores brigas que os torcedores da NHL viriam a presenciar aconteceria um ano depois.

    Inegavelmente, o time de Detroit não conseguiu esquecer do episódio envolvendo Draper. Por isso, o último jogo da temporada regular, disputado entre as duas equipes, começou com grande tensão no ar. Tudo desencadeou devido a uma briga entre Igor Larionov e Peter Forsberg, que os árbitros não tiveram dificuldade para controlar. No entanto, quando Darren McCarty tirou as luvas e partiu para cima de Lemieux, o caos se instalou no The Joe. A briga envolveu quase todos os jogadores que estavam no rinque. Quando os árbitros chegaram a controlar o conflito, precisaram tirar o sangue espalhado pela pista. Posteriormente, após a aposentadoria, Kris Draper chegou a escrever um artigo para os “The Players Tribune”, que retrata o quanto a rivalidade teve impacto no sucesso do Detroit. 

    “The Brawl in Hockeytown”, protagonizada pelos Red Wings e Avalanche.

    A rivalidade entre os dois times nasceu do jeito Old School de se jogar hockey. As equipes se tornaram rivais pelo nível de competição que carregavam a cada jogo disputado. Talvez não seja a primeira rivalidade que vem à cabeça do torcedor, mas, com certeza, é uma das que mais agracia a NHL. 

    New York Islanders vs New York Rangers

    Rivalidades entre times de um mesmo país são conhecidas por serem calorosas. Porém, quando esta se instala em equipes que habitam a mesma cidade, a competição assume outro nível. 

    Chamada de “Batalha de Nova York”, a rivalidade entre New York Islanders e New York Rangers teve seu início em 1972. Coincidentemente, o mesmo ano em que os Isles passaram a compor a liga. Por ser o único time da liga a reinar em New York, os Rangers costumavam ser o pride and joy da cidade. Porém, a adição de um novo time, instalado não tão longe do Garden, fez a rivalidade nascer.

    Desde a primeira vez que se encontraram nos playoffs, as equipes tiveram seus caminhos cruzados na pós-temporada apenas cinco vezes. Atualmente, os jogos competitivos ainda vivem quando ambas as equipes disputam. Os fãs, principalmente, preservam a rivalidade tanto quanto os jogadores. 

    Os Rangers, posteriormente, criaram o famoso apelido “Fish Sticks” para o rival. Isto porque os Islanders tinham na camisa, anteriormente, um logo que remetia a varas de pescar. Também inventaram uma cantiga, chamada “Potvin Sucks”. Esta surgiu devido a uma entrada que o Islander, Denis Potvin, realizou no Ranger Ulf Nilsson. Tal impacto acabou gerando um tornozelo quebrado para o center. Já os Islanders criaram um canto famoso entre a torcida: “If you know the Rangers suck”. Tal qual que é baseado na cantiga infantil, “If you’re happy and you know it”.

    A rivalidade já gerou várias brigas e casa lotada para os dois times. Todo o amante de hockey sabe que, sempre que Isles e Rangers se encontram, será um bom jogo.

    Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs

    A rivalidade Canadiens – Leafs é uma das mais antigas da NHL. Esta surgiu no ano de 1917. Ela se origina devido a grande rivalidade entre as duas maiores cidades no Canadá. Tais quais são casas para os dois times. Assim, como o Canadá vive pelo hockey, é compreensível que os dois times que ajudaram a originar a liga se tornariam rivais. 

    Ambos já se encontraram 15 vezes nos playoffs desde suas origens. Entre estas, no entanto, cinco foram em Stanley Cup Finals, anteriormente a colocação destes na mesma divisão/conferência. 

    No entanto, apesar de terem na conta uma grande lista de brigas durante os jogos que disputam entre si, a rivalidade continua viva. Assim sendo, alguns episódios provam o ponto. Como quando o Maple Leaf, Mikhail Grabovski, durante uma briga, mordeu o Canadiens, Max Pacioretty, em 2013. O capítulo gerou grande repercussão em toda a liga, em relação a conduta de Grabovski. 

    Em certos momentos, alguns analistas tentam explanar qual o melhor time, fazendo uma análise de ambos durante a temporada. Isto tudo com o intuito de dar um fim à rivalidade. Porém, apesar do sucesso que as duas equipes adquiriram ao longo dos anos, rivalidades assim não desaparecem. Não quando estamos falando sobre o país do hockey. 

    Boston Bruins vs Montreal Canadiens

    A rivalidade entre os Bruins e Canadiens talvez seja a mais acalorada da liga. Esta vive até os dias atuais, desde que surgiu em 1924. Tais times foram os que mais se encontraram em jogos na NHL, principalmente playoffs. Foram 34 jogos entre as equipes na pós-temporada, ao longo de suas histórias. Assim, devido a tantos encontros, inevitavelmente seria impossível não existir uma rivalidade. Tal qual é extremamente feroz. As brigas  acontecem constantemente entre os jogadores, técnicos e torcidas. 

    No entanto, os dois times não tem nenhuma razão geográfica para a rixa, como Canadiens e Toronto. Mesmo assim, é extremamente complicado para as duas equipes ter uma relação amigável. E isto se dá porque ambas querem sempre ter vantagem uma sobre a outra. 

    Vários episódios, como a briga dos goleiros Price e Thomas em 2011, ou quando ambos os times soltaram as luvas no vestiário, em 1986, ressaltam o óbvio: os times não fazem questão de se darem bem. Não importa a situação, as duas equipes se odeiam. Os próprios jogadores já expressaram que não fazem questão que a rivalidade vá embora tão cedo. 

    Pittsburgh Penguins vs Philadelphia Flyers

    Assim como Rangers e Islanders, Pittsburgh e Philadelphia levam a rivalidade extremamente a sério. Nomeada de “Batalha da Pensilvânia”, ela surgiu em 1967, quando, coincidentemente, ambos os times passam a compor a liga devido a expansão. A partir do momento que os dois times entraram no rinque, eles sabiam que, com toda a certeza, dividiriam o estado com o inimigo. 

    Ambos já se encontraram seis vezes nos playoffs, com os Flyers tendo o maior número de jogos vencidos. No entanto, enquanto os Flyers lideram a rivalidade em número de vitórias, os Penguins ganham com o sucesso nos playoffs da Stanley Cup. Nos últimos dez anos, o time de Pittsburgh ganhou três Stanley Cups.

    Assim como os fãs, os próprios jogadores abastecem a rivalidade. Crosby declarou, em 2012, que: “Nós não gostamos um do outro. Você pode dissecar tudo o que quiser, mas o fato é que não gostamos um do outro. Ambas as equipes trazem muitas coisas ruins umas para as outras”. Porém, também inspirou inúmeras brigas entre jogadores no rinque (Sidney Crosby e Claude Giroux são campeões), sob os olhos curiosos de casas lotadas.

    Desta formada, com a paixão demasiada dos fãs da Pensilvânia pelos seus times, a rivalidade entre Pittsburgh e Filadélfia nunca morrerá.

    Foto: Reprodução/ftw.usatoday.com