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  • Canadá bate Finlândia e conquista ouro no Mundial da IIHF

    Canadá bate Finlândia e conquista ouro no Mundial da IIHF

    Enquanto os playoffs da NHL acontecem a todo vapor na América do Norte, a edição 2021 do Mundial Masculino de Hockey da IIHF, que aconteceu na Letônia, já chegou ao fim. O evento, que ocorreu entre os dias 21 de maio a 6 de junho, teve a sua final no último domingo (6) numa partida emocionante entre a Finlândia e o Canadá. Por fim, a seleção canadense conquistou o seu 27º no campeonato numa vitória de 3-2 no overtime.

    Com partidas emocionantes, o evento foi do jeitinho que o fã de hockey gosta: muitos gols e muita imprevisibilidade. Logo no primeiro dia, a seleção da casa conseguiu bater um dos favoritos. Numa reviravolta emocionante, a seleção da Letônia ganhou da seleção do Canadá por 2 a 0. No entanto, esse não foi o único ponto alto do campeonato.

    Seleções participantes

    Para esse ano, os países participantes foram classificados com base no ranking da IIHF de 2020 após a final do Mundial de 2019. Isso porque, com a pandemia de COVID-19, a edição de 2020 foi cancelada antes mesmo da rodada preliminar. Assim, todos os times que iriam participar do campeonato em 2020 foram automaticamente classificados para 2021. 

    Ao todo, foram 16 seleções divididas em dois grupos para a fase preliminar, uma dessas equipes a do Comitê Olímpico da Rússia. O país está proibido de competir em campeonatos mundiais e jogos olímpicos até 2022 e, portanto, seus atletas não podem jogar pela sua bandeira e nem tocar o seu hino nos eventos. Por isso, os jogadores de hockey se uniram e jogaram sob a bandeira neutra denominada por eles de COR. Para o hino, utilizou-se o Concerto para piano e orquestra n.º 1 de Pyotr Ilyich Tchaikovsky.

    As equipes foram divididas em dois grupos com oito seleções cada em que apenas os quatro melhores passariam para as quartas de finais. O grupo A era composto por: COR (Rússia), Suécia, República Tcheca, Suíça, Eslováquia, Dinamarca, Bielo-Rússia e Grã-Bretanha. Enquanto o grupo B era composto por: Canadá, Finlândia, Estados Unidos, Alemanha, Letônia, Noruega, Itália e Cazaquistão.

    Grandes decepções

    Se de um lado alguns tivemos resultados inesperados, do outro nem tanto. Apesar de conseguirem se classificar para o campeonato, a expectativa para algumas seleções não era tão alta assim. Esse foi o caso da seleção da Itália, que, de todas as seleções participantes, foi a única que não conquistou ponto nenhum, sendo derrotada em todos os sete jogos da fase preliminar. Incluindo uma goleada de 9 a 4 contra a Alemanha. 

    Outra seleção que decepcionou em seu resultado foi a equipe da Suécia. Esta, que é uma equipe de tradição nos mais diversos campeonatos no gelo, não conseguiu se classificar para as quartas de final. Mesmo com nomes vindos da NHL como Victor Olofsson do Buffalo Sabres e Marcus Sörensen do San Jose Sharks. A seleção sueca foi eliminada pela equipe COR numa partida que terminou em shootout. Sendo essa a primeira vez que a seleção da Suécia não se classifica para as quartas de final desde que o novo formato foi adotado. 

    No entanto, nem tudo foi decepção, apesar da primeira fase não ter sido exatamente como esperava a seleção canandense conseguiu dar a volta por cima. A equipe perdeu suas três primeiras partidas contra a seleção da Letônia, EUA e Alemanha. Assim, ficou em quarto lugar na classificação das quartas de final junto com as seleções da Finlândia, EUA e Alemanha. Enquanto no grupo A as seleções a se classificarem foram: COR, Suíça, República Tcheca e Eslováquia. 

    Playoffs do campeonato

    Com os times classificados competindo entre si de acordo com as suas pontuações, as seleções da Suíça, Eslováquia, República Tcheca e COR não levaram a melhor contra os seus oponentes. Começando pela equipe dos jogadores russos, que perderam para a seleção canadense por 2-1 num overtime. Outro jogo que precisou de uns minutos extras foi das seleções da Alemanha e da Suíça, este por sua vez precisou ser decidido em um shootout com a seleção alemã levando a melhor em 3-2.

    Em seguida tivemos a goleada de 6-1 dos Estados Unidos contra a Eslováquia. Por fim, a Finlândia levou a melhor contra a República Tcheca em 1-0. Dessa forma  a semifinal ficou definida entre Finlândia, Alemanha, Estados Unidos e Canadá. A Finlândia enfrentou a Alemanha e conquistou uma vaga na final com um placar 2-1.

    A outra vaga ficou entre a velha rivalidade do Canadá contra os Estados Unidos para a alegria de muitos fãs que gostam de ver esses dois gigantes no gelo. Numa partida acirrada, o Canadá conseguiu sair na frente abrindo o placar e garantindo a vantagem. Por fim, a seleção canadense conseguiu se manter firme no gelo e garantiu a sua vaga na final com um placar de 4-2.

    A briga pela medalha de bronze ficou entre a Alemanha e os Estados Unidos, sendo um verdadeiro show no gelo. A equipe norte-americana pode ter perdido a chance da final, mas não queria deixar de estar no pódio. Numa noite de goleada, a seleção dos EUA ganhou a partida em 6-1, marcando quatro dos gols apenas no segundo período. 

    Finlândia 2, Canadá 3. (OT)

    A grande final, realizada dia 6 de junho, foi uma grande disputa como todo fã de hockey merece.  O jogo começou com a seleção finlandesa abrindo o placar ainda no primeiro tempo. O center Mikael Ruohomaa aproveitou um passe de Oliwer Kaski aos 08:57 e mandou o puck direto pra rede. 

    No entanto, essa vantagem não durou muito e logo veio um empate. Isso porque no segundo período foi a vez de Max Comtois com uma assistência de Connor Brown e Sean Walker balançarem a rede a favor da seleção canandense. 

    Não restando outra alternativa para a Finlândia que respondeu a altura e no início do terceiro período e desempatou o jogo. Desta vez com uma assistência de Ruohomaa e Kim Nousiainen que enviaram o puck direto para Petteri Lindbohm que balançou a rede de seu adversário. Assim, garantindo a vantagem de 2-1 para a seleção finlandesa. 

    Por último, buscando o empate a seleção canadense conseguiu marcar mais um gol minutos depois. Novamente com uma assistência de Brown e agora Comtois, o center Adam Henrique aproveitou a deixa para garantir o segundo gol do Canadá.Dessa forma, o jogo terminou empatado e seguiu para o overtime.

    Foi exatamente assim que Brown garantiu sua terceira assistência da partida. Com um pouco menos de 10 minutos de OT, o canadense e seu colega de equipe Nick Paul, driblaram os seus oponentes e garantiram a medalha de ouro. 

    Jogadores premiados

    Como todo grande campeonato, o mundial não poderia deixar de destacar os melhores jogadores de sua edição. Somando 16 pontos com dez jogos e 14 assistências, o canadense Connor Brown foi líder em pontuação do campeonato. Seguido de seu colega de equipe Andrew Mangiapane que recebeu dois prêmios. Mangiapane foi nomeado o MVP após a sua chegada ter dado um gás na equipe e o melhor atacante segundo a mídia.

    Os atacantes Conor Garland dos EUA e Liam Kirk também receberam a nomeação de melhores atacantes segundo a mídia. Enquanto a escolha de melhor goleiro ficou para o finlandes Juho Olkinuora e de melhor defensor para os alemães Korbinian Holzer e Moritz Seider.

    Levando o seu segundo prêmio do campeonato, o defensor Seider também conquistou o prêmio de melhor defensor pela escolha do IIHF. Em seguida, o goleiro dos EUA, Cal Petersen, conquistou o prêmio de melhor goleiro e o eslovaca Peter Cehlárik de melhor atacante. 

    Todos os jogos estão disponíveis na íntegra no canal oficial da IIHF no youtube. A edição de 2022 já tem local e data definidas, de acordo com a escolha da IIHF em 2017, a Finlândia será a anfitriã da vez e o evento deve acontecer entre os dias 13 a 29 de maio. Os países participantes e seus grupos também já estão definidos.

    Foto: Reprodução / iihf.com

  • Mundial Feminino de Hockey é cancelado pela IIHF

    Mundial Feminino de Hockey é cancelado pela IIHF

    Nesta quarta-feira (21), a IIHF (Federação Internacional de Hockey no Gelo) confirmou pelas redes sociais o cancelamento do Mundial Feminino de Hockey no Gelo deste ano. O torneio aconteceria neste primeiro semestre, mas precisou ser cancelado por preocupações com a segurança à saúde devido à COVID-19.

    “Esta é uma notícia muito decepcionante de se receber com apenas algumas semanas para o início do torneio. Acreditamos firmemente que tínhamos as medidas de segurança adequadas em vigor para proteger as jogadoras, oficiais, espectadores e todos os residentes em Halifax e Truro, com base nas experiências da IIHF e da Hockey Canada em sediar o Mundial Júnior da IIHF em Edmonton,” afirmou René Fasel, Presidente da IIHF.

    No ano passado, o Mundial já não havia acontecido por conta da pandemia. Dessa forma, a competição estava prevista novamente para acontecer nas cidades de Halifax e Truro, no Canadá, como na edição de 2020. Como há alguns meses, em 18 de novembro, a IIHF também anunciou o cancelamento dos torneios das Divisões I, II e III, o plano original para esta edição era incluir seis torneios em quatro divisões em um só grande evento.

    Esta seria uma tentativa de colocar o calendário internacional do hockey feminino em dia, com os Jogos Olímpicos tão próximos. No presente formato, no entanto, apenas o campeonato da Divisão Top se mantém, alterando assim a quantidade de seleções participantes de 42 para 10. 

    Em um comunicado conjunto, a IIHF e a Hockey Canada se comprometeram a trabalhar para encontrar novas datas para o torneio, com o objetivo de sediar o evento no verão do hemisfério norte ainda em 2021.

    “A Hockey Canada deseja agradecer à Província de Nova Scotia, à New Scotia Health e ao Dr. Robert Strang por sua ajuda na preparação para o evento, e apoiamos a decisão tomada. Um tremendo trabalho foi feito para sediar um campeonato mundial seguro e bem-sucedido e, apesar de não poder sediar o evento na Nova Escócia, a Hockey Canada continua comprometido em sediar o Mundial Feminino deste ano. Exploraremos todas as opções para sediar o evento nos próximos meses, se for considerado seguro fazê-lo, ” garantiu Tom Renney, presidente da Hockey Canada.

    A esperança é para que encontrem uma solução e de fato o torneio possa acontecer. Afinal, além de alegrar todos os fãs do hockey, é necessário cada vez mais evidenciar a importância da modalidade feminina. Assim, preservar o campeonato feminino reforça a vontade dessas atletas de mostrar que a modalidade do jogo pode e vai crescer ainda mais. 

    Foto: Reprodução/ hockeycanada.ca

  • Rússia é excluída de competições até 2023

    Rússia é excluída de competições até 2023

    A Agência Mundial Anti-doping (Wada, em inglês) anunciou hoje (9) que baniu a Rússia de competições internacionais até 2023. Dessa forma, o país está fora de Jogos Olímpicos e de Campeonatos mundiais por quatro anos. A decisão foi tomada de forma unânime pelo órgão.

    O país é acusado de manipular laboratórios com amostras falsas de testes além de deletar arquivos com testes positivos de dopping. Este esquema já acontece há anos e a investigação começou a ser feita após ser publicado um relatório em 2015 sobre o uso massivo de substâncias que melhoram o desempenho dos atletas russos.

    A Rússia tem até 21 dias para aceitar ou recorrer da decisão na Corte de Arbitragem dos Esportes. Aqueles atletas que comprovarem à Wada que não fazem o uso das substâncias e não tiverem envolvidos no esquema ainda poderão participar das competições. Entretanto, não poderão usar as bandeiras e o nome do país, competindo, dessa forma, sob uma bandeira neutra.

    Vale lembrar que nas Olimpíadas de Inverno de PyeongChang no ano passado, os atletas russos também não usaram sua bandeira devido às investigações. Na ocasião, os Atletas Olímpicos da Rússia levaram a ouro no hockey.

    Como parte da punição, a Rússia também está proibida de sediar eventos esportivos internacionais até 2023. Sendo assim, seus dirigentes esportivos, hino e bandeiras estão também vetados de frequentar qualquer evento esportivo internacional.  

    O que isso muda para o hockey?

    Na prática, pouca coisa. Uma vez que os atletas que comprovarem estarem limpos poderão participar das competições, a forte seleção russa e demais atletas podem participar de Mundiais e da Olimpíada de Inverno de 2022, que será sediada em Pequim. A única diferença é que não poderão se apresentar sob sua bandeira, nem ter seu hino tocado caso venham subir ao pódio. 

    No ano passado, a Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF) defendeu o uso da bandeira neutra para que os atletas participassem das olimpíadas. Para eles, banir a participação destes atletas das Olimpíadas iria causar danos ao esporte. Entretanto, o COI voltou atrás na decisão e os atletas russos competiram em PyeongChang.

    Foto Reprodução: Los Angeles Times.

  • Finlândia surpreende favoritos e conquista o ouro no Mundial de Hóquei

    Finlândia surpreende favoritos e conquista o ouro no Mundial de Hóquei

    A equipe nórdica chegou na competição desacreditada. Mesmo assim, eliminou os favoritos Suécia e Rússia, além de ter vencido o Canadá na final, pelo placar de 3-1. Curiosamente, o segundo ouro dos finlandeses na competição também foi na Eslováquia, em 2011. Os russos, por fim, levaram o bronze, vencendo a equipe tcheca pelo placar de 3-2.

    Seleções fortes com surpresas dos playoffs da NHL

    O Mundial de Hóquei costuma ser injusto com as seleções lotadas de estrelas em times competitivos. Isso se deve pois o evento coincide com o auge dos playoffs da NHL. Entretanto, com as surpresas nos dois primeiros rounds deste ano, equipes como Suécia, Rússia e Estados Unidos conseguiram montar um plantel cheio de estrelas.

    A equipe escandinava, inclusive, vinha de duas campanhas bem sucedidas. Havia conquistado o ouro contando com o MVP da competição de 2017, William Nylander. Além dele, os suecos contaram com jogadores importantes como Henrik Lundqvist, Elias Pettersson, Patric Hornqvist e Gabriel Landeskog. No fim, foram eliminados pelos arquirrivais finlandeses nas quartas de final.

    A Rússia, por sua vez, levou estrelas como Alex Ovechkin, Evgeni Malkin, Ilya Kovalchuk, Nikita Kucherov e Andrei Vasilevskiy, dentre outros. O país já é conhecido por sempre levar equipes competitivas para o campeonato. Dessa vez, contou com suas principais estrelas se juntando aos compatriotas logo após eliminação dos playoffs. Mesmo assim, os russos deixaram de ter a presença de atletas como Artemi Panarin, Sergei Bobrovsky e Ivan Provorov. Esses três jogadores estão sem contratos na NHL e, consequentemente, sem a segurança de poderem competir internacionalmente. Os russos também caíram para os finlandeses nas semifinais.

    Rússia perde para Finlândia na semifinal
    Fim de jogo para Rússia na derrota contra a Finlândia na semifinal. (Foto: Reprodução/fhr.ru)

    Prospect Jack Hughes estreia pela equipe adulta dos EUA

    Quanto aos americanos, a sua equipe foi formada por um misto de experiência e juventude, liderados por seu capitão Patrick Kane. A seleção contou com o prospect ranqueado em primeiro lugar entre norte-americanos para o draft deste ano, Jack Hughes. O jogador até começou a competição com a proteção no rosto devido à sua idade. Além disso, figuras importantes e experientes como Ryan Suter, James Van Riemsdyk, Alec Martinez e Cory Schneider fizeram parte da equipe. Também contaram com jovens como Alex DeBrincat, Zach Werenski, Jack Eichel, Noah Hanifin e Colin White. Os americanos perderam para os russos nas quartas de final.

    Ineditismo de equipes não favoritas

    Desde o início da competição, a equipe da Grã-Bretanha ganhou a simpatia do público. O país foi recém promovido para a primeira divisão do hóquei no gelo. Desde suas tradições durante os treinamentos ao canto um tanto quanto não ortodoxo após sua única vitória, os britânicos foram felizes no campeonato. Conseguiram se manter na divisão e, principalmente, rebaixaram sua grande rival, a França.

    Já a Itália chamou a atenção nas redes sociais por outro motivo: sua inabilidade de marcar gols. A equipe da terra da bota só conseguiu chegar ao fundo das redes no jogo contra a Áustria, ganhando por 4-3.

    A Itália perdeu todos os jogos e marcou apenas um gol
    A Itália tentou e conseguiu fazer um único gol na competição. Aqui, é derrotada pela Suíça. (Foto: Reprodução/IIHF)

    Dentre os destaques, temos a República Tcheca. A equipe chegou às semifinais com nomes importantes como Jakub Voracek e Jakub Vrana. Além dos tchecos, a Suíça até sonhou com uma classificação às semis. Vencia o Canadá até o último minuto do confronto, quando Severson levou a partida para a prorrogação e Stone virou o jogo. Os alemães, por sua vez, liderados por Leon Draisaitl, também fizeram boa campanha. No entanto, não conseguiram vencer os tchecos e caíram nas quartas. Ainda participaram da competição a Eslováquia, a Noruega, a Dinamarca e a Letônia.

    Finlândia vive história de Cinderela na conquista do ouro

    Os canadenses sofreram o primeiro baque logo antes do início da competição. John Tavares foi cortado da equipe por lesão. Ainda assim, a equipe contou com jogadores de destaque na NHL, como Mark Stone, Jonathan Marchessault, Sean Couturier e Matt Murray. Mesmo com algumas estrelas, o Canadá passou por alguns apuros. Ficou muito próximo de ser eliminado pela Suíça nas quartas de final. No jogo decisivo contra a Finlândia, o goleiro Murray deixou a desejar e o ataque canadense não conseguiu se impor perante a atuação do goleiro finlandês Kevin Lankinen.

    Desfalcada pela ausência de figuras importantes como Mikko Rantanen, Sebastian Aho e Patrik Laine, todos sem contratos (são restricted free agents) na NHL, a Finlândia chegou na competição desacreditada. Com apenas dois jogadores que atuam na América do Norte, a equipe nórdica teve um desempenho memorável. Desde o dominante prospect Kappo Kakko, ranqueado em primeiro lugar entre os patinadores europeu, à atuação heróica do goleiro Lankinen. O goleiro também é representante de equipes americanas, já que pertence ao Rockford IceHogs, parceiro do Chicago Blackhawks na AHL. Quanto a Kakko, com este ouro, o jovem chegou à vitória em três níveis diferentes: sub-18, sub-20 e adulto.

    Foto de capa: Reprodução/IIHF.com

  • Mundial de Hockey no Gelo 2018

    Mundial de Hockey no Gelo 2018

    Todo ano o Mundial de Hockey no Gelo reúne 16 nações para competir durante aproximadamente duas semanas. A não confundir com a Copa do Mundo de Hockey, organizada pela NHL, o Mundial se trata de uma competição da IIHF, federação internacional da modalidade.

    A 82ª edição do torneio acontecerá na Dinamarca, nas cidades de Copenhague e Herning. É a primeira vez na história que o país vai receber o Mundial, que acontece entre os dias 4 e 20 de maio. Este ano participam Alemanha, Áustria, Bielorrússia, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Estados Unidos, Finlândia, França, Letônia, Noruega, República Tcheca, Rússia, Suécia e Suíça.

    A federação organiza a competiçaõ em várias divisões: a “Elite” contém os 16 países melhor ranqueados internacionalmente, e depois as divisões IA, IB, IIA, IIB e III, com 6 países participantes em cada uma. Após o Mundial, as duas piores equipes na classificação geral da divisão Elite são rebaixadas à IA. Da mesma forma, as duas melhores do torneio IA garantem uma vaga entre os top-16 para o ano seguinte. O sistema de rebaixamento e acesso é o mesmo para as divisões inferiores.

    Nesta edição, as 16 seleções estão divididas em dois grupos para a primeira fase. As quatro primeiras de cada grupo se classificam para a etapa seguinte, que é eliminatória. Nas quartas-de-final os confrontos entre os times de cada grupo ficam assim: 1A-4B, 2A-3B, 1B-4A, 2B-3A. A fase eliminatória consiste em um confronto único entre as equipes, e as quatro semifinalistas disputam ou a final ou a medalha de bronze.

    No Grupo A estão Áustria, Bielorrússia, Eslováquia, França, República Tcheca, Rússia, Suécia e Suíça, que disputam todos os jogos da primeira fase na capital dinamarquesa. Já o Grupo B é composto por Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, Letônia e Noruega.

    Cada grupo tem três times que chegaram às quartas na edição passada, e são favoritos a repetir o feito este ano. Estes são os tchecos, russos, e suecos, pelo Grupo A, e os canadenses, finlandeses e americanos pelo B. Em 2017, a Suécia venceu o Canadá na final nos shootouts. A Rússia disputou o bronze com a Finlândia (que eliminou os EUA nas quartas).

    O Mundial da IIHF é uma vitrine importante tanto para os jogadores das ligas europeias quanto para os da NHL que não participam (ou já foram eliminados) dos playoffs da liga. Aproximadamente 100 jogadores da NHL estão envolvidos nesta edição. Entre eles, Connor McDavid (Edmonton Oilers), Patrick Kane (Chicago Blackhawks), Ryan O’Reilly (Buffalo Sabres) e Mathew Barzal (New York Islanders).

    No primeiro dia de competição, os Estados Unidos enfrentam de cara os rivais do norte pelo grupo B. Ambas as equipes têm fortes reforços da NHL em seus elencos. Prospectos para o draft deste ano também completam as vagas. O confronto têm início às 11h15 (BRT), e marca o início do Mundial, ao lado de Rússia e França, que acontece no mesmo momento. Às 15h15 dessa sexta, outros dois jogos acontecem: Suécia e Bielorrússia; Alemanha e Dinamarca.

    O calendário de jogos e outras informações sobre a competição estão disponíveis no site oficial.

    Foto: Reprodução/IIHF.com