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  • Matheson suspenso por arremessar Pettersson na parede

    Matheson suspenso por arremessar Pettersson na parede

    Matheson foi suspenso de dois jogos, por ações cometidas no jogo entre Panthers e Canucks. O defensor foi penalizado pela interferência feita contra o atacante dos Canucks, Elias Pettersson. O novato foi empurrado bruscamente para as bordas e “caiu” no gelo, sem conseguir reagir. 10 segundos após o ataque Matheson estava fora do gelo e Pattersson chegou ao vestiário com a ajuda de técnicos.

    O acontecido foi sábado (13) durante o 64º jogo da NHL no BB&T Center na Florida. Mas a suspenção foi anunciada apenas na segunda-feira (15) pelo departamento de segurança dos jogadores da NHL.

    Confira o vídeo do hit aqui.

    O incidente ocorreu no último período de jogo, aos 4:47 do terceiro período. Além da suspensão em dois jogos, Matheson vai doar mais de 50 mil dólares para o Fundo de Assistência de Emergência dos Jogadores. O treinador de Vancouver, Travis Green, disse que foi uma jogada suja e que a liga tenta proteger os jogadores novos e bons.

    Apesar do ocorrido, os Canucks saíram vitoriosos da casa dos Panthers, vencendo por 3 a 2. Esse é a segunda derrota consecutiva dos Panthers depois de liderarem o placar. Flórida saiu na frente, com um gol do Huberdeau aos 12:31 do segundo período. E justamente Pettersson, virou o placar pouco mais de dois minutos depois em um power play. Com esse gol, ele ampliou sua sequência de pontos para cinco partidas no início da carreira, empatando o recorde de Don Tannahill (1972-73).

    A punição aplicada a Matheson gerou polêmica. A questão principal é se o hit teria resultado em suspensão se não se tratasse de um jogador importante para os Canucks, e se ele não houvesse se machucado após o ocorrido. Como o Departamento de Segurança do Jogador (DoPS) explicou, muitos fatores implicaram decisão. Mas não se pode negar que hits desse tipo não são tão “incomuns” assim no hockey.

    Ao que parece, o DoPS e a Liga estão pegando cada vez mais “pesado” com jogadas dessa natureza. Está cada vez mais raro olhar para uma suspensão e discordar completamente da decisão. Essa nova postura deve ter um impacto cada vez mais positivo para o jogo e a NHL.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Perfil: Andrei Svechnikov

    Perfil: Andrei Svechnikov

    Carolina Hurricanes está passando por uma fase de renovação. Na intertemporada, contrataram Rod Brind’Amour para ser o novo técnico e realizaram diversas trocas de jogadores. Mas, talvez, um dos pontos mais fortes dessa renovação tenha sido garantir a segunda escolha do Draft 2018.

    Andrei Svechnikov tem apenas 18 anos, mas em 6 jogos pela NHL, já conquistou 4 pontos. Entre eles, dois gols que definiram os jogos. Seu primeiro gol pelos Canes foi no dia 7 de Outubro, na vitória de 8 a 5 em cima do New York Rangers.

    O ala direita nasceu em 26 de março de 2000, em Barnaul, Siberia. Ele é irmão mais novo do também jogador de hóquei, Evgeny Svechnikov, draftado em 2015 pelo Red Wings e jogador do Grand Rapids Griffins (AHL).

    A história de vida de Andrei sempre esteve atrelada à do irmão mais velho. Por causa do hóquei, a família se mudou da Sibéria para Moscou, e depois Kazan, onde os dois jovens jogadores teriam melhores oportunidades de treinar e evoluir. Quando Evgeney foi draftado e se mudou para os Estados Unidos, Andrei o seguiu. Ele assinou um contrato com o Muskegon Lumberjacks (USHL) em 2016 para que ficasse mais próximo do irmão.

    Svechnikov terminou aquele ano no Lumberjacks como o sexto maior goleador e finalizador na liga. Na mesma temporada foi nomeado ao All-USHL Team e USHL Rookie do ano. Com estes resultados, ele foi draftado em primeiro no 2017 CHL Import Draft pelos Barrie Colts. Ele ganhou o Emms Family Awards como OHL Rookie do ano.

    Chegada às grandes ligas

    O russo chegou ao final da temporada 2017-18 considerado um patinador e finalizador de elite pela NHL Central Scouting Bureau. Além disso, no 2018 Draft foi a primeira escolha entre os jogadores que jogam na América do Norte.

    Em Carolina, Svechnikov só recebeu elogios. Brind’Amour diz ter tido receio em escalar o jogador direto na NHL, mas a vontade de aprender de Andrei foi determinante nessa decisão. “Ele está disposto a sentar e escutar todos os dias, e adoramos fazer isso.” Svechnikov foi escalado para jogar ao lado de Jordan Martnook e Lucas Wallmark neste início de temporada.

    O outro jogador que Canes teve como segunda escolha de Draft foi Eric Staal em 2003, e, para Tony MacDonald, director of amateur scouting, os dois jogadores apresentam estilos bem diferentes, mas uma coisa em comum é a capacidade de fazer gols. Para ele, Svechnikov tem um estilo de jogo pautado nos detalhes, ele preta atenção nas pequenas coisas e, por isso, consegue aprender e se adaptar rapidamente.

    A carreira de Andrei Svechnikov está apenas começando. Ele chega a um time que precisa de muito para alcançar a elite e sonha com uma vaga nos playoffs. Talvez, seja a chance de Canes investir em um estilo de jogo diferenciado. Uma coisa é certa, Svechnikov será indispensável nessa transição.

    Foto: Reprodução/NHL.com

     

    A redação gostaria de agradecer ao Andrei Svechnikov por ter dado um feedback positivo no texto e à jornalista Gislaine Melo por ter feito a mediação. 

  • Adivinhe o jogador pela foto de criança

    Adivinhe o jogador pela foto de criança

    Ainda no clima do Dia das Crianças, a gente quer saber se você é capaz de reconhecer esses jogadores pelas suas fotos da infância! Não deixe de compartilhar os resultados e chamar os amigos para participar também!

  • Perfil: Rasmus Dahlin

    Perfil: Rasmus Dahlin

    Não foi nenhuma surpresa quando Buffalo Sabres anunciou Rasmus Dahlin como primeiro selecionado do Draft 2018. O jogador, de apenas 18 anos, já era cotado como o primeiro pick há algum tempo e não faltaram motivos para isso.

    Dahlin nasceu em Trolhättan, Suécia, no dia 13 de Abril de 2000. Ele teve uma trajetória bem semelhante a outros prospectos. Ele começou a patinar com 2 anos de idade e não demorou a se interessar por hockey. O fato de estar acostumado a jogar brandy, um jogo com 11 jogadores, um taco similar ao de hockey e uma bola no lugar do disco, facilitou sua familiarização com o esporte.

    Além disso, sua influência também vinha de dentro de casa. Martin Dahlin, pai de Rasmus, jogou na terceira divisão sueca de hockey. Ele também foi consultor da Federação Sueca de Hockey por uma década, organizando associações e fiscalizando a formação de técnicos. Foi natural para Dahlin seguir esse caminho.

    Entretanto, apesar dos contatos do pai, Rasmus Dahlin não foi privilegiado em nenhuma etapa de sua carreira. Seu irmão mais velho, Felix, também jogou hockey, mas precisou parar por causa de uma arritmia. Rasmus disse em uma entrevista à Sportsnet que acompanhava o irmão, 5 anos mais velho, nas arenas e competições e que agora joga também por ele.

    Carreira na Suécia

    Aos 16 anos, Rasmus começou a jogar pelo time profissional Frölunda Indians. A princípio, ele deixou o programa junior e passou a disputar a SHL, liga de excelência na Suécia. Apesar da pouca idade, mostrou uma habilidade e uma destreza com o puck que poucos defensores mais velhos teriam. Seu primeiro gol na SHL aconteceu em 12 de Novembro de 2016, contra o Karlskrona HK.

    Sua trajetória na seleção sueca também vem mostrando resultados. Ainda aos 16 anos, Dahlin se tornou o jogador mais novo ao competir pela Suécia no IIHF World U20 Championship e o jogador mais novo do 2017 World Junior Ice Hockey Championship.

    No 2018 World Junior Ice Hockey Championship, Dahlin foi nomeado o principal defensor do torneio, mesmo sendo o mais jovem, após ter marcado o segundo maior número de gols de um defensor. Ao todo, foram 6 assistências que ajudaram o time sueco a ganhar a medalha de prata no campeonato.

    No entanto, não é apenas o talento de Dahlin que chama atenção, as polêmicas também o acompanham. Ele foi um dos sete jogadores suspensos por dois jogos do Mundial de 2019. A punição veio depois de ter jogado fora a sua medalha de prata durante a cerimônia de premiação, atitude considerada desrespeitosa e antidesportiva.

    Ainda pela seleção Sueca, Dahlin participou das Olimpíadas de Inverno de PyeongChang 2018. Mais uma vez, ele era o mais jovem jogador da competição. Nessa ocasião, a Suécia perdeu para a Alemanha nas quartas de final.

    Chegada à América

    Cheio de atitude, com talento de sobra e algumas polêmicas pelo caminho, apesar de ter apenas 18 anos, Rasmus Dahlin está chegando à NHL com grandes expectativas. Ele se tornou o terceiro defensor a ser escolhido em primeiro em 22 temporadas da NHL e pode se tornar o primeiro “superstar” nascido nos anos 2000.

    Por enquanto, nessa temporada, ele já estreou pelo Buffalo Sabres contra os Bruins no dia 4 de outubro, mas ainda não marcou nenhum ponto em seus dois jogos. As esperanças são grandes para o rookie, mas ainda teremos que aguardar para saber quem será Rasmus Dahlin na NHL.

     

    Foto: Reprodução/sportingnews.com

     

  • Washington abre temporada com goleada

    Washington abre temporada com goleada

    O clima de festa tomou conta da Capital One Arena na abertura da temporada 2018-19. Antes do faceoff inicial, os Caps realizaram uma cerimônia emocionante para hastear o primeiro banner de campeões da Stanley Cup da franquia. A equipe desfilou com a taça uma última vez e se despediu dela por enquanto.

    Após as celebrações dessa intertemporada, deve ter sido um grande alívio para a Stanley voltar para a paz e tranquilidade de sua caixa.

    O jogo

    A celebração realmente colocou Washington no clima certo para a partida que vinha a seguir. Apenas 24 segundos depois do puck drop, TJ Oshie marcou o primeiro dos Capitals, com assistência de Backstrom e Matt Niskanen. Em seguida, aos 1:47, no powerplay, Kuznetsov fez 2-0. O russo ainda teve três assistências até o final da partida e mais um gol no período seguinte.

    O terceiro gol foi de Alex Ovechkin. No powerplay, aos 4:17 do segundo período, o capitão dos Caps acertou o gol num tiro de primeira do círculo de faceoff esquerdo, na zona ofensiva da equipe. 83 segundos depois, Nic Dowd fez o quarto e, aos 7:28, Kuznetsov fez o quinto. Boston substituiu Tuukka Rask no gol por Jaroslav Halak, mas ele também não conseguiu segurar por muito tempo o ataque de Washington.

    Para concluir a goleada, John Carlson marcou num 5-on-3 ainda no segundo período, e então Lars Eller fez mais um, com 10 minutos para o final da partida. O placar terminou 7-0 para os Capitals. No final, Braden Holtby fez ao todo 25 defesas e conquistou seu 33º shutout na carreira. Do outro lado, Halak parou 18 pucks para os Bruins.

    Impressões da derrota

    Rask foi bem duro sobre sua performance no gelo. “Eu não vou nem falar do trabalho [da equipe] como um todo. Olhe para mim. Eu estou lá para nos dar uma chance e isso não aconteceu hoje”, ele disse. Brad Marchand, no entanto, que foi mandado para o vestiário mais cedo, depois um desentendimento com Lars Eller, já foi mais positivo quanto ao revés. “É um jogo. Não é nada. Nós vamos deixar isso para trás e nos preocupar com [quinta-feira, contra o Buffalo Sabres].”

    A segunda partida dos Bruins está marcada para as 20h BRT, mas também será fora de casa. O time só faz sua estreia em Boston na segunda-feira (8), contra os Senators. Washington também joga essa noite, às 20h, contra os Penguins, em Pittsburgh. Vale lembrar que a última vez que o time esteve lá foi para eliminar o rival da briga pela taça. Podemos esperar, então, um confronto bastante disputado, dos dois lados.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

     

  • Prévia 2018-19: Divisão Metropolitana

    Prévia 2018-19: Divisão Metropolitana

    A Divisão Metropolitana levou as últimas três Stanley Cups. Mais precisamente, os Penguins (2016, 2017) e os Capitals (2018) foram responsáveis por esse monopólio, que não acontecia desde os anos 80, quando Calgary e Edmonton combinaram na conquista de quatro títulos da NHL.

    Em 2019, algumas equipes têm boas chances de brigar para manter a taça na divisão por mais um ano. Enquanto outras precisam melhorar muito para sequer sonhar com uma vaga nos playoffs.

    Washington Capitals

    Defender o título não é coisa fácil. Os Caps vêm de um verão de muita festa e devem começar a nova temporada com entusiasmo. Com um dos elencos mais velhos na NHL, no entanto, fica a dúvida se eles conseguirão manter o ritmo por muito tempo.

    Washington volta praticamente com o mesmo elenco campeão. Subtraído de Jay Beagle e Philipp Grubauer, e sem grandes adições na intertemporada. Na falta de reforços, principalmente na defesa, qualquer lesão, ou suspensão (ahem, Tom Wilson), pode ser um obstáculo significativo para a equipe durante o ano. Porém, com enorme poder ofensivo, nas mãos de Alex Ovechkin, Evgeny Kuznetsov, Nicklas Backstrom, Lars Eller, T.J. Oshie e Andre Burakovsky (para citar alguns), o time não deve ter problemas para ultrapassar mais uma vez os 100 pontos na temporada regular.

    Pittsburgh Penguins

    Duas taças nos últimos três anos. Três, nos últimos dez. É difícil não colocar os Penguins entre os favoritos mais uma vez. A eliminação para o “freguês” – que acabou campeão – nos playoffs não era esperada e pode servir de motivação extra para a equipe este ano. Pittsburgh chega tão forte e perigoso quanto nas temporadas passadas. Tem um dos melhores ataques na liga e uma defesa que não deixa a desejar.

    Seguindo a tendência dos últimos anos, os Pens devem começar a temporada sem muito destaque, para disparar nos meses anteriores aos playoffs. E não há dúvida de que o time pode em poucas semanas tirar diferenças significativas na tabela e chegar à liderança. Sidney Crosby e Evgeni Malkin já são sinônimos de excelência. Outros como Jake Guentzel, Phil Kessel, Derick Brassard e Kris Letang não ficam para trás. Quem ainda tem o que provar é Matt Murray, que teve um trabalho difícil na última temporada para atender às expectativas deixadas por Fleury.

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers fizeram uma adição importante nessa intertemporada, e não estamos falando daquele mascote medonho. James Van Riemsdyk está de volta à Philly, equipe que o draftou em 2007 (2ª escolha overall), para complementar o ataque da equipe. JVR  Ao seu lado estarão nomes como Claude Giroux, que terminou a última temporada parecendo anos mais jovem, Jakub Voracek e Sean Couturier.

    Para um time que chegou aos playoffs nas últimas seis temporadas, o cenário parece promissor. A equipe teve um dos menores índices de tiros à gol contra na última temporada. E isso foi graças a nomes como Ivan Provorov e Shayne Gostisbehere na defesa. O problema é quando esses poucos tiros são o suficiente para o adversário vencer as partidas. Não podemos reclamar muito da competência de Brian Elliot ou Michal Neuvirth no gol, mas não é como se algum deles estivesse ajudando o time a passar dos primeiros rounds na pós-temporada… É muito cedo para colocar o goleiro novato Carter Hart como esperança para os Flyers?

    Columbus Blue Jackets

    Na última temporada foi a primeira vez na história dessa jovem franquia que os Jackets chegaram aos playoffs, por dois anos consecutivos. Da última vez, ainda chegaram perto de ganhar a primeira série do time na pós-temporada (sim, os Jackets são os únicos na NHL atualmente a ainda não ter passado da primeira rodada dos playoffs).

    Apesar das movimentações durante as férias, a equipe ainda conta com muito talento para o técnico John Tortorella explorar. Artemi Panarin teve 82 pontos em 81 jogos na temporada regular, ao lado de Pierre-Luc Dubois e Cam Atikinson na primeira linha. O experiente goleiro, duas vezes vencedor do troféu Vezina, Sergei Bobrovsky, também está de volta para mais um ano com a equipe. Mesmo com alguma incerteza quanto ao futuro de alguns desses jogadores na equipe, Columbus deve se apoiar em suas estrelas para tentar ir além na pós-temporada.

    Carolina Hurricanes

    Desde que Tom Dundon comprou a franquia da Carolina, ainda na última temporada, muitas mudanças aconteceram. O técnico Rod Brind’Amour, ex-Hurricane, é uma das caras novas que chegam para consolidar essa nova era da equipe. A intertemporada também foi cheia de atividade para renovar o elenco da equipe da Carolina do Norte.

    Depois de tantas movimentações, e ainda com uma defesa que, como um todo, pode ser considerada uma das melhores na liga, os Canes parecem uma aposta promissora para disputar a última vaga dos playoffs pela divisão Metropolitana. Seria a primeira vez em oito anos que o time passaria da temporada regular.

    New Jersey Devils

    Os Devils se despediram de Patrick Maroon, Micheal Grabner, Brian Gibbons, Jimmy Hayes e John Moore nessa intertemporada. Agora, mais do que nunca, podemos perguntar o que é New Jersey além de Taylor Hall?

    A equioe ficou de fora dos playoffs por pouco no último ano. Mas é surpreendente que o time não tenha trazido nenhum reforço para tentar não ficar no “quase” este ano. Nico Hischier e os outros “novinhos” devem continuar se desenvolvendo para concretizar o plano de Ray Shero. Apesar da temporada espetacular que Hall teve em 2017-18, não dá para contar com ele sozinho para carregar a equipe à pós-temporada e além. Os playoffs agora parecem um sonho mais distante para NJ.

     

    New York Rangers

    Ficar de fora dos playoffs pela primeira vez em oito anos pode ter sido um choque para o torcedor dos Rangers, num primeiro momento. A equipe declarou que está em fase de reconstrução, e a temporada atual não é uma prioridade. Talvez as baixas expectativas acabem por surpreender no final.

    New York Islanders

    Calma, fãs dos Isles. Existe vida além do John Tavares.

    Para começar, Matthew Barzal deve ter um segundo ano tão bom quanto o primeiro. Barry Trotz chega ao comando da equipe depois de levar os Caps à Stanley Cup. Não é tarefa fácil substituir um jogador e capitão como Tavares, e muitos aspectos técnicos ainda precisam de muito trabalho. Mas as coisas parecem promissoras para essa nova era do time, que acaba de começar. Para este ano, podemos esperar uma campanha ao menos mediana na temporada regular.

     

  • Prévia 2018-19: Divisão Pacífica

    Prévia 2018-19: Divisão Pacífica

    A Divisão Pacífica é provavelmente a que atrairá mais atenção nessa temporada. Depois de uma primeira temporada inusitada, os vice-campeões Vegas Golden Knights voltam à busca de ser o time mais novo a levar a Stanley e continuar quebrando recordes. Em contrapartida, a troca mais falada da intertemporada aconteceu para os Sharks, que adquiriram o ex-capitão dos Sens e um dos melhores defensores da liga, Erik Karlsson. Enquanto com certeza os dois times lutarão pela liderança, alguns outros podem entrar numa briga para não ficarem para trás.

    Mas o que esperar dessa divisão na temporada 2018-2019?

    San Jose Sharks

    Um dos favoritos ao primeiro lugar da divisão teve apenas uma grande adição ao time. Depois de tentar adquirir John Tavares e não conseguir, Erik Karlsson passou a fazer parte da equipe de San Jose. A troca mandou para Ottawa Chris Tierney e Dylan DeMelo. Além disso o time também perdeu Mikkel Boedker, Jannik Hansen e Eric Fehr.

    Com a aquisição de Karlsson, os Sharks se igualam ao patamar da defesa dos Preds e dos Bolts. A equipe também conseguiu estender o contrato de Evander Kane. Ele chegou em San Jose pouco antes do fim da janela de trocas passada e marcou 9 gols e 5 assistências em apenas 17 jogos pelo time.

    Mesmo com poucas alterações no elenco, pode-se esperar um grande avanço em comparação com outras equipes da divisão. Além disso, um de seus principais jogadores está envelhecendo e o time pode vir com a mesma sede de vitória que os Caps tiveram, para tentar honrar Joe Thornton, que está beirando os 40. No melhor dos mundos, os Sharks usam Brent Burns e Erik Karlsson para serem imbatíveis, no pior, se vêem a frente de novas lesões como a de Thornton na última temporada.

    Vegas Golden Knights

    Mesmo com uma primeira temporada impressionante e imprevisível, os Golden Knights não se acomodaram e realizaram algumas troca importantes. Dentre as principais perdas, Tomas Tatar e James Neal, que ajudaram o time a chegar tão longe em sua temporada inaugural. Tatar foi para os Habs em troca de Max Pacioretty, que mesmo com um time manco, conseguiu fazer 17 gols em apenas 64 jogos.

    Marchessault, Smith e Karlsson fazem uma excelente primeira linha de ataque, e as novas adições melhoram a segunda com Pacioretty e Stastny. Pode não parecer o melhor da liga, mas o ataque de Vegas tem potencial para chegar entre os top 3, se bem trabalhado. Um problema para o time no início da temporada vai ser a perda de Nate Schmidt, que foi punido pela liga por violação da conduta anti-drogas, e não pode jogar as primeiras 20 partidas. Porém, Shea Theodore deve conseguir segurar a onda por um tempo.

    Não pode-se esperar que o time surpreenda na mesma proporção que na última temporada, dado a dimensão do ocorrido, mas difícil que alguém tire uma das vagas de playoff deles.

    Anaheim Ducks

    Os Ducks continuam basicamente com o mesmo time da temporada passada, um time de veteranos que não fica mais novo com o passar do tempo. Dentre as principais ameaças para o time estão seus próprios jogadores. Corey Perry ficará 5 meses afastado por conta de uma cirurgia no joelho. Ryan Kesler voltou ao rink, mas ainda não se sabe ao certo suas condições e quando ele volta a jogar de fato. Patrick Eaves não teve um bom ano, com diversas contusões e o fantasma da síndrome Guillain-Barré sobre sua cabeça. Espera-se que o jogador se recupere bem de todos os problemas de saúde que o tiraram da maior parte da temporada passada, mas ainda assim, é uma incógnita para o time.

    Não pode-se esquecer que o time continua com um John Gibson consistente e que teve uma média de .926 defesas na última temporada. E se ele não der conta, o Ryan Miller com certeza entra para fazer um belíssimo trabalho. Se as lesões derem uma trégua, eles podem sim chegar longe nos playoffs. Não se a ponto de uma final, mas dois rounds podem ser bem possíveis.  

    Calgary Flames

    Com um novo técnico tudo é possível, mas pode levar um tempo até que a equipe consiga se adaptar ao novo comando. O time trouxe James Neal e Elias Lindholm para ajudar nas secundárias, mesmo tendo talento para a primeira linha. Tudo isso para tentar melhorar o ataque, que hoje não está longe de ser dos mais eficientes da liga. Gaudreau, Monahan e Tkachuk com certeza são os principais trunfos desse ataque. Provavelmente o time verá uma melhora em pontuação em casa

    O que o time com certeza pode esperar é ser mais disciplinado, coisa que os Hurricanes provaram quando tinham Bill Peters como técnico.

    Los Angeles Kings

    Se a temporada passada foi um aquecimento para essa, é possível ver os Kings indo um pouco mais longe. Kopitar fez sua melhor temporada enquanto Quick voltou a ser o goleiro que todos sabiam que ele era, levando o Jennings Trophy. Porém Vegas acabou logo com as esperanças do time nos únicos 4 jogos de playoffs que a equipe de Los Angeles teve.

    A volta de Ilya Kovalchuk para a NHL traz algumas dúvidas. Será que ele continua sendo um dos melhores snipers da liga cinco anos depois? Na KHL ele conseguiu fazer 30 gols na última temporada, será que ele consegue o mesmo na NHL?

    O melhor do mundos para L.A  é a volta de um Jeff Carter saudável e o retorno do Kovalchuk jogando exatamente como quando ele saiu. Isso combinado com ter sido o melhor time no penalty kill pode gerar bons frutos aos Kings.

    Edmonton Oilers

    Um nome: Connor McDavid. Porém um nome não faz o time, e parece que os Oilers não conseguiram entender isso nessa intertemporada.

    Arizona Coyotes

    Com um começo difícil, os Coyotes conseguiram não ser o último time no fim da temporada (título que mantiveram por bastante tempo). Com um grande avanço do meio para o fim da temporada, o time tem potencial se continuar jogando daquele jeito. Se Antti Raanta permanecer saudável, os Coyotes podem esperar não serem os últimos a ganharem seu primeiro jogo. Além disso, duas das adições feitas ao time devem render muitos frutos, Galchenyuk e Grabner prometem ajudar o time num talvez, possível, quem sabe, wild card.

    No papel parece possível, no gelo só o tempo dirá…

    Vancouver Canucks

    A maior perda dos Canucks não foi para um rival, foi para a aposentadoria. Os irmão Sedin serão sem dúvida alguma os que mais farão falta nessa nova temporada. Com um time muito novo e em processo de reconstrução, acho difícil Vancouver chegar aos playoffs. Hovart e Boser tem tudo para fazerem parte da elite da liga, mas isso não acontecerá esse ano ainda. Markstrom e Nilsson conseguem fazer um bom trabalho juntos, mas com certeza Demko fará um trabalho melhor quando a hora chegar.

    O maior problema de Vancouver é esse, a hora não chegou para o time, e não deve chegar agora. A reestruturação do time está acontecendo, mas os frutos devem demorar a serem colhidos.

     

  • Prévia 2018-19: Divisão Atlântica

    Prévia 2018-19: Divisão Atlântica

    Apenas três dias para o início da temporada 2018-19 da NHL e as previsões continuam! No último ano, a Divisão Atlântica foi a única que teve três times com pelo menos 105 pontos durante a temporada regular. Com a menor pontuação estava Toronto Maple Leafs (105), e no topo, Boston Bruins com 112 pontos e Tampa Bay Lightning com 113 pontos!

    Ao ponderar as forças e fraquezas de cada time da divisão, eis o que podemos esperar para essa temporada:

    Boston Bruins

    Em relação a qualidade do time, se comparado com a temporada anterior, pode-se dizer que os Bruins têm a vantagem de contar com mais jogadores mais velhos, e assim, mais experientes. Nomes como David Pastrnak, Jake DeBrusk, Charlie McAvoy, Brandon Carlo, Anders Bjork e Ryan Donato por si só fazem um jogo espetacular. Isso não é nada bom para o restante da liga, já que Boston ainda conta com Patrice Bergeron, Brad Marchand, David Krejci, David Backes, Zdeno Chara e Tuukka Rask no elenco.

    No time, a maior força é possuir uma das melhores linhas ofensivas da NHL, com o trio Marchand, Bergeron e Pastrnak. Mas uma preocupação da equipe é conseguir a pontuação suficiente para alcançar as outras na competição. As chances de chegar aos playoffs são, de qualquer forma, grandes. De modo geral, os Bruins são uma equipe saudável e com garra para competir.

    Buffalo Sabres

    Um dos piores times da liga na temporada passada, os Sabres brigam para não terminarem o próximo ano na mesma situação. Já que ganharam a loteria do último draft, o time pôde escolher importantes reforços, como o novato sueco Rasmus Dahlin (pick nº1), e o americano Mattias Samuelsson. Ryan O’Reilly foi para St. Louis, e o time colocou o artilheiro veterano Jeff Skinner no elenco por um preço razoável. Não é como se os Sabres fossem magicamente acabar nos playoffs desse ano, mas de fato já estão melhores.

    Um jogador de grande destaque no time é o central Jack Eichel. Ainda não chegou a uma pós-temporada, mas é alguém que os outros times disputariam para ter em sua equipe. Sua pontuação subiu de 57 em 61 jogos, para 64 em 67 jogos na última temporada. Se continuar nesse ritmo, seus números ofensivos devem subir ainda mais.

    Uma desvantagem que a equipe enfrenta na defesa. Apenas Dahlin, Ristolainen e Scandella devem agregar de fato à posição, enquanto o restante do time precisa de muito trabalho. Além disso, vai ser difícil deixar o puck fora da rede, considerando que o goleiro não está tão preparado para o ritmo dos jogos. Pode-se dizer que Buffalo está crescendo aos poucos ao contratarem esses jogadores com grande potencial.

    Detroit Red Wings

    Detroit trouxe de volta Thomas Vanek e Mike Green, mas perder Henrik Zetterberg para uma lesão nas costas os prejudicou. O time, que sempre foi conhecido como franquia modelo, agora está em uma fase de reconstrução. A equipe conta com jovens jogadores, como o impressionante Dylan Larkin, que com apenas 22 anos fez 63 pontos em 82 partidas. Além dele, também contam com Anthony Mantha, Andreas Athanasiou e os novatos Michael Rasmussen, Filip Zadina e Evgeny Svechnikov.

    No entanto, os Wings tem algumas cartas ruins na NHL, com defensores ultrapassando os 32 anos comprometendo sua competitividade. Infelizmente, para os fãs de Detroit, as esperanças de chegar aos playoffs não são muitas. O time carece de pontuação e a zona defensiva está bastante danificada.

    Florida Panthers

    Perder por 1 ponto o jogo decisivo que os colocariam nos playoffs foi a gota d’água para o GM Dale Tallon. A adição de Mike Hoffman na pós-temporada deu a eles mais um atacante. Além disso, os jogadores jovens tiveram tempo de adquirir experiência e devem constituir um time melhor.

    As duas linhas principais de Flórida podem ser consideradas de grande força no campeonato. Na primeira, Aleksander Barkov, Evgenii Dadonov e Nick Bjugstad, seguidos por Hoffman, Vincent Trochech e Jonathan Huberdeau na segunda. Pode-se dizer que os Panthers vão ser um ataque difícil de parar. Uma incerteza atual é o goleiro Roberto Luongo. Com 39 anos, ele deve se manter saudável nessa temporada para poder jogar a maioria dos jogos, ou então será trocado e substituído por James Reimer.

    Barkov, o capitão de 23 anos, tem grandes chances de melhorar ainda mais nessa temporada. Ele marcou 78 pontos em 79 partidas em 2017-18, e está sob pressão para subir esses números.

    Montreal Canadiens

    Se comparado com o ano passado, parece que as coisas melhoraram para os Habs, no geral. Mas, mesmo assim é difícil dizer que o time está de fato melhor, especialmente porque perderam Shea Weber até o final do ano. E também porque trocaram dois dos melhores pontuadores da equipe, Max Pacioretty e Alex Galchenyuk.

    Um ponto muito positivo para a equipe é ter Carey Price no gol. Se aproveitar todo seu potencial nos jogos, os Canadiens tem grandes chances de surpreender nessa temporada. A equipe ainda não tem grandes chances de ser vista nos playoffs, e a fragilidade na linha permanece. Podemos dizer, no entanto, que Montreal está no caminho certo.

    Ottawa Senators

    Para essa temporada é quase impossível afirmar que os Sens estao melhores do que no ano passado. Agora sem Erik Karlsson e Mike Hoffman, os jogadores que os substituíram não vão conseguir preencher as lacunas que foram deixadas. Mesmo sem essas peças importantíssimas, por enquanto a equipe ainda tem Mark Stone e Matt Duchene na escalação. Mas a permanência de ambos na equipe é uma incerteza até o fim do próximo ano.

    Não vai ser uma temporada fácil para a capital canadense. Mesmo com toda a capacidade de Thomas Chabot, a falta Karlsson tem um peso enorme para a defesa. Além disso, se Craig Anderson não mudar a atual postura no gol, a temporada vai ser bem longa para Ottawa. A parte mais difícil é imaginar o time chegando na pós-temporada. A própria alta-gerência admitiu publicamente que o time está numa fase de reconstrução. Se os Senators pretendem surpreender ainda esse ano, isso vai demandar um esforções tremendo de todos os jogadores, e alguma sorte no caminho.

    Tampa Bay Lightning

    Quem não teve “dor de cabeça” durante o verão, foi o Lightning, que está em vantagem depois de adquirir J.T. Miller e Ryan McDonagh para a temporada toda. Tampa nem precisa fazer uma grande jogada para entrar para a “elite da divisão”, eles são visivelmente os melhores.

    A maior força do time são os principais jogadores, os outros jogadores, e também o resto dos jogadores. Não dá para apontar fraquezas, já que eles têm boa pontuação, uma defesa de qualidade e talvez o melhor dos goleiros! Não é querer inflar o ego dos jogadores – ou da torcida -, mas não fica dúvida que o time tem total potencial de seguir para os playoffs e representar o Leste na Final da Stanley Cup.

    Toronto Maple Leafs

    Ao trazer John Tavares para o time, Toronto já ficou melhor. Fazendo par com Auston Matthews e garantindo qualidade no rinque, só são páreo pra dupla de Sidney Crosby e Evgeni Malkin nos Penguins. O ex-Islander está animado por jogar em casa, e já mostrou a que veio mesmo antes da temporada começar. E Matthews que, com 21 anos, marcou 40 gols só no seu rookie year, e 34 gols em 62 jogos ano passado.

    A defesa dos Leafs, no entanto, ainda deixa a desejar. Morgan Reilly precisa de um par à altura se o time quiser ir além da primeira rodada dos playoffs.

    Sem dúvida tem muito o que acompanhar na Divisão Atlântica, e a gente bem sabe que os cenários podem mudar a qualquer momento na NHL. Fique ligado, na terça voltamos com as duas últimas divisões: Pacífica e Metropolitana!

  • Prévia 2018-19: Divisão Central

    Prévia 2018-19: Divisão Central

    Os times da NHL são divididos em duas conferências, a Leste e a Oeste. Cada uma é composta por duas divisões: Atlântica e Metropolitana no Leste, e Pacífica e Central no Oeste. As equipes podem mudar de divisão de acordo com a necessidade. Quando surge um novo time, no caso da extensão da liga, ele precisa ser englobado por uma das divisões existentes.

    A última alteração na Divisão Central aconteceu em 2013. Desde então, fazem parte dela Chicago Blackhawks, St. Louis Blues, Colorado Avalanche, Dallas Stars, Minnesota Wild, Nashville Predators (última franquia a entrar na divisão, por extensão em 1997-98) e Winnipeg Jets.

    Na temporada 2017-18, foi a divisão mais disputada, com uma diferença de 25 pontos entre o penúltimo (Dallas Stars) para o primeiro (Nashville Predators) colocado. As vagas dos playoffs só foram definidas nas três últimas rodadas, quando St. Louis e Dallas ficaram de fora por 2 pontos.

    Não podemos deixar de falar do último colocado da divisão na última temporada. Os Blackhawks vinham de uma liderança na temporada 2016-17 com 109 pontos e caíram para último em 2017-18, com 76 pontos. Foi um ano decepcionante e abaixo do esperado para a equipe de Chicago.

    Com estes resultados, o que podemos esperar para a temporada 2018-19?

    Todos os times sonham em chegar aos playoffs em abril. Tudo indica que a Divisão Central será novamente a mais acirrada para conquistar uma vaga na pós-temporada..

    Nashville Predators

    Depois de perder a taça para Pittsburgh em 2017 e levar o President’s Throphy em 2018, Nashville começa a temporada atual com um único objetivo: chegar novamente à Final da Stanley Cup e conquistar o título. Porém, para isso, é preciso passar pela temporada regular e conquistar novamente a sua vaga nos playoffs.

    Nashville não fez grandes contratações, está praticamente com o mesmo elenco da temporada anterior. Mas os jogadores são jovens e nomes como Kevin Fiala e Filip Forsberg vêm fortes para continuar fazendo gols e levando o time a diante. Os Preds abrem a temporada jogando fora de casa contra o New York Rangers no dia 4 de Outubro.

    Winnipeg Jets

    Os Jets chegaram ao final da temporada passada em segundo lugar na divisão, apenas 3 pontos atrás dos Preds. Entretanto, venceram o campeão da divisão na Semi-Final da Conferência Oeste,por 4 a 3. Winnipeg caiu na Final de Conferência para o estreante Golden Knights, por 4 jogos a 1. Esta foi apenas a terceira vez em 16 temporadas de história que o time chegou aos playoffs.

    Este ano, os Jets desejam alcançar novamente a pós-temporada. Para isso, eles contrataram o atacante Nicolas Kerdiles e o defensor Simon Bourque, e manteve praticamente o mesmo time da temporada anterior, conhecido por ser letal no ataque. Winnipeg abre a temporada fora de casa contra os Blues.        

    St. Louis Blues

    Os Blues ficaram de fora dos playoffs por apenas uma vitória na temporada 2017-18. Em um final dramático , perderam a vaga de Wild Card para o Avalanche contra o próprio time do Colorado. Com um início de temporada forte, perdeu 6 jogos seguidos em meados de fevereiro, e isto lhe custou pontos importantes.

    Para a temporada atual, os Blues não querem cometer o mesmo erro. Para isso, a equipe reforçou ainda mais seu elenco para este ano. Patrick Maroon está de volta depois de uma temporada em Vegas. Além dele, juntam-se à equipe Ryan O’Railly, Tyler Bozak, David Perron e Chad Johnson, e ainda o rookie Robert Thomas. St. Louis vem para colocar pressão na Divisão Central, ter um maior controle do puck e não ficar de fora dos playoffs mais uma vez.

    Dallas Stars

    Os Stars resolveram se renovar, e apostaram na contratação do técnico Jim Montgomery depois que Hitchcock se aposentou, no final da temporada anterior. Monty, como é carinhosamente chamado, veio do hockey universitário, tendo chegado à final da NCAA com o time de Denver. E, apesar de terem começado a jogar dessa nova forma apenas na pré-temproada, Dallas já está colhendo resultados. Para Tyler Seguin, que renovou o contrato para mais 8 temporadas com a equipe, os Stars estão se mostrando um novo time a ser temido.

    O objetivo continua o mesmo: chegar aos playoffs, o que não acontece há dois anos. O problema também continua o mesmo: uma defesa insegura em jogos importantes, mas que Monty pretende reforçar com o jovem defensor Miro Heiskanen, além de buscar uma continuidade do trabalho de Hitchcock. Na temporada anterior, os Stars vinham bem até o último mês, quando conseguiram perder 10 jogos seguidos contra a Conferência Leste. Essas derrotas lhe custaram a vaga na pós-temporada no último ano. Dessa vez, Dallas abre a campanha contra os Yotes, em casa, no dia 4.

    Colorado Avalanche

    Na temporada 2017-18, os Avs foram o time que mais cresceu de uma temporada para outra, quase dobrando os pontos do ano anterior. Também surpreenderam ao chegar aos playoffs, dando mais trabalhado para Nashville do que era esperado na primeira rodada. Ao que tudo indica, a equipe pretende crescer ainda mais neste ano.

    Como reforço, chegou o goleiro vindo dos Capitals, Philipp Grubauer, que vem para disputar a posição titular com Varlamov. Além disso, é preciso recordar da forte linha ofensiva do Avalanche, composta por MacKinnon, Landeskog e Rantanen, letal em finalizações. O time elevou as expectativas após chegar aos playoffs na temporada passada e, sem dúvida, pretende repetir o feito. Colorado começa a próxima temporada em casa contra o Wild no dia 4 de outubro.

    Minessota Wild

    Minnesota precisou passar por várias mudanças para essa temporada, apesar de ter mantido sua base intacta. Para começar, Paul Fenton substituiu Chuck Fletcher como GM após o Wild ter perdido os playoffs na primeira rodada para os Jets, por 4 jogos a 1. Diversos jogadores também passaram o verão se recuperando de lesões. Este provavelmente será o maior problema do time, uma vez que nomes importantes como Nino Niederreiter, Charlie Coyle e Zach Parise perderam grande parte da temporada passada.

    Mais uma vez, o objetivo da equipe é ir além do calendário regular, pelo sétimo ano seguido. No entanto, se isso acontecer, o Wild precisa lidar com o estigma de sair da competição ainda na primeira rodada. Sob comando do técnico Bruce Boudreau, o Wild tem apenas duas vitórias em playoffs (uma em cada ano do técnico no time, 2016-17 e 2017-18).

    Chicago Blackhawks

    A maior decepção na temporada 2017-18 foi, sem dúvidas, os Blackhawks. O time vinha de uma boa temporada em 2016-17, tendo levado a divisão e ido para os playoffs (apesar de ter sido varrido na primeira rodada pelos Predators), mas, em 2017, o que pôde dar errado para os Hawks, deu. De lesões à falta de sorte, de grandes nomes errando à iniciantes deslocados.

    Na temporada 2018-19, Chicago precisa colocar o ano anterior para trás, avaliar os pontos que deram errado e brigar para recuperar o seu lugar nos pontos mais altos da tabela. Uma das ações do GM Stan Bowman nessa intertemporada foi trazer Marcus Kruger de volta. O técnico Quenneville também tem como opção investir nos jovens prospectos da franquia.

    Os Hawks foram ao mercado de free-agents e trouxeram também o goleiro Cam Ward, na tentativa de um substituto para uma série de goleiros machucados. Porém, Ward é conhecido por ter uma carreira inconstante, e apenas o tempo dirá se eles acertaram na escolha. A temporada regular de Chicago começa fora de casa, no dia 4 de outubro, contra os Senators.

     

    Amanhã, seguimos com as prévias da temporada 2018-19 e a estagiária dá sua opinião sobre o que esperar da Divisão Atlântica, na Conferência Leste.