O veterano canadense está de volta ao Shark Tank! Após ser trocado pelo Toronto Maple Leafs para o Carolina Hurricanes, a equipe da divisão metropolitana fez o buy out do terceiro e último ano do contrato de Patrick Marleau, que se tornou um free agent. Depois de alguns meses sem contrato, foi confirmado hoje que o atleta estará de volta ao San Jose Sharks para esta temporada 2019/2020. Ela será a 22ª temporada do canadense na NHL, que fez 40 anos de idade em setembro.
Com um cap hit de 700 mil dólares, pouco mais do que o mínimo exigido pela Liga, Patrick Marleau deve contribuir para o bottom six da equipe californiana. Além disso, o veterano é uma figura importante no quesito liderança, especialmente após a saída de Joe Pavelski para o Dallas Stars. No mais, além das razões desportivas, Marleau visava um retorno à Costa Oeste dos Estados Unidos por motivos familiares, já que sua família reside na Califórnia.
De jovem promessa a uma figura de liderança
Patrick Marleau se destacou na Western Hockey League atuando pelo Seattle Thunderbirds, tendo sido draftado pelo San Jose Sharks em segundo lugar no draft de 1997. Curiosamente a primeira escolha foi Joe Thornton, escolhido pelo Boston Bruins, que viria a ser um companheiro de longa data de Marleau nos Sharks. Como Marleau nasceu na data limite de elegibilidade para o draft no seu ano, ele é possivelmente a pessoa mais jovem a atuar em um jogo da Liga.
Ademais, conforme foi ganhando experiência na NHL o canadense se tornou um exemplo em liderança, tendo sido o capitão dos Sharks entre 2003 e 2009. Além disso, o currículo do jogador conta com dois ouros olímpicos (Vancouver em 2010 e Sochi em 2014), além de um ouro na Copa do Mundo de 2004 e um ouro e uma prata em mundiais da IIHF. O item faltante na estante de troféus de Marleau é, sem dúvidas, a Stanley Cup.
Foi com o troféu em mente que ele deixou os Sharks em 2017 como free agent para assinar com o Toronto Maple Leafs. No Canadá o impacto de Marleau foi para muito além do rinque, já que ele assumiu o papel de mentor para Auston Matthews e Mitch Marner, as duas jovens estrelas da equipe. Ironicamente, os novos contratos dos dois foram a maior razão pela qual o veterano foi trocado, já que seu salário não caberia mais na folha salarial dos Leafs. Após eliminações seguidas para o Boston Bruins mudanças precisaram ser feitas, e Marleau foi trocado para os Hurricanes.
Um verdadeiro homem de ferro
Além de seu talento como jogador, o atleta também é conhecido notoriamente por sua durabilidade e saúde. Afinal, ele detém o recorde da sexta maior sequência de partidas jogadas na história da Liga, e a maior em atividade, com 788 jogos consecutivos. Uma das razões pelas quais San Jose e o atleta assinaram o contrato apenas na quarta-feira (09/10) foi com o intuito de manter a sequência ativa. Isto porque os jogos anteriores não contabilizam como não disputados por Marleau, já que ele não tinha contrato com a equipe.
Além de sua iron man streak, Marleau detém diversos recordes na história da franquia californiana. Dentre elas, a liderança em jogos disputados (1.493), gols (508) e pontos (1,082). Por sua versatilidade, já que pode atuar tanto na ala esquerda quanto como central, o veterano será importante na temporada que pode ser um dos últimos suspiros dos Sharks nos playoffs. Com um elenco envelhecido e com longos contratos, as chances de ganharem a primeira Stanley Cup na história da equipe se torna um sonho cada vez mais distante.
Prever como um time vai se sair na temporada nem sempre é possível e sempre há surpresas. Mas com o intuito de entender um pouco mais das divisões, o NHeLas trás um dossiê sobre a temporada 2019-2020. Previsões sobre as divisões Metropolitana, Central e Pacífica já saíram. Vamos conferir nossa análise sobre a Divisão Atlântica?
Boston Bruins
O defensor Charlie McAvoy reassinou com o Boston Bruins por três anos.
Na temporada passada, o Boston Bruins chegou à final da Stanley Cup pela 16ª vez na história da franquia. Porém, perderam para o St. Louis Blues no jogo 7, por 4 a 1. Com o sucesso da temporada anterior, os Bruins não se preocuparam em mexer demais no seu elenco para temporada 19-20.
Charlie McAvoye Brandon Carlo, alguns dos destaques do elenco, estavam pendentes para assinarem o novo contrato. Porém, os Bruins renovaram com os dois jogadores que se tornaram RFAs na intertemporada. Por outro lado, outros jogadores foram trocados, como Marcus Johansson e Noel Acciari.
Com o atual técnico Bruce Cassidy indo para sua terceira temporada comandando os ursos, espera-se que o time dispute com o Tampa Bay Lightning pelo primeiro lugar na Divisão Atlântica. O trabalho do técnico vem dando resultados e, com o elenco já integrado, os Bruins têm tudo para continuar consistente.
Por fim, se tratando de playoffs, os Bruins podem ser fortes favoritos à levantar a Stanley Cup este ano. Mesmo com um elenco não tão jovem, não seria surpresa se eles aparecessem novamente em uma final, afinal, contam com bons nomes já em integração há anos.
Buffalo Sabres
Ralph Krueger, novo técnico do Buffalo Sabres, disse que está motivado a levar os Sabres para os playoffs.
O Buffalo Sabres começou a temporada passada muito bem. Entretanto, decaíram e não conseguiram se levantar. Ao final da temporada, ficaram apenas no sexto lugar da divisão.
Contudo, foi o time que mais fez mudanças na offseason. Com a adição dos forwards Marcus Johansson e Jimmy Vesey, e também dos defensores Henri Jokiharju e Andrew Hammond, os Sabres poderão ter um equilíbrio e quem sabe sonhar com uma vaga nos playoffs.
Além disso, Jeff Skinner, adquirido após uma troca com o Carolina Hurricanes em 2018-2019, renovou por oito anos. Assim, os Sabres garantiram uma grande força ofensiva por um bom tempo, já que o forward vem de um recorde na carreira de 40 gols.
Mas tudo isso vai depender do goleiro Carter Hutton manter uma boa percentagem de saves e ajudar seus colegas de time. Como a Divisão Atlântica é muito competitiva, a disputa será acirrada.
Detroit Red Wings
Steve Yzerman volta para o Detroit Red Wings, agora como General Manager.
O Detroit Red Wings vem de sua terceira temporada consecutiva sem a chance de conquistar uma vaga nos playoffs, depois de quase 20 anos com vaga garantida.
Jeff Blashill vai para sua quinta temporada como técnico do time. Todavia, é a terceira temporada sem alcançar bons resultados. Certamente, na temporada de 2019-2020 isso não irá mudar magicamente, principalmente porque o time não fez muitas mudanças em seu elenco.
No entanto, após a chegada de Steve Yzerman, ex-GM do Tampa Bay Lightning, Adam Erne e Valtteri Filppula também assinaram com o Red Wings. Junto com Dylan Larkin, eles poderão oferecer uma boa força ofensiva.
A defesa, por outro lado, é um dos maiores problemas do time. Considerada a sétima pior da Liga, o time optou por não mexer e manteve a mesma. Portanto, enquanto o time de Michigan continuar insistindo nos mesmos erros, as perspectivas é que seu desempenho no gelo não mude.
Florida Panthers
Sergei Brobovsky assinou com o Florida Panthers.
O Florida Panthers com certeza será um dos times mais interessantes a se acompanhar da Divisão Atlântica. Isso porque, na offseason, fez mudanças importantes.
Após a aposentadoria de Roberto Luongo, os Panthers logo foram atrás de um bom reforço frente às redes. O novo goleiro escolhido foi Sergei Brobovsky, destaque na última temporada com o CBJ. Brobovsky assinou por oito anos e pode trazer uma segurança importante na defesa.
Anton Stralman foi outro reforço contratado pelo Florida. O defensor assinou por três anos. Na temporada passada, ele manteve uma atuação constante no Tampa, ajudando o time a seguir para os playoffs. Stralman possui experiência em pós-temporada e a expectativa é que traga bons resultados aos Panthers.
Além disso, os Panthers também contrataram um novo técnico. Joel Quenneville, ganhador de três Stanley Cups com o Chicago Blackhawks, trará toda sua experiência na Liga para certamente colocar os Panthers no caminho para os playoffs.
Com essas mudanças, podemos esperar um novo Florida Panthers. Sem dúvida, é um time para ficar de olho ao longo da temporada, já que eles podem surpreender.
Montréal Canadiens
Nick Suzuki, um dos jovens prospects que poderá trazer grande força ofensiva para os Habs.
O Montréal Canadiens ficou de fora dos playoffs por uma diferença de três pontos na corrida do wildcard. Após ver seus sonhos indo embora mais cedo do que o esperado, os Habs começaram a se mexer.
Para a temporada de 2019-2020, o time de Montreal poderão contar com algum de seus prospects. Nick Suzuki, adquirido via troca com o Vegas Golden Knights, começará a temporada atuando pelos Canadiens. O jogador canadense tem tido resultados bons nos treinamentos e na preseason e vem de uma boa temporada no afiliado da OHL, tendo marcado 42 pontos, 16 gols e 26 assists.
Jesperi Kotkaniemi vem para sua segunda temporada na NHL e também trará uma grande força no centro do rinque, como já demonstrou na temporada passada. Outro jogador que precisamos ficar de olho nessa temporada é Jonathan Drouin, que depois de duas temporadas nos Habs sem grandes destaques, precisa melhorar seu jogo defensivo para que finalmente consiga alcançar seu potencial.
O goleiro Corey Price, talvez um dos maiores destaques dos Habs, deve continuar com boas atuações frente às redes. O que poderia preocupar são os jogadores defensivos na sua frente e, nesse quesito, o time de Montreal não fez alterações na intertemporada.
Em suma, a previsão é que o Canadiens lute por uma vaga no wildcard novamente, com chances de conseguir, desde que mantenham o equilíbrio.
Ottawa Senators
Thomas Chabot, um dos melhores defensores da liga, assinou uma extensão de oito anos com os Senators.
O Ottawa Senators foi um dos piores times da temporada de 2018-2019 por conta de trocas malfeitas e mal planejadas, deixando o time frágil e sem seus melhores jogadores. Portanto, sabemos que uma reconstrução demorará. Na temporada passada, o time ficou em oitavo lugar na Divisão Atlântica e em último lugar geral, com 64 pontos. Em 2019-2020, as previsões não são otimistas, mesmo com mudanças importantes.
O forward Colin White e o defensor Thomas Chabot, importantes jogadores, renovaram contratos. Chabot, inclusive, renovou por oito anos, garantindo uma defesa forte para o time canadense. Brady Tkachuk também renovou seu contrato e continua no time, oferecendo também grande força ofensiva.
Contudo, o time ainda precisa ajeitar todo o resto. A defesa de Ottawa ainda é considerada uma das piores da liga. No entanto, novos jogadores começaram a chegar para a possível mudança de cenário. O defensor Nikita Zaitsev veio de uma troca com o Toronto Maple Leafs para dar uma nova cara na defesa do time. Por outro lado, Ottawa assinou o contrato de entrada com o defensor Lassi Thomson, selecionado no 19ª pick do NHL Draft 2019. Ainda não é certo que ele irá estrear na Liga no início da temporada, mas sem dúvidas é um nome para ficar se olho.
Para a próxima temporada, é esperado um Senators um pouco melhor que o do ano passado. Entretanto, justamente pelas novas peças ainda em integração com o time, não é possível prever quão longe o time pode chegar.
Tampa Bay Lightning
Brayden Point, reassinado com os Bolts por três anos, vem de uma temporada incrível, com 41 gols, 51 assists e 92 pontos.
O Tampa Bay Lightning, ao mesmo tempo que fez a melhor temporada da história da franquia ao ganhar 62 jogos e perder apenas 16, foi o único time da história a ganhar o Presidents Trophy e ser varrido no primeiro round. Isso se deve a duas coisas: um possível relaxamento dos jogadores do time e a defesa que teve mais baixos do que altos nos playoffs.
Na temporada de 2019-2020, os problemas de defesa parecem ter sido resolvidos. O time trouxe Luke Schenn e Kevin Shattenkirk, ambos defensores, cujo foco é prevenir gols ao invés de tentar fazê-los. Brayden Point, importante RFA da temporada passada, assinou uma extensão de três anos com o Tampa Bay, garantindo assim uma grande força ofensiva junto com Steven Stamkos e Nikita Kucherov.
O vencedor do Vezina Trophy de 2019, Andrei Vasilevsky, também foi outro nome importante que reassinou. Seu contrato de extensão é de oito anos e, com isso, o time de Tampa assegura a sua proteção nas redes. O goleiro Curtis McElhinney também chega do Carolina Hurricanes para revezar as redes com Vasilevskiy, após boa temporada no ex-time.
Por outro lado, o ganhador da Stanley Cup de 2019 com o St. Louis Blues, Pat Maroon, assinou um contrato de um ano com os Bolts.
Em conclusão, a previsão é que o Tampa Bay Lightning tem tudo para chegar longe. O time da Divisão Atlântica terminou a temporada regular com 128 pontos. Os problemas que impediram o time de ir longe na pós temporada, a princípio, serão sanados com as adições novas. Com isso, Tampa Bay pode começar a nova temporada com o pé direito e ir ainda mais longe no campeonato.
Toronto Maple Leafs
Após diversos boatos, Mitch Marner reassinou com o Toronto Maple Leafs por seis anos.
A Divisão Atlântica é uma das divisões mais competitivas da Liga, justamente por conter alguns dos times mais bem equipados e competitivos. Sempre se espera um bom desempenho de seus times, mesmo que no último ano as vagas dos playoffs não tenham mudado muito.
O Toronto Maple Leafs definitivamente se encaixa em tais características. Mitch Marner, John Tavares e Auston Matthews continuarão servindo como a força de ataque letal dos Leafs. Juntos, os três jogadores marcaram mais de 100 gols na temporada passada.
Tyson Barrie, adquirido via troca do Colorado Avalanche, se juntará a Morgan Rielly na defesa, e os dois poderão ser uma das maiores duplas defensivas da liga. Porém, os Leafs perderam um de seus melhores forwards, Nazim Kadri, que foi trocado para os Avs no lugar de Barrie.
Porém, os Leafs também renovaram contratos. Kasperi Kapanen assinou por mais três anos. Mitch Marner foi outro nome que também renovou com o time. Depois de muita negociação, Marner assinou um contrato de seis anos. Dessa forma, os torcedores do time canadense não precisarão se preocupar com seus principais atacantes.
Dessa forma, os Leafs têm tudo para chegarem longe, garantindo uma vaga nos playoffs novamente. Sem dúvida, o time de Toronto entrará na briga pela liderança da Divisão ao lado de Boston e Tampa. Será que teremos novamente Bruins x Leafs na primeira rodada dos playoffs? Vamos aguardar.
Quando William Nylander entrar no Air Canada Center em outubro com os Leafs, será com um novo, porém familiar, número em sua jersey. O center anunciou em suas redes sociais que, ao invés do número 29, passará a usar o 88 na próxima temporada.
Porém, para os fãs que possuem a camisa com o antigo numeral, o jogador pensou em uma solução. Irá cobrir a conta de todos aqueles que resolverem trocar o número 29 pelo 88. Desta maneira, até Dezembro de 2019, os torcedores dos Leafs poderão trocar de graça o número de suas jerseys. Cortesia do center.
Making the switch … what’s old is new again #88
I’ve got you covered Leafs Nation, go to @realsportstoronto to have your jersey recrested on me. pic.twitter.com/gQWHZVxQMo
No entanto, não é a primeira vez que Nylander troca o número de sua jersey no Maple Leafs. Na sua primeira temporada pela equipe canadense, o jogador de origem sueca costumava usar o 39. Porém, no ano seguinte, decidiu trocar para o número 29. Este que usou até a troca no início da semana.
Certamente o jogador não é o primeiro a trocar seu número mais de uma vez pelo mesmo time. O NHeLas, então, resolveu trazer quais jogadores que já trocaram o número da jersey mais de uma vez, jogando pelo mesmo time.
Jack Eichel
Eichel foi draftado no ano de 2015, pelo Buffalo Sabres. Quando começou sua carreira no time, costumava jogar com a camisa número 15. Posteriormente, com a ida de seu teammate, Evander Kane, para os Sharks, Jack teve carta branca para trocar o número de sua jersey para 9.
O motivo foi que o número tem história para o jogador. Antes de entrar na NHL, ele costumava jogar com a camisa 9 pela Universidade de Boston e ligas inferiores antes da universidade.
Maurice “Rocket” Richard
Richard, com certeza, tem seu nome marcado na história do hockey. Foi certamente a razão de muitos fãs do esporte adquirirem a camisa número 9. Quando começou a jogar no Montreal Canadiens, em 1942, o right-wing costumava usar o número 15. Porém, com o nascimento de sua filha, Maurice resolveu fazer a troca para o novo número.
O motivo? A menina nasceu com nine pounds (equivalente a 4kg). Por isso, em sua homenagem, ele optou por trocar o número de sua jersey.
Gordie Howe
Mr. Gordie Howe também marcou seu nome no esporte. Quando começou a jogar pelo Detroit Red Wings, em 1946, o jogador costumava usar o número 17. Na temporada seguinte com o clube, lhe foi oferecida a jersey número 9. Ele aceitou de muito bom grado.
No entanto, não existe nenhuma razão sentimental por trás do porquê. Em uma entrevista com Wayne Gretzky, em 2014, Mr. Hockey admitiu que fez a troca para ter “boas noites de sono”:
“Muitas pessoas podem não saber que meu primeiro número com os Red Wings era o número 17, até o início da minha primeira temporada. O nº 9 ficou disponível e foi oferecido a mim. Nós costumávamos viajar de trem naquela época, e caras com números mais altos tinham o beliche superior no vagão-cama. O nº 9 significava que eu tinha uma posição mais baixa no trem, o que era muito melhor do que engatinhar na cama de cima.”
John Davidson
Davidson foi um goleiro que atuou pelo New York Rangers. No início de sua carreira, costumava usar o número 30. No entanto, em 1977 trocou a numeração para 00. Ele queria este pois era um número mais baixo, e combinava com goleiros.
Ironicamente, com a jersey 00, o goleiro apenas defendeu um shout-out.
Ray Bourque
Bourque começou sua longa carreira em 1980, pelo Boston Bruins. Desde então, foi designado a ele o número 7. Este também pertenceu a outra lenda do clube, Phil Esposito. No entanto, em 1987, os Bruins resolveram aposentar o número 7 em homenagem a Esposito (na cerimônia, foi Bourque quem entregou a camisa 7 para o ídolo do time). Desta forma, Ray passou depois a usar o número 77 pelo Boston.
Bobby Orr
Quando Orr se juntou ao Bruins, tinha a intenção de usar o número 2 (número que usou quando jogava no juniors). Porém, os Bruins destinaram a ele a camisa 27. No entanto, quando outro jogador do time foi cortado da equipe, Bob optou por usar o número 4. Este seria o mais perto que chegaria do número que desejava.
O curioso é que, após sua aposentadoria, o número 4 virou legendário na equipe.
Vocês conhecem algum outro jogador que tenha trocado o número da sua jersey? Comenta na nossa caixa de comentários para sabermos também!
O hockey talvez seja um dos esportes mais interessantes do mundo devido a toda sua dinâmica. Com isso, vem as rivalidades entre os times. São elas que trazem intensidade ao esporte. Portanto, rivalidades nascem seja por pertencerem ao mesmo estado, por algum motivo chave, ou até mesmo pelo simples fato de se odiarem. Desde luvas no chão à sangue no rink e muitos socos e palavras mal intencionadas, as rixas entre os times da NHL assumem um outro nível de competição. Por isso, o NHeLas resolveu trazer hoje as cinco maiores rivalidades que já existiram na história da Liga.
Colorado Avalanche vs Detroit Red Wings
Esta é, com certeza, uma das mais sangrentas rivalidades que já existiram na NHL. Tal rixa foi solidificada devido a uma das maiores brigas já existentes na história da liga, protagonizada pelas duas equipes citadas. A briga, portanto, foi apelidada de “Brawl in Hockey Town”, por ter sido em Detroit. Porém, também ficou conhecida como “Bloody Wednesday”, devido ao fato de vários jogadores saírem do rinque sangrando.
A rivalidade teve seu start nos playoffs de 1996 da Stanley Cup, durante a Final da Conferência Oeste. Eventualmente, em algum momento do jogo, Claude Lemieux, jogador do Avalanche, acertou em cheio o Red Wing Kris Draper nas paredes do rinque. Draper, no entanto, acabou por bater o rosto no vidro, o que resultou na aquisição de ferimentos gravíssimos. Por conseguinte, o rancor entre as equipes foi estabelecido e a rivalidade formada. Porém, uma das maiores brigas que os torcedores da NHL viriam a presenciar aconteceria um ano depois.
Inegavelmente, o time de Detroit não conseguiu esquecer do episódio envolvendo Draper. Por isso, o último jogo da temporada regular, disputado entre as duas equipes, começou com grande tensão no ar. Tudo desencadeou devido a uma briga entre Igor Larionov e Peter Forsberg, que os árbitros não tiveram dificuldade para controlar. No entanto, quando Darren McCarty tirou as luvas e partiu para cima de Lemieux, o caos se instalou no The Joe. A briga envolveu quase todos os jogadores que estavam no rinque. Quando os árbitros chegaram a controlar o conflito, precisaram tirar o sangue espalhado pela pista. Posteriormente, após a aposentadoria, Kris Draper chegou a escrever um artigo para os “The Players Tribune”, que retrata o quanto a rivalidade teve impacto no sucesso do Detroit.
“The Brawl in Hockeytown”, protagonizada pelos Red Wings e Avalanche.
A rivalidade entre os dois times nasceu do jeito Old School de se jogar hockey. As equipes se tornaram rivais pelo nível de competição que carregavam a cada jogo disputado. Talvez não seja a primeira rivalidade que vem à cabeça do torcedor, mas, com certeza, é uma das que mais agracia a NHL.
New York Islanders vs New York Rangers
Rivalidades entre times de um mesmo país são conhecidas por serem calorosas. Porém, quando esta se instala em equipes que habitam a mesma cidade, a competição assume outro nível.
Chamada de “Batalha de Nova York”, a rivalidade entre New York Islanders e New York Rangers teve seu início em 1972. Coincidentemente, o mesmo ano em que os Isles passaram a compor a liga. Por ser o único time da liga a reinar em New York, os Rangers costumavam ser o pride and joy da cidade. Porém, a adição de um novo time, instalado não tão longe do Garden, fez a rivalidade nascer.
Desde a primeira vez que se encontraram nos playoffs, as equipes tiveram seus caminhos cruzados na pós-temporada apenas cinco vezes. Atualmente, os jogos competitivos ainda vivem quando ambas as equipes disputam. Os fãs, principalmente, preservam a rivalidade tanto quanto os jogadores.
Os Rangers, posteriormente, criaram o famoso apelido “Fish Sticks” para o rival. Isto porque os Islanders tinham na camisa, anteriormente, um logo que remetia a varas de pescar. Também inventaram uma cantiga, chamada “Potvin Sucks”. Esta surgiu devido a uma entrada que o Islander, Denis Potvin, realizou no Ranger Ulf Nilsson. Tal impacto acabou gerando um tornozelo quebrado para o center. Já os Islanders criaram um canto famoso entre a torcida: “If you know the Rangers suck”. Tal qual que é baseado na cantiga infantil, “If you’re happy and you know it”.
A rivalidade já gerou várias brigas e casa lotada para os dois times. Todo o amante de hockey sabe que, sempre que Isles e Rangers se encontram, será um bom jogo.
Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs
A rivalidade Canadiens – Leafs é uma das mais antigas da NHL. Esta surgiu no ano de 1917. Ela se origina devido a grande rivalidade entre as duas maiores cidades no Canadá. Tais quais são casas para os dois times. Assim, como o Canadá vive pelo hockey, é compreensível que os dois times que ajudaram a originar a liga se tornariam rivais.
Ambos já se encontraram 15 vezes nos playoffs desde suas origens. Entre estas, no entanto, cinco foram em Stanley Cup Finals, anteriormente a colocação destes na mesma divisão/conferência.
No entanto, apesar de terem na conta uma grande lista de brigas durante os jogos que disputam entre si, a rivalidade continua viva. Assim sendo, alguns episódios provam o ponto. Como quando o Maple Leaf, Mikhail Grabovski, durante uma briga, mordeu o Canadiens, Max Pacioretty, em 2013. O capítulo gerou grande repercussão em toda a liga, em relação a conduta de Grabovski.
Em certos momentos, alguns analistas tentam explanar qual o melhor time, fazendo uma análise de ambos durante a temporada. Isto tudo com o intuito de dar um fim à rivalidade. Porém, apesar do sucesso que as duas equipes adquiriram ao longo dos anos, rivalidades assim não desaparecem. Não quando estamos falando sobre o país do hockey.
Boston Bruins vs Montreal Canadiens
A rivalidade entre os Bruins e Canadiens talvez seja a mais acalorada da liga. Esta vive até os dias atuais, desde que surgiu em 1924. Tais times foram os que mais se encontraram em jogos na NHL, principalmente playoffs. Foram 34 jogos entre as equipes na pós-temporada, ao longo de suas histórias. Assim, devido a tantos encontros, inevitavelmente seria impossível não existir uma rivalidade. Tal qual é extremamente feroz. As brigas acontecem constantemente entre os jogadores, técnicos e torcidas.
No entanto, os dois times não tem nenhuma razão geográfica para a rixa, como Canadiens e Toronto. Mesmo assim, é extremamente complicado para as duas equipes ter uma relação amigável. E isto se dá porque ambas querem sempre ter vantagem uma sobre a outra.
Vários episódios, como a briga dos goleiros Price e Thomas em 2011, ou quando ambos os times soltaram as luvas no vestiário, em 1986, ressaltam o óbvio: os times não fazem questão de se darem bem. Não importa a situação, as duas equipes se odeiam. Os próprios jogadores já expressaram que não fazem questão que a rivalidade vá embora tão cedo.
Pittsburgh Penguins vs Philadelphia Flyers
Assim como Rangers e Islanders, Pittsburgh e Philadelphia levam a rivalidade extremamente a sério. Nomeada de “Batalha da Pensilvânia”, ela surgiu em 1967, quando, coincidentemente, ambos os times passam a compor a liga devido a expansão. A partir do momento que os dois times entraram no rinque, eles sabiam que, com toda a certeza, dividiriam o estado com o inimigo.
Ambos já se encontraram seis vezes nos playoffs, com os Flyers tendo o maior número de jogos vencidos. No entanto, enquanto os Flyers lideram a rivalidade em número de vitórias, os Penguins ganham com o sucesso nos playoffs da Stanley Cup. Nos últimos dez anos, o time de Pittsburgh ganhou três Stanley Cups.
Assim como os fãs, os próprios jogadores abastecem a rivalidade. Crosby declarou, em 2012, que: “Nós não gostamos um do outro. Você pode dissecar tudo o que quiser, mas o fato é que não gostamos um do outro. Ambas as equipes trazem muitas coisas ruins umas para as outras”. Porém, também inspirou inúmeras brigas entre jogadores no rinque (Sidney Crosby e Claude Giroux são campeões), sob os olhos curiosos de casas lotadas.
Desta formada, com a paixão demasiada dos fãs da Pensilvânia pelos seus times, a rivalidade entre Pittsburgh e Filadélfia nunca morrerá.
RFAs sempre dão o que falar. No primeiro post sobre isso e como funcionam os contratos dos jogadores da NHL, explicamos justamente quem são eles. Agora, retomamos a série listando os principais RFAs que garantem agitar essa off-season. De quebra, damos uma lista sobre os principais UFAs.
Brayden Point – Tampa Bay Lightning
Reprodução nhl.com
Primeiramente, temos central canadense Brayden Point. Considerado um dos principais nomes, não é pra menos: em seu terceiro ano como jogador da NHL, Point terminou a temporada com 41 gols, 51 assists e 92 pontos, o terceiro maior de seu time. Uma renovação poderia acontecer, porém o cap space do Lightning é muito pequeno. Com um elenco vasto, cheio de estrelas e jogadores promissores, Point logo foi especulado pelo New York Rangers. Além disso, até mesmo o foi pelo Detroit Red Wings, onde Steve Yzerman (antigo gerente geral dos Bolts) agora trabalha.
Mitchell Marner – Toronto Maple Leafs
Reprodução nhl.com
Em segundo lugar, está o centro/ala direita Mitchell Marner, que não fica atrás. Com 94 pontos, liderando o ranking de pontos da temporada 2018-2019 dos Leafs, o canadense com certeza deveria ser uma prioridade. Porém, o time de Toronto possui muitos outros talentos jovens, o que dificultaria demais a renovação. O New York Islanders, por outro lado, já deu sinal de interesse por ele. Entretanto, nada está confirmado, já que o time nova iorquino precisa também focar em outros departamentos.
Sebastian Aho – Carolina Hurricanes
Reprodução nhl.com
O centro finlandês Aho foi fundamental nos playoffs para os Canes, tendo cinco gols e sete assists. Em seu terceiro ano jogando profissionalmente, Aho já tem quase 200 pontos. Suas maiores características são a alta precisão, pensamento rápido e boa química com outros jogadores nos rinques. Com isso, ele alcançou 30 gols e 83 pontos nas temporadas regulares. Porém, ao contrário dos jogadores citados, ele parece estar inclinado a ficar, já que os Canes não possuem um salary cap tão apertado.
Matthew Tkachuk – Calgary Flames
Reprodução nhl.com
Apesar da curta passagem nos playoffs da Stanley Cup, Matthew Tkachuk já estava tendo muito destaque nos Flames, desde o começo da temporada 2018-2019. Liderando o terceiro lugar de gols feitos, ficando atrás somente de Johnny Gaudreau e Sean Monahan, o jovem jogador americano é rápido e habilidoso com o puck, característica marcante do time canadense. Portanto, há prioridade em seu contrato e, ao que tudo indicada, já está encaminhado. Brad Treliving, o general manager dos Flames, assegurou que faria com que Tkachuk se tornasse o jogador mais bem pago do time.
Mikko Rantanen – Colorado Avalanche
Reprodução nhl.com
Enfim, Mikko Rantanen, que brilhou nos playoffs desse ano. Liderou a pontuação (14) e ficou em segundo lugar nas pontuações da temporada regular, com 87, atrás somente da estrela Nathan MacKinnon. Apesar de que manter duas estrelas possa custar muito ao salary cap dos Avs, o general manager Joe Sakic disse que isso não é um problema. Afirmou que possivelmente o jogador irá renovar em breve com o time, podendo ultrapassar o salário de seu colega MacKinnon.
Unrestricted Free Agents
Por fim, em breve traremos outro texto onde explicaremos do que se tratam os Unrestricted Free Agents e como funcionam. Diferente dos RFAs, os jogadores na condição de UFAs, em resumo, podem escolher para onde ir livremente. Por isso, os principais UFAs dessa temporada são:
Erik Karlsson, defensor que não teve boa fase no San Jose Sharks
Artemi Panarin, ala do Columbus Blue Jackets
Sergei Bobrovsky, goleiro de destaque nos playoffs do Columbus Blue Jackets
Matt Duchene, Columbus Blue Jackets
Joe Pavelski, capitão do San Jose Sharks
Anders Lee, New York Islanders
Jake Gardiner, Toronto Maple Leafs
Robin Lehner, goleiro indicado ao Vezina Trophy do New York Islanders
Mats Zuccarello, Dallas Stars
Jordan Eberle, New York Islanders
Micheal Ferland, Calgary Flames
Tyler Myers, Winnipeg Jets
Alexander Edler, Vancouver Canucks
Petr Mrazek, goleiro fundamental no desempenho bom nos playoffs do Carolina Hurricanes
Nessa terça, dois jogos definiram o destino de quatro equipes: Bruins, Leafs, Sharks e Vegas. Quem passaria para o round 2 dos playoffs da NHL?
Bruins e Leafs vinham de jogos super disputados, nos quais ambas as equipes deram tudo de si em luta pelo objetivo maior: a classificação para a segunda fase dos playoffs.
Na franquia Sharks e Vegas, tínhamos Vegas como favorita, por conta dos deslizes do Sharks. Isso facilitou o caminho do time vice-campeão da última cup.
Maple Leafs 1, Bruins 5
O Leafs lutou, lutou, mas não foi suficiente. O Bruins veio com força máxima em TD Garden, onde estava mais do que confortável para cravar a vitória e garantir vaga para o segundo round dos playoffs. Essa vitória não veio somente por causa de uma atuação insegura do goleiro do Leafs, Frederik Andersen. Foi um conjunto de fatores. Por não conseguirem um resultado bom nos power plays e por um “sumiço” da força ofensiva de Marner e Tavares, entre outros.
No primeiro período, o Leafs até teve algumas chances, todas interrompidas por Tuukka Rask, que estava em uma noite feliz. Então, aos 14:29, veio o primeiro gol do Bruins, feito por Joakim Nordstrom, com assists de Matt Grzelcyk e Sean Kuraly. O segundo gol foi aos 17:46, feito por Marcus Johansson, com um wrist shot sem assist. E o primeiro período terminou assim: 2 a 0 para o Bruins.
O segundo período começou e nele vimos um Leafs um pouco mais reativo. Em uma disputa de puck, Tyler Ennis fez um passe para John Tavares que marcou um belo wrist shot para o gol. O placar ficou 2 a 1. Enfim, um pouco de esperança para o time canadense, que conseguiu boas chances. O jogo parecia ainda estar aberto, com o Leafs tendo mais shots que o Bruins: 26 a 19.
No terceiro período, logo no começo, aos 02:40, Sean Kuraly destruiu o sonho dos torcedores do Leafs. Fez um gol com assists de Noel Acciari e Joakim Nordstrom. Tavares teve outra boa chance, porém foi parado por Tuukka. O goleiro decidiu naquela noite que nada entraria em suas redes: ele fez 32 saves em todo o jogo! A partir desse terceiro gol, a força ofensiva do Leafs enfraqueceu de vez. No final do jogo vieram mais dois gols de empty net feitos por Charlie Coyle e Patrice Bergeron.
Boston Bruins avança e novamente acaba com os sonhos do Toronto Maple Leafs de seguir para o round 2 dos playoffs.
Vegas 4, Sharks 5 (OT)
Em um jogo cheio de emoções, e vencido no overtime, o Sharks avançou para a segunda fase dos playoffs. Mesmo em um jogo no qual tudo parecia estar perdido para eles. O jogo foi em SAP Center, na Califórnia, e foi memorável para os torcedores, jogadores e técnicos. Para todos, menos para os jogadores e fãs do Vegas, pois, para alguns, o lance que originou a virada do Sharks é no mínimo “polêmico”.
O primeiro período foi disputado e ambas as esquipes conseguiram manter o equilíbrio. A primeira chance foi do Vegas, aos 18:26. Porém, foi parada por Martin Jones, o goleiro que até duas partidas atrás era desacreditado por todos. Depois, faltando 18:19 minutos, era hora do Sharks atacar, e Marc-Andre Fleury fez grande defesa. A receita para o sucesso do Vegas se deveu principalmente ao seu grande poder ofensivo e a seu admirável goleiro canadense. O Sharks praticamente não conseguiu abrir o placar por conta dele. Sharks teve alguns power plays que foram executados de forma falha, com passes errados ou parados por Fleury.
Por outro lado, a defesa frágil do Sharks deixou o Vegas marcar o primeiro gol aos 10:10 do primeiro período. O gol foi de William Karlsson, com assists de Jonathan Marchessault e Reilly Smith, em um erro de marcação de Erik Karlsson. Depois, Meier teve outra ótima chance, mais uma vez interrompida por Fleury.
No segundo período, em um gol que pode ser considerado como falha de Jones, Cody Eakin marcou o segundo. Foi revisado pelo juiz por ter sido supostamente originado de um high stick. O juiz entendeu que não, e o gol foi validado. Depois de excelentes defesas de Jones e de Fleury, Max Pacioretty marcou o terceiro gol do time visitante aos 03:36.
A essa altura, o jogo já parecia estar decidido, faltavam 10 minutos para o tempo acabar. Empatar parecia ser impossível! Porém, o autor do segundo gol, Cody Eakin, cometeu um cross checking, um major penalty, em cima de Joe Pavelski. O jogador do Sharks ficou caído no chão sangrando devido ao impacto com o stick.
Isso cedeu um power play de 5 minutos e, exatamente nesses 5 minutos, vieram os quatro gols da virada do Sharks. A polêmica se originou daí. Muitos consideraram o lance inofensivo e isso aparentemente prejudicou o Vegas, que cedeu quatro gols em quatro minutos.
Cody Eakin foi expulso aos 9:13 e, aos 9:20, Logan Couture marcou o primeiro gol. Com um belo wrist shot, despertou os torcedores, revivendo as esperanças de classificação. Tomas Hertl fez o segundo gol, aos 10:13, em uma tip in. Logan Couture novamente fez um gol de slap shot, aos 12:53, e Kevin Labanc, aos 13:21, terminou a virada com um wrist shot. Labanc, Hertl e Meier foram os jogadores de maior destaque na partida, pois buscavam a todo momento uma reação agressiva contra o Vegas. Labanc participou de todos os gols do power play.
Porém, o jogo ainda não estava decidido, já que Vegas não é um time tranquilo e que desiste fácil. Eles procuraram o empate para levar ao overtime e conseguiram. Faltando 47 segundos para acabar o jogo, Jonathan Marchessault marcou o quarto gol do Vegas e garantiu o empate.
No overtime, com ambas as equipes cansadas, os goleiros mais do que nunca foram fundamentais, junto com jogadores da defesa. Cada boa oportunidade que Vegas tinha, Jones agia. O mesmo do outro lado, com Fleury parando tudo que chegava até ele.
Faltando apenas um minuto para acabar o primeiro OT, Erik Karlsson, que não vinha fazendo uma boa partida defensiva, conseguiu roubar o puck. Passou direto para Barclay Goodrow, que driblou o defensor do Vegas, Brayden McNabb, passando pelo goleiro Marc-Andre Fleury. Enfim, marcou o gol da classificação.
Com isso, San Jose Sharks encerrou a série do Vegas Golden Knights, que até então era o favorito. O Sharks mostrou a perseverança de um time que soube usar as condições ruins a seu favor, honrando seu colega de equipe que saiu machucado.
Neste domingo de Páscoa (21) as equipes de Toronto e Vegas tiveram a oportunidade de liquidar a fatura. Mas nenhuma das duas conseguiu carimbar seu passaporte para o segundo round. Boston e San Jose empataram as séries e o Jogo 7 ocorrerá nesta terça-feira (23).
Bruins 4, Maple Leafs 2
No domingo à tarde a equipe canadense chegou em casa com podendo se classificar, mas Matthews e companhia não conseguiram vencer os Bs. No primeiro período o time da casa abriu o placar com Morgan Rielly, que marcou seu primeiro da série na marca dos 10 minutos.
Só que a vantagem durou pouco, pois logo depois Marchand marcou no power play para os Bruins a partir do face-off. Antes do período acabar, Krug marcou de um dos poucos rebotes oferecidos por Andersen, virando o jogo também no power play. O dinamarquês manteve seu time no jogo, fazendo uma defesa fenomenal em um tiro de Bergeron. O período terminou 2-1, Bruins.
No segundo período Jake DeBrusk ampliou para os americanos, com assistência de Krejci. O ataque dos Leafs tentou furar Tukka Rask, mas o finlandês fechou o gol. Iniciado o terceiro período, Auston Matthews marcou um golaço, seu quinto da série, e colocou seu time de volta no páreo. Andersen continuou fazendo defesas incríveis, mas o time de casa não conseguiu o empate. Os Bruins ainda marcaram um empty net goal, quando Marchand disparou na rede vazia no final do jogo.
A série agora está empatada, e os times voltarão para Boston para decidir quem irá para o segundo round na terça-feira (23).
Sharks 2, Golden Knights 1 (2OT)
Vegas é conhecida pelo entretenimento, e o jogo de domingo foi o show perfeito para quem gosta de fortes emoções. Os Knights chegaram neste jogo com a chance de ter acesso ao segundo round dos playoffs pela segunda vez consecutiva. Mas havia uma muralha chamada Martin Jones em seu caminho.
O placar foi aberto apenas nos últimos dez segundos do primeiro período, quando Logan Couture marcou. O gol foi assistido por Timo Meier e Brent Burns. Já no segundo período Vegas empatou com Marchessault, com assistências de Theodore e Karlsson.
A partida terminou o tempo regular empatada em 1-1, e foi para a prorrogação. O gol da vitória veio apenas no segundo período de prorrogação, quando Hertl marcou short-handed.
O destaque da partida foi o goleiro dos Sharks, Martin Jones, teve uma atuação magistral com 57 defesas. Sua performance no jogo foi muito diferente do resto da série, ou até mesmo de suas atuações na temporada regular.
A série vai ter seu destino decidido na terca-feira (23), quando saberemos o adversário do Colorado Avalanche no segundo round.
A sexta-feira santa trouxe mais decisões nos playoffs.
Leafs 2, Bruins 1
A série de Toronto e Boston
estava sendo uma interessante de assistir, até este quinto jogo. Com a série empatada
e um sexto jogo garantido, nem Boston nem Leafs conseguiram muitas chances no
gelo.
O primeiro período começou morno
e menos físico que o jogo 4. Boston começou a colocar pressão nos últimos 10 minutos
do período, mas foram os Leafs quem teve a melhor oportunidade aos 7:35 com um shoot de Hyman defendido por Rask. Faltando
poucos minutos para terminar o período, Andersen defendeu dois shoots do Boston, realizados por Johnansson
e Bergeron, segurando o jogo no 0 a 0.
Aos 4:13 do segundo período Bruins
ganhou um Power Play após Marleau cometer hooking
contra Krejci e conseguiu sua primeira chance de marcar no período com um shoot de Bergeron defendido por Andersen.
Aos 13:39 que o Bruins deu um susto na torcida. Krejci mandou o puck que acertou a trave, mas não entrou.
Os juízes precisaram verificar a jogada para confirmar o 0 a 0.
Toronto conseguiu abrir o placar
somente aos 11:33 do terceiro período, quando Auston Matthews mandou o puck para o gol após receber de Muzzin. O
Bruins desafiou o gol por goaltander
interferance, mas os zebras não conseguiram chegar em uma conclusão
mantendo a gol legal. Dois minutos depois, Kappanen deixou o dele abrindo a
vantagem para os Leafs.
No último minuto de jogo, Krejci
conseguiu marcar para o Boston após diversas tentativas defendidas por Andersen.
O jogo terminou 2 a 1 para Toronto, que agora volta para casa para disputar o
jogo 6 com a vantagem na série de 3 a 2.
Avalanche 5, Flames 1
Calgary pode até ter ganhado a
conferência na temporada regular, mas não obteve o sucesso desejado nos playoffs.
Colorado liderava a série por 3 a 1 e no jogo 5 mostrou o porque mereceu seguir
para o segundo round.
Landerkog abriu o placar para os
Avs aos 9:40 do primeiro período. Flames teve a chance de empatar em um penalty shot cobrado por Gaudreau, mas
Grubauer conseguiu fazer a defesa e manter a vantagem dos Avs. Aos 15:38
Ratanen marcou o segundo para o time do Colocado após um rebound. Brodie diminuiu a diferença para o Flames ao final do
primeiro período.
O segundo período começou com um
início de confusão na frente do gol do Avalanche, mas os juízes logo evitaram qualquer
contato dos jogadores. Flames teve a oportunidade de empatar em um powerplay, mas mais uma vez Grubauer fez
a defesa.
Wilson marcou para aos 6:52 do
segundo período, repetindo o feito mais tarde, aos 14:47 em um powerplay goal, abrindo a vantagem de 3
a 1 para o Avalanche. Gaudreau tentou marcar mais uma vez para o time da casa,
mas Bennet empurrou Grubauer e, por causa do contato com o goleiro, o gol não
foi validado. Wilson marcou o seu segundo no jogo aos 14:47, aumentando a
diferença do placar para 4 a 1.
Nos últimos segundos do jogo,
Rantanen o quinto gol do Colorado Avalanche, conquistando a vitória da série
por 4 a 1.
O Avs agora aguarda o vencedor de Sharks x Golden Nights.
Mesmo perdendo no quesito tiros a gol (42-31), os Bruins conseguiram vencer os Maple Leafs no Canadá e empatar a série em 2-2.
A partida foi emocionante do início ao fim. O time de Boston começou abrindo a vantagem de 2-0 no placar, com Charlie McAvoy e Brad Marchand. Ainda no primeiro período, aos 17:55, Toronto marcou o primeiro, com um gol de Zach Hyman.
O segundo período começou com Auston Matthews empatando o jogo para o time da casa, mas Boston logo assumiu a liderança novamente. David Pastrnak marcou dois gols (seus primeiros na série), aos 3:16 e aos 4:51, deixando o placar em 4-2.
O capitão Zdeno Chara aumentou ainda mais a vantagem do visitante, na primeira metade do terceiro período. Aos 11:52, com Matthews novamente, Toronto tenta a recuperação. Travis Dermott deixa os Leafs a apenas um gol de diferença com quase oito minutos por jogar. No entanto, com Toronto na busca pelo empate, Joakim Nordstrom marca no gol vazio a dois segundos da sirene final, e confirma a vitória de Boston por 6-4.
A série volta para o TD Garden na noite de sexta (19), para o Jogo 5.
Predators 1, Stars 5
Com menos 10 minutos jogados, Dallas já liderava a partida por três gols. 4-0 no placar antes do primeiro intervalo.
Os Stars se aproveitaram da indisciplina dos Preds no começo do jogo para construir a vantagem no placar. Três dos quatro primeiros gols da equipe foram marcados no power play.
Roope Hintz abriu o placar, na vantagem numérica, aos 3:42, com um wrist shot saindo da jogada iniciada por John Klingberg. Alexander Radulov também aproveitou outro power play e marcou o seu aos 4:58. O terceiro gol foi de Andrew Cogliano, no 5-contra-5, seguido de Mats Zuccarello com outro PPG.
Aos 10:09 do segundo período, Hintz marcou mais um, enquanto Nashville falhava vez após vez em sair do zero no placar. Ben Bishop fez ao todo 33 defesas no jogo, quase saindo de lá com um shutout. Do outro lado, Pekka Rinne foi substituído por Juuse Saros após o quarto gol, que parou 20 pucks no restante da partida.
Foi Roman Josi quem anotou o único gol dos Preds na noite, aos 8:11 do terceiro período, e contou com assistência de Johansen e Ellis.
Essa vitória importante de Dallas deixa a série empata em 2-2. O Jogo 5 acontece em Nashville no sábado (20) à tarde.
Flames 2, Avalanche 3 (OT)
Com mais uma vitória em casa, Colorado fica a uma vitória do próximo round.
Foi uma partida de poucos gols, em comparação às outras duas da noite, e foi também um primeiro período sem gols em Denver. Aos 3:25 do segundo, os Flames abriram o placar com um gol de Elias Lindholm, em um power play.
A vantagem foi para 2-0 no início do terceiro, com um gol de backhand de Derek Ryan. Porém, J.T. Compher e Mikko Rantanen também balançaram a rede no terceiro período, empatando a partida para os Avs.
Os poucos gols no tempo regulamentar foram resultado de uma noite de muito trabalho para ambos os goleiros. No final, mesmo com a derrota, Mike Smith havia parado ao todo 49 pucks. Do outro lado, Philipp Grubauer não ficou muito atrás, com suas 35 defesas na noite.
Além de mandar o jogo para o overtime, Rantanen também foi o herói da noite em Colorado. O finlandês marcou o gol da vitória aos 10:23 da primeira prorrogação, deixando Calgary numa posição desconfortável.
A equipe precisa vencer em casa e depois novamente no território do Avalanche para forçar um Jogo 7 e ter chances de chegar à rodada seguinte. O próximo encontro, em Calgary, acontece na sexta-feira, e o Jogo 6, se necessário, será no domingo.
A noite de segunda-feira (15) trouxe jogos intensos, com direito a duas goleadas e a primeira briga de Alex Ovechkin desde 2010.
Bruins 2, Maple Leafs 3
A torcida dos Leafs começou a noite um pouco desanimada, já que antes do jogo foi anunciado que Kadri seria suspenso pelo restante da série. A suspensão foi uma punição por seu hit em Jake DeBrusk, podendo chegar em até 05 jogos caso tenha jogo 7.
Iniciada a partida em Toronto, os dois goleiros tiveram muito trabalho e fizeram defesas difíceis, e o primeiro período terminou sem gols. No segundo, Trevor Moore marcou seu primeiro gol dos playoffs, colocando os Leafs na frente. Logo depois, Krejci empatou para o time de Boston.
No power play, Auston Matthews marcou pela primeira vez na série, dando a vantagem aos canadenses mais uma vez. O sueco Andreas Johnsson foi outro que se aproveitou da vantagem numérica para marcar o terceiro gol de Toronto, que acabou por ser o da vitória.
Antes do segundo período acabar, Charlie Coyle descontou para os Bruins e colocou seu time de volta no jogo.
No terceiro período as duas equipes continuaram pressionando e fazendo seus goleiros trabalharem, incluindo uma defesa incrível de Andersen em uma tentativa de Jake DeBrusk, quando Boston chegou próximo de empatar a partida.
O destaque dos últimos segundos de jogo foi Mitch Marner, que bloqueou as duas últimas tentativas do adversário, impedindo um eventual OT. O winger dos Leafs tem sido um dos principais jogadores do time nestes playoffs.
Liderando a série por 2-1, os Leafs recebem os Bruins novamente na quarta-feira (17).
Capitals 0, Hurricanes 5
A atmosfera em Raleigh era elétrica, e não tinha como ser diferente, já que os Hurricanes estavam jogando seu primeiro jogo de playoff em casa desde 2009.
A partida já começou intensa, com Washington e Carolina tendo várias chances e seus goleiros mantendo o placar zerado. Mas na metade do primeiro período Foegele venceu Holtby e marcou o primeiro gol dos Canes. Antes do período acabar o arqueiro canadense ainda fez uma defesa magistral em Martinook.
Mas o clima no gelo esquentou rapidamente, e o novato Svechnikov e o veteraníssimo Ovechkin se estranharam e partiram para os socos. O jovem russo acabou sendo nocauteado pelo rival, na primeira briga de Ovi desde 2010, e deixou a partida machucado.
Já no segundo período, Foegele marcou seu segundo da partida, assistido por Aho e Teravainen em um tic tac toe incrível. Em seguida, Dougie Hamilton aumentou a vantagem do time da casa durante o power play. Ainda no segundo, Foegele quase marcou um hat trick, sendo negado por Holtby, que fez defesas difíceis durante todo o jogo.
Iniciado o terceiro período, Hamilton fez outro gol, também no power play. Além disso, nos últimos minutos da partida Brock McGinn fechou a conta para o time da casa, finalizando a goleada em 5-0.
Ao final Carolina teve 45 tiros ao gol contra apenas 18 dos atuais campeões. Além de Svechnikov, Ferland também deixou o jogo machucado, duas baixas significativas para os Hurricanes.
O próximo jogo da série acontecerá na quinta-feira (18), quando os Canes tentarão empatar a série contra os Caps.
Predators 3, Stars 2
Com a série empatada, a partida entre os dois times da Divisão Central prometia ser emocionante. Ela já começou com os Stars pressionando muito e o goleiro dos Predators, Pekka Rinne, fechando o gol.
Além disso, o novato Miro Heiskanen mostrou porque é um dos destaques da equipe do Texas, tendo forçado Rinne a fazer defesas difíceis.
Já no segundo período, Rocco Grimaldi abriu o placar para a equipe visitante. Logo depois uma tentativa de Radulov, que de início parecia ter entrado, acabou anulada pela arbitragem.
Mesmo no 5-on-3, Dallas não conseguiu converter. Logo depois, em uma jogadaça de Bonino com Forsberg, os Preds marcaram. No final do período o time da casa conseguiu diminuir o déficit, em um gol de Zuccarello, assistindo por Seguin.
No terceiro período o center canadense empatou, com assistência de Jamie Benn, levando a torcida à loucura. Em seguida, Pekka Rinne fez uma defesa incrível num tiro de Benn, impedindo que os Stars virassem o jogo.
O gol decisivo veio de Mikael Granlund, aquisição de Nashville na trade deadline, que deu a vitória aos visitantes.
Os Stars tentarão empatar a série na quarta-feira (17), quando jogam contra os Preds novamente em Dallas.
Flames 2, Aavalanche 6
A batalha de gelo e fogo continua na série entre Calgary Flames e Colorado Avalanche, empatada em 1-1. Com as atenções voltadas para Denver na estreia profissional de Cale Makar, Colorado abriu vantagem sobre Calgary.
O time da casa começou com muita energia, e MacKinnon marcou duas vezes no power play. Makar, ganhador do Hobey Baker deste ano, marcou seu primeiro gol profissional, mostrando que será uma adição importante aos Avs.
Em contrapartida, os visitantes se mostraram completamente sem vida, e não conseguiram responder no período, tendo apenas contabilizado três penalidades.
Iniciado o segundo, Matt Nieto ampliou para os Avs com um short-handed goal. Em seguida, Sam Bennett diminui para os Flames no power play. Para finalizar o período, Mikko Rantanen fez o quinto gol de Colorado.
Já o terceiro período foi marcado pelas doze (!) penalidades cometidas pelos dois times. Além disso, o defensor Erik Johnson marcou para os Avs, enquanto TJ Brodie fez o mesmo para os Flames.
Os Avs lideram a série e recebem os Flames na próxima quarta-feira (17).