Autor: Jessica Nascimento

  • Sidney Crosby: de lesões ao contrato “eterno” com os Pens

    Sidney Crosby: de lesões ao contrato “eterno” com os Pens

    Nascer no Canadá e jogar hockey é quase um sinônimo. Para Sidney Crosby não foi diferente. O capitão do Pittsburgh Penguins tem jogado hockey por toda a sua vida, sendo considerado um prodígio desde que calçou os patins pela primeira vez. Esse destaque lhe rendeu muitas coisas, dentre ela seus dois apelidos: Sid the Kid e The Next One. Os anos passaram e Crosby continuou a se destacar no gelo, lhe proporcionando ser a primeira escolha no draft de 2005. 

    Sua estréia na NHL aconteceu no dia 5 de outubro daquele mesmo ano. Pouco mais de dois meses depois Sidney se destaca novamente, desta vez sendo nomeado capitão assistente no dia 15 de dezembro de 2005. Esse fato, foi o  início do que seria anos de críticas como o “queridinho da NHL” e sua rivalidade com Alex Ovechkin. 

    Ganhador de três Stanley Cups, uma em 2009 e as outras duas em 2016 e 2017, Crosby coleciona recordes e prêmios durante a sua carreira na NHL. Porém, nem tudo são flores em sua carreira. Conhecido pelo grande desempenho no gelo, Sidney tem sido alvo de hits e brigas desde o início, fazendo com que sua lista de lesões seja tão extensa quanto a de recordes. 

    Entretanto, a temporada 2011-12 trouxe ainda mais evidência para essa lista tão preocupante que marcou para sempre em sua história. Em apenas um ano, o jogador sofreu três concussões que colocou a sua carreira em risco. Enquanto o ano de 2011 foi conturbado para a sua saúde o ano de 2012 foi a volta por cima. Em poucos meses o jogador conseguiu além de mostrar um excelente potencial no gelo também garantir uma extensão de contrato para mais 12 anos.

    O começo de tudo

    O ano de 2011 já começou agitado para Sidney Crosby. No dia 1° de janeiro o jogador sofreu uma concussão, e a partir daí o ano se tornou conturbado para a saúde do jogador. Menos de uma semana depois, Crosby  sofreu uma segunda concussão e, desta vez, se afastando indeterminadamente. Os meses se passaram, no entanto a recuperação do jogador não progrediu muito. Mesmo após mais de seis meses depois, Sid ainda sofria com os sintomas. Chegou ao ponto da mídia especular uma possível aposentadoria e o fim de uma carreira que ainda prometia muito.

    Com relatórios constantes e muitas visitas a especialistas, após sofrer com os sintomas por quase 9 meses, o jogador ainda não tinha previsão de quando retornaria ao gelo. Colocando em dúvida se iria ou não estar treinando com o time em setembro e até mesmo se participaria da temporada seguinte.

    Durante o training camp, o canadense compareceu aos treinos com seus companheiros de equipe. No entanto ainda não possuía a liberação para o treino de contato. Tudo continuava muito incerto. Em outubro, apesar de ainda não estar totalmente liberado para os treinos, o jogador entrou para a escalação como injured reserve. Assim, dando a entender que poderia voltar a qualquer momento. 

    No dia 13 de outubro veio uma notícia boa: o jogador estava enfim liberado para estar participando 100% dos treinos porém ainda permaneceria um bom tempo sem brilhar no gelo. Até que o dia tão aguardado por ele e seus fãs chegaram, “Sid the Kid” estava de volta e dando um show. No dia 21 de novembro de 2011 em uma partida contra o New York Islanders o jogador brilhou no gelo. Com dois gols e duas assistências Crosby mostrou o que faz de melhor e que os 10 meses parados não iam interferir em seu rendimento. 

    Infelizmente, apenas alguns jogos depois, o jogador sofreu outro golpe e precisou ser afastado novamente. Conquistando 12 pontos em oito jogos, o ano acabou com Crosby na lista de jogadores lesionados novamente. 

    A volta por cima

    O capitão dos Penguins permaneceu afastado por mais alguns meses, tomando a decisão que só retornaria ao gelo quando estivesse 100% saudável. Sua volta aconteceu no dia 15 de março de 2012 em uma partida disputada contra o New York Rangers. Mesmo tanto tempo parado, Crosby marcou uma assistência na vitória do Pens por 5 a 2. Dessa forma, esse jogo marcava seu retorno definitivo pelo resto da temporada. 

    Em 2011-12 Crosby participou de apenas 22 jogos na temporada regular, menos da metade do que costuma jogar. Metade até mesmo do que jogou na temporada anterior, que foram 41 jogos durante a temporada regular. No entanto, mesmo com poucos jogos, Sid marcou oito gols e 29 assistências somando 37 pontos, incluindo seu 600º ponto na carreira. 

    Ainda em 2012 os Penguins conquistaram uma vaga nos playoffs, no entanto foram eliminados pelo Philadelphia Flyers num jogo 6 ainda no primeiro round. Porém nem tudo era motivo de tristeza. Poucos meses depois, durante a intertemporada, para a alegria dos fãs, Crosby assinou uma extensão de seu contrato com o time de Pittsburgh. Em seu novo contrato, Sidney solidifica seu lugar nos Penguins até o final de 2024-25 quando terá 37 anos. 

    Como o bom supersticioso que é, o jogador decidiu manter seu teto salarial anual de 8,7 milhões de dólares. Desta forma, Crosby irá receber 104,4 milhões de dólares pelos 12 anos com a equipe. O fato de manter seu teto salarial foi muito bem visto já que isso possibilita seu time  assinar com outros jogadores com salários altos também.  

    A temporada seguinte seria promissora para o canadense, no entanto a Liga entrou em um lockout em 15 de setembro de 2012 e o mesmo só chegou ao fim em janeiro de 2013. Durante os 119 dias de bloqueio, Crosby participou de diversas reuniões entre os proprietários da NHL e a NHLPA (National Hockey League Players Association). Além de ter continuado a treinar e ter participado de jogos de exibição abertos ao público com outros jogadores que não foram jogar na Europa. 

    Crosby e suas lesões

    Sidney Crosby é o que muitos consideram um jogador completo. Ainda hoje, o capitão dos Penguins continua sendo um jogador de destaque na equipe, dessa forma, continua sendo um alvo de hits pesados no gelo.  No documentário “Ice Guardians” lançado em 2016, estima-se que Crosby seja o jogador que mais sofreu lesões na carreira. Inclusive, em um único ano ele sofreu mais lesões que o Wayne Gretzky sofreu em toda a sua carreira. 

    O fato de Crosby ter assinado um contrato mesmo após um ano praticamente parado não foi de surpresa para ninguém. Isso porque todos sabiam que os Penguins fariam o possível para segura-lo no time afinal, o que “Sid the Kid” representa no gelo é o que os times mais temem: um jogador que marca gols e faz assistências de maneira única. Infelizmente, para ele, todo esse sucesso no gelo tem cobrado um preço enorme de sua saúde. Apesar de não ter sofrido com sintomas das concussões igual sofreu em 2011, o jogador tem uma ficha médica bastante considerável. 

    Por isso, seu histórico colabora ao questionarmos: até que ponto é esporte e onde começa a brutalidade desnecessária? O canadense é só mais um nas estatísticas de jogadores lesionados e que levará sequelas disso pelo resto da vida. A NHL até penaliza alguns desses hits e brigas, no entanto, somente isso não é necessário para que essa brutalidade extrema chegue ao fim.  

    Com outras inúmeras concussões e lesões no joelho principalmente, muitos levantaram a hipótese se Sidney Crosby continuaria sua carreira após seu aniversário de 30 anos. Afinal será uma lesão que colocará um fim na carreira do jogador ou ele conseguirá se aposentar enquanto estiver saudável? 

    Foto: Reprodução / cbc.ca

  • Mundo do hockey se une na prevenção da COVID-19

    Mundo do hockey se une na prevenção da COVID-19

    O mundo está passando por um dos seus piores momentos com a Covid-19. O vírus que assola a humanidade tem atingido todos independente de raça, sexo e até mesmo situação financeira. Pessoas do mundo todo tem lutado contra algo invisível. Hospitais lotados e ruas vazias. Países tem precisado se desdobrar para dar conta de ajudar todos. Infelizmente, isso não é possível, e então a comunidade como um todo precisa se unir e ajudar. É preciso colocar a mão na consciência e não pensar só em si mesmo, afinal, não sabemos o dia de amanhã e muito menos se iremos conseguir passar por tudo isso sem perdas maiores e mais próximas de nós.

    No mundo do hockey as coisas não andam diferentes. Os jogos foram cancelados, funcionários tiveram seus salários cortados ou foram até mesmo demitidos e a temporada 2019-20 está pausada por tempo indeterminado. Ainda não se sabe quando tudo irá voltar ao normal e nem como isso será.

    E é exatamente nesse momento que vemos o hockey ser muito mais que um esporte, muito mais que homens sob o gelo indo atrás de um puck. Homens esses que ganham milhões e não serão atingidos financeiramente como aqueles que dependem de salário em salário para viver. Muitos desses homens inclusive entendem seus privilégios e tem doado dinheiro por causas maiores, seja para ajudar com o salário de outras pessoas ou até mesmo em suplementos para hospitais. Muitos tem ajudado como podem, apesar de às vezes nem parecer muito. No entanto enquanto alguns se solidarizam, outros têm fechado os olhos para as comunidades em que vivem, não se juntando as causas e vivendo em seus mundinhos privilegiados como se a humanidade não estivesse passando por algo tão sério. 

    Uma pandemia que não somente mata as pessoas com a doença, mas que tem quebrado países e empresas. Um momento histórico tem adiado e até mesmo cancelado eventos. 

    Com o mundo precisando de apoio diversos jogadores, times e empresas parceiras têm procurado formas de ajudar suas comunidades. Seja doando máscaras N95 ou oferecendo refeições em restaurantes, o mundo do hockey se uniu e tem mostrado o seu apoio na luta contra o vírus. Desde o início da quarentena em março temos visto mobilizações das mais diversas formas e jeitos. Para manter vocês por dentro de tudo que aconteceu o NHeLas fez uma retrospectiva dessa mobilização.  

    A união faz a força

    • 14/03: Alguns jogadores se uniram para leiloar objetos autografados em parceria com uma organização sem fins lucrativos. Entre eles  estão John Klingberg do Dallas Stars e Jonathan Huberdeau do Florida Panthers. Ambos, assim como outros, doaram jerseys autografadas para o Center for Disaster Philanthropy para ajudar na pesquisa para o Covid-19. A lista completa de jogadores com as ofertas se encontra aqui.
    • 14/03: O Staples Center, lar dos Los Angeles Kings, doou cerca de 3 mil toneladas de alimentos que seriam utilizados em suas instalações para os eventos que estavam agendados. A arena que já costuma doar o que sobra para uma organização sem fim lucrativo que alimenta pessoas em situação de rua, decidiu ajudar o mesmo local. No entanto esse não poderia receber todos os suplementos e indicou o Los Angeles Men’s Mission e Los Angeles Mission que juntos preparam 3.500 refeições por dia.
    • 19/03: Os times Vancouver Canucks, Pittsburgh Penguins, Carolina Hurricanes e Minnesota Wild decidiram seguir o exemplo do Staples Center e também doaram alimentos não utilizados para organizações sem fins lucrativos de suas respectivas cidades.
    • 19/03: Ainda na mesma semana, as equipes Montreal Canadiens, Tampa Bay Lightning e Ilitch Companies, proprietária do Detroit Red Wings, também anunciaram doações dos alimentos não utilizados nas arenas. Enquanto os Canadiens e o Tampa Bay doaram alimentos e bebidas para as organizações sem fins lucrativos de suas regiões, a Ilitch fez uma parceria com a Forgotten Harvest, onde além dos alimentos foram doados 6 mil lenços desinfetantes e 6 mil luvas descartáveis. 

    • 19/03: O goleiro do Washington Capitals, Braden Holtby, e a sua esposa fizeram uma doação mais pessoal. O casal doou 25 mil dólares ao Capital Area Food Bank e iniciou uma campanha online com o objetivo de arrecadar 10 mil dólares para o mês de abril. Posteriormente ao atingir a meta no início de abril o casal decidiu doar mais 25 mil dólares para a causa.
    • 20/03: O GM John Chayka e o presidente e CEO Ahron Cohen, do Arizona Coyotes, se uniram ao governador Doug Ducey para ajudar no St. Mary’s Food Bank em Phoenix. Eles ajudaram a empacotar kits de emergência que foram doados para os necessitados. No final de Março eles anunciaram a doação de 20% de seus salários dos próximos meses. Desta vez as doações foram destinadas ao Arizona Coronavirus Relief Fund e outras organizações que trabalham no combate ao vírus. 
    • 25/03: Em um anúncio feito pelo capitão Steven Stamkos, o Tampa Bay Lightning em conjunto com seus jogadores doou 500 mil refeições para o Feeding Tampa Bay e o Metropolitan Ministries.

    • 25/03: O goleiro Henrik Lundqvist, do New York Rangers, junto com sua esposa, anunciaram uma doação de 100 mil dólares através de sua Fundação. Os fundos foram encaminhados para o Food Bank da cidade de New York e ajudarão na produção de 68 mil refeições para oito mil crianças e suas famílias.
    • 25/03: A Pengula Sports & Entertainment em parceria com as fundações do Buffalo Sabres e o Buffalo Bills da NFL anunciou a doação de pelo menos 1,2 milhões de dólares. Uma parte do dinheiro foi destinado ao Western New York Covid-19 Community Response Fund e uma outra parcela irá para o FeedMore WNY e Rural Outreach Center em East Aurora. O restante da quantia foi direcionado para suporte dos hospitais e seus funcionários. 
    • 27/03: A Brian’s Custom Sports, fabricante de roupa para goleiros decidiu ajudar de forma diferente. A empresa anunciou a confecção de suplementos hospitalares, tais como as roupas utilizadas pelos médicos.
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    • 28/03: O jogador do Montreal Canadiens, Jeff Petry, e sua esposa decidiram se inspirar no jogador da NFL Matthew Stafford. O casal abriu uma conta em dois restaurantes no valor de 2.500 dólares para que os funcionários dos hospitais da região pudessem fazer suas refeições. 
    • 28/03: Uma das principais fabricantes de equipamento de hockey também decidiu inovar e fazer a sua parte. A Bauer Hockey anunciou a fabricação de máscaras profissionais para os médicos que estão tratando os pacientes com o vírus.

    • 28/03: A Budweiser Canadá, parceira da NHL anunciou uma doação de 500 mil dólares para a Cruz Vermelha Canadense. A Labatt Breweries of Canada, empresa responsável pela Budweiser, também anunciou que várias cervejarias passaram a fabricar álcool 70% (hand sanitizer) para distribuir 50 mil garrafas ao Food Bank Canada.
    • 31/03: Os parceiros administrativos do New Jersey Devils, o Harris Blitzer Sports and Entertainment também estão apoiando a causa. Eles doaram uma quantia de seis dígitos para ajudar a Health Emergency Response Fund da RWJBarnabas. A doação ajudará a fornecer equipamento para mais de 35 mil funcionários da área da saúde. Além disso, a empresa que também é proprietária do Prudential Center irá doar mais de 10 mil luvas. Nas doações estão inclusos também 7 mil frascos de álcool 70% e produtos de higiene e limpeza. Porém a ajuda não para por aí, a empresa fez uma parceria com o escritório do prefeito para a doação de gift-cards  para os moradores e também se comprometeu com doações para a cidade da Filadélfia.
    • 01/04: O capitão Jack Eichel, do Buffalo Sabres, também fez a sua parte. Através de sua rede social o jogador anunciou a doação de 5 mil máscaras de EPI em conjunto com a Bauer Hockey. A doação foi destinada para os hospitais do Oeste de New York.

    https://twitter.com/Jackeichel15/status/1245467649653583874
    • 02/04: O goleiro Sergei Bobrovsky, do Florida Panthers, o forward Artemi Panarin, do New York Rangers e o goleiro Semyon Varlamov, do New York Islanders, se uniram e organizaram doações de máscaras N95. Bobrovsky com a ajuda do Florida Panthers Foundation doou 1.500 máscaras para os hospitais do Sul da Flórida. Enquanto Panarin, que está em sua primeira temporada em NY, doou 1.500 máscaras para o Hospital for Special Surgery e Varlamov se uniu aos seus colegas de time e juntos doaram 3.000 máscaras para o Northwell Health Foundation em Long Island.

    • 03/04: O Groupe CH, proprietário do Montreal Canadiens e seu time afiliado na AHL o Laval Rockets se uniu ao La Tablee des Chefs, uma instituição de caridade em Quebec, para juntos alimentarem pessoas necessitadas. A instituição e seus parceiros já fazem trabalhos não somente alimentando quem necessita mas também ajudando jovens a se tornarem chefs. Estima-se que juntos eles consigam preparar 100 mil refeições até o final de junho. Para isso será utilizada também as instalações do Bell Center. Essa é a segunda ação do Groupe CH que no dia 17 de março doaram cerca de 6 toneladas de alimento que haviam sidos encomendados para os eventos na arena.
    • 05/04: A medalhista olímpica e atual estudante de medicina Hayley Wickenheiser, usou a sua rede social para arrecadar EPIs para os hospitais. Através de seu pedido o ator Ryan Reynolds efetuou uma doação e a Canadian Tire, parceira da NHL também. A empresa que ao todo doou 5 milhões de dólares, dividiu a sua doação em compras de equipamentos médicos e organizações que lutam no combate ao vírus.
    • 06/04: O Vegas Golden Knights optou por ajudar de forma diferente. Os jogadores em conjunto com os funcionários do time e a Golden Knights Foundation doaram mais de 7.500 refeições. Essas doações foram destinadas aos médicos, enfermeiros e funcionários dos hospitais da região. A equipe também anunciou a doação de um milhão de dólares para o Covid-19 Response, Relief and Recovery Task Force. 

    • 08/04: A CCM Hockey em conjunto com 24 jogadores doaram 500 mil máscaras cirúrgicas para alguns hospitais no Canadá. Entre esses jogadores estão as estrelas da NHL: Sidney Crosby, Alex Ovechkin, Mat Barzal, Miro Heiskanen e Nathan MacKinnon, assim como algumas estrelas do hockey feminino, entre eles Brianna Decker e Kendall Coyne-Schofield. A doação que deve chegar aos hospitais ainda esse mês está dependendo somente dos insumos ficarem prontos. 

    • 08/04: O Florida Panthers decidiu unir o útil ao agradável e teve uma idéia um tanto diferente. O time criou o “Territorial Trot Virtual 5K”, onde os fãs poderão se cadastrar com uma doação de 10 dólares e competir entre os dias 17 e 20 de abril. Todo o dinheiro arrecadado será encaminhado para a Panthers Foundation e ajudará no combate ao Covid-19. O site também está aceitando outras quantias de doação e o doador ainda pode se inscrever pra receber um puck misterioso autografado. 
    • 09/04: Os jogadores do Edmonton Oilers se uniram para doar 100 mil dólares ao Oilers Entertainment Group. A doação será destinada ao suporte do tratamento do vírus localmente e em Alberta.
    • 13/04: Os proprietários do Chicago Blackhawks e Chicago Bulls abriram as portas do United Center, lar de seus times, para se transformar em centro de logística para recebimento e armazenamento das doações de alimentos e EPIs. 
    • 13/04: A CCM fez um novo anúncio, desta vez a empresa usará a sua fábrica em Montreal para a fabricação de equipamentos individuais de proteção para os profissionais de saúde. A estimativa é que possam ser fabricados cerca de 150 por dia.

    • 13/04: O Anaheim Ducks também anunciou doações de refeições. O time em conjunto dos seus parceiros doará 200 refeições por dia para os profissionais do UCI Medical Center. Não somente isso, a equipe comprará essas refeições de restaurantes locais para ajudar na crise econômica.
    • 13/04: O Ottawa Senators também tem olhado para a sua comunidade. Com a escassez enfrentada pelos hospitais de Ontário, o time iniciou uma campanha de arrecadação. A campanha nomeada de “Shielding Heroes” tem o objetivo de arrecadar 500 mil dólares que serão destinados para a fabricação de EPIs. A Ottawa Senators Foundation em colaboração com a HP Canadá e o LEO Lab fabricarão  esses EPIs. O LEO Lab produzirá cerca de 3.500 unidades por semana usando uma impressora 3D da HP e as mesmas serão doadas para os hospitais da região. 
    • 14/04: A equipe de Seattle ainda nem começou a sua primeira temporada mas já pensa em sua comunidade. O time em conjunto com o Oak View Group doou um milhão de dólares para ajudar no combate da pandemia. Deste valor, 800 mil foram encaminhados para o United Way of King County’s Community Relief Fund. Os 200 mil restantes serão distribuídos para organizações sem fins lucrativos. 

    Foto: Reprodução/unitedcenter.com

  • Entrevista: Thiago Simões

    Entrevista: Thiago Simões

    Hockey na ESPN Brasil já é uma coisa comum para nós. Aguardamos semanas até o jogo do nosso time ser transmitido e, quando acontece, não perdemos a chance de assistir. Entretanto, as transmissões na TV como temos hoje nem sempre existiu. 

    Em 2010, a ESPN Brasil anunciou a volta do hockey para a grade. Pela primeira vez em 6 anos, o esporte voltava à programação da emissora. Isso porque após a Final da Stanley Cup entre Tampa Bay Lightning e Calgary Flames em 2003-04, quando o time da Flórida conquistou a taça, a Liga entrou em lockout, que durou a temporada inteira. Por coincidência ou não, aquela também foi a última temporada transmitida pela ESPN no Brasil.

    Após este hiato que deixou o telespectador brasileiro órfão do esporte, a temporada 2010-11 chegou para ser transmitida no Brasil. Porém, o esporte só ganhou destaque durante os playoffs, quando os jogos ficam mais competitivos e mais atrativos para os torcedores nacionais. 

    Naquele ano, a final da Stanley Cup foi disputada entre Boston Bruins e Vancouver Canucks, que teve o time de Boston como o grande campeão. Com o destaque que a ESPN Brasil deu para a competição, muitos fãs do hockey aqui no Brasil tiveram a oportunidade de conhecer nosso amado esporte e acompanhar a sua primeira final do campeonato.

    O NHeLas decidiu homenagear as transmissões no canal como parte do 10 for 10 de março, mês em que celebramos e relembramos o ano de 2011.

    Batemos um papo com o Thiago Simões, da ESPN Brasil, que nos contou um pouco da experiência de trabalhar com o hockey no canal e sua relação com o esporte.

    Thiago é jornalista esportivo e, assim como nós, fã de hockey. Ele tem sido um dos defensores da modalidade aqui no Brasil, enxergando o potencial que nosso país tem de atrair cada vez mais fãs para o esporte. Atualmente ele é comentarista na emissora e tem um canal no youtube no qual fala sobre esportes e games.  

    (A transcrição foi editada para maior clareza)

    Antes da estréia no final de 2010, a última transmissão de jogos no Brasil tinha sido a final da Stanley Cup da temporada 2003-04. Como foi passar a transmitir a NHL após tantos anos?

    Para mim foi sensacional, porque eu era um espectador. Eu gravava os jogos na década de 1990, tenho muitos jogos gravados em fitas. Inclusive preciso encontrar essas fitas para transformar tudo em meio digital, né? Mas foi uma sensação maravilhosa, porque além de jornalista, sempre gostei de hockey. As pessoas achavam que eu era louco (por) gostar de hockey. Hoje eu provo totalmente o contrário, é um dos motivos do meu ganha pão.

    Como surgiu o interesse da emissora para passar a transmitir os jogos?

    Não faço ideia, acho que só a televisão vai conseguir responder isso para vocês. Mas o que eu escuto hoje em dia, e que pesa bastante, é o fato da gente ter os quatro (grandes) esportes americanos. É o que enriquece a marca ESPN. Mas não é o posicionamento da empresa, esse é um posicionamento meu. 

    Como aconteciam as transmissões no início?

    As transmissões no início eram um pouco mais simples. De certa forma, existia uma produção muito grande por trás de tudo isso, mas não eram muito diferentes do que a gente encontra hoje em dia. Não tem uma grande diferença. A transmissão no início era um pouco mais crua, a gente não sabia como lidar com o espectador.

    Hoje em dia, a gente já sabe como lidar um pouco mais com o espectador, principalmente o que eles estão afim de escutar. É lógico que a gente tem que manter sempre a didática, acho que isso é muito importante para que as pessoas possam cada vez mais conhecer o hockey. 

    Muitos fãs pediam para as transmissões voltassem ao ar. Como foi enfim atender aos pedidos? 

    No começo, o pessoal ficou bem feliz. A gente tinha um “Mural ESPN”, (na época) não existia redes sociais da forma que é hoje. Até existia rede social, mas o pessoal usava muito o “Mural ESPN”. O pessoal gostava muito, ficava feliz.

    O hockey não é um esporte tão difundido aqui no Brasil, é um esporte muito de nicho então não eram tantas as pessoas que se pronunciavam e entravam no “Mural ESPN”.

    Os playoffs daquele ano ganharam destaque. Como foi essa cobertura? 

    Foi espetacular! A oportunidade de fazer uma primeira final de Stanley Cup. A gente ainda (está) em busca de fazer in loco, quem sabe um dia isso possa acontecer. Não dá pra descrever, eu me emocionei muito, chorei pra caramba. O Ari (Aguiar) também chorou, foi espetacular, sem palavras.

    Tem alguma história curiosa sobre aqueles playoffs?

    Eu não vou lembrar de cabeça, teria que dar uma pesquisada, mas com certeza passar as madrugadas, às vezes passando prorrogações infinitas, sem saber a hora em que ia acabar, era sensacional.

    A gente ficava desesperado, ao mesmo tempo a gente queria que o jogo continuasse, a gente queria que o jogo acabasse. Porque é muito desgastante, a pessoa acha que é simplesmente sentar lá e falar e não é só isso. É muito desgastante para o psicológico ficar duas horas sentado. Imagina no hockey que são pelo menos 2h30 a 3h, numa prorrogação, num jogo totalmente emotivo, que você tem que passar esse tipo de emoção para as pessoas.

    Apesar de ser transmitido há alguns anos, o esporte ainda não tem o mesmo público que as outras ligas americanas aqui no Brasil. Quais as dificuldades enfrentadas no início e os obstáculos que ainda existem?

    Bom, a grande dificuldade eu acho que fica principalmente por ser um esporte de uma cultura totalmente diferente. A gente não tem a mesma cultura de andar sobre patins no gelo. Jogar hockey não é uma coisa comum aqui. Mas aí as pessoas vem me falar “ah, mas o futebol americano também não é praticado aqui.” Sim, mas com uma bola e um parque você consegue jogar futebol americano. Você consegue jogar futebol americano com o seu filho, eu fiz isso, eu estou fazendo nesses dias de quarentena aqui dentro de casa, aqui no corredor a gente fica jogando bola um pro outro.

    No hockey não dá para fazer isso. Você precisa ter um local específico para isso. Eu acho que a dificuldade enfrentada no início era exatamente mostrar que a gente tinha vindo para ocupar um espaço importante na TV, e os obstáculos que ainda existem ficam muito relativos ao preconceito.

    O preconceito não só do pessoal de fora, mas o preconceito também que existe dentro das redações. Praticamente o que se notícia de hockey é briga, é “pontapé”. E a gente sabe que o hockey não é isso, a gente conhece o hockey, e só com tempo a gente vai conseguir mudar (esse estereótipo). Quanto mais vezes passar isso na televisão, mais vezes a gente vai mostrar que não é só briga, e mostrar que a briga é algo cultural.

    Já mostrei isso em alguns vídeos do YouTube, não é tão simples de explicar para as pessoas. Tem pessoas que não gostam de brigar, né? A gente tem que entender isso. Mas quem sabe com o tempo, porque ele tem uma aproximação muito grande com o futebol: ver quem marca mais gols. E eu acho que tem algo que se perdeu muito no futebol, que é a paixão. O hockey tem uma paixão, o jogador se dedica 100%, porque se você não se dedicar 100% você acaba se dando muito mal.

    Como você se preparou para as primeiras transmissões? Teve mudanças neste processo ao longo dos anos? 

    Eu nunca me esqueço da primeira transmissão, em que a gente acabou tendo muitas informações americanas. Temos direito aos game notes, que dá cerca de 90 páginas. Eu lembro que na minha primeira transmissão, não me pergunte qual foi o meu primeiro jogo, porque eu não vou lembrar. É uma coisa que eu deveria saber, né? Mas eu lembro que daquelas 90 páginas, eu transformei em umas 100, 150 para estudar. E aí chegou na transmissão, eu não consegui usar nada daquilo porque a gente se sente totalmente perdido, não sabe nem por onde começar.

    Então eu comecei a filtrar as informações mais importantes, e eu lembro que no início eu trazia muitas curiosidades. Porque o Diogo (Novaes) era um cara que tinha vivido nos Estados Unidos, ele tinha aquela pegada mais Paulo Antunes de conhecer o jogo em si. Eu era apenas uma pessoa que era apaixonado pelo esporte, mas que era jornalista. Então eu trazia um outro viés para transmissões. Da mesma forma que o Diogo trazia muitas informações estatísticas, eu trazia essas curiosidades, e com o passar do primeiro ano, até o segundo, cada um já mesclava um pouco de cada uma (dessas informações).

    Foi basicamente assim que começaram as transmissões de hockey. E com o Ari sempre foi muito mais fácil fazer isso, porque o Ari sempre foi uma pessoa muito aberta para a brincadeira. Com o passar do tempo, vivendo a Liga todos os dias, você acaba de uma certa forma diminuindo o número de estudo, focando no que é mais importante, mas não deixando de lado o fã de esportes que tá aprendendo sobre o hockey.

    Então a minha preocupação hoje em dia é trazer informações bem básicas. Uma metodologia que eu tento utilizar agora que é trazer informações mais básicas, brincar bastante para deixar a transmissão com entretenimento para ver se as pessoas conseguem gostar do esporte. E aí quando chega nas cabeças, final de Conferência, final de temporada, eu já entro no âmbito de estratégia, de estatística. Ou seja, eu tento focar um pouco mais no que o fã do esporte que é hardcore busca. Mas a gente tem que tomar muito cuidado com isso, porque ao trazer ali informações hardcore e complexas, você afasta as pessoas. 

    Existe algum ritual específico antes de cada transmissão? 

    Não, não tem nenhum ritual. Eu sou muito tranquilo, não tento buscar um ritual para fazer. Que eu me lembre agora não tem nada de específico, só a preparação diária. Geralmente eu estudo de manhã, quando eu acordo. E aí eu dou um respiro, e no final do dia volto a estudar de novo. Começo o estudo vendo jogos anteriores, no meio do estudo pego estatísticas e no final busco notícias mais recentes. Basicamente é isso.

    Qual a maior dificuldade que você tem ao se preparar para cada jogo?

    A maior dificuldade é estar 100% saudável. Quantas vezes a gente já esteve com febre, não esteve com um bom humor e tinha que trazer alegria, né? Porque a gente vende um sonho e às vezes a gente não tá 100% mentalmente, 100% fisicamente. Eu acho que esse é o grande desafio. Às vezes porque a pessoa enxerga a gente na televisão e acha que a gente é aquilo. Mas não, eu sou pai, tenho um filho. O Ari tem família dele, tem as preocupações extras dele. Não cabe aqui falar quais são, mas a gente tem nossas preocupações e, infelizmente, as pessoas deixam isso de lado e acreditam que a gente é exatamente aquilo que aparece.

    Eu principalmente, tento ser a mesma pessoa em todos os ambientes. As meninas (do NHeLas) me conhecem muito bem e elas sabem quem eu sou naturalmente. Eu tento ser da mesma forma no ar, e o Ari também é assim. Mas às vezes não é fácil. Quantas vezes a gente não tem uma dificuldade para fazer uma transmissão por causa de um problema extra? Mas a gente tem que fazer tudo no nosso melhor. A gente recebe para isso, mas é não é nada fácil.

    A liga possui 31 times, como é decidido quais partidas serão transmitidas?

    Eu sento com o responsável pela programação todo mês, a gente recebe uma lista dos jogos que tem disponível, e definimos quais serão. Como é que é feito isso? Você imagina ter que prever qual é o jogo melhor para daqui um mês? Não é nada fácil, né? A gente tem que levar em consideração o posicionamento dos times na tabela. Além disso, como a gente não tem tanta audiência, ficamos refém dos horários disponíveis. 

    Então, como é que funciona: essa semana a gente tem disponibilidade de horário terça-feira às 9 horas da noite, quinta-feira às 10 horas da noite e sábado às 6 horas da noite. A gente tem que saber quais são os melhores jogos que se encaixam nesse horário, e então utilizamos a premissa de quais times estão melhores qualificados e, na segunda forma de analisar, caso não tenha muitos jogos bons, a gente tenta pegar os times mais tradicionais. 

    Às vezes a pessoa reclama “ah, eu não tô vendo o Los Angeles Kings na televisão”. Cara, tem que conciliar… O horário dentro desses horários descritos tem o Los Angeles Kings? Não. O time tá bem? Não. Então fica difícil a gente transmitir o Los Angeles Kings hoje em dia. Da mesma forma que fica difícil a gente transmitir o Detroit Red Wings, porque quanto melhores os jogos que a gente tiver na televisão, melhor pode ser a nossa audiência, e melhor a forma do fã de esporte gostar do esporte.

    Não adianta trazer um jogo dos últimos colocados e ver aquele jogo horroroso. O cara que nunca viu hockey e colocou ali pela primeira vez dançou. É lógico que não existe uma lógica de qual jogo vai ser bom ou ruim. Mas a tendência de você ter um jogo melhor entre equipes que estão melhor na competição é muito maior. Então a gente parte dessa premissa.

    Hoje em dia existe um público bem variado que acompanha o esporte. Como você enxerga a evolução do público do hockey aqui no Brasil?

    Eu acho que a evolução ainda não é grande. Eu luto diariamente nas transmissões, bato de frente com todo mundo na TV para tentar ter espaço. A gente sabe que não é nada fácil. Mas a gente vê uma movimentação muito grande, principalmente de pessoas como vocês, de perfis de hockey. Isso é muito importante para você gerar o engajamento. Mas eu confesso que ultimamente tenho visto muito engajamento de perfis, mas pouco engajamento de pessoas.

    Principalmente nas redes sociais. A gente tem que tomar cuidado também porque redes sociais não serve muito como parâmetro. Às vezes a gente tem essa noção de que rede social é o mundo, mas não. O mundo é muito maior que as redes sociais. Elas servem como um parâmetro que é o da internet, mas não como parâmetro de você julgar o que é audiência ou não.

    A internet facilitou muito a vida do torcedor. Você acha que isso influenciou no aumento do público de 2010 para o público de hoje?

    Com certeza, tanto para o bem como para o mal, né? Porque as pessoas acabam indo buscar mais informações, informações mais coerentes, mas também acabam tendo a opinião delas. E às vezes acabam ultrapassando o limite do respeito, mas isso faz parte das redes sociais.

    Pode ter certeza que influenciou sim o conhecimento. Não digo que fez aumentar o público, porque quem tem interesse vai atrás.

    Como é a interação dos fãs pelas redes sociais? 

    Olha, geralmente é 100% positivo. De vez em quando a gente recebe alguma crítica ou outra, né? Não dá para agradar todo mundo. Mas eu acho que de uma forma geral, o público gosta muito das nossas transmissões. E é o que a gente tenta fazer, então serve como esse parâmetro também, é um feedback para a gente.

    Durante esses últimos 10 anos de transmissão aconteceram muitas finais memoráveis. Qual final foi a mais emocionante?

    Olha, eu acho que todas as finais foram emocionantes. É muito difícil separar uma, pra mim. Eu acho que o dia que o Colorado chegar na final vai ser memorável. Mas eu guardo na mente duas finais.

    Em 2014-15, quando a gente teve (Tampa Bay Lightning) e Chicago Blackhawks foi o ano do nascimento do meu filho, que nasceu em abril. Então vocês imaginam abril, maio e junho como é que foi a minha vida? As vezes eu chegava 2h, 3h da manhã e não conseguia dormir porque tinha que ajudar minha esposa a cuidar do filho. Por mais que ele quisesse só a mãe eu tinha que dar um suporte, então não foi nada fácil pra mim. A grande decisão foi um grande alívio. Foi um ano em que eu chorei muito na Final, eu sou meio chorão mesmo. Foi um ano muito especial por mais uma conquista na minha vida, mas ao mesmo tempo foi uma temporada muito dura porque eu precisei de uma força sobrenatural. 

    E, quando surgiu a temporada 2015-16, talvez tenha sido a que eu mais me emocionei. A final foi um entre Pittsburgh Penguins e San Jose Sharks, porque foi um ano muito complicado para mim, que eu praticamente abandonei as transmissões pra cuidar da minha saúde mental, não foi nada fácil. Não sei como eu ia trabalhar, não sei. O pessoal me deu muita força na época, o Ari principalmente e minha esposa também. Foi uma final que parecia que eu tinha jogado e conquistado o título.

    Porque com saúde mental não se brinca, e até faço um pedido aqui: tomem cuidado, preparem-se para qualquer problema, busquem terapia, busquem psiquiatra. Porque não é brincadeira não, foi um ano bem complexo para mim por causa disso. Então isso fica na história porque serviu de todas as formas para eu evoluir como ser humano, principalmente a minha parte espiritual. E ter conseguido de uma certa forma vencer esse grande desafio, que foi esse problema fora do meu trabalho.

    Graças a Deus hoje estou muito bem, continuamos a luta e, quem sabe, logo logo a gente vai estar 100% curado. Mas tudo acontece na vida uma vez e não é por acaso. Então a final de 2015-16 foi o ápice eu acho, por esse problema extra-campo, “extra-rinque”. Porque não foi nada fácil. Às vezes eu não queria sair da cama, não queria ir trabalhar, mas tinha que ir, né? E vocês me ajudaram muito também, de uma certa forma, a superar tudo isso.

    De onde surgiu o interesse pelo hockey? 

    Bom eu comecei a gostar de hockey na década de 1980. Já faz muitos anos, muitas de vocês nem era nascidas. Sou velhinho, tenho 39, daqui a pouco faço 40. Mas eu sempre gostei de hockey. Infelizmente, quando eu era garoto, eu nunca tive a oportunidade de jogar porque sempre foi um esporte elitizado, o hockey inline. Fui jogar depois de mais velho porque eu tive uma condição melhor financeira, e o que me aproximou muito do hockey foi exatamente o video game.

    O video game foi fundamental para isso, os primeiros jogos da Electronic Arts: NHL 92, 93 e 94. A 94 me marcou muito. Daí uma coisa leva a outra, transmissões da ESPN, revistas, lojas. Nós tínhamos uma loja aqui (em São Paulo), eu nunca me esqueço, no Morumbi Shopping, que vendia camisetas de hockey, de futebol americano. Inclusive eu tinha uma camiseta do Dallas Stars da Starter, comprada em 1995. Paguei uma fortuna nessa camiseta, na época era tipo 500 reais, uma coisa assim.

    Futuramente, podemos esperar jogos de outras ligas de hockey além da NHL e CHL na ESPN?

    Dando um cenário realista, eu acho muito difícil. Porque as transmissões de hockey são muito caras, hoje em dia nós pagamos para transmitir. Nós não temos uma verba que entra por causa do hockey. Mas isso pode mudar, quem sabe? De uma certa forma, como eu já disse, fortalece a marca ESPN como transmissora dos quatro esportes americanos.

    Eu acho que se o esporte crescer, com certeza nós podemos ter a possibilidade de quem sabe transmitir a Kontinental Hockey League. Talvez seja um dos meus grandes sonhos trazer o hockey russo, que é o segundo melhor hockey do mundo. Mas isso depende da audiência, a gente só vai conseguir isso se a audiência crescer. Para audiência crescer, nós dependemos de uma divulgação maior, que não é só de vocês, que é também da televisão. É um trabalho e esforço maior de todo mundo para trazer mais pessoas (para) acompanharem o hockey.

  • A polêmica salarial durante a pausa da NHL

    A polêmica salarial durante a pausa da NHL

    O novo coronavírus pegou a população mundial de surpresa. Com uma transmissão rápida, países do mundo todo começaram a tomar medidas drásticas para tentar controlar a situação.

    Com isso, a NHL e precisou também entrar em quarentena pelo bem da população e de seus jogadores. A Liga anunciou a sua pausa ainda no início do mês, deixando assim vários trabalhadores nas arenas incertos em relação aos seus salários.

    O “suspense” gerou muita polêmica e tensão no mundo do hockey. Tudo começou quando alguns times anunciaram que não iriam pagar esses salários, já que as arenas estavam fechadas e portanto sem funcionários no local.

    No entanto, os jogadores continuariam a receber seus salários, mesmo sem estar jogando. Desta maneira a situação ficou extremamente injusta já que ambos não estariam trabalhando, mas somente os jogadores não teriam seus salários cortados.  

    Não somente isso, a maioria dos donos dessas franquias são bilionários e portanto têm consições de pagar os salários desses funcionários, o que só causou mais polêmica ainda.

    Diante dessa situação, vários jogadores e fãs se mobilizaram para doar dinheiro para ajudar nos salários e assim impedir que esses funcionários sofressem financeiramente durante esse momento tão difícil para a população.  

    Pagar ou não pagar

    No início, muitos clubes ainda não haviam informado se iriam ou não pagar seus funcionários.

    Em parte essa questão sobre pagar ou não se dá porque nem todas as arenas pertencem aos donos dos times, ou se tratam de funcionários terceirizados. Nesses casos, em teoria, a empresa responsável por esses funcionários que deveria pagar os mesmos. No entanto, esperava-se dos times então pagar essas empresas mesmo sem ter utilizado os serviços deles.

    Outra questão que pesou também é que a temporada regular já estava chegando ao fim e muitos times já estavam com seus jogos contados. É o caso do Minnesota Wild, que só tinha seis jogos na agenda. 

    Caso a caso

    Até o momento da publicação desse texto, assim se posicionaram as franquias da NHL em relação ao pagamento dos trabalhadores em questão:

    Anaheim Ducks: Um dos primeiros times a se pronunciar, os proprietários dos Ducks informaram que pagarão seus funcionários até o dia 31 de março.

    Arizona Coyotes: Inicialmente, o time estava estudando a melhor solução para este momento. No dia 16 de março eles anunciaram que iriam pagar pelos jogos que estavam agendados.

    Boston Bruins: A princípio, o time não havia informado que iria pagar os funcionários, com isso os jogadores começaram então a doar dinheiro para ajudar nesses pagamentos. Brad Marchand compartilhou um GoFundMe para que mais pessoas ajudassem. Por fim no dia 21 de março o time informou que estabeleceu um fundo de 1,5 milhão de dólares para o caso dos jogos finais não serem disputados. 

    Buffalo Sabres: Ainda no início foi informado que os funcionários seriam pagos pelos jogos cancelados. Contudo, os jogos por enquanto estão suspensos e não cancelados. O time não voltou a se pronunciar sobre o assunto.

    Calgary Flames: O time informou que não pagaria os funcionários pelos eventos cancelados ou adiados, e diante desta situação os fãs decidiram então criar um GoFundMe. Através da “vaquinha”, foram arrecadados 81 mil dólares, sendo 62 mil doados por jogadores e parceiros do time. Posteriormente os proprietários mudaram de opinião e anunciaram a criação de um programa para estar fazendo os pagamentos.

    Chicago Blackhawks: Um dos primeiros a se pronunciar, os proprietários informaram que continuarão pagando seus funcionários até o fim das temporadas regulares da NHL e NBA.

    Columbus Blue Jackets: Também fazendo um anúncio ainda na primeira semana, o time se comprometeu a pagar seus funcionários pelos jogos agendados.

    Colorado Avalanche: O time se pronunciou logo no início da pausa e informou que pagaria seus funcionário por 30 dias, além de pedir que seus fornecedores e parceiros fizessem o mesmo.

    Carolina Hurricanes: Assim como os Coyotes, o time anunciou que estava estudando a melhor solução para a situação. Posteriormente eles anunciaram que irão fazer os pagamentos.

    Dallas Stars: O time não se pronunciou sobre o assunto. No entanto Mark Cuban, proprietário do Dallas Mavericks (NBA) se prontificou a pagar os funcionários da Arena e inclusive criou um programa para os mesmos. Com isso os funcionários que trabalham nos jogos dos Stars também estão inclusos. O jogador John Klingberg doou uma camisa autografada para ajudar num leilão em prol do combate à pandemia.

    Detroit Red Wings: A empresa responsável pelo time anunciou a criação de um fundo no valor de um milhão de dólares para o pagamento dos funcionários.

    Edmonton Oilers: O time informou que todos os funcionários da arena que foram afetados com a paralisação serão pagos.

    Florida Panthers: O goleiro Sergei Bobrovsky anunciou uma doação no valor de 100 mil dólares juntamente com outros jogadores que também doarão. Posteriormente o time anunciou que estará contribuindo com qualquer quantia adicional. 

    Los Angeles Kings: Assim como os Hawks, os Kings se prontificaram a pagar todos os funcionários pelo o que seria até o final da temporada regular da NHL e da NBA.

    Minnesota Wild: Com a ajuda de doações dos jogadores, o time anunciou que pagaria os funcionários de meio período pelos seis jogos restantes da temporada.

    Montreal Canandiens: A organização anunciou que aumentaria os benefícios para os funcionários elegíveis para o seguro-desemprego e para aqueles que não iriam pagar 75% do que recebem normalmente. Posteriormente eles anunciaram que os jogadores ajudaram com doações para os funcionários dos dias de jogo.

    Nashville Predators: O presidente do grupo acionário do time informou que eles pagariam pelos eventos agendados e estavam procurando uma solução para os outros eventos perdidos.

    New Jersey Devils: Logo no início da pausa, o time anunciou que pagaria por todos os eventos adiados.

    New York Islanders: Assim como os Stars, a equipe não se comprometeu a pagar, no entanto informou que o time da NBA Brooklyn Nets irá efetuar os pagamentos aos funcionários do Barclays Center.

    New York Rangers: O time anunciou que pagaria seus funcionários até o dia 22 de março, mas estava estudando um plano para o longo prazo.

    Ottawa Senators: O proprietário se prontificou a pagar pelos jogos restantes dos Senators, incluindo os 6 jogos do Belleville Sens (AHL) e a primeira rodada dos playoffs da Calder Cup.

    Philadelphia Flyers: A Comcast Spectacor, proprietária do time, informou que pagará os funcionários da arena.

    Pittsburgh Penguins: Em uma ação conjunta de doações dos jogadores e duas fundações do time, o time informou que os funcionários irão receber seus salários. 

    San Jose Sharks: O time informou que pagará todos os funcionários pelos jogos agendados dos Sharks e do San Jose Barracuda, o time da AHL. 

    St. Louis Blues: Apesar de não constar qualquer contribuição dos proprietários do time, os Blues anunciaram que irão pagar os funcionários com doações recebidas de fãs, jogadores e da fundação de caridade Blues for Kids.

    Tampa Bay Lightning: A equipe anunciou que pagará seus funcionários por todos os eventos perdidos até o final de março.

    Toronto Maple Leafs: Em conjunto com todas as equipes que utilizam as instalações da Arena, os Leafs criaram um fundo para efetuar os pagamentos dos funcionários.

    Vancouver Canucks: A empresa responsável pelo time anunciou a criação de um fundo para ajudar os funcionários da arena que necessitarem de apoio e assim evitar dificuldades financeiras para os mesmo.

    Vegas Golden Knights: O time prometeu um fundo de no mínimo 500 mil dólares para efetuar os pagamentos. Posteriormente o goleiro Marc-André Fleury doou uma quantia de 100 mil dólares para ajudar nesses pagamentos.

    Washington Capitals: O proprietário do time também foi um dos primeiros a se pronunciar e se prontificou a pagar os funcionários pelos 16 eventos cancelados.

    Winnipeg Jets: Os Jets foram um dos times que inicialmente informaram que não fariam os pagamentos. Diante das polêmicas, eles mudaram o posicionamento e informaram que iriam pagar pelos quatro jogos restantes em Winnipeg.

    Neste momento delicado e incerto para a população mundial, a preocupação com o salário não é algo exclusivo dos funcionários das arenas.

    Os jogadores e times estão também procurando formas de ajudar a comunidade a não sofrer tanto financeiramente. É o caso dos Coyotes que estavam ajudando a montar cestas básicas para a população não ficar com fome.

    A NHL ainda não tem data para voltar, ainda não se sabe como ficará o restante da temporada, muito menos como será a temporada seguinte. A estimativa de prejuízo é enorme, principalmente com tantos jogos restantes, especialmente os playoffs. No entanto diante do cenário atual, a prioridade dos times e da Liga é manter todos em casa e seguros.

    Foto: Reprodução / Chuck Culpepper / The Washington Post

  • Conhecendo a NWHL, a Liga de hockey feminina

    Conhecendo a NWHL, a Liga de hockey feminina

    O hockey feminino sempre foi considerado apenas um esporte olímpico. Enquanto os homens têm os benefícios de terem a NHL para apoiar suas carreiras, as jogadores vivem com glórias de quatro em quatro anos. Isso não significa que elas não têm uma liga própria, apenas que a NWHL não proporciona as melhores condições de trabalho e investimento de patrocinadores. 

    Por este motivo, no ano passado, as jogadores fundaram a PWHPA (Professional Women’s Hockey Player Association). A Associação criada pelas jogadoras norte-americanas visa trazer melhores condições de trabalho e mais visibilidade para a modalidade feminina. A PWHPA vem trabalhando desde a sua criação com a Dream Gap Tour, viajando pela América do Norte para promover a modalidade com eventos.

    O hockey feminino merece tanto destaque quanto o masculino. Um exemplo disso foi a participação das jogadoras no NHL All-Star Weekend tanto em 2019 quanto em 2020. No ano passado, Kendall Coyne Schofield, ganhou destaque ao ganhar de McDavid na disputa pelo patinador(a) mais rápido. Infelizmente, o prêmio ainda foi para o capitão do Oilers. Mas isso permitiu que uma discussão sobre as mulheres no esporte, sobretudo as jogadoras, e como elas devem ganhar mais destaque, relevância e, acima de tudo, respeito. 

    Neste ano, as jogadoras da seleção canadense e americana de hockey feminino deram um show no All-Star Weekend 2020 da NHL. Desde o combate 3-on-3 no Women’s Elite até o desafio de habilidades junto com os jogadores da Liga, elas puderam mostrar que têm talento e que as mulheres também sabem arrasar no mundo do hockey. Infelizmente, a NHL é uma liga masculina, mas as mulheres não ficam de fora do hockey e têm a sua própria liga, a NWHL (National Women’s Hockey League). 

    O que é a NWHL

    A National Women’s Hockey League foi criada (no formato atual) em março de 2015 e está em sua quinta temporada. Ela é a primeira liga a pagar salário para as jogadoras, e permitiu que em seguida viesse a criação da, hoje extinta, CWHL. Na época em que anunciaram o fim da Liga canadense a NWHL chegou a cogitar expandir para assumir os times da liga canadense, entretanto por falta de verba isso não foi possível. Dessa forma, hoje ela é composta exclusivamente por cinco times americanos.

    Apesar de ainda estar em seu início, comparada à outras ligas de hockey, a NWHL já contou com grandes nomes do hockey feminino, como as medalhistas americanas Hilary Knight e Kendall Coyne Schofield. Nas primeiras quatro temporadas era possível ver muitas das jogadoras das seleções dos EUA e Canadá jogando pelos times da Liga. No entanto, após o anúncio do fim da CWHL no início de 2019, as jogadoras decidiram se unir e criar a PWHPA, assim se desligando da NWHL, em busca de melhores condições de trabalho para a modalidade feminina.. 

    Assim como a NHL, a liga feminina possui seu próprio campeonato e até mesmo um All-Star Weekend. O campeonato, que se chama Isobel Cup, ganhou seu nome em homenagem a Lady Isobel Stanley, a filha de Lorde Stanley e uma das pioneiras no hockey feminino. O calendário também é similar ao de outras ligas com a temporada iniciando em outubro, porém como tem um número consideravelmente menor de times, os playoffs acontecem durante o mês de março. 

    Em seu ano de estreia, a NWHL realizou um draft para efetuar as primeiras contratações. Sendo assim, cada time escolheu cinco jogadoras universitárias além das jogadoras que foram avaliadas com base no seu desempenho nas olimpíadas e no IIHF. O New York Riveters (atualmente Metropolitan Riveters) conquistou o primeiro lugar no sorteio da loteria e selecionou a jogadora Alex Carpenter. 

    Buffalo Beauts

    Logo do Buffalo Breauts

    O time foi um dos primeiros a serem fundados para a NWHL. A equipe fica localizada na cidade de Amhherst, no estado de Nova York, e tem como casa a arena Northtown Center at Amherst, que dividem com outros times de outras ligas de hockey. Em dezembro de 2017 o time foi adquirido pelo Pegula Sports & Entertainment, proprietário do Buffalo Sabres. Desta forma, se tornou o primeiro time na história da NWHL a pertencer ao mesmo dono de uma equipe da NHL. Porém com os últimos acontecimento no cenário do hockey feminino a empresa optou por abrir mão dos Beauts, finalizando assim a parceria com o time da NHL. Em 2016 se tornaram o primeiro time a ter um jogador abertamente transgênero, o atacante Harrison Browne. Também em 2016, elas ganharam a sua primeira Isobel Cup. 

    Atualmente, o Buffalo Beauts conta com as atacantes Brooke Stacey, Emma Ruggiero, Iveta Klimasova, Kandice Sheriff, Maddie Norton, Cassidy MacPherson, Kim Brown, Becki Bowering, Corrine Buie, Erin Gehen e Taylor Accursi. As jogadoras Marie-Jo Pelletier, Lenka Curmova, Megan Delay, Ana Orzechowski, Nikki Kirchberger e Richelle Skarbowski atuam como defensoras. Enquanto as jogadoras Ashley Birdsall e Sara Bustad atuam tanto como atacantes como defensoras. As goleira são Kelsey Neumann, Tiffany Hsu e Mariah Fujumagari.

    Boston Pride

    Logo do Boston Pride da NWHL

    Foi uma das quatro equipes que foram criadas juntos com a Liga. O time fica localizado na cidade de Boston, em Massachusetts, e é afiliado ao Boston Bruins, com quem divide o centro de treinamento, a Warrior Ice Arena. Com a sua primeira escolha do draft e terceira escolha geral o time selecionou a jogadora Kendall Coyne Schofield, porém a mesma optou por não assinar com eles. 

    Na temporada de estreia da Liga, os Prides foram os primeiros campeões da Isobel Cup. Ele também é o time que marcou o primeiro hat-trick na história da NWHL. A jogadora Brianna Decker realizou o feito numa vitória de 5 a 3 contra o Buffalo Beauts. A equipe de Boston também foi a primeira a sediar um jogo ao ar livre na modalidade feminina, o 2016 Outdoor Women’s Classic presented by Scotiabank que terminou em empate de 1 a 1 contra o Les Canadiennes de Montreal da CWHL. Infelizmente nem só de boas histórias vive o hockey feminino. Durante o 2016 Outdoor, a jogadora Denna Laing sofreu uma lesão onde perdeu o movimento das pernas e limitou o movimento dos braços, dando fim a sua carreira. 

    Na época, como uma forma de apoio, o Boston Pride arrecadou fundos para a Denna Laing Foundation, além de levarem a taça da Isobel Cup para ela no hospital. Por fim, a jogadora ganhou o NWHL’s Foundation Award e o Perseverance Award. O time recentemente entrou para a história da NWHL novamente, desta vez com a jogadora Jillian Dempsey. A forward marcou seu 100º ponto, sendo a primeira da Liga a atingir a marca. Atualmente tem como defensoras Lauren Kelly, Lexi Bender, Jenna Rheault, Kaleigh Fratkin, Briana Mastel e Mallory Souliotis. Como atacante as jogadoras Jordan Juron, Mary Parker Alyssa Wohlfeiler, Tori Sullivan, Emily Fluke, Jillian Dempsey, Lexie Laing, McKenna Brand, Marisa Raspa, Christina Putigna e Carlee Toews. Enquanto as jogadoras Victoria Hanson e Lovisa Selander atuam como goleiras e a jogadora Whitney Renn como atacante e defesa.

    Connecticut Whale 

    Logo do Connecticut Whalers

    O time tem seu nome em homenagem ao Hartford Whalers. O Hartford Whalers era um time que fez parte da WHA (World Hockey Association) e posteriormente da NHL. Hoje realocado passou a ser chamado de Carolina Hurricanes. O Connecticut Whale foi o primeiro time a assinar com uma jogadora canadense, a defensora Kaleigh Fratkin, ainda em seu início. Em sua estreia no gelo, a equipe contou com um gol da capitã Jessica Koizumi, que assim entrou para a história como o primeiro gol marcado na Liga. Nessa mesma partida elas ganharam por 4 a 1 contra o New York Riveters.

    A equipe tem como base a cidade de Danbury em Connecticut, no entanto já chamou de casa Stamford e Northford. Para a temporada de 2018-19 a jogadora ativa Cydney Roesler foi nomeada treinadora assistente, assim se tornando a primeira jogadora e treinadora da história do time. Para temporada atual, 2019-20, o time convocou o ex-NHLer Colton Orr para assumir como treinador principal.

    Atualmente o time conta com as jogadoras Brooke Wolejko, Sonjia Shelly e Cassandra Goyette como goleiras. As jogadoras Grace Klienbach, Allie Lacombe, Sarah Hughson, Sarah Schwenzfeier, Janine Weber, Elena Gualtieri, Katelyn, Russ, Emma Vlasic, Alexa Aramburu, Kaycie Anderson, Jane Morrisette, Haley Payne, Kayla Meneghin e Madie Evangelous como atacantes. E na defesa as jogadoras Taylor Marchin, Shannon Doyle, Erin Hall, Elena Orlando, Lauren Hill e Jordan Brickner. Além das jogadoras Hanna Beattie e Brinna Dochniak que atuam tanto na defesa como no ataque.

    Metropolitan Riveters 

    Logo do Metropolitan Riveters da NWHL

    O time tem a sua sede situada em Monmouth Junction, New Jersey. Inicialmente era chamado de New York Riveters, porém teve seu nome alterado quando foi realocado para New Jersey e se afiliou ao New Jersey Devils, em 2016. Ao iniciar a parceria o time da NHL, além de trocar de nome, também adotou as cores dos Devils. No entanto quando a mesma chegou ao fim em 2019, a equipe retornou às suas cores originais (branco, vermelho e azul).

    Além de ter tido direito a primeira escolha no draft 2015, a franquia também foi a primeira na história da Liga a assinar um contrato. A felizarda foi a atacante Janine Weber. Durante sua primeira temporada o time entrou para a história da NWHL ao ganhar sua primeira partida, contra o Boston Pride. Isso aconteceu porque o time tinha uma goleira que era natural do Japão, Nana Fujimoto. Ela entrou para a história como a primeira goleira japonesa a ganhar uma partida na NWHL.

    No ano seguinte a equipe assinou um contrato de um ano com a free agent Amanda Kessel no valor de 26 mil dólares. Ao assinar essa quantia, Amanda se tornou a jogadora mais bem paga da Liga. Atualmente os Riveters contam com as defensoras Cassie Dunne, Nicole Arnold, Leila Kilduff, Colleen Murphy, Rebecca Morse, Anna Keys, Ashley Johnston e Kiira Dosdall-Arena. Como goleiras as jogadoras Zoe Zisis, Dana Demartino e Sam Walther. Além das atacantes Bulbul Kartanbay, Kate Leary, Haley Frade, Kelly Nash, Brooke Avery, Tatiana Shatalova, Jayne Lewis, Madison Packer, Cailey Hutchison, Kendall Cornine, Nichelle Simon e Brooke Baker. A jogadora Mallory Rushton atua tanto como atacante como defensora.

    Minnesota Whitecaps

    Logo do Minnesota Whitecaps

    O time, que existe desde 2004, foi fazer a sua estreia oficial na NWHL somente em 2018. Eles, que hoje dividem seu lar com o Minnesota Wild, são um dos poucos times que ainda possuem afiliação com um time da NHL. Também são os atuais campeões da Isobel Cup, tendo levado o troféu em sua temporada de estreia.

    Devido ao seu tempo de atividade a equipe possui uma história mais extensa. Já fez parte da extinta Western Women’s Hockey League (WWHL) durante seu tempo de atividade de 2004 a 2011. Após isso a equipe atuou de forma independente jogando contra a NWHL, CWHL e faculdades femininas. 

    Os Whitecaps também são o único time que já conquistou a Clarkson Cup em 2010 e a Isobel Cup, os dois principais prêmios do hockey feminino na América do Norte. Em fevereiro de 2018, pouco antes de ingressar na Liga, a equipe teve as suas jogadoras Kate Schipper e Sadie Lundquist convidadas a participar do NWHL All-Star, que foi realizado em Saint Paul, Minnesota. Posteriormente, ao entrar para a NWHL o time entrou para a história da Liga como a primeira franquia a obter lucro vendendo ingressos para os jogos.

    Hoje ele conta com as atacantes Jonna Curtis, Allie Thunstrom, Brooke White-Lancetti, Lisa Martinson, Meaghan Pezon, Stephanie Anderson, Meghan Lorence, Audra Richards, Kalli Funk, Nina Rodgers, Lauren Barnes, Nicole Schammel, Sam Donovan e Haylea Schmid. Na defesa as jogadoras Chelsey Brodt Rosenthal, Winny Brodt Brown, Sydney Baldwin, Emma Stauber, Amanda Boulier e Rose Alleva. Além da jogadora Kelsey Cline que atua nas posições de defesa e ataque, enquanto as jogadoras Amanda Leveille e Allie Morse atuam no gol.

    Playoffs

    Os playoffs desta temporada já chegaram. Hoje já acontecem as semifinais, e o próximo jogo já será a final. É uma etapa muito imprevisível já que são jogos únicos e eliminatórios. As Beauts e os Whales brigaram pela vaga na semifinal no último dia 6, com os Whales conquistando uma vitória por 5 a 3 e garantindo a sua vaga. Eles irão disputar a próxima partida contra o líder da tabela, os Prides.

    A equipe de Boston lidera a Liga com 46 pontos e 23 vitórias. Os Whitecaps vem logo em seguida com 36 pontos e 17 vitórias. O time de Minnesota irá disputar contra as Riveters, que estão em terceiro lugar na tabela com 23 pontos e 10 vitórias. Nos resta agora acompanhar para descobrirmos quem leva a Isobel Cup deste ano.

  • PWHPA anuncia parceria com ESPN americana para Dream Gap Tour

    PWHPA anuncia parceria com ESPN americana para Dream Gap Tour

    Na última sexta-feira (28) começou com notícia boa no mundo do hockey feminino: a PWHPA fez um anúncio muito bem vindo para o seu público. Eles divulgaram uma parceria com a ESPN para a exibição de seus eventos na Dream Gap Tour.

    Essa é mais uma das iniciativas que as jogadoras estão fazendo para trazer visibilidade para a modalidade feminina, outro exemplo sendo a recente participação no Elite Women’s 3-on-3 durante o All-Star Weekend 2020 como uma forma de promover o esporte. Esse foi o primeiro evento criado especialmente para a modalidade feminina, uma vez que anteriormente as jogadoras participavam de maneira não-oficial dos desafios com os jogadores da NHL.

    No anúncio é informado como o assinante da plataforma deve fazer para a assistir os eventos. Infelizmente para nós fãs brasileiros a iniciativa só envolve a América do Norte, no entanto esse pode ser o primeiro passo para que no futuro todos os países consigam ter acesso aos eventos da PWHPA e talvez até mesmo da liga feminina, a NWHL. 

    Parte do anúncio traduzido:

    A Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA) anuncia uma nova plataforma de streaming para as duas últimas paradas do Dream Gap Tour da temporada 19-20, com a ESPN como parceira nacional, e a Monumental Sports Network como a Digital Home da PWHPA na área metropolitana de Washington DC.

    Os fãs poderão assistir os eventos dos dois finais de semana em Philadelphia, PA (29 de fevereiro e 01 de março) e em Tempe, AZ (6 e 8 de março) através do streaming ao vivo no app da ESPN, no site ESPN.com, assim como no aplicativo da Monumental Sports e no site MonumentalSportsNetwork.com. Os clientes da ESPN precisarão logar em suas contas para autenticação. Todos os jogos estão disponíveis On Demand exclusivos para essas emissoras.

    A PWHPA e a CBC Sports continuam sua parceria, permitindo que os fãs do Canadá assistam os jogos no aplicativo CBC Gem.

    A PWHPA sabe da importância da visibilidade e está animada para ter três diferentes parceiras da mídia apoiando essa missão.

    “Esse é um grande passo para o hockey feminino e estamos animadas por podermos aproximar de tantos fãs com a ESPN, que transmite a NHL e a NCAA Hockey e a Monumental Sports que está sempre inovando em sua plataforma digital para os fãs da NHL, NBA, WNBA, NBA G-League e os times de E-sports no distrito”, declarou Jeyna Hefford, líder da consultoria de operação da PWHPA.

    A importância desse passo

    Essa iniciativa é de extrema importância para o hockey feminino após o fim da CWHL, além da saída de diversas jogadoras da NWHL. Essa foi uma das poucas notícias que mostram que o trabalho delas não tem sido em vão. A PWHPA está de fato correndo atrás para trazer a visibilidade que o hockey feminino merece.

    No entanto este é um trabalho demorado. Para ganhar essa visibilidade as jogadoras têm trabalhado duro viajando pela América do Norte promovendo eventos e participando do All-Star Weekend 2020. As jogadoras que são conhecidas pelas participações e medalhas em Olimpíadas de Inverno infelizmente só conseguem mostrar seu potencial em eventos internacionais.

    Contudo, aparecer em rede nacional fora dessa época mostra que existe sim público para o hockey feminino. Elas só precisam do investimento necessário para fazer acontecer.

    Enquanto o resto do mundo só poderá acompanhar elas durante os eventos mundiais, agora os norte americanos podem começar a acompanhar as ligas e jogadoras locais também. Assim, podem dar a elas a chance de crescerem e talvez um dia serem reconhecidas como as atletas maravilhosas que são. Basta agora torcermos para que elas continuem conquistando mais espaço no mundo do esporte. Para que assim um dia possamos assistir elas como assistimos a NHL.

  • Canadá recebe as Olimpíadas de Inverno 2010

    Canadá recebe as Olimpíadas de Inverno 2010

    O ano de 2010 trouxe ao Canadá, mais precisamente a Vancouver, os tão esperados Jogos Olimpícos de Inverno. Naquele ano, o Canadá bateu recorde de medalhas de ouro como país sede, se tornando assim, o ano dos esportistas canadenses. Para o hockey, a competição foi lendária, afinal, foi a penúltima vez em que os jogadores da NHL participaram de uma Olimpíada. 

    Essa não foi somente a primeira vez que Vancouver sediou as Olimpíadas, mas também a primeira vez que um país participante da NHL foi sede dos Jogos desde a liberação dos jogadores para o evento em 1998. As expectativas eram altas. Foram 16 dias de evento com 15 modalidades em sete esportes. Ao todo, 2.622 atletas de 82 países.

    No hockey, oito equipes femininas e 12 equipes masculinas, entre estes os jogadores que tanto amamos ver na TV. No total eram 141 jogadores da NHL, incluindo nomes como Sidney Crosby, Alex Ovechkin e Joe Pavelski.  

    Apesar de já ter sediado o evento em outras duas ocasiões anteriores, foi a primeira vez em que o Canadá conquistou o ouro em casa. Das 14 medalhas conquistadas pelo país, duas foram pelas equipes feminina e masculina de hockey. Curiosamente, os dois pódios ficaram iguais, pois, além de ambas as equipes canadenses conquistarem o ouro, as pratas ficaram com a equipe dos EUA e os bronzes com a Finlândia.

    Não é surpresa para ninguém que o hockey é um esporte de extrema importância para o público canadense, exemplo disso foi a final da modalidade masculina que foi marcada para finalizar o evento. Como se precisássemos de prova, a competição final das olimpíadas foi uma das mais assistidas pelo público norte-americano. Estima-se que 26,5 milhões de cidadãos canadenses assistiram ao menos uma parte do jogo final entre Canadá e EUA. A NBC Americana afirma que cerca de 27,6 milhões de pessoas assistiram à final, o maior público já documentado desde o “Milagre no Gelo” em 1980.  

    Cerimônia de Abertura

    Apesar da cerimônia de abertura ser um evento de alegria, naquele ano as coisas foram um pouco diferentes. Isso aconteceu porque o atleta de 21 anos da Geórgia, o luger Nodar Kumaritashvili, sofreu um acidente fatal enquanto treinava, poucas horas antes da cerimônia. Com isso, o evento foi dedicado à morte do jovem e os outros atletas da Georgia só participaram do desfile de delegações.

    A cerimônia contou com homenagens à cultura canadense e a participação dos cantores Nelly Furtado e Bryan Adams, que cantaram uma música feita exclusivamente para os jogos. Dando visibilidade aos pontos fortes do país, o hockey foi representado por patinadores in line que simulavam estar no gelo. O jogador Bobby Orr foi um dos convidados a ajudar a levar a bandeira olímpica para a Guarda Montada Canadense.  

    A jogadora Hayley Wickenheiser foi convidada para ler o juramento do atleta em nome de todos que iriam participar dos jogos, enquanto o lendário Wayne Gretzky foi convidado não somente para acender a tocha olímpica, como também uma segunda pira olímpica fora do estádio. A corrida realizada pelo ex-jogador era para ser uma surpresa para o público, porém horas antes a notícia vazou e o mesmo acabou fazendo a corrida acompanhado por fãs.   

    Wayne Gretzky com a tocha olimpica (Foto: Reprodução / olympic.org)

    Essa foi a segunda corrida feita por Gretzky. A primeira foi durante o revezamento da tocha que acontece antes dos jogos. O revezamento também contou com a participação de Sidney Crosby, Cassie Campbell, Mike Fisher, Vicky Sunohara, Brian Burke, Gordie Howe, Pat Quinn, Donald Gauf, Billy Dawe, Shannon Szabados, Meaghan Mikkelson, Mark Recchi, Trevor Linden, Stan Smyl, Richard Brodeur e Walter Gretzky, pai de Wayne Gretzky. 

    Modalidade Feminina

    A competição feminidade foi separada em dois grupos com quatro equipes cada. As seleções do Canadá, EUA, Suécia, Suíça, Eslováquia, Finlândia, Rússia e China deram um show no gelo. Com nomes já conhecidos pelo público, as expectativas para quem ficaria com o ouro eram grandes. A equipe canadense já contava com duas medalhas de ouro em Olimpíadas, não somente isso, eles contavam com Hayley Wickenheiser, líder de pontuação e MVP das Olimpíadas de 2006. A jogadora, que possui uma carreira estelar, menos de dez anos depois foi homenageada e entrou para o Hockey Hall of Fame com a turma de 2019.

    Enquanto isso, os EUA vinham de uma medalha de bronze quatro anos antes, porém com desejo de mudar isso. Naquele ano estrearam algumas jogadoras que hoje são conhecidas pelo público. A estrela da seleção atual, Hilary Knight fez a sua primeira aparição, aos 20 anos, sendo a mais jovem da equipe em 2010. Outra novidade foram as gêmeas Jocelyne e Monique Lamoureux; pela primeira vez gêmeos jogaram hockey juntos nos Jogos Olímpicos.

    As duas seleções deram um show durante a primeira fase, com o Canadá marcando 41 gols (18 deles em apenas uma partida contra a Eslováquia), enquanto a equipe dos EUA marcou 31 gols. As duas equipes com certeza estavam ali para ganhar.

    Na segunda fase, ambas voltaram a fazer bonito. O Canadá jogou contra a Finlândia na semifinal, e ganhou por 5 a 0. Já os EUA jogaram contra a Suécia e ganhou por 9 a 1. Assim as duas rivais avançaram para a final. Numa partida acirrada em que ambas as equipes deram um show, com dois gols marcados por Marie-Philip Poulin, o Canadá se tornou campeão pela terceira vez seguida.

    Seleção Canadense posa com a medalha de ouro ( Foto: Reprodução / inapcache.boston.com)

    Em seus gols, Poulin contou com a assistência de duas jogadoras, Meghan Agosta e Jennifer Botterill, atualmente já aposentada. Por outro lado Meghan e Marie-Philip continuam na ativa e ainda foram parte do All-Star Weekend 2020.

    Este ano, com o desafio exclusivo das mulheres, o Elite Women’s 3-on-3, algumas das jogadoras que brilharam durante as Olimpíadas puderam brilhar novamente e desta vez no palco da NHL. As canadenses Meghan Agosta e Shannon Szabados ganharam o prêmio Directorate Award, Shannon como melhor goleira e Agosta como melhor atacante, além de ter sido nomeada MVP. Enquanto a americana Molly Engstrom ganhou como melhor defensora.

    Modalidade Masculina

    Enquanto a equipe feminina no Canadá ainda estava em seu início de medalhas, a equipe masculina já tem outra história. Eles já tinham conquistado 7 medalhas de ouro e estavam caminhando para a oitava. Por outro lado, a equipe dos EUA só possuía duas medalhas de ouro e sete de prata. Curiosamente, nenhuma das equipes conseguiu passar das quartas de final nas Olimpíadas de 2006. Em Vancouver, as seleções foram divididas em três grupos com quatro equipes cada.

    As equipes do Canadá e EUA eram composta 100% por jogadores da NHL. Enquanto isso, as equipes da Rússia, Eslováquia, República Tcheca, Suécia e Finlândia eram composta de cerca de 50% jogadores da Liga. Infelizmente isso não foi o suficiente e a maioria delas não passou das quartas de final. Desta forma, Canadá, EUA, Finlândia e Eslováquia compuseram os confrontos das semifinais, com um hockey para ninguém por defeito.

    As equipes norte americanas ficaram empatadas em gols marcados na primeira fase, cada uma com 14. A equipe da Eslováquia marcou 9 e a finlandesa 10 gols. Na final, a disputa foi intensa. A equipe americana queria a todo custo conquistar o ouro, porém os canadenses queriam seguir os passos do time feminino e também vencer em casa.

    Em uma partida acirrada, os jogadores Jonathan Toews e Corey Perry foram os primeiros a balançar a rede para o Canadá. Em seguida foi a vez de Ryan Kesler e Zach Parise empatarem o jogo para os EUA, não dando outra alternativa a não ser ir para overtime. Foi aí que chegou a vez de “Sid the Kid” brilhar. Aos 7:40 do tempo extra, com uma assistência de Jarome Iginla, o jovem Sidney Crosby mandou o puck direto para a rede e conquistou o ouro para seu país. 

    Sidney Crosby comemorando após marcar o gol da vitória. (Foto: Reprodução / olympic.ca)

    O goleiro americano Ryan Miller foi nomeado MVP, além de ganhar o prêmio Directorate Award como melhor goleiro da competição. Os jogadores Brian Rafalski dos EUA e Jonathan Toews do Canadá ganharam os prêmios de melhor defensor e melhor atacante, respectivamente. Jonathan Toews, Brent Seabrook e Duncan Keith, se tornaram os quarto, quinto e sexto jogadores a ganhar a medalha de ouro olímpica e a Stanley Cup (com o Chicago Blackhawks) no mesmo ano. Patrick Kane se tornou o quarto jogador a ganhar a medalha de prata olímpica e a Stanley Cup no mesmo ano.

    As olimpíadas de 2010 fizeram história, mas foi apenas o início da década para aqueles jogadores. Um evento mágico assistido pelo mundo todo que com certeza nunca será esquecido por aqueles que ali estiveram presentes. Infelizmente para nós fãs, os jogadores da NHL tiveram a participação olímpica revogada para os últimos jogos, e não é certo se eles voltarão a participar em breve. Resta-nos torcer para que isso mude, para que assim possamos vê-los brilhar novamente no gelo durante uma competição tão importante.

  • Ovechkin entra para o seleto clube dos 700 gols

    Ovechkin entra para o seleto clube dos 700 gols

    Alexander Ovechkin. Russo. Capitão do Washington Capitals. Uma Stanley Cup. Não tem uma pessoa que goste de hockey que nunca ouviu falar no Ovie. O jogador é uma das maiores estrelas ainda atuantes na NHL, e não é por menos: a cada mês Ovechkin vem quebrando mais e mais recordes. Às vezes até os seus próprios. 

    Na tarde de hoje (22) Ovie completou apenas mais um de seus marcos. Ele se tornou o 8º jogador na história a chegar ao 700º gol. Sendo o segundo a conquistar a marca mais rápido ficando atrás apenas de Gretzky. Em uma partida contra o New Jersey Devils, o russo enfim atingiu a marca aos 04:50 do terceiro período, empatando o jogo.  

    Apesar de seus esforços, o time acabou sofrendo um gol de Damon Severson faltando menos de 3 minutos para o fim da partida, o que desempatou o jogo. Com isso o Devils ganhou por 3 a 2. No entanto, os esforços de Ovie não passaram despercebidos e ele foi nomeado a 3º estrela do jogo.

    Polêmica no draft

    Ovie é destaque no mundo do hockey desde antes de entrar na NHL. Com boas estatísticas e sendo comparado com Mario Lemieux, escolher o jogador no draft seria desejável para time da Liga. Exemplo disso foi o Florida Panthers que tentou draftar Ovechkin em 2003, em quatro rodadas, mesmo sendo contra as regras

    Isso aconteceu porque o aniversário do jogador é dois dias após a data de limite de inscrição. Com isso, o time da Flórida tentou argumentar que se não fosse pelos anos bissextos, o jogador teria feito aniversário quatro dias antes da data limite. Dessa forma, ele seria elegível para o draft daquele mesmo ano. Entretanto, por motivos óbvios a NHL não aceitou o argumento. Por fim aceitando fazer um anúncio oficial dizendo que caso fosse reconhecida a participação do jogador no draft daquele ano o time poderia fazer uma reivindicação do mesmo.

    Alex Ovechkin ao ser draftado pelos Capitals (Foto: Reprodução / russianmachineeverbreaks.com – Sara Davis)

    Com a participação do draft 2003 negada, o jogador se inscreveu para o draft do ano seguinte e acabou por ser selecionado em primeiro lugar geral pelo Washington Capitals. No entanto, devido ao lockout que aconteceu naquela temporada, o jogador só assinou o contrato em 2005, dois dias antes do fim do bloqueio. Sua estreia aconteceu na temporada 2005-06.

    Estreia na NHL

    O russo fez a sua estreia no dia 5 de outubro de 2005 e teve uma primeira temporada um tanto emocionante. Em 13 de janeiro de 2006 ele marcou o seu primeiro hat trick na Liga. Em uma partida contra o até então Mighty Ducks of Anaheim, apenas três dias depois, o jogador deu um show ao marcar o gol que entrou para a história da NHL. O gol que é lembrado até hoje ficou conhecido como “the goal” e o jogador ainda diz que não sabe como conseguiu o feito.

    Ainda em seu ano de estreia o jogador foi nomeado NHL Rookie of Month e Offensive Player of the Month. Ovechkin foi o terceiro jogador na história da NHL a ganhar duas honras simultaneamente. Ao final da temporada ele liderava os rookies em gols, pontos, gols em power play e shots. Ovie também ficou em terceiro lugar na Liga com 106 pontos e 52 gols. O seu total de pontos foi o segundo melhor na história dos Capitals e seu total de gols, o terceiro melhor.

    Ao final da temporada o jogador foi finalista do prêmio Lester B. Pearson (em 2010 o prêmio passou a se chamar Ted Lindsay) e ganhou o Calder Memorial Trophy. Ovi também entrou para a história ao ser o primeiro jogador após 15 anos a ser nomeado para o NHL First All-Star Team e estrelou a capa do jogo NHL 07 da EA Sports.

    Carreira estelar 

    Ainda em seus primeiros anos jogando pela Liga, Alex tornou a fazer história ao se tornar o primeiro jogador desde Pavel Bure, na temporada 1999-2000, a marcar pelo menos 40 gols em uma temporada. Posteriormente ele quebrou um novo recorde ao marcar seu 60º gol na temporada. Essa foi a primeira vez que isso aconteceu desde a temporada 1995-96, em que os jogadores Mario Lemieux e Jaromir Jagr alcançaram o feito, e Ovie foi o 19º jogador na história da Liga a fazê-lo.

    Apenas poucos dias depois, no dia 25 de março de 2008, Ovechkin quebrou um novo recorde. Desta vez o recorde foi dentro do próprio time: ao marcar seu 61º, ele se tornou primeiro o jogador com o maior número de gols em uma única temporada desde Dennis Maruk. 

    Nessa mesma temporada 2007-08, Ovi conquistou o Art Ross Trophy, Maurice “Rocket” Richard Trophy, Lester B. Pearson e o Hart Memorial Trophy. Ele se tornou o primeiro jogador na história da NHL a ganhar todos os quatro principais prêmios de uma vez. Ele marcou 65 gols e 112 pontos. Desta forma, foi o primeiro left winger desde Bobby Hull, na temporada 1965-66, a liderar pontos na Liga. 

    Durante a temporada 2008-09 o jogador marcou seu 200º gol em uma partida contra o Los Angeles Kings. Desta maneira entrando para a história da Liga como o quarto jogador a realizar o feito em quatro temporadas. Nessa mesma temporada ele marcou seu 50º e entrou para a história de seu time como o primeiro a realizar o feito três vezes. 

    Assumindo como capitão

    No dia 5 de janeiro de 2010, com 24 anos, Ovechkin foi nomeado capitão do Washingotn Capitals, entrando para a história como o primeiro europeu a ser capitão da franquia. Ele também foi o segundo jogador mais jovem a se tornar capitão dos Capitals, o último sendo Ryan Walter com 21 anos em 1979-80. 

    Apenas um mês depois o jogador alcançou um novo marco em sua carreira. Em uma partida contra o New York Rangers o jogador marcou seu 500º ponto na carreira com apenas 373 jogos. Assim o jogador entrou para a história como o quinto jogador na NHL a alcançar tal feito em cinco temporadas. 

    Pouco mais de um ano depois em 2011 Ovechkin quebrou um novo recorde. Ao marcar seu 300º gol na carreira ele se tornou o sexto jogador mais jovem e o sétimo mais rápido a atingir tal feito. Nos anos que seguiram o jogador continuou mostrando o seu potencial. Liderando a Liga em pontos e conquistando prêmios, ele foi mostrando cada vez mais que fazia jus ao seu apelido “Alexander the Great”.

    No dia 10 de janeiro de 2016, em uma partida contra o Ottawa Senators, Ovi ajudou seu time a ganhar de 7 a 1 ao marcar seu 500º e 501º gol da carreira. Com isso ele se tornou o 43º jogador ao alcançar a marca, o quinto a realizá-lo mais rapidamente e o primeiro de nacionalidade russa. No ano seguinte, ao conquistar o 1000º ponto na carreira, Alex se tornou o 37º na história da Liga a realizar todos os pontos em uma única equipe. 

    Temporada histórica

    A temporada 2017-18 já começou com o russo quebrando recordes. O jogador marcou sete gols em apenas dois jogos, sendo um hat trick em cada partida. Essa foi a primeira vez em 100 anos que um jogador fazia dois hat tricks seguidos num início de temporada. Pouco dias depois, em 21 de outubro de 2017 o jogador quebrou um novo recorde na história da Liga. Desta vez ao marcar seu 20º gol durante um overtime durante a temporada regular o jogador ultrapassou Jaromir Jagr com 19 gols. Um mês depois o jogador passou a ser o líder em outro recorde na NHL ao realizar seu terceiro hat trick da temporada. 

    Nessa mesma temporada, no dia 12 de março de 2018 o russo alcançou seu 600º gol na carreira, com menos de mil jogos. Ao realizar isso ele entrou para a história como o quarto jogador na NHL e o 20º a marcar 600 gols. Menos de um mês depois, ao participar do seu 1000º jogo em uma temporada regular, o russo se tornou o primeiro jogador de seu time a atingir a marca. Ele também entrou para a história da Liga ao se tornar o 54º jogador ao participar de 1000 jogos em uma única equipe.

    A conquista da Stanley Cup

    Após quebrar tantos recordes em sua carreira, chegou a vez de realizar o sonho de todo jogador na NHL: o de conquistar uma Stanley Cup. Após vencer o Pittsburgh Penguins na semifinal da Conferência Leste, Alex caminhava para a sua primeira final de Conferência e posteriormente para a sua primeira final do campeonato. O sonho estava muito próximo de ser alcançado. Após sete jogos contra o Tampa Bay Lightning, o russo se tornava campeão de conferência pela primeira vez em sua carreira. 

    Essa temporada com certeza entraria pra história da NHL, começando pelos times que iriam disputar a final. Os Capitals estavam em sua segunda final, com a última tendo sido em 1998, e o Vegas Golden Knights chegava à disputa em seu ano de estreia. O time de Washington tinha dado tudo de si nessa temporada e na final não foi diferente. Com cinco jogos e uma última partida acirrada, os Caps conquistaram a primeira Stanley Cup da franquia. Além da taça, Ovie também recebeu o troféu Conn Smythe e Rocket Richard e entrou para a história como o primeiro jogador russo a ganhar a Stanley Cup como capitão.

    Temporada atual

    Para a temporada atual (2019-20) as expectativas estavam altas. O jogador já estava perto de atingir a histórica marca e era somente uma questão de tempo para isso. No dia 4 de fevereiro, ao marcar um hat trick contra o Los Angeles Kings, o jogador ficou a apenas dois gols do 700º. Se as expectativas eram elevadas, a pressão sob o jogador também. Depois de marcar o gol 698, Ovechkin ainda levou mais algumas partidas para conseguir balançar a rede novamente. Porém o russo não se deixou abalar, e não demoramos a ver a marca ser enfim atingida.

    Ao bater os 700 gols, Ovie se torna apenas o 8º a atingir tal feito, ficando atrás somente de Wayne Gretzky, Gordie Howe, Jaromir Jagr, Brett Hull, Marcel Dionne, Phil Esposito e Mike Gartner. Ao marcar o 700º gol o jogador também fica a meros 8 gols do 7º lugar e 17 gols do 6º lugar na lista de grandes artilheiros da NHL.

    Acontece que o russo é uma verdadeira máquina no gelo, somente nesta temporada ele marcou 42 gols e fez 59 pontos. Ele é focado e esforçado, tem vindo quebrando recordes desde antes da NHL, um jogador de elite com certeza. Seu time está em segundo lugar na divisão e em quarto na lista geral da NHL. Com apenas 10 pontos de diferença do Boston Bruins, que detém a liderança. Ele também foi escolhido para entrar no “time da década“, no qual a NHL reuniu os melhores jogadores dos últimos dez anos.

    Não somente isso, durante o All-Star Wekeend, já começou a se especular se o jogador um dia não bateria o recorde de Wayne Gretzky, com 894 gols. Entretanto o contrato de Ovechikin com Washington chega ao fim na temporada 2020-21. Levando em consideração que ele tem marcado em média 50 gols em cada uma das últimas temporadas, seria necessário mais quatro para que o russo quebrasse este recorde. Agora resta aos fãs torcerem para que ele renove o contrato e assim possamos um dia vê-lo atingir tal recorde.

    Foto: Reprodução / nhl.com

  • Frölunda Indians é o campeão da CHL pelo segundo ano consecutivo

    Frölunda Indians é o campeão da CHL pelo segundo ano consecutivo

    Na última terça-feira (04) conhecemos, enfim, o grande campeão da CHL. O Frölunda Indians, da Suécia, repetiu o feito do ano passado ao se tornar o campeão da Champions Hockey League. Esta é a quarta vez que o time conquita o título. Em uma partida contra o Mountfield HK da República Tcheca, o time ganhou por 3 a 1 e conquistou sua quarta vitória. Desa forma, se tornou o time com mais vitórias na história da CHL.

    O jogador Ryan Lasch do Frölunda Indians foi nomeado o MVP com seis gols e 16 assistências. Enquanto o jogador Curtis Hamilton do Belfast Giants foi votado como melhor gol da temporada.

    A trajetória do time campeão foi um tanto curiosa. Diferente da NHL, onde o time com mais vitórias passa para a próxima fase, na CHL os critérios são avaliados de outra forma. Sendo assim, apesar de ter sofrido algumas derrotas durante o campeonato, o time conseguiu marcar inúmeros gols, garantindo sua vaga de fase em fase até a final.

    A trajetória do Frölunda Indians

    O time seguiu um padrão de derrota e vitória durante quase todo os playoffs. Na rodada dos 16, o Frölun Indians disputou contra o Färjestad Karlstad também da Suécia. Na primeira partida os Indians sofreram uma derrota de 6 a 3. No entanto. no segundo jogo o time deu a volta por cima ganhando de 8 a 2, desta forma totalizando 11 gols e se classificando para a próxima fase.

    Nas quartas de finais a disputa foi contra o EHC Biel-Bienne da Suíça. O time sofreu uma derrota com uma diferença de apenas um gol, deixando o placar por 3 a 2. No segundo jogo da rodada podemos ver novamente o Indians dando a volta por cima e ganhando de 5 a 3 no overtime, assim totalizando sete gols.

    Em janeiro aconteceram as semifinais e o padrão apresentado pelo time sueco seguiu. Em duas partidas acirradas contra o Luleå Hockey, o Frölunda Indians sofreu uma derrota por 3 a 2 na primeira e ganhou de 3 a 1 no segundo jogo da rodada. Com uma vantagem de apenas um gol o time se classificou para a final.

    A trajetória do Mountfield HK

    Por outro lado, a trajetória do Mountfield HK foi bem diferente. O time disputou a rodada dos 16 contra o time alemão Adler Mannheim. Eles conquistaram uma vitória de 1 a 0 e um empate de 1 a 1. Dessa forma, somaram dois gols de vantagem e avançando para a próxima rodada.

    Nas quartas de finais, apesar de ter empatado o primeiro jogo em 1 a 1, o Mountfield HK deu um show no segundo jogo ao ganhar de 4 a 0 contra o time da Suíça, o EV Zug. Ainda com o embalado para as semifinais, o time Tcheco superou o seu adversário ao somar seis gols no placar agregado, enquanto seu adversário, o sueco Djurgården Stockholm, marcou apenas um gol. Isso porque na primeira partida o Mountfield ganhou de 3 a 1 enquanto na segunda partida a vitória foi de 3 a 0. 

    Frölunda Indians 3, Mountfield HK 1.

    Na partida que aconteceu na República Tcheca, o Frölunda quebrou o padrão que se seguiu durante os playoffs e deu um show ao virar o jogo ainda no primeiro período. Para o time da casa, essa era a primeira vez em que participavam de uma final. Além disso, o Mountfiel é apenas o segundo time na história do país a ir para uma final do campeonato. A expectativa do público era grande, os ingressos tinham esgotado em questão de minutos após terem sido colocados à venda. 

    A partida começou acirrada com ambos os times agindo de forma defensiva tentando limitar os arremessos do adversário. Com algumas boas defesas dos dois lados, aos 6:53 o time da casa abriu o placar levando o público ao delírio. Aproveitando um powerplay, Petr Koukal mandou o puck para dentro da rede marcando o único gol do Mountfield.

    Posteriormente, o Frölunda mostrou que estava ali para ganhar e marcou três gols em menos de três minutos. Aos 16:29 o jogador Simon Hjalmarsson foi o primeiro a balançar a rede também durante um powerplay. Em seguida foi a vez Max Friberg marcar aos 18:21, abrindo uma vantagem contra o time da casa.

    Ao tentar empatar, os jogadores de Mountfield mandaram o puck direto para Johan Sundström que não perdeu a oportunidade. O jogador mandou o puck direto para a rede e marcou o terceiro gol de seu time nos últimos segundos do primeiro período. 

    Apesar das inúmeras tentativas do Mountfield, a defesa do Frölunda estava bem sólida. Dessa forma, nenhum dos dois times conseguiram marcar durante o resto da partida. Sendo assim, o Frölunda Indians se tornou o campeção da Champions Hockey League 2020, vencendo por 3 a 1.

    Foto: Reprodução/championshockeyleague.com (Štěpán Černý)

  • Divisão Pacífica é a campeã do All-Star 2020

    Divisão Pacífica é a campeã do All-Star 2020

    A Divisão Pacifica foi a grande vitoriosa do All Star Game neste sábado (25). O time de McDavid conquistou a vitória após vencer por 5 a 4 a Divisão Metropolitana na final. O evento aconteceu em St. Louis, dessa forma, o Blues se tornou o primeiro campeão da Stanley Cup a sediar o evento desde 1989.

    Na programação tivemos os desafios de habilidades na sexta (24) com direito a estreia histórica para o hockey feminino. Para esta edição a NHL criou um desafio exclusivo para as jogadoras, que além de terem jogado entre si também participaram de maneira não-oficial dos concursos de habilidades junto com os jogadores da Liga. Este foi o terceiro ano seguido com participação feminina no All Star Weekend. Sem dúvida um avanço na luta das jogadoras por mais reconhecimento e melhores condições de trabalho.

    Já no sábado (25), as quatro divisões da NHL se enfrentaram em um torneio melhor de 3. Primeiro as duas divisões do leste se enfrentaram, sendo a Divisão Atlântica a vencedora por 9 a 5. Posteriormente, a Divisão Pacifica e a Divisão Central disputaram a segunda vaga na final, sendo conquistada pela primeira por 10 a 5.

    Ausências anunciadas

    O final de semana do All Star Game significa, para os jogadores que não vão ao evento, uma semana de folga. Em um calendário apertado como o da NHL, alguns jogadores veterenos escolheram ficar de fora do evento. Sendo assim, Alex Ovechkin optou por não participou do evento, no entanto ele não foi o único a ficar de fora. Os goleiros Tuukka Rask do Boston Bruins e Marc-Andre Fleury do Vegas Golden Knights também optaram por não participar.

    Entretanto, alguns jogadores se lesionaram antes do All-Star Weekend e por sua vez não puderam participar. Esses jogadores são: Jake Guentzel dos Penguins, Kyle Palmieri dos Devils, Dougie Hamilton dos Canes, Joonas Korpisalo dos Blue Jackets, Artemi Panarin dos Rangers, Logan Couture dos Sharks e Darcy Kuemper dos Coyotes. O jogador Jakob Silfverberg não pode participar por motivos pessoais.

    Elite Women’s 3-on-3

    A noite de sexta (24) com certeza nunca será esquecida pelas jogadoras da seleção americana e canadense. Isso porque, pela primeira vez na história da NHL, foi criado uma desafio de habilidades especialmente para o hockey feminino. Em uma partida de 10 minutos cada período, as jogadoras puderam mostrar suas habilidades e entrar para a história da Liga. Num combate 3 contra 3, as jogadoras se revezaram e deram um show no gelo. Uma diferença muito bem vinda para os fãs do hockey que após a partida eram somente elogios nas redes sociais. 

    A partida começou com Rebecca Johnston marcando um gol para a equipe canadense com menos de um minuto do puck no gelo. A jogadora contou com assistência da defensora Renata Fast e da atacante Meghan Agosta. No segundo período foi a vez da atacante Melodie Daoust marcar um gol aos 02:25 de partida, desta vez a assistência ficou por conta da também atacante Marie-Philip Poulin. Por sua vez as atacantes da equipe americana, Hilary Knight e Annie Pankowski foram as responsáveis pelo gol de sua equipe com Knight aproveitando um passe de Pankowski aos 04:24 do segundo período. Jogo finalizado e vitória da equipe canadense por 2 a 1.

    Gatorade NHL Shooting Stars

    Ao total foram dez jogadores participando deste desafio, duas jogadoras femininas e oito jogadores masculinos. O desafio foi realizado de uma plataforma no meio da arquibancada há 10 metros do gelo e os jogadores precisavam acertar o puck nos alvos que estavam distribuídos no gelo. Cada alvo valia um ponto específico e ganhava quem marcasse mais pontos. 

    Patrick Kane (Chicago Blackhawks) – 22

    Mitchell Marner (Toronto Maple Leafs) – 22

    Matthew Tkachuk (Calgary Flames) – 20

    Marie-Philip Poulin (Canadá) – 15

    Hilary Knight (EUA) – 14

    Ryan O’Reilly (St. Louis Blues) – 14

    David Perron (St. Louis Blues) – 14

    Tyler Seguin (Dallas Stars) – 14

    David Pastrnak (Boston Bruins) – 10

    Brady Tkachuk (Ottawa Senators) – 6

    Bridgestone NHL Fastest Skater

    Mathew Barzal (New York Islanders) – 13.175

    Connor McDavid (Edmonton Oilers) – 13.215

    Chris Kreider (New York Rangers) – 13.509

    Jack Eichel (Buffalo Sabres) – 13.540

    Nathan MacKinnon (Colorado Avalanche) – 13.895

    Anthony Duclair (Ottawa Senators) – 14.005

    Travis Konecny (Philadelphia Flyers) – 14.113

    Quinn Hughes (Vancouver Canucks) – 14.263

    Bud Light NHL Save Streak

    Jordan Binnington (St. Louis Blues) – 10

    Andrei Vasilevskiy (Tampa Bay Lightning) – 9

    Frederik Andersen (Toronto Maple Leafs) – 7

    Branden Holtby (Washington Capitals) – 5

    Jacob Markstrom (Vancouver Canucks) – 5

    Connor Hellebuyck (Winnipeg Jets) – 4

    Tristan Jarry (Pittsburgh Penguins) – 4

    David Rittich (Calgary Flames) – 4

    Honda NHL Accuracy Shooting

    Jaccob Slavin (Carolina Hurricanes) – 9.505

    Leon Draisaitl (Edmonton Oilers) – 10.257

    Jonathan Huberdeau (Florida Panthers) – 13.704

    Alex Pietrangelo (St. Louis Blues) – 13.763

    Tyler Bertuzzi (Detroit Red Wings) – 13.868

    Mark Scheifele (Winnipeg Jets) – 15.161

    Tomas Hertl (San Jose Sharks) – 17.161

    Nico Hischier (New Jersey Devils) – 19.550

    Enterprise NHL Hardest Shot

    Shea Weber (Montreal Canadiens) – 106.5

    John Carlson (Washington Capitals) – 104.5

    Elias Pettersson (Vancouver Canucks) – 102.4

    Mark Giordano (Calgary Flames) – 102.1

    Victor Hedman (Tampa Bay Lightning) – 102.1

    Seth Jones (Columbus Blue Jackets) – 98.8

    Os jogos

    No sábado (25), aconteceu o tão esperado jogo do All Star Weekend. O torneio foi disputado em três jogos de vinte minutos cada. Em um show de gols, o evento animou a torcida em St. Louis, mas infelizmente os jogadores da casa foram eliminados em seu primeiro jogo.

    Metropolitana 5, Atlântica 9.

    O primeiro jogo da noite foi bastante movimentado com direito a dois hat-tricks. Os jogadores David Pastrnak e Anthony Duclair foram responsáveis por seis dos nove gols da Divisão Atlântica, além de terem ajudado com assistências em outros gols. No entanto, eles não foram os únicos a brilharem. Os jogadores Victor Hedman (um gol e três assistências), Tyler Bertuzzi (quatro assistências) e Jack Eichel (três assistências) também brilharam e ajudaram a sua divisão a ir para a final. Além de um gol de Jonathan Huberdeau e Shea Weber.

    Apesar de seus esforços e ter chegado a empatar em certo momento, a Divisão Metropolitana não conseguiu empatar novamente e sofreu uma derrota com uma diferença de quatro gols. Entretanto isso não quer dizer que seus jogadores não brilharam, os jogadores Nico Hischier e Seth Jones se destacaram com gols e assistências também. Hischier marcou uma assistência e dois dos cinco gols da noite, enquanto Jones marcou um gol e três assistências. Os jogadores John Carlson e T.J. Oshie marcaram um gol cada.

    Pacífica 10, Central 5.

    O segundo jogo da noite foi de muita emoção para os fãs da Divisão Pacífica. Com uma diferença de cinco gols em cima da Divisão Central os jogadores da Pacífica garantiram a sua vaga na final. A partida também contou com hat-tricks, desta vez com os jogadores Leon Draisaitl e Tomas Hertl que marcou quatro gols ao total. A Divisão também contou com dois gols de Matthew Tkachuk e um gol e três assistências de Quinn Hughes. 

    Enquanto a Divisão Central contou com Mark Scheifele abrindo o placar com uma assistência de Roman Josi e Tyler Seguin. Posteriormente foi a vez de Scheifele e Josi marcarem uma assistência para Seguin. O jogador da casa David Perron também marcou um gol. Ele contou com a ajuda de seus companheiro de time Ryan O’Reilly e Alex Pietrangelo. O jogador Patrick Kane quase conquistou um hat-trick ao marcar dois dos cinco gols.

    Atlântica 4, Pacífica 5.

    A final do All-Star Game foi bem acirrada. Com um prêmio de um milhão de dólares apenas um gol separou o campeão do vice-campeão. Com os mesmo jogadores que brilharam nas partidas anteriores, a Divisão Atlântica contou com gols de Hedman, Huberdeau, Bertuzzi e Pastrnak. Já na Divisão Pacífica os jogadores do Edmonton Oilers e Calgary Flames deixaram novamente a rivalidade de lado e se ajudaram para conquistar a vitória de sua equipe.

    O jogador Max Pacioretty foi o primeiro da Divisão Pacífica a abrir o placar. No início do segundo período foi a vez de Elias Pettersson marcar um gol com uma assistência de seu companheiro no Vancouver Canucks, Quinn Hughes e Tkachuk dos Flames. Posteriormente o trio repetiu o feito ao marcar o quarto gol da noite. Os jogadores Hertl e Draisaitl que tinham marcado um hat-trick cada na partida anterior também fizeram um gol cada, assim conquistando a vitória para a Divisão Pacífica. Porém quem conquistou o prêmio de MVP da noite foi o capitão da Divisão Atlântica, o jogador David Pastrnak. 

    Momentos marcantes

    O evento que contou com a Divisão Pacífica como grande campeã ficará para sempre na memória dos jogadores. Isso porque eles tiveram como capitão honorário o grande goleador de todos os tempos na NHL, o ex-jogador Wayne Gretzky. No entanto, o evento tem muitos motivos para permanecer na memória daqueles que estiveram presentes. A pequena Laila Anderson, também conhecida como “amuleto da sorte dos Blues” foi a responsável por anunciar os jogadores da casa assim levando o público ao delírio. 

    Outro jovem que também roubou a cena foi o filho de 7 anos do defensor Kris Letang do Pittsburgh Penguins. Os dois estavam numa viagem pai e filho onde juntos participaram de entrevistas e viralizaram nas redes sociais. O pequeno Alex Letang mostrou que tem o charme do pai e já avisou que está em duvida de qual número irá usar quando for jogar pelo time de Pittsburgh daqui uns anos: o 87 de Sidney Crosby ou o 58 do pai.

    O próximo All-Star Weekend 2021 já tem local confirmado. A NHL anunciou que o Florida Panthers será o próximo anfitrião do evento.

    Foto: Reprodução/@LAKings