Autor: Juh Guedes

  • A queda do Dallas Stars

    A queda do Dallas Stars

    O Dallas Stars volta para casa após uma semana de derrotas. O time viajou para costa leste para fazer seis jogos e, apesar de precisar dos pontos, conseguiu perder todos os jogos. Tyler Seguin chegou a chamar a viagem de “roadtrip of hell“, ou seja, uma viagem dos infernos.

    Em Fevereiro o time chegou à terceira posição da divisão central com 72 pontos, mas depois de um mês, caiu para a sexta colocação com 84 pontos, uma diferença de 6 pontos para os Wilds, terceiro colocado. E uma vaga dos playoffs que já estava sendo sonhada, corre o risco de não acontecer faltando apenas 8 jogos na temporada regular.

    Na estrada

    Os Stars tiveram uma sequência de seis jogos fora de casa contra os Pens, Habs, Leafs, Senators, Jets e Capitals. Dos seis jogos, os Stars começaram marcando em três. Contra o Montreal Canadiens, no dia 13, Faksa abriu o placar no primeiro período, mas o time não segurou e nem aumentou a vantagem, fazendo com que os Habs aproveitasse o espaço.

    O mesmo aconteceu no jogo do dia 16 contra os Senators, que viraram o jogo que estava empatado por dois a dois nos últimos minutos, terminando em 3 a 2 contra os Stars. No último jogo da roadtrip, o Washington Capitals também conseguiu virar sobre os Stars, matando o jogo no terceiro período com o placar de 4 a 3 no último dia 20.

    A primeira linha

    Com os resultados negativos, os jogadores começaram a sentir a pressão da torcida. O técnico Ken Hitchcock criticou a atuação dos Stars no final do jogo contra os Capitals, dizendo que é impossível levar um time para os playoffs quando apenas dois ou três jogadores têm feito o seu trabalho bem feito.

    O capitão Jamie Benn, Tyler Seguin e Alexander Radulov formaram a primeira linha dos Stars ao longo dessa temporada, e os três passaram a carregar os jogadores nas costas. Hitchcock também deixou claro que estar a dois pontos atrás do último lugar dos Wild Cards significa que o time volta para Dallas disposto a lutar pela classificação.

    Lesões

    Faltando apenas 8 jogos e com uma necessidade de ganhar pelo menos 4 deles e contando que os demais times perderiam, o Dallas Stars encontrou outra dificuldade.

    O goleiro Ben Bishop teve sua lesão no joelho esquerdo recindente e vai desfalcar a defesa por pelos menos mais duas semanas, justamente as semanas críticas que definirão a possibilidade de Wild Card ou não.

    Sem Bishop, a defesa dos Stars perdem o ponto chave durante a temporada e cabe a Kari Lehtonen viver de novo o drama de defender o gol e buscar a vaga nos playoffs na reta final.

    Além do goleiro, os Stars têm outros jogadores importantes lesionados que irão desfalcar o time nos últimos jogos da temporada regular. Jason Spezza machucou as costas e está fora por pelo menos duas semanas, Brett Ritchie também precisou ser avaliado por lesões.

     

    Últimos jogos

    De volta em casa, o Dallas Stars joga contra o Boston Bruins na sexta-feira (23). Apesar dos desfalques, o time sabe da importância dessa vitória e a torcida irá pressionar pelos dois pontos. Os Stars têm mais quatro jogos em casa e quatro fora.

    FotoReprodução/NHL.com

  • Boston e Tampa: mais do que um jogo

    Boston e Tampa: mais do que um jogo

    Boston Bruins matou o jogo contra o Tampa Bay Lightning no segundo período nessa noite de sábado (17). O terceiro gol da equipe na partida foi de Riley Nash. Apesar dos esforços do jovem Brayden Point, do lado dos Bolts, a noite era de Rask, que pegou todos os pucks possíveis e impossíveis.

    Os dois times competem pelo primeiro lugar da Divisão Atlântica. No momento, Tampa está em primeiro, com 100 pontos, e Boston em segundo, com 98. Na liga, as equipes estão atrás apenas do líder Nashville Predators, que soma 104 pontos.

    Ambos vêm fazendo uma grande campanha de classificação para os playoffs. A essa altura, a vaga dos dois é quase garantida, e o confronto direto entre eles, uma possibilidade.

    Boston Bruins

    A temporada do Bruins foi cheia de boas sequências, e de algumas quebras de recordes. O time não deixou a boa-fase se perder e está firme na luta pela vaga na pós-temporada. Boston perdeu apenas dois dos últimos nove jogos, contra Chicago, no dia 11 (3 a 1), e contra Florida no dia 15 (3 a 0).

    Ainda restam 12 jogos para o fim do calendário regular dos Bruins. A equipe demonstra disposição para manter o ritmo de vitórias e se aproximar ainda mais de Tampa.

    Os destaques do elenco vão para Brad Marchand (73 pontos em 56 jogos), David Pastrnak (69 pontos em 70 jogos) e Patrice Bergeron (54 pontos em 55 jogos). Este último já está em sua 14ª temporada na liga.

    O próximo desafio da equipe será na terça (20) contra o CBJ em casa.

    Tampa Bay Lightning

    Tampa começou a temporada já brigando pelos primeiros lugares na NHL. A equipe usou sem medo seus jogadores mais jovens e confiou na experiência dos mais velhos para orientá-los.

    Em março, os Bolts também perderam apenas dois jogos, porém jogaram apenas 7. Depois de vencer 5 jogos seguidos, dois nos shootouts e um no overtime, perderam para os Senators (7 a 4) no dia 13. A segunda derrota foi na partida de sábado, contra os Bruins.

    Nikita Kucherov é o líder de pontos do time, com 91 pontos em 69 jogos. Em seguida, vem Steven Stamkos com 82 pontos em 71 jogos. Brayden Point etá logo atrás, com 57 pontos também em 71 partidas.

    Para o Lightning, faltam 11 jogos para o fim da temporada. Tampa precisa manter uma boa sequência de vitórias para se manter em primeiro na divisão. O time joga hoje (18) contra os Oilers em busca de mais uma vitória, para se juntar aos Preds na classificação dos playoffs.

    Hart Trophy

    Para dois jogadores, a rivalidade Boston-Tampa passa a ser algo pessoal. Nikita Kucherov e Patrice Bergeron competem também pelo Hart Trophy, o prêmio que elege o jogador mais valioso para o seu time na temporada.

  • Elias Lindholm: o jogador esquecido na NHL

    Elias Lindholm: o jogador esquecido na NHL

    Quando Elias Lindholm foi draftado em 2013, ele tinha marcas para voar na NHL. O Carolina Hurricanes o escolheu ainda na primeira rodada e Lindholm mostrou porque tinha sido a 5ª escolha, ao se tornar o mais jovem sueco a marcar um gol na NHL. Entretanto, depois disso, seus números deixaram chamar tanta atenção. Mas será mesmo?

    Na temporada 2014-15, Lindholm esteve em 81 jogos e conseguiu o maior número de gols em sua carreira, com 17. Já na temporada 2016-17, ele fez apenas 11 gols, mas chegou a sua melhor marca na liga com 45 pontos em 72 jogos. Isso aconteceu porque Elias deu 34 assistências naquele ano.

    Os Canes já jogaram 70 partidas nessa temporada. Lindholm entrou em 69 delas, ficando de fora apenas por causa de uma gripe. Nesses jogos, ele já tem 38 pontos, distribuídos em 15 gols e 23 assistências. Faltando 12 jogos na temporada regular, o sueco pode chegar no maior número de gols da sua carreira na NHL.

    Quando chegou à NHL, Lindholm passou a jogar como ala direita, mas quando seu compatriota Marcus Kruger foi para Charlotte, no início de Fevereiro, o sueco passou a ter mais chances jogando no centro. Seus resultados foram tão bons que, após Jordal Staal pedir um tempo por problemas pessoais, Elias Lindholm precisou jogar no centro, e se manteve nela após o retorno do capitão.

    Atuar como center não era nada novo para Lindholm. É a posição na qual o jogador se sente mais confortável e eficaz, além de ter sido por ela que Canes o escolheu em 2013.

    Destaque recente

    No jogo contra o Chicaco Blackhawks no dia 8 de março, no qual os Canes ganharam por 3 a 2, Lindholm participou dos três gols do time de Carolina, dando duas assistências e organizando a jogada do outro. Ele foi considerado o homem do jogo e essencial para a vitória, tudo isso jogando como center.

    Esse controle de jogo fez com que a mídia começasse a prestar atenção no sueco. Ele gosta de ter uma visão de jogo mais inteligente e menos físico, e a posição central permite que ele o faça.

    Talvez essa seja sua chance de mostrar porque foi a 5ª escolha do draft. Talvez Lindholm esteja finalmente se adequando aos padrões da NHL e, com as devidas oportunidades, venha a trazer resultados.

    Elias Lindholm não nasceu para ser uma estrela. Seu número de gols pode não ser impressionante e ele prefere dar assistências a colocar o puck para dentro. Mas isso não significa que Elias seja um jogador esquecido, pelo contrário.

    Com apenas 23 anos e, jogando na sua posição favorita, Lindholm tem de tudo para crescer e alcançar números ainda mais altos na NHL. Até porque, não só de gols se faz um jogo de hockey.

     

    FotoReprodução/NHL.com

  • Perfil: Charlie McAvoy

    Perfil: Charlie McAvoy

    O Boston Bruins é um dos times mais comentados dessa temporada, estando no segundo lugar da Divisão Atlântica com 94 pontos, atrás apenas de Tampa Bay Lightning. Um dos nomes que se destacam no elenco de Boston é o do rookie Charlie McAvoy.

    O defensor de apenas 20 anos, nasceu em Long Beach, Nova York, em 21 de dezembro de 1997. Como bom nova-iorquino, Charlie cresceu sendo fã do New York Rangers, mas isso não o impediu de ir para os Bruins quando a hora certa chegou.

    Se mudou para Ann Arbor, no Michigan, para participar do programa de desenvolvimento de atletas do time americano de hockey. Em agosto de 2013, McAvoy se mudou para Boston, onde começou a jogar hockey pela Boston University.

    McAvoy jogou no USA Hockey National Team Development Program por duas temporadas, participando da conquista da medalha de ouro no 2015 IIHF World U18 Championships e na conquista do bronze pela equipe sub-20 no 2016 World Junior Ice Hockey Championships no ano seguinte. Em 2017, ele também esteve na equipe ganhadora do 2017 World Junior Ice Hockey Championships.

    Ainda em 2016, McAvoy foi a 14ª escolha do draft pelo Boston Bruins, sendo considerado um dos top 4 defensores do evento. Em 29 de março de 2017, ele encerrou sua carreira como jogador de hockey universitário, assinando com o Providence Bruins, o time de desenvolvimento do Bruins na AHL.

    Seu contrato de entrada na NHL foi assinado em 10 de abril daquele mesmo ano e sua estreia pelo Boston Bruins não demorou a acontecer. Em 12 de abril de 2017, McAvoy entrou no primeiro jogo dos playoffs, na vitória de 2 a 1 sobre o Ottawa Senators, tendo o segundo maior tempo no gelo por aquele jogo, apesar da falta de experiencia na Liga.

    Apesar do Bruins ter perdido para os Senators na primeira rodada, McAvoy conseguiu dar três assistências no jogo 6, quando quatro dos seis defensores do time estavam machucados.

    Sua estreia pela temporada regular aconteceu em 5 de outubro de 2017, no primeiro jogo dos Bruins, contra o Nashville Predators. McAvoy não esperou para fazer seu primeiro gol pela NHL e, naquele mesmo jogo, marcou dois pontos com um gol e uma assistência na vitória por 4 a 3 de Boston.

    Como apresentado no nosso texto sobre o Gordie Howe hat trick, Charlie McAvoy conquistou o dele ainda na sua temporada de estreia, na vitória de 7 a 2 sobre o Columbus Blue Jackets.

    Mas nem tudo é perfeito na temporada de estreia de McAvoy. Pouco depois do Ano Novo, o jogador teve que se submeter a uma cirurgia por sintomas de taquicardia supraventricular, doença que causa uma frequência cardíaca mais rápida do que o normal. Sua recuperação pós-cirúrgica durou cerca de duas semanas.

    No final de janeiro, McAvoy voltou a treinar e, em 1º de fevereiro, já participou dos treinos com o time. Em 3 de fevereiro ele retornou à NHL, jogando por pouco menos de vinte minutos na vitória em casa por 4 a 1, dos Bruins sobre os Leafs.

    A temporada ainda não acabou e McAvoy não parece querer que um problema de saúde atrapalhe suas conquistas. Em 27 de fevereiro ele se tornou o defensor mais jovem dos Bruins a marcar o gol da vitória em um overtime contra o Carolina Hurricanes, em casa.

    O jogador soma 32 pontos em 59 jogos. Tudo indica que os Bruins se encaminham para a vaga dos playoffs e, com certeza, Charlie McAvoy entrará focado na disputa pela Stanley Cup.

     

    Foto Reprodução/NHL.com

  • Março é o mês do NHL Green

    Março é o mês do NHL Green

    O mês de Março será especial na NHL. É comemorado a terceira celebração anual do NHL Green, que, ao invés de ser uma semana apenas, agora passa a durar o mês inteiro. Este evento tem como objetivo promover ações de preservação ambiental.

    O NHL Green começou em 2010 e, desde então, a Liga promove conscientização sobre cuidados com o meio ambiente, incluindo a preservação dos lagos e lagoas que, congelados, são usados para incentivar e promover o hockey há 100 anos. Eles entendem que para que o esporte continue sendo praticado, é preciso preservar o meio ambiente e cuidar das questões climáticas.

    Dentro do projeto a NHL pensa em inovar, transformar e inspirar as novas gerações. Para isso, a liga investe em algumas categorias como: a redução de aterros, o uso eficiente da eletricidade, o paisagismo sustentável, o aumento da reciclagem e iniciativas para reaproveitamento de água

    Os 31 times da NHL farão este mês diversas iniciativas sustentáveis, incluindo ações locais e um jogo “Green Night”, dedicado à consciência ambiental. As franquias são membros do Green Sports Alliance, uma ONG responsável por promover comunidades saudáveis e sustentáveis através do esporte.

    No site do projeto NHL Green há uma frase que diz que o hockey é mais do que um esporte, é uma forma de construir caráter, aprender bons valores e conectar famílias e comunidades. A Liga quer usar novas tecnologias para transformar o esporte e inspirar comunidades a usar o esporte como forma de preservar o meio ambiente.

    Para conhecer mais do projeto, acesse o NHL Green, que trás mais histórias e dados sobre como o hockey pode ajudar a preservar o planeta e como praticar o esporte de forma consciente.

     

    Foto Reprodução/NHL.com

  • Variedades do Hockey

    Variedades do Hockey

    Quando pensamos em hockey nossa mente logo pensa no bom e velho hockey no gelo. Patins de lâminas, temperaturas negativas, pucks e sticks. Porém, existem outras cinco modalidades de hockey: de campo (ou grama), em patins (de rodinha semelhantes ao de patinação artística), de linha (jogado com patins in line), de sala (ou indoor) e de rua.

    Estes outros tipos de hockey podem ser jogados em qualquer temperatura e, inclusive, o Brasil tem uma seleção de hóquei de grama e uma de hóquei indoor, além de times e campeonatos dessas modalidades. Para saber mais sobre como funciona o esporte no Brasil, o site da Confederação Brasileira de Hóquei na Grama explica um pouco sobre os campeonatos e a cidade onde o esporte é praticado.

    Cada um desses esportes tem as suas regras e especificidades. Vamos conhecer um pouco sobre eles?

    Hóquei de campo ou sobre a grama

    Esta modalidade é praticada em um campo coberto de grama, com uma bola de plástico de 170 gramas e 7 cm de diâmetro e um taco (stick) em forma de bengala. Os times são compostos por 11 jogadores e o jogo tem a duração de uma hora com quatro tempos de 15 minutos e intervalos entre eles, sendo o maior entre o 2º e o 3º tempo. O objetivo do jogo é o mesmo que do hockey no gelo: tentar marcar o maior número de gols. Este esporte é considerado um esporte olímpico desde 1908.

    Uma regra específica do hóquei sobre a grama é a regra da obstrução. Aqui, só é permitido proteger a bola dos outros jogadores com o corpo quando a mesma estiver em movimento. Assim, qualquer jogador pode ter a posse de bola, seja com um drible ou com um passe. Também não é permitido tocar a bola com qualquer parte do corpo (com exceção do goleiro que pode defender usando mãos ou pés) e não se pode usar o stick de maneira perigosa, seja lançando a bola na direção do adversário ou qualquer outra infração.

     

    Hóquei de sala ou indoor

    Essa modalidade é uma variedade do hóquei sobre a grama. As regras são as mesmas, mas o esporte é jogado em um pavilhão um pouco menor do que a versão ao ar livre (outdoor). A área de jogo tem de 18 a 22m de largura por 36 a 44m de comprimento. O campo é feito de madeira ou resina sintética.

    A área do goleiro é um pouco menor do que as de handbol, 2m de altura e 3m de largura com o mínimo de 1cm de profundidade. As equipes são formadas por 6 integrantes, 5 jogadores mais um goleiro. A duração do jogo é de 2 tempos de 20 minutos, podendo variar em alguns países, como Portugal e Alemanha, onde cada tempo dura 25 minutos nas competições internas.a

    Não é permitido bater na bola, apenas tocá-la para puxar, desviar ou jogar para outro jogador. Só pode levantar a bola na área de gol. As bolas e sticks são semelhantes aos do sobre a grama, mas os tacos são mais leves para evitar que batam na bola.

    Não há linha lateral. Quando a bola sai pela linha de fundo, mesmo que por uma defesa do goleiro, não há escanteio, e a bola passa a ser da equipe que está defendendo naquele campo.

     

    Hóquei em patins

    (ASF/GABRIEL FONTES)

    Esta é a modalidade também é praticada sobre patins (no caso, de quatro rodas paralelas), tem um taco semelhante aos sticks do gelo e uma bola de cortiça de borracha com o peso de 0,155kg.

    Uma partida é dividida em dois tempos de 25 minutos ou dois de 20 minutos no caso de competições em dias consecutivos. Cada equipe tem 4 jogadores e o objetivo é o mesmo das outras modalidades: marcar o maior número de gols possíveis.

    A quadra, ou rinque, é construída com uma superfície plana e lisa, geralmente de madeira ou cimento, que permite que os patins deslizem de forma correta.

    A modalidade apareceu nas Olimpíadas de 92, porém não continuou como esporte olímpico.

    Hóquei em linha ou in line

    O patins usado nessa modalidade é o in line e, como tal, é a que mais se assemelha ao hóquei no gelo. Ele é praticado em quadras de cimento ou madeira, com um disco (puck) de 2,5 cm de grossura e 10 de diâmetro com 100g de peso. Os jogadores utilizam o stick para controlar o puck e fazer gols, assim como acontece no gelo.

    O tempo de jogo é dividido em 4 tempos de 12 minutos e, em caso de empate, tem um prolongamento de 5 minutos com gol de ouro e, se necessário, pênaltis. As equipes são divididas de 6 a 14 jogadores, sendo obrigatoriamente dois goleiros, mas apenas 4 estão em quadra.

    As diferenças dessa modalidade para o gelo, é que não é um esporte de contato, sendo permito apenas com o jogador que está com o puck. Este também tem mais tempo com o disco e às vezes o jogo é mais livre e corrido. Nos EUA, não há impedimento no hóquei in line, mas isso varia de país para país. Icing também não é permitido. Pode ser jogado também com uma bola oca ou preenchida com líquido.

     

    Hóquei de rua

    O hóquei de rua não é um esporte confederado e não há regras específicas. É uma variação do hockey no gelo praticado durante os meses de verão na Europa, Canadá e EUA. Como o próprio nome diz, ele é praticado na rua, ao ar livre, com uma bola de borracha. Os jogadores utilizam sticks, gols e capacetes e podem ou não usar o patins inline simulando o patins de gelo.

  • 2018 Coors Light NHL Stadium Series

    2018 Coors Light NHL Stadium Series

    O 2018 Coors Light NHL Stadium Series este ano acontece no estádio Navy-Marine Corps Memorial  em Annapolis, Maryland. O jogo entre Washington Capitals e Toronto Maple Leafs será no sábado (3) às 22h (horário de Brasília).

    O evento, além de ser um jogo especial ao ar livre, também poderá ser uma marca para o capitão dos Capitals, Alex Overchkin. Se o jogador marcar contra os Leafs, ele chegará a 40 gols pela 9ª vez em 13 temporadas, se tornando o sexto jogador na história a alcançar essa marca. E, se marcar um hat trick, ele chegará a marca de 600 gols, entrando para história como o vigésimo jogador da NHL a alcançar o feito antes dos 1000 jogos (Ovie tem 985 jogos na liga).

    Leafs e Capitals vão se enfrentar pela primeira vez desde que Washington eliminou Toronto na primeira rodada dos playoffs do ano passado, no sexto jogo.

    Caps está em primeiro na Divisão Metropolitana com 79 pontos, um a frente dos Flyers e três a frente dos Penguins. Já os Leafs estão em segundo na Divisão Metropolitana com 85 pontos, cinco atrás de Tampa e um a frente dos Bruins.

    Este será o terceiro jogo ao ar livre de ambas as franquias. Capitals jogou contra o Pittsburgh Penguins em 2011 em Heinz Field, em Pittsburgh, e com o Chicago Blackhawks em 2015, no Nationals Park, em Washington, ganhando os dois jogos.

    Já Toronto, enfrentou o Detroit Red Wings em 2014, no Michigan Stadium, e, de novo contra os Red Wings, em 2017, no 2017 Scotiabank NHL Centennial Classic no Exhibition Stadium em Toronto. Também vencedor nas duas oportunidades.

    Por causa do clima, o treino que seria realizado ao ar livre na sexta foi cancelado. Os times treinarão in door e apenas o jogo será no gelo montado no estádio.

     

    Foto Reprodução/NHL.com

  • Atletas Olímpicos da Rússia conquistam o ouro depois de 26 anos

    Atletas Olímpicos da Rússia conquistam o ouro depois de 26 anos

    Neste domingo foi encerrado os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang. Uma das últimas medalhas foi a do hockey masculino, e os russos, sem sua bandeira oficial, levaram o ouro para casa ao ganhar o jogo em cima da seleção alemã no overtime.

    A última vez que os russos conquistaram a medalha dourada tinha sido em 1992, em Albertville, na França, quando também não jogaram sob a bandeira do seu país. Na ocasião, a URSS tinha sido dissolvida um mês antes dos jogos e seis estados (Federação Russa, Ucrânia, Bielorrússia, Cazaquistão, Armênia e o Uzbequistão) optaram por competir com uma Equipe Unificada.

    Sem os atletas da NHL, os russos chegaram como os favoritos ao título e provaram porque são uma das melhores ligas de hockey. Mas os alemães não deixaram de fazer história. Era a primeira vez desde a reunificação da Alemanha que eles chegavam a uma final olímpica. Este fato em si já é importante, principalmente por haver eliminado o Canadá e a Suécia da disputa pelo ouro.

    A defesa alemã estava preparada, mas os Atletas Olímpicos da Russia abriram o placar no final do primeiro período com Vyacheslav Voinov. No segundo período, Felix Schütz empatou para a Alemanha em um gol duvidoso, mas os juízes confirmaram o placar após o pedido de revisão do técnico russo.

    O terceiro período foi recheado de gols. Nikita Gusev marcou para os Atletas Olímpicos da Russia, mas a Alemanha logo em seguida empatou novamente com Dominik Kahun. Jonas Muller deixou a Alemanha na frente pela primeira vez no jogo, que continuou em aberto e com possibilidade de gols para as duas seleções.

    A Alemanha já sonhava com a medalha dourada quando, faltando apenas 56 segundos para o fim do jogo, Nikita Gusev marcou novamente, empatando para os russos e levando o jogo para a prorrogação com o placar de 3 a 3.

    O overtime continuou com o clima tenso da partida na qual os dois times sabiam que não poderiam deixar o adversário marcar. Mas com quase dez minutos de prorrogação, a Alemanha cedeu um Power Play para os russos após Patrick Reimer cometer um high sticking contra Pavel Datsyuk.

    Os Atletas Olímpicos da Rússia aproveitaram a vantagem numérica e Pavel Datsyuk marcou o gol de ouro para sua seleção. Final: 4 a 3. Russos ficaram com o ouro, Alemanha com a prata e o Canadá conquistou o bronze após vencer  a República Tcheca por 4 a 6 na noite anterior.

     

    Foto Reprodução/dw.com

  • Ouro Olímpico finalmente das americanas

    Ouro Olímpico finalmente das americanas

    Elas chegaram às olimpíadas com mais do que um sonho: as americanas queriam revanche após três vice-campeonatos contra o Canadá. Colocar um fim à hegemonia canadense nunca pareceu tão possível como nas Olimpíadas de PyeongChang 2018. Parecia tão possível, que elas fizeram.

    Na madrugada de quinta (22) os Estados Unidos conquistaram o ouro olímpico em cima do Canadá no Hockey no gelo feminino depois de 20 anos. Com um jogo extremamente disputado, a decisão ficou para o shootouts, após a partida terminar empatada em 2 a 2.

    O placar foi aberto no primeiro período pelos EUA com a Hilary Knight, mas o Canadá não demorou a marcar dois gols com Haley Irwin e Marie-Philip Poulin, e virar o jogo.

    Parecia que o Canadá levaria novamente a medalha para casa, mas as americanas não iriam desistir tão fácil. Seguraram o jogo até o final e, faltando 6 minutos para tocar a sirene no terceiro período, Monique Lamoureux empatou aproveitando um contra-ataque após uma das belas defesas da goleira americana Maddie Rooney.

    O jogo foi para o overtime e ficou ainda mais disputado. As duas defesas seguraram as adversárias e ninguém parecia dar indícios de desistir do título. Entretanto, os Estados Unidos continuaram mais forte, marcando e chegando mais vezes ao gol.

    E se a torcida já não estava nervosa o suficiente, o resultado veio apenas nos shootouts extremamente disputado. De um lado, a goleira americana Maddie Rooney, e do outro, a canadense Shannon Szabados: ambas sem medo de segurar o puck e proteger a meta.

    Gigi Marvin e Amanda Kessel marcaram para os EUA. Meghan Agosta e Melodie Daouts marcaram para o Canadá. Brianne Jenner perdeu o quinto chute e ficou nas mãos de Hilary Knight conquistar o título americano. Mas um jogo que tinha sido tão emocionante até aquele momento não terminaria fácil assim.

    Precisou de mais um pênalti para cada lado para que Lamoureux, que já tinha sido importante para os EUA no jogo marcando o gol de empate, colocar o puck para dentro do gol de Szabados. Ficou nas mãos de Rooney, literalmente, defender o título ao parar o shoot de Agosta.

    As americanas finalmente puderam deixar capacetes e luvas no gelo e comemorar o ouro olímpico.  O Canadá levou a prata e o bronze ficou com a  Finlândia.

     

    Foto: Reprodução/The New York Times

  • Perfil: Nico Hischier

    Perfil: Nico Hischier

    Ao falar dos jogadores que estão se destacando na temporada seria impossível deixar Nico Hischier de fora. O jogador do New Jersey Devils foi a primeira escolha do Draft de 2017, e, ao contrário dos outros jogadores dessa série, ele estreou pelo time no mesmo ano com apenas 18 anos!

    O suíço nasceu em 4 de Janeiro de 1999, em Naters. Nico é o mais novo de três irmãos, e toda a família Hischier é ligada a esportes de alguma forma: seu pai, Rino, jogou futebol pelo FC Naters enquanto sua mãe trabalhou como professora de educação física.

    Seus dois irmãos também são esportistas: seu irmão, Luca, também joga hockey, mas pelo time SC Bern, na Suíça, e Nina, a irmã, joga vôlei pela sua escola. Nico jogou futebol até os 12 anos, mas então resolveu seguir os passos do irmão mais velho e passou a se dedicar apenas ao hockey, e ainda bem que o fez!

    O início da sua carreira no hockey profissional aconteceu em 2015, ainda na Suíça. Se mudou para o Canadá na temporada 2016-17, jogando naquele ano pelo Halifax Mooseheads, na Quebec Major Junior Hockey League. Na sua primeira temporada, ele foi eleito rookie do ano pela QMJHL, e melhor rookie pela Canadian Hockey League.

    Após fazer uma excelente pré-temporada, Hischier estreou pelos Devils no primeiro jogo da temporada na vitória de 4 a 1 em cima do Colorado Avalanche, em 7 de Outubro. Dois dias depois, fez o seu primeiro ponto ao dar uma assistência no jogo contra o Buffalo Sabres, que a equipe ganhou por 6 a 2. E Nico não perdeu tempo para fazer o seu primeiro gol da NHL, marcando dois do três gols de uma vitória em cima do Ottawa Senators.

    Nico Hischier é o segundo no número de pontos pelos Devils. Em 59 jogos, ele já soma 39 pontos sendo 13 gols e 26 assistências. Ser a primeira escolha do último draft parece ter sido apenas o início para esse jovem jogador.

     

    Foto Reprodução/NHL.com