Autor: Nathália Juliana

  • NHLers que anunciaram aposentadoria em 2020

    NHLers que anunciaram aposentadoria em 2020

    O fim de mais um temporada significa a triste hora de dizer adeus a alguns de nossos jogadores favoritos. Isso porque após tantos anos dedicando suas vidas ao esporte, alguns veteranos aproveitam essa época para pendurar os patins e dar um passo para uma nova carreira. No entanto, nem sempre isso quer dizer especificamente dar adeus ao hockey, já que muitos deles aproveitam para usar todo o seu conhecimento em uma nova área do esporte. 

    Com futuro decidido ou não, logo após o final da temporada já tivemos os primeiros anúncios de aposentadoria. Ano passado, escrevemos sobre os jogadores aposentados em 2018-19. Agora, relembramos a carreira dos recém-aposentados. 

    Justin Williams

    Em uma emocionante mensagem para a NHL, o atacante de 39 anos anunciou a aposentadoria dia 8 de outubro. Williams é conhecido como “Mr. Game 7”, por possuir no total 15 pontos (7G, 8A) em nove Jogos 7 de séries dos playoffs. Esse é o recorde de maior número de pontos de jogo de carreira de qualquer jogador na história da NHL, e as equipes das quais ele fez parte registraram um recorde de 8 vitórias e 1 derrotas em partidas desse tipo.

    O canadense originário de Coburg, em Ontário, foi draftado em 2000 pelo Philadelphia Flyers, e passou ao todo 19 temporadas na NHL. Williams é um dos nove jogadores na história da liga a marcar 100 gols e ganhar a Stanley Cup com duas franquias diferentes. Em 2004, ele foi trocado para o Carolina Hurricanes, onde ganhou a primeira Stanley Cup em 2006.

    No entanto, em 2009, ele foi novamente trocado, dessa vez para o LA Kings, equipe na qual ele jogou por sete anos e ganhou mais duas Stanley Cups. Inclusive, ele ganhou o Conn Smythe Trophy em 2014 como MVP dos playoffs. Por fim, Williams passou dois anos com o Washington Capitals e depois passou as últimas três temporadas com os Hurricanes.

    No total, Justin Williams tem 797 pontos (320G, 477A) em 1.264 jogos da NHL na carreira com os Hurricanes, Flyers, Kings e Capitals. Todavia, foi nos Canes que ele fez 316 pontos (128G, 188A) em 449 jogos, ocupando o sexto lugar na história do time (desde a realocação) em gols e assistências e o oitavo em pontos.

    Chris Stewart

    Draftado em 2006 pelo Colorado Avalanche, o canandense de 32 anos participou de 11 temporadas pela NHL, passando por 7 times ao todo. No entanto, a carreira de Stewart não se resume somente a isso. Suas origens humildes fizeram com que o atacante precisasse dar duro para encontrar o seu lugar no esporte, jogando hockey através de bolsas de custo. 

    Contudo, esse esforço demonstrou resultado. Stewart foi uma escolha do primeiro round (n°18) e, em 2009-10, ele estabeleceu recordes de carreira na NHL em gols (28), assistências (36) e pontos (64). Ao longo da sua carreira na liga, passou pelo o St. Louis Blues, Buffalo Sabres, Minnesota Wild, Anaheim Ducks, Calgary Flames e Flyers. 

    Por fim, no total, Stewart marcou 322 pontos (160G, 162A) em 668 jogos da temporada regular e 11 pontos (6G, 5A) em 39 jogos dos playoffs. Após sua aposentadoria, Philadelphia o chamou para ser treinador de desenvolvimento de jogadores. Stewart tinha planos de permanecer no mundo do hockey mesmo após a aposentadoria. 

    Matt Niskanen

    Matt Niskanen anunciou sua aposentadoria no começo de outubro. O defensor de 33 anos jogou esta temporada pelo Philadelphia Flyers após uma troca com o Washington Capitals pelo defensor Radko Gudas, em 14 de junho de 2019.

    Niskanen era foi o segundo defensor do Flyers com mais pontos, 33 pontos (8G, 25A) em 68 jogos, jogando a maior parte da temporada em dupla com Ivan Provorov. Ele fez um gol e uma assistência na pós-temporada deste ano. 

    Originalmente, ele foi uma escolha do Dallas Stars no primeiro round (n°28) do NHL Draft de 2005. Ao todo, Niskanen marcou 356 pontos (72G, 284A) em 949 jogos da temporada regular com os Flyers, Capitals, Pittsburgh Penguins e Stars, e 42 pontos (6G, 36A) em 140 jogos de playoffs. Por fim, ele ganhou a Stanley Cup com Washington em 2018.

    Mike Green

    Mike Green foi draftado pelo Washington Capitals em 29° no Draft da NHL de 2004. Em 880 jogos na NHL, ele atuou por três equipes, sendo elas o próprio Capitals, Detroit Red Wings e Edmonton Oilers. No entanto, grande parte de sua carreira foi no time da capital americana. Ao todo, Green marcou 501 pontos (150G, 351A) e 37 pontos (10G, 27A) em 76 jogos em Playoffs da Stanley Cup, distribuídos nos seus 15 anos na liga. 

    Além disso, Green marcou 31 gols por Washington em 2008-09, sendo este o maior número na carreira do defensor. Na temporada seguinte, ele marcou 76 pontos (19G, 57A). Durante sua carreira, ele foi escolhido para atuar nos jogos All-Star (2008-09, 2009-10) e foi o segundo na votação pelo Norris Trophy, concedido ao melhor defensor da NHL, em cada uma dessas temporadas.

    Enfim, um dos motivos para a aposentadoria de Green foi o desejo de ficar mais tempo com a família. Além disso, ele é conhecido pelos diversos trabalhos, organizações e eventos comunitários. Suas arrecadações normalmente se voltam a hospitais, além de construções de playgrounds e iniciativas contra a obesidade infantil. 

    Richard Bachman

    Finalmente, o goleiro americano Richard Bachman anunciou sua aposentadoria também no inicio de outubro. O goleiro, que passou 11 temporadas hockey profissional, jogou na NHL pelo Dallas Stars, Edmonton Oilers e Vancouver Canucks.

    Contudo, ele passou a maior parte de sua carreira atuando na liga de desenvolvimento. Após sua aposentadoria, ele se tornou treinador de goleiros no Iowa Wild, afiliado da equipe de Minnesota na AHL.

    Foto: NHL.com/Reprodução

  • Os maiores destaques do NHL Draft de 2020

    Os maiores destaques do NHL Draft de 2020

    O NHL Draft de 2020 irá começar nesta terça-feira (06). Inicialmente, a cerimônia estava marcada para acontecer no final de junho, em Montreal. Contudo, com a pandemia de COVID-19, a temporada foi adiada e concluída no final de setembro. Também por causa do vírus, a cerimônia do draft será feita virtualmente, a distância, acontecimento este que não é inédito na NHL.

    O draft é o momento no qual times fazem trocas, preparando-se para a nova temporada (ainda sem previsão de início) e escolhem os prospects, jovens jogadores de hockey que atuam nas mais diversas ligas ao redor do mundo. 

    Com isso, este é um pequeno informativo sobre os principais jogadores disponíveis para a primeira rodada da edição deste ano. 

    Alexis Lafrenière (left-winger, Rimouski Océanic)

    O canadense natural de Quebec, Alexis Lafrenière, é o capitão do Rimouski Oceanic da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Ele atua na equipe há três temporadas, com 114 gols e 297 pontos em 173 partidas, números impressionantes para um novato. Em sua temporada de estreia pelo Oceanic, ele marcou 42 gols, o maior número de gols marcados por um rookie desde Sidney Crosby em 2004.

    As maiores características dele, segundo especialistas e analistas de scouting, são a habilidade de fazer jogadas inteligentes, ter um bom domínio do puck e excelente habilidade em lidar com o jogo em momentos de pressão. 

    Ele tem sido cotado para ser escolhido pelo New York Rangers, já que o time conseguiu a primeira escolha geral do Draft. É muito improvável que o time pule uma promessa como Lafrenière.

    Além disso, ele possui duas medalhas de ouro em campeonatos internacionais: uma conquistada em 2018, na Hlinka Gretzky Cup, e outra na no Campeonato IIHF World U-20. 

    Quinton Byfield (central, Sudbury Wolves)

    Quinton Byfield  é um central, que atualmente  joga pelo Sudbury Wolves da Ontario Hockey League (OHL). Ele é descendente de jamaicanos pelo lado de seu pai, Clinton, e poderá ser o jogador negro a ser escolhido mais alto no draft, sendo cotado para ser escolhido em 2° ou 3° lugar. Vale ressaltar que Evander Kane e Seth Jones são atualmente detentores dessa marca, ambos em 4° lugar. Byfield foi a escolha em primeiro lugar no draft OHL, selecionado pelos Wolves em 2018.

    Na temporada de rookie, aos 16 anos, ele fez 29 gols e 32 assistências em 64 jogos da temporada regular. Assim, somando oito pontos em oito partidas de playoffs, e foi nomeado o rookie do ano tanto na OHL quanto na CHL.

    As principais características de Byfield são o tamanho, velocidade, habilidade, visão e tenacidade quando se trata de disputas de pucks. Sendo assim, Byfield é a peça ideal para construir uma equipe.

    Por fim, uma equipe no qual provavelmente precisaria das habilidades deste jovem jogador seria o LA Kings, que está em processo de rebuild e poderia contar com um jogador jovem, ideal para ser a cara da franquia. 

    Tim Stützle (central, Adler Manheim) 

    Tim Stützle é um jogador alemão que joga pelo Adler Mannheim na Deutsche Eishockey Liga (DEL). Antes, ele jogou pelo Krefelder EV 1981, onde ele foi o artilheiro de sua equipe na temporada 2015-16. Na temporada 2017-18, Stützle se transferiu para Mannheim, marcando 18 gols e 29 assistências. Ele entra no draft sendo o europeu mais bem rankeado no draft. No Mundial de Juniores, ele fez cinco pontos (todos em assistências) em cinco jogos pela Alemanha.

    Um central natural que também pode jogar como winger, muitos equiparam as habilidades do jovem alemão com ao do americano Patrick Kane. Stutzle foi descrito por muitos scoutings como sendo criativo no rinque, jogando com determinação e ousadia. Embora ele não seja o tipo de jogador que atira em direção as redes, ele é descrito como sendo um playmaker natural. 

    Por fim, Ottawa Senators poderiam escolher ele, já que ele poderia ser um versátil central/winger com habilidades criativas e uma ótima finalização.

    Cole Perfetti (left-winger, Saginaw)

    Cole Perfetti é um central que atualmente joga pelo Saginaw Spirit da OHL, onde fez 37 gols e 111 pontos. As habilidades dele são a inteligência no rinque, a velocidade e o tamanho. Foi essa mistura que fez Perfetti terminar com o melhor desempenho da CHL, enquanto se classificou como o terceiro maior artilheiro entre todos os patinadores em 2019-20. Tal inteligência, que resultam na capacidade de prever e criar jogadas do winger,  o coloca em vantagem aos demais jogadores, segundo os analistas. 

    Fora do rinque, Perfetti é uma pessoa altruísta. Ele possui uma fundação chamada “Fetts’ Friends”, no qual ele arrecada e doa dinheiro através de vendas de merchandise, além de visitar os pacientes em um hospital na área de Saginaw.

    Por fim, New Jersey Devils poderiam escolher mais um winger e tornar o ataque do time muito mais potente e decisivo.

    Lucas Raymond (left-winger, Frolunda HC)

    Lucas Raymond é um jogador sueco que joga no Frölunda HC da Liga Sueca de Hockey (SHL). Manuseio de puck, muita velocidade, e intensidade são as características atreladas a ele segundo os especialistas. 

    Muitos sites falam que tanto o Buffalo Sabres quanto o Ottawa Senators poderiam escolher o jovem sueco na quinta escolha do draft 2020. Portanto, ambos os times fariam uma grande adição no elenco, devido às grandes habilidades ofensivas dele. 

    Menções honrosas

    Primeiramente, temos Yaroslav Askarov, goleiro russo que atua no SKA Petsburg da KHL. Com comparações a Carey Price, esse goleiro consegue ler muito bem as ações de seus adversários. Já que poucos goleiros são escolhidos cedo nos drafts, o fato dele estar sendo cotado em 13° lugar já demonstra suas qualidades. 

    Jamie Drysdale, defensor canadense que atua no Erie Otters na OHL. O único defensor no top 10 do draft, o estilo de jogo dele não é um jogo físico, mas sim um jogo baseado em ler os adversários e o time e tambem habilidade em fazer jogadas, típico de defensores. 

    Jack Quinn, right-winger canadense que atua no Ottawa 67’s na OHL. Embora ele não seja um jogador extremamente alto, ele compensa isso com as grandes habilidades no gelo, que fizeram ele subir para a sétima posição no ranking de draft. Enfim, a habilidade de lidar com o puck dos adversários é a principal característica deste jogador.

    Por fim, Alexander Holtz, right-winger sueco que atua na Djurgarden IF (SHL). Um jogador que impressionou os analistas desde os 15 anos, Holtz possui uma grande habilidade de fazer gol e uma consistência em seu modo de jogar. Enquanto ele fazia dupla com Raymond na seleção sueca, os dois dominaram os rinques nas competições internacionais. 

    A lista completa com os candidatos para o draft 2020 encontra-se aqui.

  • A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins (de novo)

    A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins (de novo)

    Sem dúvidas, a última década foi recheada de sucessos para a equipe de Sidney Crosby. Ao vencerem a Stanley Cup de 2016, Pittsburgh provou todo o trabalho e talento dos seus jogadores. Porém, o time não se conformou em conquistar um título e, no ano seguinte, chegou novamente aos playoffs como um dos grandes favoritos.

    Assim, a equipe confirmou seu potencial ao conquistar novamente a Cup em 2017 em um back to back que cravou a dinastia comandada por Sidney Crosby e Evgeni Malkin nos Penguins. Nesta edição do 10 for 10 contamos um pouco como foi a segunda conquista da Stanley Cup pelo time, em 2016-2017.

    Temporada regular

    Os Penguins não fizeram grandes mudanças durante a offseason. O técnico Mike Sullivan assinou a extensão de seu contrato por mais três anos. Na trade deadline, Pittsburgh adquiriu os defensores Ron Hainsey e Mark Streit por meio de troca. Assim, o time potencializou sua defesa após Kris Letang sofrer uma lesão no final da temporada poucas semanas antes do início dos playoffs.

    A estreia do Pittsburgh Penguins na temporada regular foi no dia 13 de outubro, em uma vitória no shootout contra os rivais Washington Capitals. A temporada de 2016-2017 começou favorável para a equipe da Pensilvânia, pois nos 10 primeiros jogos, o time já tinha conquistado 5 pontos. No mês de dezembro, os Penguins conquistaram uma impressionante marca de 26 pontos em 15 jogos. Assim, eles estavam cotados a levar o segundo Presidents Trophy da história do time. O capitão Sidney Crosby liderou a equipe com 89 pontos, ficando em segundo lugar no campeonato, e conquistou o Troféu Rocket Richard com 44 gols. Já Phil Kessel liderou em assistências, somando 47 ao todo.

    Por fim, o Pittsburgh Penguins terminou em segundo lugar no campeonato com 111 pontos, com a temporada regular sendo concluída em 9 de abril. O President’s Trophy não veio, contudo, essa pontuação lhes deu a vantagem de gelo em casa na série.

    Playoffs

    Dizer que os Penguins não eram favoritos a ganhar novamente a Stanley Cup seria um erro. Contudo, o caminho não foi nada fácil. O elenco, basicamente o mesmo do ano anterior, não trouxe grandes surpresas. Entretanto, Marc Andre-Fleury, goleiro que foi uma das estrelas da primeira cup, trocou de titularidade com o então rookie Matt Murray. Todavia, ainda no primeiro round contra o Columbus Blue Jackets, Murray machucou-se durante o aquecimento antes do início do primeiro jogo, forçando Marc-Andre Fleury a iniciar a partida. Com a vantagem de começar os dois primeiros jogos em casa, os Penguins facilmente derrotaram os Blue Jackets em cinco jogos.

    O próximo adversário foi o Washington Capitals, sendo esta a décima série entre as equipes e a segunda vez no qual eles se encontraram no segundo round. Pittsburgh venceu oito das nove séries anteriores, incluindo o confronto do ano anterior, terminado em seis jogos. Dessa vez não foi diferente. Assim, os Penguins derrotaram os Capitals em sete jogos, mesmo após Washington ter empatado a série em 3-3. Porém, em uma série no qual uma equipe estava faminta pela vitória e cansada de perder, contra outra que poderia ter a chance de levantar novamente a taça, qualquer coisa estava sujeita a acontecer. Por fim, no jogo sete, Marc-Andre Fleury parou todos os 29 shots e Bryan Rust marcou o gol da vitória para derrotar os Capitals por 2 a 0 e avançar para a Final da Conferência pelo segundo ano consecutivo.

    A Final de Conferência foi disputadas contra o Ottawa Senators. Este foi o quinto confronto em playoffs entre essas equipes, com Pittsburgh vencendo três das quatro séries anteriores. A última vez em que eles se encontraram havia sido na Semifinal da Conferência em 2013, quando Pittsburgh venceu em cinco jogos. Esta também foi a segunda aparição consecutiva em Finais de Conferência para Pittsburgh, que derrotou o Tampa Bay Lightning no ano anterior em sete jogos. Já Ottawa tinha chegado à Final da Conferência em 2007, quando derrotaram o Buffalo Sabres em cinco jogos. No primeiro jogo, os Senators ganharam a partida após Bobby Ryan marcar no overtime, dando à equipe uma vantagem de 1-0 na série. Entretanto, no jogo seguinte, quem marcou foi Phil Kessel em uma vitória dos Penguins por 1-0.

    No primeiro período do jogo três, os Sens marcaram quatro vezes, incluindo três gols em um período de menos de três minutos, levando-os a uma vitória por 5–1. Matt Murray fez 24 defesas após ter voltado de lesão, em seu primeiro jogo de playoff. Assim, ele garantiu uma vitória de 3–2 para Pittsburgh no jogo quarto. Já no cinco, suas 26 defesas foram vitais para a vitória por 7-0 contra os Sens. Então, os Penguins conseguiram a liderança de 3-2 na série. Entretanto, quem ganhou o jogo seis foram os Senators, forçando um jogo sete.

    Assim, a decisão de quem iria para a final foi um tudo ou nada. Chris Kunitz e Mark Stone marcaram para os Sens com 20 segundos de diferença no segundo período. Posteriormente, Justin Schultz e Ryan Dzingel empataram a partida em 2 a 2. Dessa forma, o jogo foi para overtime. A decisão, entretanto, ficou para o segundo tempo do overtime. Kunitz marcou seu segundo gol no jogo, que enviou Pittsburgh às finais pelo segundo ano consecutivo.

    Pittsburgh Penguins campeão

    No Oeste, quem se garantiu na final foi o Nashville Predators. Esta foi a primeira aparição na Final da Stanley Cup de Nashville em seus 19 anos de história.

    Durante a offseason, Nashville trocou o defensor e capitão do time de longa data Shea Weber para Montreal pelo defensor P. K. Subban. Na temporada regular, Nashville fez 94 pontos, posicionado em segundo lugar no wild card na Conferência Oeste, e foi o 16º time geral e último colocado nos playoffs.

    Após 2 jogos, Pittsburgh Penguins possuía uma vantagem de 2 a 0 em cima dos Predators. Entretanto, a equipe reagiu e ganhou os jogo 3 e 4 em casa. Com a série empatada, a disputa pela Cup ficou ainda mais fervorosa. No jogo 5, os Penguins ganharam de Nashville por 6-0. O então rookie Matt Murray se tornou o primeiro novato desde Cam Ward em 2006 a conseguir um shutout nas finais da Stanley Cup.

    Enfim, bastava apenas um jogo para que o Pittsburgh Penguins conquistasse novamente a Stanley Cup. E Patric Hornqvist foi o autor do gol da vitória, ao mandar o puck para as redes do veterano Pekka Rinne. Faltavam menos de 2 minutos para o término do jogo no terceiro período, quando Hornqvist foi o herói da noite. Posteriormente, Carl Sevelin ainda fez um gol de Empty Net, selando enfim a vitória por 2-0.

    Os Penguins, que derrotaram o San Jose Sharks na final da temporada anterior, conquistaram assim a sua quinta taça. Nenhum outro time da NHL ganhou tanto neste período, e nenhum outro time havia levado consecutivamente a Stanley Cup desde as vitórias do Detroit Red Wings em 1997 e 1998.

    Esta Stanley Cup foi a terceira para Crosby, capitão dos Penguins, que também ganhou seu segundo Troféu Conn Smythe consecutivo como o melhor jogador dos playoffs. Crosby marcou 27 pontos nos playoffs, com oito gols e 19 assistências. Dessa forma, Crosby e sua equipe se firmaram no mundo da NHL e mostraram todo o talento e poder que possuem.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Tampa Bay Lightning na Final após outra decisão em OT

    Tampa Bay Lightning na Final após outra decisão em OT

    No sábado, 19 de setembro, começou a Final da Stanley Cup de 2020, em Edmonton.

    Para chegar à decisão, o Tampa Bay Lightning enfrentou um caminho cheio de percalços. Após o round robin, jogando com os Capitals, Bruins e Flyers, Tampa encarou o Columbus Blue Jackets no primeiro round. Ao contrário do ano passado, os Bolts passaram o time de Ohio por 4 jogos a 1. Posteriormente, jogaram contra a equipe atual vencedora do Presidents’ Trophy, Boston Bruins, que tinha como estrelas David Pastrnak e Brad Marchand, seguindo para a final da Conferência Leste mais uma vez por 4 jogos a 1.

    Por fim, encararam a muralha defensiva do New York Islanders, comandada por Barry Trotz, série essa definida no jogo 6, por 4 jogos a 2. O jogo seis foi resolvido no overtime, novamente, e com isso, Tampa teve no total 185 minutos de overtime nos playoffs, tornando-se o único da história da NHL.

    É notável que a equipe da Flórida tinha muito mais em jogo além de vitórias ou derrotas. Afinal, o fator mental da equipe foi a principal razão de ter avançado para a Final da Stanley Cup deste ano. A última vez que a equipe chegou à decisão foi em 2015, quando perdeu para o Chicago Blackhawks.

    O início da série

    O primeiro jogo do Tampa Bay Lightning e do New York Islanders deu a impressão de que a série poderia ser a primeira desses playoffs a ser concluída após quatro jogos. Tampa entrou no rinque após alguns dias de descanso, enquanto o Islanders passou por um Jogo 7 da série contra o Flyers.

    A vantagem física contribuiu para um Jogo 1 com o placar mais elástico. Isso porque o Tampa ganhou a partida por 8 a 2. Brayden Point e Nikita Kucherov tiveram 5 pontos cada, fazendo com que o russo entrasse em uma seleta lista de jogadores que conquistaram mais mais assistências (20) em menos jogos (19), igualando-se a Jonathan Toews e Sidney Crosby.

    A força do Islanders

    O Tampa venceu o Jogo 2 abrindo uma vantagem de 2 a 0. Contudo, Brayden Point, fundamental no andar da série, lesionou-se e perdeu o terceiro confronto. Assim, os Islanders souberam aproveitar dos espaços deixados pelo atacante.

    Na terceira partida, os Isles terminaram com 5 gols a 2 de Tampa, deixando evidente a falta do jogador canadense. O Jogo 3 foi intenso e estava empatado por 3 a 3 no terceiro período, quando Anthony Beauvillier, autor de 9 gols nos playoffs, fez um passe para Brock Nelson que lançou para as redes de Andrei Vasilevskiy.

    Dessa forma, Tampa levava uma vantagem de 3 jogos a 1 contra os Isles. O Lightning teria a chance de terminar as séries em 5 jogos.

    Entretanto, Barry Trotz e os Islanders não deixariam isso acontecer. A equipe de Nova York saiu em vantagem após Ryan Pulock abrir o placar do jogo no primeiro tempo. Contudo, o defensor Victor Hedman do Tampa marcaria depois, empatando o jogo no segundo tempo. Com o placar em 1 a 1, o jogo iria novamente para overtime. Mas foi apenas no segundo overtime que o Islanders conquistaram a vitória.

    Jordan Eberle recebeu o puck do capitão Anders Lee, e não pensou duas vezes em marcar o gol. Com a série em 3 a 2 para Tampa, a rodada ainda não estava definida.

    No Jogo 6, Jean Gabriel Pageau fez um gol no empty net e os Isles saíram com uma vitória importante, mantendo a série em 2 a 1 para Tampa. O quarto jogo, contudo, aumentaria a vantagem nas séries do Tampa. O retorno de Brayden Point foi fundamental para os Bolts liderarem mais uma vez o placar, levando o confronto por 4 a 1.

    Tampa Bay Lightning campeão da Conferência Leste

    O último jogo estava em aberto, porém foi Tampa quem conseguiu dar um ponto final para a série e conquistar a Conferência Leste. Porém, não de uma forma fácil.

    Após Semyon Varlamov parar os shots do Lightning, o jogo seguiu novamente para overtime. No tempo regulamentar, a partida terminou novamente em 1 a 1, com gols de Devon Toews e Victor Hedman. Diferentemente do jogo anterior, Tampa não demorou muito para decidir a partida. Com apenas 7 minutos, Anthony Cirelli marcou o gol da vitória dos Bolts.

    Apesar de Varlamov ter feito 46 defesas, não foi o bastante para que New York forçasse um jogo 7. Antes disso, Brock Nelson teve sua chance impedida quando Vasilevskiy defendeu um breakaway dele em um penalty kill.

    Assim, os Isles deram adeus ao sonho da Cup após jogarem uma Final de Conferência pela primeira vez desde 1993. A final foi decidida, entre Dallas Stars e Tampa Bay Lightning.

    Fato curioso é que essa final será entre as duas equipes da NHL localizadas mais ao sul dos Estados Unidos, disputada na cidade com um time mais ao norte na liga.

    Vale ressaltar que os Stars também tiveram um caminho complicado até a decisão. Ao terem passado do Colorado Avalanche, grande favorito do Oeste para ganhar a Stanley Cup, a equipe mostrou que veio para a pós-temporada com uma missão. Essa missão é trazer a taça de volta ao Texas.

    Atuações notáveis

    Primeiramente, não podemos ignorar a atuação incrível de Semyon Varlamov, crucial para que os Islanders chegassem às finais de conferência.

    Contudo, o maior destaque do Tampa Bay Lightning foi justamente um ataque poderoso que conseguiu ultrapassar as habilidades de Varlamov. Brayden Point, Nikita Kucherov, Ondrej Palat são os jogadores mais importantes do ataque atualmente, atuando juntos na primeira linha.

    Até o fim do terceiro round, Point possuía nove gols e 25 pontos nos playoffs, marcando gols em momentos cruciais. Já Kucherov liderava os rankings de pontos dos playoffs, com 26. Ele teve seis gols e 20 assistências, o que mostra muito sua capacidade de fazer jogadas e repassar para seus colegas de equipes quando é preciso. Palat, por sua vez, complementa a linha que vem sendo fundamental para o Tampa nessa temporada.

    Na defesa, Victor Hedman e os veteranos Ryan McDonaugh e Kevin Shattenkirk tem feito um bom trabalho de bloquear os disparos e de tirar o puck da zona de defesa. Com isso, o elenco do Tampa é sólido e oferece perigo para qualquer equipe.

    O que esperar da série contra Dallas Stars

    A equipe texana saiu na frente, com uma vitória gigantesca por 4 a 1. O time, comandando por Jamie Benn, está revigorado após um descanso de quase uma semana. Com certeza a série será apertada, já que as duas equipes são extremamente talentosas.

    Os dois goleiros, russos, têm feito um trabalho espetacular. Anton Khudobin simplesmente tem sido um dos melhores jogadores do elenco de Dallas, e Andrei Vasilevskiy já ocupava o mesmo posto em Tampa. Agora, cabe saber quem será melhor (ou quem terá mais sorte) para fazer a equipe ganhar. O ataque de Dallas também não pode ficar para trás, afinal de contas, nomes como Denis Gurianov e Miro Heiskanen são fundamentais. Gurianov tem nove gols e Heiskanen lidera a equipe com 23 pontos.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • NHL anuncia iniciativas de combate ao racismo

    NHL anuncia iniciativas de combate ao racismo

    Nesta quinta-feira (3), a NHL anunciou iniciativas de combate ao racismo na liga e também para acelerar a inclusão de minorias no hockey.

    Essas iniciativas vieram de uma demanda dos próprios jogadores. Na semana passada, eles decidiram não jogar por dois dias em protesto, contestando a brutalidade policial contra negros nos Estados Unidos. 

    Dessa forma, a NHL e os membros dos clubes, junto com a Associação de Jogadores (NHLPA) comprometeram-se com uma série de outras iniciativas específicas.

    As iniciativas em conjunto com a NHLPA

    A NHL e a NHLPA trabalharão em conjunto com a Hockey Diversity Alliance (HDA), aliança formada por jogadores e ex-jogadores negros da NHL. Com o propósito de lutar contra o racismo no hockey, essa parceria visa em estabelecer e administrar um programa de desenvolvimento do esporte desde sua base. O intuito é fornecer orientação e desenvolvimento de habilidades para meninos e meninas BIPOC (sigla para black, indigenous and person of color; em português, negros, indígenas e pessoas não-brancas) em Toronto.

    A NHL e a NHLPA estão planejando um treinamento obrigatório de inclusão e diversidade para todos os jogadores da liga. Esse treinamento será conduzido durante o training camp e a primeira parte da temporada 2020-21. Os membros da equipe da NHLPA receberão o mesmo treinamento de inclusão e diversidade que os jogadores.

    Todos os funcionários da Liga participarão de uma experiência de aprendizagem de inclusão, conduzida por Bill Proudman da White Men as Full Diversity Partners (WMFDP). Sua educação será focada no antirracismo, no preconceito inconsciente, nas dimensões de identidade, sobre microagressões e competência cultural.

    A NHL trabalhará com seus parceiros de longa data no Thurgood Marshall College Fund para capacitar a próxima geração de líderes de justiça racial. Por meio de uma parceria com o Center for Justice Research da Texas Southern University, a NHL fornecerá apoio financeiro para as pesquisas da Universidade. 

    Educar os fãs da NHL também continuará sendo feito, a partir de guias sobre a importância de refletir sobre o racismo e de ser antirracista. Isso também será feito a partir da amplificação das vozes dos jogadores, ex-jogadores e de prospects da Liga. 

    Ainda, em um nível relacionado às equipes e seus funcionários, a Liga continuará a acolher uma série de “Courageous Conversations”. As “Conversas Corajosas”, em tradução livre, são conversas relacionadas a raça, equidade, diversidade e inclusão. Esta plataforma fornece um lugar no qual as pessoas das equipes podem mergulhar e falar sobre privilégio, do preconceito inconsciente além de abraçar a diferença, assim tornando-se ainda mais um aliado.

    Em suma, as Conversas Corajosas são o início do processo de autorreflexão. As conversas estão sendo conduzidas por Kim Davis e Brian Blake, Diretor Sênior de Diversidade e Inclusão da NHL. Por fim, a Liga iniciará um programa semelhante para os treinadores e gerentes gerais.

    Quem lidera a mudança 

    A NHL formou o Conselho de Inclusão Executiva (EIC). O Conselho é co-presidido pela proprietária do Buffalo Sabres coreana americana Kim Pegula e o Comissário da NHL Gary Bettman. Seu empenho será em liderar um pensamento mais inclusivo em todo o ecossistema do hockey. O EIC promoverá a inclusão e a diversidade do esporte, identificando oportunidades para mudanças positivas e desenvolvendo etapas de ação.

    PK Subban, junto com Anson Carter, ex-jogadores da NHL e ex-jogadoras das seleções femininas de hockey fazem parte da Players Inclusion Committee (PIC). Além disso, existem ainda mais dois comitês – o Fan Inclusion Committee (FIC) e o Youth Hockey Inclusion Committee (YHIC). Tais comitês desenvolverão soluções orientadas para a ação que impactam positivamente o acesso, oportunidade e experiências que grupos sub-representados têm no jogo – e nos negócios – do hockey.

    Por meio do NHL / NHLPA Industry Growth Fund, investimentos financeiros significativos estão sendo feitos para fazer crescer o esporte de hockey nível juvenil em comunidades de cor. Vários clubes já estão acessando o IGF para ajudar a apoiar iniciativas de diversidade no hockey, enquanto outros estão planejando fazê-lo.

    A Liga também fornecerá financiamento, conforme necessário, para apoiar novas iniciativas que tragam mais pessoas não-brancas para o esporte. O objetivo é encorajar mais participação em todos os níveis do jogo – incluindo a criação de um canal para o desenvolvimento de jogadores de hockey de elite.

    Iniciativas já existentes e que continuarão 

    O Comitê Consultivo de Hockey Feminino da NHL e da NHLPA – lançado em 2019 – continuará a se concentrar no crescimento do hockey feminino. Portanto, é importante garantir que todas as meninas e mulheres jovens possam experimentar as oportunidades e benefícios que jogar e arbitrar nosso esporte oferece.

    Além de avaliar a programação feminina atual, elaborar estratégias de divulgação e hospedar uma sessão educacional para jogadores das seleções canadense e americana sobre racismo, crescimento e inclusão, o comitê fez uma parceria com a NHL Coaches’ Association. O objetivo é aumentar o número de treinadoras participando do Programa de Mentoreamento de Treinadores anual da NHLCA. Dessa forma, espera-se criar mais oportunidades para treinadoras de todos os 32 mercados da NHL.

    Por fim, O Comitê está atualmente trabalhando em uma série de artigos que examina a experiência feminina no hockey e destaca modelos em todos os níveis do esporte.

    No início de 2020, a NHL conduziu a primeira avaliação independente dos programas de hockey juvenil Hockey Is For Everyone. Embora a Liga esteja necessariamente navegando nas incertezas do cenário do hockey juvenil na atual pandemia, ela continua comprometida em explorar o desenvolvimento de uma coalizão mais ampla de organizações juvenis e amadoras de hockey que apoiam grupos marginalizados e sub-representados.

    Para saber mais sobre as iniciativas e ler todas, acesse o site da NHL (em inglês).

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Nova temporada da KHL começa em setembro

    Nova temporada da KHL começa em setembro

    A Kontinental Hockey League é considerada a segunda melhor liga de hockey no gelo do mundo, e é composta majoritariamente por times russos. A KHL anunciou a pausa da temporada de 2019-20 no dia 12 de março, por conta da pandemia de COVID-19. Logo depois, no dia 25 do mesmo mês, o presidente da KHL, Alexey Morozov, confirmou que a temporada seria encerrada sem um campeão definido.

    Todavia, no dia 27 de maio foi anunciado que a nova temporada da KHL teria início no dia 2 de setembro, data decidida com a Federação Russa de Hockey. No entanto, essa data de início dependeria da situação de saúde pública em relação a pandemia de coronavírus e das restrições nas regiões da Rússia e nas outras nações da KHL.

    De acordo com Morozov, um total de 116 jogadores KHL tiveram resultado positivo para o novo coronavírus. Destes, 54 já se recuperaram e voltaram a treinar. Os sintomas, porém, eram leves e eles estavam todos sob constante observação dos médicos de seus clubes.

    Como funcionará o calendário novo da KHL?

    Os jogos terão inicio do dia 2 de setembro, nesta quarta-feira. A primeira fase irá até o dia 27 de fevereiro, e serão no total 142 dias de jogos. A competição foi reduzida para 23 equipes após o Admiral Vladivostok ter anunciado sua retirada, visando um hiato de temporada devido ao coronavírus ter afetado a situação financeira do clube.

    Os 23 clubes jogarão 60 partidas: duas vezes entre si (44 partidas), de 8 a 10 vezes com times de sua própria divisão e de 6 a 8 vezes com times da divisão vizinha de sua conferência. No total, serão 690 partidas na primeira fase.

    Devido à mudança no número de equipes concorrentes, e com o objetivo de amenizar eventuais problemas logísticos, há mudanças na composição de cada divisão. O Torpedo retorna à Conferência Leste após uma temporada, e Sibir muda-se para a Divisão de Chernyshev. No Oeste, Dinamo Riga e Dynamo Moscow se juntarão à Divisão Tarasov no lugar de Sochi e Vityaz.

    Vale ressaltar que este calendário estará de acordo com as pausas para as etapas do Eurotour, torneio anual de hockey aberto apenas às seleções masculinas da República Tcheca, Finlândia, Rússia e Suécia que será realizado de 2 a 9 de novembro (na Finlândia), de 14 a 20 de dezembro (na Rússia), de 8 de fevereiro a 15 (na Suécia). Por fim, estão planejadas ainda pausas para o All-Star Game da KHL, em Riga (22-24 de janeiro).

    O início dos playoffs está previsto para 2 de março de 2021 e a sétima partida da série final da Copa Gagarin, caso seja necessária, será no dia 30 de abril.

    Torcedores poderão assistir aos jogos – nas arenas

    Diferentemente da NHL, a KHL permitiu a entrada de torcedores nas arenas para assistir às partidas. Entretanto, o mesmo será feito de forma restrita, a fim de evitar o contágio do novo coronavírus. Primeiramente, não serão todas as arenas que permitirão espectadores. No Cazaquistão, Cherepovets e Novosibirsk não terão torcedores em casa.

    De acordo com os regulamentos russos, os ingressos podem ser vendidos desde que os fãs estejam sentados a pelo menos 1,5 m de distância. Também há um limite para o número de ingressos disponíveis para venda e não haverá ingressos a serem comprados na arena no dia do jogo. 

    É possível ler mais sobre detalhes do calendário no site oficial da KHL (em inglês).

    Foto: KHL.com/Reprodução

  • John Scott, o capitão improvável do All-Star Game

    John Scott, o capitão improvável do All-Star Game

    A NHL é conhecida pelo jogo físico, as famosas brigas do hockey e jogadores que fizeram carreiras conquistando estatísticas nesse confrontos. Um destes jogadores foi John Scott. O ex-jogador é um dos enforcers mais famosos que teve uma carreira reduzida na NHL. Isso porque Scott teve apenas 286 aparições na Liga, dos quais somou cerca de 500 minutos de penalidade. Por outro lado, marcou apenas 11 pontos em sua carreira. Contudo, mesmo com números baixos, ele conseguiu a façanha de ser capitão de um time no All Star Game. 

    Neste capítulo do 10 for 10 contamos a história do jogador que, apesar de não ter brilhado em sua trajetória no esporte, brilhou no All-Star Game de 2016 após ser o campeão de votação para capitão do Time da Divisão Pacífica. 

    A carreira de John Scott

    John Scott nasceu em Edmonton, Alberta, porém cresceu em Ontário, como torcedor do Boston Bruins. Quando criança, ele almejava ser igual o defensor dos Bruins, Ray Bourque.

    Bourque foi um lendário defensor de hockey, cinco vezes vencedor do Norris Trophy e com o maior recorde de gols, assistências e pontos por um defensor.

    Contudo, sendo um jogador não-drafrado, Scott começou a jogar hockey pela universidade Michigan Tech. Como um defensor enforcer, Scott marcou 19 pontos com 347 minutos de penalidade em seu tempo com os Huskies.

    Basicamente, a marca dos enforcers na NHL é a de brigar e agitar os jogos como forma de intimidar o time adversário. Considerada uma “classe” antes muito necessária no hockey, atualmente, existem poucos jogadores assim na liga, já que habilidade e dinâmica vem crescendo como características mais atraentes para os espectadores. 

    O primeiro time de John Scott na NHL foi o Minnesota Wild. Ele jogava pelo Houston Aeros, time da AHL afiliado do Wild, quando foi chamado para a equipe princiapal. Na temporada de 2006-07, Scott assinou seu primeiro contrato entry level e sua primeira partida foi contra o Detroit Red Wings. 

    Após dois anos com o Wild, ele foi para o Chicago Blackhawks, após se tornar free agent. Em sua carreira, Scott passou por outros cinco times: New York Rangers, San Jose Sharks, Buffalo Sabres, Arizona Coyotes e Montreal Canadiens.

    Como característica dos enforcers, Scott já foi suspenso alguns jogos na NHL. Em outubro de 2013, quando jogava pelo Sabres, Scott foi suspenso sete jogos por um contato ilegal na cabeça de Loui Eriksson. Hits na cabeça se tornaram ilegais na NHL desde 2011.

    Outra briga famosa do jogador aconteceu em 2014. Isso porque, em seu tempo com o San José Sharks, Scott saiu do banco imediatamente para brigar com Jackman, do Anaheim Ducks. Por esse motivo ele foi suspenso por quatro jogos. 

    O All Star Game de 2016

    Na temporada 2015-16, em 2 de janeiro de 2016, Scott foi anunciado como o vencedor da votação dos fãs do NHL All-Star Game, que aconteceria em Nashvillle. Ele foi votado capitão da Divisão do Pacífica da Conferência Oeste, numa campanha histórica, visto que normalmente os melhores jogadores são selecionados pelo público para representar seus times.

    Scott foi quem teve o maior número de votos, apesar de ter registrado apenas 1 ponto em 11 jogos disputados com os Coyotes, uma vez que Scott passou grande parte da temporada como um healthy scratch. Muitos compararam essa situação com a de Rory Fitzpatrick em 2007, uma vez que os fãs votaram em um jogador que não seria convencionalmente escolhido como um All-Star.

    Entretanto, essa não foi uma tarefa fácil. Após os jogos, jornalista confirmaram que a NHL tentou sabotar a campanha de capitão do All-Star Game de John Scott.

    A liga, junto ao Arizona Coyotes, pediram que Scott não fosse participar dos jogos de exibição. O próprio afirmou que não merecia jogar no evento e pediu para que os torcedores votassem em outros jogadores. Por fim, quando ele foi finalmente declarado campeão, Scott decidiu jogar.

    Contudo, em 15 de janeiro de 2016, Scott foi negociado para o Montreal Canadiens junto com outros três jogadores. Logo após essa negociação, o Canadiens imediatamente enviaram-no para seu então afiliado da AHL, o St. John’s IceCaps. 

    O então gerente geral do Arizona, Don Maloney, insistiu que a troca foi apenas um movimento empresarial e não uma tentativa de manter Scott fora do jogo All-Star. Surgiram especulações de que Scott seria potencialmente considerado inelegível para fazer parte da equipe All-Star por causa de sua mudança para uma lista da AHL e para uma equipe da NHL na divisão do Atlântico. 

    Entretanto, apesar das alegações, no dia 19 de janeiro Scott foi oficialmente declarado pela NHL como o capitão da Divisão do Pacífico no All-Star Game de 2016. 

    A campanha no All-Star Game

    Sua passagem o All-Star Game foi memorável. Scott marcou dois gols na semifinal do torneio, levando sua equipe para a final. Posteriormente, o jogador contribuiu para que a  Divisão Pacífica saísse vitoriosa no evento.

    Ele então foi nomeado All-Star Game MVP, apesar de não ter sido incluído na votação. Assim, quando ele foi excluído, fãs, jogadores como Henrik Lundqvist e contas oficiais de outros times da Liga, como a do Ottawa Senators, Philadelphia Flyers, Vancouver Canucks e Edmonton Oilers fizeram uma hashtag “#VoteMVPScott” para que Scott fosse de fato incluído na campanha de MVP.

    Diante desse massivo apoio, a NHL concedeu o título a Scott. Por fim, o capacete de Scott no jogo All-Star foi enviado para o Hockey Hall of Fame, em Toronto.

    Consequências

    Voltando para o time afiliado do Canadiens, St. John’s IceCaps, ele foi convocado para jogar pelo Habs no dia 3 de abril de 2016. Esta foi sua primeira vez na NHL desde 31 de dezembro de 2015. Em 7 de dezembro de 2016, Scott anunciou sua aposentadoria do hockey em um artigo no The Players’ Tribune.

    A fim de evitar campanhas parecidas, a NHL criou uma nova regra: atualmente, jogadores machucados ou que transferidos para a AHL não poderão ser nomeados capitães do All Star Game. Isso porque a brincadeira de nomear um jogador não tão famoso surgiu da premissa dos fãs de mostrarem como os jogos de exibição não são levados à sério. Contudo, ao possibilitar um jogador menos promissor ou com uma carreira curta como a de Scott ter seu momento de estrela, mostra como o hockey tem um poder de união, já que ele foi ovacionado pelos seus colegas de gelo. Dessa maneira, também podemos ver como pequenas peças são fundamentais e podem ocasionar momentos únicos na história da NHL. 

  • Tampa garante vaga no segundo round em outro overtime

    Tampa garante vaga no segundo round em outro overtime

    A série entre o Tampa Bay Lightning e o Columbus Blue Jackets começou com recordes. Após um overtime quíntuplo no Jogo 1, as duas equipes mostraram que estavam em pé de igualdade para seguir na disputa pela Stanley Cup. Entretanto, assim como no primeiro jogo, quem saiu vitorioso foi a equipe da Flórida.

    O mundo do hockey estava ansioso para assistir a série entre CBJ e Tampa. Isso porque, esse confronto era um déjà vu do primeiro round do ano passado, quando a equipe de Ohio varreu o time da Flórida, então campeão do Presidents Trophy. 

    Carregando um fardo de não repetir os mesmos erros, Tampa teve que enfrentar seus demônios ao se ver novamente de frente à equipe comandada por John Tortorella. Assim, quando Brayden Point marcou o gol da vitória no overtime do jogo 5, esse desafio se encerrou. Enfim, a equipe da Flórida conseguiu avançar para o segundo round após vencerem seus algozes do ano passado.

    Menos de 1 minuto foi o que o Lightning precisou para levar o jogo para o overtime

    O jogo 5 começou muito bem para a equipe de Tampa. Nos primeiros sete minutos da partida, Tyler Johnson e Blake Coleman fizeram 2 gols, que colocaram os Bolts na frente do placar. 

    Contudo, o Blue Jackets não se intimidou. O time possui um dos melhores goleiros da Liga, Jonas Korpisalo, que estabeleceu no primeiro jogo da série um recorde de 60 defesas. O capitão Nick Foligno marcou o primeiro gol de Columbus no jogo e seu segundo nos playoffs. Após receber um passe de Alexander Wennberg, o puck afundou nas redes de Andrei Vasilevskiy. 

    Após terem empatado a partida, com um gol de Stenlund, Wennberg fez o terceiro quando faltavam apenas 15 segundos para o término do segundo período. 

    Assim, o terceiro período foi crucial para o rumo da série. O que estava sendo desenhado era a vitória do Columbus Blue Jackets, que precisava de uma vitória para poder continuar na disputa pela Stanley Cup. Por outro lado, conquistando a vitória, o Tampa Bay Lightning levaria a série e o time poderia, enfim, deixar o vexame do ano passado para trás.  

    Ao que tudo indicava, a primeira opção era o que iria ser definido, já que Oliver Bjorkstrand marcou o quarto gol do CBJ no terceiro período. Assim, Columbus Blue Jackets se encaminhava para uma vitória por 4-2. Contudo, Kevin Shattenkirk, Anthony Cirelli e Brayden Point não deixaram o jogo acabar tão fácil assim.

    Faltando apenas sete minutos para o fim da partida, Shattenkirk fez o terceiro gol da equipe da Flórida ao receber o puck de Point. Assim, em um shoot com a força característica de um defensor, diminuiu o placar. 

    Com Andrei Vasilevskiy no banco, e um atacante extra no gelo, enfim o Lightning conseguiu marcar o gol de empate. Anthony Cirelli, posicionado na frente de Korpisalo, redirecionou o puck solto de seus patins para as redes. Foi apenas o quarto gol de empate feito em menos de 100 segundos para o término de um jogo na história da NHL.

    No overtime, quem terminou o jogo foi Brayden Point. Aos 15 minutos da prorrogação, Point enfim marcou o gol da vitória ao receber o puck de Nikita Kucherov, que tem nove pontos em oito jogos. O jogador canadense tem 4 gols contra o CBJ, incluindo o gol da vitória no overtime quíntuplo do primeiro encontro entre os dois times. 

    Com a vitória, Tampa conseguiu enfrentar seus problemas do passado e enfim passar para o segundo round. Columbus Blue Jackets, que possui uma ótima defesa e um goleiro excepcional, mostraram ser quase a mesma equipe do ano passado. Entretanto, esse ano, o Lightening conseguiu passar pela defesa da equipe de Ohio e continuar seu caminho pela Stanley Cup. 

    Próximo round

    O próximo desafio do Tampa Bay Lightning é o Boston Bruins. O primeiro jogo foi conquistado pelo time de Boston, porém ainda tem muito hockey para acontecer. Os Bruins chegam como favorito, porém, após Tuukka Rask deixar os playoffs por motivos pessoais, podemos nos preparar para surpresas. Contudo, Halak não pode ser subestimado. O goleiro ajudou sua equipe a passar pelo Carolina Hurricanes, e promete também brilhar no segundo round.

    Foto: Reprodução/espn.com

  • Noite de recordes em overtime quíntuplo

    Noite de recordes em overtime quíntuplo

    O primeiro jogo dos playoffs de 2020 empolgaria qualquer um que estivesse ansioso em assistir novamente ao confronto entre Columbus Blue Jackets e Tampa Bay Lightning. Isso porque, no ano passado, a equipe de Ohio varreu a equipe de Tampa, na época uma das favoritas para chegar à final por ter ganhado o Presidents’ Trophy, dado ao time de melhor campanha na temporada regulara. 

    De fato, o primeiro dia de jogos começou bem agitado. Após quatro meses sem hockey, os times se empolgaram para trazer emoções aos fãs do esporte. Inclusive, com uma partida que durou 5 overtimes.

    Alguns recordes foram estabelecidos e quebrados para o CBJ e o Lightning nesta abertura sa série.

    O quarto jogo mais longo da NHL

    O jogo desta terça-feira (11) alcançou a marca de quarto jogo mais longo na história da Liga. A duração total da prorrogação foi de 90:27 minutos. Somando os 60 minutos do tempo regulamentar, foi quase o equivalente a três partidas seguidas.

    O jogo mais longo da NHL ocorreu em 26 de março de 1936, e o overtime durou um total de 116:30 minutos. Mud Bruneteau, dos Red Wings, marcou aos 16:30 minutos da sexta prorrogação na vitória por 1 a 0 sobre o extinto Montreal Maroons.

    Os outros jogos mais longos da NHL foram: Boston Bruins e Toronto Maple Leafs (164:46, 3 de abril de 1933; 1-0 Toronto) e Philadelphia Flyers and Pittsburgh Penguins (152:01, 4 de maio de 2000; 2-1 Philadelphia).

    Recorde de mais defesas por um goleiro

    Aapesar da derrota, Jonas Korpisalo teve uma performance espetacular no jogo. O goleiro dos Blue Jackets quebrou um recorde dos anos 1980 ao fazer 85 defesas, agora o maior número registrado em um jogo na história moderna da NHL.

    O antigo recorde pertencia a Kelly Hrudey que, em 1987, realizou 73 defesas para o New York Islanders, na vitória de 3 a 2 em 4 overtimes contra o Washington Capitals.

    Após se tornar o primeiro goleiro da franquia de Tampa Bay a ganhar um Vezina Trophy, o goleiro Andrei Vasilevskiy teve outra conquista inédita. Ontem, ao fazer 61 defesas, ele estabeleceu um recorde antes detido por Nikolai Khabibulin. Khabibulin fez 60 defesas em uma vitória por 2 a 1 na prorrogação contra o Capitals em 2003.

    Tempo recorde de defensores 

    Outro recorde quebrado na partida do CBJ contra Tampa foi o tempo no gelo dos jogadores. Esse dado só começou a ser registrado na NHL na temporada 1997-98. Assim, só é possível datar o tempo de gelo desde a última metade dos anos 90.

    No jogo de ontem (11), o defensor dos Blue Jackets, Seth Jones, jogou 65:06 minutos, superando a marca de Sergei Zubov, ex-defensor do Dallas Stars. Zubov era o dono do recorde desde que jogou 63:51 na derrota por 4-3 para os Mighty Ducks de Anaheim em 24 de abril de 2003.

    Zach Werenski, também do Jackets, jogou 61:14, ficando em quarto lugar nos registros da NHL. Ele ficou atrás de Jones, Zubov e do defensor Derian Hatcher, do Anaheim Ducks, que chegou a 62:02 naquela mesma partida histórica.

    O Lightning é o oitavo time na história da NHL a ter pelo menos 70 tiros a gol em um jogo de playoffs. Além disso, esse foi o jogo mais longo da história de Tampa Bay. Em uma derrota por 2 a 1 para o New Jersey Devils em 2003, os times haviam jogado 111 minutos.

    Abertura mais longa em quase 70 anos

    A última vez que o primeiro jogo dos Playoffs da Stanley Cup exigiu várias prorrogações foi em 1951. Maurice Richard marcou o gol da vitória aos 1:09 da quarta prorrogação para dar ao Montreal Canadiens uma vitória por 3-2 sobre o Detroit Red Wings. 

    Por fim, no que é apenas o primeiro jogo da série, as duas equipes fizeram um total de 151 shots, sendo 88 de Tampa. Dessa forma, também foi estabelecido um recorde de tiros por uma equipe desde que esta virou uma estatística oficial, em 1959-60.

    Os playoffs estão apenas começando e, apesar de não serem nas condições ideais, sem dúvidas a corrida pela Stanley Cup será interessante de assistir. 

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    As qualificatórias da Stanley Cup tiveram início no dia 1° de agosto, após a pausa em março por conta da pandemia do novo coronavírus. O jogos irão até domingo, dia 8, e por enquanto somente o New York Rangers foi eliminado para o Carolina Hurricanes após 3 jogos. 

    Foram 142 dias sem hockey, e muitas coisas aconteceram nesse intervalo de tempo enquanto a Liga estava parada. Um dos assuntos que foi muito debatido no meio esportivo foi o racismo no hockey. Na história do hockey existiram, e ainda existem, poucos jogadores negros.

    Seja por conta de uma filosofia da própria cultura do hockey, que pode ser resumida em não falar sobre outros assuntos a não ser o esporte, ou talvez simplesmente pelo hockey ser um reflexo de uma sociedade ainda muito racista, fato é que tal assunto não pode ser ignorado mais.

    Um dos gestos mais significativos contra o racismo aconteceu quando Matt Dumba, defensor do Minnesota Wild, que é Filipino-Canadense, se ajoelhou durante o hino nacional dos EUA, na partida entre Edmonton Oilers e Chicago Blackhawks. Os jogadores das equipes cercaram Dumba enquanto ele discursava e ao seu lado estavam mais dois jogadores negros, Malcolm Subban dos Blackhawks e Darnell Nurse dos Oilers. Os dois colocaram as mãos nos ombros de Dumba em gesto de solidariedade. 

    Matt Dumba Protesta

    “Durante a pandemia, algo inesperado porém que já deveria ter acontecido antes ocorreu: O mundo acordou para a existência de um racismo sistêmico que se encontra profundamente enraizado em nossa sociedade,” Dumba disse. “O racismo é uma criação do homem e a única coisa que ele faz é atrapalhar nossa prosperidade coletiva. (…) O racismo está em toda parte e devemos lutar contra isso.(…) Eu sei em primeira mão, como minoria que joga hockey, como pode ser difícil estar no esporte. A Hockey Diversity Alliance quer que crianças se sintam seguras e confortáveis sempre que entrarem em alguma arena”

    A aliança, um grupo de atuais e ex-jogadores da NHL, foi formada em junho com a missão de erradicar o racismo e a intolerância no hockey. Dumba terminou seu discurso com o lema “Black Lives Matter”. Ele também lembrou da morte de Breonna Taylor, técnica médica de emergência negra que foi morta a tiros pela polícia em seu apartamento em Louisville, Kentucky, em 23 de junho. Ele ainda disse “o hockey é um ótimo jogo, mas poderia ser muito maior e começa com todos nós “.

    Matt Dumba levantou o punho nos hinos dos Estados Unidos e do Canadá

    A atitude de se ajoelhar foi inédita na NHL. Contudo, a primeira pessoa a levantar o punho foi JT Brown, durante sua permanência no Tampa Bay Lightning em 2017. Ele, que agora joga no Iowa Wild, afiliada do Minnesota Wild, protestou também contra a brutalidade policial e o racismo. 

    No jogo entre Minnesota Wild e Vancouver Canucks, Matt Dumba protestou novamente. Dessa vez, ele levantou os punhos da mesma forma que seu ex-colega de equipe. Para Dumba “o gesto de levantar o punho é um sinal mais forte do que se ajoelhar se eu estiver no banco, pois ele pode não ser visto pelas câmeras no último caso”.

    Ele ainda afirmou que continuará a protestar publicamente contra a injustiça racial durante os playoffs.

    Aliados nos protestos

    Até a segunda-feira, dia 03, Matt Dumba tinha sido o único jogador a se manifestar nos rinques de gelo. Muitos jogadores podem se opor ao gesto ou até mesmo não achar necessário fazer tais atitudes, por isso a falta de apoio com Dumba. Esse cenário é bastante diferente se olhado para os outros esportes americanos, no qual é possível sempre ver mais de um jogador se manifestando. Vale ressaltar que na NBA, todos os jogadores e funcionários do Los Angeles Lakers e do Toronto Raptors se ajoelharam para os hinos canadenses e americanos quando essas equipes se encontraram em uma partida que aconteceu em Orlando, na Flórida.

    Contudo, no jogo entre Vegas Golden Knights e Dallas Stars, esse cenário mudou. Ryan Reaves, Robin Lehner, Tyler Seguin e Jason Dickinson ajoelharam-se para os hinos dos EUA e do Canadá antes do jogo no Rogers Place. 

    “Conversei com o Reaves nos aquecimentos. Ele disse que ele e Lehner iriam se ajoelhar e perguntou se eu gostaria de me juntar a eles. Eu disse: ‘Absolutamente’”, disse Tyler Seguin. 

    “Antes do jogo, entrei no vestiário e contei a todos (…) Disse a eles que não havia pressão para fazer nada. Dickinson então me contou que gostaria de fazer parte, apoiando a causa e no que acreditamos.”

    “É hora de começar a fazer algo, não apenas deixar que isso seja um ciclo de notícias,” disse Lehner. “Todos devem ter a mesma chance na sociedade, todos devem ser tratados da mesma forma.”

    É importante ressaltar como o apoio de jogadores brancos nesse momento é importante para a causa, já que deixar os jogadores negros lutarem por algo que eles já lutam apenas existindo, é um fardo que se torna difícil e solitário sem apoio de seus colegas. 

    Foto: NHL/Reprodução