Categoria: Análise

  • Top 5 momentos marcantes: Conferência Oeste

    Top 5 momentos marcantes: Conferência Oeste

    A NHL é cheia de curiosidades e momentos marcantes, mas alguns desses acontecimentos são de fato especiais. Ao longo dos 100 anos de história muita coisa aconteceu e por isso separamos 5 casos especiais que os times da conferência Oeste nos presentearam.

    Miracle on Manchester

    No dia 10 de Abril de 1982, Los Angeles Kings e Edmonton Oilers se enfrentavam em um jogo de playoffs. A partida que aconteceu em Manchester Boulevard (daí o apelido do feito), no subúrbio de Inglewood em Los Angeles entraria pra história. Os times participavam do terceiro jogo da série e os Oilers estavam na frente por 5-0. Mas o terceiro período mudou tudo. Um acontecimento inédito fez os Kings empatarem.

    Tudo começou quando Jay Wells abriu o placar para os Kings. Menos de 3 minutos depois foi a vez de Doug Smith aproveitar o power play e marcar. Após pouco menos de 10 minutos foi a vez de Charlie Simmer, Mark Hardy e Steve Bozek marcarem. Fim do terceiro período, jogo empatado e agora os Kings tinham esperança de ganhar. Após uma breve pausa eles entraram com uma linha nova. Daryl Evans teve a chance e deu um shoot certeiro no puck que acertou na parte superior da rede. Gol marcado e vitória dos Kings aos 02:36 de OT.

    San Jose Sharks realiza sonho de fã

    No dia 18 de março de 2014 o San Jose Sharks realizava o sonho de Sam Tageson. O jovem que na época tinha 17 anos, foi diagnosticado com síndrome do coração esquerdo hipoplásico ainda criança. Aos 6 anos contra as ordens dos médicos começou a jogar hockey, seu esporte do coração. Quando foi perguntado qual seu maior desejo pela Fundação Make-A-Wish, Sam não pensou duas vezes ao pedir para jogar pelo San Jose Sharks. 

    E o seu sonho foi realizado. Durante um dia inteiro Sam foi jogador dos Sharks. Ele treinou com a equipe de manhã, onde patinou pelo gelo e praticou tiros. Em seguida o GM do time Doug Wilson, assinou um contrato com Sam para tornar oficial a contratação de um dia. Após o contrato ele se se juntou a equipe para o aquecimento antes do jogo contra o Florida Panthers. Naquela noite, Sam se tornou o primeiro não-jogador a passar pela Shark Head. Quatro anos depois o time de San Jose realizou o sonho de Hayden Bradley, que havia se inspirado no desejo de Sam.

    Último jogo de Mike Modano na AAC

    O jogador foi draftado como 1st pick pelo Minnesota North Stars para a temporada 1988-89. Em 1993 a equipe foi realocada e passou a ser o Dallas Stars, ainda assim Modano continuou no time. No dia 08 de abril de 2010, o clima na arena era de despedida já que aquele era o seu último jogo em Dallas. Ao final da temporada o contrato de Mike acabaria e os fãs só saberiam se ele renovaria ou se aposentaria no verão americano. 

    Aquela foi uma noite de grandes emoções para os fãs. Mike teve uma grande homenagem com a placa de vídeo do American Airlines Center mostrando imagens de sua carreira, tornando difícil para o jogador segurar a emoção. Em um vídeo pré-gravado Modano agradeceu aos fãs pelos “17 anos memoráveis em Dallas”. Ao ser ovacionado pelos fãs o jogador não aguentou a emoção e foi possível ver as lágrimas quando a câmera focou nele.

    Mais tarde em junho de 2010 o time anunciou que o jogador não retornaria para Dallas na próxima temporada. O jogador passou uma temporada pelo Detroit Red Wings, até que ele decidiu se aposentar. Com isso, o time de Dallas assinou um contrato de um dia com o jogador, tornando possível que ele se aposentasse como um Stars.

    Aposentando o número 19

    Joe Sakic era um center do Colorado Avalanche. Ele foi draftado pelo Quebec Nordiques em 1987, mas só foi começar na NHL na temporada 1988-89. Para a temporada 1992-93 o jogador, que até então era co-capitão, foi anunciado como capitão. Com a mudança do time para Denver, a equipe ganhou o nome de Colorado Avalanche. Sakic continuou como capitão, assim se tornando o primeiro do Avalanche. No total foram 17 temporadas como capitão, tendo sido 14 anos somente no Avalanche.

    Ao final da temporada 2008-09 Sakic anunciou sua aposentadoria. No dia 1º de outubro de 2009 o time aposentou o nº19 em uma cerimônia especial antes do início da abertura de temporada. O banner com a sua jersey continha um “C” já que o jogador tinha sido o único capitão do time até a sua aposentadoria. “Super Joe” como era conhecido, foi aplaudido de pé por seus fãs em sua homenagem. Em uma noite de muita emoção, Joe foi ovacionado diversas vezes durante a cerimônia. Com vídeos de sua longa carreira, Joe mostrou o porquê de ser tão amado pelos fãs de Denver. Em 2014 o ex-jogador assumiu como GM do time, cargo que ocupa até hoje.

    Estreia histórica nos playoffs

    O Las Vegas Golden Knights é um time extremamente novo, fez a sua primeira temporada em 2017-18. Mesmo assim mostrou que não está aqui para brincar. Após ir bem na temporada regular, o time conseguiu um feito histórico ao “varrer” seu oponente em sua primeira série de playoffs. Essa foi a primeira vez na história da NHL que isso aconteceu. O time de Las Vegas enfrentava o Los Angeles Kings na série. Sua primeira partida estava marcada para o dia 11 de abril de 2018. Apenas seis dias depois o time vencia sua quarta partida contra os Kings e portanto avançava para a próxima fase dos playoffs.

    Alguns dias depois o time avançou novamente ao ganhar de 4-2 contra o San Jose Sharks. Assim se tornando o terceiro time da NHL a vencer várias séries em sua temporada inaugural. Nas finais de conferência foi a vez do Winnipeg Jets dizer adeus a Stanley Cup. Como resultado os Golden Knights se tornaram os campeões de conferência, e portanto se tornando a terceira equipe da NHL a avançar para uma final de Stanley Cup em sua temporada inaugural. Na última série o time perdeu de 4-1, se tornando o vice-campeão.

    Foto: Reprodução / en.wikipedia.org

  • Quem prestar atenção nesse Draft

    Quem prestar atenção nesse Draft

    Nesta sexta (21) e sábado (22) acontece o Draft da NHL em Vancouver no Canadá. É o momento onde os times escolhem seus prospects e fazem trocas se preparando para a próxima temporada. São centenas de jogadores que se candidatam das mais diversas posições no gelo, idade e cidades. E por isso preparamos pra vocês um dossiê com os jogadores que mais se destacam  em suas posições e que são as grandes apostas para este draft.

    Jack Hughes, Alex Turcotte e Kirby Dach (da esquerda pra direita)

    Jack Hughes, Central

    O americano de 18 anos tem sido uma grande aposta para a 1º escolha do pick. Nos últimos anos Hughes tem dividido seu tempo entre o NTDP (USA Hockey National Team Development Program) e a equipe americana de hockey. Com o NTDP o jogador marcou 116 pontos na temporada 2017-18, conquistando assim o prêmio Dave Tyler, como melhor jogador americano de hockey junior. Durante a temporada 2018-19, quebrou o recorde de NTDP que antes pertencia a Clayton Keller. Jack é o jogador mais jovem a representar os EUA no Campeonato Mundial de IIHF aos 17 anos, mesmo campeonato onde quebrou o recorde de pontuação de Alex Ovechkin.

    Alex Turcotte, Central

    Uma das grandes apostas para o top 5 do draft. Turcotte detém uma média de dois pontos por jogo, sendo 62 pontos em 37 jogos na temporada 2018-19. O americano de 18 anos que fez a sua última temporada com o NTDP. Ficou em 6º lugar em pontuação e em segundo lugar em pontos por jogo. Apesar de ter perdido quase metade da temporada devido a lesões. Alex atualmente está comprometido com a Universidade de Wisconsin para temporada 2019-20.

    Kirby Dach, Central

    Escolhido em segundo lugar no draft do WHL pelo Saskatoon Blades em 2016. Dach em seu ano de estréia no WHL, fez 10 pontos em 19 jogos. Ainda pelos Blades na temporada 2017-18, o canadense jogou 52 partidas marcando 7 gols. Nessa mesma temporada ganhou o prêmio da WHL de maior número de assistências por rookies com 39 assistências. Em 2018 foi selecionado para a equipe do Canadá na Copa Hlinka Gretzky, onde junto com a sua equipe conquistou a medalha de ouro contra a Suécia. Em 2019, Kirby foi nomeado capitão alternativo para os Blades.

    Bowen Byram, Philip Broberg e Victor Söderström (da esquerda para a direita)

    Bowen Byram, Defensor

    O canadense que até o último dia 13 ainda tinha 17 anos. Fez 26 gols e 71 pontos, em 67 jogos disputados com o Vancouver Giants nesta última temporada. Foram 193 chutes a gol, uma média de 1,06 pontos por jogo. Byram marcou 9 gols e 20 assistências em 22 jogos de playoffs, assim liderando a pontuação no WHL.

    Philip Broberg, Defensor

    O sueco que irá completar 18 anos no próximo dia 25, já disputou 41 jogos no nível profissional em seu país de origem. Marcando 2 gols e sete assistências, Broberg conquistou 9 pontos pelo time AIK nesta última temporada 2018-19.

    Victor Söderström, Defensor

    Jogando no Brynäs IF pela SHL desde a temporada 2018-19. O sueco participou de 44 jogos, marcando 4 gols e 7 assistências. Ainda na temporada 2018-19, Söderström participou de 14 jogos pela SuperElit, marcando um gol e oito pontos. Considerado uma das grandes apostas como defensor. Foi selecionado para o time da Suécia no Campeonato Mundial de IIHF Sub-18, onde foi nomeado capitão alternativo. Victor fez uma assistência em quatro jogos antes de sair por causa de uma lesão.

    Kaapo Kakko e Vasili Podkkolzin (da esquerda para a direita)

    Kaapo Kakko, Ala

    O jogador mais jovem na história do hockey a ganhar medalha de ouro em três torneios da IIHF. Na temporada 2018-19, Kakko participou do Campeonato Mundial sub-18, Campeonato Mundial sub-20 e o Campeonato Mundial, ajudando sua seleção a levar o ouro nessa última. Ganhou o Jarmo Wasama memorial trophy como rookie do ano pelo SM-Liiga e o President’s trophy como pessoa que impressionou no hockey no gelo finlandês. Em sua primeira temporada (2018-19) completa jogando com o TPS. Kaapo marcou 22 gols em 45 jogos e bateu o recorde de maior número de gols por um rookie no SM-Liiga

    Vasili Podkkolzin, Ala

    O russo que fará 18 anos somente dois dias após o draft é uma das grandes promessas de seu país. Estreou no SKA Saint Petersburg em 2018, se tornando o primeiro jogador nascido no século 21 a jogar na KHL. Ainda em 2018 jogou como capitão para o time da Rússia na Copa Hlinka Gretzky. Podkkolzin foi o responsável pelo hat-trick que ajudou sua equipe a ganhar a medalha de bronze contra o EUA, além de ter feito 8 gols, 3 assistências e 11 pontos em 5 jogos, assim liderando a pontuação. O winger participou novamente do time da Rússia em 2019, dessa vez no Campeonato Mundial Junior, onde fez 3 assistências em 7 jogos.

    Cole Caufield, Ala

    Estreou na NTDP na temporada 2017-18. Nessa temporada o americano liderou a pontuação com 54 gols em estatísticas combinadas no sub-17. Na temporada 2018-19, Cole entrou para o sub-18 e alcançou a marca de 105 gols na carreira. No final da temporada, já tinha atingido a marca de 126 gols em 123 jogos, uma média de 1,46 pontos por jogo. Em 2019 Caufield marcou seu décimo e 11º gol em quatro jogos no Campeonato Mundial sub-18. Quebrando assim o recorde estabelecido por Brett Sterling e Phil Kessel, mais tarde ele quebrou o recorde de Alex Ovechkin que era de 14 gols. Detendo o recorde de 18 gols na carreira durante o torneio. Assim ajudando o seu time a conquistar a medalha de bronze, foi nomeado MVP e Best Forward.

    Cole Caufield e Spencer Knight (da esquerda para a direita)

    Spencer Knight, Goleiro

    O goleiro que jogou as duas últimas temporadas pela NTDP é o único goleiro nas apostas para o primeiro round. Isso porque raramente um goleiro é selecionado no primeiro round, o último tendo sido Marc-André Fleury em 2003. Na temporada 2018-19, Knight participou de 16 jogos pela NTDP, com um percentual de .903 de tiros salvos. O americano foi selecionado para jogar a próxima temporada 2019-20 pela Boston College.

    A lista completa com os candidatos para o draft 2019 pode ser lida aqui.

  • Perspectivas para o Calder Trophy 2019

    Perspectivas para o Calder Trophy 2019

    Com o calendário regular se aproximando do fim, voltamos a falar dos rookies que chamaram a atenção em 2018-19 e que poderão levar o Calder Trophy no final da temporada. Alguns nomes já eram esperados, seja pelo ranking do draft ou pelo seu histórico, outros foram surpresas agradáveis.

    Por mais que um jogador se destaque nos seus times anteriores, é quando ele chega na NHL que apresenta o seu verdadeiro estilo de jogo. E, para premiar aquele que mais se destaca, ajuda seu time a conquistar vitórias, demonstra inteligência de jogo e faz a diferença, a NHL criou o Calder Trophy.

    Para levar o troféu pra casa, o novato precisa ter até 26 anos completos antes da temporada atual, além de não ter jogado mais de 25 jogos em uma única temporada anterior nem seis ou mais em cada uma das duas temporadas anteriores em ligas profissionais. Ou seja, ele precisa ter chegado à NHL com pouca experiência no hockey profissional.

    Na última semana a NHL divulgou a lista com os nomes dos candidatos a levarem o troféu este ano. Agora, a Professional Hockey Writers’ Association irá votar nos 3 candidatos que serão apresentados no dia da cerimônia de premiação, além, é claro, do vencedor.

    Abaixo, vamos conhecer um pouquinho sobre a temporada de cada um dos candidatos:

    Elias Petterson – Vancouver Canucks

    O favorito a levar o troféu, foi destaque único entre os rookies até a metade da temporada quando já marcava 22 gols, em um total de 42 pontos em 38 jogos. Petterson começou sua caminhada na NHL marcando em 5 jogos consecutivos. Conquistou 10 pontos até o final de Outubro, sendo destes, 7 gols. Porém, o que poderia ser uma vitória certeira do Calder Trophy, foi desviada por causa de lesões. Perder muitos jogos na temporada pode ser um adeus ao prêmio. Ainda assim, Petterson segue na corrida. Em 60 jogos ele conta com 59 pontos.

    Jordan Binnington – St. Louis Blues

    Só de estar nesta lista já é uma vitória para Jordan Binnington. O goleiro dos Blues chegou a achar que sua carreira com o time estava terminada há 18 meses atrás. Em seis anos, ele só tinha entrado em um jogo na NHL, em 2016. No início da temporada, ele era o quarto goleiro do time, e foi mandado para o time afilhiado dos Blues em San Antonio, Texas. Mas, para sorte de Binnington, e talvez do próprio St. Louis Blues, após lesões e trocas, Jordan foi clamado para defender o time principal mais uma vez. Dessa vez, Binnington aproveitou a sua chance e, sozinho, conseguiu colocar o Blues na corrida por uma vaga para os playoffs após conquistar uma sequência inédita de 9 vitórias, recorde de um goleiro rookie da franquia.

    Carter Hart – Philadelphia Flyers

    Carter Hart é outro goleiro que entrou para esta lista. Se um dos critérios para levar o Calder Trophy é comandar o time de uma forma produtiva, Hart sem dúvida é um dos candidatos mais fortes. Os Flyers sempre é um time que nos deixa intrigados pela instabilidade. Já se tornaram uma caixinha surpresa o que acontece com eles durante uma temporada, mas em 2018-19, eles conseguiram surpreender mais ainda quebrando um recorde que ninguém pensou que fosse possível: saíram da 31ª colocação para uma corrida direto para os playoffs no período de um mês. E o nome do responsável por isso é Carter Hart.

    Hart foi chamado para estrear na NHL na vitória contra o Red Wings no dia 18 de dezembro. De lá pra cá, conquistou sequencias de vitórias consecutivas, uma delas chegando a 9 jogos sem perder. Outra qualidade do jogador, foi conseguir chegar à Liga mantendo o mesmo padrão que apresentava antes, exibindo uma precisão importante para um jogador tão jovem. Com apenas 20 anos, Carter Hart pode vir a levar o Calder na sua temporada de estreia, e, mais que isso, pode fazer com que os Flyers finalmente encontrem uma consistência.

    Rasmus Dahlin – Buffalo Sabres

    O NheLas já falou sobre a carreira deste jogador no início da temporada, uma vez que Dahlin chegou sendo uma sensação e com altas expectativas sobre a sua performance. Ele foi o primeiro a ser selecionado no Draft de 2018, mas apesar dos bons indicadores, ele demorou a engatar no ritmo da NHL.  Entretanto, quando chegou ao nível que precisava, Dahlin marcou 37 pontos e está ajudando o Sabres a brigar pela vaga nos playoffs.

    Brady Tkachuk – Ottawa Senators

    O Ottawa Sanators está passando por diversas crises internas não é de hoje. Mas, apesar disso, Brady Tkachuk conseguiu se destacar na sua primeira temporada na NHL. Ele foi draftado no quarto lugar geral em 2018, uma escolha até mesmo questionada, mas Tkachuck vem mostrando porque merece ser destaque.

    Mais uma vez, vemos um jogador mostrar serviço para o seu time. Quando esta no gelo, Tkachuk permite que o Senators ao menos tente jogar, apesar de ser um ala esquerda e não ter o controle do jogo, o que depende dele, realiza com maestria. Brady Tkachuk consegue dominar os espaços, proteger o puck do adversário e atacar no momento certo os espaços em aberto. Talvez está seja o seu segredo para levantar a o Calder Trophy mesmo jogando em um time que vai de mal a pior.

    Miro Haiskanen – Dallas Stars

    Assim como Dahlin, Miro Haiskanen é defensor e vem se mostrando importante para o Stars na corrida pelos playoffs. Ele marcou dez gols em 71 jogos, mas sempre que marca, é de forma decisiva que muda o rumo do jogo. Haiskanen precisou assumir responsabilidade junto aos principais defensores do Stars, uma vez que o time mais uma vez sofreu desfalques por lesões. E, como o Dallas já apresentava uma defesa problemática nas últimas temporadas, Miro Haiskanen chamou a atenção do técnico Monty que lhe deu a chance de mostrar o porquê foi o terceiro escolhido no Draft de 2017 e ajudando o time a também estar na corrida pelos playoffs.

    E para vocês? Quem leva este troféu? Os nomes são muitos e cada um tem sua característica que pode levar o Calder Thophy para casa. Ainda está sendo para prevermos quais desses rookies levantará o troféu, apesar de Peterson ser sem dúvidas o favorito. Mas, cada um destes jogadores já estão fazendo uma excelente temporada nos seus respectivos times ao realizar marcas pessoas que permitiram que seu nome estivesse entre os indicados.

  • Guia do Torcedor: Stanley Cup Playoffs 2018

    Guia do Torcedor: Stanley Cup Playoffs 2018

    Os playoffs da NHL são uma festa, pelo menos para quem tem a chance de participar. Todo ano, enquanto os Sweet 16 brigam até o fim pelo título absoluto da liga, outras equipes entram de férias mais cedo e deixam milhares de torcedores desolados até o início da temporada seguinte.

    Para você, que como eu, não vai ter a alegria de torcer para o seu time do coração nos próximos dois meses, preparamos um guia que vai te ajudar a encontrar uma nova camisa para vestir nesse trajeto rumo à Stanley Cup (pelo menos até certo ponto, vida de playoffs não é fácil).

    *Aos curiosos e recém-chegados, este guia também pode servir para encontrar o seu primeiro time na NHL. Mas não se apresse em excluir as outras 15 opções.

    Organizamos as equipes classificadas por conferência e posição na tabela:

    Conferência Leste

    Tampa Bay Lightning

    Promessa de goleadas. A equipe terminou o calendário regular com a maior média de gols por partida na liga (3,54/jogo). Com Nikita Kucherov, Steven Stamkos e Brayden Point no elenco, é difícil duvidar que nos playoffs seja muito diferente.

    Na primeira metade da temporada, os Bolts estavam jogando em outro nível, e por bastante tempo lideraram a tabela com folga. Mesmo perdendo um pouco o gás (e alguns jogadores) de janeiro para cá, Tampa ainda conseguiu terminar à frente da Conferência Leste, com 113 pontos.

    Além da artilharia mencionada acima, muitos jogadores também contribuiram bastante para o sucesso do time da Flórida. E talvez o goleiro Andrei Vasilevskiy mereça maior destaque. O russo pode se tornar o maior pesadelo dos goleadores de plantão nessa pós-temporada!

    Boston Bruins

    Para começar, a legião de haters da Nova Inglaterra (nos esportes em geral) já é bem grande. Você não precisa ser mais um deles.

    Os Bruins não são lá a equipe mais simpática da NHL, nem tiveram uma temporada regular muito exemplar. Mas a primeira linha de Brad Marchand, Patrice Bergeron e David Pastrnak é inegavelmente uma das melhores na liga. Sério, você já viu o que esses caras fazem?

    Para os playoffs, o reforço vem em peso com a volta de alguns jogadores fundamentais, que estavam afastados por lesões. Rick Nash, Riley Nash, e Sean Kuraly, por exemplo, já são esperados para o primeiro jogo, na quinta. O capitão veterano (e “super gente boa”, segundo a estagiária) Zdeno Chara, voltou a jogar há poucos dias e também deve chegar descansado para a primeira rodada.

    Washington Capitals

    Com os Caps é aquela velha história: um dos melhores times nos últimos anos, só falta a taça. Mas a presença do maior artilheiro dessa geração à frente da equipe já devia ser motivo suficiente para torcer para Washington.

    Alex Ovechkin mais uma vez (a sétima, para ser exata) leva o troféu Rocket Richard por mais gols na temporada. Foram 49 em 82 jogos, e ele bem que tentou fazer o 50º na  última partida, para fechar ainda um hat-trick. Não dá para não querer ver o nome dessa lenda gravado na Stanley Cup.

    A equipe já chega favorita no primeiro round, contra Columbus. Eu rogo aos deuses do hockey que nos abençoem com um Caps x Pens na segunda rodada, ainda melhor que o da última temporada. Jogo 7, triple-overtime, hat-tricks, viradas espetaculares e o que mais puderem oferecer. Quem sabe esse não é o ano dos Capitals?

    Toronto Maple Leafs

    Você aí segurando seu grito de “Hexa” há 16 anos, tente 50. Toronto viu a Stanley Cup pela última vez quando a NHL só tinha 6 times. Dá para imaginar a festa que a cidade vai fazer quando (e se) os Leafs levantarem a taça de novo?

    As coisas não parecem tão boas para o Canadá quando vemos apenas duas equipes, uma em cada conferência, chegando à pós-temporada, em comparação às cinco do ano passado. Esse duo (Leafs e Jets), no entanto, é a maior chance de título canadense em anos. E se essa série contra Boston for minimamente parecida com a de 2013, é garantia de grandes emoções.

    Toronto não é uma equipe de grandes estrelas, mas tem um ataque jovem, rápido e muito produtivo. O talento está espalhado por todas as linhas, com Mitchell Marner, Auston Matthews e William Nylander, os três em seu segundo ano na NHL e na pós-temporada. Enquanto a defesa ainda deixa um pouco a desejar, Frederik Andersen já mostrou que é capaz de se garantir no gol enquanto os jogadores se desdobram para colocar o time à frente do placar. Se tem uma estratégia que pode fazer os Leafs avançarem nos playoffs é a de marcar gols o quanto puderem e quando puderem.

    Pittsburgh Penguins

    Sidney Crosby. Evgeni Malkin. Kris Letang. Phil Kessel. Quer mais? Cuidado, porque eles podem oferecer. Os Penguins foram campeões nos últimos dois anos, e agora vêm em busca do terceiro título seguido.

    Ainda que não cheguem como favoritos este ano, a equipe promete dar trabalho a quem cruzar o seu caminho nos playoffs. Na temporada, viu-se que Pittsburgh melhora seu jogo conforme a pressão sobre o time e a demanda do torcedor aumentam. Por esse lado, os Pens estão no ponto certo para a pós-temporada. Por outro, a equipe jogou mais partidas do que qualquer outra da liga nos últimos anos, e o cansaço pode bater à porta em breve.

    A hora é essa para se juntar à torcida. Os Penguins abrem a pós-temporada contra um de seus maiores rivais, e podem terminar jogando uma final contra seu antigo goleiro (que por sinal fez parte dos elencos campeões em 2017 e 2016). Chance de fortes emoções do início ao fim!

    Philadelphia Flyers

    Definitivamente um time divertido de acompanhar, mas sem promessa de chegar muito longe. Philadelphia não é uma boa escolha para quem se cansa ou desiste muito fácil.

    A situação dos Flyers parece ter mudado tanto quanto o ódio entre as duas equipes da Pensilvânia desde a última vez que eles se encontraram nos playoffs. O que não podemos esquecer é que eles venceram aquela série em 2012, e podem vencer novamente esse ano.

    Claude Giroux teve uma de suas melhores temporada da carreira, e seu papel garantindo mais alguns jogos para a equipe ao fim da temporada regular foi fundamental. Alguns números do time, no entanto, não impressionam chegando para o primeiro round. Philadelphia precisa colocar o puck no gol e ficar longe da penalty box se quiser ter alguma chance nessa série.

    Columbus Blue Jackets

    Se tem alguém que pode surpreender no Leste, ele está aqui. Dessa vez Blue Jackets tem uma chance real de passar da primeira rodada.

    Se ano passado já foi uma surpresa para quem costumava ser saco de pancadas na liga, nessa pós-temporada Columbus chega renovado e com mais potencial do que nunca. Sob o comando do veterano Nick Foligno, nomes como Cam Atkinson, Artemi Panarin, Seth Jones, Thomas Vanek e Pierre-Luc Dubois devem fazer a diferença nessa série contra Washington (e quem sabe na seguinte…).

    A maior dúvida no momento talvez seja o goleiro Sergei Bobrovsky. O russo ainda não se mostrou tão eficiente nos playoffs como pode ser na temporada regular, e esse pode ser um problema para o time. Mas por enquanto, vamos focar em quando Lumbus está marcando, e não sofrendo gols, pois pelo menos em casa a comemoração não deixa a desejar.

    New Jersey Devils

    Tem chances agora, mas são uma aposta ainda melhor para playoffs futuros.

    A reconstrução dos Devils é um processo em andamento, mas tivemos boas demonstrações do que essa equipe pode vir a ser em breve durante a temporada regular. Quem apostou contra a equipe no início de outubro se surpreendeu logo de cara. Taylor Hall teve uma temporada espetacular e Nico Hischier se mostrou um dos melhores novatos da liga.

    Não podemos ignorar que New Jersey venceu os três confrontos contra seu adversário da primeira rodada este ano. É improvável, porém o time pode surpreender e até chegar longe nessa pós-temporada. Mas mesmo que eles não passe do primeiro round, os Devils ainda vão conquistar muitos fãs nos próximos anos, e você pode ser um deles.

    Conferência Oeste

    Nashville Predators

    Favoritaço e ponto. Se o trajeto até a Final da Stanley Cup no ano passado foi uma surpresa, dessa vez ver o time chegar à decisão pelo segundo ano consecutivo já seria de se esperar.

    Os Predators conquistaram o troféu dos Presidentes ao alcançar mais pontos que qualquer outra equipe na temporada regular. O time conta com um goleiro incrível, uma defesa sólida, um ataque melhorado, sem contar o mascote que manda mimos para o Brasil!

    Nashville é uma escolha segura e promissora, o que coloca todas as atenções viradas para a equipe. Isso se a maldição do troféu dos Presidentes já não for suficiente para acabar com a diversão dos Preds.

    Winnipeg Jets

    É o timing perfeito para se juntar à fanbase dos Jets. A equipe nunca chegou favorita a muita coisa, mas acumulou jovens talentos em sua má-fase (foram mais que alguns anos), que já estão provando seu valor na liga.

    Patrik Laine (!!!) Nikolaj Ehlers, Kyle Connor, Mark Scheifele… o que falta de experiência em pós-temporada para esse grupo sobra em potencial ofensivo. E em barbas bizarras, no caso de Laine. Destaque também para o par defensivo de Josh Morrissey e Jacob Trouba.

    A torcida de Winnipeg é das mais divertidas na NHL, alguns episódios que não devem ser mencionados à parte. Nas arenas, no Twitter, a equipe não é das mais populares na mídia esportiva e isso acaba vindo a calhar para os fãs. Os canadenses são obcecados por hockey, e não precisam de nenhum fenômeno para empolgar o torcedor. Com o motivo certo então (digamos, uma semifinal de conferência, para começar), eles vão absolutamente à loucura.

    Vegas Golden Knights

    Independente de quem você escolher nessa lista, Vegas é o seu segundo time. A equipe acabou de chegar à NHL e é a sensação do ano.

    Frutos de uma “catação” (draft de expansão) antes do início da temporada atual, os Golden Knights surpreenderam do início ao fim, quebraram recordes, e agora estão nos playoffs, disputando a Stanley Cup em seu primeiro ano. E com chances de levar a taça para casa. Não dá para não amar.

    O final do calendário regular não foi muito positivo para o time, e a falta de experiência em playoffs contra uma equipe que ganhou duas Stanley Cups recentemente (2011-12, 2013-14) deixa Vegas na desvantagem para a primeira rodada. Porém a gente bem sabe que tudo é possível quando a pós-temporada começa. A não ser que você seja dono de uma casa de apostas nos Estados Unidos, os Golden Knights são dignos da sua torcida.

    Minnesota Wild

    No momento, são a zebra da vez.

    Com o recente afastamento do Ryan Suter, que fraturou a fíbula e não volta antes da próxima temporada, o cenário ficou bem desfavorável para os Wild. Jonas Brodin e Matt Dumba terão que segurar as pontas na defesa por enquanto.

    Minnesota ainda está tentando se estabelecer como uma equipe de playoffs. O time só chegou à segunda rodada duas vezes nos últimos 15 anos. Você pode torcer para os Wild terem um pouco mais de sorte este ano, mas vai ter que torcer mesmo. (E ainda secar os Jets um pouco…)

    Anaheim Ducks

    Infelizmente, os Mighty Ducks jamais vão voltar. Mas os “só” Ducks também não são lá tão ruins, mesmo com seu logo e uniformes sem graça.

    Anaheim chegou à pós-temporada atingindo os 100 pontos na tabela pelo quinto ano consecutivo, e com uma sequência final de vitórias muito boa. Do atual elenco, muitos jogadores já sentiram o gostinho de jogar os playoffs, e alguns, como Ryan Getzlaf, Corey Perry e Francois Beauchemin, chegaram a levantar a taça pela equipe em 2007.

    A adição de Adam Henrique no final do ano passado pode ser o maior diferencial dos Ducks nessa segunda etapa. O atacante já sentiu na pele como é perder uma final de Stanely Cup no seu tempo com os Devils, e algo que ele deve querer evitar ao máximo agora.

    San Jose Sharks

    Duas palavras: Brent Burns. O defensor top-3 da NHL é o único motivo que você precisa para torcer para os Sharks. Se isso não basta, esse time não é para você.

    Na Califórnia, é sempre uma guerra. Mas os Sharks têm a vantagem para essa série inicial, especialmente jogando em casa. Evander Kane chegou no final da janela de trocas para reforçar o ataque. O possível retorno de Joe Thornton também terá um papel importante.

    Outra vantagem para San Jose: o time terminou a temporada regular com um dos melhores penalty kill na liga. Qualquer adversário que tiver que encarar os Tubarões no caminho à Stanley Cup precisa tomar cuidado e não subestimar a equipe.

    Los Angeles Kings

    No elenco ainda há várias peças que sabem o que é preciso para conquistar a Stanley Cup. Entre os campeões de 2012 e 2014, o goleiro Jonathan Quick, o atacante Anze Kopitar, e o defensor Drew Doughty.

    Doughty deveria estar concorrendo ao troféu Norris, e Kopitar é um forte convidado ao Hart. O primeiro desafio de Los Angeles é ninguém menos que a equipe novidade, Vegas Golden Knights, um adversário forte e que vem embalado para conquistar o mundo.

    É uma grande rivalidade que se forma, e o torcedor só tem a ganhar com ela.

    Colorado Avalanche

    De pior time na liga em 2016-17 para wild card na temporada seguinte é uma conquista e tanto!

    É claro, as coisas já ficam mais difíceis sem o defensor Erik Johnson, ou o goleiro Semyon Varlamov. Ao ver Nashville do outro lado da chave, muitos torcedores já podem ter considerado “missão cumprida”, mas não vamos perder as esperanças tão cedo. Já fizeram suas preces para o Santo Nathan MacKinnon hoje?

    Assim como os Devils, mesmo se não chegar longe este ano, o time já mostrou que está no caminho certo. Provavelmente vamos ver muito mais Avs na pós-temporada do que estávamos acostumados, e isso já é um bom motivo para ficar do lado deles desde já.

     

    Poucas coisas na vida são tão boas quanto playoff hockey. Se seu time não chegou lá esse ano, ou se ficar pelo caminho depois de algumas partidas, deixe para sofrer na intertemporada e aproveite o melhor que a NHL tem a oferecer.

     

     

  • Elias Lindholm: o jogador esquecido na NHL

    Elias Lindholm: o jogador esquecido na NHL

    Quando Elias Lindholm foi draftado em 2013, ele tinha marcas para voar na NHL. O Carolina Hurricanes o escolheu ainda na primeira rodada e Lindholm mostrou porque tinha sido a 5ª escolha, ao se tornar o mais jovem sueco a marcar um gol na NHL. Entretanto, depois disso, seus números deixaram chamar tanta atenção. Mas será mesmo?

    Na temporada 2014-15, Lindholm esteve em 81 jogos e conseguiu o maior número de gols em sua carreira, com 17. Já na temporada 2016-17, ele fez apenas 11 gols, mas chegou a sua melhor marca na liga com 45 pontos em 72 jogos. Isso aconteceu porque Elias deu 34 assistências naquele ano.

    Os Canes já jogaram 70 partidas nessa temporada. Lindholm entrou em 69 delas, ficando de fora apenas por causa de uma gripe. Nesses jogos, ele já tem 38 pontos, distribuídos em 15 gols e 23 assistências. Faltando 12 jogos na temporada regular, o sueco pode chegar no maior número de gols da sua carreira na NHL.

    Quando chegou à NHL, Lindholm passou a jogar como ala direita, mas quando seu compatriota Marcus Kruger foi para Charlotte, no início de Fevereiro, o sueco passou a ter mais chances jogando no centro. Seus resultados foram tão bons que, após Jordal Staal pedir um tempo por problemas pessoais, Elias Lindholm precisou jogar no centro, e se manteve nela após o retorno do capitão.

    Atuar como center não era nada novo para Lindholm. É a posição na qual o jogador se sente mais confortável e eficaz, além de ter sido por ela que Canes o escolheu em 2013.

    Destaque recente

    No jogo contra o Chicaco Blackhawks no dia 8 de março, no qual os Canes ganharam por 3 a 2, Lindholm participou dos três gols do time de Carolina, dando duas assistências e organizando a jogada do outro. Ele foi considerado o homem do jogo e essencial para a vitória, tudo isso jogando como center.

    Esse controle de jogo fez com que a mídia começasse a prestar atenção no sueco. Ele gosta de ter uma visão de jogo mais inteligente e menos físico, e a posição central permite que ele o faça.

    Talvez essa seja sua chance de mostrar porque foi a 5ª escolha do draft. Talvez Lindholm esteja finalmente se adequando aos padrões da NHL e, com as devidas oportunidades, venha a trazer resultados.

    Elias Lindholm não nasceu para ser uma estrela. Seu número de gols pode não ser impressionante e ele prefere dar assistências a colocar o puck para dentro. Mas isso não significa que Elias seja um jogador esquecido, pelo contrário.

    Com apenas 23 anos e, jogando na sua posição favorita, Lindholm tem de tudo para crescer e alcançar números ainda mais altos na NHL. Até porque, não só de gols se faz um jogo de hockey.

     

    FotoReprodução/NHL.com

  • Por que não foi Off-side? Blackhawks x Wild

    Por que não foi Off-side? Blackhawks x Wild

    O Hockey parece um esporte simples. Patinar e fazer gols usando um taco no lugar dos pés e um puck (disco) no lugar da bola. Parecido com o nosso futebol, certo? Aí entram as regras…

    No jogo de ontem entre Chicago Blackhawks e Minnesota Wild um lance mais que polêmico pode ter custado o jogo pro time de Chicago. Chris Stewart marcou um gol para o Minnesota, e o técnico de Chicago, Joel Quenneville, pediu revisão de jogada alegando que o atacante dos Wild estava impedido, o chamado Off-side (clique aqui para saber mais sobre off-side). A prática é comum, porém, uma nova regra implementada nesta temporada diz que quando um time pede revisão do gol por off-side e perde, uma Minor Penalty é aplicada imediatamente à equipe que desafiou a jogada, por Delay of Game.

    O que aconteceu ontem foi algo inusitado. Segundo as regras de off-side, o jogador atacante tem que ter completo domínio do puck para atravessar a linha azul antes deste. Até aí, o jogador do Minnesota estaria em posição de off-side.

     

     

    Por isso foi uma surpresa para todos quando, depois de uma longa revisão, manteve-se o gol, e o Minnesota ainda ganhou um Power Play. A justificativa veio do seguinte parágrafo na regra: “Se um jogador legalmente carrega o puck para dentro de sua área de defesa enquanto um jogador do ataque está em tal zona de defesa, o Off-side deve ser ignorado e a jogada pode continuar.” e continua, “Quando um jogador da defesa impulsiona o puck para fora de sua área de defesa e o puck ricocheteia em um jogador da defesa na zona neutra e volta para a zona de defesa, todos os jogadores estão elegíveis para jogar o puck.”

    E foi essa a jogada que Joel Quenneville falava sobre, quando na entrevista coletiva disse: “Uma jogada nos custou o jogo todo.”