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  • Melhores momentos na história da NHL

    Melhores momentos na história da NHL

    Que a NHL é cheia de momentos históricos todo mundo sabe. Alguns são inusitados; já outros são emocionantes, como recentemente o da menina Laila, fã do atual campeão St. Louis Blues. São tantos momentos que dá até para se perder. Por isso, nós do NHeLas decidimos fazer uma pequena seleção de alguns desses momentos.

    Ace Bailey, o primeiro jogo beneficente

    No dia 12 de dezembro de 1933, Ace Bailey, jogador do Toronto Maple Leafs, viu a sua carreira acabar após sofrer um hit violento de Eddie Shore, jogador do Boston Bruins. Bailey bateu a cabeça no gelo e fraturou o crânio, chegando a convulsionar no local. O jogador, então, foi submetido a várias cirurgias, onde os médicos faziam o possível para salvar a sua vida. Após acordar do coma e com a certeza de que Ace ficaria bem, a liga tomou as providências e penalizou Shore devidamente. No entanto, Ace não poderia jogar hockey nunca mais. Com isso, o time decidiu então fazer um jogo beneficente para arrecadar dinheiro para o jogador.

    O jogo, que aconteceu no dia 14 de fevereiro de 1934, conseguiu arrecadar quase 21 mil dólares e o time de Boston doou mais 6 mil dólares para o jogador. No final do evento, o então proprietário dos Leafs, Conn Smythe, aposentou o número de Bailey. Assim tornando Bailey o primeiro jogador a ter seu número aposentado por uma equipe na história da NHL. Mas o ponto alto da noite foi a icônica foto de Bailey e Shore apertando as mãos antes da partida. A partida é considerada o primeiro jogo all-stars apesar de o evento só ter se tornado anual 13 anos depois.

    Primeira transmissão de um jogo na TV canadense

    Quando a liga foi criada em 1917, os fãs de hockey só podiam ver os jogos ao vivo. Até que em 1923 os jogos passaram a ser transmitidos também pela rádio. Somente anos depois que os fãs enfim iriam poder assistir os jogos do conforto de sua casa. Isso porque no dia 11 de outubro de 1952, os times Montreal Canadiens e Detroit Red Wings jogaram a primeira partida televisionada no Canadá. Canadiens ganhou do Red Wings por 2-1 e assim os times entraram para história do hockey. 

    Willie O’Ree, o primeiro jogador negro na NHL

    Apesar de hoje em dia já ter jogadores negros na liga, isso só foi possível porque, em 18 de janeiro de 1958, o canadense Willie O’Ree fazia a sua estreia pelo Boston Bruins. O’Ree jogava em uma liga menor quando um jogador do Bruins se lesionou, deixando o time com um jogador a menos. Assim Willie, que na época estava cego de um olho devido a um puck no rosto dois anos antes, omitiu a sua lesão e fez a sua estreia na liga. Em 2018 foi nomeado para o Hockey Hall of Fame na categoria Builders.

    Primeiro goleiro a marcar um gol

    Apesar de muitos goleiros já terem tentado marcar um gol, o primeiro goleiro a ter seu nome creditado a um gol foi por acidente. Foi em 1979, numa partida entre New York Islanders e Colorado Rockies. Billy Smith, goleiro dos Islanders, ao impedir que um jogador adversário marcasse um gol, bateu no puck. Por não ter nenhum goleiro na rede dos Rockies, acabou marcando um gol por “acidente”. Como Smith foi o último jogador do Islanders a tocar no puck, o gol foi creditado a ele.

    Mr. Hockey retorna para jogo all-stars

    Após ter se aposentado da NHL em 1971 e jogado alguns anos pelo WHA com seus dois filhos, Gordie Howe retornou a NHL para a temporada 1979-80, quando jogou pelo time Hartford Whalers (atualmente Carolina Hurricanes). Na mesma temporada, Howe foi chamado para participar dos jogos all-stars que, naquele ano, seria na cidade de Detroit. Ao ser anunciado nas apresentações pré-jogo, Gordie teve uma grande surpresa ao ser aplaudido de pé durante dois minutos. Foi necessário que o jogador saísse do gelo para que o público se acalmasse. Mas essa não foi a única vez, durante a partida o jogador foi ovacionado diversas vezes pelo público.

    Evento inédito na Filadélfia

    Em 1993, Mario Lemieux foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin. Com isso, o jogador precisou fazer tratamento e consequentemente perdeu alguns jogos. Mas isso não parou Lemieux completamente. Após terminar sua última sessão de radiação, o canadense voou para a Filadélfia para participar de uma partida contra o Philadelphia Flyers. Para a surpresa de todos, ao entrar no gelo, o capitão do Pittsburgh Penguins foi aplaudido de pé pelos fãs da equipe rival. Um evento inédito já que os torcedores dos Flyers são conhecidos por serem mais duros e ter uma grande rivalidade contra os Penguins.

    Aposentadoria de Wayne Gretzky

    No dia 18 de abril de 1999, Wayne Gretzky estava jogando a última partida de sua carreira antes da aposentadoria. Apesar de não ter marcado tantos gols como de costume, Gretzky, em sua última temporada, ainda conseguiu quebrar o recorde que até então era de Gordie Howe. Numa partida entre New York Rangers e Pittsburgh Penguins, a NHL quebrou o protocolo e cantou o hino do Canadá e do EUA. Com isso, Wayne teve uma pequena homenagem. Bryan Adams, ao cantar o hino do Canadá, mudou a letra de “O Canada, we stand on guard for thee”. Cantou: “We’re going to miss you, Wayne Gretzky”. John Amirante, ao cantar o hino dos EUA, mudou a letra para incluir a frase “in the land of Wayne Gretzky”. Em sua última partida, Gretzky marcou uma assistência, assim ajudando no único gol que seu time marcou na noite.

    Foto: Reprodução / nhl.com

  • Seis jogadores que trocaram o número de sua jersey

    Seis jogadores que trocaram o número de sua jersey

    Quando William Nylander entrar no Air Canada Center em outubro com os Leafs, será com um novo, porém familiar, número em sua jersey. O center anunciou em suas redes sociais que, ao invés do número 29, passará a usar o 88 na próxima temporada.

    Porém, para os fãs que possuem a camisa com o antigo numeral, o jogador pensou em uma solução. Irá cobrir a conta de todos aqueles que resolverem trocar o número 29 pelo 88. Desta maneira, até Dezembro de 2019, os torcedores dos Leafs poderão trocar de graça o número de suas jerseys. Cortesia do center

    No entanto, não é a primeira vez que Nylander troca o número de sua jersey no Maple Leafs. Na sua primeira temporada pela equipe canadense, o jogador de origem sueca costumava usar o 39. Porém, no ano seguinte, decidiu trocar para o número 29. Este que usou até a troca no início da semana. 

    Certamente o jogador não é o primeiro a trocar seu número mais de uma vez pelo mesmo time. O NHeLas, então, resolveu trazer quais jogadores que já trocaram o número da jersey mais de uma vez, jogando pelo mesmo time. 

    Jack Eichel

    Eichel foi draftado no ano de 2015, pelo Buffalo Sabres. Quando começou sua carreira no time, costumava jogar com a camisa número 15. Posteriormente, com a ida de seu teammate, Evander Kane, para os Sharks, Jack teve carta branca para trocar o número de sua jersey para 9. 

    O motivo foi que o número tem história para o jogador. Antes de entrar na NHL, ele costumava jogar com a camisa 9 pela Universidade de Boston e ligas inferiores antes da universidade. 

    Maurice “Rocket” Richard

    Richard, com certeza, tem seu nome marcado na história do hockey. Foi certamente a razão de muitos fãs do esporte adquirirem a camisa número 9. Quando começou a jogar no Montreal Canadiens, em 1942, o right-wing costumava usar o número 15. Porém, com o nascimento de sua filha, Maurice resolveu fazer a troca para o novo número. 

    O motivo? A menina nasceu com nine pounds (equivalente a 4kg). Por isso, em sua homenagem, ele optou por trocar o número de sua jersey. 

    Gordie Howe

    Mr. Gordie Howe também marcou seu nome no esporte. Quando começou a jogar pelo Detroit Red Wings, em 1946, o jogador costumava usar o número 17. Na temporada seguinte com o clube, lhe foi oferecida a jersey número 9. Ele aceitou de muito bom grado. 

    No entanto, não existe nenhuma razão sentimental por trás do porquê. Em uma entrevista com Wayne Gretzky, em 2014, Mr. Hockey admitiu que fez a troca para ter “boas noites de sono”:

    “Muitas pessoas podem não saber que meu primeiro número com os Red Wings era o número 17, até o início da minha primeira temporada. O nº 9 ficou disponível e foi oferecido a mim. Nós costumávamos viajar de trem naquela época, e caras com números mais altos tinham o beliche superior no vagão-cama. O nº 9 significava que eu tinha uma posição mais baixa no trem, o que era muito melhor do que engatinhar na cama de cima.”

    John Davidson

    Davidson foi um goleiro que atuou pelo New York Rangers. No início de sua carreira, costumava usar o número 30. No entanto, em 1977 trocou a numeração para 00. Ele queria este pois era um número mais baixo, e combinava com goleiros. 

    Ironicamente, com a jersey 00, o goleiro apenas defendeu um shout-out. 

    Ray Bourque

    Bourque começou sua longa carreira em 1980, pelo Boston Bruins. Desde então, foi designado a ele o número 7. Este também pertenceu a outra lenda do clube, Phil Esposito. No entanto, em 1987, os Bruins resolveram aposentar o número 7 em homenagem a Esposito (na cerimônia, foi Bourque quem entregou a camisa 7 para o ídolo do time). Desta forma, Ray passou depois a usar o número 77 pelo Boston. 

    Bobby Orr

    Quando Orr se juntou ao Bruins, tinha a intenção de usar o número 2 (número que usou quando jogava no juniors). Porém, os Bruins destinaram a ele a camisa 27. No entanto, quando outro jogador do time foi cortado da equipe, Bob optou por usar o número 4. Este seria o mais perto que chegaria do número que desejava. 

    O curioso é que, após sua aposentadoria, o número 4 virou legendário na equipe. 

    Vocês conhecem algum outro jogador que tenha trocado o número da sua jersey? Comenta na nossa caixa de comentários para sabermos também!

    Foto: Reprodução/editorinleaf.com

  • As 5 maiores rivalidades da NHL

    As 5 maiores rivalidades da NHL

    O hockey talvez seja um dos esportes mais interessantes do mundo devido a toda sua dinâmica. Com isso, vem as rivalidades entre os times. São elas que trazem intensidade ao esporte. Portanto, rivalidades nascem seja por pertencerem ao mesmo estado, por algum motivo chave, ou até mesmo pelo simples fato de se odiarem. Desde luvas no chão à sangue no rink e muitos socos e palavras mal intencionadas, as rixas entre os times da NHL assumem um outro nível de competição. Por isso, o NHeLas resolveu trazer hoje as cinco maiores rivalidades que já existiram na história da Liga.  

    Colorado Avalanche vs Detroit Red Wings

    Esta é, com certeza, uma das mais sangrentas rivalidades que já existiram na NHL. Tal rixa foi solidificada devido a uma das maiores brigas já existentes na história da liga, protagonizada pelas duas equipes citadas. A briga, portanto, foi apelidada de “Brawl in Hockey Town”, por ter sido em Detroit. Porém, também ficou conhecida como “Bloody Wednesday”, devido ao fato de vários jogadores saírem do rinque sangrando. 

    A rivalidade teve seu start nos playoffs de 1996 da Stanley Cup, durante a Final da Conferência Oeste. Eventualmente, em algum momento do jogo, Claude Lemieux, jogador do Avalanche, acertou em cheio o Red Wing Kris Draper nas paredes do rinque. Draper, no entanto, acabou por bater o rosto no vidro, o que resultou na aquisição de ferimentos gravíssimos. Por conseguinte, o rancor entre as equipes foi estabelecido e a rivalidade formada. Porém, uma das maiores brigas que os torcedores da NHL viriam a presenciar aconteceria um ano depois.

    Inegavelmente, o time de Detroit não conseguiu esquecer do episódio envolvendo Draper. Por isso, o último jogo da temporada regular, disputado entre as duas equipes, começou com grande tensão no ar. Tudo desencadeou devido a uma briga entre Igor Larionov e Peter Forsberg, que os árbitros não tiveram dificuldade para controlar. No entanto, quando Darren McCarty tirou as luvas e partiu para cima de Lemieux, o caos se instalou no The Joe. A briga envolveu quase todos os jogadores que estavam no rinque. Quando os árbitros chegaram a controlar o conflito, precisaram tirar o sangue espalhado pela pista. Posteriormente, após a aposentadoria, Kris Draper chegou a escrever um artigo para os “The Players Tribune”, que retrata o quanto a rivalidade teve impacto no sucesso do Detroit. 

    “The Brawl in Hockeytown”, protagonizada pelos Red Wings e Avalanche.

    A rivalidade entre os dois times nasceu do jeito Old School de se jogar hockey. As equipes se tornaram rivais pelo nível de competição que carregavam a cada jogo disputado. Talvez não seja a primeira rivalidade que vem à cabeça do torcedor, mas, com certeza, é uma das que mais agracia a NHL. 

    New York Islanders vs New York Rangers

    Rivalidades entre times de um mesmo país são conhecidas por serem calorosas. Porém, quando esta se instala em equipes que habitam a mesma cidade, a competição assume outro nível. 

    Chamada de “Batalha de Nova York”, a rivalidade entre New York Islanders e New York Rangers teve seu início em 1972. Coincidentemente, o mesmo ano em que os Isles passaram a compor a liga. Por ser o único time da liga a reinar em New York, os Rangers costumavam ser o pride and joy da cidade. Porém, a adição de um novo time, instalado não tão longe do Garden, fez a rivalidade nascer.

    Desde a primeira vez que se encontraram nos playoffs, as equipes tiveram seus caminhos cruzados na pós-temporada apenas cinco vezes. Atualmente, os jogos competitivos ainda vivem quando ambas as equipes disputam. Os fãs, principalmente, preservam a rivalidade tanto quanto os jogadores. 

    Os Rangers, posteriormente, criaram o famoso apelido “Fish Sticks” para o rival. Isto porque os Islanders tinham na camisa, anteriormente, um logo que remetia a varas de pescar. Também inventaram uma cantiga, chamada “Potvin Sucks”. Esta surgiu devido a uma entrada que o Islander, Denis Potvin, realizou no Ranger Ulf Nilsson. Tal impacto acabou gerando um tornozelo quebrado para o center. Já os Islanders criaram um canto famoso entre a torcida: “If you know the Rangers suck”. Tal qual que é baseado na cantiga infantil, “If you’re happy and you know it”.

    A rivalidade já gerou várias brigas e casa lotada para os dois times. Todo o amante de hockey sabe que, sempre que Isles e Rangers se encontram, será um bom jogo.

    Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs

    A rivalidade Canadiens – Leafs é uma das mais antigas da NHL. Esta surgiu no ano de 1917. Ela se origina devido a grande rivalidade entre as duas maiores cidades no Canadá. Tais quais são casas para os dois times. Assim, como o Canadá vive pelo hockey, é compreensível que os dois times que ajudaram a originar a liga se tornariam rivais. 

    Ambos já se encontraram 15 vezes nos playoffs desde suas origens. Entre estas, no entanto, cinco foram em Stanley Cup Finals, anteriormente a colocação destes na mesma divisão/conferência. 

    No entanto, apesar de terem na conta uma grande lista de brigas durante os jogos que disputam entre si, a rivalidade continua viva. Assim sendo, alguns episódios provam o ponto. Como quando o Maple Leaf, Mikhail Grabovski, durante uma briga, mordeu o Canadiens, Max Pacioretty, em 2013. O capítulo gerou grande repercussão em toda a liga, em relação a conduta de Grabovski. 

    Em certos momentos, alguns analistas tentam explanar qual o melhor time, fazendo uma análise de ambos durante a temporada. Isto tudo com o intuito de dar um fim à rivalidade. Porém, apesar do sucesso que as duas equipes adquiriram ao longo dos anos, rivalidades assim não desaparecem. Não quando estamos falando sobre o país do hockey. 

    Boston Bruins vs Montreal Canadiens

    A rivalidade entre os Bruins e Canadiens talvez seja a mais acalorada da liga. Esta vive até os dias atuais, desde que surgiu em 1924. Tais times foram os que mais se encontraram em jogos na NHL, principalmente playoffs. Foram 34 jogos entre as equipes na pós-temporada, ao longo de suas histórias. Assim, devido a tantos encontros, inevitavelmente seria impossível não existir uma rivalidade. Tal qual é extremamente feroz. As brigas  acontecem constantemente entre os jogadores, técnicos e torcidas. 

    No entanto, os dois times não tem nenhuma razão geográfica para a rixa, como Canadiens e Toronto. Mesmo assim, é extremamente complicado para as duas equipes ter uma relação amigável. E isto se dá porque ambas querem sempre ter vantagem uma sobre a outra. 

    Vários episódios, como a briga dos goleiros Price e Thomas em 2011, ou quando ambos os times soltaram as luvas no vestiário, em 1986, ressaltam o óbvio: os times não fazem questão de se darem bem. Não importa a situação, as duas equipes se odeiam. Os próprios jogadores já expressaram que não fazem questão que a rivalidade vá embora tão cedo. 

    Pittsburgh Penguins vs Philadelphia Flyers

    Assim como Rangers e Islanders, Pittsburgh e Philadelphia levam a rivalidade extremamente a sério. Nomeada de “Batalha da Pensilvânia”, ela surgiu em 1967, quando, coincidentemente, ambos os times passam a compor a liga devido a expansão. A partir do momento que os dois times entraram no rinque, eles sabiam que, com toda a certeza, dividiriam o estado com o inimigo. 

    Ambos já se encontraram seis vezes nos playoffs, com os Flyers tendo o maior número de jogos vencidos. No entanto, enquanto os Flyers lideram a rivalidade em número de vitórias, os Penguins ganham com o sucesso nos playoffs da Stanley Cup. Nos últimos dez anos, o time de Pittsburgh ganhou três Stanley Cups.

    Assim como os fãs, os próprios jogadores abastecem a rivalidade. Crosby declarou, em 2012, que: “Nós não gostamos um do outro. Você pode dissecar tudo o que quiser, mas o fato é que não gostamos um do outro. Ambas as equipes trazem muitas coisas ruins umas para as outras”. Porém, também inspirou inúmeras brigas entre jogadores no rinque (Sidney Crosby e Claude Giroux são campeões), sob os olhos curiosos de casas lotadas.

    Desta formada, com a paixão demasiada dos fãs da Pensilvânia pelos seus times, a rivalidade entre Pittsburgh e Filadélfia nunca morrerá.

    Foto: Reprodução/ftw.usatoday.com

  • Times há mais de 20 anos sem Stanley Cup

    Times há mais de 20 anos sem Stanley Cup

    A última vez que essas equipes levantaram o caneco tão sonhado por todos da NHL, vivíamos em outro século.

    New York Rangers

    O time atingiu o ponto máximo da Liga pela última vez em 1993-94, há exatamente 23 anos, quando ganharam a série final contra Vancouver por 4 a 3. Além de campeões da copa Stanley, naquele ano eles também conquistaram o título da Divisão, da Conferência Leste e o Troféu dos Presidentes.

     

    A equipe de Nova York já foi 4 vezes campeã da Stanley cup, mas não conseguiu mais atingir a mesma glória do passado. Desde 1994 eles só conseguiram o título da Conferência em 2013-14, já que perderam a final por 4 a 1 para os Los Angeles Kings. Esse ano a equipe deve manter esse padrão, pois é quase certo que eles fiquem fora dos playoffs.

    Montreal Canadiens

    O time fundado em 1909 é um dos mais antigos e o que mais possui Stanley Cups na liga. Eles já levantaram o caneco 24 vezes, mas estão sem títulos há 24 anos. O último foi quando ganharam a série por 4-1 contra os Kings em 1993. Os Habs possuem 8 títulos de Conferência e 24 de Divisão. A equipe também não anda muito bem e os playoffs parecem apenas um sonho distante.

    Edmonton Oilers

    O time da Conferência Oeste foi fundado em 1°de novembro de 1971, há exatamente 46 anos. Edmonton tem 5 títulos da Stanley Cup em sua história, mas estão há 27 anos sem levantar a taça. A última vez foi na temporada de 1989-90, quando venceram a série por 4 a 1 sobre Boston. Em 2006 chegaram bem perto de acabar com o jejum de títulos, mas tiveram que se contentar com o vice campeonato, perdendo o título para Carolina no jogo 7. Parece que vai ser difícil quebrar o jejum em 2018, pois o time não ocupa uma posição muito boa na classificação.

    Calgary Flames

    Conquistou seu único título de Stanley Cup em 1988-89, há 28 anos, quando ganharam a série contra Montréal em 6 jogos. Os Flames nunca conseguiram repetir o feito, e ao todo a equipe tem 3 títulos da Conferência Oeste, o último conquistado em 2004, quando perderam o Jogo 7 da final para Tampa Bay. Também possuem 6 títulos de Divisão, e atualmente a equipe está brigando por uma vaga na pós-temporada.

     

     

    New York Islanders

    Há exatamente 34 anos, uns dos times da cidade de Nova York conquistava seu quarto título da Stanley Cup depois de derrotar o Edmonton Oilers. Os Isles também possuem 6 títulos da Conferência Leste, o último conquistado na temporada seguinte à Copa Stanley de 1983-84.

    Naquele ano, os Islanders enfrentaram novamente Edmonton, mas dessa vez a sorte mudou de lado. Nova York perdeu numa série de 4 a 1. Atualmente a equipe briga por uma vaga nos playoffs através de wild cards. 

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers possuem duas Stanley cups na história do time. A primeira foi conquistada em 1973-74 e a segunda, e última, em 1974-75, 42 anos atrás, quando o time ganhou de Buffalo por 4 a 2. Philly possui 8 títulos da conferência leste e sua última conquista foi em 2009-10, quando perderam a final para o Chicago Blackhawks por 4 jogos a 2. Com 16 títulos de divisão, a equipe tem grandes chances de quebrar seu jejum já que lideram a divisão metropolitana.

    Toronto Maple Leafs

    Os Leafs são o segundo time com mais Stanley cups. São 13 ao todo, mas já faz 50 anos que a equipe não coloca as mãos na taça. A última vez foi em 1966-67 quando ganharam de Montréal por 4 a 2. Como antigamente os times não precisavam ganhar o título de suas conferência para disputar a copa Stanley, os Leafs não foram campeões de conferência nenhuma vez. Mas eles tem  5 títulos de divisão e estão bem encaminhados para uma classificação nos playoffs por uma vaga da divisão do Atlântico.

  • 10 razões por que Chance é um ótimo mascote

    10 razões por que Chance é um ótimo mascote

    Afinal, o que é o mascote de Vegas?

    Ontem (14), os Golden Knights anunciaram Chance, essa criatura simpática que vai acompanhar o time e animar a torcida daqui para frente.

    A notícia gerou todo tipo de reação e pessoas de toda parte questionaram a escolha do animal. Por que não um “Cavaleiro Dourado”? Seria este o filho do Barney, o dinossauro, com o Coisa, do Quarteto Fantástico? Um irmão perdido do Solek, de Ilha Ratimbum, talvez? Ou o Godzilla depois de uma gripe?

    A verdade é que o mascote do Vegas Golden Knights é um Monstro-de-Gila, um réptil nativo do sudoeste dos EUA Ele teria saído de sua toca nas rochas do Red Rock Canyon para fazer de Las Vegas a sua nova casa. E se engana quem acha que ele não tem nada a ver com o esporte!

    Listamos 10 motivos para te dizer porque o Chance é super “do hockey”:

    1. “Monstro”: nem preciso falar nada, né? O nome já diz que é pra tomar cuidado. Se chegar muito perto, vai arranjar encrenca, Vegas não tá aqui de brincadeira!
    2. Sangue frio: como a gente bem lembra daquelas aulas de biologia na escola, répteis são animais que não conseguem controlar a temperatura do corpo. Quando querem se aquecer, tomam sol, e quando precisam se resfriar, procuram uma sombra ou uma pista de gelo para acompanhar uma partida do time do coração.
    3. Venenoso: os adversários já estão em desvantagem. Uma mordida desse cara e você pode ficar paralisado, sentir enjoo, febre e muita, muita dor! Apesar de não ser mortal para humanos, quem já foi mordido por um monstro-de-gila conta que a experiência é bem desagradável.
    4. Maior lagarto nativo dos EUA: #VegasStrong. Apesar de ser apenas a temporada de estreia, a cada jogo equipe mostra a que veio, com um elenco coerente e torcedores dedicados. A nação Golden Knights é GIGANTE.
    5. Carnívoro: com uma preferência especial por coiotes (sorry not sorry, Arizona). Piadas à parte, o monstro-de-gila é um lagarto que gosta especialmente de ovos de outras espécies, mas também se alimenta de aves, sapos, outros lagartos e pequenos mamíferos. Ele pode engolir até um terço do seu próprio peso numa única refeição, então é melhor seu time ficar esperto.
    6. Uniformizado: monstros-de-gila têm o corpo preto repleto de manchas em laranja, amarelo ou rosa, e sua pele é coberta por escamas grossas, que servem de proteção. É como se eles já viessem prontos pra entrar numa partida de hockey! Alguém me vê dois pares de patins, por favor?
    7. Milagre da medicina: já entendemos que uma mordida desse cara não é muito legal, porém, acontece que uma proteína encontrada na saliva do monstro-de-gila foi a chave para desenvolver alguns dos medicamentos usados no tratamento da diabetes humana.
    8. Diferentão: como algum amigo seu já deve ter mencionado, gostar de hockey aqui no Brasil não é lá um dos passatempos mais usuais (por enquanto! #TenhoFé). De todos os lagartos nativos de regiões secas e áridas, o monstro-de-gila é o mais misterioso e com os hábitos mais diferentes, já que ele é uma espécie pouco adaptada para viver no próprio ambiente em que nasceu.
    9. Armazena gordura na cauda: um fato interessante aleatório, para você que também ama as peculiaridades do hockey.
    10. 5 for Fighting: os machos da espécie lutam entre si durante a temporada de acasalamento. Mas não tem ninguém pra levá-los ao “cantinho do castigo” depois que a briga acaba.

    • Bônus: Muito antes de chegarem no mundo dos esportes, monstros-de-gila já atuavam na telona. Diz aí quem não ia querer uma estrela de cinema representando o seu time?