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  • Retrospectiva 2021

    Retrospectiva 2021

    Após os altos e baixos ocasionados pela pandemia do COVID-19, o ano de 2021 foi marcado pela reconstrução de muitas ligas de hockey em todo o mundo. Buscando respeitar as restrições, o novo normal foi focado em prezar pela segurança dos jogadores, times e torcedores, criando ambientes seguros para todos.

    No entanto, o ano também foi marcado por grandes acontecimentos no mundo do hockey no gelo e que merecem ser relembrados. Por isso, para encerrar o ano com chave de ouro, o time do NHeLas preparou uma retrospectiva de 2021, trazendo os melhores momentos relacionados ao esporte. Continue lendo e vem relembrar junto com a gente! 

    Janeiro

    06/01: A seleção sub-20 dos Estados Unidos conquistou a sua quinta medalha de ouro no Worlds Junior. Trazendo de volta a velha rivalidade Canadá vs. EUA, os nossos prospects favoritos da atualidade deram um show no gelo. O torneio teve encerramento com a vitória da seleção americana por 2 a 0 sobre o time canadense. Com certeza, um acontecimento e tanto para marcar o início do ano!

    13/01: Após três temporadas sem nenhum capitão, o Vegas Golden Knights enfim anunciou o primeiro líder de sua história. O título foi destinado ao winger Mark Stone, que garantiu a sua estreia com o “C” na jersey ainda na temporada 2020-21.

    16/01: Em um momento histórico para a Liga, o Boston Bruins anunciou a aposentadoria da jersey de Willie O’Ree. Com cerimônia marcada para o dia 18 de fevereiro, o número 22 marcou a sua passagem pelo único time em que jogou na Liga.

    18/01: A então NWHL divulgou os novos uniformes usados pelos seus times para a sexta temporada da liga que aconteceria durante uma bolha nos dias 23 de janeiro a 5 de fevereiro.

    18/01: A IIHF anunciou a alteração de um dos anfitriões do Ice Hockey World Championship. Belarus, que receberia o evento junto com a Letônia, deixou de sediar o torneio após conflitos políticos eclodirem no país. Posteriormente, no início de fevereiro a Letônia foi anunciada como a única anfitriã do evento.

    23/01: Inicia a bolha da NWHL com a então comissária interina Tyler Tumminia participando da cerimônia de abertura e o Toronto Six fazendo a sua estreia no gelo. A liga também contou com atletas das mais diversas modalidades e esportes demonstrando apoio à bolha. Usando as suas redes e participando de doações, o mundo do esporte se uniu para ajudar na visibilidade do hockey feminino.

    Tyler Tumminia no primeiro jogo entre o Metropolitan Riveters e Toronto Six
    Comissária Interina Tyler Tumminia no primeiro jogo da bolha entre Metropolitan Riveters e Toronto Six

    25/01: Durante a bolha da NWHL, a liga usa um patch contra o racismo em suas jerseys. Assim, demonstrando um apoio a luta que ganhou destaque no meio esportivo durante a pandemia. 

    27/01: Jim Rutherford anuncia sua saída do cargo de GM do Pittsburgh Penguins, após 7 temporadas e duas Stanley Cups conquistadas. Em seu lugar, Patrik Allvin assumiu como GM interino, vez que ele anteriormente ocupava o cargo de GM assistente. 

    28/01: A bolha da NWHL não aconteceu como o esperado e após diversos casos positivos durante o evento, o Metropolitan Riveters anuncia a sua desistência do campeonato. Alguns dias depois, no dia 3 de fevereiro a liga decidiu suspender o evento, deixando a final para ser disputada posteriormente.

    Fevereiro

    20/02: Após quase 16 anos jogando na NHL, o capitão dos Penguins, Sidney Crosby, joga  sua milésima partida pela Liga. O canadense foi draftado em 2005 e jogou em toda a sua carreira na NHL pelo time de Pittsburgh.

    20 e 21/02: O 2021 NHL Outdoor Games aconteceu em Lake Tahoe e recebeu duas partidas. A primeira entre o Colorado Avalanche e o Vegas Golden Knights. Enquanto a segunda foi entre Boston Bruins e Philadelphia Flyers. Com um momento inusitado onde a partida entre os Avs e os Golden Knights precisou ser interrompida por conta de problemas com o gelo da pista. Os times de Denver e Boston levaram a melhor contra os seus adversários.

    23/02: Artemi Panarin anuncia afastamento do New York Rangers após uma denúncia criminal. O jogador foi acusado de agredir uma mulher em um bar na Letônia em 2011 quando jogava pelo time Vityaz na KHL.

    27 e 28/02: A PWHPA promoveu os primeiros jogos da Dream Gap Tour 2021 na cidade de New York. Para a abertura da Tour, os times das regiões de Minnesota e New Hampshire se enfrentaram em dois jogos com cada time vencendo uma partida. Mas o ponto alto do evento foi a partida que aconteceu no Madison Square Garden, a casa dos Rangers que entrou para  a história como o primeiro da modalidade feminina a acontecer na arena.

    Março

    02/03: Inicia os playoffs da KHL com 16 times disputando a Gagarin Cup.

    06 e 07/03: Foi a vez de Chicago receber a próxima etapa do Dream Gap Tour 2021 com o apoio do Chicago Blackhawks. O time cedeu a sua casa para a PWHPA que homenageou o Dia Internacional da Mulher com uma transmissão 100% composta por mulheres. Na ocasião o time Adidas (Minnesota) foi o grande campeão do evento ao ganhar as duas partidas do final de semana.

    Os times Adidas e Women's Sports Foundation em Chicago.
    Os times Adidas e Women’s Sports Foundation em Chicago.

    17/03: O Buffalo Sabres anuncia a demissão do técnico Ralph Krueger, para a posição em aberto o time anunciou Don Granato. Com Matt Ellis e Dan Girardi assumindo como seus assistentes. 

    17/03: Em mais um desenrolar das punições da Rússia pelo escândalo do doping, Vladislav Tretiak deixa a sua posição como membro do conselho do IIHF. Deixando assim, a IIHF sem nenhum representante do país.

    20/03: A Universidade de Wisconsin conquista pela sexta vez o campeonato da Divisão I da NCAA, desta vez contra a Universidade de Northeastern.

    23/03: A NHL aprova as mudanças para o draft de 2021 e 2022.

    26 e 27/03: Após anúncio no início de março, a NWHL pôde enfim finalizar a sua sexta temporada. Com os quatro times finalistas disputando a tão cobiçada Isobel Cup. Por fim, os finalistas da Isobel Cup tiveram enfim a sua chance de se enfrentarem. Com o Boston Pride levando a melhor contra o Minnesota Whitecaps em 4 a 3 e conquistando o campeonato.

    Abril

    11/04: Pela primeira vez na história da Universidade de Massachusetts, a UMass é a campeã do Frozen Four da NCAA. A partida foi disputada contra a Universidade St. Cloud State, universidade do estado de Minnesota, que pela primeira vez na história classificou três universidades do estado no campeonato.

    12/04: Acontece a famosa Trade Deadline da NHL, sendo marcada pela fraca movimentação dos times da Liga. Este ano ocorreram apenas 17 trocas com 26 jogadores. Tornando assim a mais fraca desde o ano 2000.

    20/04: O canadense Patrick Marleau entra para a história da NHL ao se tornar o primeiro jogador a participar de 1.768 jogos de temporada regular em sua carreira. Assim, quebrando o recorde que pertencia a Gordie Howe, o Mr. Hockey, que conquistou o feito 41 anos antes.

    22/04: Um ano após cancelar a edição de 2020 do Mundial de Hockey Feminino devido a pandemia do COVID-19 a IIHF anuncia o cancelamento também da edição 2021. Ambas as edições iriam acontecer nas cidades de Halifax e Truro no Canadá.

    28/04: Após aumento na visibilidade da modalidade feminina, a NWHL anunciou um aumento no teto salarial para a temporada 2021-22. Isso porque a liga conquistou mais patrocínios após a sua bolha, de forma que pode dobrar o teto de 150 mil dólares para 300 mil dólares. 

    28/04: O HC Avangard Omsk entrou para a história da KHL ao conquistar pela primeira vez o Gagarin Cup. O time que foi criado em 1950 ainda não tinha realizado tal feito.

    30/04: A NHL anuncia oficialmente o Seattle Kraken como o 32º time da liga.

    30/04: IIHF volta atrás em sua decisão e anuncia novas datas para o Mundial Feminino, desta vez para os dias 20 a 31 de agosto, com sede ainda a definir.

    Maio

    03/05: Briga em partida entre New York Rangers e Washington Capitals inicia confusão com direito a multa e troca de farpas nas redes. Em seguida, a partida entre os times no dia 05 gera ainda mais confusão no gelo.  

    Briga generalizada entreNew York Rangers e Washington Capitals
    Briga entre os times New York Rangers e Washington Capitals durante a partida.

    16 e 17/05: Após adiamento, a PWHPA realiza a etapa de St. Louis do Dream Gap Tour 2021. Os Times Adidas (Minnesota) e o Women’s Sports Foundation (New Hampshire) eram os únicos times nos EUA. Portanto, os únicos que brigavam pelo torneio da U.S. Secret Cup. Contando com o apoio do St. Louis Blues desta vez, os times disputaram pela final na casa dos Blues, local onde o Time Adidas se consagrou campeão.

    24 a 30/05: Aconteceu a Canadá Secret Cup da PWHPA contando com uma parceria exclusiva com a Sportsnet e o Calgary Flames. Desta vez o torneio foi disputado entre os times Bauer (Montreal), Sonnet (Toronto) e Scotiabank (Calgary). Após uma disputa todos-contra-todos quando os dois melhores iriam para a final, o Time Bauer se consagrou o vencedor do campeonato

    Junho

    02/06: Aconteceu a loteria do Draft 2021 com o Buffalo Sabres conquistando a cobiçada primeira escolha e o estreante Seattle Kraken ficando no top 3.

    02/06: IIHF anuncia a cidade de Calgary como anfitriã do Mundial Feminino, com a WinSport Arena recebendo todos os eventos.

    04/06: A NWHL anuncia dois drafts para o ano de 2021, desta vez a liga realizou o Draft Original no dia 29 de junho para as atletas norte-americanas. Enquanto o segundo Draft ficou conhecido como Draft Internacional para as jogadoras de fora da América do Norte no dia 25 de julho.

    05/06: A goleira de 16 anos, Taya Currie entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a ser selecionada num draft da OHL. Ao ser selecionada pelo Sarnia Sting, a jogadora se tornou a primeira mulher na história do hockey a ser selecionada por um time de uma liga major junior.

    06/06: Numa partida entre as seleções da Finlândia e do Canadá pelo Mundial Masculino de Hockey 2021 da IIHF na Letônia. A seleção canadense conquistou o ouro e se consagrou o vencedordo campeonato pela 27ª vez. 

    16/06: A NWHL anunciou uma parceria com a Athlete Ally, um grupo sem fins lucrativos que trabalha em prol de um ambiente seguro para a comunidade lgbtquia+.

    24/06: O Montreal Canadiens vence o jogo 6 contra o Vegas Golden Knights e garante a sua vaga na final da Stanley Cup 2021.

    25/06: Conquistando uma vaga na final pela segunda temporada consecutiva, o Tampa Bay Lightning vence o jogo 7 contra o New York Islanders.  

    29/06: Aconteceu o Draft Original da NWHL, com transmissão ao vivo pelo seu canal na twitch. Taylor Girard (Connecticut Whale), Emilie Harley (Buffalo Beauts) e Maegan Beres (Toronto Six) foram as escolhidas pelo top 3.

    29/06: Aconteceu também o NHL Awards 2021, premiando os melhores jogadores de acordo com os votos dos fãs. Com destaque para Connor McDavid e Marc-Andre Fleury.

    Julho

    07/07: Pela segunda vez consecutiva o Tampa Bay Lightning se consagra o campeão da Stanley Cup. Desta vez, num jogo cinco contra o Montreal Canadiens.

    Tampa Bay Lightning campeão da Stanley Cup pelo segundo ano consecutivo
    Tampa Bay Lightning novamente campeão da Stanley Cup

    19/07: Pela primeira vez na história da NHL um jogador com contrato ativo na Liga, se assumiu lgbtqia+. O prospect do Nashville Predators, Luke Prokop, se assumiu publicamente gerando uma comoção nas redes com os jogadores, ligas e fãs mostrando o seu apoio.

    22/07: NHL divulga calendário de jogos e eventos para a temporada 2021-22. 

    23/07: Apesar de ter vazado a lista com alguns dos jogadores selecionados, o Draft de expansão do Seattle Kraken movimentou a internet com seus anúncios memoráveis e jogadores vestidos a caráter. 

    23 e 24/07: Aconteceu o Draft 2021 de forma virtual pelo segundo ano seguido. Owen Power (Buffalo Sabres), Matthew Beniers (Seattle Kraken) e Mason McTavish (Anaheim Ducks), foram os felizardos da vez. No entanto, um dos destaques do ano foi Luke Hughes, o terceiro irmão Hughes. O jogador foi a quarta escolha e jogará ao lado de seu irmão no New Jersey Devils.

    25/07: Dando início a uma nova tradição, o Draft Internacional da NWHL teve a sua primeira edição com momentos históricos para a liga. Lovisa Berndtsson (Buffalo Beauts), Tsubasa Sato (Connecticut Whale) e Evelina Raselli (Boston Pride) formam respectivamente o top 3 do draft.

    Agosto

    04/08: Tyler Tumminia se torna oficialmente a segunda comissária da NWHL, assim, tirando o nome interino do cargo.

    17/08: A NWHL divulga o calendário de jogos e eventos para a temporada 2021-22.

    19/08: A prefeitura de Glendale no Arizona anuncia em suas redes a não renovação do contrato com o Arizona Coyotes, fazendo assim com que o time fique sem uma arena para a temporada 2022-23.

    20/08: Inicia o Mundial Feminino 2021 da IIHF em Calgary no Canadá. 

    29/08: As seleções da Lituânia, Eslováquia e Dinamarca conquistam suas vagas nas Olimpíadas de Inverno de Pequim em 2022. 

    31/08: Chega ao fim o Mundial Feminino 2021 da IIHF, trazendo de volta a velha rivalidade Canadá e EUA, com a seleção Canadense se consagrando a grande campeã.

    31/08: ESPN e NHL anunciam que o serviço de streaming Star+ irá transmitir todos os jogos da Liga na América Latina, assim substituindo o serviço da NHL.tv. Posteriormente, a ESPN junto a PHF anunciou que metade de seus jogos também seriam transmitidos pelo Star+. 

    Setembro

    02/09: Após ser indiciado por um crime sexual na Suécia, a primeira escolha do Montreal Canadiens no draft 2021, Logan Mailloux foi suspenso pela OHL. A liga que suspendeu o jogador por tempo indeterminado informou que o mesmo poderá pedir para ser reintegrado a partir do dia 1º de janeiro.

    02/09: A NHL em conjunto com a NHLPA divulga os novos protocolos de biossegurança contra a COVID-19 para a temporada 2021-22.

    03/09: A NHL confirma oficialmente a permissão dos jogadores participarem das Olimpíadas de Inverno de Pequim em 2022 após acordo com a IIHF, COI e NHLPA.

    03/09: Arizona Coyotes envia proposta para construção de nova arena na cidade de Tempe no Arizona.

    04/09: Jesperi Kotkaniemi assina com o Carolina Hurricanes após offer sheet.

    04/09: Minnesota Wild e o St. Louis Blues divulgaram os uniformes que irão usar no Winter Classic em 2022 que acontecerá na casa do Minnesota Twins (MLB) no dia 1º de janeiro. 

    07/09: A NWHL anuncia mudança de nome e logo para poder atender todos os gêneros que queiram fazer parte da liga. Assim, passando a se chamar Premier Hockey Federation (PHF).

    10/09: A canadense Jessica Platt anuncia a sua aposentadoria. A jogadora entrou para a história ao ser a primeira mulher trans a jogar na CWHL. Platt foi draftada em 2016 quando jogou como defensora e depois como atacante, assim deixando a sua marca na história do hockey.

    Jessica Platt anuncia aposentadoria
    Jessica Platt anuncia sua aposentadoria.

    10/09: PHF divulga os protocolos de saúde contra a COVID-19 para a temporada 2021-22.

    13/09: Após o técnico assistente Sylvain Lefebvre recusar a se vacinar e seguir os protocolos de segurança, o Columbus Blue Jackets então decidiu demitir o mesmo já que seria inviável a sua participação na temporada. 

    17/09: Em mais um passo para o retorno ao calendário habitual, a NHL divulga as datas e locais para o Heritage Classic e Draft 2022.

    20/09: Arizona Coyotes anuncia reformulação completa da marca, sendo uma delas o retorno do coiote Kachina como logotipo principal.

    21/09: Com as Olimpíadas de Inverno de Pequim cada vez mais próximas, a PWHPA anuncia algumas mudanças em sua temporada devido às jogadoras da seleção que precisarão se ausentar. 

    Outubro

    12/10: Seattle Kraken faz sua estreia oficial na NHL no primeiro dia da temporada regular. Numa partida acirrada contra os Golden Knights, o time viu a sua derrota de 4 a 3 na cidade de Las Vegas. 

    15/10: Em mais uma passo para uma liga inclusiva, a PHF faz mudanças em sua politica em prol da inclusão de jogadores transgêneros e não-binarios.

    27/10: Kyle Beach revela ser a vítima do caso de abuso sexual do Chicago Blackhawks em 2010. Até então o atleta vinha sendo identificado como John Doe para preservar a sua identidade.  

    Kyle Beach no uniforme de sua ex-equipe Chicago Blackhawks
    Kyle Beach enquanto ainda jogava pelo Chicago Blackhawks em 2010.

    27/10: Chicago Blackhawks se pronuncia sobre o caso e pede desculpas pela falta de ação diante do caso em 2010.

    28/10: Rocky Wirtz, dono do Chicago Blackhawks, enviou uma carta ao Hockey Hall of Fame no qual deixa implícito que o clube sabia de tudo e solicita a retirada do nome de Brad Aldrich da Stanley Cup.

    28/10: Gary Bettman se pronuncia após os início de investigação nos casos de crime sexual no Chicago Blackhawks.

    29/10: Kyle Beach afirma que Don Fehr, diretor executivo da NHLPA, foi informado sobre o caso e ainda assim não informou a USA Hockey.

    Novembro

    01/11: Em NHLPA recomenda uma investigação independente realizada por um advogado externo.  

    04/11: Chega ao fim o drama de Jack Eichel, o jogador foi trocado para o Vegas Golden Knight que prontamente anunciou estar de acordo com a cirurgia de Jack.

    06/11: Inicia a sétima temporada da PHF, a primeira desde a reformulação da liga.

    09/11: Após acusações de conduta profissional imprópria, o Anaheim Ducks anuncia o afastamento do GM e vice-presidente executivo Bob Murray. 

    13 a 19/11: Acontece a Transgender Awareness Week, movimento criado em prol da comunidade transgenero. 

    28/11: Montreal Canadiens demite seu vice-presidente executivo e GM Marc Bergevin, GM assistente Trevor Timmins e vice-presidente sênior Paul Wilson. 

    Dezembro

    06/12: Philadelphia Flyers anuncia a demissão do técnico Alain Vigneault e seu técnico assistente Michel Therrien.

    06/12: Vancouver Canucks faz limpeza na casa ao demitir funcionários de seus cargos mais altos. O GM Jim Benning, GM assistente John Weisbrod, Técnico Travis Green e Treinador Assistente Nolan Baumgartner. 

    09/12: EA Sports anuncia a inclusão da modalidade feminina com as seleções da IIHF e as seleções masculinas do IIHF Worlds Juniors Championship ao jogo NHL22. 

    17/12: Paul Maurice se demite do cargo de treinador do Winnipeg Jets, depois de 9 temporadas com o time. 

    17/12: PHF divulga Shiann Darkangelo do Toronto Six, Jillian Dempsey do Boston Pride e Allie Thunstrom do Minnesota Whitecaps como as capitães do All-Star Showcase 2022.

    22/12: Tem início o holiday break da NHL depois de mais jogos serem cancelados (67 até esse momento) por causa da COVID-19. E a Liga anuncia a impossibilidade da participação/ dos jogadores nas Olimpíadas de Inverno de Pequim.

    26/12: Tem início no Canadá o campeonato World Juniors na província de Alberta, com participações das equipes da Rússia, EUA, Tchéquia, Alemanha, Finlândia, Eslováquia, Suécia, Suíça, Áustria e Canadá. 

    27/12: NHL e NHLPA concordam com modificações no esquema de Taxi-squad que permite recrutar jogadores de fora da Liga para substituírem os atletas que se encontram impossibilitados de jogar, nesse momento devido ao protocolo da COVID.  

    28/12: Mais de 80 jogos da NHL já haviam sido cancelados devido a casos de COVID nos times. 

    29/12: NHL e NHLPA entram em acordo para modificar o protocolo da COVID e reduzir o tempo de isolamento para 5 dias. 

    29/12: O Campeonato World Juniors é cancelado após quatro dias de jogos depois que jogadores da Tchéquia, Estados Unidos e Rússia testaram positivo para o coronavírus. 

    30/12: PHF anuncia Meghan Chayka, Melody Davidson e Sami Jo Small como as técnicas para o All-Star Showcase 2022.

  • Para quem vai sua torcida nos Playoffs da Stanley Cup 2021?

    Para quem vai sua torcida nos Playoffs da Stanley Cup 2021?

    As 56 partidas da temporada regular chegaram ao fim, ou quase, já que o Vancouver Canucks está correndo atrás do prejuízo após terem seus jogos adiados por causa da COVID-19. Assim, tivemos que dizer “até logo” para 15 times da liga, que estão oficialmente de férias e só voltarão a marcar presença nas nossas noites na próxima temporada. Mas se seu time não foi qualificado, nada de ficar sem assistir hockey! Montamos um guia para te ajudar a escolher para qual time torcer nesses playoffs. 

    As 16 equipes que garantiram seu lugar na disputa pela Stanley Cup foram Boston Bruins, New York Islanders, Pittsburgh Penguins, Washington Capitals, Carolina Hurricanes, Florida Panthers, Nashville Predators, Tampa Bay Lightning, Colorado Avalanche, Minnesota Wild, St. Louis Blues, Vegas Golden Knights, Edmonton Oilers, Montreal Canadiens, Toronto Maple Leafs e Winnipeg Jets. 

    A temporada de 2020-2021 foi diferente do que estamos habituados, foi mais curta e começou bem depois do que era de costume devido à pandemia. Também por essa razão, a organização das conferências precisou ser modificada por causa de restrições de viagens entre Canadá e Estados Unidos, e entre os estados também. Assim, a tão sonhada Divisão Canadense, ou Norte como foi denominada, foi criada para a felicidade dos fãs, mesmo que apenas temporariamente. E algumas surpresas, ou milagres, saíram dali. 

    Organizamos este guia conforme o posicionamento dos times na tabela em cada divisão. 

    Divisão Norte

    Toronto Maple Leafs

    Amaldiçoados pelos inúmeros haters, azarados, ainda não foi o momento? Se você tiver a resposta, ou a solução, para sua torcida e força do pensamento levarem os Leafs para a vitória da Stanley Cup, a gratidão eterna dos torcedores do Toronto será sua! Ver seu time escolhido levar a taça pela primeira vez desde 1967 seria no mínimo memorável.  

    São os favoritos da divisão, carregam bons nomes, mas por terem uma defesa ruim e goleiros inexperientes em playoffs, não se acredita por aí que irão muito além dos intradivisionais. 

    Edmonton Oilers

    Connor McDavid. Um recém-chegado em Alberta precisa de mais? Eu diria que não, mas já que insiste… Edmonton Oilers conta também com Leon Draisaitl, Darnell Nurse e Adam Larsson. São um grupo forte no Canadá, mas contra times como Vegas e Colorado não se espera que vençam (se chegarem até lá). 

    Como uma boa amante de canadian goodies, deixaria parte da minha torcida por aqui. Você não? 

    Winnipeg Jets

    A verdade é que não estão dando muito pelos jatinhos. Mas o goleiro deles, Connor Hellebuyck, é excelente. E se quiser torcer por um time do Canadá, pelo menos esse não é odiado por metade do país. 

    Montreal Canadiens

    Se sua intenção é apenas torcer contra os Leafs, pode ser uma boa opção. Shea Weber, Carey Price, Josh Anderson e Brendan Gallagher são alguns dos nomes que jogam no Quebec. 

    Válido mencionar que terminaram a temporada atrás de New York Rangers e Dallas Stars, que nem conseguiram se classificar para os playoffs foram. Mas a escolha é toda sua. 

    Divisão Leste

    Pittsburgh Penguins

    Um bom time, e Sidney Crosby. Por mim só isso já faria dessa uma boa escolha. Mas eles contam também com Evgeni Malkin, Kris Letang, Mike Matheson e Brian Burke. Além da franquia já possuir 5 Stanley Cups, a última levantada em 2017, eles são levados super a sério na liga. Às vezes é tudo que precisamos ou queremos.  

    Washington Capitals

    Famosos, mas não pelos motivos certos. No início do mês, Tom Wilson, jogador do Capitals, recebeu uma multa de cinco mil dólares por sua conduta em um jogo contra o NYR que deixou dois jogadores do time lesionados. As brigas envolvendo as equipes viraram pauta no Globo Esporte e foram discutidas no ESPN League Brasil. 

    Mas se você gosta de um grupo forte, apesar da cabeça quente de alguns jogadores (ou por causa dela), eles também tem no roster os veteranos queridos Alexander Ovechkin, T.J. Oshie e Zdeno Chara. Mal não poderiam estar. 

    Boston Bruins

    Se você gosta de um power kill de respeito, pode encerrar suas buscas. Brincadeira, leia até o fim, não irá se arrepender. Boston talvez seja uma das equipes mais conhecidas além dos limites geográficos da NHL e da América do Norte. Tem estrelas como David Pastrnak, Patrice Bergeron, e o recém-chegado Taylor Hall, além dos não tão amados assim Brad Marchand, Jack Edwards e Tuukka Rask (mas esse só pelos torcedores mesmo). 

    Apesar de não estarem todos colocando suas apostas em Boston, também não estão tirando, e não seria muita surpresa se ganhassem sua sétima (isso mesmo, eles já ganharam 6 vezes) Stanley Cup. 

    New York Islanders

    Alguns chamam de chato, eu chamo de estilo próprio. Os Isles não são os queridinhos de nada na NHL, mas também não fazem feio. Sendo sincera, acho que ano passado foi incrível para eles e não sei se esse ano eles chegarão tão longe, mas nunca se sabe. 

    Barry Trotz, no entanto, faz um excelente trabalho como treinador. Conseguiram finalmente trazer para os Estados Unidos o goleiro Ilya Sorokin, e adquiriram recentemente Kyle Palmieri e Travis Zajac. 

    E as linhas de Mathew Barzal, Brock Nelson e J.G. Pageau são no mínimo bonitas de se assistir em ação. 

    Divisão Oeste

    Colorado Avalanche

    Pelas previsões, o time deve jogar no mínimo 6 ou 7 jogos, com baixas chances de eliminação na primeira rodada dos playoffs. Os goleiros não são os mais confiáveis, mas o restante da equipe mais do que equilibra esse fator. O Avalanche é o time número 1 na tabela geral e seus jogadores são muito habilidosos, além de terem uma ótima defesa. 

    Os playoffs com certeza serão animados, e felizes, para quem torcer por eles. 

    Vegas Golden Knights

    Um treinador anônimo da liga contou ao The Athletic que acredita que a equipe está preparada para os playoffs, com jogadores ligados no “volume” certo e com o objetivo definido de buscar a taça. São bem estruturados, jogam um jogo físico e rápido. Se você gosta de assistir algo nesse estilo, é uma boa pedida. 

    Os Vegas chegaram perto no ano passado, e tem boas chances esse ano de levantar o troféu. É atualmente um dos melhores times da liga, na tabela geral apenas atrás do Colorado Avalanche. 

    Minnesota Wild

    Wild WHOM to Wild BOOM! Minnesota era um dos times menos mencionados na NHL e nessa temporada surpreendeu a todos. A entrada de Kirill Kaprizov marcou a mudança de identidade do time, que atualmente é um must watch da liga. E, sejamos sinceros, pode ser que isso não volte a acontecer novamente. Então acompanhar e torcer para a equipe surpresa da temporada com certeza será uma experiência única!  

    St. Louis Blues

    Se você gosta de torcer pelos menosprezados, St Louis Blues é seu time da vez. Parece que ninguém está botando muita fé nos azuizinhos, que agarrou uma das últimas vagas dos playoffs deste ano, na frente apenas de Winnipeg Jets (e por apenas 2 pontos) e de Montreal Canadiens (leia sobre acima). 

    A equipe que teve um desempenho surpreendente na temporada de 2018-19, levando a vitória da Conferência Oeste e da Stanley Cup naquele ano, então carrega hoje ainda essa experiência recente e não devemos desconsiderar esse fator. 

    Divisão Central 

    Carolina Hurricanes

    Carolina é uma excelente aposta para colocar suas energias. É um time super habilidoso, com ótimas dancinhas comemorativas, jogadores comprometidos, bons no power play, e extremamente estruturados. 

    Os mais céticos não confiam muito nos goleiros e duvidam um pouco que consigam vencer Tampa, mas o hockey consegue ser uma caixinha de surpresas e eu não tiraria minhas fichas dos Canes (caso elas estivessem aqui), afinal de contas eles terminaram a temporada regular em terceiro lugar na tabela geral. 

    Florida Panthers

    Se você gosta de um alinhamento planetário, uma sorte louca e não uma, mas duas equipes da Flórida qualificadas, os Panthers podem ser uma boa escolha. Esse é um dos times que não davam muito por ele na temporada regular, mas ganharam momentum, solucionaram problemas, possuem uma estrela aka Aleksander “Sasha” Barkov, e um treinador bem falado na liga aka Joel Quenneville. 

    Ainda assim, são classificados como underdogs, por terem que vencer seu rival e vizinho, que já ganhou 3 taças enquanto os Panthers permanecem sem ao menos uma (leia mais abaixo). Pode ser que torcer por eles te faça pular do sofá, roer as unhas, e xingar os árbitros e jogadores dos times adversários, mas se levarem, a taça o gostinho de vitória vai ser ainda maior. 

    Tampa Bay Lightning

    Um time da Flórida era pouco para você? Então, temos dois nos playoffs deste ano. Tampa levou a melhor no ano passado, e alguns dizem ser tarde demais para voltar suas atenções nesses playoffs para eles, mas nunca diga nunca. 

    Passaram por algumas dificuldades na temporada regular, jogadores estrelas como Nikita Kucherov e Steven Stamkos se machucaram, mas provavelmente estarão no gelo quando o sino soar no Jogo 1 dia 16 deste mês. Como vimos acima, ainda são vistos como o time a ser batido na Divisão Central e nossos olhos estarão sempre de olho no que se passa em Tampa. 

    Nashville Predators

    Podemos ser sinceras? Ninguém – ninguém mesmo – dá nada por Nashville. Tiveram uma temporada mista, ruins até a metade e no final, quando se voltaram contra o Dallas Stars, garantiram a vaga. Ainda não sabemos exatamente como, mas aconteceu. Fácil não vai ser, vencer os Hurricanes, Panthers e/ou Lightning seria a grande reviravolta nesta pós-temporada.  

    Mas se você se garante na paciência e é mestre em meditações para relaxar, por que não? 

    Decidiu?

    E aí? Fez sua escolha? Conta para a gente nos comentários!

  • Retrospectiva 2020

    Retrospectiva 2020

    Este texto tem co-autoria de Stephanie Casado.

    O ano de 2020 com certeza não foi fácil. Ele foi atípico de diversas formas, mas também nos proporcionou momentos únicos. Um ano que muitos dizem querer esquecer, um ano conturbado e que, ao mesmo passo que parecia passar rápido, também pareceu que nunca chegaria ao fim.

    Neste ano de 2020, nós rimos com os jogadores se aventurando nas redes sociais, nós choramos em vários momentos mas também vimos o mundo do hockey se unir em busca de mudanças. Com diversos cancelamentos e inovações, o mundo exterior influenciou diretamente no nosso modo de ver as coisas, fosse para o bem ou para o mal.

    Em meio a uma pandemia, protestos contra o racismo, e o hockey feminino conquistando mais espaço nos fez ver grandes nomes da NHL repensando suas certezas e iniciando uma trajetória para que o hockey seja, eventualmente, de fato para todos. Pudemos observar que os jogadores são muito mais que atletas que sonham ganhar campeonatos, percebemos que eles são pessoas como nós e, de certa forma, isso nos aproximou ainda mais.

    Por isso, o NHeLas decidiu reunir os maiores acontecimentos de 2020 e, junto com vocês, relembrar os altos e baixos desse ano tão caótico.  

    Janeiro

    01/01: Começando o ano com recordes. O Winter Classic 2020 aconteceu pela primeira vez no Texas, com um jogo entre Dallas Stars e Nashville Predators. Essa foi a segunda edição a esgotar mais rapidamente os ingressos e a segunda a receber o maior público do evento. Em um jogo acirrado, o time de Dallas pôde ir para casa feliz após a vitória de 4 a 2 na frente de 85.630 pessoas.

    Dallas Stars após vitória contra o Nashville Predators no Winter Classic. (Foto: Reprodução/twitter @DallasStars)

    02/01: Chegou ao fim o Campeonato Mundial de Hockey Feminino Sub-18 da IIHF, sediado na Eslováquia. O evento contou com a velha rivalidade EUA e Canadá para a final. Por fim, a seleção estadunidense foi a grande campeã, pela oitava vez. 

    05/01: O Canadá conquistou ouro no Mundial de Hockey Sub-20 da IIHF, que foi sediado na República Tcheca. Em segundo lugar ficou a Rússia e em terceiro, a seleção da Suécia. 

    08/01: O jogador Auston Matthews, do Toronto Maple Leafs, entrou para a história ao marcar seu 30º gol em quatro temporadas consecutivas. Dessa maneira ele se tornou o sexto jogador na história dos Leafs a conquistar tal feito, o primeiro a conquistar em suas primeiras 4 temporadas, e o 15º na história da NHL.

    13/01: Após vencer o Carolina Hurricanes, o Ilya Samsonov se tornou o primeiro goleiro na franquia do Washington Capitals a conquistar 13 vitórias em 15 jogos em sua temporada como novato. Ele defendeu 23 shots do Canes e conquistou o primeiro shutout de sua carreira.

    15/01: O Vegas Golden Knights anunciou a demissão do técnico Gerard Gallant. Em seu lugar, Peter DeBoer assumiu como o novo técnico.

    17/01: A NHL anunciou a criação do Elite Women’s 3-on-3 para o All-Star Weekend de 2020. Composto totalmente por profissionais mulheres, o evento seria uma partida entre as jogadoras de elite da América do Norte.

    18/01: Após 22 meses afastado, o jogador do Dallas Stars Stephen Johns fez a sua reestreia no gelo. O defensor ficou afastado após sofrer dores de cabeça pós-traumáticas.  

    24/01: A NHL anunciou o time da década, composto por diversos jogadores da Liga. Para a escolha, levou-se em consideração todos os feitos de cada jogador nos últimos 10 anos.

    24/01 e 25/01: O All-Star Weekend 2020, que foi sediado em St. Louis, contou com vários momentos históricos, entre eles a primeira vez que um time campeão no ano anterior sediou o evento. O primeiro dia ficou reservado para a competição de habilidades e o Elite Women’s 3-on-3, enquanto a competição masculina foi realizada no dia 25, com a Divisão Pacífica como a grande campeã. 

    25/01: A torcedora Laila Anderson emocionou novamente o mundo do hockey ao fazer uma participação no NHL All-Star Weekend 2020. A jovem, que é considerada o amuleto da sorte do time, vem acompanhando de perto a trajetória do St. Louis Blues desde os playoffs de 2018-19.

    Fevereiro

    04/02: Após as semifinais que aconteceram em janeiro de 2020, o time sueco Frölunda Indians foi o grande campeão da Champions Hockey League. Essa foi a quarta vez que o time conquistou o título, e a segunda vez consecutivamente. 

    11/02: A partida entre o St. Louis Blues e o Anaheim Ducks precisou ser suspensa após o defensor Jay Bouwmeester, do Blues, desmaiar no banco. O jogador foi socorrido às pressas e chegou a ficar internado. Após passar por uma bateria de exames, foi detectado um problema cardíaco. Posteriormente, o mesmo passou por cirurgia e ficou de fora pelo restante da temporada.

    12/02: Após se aposentarem em 2018, os irmãos Daniel e Henrik Sedin tiveram os seus números 22 e 33 aposentados pelo Vancouver Canucks. Numa cerimônia realizada antes da partida contra os Blackawks, o evento contou com diversos nomes ilustres do hockey e fez uma homenagem aos irmãos que foram os maiores artilheiros do time.

    12/02: O jogador David Pastrnak atingiu a marca de 41 gols na temporada após marcar um hat-trick na partida contra o Montreal Canadiens. Com isso, o jogador se tornou o primeiro a ultrapassar os 40 gols na franquia do Bruins desde Glen Murray na temporada 2002-03.

    14/02: O Minnesota Wild anunciou o desligamento do técnico Bruce Boudreau de suas atividades com o time. 

    15/02: O 2020 Navy Federal Credit Union NHL Stadium Series entrou para a história com a realização do primeiro hat-trick numa partida outdoor da NHL. O evento, que aconteceu no Falcon Stadium, da Air Force Academy dos EUA, contou com a presença de 43.574 pessoas para assistir a partida entre o Los Angeles Kings e o Colorado Avalanche. O hat-trick foi realizado pelo jogador Tyler Toffoli, dos Kings, que garantiu uma vitória de 3 a 1 para seu time. 

    16/02: A pandemia da COVID-19 passou a afetar a produção de sticks, assim influenciando nos equipamentos utilizados pelos jogadores durante os jogos.  

    22/02: O “motorista de Zamboni”, Dave Ayres entrou para a história ao estrear na NHL aos 42 anos. O goleiro de emergência (também conhecido como EBUG) costumava treinar com o Toronto Maple Leafs. No entanto, neste fatídico dia durante uma partida contra os Canes, o time que precisou de uma assistência não foi o time da casa. O goleiro canadense ajudou o time da Carolina a ganhar com um placar de 6 a 3.

    22/02: Alex Ovechkin, capitão do Washington Capitals entrou para o seleto clube dos 700 gols. O russo foi o 8º jogador na história da NHL a conquistar tal feito e o segundo a atingir a marca mais rapidamente. 

    24/02: A NHL Trade Deadline movimentou o mundo do hockey com trocas inesperadas e especulações dos futuros dos times de destino para cada jogador.

    28/02: A PWHPA anunciou uma parceria com a ESPN para a exibição dos eventos da Dream Gap Tour na América do Norte. Essa foi mais uma iniciativa em busca de maior reconhecimento para a modalidade feminina.  

    Março

    02/03: A IIHF anunciou o cancelamento do Campeonato Mundial de Hockey Sub-18 que aconteceria na Europa.

    08/03: Os jogos transmitidos no Dia Internacional da Mulher entraram para a história da NHL após toda a equipe de transmissão ser composta apenas por mulheres. As partidas disputadas entre os times Chicago Blackhawks e St. Louis Blues, transmitida pela NBC (EUA), e entre Calgary Flames e Vegas Golden Nights, transmitida pela Sportsnet (Canada), foram comandadas por mulheres, da cabine de narração ao controle de câmeras.

    12/03: A NCAA anunciou o cancelamento de todos os seus campeonatos devido a pandemia de COVID-19.

    12/03: Restando 189 jogos da temporada regular a NHL anunciou uma pausa por tempo indeterminado devido ao COVID-19. Não sendo a única a optar pela pausa, diversas outras ligas de hockey, assim como de outros esportes também entraram em hiato ou encerraram suas temporadas. 

    12/03: Aos 68 anos, o ex-presidente e CEO do Calgary Flames, Ken King não resistiu e perdeu a sua longa batalha contra o câncer. Foi com a ajuda de King que os Flames conseguiram a aprovação do novo acordo para a arena do time. 

    13/03: Após os anúncios de pausa, o Hockey Hall of Fame em Toronto no Canadá anunciou o seu fechamento dos dias 14 de março até 6 de abril. 

    16/03: Em comunicado, a NHL autorizou os jogadores a retornarem às suas cidades natais, dentro ou fora da América do Norte, de acordo com as regras de quarentena de cada local.

    16/03: O goleiro Jonas Hiller anunciou a sua aposentadoria após 18 temporadas como profissional. Tendo jogado pelo Anaheim Ducks e Calgary Flames, o suíço de 38 anos participou de nove temporadas na NHL. Por último, finalizou a sua carreira em seu país natal, pelo time EHC Biel da Liga Nacional.

    22/03: Após diversas polêmicas salariais, muitos clubes da NHL começaram a se pronunciar procurando meios de pagar os funcionários das arenas que ficariam sem salário durante a pausa da Liga.  

    23/03: A CHL cancelou oficialmente seus playoffs e a Memorial Cup pela primeira vez em 102 anos. Consequentemente, os jogos restantes da temporada regular também foram cancelados.

    Abril

    08/04: O time suíço SC Bern, da Liga Nacional, entrou para a história ao contratar a primeira mulher General Manager de um time masculino de hockey profissional. A ex-goleira Florence Schelling entrou pela segunda vez para a história do esporte após a contratação. Anteriormente, a atleta tinha se destacado ao se tornar a primeira e única mulher num time masculino de hockey no seu país. 

    16/04: Após 16 temporadas com o Montreal Canadiens e três pela KHL, o defensor Andrei Markov anunciou a aposentadoria. O jogador de dupla cidadania, russa e canadense, jogou em um único time durante toda a sua trajetória na NHL, participou de 990 jogos com os Habs, marcando 119 gols e 453 assistências na temporada regular. 

    22/04: Composta exclusivamente por times nos EUA, a Liga feminina NWHL anunciou a sua primeira expansão para o Canadá. Também em seu anúncio foi divulgado as primeiras jogadoras a fazer parte da equipe, assim como parte da equipe administrativa.

    28/04 e 29/04: Aconteceu o draft 2020 da NWHL via twitter, com 30 escolhas divididas em cinco rounds. Os times puderam escolher entre jogadoras universitárias e tiveram os anúncios realizados através de vídeos feitos por diversos profissionais do meio esportivo.  

    Maio

    08/05: A NHL com a NHLPA adiaram os jogos internacionais de 2020, sem previsão de uma nova data. A Liga ainda espera retomar com eles em 2021. 

    11/05: A AHL cancelou oficialmente o restante da temporada regular como também os playoffs da Calder Cup 2020 devido à pandemia. 

    15/05: Após uma pausa por tempo indeterminado, a NWHL anunciou o cancelamento oficial da Isobel Cup 2020. 

    19/05: Depois de anunciar a sua primeira expansão para o Canadá, a NWHL, que tinha feito um concurso para a escolha do nome de seu novo time, anunciou o grande vencedor: Toronto Six.

    26/05: Durante uma conferência, o comissário da NHL, Gary Bettman, anunciou o formato oficial para a retomada ao gelo, bem como os protocolos a serem seguidos. Com a temporada regular já dada como finalizada, foi também determinado quais times estariam participando da pós-temporada.

    28/05: O Vegas Golden Knights revelou nome e logo para seu time afiliado na AHL. O time nomeado de Henderson Silver Knights fará a sua estreia na temporada 2020-21. 

    Junho

    08/06: A NHL deu início à Fase 2 para o retorno da temporada 2019-20. Nesta fase, pequenos grupos de jogadores puderam agendar treinos na preparação para os playoffs.

    11/06: Em novo anúncio, a Liga divulgou a data para o início da Fase 3, na qual os times classificados para a pós-temporada poderiam abrir seus training camps.

    16/06: O Buffalo Sabres demite seu GM, Jason Botterill, de maneira repentina por falta de resultados do time. Além do GM, também foram demitidos o técnico Chris Taylor e seus assistentes Gord Dineen e Toby Petersen do Rochester Americans, afiliado dos Sabres na AHL. 

    24/07: O Hockey Hall of Fame anunciou os novos membros para a classe de 2020. Foram indicados os ex-jogadores Jarome Iginla, Marian Hossa, Kim St-Pierre, Doug Wilson, e Kevin Lowe. Ainda, na categoria builder, o executivo Ken Holland foi adicionado à turma.

    26/06: O Toronto Six da NWHL divulgou os uniformes que serão usados em sua temporada de estreia. Com três modelos de camisa, a primeira equipe canadense incorporou detalhes em seu design para homenagear seu país.  

    Julho

    10/07: A NHL com a NHLPA entraram num acordo para uma extensão do CBA (acordo trabalhista entre liga e jogadores) e o início dos jogos para o dia 1º de agosto numa tentativa de finalizar a temporada. 

    13/07 a 26/07: As equipes classificadas para a pós-temporada participaram dos training camps com o elenco completo antes de viajar para as hub cities

    15/07 a 21/07: A NHL revelou os finalistas do NHL Awards 2020, que seriam realizados no formato virtual.

    23/07: Após confirmar oficialmente o retorno de Seattle à elite do hockey em dezembro de 2019, o CEO do mais novo time da NHL, Tod Leiweke, anunciou Seattle Kraken como o nome da equipe. Em seu anúncio, o time também divulgou sua logo principal e os uniformes que serão utilizados em sua estreia na temporada de 2021-22.

    26/07: NHL divulgou a agenda da fase de Qualifiers da Stanley Cup. Dessa forma, a rodada inicial da pós-temporada de 2020 contou com oito séries melhor-de-5 entre os colocados 5º ao 12º de cada conferência. A rodada também teve um turno de todos-contra-todos entre os top-4 times do Leste e do Oeste, em suas respectivas hub cities.

    Agosto

    06/08: Durante uma onda de protestos por todo o mundo, um dos gestos mais significativos contra o racismo aconteceu na NHL. Matt Dumba, defensor do Minnesota Wild, ajoelhou-se durante o hino nacional dos EUA, na partida entre Edmonton Oilers e Chicago Blackhawks. Assim, deu-se início a diversas formas de protestos realizadas por jogadores em jogos posteriores. 

    Matt Dumba ajoelhado em forma de protesto durante o hino do EUA. (Foto: Reprodução/CBC.ca)

    10/08: O New York Rangers venceu a loteria e ficou a primeira escolha no NHL Draft de 2020. Dessa maneria, determinou-se também a ordem restante das escolhas para o evento.

    12/08: O técnico Rob Brind’Amour do Carolina Hurricane foi multado em 25 mil dólares após comentário sobre o gol sofrido durante uma partida dos playoffs. O gol marcado por Charlie Coyle, do Boston Bruins, já havia sido considerado legal durante a partida quando contestado. No entanto, o técnico não se deu por satisfeito e acabou criticando a Liga após o jogo, resultando assim em uma multa.

    13/08: Defensor do Nashville Predators, Dan Hamhuis anunciou a aposentadoria. O jogador, draftado pelo time do Tennessee em 2001, somou 356 pontos ao longo de seus 16 anos de carreira. Além dos Predators, ele teve passagens pelo Canucks e Stars.

    15/08: O atacante Andrei Svechnikov do Carolina Hurricanes se lesionou durante partida contra o Boston Bruins. Precisando de ajuda para sair do gelo, o jogador sofreu uma torção no joelho e teve que se afastar pelo restante dos playoffs. Posteriormente, o time de Boston eliminou os Canes do campeonato. 

    15/08: Por motivos pessoais, o goleiro Tuukka Rask do Boston Bruins decidiu deixar a bolha da NHL e retornar para casa.

    26/08: NHL anunciou uma punição ao Arizona Coyotes. Após uma investigação feita em janeiro sobre testes físicos extras que a equipe aplicava nos jogadores elegíveis para o draft, o time foi punido de forma severa pela Liga.

    26/08: Durante uma entrevista para o The Athletic, o jogador Mike Green anunciou a sua aposentadoria. Draftado pelo Washington Capitals em 2004, o canadense decidiu se aposentar para ficar mais tempo com a família. 

    27/08: Diante de protestos realizados contra a brutalidade policial nos EUA, novamente os jogadores da NHL se uniram para mostrar solidariedade. Dessa vez, eles solicitaram à Liga o adiamento dos jogos dos playoffs

    30/08: Oskar Lindblom retornou a uma partida pelo Philadelphia Flyers nos playoffs da Conferência Leste, pelo Jogo 6 contra o New York Islanders. Sua última partida havia sido em 17 de dezembro de 2019. Após esta data, ele foi diagnosticado com Sarcoma de Edwing, um tipo de câncer nos ossos. Lindblom finalizou seu tratamento no dia 02 de julho, e retornou ao rink após quase oito meses parado. 

    Setembro

    02/09: Iniciou-se a temporada 2020-21 da KHL, considerada a segunda melhor liga de hockey no gelo do mundo. A liga europeia retornou ao gelo após ter cancelado a temporada anterior devido à pandemia de COVID-19.

    03/09: A NHL e a NHLPA declararam que trabalharão em conjunto com a Hockey Diversity Alliance, formada por jogadores e ex-jogadores negros da NHL, para promover iniciativas de combate ao racismo e acelerar a inclusão de minorias na Liga, após pedidos dos próprios jogadores.

    11/09: Em comunicado, o comissário da NHL, Gary Bettman anunciou o formato virtual para a realização do NHL Draft 2020 que aconteceria no dia 6 de outubro.

    27/09: Após 11 temporadas pela NHL, o jogador canandense Chris Stewart anunciou a sua aposentadoria. Stewart jogou pelos Flyers em sua última temporada, e após a aposentadoria foi convidado pelo time a se tornar treinador de desenvolvimento de jogadores. 

    28/09: Devido à pandemia do novo coronavírus, os vencedores do NHL Awards 2020 foram anunciados virtualmente. O maior vencedor da temporada foi o center do Edmonton Oilers, Leon Draisaitl, que levou três prêmios para casa.

    29/09: Após sofrer diversas críticas envolvendo uma de suas escolhas do NHL Draft de 2020, o Arizona Coyotes decidiu romper o vínculo com o jogador Mitchell Miller, que já havia sido condenado por praticar bullying, racismo e violência física contra um ex-colega de classe.

    Outubro

    01/10: O Toronto Six, da NWHL, anunciou a Canlan Ice Sports como a casa oficial do time para a próxima temporada.

    02/10: Após 11 temporadas como goleiro na NHL, o americano Richard Bachman anunciou sua aposentadoria. Tendo passado pelos Stars, Oilers e Canucks, o ex-goleiro assumiria, então, o cargo de treinador de goleiros no Iowa Wild da AHL, o time afiliado do Minnesota Wild. 

    03/10: Tampa Bay Lightning se consagrou campeão da Stanley Cup após vencer o Dallas Stars pela final do campeonato. Anteriormente, o time havia se tornado campeão da Conferência Leste após vencer o New York Islanders em 6 jogos na semifinal. Enquanto isso, os Stars avançaram para a final pela primeira vez em 20 anos após vencer o Vegas Golden Knights. Numa partida realizada na “bolha” em Edmonton, Tampa levantou a taça após marcar dois gols contra o seu adversário e não sofrer nenhum. Essa foi a segunda vez que a franquia atingiu este feito.

    Tampa Bay Lightning com a Stanley Cup após vitória contra o Dallas Stars. (Foto: Reprodução/TampaBay.com)

    05/10: O jogador Matt Niskanen anunciou a sua aposentadoria após uma temporada com os Flyers. Draftado pelos Stars em 2005, o defensor também passou pelos Penguins e pelos Capitals, time pelo qual conquistou uma Stanley Cup.

    06/10: O primeiro round do NHL Draft 2020 aconteceu virtualmente pela primeira vez em 58 anos. Alexis Lafrenière (New York Rangers), Quinton Byfield (Los Angeles Kings) e Tim Stützle (Ottawa Senators) foram as três primeiras escolhas, respectivamente. Byfield fez história ao se tornar o jogador negro escolhido em posição mais alta no draft. 

    08/10: O jogador Justin Williams anunciou sua aposentadoria após 19 temporadas na NHL. Ao longo dos anos, Williams ficou conhecido como “Mr. Game 7”, por possuir no total 15 pontos (7G, 8A) em nove Jogos 7 de séries de playoffs. Ele foi draftado em 2000 pelo Philadelphia Flyers, e também passou por times como os Hurricanes, os Kings e os Capitals. 

    13/10: A NWHL nomeou Ty Tumminia como comissária interina, após Dani Rylan renunciar sua posição na liga. Além disso, a liga também passou por uma reestruturação para um novo modelo de gerenciamento. 

    19/10: Após 47 anos de carreira nas transmissões de jogos de hockey, o locutor esportivo e comentarista Mike “Doc” Emrick anunciou sua aposentadoria. Como um dos principais locutores do esporte na América do Norte, Doc trabalhou em 22 finais da Stanley Cup durante sua carreira. 

    22/10: A PWHPA em conjunto com a empresa de antitranspirantes Secret anunciaram parceria histórica para a modalidade feminina, o investimento de um milhão dólares para 2021. Apesar de estarem repetindo a parceria pelo segundo ano, essa foi a primeira vez na história que o hockey feminino profissional norte-americano recebera um investimento tão alto. 

    Novembro

    02/11: O center Tyler Seguin precisou passar por cirurgia para reparar uma lesão no quadril. A previsão de recuperação era de 5 meses, assim deixando o jogador de fora do início da temporada. No entanto, ele não foi a única baixa do time. Alguns dias antes, o goleiro Ben Bishop também precisou passar por uma cirurgia, esta no joelho, com uma previsão de recuperação semelhante a de Seguin. Outros jogadores lesionados foram Jamie Benn, Roope Hintz, Blake Comeau e Anton Khudobin, entretanto estes últimos devem conseguir estar recuperados a tempo de abrir a nova temporada. 

    08/11: Um ícone da televisão norte-americana, Alex Trebek, faleceu após uma luta de 4 anos com um câncer no pâncreas. O apresentador passou pelo programa Hockey Night in Canada antes de consagrar sua carreira em game shows, e era um ávido fã de esportes. Trebek havia sido um dos anfitriões na divulgação do NHL Draft de 2020, e anunciou ao vivo a primeira escolha do Ottawa Senators, time do qual era torcedor. A participação especial foi ao estilo que ele apresentava o famoso programa Jeopardy!

    16/11: A NHL, em parceria com a Adidas, anunciou o lançamento da coleção Reverse Retro para todos os times atauais. Agora, as equipes das divisões Metropolitana, Central, Atlântica e Pacífica possuem jerseys inspiradas em seus modelos antigos ou até mesmo times que não existem mais. 

    24/11: A NWHL anunciou plano e data para a temporada 2020-21. Num formato “bolha”, a liga feminina pretende realizar a sua sexta temporada em Lake Placid, no estado de Nova York, entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro de 2021. 

    Dezembro

    16/12: Após pouco mais de um ano, o jogador Oskar Lindblom anunciou estar livre do câncer.

    17/12: Henrik Lundqvist declarou que não jogará a temporada 2020-21 com o Washington Capitals devido a problemas cardíacos. Após um vídeo emocionante, Lundqvist disse que depois de vários exames e opiniões médicas de todo o país, o melhor a se fazer era tratar este problema com uma cirurgia de peito aberto e se recuperar para uma futura temporada. 

    https://twitter.com/hlundqvist35/status/1339631911627608064/photo/1

    20/12: A NHL revelou oficialmente a data de inicio da temporada 2020-21, marcada para o dia 13 de janeiro. No entanto, ela será realizada de forma reduzida e com as divisões reorganizadas. 

    22/12: A NWHL, em conjunto com a NBC Sports, anunciaram pela primeira vez na história do hockey feminino profissional uma parceria para a transmissão dos jogos da semifinal e final ao vivo nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2021. 

    23/12: O Tampa Bay Lightning declarou que o capitão Steven Stamkos precisará passar por cirurgia no quadril e portanto ficará de fora da temporada regular. Anteriormente, durante os playoffs, o jogador ficou de fora dos primeiros jogos, por conta de uma lesão que sofreu em fevereiro.  

    28/12: O Chicago Blackhawks anunciou que seu atacante Kirby Dach havia passado por uma cirurgia no pulso após a lesão que sofreu durante o Mundial de Hockey Sub-20 da IIHF, em uma partida de exibição contra a Rússia. O jovem jogador esperava representar a seleção canadense como capitão. Com isso, Dach ficará de 4 a 5 meses em recuperação.

    29/12: Em comunicado, os Hawks informam que o capitão Jonathan Toews não participará do training camp para a temporada 2020-21. Sem previsão de retorno aos treinos, o jogador apresentou diversos sintomas que vêm sendo investigados pelos médicos e por isso optou por ficar de fora deste início de temporada. 

    30/12: O jogador Ryan Callahan anuncia sua aposentadoria da NHL após 13 temporadas. Draftado em 2004 pelo New York Rangers, teve passagem pelo Tampa Bay Lightning, onde levou o time para a final da Stanley Cup em 2015. Após outras 5 temporadas,ele havia sido negociado para o Ottawa Senators em 2019, porém não chegou a jogar de fato, por conta de uma lesão nas costas.

    30/12: Numa reviravolta inusitada, o capitão Zdeno Chara do Boston Bruins disse adeus à cidade de Boston após 14 temporadas com o time. O jogador assinou um contrato de um ano com o Washington Capitals.

    Que ano, meus amigos!

    O NHeLas aproveita a oportunidade para deixar os agradecimentos aos nossos leitores que estiveram ao nosso lado durante o ano. Em 2021 estaremos de volta com mais notícias e conteúdo sobre hockey.

    Feliz Ano Novo!

  • Seu time da NHL é uma seleção da Copa do Mundo de 2018

    Seu time da NHL é uma seleção da Copa do Mundo de 2018

    Mais de cinquenta dias desde que os esportes foram cancelados, ou “pausados” no caso da nossa querida NHL. O retorno ainda é incerto, mas precisamos nos manter otimistas.

    Nem preciso dizer que a volta dos esportes é a menor das prioridades em tempos de uma pandemia. No mínimo, poder assistir a um jogo ao vivo de novo será um indicador de que as coisas estão caminhando na direção certa.

    Enquanto esse dia não chega, seguimos em casa, tentando ocupar nossas mentes com o que quer que seja. A última distração que encontrei foi comparar os times da NHL com as 32 seleções que participaram da Copa do Mundo da FIFA de 2018, pelo simples fato de “por que não?” Vale lembrar que em breve serão 48 times participando do Mundial, então é preciso aproveitar enquanto é possível fazer uma lista assim.

    A princípio me pareceu uma tarefa simples, os paralelos praticamente se criando sozinhos. Não demorou muito até eu perceber o erro que havia cometido e me arrepender de todas as decisões tomadas em minha vida que me levaram àquele momento.

    É claro que não existe resposta certa ou errada (a não ser no caso de Toronto, mas ainda vamos chegar lá), e a seção de comentários está aberta para quem quiser compartilhar outras possíveis comparações. Vou ficar feliz de lê-las e saber como vocês chegaram nelas.

    Também gostaria de lembrar que essa foi a Copa em que muitos times dignos de analogias ficaram de fora, como a Itália, Países Baixos, Chile, Estados Unidos. A lista provavelmente teria ficado bem diferente com estas seleções na disputa.

    Sem mais delongas, as 32 equipes da NHL (Seattle foi incluída na lista por razões meramente matemáticas) e suas respectivas seleções da Copa do Mundo de 2018:

    Quem tem mais tem cinco (ou 24)

    Montreal Canadiens: Brasil

    Como bom site brasileiro que é o NHeLas, começo ressaltando quem realmente importa. A seleção brasileira é uma equipe singular, a única a participar de todas as Copas do Mundo. Da mesma forma, os Canadiens vêm ganhando Stanley Cups mesmo antes da NHL ser fundada, em 1917. A paixão do torcedor é exemplar no caso das duas equipes, e eles adoram ressaltar que são “os maiores campeões de todos os tempos”, mesmo que a última das conquistas tenha sido alguns bons anos atrás.

    A semelhança é ainda mais evidente quando comparamos os anos do último título de cada um: Montreal levantou sua 24ª Stanley Cup em 1993. 1 + 9 + 9 + 3 = 22. Vinte e dois. 20 e 02. 2002, também conhecido como o ano do Penta. Incrível!

    Europa

    Toronto Maple Leafs: Inglaterra

    Essa é de longe minha comparação favorita. Assim como o Brasil, a Inglaterra tem uma relação fortíssima com o futebol, afinal eles “inventaram” o esporte como o conhecemos hoje. O país teve jogadores ilustres em toda a sua história, a Premier League é o campeonato mais assistido, seus clubes conhecidos e com torcidas por todo o planeta.

    Toronto por sua vez é uma das cidades mais importantes da “terra-mãe” do hockey no gelo. A população respira o esporte em todos os níveis, e, muitas estrelas da NHL se não passaram pela equipe em sua carreira, muitas vezes cresceram torcendo para os Leafs. A cidade ainda é casa do Hall da Fama do Hockey, e o próprio time tem uma história de causar inveja até nas mais tradicionais das equipes, com suas 13 Stanley Cups. E este é o ponto exato em que queremos chegar: Tanto a Inglaterra quanto Toronto levantaram a taça pela última vez em 1966-67! Mesmo assim, não há eliminação inesperada ou derrota humilhante que faça a torcida deixar de acreditar que “no próximo ano o título vem”, e isso é algo a se admirar.

    Boston Bruins: Alemanha

    Mais duas equipes de tradição em seus respectivos esportes. Assim como a Alemanha, os Bruins têm alguns títulos bem distribuídos ao longo das décadas, passando a imagem de uma equipe consistente, que sempre pode ser considerada uma ameaça a seus adversários, mesmo quando esse não é bem o caso. Ambos os times também costumam ser um divisor de águas para o fã do respectivo esporte: ou você ama, ou você odeia.

    New York Rangers: França

    A primeira justificativa são os lugares em si. Nova York e França são paraísos turísticos, arquitetônicos, artísticos, culturais, gastronômicos, e o que mais você puder pensar. Fora isso, ambos os times vestem o “azul, branco e vermelho” como ninguém. Em seus respectivos elencos, as equipes contam com a experiência de veteranos aliada a jovens talentos e promessas futuras, e são dois times “fáceis” de se virar fã. Talvez a quantidade de títulos conquistados não faça jus à tamanha história dos Rangers ou dos Bleus, mas tudo bem porque esta ainda está sendo escrita.

    Chicago Blackhawks: Espanha

    De fanáticos desde o século passado a “torcedores modinha”, esses times podem oferecer de tudo. Por praticamente cinco anos, tanto os Hawks quanto a seleção espanhola foram extremamente dominantes, e eles têm o que mostrar por isso: três Stanley Cups (2010, 2013, 2015) e uma Copa do Mundo (2010). No entanto, recentemente ambas as equipes apresentaram performances medíocres, até abaixo do esperado dado o histórico da década que passou. Alguém conta para eles que é hora de parar de olhar para trás e focar no que vem pela frente.

    Washington Capitals: Rússia

    Tanto a Copa Stanley quanto a Copa do Mundo passaram o verão de 2018 na Rússia. Para uma, este marcou o fim de uma longa temporada, que viu um dos maiores jogadores na NHL finalmente levantar a taça pela primeira vez. Para outra, foi o começo de uma jornada emocionante e de uma festa enorme, que os russos (e principalmente os franceses) não vão esquecer tão cedo.

    Edmonton Oilers: Portugal

    O paralelo aqui é simples: têm o melhor jogador da atualidade na equipe, mas ele não vai carregar o time sozinho até o primeiro lugar. Ainda, os dois gostam de vestir cores complementares.

    Winnipeg Jets: Sérvia

    Causa um certo estranhamento ouvir que a Sérvia só “existe” desde 2006. “Eu tenho certeza que ouvi falar deles bem antes daquele ano!” Sim, o povo sérvio tem séculos e mais séculos de história, mas o país em si, ao qual nos referimos hoje, é mais jovem que a própria estagiária do NHeLas. Pela maior parte do século XX, os sérvios disputaram a Copa do Mundo sob a bandeira da Iugoslávia, e depois ainda como Sérvia e Montenegro, até a dissolução desta em 2006.

    Da mesma maneira, fãs de hockey de outras gerações se lembram de “um tal de Winnipeg Jets” dos anos 70 até os anos 90. Até troféu eles ganharam (na World Hockey Association, antes de irem para a NHL). Só que o time de antigamente não é o mesmo que conhecemos hoje. Aquela franquia se tornou quem atualmente chamamos de Arizona Coyotes, e os Jets que chegaram à NHL em 2011 eram à princípio o Atlanta Thrashers. No entanto, para o torcedor de Winnipeg, o que importa mesmo é ter um time para chamar de seu.

    Philadelphia Flyers: Polônia

    Os anos 1970 foram o ápice da seleção polonesa, com uma medalha de ouro nas Olimpíadas de 1972, a prata em 1976, e um terceiro lugar na Copa de 1974. O time ainda se manteve relevante no cenário mundial, principalmente europeu, dando trabalho para outros times “grandes” e vez ou outra conquistando um segundo ou terceiro lugar. Se pensarmos nos Flyers, as duas Stanley Cups da equipe também datam da década de 1970, mais precisamente das temporadas 1973-74 e 1974-75. A partir daí foram mais anos de luta do que de glória. Porém, na Divisão Metropolitana as outras equipes bem sabem que é melhor não subestimar o Gritty.

    Carolina Hurricanes: Bélgica

    Equipes jovens, talentosas, rápidas, divertidas de assistir e claro, vestindo vermelho. Todo mundo ama, até eles chegarem para eliminar o time que você torce.

    Colorado Avalanche: Suíça

    Os Alpes suíços estão entre os locais com a maior incidência de avalanches no mundo. Fora isso, nem os Avs nem a Suíça querem guerra com ninguém.

    Tampa Bay Lightning: Suécia

    Entre os países nórdicos, a Suécia é o mais bem-sucedido no quesito futebol. Igualmente, o Tampa Bay Lightning pode se declarar o “Maior da Flórida”, sem muito protesto por parte da competição. Contudo, ambas as equipes chegam com um elenco cheio de promessas e nomes de peso, às vezes com campanhas surpreendentes nas primeiras fases, para no final se deixar eliminar assim que a competição fica séria. Um já foi vice, o outro já até ganhou. Por enquanto, ninguém duvida do seu potencial, mas isso pode mudar logo.

    Minnesota Wild: Dinamarca

    Frio. Vikings. Saem nas oitavas.

    San Jose Sharks: Croácia

    “Eu juro que o meu time é bom!” “Tá, mas quantas Copas?” “A gente foi vice uma vez…” Nada é mais frustrante para um torcedor do que ver sua equipe, ano após ano, nadar, nadar, e morrer na praia. Pelo menos as praias são lindas!

    Seattle: Islândia

    Estreante que eu mal conheço e já considero pacas. Se na última Copa a seleção islandesa não conquistou o seu coração, é meu dever avisá-lo que você estava torcendo errado. O mesmo serve para a futura nova equipe da NHL, que ainda sem nome e sem camisa para comprar, já tem fãs por toda parte ansiosos para vê-los no gelo!

    Américas

    New York Islanders: México

    Dois times marcados por grandes escândalos nos anos 90. As torcidas são apaixonadas e fiéis, às vezes na base do puro sofrimento. O México nunca ganhou uma Copa do Mundo, mas tem Copas Ouro de sobra para exibir aos rivais. Do outro lado, os Isles venceram quatro Stanley Cups seguidas de 1979-80 a 1983-84, e em outros anos não chegaram nem perto. Recentemente, são duas equipes que todo mundo espera ver passar de fase, mas ninguém se surpreende se são eliminados sem atingir todo seu potencial.

    Florida Panthers: Costa Rica

    Não quero desmerecer, mas é muita hype pra quem nunca ganhou nada…

    Calgary Flames: Uruguai

    Os Flames tiveram um final de século muito promissor, vencendo a Stanley em 1988-89, e até hoje ainda entram na briga, às vezes, literalmente. Ou melhor, na maioria das vezes, literalmente. Pode-se dizer que a coisa mais “quente” no time é a cabeça dos jogadores. Quem tem um histórico de pontapés (ou mordidas, para quem preferir) à altura, além de duas Copas ainda nos primórdios do torneio, é o Uruguai. 

    Detroit Red Wings: Argentina

    Os “arqui-inimigos”. Se Detroit até hoje tem fama de “bad boys” é porque eles mereceram. Como brasileira, também é meu dever comparar a seleção hermana ao time com “A Pior Campanha De Todos Os Tempos”. Sempre no bom espírito de camaradagem, é claro. Dito isso, reitero que se tratam de times de muita história, grandes jogadores e títulos para relembrar. Fases ruins todos nós temos, mas só os grandes sobrevivem e dão a volta por cima.

    Pittsburgh Penguins: Colômbia

    Diga-me que os seus Penguins mereciam uma seleção mais campeã, e eu te direi… que é verdade. Infelizmente, o número de times com uma ou mais estrelas em seu escudo foi ainda mais limitado nessa Copa (palmas à Itália), e nem toda franquia da NHL pôde ser comparada ao número de títulos que lhe cabem. E não, Pittsburgh não seria a Itália. Mas voltando à nossa lista, a Colômbia é um time muito talentoso, que no entanto sofre com lesões de peças importantes ao longo da competição. Quem sabe onde eles teriam chegado não fosse por esses desfalques? 

    New Jersey Devils: Peru

    Entra ano, sai ano, entra contrato, sai contrato. Você acha que o time melhorou, e no final da temporada lá estão eles, de volta ao fim da tabela. Ao mesmo tempo, foram muitos passos dados até aqui para desistir agora. Se este é o inferno, abrace o capeta e acredite que dias melhores estão por vir!

    Arizona Coyotes: Panamá

    Confesso que havia esquecido que tínhamos outro estreante nessa Copa. Da mesma forma, estou sempre esquecendo que os Coyotes existem.

    África, Ásia e Oceania

    Ottawa Senators: Egito

    O Egito não sabe o que é chegar na segunda fase da Copa desde que inventaram o rádio FM. Os Sens das 11 Stanley Cups entre 1903 e 1927 também são uma memória distante do torcedor do time atual. Honestamente, não sei porque estão aqui.

    Dallas Stars: Nigéria

    Quem melhor para representar o Victory Green do que a seleção que decidiu ter o verde como cor principal nas duas camisas da última Copa?

    Nashville Predators: Senegal

    Seguindo a tendência de comparar uniformes, em 2018 a seleção senegalesa deu um destaque especial para o leão de seu escudo nas camisas dos jogadores. O detalhe foi mais discreto que o utilizado da Copa das Nações Africanas no ano anterior, mas ainda serviu no paralelo com a camisa de Nashville. Além do fato de felinos serem animais maravilhosos, os Preds também têm um dos meus logos favoritos na NHL.

    Los Angeles Kings: Tunísia

    Os times estão aí há mais tempo do que parece, e a maioria das pessoas nem se lembra. Assim como os Kings de hoje, a Tunísia é aquela seleção que todos já sabem que não vai fazer mal a ninguém, mas ela é bem-vinda a participar mesmo assim.

    Anaheim Ducks: Marrocos

    Marrocos. Marrecos. Patos. Ducks. Isso, e também o fato de estar pertinho de Los Angeles/da Tunísia.

    Vegas Golden Knights: Arábia Saudita

    A escolha foi exclusivamente geográfica, pois é o país mais próximo de onde se encontra a “Las Vegas do Mundo”: Dubai. É uma comparação preguiçosa entre as duas cidades, mas que atende aos requisitos básicos de “deserto” e “ostentação”.

    Buffalo Sabres: Irã

    Vou me abster de comentar questões “administrativas”, para só dizer uma coisa: será que dá para passar da fase de grupos uma vez na vida, minha gente?!

    Columbus Blue Jackets: Coreia do Sul

    Dois times que ninguém coloca muita fé, mas sempre dão um jeito de aparecer. Podem não chegar muito longe, mas ficam felizes em eliminar um favorito ou dois por onde passam.

    Vancouver Canucks: Austrália

    Primeiramente, o fuso-horário é sempre um problema. Antes da competição começar, ninguém sabe muito bem o que esperar dessas equipes, e o ideal é não fazer muitas apostas, ainda que os times possam surpreender. Além disso, Vancouver está para sua divisão como a Austrália está para seu continente: cansou de ser o melhor time da região, mas nunca conquistou título maior que esse.

    St. Louis Blues: Japão

    “Mas o Japão não é campeão…” Nem eram vocês durante a última Copa. E agora que são, olha o estado do planeta! Coincidência? Acho que não. Meu paralelo aqui vai um pouco além das Copas em si. A história recente do Japão é marcada por superação e recuperação em tempos de crise. Da mesma forma, a temporada 2018-19 de St. Louis é o exemplo de uma equipe que chegou ao fundo do poço e ascendeu ao topo da Liga, desafiando todas as probabilidades. Histórias desse tipo não são a regra, mas servem de inspiração nos momentos que mais precisamos, e é isso o que as torna essenciais.

    Foto: Reprodução nhl.com

  • Os jogadores de hockey e suas superstições

    Os jogadores de hockey e suas superstições

    Que o hockey é um esporte cheio de superstições todo mundo sabe. Mas, para alguns jogadores, essas superstições se tornam rotinas levadas à sério antes dos jogos. Eles acreditam que, para que possam ter um bom desempenho no gelo, precisam recorrer a curiosas táticas. São elas costumes adotados antes ou depois dos jogos, acreditando que isso possa dar uma diferença no resultado final e também para a forma de jogar . Para os nhelers, isso são somente hábitos rotineiros, entretanto, para quem está de fora, tais hábitos parecem mais rituais supersticiosos. 

    Talvez a mais clássica superstição na NHL, seja a de não tocar em taças a não ser que que você tenha conquistado. Essa é levada a sério por basicamente todos na Liga, e raramente algum jogador é visto tentando desafiar. Alguns jogadores não gostam nem de estar no mesmo lugar com a Stanley Cup, evitando ainda mais uma suposta maldição. 

    Entretanto, ao ganhar, cada jogador tem o direito de passar um dia com a cup e fazer exatamente o que quiserem com ela. 

    Mas não é só esse hábito das taças que torna curiosos esses hábitos. Times e jogadores levam essas superstições à sério, e algumas chegam a ser tão rotineiros, que os atletas tratam como apenas mais uma ação do dia a dia. 

    Falar com a trave do gol

    Patrick Roy, atual técnico do Quebec Remparts, foi um goleiro excepcional. Considerado como um dos maiores goleiros da Liga, ele tem em seu currículo duas cups com o Montreal Canadiens e duas também com o Colorado Avalanche.  Apesar de ser conhecido por suas conquistas, Roy também é conhecido por ter, na época em que jogava, um hábito curioso: ele falava com as traves do gol. E, como se este fato já não fosse curioso o suficiente, o goleiro ele ainda afirmava que as traves respondiam! Roy contava que essa conversa ajudava ele a melhorar durante o jogo, e que isso fazia com que a trave ficasse do lado dele. Dessa forma, o goleiro contou ao The Hockey Writers um pouco sobre esses diálogos:

    “Por favor, me ajudem. Eu dava direções para elas (as traves). Elas estavam sempre comigo. Elas me respondiam. Algumas noites, elas falavam “bing”. Mas em outras noites, elas tinham noites ruins também”

    Ser o último a sair do rinque durante o aquecimento

    Um hábito mais comum do que parece, é ser o último a sair do gelo durante o aquecimento. O mais famoso a ter este hábito é Tyler Seguin, center do Dallas Stars.  Entretanto, ele não é único com essa esquisita mania. Mark Scheifele, do Winnipeg Jets, também possui esse hábito. Por este motivo que, em alguns jogos contra o Winnipeg Jets, Seguin e Scheifele, disputam, para que seja resolvido de uma forma justa, uma partida de pedra, papel e tesoura. Quem perde, é o primeiro a sair do gelo deixando assim o colega com sua querida superstição.  

    Não pisar no logo do vestiário

    Foto por Chris Gordon

    Um das maiores superstições dentre os times da NHL  é da proibição de se pisar no logo do time no vestiário. Essa supertição é tão antiga, que não é possível datar a sua oriegem.  O que sabemos é que nhelers tendem a reagirem quando qualquer um pisa nos sagrados logos, muitas vezes até com raiva quando alguém, mesmo sem querer,  acaba por pisar. Entretanto, boas notícias para os mais supersticiosos: por muita reclamação e a contestável falta de lógica para que algo tão importante como o logo de um time esteja posicionado no chão, muitos vestuários atualmente foram renovados e seus logos foram realocados para o teto.

    A lenda dos polvos

    Jogar polvos no rinque durante os playoffs era um hábito comum entre os fãs do Detroit Red Wings. Isso porque, em 1952, durante a corrida dos playoffs do Detroit Red Wings, dois irmãos de Detroit, Pete and Jerry Cusimano, jogaram no rinque um polvo. Os oitos tentáculos do animal significava quantos jogos o time tinha que ganhar para que saíssem vitoriosos e com a Cup. Na épocae, a Liga possuía somente 6 times, portanto as regras da disputa pela Cupera diferente. Aconteciam dois confrontos de melhor-de-sete e quem ganhasse 8 jogos era o campeão. 

    Naquele ano, os Red Wings foram campeões após varrerem o time adversário, Montreal Canadiens. E desde então, esse costume virou uma tradição entre os fãs. E é uma das mais famosas superstições.

    Por mais inusitado que tal ato possa parecer, fato é que ele ainda não saiu do hábito dos fãs, se tornando uma tradição importante para a torcida dos Red Wings. Por mais que nos recentes anos o Detroit Red Wings não tenha tido muito sucesso, é possível achar vídeos de 2010 com o mesmo gesto se repetindo: 

    Fã jogando um polvo no rinque.

    Os bagres de Nashville Predators

    Marc-Andre Fleury, quando ainda era jogador do Pittsburgh Penguins, retirando um bagre do rinque. Foto: Post-Gazette Visuals

    Baseado na celebração dos polvos de Detroit, os torcedores do Nashville Predators adotaram um costume semelhante, porém com outra vítima. Dessa vez, quem é jogado ao rinque são bagres. O primeiro incidente foi em 2003, mas naquele ano, o time não foi às finais. Dessa forma, o costume permaneceu, e em 2017, quando a franquia finalmente foi para a primeira final de Stanley Cup da sua história, bagres foram mais uma vez arremessados ao gelo durante os jogos.  Apesar da popular brincadeira, isso não foi visto com bons olhos pelos seguranças e foi possível ver um fã sendo preso em Pittsburgh por tal gesto.

    Hábitos alimentares pré-jogos

    Todos os jogadores possuem uma comida favorita para sua refeição pré-jogo. Alguns gostam de macarrão, outros de frango, alguns de ambos. Alguns preferem apenas de um simples café. Essas rotinas fazem parte da alimentação pré-completição de todo atleta. Entretando, alguns nhelers usam desse artifício como algum tipo de supertição. Como é o caso do  capitão do Washington Capitals Alexander Ovechkin. Com um menu baseado em carboidratos, Ovie sempre pede o mesmo prato nos jogos em casa de um restaurante local. Frango com parmesão, macarrão, pão e quatro molhos separados – alfredo, de carne, marsala de cogumelos e marinara. 

    Já Johnny Gaudreau, do Calgary Flames, prefere um macarrão mais simples. Extremamente simples. Sem molho, ou tempero, apenas a massa. O capitão do Pittsburgh Penguins, Sidney Crosby, costuma comer apenas um sanduíche de manteiga de amendoim com geléia. Campeão de duas cups, é difícil argumentar que tal ritual não tenha funcionado. 

    Bônus: Barbas dos Playoffs

    Um hábito comum nos playoffs, que muitas vezes são verdadeiras superstições,  são as barbas que crescem e não são aparadas.. Não se sabe a origem para este costume, mas o fato é que mesmo os jogadores mais jovens, que muitas vezes as barbas nem crescem tanto assim ao longo dos meses, deixam os pelos faciais enquanto estão competindo nos playoffs. Uma das possíveis razões para este hábito, é a associação o cabelo à força física, presente nas mais diversas culturas ao redor do globo. Entretanto, a explicação mais provável é que esta superstição tenha se tornado tão enraizada no esporte, que os jogadores continuam deixando suas barbas crescerem apenas como um mero hábito.

    Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports

  • Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Top 5 momentos marcantes: Conferência Leste

    Já falamos de vários momentos marcantes na história da NHL. Inclusive fizemos um top 5 da Conferência Oeste. Agora chegou a vez de relembramos os cinco momentos especiais que a Conferência Leste nos presenteou.

    The Easter Epic

    A partida que iniciou no dia 18 de abril de 1987 só foi terminar nas primeiras horas do dia 19. Naquele ano, era domingo de páscoa. Os times Washington Capitals e New York Islanders se enfrentaram no jogo 7. Dessa vez, em Capital Centre, no estado de Maryland. Por um lado, dos Capitals, os jogadores Mike Gartner e Grant Martin marcaram gols no primeiro e segundo período. Enquanto os Islanders foram os jogadores Patrick Flatley e Bryan Trottier que marcaram no segundo e terceiro período, respectivamente. Ao fim do terceiro período o placar estava empatado em 2-2. Assim, não teve jeito e o jogo foi para overtime

    Foram necessários quatro períodos de overtime para enfim um dos times marcarem. Os jogadores já estavam cansados. O jogo foi instável durante os primeiros oito minutos do 4OT, afinal aquele já era o sétimo período. Enquanto os Islanders tinham conseguido cinco shots, o Capitals só tinha conseguido um. Os times tinham muito em jogo. Já que quem vencesse a partida iria para o próximo round enquanto o outro iria para casa. Aos 8:47, Pat LaFontaine aproveitou uma passe recebido e mandou o puck para a rede. Com isso, fim de jogo e vitória do time de New York. Atualmente a partida está entre as dez mais longas da história da NHL. Porém, foi o primeiro jogo 7 desde 1968 a precisar de mais de uma hora extra. Sendo assim, foi o único jogo de playoffs em sua temporada que ultrapassou um período de prorrogação.

    Miracle at Molson

    No dia 09 de maio de 2002, o Carolina Hurricanes enfrentava o Montreal Canadiens em mais uma partida da série dos playoffs. A partida aconteceu no Molson Centre em Montreal, Quebec. Era o jogo 4 da série que estava 2-1 para os Habs. Até então, o time da casa estava ganhando de 3-0. Já estava no terceiro período quando veio uma penalidade para o jogador de Montreal. 

    Foram apenas dois minutos de 5 on 3, mas foi o suficiente para os Canes marcarem um gol. Sean Hill aproveitou a chance e abriu o placar para seu time. Menos de dez minutos depois foi a vez de Bates Battaglia. O placar agora estava 3-2, e restava pouco para acabar a partida. Surpreendentemente, faltando apenas 41 segundos para o fim do jogo, Erik Cole deu um rebote num shot de Ron Francis e marcou o gol de empate. Com os Canes conseguindo empatar a partida, foi necessário ir para o overtime e desempatar o jogo.

    Aos 3:14 aconteceu mais um momento histórico na partida. Niclas Wallin fez pela primeira vez o que ficou conhecido como a sua “arma secreta”. Essa foi o primeiro de múltiplos gols em OT na sua carreira. Wallin marcou o gol e Canes empatou a série em 2-2. Por fim, o time da Carolina ganhou a série por 4-2, assim avançando para o próximo round.

    Duelo de hat-tricks

    No dia 04 de maio de 2009, os times Pittsburgh Penguins e Washington Capitals se enfrentaram no segundo jogo da semifinal da Conferência Leste. A partida que foi ganha pelos Capitals por 4-3 entrou para a história do hockey. Isso porque Alex Ovechkin e Sidney Crosby fizeram um hat-trick cada. Assim, tornaram essa noite inesquecível para os fãs do esporte. O responsável por abrir o placar da noite foi Crosby no primeiro período. O canadense aproveitou um passe de Kris Letang durante o power play e marcou o primeiro gol.

    No início do segundo período foi a vez de Ovi marcar seu primeiro gol. Em seguida, ainda no segundo período tivemos novamente um gol de Crosby e ao final do período um gol de David Steckel. Finalizando o placar em 2-2. O terceiro período, por conseguinte, foi bem animado. Com Ovi marcando seu segundo gol num power play e, em menos de três minutos depois, marcou seu terceiro gol. A emoção tomou conta dos torcedores e portanto teve uma chuva de chapéus vermelhos no gelo. Crosby chegou a reclamar com o árbitro sobre a demora para continuar o jogo. No último minuto da partida, Sid the Kid marcou também seu terceiro gol durante um power play. Apesar da derrota nessa partida, os Penguins ganharam a série por 4-3 e posteriormente foram os campeões da Stanley Cup.

    Bruins vs fãs

    Há quase 40 anos, em 23 de dezembro de 1979, Mike Milbury, um defensor do Boston Bruins, entrou em uma briga com um fã do New York Rangers. Isso resultou em todos os jogadores passando por cima do vidro das arquibancadas para entrar na briga. Com exceção de um jogador do Bruins.

    O incidente aconteceu após a vitória dos Bruins de 4-3. A briga iniciou após Phil Esposito, dos Rangers, bater seu stick no gelo e ir para o vestiário depois de não conseguir converter uma briga nos últimos segundos da partida. Com Esposito fora do gelo, quem acabou levando um soco foi Ulf Nilsson dos Rangers, que mais cedo na partida havia batido em Al Secord, autor do soco.

    Como resultado, começou uma briga entre os jogadores que rapidamente passou para a arquibancada, após John Kaptain, fã dos Rangers, atingir um jogador dos Bruins. Kaptain pegou o bastão do jogador. Terry O’Reilly, ao ver isso, foi o primeiro jogador a passar por cima do vidro. Ao total foram dezoito jogadores brigando nas arquibancadas. Ao final da confusão, três jogadores foram suspensos. Além disso, precisaram reinstalar o vidro da arena e até mesmo os fãs processaram os jogadores. No entanto, os jogadores seguiram suas carreiras normais e com isso a briga entrou para a história da NHL.

    Briga entre fãs e os jogadores do Boston Bruins. (Foto: Reprodução / nytimes.com)

    Jaromir Jagr conquista stick de ouro

    Na temporada 2016-17 Jaromir Jagr entrou para a história novamente. Dessa vez, o jogador se tornou o segundo na história da NHL a fazer 1.888 pontos em sua lendária carreira. O ponto histórico aconteceu após Jagr fazer uma assistência que ajudou seu time a marcar um gol contra o Boston Bruins. Mike Matheson disparou o puck para a rede, que bateu na parte de trás de Jagr e depois atingiu Tuukka Rask. O jogador Aleskander Barkov conseguiu atingir o puck que bateu na trave e entrou no gol.

    Após uma breve revisão, o jogo foi interrompido e o capitão do time, Derek MacKenzie, presenteou Jaromir com um stick de ouro. Foi uma forma de comemorar sua grande conquista. Na época, Jagr tinha feito 23 temporadas na NHL, sendo 1.663 jogos e 1.888 pontos.

    Foto: Reprodução / newsobserver.com

  • Top 5 momentos marcantes: Conferência Oeste

    Top 5 momentos marcantes: Conferência Oeste

    A NHL é cheia de curiosidades e momentos marcantes, mas alguns desses acontecimentos são de fato especiais. Ao longo dos 100 anos de história muita coisa aconteceu e por isso separamos 5 casos especiais que os times da conferência Oeste nos presentearam.

    Miracle on Manchester

    No dia 10 de Abril de 1982, Los Angeles Kings e Edmonton Oilers se enfrentavam em um jogo de playoffs. A partida que aconteceu em Manchester Boulevard (daí o apelido do feito), no subúrbio de Inglewood em Los Angeles entraria pra história. Os times participavam do terceiro jogo da série e os Oilers estavam na frente por 5-0. Mas o terceiro período mudou tudo. Um acontecimento inédito fez os Kings empatarem.

    Tudo começou quando Jay Wells abriu o placar para os Kings. Menos de 3 minutos depois foi a vez de Doug Smith aproveitar o power play e marcar. Após pouco menos de 10 minutos foi a vez de Charlie Simmer, Mark Hardy e Steve Bozek marcarem. Fim do terceiro período, jogo empatado e agora os Kings tinham esperança de ganhar. Após uma breve pausa eles entraram com uma linha nova. Daryl Evans teve a chance e deu um shoot certeiro no puck que acertou na parte superior da rede. Gol marcado e vitória dos Kings aos 02:36 de OT.

    San Jose Sharks realiza sonho de fã

    No dia 18 de março de 2014 o San Jose Sharks realizava o sonho de Sam Tageson. O jovem que na época tinha 17 anos, foi diagnosticado com síndrome do coração esquerdo hipoplásico ainda criança. Aos 6 anos contra as ordens dos médicos começou a jogar hockey, seu esporte do coração. Quando foi perguntado qual seu maior desejo pela Fundação Make-A-Wish, Sam não pensou duas vezes ao pedir para jogar pelo San Jose Sharks. 

    E o seu sonho foi realizado. Durante um dia inteiro Sam foi jogador dos Sharks. Ele treinou com a equipe de manhã, onde patinou pelo gelo e praticou tiros. Em seguida o GM do time Doug Wilson, assinou um contrato com Sam para tornar oficial a contratação de um dia. Após o contrato ele se se juntou a equipe para o aquecimento antes do jogo contra o Florida Panthers. Naquela noite, Sam se tornou o primeiro não-jogador a passar pela Shark Head. Quatro anos depois o time de San Jose realizou o sonho de Hayden Bradley, que havia se inspirado no desejo de Sam.

    Último jogo de Mike Modano na AAC

    O jogador foi draftado como 1st pick pelo Minnesota North Stars para a temporada 1988-89. Em 1993 a equipe foi realocada e passou a ser o Dallas Stars, ainda assim Modano continuou no time. No dia 08 de abril de 2010, o clima na arena era de despedida já que aquele era o seu último jogo em Dallas. Ao final da temporada o contrato de Mike acabaria e os fãs só saberiam se ele renovaria ou se aposentaria no verão americano. 

    Aquela foi uma noite de grandes emoções para os fãs. Mike teve uma grande homenagem com a placa de vídeo do American Airlines Center mostrando imagens de sua carreira, tornando difícil para o jogador segurar a emoção. Em um vídeo pré-gravado Modano agradeceu aos fãs pelos “17 anos memoráveis em Dallas”. Ao ser ovacionado pelos fãs o jogador não aguentou a emoção e foi possível ver as lágrimas quando a câmera focou nele.

    Mais tarde em junho de 2010 o time anunciou que o jogador não retornaria para Dallas na próxima temporada. O jogador passou uma temporada pelo Detroit Red Wings, até que ele decidiu se aposentar. Com isso, o time de Dallas assinou um contrato de um dia com o jogador, tornando possível que ele se aposentasse como um Stars.

    Aposentando o número 19

    Joe Sakic era um center do Colorado Avalanche. Ele foi draftado pelo Quebec Nordiques em 1987, mas só foi começar na NHL na temporada 1988-89. Para a temporada 1992-93 o jogador, que até então era co-capitão, foi anunciado como capitão. Com a mudança do time para Denver, a equipe ganhou o nome de Colorado Avalanche. Sakic continuou como capitão, assim se tornando o primeiro do Avalanche. No total foram 17 temporadas como capitão, tendo sido 14 anos somente no Avalanche.

    Ao final da temporada 2008-09 Sakic anunciou sua aposentadoria. No dia 1º de outubro de 2009 o time aposentou o nº19 em uma cerimônia especial antes do início da abertura de temporada. O banner com a sua jersey continha um “C” já que o jogador tinha sido o único capitão do time até a sua aposentadoria. “Super Joe” como era conhecido, foi aplaudido de pé por seus fãs em sua homenagem. Em uma noite de muita emoção, Joe foi ovacionado diversas vezes durante a cerimônia. Com vídeos de sua longa carreira, Joe mostrou o porquê de ser tão amado pelos fãs de Denver. Em 2014 o ex-jogador assumiu como GM do time, cargo que ocupa até hoje.

    Estreia histórica nos playoffs

    O Las Vegas Golden Knights é um time extremamente novo, fez a sua primeira temporada em 2017-18. Mesmo assim mostrou que não está aqui para brincar. Após ir bem na temporada regular, o time conseguiu um feito histórico ao “varrer” seu oponente em sua primeira série de playoffs. Essa foi a primeira vez na história da NHL que isso aconteceu. O time de Las Vegas enfrentava o Los Angeles Kings na série. Sua primeira partida estava marcada para o dia 11 de abril de 2018. Apenas seis dias depois o time vencia sua quarta partida contra os Kings e portanto avançava para a próxima fase dos playoffs.

    Alguns dias depois o time avançou novamente ao ganhar de 4-2 contra o San Jose Sharks. Assim se tornando o terceiro time da NHL a vencer várias séries em sua temporada inaugural. Nas finais de conferência foi a vez do Winnipeg Jets dizer adeus a Stanley Cup. Como resultado os Golden Knights se tornaram os campeões de conferência, e portanto se tornando a terceira equipe da NHL a avançar para uma final de Stanley Cup em sua temporada inaugural. Na última série o time perdeu de 4-1, se tornando o vice-campeão.

    Foto: Reprodução / en.wikipedia.org

  • 10 fatos surpreendentes sobre a NHL que você não sabia

    10 fatos surpreendentes sobre a NHL que você não sabia

    A NHL tem mais de 100 anos de história. Estes que passaram por duas guerras mundiais, a Grande Depressão, Guerra Fria, e diversos movimentos sociais. Portanto, um esporte que já presenciou tantos acontecimentos marcantes no mundo, também guarda consigo certos episódios que ficaram marcados na história da liga. 

    Sejam estes engraçados, tristes, inéditos – a maior liga de hockey do mundo é como uma odisseia cheia de segredos escondidos e infinitos. Estes que tornam o esporte cada vez mais curioso e interessante. Por isso, o NHeLas trás uma lista com 10 fatos singulares sobre a liga que você, provavelmente, não sabia. 

    O San Jose Sharks quase foi nomeado “Rubber Puckies”

    Quando San Jose foi presenteada com um time durante a expansão dos anos 90, vários nomes foram sugeridos. Seguidamente, os donos da equipe, Gordon e George Gund, criaram um concurso para a sugestão destes. Tais que variavam de muito criativos a completamente sem noção. Finalmente, depois de muito decidir, os nomes finalistas pelos donos foram “Screaming Squids”, “Salty Dogs”, “Blades” e, por último, “Rubber Puckies”. Em português, a sentença significa “lulas de borracha”. 

    Tecnicamente, “Blades” (lâminas) foi o mais votados dos nomes. Porém, por medo de atrair atividades de gangues e violência na arena, os donos acabaram vetando a sugestão final. Por isso, ficaram com o nome “San Jose Sharks”. San Jose devido ao nome da cidade natal do time. E “Sharks” porque viviam várias espécies de tubarões na costa da Califórnia, na área da baía. Nome tal que inspiraria o futuro logo e, desta forma, poderia acabar atraindo fãs de diversas idades. 

    O Pittsburgh Penguins costumava ter um pinguim de verdade como mascote

    Fonte: Reprodução/ottawacitizen.com

    Para um time de hockey ter um pinguim como mascote é completamente genial. Afinal, estes animais tem o costume de viver em temperaturas abaixo de zero, e vivem grande parte de sua vida deslizando pelo gelo. Portanto, mais relativo ao esporte, impossível. 

    Então, o time resolveu tornar o mascote realidade. Assim, na temporada de 1968, o pinguim, chamado Pete, fez sua primeira aparição na arena do time. O animal que era equatoriano, e fazia parte do aquazoo de Pittsburgh, foi um presente de aniversário ao filho do presidente dos Penguins na época, Jack Mcgregor. A ave fez diversas aparições durante a temporada. Inclusive, possui seu próprio par de patins no clube.

    O Toronto Maple Leafs já deixou a Stanley Cup em contato com o fogo

    Fonte: Reprodução/tsn.ca

    Quando um time ganha uma Stanley Cup, não existe lugar suficiente para celebração. E enquanto isso acontece, talvez entre uma bebida e outra, as coisas, às vezes saem fora do controle. 

    Porém, apesar do status sagrado que possui na NHL, os Leafs já acabaram por levar a celebração ao extremo. Após vencerem a Stanley Cup de 1962, contra o Chicago, o time deixou a celebração subir a cabeça e a Stanley Cup acabou indo parar no fogo. A taça, esta que é praticamente uma dinastia no hockey, ficou completamente danificada. Portanto, no fim das contas, o próprio time precisou levantar fundos para consertar o troféu. E, provavelmente, levar a maior bronca da história da liga. 

    O primeiro jogo externo da NHL foi realizado em um deserto

    Fonte: Reprodução/i.pinimg.com

    Jogos da NHL como o Winter Classic são realizados fora da arena. Desta maneira, relembram-se os princípios do esporte, onde os jogadores amadores jogavam, na maior parte da vezes, em cima de lagos congelados. 

    Portanto, ao invés de ser realizado em cidades que acabam nevando durante o inverno, o primeiro jogo externo da NHL foi realizado no estacionamento do hotel Caesar’s Palace, em Las Vegas. O Los Angeles Kings recebeu o New York Rangers sob o sol de mais de 100º Farenheith. Obviamente, podem-se imaginar os diversos problemas para manter o gelo no rinque improvisado sob as altas temperaturas do deserto. Porém, no fim, o jogo aconteceu e teve lotação máxima. 

    Os Sabres já draftaram uma pessoa não-existente

    Foto: Reprodução/buffalonews.com

    Quando o presidente do Buffalo Sabres, no ano de 1974, ficou impaciente com o lento processo da Draft (feito por telefone na época), este acabou anunciando para o presidente da liga na época que havia draftado um jogador. Taro Tsujimoto, aparentemente uma superestrela do hockey japonês, foi inventado pelo presidente do clube da mesma forma que seu clube havia sido, o Tokyo Katana. 

    Uma vez que os picks da Draft eram considerados segredos na época, ninguém duvidou da veracidade do fato. Inclusive, seu nome foi afirmado em diversas publicações como o pick dos sabres da 11ª rodada do Draft. 

    Porém, quando o training camp do Buffalo começou naquele ano, foi impossível manter a farsa. No fim das contas, acabaram por descobrir que Tsujimoto não era real, e seu nome foi substituído pelas palavras “reivindicação inválida” no guia de mídia dos Sabres, onde havia circulado a notícia de sua contratação. 

    Existem diversos erros de pronúncia de nomes na Stanley Cup 

    Fonte: Reprodução/wcvb.com

    Tecnicamente, os times finalistas da Stanley Cup deveriam revisar diversas vezes o nome de sua equipe antes de enviarem seus nomes. Um fato importante, já que estes mesmos nome serão gravados no troféu para sempre e, desta forma, sem possibilidade de correção. 

    Porém, ainda existem alguns erros de escrita dos participantes na taça. O New York Islanders, por exemplo, teve seu nome escrito como “Illanders”, em seu título de 1981. Em 1992, quando os Bruins levam a taça, o nome da equipe foi escrito como “Bqstqn Bruins”. Outros jogadores como Kris Versteeg, Adam Deadmarsh and Dickie Moore também tiveram seus nomes escritos errado. 

    Porém, o campeão de todos foi o erro no nome do assistente técnico dos Leafs, Dickie Moore, no seu título de 1945. O nome do componente da equipe técnica foi encurtado de forma hilária para “ass man”. Aparentemente, deveria significar uma maneira curta de escrever assistente técnico. Porém, a palavra gerou ambiguidade, já que não possui um significado tão atraente na língua inglesa.

    A regra dos goleiros lesionados

    Fonte: Reprodução/NHL.com

    Se, por acaso, ambos os dois goleiros inscritos para disputarem um jogo acabarem se lesionando antes desse, ou impossibilitados de disputar este por qualquer outro motivo, a NHL tem uma regra para isso.

    De acordo com as regras da liga, se os goleiros estiverem ineptos a disputar a partida, o time pode dar o título para qualquer jogador apto a jogar no gol. Seja este um assistente, técnico, ou até mesmo um fã nas arquibancadas. 

    Ao longo da história da liga, esta regra já precisou ser aplicada. E na maior parte da vezes, foi o próprio técnico quem precisou assumir as luvas e a responsabilidade da goleira.

    Times canadenses pagam seus jogadores com a moeda estaduniense

    Fonte: Reprodução/uol.com

    O hockey é um esporte canadense. Portanto, faz sentido que a maioria dos jogadores registrados na liga também sejam do Canadá. O país tem 7 times espalhados por 7 cidade. Desta forma, faria sentido se as equipes canadenses pagassem seus jogadores com a moeda canadense. 

    No entanto, as coisas funcionam de forma diferente na liga. Todos os times que compõe a NHL pagam seus jogadores em dólares americanos. Assim, acaba sendo mais fácil, já que é um padrão simples e não existe necessidade de se preocupar com as taxas de câmbio diárias ou conversões. Portanto, isso pode acabar beneficiando os canadenses que trocam dinheiro em sua moeda nativa. Porém, com a constante flutuação no valor, às vezes o processo pode acabar sendo um comércio complicado.

    Sete times nunca tiveram o 1st overall pick no Draft

    Foto: Reprodução/NHL.com

    Existe um algoritmo complicado que faz com que um time obtenha o 1st overall pick no Draft, incluindo a loteria, o quanto um time avança ou não na pós temporada, e as trocas entre estes ao longo da free agency. Sendo assim, em 53 anos da história do Draft, seria normal que todos os times pudessem ter tido a primeira escolha pelo menos uma vez. 

    Porém, sete times ainda não tiveram este privilégio. Entre eles se encontram o Carolina Hurricanes, Anaheim Ducks, Minnesota Wild, Nashville Predators, San Jose Sharks, Vancouver Canucks e Calgary Flames. 

     Se os árbitros se encontram incapacitados de comandar o jogo, o jogador precisa fazê-lo

    Fonte: Reprodução/dailyhive.com

    Para jogos dos playoffs, a NHL sempre acaba convocando oficiais reservas para comandar a partida, caso os que estejam nela se machuquem e não possam fazê-lo. Porém, em jogos da temporada regular, isso não acontece. 

    Porém, caso o fato venha a se realizar durante a regular season, o livro de regras da NHL diz que dois jogadores, um de cada equipe, precisam ser o referee e o linesman. O jogador da casa age como o referee, e o da equipe visitante, o linesman

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • O orgulho de vestir o C: Capitães que fizeram história na NHL

    O orgulho de vestir o C: Capitães que fizeram história na NHL

    A figura do capitão de um time na NHL é uma imagem de prestígio. Oficialmente, o capitão é o responsável por conversar com os árbitros durante a partida. É ele quem media questionamentos dos jogadores sobre jogadas e faltas, por exemplo. Quando o jogador que veste o C não está no gelo, essa função passa a ser os Capitães Alternativos, os que usam o A na Jersey.

    Entretanto, um capitão de um time de hockey é muito mais do que sua função oficial. Muitas vezes, ele é o líder, o escolhido para gerenciar os demais jogadores, mediar conflitos entre eles e com os representantes do time. Além disso, muitas vezes, é também do capitão a responsabilidade em aparecer nas mídias oficiais e eventos do time.

    Mas, sem dúvidas, um capitão marca o time no qual ele joga, seja por suas estatísticas no gelo ou pela forma como ele representa o time off-ice. Ao longo da história do hockey, alguns eles se destacam por carreiras espetaculares, assim como por terem deixado marcas e até mesmo dado seu nome para certas conquistas, como foi o caso de Gordie Howe Hat Trick.

    Fizemos um apanhado de alguns dos nomes dessas lendas da NHL. Carreiras cheias de recordes, prêmios e atletas considerados os melhores dos melhores. Nomes que estarão ao lado do hockey ultrapassando a barreira do tempo.  

    Jean Beliveau

    O canadense Jean Beliveau fez sua estreia pelo Montreal Canadiens em 1950, entretanto, escolheu permanecer na QMHL até 53. Em uma carreira cheia de números bonitos e boas estatísticas, “Le Gros Bill”, como era chamado, se tornou o segundo jogador na história a chegar à marca de mil pontos na carreira. Mas foi em 1961 que Beliveau recebeu a honra de usar o C na sua Jersey, que o vestiu orgulhosamente por dez anos. Tempo este que, até hoje, ainda é o maior período que um único jogador se tornou capitão na franquia.

    Beliveau recebeu, ao longo de sua carreira, 17 Stanley Cups (10 como jogador e 7 como executivo), todas pelo Habs. Além disso, ganhou o Hart Memoria Trophies, MVP da liga em 56 e 64, um Art Ross Trophy em 56 e o primeiro Conn Smithy Trophy em 65. Em 2017, Beliveau foi eleito um dos 100 melhores NHLers da história. Jean Beliveau faleceu em 2 de Dezembro de 2014, depois de uma vida dedicada ao hockey e, especialmente, ao Montreal Canadiens.

    Mark Messier

    Mark Messier é outro canadense que aparece nessa lista. Ele jogou entre os anos de 1979 e 2004 na NHL, atuando pelos Oilers, Canucks e Rangers. Messier é considerado um dos melhores jogadores de hockey de todos os tempos, sendo o segundo maior pontuador nos playoffs, com 295 pontos. Além disso, ele também é considerado o segundo em números de jogos na temporada regular (1756) e terceiro em pontos (1887) ao longo da carreira.

    Messier levantou um total de 6 Stanley Cups – cinco com os Oilers e uma com os Rangers. Dessa forma, ele é o único jogador na história ao levar dois times à Stanley Cup como capitão (90 com os Oilers e em 94 com os Rangers, conquistando a taça para o time de Nwe York depois de 54 anos de jejum).  Messier ganhou dois troféus Hart Memorial (1990 e 92), um Conn Smithe Trophy em 1984 e foi 15 vezes considerado NHL All-Star. Por fim, Messier entrou para o Hall of Fame em 2007 e em 2017 ele foi considerado um dos 100 maiores jogadores da NHL da história.

    Gordie Howe

    Considerado jogador mais completo de todos os tempos, Gordie Howe chegou à NHL em 1946 atuando pelo Red Wings. Em seus 26 anos de carreira, 25 deles foram junto ao time de Detroit. Howe sabia atuar em diversas frentes e mostrou uma habilidade para poucos. Dessa maneira, recebeu o apelido de Mr. Hockey e em 2017, entrou para a lista dos 100 melhores jogadores de hockey de todos os tempos.

    Ao lado dos Red Wings, Howe levantou a Stanley Cup quatro vezes. Ganhou seis veze o Hart Trophy como MVP. Liderou a Liga em pontos recebendo o Art Ross Trophy seis vezes.  Gordei Howe aposentou pela primeira vez em 71, mas voltou a jogar três anos depois ao lado dos seus filhos Mark e Marty defendendo o Houston Aeros  na WHA. Mesmo nos seus 40 anos, Howe marcou mais de 100 pontos duas vezes em seis anos, recebendo o Acvo World Trophies em 74 e 75.

    Ainda assim, Gordie Howe retornou à NHL jogando uma temporada pelo Hartford Whalers em 79-80. Ele finalmente se aposentou de vez aos 52 anos de idade, jogando um total de 2.421 jogos, conquistando 1.071 gols e 1.518 assistências. Howe se tornou o único jogador a competir em 5 décadas diferentes na NHL, e, apesar de ter chegado apenas duas vezes, é sem sua homenagem o hat trick não oficial quando um jogador da uma assistência, marca um gol e entra em uma briga em um mesmo jogo. Apesar disso, Gordie Howe só chegou a esse feito duas vezes na carreira.

    Wayne Gretzky

    Quando todos já estavam acostumados com a grandiosidade de Howe, Wayne Gretzky chegou à NHL para quebrar recordes. Eleito “The Great One”, ele é considerado até hoje o melhor jogador de todos os tempos. O garoto prodígio atuou na NHL de 1979 até 1999, jogando pelos Oilers, Los Angeles Kings, por um breve período nos Blues e terminou sua carreira nos Rangers. Gretzky ainda é o líder em pontos na NHL, tento feito mais assistências do que qualquer jogador fez de gols, ao passo que ele também é o único jogador a ter uma temporada com mais de 200 pontos, feito que ele realizou apenas quatro vezes em sua carreira.

    Como capitão, Gretzky levou o Oilers à quatro Stanley Cups (84, 85, 87 e 88) e uma ao  Los Angeles Kings em 93. Ele ganhou o Art Ross Memorial Trophy por 7 anos consecutivos, foi o primeiro jogador a ganhar um Hart Memorial Trophy, tendo recebido o troféu 9 vezes, 8 delas em anos consecutivos. Ao se aposentar em 99, Gretzky acumulou 61 recordes na NHL, dentre eles 40 recordes na temporada regular, 15 em playoffs e 6 All-Star. Em sua homenagem, todos os times da NHL aposentaram o número 99.

    Steve Yzerman

    Yzerman entreou na NHL em 1983, defendendo o Detroit Red Wings por toda a sua carreira.  Ele recebeu o C em 86, aos 21 anos de idade, e assumiu orgulhosamente o cargo até se aposentar em 2006, se tornando assim, o capitão que serviu a mais tempo um time em todas as ligas Norte Americanas. Yzerman liderou o Red Wings a três Stanley Cups, 97, 98 e 2002.

    Durante a sua carreira, Yzerman recebeu alguns prêmios. Dentre eles, o Ted Lindsay Award em 88-89, o Conn Smithe Trophy em 98, o Selke Trophy em 2000 e o Boll Masterton Memorial Trophy em 2003, prêmio para perseverança. Ele também foi nomeado para o time de rookie de 1984 e dez vezes esteve presente no NHL All-Star. Após se aposentar, seu número 19 foi aposentado no Detroit Red Wings. Em 2017, Yzerman foi nomeado um dos 100 maiores jogadores da NHL.

    Phil Esposito

    Phil Esposito assinou seu contrato com o Hawks em 1960, mas jogou em ligas menores até 1964, quando finalmente estreou na NHL. Em 69, ele se tornou o primeiro jogador a chegar à 100 pontos na liga. Além dos Hawks, Esposito também jogou pelos Rangers e Bruins, tendo levantado a Stanley Cup duas vezes com o último, em 70 e 72. Na temporada 75-76 ele foi trocado para o New York Rangers, time que Esposito teve o orgulho de vestir o C.

    Como capitão dos Rangers, Esposito liderou o time em pontos em todas as temporadas que jogou. Em 1979, aos 37 anos de idade, ele liderou o time até a Stanley Cup Final. Entretanto, Esposito levantou duas Stanley Cup, em 69-70 e 71-71, ganhou cinco Art Ross Trophy, dois Hart Memorial Trophy e dois Ted Lindsay Award, antes chamado de Lester B. Pearson Award. Em dezembro de 87, sua Jersey de número 7 foi aposentada pelo Boston Bruins. Em 2017 ele também entrou para a lista dos 100 melhores jogadores da NHL da história.

    Denis Potvin

    Nascido no Canadá, Potvin foi selecionado pelo New York Islanders na temporada 1973-74 como 1st pick. Em sua temporada de estréia teve grande destaque e conquistou o Calder Memorial Trophy. Na temporada 1979-80 foi nomeado capitão se tornando, assim, o terceiro na história do time. Em sua temporada de estréia como capitão levou o time aos playoffs e deu início as 4 vitórias consecutivas nas 5 finais da Stanley Cup que o time participou. Além disso, em todos os seus anos como capitão os Islanders conseguiram chegar ao playoffs. 

    Potvin ganhou 3 vezes o James Norris Memorial Trophy como melhor defensor da NHL. Foi o primeiro defensor da NHL a atingir 300 gols na temporada regular e o primeiro defensor a atingir 1.000 pontos na carreira. Em 1991 foi introduzido no Hockey Hall of Fame e em 2017 foi nomeado um dos 100 melhores NHLers da história. Após se aposentar como jogador se tornou um colour commentator para o Florida Panthers por mais de 16 temporadas. Trabalhou brevemente para o Ottawa Senators e em 2014 retornou para o Panthers.

    Maurice Richard

    Conhecido como Rocket, o canadense iniciou sua carreira com o Montreal Canadiens pela liga QSHL em 1940. Duas temporadas depois foi selecionado para o Montreal Canadien, dessa vez atuando pela NHL em 1942, onde permaneceu por toda a sua carreira. Richard tinha um estilo de jogo bastante físico e por vezes violento, o que resultou em muitas lesões e até mesmo suspensões, já que os jogadores gostavam de fazer de tudo para ele revidar. Foi campeão da Stanley Cup 8 vezes, sendo 5 vezes consecutivas nas suas 5 temporadas como capitão do time.

    Foi o primeiro jogador na história da NHL a marcar 50 gols em uma temporada. Ganhou o Hart Trophy na temporada 1946-47, ganhou como Canadian Press male athlete of the year 3 vezes e o Lou Marsh Trophy em 1957. Durante a sua carreira trocou o número da jersey uma vez em homenagem a sua filha que tinha nascido. Se aposentou em 1960 como líder absoluto da liga em gols com 544. Richard entrou para o Hockey Hall of Fame em 1961. Em 1998 descobriu um câncer abdominal e faleceu 2 anos depois. Muito querido pela população de Quebec, ele se tornou o primeiro não-político homenageado pela província com um funeral de estado. 

    Bobby Clarke

    Nascido no Canadá, Clarke não foi grande aposta para a NHL no início, isso porque os times tinham medo de ele nunca jogar devido a sua diabetes. Mesmo sendo um bom jogador foi selecionado no segundo round em 1969 e logo começou a mostrar bom resultado. Muito dedicado, foi o primeiro jogador do Philadelphia Flyers a ganhar o Bill Masterton Memorial Trophy. Na temporada 1973-74 foi nomeado capitão aos 23 anos se tornando assim, o mais jovem na história da NHL até então. Foi o primeiro jogador da expansão a marcar mais de 100 pontos e ganhou o Hart Memorial Trophy, nesse mesmo ano levou também o Lester B. Pearson Award.

    Clarke ajudou os Flyers a se tornar o primeiro time da expansão a ganhar a Stanley Cup. Em 1979 deixou de ser capitão, mas reassumiu em 1983 e ficou por um ano até se aposentar em 1984. No mesmo dia em que se aposentou como jogador, Clarke assumiu como GM do time e permaneceu até 1990. Assumiu então como GM do Minnesota North Stars onde permaneceu por duas temporadas, retornando então para os Flyers e posteriormente reassumiu como GM até 2006. 

    Bobby Orr

    O canadense iniciou no hockey aos 8 anos de idade. A princípio jogava como forward porém logo mudou para defensor, posição que permaneceu até o fim de sua carreira. Aos 14 anos, Orr se juntou ao Oshawa Generals, o juniores do Boston Bruins onde teve destaque em 3 das suas 4 temporadas pelo time. Em 1966, Bobby se juntou ao Boston Bruins onde jogou por 10 temporadas. Em sua temporada de estréia ganhou o Calder Memorial Trophy e foi nomeado para o segundo time All-Stars da NHL.

    Na temporada 1969-70, Orr entrou para a história ao marcar o gol da vitória dos Bruins assim conquistando a Stanley Cup. Nesta mesma temporada ele ganhou 4 prêmios, com isso se tornou o único jogador da história da NHL a conseguir esse feito em uma única temporada. Ao longo de sua carreira. Bobby conquistou o Art Ross Trophy 8 vezes, o Hart Memorial Trophy 3 vezes seguidas e 2 Conn Smythe se tornando o primeiro bicampeão do prêmio. Venceu a Stanley Cup em 1970 e 1972, MVP dos jogos all-star em 1972 e muito mais outros prêmios e recordes.

    Orr, jogou duas vezes pela seleção do Canadá e duas temporadas pelo Chicago Blackhawks onde finalizou a sua carreira. Oficialmente nunca foi capitão do Boston Bruins, mas foi considerado um substituto nos anos em que o time ficou sem nenhum. Após o término de sua carreira Bobby virou agente certificado (inclusive de vários jogadores da atualidade) e treinador de um time na liga de juniores. 

    George Armstrong

    Nascido no Canadá, Chefe, como o jogador era conhecido ,iniciou sua carreira em 1947-49 pelos juniores quando jogou pelo time Stratford Kroehlers na liga OHA. Foi líder de pontuação e ganhou 2 vezes o Red Tilson Trophy. Na temporada seguinte em 1948-49 foi promovido para o Toronto Marlboros também na liga OHA, onde jogou por uma temporada antes de assumir como capitão. Ainda na temporada 1949-50 foi chamado pelo Toronto Maple Leafs na NHL e participou de dois jogos antes de retornar para o Marlboros. Na temporada 1950-51 se tornou profissional e foi promovido para a liga AHL jogando pelo Pittsburgh Hornets, na época era afiliado com o Toronto Maple Leafs. Foi no Hoernets que Armstrong se tornou um dos maiores goleadores, ficando assim em segundo na pontuação geral do time.

    No meio da temporada 1951-52 foi chamado pelo Leafs e, dessa vez, integrou a lista de jogadores do time. Na temporada 1957-58 assumiu como capitão do time e permaneceu no posto por 13 temporadas. Ganhou a Stanley Cup 4 vezes, foi campeão da Allan Cup, em 1959 ganhou o J.P. Bickell Memorial Awards. Dessa forma, foi o último jogador da era Original Six a marcar um gol ao ganhar a Stanley Cup. Se aposentou na temporada 1970-71, tendo jogado 21 temporadas na NHL. Assumiu como treinador principal do Toronto Marlboros, onde permaneceu até sair e trabalhar para o extinto Quebec Nordiques. Dez anos depois retornou para os Leafs, dessa vez como assistente do GM e scout.

    Mario Lemieux

    Escolhido como 1st pick em 1984 pelo Pittsburgh Penguins, Super Mario como era conhecido, teve uma carreira de altos e baixos devido a doenças. Jogou de 1984 até 1997 quando se aposentou, nesse meio tempo, perdeu vários jogos devido a cirurgias e tratamentos. Em 1999 Lemieux tinha um grande valor de salário atrasado, com isso fez uma proposta para comprar ações do time que estava falindo. Dessa forma, ele se tornou o primeiro ex-jogador a se tornar dono de um time da NHL. Como dono majoritário ele assumiu como presidente, CEO e chairman dos Penguins.

    Em 2000, o jogador retornou ao gelo e permaneceu até 2006 quando se aposentou de novo. Com o time de Pittsbutgh ganhou cinco Stanley Cups, sendo duas como jogador e três como dono do time. Ganhou por dois anos seguidos o Conn Smythe Trophy e Prince of Wales Trophy. Conquistou o Art Ross Trophy seis vezes, o Ted Lindsay Awards quatro e o Hart Memorial Trophy 3 vezes. Em seu ano de estreia, levou o Calder Memorial Trophy e em 1993 ganhou o Bill Marteston Trophy por ter superado o câncer.

    Como jogador dos Penguins, Lemieux foi nomeado capitão 3 vezes: Vestiu o C entre os anos de 1987 a 1994, quando deu uma breve pausa para se recuperar de uma cirurgia. Posteriormente, reassumiu em 1995 até 1997 e quando retornou da aposentadoria assumiu novamente de 2001 até 2006.

    Achou interessante conhecer um pouco mais sobre esses capitães históricos? Amanhã sai um vídeo no nosso canal no Youtube o guia de pronuncia com os nomes dessas lendas. Não deixe de conferir.

  • Cinco momentos inesquecíveis na história da Stanley Cup Final

    Cinco momentos inesquecíveis na história da Stanley Cup Final

    É senso comum para todo o fã e jogador de hockey que, em playoffs da NHL, vale tudo. Os times mudam, os jogadores também. É, basicamente, uma nova equipe. Porém, se passamos a falar de Stanley Cup Finals, a competição atinge um outro nível. As coisas ficam intensas entre os dois times que precisam disputar arduamente pela taça em sete jogos. Junto de tanta competição, vem também os melhores momentos e jogos que o torcedor espera ver durante toda a regular season. Por isso, o NHeLas resolveu trazer os cinco momentos mais inesquecíveis na história das finais da Stanley Cup.

    Stanley Cup Final 1928, Jogo 2 – New York Rangers vs Montreal Maroons

    Sendo sua primeira aparição na história das Finais da Stanley Cup, a última coisa que os Rangers pretendiam era desapontar seus fãs. O time havia perdido o primeiro jogo da série para os Maroons. Porém, apesar dos imprevistos, a equipe de New York fez o possível e impossível para ficar à frente no placar no jogo 2. Inclusive, escalar o próprio técnico para defender suas redes. 

    O goleiro regular dos Rangers, Lorne Chabot, acabou sofrendo uma concussão em seu olho. Esta durante um lance, ainda no segundo período do jogo. Apesar de terem dois goleiros reservas para assumir o papel, os Maroons se negaram a aceitar que qualquer um destes assumisse a posição. Portanto, sem maiores alternativas, o técnico da equipe, Lester Patrick, tomou a responsabilidade (e as luvas) e assumiu a goleira do time. Atuou pelo restante dos últimos períodos. Com seus incansáveis esforços, e palavras de incentivo, o time conseguiu uma vitória de 2 a 1, em OT, no time do Canadá. Seguidamente, o time de New York acabou levando a taça. Esta foi a segunda a ser levantada por um time estadunidense. A primeira havia sido pelo Seattle Metropolitans, em 1917. 

    Chabot acabou se tornando um dos jogadores mais velhos a disputar uma Stanley Cup Final, com 44 anos de idade. No entanto, mais tarde, perderia o posto para Chris Chelios, em 2008, que tinha 46 anos. 

    Red Wings entregam a taça para Vladimir Konstantinov, 1998

    Esta talvez seja uma das histórias mais emocionantes que poderiam acontecer em uma Stanley Cup Final. Em 1997, após eliminarem o Philadelphia Flyers em quatro jogos, o Detroit Red Wings levantou sua oitava taça. Porém, aqueles que deveriam ser dias de pura comemoração, acabaram se tornando em tragédia.

    O defensor do time, Vladimir Konstantinov, se envolveu em um acidente gravissímo, que resultou no final trágico de sua carreira. O carro em que o jogador estava acabou colidindo, causando a este lesões severas no cérebro. Por conseqüência, passou o restante de sua vida em uma cadeira de rodas. 

    Na temporada de 1998, os jogadores do Red Wings dedicaram a maior parte dos jogos ao seu teammate. No entanto, mais ainda, eles fizeram da tragédia uma motivação para chegar às finais e ganhar a segunda taça seguida por Konstantinov. E conseguiram. 

    O time de Detroit venceu o Washington Capitals em quatro jogos. Sendo este último na casa dos Capitals, levantando a Lord Stanley pela nona vez. Porém, sabendo que Vladimir estava na arena, os jogadores dos Red Wings chamaram o defensor ao rinque para levantar a taça junto dele. Isso por que, apesar dos pesares, ele merecia a vitória tanto quando a atual equipe de Detroit. 

    Não havia um olho sem lágrimas enquanto o russo levantava a taça. Mais uma prova de que o hockey é muito mais do que um simples esporte. 

    Bob Baun marca o gol da vitória com perna quebrada, em 1964

    Baun não era conhecido por ser o goleador do Toronto Maple Leafs. Porém, foi com sua ajuda que a equipe conquistou seu 12º campeonato na NHL. Tal defensor marcou um dos gols mais memoráveis da história da Stanley Cup, no jogo 6. 

    Depois de uma grave entrada, Bob precisou ser retirado do rinque em uma maca, devido a situação da lesão. O resultado da colisão foi uma perna quebrada para o jogador e, aparentemente, o fim da temporada para este. 

    No entanto, por algum motivo, Baun acabou voltando para o jogo, quando este já estava em overtime. Em uma jogada incrível, e com muito esforço, o camisa 21 dos Leafs acabou marcando o gol da vitória do time. Assim, o Toronto insistiu com um jogo 7 e ganhou mais uma chance de ganhar a taça. O que acabou por acontecer, já que os Maple Leafs acabaram derrotando o Detroit Red Wings no jogo 7. Desta forma, o time levantou a sua décima segunda Stanley Cup. 

    Bob marcou apenas 37 gols em 964 jogos em sua carreira na NHL. No entanto, foi esse famoso gol, e sua insistência durante o jogo, disputando com uma lesão, que fizeram com que ele tivesse para sempre seu nome marcado na história do hockey.

    O primeiro campeonato do Dallas Stars, em 1999

    O Dallas demorou algum tempo para se estabelecer como um dos melhores times da NHL. Porém, anos como o de 1999, mostram o quanto essas palavras não poderiam ser mais verdadeiras. 

    Aquela seria a terceira aparição do Dallas em uma Stanley Cup Final. O time, que tinha como adversário o Buffalo Sabres, apareceu somente em duas. Apesar de o Dallas ter feito uma ótima campanha até as finais, o fato que ficou marcado na história do jogo final foi o controverso gol do Dallas em OT. 

    O jogo, no entanto, em si, foi completamente intenso. Ambos os times fizeram cada um apenas um gol. Assim, levando o jogo para aqueles que foram um dos maiores OTs da história de uma Stanley Cup Final. O jogo teve nada mais, nada menos, do que três OTs. Depois de cinco jogos intensos, os dois times estavam jogando os períodos finais da partida completamente esgotados. Nenhum puck passava por nenhum dos dois goleiros. Até que um lance de Brett Hull acabou dando sorte ao Dallas. 

    Aos 14:51 do terceiro OT, Hull, através de um rebote do goleiro dos Sabres, colocou o puck no fundo da rede. Porém, muitos fãs dos Sabres reclamaram impedimento, já que os skates de Brett estavam à frente da linha, antes mesmo de o puck chegar. No entanto, o gol foi considerado pela arbitragem. Finalmente, após aquilo que foi uma das melhores (e mais cansativas) campanhas já feitas, o Dallas Stars acabou levantando sua primeira taça, na casa do Buffalo Sabres. Apesar das controvérsias, foi um gol memorável para uma temporada mais memorável ainda. 

    Desta forma, o jogo entra para a história como a partida de maior duração em um jogo decisivo de Stanley Cup Final, e o segundo maior entre todos os jogos da final.

    A temporada histórica do St. Louis Blues em 2019 e seu amuleto da sorte, Laila Anderson

    Sendo fã ou não do time, é necessário reconhecer que o St. Louis percorreu um vasto caminho até a chegar à final da Stanley Cup. Do último lugar na temporada regular à conquista de seu primeiro campeonato. O time, certamente, é um exemplo de superação. Outro exemplo de superação é Laila Anderson.

    Laila é, com toda certeza, uma das maiores torcedoras do St. Louis Blues. Com apenas 11 anos, a garotinha já enfrentou mais batalhas que podemos imaginar. Ela possui HLH, uma doença rara e não imune. Vivendo entre sua casa e corredores de hospital, Laila encontrou no St. Louis um motivo a mais para continuar lutando. Mesmo quando os Blues estavam fazendo sua pior campanha na temporada, esta continuou torcendo fielmente pelo time, e acreditando em seu potencial para trazer sua primeira Stanley Cup para casa. 

    A menina acabou se tornando o amuleto da sorte do time, e acompanhou grande parte dos jogos do time na final dentro das arenas. E os Blues acabaram levando seu primeiro campeonato, sobre o Boston Bruins. Assim como os demais jogadores, Laila também foi chamada ao rinque, para levantar a taça que era tão dela quanto deles. O time inteiro admira e reconhece a força de Laila, levando sua jornada e batalhas como inspiração. Eles acabaram a adotando como uma parte do time.

     

    Mais um exemplo sobre como o hockey pode ser bem mais que apenas um esporte na maior parte das vezes. 

    E vocês, quais são seus momentos preferidos das finais da Stanley Cup? Conta para nós nos comentários!

    Foto: Reprodução/washingtonpost.com