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  • Toronto Six apresenta uniforme para estreia na NWHL

    Toronto Six apresenta uniforme para estreia na NWHL

    Os fãs da NWHL têm um novo motivo para comemorar. Após anunciar sua primeira expansão para o Canadá, o Toronto Six, novo time da Liga fez o tão aguardado anúncio das suas cores e uniformes para jogos em casa e fora de casa.

    As cores usadas não foram surpresa, afinal, quando anunciaram o nome da equipe, apresentaram também o logo e as cores que representam o time. 

    O Toronto Six, que já tinha anunciado anteriormente cinco jogadoras e parte da equipe administrativa, ao decorrer do mês fez o anúncio de sua General Manager e assinou mais contratos, incluindo jogadoras que participaram do draft 2020 da NWHL.

    A GM escolhida para o time já é uma veterana no hockey feminino, a co-fundadora da CWHL e ex-goleira Amanda Cronin. Mandy, como é conhecida, era GM do Buffalo Beauts na última temporada, quando foi convidada a ser a primeira GM do novo time.  

    Escolha do nome

    No dia 22 de abril, logo após a NWHL divulgar a expansão, o time de Toronto lançou em seu site uma pesquisa onde os fãs estariam sugerindo nomes com os melhores indo para uma votação pública. Alguns dias depois, através de sua página oficial no Twitter, o time  compartilhou quais nomes iriam para a votação popular para que enfim pudessem definir o grande escolhido.

    Em maio, com a votação encerrada, a nova franquia anunciou seu nome Toronto Six, que além de ser uma homenagem a um dos apelidos da cidade, também é uma referência ao esporte. O design do logo foi criado pela M Style Marketing, mesma empresa que criou as camisas para os All-Star Games em Minnesota, Boston e Nashville.

    A logo do time são as letras “TO” que juntam também formam o número seis, com uma folha de bordo dentro, o símbolo do país. O time decidiu adotar as cores vermelho e ouro: o ouro simboliza a região de Golden Horseshoe em Ontário. A cor também simboliza o alto padrão estabelecido por todos no hockey feminino canadense, modalidade pela qual o país é referência. 

    O uniforme

    Pouco mais de um mês após o lançamento do nome, foi a vez do público conhecer como será o uniforme de Toronto. Com três modelos diferentes, o time decidiu homenagear não somente sua cidade como a própria NWHL.

    Divididas entre jogos em casa, jogos fora e uma versão “alternativa”, as jerseys não foram a única novidade na loja do time. Os Six também lançaram outros produtos com a logo do time para que os fãs já possam adquirir. 

    Para os jogos em casa foi escolhida a camisa vermelha. Numa forma de homenagear o Canadá, foram utilizadas as cores do país e da bandeira. Para os detalhes foi escolhid o preto e o ouro que já fazem parte da paleta do time. Enquanto isso, para a jersey visitante a cor predominante é preta, com detalhes vermelho e ouro. 

    Para a jersey alternativa o time optou por pelo fundo branco com folhas de bordo dando um toque especial. O design também possui seis listras douradas nas mangas e nas meias que representam tanto o fato de Toronto ser o sexto time da Liga quanto a sua estréia na sexta temporada.

    Todos os modelos têm o símbolo do time em destaque com a bandeira canadense em um ombro e o símbolo “6IX” no outro. Todas elas também possuem a gola em detalhe dourado representando o Golden Horseshoe (Ferradura Dourada, literalmento) da área à qual Toronto faz parte. 

    Com o time cada dia que passa tomando forma e assinando com novas jogadoras, as expectativas para a nova temporada da NWHL estão em alta. Apesar de ainda não ter divulgado onde será seu rink, os preparativos andam a todo vapor e logo mais o público poderá ver o novato da Liga fazendo a sua estreia no gelo. 

    Foto: Reprodução twitter/@TheTorontoSix

  • Jason Botterill, GM do Sabres, é demitido

    Jason Botterill, GM do Sabres, é demitido

    Na terça-feira (16) o mundo do hockey foi surpreendido pela repentina demissão do General Menagment do Buffalo Sabres,  Jason Botterill. Após três anos com a equipe, Botterill foi demitido por falta de resultados da equipe.

    Mesmo com o anúncio do novo formato de playoffs para essa temporada, que conta com 24 times, o Buffalo Sabres não conseguiu se classificar pelo terceiro ano seguido. Ao todo, já são nove temporadas sem competirem nos playoffs.

    Contudo, em maio, Kim e Terry Pegula demonstraram apoio ao seu então GM. 

    “Botterill é nosso GM e nosso plano é continuar com ele(…) Talvez [manter Jason Botterill] não seja a opção mais popular entre os fãs, mas temos que fazer as coisas que achamos certas”, disse Kim. “Temos um pouco mais de informações que os fãs, trabalhos internos nos quais vemos alguns pontos positivos.”

    Três semanas após tal declaração, Botterill foi demitido. Com ele, foram embora também o técnico do Rochester Americans, afiliado da AHL, Chris Taylor e seus assistentes, Gord Dineen e Toby Petersen. De acordo com a ESPN, outros 12 de 21 membros da equipe de scout também foram demitidos, incluindo o diretor assistente Jeff Crisp.

    Antes de ser GM do Sabres, Botterill era o ex-GM associado do Pittsburgh Penguins. No Sabres, ele teve um recorde de 88 vitórias e 115 derrotas em 233 jogos. Após falhar em classificar o time para os playoffs pela terceira vez, a pressão dos fãs, além da pública insatisfação dos jogadores (inclusive do capitão Jack Eichel), pareceu ter surtido efeito.

    Em uma teleconferência, o capitão Jack Eichel afirmou:

     “Estou cansado de perder e frustrado (…) Não é algo fácil de se engolir. Tem sido cinco anos difíceis. Eu sou um competidor, quero sempre ganhar quando estou no rinque. Quero ganhar uma Stanley Cup sempre que a temporada começa”

    Já sobre a demissão, os donos, Kim e Terry Pegula, afirmaram que:

    “Não vou me sentar aqui e comentar sobre Jason Botterill, mas temos uma visão e queremos que nossa visão tenha sucesso”, acrescentou. “Estivemos em discussões detalhadas com Jason e, como sentimos que precisávamos avançar com eficiência e economicamente ao administrar essa franquia, sentimos que havia muitas diferenças de opinião no futuro.”

    No lugar de Botterill, o GM interino será o ex-jogador Kevyn Adams. Os Pegulas disseram que estão mais à vontade com Adams, que ocupava o cargo de vice-presidente de operações comerciais. 

    A carreira como GM de Jason Botterill

    Como GM, Botterill fez transações boas e outras nem tanto. Ele trocou Ryan O’Reilly para o Blues. O’Reilly alcançou 77 pontos em 2018-2019, o mais alto de sua carreira, além de ter ganhado a Stanley Cup, o Selke Trophy e o Conn Smythe Trophy.

    O contrato que estava prestes a expirar de Evander Kane foi mandado para o San Jose Sharks em troca de algumas picks que eventualmente trouxeram o defensor Brandon Montour de Anaheim para Buffalo. Contudo, Evander Kane se consolidou como um goleador em San Jose. 

    Por outro lado, Botterill foi responsável por assinar contratos importantes como o de Jack Eichel, que permanecerá com a equipe por 9 anos, e o de Jeff Skinner, também pelo mesmo tempo. É nítido que Jack Eichel, no auge de seus 23 anos, será um talento geracional que só tende a melhorar. Porém, o contrato de Skinner pode ser preocupante se o atacante de 28 anos não produzir como antes. Além disso, ele foi responsável por trazer o técnico Ralph Krueger, que conquistou o respeito de seus jogadores e teve uma campanha de 30-31-8 nos 69 jogos disputados antes da pausa devido ao coronavírus.

  • NHL dá inicio à Fase 2 e anuncia Fase 3 do plano de retorno

    NHL dá inicio à Fase 2 e anuncia Fase 3 do plano de retorno

    Em novo anúncio, a NHL informou uma data para mais uma fase do plano de retorno ao gelo. Já tendo dado início à Fase 2 do protocolo, a Liga agora informou a data da Fase 3 numa tentativa de finalizar a temporada 2019-20 com um campeão.

    Outras ligas profissionais de hockey, optaram por cancelar suas temporadas, como a o caso da AHL

    Ainda no final de maio, a Liga fez um pronunciamento informando o encerramento da temporada regular. No entanto, eles anunciaram um plano com diversas fases para que os playoffs pudessem acontecer. Incluindo novos procedimentos para a loteria do draft 2020.

    Ao todo foram quase três meses de reuniões, planejamento e especulações entre a NHL e a NHLPA para que isso fosse possível. Em seu anúncio, no mês passado, a Liga também informou como irá funcionar os playoffs da temporada atual, caso o mesmo seja possível.

    As fases do retorno 

    Ainda em seu comunicado, a NHL informou que o retorno ao gelo seria gradual e para isso eles o dividiram em fases. Para que a próxima fase fosse possível a primeira teria que entrar em vigor e assim por diante.

    Foi exatamente assim que a NHL anunciou o início da Fase 2 no dia 8 de junho. Esta consiste em pequenos grupos de no máximo seis jogadores podendo treinar juntos. Ela também aponta que o número de funcionários nas arenas deve estar reduzido e são necessários agendamentos para que os números de pessoas no local não seja excedido.

    Os jogadores devem voltar de forma voluntária e todos tem que passar por exame de saúde. 

    Apenas uma semana depois, no dia 11 de junho a Liga anunciou uma data para o início da Fase 3. Nesta, os 24 times que estão classificados para a pós-temporada poderão retornar ao training camp a partir de 10 de julho. A partir de então, aguardarão a data da Fase 4, etapa final que consiste no retorno total dos jogos.

    Apesar de tudo ser um teste e a Liga informar que vem pensando em todas as etapas com cuidado, muitos jogadores mostram preocupação com o retorno dos jogos. A NHLPA tem participado ativamente de cada decisão por parte da NHL e tem estado de acordo. Restando somente que tudo dê certo para que a Liga consiga enfim finalizar a temporada.

    Especulações e mudanças

    A temporada estava programada para terminar no dia 4 de abril, com os playoffs começando apenas dois dias depois, no dia 6. No entanto, com o primeiro caso positivo do novo coronavírus aparecendo na NBA, a Liga então decidiu que o melhor era pausar a temporada por precaução. Entretanto, os países norte americanos entraram em quarentena e com isso o tempo de pausa foi prolongado.  

    Inicialmente muito se foi especulado com a pausa da NHL, que ainda contava com 189 jogos para acontecer. Desde de jogos sem público aos playoffs com os times da maneira que estava a tabela no momento da pausa, a NHL estudava a melhor maneira possível para que a temporada chegasse ao fim sem muito dano.

    Com a pausa da temporada, posteriormente a Liga precisou anunciar o também adiamento do Draft 2020 e do NHL Awards, que aconteceriam em junho deste ano. 

    Não somente a pausa afetou o calendário da temporada, ela também afetou as arenas e consequentemente os funcionários destas. Sem os jogos e sem saber quando esses jogos iriam acontecer, ficou em aberto como ficariam os salários dos funcionários. Essa questão gerou uma polêmica na Liga quando alguns times anunciaram que não iriam pagar os mesmos.

    A partir daí, vimos uma comoção no mundo do hockey, com vaquinhas online sendo criadas para ajudar nesses pagamentos, além é claro de doações dos próprios jogadores. Com isso, muitos times acabaram se pronunciando sobre o assunto e informando publicamente como lidariam com a situação.

    Foto: Reprodução / Twitter @EdmontonOilers

  • Racismo no Hockey: O silêncio não é mais uma opção

    Racismo no Hockey: O silêncio não é mais uma opção

    Há duas semanas George Floyd foi morto por um policial branco, Derek Chauvin, de forma brutal, enquanto pedia por socorro diversas vezes. A morte de Floyd gerou diversos protestos em várias cidades dos EUA e do mundo contra o racismo e a violência policial sofrida pela comunidade negra. 

    Todo este acontecimento, somado as denúncias de abuso sofridas pelo jogador Akim Aliu (que vieram à tona em novembro), fizeram surgir diversas questões sobre o racismo no hockey. A maior parte delas em torno da postura assumida pela própria NHL diante de tais absurdos. Além disso,  o silêncio ensurdecedor da maior parte dos jogadores da Liga foi bastante criticado. 

    E então, após todas as observações, passamos a nos perguntar: o hockey é mesmo para todos?

    Infelizmente, a resposta para essa pergunta ainda é não. E por que é não? Porque ainda falta representatividade e aceitação desta pela comunidade do hockey, que apesar de já estarmos no século XXI, tem seus valores pautados em uma cultura excludente. 

    Primeiramente, precisamos começar este texto ressaltando algo muito importante: O hockey ainda possui uma cultura muito forte baseada em valores do século passado, que acompanham o esporte desde seus primórdios. E apesar desta, em alguns momentos, influenciar de forma positiva no esporte, fazendo com que este seja diferente dos demais, ela também se torna excludente. O texto de Akim Aliu, postado no The Players Tribune no dia 19 de maio, apesar de serem palavras difíceis de digerir, aborda muito a parte negativa do que essa cultura do esporte acaba trazendo. 

    Muito mais do que a NHL

    Akim retrata, claramente, todo o preconceito que sofreu durante não só sua passagem na NHL, mas também nos juniores. Dessa forma, acredito que seja importante iniciar a reflexão por aqui. Crianças absorvem tudo que o que escutam, e se desenvolvem sendo um reflexo de tudo que as foi ensinado desde o dia em que nasceram. A partir do momento em que alguém as ensina que pessoas negras não merecem estar dentro do hockey, e o discurso se torna contínuo nos ambientes em que frequentam, a probabilidade de elas o repetirem é enorme. 

    Essas crianças saem do Pee-Wee hockey para os juniores, passam pelo College Hockey e chegam até a NHL ainda escutando e reproduzindo o mesmo discurso, que continua a ser reforçado por muitos a sua volta. Adquirem também a consciência de que o abuso de poder e discriminação que executam é o correto. E então, futuramente, quando nos deparamos com relatos como os de Akim Aliu e Evander Kane, as coisas voltam novamente a fazer sentido. Esses relatos contam claramente o preconceito racial que estes jogadores sofreram dentro de vestiários, por parte de colegas de time, devido a cor da pele que possuem. Discriminação essa que ainda sofrem exercendo seu trabalho dentro do gelo, e que na maioria das vezes passa impune. Portanto, isso tudo volta a nos provar um outro ponto: a NHL ainda não aceitou por completo a diversidade e representatividade que o hockey tanto precisa. 

    É muito importante citar que o hockey é um reflexo da sociedade em que vivemos. Essa que ainda é extremamente racista. Ainda existem pessoas no mundo que não entendem que qualquer tipo de discriminação por raça, cor, gênero e sexualidade não são mais bem vindas no século 21. É necessário esquecer esses atos baseados em ódio no passado, para que apenas assim todos possamos evoluir, e deixar, por fim, qualquer tipo de preconceito para trás. 

    Todavia não podemos esquecer do papel da NHL na causa. Por ser uma Liga que já se declarou abertamente contra qualquer tipo de preconceito, criando um programa que tem o intuito de fazer com que todos sejam bem vindos ao hockey, é papel da mesma agir de acordo com as diretrizes que prega. Desta forma, mostrar que a inclusão proposta vai muito além de apenas trazer visibilidade para estas causas durante o black history month. O racismo no hockey não acontece apenas durante um mês. Ele se faz presente sempre, dos juniores ao profissional. É visível. Os relatos dos jogadores não mentem. 

    Posição dos atletas

    Mesmo com as diretrizes da Liga ser inclusiva, ainda assim, notamos a falta de engajamento e empatia de jogadores e de muitos torcedores com a causa. Quando as acusações de Aliu vieram a público, acumularam-se dias até que a Liga se manifestasse com uma nota de repúdio aos atos. Mas além de uma nota de repúdio, e o envolvimento com a causa apenas durante um mês do ano, nada mais foi feito. 

    Um jogador que dedicou, e ainda dedica, grande parte de sua vida ao hockey, teve coragem o suficiente para vir a público relatar os abusos e racismo que sofreu durante a sua jornada no esporte e, em troca, obteve o silêncio de muitos times e colegas. E o silêncio nessas horas é ensurdecedor. Deve ser gritante quando se olha para trás, e nota-se que a maior parte da comunidade do hockey, que prometeu estar ali por você, virou as costas para todo o sofrimento e humilhação feitos apenas devido a cor da sua própria pele. E isso é errado de tantas formas.

    Por isso é de extrema importância que os jogadores brancos da NHL se pronunciem. Que mostrem aos seus times e torcedores o quanto a conduta racista é errada e precisa ser desprezada e condenada. Existem pessoas que fazem destas figuras os seus ídolos, que os assistem e seguem em mídias sociais. E se partir deles a iniciativa de influenciar de maneira positiva àqueles que os acompanham, e, desta forma, outros acabarem fazendo o mesmo, a mudança finalmente passa a acontecer. 

    George Floyd: a brasa de uma fogueira

    Mas ao falar de esporte não podemos esquecer que tudo está dentro de um contexto. Quando ocorrem acontecimentos de tamanha grandiosidade como os protestos neste exato momento nos EUA, que envolve injustiça e discriminação com uma comunidade que a Liga declarou que apoia, o silêncio volta a ser gigantesco. Ele volta a dizer coisas que não foram ditas, e que passam a ficar claras. Esta é a hora de falar, de se posicionar, pois em momentos como estes o silêncio pode ser conivente com o lado que não é certo. 

    Alguns jogadores da NHL, que entendem seus privilégios como brancos dentro da sociedade e do esporte, tomaram a iniciativa de finalmente quebrar o silêncio. A primeira  mensagem foi feita por Nolan Patrick, no Instagram, se sensibilizando com a morte de George Floyd, no dia do ocorrido. A partir disso, tivemos os tweets de Evander Kane que acabaram movimentando Logan Couture, Blake Wheeler e outros jogadores a virem a público explanar suas condolências e indignação com o sistema racista em que vivemos. E quando um jogador de alto escalão fala, outros também acabam sendo inspirados com a necessidade de expressar, dando assim mais voz à luta. Uma importante ação, mas que não deve ser ovacionada, pois é obrigação destes, como seres humanos e influenciadores, apontar e condenar a discriminação racial.

    https://twitter.com/Logancouture/status/1266808775140237312?s=20

    No dia 31 de maio, às 23:24 (horário de Brasília), a NHL finalmente veio a público se pronunciar e repudiar os atos racistas. Afirmou também que irá trabalhar mais para que hajam mudanças em relação às discriminações ainda propagadas no esporte. E por fim, encorajaram os jogadores e clubes a usarem suas plataformas e privilégios para ajudarem na mudança.

    E um destes passos em relação à mudança finalmente foi dado. Na manhã de ontem (08), sob a liderança de Akim Aliu e Evander Kane foi criada a Hockey Diversity Alliance. Contando também com a participação de Matt Dumba, Wayne Simmonds, Trevor Daley, Chris Stewart e Joel Ward, a iniciativa vem com a intenção de promover diversidade no hockey e erradicar o racismo presente no esporte. No pronunciamento, os jogadores voltaram a anunciar que querem não só trazer mudanças positivas para o hockey, mas também para a sociedade. 

    O comitê, formado apenas por homens, fez surgir alguns questionamentos sobre o porquê de não existirem também mulheres negras sendo representantes. Saroya Tinker, jogadora do Metropolitan Riveters, da NWHL, foi a primeira a se manifestar em relação ao assunto. E seguidamente, revelou em seu twitter que Evander Kane havia entrado em contato para que fosse feita a integração de mulheres no comitê. Outro grande passo em relação a mudança. 

    Alguns dos posicionamentos, como por exemplo os de Jonathan Toews, Tyler Seguin, e Patrice Bergeron, mostraram a sinceridade nas palavras dos jogadores e ações tomadas que valem a pena serem destacadas (mas não louvadas). 

    Toews direcionou suas palavras a todas as pessoas brancas, que possuem privilégios devido a cor de sua pele. Foi pontual ao defender os protestos, e o porquê de serem necessários da maneira que estão acontecendo. Por fim, o capitão dos Hawks usou suas plataformas para pedir que seus seguidores, e torcedores do clube, abram os olhos para o racismo e usem a suas vozes para dar um novo rumo a esta situação: um rumo melhor. 

    Tyler Seguin usou de seu Instagram e Twitter, no domingo, para compartilhar algumas palavras. O jogador demonstrou sua repulsa com os atos racistas crescentes na América e se comprometeu a ser uma voz aliada na luta contra a discriminação racial. Mas o mais surpreendente foi o ver o jogador participar de um dos protestos que ocorreram em Dallas, TX. A cidade, localizada em um dos estados mais segregantes dos EUA, parou neste mesmo dia em uma silenciosa homenagem a George Floyd.

    https://twitter.com/tseguinofficial/status/1268679325076918272?s=20

    Já Patrice Bergeron, por não ter nenhum tipo de mídia social, utilizou as dos Bruins para se posicionar. Ele lamentou a morte de George Floyd, e a de tantas antes dele, que ocorreram de forma injusta em função da sociedade racista em que vivemos. No entanto, Bergeron foi além das palavras e doou 25 mil dólares para duas instituições nos EUA e Canadá que lutam contra a discriminação racial. 

    Três jogadores brancos, e alguns outros, vieram a público utilizar suas plataformas, com milhares de seguidores, para serem aliados na luta contra o racismo. E a importância de fazerem isso é absurda. Principalmente no hockey, onde muitas pessoas ainda se recusam a falar sobre o racismo e a reconhecê-lo. 

    Racismo é pauta no hockey

    Em uma entrevista para o The Athletic, Evander Kane ressaltou que muitos ainda não enxergam que o racismo seja um problema no hockey e o quanto ele afeta a vida dos jogadores negros que disputam pela Liga Nacional de Hockey. 

    “Pessoas acabam dizendo ‘você está procurando’ e ‘você está procurando algo que não existe, é besteira.’ Não é dessa maneira para mim, ou para nós. […] Muitas pessoas gostam de fingir que isso não acontece. Que isso não existe. E esse é o problema.”

    Evander Kane, para o The Athletic

    Ele também voltou a ressaltar na entrevista que muitos dos jogadores negros da NHL pensam da mesma forma. No entanto, a discussão sobre o assunto quase nunca acaba pública por medo das consequências as quais estão destinados. Seja o risco de ter um contrato terminado, ou não ser chamado dos minors para o profissional. O medo de ter a carreira sabotada sempre se encontra presente.

    “Como minoria, há mais a se levar em conta para nós. Não importa quantas vezes as pessoas queiram, digam que somos todos iguais e somos todos uma equipe…Ainda não somos tratados da mesma forma. E não apenas no hockey, mas no mundo, que é algo pelo qual estamos lutando: sermos tratados como iguais e obter oportunidades iguais.”

    Evander Kane, para o The Athletic

    Kane voltou a dizer que a melhor maneira de a comunidade do hockey ser uma aliada na luta contra o racismo é conversar sobre as questões raciais presentes no esporte. Aprender com aqueles que têm sofrido com o peso da discriminação na pele todos os dias, usar suas próprias plataformas para serem vozes. E após muito tempo, isso felizmente está acontecendo. 

    Ontem à tarde, a própria comunidade do hockey se reuniu em um vídeo, publicado pelo jornalista Anson Carter, com o intuito de utilizar as vozes de grandes nomes no mundo do hockey para fortalecer a luta contra o racismo. O vídeo, onde, juntos, todos pronunciam a frase “Você não precisa se parecer com George Floyd para entender que o que aconteceu com ele está errado”, contou com a presença de nomes como Henrik Lundqvist, Patrick Kane, Sidney Crosby, Quinn Hughes, Angela James, Leon Draisaitl e outros mais. 

    https://twitter.com/ansoncarterla/status/1268948428077359104?s=21

    Pronunciamentos são importantes, principalmente vindo de pessoas tão reconhecidas na Liga. Mas mais do que apenas notas de repúdio, este é o momento de agir, aprender, e fazer mais do que apenas um texto, ou postar uma tela preta nas redes sociais. É o momento de usar esta influência para fazer com que o jogo vire. 

    “A primeira coisa que você precisa entender é que as pessoas são mais preocupadas em parecer uma boa pessoa do que ser uma boa pessoa. Sim, eu disse ontem algo bom, mas é sobre ser um boa pessoa e dar os próximos passos. É falar com nossa equipe e pessoas que trabalham com nossa equipe sobre o próximo passo. O que fizemos foi bom, mas não é o suficiente. É [preciso] chegar e entender. Eu entendo a essência, mas quero saber mais sobre o fundo deste mundo e a sociedade com a qual os negros têm que conviver, mas não se sentem confortáveis em estar.”

    Tyler Seguin, para o The Athletic

    Falta de espaço da Liga

    Atualmente, menos de 10% dos jogadores profissionais da Liga são negros. Portanto é preciso entender que existe uma problemática neste número. O problema é muito maior do que apenas o incentivo para a prática do esporte, e envolve questões sociais muito maiores e profundas. Mas, ainda sim, seria muito bem-vindo se a NHL se envolvesse mais com a diversidade no hockey. Se existisse um maior envolvimento com as minorias do que apenas um mês ou uma noite. 

    Criação de programas, apoio e envolvimento com a causa precisam se tornar coisas presentes no rule book da NHL. Entender que uma iniciativa que tenha o intuito de contar a história dos negros no esporte precisa ser feita com os jogadores negros. Pessoas que possuem o lugar de fala e irão retratar melhor do que ninguém suas experiências. Por fim, tomar a iniciativa de fazer com que esses jogadores falem abertamente sobre a discriminação que sofreram devido a cor da sua pele, e mostrar para seus torcedores que essa conduta é completamente errônea, e não deve se prolongar. 

    No entanto, apesar de a iniciativa ter sido feita, ainda é difícil aceitar que, em décadas de existência, a NHL só tenha iniciado o Black History Month há 2 anos. É importante contar as histórias de jogadores como Willie O’Ree, e todos os outros que vieram depois dele. As pessoas passam a gostar de um esporte quando se identificam com este. E como um jovem negro irá se identificar com um esporte o qual não possui representação alguma da sua comunidade? 

    O racismo no hockey é sim um reflexo da sociedade em que vivemos. Mas é necessário que a NHL, como maior Liga de hockey no mundo, admita que existe um problema no fato de que os jogadores negros presentes na Liga sejam menos do que a soma dos dedos de duas mãos juntas. É necessário investimentos por parte da NHL, e de jogadores que possuem grande influência, nas comunidades, para que assim possam existir mais grandes influências no hockey como PK Subban, Evander Kane, Ryan Reaves e Anthony Duclair.

    É preciso que a Liga entenda o seu alcance, quantas pessoas se inspiram em seus jogadores, e seja parte da mudança. Mudar a consciência e o posicionamento de um adulto muitas vezes é difícil, mas a sua influência pode alcançar a próxima geração de futuros jogadores de hockey que, atualmente, são crianças e estão em fase de aprendizado. Elas se inspiram em seus ídolos. E se estes nomes começarem a espalhar a mensagem da importância da representatividade, as coisas podem começar a finalmente caminhar para frente. 

    O hockey é um esporte incrível. Existe uma comunidade inteira de torcedores apaixonados e engajados com seus times e com todos que já fizeram parte do hockey. Mas ainda existe uma cultura que acaba censurando e que é seletiva. Ainda existe o fato gritante de que 80% dos jogadores da NHL são brancos. E coisas assim não são apenas mera coincidência. Histórias como a de Akiu Alim não são as únicas. 

    Atualmente, o hockey não é para todo mundo. Mas pode ser. Alguém só precisa dar o primeiro passo em direção a mudança para que, só assim, esteja claro que o hockey é para quem quiser ser parte do hockey. 

    Foto: Reprodução/espn.com

  • Vegas anuncia nome e logo de afiliado na AHL

    Vegas anuncia nome e logo de afiliado na AHL

    Nesta quinta-feira, 28 de maio, o Vegas Golden Knights deu boas vindas ao seu novo time afiliado da AHL. A principal liga de desenvolvimento de jogadores para a NHL apresentou o nome e o logo de seu mais novo membro, o Henderson Silver Knights, baseada na cidade de Henderson, a 26km de Las Vegas. 

    O anúncio foi feito pelo presidente e CEO do Vegas Golden Knights, Bill Foley, em um programa ao vivo de uma hora na KSNV NBC Las Vegas, que também foi transmitido pelas contas do time no Facebook, Twitter, YouTube e Twitch.

    Em fevereiro de 2020, o Vegas Golden Knights anunciou que compraria a equipe afiliada do St. Louis Blues, o San Antonio Rampage. Contudo, o anúncio da identidade do time só foi finalmente divulgados após três meses.  

    A temporada de inauguração será a de 2020-21. A casa dos Silver Knights será a Orleans Arena, localizada no Orleans Hotel and Casino.

    Em 19 de maio de 2020, a cidade de Henderson aprovou um contrato de projeto com a SK Arena, LLC (SK Arena), uma afiliada do Vegas Golden Knights. Dessa forma, avanços no design e construção poderão ocorrer para substituir o Henderson Pavilion até a construção da Orleans Arena ser concluída.

    O logo

    Fonte: https://hendersonsilverknights.com/

    É possível notar algumas semelhanças entre os logos do VGK e seu afiliado.

    No site oficial do time, existe um detalhamento interessante sobre a origem dessa identidade.

    Composto por uma cabeça de cavalo com um capacete em forma de H, inicial da cidade de Henderson, vale ressaltar que as origens medievais do nome da equipe se conectam com as mesmas origens do time principal, Vegas Golden Knights. 

    “O cavalo desempenhou um papel vital na jornada de um cavaleiro para se tornar elite, ajudando nos treinos do cavaleiro, nos aprimoramento das habilidades e no desenvolvimento como todo. Portanto, como o principal afiliado do Vegas Golden Knights, o Henderson Silver Knights se encontra em uma posição idêntica: a de ajudar na jornada de um cavaleiro a se tornar um guerreiro de elite.

    “O cavaleiro a cavalo é um dos símbolos mais intimidantes. Um oponente verdadeiramente temível, o cavaleiro em seu cavalo adotou a mentalidade de sempre avançar e nunca recuar.”

    O time optou por seguir pelas mesmas três cores principais que a equipe da NHL: prata, ouro e preto. Diferentemente de Vegas, no entanto, os Silver Knights não levam o vermelho também em sua identidade.

    “Enfim, os olhos dourados homenageiam o clube em Las Vegas. Os olhos do Silver Knights estão sempre focados em avançar para o nível principal, o Vegas Golden Knights.

    “Além disso, o estado de Nevada também conhecido como Silver State, abriga a maior população de cavalos selvagens do país.”

    Foto: Reprodução NHL.com

  • Novos procedimentos na Loteria do NHL Draft de 2020

    Novos procedimentos na Loteria do NHL Draft de 2020

    A NHL se pronunciou nesta terça-feira (26) sobre seu planejamento para a retomada dos jogos da temporada 2019-20. Além da confirmação do modelo de 24 equipes na pós-temporada, a Liga divulgou também como planeja realizar a loteria do draft de 2020, que determina a ordem das primeiras 15 escolhas no evento.

    Segundo o anúncio do comissário Gary Bettman, o sorteio envolverá as sete equipes já eliminadas com o fim da temporada regular, mais as oito que perderem na Rodada Qualificatória (Qualfying Round) dos playoffs.

    O protocolo estabelece de três a seis sorteios a serem realizados em uma ou duas fases. A possibilidade de uma segunda fase depende dos resultados da primeira.

    A primeira fase está marcada para o dia 26 de junho, antes da Rodada Qualificatória (no caso dela realmente acontecer). Serão feitos três sorteios envolvendo as sete equipes não qualificadas para a pós-temporada, mais as oito posições a serem preenchidas pelas eliminadas no Qualifying Round. Estes oito times serão representados como “escolhas não-atribuídas”.

    Os três sorteios definirão, respectivamente, as 1ª, 2ª e 3ª escolhas do NHL Draft de 2020. Se uma das oito potenciais eliminadas da Rodada Qualificatória for sorteada nesta primeira fase, um novo sorteio será realizado entre estas equipes, após a definição de cada uma delas.

    As chances de vitória na loteria dos sete times já eliminados (listadas abaixo) são baseadas em seu aproveitamento de pontos até o momento da pausa da temporada regular, em 12 de março. A cada sorteio, a probabilidade aumenta proporcionalmente para cada equipe.

    Probabilidade de cada time vencer o primeiro sorteio (percentual de aproveitamento de pontos entre parênteses):

    • Detroit Red Wings (27,5%): 18,5% para a primeira escolha
    • Ottawa Senators (43,7%): 13,5%
    • Ottawa Senators (do San Jose Sharks, 45%): 11,5%
    • Los Angeles Kings (45,7%): 9,5%
    • Anaheim Ducks (47,2%): 8,5%
    • New Jersey Devils (49,3%): 7,5%*
    • Buffalo Sabres (49,3%): 6,5%*
    • Time do Qualifying Round A: 6,0%
    • Time do Qualifying Round B: 5,0%
    • Time do Qualifying Round C: 3,5%
    • Time do Qualifying Round D: 3,0%
    • Time do Qualifying Round E: 2,5%
    • Time do Qualifying Round F: 2,0%
    • Time do Qualifying Round G: 1,5%
    • Time do Qualifying Round H: 1,0%

    *Os Devils recebem chances maiores que os Sabres pois tiveram um percentual menor de vitórias no tempo regulamentar em relação às em prorrogação (respectivamente 34,8% e 40,6% para cada time)

    Caso as três primeiras escolhas fiquem entre sete últimos colocados da temporada regular, não haverá segunda fase. Dessa forma, os quatro times restantes entre os eliminados receberão as escolhas de 4 a 7, em ordem inversa de seu aproveitamento de pontos na temporada regular. Por fim, as escolhas de 8 a 15 serão distribuídas ao final da Rodada Qualificatória às equipes eliminadas, também seguindo a ordem inversa de aproveitamento de pontos.

    A segunda fase da loteria, se necessária, acontece entre o Qualifying Round e a primeira rodada dos Playoffs da Stanley Cup. O número de sorteios neste segundo evento será determinado pela quantidade de times classificados para a pós-temporada que ganharem um sorteio na primeira fase.

    Para cada time do Qualifying Round (não-atribuído) que vencer uma das três primeiras escolhas, um sorteio da segunda fase será conduzido entre as equipes eliminadas restantes. As chances para cada uma das equipes do Qualifing Round no primeiro sorteio da segunda fase da loteria são de 12,5%.

    No caso de três equipes da Rodada Qualificatória vencerem os primeiros sorteios, as escolhas de 4 a 15 serão distribuídas entre as sete últimas colocadas, na ordem inversa de aproveitamento de pontos na temporada regular.

    Caso uma ou duas equipes vençam na primeira fase, qualquer um dos últimos sete times receberá a respectiva escolha da equipe sorteada, respeitando a ordem inversa de aproveitamento de pontos.

    Percentual de aproveitamento de pontos para as 16 equipes disputando a Rodada Qualificatória:

    • Montreal Canadiens: 50%
    • Chicago Blackhawks: 51,4%
    • Arizona Coyotes: 52,9%
    • Minnesota Wild: 55,8%
    • Winnipeg Jets: 56,3%
    • Calgary Flames: 56,4%
    • New York Rangers: 56,4%
    • Vancouver Canucks: 56,5%
    • Nashville Predators: 56,5%
    • Florida Panthers: 56,5%
    • Columbus Blue Jackets: 57,9%
    • Toronto Maple Leafs: 57,9%
    • Edmonton Oilers: 58,5%
    • New York Islanders: 58,8%
    • Carolina Hurricanes: 59,6%
    • Pittsburgh Penguins: 62,3%

    As quatro equipes no topo de cada conferência, bem como as oito que avançarem para o primeiro round dos playoffs, não participam da loteria do NHL Draft. Com a esperada conclusão da pós-temporada, a ordem das escolhas restantes será definida de acordo com a classificação final de cada um dos 16 participantes.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • NHL oficializa novo formato para pós-temporada

    NHL oficializa novo formato para pós-temporada

    No dia 12 de março de 2020 a NHL anunciou que pausaria a temporada regular de 2019-20, por conta da pandemia de COVID-19. Desde então, a Liga vem explorando diferentes opções que possibilitem um retorno seguro e justo para a realização de um novo formato para a pós-temporada, e a conclusão do atual campeonato, com um time vencedor da Stanley Cup.

    Após mais de dois meses de reuniões e especulações, tivemos uma confirmação de um plano para o retorno dos jogos. O anúncio aconteceu na tarde de terça (26), em uma conferência realizada pelo comissário da NHL Gary Bettman.

    Primeiramente, Bettman anunciou que o protocolo foi decidido em uma votação em conjunto da Associação de Jogadores na NHL (NHLPA). Vale ressaltar que com o novo formato, a temporada regular foi oficialmente encerrada, ainda com 189 jogos a serem disputados.

    O torneio de pós-temporada contará com as 12 melhores equipes de cada conferência, baseadas no aproveitamento de pontos de cada uma calculados com base na campanha de todas as equipes até o momento da pausa.

    As quatro melhores times de cada conferência avançam automaticamente para a primeira rodada tradicional de 16 equipes. Entretanto, em cada conferência, as quatro equipes jogarão uma vez entre si para determinar a ordem de classificação que definirá sua posição no bracket.

    O top 4 no Leste definido conta com Boston Bruins, Tampa Bay Lightning, Washington Capitals e Philadelphia Flyers. No Oeste, temos St. Louis Blues, Colorado Avalanche, Vegas Golden Knights e Dallas Stars.

    Nota-se que três times da Divisão Central e apenas um da Pacífica compõem o top 4 no Oeste. Caso a Liga optasse por um formato divisional, em vez de baseado nas conferências, a posição de Dallas seria ocupada pelo Edmonton Oilers.

    Os demais times, nas posições de 5 a 12 da tabela, participarão de uma espécio de eliminatórias, em séries “melhor de 5”. Este momento foi chamado de Rodada Qualificatória (Qualifying Round). A NHL ainda vai decidir se ele contará propriamente como playoffs, para efeitos de registro e estatísticas (indiviuais e coletivas).

    Os duelos da Rodada Qualificatória foram divididos da seguinte forma:

    Conferência Leste

    • Pittsburgh Penguins (nº5) x Montreal Canadiens (nº12)
    • Carolina Hurricanes (nº6) x New York Rangers (nº11)
    • New York Islanders (nº7) x Florida Panthers (nº10)
    • Toronto Maple Leafs (nº8) x Columbus Blue Jackets (nº9)

    Conferência Oeste

    • Edmonton Oilers (nº5) x Chicago Blackhawks (nº12)
    • Nashville Predators (nº6) x Arizona Coyotes (nº11)
    • Vancouver Canucks (nº7) x Minnesota Wild (nº10)
    • Calgary Flames (nº8) x Winnipeg Jets (nº9)

    Este formato marca a volta do Arizona Coyotes aos playoffs após 12 anos, assim como o Edmonton Oilers, pela segunda vez após 14 anos. Vancouver Canucks e Florida Panthers voltam aos playoffs após 5 e 6 anos, respectivamente. Sete equipes estão eliminadas, sendo elas o Buffalo Sabres (fora dos playoffs desde 2011), New Jersey Devils, Anaheim Ducks, Los Angeles Kings, San Jose Sharks,  Ottawa Senators e o Detroit Red Wings. Por fim, a primeira parte do draft acontece no dia 26.

    Segundo Bettman, ainda, os confrontos dos playoffs das primeira e segundas rodada podem ser “melhor de cinco” ou “melhor de sete”, algo ainda a ser definido. No entanto, as finais de cada conferência e a Final da Stanley Cup continuarão séries de até sete jogos.

    Como era de se esperar, o formato não agradou a todos, já que alguns times viram suas chances de chegar aos playoffs crescer consideravelmente. Ao mesmo tempo, equipes que caminhavam quase que seguras de sua vaga entre os top 16, poderão ser eliminadas antes do primeiro round. Sobre isso, Gary Bettman, na conferência, afirmou que:

    “(…) Acreditamos que construímos um plano geral que inclui todas as equipes que, por uma questão prática, poderiam ter se qualificado para os playoffs quando a temporada foi interrompida, e esse plano produzirá um digno campeão da Stanley Cup. (…)”

    Apesar da NHL ter encontrado um plano aparentemente sólido para a pós-temporada, há outras questões mais importantes em jogo, principalmente quanto a segurança e saúde dos jogadores. Bettman disse que essas são as principais questões da NHL no momento:

    “A saúde e a segurança de nossos jogadores, treinadores, equipe de suporte essencial e nossas comunidades são fundamentais, embora nada esteja isento de riscos. Garantir a saúde e a segurança foi essencial para todo o nosso planejamento até agora e continuará sendo”

    Até então, não foram definidas datas certas para o início de todo esse processo, incluindo training camps e por consequência os próprios playoffs. A linha do tempo para cada fase do plano de retorno da NHL está atrelada à evolução da pandemia nestes tempos incertos.

    Da mesma forma, não temos a localização certa para a realização desta pós-temporada, porém a lista de possíveis sedes já foi determinada. A liga espera poder contar com duas Hub Cities, isto é, “cidades centrais” que serviriam de localização neutra para receber todos os jogos de cada conferência, bem como a finalem uma delas.

    A lista de potenciais cidades, determinada pela NHL, conta com Chicago, Columbus, Dallas, Edmonton, Las Vegas, Los Angeles, Minneapolis/St. Paul, Pittsburgh, Toronto e Vancouver. É fundamental que as cidades escolhidas tenham baixos indices de COVID-19 ou que a situação esteja bem controlada no momento que os jogos retornarem.

    Como dito antes, Bettman informou que a segurança, higiene e precaução são aspectos fundamentais para que a volta ocorra de fato. Durante o campeonato, as equipes terão um limite de 50 funcionários em suas respectivas hub cities. Assim, um pequeno número de funcionários de suporte também será permitido nas arenas.

    Bettman afirmou que um sistema largo de testes será implantado em cada cidade, o que demanda também uma alta disponibilidade destes na comunidade escolhida.

    Todavia, todo o planejamento é só um primeiro passo no longo processo de retorno do esporte. Esta semana, a NHL publicou também uma série de pontos-chave em seu protocolo de retorno do esporte, especificamente para a Fase 2 do processo, o período de transição “pós-autoquarentena”.

    No que diz respeito à próxima temporada, Bettman apenas afirmou que a Liga espera realizá-la em sua integridade, mas ela pode ter o começo adiado para até o início de janeiro.

    Autoridades de saúde e governamentais terão a aprovação final em qualquer caminho que a NHL decidir tomar. A Liga ainda leva em consideração o tempo de isolamento que será demandado de atletas retornando do estrangeiro, assim como a burocracia necessária em cada caso. Ainda há cidades e regiões com mais problemas e com proibições sobre locomoção.

    O estado de calamidade em que Nova York se encontra, por exemplo, fez com que Henrik Lundvist preferisse continuar em sua cidade natal, a Suécia. Em uma reportagem para um site Sueco, Lundqvist disse que “ainda há muito a concordar, já que somente o básico foi determinado. Dada a localização em Nova York, fico em casa. E acho que a maioria dos suecos também.”

    A conferência de Gary Bettman e a confirmação dos playoffs podem ser conferidas na íntegra no site oficial da NHL.

    Foto: Reprodução/Sportsnet

  • Temporada da AHL cancelada devido à COVID-19

    Temporada da AHL cancelada devido à COVID-19

    A American Hockey League, principal liga de desenvolvimento da NHL, cancelou o restante de sua temporada regular e os playoffs da Calder Cup nesta segunda-feira, dia 11 de maio. 

    Tanto a NHL como a AHL pausaram suas atividades por conta do COVID-19 no dia 12 de março. Devido a um caso confirmado da doença na NBA, as duas ligas decidiram que era melhor suspender a temporada. Entretanto, de lá para cá, já são mais de 80 mil mortes nos Estados Unidos. A esperança era de que a doença não se espalhasse, no entanto, a quarentena foi tardia na América do Norte.

    A classificação atual da AHL – classificadas por porcentagem de pontos – e as estatísticas de 12 de março, são consideradas finais e servirão de base para determinar os prêmios da liga para a temporada 2019-20.

    O Presidente e CEO da American Hockey League, David Andrews, anunciou que o conselho de governadores da Liga votou pelo cancelamento do restante da temporada regular e, consequentemente, dos playoffs:

    “Depois de um longo processo de revisão, a American Hockey League determinou que a retomada e conclusão da temporada 2019-20 não é viável no momento atual”

    “O foco operacional da Liga se voltou para a preparação da temporada de 2020-2021. Somos muito gratos à NHL e suas equipes por seu apoio e liderança nos desafios enfrentados nos últimos dois meses. A AHL continua a dar importância primordial à saúde e segurança de nossos jogadores, oficiais, funcionários e torcedores e todas as suas famílias. Esperamos retornar às nossas arenas em 2020-21.”

    O último time campeão da Calder Cup foi o Charlotte Checkers, afiliado dos Carolina Hurricanes. O time derrotou o Chicago Wolves (que agora pertence ao Vegas Golden Knights) em cinco jogos. Será a primeira vez que a Calder Cup não será premiada desde que a AHL foi formada em 1936-37. 

    A consequência do cancelamento da AHL

    A AHL opera desde 1936 e é tão importante quanto a NHL. A Liga constantemente prepara os jogadores que visam ser profissionais melhores e estão na busca pela Stanley Cup. Eles também possuem mais de 100 jogadores no Hockey Hall of Fame.

    Vale ressaltar que a continuação das atividades da AHL seria essencial para qualquer time. Isso porque o futuro elenco de um time se projeta ainda na AHL, principalmente para times que estão em processo de reconstrução. 

    Por fim, ainda não é possível afirmar se a NHL irá seguir pelo mesmo caminho. Ainda estão sendo estudadas formas de continuar o campeonato como por exemplo com portões fechados ou em locais neutros, não tão afetados pelo vírus. 

    Foto: Reprodução / https://russianmachineneverbreaks.com/

  • NHL adia jogos internacionais de 2020

    NHL adia jogos internacionais de 2020

    A NHL fez um anúncio na manhã desta sexta-feira (20), juntamente da Associação de Jogadores da Liga Nacional de Hockey (NHLPA). Segundo o posicionamento de ambas as entidades, os jogos internacionais da Liga, previstos para 2020, precisaram ser postergados.

    Com o restante da temporada 2019-20 em hiato indefinido, os jogos da Global Series não possuem data definida para acontecer futuramente. A Liga tem monitorado a situação de perto, junto de médicos especialistas, e existem conversas sobre a temporada 2020-21 iniciar ao final de dezembro, mas nada oficial. Por enquanto, a NHL espera que a situação mundial em relação à COVID-19 se estabilize. Assim, decisões definitivas em relação à volta dos jogos poderão enfim ser tomadas. 

    A NHL e a Associação de Jogadores também reforçaram que continuam comprometidas em divulgar a presença da Liga no cenário internacional, mas que os planos ficarão para 2021.

    “A NHLPA e a NHL continuam comprometidas em manter e aumentar nossa presença internacional. Esperamos que nossos fãs no exterior entendam a necessidade de adiar os jogos de 2020, mas estamos ansiosos para voltar com eles em 2021.”

    Nota oficial no site da NHL

    O primeiro jogo da Global Series deste ano estava programado para acontecer em Praga, na República Tcheca. A partida seria disputada entre Boston Bruins e Nashville Predators, que abririam suas temporadas e a da NHL. Os dois times pretendiam também completar seus training camps na Alemanha e Suíça, onde disputariam partidas com clubes locais. 

    Seguidamente, o Colorado Avalanche e o Columbus Blue Jackets tinham, ambos, duas partidas, também da temporada 2020-21, programadas para serem disputadas na Finlândia.  

    A NHL também tinha a intenção de agendar eventos na China, onde tem tentado estabelecer maior presença há algum tempo, para a temporada 2020-21. No entanto, voltou a afirmar que, no momento atual, tudo está incerto devido a crise gerada pela pandemia.  

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Tudo o que rolou no draft 2020 da NWHL

    Tudo o que rolou no draft 2020 da NWHL

    Nos últimos dias 28 e 29 de abril aconteceu o draft 2020 da NWHL. Através do twitter oficial da Liga, foram feitos anúncios ao vivo da escolha de cada time. Para isso foram utilizados vídeos de convidados de honra como Florence Schelling, a primeira mulher GM no hockey masculino, jogadores da NHL e profissionais de outros esportes. O evento que começou a ser transmitido na noite de terça-feira (28), teve em sua abertura uma mensagem da vice-comissária da NWHL, Michelle Pircad. Além de uma dedicação do evento pela diretora executiva da NWHLPA, Anya Packer.

    Antes do início do draft as equipes de Boston e Toronto fizeram uma troca, mudando suas escolhas dos rounds. Assim, a ordem ficou da seguinte maneira:

    1º Round: Boston, Connecticut, Buffalo, Metropolitan, Minnesota, Toronto

    2º Round: Connecticut, Toronto, Buffalo, Metropolitan, Minnesota, Boston

    3º Round: Connecticut, Buffalo, Toronto, Metropolitan, Minnesota, Boston

    4º Round: Connecticut, Buffalo, Metropolitan, Toronto, Minnesota, Boston

    5º Round: Connecticut, Buffalo, Connecticut, Minnesota, Boston, Boston

    Top 3 

    Conforme divulgado anteriormente, a estreante de Toronto teria direito a primeira escolha do draft geral com as escolhas seguintes seguindo a ordem de classificação na temporada regular. No entanto, a terça começou com uma troca do time com o Boston Pride que pegou a primeira e a quinta escolha de Toronto em troca de uma para este ano e duas para o draft 2021.

    Através de um vídeo do apresentador da ESPN John Buccigross a primeira escolha geral foi anunciada, e o Boston Pride draftou a jogadora Sammy Davis da Boston University. A atacante natural de Massachusetts no EUA, atuava como capitã e é líder de pontuação da sua equipe, assim se tornando a estrela de seu time. Ela marcou 42 gols nas duas últimas temporadas, posteriormente a jogadora concordou em assinar com a equipe de Boston.

    Em segundo lugar foi selecionada a também atacante Kayla Friesen da Clarkson University pelo Connecticut Whale. A jogadora natural de Winnipeg no Canadá jogou somente uma temporada pela Clarkson após 3 temporadas pela St. Cloud State University. Em sua temporada pela Clarkson a canadense marcou 10 gols e 20 assistências, assim somando 30 pontos no total. Para estar fazendo o anúncio a convidada da vez foi a estrela da WNBA Jasmine Thomas.

    Enquanto para a terceira escolha foi a vez do Hockey Hall of Famer e 3º escolha geral da NHL no draft 1983, Pat LaFontaine fazer as honras.  A goleira Carly Jackson da University of Maine foi selecionada pelo Buffalo Beauts assim fechando o top 3 do draft. A jogadora natural do Canadá possui um percentual de .934 tiros salvos nesta última temporada. Foram 3.029 defesas e 45 vitórias somadas durantes suas quatro temporadas no Maine.

    Outras escolhas

    O primeiro dia foi marcado também pela escolha de mais nove atletas durante o primeiro e segundo round. Essas jogadoras, assim como as três primeiras, foram anunciadas por meio de vídeos ao vivo.  Sendo assim, o restante das escolhas ficou da seguinte forma:

    4º Saroya Tinker, D, Yale — Metropolitan Riveters

    5º Alex Woken, F, Minnesota — Minnesota Whitecaps

    6º Jaycee Gebhard, F, Robert Morris — Toronto

    7º Victoria Howran, D, New Hampshire — Connecticut Whale

    8º Amy Curlew, F, Cornell — Toronto

    9º Codie Cross, D, Northeastern — Buffalo Beauts

    10º Delaney Belinskas, F, Boston College — Metropolitan Riveters

    11º Patti Marshall, D, Minnesota — Minnesota Whitecaps

    12º Tereza Vanišova, F, Maine — Boston Pride

    Enquanto o segundo dia foi marcado pelo terceiro, quarto e quinto round que seguiram o mesmo formato do dia anterior. No entanto o destaque do segundo dia vai para a terceira escolha dos Beauts e 14º escolha geral. Isso porque a atacante Autumn MacDougall da University of Alberta teve uma convocação histórica ao ser a primeira jogadora da USports a ser draftada. Entretanto a canadense natural da Nova Scotia não é a primeira da Liga a participar da NWHL, outras jogadoras da USports já fizeram parte da Liga feminina porém não participaram do draft. A atacante marcou 17 gols em sua última temporada, sendo 10 deles em power plays

    O restante das jogadoras selecionadas ficou da seguinte forma:

    13º Savannah Rennie, F, Syracuse — Connecticut Whale 

    14º Autumn MacDougall, F, University of Alberta — Buffalo Beauts

    15º Erin Locke, F, York — Toronto

    16º Tera Hofmann, G, Yale — Metropolitan Riveters

    17º Presley Norby, F, Wisconsin — Minnesota Whitecaps

    18º Taylor Wenczkowski, F, UNH — Boston Pride

    19. Amanda Conway, F, Norwich — Connecticut Whale

    20º Kelly O’Sullivan, D, Adrian College — Buffalo Beauts

    21º Bridgette Prentiss, F, Franklin Pierce — Metropolitan Riveters

    22º Natalie Marcuzzi, F, RMU — Toronto

    23º Haley Mack, F, Bemidji State — Minnesota Whitecaps

    24º Taylor Turnquist, D, Clarkson — Boston Pride

    25º Nicole Guagliardo, F, Adrian College — Connecticut Whale

    26º Logan Land, D, RIT — Buffalo Beauts

    27º Maddie Bishop, F, Sacred Heart — Connecticut Whale

    28º Maddie Rowe, D/F, Wisconsin — Minnesota Whitecaps

    29º Meghara McManus, F, UNH — Boston Pride

    30º Paige Capistran, D, Northeastern — Boston Pride