Na noite de terça-feira, 11 de fevereiro, durante uma partida entre o St. Louis Blues e o Anaheim Ducks o defensor do time de St. Louis, Jay Bouwmeester, passou mal e desmaiou logo após voltar de um shift. Faltavam 7:50 para o fim do primeiro tempo quando o jogo foi interrompido para que o jogador pudesse receber atendimento médico. Os primeiros a verem o ocorrido foram os colegas de time de Bouwmeester, Vince Dunn e Alex Pietrangelo, que chamaram a atenção da equipe médica para o banco.
Segundo fontes, foi necessária a utilização de um desfibrilador para que o jogador recobrasse a consciência. Bouwmeester foi transferido imediatamente para um hospital em Anaheim e o jogo foi suspenso. A NHL ainda não anunciou uma nova data para a partida. Os Blues, que partiriam na mesma noite para Vegas, dormiram em Anaheim esperando notícias do defensor.
O time estava
no meio da viagem dos pais, portanto o pai de Bouwmeester estava presente e o
acompanhou para o hospital. Até quarta-feira o jogador continuava internado no
UCI Irvine Medical Center e passou por uma bateria de exames para tentar determinar
o que aconteceu na noite anterior.
Durante uma conferência na tarde de quarta-feira, o GM dos Blues, Doug Armstrong agradeceu a toda a equipe dos Anaheim Ducks, que prontamente socorreu Bouwmeester. Ainda completou dizendo “Nunca há um bom momento para que algo assim ocorra, mas não poderia haver melhoe lugar do que o Honda Center.” O colega de time de Jay, Alex Pietrangelo, foi visitar Jay no hospital depois do jogo e confirmou que o jogador estava acordado e em bom espírito. Além do capitão dos Blues, alguns jogadores dos Anaheim Ducks também estiveram presentes no hospital.
Ainda não há informações sobre quando o jogador terá alta do hospital ou sobre seu retorno a St. Louis.
Nos últimos dias viralizaram no mundo do esporte boatos sobre possíveis nomes para a nova franquia da NHL em Seattle. Um dos nomes sugeridos seria Seattle Sockeyes. Entretanto, também haviam boatos de que o nome não seria aceito devido a direitos autorais. Isso acontece quando um nome já é utilizado por outra franquia ou produto midiático. Mas, o que ninguém esperava era a maneira que essa história seria desvendada: o nome de fato já é utilizado e patenteado por uma escritora.
Jami Davenport publicou em 2014 o primeiro volume da série de livros denominada justamente de Seattle Sockeyes Hockey. Sports Romance, como é conhecido o gênero literário na América do Norte, são romances dos quais, o protagonista ou ambos os protagonistas, são esportistas. Sendo assim, Jami é apenas uma das várias autoras que já construíram seu próprio time de hockey no universo literário, contribuindo cada vez mais para a propagação do esporte, mas sem estar de fato vinculado aos times reais, tanto da NHL quanto AHL e times Universitários.
Como leitoras vorazes e admiradoras do gênero Sports Romance, o NHeLas não poderia deixar a oportunidade passar. Por isso, vamos contar um pouco dessa confusão a respeito do nome da nova franquia em Seattle e o quanto o crescimento do hockey como plano de fundo na literatura têm sido cada vez mais benéfico e importante para o esporte.
Os rumores do nome para o Seattle
Após a brilhante temporada de estréia dos Vegas Golden Knights, em 2017, surgiram rumores no mundo do hockey sobre a possível criação de mais uma franquia na NHL. Mas foi ao fim de 2018 que esses se concretizaram. O Conselho de Governadores da Liga finalmente aprovou a criação de uma 32ª equipe para integrar a National Hockey League. E a cidade escolhida para sua sede foi Seattle. Desde então, a franquia já criou um canal de comunicação próprio, com uma página no site da NHL, e definiu grande parte da equipe de funcionários do time, incluindo o General Manager e alguns pro scouts.
Porém, os fãs de hockey ainda sentem falta de um nome para o novo time, este que ainda não foi confirmado. No entanto, apesar de não existir uma confirmação, saíram nas últimas semanas algumas sugestões que poderiam estar sendo cotados para nomear a futura franquia da NHL. Atualmente, Seattle Kraken é um dos mais cogitados pela equipe de expansão. De acordo com fontes internas confiáveis da própria franquia, a equipe administrativa do time está cada vez mais inclinada a escolhê-lo. Mas ainda sim, Kraken não é a única opção que sugerida.
While we’re aware of some fishy rumors surrounding our team name, please rest assured we’re doing our due diligence by scouring the depths of the ocean, the tallest mountains, and the densest parts of the forest to find the right name for our great, green city.
Desde a aprovação da criação do time, surgiram diversas sugestões de nomes. Entre elas estão: Seattle Tottems, Emeralds, Rainiers, Renegades, Sea Lions, e também Sockeyes. O último, no entanto, possui um plot curioso e que o Seattle talvez não esperasse: o nome já é utilizado e seus direitos autorais são da escritora Jami Davenport. O mais interessante é que o nome cotado pela futura franquia é o mesmo nome dado ao time de hockey que a própria escritora criou para a sua série de livros, Seattle Sockeyes Hockey. Teria Davenport previsto a franquia de Seattle?
Os Seattle Sockeyes de Jami Davenport
Foi em 2014 que Jami Davenport publicou o primeiro livro da série Seattle Sockeyes Hockey. Na época, ainda não se falava sobre uma expansão da NHL. Vegas ainda era uma possibilidade distante, quem dirá Seattle. Entretanto, a imaginação de uma escritora não tem limites e, apaixonada por esportes, Jami Davenport se permitiu imaginar como seria este time. Desde então, já são 13 livros publicados neste universo, contando spinn-offs e especiais.
A série, num geral, explora o time de hockey de Seattle, desde sua criação até a temporada presente da equipe atuando na Liga Nacional de Hockey. Cada um dos livros aborda um jogador específico do universo da série; suas frustrações com a carreira, empecilhos, problemas pessoais e interesses amorosos.
Os três primeiros livros da série Seattle Sockeyes Hockey, escritos por Jami Davenport. Foto: Reprodução/goodreads.com
Além disso, a autora explora bastante o mundo do hockey, os jogadores durante os jogos e os empecilhos diários para cultivar e manter uma boa carreira na NHL. Ela aborda também as jogadas, a maneira que as partidas se desenvolvem, fazendo com que o leitor sinta como se estivesse dentro da arena, assistindo a tudo de perto, sentindo as mesmas emoções que cada personagem sente.
O primeiro livro da série, Skating on Thin Ice, é o livro mais acessado da autora e que mais possui avaliações no Goodreads, rede social para leitores compartilharem suas leituras, descobrir novos autores e avaliar suas obras preferidas. Os demais livros da série Seattle Sockeys também tiveram boas avaliações dos leitores nos aplicativos de leitura. O mais novo livro do spin-off da série, “Shutout: A Seattle Sockeyes Puck Brothers Novel”, segue o mesmo padrão. Lançado em 30 de janeiro, já possui 114 classificações de leitores no GoodReads (com média de 4,04 estrelas) e 68 avaliações sobre a leitura no mesmo aplicativo.
As avaliações dadas ao primeiro livro da série no Goodreads. Foto: Reprodução/goodreads.com
Quando nomes para a futura franquia da NHL em Seattle começaram a ser cogitados, e entre eles se encontrava “Seattle Sockeyes”, Jami resolveu tomar algumas medidas para a proteção de sua obra. A autora optou por fazer o trademark do nome do time. O intuito era de preservar a nomenclatura criada por ela para a série de livros e também para que esta não fosse utilizada da maneira incorreta em outros locais, sem os devidos direitos autorais.
Desde que os rumores surgiram, a escritora tem recebido alguns comentários indesejáveis de alguns torcedores devido ao grande preconceito que ainda existe em relação a romances que abordam esportes. Por isso, se abstraiu de comentar sobre o assunto na maior parte do tempo. No entanto, apesar de Jami ter afirmado que “não será a pessoa quem impedirá (o NHL Seattle) de utilizar o Sockeyes”, a nova franquia ainda não se posicionou se gostaria de utilizar o nome devido a disputa dos direitos autorais. De qualquer forma, seguimos ansiosos esperando – o nome da equipe ser revelado e mais livros de Jami Davenport.
O hockey na literatura
Jami Davenport não foi a única autora a utilizar o hockey na temática de seus livros. Diversas escritoras já mergulharam no universo do esporte e tiveram a oportunidade de trazê-lo direto para a literatura. A consequência disso tudo foi que as leituras não apenas conquistaram de vez o fã de hockey, mas também um público específico que consome livros com a temática esporte. Atraiu até mesmo aqueles que nunca leram sports romance, mas que acharam o universo do hockey na literatura intrigante e diferente, resolveram arriscar e acabaram por adotar o estilo como favorito. E não são apenas times fictícios na NHL que estas escritoras criam. Boa parte destes livros retratam o ambiente do hockey universitário, abordando preocupações e anseios dos atletas antes de entrarem no profissional.
Elle Kennedy é um exemplo. A escritora começou a incluir o hockey em sua escrita em 2009, mas foi em 2015, quando lançou O Acordo (The Deal no original), primeiro livro da série Off-Campus, que passou a ser reconhecida em larga escala. A primeira geração do time de hockey da Briar University atraiu tantos leitores e admiradores que foi o suficiente para Elle ter se tornado não só uma das maiores escritoras de sports romance atualmente, mas uma autora best-seller do New York Times, U.S.A. Today e Wall Street. O Acordo possui cerca de 118 mil classificações no GoodReads e 9.990 avaliações na mídia social para leitores. Além de ser o livro mais acessado e conhecido da escritora canadense, também possui o mesmo status entre livros com a temática sports romance.
O Acordo é o livro mais acessado de Elle Kennedy. Foto: Reprodução/goodreads.com
Desde 2015, o sucesso gerado por Off-Campus proporcionou a Kennedy criar mais 3 livros para a série. Além disso, escreveu também um spin-off desta, Briar U, que foi tão bem recebida quanto a primeira. Os livros não só abordam personagens com problemas reais e que são tabu na sociedade. Eles também mostram um lado que muitos leitores nunca viram do hockey. O fato de Kennedy prezar pelo detalhe em sua escrita faz com que o leitor se sinta diretamente dentro do universo criado por ela. Eles sentem as frustrações do personagem dentro do rink, comemoram a cada gol, e se colocam em seu lugar dentro da partida (e fora dela) diversas vezes. É como se estivéssemos dentro de um jogo da Briar University, com os melhores assentos, proporcionados pela escritora. Aqui no Brasil, os livros de Elle Kennedy são publicados pela Editora Paralela.
Toni Aleo é a criadora da série de livros Nashville Assassins, entre outras tantas. Fonte: Reprodução / instagram.com/tonialeo1
Outra autora a aderir o gênero sports romance em sua escrita foi Toni Aleo. Torcedora fiel e apaixonada do Nashville Predators, a escritora born n’ raised no Tennessee decidiu em 2013 que precisava transcender seu amor pelo hockey para a escrita. E foi assim que a série Nashville Assassinsnasceu – uma singela homenagem ao seu time do coração dentro da literatura. O primeiro livro fez tanto sucesso que a autora criou uma série com mais vinte e um, contando os especiais. Além disso, também criou um spin-off da primeira sobre uma nova geração do tão amado Assassins, time criado pela autora no universo. Existem também outras séries com a temática esporte criadas pela estadunidense, como Bellevue Bullies e Ice Cats.
Sarina Bowen também já nos presenteou com diversas obras com times de hockey que ganharam nosso coração. Ivy Years é a série mais famosa da autora, que já conta com 8 livros, contando os especiais. Seguidamente, a escritora também criou os Brooklyn Bruisers, que originaram 3 livros e mais um spin-off da série, com quatro. Juntamente de Elle Kennedy, a também estadunidense escreveu as séries Him e WAGs, ambas de grande sucesso entre os apaixonados por Sports Romance.
Importância dos livros para o esporte
Todas estas obras e autoras têm algo em comum: foram responsáveis, de certa forma, na propagação do hockey, principalmente entre públicos que não eram familiarizados com o este anteriormente. Existem diversos leitores que apenas conheceram o universo do esporte devido a livros como estes. Pessoas estas que, inspiradas pela paixão que cada escritor possui pelo esporte e colocou dentro de cada livro, hoje possuem um time favorito e frequentam jogos.
Porém, muitos ainda não reconhecem o tamanho da importância que estes livros possuem. O preconceito ainda é grande. Não só com quem lê livros de sports romance, mas com quem escreve estes. Um julgamento muitas vezes desnecessário, que não reconhece o empenho das escritoras em desenvolver um universo que honre o esporte pelo qual sempre foram apaixonadas.
O hockey ainda é um esporte bastante elitista. No entanto, a intenção dos livros é trazer um ambiente mais democrático, onde todos que desejarem são bem vindos a conhecer o universo do esporte. E caso se sentirem à vontade o suficiente, são encorajados a criar o seu próprio universo sobre. Os livros são mais uma maneira de propagar ao mundo o esporte que todos admiramos e pelo qual somos apaixonados. Todavia, não importa o caminho que cada fã tomou para chegar até o hockey, o importante é a paixão por este.
Hockey e Literatura podem ser uma ótima combinação. Portanto, deixar o preconceito para trás pode tornar mais fácil o reconhecimento deste fato.
Na última terça-feira (04) conhecemos, enfim, o grande campeão da CHL. O Frölunda Indians, da Suécia, repetiu o feito do ano passado ao se tornar o campeão da Champions Hockey League. Esta é a quarta vez que o time conquita o título. Em uma partida contra o Mountfield HK da República Tcheca, o time ganhou por 3 a 1 e conquistou sua quarta vitória. Desa forma, se tornou o time com mais vitórias na história da CHL.
O jogador Ryan Lasch do Frölunda Indians foi nomeado o MVP com seis gols e 16 assistências. Enquanto o jogador Curtis Hamilton do Belfast Giants foi votado como melhor gol da temporada.
A trajetória do time campeão foi um tanto curiosa. Diferente da NHL, onde o time com mais vitórias passa para a próxima fase, na CHL os critérios são avaliados de outra forma. Sendo assim, apesar de ter sofrido algumas derrotas durante o campeonato, o time conseguiu marcar inúmeros gols, garantindo sua vaga de fase em fase até a final.
A trajetória do Frölunda Indians
O time seguiu um padrão de derrota e vitória durante quase todo os playoffs. Na rodada dos 16, o Frölun Indians disputou contra o Färjestad Karlstad também da Suécia. Na primeira partida os Indians sofreram uma derrota de 6 a 3. No entanto. no segundo jogo o time deu a volta por cima ganhando de 8 a 2, desta forma totalizando 11 gols e se classificando para a próxima fase.
Nas quartas de finais a disputa foi contra o EHC Biel-Bienne da Suíça. O time sofreu uma derrota com uma diferença de apenas um gol, deixando o placar por 3 a 2. No segundo jogo da rodada podemos ver novamente o Indians dando a volta por cima e ganhando de 5 a 3 no overtime, assim totalizando sete gols.
Em janeiro aconteceram as semifinais e o padrão apresentado pelo time sueco seguiu. Em duas partidas acirradas contra o Luleå Hockey, o Frölunda Indians sofreu uma derrota por 3 a 2 na primeira e ganhou de 3 a 1 no segundo jogo da rodada. Com uma vantagem de apenas um gol o time se classificou para a final.
A trajetória do Mountfield HK
Por outro lado, a trajetória do Mountfield HK foi bem diferente. O time disputou a rodada dos 16 contra o time alemão Adler Mannheim. Eles conquistaram uma vitória de 1 a 0 e um empate de 1 a 1. Dessa forma, somaram dois gols de vantagem e avançando para a próxima rodada.
Nas quartas de finais, apesar de ter empatado o primeiro jogo em 1 a 1, o Mountfield HK deu um show no segundo jogo ao ganhar de 4 a 0 contra o time da Suíça, o EV Zug. Ainda com o embalado para as semifinais, o time Tcheco superou o seu adversário ao somar seis gols no placar agregado, enquanto seu adversário, o sueco Djurgården Stockholm, marcou apenas um gol. Isso porque na primeira partida o Mountfield ganhou de 3 a 1 enquanto na segunda partida a vitória foi de 3 a 0.
Frölunda Indians 3, Mountfield HK 1.
Na partida que aconteceu na República Tcheca, o Frölunda quebrou o padrão que se seguiu durante os playoffs e deu um show ao virar o jogo ainda no primeiro período. Para o time da casa, essa era a primeira vez em que participavam de uma final. Além disso, o Mountfiel é apenas o segundo time na história do país a ir para uma final do campeonato. A expectativa do público era grande, os ingressos tinham esgotado em questão de minutos após terem sido colocados à venda.
A partida começou acirrada com ambos os times agindo de forma defensiva tentando limitar os arremessos do adversário. Com algumas boas defesas dos dois lados, aos 6:53 o time da casa abriu o placar levando o público ao delírio. Aproveitando um powerplay, Petr Koukal mandou o puck para dentro da rede marcando o único gol do Mountfield.
Posteriormente, o Frölunda mostrou que estava ali para ganhar e marcou três gols em menos de três minutos. Aos 16:29 o jogador Simon Hjalmarsson foi o primeiro a balançar a rede também durante um powerplay. Em seguida foi a vez Max Friberg marcar aos 18:21, abrindo uma vantagem contra o time da casa.
Ao tentar empatar, os jogadores de Mountfield mandaram o puck direto para Johan Sundström que não perdeu a oportunidade. O jogador mandou o puck direto para a rede e marcou o terceiro gol de seu time nos últimos segundos do primeiro período.
Apesar das inúmeras tentativas do Mountfield, a defesa do Frölunda estava bem sólida. Dessa forma, nenhum dos dois times conseguiram marcar durante o resto da partida. Sendo assim, o Frölunda Indians se tornou o campeção da Champions Hockey League 2020, vencendo por 3 a 1.
A Divisão Pacífica levou o All Star Game. Não atoa, é a divisão com maior competitividade entre seus times. Com o evento do final de semana a metade da temporada chegou. Dessa forma, ficamos mais próximos dos playoffs. Apesar de ainda ser cedo para se fazer previsões sobre quais times chegarão à pós temporada, a imprevisibilidade da NHL nos permite analisar algumas possibilidades.
Dentre as divisões, a Pacífica está se tornando a mais acirrada na temporada 2019-2020. 4 times foram para o recesso em segundo lugar, todos empatados em pontos. Dessa forma, sem dúvidas teremos uma emocionante reta final na disputa pelas vagas nos playoffs.
Vale lembrar que, no ano passado, as vagas para os playoffs da Divisão Central foram definidas no último jogo da temporada regular. Ainda temos muito hockey para acompanhar e sem dúvida serão jogos interessantes.
Vancouver Canucks (27-18-449 jogos, 58 pontos)
J.T Miller, nova aquisição do Vancouver Canucks, tem ajudado o time a conseguir bons resultados.
O Vancouver Canucks começou a temporada abaixo do esperado. Nos primeiros 20 jogos, eles ganharam 10 e perderam 10. Entretanto, um dos maiores destaques do time foi a nova aquisição J.T Miller, que veio de uma troca com o Tampa Bay Lightning. O jogador na temporada passada alcançou 13 gols. Até agora, no novo time, ele já fez 17 gols e 46 pontos.
Elias Petterson, vencedor do Calder Trophy em 2019, está em primeiro lugar em gols, temdo marcado 21 vezes, somando um total de 51 pontos. O center, em conjunto com J.T Miller e Jake Virtanen, é a força ofensiva principal do time.
Outro jogador que tem se destacado no time é o goleiro Jacob Markstrom, que até agora possui um save percentage de 916%. Entretanto, o goleiro vira free agent em junho, portanto o time precisará de tomar uma decisão a respeito do contrato do jogador. Entretanto, este posicionamento deve depender do desempenho do Canucks em um possível playoffs.
O time, este ano, tem grande potencial para irem aos playoffs após 4 anos afastados. Com jovens atacantes promissores, uma defesa boa que consiste no grande candidato ao Calder Trophy, Quinn Hughes, o time possivelmente vai garantir a sua vaga.
Mas, para que isso aconteça, é necessário antes de tudo que o próprio time continue a ter uma consistência e que os outros times, rivais de divisão, oscilem.
Edmonton Oilers (26-16-5 49 jogos, 57 pontos)
Connor McDavid e Leon Draisaitl são fortes candidatos ao Hart Trophy. (Foto: NHL.com/Reprodução)
O Edmonton Oilers parece ser um outro time, mesmo sem grandes mudanças no elenco. Connor McDavid e Leon Draisaitl ainda são a principal força ofensiva do time. Ambos, atualmente, estão com 76 pontos. E os dois jogadores são fortes candidatos ao Hart Trophy.
Na temporada passada, a essa altura, o time contava com 23 vitórias e 26 derrotas. Atualmente, o recorde do time é outro, com 26 vitórias e apenas 16 derrotas. Um dos principais motivos por estes numeros foi a chegada do técnico David Tippet. O treinador mudou a forma do time se postar do gelo, permitindo uma nova cara para os Oilers.
Todavia, o ponto fraco do time ainda é a defesa. Esse foi um aspecto que Edmonton já vem trabalhando desde a temporada passada. Entretanto, as falhas na defesa ainda são visíveis durante os jogos.
Por isso, para conquistar uma vaga nos playoffs, o Oilers precisa que os goleiros Mikko Koskinen e Mike Smith continuem a boa fase. Pois, em uma divisão tão acirrada, a qualquer momento eles podem ser ultrapassados por algum time com uma defesa mais sólida e ficar de fora da pós temporada.
Calgary Flames (26-19-5 50 jogos, 57 pontos)
Geoff Ward virou técnico interino do Calgary Flames. (Foto: Sportsnet.com/Reprodução)
Impossível falar sobre a temporada do Calgary Flames sem falar sobre a demissão de Bill Peters, devido as ofensas racistas proferidas ao atleta Akim Aliu. Desde então, Geoff Ward entrou no comando como técnico interino do time.
Contudo, antes mesmo do incidente com Peters, o Flames não estava em uma boa fase. Eles não ganhavam há 6 jogos antes da crise. Entretanto, ao invés da demissão de Peters desencadear uma fase ruim de adaptação ao novo técnico, o time pareceu ter se reencontrado. Conquistou uma sequência de 7 vitórias sob o novo comando e vem se mostrando vivo na disputa pela vaga nos playoffs.
O time de Alberta conta com o mesmo elenco, composto por Johnny Gaudreau, Sean Monahan, Matthew Tkachuk e Elias Lindholm. O último, inclusive, liderando o time com 20 gols marcados. A má fase parece ter se esvaído, entretanto, será nescessário lutar com perseverança para enfrentar seus rivais e conqusitar uma vaga.
Arizona Coyotes (26-20-5 51 jogos, 57 pontos)
Taylor Hall saiu do New Jersey Devils para o Arizona Coyotes. (Foto: Christian Petersen/Getty Images)
Uma das maiores surpresas até agora sem dúvida foram o Arizona Coyotes. Mesmo com boatos de que o time sofreria uma realocação, o time pareceu ter se encontrado.
Taylor Hall foi adquirido pelo Coyotes em Dezembro, e desde então, ele tem 7 gols e 8 assisitências em 17 jogos. Ainda se adaptando, Hall foi a negociação que mostrou a todos que os Yotes estão aí para buscar uma vaga nos playoffs.
Contudo, algumas lesões assolam o time. Darcy Kuemper é o goleiro titular, estava em grande fase, sendo um dos goleiros na corrida do Vezina Trophy. Kuemper chegou a ser chamado para o All Star Weekend, mas ele está afastado dos rinques por conta de uma lesão.
Além dele, o defensor Niklas Hjalmarsson, que é o coração da defesa do Yotes, também estava lesionado. Ambos os jogadores são esperados para retornarem aos rinques após o ASW.
Assim, por conta de tais lesões, os Coyotes tiveram uma sequência de 8-9-2 e o recorde em casa é de 8-10-1, atrás apenas de New Jersey Devils e do Detroit Red Wings.
Todavia, os Coyotes ainda possuem a quarta melhor média de gols da liga. Além disso, o power play e penalty kill também estão classificadas como uma das melhores e o recorde de Arizona na estrada é 13-6-3.
Vegas Golden Knights (25-20-7 52 jogos, 57 pontos)
O novo técnico do Vegas Golden Knights: Pete DeBoer, demitido do San Jose Sharks. (Foto: Sean Kilpatrick/The Canadian Press)
De todos os times, o Vegas Golden Knights talvez seja o que mais sofreu de altos e baixos na temporada. Certamente, ninguém esperava a demissão súbita do técnico Gerard Gallant, apenas 19 meses depois de liderar a equipe de expansão para uma aparição final na Stanley Cup.
Os dirigentes de Vegas disseram que a demissão foi exclusivamente por conta dos resultados, portanto, quem entrou em seu lugar fora justamente o ex-técnico do San Jose Sharks, Pete DeBoer. DeBoer e o Sharks foram responsáveis por eliminarem Vegas no first round da temporada de 2018-2019. Ainda é muito cedo para avaliar o desempenho do novo técnico, que ainda não teve chance de mostrar se as falhas do time estavam na comissão técnica ou em detrimento de alguma linha que precisa se ajustar.
A equipe de Vegas é uma equipe recheada de talentos, sem dúvida. O ataque, composto por Max Pacioretty, Mark Stone, Reilly Smith e Jonathan Marchessault, continua afiado. A defesa também é sólida, considerada por muitos umas das melhores da Liga.
Mas nem mesmo o talento da equipe pode evitar a inconsistencia em alguns jogos. Há jogos no qual a defesa joga bem, os atacantes também e o trabalho dos goleiros Marc Andre-Fleury ou de Malcom Subban nas redes fica bem mais fácil.
E há outros jogos no qual a defesa desaparece, deixando os goleiros a mercê dos outros times. Talvez Vegas possa arrumar esse problema na trade deadline, já que existe uma necessidade de fortalecer ainda mais a defesa do time. Caso não haja alguma mudança, entretanto, o time terá que lutar ainda mais para garantir a vaga nos playoffs. Isso porque, este ano, difere das demais temporadas que o Vegas participou, os times da pacífica estão em pé de igualmente para buscar o mesmo resultado.
San Jose Sharks (21-25-4 50 jogos, 46 pontos)
Bob Boughner, novo técnico do San Jose Sharks. (Foto: Ezra Shaw/Getty Images)
O time que chegou à final da conferência Oeste contra o atual campeão da Stanley Cup St. Louis Blues provavelmente fica de fora dos playoffs esse ano. Primeiramente, por causa de um recorde ruim nesta temporada, Pete DeBoer foi demitido. Em seu lugar, entrou Bob Boughner.
Porém, isso não ainda não demonstrou resultados. O time atualmente está em sexto lugar na divisão, com quase 10 pontos a menos que o Vegas. Para que esta temporada fosse salva, San Jose Sharks precisaria de muitas mudanças.
Um dos possíveis motivos para o Sharks estar tendo uma temporada ruim, foi a saída do ex-capitão Joe Pavelski para o Dallas Stars. Além dele ter sido a liderança do time por 4 temporadas, Pavelski também era um dos líderes no ataque: na temporada passada, ele fez 38 gols.
A defesa do Sharks sempre foi uma das melhores da liga, com nomes como Brent Burns, Marc Edouard Vlasic e Erik Karlsson assegurando que nenhum gol entrasse em suas redes. Mesmo assim, é possível ver tais defensores atuando de maneira muito abaixo do esperado. E o time ainda não esta preocupado para começar a sua renovação na defesa.
Por fim, Martin Jones e Aaron Dell, os goleiros do times, estão em uma fase péssima, principalmente Jones. Muitos dos jogos no qual o Sharks perdeu foi devido a má atuação dele. Na offseason, certamente o Sharks terá que ir atrás de goleiros novos, para que na próxima temporada se apresente com uma defesa mais consistente.
Anaheim Ducks (19-25-5 48 jogos, 43 pontos)
Embora o Ducks esteja passando por uma transição de jogadores experientes para prospects talentosos, que tiveram temporadas boas na AHL, havia também uma esperança que essa transição fosse rápida o bastante para que o Anaheim Ducks tivesse um ano de fato bom.
Mas isso não aconteceu e, como resultado, uma temporada que poderia levar a uma vaga de playoffs sumiu em um piscar dos olhos. As diversas lesões que assolaram o time dificultou mais ainda esse plano inicial.
Max Comtois, Sam Steel, Troy Terry e Max Jones somam 29 pontos. Todos eles subiram das afiliadas para o time principal, e a princípio, não aparece com um resultado tão bom assim. Mas não podemos esquecer que a transição de um tipo de jogo das afiliadas para o tipo da NHL pode demorar um tempo.
Mesmo com o goleiro de elite John Gibson em frente as redes, sem um ataque que saiba finalizar fica dificil para o time se mostrar ofensivo.
Atualmente, o time do Ducks é algo a ser lapidado. O problema é que essa lapidação tem sido muito lenta, e sem as peças certas ao lados dos jogadores novos, os playoffs ficam cada vez mais distantes.
Los Angeles Kings (18-27-5 50 jogos, 41 pontos)
Tyler Toffoli muito provavelmente não continuará com a equipe, que está em rebuild (Foto: Reprodução/NHL)
Los Angeles Kings anunciou um rebuild. O começo desse rebuild foi a trocar do veterano russo Ilya Kovalchuk para o Montreal Canadiens. Muitas trades são esperadas na trade deadline de fevereiro. Com isso, o L.A Kings não tem muito o que esperar do resto da temporada.
Ao invés disso, o time focará nas movimentações necessárias para que o time volte a ser competitivo. É provável que Kings se livre de alguns contratos antigos, seja por troca ou pela rescisão de seus contratos, ou mesmo em buy out.
Drew Doughty, Anze Kopitar e Jeff Carter são nomes que permanecerão e poderão ser as vozes experientes para os jogadores mais novos. Mas Tyler Toffoli, cujo contrato termina ano que vem, talvez tenha uma casa nova próxima temporada. O jogador vem de uma temporada mediana, recebendo muitas críticas dos fãs.
Fato é que o L.A Kings novamente ficará fora dos playoffs. Seja devido as suas prórpias falhas ou pela competitividade contra seus rivais, as chances do Kings chegarem a pós temporada é muito pequena.
A Divisão Pacifica foi a grande vitoriosa do All Star Game neste sábado (25). O time de McDavid conquistou a vitória após vencer por 5 a 4 a Divisão Metropolitana na final. O evento aconteceu em St. Louis, dessa forma, o Blues se tornou o primeiro campeão da Stanley Cup a sediar o evento desde 1989.
Na programação tivemos os desafios de habilidades na sexta (24) com direito a estreia histórica para o hockey feminino. Para esta edição a NHL criou um desafio exclusivo para as jogadoras, que além de terem jogado entre si também participaram de maneira não-oficial dos concursos de habilidades junto com os jogadores da Liga. Este foi o terceiro ano seguido com participação feminina no All Star Weekend. Sem dúvida um avanço na luta das jogadoras por mais reconhecimento e melhores condições de trabalho.
Já no sábado (25), as quatro divisões da NHL se enfrentaram em um torneio melhor de 3. Primeiro as duas divisões do leste se enfrentaram, sendo a Divisão Atlântica a vencedora por 9 a 5. Posteriormente, a Divisão Pacifica e a Divisão Central disputaram a segunda vaga na final, sendo conquistada pela primeira por 10 a 5.
Ausências anunciadas
O final de semana do All Star Game significa, para os jogadores que não vão ao evento, uma semana de folga. Em um calendário apertado como o da NHL, alguns jogadores veterenos escolheram ficar de fora do evento. Sendo assim, Alex Ovechkin optou por não participou do evento, no entanto ele não foi o único a ficar de fora. Os goleiros Tuukka Rask do Boston Bruins e Marc-Andre Fleury do Vegas Golden Knights também optaram por não participar.
Entretanto, alguns jogadores se lesionaram antes do All-Star Weekend e por sua vez não puderam participar. Esses jogadores são: Jake Guentzel dos Penguins, Kyle Palmieri dos Devils, Dougie Hamilton dos Canes, Joonas Korpisalo dos Blue Jackets, Artemi Panarin dos Rangers, Logan Couture dos Sharks e Darcy Kuemper dos Coyotes. O jogador Jakob Silfverberg não pode participar por motivos pessoais.
Elite Women’s 3-on-3
A noite de sexta (24) com certeza nunca será esquecida pelas jogadoras da seleção americana e canadense. Isso porque, pela primeira vez na história da NHL, foi criado uma desafio de habilidades especialmente para o hockey feminino. Em uma partida de 10 minutos cada período, as jogadoras puderam mostrar suas habilidades e entrar para a história da Liga. Num combate 3 contra 3, as jogadoras se revezaram e deram um show no gelo. Uma diferença muito bem vinda para os fãs do hockey que após a partida eram somente elogios nas redes sociais.
A partida começou com Rebecca Johnston marcando um gol para a equipe canadense com menos de um minuto do puck no gelo. A jogadora contou com assistência da defensora Renata Fast e da atacante Meghan Agosta. No segundo período foi a vez da atacante Melodie Daoust marcar um gol aos 02:25 de partida, desta vez a assistência ficou por conta da também atacante Marie-Philip Poulin. Por sua vez as atacantes da equipe americana, Hilary Knight e Annie Pankowski foram as responsáveis pelo gol de sua equipe com Knight aproveitando um passe de Pankowski aos 04:24 do segundo período. Jogo finalizado e vitória da equipe canadense por 2 a 1.
Gatorade NHL Shooting Stars
Ao total foram dez jogadores participando deste desafio, duas jogadoras femininas e oito jogadores masculinos. O desafio foi realizado de uma plataforma no meio da arquibancada há 10 metros do gelo e os jogadores precisavam acertar o puck nos alvos que estavam distribuídos no gelo. Cada alvo valia um ponto específico e ganhava quem marcasse mais pontos.
No sábado (25), aconteceu o tão esperado jogo do All Star Weekend. O torneio foi disputado em três jogos de vinte minutos cada. Em um show de gols, o evento animou a torcida em St. Louis, mas infelizmente os jogadores da casa foram eliminados em seu primeiro jogo.
Metropolitana 5, Atlântica 9.
O primeiro jogo da noite foi bastante movimentado com direito a dois hat-tricks. Os jogadores David Pastrnak e Anthony Duclair foram responsáveis por seis dos nove gols da Divisão Atlântica, além de terem ajudado com assistências em outros gols. No entanto, eles não foram os únicos a brilharem. Os jogadores Victor Hedman (um gol e três assistências), Tyler Bertuzzi (quatro assistências) e Jack Eichel (três assistências) também brilharam e ajudaram a sua divisão a ir para a final. Além de um gol de Jonathan Huberdeau e Shea Weber.
Apesar de seus esforços e ter chegado a empatar em certo momento, a Divisão Metropolitana não conseguiu empatar novamente e sofreu uma derrota com uma diferença de quatro gols. Entretanto isso não quer dizer que seus jogadores não brilharam, os jogadores Nico Hischier e Seth Jones se destacaram com gols e assistências também. Hischier marcou uma assistência e dois dos cinco gols da noite, enquanto Jones marcou um gol e três assistências. Os jogadores John Carlson e T.J. Oshie marcaram um gol cada.
Pacífica 10, Central 5.
O segundo jogo da noite foi de muita emoção para os fãs da Divisão Pacífica. Com uma diferença de cinco gols em cima da Divisão Central os jogadores da Pacífica garantiram a sua vaga na final. A partida também contou com hat-tricks, desta vez com os jogadores Leon Draisaitl e Tomas Hertl que marcou quatro gols ao total. A Divisão também contou com dois gols de Matthew Tkachuk e um gol e três assistências de Quinn Hughes.
Enquanto a Divisão Central contou com Mark Scheifele abrindo o placar com uma assistência de Roman Josi e Tyler Seguin. Posteriormente foi a vez de Scheifele e Josi marcarem uma assistência para Seguin. O jogador da casa David Perron também marcou um gol. Ele contou com a ajuda de seus companheiro de time Ryan O’Reilly e Alex Pietrangelo. O jogador Patrick Kane quase conquistou um hat-trick ao marcar dois dos cinco gols.
Atlântica 4, Pacífica 5.
A final do All-Star Game foi bem acirrada. Com um prêmio de um milhão de dólares apenas um gol separou o campeão do vice-campeão. Com os mesmo jogadores que brilharam nas partidas anteriores, a Divisão Atlântica contou com gols de Hedman, Huberdeau, Bertuzzi e Pastrnak. Já na Divisão Pacífica os jogadores do Edmonton Oilers e Calgary Flames deixaram novamente a rivalidade de lado e se ajudaram para conquistar a vitória de sua equipe.
O jogador Max Pacioretty foi o primeiro da Divisão Pacífica a abrir o placar. No início do segundo período foi a vez de Elias Pettersson marcar um gol com uma assistência de seu companheiro no Vancouver Canucks, Quinn Hughes e Tkachuk dos Flames. Posteriormente o trio repetiu o feito ao marcar o quarto gol da noite. Os jogadores Hertl e Draisaitl que tinham marcado um hat-trick cada na partida anterior também fizeram um gol cada, assim conquistando a vitória para a Divisão Pacífica. Porém quem conquistou o prêmio de MVP da noite foi o capitão da Divisão Atlântica, o jogador David Pastrnak.
Momentos marcantes
O evento que contou com a Divisão Pacífica como grande campeã ficará para sempre na memória dos jogadores. Isso porque eles tiveram como capitão honorário o grande goleador de todos os tempos na NHL, o ex-jogador Wayne Gretzky. No entanto, o evento tem muitos motivos para permanecer na memória daqueles que estiveram presentes. A pequena Laila Anderson, também conhecida como “amuleto da sorte dos Blues” foi a responsável por anunciar os jogadores da casa assim levando o público ao delírio.
Outro jovem que também roubou a cena foi o filho de 7 anos do defensor Kris Letang do Pittsburgh Penguins. Os dois estavam numa viagem pai e filho onde juntos participaram de entrevistas e viralizaram nas redes sociais. O pequeno Alex Letang mostrou que tem o charme do pai e já avisou que está em duvida de qual número irá usar quando for jogar pelo time de Pittsburgh daqui uns anos: o 87 de Sidney Crosby ou o 58 do pai.
Alex Letang: "I would be 58 if my dad is not playing. If Crosby stops playing, I’ll be the number of Crosby. 87 or 58. I want more to be 58, but if my dad’s still playing, I’ll be 87."@Letang_58: "Fair enough. Sid, retire. Tell Sid retire. Don’t say that — we still need him." pic.twitter.com/vjkFdpk0HF
A NHL anunciou na noite de sexta feira (24) o time da década da Liga. Os jogadores foram elegidos por um painel de General Managers da NHL, escritores do site da Liga, equipe de operações de hockey, e por jornalistas/comentaristas da NBC, Sports Net e TVA Sports. Por fim, o critério para a escolha, tanto para o primeiro quanto para o segundo time, foi baseado no desempenho que cada um dos atletas teve na última década. De campeonatos vencidos, a MVP e recordes na Liga, os jogadores do primeiro time foram os mais vitoriosos nos últimos 10 anos, somando portanto, juntos, treze Stanley Cups conquistadas.
Os times
O primeiro time ficou decidido como sendo o seguinte: Sidney Crosby, Patrick Kane, Alex Ovechkin, Duncan Keith, Drew Doughty e Marc-Andre Fleury. Crosby, center do Pittsburgh Penguins, e Fleury, hoje goleiros dos Vegas Golden Knights, ganharam dois campeonatos consecutivos (2016 e 2017) na última década com os Pens. Já Keith e Kane, do Chicago Blackhawks, conquistaram a taça em 2010, 2013 e 2015.
Doughty, defensor do L.A. Kings, venceu a Stanley Cup duas vezes com o time de Los Angeles, em 2012 e 2014. E por fim, Ovechkin, forward do Washington Capitals, ajudou o time na conquista de seu primeiro campeonato na NHL, em 2018.
Todos os jogadores escolhidos foram peças essenciais em seus times na conquista da Stanley Cup, e grandes responsáveis por quebra de recordes na Liga. Patrick Kane, que está participando do NHL All-Star 2020, afirmou que “era uma grande honra” fazer parte da equipe.
“Dez anos é muito tempo para se desenvolver como um bom jogador e esta é uma homenagem a mim mesmo e também as equipes em que joguei. Eu joguei em alguns times incríveis. Tenho muita sorte que algumas de nossas eliminatórias resultaram em cinco finais de conferência, três Stanley Cups e alguns ótimos anos. Então, sim, é definitivamente uma grande honra.“
Kane, para o nhl.com
Seguidamente, a Liga também decidiu o segundo time da década, ficando, por fim, com a seguinte escalação: Evgeni Malkin (Penguins), Steve Stamkos (Tampa Bay), Erik Karlsson (Sharks), Patrice Bergeron e Zdeno Chara (Bruins) e Henrik Lundqvist (Rangers). Eles somam, em conjunto, um número menor de Stanley Cup (4), tendo Malkin ganhado dois campeonatos com os Pens, e Bergeron e Chara adquirido um cada com o Boston. Stamkos, Lundqvist e Karlsson não somam nenhuma taça, mas assim como os demais, também foram peças essenciais frente às lideranças de suas equipes para o sucesso nos últimos anos.
Sobre as escolhas:
Ao escolher o time da década, a NHL levou em consideração não só as conquistas de campeonatos de cada um dos jogadores. Para isso, também foi importante o quanto cada um fez a diferença dentro do gelo nos últimos 10 anos.
Crosby conquistou, na última década um total de 1.25 pontos por jogo. Desta maneira, ele é o líder entre jogadores com, no mínimo, 400 jogos disputados. Sendo um dos melhores jogadores defensivos da Liga, o canadense adquiriu, nos últimos 10 anos, 788 pontos em 630 jogos, ficando apenas atrás de Patrick Kane. Além disso, o jogador também conquistou um Hart e Art Ross Trophy, na temporada 2013/14, e o Conn Smythe Trophy, sendo votado como MVP dos playoffs de 2016 e 2017. Conquistas merecidas por todo seu empenho nos últimos 10 anos, e por ser grande influência na conquista dos dois campeonatos consecutivos do Pittsburgh.
Kane não fica atrás. Ele é o líder em pontos na década, e o segundo em playoff points, com 109 em 111 jogos. Por fim, o jogador, que adquiriu 1.000 pontos em sua carreira no início desta semana, conquistou um Conn Smythe Trophy em 2013, e um Hart e Art Ross Trophy na campanha 2015/16. Sem sombra de dúvidas, foi uma das melhores adições dos Hawks nos últimos tempos, Sem dúvida um dos responsáveis pelo sucesso do time na década, que venceu três vezes a Stanley Cup.
O companheiro de time de Kane, Duncan Keith, teve o mesmo efeito na equipe. Seu talento e participação dentro do rink foram grandes responsáveis pelos três campeonatos conquistados pelo Chicago. Sua grande campanha pelo time durante a conquista das três Cups foi o suficiente para que ele levasse o Conn Smythe Trophy em 2015.
Ovechkin foi o líder em gols da década, e o terceiro em pontos, ficando, desta forma, apenas atrás de Crosby e Kane. Mas foi a maneira que cresceu como jogador nos últimos dez anos que o tornou parte do grupo. Além do jogo ofensivo e todos os gols marcados, ele também aprendeu a defender muito mais, principalmente em 2017, quando os Caps ganharam sua primeira Stanley Cup e fizeram uma temporada espetacular.
Doughty ficou em sétimo lugar na década entre defensores com mais pontos, tendo adquirido 439 em 772 jogos, e é o segundo com mais ice time nos últimos dez anos (20.571:15). Nos playoffs de 2012, Doughty tinha 16 pontos, e um tempo médio no gelo de 26:09. Já em 2014, acumulou 18 pontos em 28:45 de ice time nas pós temporada de 2014. As grandes campanhas do jogador foram essenciais para ajudar os Kings a conquistar dois campeonatos num intervalo de apenas dois anos.
Fleury não só ajudou na conquista das duas Stanley Cups do Pittsburgh durante a década, como também foi grande responsável pelo sucesso dos Vegas Golden Knights na temporada 2017/18, quando o time, em sua season inaugural, foi para Stanley Cup Final. Ele foi o líder em goleiros com mais vitórias nos últimos 10 anos (322), o segundo em stars (543), e o quinto em shutouts (43), conquistas que, seguidamente, o tornaram um dos melhores goleiros dos últimos anos na NHL.
As novidades do 2020 NHL All-Star Weekend não param. A NHL anunciou a criação do Elite Women’s 3-on-3 apresentado pela Adidas, no qual jogadoras de elite da América do Norte jogam um torneio de 20 minutos com a configuração de 3-contra-3. Para isso, foram selecionadas 20 jogadoras ao todo, sendo nove de linha e uma goleira para cada equipe. Também foram chamadas mulheres para atuarem como técnicas, juízas e árbitras. Assim como a equipe masculina, elas foram selecionadas pelo comitê da NHL que inclui Cassie Campbell-Pascall, Cammi Granato, Angela Ruggiero e a recém-nomeada ao Hockey Hall of FameHayley Wickenheiser.
Para compor a equipe canadense foram chamadas as atacantes Meghan Agosta, Mélodie Daoust, Rebecca Johnston, Sarah Nurse, Marie-Philip Poulin, Natalie Spooner e Blayre Turnbull. Enquanto as defensoras são Renata Fast e Laura Fortino, e Ann-Renée Desbiens na posição de goleira. A equipe americana terá Alex Carpenter, Kendall Coyne Schofield, Brianna Decker, Amanda Kessel, Hilary Knight, Jocelyne Lamoureux-Davidson e Annie Pankowski no ataque. Enquanto Kacey Bellamy e Lee Stecklein jogam pela defesa e Alex Cavallini no gol.
Jogadoras selecionadas para participar do NHL All-Star 2020 (Foto: Reprodução/NHL.com)
Para técnicas foram escolhidas as Hockey Hall of Famers Cammi Granato e Jayna Hefford. Quem irá oficiar serão as juízas Kendall Hanley e Kirsten Welsh e as árbitras Kelly Cooke e Katie Guay. Também foi anunciado a doação de 100 mil dólares pela National Hockey League Foundation para organizações de hockey feminino. O formato do torneio ficou um pouco diferente do que as jogadoras estão acostumadas, no entanto elas acreditam que desta forma será mais fácil do público ver as habilidades individuais de cada uma, já que juntas, as 20 jogadoras possuem 39 medalhas olímpicas e 109 mundiais.
Edições anteriores
Apesar das mulheres serem convidadas desde 2012, essa é a primeira vez em que elas têm um evento exclusivo. Nos anos anteriores o hockey feminino tinha pequenas participações e de pouco destaque. Em 2018 as coisas começaram a mudar um pouco. As jogadoras Meghan Duggan, Hilary Knight, Amanda Kessel e Hannah Brandt foram convidadas a participar e mostrar suas habilidades durante o evento. Elas participaram das competições Dunkin’ Donuts NHL Passing Challenge, Gatorade NHL Puck Control Relay e Honda NHL Accuracy Shooting para promover a participação da seleção americana nas olimpíadas daquele ano.
No entanto, o maior destaque é para a edição de 2019, quando Renata Fast, Rebecca Johnson, Kendall Coyne Schofield e Brianna Decker foram convidadas a participar. A presença das duas últimas deu o que falar na internet, isso porque Brianna competiu na modalidade Enterprise NHL Premier Passer e conquistou a melhor classificação, mas não ganhou o prêmio. Como a participação dela era não-oficial, Leon Draisaitl, do Edmonton Oilers, que teve a segunda melhor classificação, foi nomeado vencedor. Isso gerou revolta, pois o público achou injusto já que o vencedor ganhava um prêmio monetário e Decker (que ganha consideravelmente menos) merecia o prêmio. No twitter, os fãs criaram a hashtag #PayDecker com o intuito da jogadora ser reconhecida e levar o seu prêmio. Por fim, a empresa CCM Hockey optou por dar os $25.000 para a jogadora.
Do outro lado, Coyne Schofield deu o que falar por um motivo diferente. Ela foi chamada para participar de uma das competições no lugar de Nathan MacKinnon, do Colorado Avalanche, que na época estava lesionado. A forward participou da competição Bridgestone NHL Fastest Skater e conquistou o tempo de 14.346 segundos, assim ficando em sétimo lugar, na frente de Clayton Keller do Arizona Coyotes. Apesar de não ter ganhado, a jogadora levou o público ao delírio e se tornou viral nas redes sociais. Foi através da participação de Kendall que a NHL teve a ideia de criar o evento para este ano. A participação dela também foi inspiração para a criação de um documentário feito pelo Chicago Blackhawks, que se chama “As Fast As Her“. O doc tem estreia marcada para o dia 22 de janeiro e fala sobre a carreira de Kendall.
Hockey Feminino
A participação das mulheres nos jogos all-star é de extrema importância para o hockey feminino, que tem sofrido inúmeras baixas no último ano. Em março de 2019 a CWHL anunciou o fim da Liga, dando início a diversos movimentos em prol do hockey feminino. O primeiro deles foi a criação da associação feminina PWHPA que visa melhores condições de trabalho para as jogadoras. Posteriormente a associação anunciou o Dream Gap Tour, turnê que passou pelos EUA e Canadá promovendo o hockey feminino. Porém, como se não bastasse o fim de uma Liga, os times Buffalo Beauts e Metropolitan Riveters que eram associados ao Buffalo Sabres e o New Jersey Devils da NHL tiveram suas associações dissolvidas.
No entanto em meio a tanto caos algumas notícias boas surgiram. Em julho o New York Rangers anunciou a criação do Junior Rangers Girls Hockeycom a medalhista Amanda Kessel como embaixadora. Enquanto isso, o IIHF promoveu o World Girl’s Ice Hockey Weekend em 40 países no mês de outubro. Mas nem todos esses eventos são suficientes para trazer a visibilidade necessária para o hockey feminino. A modalidade sofre com falta de verba, tem pouca visibilidade e jogadoras subestimadas. Prova disso foi o all-star 2019, onde a medalhista Coyne Schofield surpreendeu ao mostrar suas habilidades como patinadora. Apesar de serem excelentes elas nem sempre possuem as mesmas oportunidades que os jogadores da NHL.
A NWHL por exemplo possui apenas cinco times ativos contra os 31 times da liga masculina. Desses cinco times, apenas o Boston Pride e o Minnesota Whitecaps são associados a seus times correspondentes na NHL. As meninas que querem ingressar no mundo do hockey precisam jogar em times mistos e infelizmente não são todos que aceitam. Assim como os garotos, as meninas querem ver suas ídolas na tv e infelizmente para elas os jogos femininos não são televisionados como os masculinos. Muitas vezes, como suas habilidades não são exploradas e nem reconhecidas, mulheres desistem do esporte, já que as chances de virarem profissionais são poucas em contrapartida dos obstáculos que são inúmeros.
Com a oportunidade que a NHL está dando para as mulheres, não somente elas poderão mostrar suas habilidades em rede nacional como também para os fãs do mundo todo. A participação de Kendall em 2019 ganhou destaque em jornais de vários países, sendo essa uma das poucas vezes em que as jogadoras conseguiram tamanha visibilidade. Apesar da NHL ser focada na América do Norte, existem pessoas de todo o mundo que acompanham o esporte. O All-Star Weekend de 2020 vai ser a oportunidade que esse público terá para conhecer as jogadoras e assim abrir portas para elas no cenário mundial. A participação delas pode até não ser muito, já que para isso é preciso muito mais do que um evento no ano, mas esse é o primeiro passo para uma nova era no hockey feminino e a chance dele crescer. Afinal, “hockey is for everyone”!
A campanha do Washington Capitals na temporada de 2019-2020 tem sido, até agora, ótima. Com um recorde de 31-11-5 e 57 pontos acumulados, a equipe é considerada uma forte candidata à Stanley Cup.
O elenco do Capitals sofreu algumas mudanças para esta temporada. Mas ainda conta com fortes nomes como Alexander Ovechkin, Evgeny Kuznetsov, TJ Oshie e Jakub Vrana, os principais atacantes e pontuadores da equipe.
Entretanto, não só de grandes atacantes uma equipe de hockey é feita. O canadense Braden Holtby, grande nome na conquista da Stanley Cup de 2018, é o goleiro titular do Capitals. Atualmente, ele conquistou 18 vitórias e 9 derrotas em 32 jogos na temporada. Porém, o contrato de Holtby termina esse ano. Por este motivo, muito se especula se o goleiro irá renovar com a equipe.
Mas talvez o Washington Capitals não precise se preocupar em buscar um novo um goleiro tão cedo assim. Isso porque o russo de 22 anos, Ilya Samsonov, que está em sua primeira temporada na NHL, tem tido ótimos resultados. Se não fosse ele, a pontuação do Capitals poderia não estar tão alta, uma vez que que essa posição precisa de equilíbrio, justamente para evitar lesões.
O recorde de Samsonov
Primeiramente, Samsonov foi draftado no 1° round no draft de 2015, no 22° lugar. Ele fez história na NHL quando se tornou o primeiro goleiro da NHL a ganhar os 8 primeiros jogos da carreira fora de casa.
Após o time perder para o New Jersey Devils no domingo (12), Samsonov foi quem começou o jogo nas redes nesta segunda-feira contra Carolina Hurricanes. Ao defender todos os 23 shots do Canes, Ilya conquistou o primeiro shutout de sua carreira e coletou sua 13° vitória em 15 jogos, se tornando o dono do novo recorde da franquia do Capitals na temporada de novato.
Apesar de existirem outros novatos mais cotados para ganhar o Calder Trophy, como o defensor do Colorado Avalanche, Cale Makar, o nome de Samsonov não pode ser esquecido. O jovem goleiro tem tido uma campanha ótima em sua primeira temporada, e tem possibilidade de se tornar um dos finalistas do troféu, assim como Jordan Binnington fez ano passado. Entretanto, para isso, precisamos aguardar o desempenho do Capitals nos playoffs.
Por fim, vale ressaltar que na história da NHL, apenas 16 goleiros levaram o Calder Trophy. No ano passado, além de Binnington, o goleiro do Philadelphia Flyers, Carter Hart, foi um nome cogitado a ganhar o Calder. Se Samsonov continuar a conquistar recordes jamais vistos na Liga, ele tem grandes chances de ser indicado.
Quando o Carolina Hurricanes perdeu a Final de Conferência para o Boston Bruins na temporada passada, o veterano e então capitão de Canes, Justin Williams, não renovou o seu contrato, tornando-se free agent. Na época, o jogador não chamou de aposentadoria, mas, aos 37 anos, o right winger precisou avaliar a sua permanência na NHL.
Após algumas especulações, Williams assinou um contrato de um ano com o time da Carolina. Dessa forma, o jogador estará presente no restante da temporada e nos playoffs, caso os Canes se classifiquem.
A chegada de Justin Williams mostra que o time está se preparando para lutar pela sua vaga nos playoffs. Carolina atualmente se encontra na primeira vaga de wild card da Conferência Leste, com 52 pontos.
Williams chega ao vestiário já familiarizado com os jovens jogadores como Sebastian Ahoe Andrei Svechnikov. Sendo assim, a sua experiência tanto no gelo quanto fora dele pode ser o diferencial que o time precisa para buscar mais vitórias.
Um velho conhecido
A escolha de Williams em retornar a Raleigh tem história. Ele jogou pelo Carolina Hurricanes quando eles ganharam a Stanley Cup em 2006, atuando ao lado do atual técnico dos Canes, Rod Brind’Amour. Posteriormente, Williams jogou pelo Los Angeles Kings, onde também levantou a taça em 2012. Teve uma breve passagem pelos Capitals em 2015, antes de retornar para os Hurricanes em 2017, sendo nomeado capitão da equipe em 2018.
Na temporada 2018-19, Justin Williams venceu o Steve Chiasson Award após ser votados pelos seus colegas de time. Este prêmio anual é dado pela franquia àquele jogador que se tornou um exemplo de determinação e motivação, assim enquanto proporcionou inspiração nos seus colegas com sua performance e forma de jogar.
Na coletiva de imprensa que aconteceu hoje (08), Williams revelou sentir falta das nuances do hockey que apenas os jogadores conhecem, como a camaradagem e amizade, fatores importantes, para o jogador, de se tornar um time. Justin Willians pode estrear novamente pelos Hurricanes na sexta-feira (10) contra o Arizona Coyotes, na PNC Arena.
O Vancouver Canucks tinha motivos para comemorar. O time vinha de uma série de sete vitórias consecutivas — o que não acontecia desde dezembro de 2013 — até o Tampa Bay Lightning dar um fim ao streak. Em sua primeira partida longe de casa em 2020, o time de Vancouver esperava manter a sua sequência. Mas nem tudo saiu como o planejado, e, infelizmente para os Canucks, o Tampa Bay tinha os mesmos planos.
O time da Flórida também vinha em um streak de 7 jogos pontuando e com intenção de somar mais 2 pontos na tabela. Sendo assim, os times disputaram uma partida emocionante para os fãs do Lightning, uma vez que a equipe de Tampa marcou uma goleada de 9 a 2 em cima dos Canucks.
Sete vitórias consecutivas
Os Canucks começaram a série de vitórias pouco antes do Natal, ao ganhar de 5 a 4 do Vegas Golden Knights. A partida que aconteceu no dia 19 de dezembro contou com dois gols de Elias Pettersson e um gol de Christopher Tanev num overtime, esse sendo o primeiro gol de Tanev nesta temporada.
Em seguida, eles disputaram contra o Pittsburgh Penguins, que por sua vez vinha numa série de quatro vitórias consecutivas e buscava conseguir a quinta. No entanto, eles não contavam com os Canucks marcando quatro gols com apenas 14 shots, enquanto os Penguins, que deram 29 disparos, marcaram apenas um gol. Dessa forma os canadenses venceram por 4 a 1 assim dando um fim ao streak do Penguins.
Posteriormente o time continuou a sua série de vitórias antes da chegada do ano novo. Em partidas realizadas em casa, a equipe conquistou vitórias contra o Edmonton Oilers por 4 a 2 e Los Angeles Kings por 3 a 2. Em sua última partida do ano, desta vez longe de casa o time conquistou uma vitória de 5 a 2 contra o Calgary Flames.
No dia 02 de janeiro o time continuou a série, desta vez a vitória foi de 7 a 5 contra o Chicago Blackhawks. Numa partida um pouco mais leve, o time conquistou uma vitória de 2 a 1 contra o New York Rangers. Embora as vitórias tenham dado ao que falar, alguns jogadores também se destacaram:
O defensorQuinn Hughes tem conquistado o seu lugar no time: em 42 jogos que participou nesta temporada o rookie fez 30 pontos. Além disso ele permanece em segundo lugar no top assistências do time e é o sexto maior pontuador.
Outro jogador que tem tido bastante destaque é o sueco Elias Pettersson, o jogador não somente é o maior pontuador do time com 45 pontos, como obtém uma vantagem de cinco gols e permanecer em primeiro lugar como maior goleador do time. O center também é figura constante nas estrelas dos jogos em que participa.
O goleiro Jacob Markstrom foi o responsável pelas incríveis defesas dos jogos, ele participou de todos os jogos da série e mantém uma média de .914 nesta temporada.
A trajetória até a 8ª vitória consecutiva
Por sua vez, a série de vitórias do Lightning começou no dia 23 de dezembro, em uma partida acirrada contra o Florida Panthers. O time de Tampa ganhou de 4 a 3 durante um overtime com um gol de Anthony Cirelli. Após as férias de Natal, a equipe conquistou duas vitórias contra o Montreal Canadiens, uma em dezembro, por 5 a 4, e a outra no dia 02 de janeiro, por 2 a 1. O Lightining também venceu o Detroit Red Wings por 2 a 1 e o Buffalo Sabres por 6 a 4.
Depois de começar o ano ganhando dos Habs, o time conquistou mais duas vitórias antes de sua partida contra os Canucks. Desta vez contra o Ottawa Senators por 5 a 3 e o Carolina Hurricanes por 3 a 1. Tampa também vem se destacando por causa de seus jogadores. O winger Nikita Kucherov se mantém como o maior pontuador do seu time com 47 pontos. Além de ser o jogador com mais assistências, com um total de 32 nesta temporada. Outro jogador que se destaca bastante é o goleiro Andrei Vasilevskiy. O russo está em terceiro lugar nas estatísticas gerais da NHL com vinte vitórias, uma a menos do que Frederik Andersen do Toronto Maple Leafs, que permanece em primeiro lugar.
Canucks 2, Lightning 9.
Na última terça-feira (07), a série dos Canucks chegou ao fim com a derrota para o Lightning que também vinha numa série de vitórias. O time de Tampa fez uma goleada com direito a estréias para alguns jogadores.
O jogo começou bem para o time de Vancouver. Ele foi o primeiro a abrir o placar, com um gol de Pettersson no final do primeiro período. Mas essa vantagem durou pouco, pois aos 04:21 do segundo período foi a vez de Tyler Johnson balançar a rede e marcar para o time da casa. Alguns minutos depois o Lightning aumentou o placar quando Steven Stamkos marcou o segundo gol para o seu time.
Numa tentativa de empatar, Loui Eriksson marcou o segundo gol para os Canucks com assistências de Bo Horvat e Tanner Pearson. No entanto, Tampa Bay mostrou que não estava para brincadeira após Alex Killorn marcar o terceiro gol da noite. O time conseguiu marcar três gols em menos de um minuto. Para fechar com chave de ouro, durante o terceiro período o time marcou mais três gols. Entretanto esse não foi o único motivo que tornou a noite especial.
O rookie Carter Verhaeghe marcou o primeiro hat-trick em sua carreira na NHL e conquistou a primeira estrela da partida. A segunda estrela ficou para Brayden Point que além de ter marcado um gol no terceiro período, também foi responsável por três assistências. Além disso, a partida também contou com gols e assistências de Nikita Kucherov e Erik Cernak. Com essa vitória o time aumenta a sua sequência para oito vitórias consecutivas e espera manter a série na partida contra o Arizona Coyotes no próximo dia 9.