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  • Mundial de Hockey Júnior  IIHF termina com ouro para o Canadá

    Mundial de Hockey Júnior IIHF termina com ouro para o Canadá

    O Mundial de Hockey Júnior aconteceu entre os dias 26 de dezembro e 05 de janeiro, em Ostrava e Trinec, na República Tcheca. Neste domingo (05) tivemos a final e a disputa pelo terceiro lugar.

    Diferentemente do Mundial de Hockey que ocorre após o fim da temporada, o IIHF World Junior Championship não é recheado de estrelas, mas sim de jovens elegíveis para o draft de 2020, ou que já possuem contratos com times da NHL, porém que ainda estão sendo testados em seus afiliadas.

    O campeonato serve como uma forma de ver como os principais prospects jogam, principalmente em equipe. Para os olheiros da NHL, isso é crucial para que jogadores sejam draftados ou incluídos nas suas respectivas equipes após resultados considerados satisfatórios na competição.

    Canadá 4, Rússia 3

    A princípio, a partida foi muito acirrada entre as duas equipes. A equipe do Canadá havia perdido de 6-0 nas fases de grupo para a mesma Rússia. Por isso, os jovens teriam de dar o melhor de si no rinque. Além disso, ganhar esse jogo era uma questão de honra para os rivais de gelo.

    Todavia, os russos não planejavam deixar esse caminho fácil. O primeiro período foi sem gols. Entretanto, no segundo período, a Rússia ganhava de 2-1, com gols de Nikita Alexandrov (STL) e Grigori Denisenko (FLA). O único a marcar para o Canadá foi Dylan Cozens (BUF).

    No terceiro período, a Rússia aumentou o placar, deixando então 3-1. O autor do gol foi Maxim Sorkin. O que parecia um jogo terminado, sem chances de reviravoltas se transformou graças ao capitão canadense, Barret Hayton (ARZ).

    24 horas antes da Final, Hayton não estava confirmado para o jogo. Na partida contra a Finlândia ele se machucou e seu estado parecia ser grave. Contudo, Hayton não poderia deixar o time sem seu capitão. Após avaliação da equipe médica, Hayton recebeu o OK para jogar a final.

    Sua presença no gelo foi fundamental para a reação do Canadá. Após Connor McMichael ter feito o segundo gol do país, Hayton foi quem marcou o gol de empate durante um power play, quando faltavam 8 minutos para o término da partida.

    O gol da vitória veio com menos de 4 minutos para o final do jogo. Empatado em 3-3, Akil Thomas foi atrás do puck quando ele chegava ao topo da linha do gol. Ele conseguiu fazer um backhand, lançando-o até as redes de Amir Miftakhov.

    Assim, ele deu ao Canadá uma dramática vitória no clássico entre Canadá-Rússia no World Juniors. Foi o único gol de Thomas, que é prospect do LA Kings, na competição. Entretanto foi suficiente, já que foi o gol da vitória do time canadense, que faturou a 18° medalha de ouro da história do país.

    Suécia 3, Finlândia 2 (3° Lugar)

    Após serem eliminados pela Rússia, a Suécia teve a chance de conquistar a medalha de bronze do Mundial contra a Finlândia. Porém, jogar contra os campeões do ouro de 2018 não seria tarefa fácil.

    A equipe possui jogadores excelentes, como por exemplo Justus Annunen (COL), Patrik Puistola (CAR) e Kristian Tanus. Portanto, derrotá-los seria uma tarefa complicada. Do outro lado, a Suécia contava com nomes como Samuel Fagemo (LAK), Nils Hoglander (VAN) e Rasmus Sandin (TOR).

    No primeiro período, apesar da equipe da Suécia ter tido o primeiro power play da partida, quem abriu o placar foi a Finlândia. Kim Nousiainen (LAK) deu uma volta pela rede e lançou para Patrick Puistola (CAR), que enterrou para as redes do goleiro Hugo Alnefelt (TBL).

    Entretanto, após 3 minutos, o defensor Rasmus Sandin abriu o placar para os suecos. Em uma jogada no power play, o tiro de Sandin passou pelas redes de Annunen. Porém, logo após um turnover de Nils Hoglander, a Finlândia marcou e novamente lideraram o placar, por 2-1.

    No segundo e no terceiro período, a Suécia dominou a partida. Graças a seu goleiro Anelfelt, que fez defesas cruciais, a equipe ganhou de 3-2 com gols de Samuel Fagemo e Linus Oberg.

    Fagemo terminou o World Juniors sendo o jogador com mais pontos e gols, 13 e 8 respectivamente. Hoglander ficou em terceiro lugar, com 11 pontos e 5 gols, e em quinto lugar, mais um jogador suéco, dessa vez o defensor Sandin, com 10 pontos, 3 gols e 7 assistências.

    Principais jogadores do Mundial

    Alexis Lafrenière

    Considerado um dos melhores prospects desde Connor McDavid, já era de ser esperar que o canadense Alexis Lafrenière fosse nomeado melhor forward e MVP do torneio. Se espera que Lafrenière seja a 1ª pick no draft em junho.

    Ele perdeu 2 jogos devido a uma lesão na perna, entretanto voltou a tempo para a conquista do ouro. Na competição, marcou 10 pontos (4 gols, 6 assistências) em apenas 5 jogos. Na partida contra a Rússia fez 2 assistências.

    Por outro lado, Lafrenière, jogando pelo Rimouski Oceanic na QMJHL, atualmente tem 23 gols e 47 assistências em 32 jogos. Ele se destaca pela grande habilidade de manusear o taco, mesmo em situações complicadas.

    Barrett Hayton (ARZ)

    Barrett Hayton, prospect do Arizona Coyotes e capitão do Canadá, no Mundial de Hockey Júnior

    Barrett Hayton, prospect do Arizona Coyotes, foi o capitão do Canadá. Ele terminou a competição com 12 pontos (6 gols, 6 assistências), e foi autor do empate que acenderia a potência da jovem equipe.

    Todavia sua presença na final foi decidida no dia, devido a uma lesão. Mesmo assim, com incríveis 20 minutos no gelo, Hayton demonstrou persistência ao liderar seu time a uns dos maiores comebacks da história do Hockey.

    Samuel Fagemo (LAK)

    Samuel Fagemo, prospect do Los Angeles Kings

    Samuel Fagemo foi o principal artilheiro da competição e também quem mais pontuou. Foram 8 gols, 5 assistências, totalizando 13 pontos. Esta foi a primeira vez desde 2000 quem um sueco liderou os pontos do torneio.

    Atualmente, ele joga no Frolunda HC na SHL por empréstimo do Kings. Certamente os grandes resultados no Mundial de Junior trarão chances para jovem jogador brilhar na NHL.

    Alexander Romanov (MTL)

    Alexander Romanov, defensor russo prospect do Montreal Canadiens

    Alexander Romanov, prospect do Montreal Canadiens, foi sem dúvidas um dos melhores defensores da competição. Ele terminou o torneio com 1 gol e 5 assistências, porém, a sua presença no rinque foi crucial para que a Rússia tivesse a disciplina e conseguisse brigar de igual para igual na final.

    Os Montreal Canadiens já declararam que pretendem incluir o jovem de 18 anos em seu elenco no ano que vem. Romanov atualmente joga na KHL pelo CSKA Moscow.

    Rasmus Sandin (TOR)

    Rasmus Sandin, prospect do Toronto Maple Leafs

    Da mesma forma que Romanov, o sueco Rasmus Sandin foi considerado um dos melhores defensores do torneio. Seu recorde na competição é impecável, com 3 gols e 7 assistências, e suas habilidades defensivas ajudaram sua equipe a ganhar o Bronze contra a Finlândia.

    Sandin já jogou 6 partidas pelo Toronto Maple Leafs e atualmente está no afiliado deles na AHL, o Toronto Marlies. É esperado que o sueco, já conhecido pelo técnico do Leafs Sheldon Keefe, definitivamente apareça em mais jogos após grande campanha no Mundial.

    Joel Hofer (STL)

    Joel Hofer, prospect do St. Louis Blues, no Mundial de Hockey Júnior

    O goleiro do Canadá foi considerado o melhor do torneio. Para que o Canadá ganhasse a final, suas defesas foram cruciais para a permanência de um empate, principalmente com a quantidade de penalty kills que o Canadá teve de matar logo no final da partida.

    Ele fez 35 defesas na partida final e terminou o WJC com cinco vitórias e um shutout em seis jogos. Ele liderou a porcentagem de defesas com 0,939 e média de 1,60 gols sofridos.

    Todas as stats do torneio podem ser encontradas no site da IIHF.

    Fotos: IIHF.com/Reprodução

  • No Mundial Feminino Sub-18, Estados Unidos ganha ouro

    No Mundial Feminino Sub-18, Estados Unidos ganha ouro

    Nesta quinta-feira (02), aconteceu a final do Campeonato Mundial Feminino de Hóquei no Gelo IIHF Sub-18 2019-2020 em Bratislava, Eslováquia. A partida, decidida entre os Estados Unidos e o Canadá, foi decidida no overtime, com vitória das americanas por 2 a 1.

    Essa foi a 8° vez que a equipe americana ganhou o ouro, seu último sendo em 2018. Igualmente, há um ano atrás, quem ganhou o ouro em OT foi a equipe canadense. O bronze ficou na mão das russas, que venceram por 6 a 1 a seleção finlandesa.

    Os elencos, compostos por jogadoras entre 16 a 18 anos, jogam em sua maioria para universidades. Ainda que as atletas tivessem pouca experiência em campeonatos mundiais, elas tiveram a frieza de jogadoras experientes ao fazerem um jogo de igual a igual.

    A campanha até a final

    As americanas tiveram um bom desempenho nas nas fases preliminares do IIHF Sub-18. Os Estados Unidos ganharam todos os jogos contra as outras seleções, perdendo apenas para o Canadá por 2 a 1. Por outro lado, as rivais canadenses fizeram uma campanha invicta. Chegaram a final com grandes expectativas mas foram derrotadas justamente pelas americanas.

    EUA 2, Canadá 1 (OT)

    De antemão, o jogo foi acirrado para as duas equipes. O primeiro gol saiu no final do primeiro período, aos 5:22 minutos. A defensora dos Estados Unidos Haley Winn (Clarkson University) armou a jogada ao segurar o puck, depois da tentativa de posse do time Canadense. Logo depois, ela lançou o puck para o stick de Abbey Murphy, que lançou para as redes de Ève Gascon (Collège Esther-Blondin).

    https://twitter.com/WSportHilites/status/1212825048437927937
    Gol de Abbey Murphy.

    Por outro lado, logo no final do primeiro período, Canadá trouxe perigo quando Jenna Buglioni (Greater Vancouver) teve chance de marcar em enquanto estavam em desvantagem númerica. Entretanto, o puck parou nas mãos da goleira dos Estados Unidos, Skylar Vetter (University of Minnesota).

    Já no segundo período, também apresentou boas chances para as duas equipes. O Estados Unidos fez 10 shots contra 7 das canadenses. No entanto, o empate veio no terceiro período, após o power play das canadenses.

    Ann-Frederik Naud (John Abbott College) lançou o puck para Sarah Paul (Pursuit of Excellence), que estava sozinha em frente à Gascon. Assim sendo, aos 5:38, o jogo estava empatado. Após outras boas chances, o jogo logo iria para o overtime.

    https://twitter.com/WSportHilites/status/1212844172526444544
    Gol de Sarah Paul.

    Kiara Zanon (Penn State University) foi a autora do gol da vitória no overtime. Na jogada em conjunto com a capitã Maggie Nicholson (Minnetonka High School) , elas forçaram um turnover na área defensiva e ambas encararam a goleira do Canadá. Em um 2 contra 1, bastou Nicholson ter lançado o puck para o stick de Zanon para que ela enterrasse nas redes de Gascon, trazendo assim, a vitória.

    Dessa forma, a equipe americana saiu vitoriosa após uma campanha memorável no IIHF Sub-18. Assim, esta foi o 5° ouro em 6 anos para a equipe americana.

    Por fim, Skylar Vetter foi eleita a melhor jogadora dos EUA no jogo, e a medalha de ouro do Campeonato Mundial Feminino da IIHF foi decidida na prorrogação pela 6° vez e pelo 2° ano consecutivo.

    Foto: Team Usa/Reprodução

  • Stars comemoram vitória no Winter Classic 2020

    Stars comemoram vitória no Winter Classic 2020

    O dia tão aguardado pelos fãs do Dallas Stars e Nashville Predators, enfim chegou. O Winter Classic 2020, que este ano foi sediado no Cotton Bowl Stadium em Dallas, Texas, foi a 12ª ediçãondo evento e a estréia da cidade como anfitriã no evento que iniciou em 2008. No entanto, não é somente isso que torna o evento especial para os fãs do Stars. Essa edição foi a segunda a esgotar mais rápido a venda dos ingressos e o segundo evento a receber o maior público. Ao todo, foram 85.630 pessoas participando, perdendo apenas para o Winter Classic 2014 que recebeu mais de 100 mil pessoas. 

    O clima no Texas era de outro nível, deixando os jogadores e até mesmo os telespectadores de casa maravilhados. As surpresas começaram cedo com a chegada dos jogadores. Enquanto o Dallas estavam vestidos a caráter de cowboy, os Predators decidiram fazer uma homenagem a Johnny Cash e estavam todos de preto.

    Na multidão era possível ver fãs dos dois times em um mar de verde e amarelo. Apesar do grande evento ser o jogo em si, o time de Dallas também reservou uma série de atrações para o público. Tudo foi organizado como as típicas feiras estaduais, desde as comidas até as brincadeiras. Teve atrações com ovelhas, cavalos e até mesmo uma corrida de porcos, que para a alegria das pessoas tinham como nomes referências aos jogadores de hockey.

    Predators 2, Stars 4.

    Numa partida emocionante, o primeiro período já começou com penalidades e expulsão. Com apenas 02:44 que o puck caiu no gelo, o winger Corey Perry dos Stars bateu com o cotovelo na cabeça de Ryan Ellis dos Predators. No momento os árbitros enviaram Perry para a penalty box. Entretanto, após revisarem o VAR, o jogador foi expulso por má conduta. Enquanto isso, Ellis precisou de ajuda para sair do gelo e também não retornou para a partida com uma upper body injury.

    Durante o power play o time de Dallas marcou outra penalidade, assim, aumentando a chance dos Preds marcarem. Foi exatamente isso que o Matt Duchene fez nos segundos finais do 5 on 3 ao abrir o placar com uma assistência de Roman Josi e Filip Forsberg.

    Pouco tempo depois, no mesmo power play, agora 5 on 4, Duchene ataca novamente. Desta vez ele manda o puck para Dante Fabbro que aproveita e marca o segundo gol dos Predators. Infelizmente para o Dallas a sorte não estava ao lado deles, com um pênalti bloqueado por Pekka Rinne além das muitas chances perdidas, o primeiro período terminou sem nenhum gol para o time da casa. Porém o segundo período foi diferente e a sorte virou a favor dos Stars. No início foi o mesmo do primeiro período, muitas tentativas e muitas chances perdidas. Com o passar do tempo os nervos estavam cada vez mais à flor da pele de ambos os lados e aconteceram mais um power play para cada. 

    Após quase dois períodos atrás do placar, o Dallas Stars mostrou que não tinha entregado o jogo. Aos 18:52 minutos, Blake Comeau mandou o puck para dentro do gol mostrando a força de vontade que o time chegou ao seu jogo ao ar livre. Força essa que continuou no início do terceiro período. Com uma penalidade cometida por Colin Blackwell nos segundos finais do período anterior, o tempo restante do power play continuou no período final. Foi assim aos 00:58 que Roope Hintz e John Klingberg aproveitaram e mandaram o puck para Mattias Janmark que não perdeu tempo e empatou o jogo. 

    O Dallas estava decidido a virar o jogo. Tentaram marcar mais algumas vezes mas não obtiveram sucesso. Até que Alexander Radulov recebe um passe de Klingberg e consegue marcar o terceiro gol de seu time e virar o jogo. Seguindo o gol de Radulov, foi a vez de Andrej Sekera marcar e mostrar que o Dallas estava ali para vencer. Com uma desvantagem de dois gols os Preds precisava marcar a todo custo. O time de Nashville fez diversas tentativas, mas Ben Bishop também não estava para brincadeira. Numa tentativa de marcar os Predators chegaram a fazer um empty net nos minutos finais dando a chance dos Stars marcarem mais gols. No entanto, o Dallas não deu sorte e nenhum de seus shots entraram na rede que estava vazia. 

    Sem mudanças no placar, Dallas comemora a vitória de virada com 4 a 2 para a alegria dos fãs no estádio. Ambos os goleiros Rinne e Bishop fizeram excelentes 31 defesas cada, tornando assim, o jogo ainda mais emocionante. O capitão dos Predators, Josi fez assistências nos dois gols e se tornou o primeiro defensor na história do time a fazer 40 pontos em menos de 40 jogos. Enquanto no Dallas 10 jogadores diferentes conseguiram registrar pontos, com todos jogando ao menos 11 minutos. Perry, que foi expulso no jogo, se tornou o primeiro jogador a ser expulso em um Winter Classic e aguarda audiência que está marcada para sexta-feira. 

    Certamente um dia inesquecível para os fãs do esporte. A partida, que da início ao ano de 2020 na NHL, foi acirrada. Além disso, foi possível ver essa rivalidade não só nas tentativas de gol, como também nas inúmeras brigas que se iniciaram no gelo. No entanto, ao final do jogo, tudo foi esquecido com um aperto de mão e o clima era de respeito entre os jogadores.

    Infelizmente para nós o próximo Winter Classic só em 2021. Mas já podemos comemorar, pois durante o intervalo o comissário da NHL, Gary Bettman anunciou que o destino já está definido. O Minnesota Wild será o próximo anfitrião e logo mais saberemos contra quem ele irá jogar.

    Foto: Reprodução/@DallasStars

  • O que você lembra do mundo do hockey de 2019?

    O que você lembra do mundo do hockey de 2019?

    O ano de 2019 já está acabando, época de festa, família e diversão. E todos já queremos ver o que 2020 vai trazer para nossos times favoritos. Mas antes disso temos um desafio para você! Será que você prestou atenção em tudo que aconteceu esse ano? Faça nosso teste e descubra! 

  • Roster do All Star Weekend é anunciado

    Roster do All Star Weekend é anunciado

    Ontem foi anunciado os jogadores que irão participar do All Star Weekend 2020. O evento vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro em St. Louis e os times serão liderados por Connor McDavid (Pacífica), Nathan MacKinnon (Central) e David Pastrnak (Atlântica).

     A princípio, Alex Ovechkin foi o mais votado para ser o Capitão da Metropolitana, entretanto, o jogador do Capitals anunciou que não irá participar do All Star Game pelo segundo ano consecutivo. A justificativa do russo foi a mesma do ano passado, alegando que apesar de estar saudável, quer usar os dias de folga que o evento permite ao schedule para descansar e se preparar para a segunda parte da temporada. Por enquanto ainda não foi anunciado novo capitão para a Metropolitana.

    A escolha dos jogadores participantes é feita pelo NHL’s Hockey Operations Department. Entretanto, assim como os fãs podem votar para escolher os capitães de cada divisão, a escolha dos jogadores que irão completar os times também será feita por voto popular pelo segundo ano seguido. Dessa forma, os fãs do esporte poderão votar no 2020 NHL All-Star Last Men a partir do dia 1º até o dia 10 de janeiro.

    Sendo assim, o roster  escolhido pela NHL ficou da seguinte forma:

    Divisão Atlântica

    David Pastrnak, Boston Bruins (C)

    Jack Eichel, Buffalo Sabres

    Tyler Bertuzzi, Detroit Red Wings

    Jonathan Huberdeau, Florida Panthers

    Auston Matthews, Toronto Maple Leafs

    Anthony Duclair, Ottawa Senators

    Shea Weber, Montreal Canadiens

     Victor Hedman, Tampa Bay Lightning

    Frederik Andersen, Toronto Maple Leafs

    Tuukka Rask, Boston Bruins

    Divisão Metropolitana

    Kyle Palmieri, New Jersey Devils

    Mathew Barzal, New York Islanders

     Artemi Panarin, New York Rangers

    Travis Konecny, Philadélphia Flyers

    Jake Guentzel, Pittsburgh Penguins

    Dougie Hamilton, Carolina Hurricanes

     John Carlson, Washington Capitals

    Seth Jones, Columbus Blue Jackets

    Braden Holtby, Washington Capitals

    Joonas Korpisalo, Columbus Blue Jackets

    Divisão Central

    Patrick Kane, Chicago Blackhawks

    Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche (C)

    Tyler Seguin, Dallas Stars

    Eric Staal, Minnesota Wild

    Ryan O’Reilly, St. Louis Blues

    Mark Scheifele, Winnipeg Jets

    Roman Josi, Nashville Predators

    Alex Pietrangelo, St. Louis Blues

    Jordan Binnington, St. Louis Blues

    Connor Hellebuyck, Winnipeg Jets

    Divisão Pacífica

    Jakob Silfverberg, Anaheim Ducks

    Matthew Tkachuk, Calgary Flames

    Connor McDavid, Edmonton Oilers (C)

    Leon Draisaitl, Edmonton Oilers

    Anze Kopitar, Los Angeles Kings

    Logan Couture, San Jose Sharks

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks

    Mark Giordano, Calgary Flames

    Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights

    Darcy Kuemper, Arizona Coyotes

    Foto Reprodução: NHL.com

  • 12 momentos que entraram para a história em 2019

    12 momentos que entraram para a história em 2019

    O ano de 2019 para o hockey foi intenso e lotado. De pontos à shutouts, a NHL registrou acontecimentos que entraram para a história da Liga e colocaram jogadores e times em colocações também históricas. Portanto, a equipe do NHeLas resolveu fazer um top 10 de todos os recordes ultrapassados ao longo dos últimos 12 meses.

    04/02: Carter Hart se tornou o 4º goleiro na história da NHL a ter uma sequência de vitórias de, pelo menos, 7 jogos antes mesmo de completar 21 anos. A marca foi registrada em um jogo dos Flyers contra os Canucks. 

    06/04: O Tampa Bay Lightning se tornou o 4º time na história da NHL a adquirir mais pontos em uma temporada. Ao fim da season 2018/19, registrou um total de 128 pontos. Seguidamente, tornaram-se o segundo time na história da Liga a possuir mais vitórias durante uma temporada, com 62 somadas. 

    12/06: O St. Louis Blues se tornou, o primeiro time de expansão da NHL a ganhar a StanleyCup depois de ter ocupado o último lugar na classificação geral da temporada.

    14/10:  Victor Olofsson, rookie do Winnipeg Jets na temporada 2019/20, atingiu um recorde histórico no início de sua carreira. Ele marcou todos os seus 7 primeiros gols na Liga em Power Play. Desta forma, se torna o primeiro jogador na história da NHL a conquistar tal feito. 

    15/11: O forward do Boston Bruins, Brad Marchand, entrou para a história da NHL. Ele se tornou, por fim, o único jogador da Liga a marcar, em 7 ocasiões,  nos primeiros 15 segundos de uma partida.

    16/11: Connor McDavid e Leon Draisaitl, do Edmonton Oilers, se tornaram a terceira dupla de jogadores na história da NHL, nos últimos 30 anos, a marcar mais de 40 pontos nos primeiros 22 jogos de sua equipe na temporada. 

    25/11: Em um jogo do New York Rangers contra o Minnesota Wild, Henrik Lundqvist bate outro recorde em sua carreira. O jogador chegou a marca de 455 vitórias com o time. Desta forma, se tornou, por fim, o 5º goleiro na história da NHL com mais vitórias. 

    10/12: Sebastian Aho, do Carolina Hurricanes tornou-se o jogador mais novo dos Cannes a atingir a marca de 100 gols no jogo contra o Oilers. Desta forma, também passou a ocupar o 6º lugar em toda a história da NHL entre os jogadores que marcaram 100 pontos em poucos jogos (no caso dele, 273).

    13/12: O Vegas Golden Knights, no último jogo da equipe contra o Dallas Stars, também conquistou um grande recorde para equipe. Este sendo o maior recorde na história da NHL em pontos nos 100 primeiros jogos fora de casa de uma franquia, somando, por fim, 109 pontos. 

    14/12: Frederik Andersen, do Toronto Maple Leafs, alcançou a marca de 200 vitórias durante a temporada regular, em 344 partidas ou menos. Portanto, se torna o 5º goleiro na história da NHL a conquistar tal marca.

    27/12: Cale Makar, do Avalanche, no jogo do time contra o Minnesota Wild, atinge a marca de 29 pontos nos 30 primeiros jogos de sua carreira. Desta forma, se torna o 5º jogador na história da NHL a alcançar o Marco. 

    27/12: Alex Ovechkin, no último jogo dos Capitals contra os Blue Jackets, conquista seu 36º ponto em OT durante a temporada regular. Assim, se torna o segundo jogador, na história da liga, com mais pontos em overtime.

  • Patrick Kane alcança marca histórica de Wayne Gretzky

    Patrick Kane alcança marca histórica de Wayne Gretzky

    Na noite de sábado (21), o Chicago Blackhawks venceu de forma épica o Colorado Avalanche. A princípio, o time ía perdendo por 3-1. No entanto, o time reagiu de forma eficaz e conseguiu a vitória por 5-3, com direito a gol de Patrick Kane. Entretanto, o time ainda amargura o sexto lugar da Divisão Central, fazendo novamente uma campanha pobre para um time de elite.

    Mesmo estando nessa fase péssima, isso não impediu que a maior estrela do time, Patrick Kane, continuasse a estabelecer recordes. Foi justamente isso que aconteceu quando ele marcou o 20° gol da temporada, contra o time de Denver. 

    O recorde

    Com essa marca, Kane entrou para uma seleta lista de jogadores que alcançaram pelo menos 20 gols por temporadas consecutivas. Logo, com 13 temporadas consecutivas, ele se tornou apenas o 11° jogador da história da NHL a ter esse recorde, igualando-se com Wayne Gretzky.

    Por outro lado, apenas um outro jogador em atividade aparece nessa lista: Alexander Ovechkin (com 15 temporadas consecutivas). De resto, são jogadores que já se aposentaram: Mats Sundin (17), Jaromir Jagr (17), Marcel Dionne (17), Mike Gartner (15) e Michel Goulet (14).

    Desde 2010, Patrick Kane tem liderado a NHL em pontos. Ovechkin aparece em terceiro lugar. Se Kane mantiver-se saudável, ele poderá continuar no passo de marcar 20 gols pelo resto de sua carreira. A menor quantidade de gols que ele fez até agora foi 21, quando ele era rookie

    Liderados atualmente por Jeremy Collinton, o time de Chicago parece, no entanto, não encaixar no sistema do técnico. Como resultado disso, o time está há oito pontos do Wild Card. Vale ressaltar que o time de Illinois está há duas temporadas sem ir para os playoffs.

    Em conclusão, Patrick Kane possui uma carreira sólida nessas treze temporadas, mantendo uma consistência impressionante. Em seus últimos cinco jogos, Kane tem dez pontos. Para que a equipe possa sonhar com uma vaga nos playoffs, certamente precisarão de seu principal jogador.

     Foto: Reprodução/NHL.com

  • Taylor Hall é trocado para o Arizona Coyotes

    Taylor Hall é trocado para o Arizona Coyotes

    Os últimos dias têm sido de movimento intenso para o New Jersey Devils. Após inúmeras perdas, o GM do time, Ray Shero, decidiu pôr fim ao contrato do técnico John Hynes. No entanto, essa não foi a única perda que o time sofreu nos últimos dias. A estrela do time, Taylor Hall, também disse adeus aos Devils.

    O adeus de Hall já era esperado pelos fãs porque em 2020 o jogador se tornaria free agent. Sendo assim, as especulações sobre os possíveis destinos já vinham acontecendo há um tempo. Hall, assim como qualquer outro jogador, sonha em ganhar uma Stanley Cup. Infelizmente, para os Devils conseguir isso ainda nessa temporada será necessário um milagre, não deixando outra alternativa para o canadense a não ser a troca de time.

    Foi exatamente isso que aconteceu na última segunda (16), quando enfim o winger foi trocado para nada menos que o líder de divisão, o Arizona Coyotes. Para que a troca fosse possível, os Coyotes precisaram enviar seus prospects Nick Merkley e Nate Schnarr, que jogavam pelo Tucson Roadrunners da AHL, e Kevin Bahl, do Ottawa 67’s na OHL. Além disso, ofereceu duas escolhas de drafts: a primeira no Draft de 2020 e a terceira em 2021.

    Entretanto, a escolha de 2021 tem duas cláusulas. Caso o jogador assine com os Yotes ou o time vença uma série dos playoffs deste ano, a escolha muda de terceira para segunda. Se, por um acaso, as duas situações aconteçam, os Devils terão então direito a primeira escolha no draft de 2021. Enquanto isso, os Devils mandaram, além de Hall, o prospect Blake Speers, que jogava pelo Binghamton Devils na AHL.  

    O que muda para os Coyotes

    O time do Arizona também tem tido mudanças nessa temporada. Em julho deste ano, o time foi vendido para Alex Meruelo. Na mesma época, já tinha feito uma troca vantajosa pelo jogador Phil Kessel, que jogava pelo Pittsburgh Penguins. Além de estar com excelentes goleiros e uma defesa constante, os Yotes têm conseguido manter uma linha de 20 vitórias e quatro em overtime, contra 12 derrotas, em 36 partidas jogadas. O time tem se mantido líder de Divisão, ficando apenas um ponto na frente do Vegas Golden Knights. Essa situação difere do antigo time de Hall, que coleciona derrotas nesta temporada. Por fim, essa é exatamente a mudança que Taylor desejava. 

    Apesar de estar com muitas vitórias em suas estatísticas, o time é o oitavo na classificação geral da Liga. Eles precisavam de um jogador que marcasse gols, e Taylor é o jogador perfeito para isso. Além de ter ganhado o Hart Trophy na temporada 2017-18 como MVP, o winger também possui uma média de ao menos 20 pontos em cada temporada. Ele era o maior pontuador dos Devils, marcando seis gols e 19 assistências nesta temporada. Resumindo, o time já tinha chances de ir para os playoffs e Hall deve ser a adição perfeita para aumentar suas chances. 

    A estréia nos Coyotes

    Prova disso foi a estréia do jogador com os Coyotes no jogo da última terça (17). Mesmo estando sem jogar há mais de uma semana e sem dormir direito devido à viagem para seu novo lar, o jogador conseguiu marcar um ponto em sua primeira partida com seu novo time. Hall vinha sendo mantido no banco desde o dia 10 de dezembro, quando as negociações para a troca foram iniciadas. Consequentemente o jogador não via a hora de voltar ao gelo. Por isso, quando surgiu a oportunidade de jogar contra o San Jose Sharks na noite de terça, ele agarrou com as duas mãos. Para que isso fosse possível, Andrew Barroway, proprietário minoritário dos Coyotes, enviou um avião particular. Taylor viajou durante à noite, chegando às 7h30 (horário local) para se juntar ao time e poder patinar com seus novos colegas antes de descansar para a partida. 

    Apesar de não ter tido um tempo ainda para se ajustar, Hall mostrou que está ali para vencer. Ele foi o responsável pela assistência do gol da vitória de 3-2 contra os Sharks, além de ter sido uma das estrelas de seu time. Por mais que seja cedo para avaliar o desempenho no gelo e afirmar como Hall irá influenciar a longo prazo, o canadense é um jogador de elite. Ele é rápido e capaz de jogar ofensivamente para aumentar as chances de o time marcar um gol. O forward tem sede pelos playoffs já que, em dez temporadas, só conseguiu participar uma vez por cinco jogos.

    Boas vindas ao time

    Na conferência realizada na quarta de manhã, Hall se mostrou otimista. No mesmo espírito estavam o GM John Chayka e o treinador Rick Tocchet. O jogador acredita que a data da troca foi perfeita, pois é o tempo necessário para que ele possa se adaptar ao novo time antes dos playoffs. Tocchet ainda completou dizendo que em casos de negociações envolvendo jogadores de elite, todo o sistema de um time pode mudar e este que irá se adaptar ao jogador, não o contrário. Com certeza, a adição de Hall é muito bem vinda a ambas as partes. Os Coyotes estão prontos para mostrar um novo estilo de jogo.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Foi dada a largada no novo capítulo da Rivalry Series

    Foi dada a largada no novo capítulo da Rivalry Series

    Em preparação para o mundial de 2020, as seleções de hockey feminino de Estados Unidos e Canadá se enfrentam como parte do Rivalry Series. Serão dois jogos em dezembro, durante o recesso de fim de ano da NCAA (National College Athletes Association). Ontem (14) as duas equipes se enfrentaram em Hartford, Connecticut, com vitória das americanas em solo estadunidense. 

    Desta forma, a segunda partida será no Canadá, na terça-feira (17) em Moncton, New Brunswick. Além disso, as atletas se enfrentarão em fevereiro de 2020, nos dias 03 (Victoria, British Columbia), 05 (Vancouver, British Columbia) e 08 (Anaheim, Califórnia). As duas últimas partidas acontecerão em arenas de equipes da NHL.

    Novas caras na seleção americana

    A equipe estadunidense conta com 17 integrantes do plantel que conquistou o ouro no Mundial de 2019, com nomes como Cayla Barnes, Kacey Bellamy, Megan Bozek, Sydney Brodt, Dani Cameranesi, Alex Carpenter, Alex Cavallini, Jesse Compher, Kendall Coyne Schofield, Megan Keller, Amanda Kessel, Hilary Knight, Emily Matheson, Annie Pankowski, Kelly Pannek, Maddie Rooney e Lee Stecklein.

    Entretanto, tivemos diversas estreantes na seleção, como Kelly Browne da Boston College, Natalie Buchbinder, Britta Curl e Abby Roque da University of Wisconsin, Clair DeGeorge da Bemidji State e Aerin Frankel da Northeastern University.

    Dez estados estão representados, com Minnesota contando com cinco nativas e Illinois, Massachusetts e Nova York com três cada. Além deles, Califórnia, Michigan e Wisconsin têm duas atletas. Por sua vez, Alaska, Idaho e North Dakota contam com uma representante cada.

    Canadá aposta na experiência

    As canadenses convocaram um grupo experiente, com 14 veteranas da Rivalry Series de fevereiro, com Victoria Bach, Ann-Sophie Bettez, Renata Fast, Laura Fortino, Brianne Jenner, Rebecca Johnston, Genevieve Lacasse, Jocelyne Larocque, Emerance Maschmeyer, Sarah Nurse, Marie-Philip Poulin, Jillian Saulnier, Natalie Spooner e Blayre Turnbull.

    Ademais, o plantel inclui 18 atletas que conquistaram a medalha de bronze neste ano em Espoo, na Finlândia. Dentre elas, Bettez, Jaime Bourbonnais, Emily Clark, Melodie Daoust, Fast, Fortino, Loren Gabel, Johnston, Lacasse, Larocque, Maschmeyer, Nurse, Poulin, Saulnier, Spooner, Turnbull, Micah Zandee-Hart.

    Primeiro Jogo: EUA 4-1 Canadá

    No primeiro período, com Coyne Schofield na penalty box por hooking, a canadense Bach abriu o placar no power play em Hartfort, com assistências de Bourbonnais e Daoust. Logo em seguida, com Gabel (cross-checking) e Saulnier (slashing) servindo suas penalidades, as americanas conseguiram empatar a partida na vantagem numérica, ainda que Britta Curl (slashing) também estivesse na penalty box. Megan Keller marcou, com assistências de Pankowski e Matheson. O Canadá, por fim, ficou desfalcado mais uma vez durante o período, quando Turnbull foi penalizada por cross-checking.

    Em seguida, a virada veio com Amanda Kessel, no final do segundo período, durante um power play para as americanas. O feito foi assistido por Kelly Panek e Alex Carpenter. Durante a segunda parte da partida tivemos uma penalidade americana (Kacey Bellamy, por interference) e três canadenses (Daoust, roughing; Gabel, roughing; Mikkelson, roughing).

    No terceiro e último período, os EUA ampliaram a vantagem, com Abby Roque fazendo o terceiro gol da equipe, com assistências de Britta Curl e Lee Stecklein. A equipe ainda marcou seu último e quarto gol pouco mais de um minuto depois, com Alex Carpenter assistida por Amanda Kessel e Kelly Pannek. Por fim, Megan Keller foi penalizada por roughing e cedeu um power play de 19 segundos para o Canadá. Entretanto, a partida já havia sido decidida e os EUA conquistaram a vitória. 

    Após esta vitória por 4-1, as americanas viajam ao Canadá para um novo confronto nesta terça-feira em Moncton, New Brunswick. 

    (Foto: CBC.ca/Reprodução)

  • A volta para casa: como Patrick Marleau se (re)adaptou aos Sharks

    A volta para casa: como Patrick Marleau se (re)adaptou aos Sharks

    Em 1997, tendo o segundo overall pick no Draft, o San Jose Sharks escolheu Patrick Marleau. Com apenas 17 anos, o jogador aprendeu a combinar seu talento nas zonas ofensiva e defensiva, se tornando, assim, peça essencial e uma das grandes lendas dos Sharks.

    Porém, na temporada 2017-18, o veterano do time da Califórnia arrumou suas malas e partiu para Toronto, em um contrato de três anos com os Maple Leafs. Após duas temporadas no Canadá, o nativo de Swift Current retornou aos Sharks para mais uma temporada. 

    Passados dois meses do início da temporada, o NHeLas analisou como tem se dado a volta de Marleau à San Jose.

    De San Jose para Toronto

    Após duas temporadas jogando pelo Seattle Thunderbirds da WHL, Patrick Marleau entrou para o Draft de 1997. Sendo um dos mais novos jogadores do evento, o canadense foi, portanto, draftado em segundo lugar overall, pelo San Jose Sharks. Ele ficou atrás apenas do seu atual teammate, Joe Thornton, que foi o first overall daquela ano, escolhido pelos Bruins.

    Patrick Marleau, no Draft 1997, ao lado dos representantes do San Jose Sharks.
    Foto: reprodução/nhl.com

    O jogador canadense bateu diversos recordes enquanto estava no time. Primeiramente, se tornou capitão do San Jose durante a temporada 2003-04. Seguidamente, ultrapassou, em 2007, a marca de 451 pontos de Owen Nolan. Desta forma, se tornou, por fim, o jogador dos Sharks com mais pontos na história da franquia. Em 2016, atingiu a marca de 1400 jogos disputados na NHL. Assim, tornou-se o jogador mais novo da Liga a atingir a meta com a mesma franquia. Além disso, o fato de o mesmo ter participado de dois lockouts só tornou a conquista mais impressionante.

    No entanto, após 20 anos grandiosos junto aos Sharks, Marleau anunciou em 2017 que havia assinado um contrato de três anos com os Leafs, no valor 6.2 milhões de dólares. Durante sua breve estadia em Toronto, o jogador conquistou outros marcos miliários. Jogou sua 1.500º partida na NHL e marcou 1.122 pontos, ultrapassando a marca do ex-jogador dos Leafs, Darryl Sittler. Por fim, ficou entre os 58 melhores de todos os tempos.

    O retorno a San Jose

    Por fim, em 22 de junho de 2019, anunciando que precisavam liberar o cap salarial, os Leafs fizeram uma troca com o Carolina Hurricanes. Desta forma, em troca de um sixth round pick no Draft de 2020, Marleau iria para o time de Raleigh, juntamente de uma first (condicional) e seventh round pick no Draft 2020. Porém, ao demonstrar seu interesse em voltar para a West Coast, o Carolina comprou o ano restante do contrato de Patrick e o liberou do time. 

    Finalmente, após três jogos já disputados na temporada, os Sharks trouxeram o jogador de volta para San Jose. Foi acertado, então, com o jogador um contrato de apenas um ano, finalizado no valor de 700 mil dólares. Doug Wilson, GM dos Sharks, anunciou que a vinda de Marleau para o time, que não havia começado a season 2019-20 da melhor forma, era de extrema importância. Também ressaltou a necessidade de ter um jogador veterano como Patrick na equipe, que entende como o jogo da equipe funciona e que pode motivar os mais novos. 

    O desempenho no time

    Desde sua vinda para o time, Marleau marcou 11 pontos, em 30 jogos disputados. Ele é o sexto melhor jogador do time nesta temporada, com mais gols marcados (seis). Porém, está atrás no quesito assistência, sendo o 11º, com apenas cinco gols. O primeiro gol veio em outubro, na vitória dos Sharks contra os Blackhawks, em sua reestreia pela equipe. O gol foi durante um power play e o fez a estrela da partida.

    Apesar de ter perdido seu primeiro training camp em 22 temporadas na NHL, ele ainda sim continua a mostrar que é um dos melhores jogadores da Liga, e seus companheiros de equipe concordam. O forward dos Sharks, Tomas Hertl, em entrevista para a CBC, exaltou o quanto Marleau é uma peça essencial para o time.

    “Ele ainda é rápido e pode andar de skate como ninguém. Está sempre em uma forma incrível, porque está trabalhando duro. E ele ainda é jovem por causa disso. Ele é físico, e também pode marcar gols”.

    Sendo assim, é esperado que, ao longo da temporada, o jogador possa continuar quebrando recordes pelo time. Talvez possa ainda ser um dos responsáveis por levar os Sharks aos playoffs, como fez outras tantas vezes.

    Foto: Reprodução/nhl.com