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  • 49 anos depois, Boston voa contra Blues e leva Jogo 1

    49 anos depois, Boston voa contra Blues e leva Jogo 1

    O Boston Bruins e o St. Louis Blues jogaram ontem (27) a primeira partida da final da Stanley Cup.

    Blues 2, Bruins 4

    A partida começou com os dois times equilibrados no gelo. Boston viu seu puck ser parado nada menos do que oito vezes por Jordan Binnington nos primeiros 20 minutos. Enquanto isso, do outro lado, Tuukka Rask deixou passar o primeiro gol dos Blues. Brayden Schenn marcou aos 7:23 após um rebote.

    Com a vantagem no começo do segundo período, não demorou para St. Louis aumentar o placar. David Pastrnak acabou se atrapalhando e passou o puck para Shenn. O canadense, então, assistiu Vladimir Tarasenko para marcar o segundo, e último, gol dos Blues. Daí para frente só teve espaço no gelo para o time da casa.

    Com 76 segundos depois do gol dos Blues, Boston finalmente respondeu. Connor Clifton fez o seu segundo na Liga ao colocar o puck para dentro do gol de Binnington. Depois disso, cometendo muitas penalidades e um 4-on-5 não muito eficiente, os Blues deram a chance de Boston empatar. Charlie McAvoy aproveitou o power play para marcar, sem assistência, logo após que Oskar Sundqvist deu um cross-checking em Clifton. Se o primeiro período acabou com oito tiros a gol para cada time, o segundo teve St. Louis mais apagado com apenas três, 15 a menos que os Bruins.

    Os Blues até tentaram se recuperar no último período, mas nenhuma das nove tentativas de colocar o puck na rede obtiveram sucesso. O gol do desempate veio do taco de Sean Kuraly aos 5:21 do terceiro período. A jogada começou com Zdeno Chara, que mandou o puck para Binnington defender. Noel Acciari, então, achou e passou para Kuraly. Este, por sua vez, conseguiu passar o disco pelo goleiro dos Blues.

    A jogada mais comentada da noite aconteceu na metade do terceiro período. Torey Krug e David Perron se atracaram na frente do gol de Boston. Na ocasião, Perron arrancou o capacete de Krug, que certamente não ficou nada contente. Ao ver Perron se aproximar do banco, Krug seguiu do puck e “repetiu” a icônica cena de 49 anos atrás, atingindo Robert Thomas.

    Para finalizar a partida, Marchand fez o quarto gol de Boston no empty net. Os dois times agora se enfrentam novamente na quarta-feira (29), em Boston.

    Foto: Reprodução/USA Today

  • Finlândia surpreende favoritos e conquista o ouro no Mundial de Hóquei

    Finlândia surpreende favoritos e conquista o ouro no Mundial de Hóquei

    A equipe nórdica chegou na competição desacreditada. Mesmo assim, eliminou os favoritos Suécia e Rússia, além de ter vencido o Canadá na final, pelo placar de 3-1. Curiosamente, o segundo ouro dos finlandeses na competição também foi na Eslováquia, em 2011. Os russos, por fim, levaram o bronze, vencendo a equipe tcheca pelo placar de 3-2.

    Seleções fortes com surpresas dos playoffs da NHL

    O Mundial de Hóquei costuma ser injusto com as seleções lotadas de estrelas em times competitivos. Isso se deve pois o evento coincide com o auge dos playoffs da NHL. Entretanto, com as surpresas nos dois primeiros rounds deste ano, equipes como Suécia, Rússia e Estados Unidos conseguiram montar um plantel cheio de estrelas.

    A equipe escandinava, inclusive, vinha de duas campanhas bem sucedidas. Havia conquistado o ouro contando com o MVP da competição de 2017, William Nylander. Além dele, os suecos contaram com jogadores importantes como Henrik Lundqvist, Elias Pettersson, Patric Hornqvist e Gabriel Landeskog. No fim, foram eliminados pelos arquirrivais finlandeses nas quartas de final.

    A Rússia, por sua vez, levou estrelas como Alex Ovechkin, Evgeni Malkin, Ilya Kovalchuk, Nikita Kucherov e Andrei Vasilevskiy, dentre outros. O país já é conhecido por sempre levar equipes competitivas para o campeonato. Dessa vez, contou com suas principais estrelas se juntando aos compatriotas logo após eliminação dos playoffs. Mesmo assim, os russos deixaram de ter a presença de atletas como Artemi Panarin, Sergei Bobrovsky e Ivan Provorov. Esses três jogadores estão sem contratos na NHL e, consequentemente, sem a segurança de poderem competir internacionalmente. Os russos também caíram para os finlandeses nas semifinais.

    Rússia perde para Finlândia na semifinal
    Fim de jogo para Rússia na derrota contra a Finlândia na semifinal. (Foto: Reprodução/fhr.ru)

    Prospect Jack Hughes estreia pela equipe adulta dos EUA

    Quanto aos americanos, a sua equipe foi formada por um misto de experiência e juventude, liderados por seu capitão Patrick Kane. A seleção contou com o prospect ranqueado em primeiro lugar entre norte-americanos para o draft deste ano, Jack Hughes. O jogador até começou a competição com a proteção no rosto devido à sua idade. Além disso, figuras importantes e experientes como Ryan Suter, James Van Riemsdyk, Alec Martinez e Cory Schneider fizeram parte da equipe. Também contaram com jovens como Alex DeBrincat, Zach Werenski, Jack Eichel, Noah Hanifin e Colin White. Os americanos perderam para os russos nas quartas de final.

    Ineditismo de equipes não favoritas

    Desde o início da competição, a equipe da Grã-Bretanha ganhou a simpatia do público. O país foi recém promovido para a primeira divisão do hóquei no gelo. Desde suas tradições durante os treinamentos ao canto um tanto quanto não ortodoxo após sua única vitória, os britânicos foram felizes no campeonato. Conseguiram se manter na divisão e, principalmente, rebaixaram sua grande rival, a França.

    Já a Itália chamou a atenção nas redes sociais por outro motivo: sua inabilidade de marcar gols. A equipe da terra da bota só conseguiu chegar ao fundo das redes no jogo contra a Áustria, ganhando por 4-3.

    A Itália perdeu todos os jogos e marcou apenas um gol
    A Itália tentou e conseguiu fazer um único gol na competição. Aqui, é derrotada pela Suíça. (Foto: Reprodução/IIHF)

    Dentre os destaques, temos a República Tcheca. A equipe chegou às semifinais com nomes importantes como Jakub Voracek e Jakub Vrana. Além dos tchecos, a Suíça até sonhou com uma classificação às semis. Vencia o Canadá até o último minuto do confronto, quando Severson levou a partida para a prorrogação e Stone virou o jogo. Os alemães, por sua vez, liderados por Leon Draisaitl, também fizeram boa campanha. No entanto, não conseguiram vencer os tchecos e caíram nas quartas. Ainda participaram da competição a Eslováquia, a Noruega, a Dinamarca e a Letônia.

    Finlândia vive história de Cinderela na conquista do ouro

    Os canadenses sofreram o primeiro baque logo antes do início da competição. John Tavares foi cortado da equipe por lesão. Ainda assim, a equipe contou com jogadores de destaque na NHL, como Mark Stone, Jonathan Marchessault, Sean Couturier e Matt Murray. Mesmo com algumas estrelas, o Canadá passou por alguns apuros. Ficou muito próximo de ser eliminado pela Suíça nas quartas de final. No jogo decisivo contra a Finlândia, o goleiro Murray deixou a desejar e o ataque canadense não conseguiu se impor perante a atuação do goleiro finlandês Kevin Lankinen.

    Desfalcada pela ausência de figuras importantes como Mikko Rantanen, Sebastian Aho e Patrik Laine, todos sem contratos (são restricted free agents) na NHL, a Finlândia chegou na competição desacreditada. Com apenas dois jogadores que atuam na América do Norte, a equipe nórdica teve um desempenho memorável. Desde o dominante prospect Kappo Kakko, ranqueado em primeiro lugar entre os patinadores europeu, à atuação heróica do goleiro Lankinen. O goleiro também é representante de equipes americanas, já que pertence ao Rockford IceHogs, parceiro do Chicago Blackhawks na AHL. Quanto a Kakko, com este ouro, o jovem chegou à vitória em três níveis diferentes: sub-18, sub-20 e adulto.

    Foto de capa: Reprodução/IIHF.com

  • A estrada até aqui: St. Louis Blues

    A estrada até aqui: St. Louis Blues

    Ao som de “Gloria”, de Laura Branigan, os torcedores do St. Louis Blues comemoraram a classificação do time à final da Stanley Cup. Vencedores do troféu Clarence S. Campbell, derrotaram o San Jose Sharks. Se tornaram, então, campeões da Conferência Oeste.

    Se superando até o último minuto dos 82 jogos regulares, o time de Missouri enfrenta agora o Boston Bruins. Time esse que vem sendo cotado para ganhar o troféu desde a temporada regular. Com jogo ofensivo e apostas como Jaden Schwartz e Vladimir Tarasenko, o St. Louis tem um elenco recheado de jogadores com condições suficientes de levar o time a levantar a taça mais cobiçada da Liga.

    A estrada até aqui

    Diferente do seu oponente, o St. Louis Blues esteve longe de fazer a melhor temporada de sua carreira. Foram necessárias mudanças na comissão técnica e elenco. Como consequência, o campeão da Conferência Oeste teve a oportunidade de fazer uma das melhores campanhas nos playoffs de sua história.

    Em novembro, a situação fora do rinque não era agradável. Com jogadores que não se entendiam, ocupavam a última posição na tabela da Divisão Central. Assim, os Blues demitiram o técnico, Mike Yeo. Com isso, elevaram para o posto de técnico interino o assistente, Craig Berube. O time tinha resultados caóticos no último mês do ano. Na época, as chances de os Blues chegarem à final da Stanley Cup eram de 0.6%.

    Em janeiro, Berube resolveu dar folga ao veterano das redes dos Blues, Jake Allen. Ao invés, arriscou o rookie Jordan Binnington, reserva da equipe. E este não decepcionou. Binnington parou 25 shots no seu primeiro jogo na NHL, contra o Philadelphia Flyers. Por fim, levou o time a uma vitória de 3 a 0, fazendo com que os Blues ficassem com 38 pontos. No final do mês, o time estava a três pontos de conseguir um lugar para os playoffs no wildcard.

    No início de fevereiro, com 11 vitórias consecutivas, o time tinha o segundo maior recorde de vitórias em toda a NHL. Binnington, com um percentual de defesa em .947%, solidificou sua posição como goleiro regular do time. Os Blues, com 69 pontos e após muito trabalho dentro e fora do rinque, chegaram ao terceiro lugar da Divisão Central. Assumiam, assim, uma posição para disputar os playoffs.

    O St. Louis chegou ao final da temporada com 99 pontos, um a menos que Nashville. Permaneceram na terceira posição da Divisão Central, com um percentual de 10.1% de chances de conquistar sua primeira Stanley Cup. Nada mal para um time que precisou recomeçar do zero. Além disso, ao final de dezembro, não tinha sequer esperanças de competir por uma posição na disputa dos playoffs.

    A jornada nos Playoffs

    O time da cidade de St. Louis começou o Round 1 com uma equipe totalmente diferente. Mais ofensiva, tentava ter para si ao máximo a posse do puck.

    Seu primeiro adversário na longa jornada até a Stanley Cup foi o Winnipeg Jets. A disputa na série foi acirrada entre os dois times. Os Blues ganharam cinco dos seis jogos disputados, com apenas um gol de diferença. O time de St. Louis assumiu o controle de toda a série. Sendo assim, no Jogo 6, com hat-trick de Schwartz, a equipe de Missouri derrotou os Jets e passou para a segunda fase dos playoffs. Até então, dos sete times que mudaram seus técnicos durante a temporada regular, os Blues eram o único que ainda continuavam na disputa. A influência de Craig Berube no time foi tão grande que o técnico foi escolhido como um dos finalistas do troféu Jack Adams, para melhor técnico da temporada.

    O oponente dos Blues agora era o Dallas Stars, que também não teve uma temporada espetacular. Ambos os times, nos sete jogos disputados na série, atacaram de forma quase brutal. Mas foram os Blues que obtiveram melhor desempenho nas partidas disputadas. Mostraram um jogo defensivo, impossibilitando o ataque dos Stars de chegar no gol de Binnington. Também extremamente ofensivo, criaram diversas chances e não deram descanso algum para o goleiro dos Stars, Ben Bishop.

    Mas foi jogando em casa, no Jogo 7 da série, após uma falha da defesa do time de Texas durante o segundo OT da partida, que o orgulho da cidade de St. Louis, Patrick Maroon, marcou o segundo gol do jogo. Assim, os Blues avançaram para a Conferência Final em um jogo emocionante para a equipe. Agora, cada vez mais perto do troféu da temporada.

    Final de Conferência

    A série contra os Sharks talvez tenha a sido a de mais facilidade para o St. Louis. Apesar de terem começado com uma derrota de 6-3, no Jogo 4 os Blues começaram a dar indícios de que poderiam vir a levar o troféu da Conferência Oeste. No Jogo 6, vindo de duas vitórias consecutivas, os Blues não enfrentaram nenhuma resistência. Assim, derrotaram o time da Califórnia com um placar de 5-0. Destaque para o hat-trick e jogo espetacular de Schwartz, figura essencial tanto na temporada regular, quanto nos playoffs, sendo o líder do time em saldo de gols.

    Depois de uma das temporadas mais instáveis da NHL, os Blues se classificaram para a final da Stanley Cup. Saindo da última posição para uma vaga na disputa pelo prêmio mais valioso da temporada. E, finalmente, com uma das equipes mais ofensivas dos playoffs. O único time que apresenta uma equipe mais ofensiva que os Blues é justamente o Boston Bruins, seu oponente na fase final.

    História antiga

    Não é a primeira vez que os dois times se encontram em uma final de Stanley Cup. A última vez foi na década de 1970, quando os Bruins venceram num placar de 4-3. Desde então, os Blues nunca mais estiveram em uma final dos playoffs. É uma conquista merecida para o time de St. Louis, que se superou mais do que qualquer outro durante a temporada regular. Eles tentarão vencer Boston utilizando seus melhores jogadores e estratégias dentro do gelo. Mas o principal fator é a torcida. Essa que espera há anos por esse acontecimento e está ansiosa pelo momento em que o time irá levantar sua primeira taça em casa. Para o bem dos fãs e da cidade de St. Louis, ficamos na torcida para que esse seja seu ano de sorte.

    Confira também a jornada do Boston Bruins até a final da Stanley Cup aqui.

  • Para quem você deve torcer nessa Stanley Cup Final?

    Para quem você deve torcer nessa Stanley Cup Final?

    Seu time já caiu fora na temporada e você está se sentindo órfã?

    Perdeu tudo o que aconteceu até aqui e está perdida?

    Está na dúvida entre os dois times muito bons?

    Rask ou Binnington?

    A gente te ajuda a decidir pra quem torcer nessa final de Stanley Cup! Preparamos um teste para te iluminar!

    E não se esqueça que a série final começa hoje e, como sempre, estaremos acompanhando tudo via Twitter, Instagram e com recaps aqui no site!

  • A estrada até aqui: Boston Bruins

    A estrada até aqui: Boston Bruins

    Boston Bruins chegou à final da Stanley Cup, que começa na segunda-feira (27), com grandes expectativas. Campeões em 2011, os ganhadores do troféu Prince of Whales tiveram uma pós-temporada bastante movimentada. De início, levaram o Round 1 no Jogo 7 contra o Toronto Maple Leafs. Depois, o Round 2, após seis jogos contra o Columbus Blue Jackets. Por fim, eliminaram o Carolina Hurricanes na final da Conferência Leste. O time tem sido uma grande aposta para ganhar a Stanley Cup.

    Com uma folga de 11 dias após a vitória contra os Canes, o time está bastante confiante e tranquilo para as finais. Apesar de não ter treinado no sábado devido a uma doença, David Krejci deve estar preparado para o jogo de segunda. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo sobre Chris Wagner. O jogador que deve ficar fora do Jogo 1, segundo o treinador Bruce Cassidy.

    Mesmo com as possíveis baixas, o time está em boas mãos. Apesar de sete dos seus jogadores já terem jogado em finais da Stanley Cup, para 14 deles é a primeira vez. Essa expectativa de ver uma temporada de altos e baixos sendo bem sucedida está deixando o torcedor ansioso para essa série final. Além disso, a expectativa de levantar a taça pode ser algo produtivo para o rendimento do time no gelo.  

    A estrada até aqui

    Jogando 82 jogos na temporada regular, Boston conquistou 49 vitórias, conseguindo oito jogos acima da média da Liga. O time conseguiu manter um placar estável durante a temporada, com algumas séries boas com no mínimo três gols em sua maioria. Em um confronto em Janeiro, com o agora adversário St. Louis Blues, saiu vencedor com o placar de 5 a 2. Por outro lado, os Bruins sofreram uma derrota novamente contra os Blues em fevereiro por 2 a 1.

    Para alguns jogadores, as estatísticas individuais também se mostraram positivas. O veterano Brad Marchand terminou a temporada regular com 100 pontos, David Pastrnák, mesmo lesionado, fez 235 shots e Patrice Bergeron ajudou com 32 gols e 47 assistências. Na defesa, o destaque foi de Torey Krug que, participando de 64 jogos ao total, marcou seis gols e fez 47 assistências. Ficando à frente de Charlie McAvoy, que foi responsável por 21 assistências e sete gols ao total. Os dois jogadores conquistaram pontuações altas ficando no top 10 da pontuação geral na temporada regular, junto com Krejci e Jake DeBrusk.

    A jornada nos playoffs

    Se na temporada regular o Boston teve como destaque seus veteranos, nos playoffs nada menos do que 19 jogadores diferentes marcaram. Entre eles estão Marcus Johansson e Charlie Coyle que só chegaram no time recentemente. Destaque também para o capitão Zdeno Chara sendo um grande auxiliador nos jogos. Novamente se destacando, McAvoy conquistou um gol e seis assistências nos 16 jogos que participou. Krug, por sua vez, fez onze assistências em 17 jogos.

    O goleiro Tuukka Rask pode não ter aparecido tanto na temporada regular, mas nos playoffs não podemos dizer o mesmo. Com 549 defesas somente nos playoffs, o finlandês tem sido a grande aposta do público para ganhar o Conn Smythe Trophy.

    Rask deixou o puck passar somente 32 vezes nesses 17 jogos, ficando com uma média de 1,8 gols por jogo. Foram 12 vitórias, somente cinco derrotas e ainda conseguiu dois shutouts. O camisa 40 tem sido um dos grandes responsáveis para os Ursos chegarem nas finais.

    História antiga

    Essa será a primeira vez que os times se enfrentam em uma final de Stanley Cup desde 1970. Na época, Bobby Orr fez um icônico gol na final do Jogo 4. Gol esse que fechou a varrida contra os Blues, garantindo a taça para o time preto e amarelo. Será que eles conseguirão esse feito novamente? Lembrando que na chave do Leste, todo time que varreu, foi varrido na rodada seguinte.

    Outro que também tem história antiga com o time de St. Louis é David Backes, que jogou durante 10 anos com o time, sendo cinco como capitão. Backes mantém uma amizade com seu antigo time, mas revelou durante uma entrevista, em tom de brincadeira, que nos próximos dias a amizade será deixada de lado até o fim do campeonato. Afinal, ele não esperou 13 temporadas por esse momento à toa!

    Foto: Reprodução Twitter/Boston Bruins

    Confira também a jornada do St. Louis BLues até a final da Stanley Cup aqui.

  • St. Louis Blues na Stanley Cup ao vencer Jogo 6

    St. Louis Blues na Stanley Cup ao vencer Jogo 6

    Nesta terça (21), houve o sexto jogo na Enterprise Center, no Missouri, com o time da casa levando a melhor. Com um placar de 5 a 1, os Blues estão oficialmente na final depois de 49 anos!

    Sharks 1, Blues 5

    Primeiramente, os Blues estavam jogando de forma superior aos Sharks, principalmente por conta dos desfalques do time adversário.

    Três dos seus principais jogadores se lesionaram no jogo anterior em San Jose. Foram eles, Tomas Hertl, Erik Karlsson e Joe Pavelski. Esse último, inclusive, recebeu outra concussão na cabeça completamente ignorada pela arbitragem. O resultado disso foi um Sharks bem mais enfraquecido.

    O primeiro gol dos Blues veio aos 1:32 do primeiro período, feito por David Perron. Os Blues ofereciam perigo a todo momento e, com muito esforço, Martin Jones tentava seu melhor para evitar que os pucks entrassem. Mesmo assim, veio o segundo gol, aos 16:16. Um gol de power play feito por Vladimir Tarasenko. Com o placar 2 a 0, a esperança parecia já acabava para os Sharks.

    Entretanto, no segundo período, Dylan Gambrell marcou um gol e pareceu ter acordado os jogadores do time da Califórnia. Mesmo assim, isso não impediu Brayden Schenn de fazer o terceiro dos bluenotes, aos 12:47.

    Porém, no terceiro tempo, os Sharks mudaram totalmente de atitude. No total, foram dez shots ao gol contra apenas três dos Blues. Mas Jordan Binnington estava inspirado e simplesmente defendeu todos. Inclusive pegou um shot de Logan Couture quando este ficou cara a cara com o goleiro canadense.

    Definitivamente, não era a noite dos Sharks, já que no final ainda saiu mais dois gols dos Blues para acabar com os sonhos dos fins. Tyler Bozak e Ivan Barbashev foram os autores.

    Assim terminou o terceiro período. O St. Louis Blues avançam para as finais contra o Boston Bruins. Missouri torce agora para que o final seja diferente do que ocorreu nos anos 70, quando foram varridos pelos ursos.

    Foto: Reprodução NHL.com

  • Professional Women’s Hockey Players Association é anunciada

    Professional Women’s Hockey Players Association é anunciada

    A hashtag #ForTheGame, criada pelas atletas norte-americanas após o encerramento das atividades da CWHL, está começando a dar resultados, mesmo que ainda exista um longo caminho a percorrer. O objetivo das atletas é reivindicar a criação de uma liga feminina de hockey com melhores condições de trabalho, melhores salário e segurança, o que para elas, a NWHL não oferece.

    Nesta semana, o New Jersey Devils anunciou que está desfazendo a sua parceria com o Metropolitan Riveters, time feminino da NWHL. O Rivers deve continuar existindo, mas não mais atuará na Prudential Center e deve ser relocado. O Devils também disse que irá abrir espaço no gelo para mulheres que desejarem praticar o esporte.

    Mas, se por um lado essa notícia possa ser um pouco desanimadora, outra notícia dessa semana deu uma pontinha de esperança para o hockey feminino. Nessa segunda (20), foi anunciado a criação da Professional Women’s Hockey Players Association, em resultado da união das jogadoras ao apresentar as reivindicações.


    Atletas divulgam a PWHPA nas redes sociais

    Mais uma vez as atletas norte-americanas usaram o twitter e o instagram para se manifestar sobre a PWHLA. Dessa vez, comemoraram a criação da PWHPA  não apenas pela situação atual do hockey feminino, como também visando futuras jogadoras.

    Relase divulgado pelas jogadoras em suas redes sociais

    A Associação irá funcionar como um veículo dedicado à construção de uma liga feminina viável, seguindo os critérios exigidos pelas atletas. Também será sua função ajudar as jogadoras a conseguir patrocinadores e os equipamentos necessários para treinos.

    “Os membros da PWHPA querem uma liga profissional que irá promover recursos financeiros e estrutura para as jogadoras, proteger e apoiar seus direitos e talentos, promover seguro saúde, e trabalhar com companhias, empresários e esportistas profissionais ao redor do mundo que já manifestaram apoio ao hockey feminino”, diz o release postado pela associação em seu site oficial e também nas redes sociais das jogadoras (imagem acima).

    A Professional Women’s Hockey Players Association, irá abrigar todas as atletas norte americanas e europeias, mesmo aquelas que não possuem vínculo com as seleções. O intuito não é apenas imediato. O objetivo da PWHPA também inclui promover programas e treinamento para jovens jogadoras. Além disso, desenvolver um ambiente com diversidade e a inclusão em todos os níveis do esporte. Mostrar que o hockey é para todos, e que as mulheres também tem direito a ter seu espaço no gelo.

    Foto: Reprodução PWHPA

  • St. Louis Blues vence Jogo 5 contra Sharks e abre vantagem na série

    St. Louis Blues vence Jogo 5 contra Sharks e abre vantagem na série

    Com hat-trick de Jaden Schwartz, o St. Louis Blues dominou o jogo com um placar de 5 a 0 contra o time da casa, ficando assim a uma vitória da final da Stanley Cup.

    Blues 5, Sharks 0

    O time da Califórnia começou o jogo em casa criando algumas chances à gol com Evander Kane, que acabou acertando a trave. No entanto, foi um passe errado de Erik Karlsson que colocou o St. Louis Blues na frente, aos 5:50 do primeiro tempo, com um slap shot de Oskar Sundqvist. A equipe da casa até tentou reagir, dominando o resto do período com 11 shots a gol contra 4 do time visitante.

    O segundo tempo começou com o San Jose movimentando a partida, com outro shot de Kane na trave. Porém, aos 03:05, Schwartz aproveitou um rebound do goleiro dos Sharks e marcou o segundo gol do St. Louis na partida. Depois, aos 13:07, foi marcado um pênalti a favor do time de Missouri, pois Brent Burns utilizou do próprio taco para interferir na jogada de Vladimir Tarasenko. O russo cobrou e, assim, aumentou a vantagem dos Blues para 3 a 0.

    No terceiro período, sem chances contra o time visitante, os Sharks viram o St. Louis expandir ainda mais o placar. Com assistência de David Perron, Schwartz marcou seu segundo aos 03:58, e elevou o resultado para os Blues em 4 a 0.

    Finalizando a tarde com chave de ouro, o canadense voltou a marcar. Foi seu terceiro gol na partida contra o time da Califórnia. Contou com assistência de Tarasenko, aos quatro minutos restantes da partida. O atacante dos Blues concluiu o jogo com um hat-trick, finalizando o placar em 5 a 0 para Missouri.

    St. Louis Blues agora lidera a final da Conferência Oeste. O time conta com uma vantagem de 3 a 2 contra o San Jose Sharks. Assim, ficam a apenas uma vitória da final da Stanley Cup. O time ainda terá a possibilidade de fechar a série em casa no Jogo 6, que ocorre dia 21 de maio.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • St. Louis Blues empata a série em emocionante Jogo 4

    St. Louis Blues empata a série em emocionante Jogo 4

    Nessa sexta (17), o St. Louis Blues venceu o San Jose Sharks após aquele polêmico terceiro jogo.

    Sharks 1, Blues 2

    Novamente no Missouri, o St. Louis Blues fez um jogo memorável onde o maior destaque foi sem dúvida Jordan Binnington. O goleiro canadense fez 29 defesas e sofreu apenas um gol.

    Apesar disso, não foi um jogo fácil. No primeiro período, totalmente dominado pelo time da casa, vieram os dois gols dos Blues na partida. Já não foi tão bom para o time californiano, que estava tendo dificuldades de sair da marcação pesada do time adversário.

    De início, Alexander Steen fez enorme pressão em Brent Burns, desequilibrando-o na sequência da jogada. Acabou deixando escapulir o puck direto para o stick de Ivan Barbashev. O russo, então, finalizou para as redes de Jones e, aos 35 segundos, saiu o primeiro gol do St. Louis Blues.

    Conforme o primeiro tempo ia acabando, os Blues chegavam cada vez mais perto de marcar o segundo. Assim o fez em um power play, aos 17:53. Tyler Bozak foi o autor desse gol. No entanto, Marc-Edouard Vlasic que acabou empurrando com a lâmina dos patins para as redes, após tentar tirar o puck da zona de defesa dos Fins. No geral, o gol só saiu por conta da bagunça que estava a defesa dos Sharks.

    Enfim, o primeiro tempo terminou 2-0. Martin Jones foi o maior responsável pelo placar não ter sido maior, pois, assim como Binnington, ele fazia defesas incríveis. Era esperado, no segundo período, uma reação do time visitante.

    E foi exatamente o que houve. No segundo período, logo de primeira, Marcus Sorensen teve uma grande chance parada por Binnington. Assim como Timo Meier também teve, com o goleiro dos Blues defendendo duas vezes. Apesar dos grandes lances, o segundo período terminou sem nenhum gol.

    Reação dos Sharks no terceiro período, porém não o bastante para uma virada

    Finalmente, o terceiro período começou e, com ele, uma queda de rendimento do time da casa, devido ao cansaço causado pelo primeiro tempo de alta intensidade. Isso possibilitou mais ataques e perigos causados pelos Sharks.

    Primeiramente, os Sharks ofereceram muito perigo, o que exigiu de todos os jogadores da defesa muito esforço para que o puck não entrasse. Mas isso não impediu o gol, feito por Tomáš Hertl, no power play. Aos 6:48, depois de Burns ter lançado um belo passe direto na zona do gol dos Blues, Hertl só teve de empurrar o puck nas redes.

    Porém, mesmo assim, a equipe californiana não soube aproveitar seus power plays. Tyler Bozak saiu-se melhor numa disputa com Burns e quase fez seu segundo ao ficar cara a cara com Jones, que majestosamente fez a defesa. Então, o jogo terminou 2 a 1 para o time da casa. O quinto jogo, que promete ser muito emocionante também, será no SAP Center, na Califórnia.

    Foto: NHL/Reprodução

  • Boston Bruins elimina Canes e avança para a final da Stanley Cup

    Boston Bruins elimina Canes e avança para a final da Stanley Cup

    Com uma vitória de 4 a 0 e dois gols de Patrice Bergeron, o Boston Bruins domina a partida e “varre” o Carolina Hurricanes no Jogo 4 da Conferência Leste. O time da Carolina do Norte pressionou, criou algumas chances, mas não teve êxito diante da defesa do equipe de Massachusetts.

    Bruins 4, Canes 0

    Os Bruins iniciaram o Jogo 4 com uma vantagem de 3 a 0 na série sobre o time da casa. Entretanto, ambos os times entraram no gelo com sede de vitória. Canes até tentou armar algumas jogadas a gol durante o primeiro período, mas foi Boston que criou mais chances com um jogo mais ofensivo. Eles dominaram o primeiro período, dando trabalho para o goleiro do Carolina, Curtis McElhinney, que fez diversas defesas espetaculares.

    Os Hurricanes começaram o segundo período com um jogo mais ofensivo. No entanto, aos 04:46, Brad Marchand passou o puck para David Pastrnak colocar os Bruins na frente com um gol no power play.

    Com a vantagem do time visitante, os Canes desaceleraram no jogo. Assim, abriram espaço para Patrice Bergeron marcar o segundo gol do Boston, com assistência de Pastrnak, faltando 01:26 para o fim do segundo período.

    No terceiro período, os Hurricanes tentaram criar algumas jogadas a gol, mas não conseguiram passar pela defesa do adversário. Aos 10:32, Bruins marcaram seu terceiro gol do jogo, novamente com Bergeron. O canadense recebeu o puck de Pastrnak e marcou seu segundo na partida. Assim, Boston abriu vantagem de 3 a 0 no time da cidade de Raleigh.

    Nos últimos minutos da partida, os Canes arriscaram com um empty net e um jogador a mais no rinque. O time ameaçou o gol de Tuukka Rask algumas vezes, mas sem sucesso.

    Faltando três minutos para o fim, o time da casa viu suas chances na conferência terminadas. Marchand acabou dando o golpe final ao colocar o puck no fundo da rede. Finalizou, então, o jogo em 4 a 0 para os Bruins. Assim, o time, conquistando o troféu Prince of Whales como campeão da Conferência Leste, avançou para a final do campeonato.

    Apesar do ótimo jogo defensivo e ofensivo do Boston Bruins, os Canes saem da disputa pela Stanley Cup após uma temporada incrível e cheia de êxitos.

    Foto: Reprodução/NHL.com