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  • A segunda noite da segunda rodada, Canes e Sharks vitoriosos

    A segunda noite da segunda rodada, Canes e Sharks vitoriosos

    Nessa noite de sexta (26), tivemos o segundo round dos playoffs da NHL com um overtime em Nova York e um festival de gols em San Jose.

    New York Islanders 0, Carolina Hurricanes 1 (OT)

    Dez dias afastados dos rinques, o Islanders voltou a jogar depois de uma incrível primeira campanha contra o Pittsburgh Penguins. O Islanders ganhou todos os quatro jogos pela primeira vez desde 1983. Ano, inclusive, de sua última Stanley Cup. Agora, comandando seus jogos no Barclays Center, eles teriam a difícil missão de enfrentar o time de North Carolina, que se mostrou um adversário muito árduo ao eliminar o atual campeão da Cup, o Capitals.

    O primeiro período do jogo começou fraco, com muitos passes e pouco risco para ambas as equipes. Porém, o Hurricanes logo mudou isso, avançando e arriscando mais alguns tiros ao gol. Logo fizeram com que Robin Lehner, o goleiro do Isles, fosse acionado. Justin Williams foi punido por tripping em Cal Clutterbuck e o Isles conseguiram um PP de dois minutos. Não resultou em gol, graças a Petr Mrázek.

    Em uma disputa de puck, Mat Barzal conseguiu manter o controle de forma magnífica. Em seguida, passou para Jordan Eberle, que finalizou direto para as redes, só que Mrazek conseguiu defender. Em outra oportunidade, em um erro de passe de um jogador do Canes, Josh Bailey roubou o puck e ficou cara a cara com Mrazek. Fez um tacada que o goleiro milagrosamente conseguiu defender.

    Conforme o primeiro período chegou ao fim, o jogo foi esquentando. O Isles é um time agressivo, que apela muito para a intimidação com seus jogadores maiores e robustos. Isso só incentivou mais o Canes a reagir. Ainda nos segundos finais do primeiro período, o Canes conseguiu uma chance incrível. Em um erro de passe de Devon Toews, ele passou o puck direto para o stick de Brock McGinn, que ficou cara a cara com Lehner. Mas o goleiro, maravilhosamente, conseguiu defender. Terminou assim o primeiro período.

    O segundo período começou e, com o placar 0 a 0, era de se esperar um segundo tempo mais disputado e competitivo. E foi exatamente o que houve. O Canes teve duas boas chances frente a frente com Lehner, porém, ele conseguiu defender de forma impecável, esticando toda parte de seu corpo.

    Esse foi um jogo marcado por muitos power plays para as duas equipes que simplesmente conseguiram matar com todos. Os jogadores do Canes bloqueavam os shots, roubavam os pucks dos adversários, mandando pra longe, ou os shots simplesmente paravam na mão de Mrazek. A maior chance do Isles foi em uma disputa de face off. Barzal tinha feito o gol, porém, o capitão Anders Lee cometeu uma goalie interference em Mrazek, se jogando em cima do goleiro. O gol foi, então, anulado e Canes conseguiu um power play.

    Jordan Staal cometeu uma face off violation ao jogar o puck para cima, dando um power play para os Isles no final do segundo período. No rinque ficaram, assim, quatro jogadores de cada lado. No começo do terceiro período, no restante do power play do Isles, Mrazek logo fez uma grande defesa em uma jogada de Casey Cizikas.

    Mais tarde, Cal Clutterbuck cometeu um high stick que acabou machucando o rosto de Trevor van Riemsdyk. Assim, o Canes entrou novamente em um power play, agora de quatro minutos. Porém, logo em seguida, Lucas Wallmark cometeu outro high stick em Valtteri Filppula e, agora, o Isles também entrou em power play. Novamente, temos quatro jogadores de cada lado, que de nada adianta. Boas chances de ambas equipes, paradas pelos goleiros.

    O jogo acabou no 0 a 0 e, então, overtime. No começo, o Isles teve uma boa chance com Barzal lançando o puck nas redes, mas Mrazek mais uma vez defendeu. Logo em seguida, aos 16:00 minutos, o gol da vitória vem. De autoria de Jordan Staal, em um wrist shot com assists de Nino Niederreiter e Brett Pesce. Assim, finalmente, se encerrou o jogo mais acirrado da noite, com ambas as equipes muito equilibradas. Essas séries prometem ser uma das mais agitadas.

    Colorado Avalanches 2, San Jose Sharks 5

    Em noite de grande festa na Califórnia, San Jose Sharks fez uma bela partida em cima do Colorado Avalanches. Porém, nem tudo andava nessa direção. Como visto na série Vegas x Sharks, Martin Jones, o goleiro titular do Sharks, sofreu muitas oscilações durante as partidas. Ele sempre sofria gols nos primeiro segundos das partidas, além de não conseguir fazer defesas que, a princípio, poderiam ser consideradas fáceis. Mas isso não é só culpa dele. Erik Karlsson ainda está se acostumando ao sistema de jogo do Sharks, então todo o sistema defensivo ainda está frágil. Porém, os fãs acreditam em seus jogadores e estes acreditam demais na equipe. Isso se demonstra nos rinques, ainda mais com o capitão Joe Pavelski se recuperando da lesão que sofreu no último jogo contra o Golden Knights. Com Pavelski afastado, eles estão dando tudo de si nos jogos.

    Logo de primeira, veio o susto. Em um rebote de uma defesa de Martin Jones, Gabriel Bourque marcou o primeiro gol dos Avs, aos 17:50. Felizmente, isso não abalou os Sharks. Por ter homens a mais no gelo, o Avs foi punido e os Sharks conseguiu um power play. Nessa, Brent Burns mandou um slap shot, que bateu na lâmina do jogador do time adversário. O Avs foi logo para o ataque e mandou para as redes de Jones, porém o goleiro faz uma defesa incrível no qual ele se jogou no chão e impediu o puck de entrar. Tomas Hertl, por sua vez, lançou um puck que rebateu na trave e, por pouco, não entra. Em seguida, Erik Karlsson lançou para Lukas Radil terminar em um tip in, porém Philipp Grubauer agarrou o disco.

    O gol de empate do Sharks se originou em um face off no qual Logan Couture ganhou na zona de defesa do Avalanches. Ele mandou para Brent Burns, que lançou direto para as redes de Grubauer, que defendeu. No rebote, no entanto, Gustav Nyquist conseguiu fazer o gol, aos 5:16.

    Depois disso, o Avs reagiu, com Mikko Rantanen fazendo o que seria o gol da virada. Porém, ele usou o pé para colocar o puck nas redes, e o juiz anulou o gol. No final do primeiro período, Martin Jones fez uma grande defesa quando ele ficou cara a cara com Carl Soderberg. Enfim, terminou tudo igual no primeiro tempo na Califórnia.

    No segundo período, logo no início, Dylan Gambrell cometeu um tripping em Tyson Jost. Na primeira tentativa de gol, Jones defendeu e a defesa do Sharks jogou o puck para longe. Entretanto, posteriormente, em um belo passe de Mikko Rantanen e Nathan MacKinnon, Colin Wilson virou para os visitantes. O placar ficou 2 a 1 para o Colorado Avalanches, em um power play goal, aos 16:04.

    O Sharks deixou novamente tudo igual, aos 9:55, em uma impressionante jogada de Marcus Sörensen e Joe Thornton, logo após defesa de Jones. Sörensen conseguiu pegar o puck após afastarem do rebote e saiu deslizando, com Thornton ao seu lado. Somente um defensor, Samuel Girard, do Avs, tentava impedir o contra-ataque. De nada adiantou, pois Sörensen mandou o puck para Thornton, que finalizou em um wrist shot majestoso para as redes, indefensável para Grubauer. Os torcedores foram à loucura.

    Logo em seguida, tivemos mais um lance bonito e memorável. Começando na zona de ataque do Sharks, Brent Burns lançou o puck direto para Kevin Labanc, deslizando entre as pernas de Rantanen, que então lançou um wrist shot direto para as redes do Avs. Faltando um minuto para o término do segundo período, Burns ampliou com uma slap shot, com assists de Sörensen e Thornton. Placar de 4 a 2 para o Sharks, em uma virada fantástica.

    No terceiro tempo, o Sharks continuou dominante, com boas chances, enquanto o Avs diminuía um pouco a intensidade do jogo. Em uma grande chance aos 11 minutos, Burns usou todo seu corpo para impedir que o puck chegasse as redes de Jones. Nos segundos finais, Timo Meier fez o quinto gol nas redes vazias do Avs, selando assim a vitória da noite.

    Nos próximos jogos dessa série, esperamos uma reação imediata da equipe de Colorado, que é muito reagente e veloz. Apesar de os Sharks possuírem uma força ofensiva muito boa, ainda é preciso tomar cuidado com a defesa.

  • Bruins e Blues vencem no primeiro dia de semifinais

    Bruins e Blues vencem no primeiro dia de semifinais

    O segundo round dos playoffs já está aqui! Nesta quinta-feira (25) o Boston Bruins e o St. Louis Blues venceram seus primeiros jogos contra Columbus e Dallas, respectivamente. Os vencedores abriram vantagem na série em seus primeiros jogos em casa, ambos pelo placar de 3-2.

    Blue Jackets 2, Bruins 3 (OT)

    Depois de surpreender no primeiro round e varrer o favorito Lightning, Columbus teve um tempo de descanso antes da segunda rodada. Boston, por sua vez, veio de um Jogo 7 contra o Toronto Maple Leafs, mas foi o primeiro a balançar a rede. Acciari colocou o time da casa no placar no primeiro período, assistido por McAvoy, durante o power play adversário. Mesmo assim, Bobrovsky fez várias defesas difíceis nos primeiros vinte minutos, deixando sua equipe viva na partida.

    O segundo período foi marcado por vários pucks no travessão, mas a partida continuou 1-0 para os Bruins até o terceiro período. Columbus empatou com Dubinsky, assistido por Riley Nash, ex-Bruin, aos 7:39 minutos. 13 segundos depois, Dubois virou o jogo para os visitantes, com assistência de Panarin. Mas nos últimos 5 minutos a equipe de Massachusetts igualou o placar, com o nativo do estado Charlie Coyle, levando a partida para a prorrogação.

    O gol que ganhou o jogo também veio de Coyle, que terminou com a partida e assegurou a primeira vitória dos Bruins na série. Foi o quinto gol do center – adquirido na trade deadline do Minnesota Wild – nos playoffs. O próximo jogo acontecerá no sábado (27).

    Stars 2, Blues 3

    Depois de eliminarem dois dos favoritos na conferência, a atenção se voltou para o confronto entre Dallas Stars e St. Louis Blues. Robbi Fabbro abriu o placar para os Blues no início do jogo, seu primeiro gol nos playoffs deste ano. No segundo período, Spezza também anotou o seu, com assistência de Klingberg e Zuccarello.

    O confronto entre as duas equipes é marcado pela presença de grandes estrelas da liga dos dois lados. Na partida de quinta, a de St. Louis se sobressaiu, pois Tarasenko fez a diferença para a equipe da casa. O russo marcou no power play no final do segundo período, dando vantagem aos Blues, além de ter feito outro gol no terceiro, ampliando o placar. Do outro lado, o capitão Jamie Benn diminuiu para Dallas no power play no finalzinho da partida, trazendo seu time de volta para o jogo.

    Um dos fatores para prestar atenção nesta série são os goleiros Ben Bishop, de Dallas, e Jordan Binnington, de St. Louis. Bishop é um veterano da liga, e foi indicado ao troféu Vezina (melhor goleiro da temporada regular) deste ano. Já Binnington é uma sensação, estando superando (e muito!) expectativas em sua primeira temporada na NHL. A próxima partida entre Stars e Blues será no sábado (27).

    Foto: Reprodução/SI.com

  • As conquistas do Wild Card

    As conquistas do Wild Card

    Esse texto foi uma co-autoria entre Juh Guedes e Nathália Caldeira.

    Que os playoffs da NHL são uma das melhores épocas para acompanhar o esporte todo mundo sabe. O que ninguém esperava, era que em 2019 estes playoffs fossem nos levar a resultados históricos, dignos de entrarem para os livros e recordes da liga. E que fossem atrapalhar tanto a bracket de todo mundo que seguiu as estatísticas.

    Comparado com as outras ligas americanas, os playoffs da NHL, estatisticamente, são mais difíceis de prever do que os da NBA e da NFL. O que assistimos em primeira mão este ano, prova o quão especial e único o hockey pode ser.

    Pela primeira vez na história da NHL (e de todas as ligas profissionais americanas), os ganhadores das quatro divisões na temporada regular foram eliminados na primeira fase dos playoffs. E, pela quarta vez, os quatro times que chegaram aos playoffs por Wild Card passaram para o segundo round, mostrando o porquê o nome é Wild Card.

    Avalanche, Stars, Blue Jackets e Hurricanes marcaram pela quarta vez na era da conferência que pelo menos cinco dos times que se classificaram mais baixo na tabela passaram do primeiro round. Enquanto Colombus fez história ao ser o primeiro time na história da NHL a eliminar de forma precoce o melhor time da temporada regular, o Tampa Bay Lightning.

    Mas não foi apenas CBJ que chegou a boas marcas. Os demais times que entraram nos playoffs pelas vagas de Wild Card também fizeram bonito no primeiro round.

    Série Tampa 0 x Columbus Blue Jackets 4

    Todos tinham absoluta certeza que um time que alcançou a marca histórica de 62 vitórias na temporada regular seria um forte candidato a ganhar a Stanley Cup, porém o que aconteceu esse ano foi algo totalmente contrário: Tampa Bay foi mandado embora pelo Columbus Blue Jackets na primeira rodada. E essa perda parece ter desencadeado o “caos” dos playoffs.

    O que aconteceu? Ninguém sabe, nem os jogadores de Tampa, o técnico, talvez nem mesmo os jogadores do CBJ. E, ao invés de a história ter sido feita para os Bolts, foi feita para o Jackets.

    O primeiro jogo, na Amalie Arena, começou muito bem para o Bolts: 3 gols no primeiro tempo, tudo normal até aí. Mas então, Columbus reagiu, marcando um gol no segundo tempo. No terceiro conseguiu a virada, fazendo 3 gols. A partir disso, dominância total e um Bolts enfraquecido. No segundo jogo, também em Tampa, Columbus venceu por 5 a 1. O terceiro, agora na casa de Columbus, foi 3 a 1 e a última partida foi 7 a 3. CBJ levou a série sem que ninguém pensasse que fosse possível.

    Ao tentar encontrar explicações para o porque o Lightning sofreu um apagão, pode-se pensar na suspensão de Nikita Kucherov e a lesão do defensor Victor Hedman. O trio de ataque composto por Point, Stamkos e Kucherov parecia esquecer que estavam jogando os playoffs da NHL, e só resolveram aparecer no último jogo, tarde demais.

    O time que apresentou o jogo mais dominante na temporada regular pareceu ter desaparecido por 4 dias, por mérito total do time de Ohio e especialmente de seu técnico  John Tortorella, que anulou todas as estratégias de Jon Cooper.

    Cooper se demonstrava muito tranquilo mesmo com os resultados ruins, enquanto Tortorella a todo momento motivava seus jogadores, e isso foi fundamental para a perseverança do CBJ que resultou na conquista da série.

    Série Avalanche  4 x Flames 2

    Calgary chegou nos playoffs com a divisão pacífica e o segundo lugar geral na liga debaixo do braço, além de apresentar o segundo melhor ataque da NHL. Jogando em casa, ganhou o primeiro jogo da série por 4 a 0 e se acomodou. Acreditou que seria fácil, afinal os Avs chegaram aos playoffs apenas no segundo Wild Card. Na temporada regular, dos três jogos que os dois times se encontraram, os Flames ganharam todos. Ou seja, era claro qual time estava a frente no confronto.

    Mas o que os Flames esqueceram, é que o Avalanche tem a capacidade de mudar seu jogo ao chegar na pós temporada. Colorado já tinha feito isso ano passado e, nesta temporada não foi diferente. Com um time composto por jogadores rápidos, que souberam aproveitar o meio do rinque e boas chances ao gol, opunham as características do time canadense.

    A falta de experiência dos Flames também pode ter sido um grande fator para a derrota. O time vem passando por uma reformulação, e com isso, a maioria dos seus jogadores participaram apenas uma ou nenhuma vez de playoffs, precisando se acostumar com o novo ritmo de jogo, o que não aconteceu.

    Além disso, com um jogo limpo e preciso, o Colorado Avalanche foi taticamente superior e tirou vantagem de toda decisão ruim que o Flames tomavam, ganhando os 4 jogos seguintes da série mandando a equipe de Bill Peters para casa mais cedo.

    Série Stars 4 x Preds 2

    O Nashville Predators bateu na trave algumas vezes nos últimos anos quando se trata de Stanley Cup. Chegou à final contra os Penguins em 2017, perdendo de forma eletrizante em um jogo 7. No ano passado, perdeu para os Jets na semifinal, e desde então o time não conseguiu o desempenho que apresentara antes.

    Se tratando de um confronto da divisão central, qualquer coisa poderia acontecer. Os Preds levaram o título da divisão para casa apenas no último jogo da temporada regular, e o time vinha apresentando desempenhos semelhantes na reta final.

    Os Stars, por outro lado, conseguiram chegar aos playoffs justamente pela campanha nas últimas semanas. Colocaram sua defesa no lugar e conquistaram a vaga no primeiro wild card, chegando nos playoffs aceitando o que viesse.

    Dallas ganhou o primeiro jogo em Nashville, mas os Preds levaram o segundo e o terceiro, tomando vantagem na série. Mas jogando frente a sua torcida na ACC Arena, os Stars empataram a série em 2 a 2 e desestabilizaram Nashville.

    E, se o time do Texas estava jogando de forma equilibrada, os Predators não conseguiram se encontrar, perdendo o jogo 5. No sexto jogo, jogando em Dallas, o confronto foi para o overtime, onde os Stars colocaram toda a energia da sua torcida para ganhar o jogo com um gol de Kingberg.

    Série Canes 4 x Capitals 3

    O Washington Capitals entrou para os playoffs com a certeza de que iria conseguir o mesmo feito que os Penguins dois anos antes e levar a taça para casa novamente por duas temporadas seguidas. Mas o que eles não contavam, era que os Canes, um dos últimos a se classificar para os playoffs através do wild card, fosse atrapalhar este sonho.

    A verdade, é que o próprio Capitals se sabotou. Com a vantagem de 2 a 0 na série, entrou no jogo 3 achando que ia ser fácil, mas, após levar um gol, o Capitão Ovechkin se envolveu em uma briga com o rookie dos Canes, Andrei Svechnikov. Esta foi a briga mais complicada dos playoffs, onde Ovie e Svech receberam diversas críticas: o mais velho por ter nocauteado um jogador tão jovem e o rookie por ter tentado se equiparar ao veterano. No final, Ovie se desculpou, e Svech disse que não foi ele quem chamou para a briga, apesar de no vídeo ter dado a impressão de que ele quem começou.

    De qualquer forma, este confronto fez com que os Canes passassem a jogar com honra, deixando todos os problemas fora do gelo e, sem a presença do rookie que até então liderava o ataque, ganhasse os jogos 3 e 4.

    Os Capitals ganharam o jogo 5 em casa, mas em um confronto emocionante na PNC Arena, os Canes prolongaram a série vencendo por 5 a 2 o jogo 6.

    Os Capitals não conseguiram encontrar seu jogo frente a torcida dos Hurricanes, mas o adversário não se deixou intimidar pela Capital One no jogo 7, ganhando de 4 a 3 em um double OT e prosseguindo para segundo round.

    Se na primeira rodada dos playoffs já aconteceram tantas surpresas, sem dúvidas vale a pena acompanhar até a final. Com os principais nomes de fora da competição, tudo pode acontecer. Dos que restaram, o time que conquistou a taça mais recentemente foi Boston, em 2011. Com certeza teremos um novo vencedor, correndo risco até de algum título inédito.

  • Canes eliminam os Capitals no jogo 7 e entram para o “clube dos Wild Cards”

    Canes eliminam os Capitals no jogo 7 e entram para o “clube dos Wild Cards”

    Se tem uma coisa que estes playoffs estão fazendo, é mostrar que no hockey tudo é possível! Depois de Columbus Blue Jackets eliminar Tampa por 4 a 0, o Avalanche mandou os Flames para casa por 5 a 1 e os Stars conquistou a vitória sobre os Preds no jogo 6. Enquanto isso, os Canes entraram no jogo 7 com garra para levar a série em uma virada impressionante! E eliminaram o atual campeão da Stanley Cup, o Washington Capitals.

    Essa virada na série começou no jogo 3, após Ovie entrar numa briga com Svechnikov que tirou o jovem jogador dos Hurricanes da série. Washington liderava por 2 a 0, mas os Canes conseguiram empatar e conquistou o jogo 7 de forma impressionante. Mas é claro, com muita emoção até o último segundo.

    Canes 4, Capitals 3 (OT)

    O jogo na One Arena começou com Burakovsky abrindo o placar para o time da casa aos 2:13. Quatro minutos depois Tom Wilson aumentou a diferença para 2 a 0 após receber um passe brilhante de Ovechkin. Os Caps ainda tentaram colocar pressão no primeiro período, mas Mrazek parou todas as jogadas.

    No segundo período, os Canes entraram no gelo parecendo outro time. Sebastian Aho marcou o primeiro para os Hurricanes em um powerplay aos 9:51. Mas os Capitals rapidamente recuperaram a vantagem de 2 gols quando Kuznetsov marcou o primeiro dele na série aos 13:22, após infiltrar na defesa de Canes sem nenhuma dificuldade, abrindo 3 a 1 no placar.

    Então foi a vez dos Canes aparecerem com um jogo ofensivo e decisivo. Aos 16:34, Teravainen estava se afastando do gol quando recebeu o puck de Pesce e, de costas, conseguiu fazer o shoot pro gol e marcar o segundo de Canes.

    Com apenas um gol atrás do placar, o time de Carolina sabia que o empate no terceiro período era fundamental. Por outro lado, os Capitals precisava garantir a vitória, mas os jogadores pareciam achar que ela já estava nas mãos. Mas Jordan Staal tinha outros planos e, com dois minutos do terceiro período, ele empatou o jogo.

    O restante do tempo regular foi marcado por belíssimas defesas dos Canes. Mrazek pegou um puck no ar e, minutos depois, cometeu um rebound que quase resultou em um gol para os Capitals, mas McGinn mergulhou para impedir Blackstorm de colocar o puck no gol.

    O jogo foi para o tempo extra, e os Canes dominaram o primeiro overtime, dando poucas oportunidades para os Capitals marcarem. No segundo overtime, o time da casa teve a oportunidade de terminar o jogo quando os Canes sofreram um powerplay, mas mesmo com a vantagem no gelo, não conseguiu marcar. Foi McGinn que apareceu, mais uma vez para salvar o jogo para Canes, marcando o gol da vitória aos 11 minutos do segundo OT.

    Carolina Hurricanes agora enfrenta os Islanders pelo segundo round dos playoffs. A série começa na sexta.

    FotoReprodução: NHL.com

  • A esperança cessa em Boston e reacende em San Jose

    A esperança cessa em Boston e reacende em San Jose

    Nessa terça, dois jogos definiram o destino de quatro equipes: Bruins, Leafs, Sharks e Vegas. Quem passaria para o round 2 dos playoffs da NHL?

    Bruins e Leafs vinham de jogos super disputados, nos quais ambas as equipes deram tudo de si em luta pelo objetivo maior: a classificação para a segunda fase dos playoffs.

    Na franquia Sharks e Vegas, tínhamos Vegas como favorita, por conta dos deslizes do Sharks. Isso facilitou o caminho do time vice-campeão da última cup.

    Maple Leafs 1, Bruins 5

    O Leafs lutou, lutou, mas não foi suficiente. O Bruins veio com força máxima em TD Garden, onde estava mais do que confortável para cravar a vitória e garantir vaga para o segundo round dos playoffs. Essa vitória não veio somente por causa de uma atuação insegura do goleiro do Leafs, Frederik Andersen. Foi um conjunto de fatores. Por não conseguirem um resultado bom nos power plays e por um “sumiço” da força ofensiva de Marner e Tavares, entre outros.

    No primeiro período, o Leafs até teve algumas chances, todas interrompidas por Tuukka Rask, que estava em uma noite feliz. Então, aos 14:29, veio o primeiro gol do Bruins, feito por Joakim Nordstrom, com assists de Matt Grzelcyk e Sean Kuraly. O segundo gol foi aos 17:46, feito por Marcus Johansson, com um wrist shot sem assist. E o primeiro período terminou assim: 2 a 0 para o Bruins.

    O segundo período começou e nele vimos um Leafs um pouco mais reativo. Em uma disputa de puck, Tyler Ennis fez um passe para John Tavares que marcou um belo wrist shot para o gol. O placar ficou 2 a 1. Enfim, um pouco de esperança para o time canadense, que conseguiu boas chances. O jogo parecia ainda estar aberto, com o Leafs tendo mais shots que o Bruins: 26 a 19.

    No terceiro período, logo no começo, aos 02:40, Sean Kuraly destruiu o sonho dos torcedores do Leafs. Fez um gol com assists de Noel Acciari e Joakim Nordstrom. Tavares teve outra boa chance, porém foi parado por Tuukka. O goleiro decidiu naquela noite que nada entraria em suas redes: ele fez  32 saves em todo o jogo! A partir desse terceiro gol, a força ofensiva do Leafs enfraqueceu de vez. No final do jogo vieram mais dois gols de empty net feitos por Charlie Coyle e Patrice Bergeron.

    Boston Bruins avança e novamente acaba com os sonhos do Toronto Maple Leafs de seguir para o round 2 dos playoffs.

    Vegas 4, Sharks 5 (OT)

    Em um jogo cheio de emoções, e vencido no overtime, o Sharks avançou para a segunda fase dos playoffs. Mesmo em um jogo no qual tudo parecia estar perdido para eles. O jogo foi em SAP Center, na Califórnia, e foi memorável para os torcedores, jogadores e técnicos. Para todos, menos para os jogadores e fãs do Vegas, pois, para alguns, o lance que originou a virada do Sharks é no mínimo “polêmico”.

    O primeiro período foi disputado e ambas as esquipes conseguiram manter o equilíbrio. A primeira chance foi do Vegas, aos 18:26. Porém, foi parada por Martin Jones, o goleiro que até duas partidas atrás era desacreditado por todos. Depois, faltando 18:19 minutos, era hora do Sharks atacar, e  Marc-Andre Fleury fez grande defesa. A receita para o sucesso do Vegas se deveu principalmente ao seu grande poder ofensivo e a seu admirável goleiro canadense. O Sharks praticamente não conseguiu abrir o placar por conta dele. Sharks teve alguns power plays que foram executados de forma falha, com passes errados ou parados por Fleury.

    Por outro lado, a defesa frágil do Sharks deixou o Vegas marcar o primeiro gol aos 10:10 do primeiro período. O gol foi de William Karlsson, com assists de Jonathan Marchessault e Reilly Smith, em um erro de marcação de Erik Karlsson. Depois, Meier teve outra ótima chance, mais uma vez interrompida por Fleury.

    No segundo período, em um gol que pode ser considerado como falha de Jones, Cody Eakin marcou o segundo. Foi revisado pelo juiz por ter sido supostamente originado de um high stick. O juiz entendeu que não, e o gol foi validado. Depois de excelentes defesas de Jones e de Fleury, Max Pacioretty marcou o terceiro gol do time visitante aos 03:36.

    A essa altura, o jogo já parecia estar decidido, faltavam 10 minutos para o tempo acabar. Empatar parecia ser impossível! Porém, o autor do segundo gol, Cody Eakin, cometeu um cross checking, um major penalty, em cima de Joe Pavelski. O jogador do Sharks ficou caído no chão sangrando devido ao impacto com o stick.

    Isso cedeu um power play de 5 minutos e, exatamente nesses 5 minutos, vieram os quatro gols da virada do Sharks. A polêmica se originou daí. Muitos consideraram o lance inofensivo e isso aparentemente prejudicou o Vegas, que cedeu quatro gols em quatro minutos.

    Cody Eakin foi expulso aos 9:13 e, aos 9:20, Logan Couture marcou o primeiro gol. Com um belo wrist shot, despertou os torcedores, revivendo as esperanças de classificação. Tomas Hertl fez o segundo gol, aos 10:13, em uma tip in. Logan Couture novamente fez um gol de slap shot, aos 12:53, e Kevin Labanc, aos 13:21, terminou a virada com um wrist shot. Labanc, Hertl e Meier foram os jogadores de maior destaque na partida, pois buscavam a todo momento uma reação agressiva contra o Vegas. Labanc participou de todos os gols do power play.

    Porém, o jogo ainda não estava decidido, já que Vegas não é um time tranquilo e que desiste fácil. Eles procuraram o empate para levar ao overtime e conseguiram. Faltando 47 segundos para acabar o jogo, Jonathan Marchessault marcou o quarto gol do Vegas e garantiu o empate.

    No overtime, com ambas as equipes cansadas, os goleiros mais do que nunca foram fundamentais, junto com jogadores da defesa. Cada boa oportunidade que Vegas tinha, Jones agia. O mesmo do outro lado, com Fleury parando tudo que chegava até ele.

    Faltando apenas um minuto para acabar o primeiro OT, Erik Karlsson, que não vinha fazendo uma boa partida defensiva, conseguiu roubar o puck. Passou direto para Barclay Goodrow, que driblou o defensor do Vegas, Brayden McNabb, passando pelo goleiro Marc-Andre Fleury. Enfim, marcou o gol da classificação.

    Com isso, San Jose Sharks encerrou a série do Vegas Golden Knights, que até então era o favorito. O Sharks mostrou a perseverança de um time que soube usar as condições ruins a seu favor, honrando seu colega de equipe que saiu machucado.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Capitals perde mais um fora de casa; Dallas vence a série no Jogo 6

    Capitals perde mais um fora de casa; Dallas vence a série no Jogo 6

    A segunda-feira foi agitada nos playoffs da NHL. O Carolina Hurricanes venceu o jogo contra o Washington Capitals, forçando o jogo 7. Enquanto isso, no Texas, o Dallas Stars venceu o Nashville Predators e se classificou para o segundo round.

    Capitals 2, Hurricanes 5

    Em Raleigh a pressão estava toda nos ombros dos Canes, que dependiam de seus próprios esforços para continuar na briga. No primeiro período Brett Connolly abriu o placar para os visitantes, mas Foegele empatou para os Canes. Além disso, antes do intervalo Ovechkin abriu vantagem para seus Capitals.

    Já no segundo Teuvo Teravainen empatou para os Canes. Mas as coisas esquentaram no terceiro período, pois Staal virou o jogo para o time da casa. Em seguida, Ovechkin marcou o que seria o gol de empate, que foi anulado por interferência.

    O capitão dos Canes, Justin Williams, pareceu ampliar no primeiro lance após deixar a penalty box, mas o gol foi anulado por high-sticking. O mesmo Williams marcou novamente, desta vez de forma legal, redirecionando o tiro do defensor Brett Pesce. Por fim, Dougie Hamilton marcou o gol de empty net, finalizando o placar em 5-2.

    A série continua esquentando, culminando em Ovechkin sendo ejetado da partida após se desentender com os árbitros. Os Canes, por sua vez, têm uma estatística curiosa ao seu lado: seu capitão é conhecido como Mr. Game 7 devido ao número de pontos em partidas decisivas na carreira.

    Será que os atuais campeões exercerão seu favoritismo? Ou Carolina seguirá o exemplo dos outros wildcards e conseguirá a classificação? O jogo acontece nesta quarta-feira (24) em DC.

    Stars 2, Predators 1 (OT)

    Dallas Stars levou a série jogando em casa em um confronto emocionante. Um jogo com poucas chances a gols, belas defesas dos goleiros e pouquíssimas penalidades, apesar de ambos os times buscarem a vitória.

    O jogo começou com boas chances para os dois times, mas foi o Nashville que saiu na frente com um gol de Austin Watson aos 5:47 do primeiro período. O jogo permaneceu truncado, com poucas chances a gol e, quando acontecia, Pekka Rine e Ben Bishop protegeram seus times.

    No segundo período, foi a vez de Dallas marcar o seu gol no tempo regular. Aos 5:20, Blake Comeau marcou o dele, empatando o jogo e aumentando a sua intensidade.

    Apesar disso, ao longo do tempo regular foram realizadas poucas tentativas a gol dos dois times. Ao todo, Dallas chegou ao gol 37 vezes e Nashville apenas um pouco mais, 40.

    Dallas sofreu um powerplay nos últimos minutos do terceiro período, quando Comeau fez um tripping em cima de Jarnkrok, mas conseguiu levar o jogo para o tempo extra.

    No overtime, a partida aumentou o ritmo, mas as defesas continuaram intensas e John Klingberg só conseguiu marcar o gol de ouro aos 17:02 minutos, após receber um belíssimo passe de Radulov.

    Dallas Stars ganhou a série por 4 a 2, e agora enfrenta os Blues no segundo round dos playoffs.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • HABEMUS JOGO 7! Bruins e Sharks vencem, forçando partida decisiva em casa

    HABEMUS JOGO 7! Bruins e Sharks vencem, forçando partida decisiva em casa

    Neste domingo de Páscoa (21) as equipes de Toronto e Vegas tiveram a oportunidade de liquidar a fatura. Mas nenhuma das duas conseguiu carimbar seu passaporte para o segundo round. Boston e San Jose empataram as séries e o Jogo 7 ocorrerá nesta terça-feira (23).

    Bruins 4, Maple Leafs 2

    No domingo à tarde a equipe canadense chegou em casa com podendo se classificar, mas Matthews e companhia não conseguiram vencer os Bs. No primeiro período o time da casa abriu o placar com Morgan Rielly, que marcou seu primeiro da série na marca dos 10 minutos.

    Só que a vantagem durou pouco, pois logo depois Marchand marcou no power play para os Bruins a partir do face-off. Antes do período acabar, Krug marcou de um dos poucos rebotes oferecidos por Andersen, virando o jogo também no power play. O dinamarquês manteve seu time no jogo, fazendo uma defesa fenomenal em um tiro de Bergeron. O período terminou 2-1, Bruins.

    No segundo período Jake DeBrusk ampliou para os americanos, com assistência de Krejci. O ataque dos Leafs tentou furar Tukka Rask, mas o finlandês fechou o gol. Iniciado o terceiro período, Auston Matthews marcou um golaço, seu quinto da série, e colocou seu time de volta no páreo. Andersen continuou fazendo defesas incríveis, mas o time de casa não conseguiu o empate. Os Bruins ainda marcaram um empty net goal, quando Marchand disparou na rede vazia no final do jogo.

    A série agora está empatada, e os times voltarão para Boston para decidir quem irá para o segundo round na terça-feira (23).

    Sharks 2, Golden Knights 1 (2OT)

    Vegas é conhecida pelo entretenimento, e o jogo de domingo foi o show perfeito para quem gosta de fortes emoções. Os Knights chegaram neste jogo com a chance de ter acesso ao segundo round dos playoffs pela segunda vez consecutiva. Mas havia uma muralha chamada Martin Jones em seu caminho.

    O placar foi aberto apenas nos últimos dez segundos do primeiro período, quando Logan Couture marcou. O gol foi assistido por Timo Meier e Brent Burns. Já no segundo período Vegas empatou com Marchessault, com assistências de Theodore e Karlsson.

    A partida terminou o tempo regular empatada em 1-1, e foi para a prorrogação. O gol da vitória veio apenas no segundo período de prorrogação, quando Hertl marcou short-handed.

    O destaque da partida foi o goleiro dos Sharks, Martin Jones, teve uma atuação magistral com 57 defesas. Sua performance no jogo foi muito diferente do resto da série, ou até mesmo de suas atuações na temporada regular.

    A série vai ter seu destino decidido na terca-feira (23), quando saberemos o adversário do Colorado Avalanche no segundo round.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Duas vantagens e uma despedida marcam noite de playoffs!

    Duas vantagens e uma despedida marcam noite de playoffs!

    Neste sábado (20) aconteceram mais algumas decisões nos playoffs.

    Stars 5, Predators 3.

    Com a série empatada em 2-2, os Predators vinham de uma derrota no jogo 4. Mas abriram o placar aos 06:25, foi Grimaldi quem garantiu a vantagem com assistências de Josi e Ellis. Essa alegria não durou muito porque aos 13:08 do primeiro período Dickinson empatou marcando o primeiro gol dos Stars na partida e o primeiro gol de sua carreira nos playoffs.

    No segundo período Radulov foi responsável por 2 gols. O primeiro um wrist shot, com assistências de Seguin e Benn, que desempatou o placar e deu a vantagem de 2-1 para Dallas. O segundo gol de Radulov aconteceu aos 07:41 do segundo período, com assistência de Benn. O trio aumentou a vantagem dos Stars para 3-1. Menos de dois minutos depois Johansen com assistências de Forsberg e Josi marcou o segundo gol de Nashville. O último gol do segundo período ficou por conta de Seguin, aos 15:54, com assistência de Benn.

    Dallas stars abriu o terceiro período com o segundo gol de Dickinson na partida. O atacante marcou o 5º gol do seu time aos 01:57. O último gol da noite foi aos 02:25 do terceiro período, dando vantagem para o time da casa, com um wrist shot de Turris e assistência de Granhlund. O jogo acabou com um placar de 5-3 para os Predators.

    Bishop, que foi eleito um dos finalistas do troféu Vezina como melhor goleiro da liga, defendeu 30 dos 33 shots. O trio Radulov, Seguin e Benn fizeram 16 shots dos 26 dessa partida e combinados somam 16 pontos da série. E agora o Dallas Stars está com uma vantagem de 3-2 na série, aumentando a chance de vencer sua primeira série desde 2016.

    Blues 3, Jets 2.

    A noite foi emocionante para St. Louis, que já tinha uma vantagem de 3-2 na série. Esse foi um jogo dominado pelos Blues, que contou com um par de jogadas defensivas ruins dos Jets no primeiro período e uma vantagem de 10-5 shots. Dando uma abertura para Schwartz marcar o primeiro gol de hat-trick, antes do primeiro minuto de jogo. Apesar dos esforços o primeiro período terminou sem nenhum gol dos visitantes.

    Os Jets não conseguiram melhorar no segundo período, aos 12:36 tomaram o segundo gol. O autor do gol foi Schwartz novamente, com assistências de Bozak e Dunn. E dessa vez o técnico dos Jets não poderia questionar o gol, já que tinha usado o goalie interference no primeiro período.

    E vocês acham que Jaden Schwatz parou po aí!? Não, o terceiro gol do time de casa foi um hat-trick aos 03:55 do terceiro período e ele balançou a rede com assistências de O’Reilly e Pietrangelo. Mas desssa vez o ala esquerda finalizou o placar dos Blues em 3-0.

    Já os Jets resolveram finalmente acordar depois dos Blues recuarem para cuidar da sua vantagem. O time visitante conseguiu marcar os dois últimos gols da partida. Um shot de Byfuglien que contou com assistência de Hayes e Copp aos 12:17 do terceiro período. E em um tentativa de virar, Little marcou o segundo gol aos 19:22 com uma assistência de Perreault e Byfuglien. Finalizando o placar do jogo em 3-2 para os Blues.

    Apesar das tentativas de virarada no final da partida, os Jets foram eliminados da pós-temporada. E agora os Blues aguardam para saber contra quem serão os jogos no próximo round.

    Capitals 6, Hurricanes 0.

    Com uma série empatada em 2-2 após uma derrota no jogo 4. Os Capitals fizeram uma belíssima partida e não deixou os fãs na mão, finalizando a partida em 6-0 para o time de Washington.

    Com seus principais jogadores marcando. A noite de sábado teve direito a retribuição de Ovechkin a Foegele, jogador responsável pela lesão de T.J. Oshie. Mesmo sem jogar T.J. Oshie não foi esquecido pelos fãs e teve seu nome ovacionado em vários momentos da noite.

    Mostrando que não estava para brincadeira, Ovechkin, Backstrom e Wilson, juntos, somaram: 9 pontos, 15 tentativas de tiro e 8 chances de marcar. O primeiro gol da noite veio de um power play após Backstrom aproveitar a assistência de Carlson aos 07:33 do primeiro período. Em seguida os Capitals mataram três penalidades no segundo período, permitindo apenas 4 shots.

    O segundo gol da noite teve assistência de Ovechkin após um passe de Foegele com um shot certeiro de Backstrom aos 14:21 do segundo período. Esse foi o primeiro gol do jogador nos playoffs em sua carreira. Menos de dois minutos depois, Connolly aproveitou um passe de Ovechkin e aumentou ainda mais a vantagem dos Capitals com o 3º gols da noite.

    Em um jogo de poder Wilson marcou o quarto gol aos 01:04 do terceiro período com assistências de Kuznetsov e Carlson. Em seguida, Nic Dowd marcou o primeiro pênalti de sua carreira deslizando o puck atráves das pernas de Mrazek aos 08:57.

    Fechando a noite Ovechkin marcou um gol após ter feito duas assistências na partida! O capitão do time teve assistências de Kuznetsov e Backstrom. Marcando o sexto, e último gol da partida, durante um power play aos 10:14 do terceiro período, finalizando o placar em 6-0 para o time da casa.

  • Flames se despede dos playoffs, Leafs garantem a vantagem

    Flames se despede dos playoffs, Leafs garantem a vantagem

    A sexta-feira santa trouxe mais decisões nos playoffs.

    Leafs 2, Bruins 1

    A série de Toronto e Boston estava sendo uma interessante de assistir, até este quinto jogo. Com a série empatada e um sexto jogo garantido, nem Boston nem Leafs conseguiram muitas chances no gelo.

    O primeiro período começou morno e menos físico que o jogo 4. Boston começou a colocar pressão nos últimos 10 minutos do período, mas foram os Leafs quem teve a melhor oportunidade aos 7:35 com um shoot de Hyman defendido por Rask. Faltando poucos minutos para terminar o período, Andersen defendeu dois shoots do Boston, realizados por Johnansson e Bergeron, segurando o jogo no 0 a 0.

    Aos 4:13 do segundo período Bruins ganhou um Power Play após Marleau cometer hooking contra Krejci e conseguiu sua primeira chance de marcar no período com um shoot de Bergeron defendido por Andersen. Aos 13:39 que o Bruins deu um susto na torcida. Krejci mandou o puck que acertou a trave, mas não entrou. Os juízes precisaram verificar a jogada para confirmar o 0 a 0.

    Toronto conseguiu abrir o placar somente aos 11:33 do terceiro período, quando Auston Matthews mandou o puck para o gol após receber de Muzzin. O Bruins desafiou o gol por goaltander interferance, mas os zebras não conseguiram chegar em uma conclusão mantendo a gol legal. Dois minutos depois, Kappanen deixou o dele abrindo a vantagem para os Leafs.

    No último minuto de jogo, Krejci conseguiu marcar para o Boston após diversas tentativas defendidas por Andersen. O jogo terminou 2 a 1 para Toronto, que agora volta para casa para disputar o jogo 6 com a vantagem na série de 3 a 2.

    Avalanche 5, Flames 1

    Calgary pode até ter ganhado a conferência na temporada regular, mas não obteve o sucesso desejado nos playoffs. Colorado liderava a série por 3 a 1 e no jogo 5 mostrou o porque mereceu seguir para o segundo round.

    Landerkog abriu o placar para os Avs aos 9:40 do primeiro período. Flames teve a chance de empatar em um penalty shot cobrado por Gaudreau, mas Grubauer conseguiu fazer a defesa e manter a vantagem dos Avs. Aos 15:38 Ratanen marcou o segundo para o time do Colocado após um rebound. Brodie diminuiu a diferença para o Flames ao final do primeiro período.

    O segundo período começou com um início de confusão na frente do gol do Avalanche, mas os juízes logo evitaram qualquer contato dos jogadores. Flames teve a oportunidade de empatar em um powerplay, mas mais uma vez Grubauer fez a defesa.

    Wilson marcou para aos 6:52 do segundo período, repetindo o feito mais tarde, aos 14:47 em um powerplay goal, abrindo a vantagem de 3 a 1 para o Avalanche. Gaudreau tentou marcar mais uma vez para o time da casa, mas Bennet empurrou Grubauer e, por causa do contato com o goleiro, o gol não foi validado. Wilson marcou o seu segundo no jogo aos 14:47, aumentando a diferença do placar para 4 a 1.

    Nos últimos segundos do jogo, Rantanen o quinto gol do Colorado Avalanche, conquistando a vitória da série por 4 a 1.

    O Avs agora aguarda o vencedor de Sharks x Golden Nights.

    FotoReprodução: NHL.com

  • Duas baixas em três jogos na noite de quinta!

    Duas baixas em três jogos na noite de quinta!

    Na noite de quinta-feira (18), houveram reviravoltas e indefinições nos jogos da noite! Vamos conferir o que aconteceu:

    Hurricanes 2, Capitals 1.

    Os Capitals tinham uma vantagem de 2-1, e se ganhassem, teriam uma vantagem de 3-1. Enquanto os Canes tinham a grande chance de empatarem as séries em casa, e foi exatamente isso o que aconteceu!

    O jogo foi na Carolina do Norte e começou pegando fogo. Literalmente, pois aos 17 segundos do primeiro período Warren Foegele fez o gol dos Canes, em um wrist shot com assistências de Jaccob Slavin e Justin Williams. A atmosfera da PNC Arena estava cada vez mais fervorosa. Houveram boas chances para ambas as equipes no primeiro período, mas Braden Holtby e Petr Mrázek estavam decididos a não entregarem o resultado do jogo tão fácil assim. Mrázek aguentou bem toda a pressão colocada pelo time da capital, e avançou com muita força, bloqueando 31 shots durante o jogo.

    No ínicio do segundo período, os Capitals perderam uma grande chance de empatar. Isso porque Mazrek mandou para fora o puck que Tom Wilson lançou em sua direção. Em seguida, os Canes seguiram atacando, sem recuar ou tentar segurar o resultado, já que estavam armando contra-ataques perigosos. O jogo seguiu equilibrado e disputado, com os dois times se empanhando ao máximo. O empate finalmente chegou com um gol de power play aos 10:35 do russo Alexander Ovechkin, sem novidades, o capitão dos Capitals é sempre fatal nos power plays! Nesse jogo não foi diferente, ele mandou um slap shot direto nas redes, com assistências de Dmitry Orlov e Lars Eller, que não teve a mínima chance de defesa.

    Faltando apenas 27 segundos para acabar o segundo tempo, Teuvo Teravainen fez outro wrist shot, e aumentou o placar para os Canes. Nos últimos 20 minutos de jogo, os Capitals lutavam para mudar o resultado e não sair em desvantagem. Mas os defensores do time da casa estavam se saindo muito bem desviando os pucks e utilizando o corpo para bloquear os shots. Nos últimos minutos do terceiro período T.J. Oshie sofreu uma lesão provocada por Foegele, na parte de cima do corpo, e precisou sair imediatamente do rink direto para o vestiário. Foegele recebeu penalidade por boarding e ficou na penalty box por 2 minutos. Após o término do jogo, o treinador do Capitals, Todd Reirden, disse que Oshie iria ficar de fora por alguns jogos, porém não especificou a gravidade da situação do jogador.

    E então, fim de jogo na Carolina do Norte e a série acabou empatada em 2-2.

    Blues 3, Jets 2.

    No quinto jogo da série, os Jets perderam em casa e acabaram em desvantagem, dando a liderança (3-2) para o St. Louis Blues. A vitória veio com um gol milagroso de Jaden Schwartz nos últimos 15 segundos do terceiro período. Porém, logo no início os Jets já tinham feito dois gols. O primeiro aos 12 segundos, gol de Adam Lowry com assistência de Bradon Tanev e o outro aos 13:35, feito por Kevin Hayes em um wrist shot com assistência de Dustin Byugfliegn. O time da casa conseguiu manter o resultado enquanto os Blues só não ampliaram o placar por conta dos pucks que foram rebatidos pela trave do gol. O segundo período foi equilibrado para as duas equipes, não havendo muitos destaques ou gols, diferente do que aconteceu no último período.

    Decididos a mudar o rumo do jogo, os Blues começaram a ser mais ofensivos bagunçando a defesa dos Jets. Mas contaram com Connor Hellebuyck, que somou 26 defesas. Mas mesmo com o bom desempenho o goleiro não conseguiu evitar o primeiro gol dos Blues. Gol que vbeio do power play de Ryan O’Reilly aos 01:35 do terceiro período.
    E a partir disso, a partida definitivamente esquentou: Brayden Scheen marcou o gol de empate, que só foi aprovado após a revisão por goal interference aos 13:52.

    Com isso, tudo indicava que o jogo ia para overtime, e eram os Jets que estavam se saindo melhor. Mas os Blues estavam dispostos a não deixar isso acontecer. Foi então aos 19:45 do terceiro período que Jaden Schewrtz, com assistência de Tyler Bozak e um desvio, marcou o gol da virada. St. Louis Blues leva a vitória. E agora os Jets terão que correr atrás do prejuízo no próximo jogo que será em St. Louis. No período de playoffs, se o time perde o controle e cede a pressão do outro time, apenas por um instante, o time sofrerá as consequências.

    Vegas  2, Sharks 5

    Depois de perder duas vezes seguidas na casa dos Golden Knights, os Sharks se recuperaram e reagiram na partida em casa. E como reagiram! Logo de cara, Tomas Hertl marcou um belíssimo gol. Aos 01:16 com assistências de Erik Karlsson e Gustav Nyquist. Mas o maior destaque da partida foi, sem dúvida, o goleiro Martin Jones. Ele é justamente o jogador que mais havia sofrido críticas, além de ser o mais prejudicado/exposto pela defesa dos Sharks. Assim como o próprio Hertl, quem marcou dois gols.

    O primeiro gol foi logo no começo e foi o suficiente para agitar todos os torcedores. Que transmitiram a confiança para a equipe, que aparentemente era o que faltava para o time reagir e impedir a eliminação.

    O segundo gol, que seria de Timo Meier, virou um “passe” para Logan Couture, já que Marc Andre Fleury defendeu quando Meier lançou o puck para as redes. Mas no rebote Couture, espertamente, colocou o puck nas redes e aumentou o placar aos 11 minutos. Com isso, Vegas aumentou a pressão obrigando Jones a fazer defesas espetaculares. O que não vinha acontecendo nos últimos jogos. Evander Kane cometeu um high sticking em Reilly Smith, e foi essa a enorme oportunidade para Vegas fazer um gol de power play. Smith foi o próprio autor do gol, marcado aos 19:30 do primeiro período.

    O segundo período começou e com ele Fleury interrompeu grandes oportunidades para os Sharks. Mas também faltou aproveitamento dos power plays que foram dados ao time. Entretanto, Barclay Goodrow fez seu primeiro gol dos playoffs em um desvio aos 12:22 com assistências de  Justin Braun e Joakim Ryan. O placar do segundo período terminou em 3-1 para o time de fora.

    No terceiro período Vegas estava determinado a correr atrás do prejuízo. O time avançou com outra atitude, com mais força no ataque fazendo com que os Sharks permanecessem mais na zona das redes. E tiveram que aproveitar os passes errados do time adversário para poder apostar nos contra-ataques. Vegas marca em outro power play, diferente dos power plays dos Sharks, que não saem (ou sai?) nada. Quem cometeu a penalidade foi Erik Karlsson em William Karlsson e o gol foi um wrist shot feito por Jonathan Marchessault.

    Todavia, aos 14:30 Jonathan Marchessault comenteu um terrível high sticking em Logan Couture que saiu direto para o vestiário. O stick atingiu o rosto do jogador, que possivelmente teve dois dentes caídos no rink. Mas há males que vem para o bem, pois desse terrível acidente saiu um belo power play goal de Tomas Hertl. Com assistências de Joe Pavelski e Joe Thornton. Antes do final da partida, Joe Pavelski marcou um gol de empty net, dando a vitória para os Sharks por 5-2.

    Depois desse jogo, e possível respirar, mas ainda tem muito para trabalhar, como o sistema defensivo do Sharks que ainda marca muita bobeira. E Martin Jones, que apesar de ter tido um a partida incrivel, precisa manter a consistência se quiser levar seu time para o segundo round dos playoffs.