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  • A estrela do sul continuará brilhando na pós-temporada

    A estrela do sul continuará brilhando na pós-temporada


    Que torcedor que nunca quis ver o seu time indo o mais longe possível em um campeonato? Ganhar prêmios, levantar taças, chegar aos playoffs depois de anos buscando este objetivo e falhando? Há três anos comecei a acompanhar hockey e, em pouco tempo, me apaixonei pelo Dallas Stars. Brinco que foi por causa do Jamie Benn, mas a verdade foi que me peguei sofrendo por um jogo, não lembro contra qual time, às 2 da manhã em um dia de semana que eu teria que acordar apenas três horas depois.

    Quando você começa a gostar de um esporte, e percebe que um belo dia você começa a respirar curto durante um jogo, chorar e rir histericamente, significa que aquele time te conquistou. Foi assim que começou este amor que a cada dia cresce mais.

    Março de 2018. Acompanhar hockey tinha se tornado um Porto Seguro no meio de incertezas. Falar sobre hockey, ler sobre hockey, ver jogos do Dallas. Não estava confiante que chegaríamos aos playoffs, mas coração de torcedor tem lógica? Esperava um milagre! Com Ken Hitchcock a frente do time seria nossa chance, ele já trouxe a única Stanley Cup, traria outra vez. Ha-Ha. Era claro que íamos perder dez jogos em sequência e afundar de vez qualquer chance de ir para os playoffs.

    Um ano depois. Abril de 2019. Mais uma vez, minha vida pessoal me levava a um outro rumo inesperado e, de novo, busco no hockey uma refúgio. Sabia que esta temporada tinha sido diferente. As falhas que o time vinha apresentando nos anos anteriores, de alguma forma, tinham sido corrigidas. Estávamos ganhando de times que em temporadas anteriores teríamos tido dificuldade. Estávamos fazendo gol e evitando gols.

    Desde o início eu acreditara que a escolha do time de ter buscado o técnico Monty no hockey universitário para comandar um time jovem tinha sido uma das melhores coisas para a temporada. Jogadores jovens, como Miro Heiskanen  e Tyler Pitlick, em uma forma impressionante e com oportunidade de jogar (e fazer gols!). A defesa se encaixando, coisa que há anos o time do Texas não via acontecer. Dois goleiros que pareciam imbatíveis, afinal, quem teria coragem de negar uma vaga nos playoffs para um homem chamado Dobby?

    A corrida para os playoffs começou e, conhecendo o Dallas Stars, é claro que ela seria fora de casa. Se podemos complicar, para que simplificar? E uma coisa que sempre deixa o meu coração de torcedora agitado, são jogos fora de casa e em como, em temporadas anteriores, os Stars pareciam dois times diferentes jogando na ACC e fora de casa. A temporada 17-18 ainda estava fresca na minha memória. Mas dessa vez o time estava completo.

    Dessa vez, ouvíamos mais nomes da boca do técnico do que apenas os jogadores de ataque. A dependência de Tyler Seguin e Jamie Benn já não era mais uma realidade. Tínhamos conseguido contratar Zucarello para construir um ataque mais consistente, tínhamos Radulov com sangue nos olhos querendo chegar nestes playoffs, e daí que iríamos ter quatro jogos contra times canadenses? A estrela do sul poderia ser de um lugar quente, mas estava provado que sabia muito bem competir no gelo tanto quanto os times do norte.

    Passamos pelos Jets, passamos por Calgary, passamos pelos Oilers. Nem acreditei quando vi que tínhamos conseguido vencer dois dos principais times da temporada regular. O jogo em Vancouver seria decisivo, mas a derrota no SO não pareceu tão amarga ao chegar em casa com 7 dos 8 pontos possíveis daquela viagem.

    Noite de terça! American Airline Center! O que eu não daria para ter estado presente naquele jogo? Mas da tela do meu celular, acompanhei cada jogada. Os Flyers não eram um time de intimidar, mas se tem uma coisa que já aprendi com hockey, é que neste esporte qualquer jogada pode ser fatal e quanto mais decisivo for o jogo, maior a pedra de sapato que o time adversário poderia ser.

    Primeiro período. 2 a 0, gols de Dickson e Lindell. Defensor fazendo gols foi o que não faltou nessa temporada dos Star. Segundo período. Flyers empatou o jogo, mas Radulov estava com sangue nos olhos e fez o terceiro pro time da casa. Pitlick fez o quarto, começando a dar vantagem para Dallas. Terceiro período. Meu coração já estava acelerado e o grito preso na garganta querendo que aqueles vinte minutos passassem voando. Mas nenhum dos jogadores estavam satisfeitos com aquele resultado e queriam mostrar que além de chegar nos playoffs, que eles estavam prontos para a pós-temporada. Comeau marcou o quinto gol. Radulov marcou o sexto e eu não conseguia acreditar.

    Uma da madrugada, sem me importar com o silêncio que deveria manter no prédio ou que os vizinhos achassem que era por causa de futebol, apenas comecei a gritar “estamos nos playoffs”!!!

    Depois de três anos, poder dizer essas três palavras era um alívio para o torcedor. Poder acreditar no time, ver que estamos preparados para jogar mais uma vez contra os times canadenses e qualquer outro que precisássemos enfrentar.

    O sentimento de finalmente ver um trabalho dando resultado não caberia em palavras, por mais que eu procurasse redigi-las. Torcer para um time de hockey é estar acostumado com uma montanha russa de sentimentos sem fim. É chorar, se emocionar, gritar e rir sem parar, tudo ao mesmo tempo. Ah, como eu queria estar em Dallas em um momento destes! E mesmo de longe, tenho certeza que um pedacinho do meu coração estará acompanhando o Dallas Stars nessa caminhada que está apenas começando. Não somos favoritos, longe disso inclusive, mas tenho certeza que com o jogo apresentado nestas últimas semanas, seremos nós a pedra no sapato dos adversários.

    FotoReprodução/Dallas Stars

  • Global Series chega à Praga

    Global Series chega à Praga

    A NHL anunciou nesta semana a Global Series de 2019. O jogo será realizado em Praga no dia 4 de Outubro e será a abertura da temporada 19-20 para o Philadélfia Flyers e o Chicago Blackhawks. Esta será a primeira vez que os Flyers vão jogar na Europa.

    Antes do confronto em Praga, os Flyers vão completar o seu training camp em Lausanne, na Suíça e jogará com o clube da cidade em uma exibição no dia 30 de setembro na Vaudoise Arena.

    Já o Hawks, que chegam à Europa pela terceira vez, finalizarão o training camp em Berlin, na Alemanha, onde enfrentarão o Eisbaren Berlin da Deutsche Eishockey Liga (Liga Alemã) em um jogo de exibição.

    Jogadores visitam seus países

    Jogadores tanto do Hawks quanto do Flyers terão oportunidade de jogar em seus países natal.

    Jakub Voracek, ala direita dos Flyers, disse que este jogo “é algo que você sonha quando criança, mas nunca acha que um dia vai ser possível”. O jogador cresceu em Kladno, a alguns quilimetros de Praga. “Da forma como a NHL acontece, eu acho ótimo para nós. Amigos e familiares terem oportunidade de ir a um jogo da NHL, onde você pode participar, vai ser especial”.

    O ala direita dos Backhawks, Dominik Kahun, nasceu em Jirkov, na República Tcheca, cerca de uma hora e meia de Praga, mas sua família mudou para Wieden, na Alemanha, quando ele tinha 3 anos. Kahun esteve nas Olimpíadas de PeyongChang em 2018, quando a Alemanha levou a medalha de prata para casa. Kahun diz que a Alemanha começou a dar mais atenção ao hockey depois das Olimpíadas, e espera que o Chicago Blackhawks ajude a aumentar a popularidade do hockey no país. “Todos os anos nós tentamos fazer hockey crescer na Alemanha. Então, vai ser legal jogar no país”, completou.

  • Perspectivas para o Calder Trophy 2019

    Perspectivas para o Calder Trophy 2019

    Com o calendário regular se aproximando do fim, voltamos a falar dos rookies que chamaram a atenção em 2018-19 e que poderão levar o Calder Trophy no final da temporada. Alguns nomes já eram esperados, seja pelo ranking do draft ou pelo seu histórico, outros foram surpresas agradáveis.

    Por mais que um jogador se destaque nos seus times anteriores, é quando ele chega na NHL que apresenta o seu verdadeiro estilo de jogo. E, para premiar aquele que mais se destaca, ajuda seu time a conquistar vitórias, demonstra inteligência de jogo e faz a diferença, a NHL criou o Calder Trophy.

    Para levar o troféu pra casa, o novato precisa ter até 26 anos completos antes da temporada atual, além de não ter jogado mais de 25 jogos em uma única temporada anterior nem seis ou mais em cada uma das duas temporadas anteriores em ligas profissionais. Ou seja, ele precisa ter chegado à NHL com pouca experiência no hockey profissional.

    Na última semana a NHL divulgou a lista com os nomes dos candidatos a levarem o troféu este ano. Agora, a Professional Hockey Writers’ Association irá votar nos 3 candidatos que serão apresentados no dia da cerimônia de premiação, além, é claro, do vencedor.

    Abaixo, vamos conhecer um pouquinho sobre a temporada de cada um dos candidatos:

    Elias Petterson – Vancouver Canucks

    O favorito a levar o troféu, foi destaque único entre os rookies até a metade da temporada quando já marcava 22 gols, em um total de 42 pontos em 38 jogos. Petterson começou sua caminhada na NHL marcando em 5 jogos consecutivos. Conquistou 10 pontos até o final de Outubro, sendo destes, 7 gols. Porém, o que poderia ser uma vitória certeira do Calder Trophy, foi desviada por causa de lesões. Perder muitos jogos na temporada pode ser um adeus ao prêmio. Ainda assim, Petterson segue na corrida. Em 60 jogos ele conta com 59 pontos.

    Jordan Binnington – St. Louis Blues

    Só de estar nesta lista já é uma vitória para Jordan Binnington. O goleiro dos Blues chegou a achar que sua carreira com o time estava terminada há 18 meses atrás. Em seis anos, ele só tinha entrado em um jogo na NHL, em 2016. No início da temporada, ele era o quarto goleiro do time, e foi mandado para o time afilhiado dos Blues em San Antonio, Texas. Mas, para sorte de Binnington, e talvez do próprio St. Louis Blues, após lesões e trocas, Jordan foi clamado para defender o time principal mais uma vez. Dessa vez, Binnington aproveitou a sua chance e, sozinho, conseguiu colocar o Blues na corrida por uma vaga para os playoffs após conquistar uma sequência inédita de 9 vitórias, recorde de um goleiro rookie da franquia.

    Carter Hart – Philadelphia Flyers

    Carter Hart é outro goleiro que entrou para esta lista. Se um dos critérios para levar o Calder Trophy é comandar o time de uma forma produtiva, Hart sem dúvida é um dos candidatos mais fortes. Os Flyers sempre é um time que nos deixa intrigados pela instabilidade. Já se tornaram uma caixinha surpresa o que acontece com eles durante uma temporada, mas em 2018-19, eles conseguiram surpreender mais ainda quebrando um recorde que ninguém pensou que fosse possível: saíram da 31ª colocação para uma corrida direto para os playoffs no período de um mês. E o nome do responsável por isso é Carter Hart.

    Hart foi chamado para estrear na NHL na vitória contra o Red Wings no dia 18 de dezembro. De lá pra cá, conquistou sequencias de vitórias consecutivas, uma delas chegando a 9 jogos sem perder. Outra qualidade do jogador, foi conseguir chegar à Liga mantendo o mesmo padrão que apresentava antes, exibindo uma precisão importante para um jogador tão jovem. Com apenas 20 anos, Carter Hart pode vir a levar o Calder na sua temporada de estreia, e, mais que isso, pode fazer com que os Flyers finalmente encontrem uma consistência.

    Rasmus Dahlin – Buffalo Sabres

    O NheLas já falou sobre a carreira deste jogador no início da temporada, uma vez que Dahlin chegou sendo uma sensação e com altas expectativas sobre a sua performance. Ele foi o primeiro a ser selecionado no Draft de 2018, mas apesar dos bons indicadores, ele demorou a engatar no ritmo da NHL.  Entretanto, quando chegou ao nível que precisava, Dahlin marcou 37 pontos e está ajudando o Sabres a brigar pela vaga nos playoffs.

    Brady Tkachuk – Ottawa Senators

    O Ottawa Sanators está passando por diversas crises internas não é de hoje. Mas, apesar disso, Brady Tkachuk conseguiu se destacar na sua primeira temporada na NHL. Ele foi draftado no quarto lugar geral em 2018, uma escolha até mesmo questionada, mas Tkachuck vem mostrando porque merece ser destaque.

    Mais uma vez, vemos um jogador mostrar serviço para o seu time. Quando esta no gelo, Tkachuk permite que o Senators ao menos tente jogar, apesar de ser um ala esquerda e não ter o controle do jogo, o que depende dele, realiza com maestria. Brady Tkachuk consegue dominar os espaços, proteger o puck do adversário e atacar no momento certo os espaços em aberto. Talvez está seja o seu segredo para levantar a o Calder Trophy mesmo jogando em um time que vai de mal a pior.

    Miro Haiskanen – Dallas Stars

    Assim como Dahlin, Miro Haiskanen é defensor e vem se mostrando importante para o Stars na corrida pelos playoffs. Ele marcou dez gols em 71 jogos, mas sempre que marca, é de forma decisiva que muda o rumo do jogo. Haiskanen precisou assumir responsabilidade junto aos principais defensores do Stars, uma vez que o time mais uma vez sofreu desfalques por lesões. E, como o Dallas já apresentava uma defesa problemática nas últimas temporadas, Miro Haiskanen chamou a atenção do técnico Monty que lhe deu a chance de mostrar o porquê foi o terceiro escolhido no Draft de 2017 e ajudando o time a também estar na corrida pelos playoffs.

    E para vocês? Quem leva este troféu? Os nomes são muitos e cada um tem sua característica que pode levar o Calder Thophy para casa. Ainda está sendo para prevermos quais desses rookies levantará o troféu, apesar de Peterson ser sem dúvidas o favorito. Mas, cada um destes jogadores já estão fazendo uma excelente temporada nos seus respectivos times ao realizar marcas pessoas que permitiram que seu nome estivesse entre os indicados.

  • Canadá vence a Rivalry Series 2019

    Canadá vence a Rivalry Series 2019

    A Rivalry Series, série de jogos que abriu a Semana do Hockey nos Estados Unidos, aconteceu no último final de semana e terminou com a vitória das canadenses por 2 jogos a 1 de uma série melhor de 3. A final da competição foi disputada no Little Caesars Arena em Detroit.

    A Rivalry Series aconteceu entre os dias 12 e 17 de Fevereiro, e fazem parte do Hockey Week Across America, iniciativa da comunidade do hockey de disseminar o esporte nos EUA. O torneio foi disputado entre a seleção feminina de hockey americana e a canadense, na qual as jogadoras reviveram a final das Olimpíadas de Inverno do ano passado, quando os Estados Unidos conquistaram a inédita medalha de ouro. Dessa vez, as canadenses queriam revanche e levaram melhor sobre as americanas.

    Os jogos

    As americanas levaram o primeiro confronto com apenas um gol marcado por Hillary Knight no segundo período, enquanto Alex Rigsby fez 33 defesas. O jogo aconteceu em London, Ontário, Canadá.

    No segundo jogo, que foi realizado em Toronto, a seleção canadense venceu por 4 a 3. O primeiro período foi mais disputado, mas ainda assim o Canadá saiu na frente e as americanas não conseguiram recuperar.

    A final, realizada na arena dos Red Wings, definiu a vitória do Canadá por 2 a 0. Gols marcados por Brianne Jenner no primeiro período e Blayre Tumbull, no segundo.

    Próximos confrontos

    As duas seleções se enfrentarão novamente em abril, durante o World Champioship que acontece na Finlândia. Para a goleira americana Alex Rigsby, está é a parte mais complicada do clássico. “Você vem de uma derrota e agora temos que esperar outras seis, sete semanas até nos enfrentarmos de novo” ela disse.

    Entretanto, o evento deu tão certo, que a USA Hockey vai transformar este confronto em um jogo anual. Para as atletas, isso significa mais uma possibilidade de se enfrentarem fora das Olimpíadas e se prepararem para futuros jogos Olímpicos e outras competições internacionais.

    Apoio da NHL

    A NHL ajudou a divulgar o evento assim como autorizou o uso das arenas do Red Wings e dos Maple Leafs. Este apoio foi importante para atrair a marca de 8.725 expectadores nos dois primeiros jogos, e ainda mais público no Motor City.

    Vale lembrar que a NHL convidou atletas da USA Hockey a participarem do All Star Game em Janeiro, e doou 25.000 dólares para a instituição. Coyne Schofield, que esteva no All-Star Game, acredita que jogar sobre o escudo da NHL, vai mostrar que o hockey de fato é um esporte para todos.

    Talvez este seja o início de uma parceria produtiva entre a liga, a USA Hockey e a Hockey Canada para promover o hockey feminino.

    FotoReprodução: www.budweisergardens.com

  • Metropolitana grande campeã do All-Star Game

    Metropolitana grande campeã do All-Star Game

    O All-Star Weekend aconteceu no último final de semana em San Jose, Califórnia. Na sexta (25), aconteceu o concurso de habilidades, onde tivemos a presença de jogadoras femininas e até homenagens para ex-jogadores do Sharks. Os jogos entre as divisões aconteceram no sábado (26) à noite, e não faltaram gols. Crosby foi eleito o MVP do jogo, depois de ter passado os dias que antecederam o evento passando mal no seu quarto de hotel.

    Jogo 1: Divisão Central 10, Divisão Pacifica 4

    MacKinnon como assistente técnico no jogo/ Fonte: NHL.com

    O primeiro jogo da noite foi da Divisão Central contra a Divisão Pacífica. A central levou a melhor, ganhando por 10 a 4. A vitória veio mesmo sem o capitão Nathan Mackinnon, que se machucou e acabou conhecendo o outro lado do banco atuando como treinador assistente. Esta foi a primeira vitória da Central na semifinais nos últimos 4 anos.

    Melhores momentos:

    Jogo 2: Divisão Metropolitana 7, Divisão Atlântica 4

    No confronto entre as divisões do Leste, o jogo começou interessante, com cada uma das equipes se revezando ao fazer gols. Até que a Metropolitana resolveu decidir o jogo com gols de Crosby, Letang, Aho e Atkinson.

    Confira os gols:

    Na final do All-Star Game, o primeiro período foi dominado pela Divisão Metropolitana, que chegou a fazer 5 a 0 com a linha Letang-Barzal-Crosby. No segundo tempo, os jogadores da central resolveram acordar e marcaram o 5 gols, sendo dois do jogador do Avalanche, Rantanen. Mas a Metropolitana queria o prêmio de 1 milhão de dólares e também marcou mais 5 gols com Corsby, Aho, Atkinson (2x) e Barzal, levando assim o All Star Game 2019.

    Jogo 3: Divisão Metropolitana 10, Divisão Central 5

    Habilidades

    A competição de habilidades foi dividida em 6 categorias: Bridgestone NHL Fastest Skater™, Gatorade NHL Puck Control™, Ticketmaster NHL Save Streak™, Enterprise NHL Premier Passer™, SAP NHL Hardest Shot™, e Honda NHL Accuracy Shooting.

    A novidade, foi a presença das mulheres na competição por habilidades. Coyne Schofield se tornou a primeira mulher a participar da competição, ficando acima de Clayton Keller na disputa do patinador mais rápido. Schofield substituiu Nathan MacKinnon, do Colorado Avalanche, após o jogador se machucar.

    Resultado da competição

    No, Bridgestone NHL Fastest Skater™, o vencedor pelo terceiro ano consecutivo foi o capitão do Oilers, Connor McDavid com 13.378 segundos.

    A classificação ficou da seguinte maneira:

    Vencedor: Connor McDavid, Edmonton Oilers | 13.378

    Jack Eichel, Buffalo Sabres | 13.582

    Mathew Barzal, New York Islanders | 13.780 

    Miro Heiskanen, Dallas Stars | 13.914

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks | 13.930

    Cam Atkinson, Columbus Blue Jackets | 14.152  

    Kendall Coyne Schofield, U.S. Women’s National Team | 14.346

    Clayton Keller, Arizona Coyotes | 14.526

    O Gatorade NHL Puck Control™  é a competição na qual o jogador precisa realizar 3 habilidades: 1. Manipulação: controlar um disco através de uma séroe de dez discos em linha reta; 2. Cone Control: controlar o puck através de uma série de 8 cones em zig-faz; e 3. Portões: onde o patinador se aproxima de cada portão e é obrigado a atirar ou guiar o puck através do degrau do portão.

    A classificação ficou da seguinte forma:

    Vencedor: Johnny Gaudreau, Calgary Flames (27.045)

    Patrick Kane, Chicago Blackhawks (28.611)

    John Tavares, Toronto Maple Leafs (35.210)

    Claude Giroux, Philadelphia Flyers (30.270)

    Mark Scheifele, Winnipeg Jets (32.161)

    Gabriel Landeskog, Colorado Avalanche (33.425)

    Jeff Skinner, Buffalo Sabres (35.407)

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks (43.622)

     O Ticketmaster NHL Save Streak™ é a competição da qual os goleiros participam. Cada um dos goleiros enfrenta uma divisão oposta com o mínimo de 9 tiros a gol. Vence o goleiro que fizer mais defesas seguidas.

    O vencedor deste desafio foi o goleiro do New York Rangers, Henrik Lundqvist, que salvou 12 tiros consecutivos dos jogadores da Divisão Atlântica. Também participaram do desafio Pekka Rinne do Nashville Predators (2 defesas contra a Pacífica), Andrei Vasilevskiy do Tampa Bay Lightning (8 defesas contra a Metropolitana), John Gibson do Anaheim Ducks (3 defesas contra a Central), Braden Holtby do Washington Capitals (2 defesas contra a Atlântica), Devan Dubnyk do Minnesota Wild (7 defesas contra a Pacífica), Jimmy Howard do Detroit Red Wings (2 defesas contra a Metropolitana) e Marc-Andre Fleury do Vegas Golden Knights (6 defesas contra a Central).

    No Enterprise NHL Premier Passer™, a classificação ficou da seguinte forma:

    Vencedor: Leon Draisaitl, Edmonton Oilers | 1:09.088

    Sebastian Aho, Carolina Hurricanes | 1:18.530

    Ryan O’Reilly, St. Louis Blues | 1:25.897

    Keith Yandle, Florida Panthers | 1:34.611

    Thomas Chabot, Ottawa Senators | 1:40:568

    Roman Josi, Nashville Predators | 1:47.128

    Erik Karlsson, San Jose Sharks | 1:58.824

    Mikko Rantanen, Colorado Avalanche | 2:17.379

    Nessa modalidade, tivemos a participação de
    Brianna Decker que conseguiu uma marca maior que a de Draisaitl, mas de forma não oficial e, dessa forma, a NHL concedeu o prêmio para o jogador do Edmonton Oilers.

    No, SAP NHL Hardest Shot™ o grande vencedor foi John Carlson, do Washington Capitals. Também participaram Seth Jones (CBJ), Steven Stamkos (Tampa Bay Lightning) e Brent Burns (Sharks)

    Durante o Honda NHL Accuracy Shooting tivemos uma cena inédita. Auston Matthews homenageou Patrick Marleau durante a prova, usando uma Jersey do companheiro de equipe. Marleau jogou pelos Sharks por 19 temporadas antes de se mudar para Toronto. Os fãs aplaudiram o gesto de Matthews e a Jersey foi assinada pelos jogadores da casa Erik Karlsson, Joe Pavelski e Burns, e será leiloada em benefício da MLSE Foundarion.

    A classificação do desafio ficou da seguinte forma:

    Vencedor: David Pastrnak, Boston Bruins | 11.309

    Kris Letang, Pittsburgh Penguins | 12.683

    Drew Doughty, Los Angeles Kings | 13.591

    Joe Pavelski, San Jose Sharks | 14.423

    Blake Wheeler, Winnipeg Jets | 18.585

    Nikita Kucherov, Tampa Bay Lightning | 19.076

    Kyle Palmieri, New Jersey Devils | 20.209

    Auston Matthews, Toronto Maple Leafs | 31.256

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Rastreamento de puck e de jogadores chegando na próxima temporada

    Rastreamento de puck e de jogadores chegando na próxima temporada

    Quem assistiu ao All-Star Game neste final de semana pôde acompanhar a demonstração da nova tecnologia que a NHL espera introduzir a partir do próximo ano.

    Na sexta-feira (25), o comissário da liga Gary Bettman anunciou que, em parceria com a empresa alemã Jogmo World Corporation, a NHL vai contar com microchips nas camisas dos jogadores e nos pucks de jogo. Todos os dados serão coletados em tempo real por antenas instaladas a partir da próxima temporada nas 31 (em breve 32) arenas da liga.

    Anos depois dos pucks brilhantes e trajetórias coloridas na tela da Fox nos anos 90, a NHL passou a investir no próprio sistema de tracking. Junto à NFL, ambas serão as duas grandes ligas profissionais da América do Norte com esse tipo de tecnologia que pode ser “vestida” pelos jogadores. A NBA e MLB usam sistema sofisticados que contam com câmeras e radares.

    Desde 2013, vários testes foram realizados nos All-Star Games (incluindo o deste ano), na Copa do Mundo de Hockey de 2016, e também em alguns jogos em Las Vegas no início da temporada. O objetivo é enriquecer as transmissões televisivas sem distrair o espectador do jogo. Assim, os fãs experientes podem contar com mais informações em tempo real, e o jogo também fica mais “acessível” para quem ainda está se familiarizando com o esporte.

    “[O sistema] vai continuar a evoluir e vai ser monitorado, testado e aperfeiçoado durante o resto dessa temporada e partes da próxima,” disse o diretor financeiro da NHL Keith Wachtel. “Mas é nossa chance de dizer que estamos num ponto em que o comissário está confortável com os dados e as emissoras e a NHLPA estão confortáveis de que podemos ir em frente e lançar [o recurso], e obviamente estamos muito animados com isso.”

    Nesse final de semana, a NBC deu “um gostinho” em sua transmissão principal do Jogo das Estrelas do que pode estar pela frente. Para quem assistiu no site ou no app da NBC Sports, a demonstração foi ainda mais intensa.

    Segundo o produtor da NBC Sports Steve Greenberg, eles queriam “jogar tudo ali e ver a reação das pessoas.” Por método de tentativa e erro, diferentes recursos foram testados, ligados e desligados ao longo da transmissão, enquanto os produtores decidiam como incorporar cada novo dado disponível. Da mesma forma, os comentaristas decidiam como usar essas novas informações em suas análises.

    Entre os recursos disponibilizados estavam tags identificando cada jogador no gelo, duração dos shifts, velocidade e distância percorrida individualmente, tempo da equipe na zona ofensiva, velocidade do puck, e claro, a tragetória do disco, representada por um rastro acinzentado, e dos próprios jogadores, com um rastro azul.

    Os comentaristas ressaltaram que ainda vai levar um tempo para entendermos o que é realmente relevante e o que não é, mas o potencial dessas informações é enorme.

    “Os fãs de esporte estão acostumados a ver, por exemplo, o tempo de posse no futebol americano, e isso pode dizer muito sobre o andamento de um jogo,” disse o comentarista Kenny Albert. “Esse não é um stat oficial no hockey, mas eu sei que algums times tomam nota disso. Acho que é algo muito legal de se ver.”

    De acordo com o feedback nas redes sociais monitoradas pela NBC, o rastro do puck e o cronômetro com a duração dos shifts de cada jogador agradaram bastante os espectadores.

    “Nós vamos conversar com a [Jogmo] e a liga e vamos traçar os próximos passos,” disse Greenberg. “Obviamente a liga tem a intenção de [lançar] isso no próximo ano, e tem coisas que você pode implementar rapidamente numa transmissão que vão melhorar o jogo.”

    A NHL está confiante da precisão do sistema e de sua instalação para os 1271 jogos da temporada regular e dos playoffs de 2019-20.

    Fotos: Reprodução/NHL.com

  • Confrontos definidos para outdoor games de 2020

    Confrontos definidos para outdoor games de 2020

    Há algumas semanas, ficamos sabendo que o Cotton Bowl, em Dallas, seria a casa do Winter Classic 2020. No mesmo dia, o Avalanche foi escolhido para sediar uma partida da Stadium Series no estádio da Força Aérea em Colorado Springs, em 20 de fevereiro de 2020. Na tarde de sexta (25), a NHL anunciou enfim os adversários de Dallas e Colorado para cada partida.

    Em 1º de janeiro, os Stars jogarão contra os Predators, no que será o primeiro outdoor game das duas equipes. Já para a Stadium Series, os Avs vão receber os Kings. Esse vai ser o segundo jogo ao ar livre de Colorado e o terceiro de LA.

    Para completar o calendário outdoor da próxima temporada, a NHL havia anunciado também a volta do Heritage Classic. A cidade de Regina, em Saskatchewan no Canadá, vai receber Calgary Flames e Winnipeg Jets no dia 26 de outubro de 2019. Vai ser o primeiro Heritage Classic desde 2016.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Quando os Oilers terão um novo GM?

    Quando os Oilers terão um novo GM?

    Se você ainda não viu o vídeo de hoje, pode não estar sabendo que os Oilers demitiram o general manager Peter Chiarelli depois de algumas derrotas. Mas a pergunta que não quer calar é: Quando eles vão contratar um novo GM?

    Aparentemente a equipe não está com muita pressa para que alguém ocupe a função. Quem está nessa cadeira interinamente é Keith Gretzky, que até então era o assistente de Chiarelli. O CEO dos Oilers, Bob Nicholson, disse em coletiva na quarta-feira à noite que não tem pressa para conseguir um substituto. O principal foco do time agora é encontrar a pessa certa. Para Nicholson, o importante é que o novo GM consiga avaliar bem os jogadores. Além disso a equipe também quer um ambiente em que o clima seja bom com todos os funcionários.

    A imprensa internacional fala em seis nomes para assumirem a função: Mark Hunter, Kelly McCrimmon, Rox Hextall, Mike Futa, Dean Lombardi e Mike Gillis.

    Dentre os canditados, cada um tem algo que os Oilers buscam. Hunter é um excelente avaliador de talentos e atualmente está na OHL, depois de quatro anos nos Maple Leafs. O atual GM dos London Knights entende muito bem como construir um time forte. McCrimmon sem dúvida nenhuma está no páreo depois de ajudar a construir o Vegas Golden Knight do zero. Gillis, Hextall e Lombardi estão à procura de emprego após serem dispensados de seus times. Futa está nos Kings desde 2007 e recentemente foi promovido a assistente de GM. Resta saber se algum desses vai ser o escolhido para ajudar Edmonton.

  • Stars provam que hockey é muito mais que um esporte

    Stars provam que hockey é muito mais que um esporte

    Na última quarta-feira (16) o Dallas Stars mostrou que nem tudo no hockey é competição, e que, às vezes, o esporte é muito mais do que uma taça na prateleira. A fundação do time, em parceria com a ONG Make a Wish, realizou o sonho do jovem Anderson McDuffie de não só conhecer a equipe do Texas, como também jogar contra os Stars.

    Anderson McDuffie nasceu com um problema cardíaco e, aos 10 anos de idade, já havia realizado duas cirurgias. Mas nem por isso ele deixa de jogar hockey, uma das coisas preferidas do menino.

    O The EKGs, time juvenil de McDuffie, teve a experiência completa de um jogo da NHL, com direito a escolta policial, entrevista pós jogo e posts de escalação e placar nas redes sociais do Dallas. Os jogadores também ganharam jerseys personalizadas com nome e logo do time que estavam a espera deles no vestiário da unidade de treinamento do Dallas, o StarCenter em Frisco, Texas.

    O jogo terminou com a vitória do The EKGs, tento McDuffie feito o gol da vitória! Além disso, o garoto fez o defensor do Stars, Klingberg se envolver na primeira briga da carreira, alegando que o jogador tinha ido para cima dele. O sueco entrou na brincadeira, se jogou no gelo e deixou que McDuffie levasse a vantagem. “Terrível. Minha primeira briga na carreira foi terrível. Eu estava parado na linha de defesa, fazendo o meu trabalho e ele veio atrás de mim, tive que me proteger”, disse Klingberg com um sorriso no rosto após o confronto.

    Mais que um jogo

    O capitão de Dallas, Jamie Benn, disse que para ele, a história de Anderson coloca as coisas em perspectiva e desejou que pudessem jogar um pouco mais. “No final, nós estamos apenas jogando um jogo. Existe mais na vida do que apenas hockey. Claro que somos sortudos por jogar neste time e vir para o rinque todos os dias e batalhar e eu acredito que encontramos inspiração na história de Anderson hoje”, concluiu Benn emocionado.

    Para quem quiser ver mais imagens do evento, o Twitter do Dallas Stars reuniu uma thread com os principais acontecimentos do dia:

    Today was a special day, a thread. pic.twitter.com/xHL2HqzW6i— Dallas Stars (@DallasStars) 16 de janeiro de 2019

    O Dallas Stars ganhou da Make a Wish uma taça denominando o jogo como “Wish Cup 2019”, além de uma fala da entrevista de McDuffie que diz “Obrigado por ser o mais legal, mais impressionante time da NHL e por fazer meu sonho se tornar real”. Tem mais alguém com lágrimas nos olhos aí?

    fonte: MikeHeika Twitter

    Foto Reprodução: NHL.com

  • Rick Nash anuncia aposentadoria

    Rick Nash anuncia aposentadoria

    Na última sexta-feira (11), Rick Nash anunciou sua aposentadoria do hockey aos 34 anos de idade. Segundo seus representantes, a decisão foi tomada devido a complicações e sintomas de uma concussão sofrida pelo jogador em março do ano passado.

    “Sob o conselho de sua equipe médica, o risco de mais lesões cerebrais é grande demais se Rick voltar a jogar. Rick gostaria de agradecer a todos que o apoiaram durante esse período difícil”, anunciou a Top Shelf Hockey, representantes de Nash.

    Rick Nash foi draftado no primeiro lugar geral pelo Columbus Blue Jackets em 2002, jogou um total de 1060 jogos em 15 temporadas, marcando um total de 805 pontos divididos em 437 gols e 368 assistências. Seus últimos 11 jogos foram na temporada 17-18 pelo Boston Bruins após ter sido trocado com os Rangers.

    Nash começou sua carreira no dia 10 de Outubro de 2002 com o CBJ, marcando já na sua estreia na vitória de 2 a 1 em cima dos Blackhawks. Naquele ano, ele foi indicado para o Rookie do ano. Apesar de não ter ganhado o prêmio, Nash foi selecionado para o NHL All Rookie Team.

    Na temporada 2012-13, encurtada por causa do lockout, Nash estreou com o New York Rangers onde jogou até Fevereiro de 2018. Foi nos Rangers que Nash atingiu a marca de mil jogos na Liga, no dia 6 de outubro de 2017. Com isso, ele se tornou o 321º jogador da história a jogar pelo menos 1000 jogos em sua carreira.

    Despedida

    No domingo (13), Rick Nash foi homenageado pelo Columbus Blue Jackets antes do jogo contra o New York Rangers na Nationwide Arena. Nash foi o responsável em soltar o puck que deu início ao jogo ao lado de sua esposa e filhos.

    Ao ser questionado sobre a decisão, Rick disse que a aposentadoria está indo bem, que agora tem mais tempo para ficar com sua família. Eles retornaram a Columbus, onde Nash e sua esposa Jessica mantiveram uma casa. O casal pretende continuar morando na cidade. “Agora eu posso educar meus filhos nessa cidade e viver aqui pelo resto da vida”, disse Nash.

    Foto: Reprodução/NHL.com