Blog

  • Prévia 2018-19: Divisão Atlântica

    Prévia 2018-19: Divisão Atlântica

    Apenas três dias para o início da temporada 2018-19 da NHL e as previsões continuam! No último ano, a Divisão Atlântica foi a única que teve três times com pelo menos 105 pontos durante a temporada regular. Com a menor pontuação estava Toronto Maple Leafs (105), e no topo, Boston Bruins com 112 pontos e Tampa Bay Lightning com 113 pontos!

    Ao ponderar as forças e fraquezas de cada time da divisão, eis o que podemos esperar para essa temporada:

    Boston Bruins

    Em relação a qualidade do time, se comparado com a temporada anterior, pode-se dizer que os Bruins têm a vantagem de contar com mais jogadores mais velhos, e assim, mais experientes. Nomes como David Pastrnak, Jake DeBrusk, Charlie McAvoy, Brandon Carlo, Anders Bjork e Ryan Donato por si só fazem um jogo espetacular. Isso não é nada bom para o restante da liga, já que Boston ainda conta com Patrice Bergeron, Brad Marchand, David Krejci, David Backes, Zdeno Chara e Tuukka Rask no elenco.

    No time, a maior força é possuir uma das melhores linhas ofensivas da NHL, com o trio Marchand, Bergeron e Pastrnak. Mas uma preocupação da equipe é conseguir a pontuação suficiente para alcançar as outras na competição. As chances de chegar aos playoffs são, de qualquer forma, grandes. De modo geral, os Bruins são uma equipe saudável e com garra para competir.

    Buffalo Sabres

    Um dos piores times da liga na temporada passada, os Sabres brigam para não terminarem o próximo ano na mesma situação. Já que ganharam a loteria do último draft, o time pôde escolher importantes reforços, como o novato sueco Rasmus Dahlin (pick nº1), e o americano Mattias Samuelsson. Ryan O’Reilly foi para St. Louis, e o time colocou o artilheiro veterano Jeff Skinner no elenco por um preço razoável. Não é como se os Sabres fossem magicamente acabar nos playoffs desse ano, mas de fato já estão melhores.

    Um jogador de grande destaque no time é o central Jack Eichel. Ainda não chegou a uma pós-temporada, mas é alguém que os outros times disputariam para ter em sua equipe. Sua pontuação subiu de 57 em 61 jogos, para 64 em 67 jogos na última temporada. Se continuar nesse ritmo, seus números ofensivos devem subir ainda mais.

    Uma desvantagem que a equipe enfrenta na defesa. Apenas Dahlin, Ristolainen e Scandella devem agregar de fato à posição, enquanto o restante do time precisa de muito trabalho. Além disso, vai ser difícil deixar o puck fora da rede, considerando que o goleiro não está tão preparado para o ritmo dos jogos. Pode-se dizer que Buffalo está crescendo aos poucos ao contratarem esses jogadores com grande potencial.

    Detroit Red Wings

    Detroit trouxe de volta Thomas Vanek e Mike Green, mas perder Henrik Zetterberg para uma lesão nas costas os prejudicou. O time, que sempre foi conhecido como franquia modelo, agora está em uma fase de reconstrução. A equipe conta com jovens jogadores, como o impressionante Dylan Larkin, que com apenas 22 anos fez 63 pontos em 82 partidas. Além dele, também contam com Anthony Mantha, Andreas Athanasiou e os novatos Michael Rasmussen, Filip Zadina e Evgeny Svechnikov.

    No entanto, os Wings tem algumas cartas ruins na NHL, com defensores ultrapassando os 32 anos comprometendo sua competitividade. Infelizmente, para os fãs de Detroit, as esperanças de chegar aos playoffs não são muitas. O time carece de pontuação e a zona defensiva está bastante danificada.

    Florida Panthers

    Perder por 1 ponto o jogo decisivo que os colocariam nos playoffs foi a gota d’água para o GM Dale Tallon. A adição de Mike Hoffman na pós-temporada deu a eles mais um atacante. Além disso, os jogadores jovens tiveram tempo de adquirir experiência e devem constituir um time melhor.

    As duas linhas principais de Flórida podem ser consideradas de grande força no campeonato. Na primeira, Aleksander Barkov, Evgenii Dadonov e Nick Bjugstad, seguidos por Hoffman, Vincent Trochech e Jonathan Huberdeau na segunda. Pode-se dizer que os Panthers vão ser um ataque difícil de parar. Uma incerteza atual é o goleiro Roberto Luongo. Com 39 anos, ele deve se manter saudável nessa temporada para poder jogar a maioria dos jogos, ou então será trocado e substituído por James Reimer.

    Barkov, o capitão de 23 anos, tem grandes chances de melhorar ainda mais nessa temporada. Ele marcou 78 pontos em 79 partidas em 2017-18, e está sob pressão para subir esses números.

    Montreal Canadiens

    Se comparado com o ano passado, parece que as coisas melhoraram para os Habs, no geral. Mas, mesmo assim é difícil dizer que o time está de fato melhor, especialmente porque perderam Shea Weber até o final do ano. E também porque trocaram dois dos melhores pontuadores da equipe, Max Pacioretty e Alex Galchenyuk.

    Um ponto muito positivo para a equipe é ter Carey Price no gol. Se aproveitar todo seu potencial nos jogos, os Canadiens tem grandes chances de surpreender nessa temporada. A equipe ainda não tem grandes chances de ser vista nos playoffs, e a fragilidade na linha permanece. Podemos dizer, no entanto, que Montreal está no caminho certo.

    Ottawa Senators

    Para essa temporada é quase impossível afirmar que os Sens estao melhores do que no ano passado. Agora sem Erik Karlsson e Mike Hoffman, os jogadores que os substituíram não vão conseguir preencher as lacunas que foram deixadas. Mesmo sem essas peças importantíssimas, por enquanto a equipe ainda tem Mark Stone e Matt Duchene na escalação. Mas a permanência de ambos na equipe é uma incerteza até o fim do próximo ano.

    Não vai ser uma temporada fácil para a capital canadense. Mesmo com toda a capacidade de Thomas Chabot, a falta Karlsson tem um peso enorme para a defesa. Além disso, se Craig Anderson não mudar a atual postura no gol, a temporada vai ser bem longa para Ottawa. A parte mais difícil é imaginar o time chegando na pós-temporada. A própria alta-gerência admitiu publicamente que o time está numa fase de reconstrução. Se os Senators pretendem surpreender ainda esse ano, isso vai demandar um esforções tremendo de todos os jogadores, e alguma sorte no caminho.

    Tampa Bay Lightning

    Quem não teve “dor de cabeça” durante o verão, foi o Lightning, que está em vantagem depois de adquirir J.T. Miller e Ryan McDonagh para a temporada toda. Tampa nem precisa fazer uma grande jogada para entrar para a “elite da divisão”, eles são visivelmente os melhores.

    A maior força do time são os principais jogadores, os outros jogadores, e também o resto dos jogadores. Não dá para apontar fraquezas, já que eles têm boa pontuação, uma defesa de qualidade e talvez o melhor dos goleiros! Não é querer inflar o ego dos jogadores – ou da torcida -, mas não fica dúvida que o time tem total potencial de seguir para os playoffs e representar o Leste na Final da Stanley Cup.

    Toronto Maple Leafs

    Ao trazer John Tavares para o time, Toronto já ficou melhor. Fazendo par com Auston Matthews e garantindo qualidade no rinque, só são páreo pra dupla de Sidney Crosby e Evgeni Malkin nos Penguins. O ex-Islander está animado por jogar em casa, e já mostrou a que veio mesmo antes da temporada começar. E Matthews que, com 21 anos, marcou 40 gols só no seu rookie year, e 34 gols em 62 jogos ano passado.

    A defesa dos Leafs, no entanto, ainda deixa a desejar. Morgan Reilly precisa de um par à altura se o time quiser ir além da primeira rodada dos playoffs.

    Sem dúvida tem muito o que acompanhar na Divisão Atlântica, e a gente bem sabe que os cenários podem mudar a qualquer momento na NHL. Fique ligado, na terça voltamos com as duas últimas divisões: Pacífica e Metropolitana!

  • Prévia 2018-19: Divisão Central

    Prévia 2018-19: Divisão Central

    Os times da NHL são divididos em duas conferências, a Leste e a Oeste. Cada uma é composta por duas divisões: Atlântica e Metropolitana no Leste, e Pacífica e Central no Oeste. As equipes podem mudar de divisão de acordo com a necessidade. Quando surge um novo time, no caso da extensão da liga, ele precisa ser englobado por uma das divisões existentes.

    A última alteração na Divisão Central aconteceu em 2013. Desde então, fazem parte dela Chicago Blackhawks, St. Louis Blues, Colorado Avalanche, Dallas Stars, Minnesota Wild, Nashville Predators (última franquia a entrar na divisão, por extensão em 1997-98) e Winnipeg Jets.

    Na temporada 2017-18, foi a divisão mais disputada, com uma diferença de 25 pontos entre o penúltimo (Dallas Stars) para o primeiro (Nashville Predators) colocado. As vagas dos playoffs só foram definidas nas três últimas rodadas, quando St. Louis e Dallas ficaram de fora por 2 pontos.

    Não podemos deixar de falar do último colocado da divisão na última temporada. Os Blackhawks vinham de uma liderança na temporada 2016-17 com 109 pontos e caíram para último em 2017-18, com 76 pontos. Foi um ano decepcionante e abaixo do esperado para a equipe de Chicago.

    Com estes resultados, o que podemos esperar para a temporada 2018-19?

    Todos os times sonham em chegar aos playoffs em abril. Tudo indica que a Divisão Central será novamente a mais acirrada para conquistar uma vaga na pós-temporada..

    Nashville Predators

    Depois de perder a taça para Pittsburgh em 2017 e levar o President’s Throphy em 2018, Nashville começa a temporada atual com um único objetivo: chegar novamente à Final da Stanley Cup e conquistar o título. Porém, para isso, é preciso passar pela temporada regular e conquistar novamente a sua vaga nos playoffs.

    Nashville não fez grandes contratações, está praticamente com o mesmo elenco da temporada anterior. Mas os jogadores são jovens e nomes como Kevin Fiala e Filip Forsberg vêm fortes para continuar fazendo gols e levando o time a diante. Os Preds abrem a temporada jogando fora de casa contra o New York Rangers no dia 4 de Outubro.

    Winnipeg Jets

    Os Jets chegaram ao final da temporada passada em segundo lugar na divisão, apenas 3 pontos atrás dos Preds. Entretanto, venceram o campeão da divisão na Semi-Final da Conferência Oeste,por 4 a 3. Winnipeg caiu na Final de Conferência para o estreante Golden Knights, por 4 jogos a 1. Esta foi apenas a terceira vez em 16 temporadas de história que o time chegou aos playoffs.

    Este ano, os Jets desejam alcançar novamente a pós-temporada. Para isso, eles contrataram o atacante Nicolas Kerdiles e o defensor Simon Bourque, e manteve praticamente o mesmo time da temporada anterior, conhecido por ser letal no ataque. Winnipeg abre a temporada fora de casa contra os Blues.        

    St. Louis Blues

    Os Blues ficaram de fora dos playoffs por apenas uma vitória na temporada 2017-18. Em um final dramático , perderam a vaga de Wild Card para o Avalanche contra o próprio time do Colorado. Com um início de temporada forte, perdeu 6 jogos seguidos em meados de fevereiro, e isto lhe custou pontos importantes.

    Para a temporada atual, os Blues não querem cometer o mesmo erro. Para isso, a equipe reforçou ainda mais seu elenco para este ano. Patrick Maroon está de volta depois de uma temporada em Vegas. Além dele, juntam-se à equipe Ryan O’Railly, Tyler Bozak, David Perron e Chad Johnson, e ainda o rookie Robert Thomas. St. Louis vem para colocar pressão na Divisão Central, ter um maior controle do puck e não ficar de fora dos playoffs mais uma vez.

    Dallas Stars

    Os Stars resolveram se renovar, e apostaram na contratação do técnico Jim Montgomery depois que Hitchcock se aposentou, no final da temporada anterior. Monty, como é carinhosamente chamado, veio do hockey universitário, tendo chegado à final da NCAA com o time de Denver. E, apesar de terem começado a jogar dessa nova forma apenas na pré-temproada, Dallas já está colhendo resultados. Para Tyler Seguin, que renovou o contrato para mais 8 temporadas com a equipe, os Stars estão se mostrando um novo time a ser temido.

    O objetivo continua o mesmo: chegar aos playoffs, o que não acontece há dois anos. O problema também continua o mesmo: uma defesa insegura em jogos importantes, mas que Monty pretende reforçar com o jovem defensor Miro Heiskanen, além de buscar uma continuidade do trabalho de Hitchcock. Na temporada anterior, os Stars vinham bem até o último mês, quando conseguiram perder 10 jogos seguidos contra a Conferência Leste. Essas derrotas lhe custaram a vaga na pós-temporada no último ano. Dessa vez, Dallas abre a campanha contra os Yotes, em casa, no dia 4.

    Colorado Avalanche

    Na temporada 2017-18, os Avs foram o time que mais cresceu de uma temporada para outra, quase dobrando os pontos do ano anterior. Também surpreenderam ao chegar aos playoffs, dando mais trabalhado para Nashville do que era esperado na primeira rodada. Ao que tudo indica, a equipe pretende crescer ainda mais neste ano.

    Como reforço, chegou o goleiro vindo dos Capitals, Philipp Grubauer, que vem para disputar a posição titular com Varlamov. Além disso, é preciso recordar da forte linha ofensiva do Avalanche, composta por MacKinnon, Landeskog e Rantanen, letal em finalizações. O time elevou as expectativas após chegar aos playoffs na temporada passada e, sem dúvida, pretende repetir o feito. Colorado começa a próxima temporada em casa contra o Wild no dia 4 de outubro.

    Minessota Wild

    Minnesota precisou passar por várias mudanças para essa temporada, apesar de ter mantido sua base intacta. Para começar, Paul Fenton substituiu Chuck Fletcher como GM após o Wild ter perdido os playoffs na primeira rodada para os Jets, por 4 jogos a 1. Diversos jogadores também passaram o verão se recuperando de lesões. Este provavelmente será o maior problema do time, uma vez que nomes importantes como Nino Niederreiter, Charlie Coyle e Zach Parise perderam grande parte da temporada passada.

    Mais uma vez, o objetivo da equipe é ir além do calendário regular, pelo sétimo ano seguido. No entanto, se isso acontecer, o Wild precisa lidar com o estigma de sair da competição ainda na primeira rodada. Sob comando do técnico Bruce Boudreau, o Wild tem apenas duas vitórias em playoffs (uma em cada ano do técnico no time, 2016-17 e 2017-18).

    Chicago Blackhawks

    A maior decepção na temporada 2017-18 foi, sem dúvidas, os Blackhawks. O time vinha de uma boa temporada em 2016-17, tendo levado a divisão e ido para os playoffs (apesar de ter sido varrido na primeira rodada pelos Predators), mas, em 2017, o que pôde dar errado para os Hawks, deu. De lesões à falta de sorte, de grandes nomes errando à iniciantes deslocados.

    Na temporada 2018-19, Chicago precisa colocar o ano anterior para trás, avaliar os pontos que deram errado e brigar para recuperar o seu lugar nos pontos mais altos da tabela. Uma das ações do GM Stan Bowman nessa intertemporada foi trazer Marcus Kruger de volta. O técnico Quenneville também tem como opção investir nos jovens prospectos da franquia.

    Os Hawks foram ao mercado de free-agents e trouxeram também o goleiro Cam Ward, na tentativa de um substituto para uma série de goleiros machucados. Porém, Ward é conhecido por ter uma carreira inconstante, e apenas o tempo dirá se eles acertaram na escolha. A temporada regular de Chicago começa fora de casa, no dia 4 de outubro, contra os Senators.

     

    Amanhã, seguimos com as prévias da temporada 2018-19 e a estagiária dá sua opinião sobre o que esperar da Divisão Atlântica, na Conferência Leste.

  • NHL China Games

    NHL China Games

    Shenzhen e Pequim foram as cidades escolhidas como palco para o 2018 O.R.G. NHL China Games, realizado entre os dias 15 e 19 de setembro. O evento, que abriu a pré-temporada da NHL este ano, e tem como objetivo divulgar o esporte no país oriental, contou com dois jogos entre o Boston Bruins e o Calgary Flames.

    Jogo #1

    No sábado, 15, o jogo aconteceu no Universiade Sports Center, em Shenzhen. Foi uma oportunidade para Boston testar alguns de seus rookies que estão atrás de um lugar na terceira linha do ataque.

    Sem grandes jogadas no início da partida, os dois times demonstraram bem que não jogavam há alguns meses. Porém, pouco depois da metade do primeiro período, um dos rookies, Trent Frederic, fez o primeiro gol da noite. Donato e Moore seguiram e, em menos de dois minutos de diferença Boston já ganhava por 3-0. Pouco antes da buzina soar marcando o fim do período, Sean Monahan marcou para Calgary durante um power play.

    Os Flames tiveram mais domínio da partida no segundo período, mas não conseguiram marcar em Jaroslav Halak. Porém, no início do terceiro período, Calgary diminuiu a diferença com um gol de Mark Giordano. O capitão dos Flames também foi o responsável pelo empate, quando marcou um gol faltando 47 segundos para o fim da partida num 5-on-3 de Calgary.

    Durante o terceiro período, Halak foi substituído por Rask durante seis minutos por conta de uma falha no equipamento, mas voltou para terminar a partida.

    Os Bruins dominaram os cinco minutos extras de jogo, porém não foi suficiente para fazer o puck passar por Jon Gillies. No shootout, ambos os times perderam as duas primeiras rodadas e acertaram a terceira. No quarto round, Calgary não conseguiu fazer o puck entrar. Jake DeBrusk deu a vitória para Boston na sequência.

    Jogo #2

    Na quarta-feira, 19, os dois times voltaram a se enfrentar, mas dessa vez na Cadillac Arena, em Pequim.

    Os Bruins começaram marcando no fim do primeiro período, depois que Donato fez um passe para DeBrusk, que colocou o puck pra dentro do gol. Os Flames conseguiram empatar nos últimos segundos do segundo período e os times decidiram o jogo nos últimos 20 minutos.

     

     

    Com dores no estômago, Jake DeBrusk, artilheiro da partida, ficou metade do segundo período fora. Ele voltou ao gelo aos 2:30 do terceiro, e marcou o segundo gol de Boston logo em seguida. A menos de dois minutos do fim, um empty netter de Kevan Miller selou a vitória dos Bruins por 3-1.

  • Trocas e renovações na intertemporada

    Trocas e renovações na intertemporada

    A pós-temporada 2017-18 terminou com o Washington Capitals levantando a taça no dia 13 de junho, mas, antes mesmo dela chegar ao fim, as trocas e renovações para a temporada 2018 -19 já começavam.

    Carolina Hurricanes não renovou o contrato com o técnico Bill Peters, que foi para Calgary Flames, e, com ele, diversos jogadores tiveram o time canadense como nova residência. Elias Lindholm e Noah Hanifin fizeram o mesmo percurso do técnico. Em troca, Michael Ferland, Dougie Hamilton e Adam Fox foram para os Canes. Outro jogador que também se juntou a Peters foi James Neal, vindo do Golden Knights.

    Mais uma troca envolvendo os Canes foi a inesperada ida de Jeff Skinner para os Sabres. Buffalo levou Skinner e Carolina recebeu o prospecto Cliff Pu, além da escolha da 2ª rodada do draft de 2019 e as escolhas da 3ª e 6ª rodada em 2020.

    Fim dos rumores

    Apesar das diversas movimentações desde Junho, a troca que mais chamou atenção aconteceu apenas na última semana. Erik Karlsson foi confirmado nos Sharks depois de meses de especulação sobre qual seria o destino do jogador, agora, ex-Senators.

    Outra troca comentada na última semana foi do agora ex-capitão do Montreal Canadiens, Max Pacioretty, para o Vegas Golden Knights. Em troca, os Habs receberam Tomas Tatar e o prospecto Nick Suziki, além da escolha de 2ª rodada no 2019 Draft. Pacioretty assinou um contrato de quatro anos no valor de 28 milhões de dólares.

    O GM do time canadense, Marc Bergevin, disse que esta troca foi um pedido de Pacioretty desde a temporada anterior. “A razão é que se um jogador solicita uma troca, tem um motivo. E nós não queremos um jogador acomodado. Para mim, uma extensão do contrato não era uma opção”.

    John Tavares foi outro nome que causou diversos rumores na offseason. O jogador, de 27 anos, deixou o New York Islanders, por onde jogou por nove temporada, para se juntar ao Toronto Maple Leafs em uma troca anunciada em 1º de Julho. Tavares assinou um contrato de 7 anos com um valor médio anual de 11 milhões de dólares.

    Mesma equipe, novo contrato

    Após muita dúvida e especulação, o Dallas Stars renovou o contrato com Tyler Seguin para mais 8 anos. O jogador declarou que está feliz em continuar em Dallas até o fim da sua carreira. “Dallas é casa”, disse após assinar o novo contrato.

    Outra renovação esperada foi a de Tom Wilson com o Washington Capitals. Depois da final da Stanley Cup, o técnico Barry Trotz deixou o time, dando espaço para Todd Reirden. Mas a renovação de Wilson veio apenas no dia 30 de Julho, quando o ala direita assinou um contrato de mais 6 anos nos Caps.

    Ryan Ellis renovou com o Nashville Predators um ano antes do vencimento do contrato atual. Ele concordou com um contrato de 8 anos no valor de 50 milhões de dólares, passando a receber 6.25 milhões por temporada a partir de 2019-2020.

    Blake Wheeler renovou o seu contrato com os Jets para mais 5 anos, e vai receber 8,25 milhões por ano. O jogador de 32 anos correu o risco de ficar sem contrato e reconhece a confiança do time em mantê-lo até 2023-2024. Dentre seus objetivos, pretende dar apoio aos jogadores mais jovens para levar os Jets a um novo patamar. “Onde estou na minha carreira, na minha idade, sinto que os melhores anos já estão para trás.”

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Marlies vencedor do Calder Cup 2018

    Marlies vencedor do Calder Cup 2018

    O Toronto Marlies levantou, no dia 14 de junho, a Calder Cup após ganhar por 4 a 3 a série de sete jogos contra o Texas Stars. A taça é o prêmio mais antigo do hockey profissional e é destinado ao vencedor dos playoffs da American Hockey League (AHL).

    O troféu foi nomeado em homenagem a Frank Calder, primeiro presidente da NHL entre 1917 e 1943, e responsável em impulsionar os times de Boston, Nova York, Detroit e Chicago a formarem uma liga americana. Originalmente, o Calder Cup tinha como função motivar e dar força para a American Hockey League. Hoje, ganhar a competição é uma das maiores honras do esporte.

    Em 2016, o formato dos playoffs foi introduzido na competição e passou a ser disputados por 16 times, oito da conferência leste e oito da conferência oeste. Nesse ano, a competição teve o seguinte desenho:

    Brecket final Calder Cup / Fonte: modificado de theahl.com
    Brecket final Calder Cup / Fonte: modificado de theahl.com

     

     

    Campanha Texas Star

    O Texas Stars, afiliado do Dallas Stars, fez uma campanha conturbada e com vários atropelos. Venceu a primeira rodada contra o Ontario Reign por 3 series a 1. A segunda começou perdendo para o Tucson Roadrunners, mas virou e venceu por 4 a 1.

    Na final da conferência Oeste, Texas venceu por 4 a 2 a série contra o Rockford IceHogs, sendo que quatro dos seis jogos disputados foram para o OT.

    Campanha Toronto Marlies

    Marlies teve uma campanha mais limpa do que o time do Texas. O afiliado dos Leafs tropeçaram na primeira rodada vencendo de 3 séries a 2 o Utica Comets, mas da segunda rodada para frente não perdeu até a grande final.

    Passou pelo Syracuse Crunch por 4 a 0 e levou a final de conferência contra o Lehigh Valley Phantoms também por 4 a 0, chegando confiante na final da Calder Cup.

    Jogo final

    A última série, disputada entre o Toronto Marlies e o Texas Stars foi a mais emocionante do torneio e a única que chegou até o jogo sete. A cada jogo da série um time ganhava e a grande decisão ficou para o jogo 7 após o Texas  ter levado o jogo 6 por 5 a 2 em casa.

    Marlies levou a final para casa e em um jogo espetacular, venceu o Texas Stars por 6 a 1, tendo marcado dois gols no primeiro período e quatro no terceiro. Texas fez seu único gol da partida no terceiro período, em uma jogada questionável se o puck entrou ou não na confusão frente o goleiro Sparks.

    Com uma grande vantagem no placar, Marlies só precisou esperar a sirene para comemorar o título.

    Foto: Reprodução/theahl.com

  • Noite de prêmios

    Noite de prêmios

    Nesta quarta-feira, 20,  rolou em Las Vegas a entrega dos prêmios para jogadores e membros das comissões técnicas da NHL. O evento que normalmente tem os ganhadores como estrelas, foi ofuscado por homenagens ao sobreviventes dos Humboldt Broncos, time de Junior Hockey League Canadense que sofreu um grave acidente em 6 de abril de 2018. O ônibus que levava o time para um jogo se chocou contra um caminhão num cruzamento em Saskatchewan matando 16 pessoas (10 jogadores, 4 pessoas da equipe técnica, um locutor e o motorista do ônibus.)

    10 dos sobreviventes estavam na cerimônia ontem, juntamente com a mulher do falecido técnico dos Humboldt Broncos para receber o primeiro prêmio Willie O’Ree Community Hero Award, dado a alguém que use o esporte para transformar a sua comunidade.

    Um tributo emocionante ao time tirou o nervosismo dos indicados. O ganhador do Hart Trophy, dado do MVP (Most Valuable Player) da temporada, Taylor Hall disse que ver a homenagem feita ao time o deixou mais tranquilo. “Quando você está naquele palco a noite toda está girando em torno de um momento específico, e é fácil você se ver envolvido por tudo aquilo. Mas quando você vê esse vídeo, aquela homenagem, ao falar com alguns dos jogadores e suas famílias ontem, isso coloca tudo em perspectiva. Não é só sobre você. Não é sobre ganhar prêmios. É sobre aproveitar a vida e fazer o que você ama.” Hall foi o primeiro jogador dos Devils a levar o Hart Trophy.

    Além dos sobreviventes dos Broncos, estavam lá também o time de hockey da Marjory Stoneman Douglas High School, escola na Flórida que foi palco de um tiroteio no início do ano. O time da escola foi campeão do campeonato da Flórida depois da tragédia.

    Victor Hedman, que levou o Norris Trophy, disse em seu discurso que “Isso mostra que o hockey é mais que um esporte. É uma família”. O defensor ainda mencionou os sobreviventes e a equipe de resgate do tiroteio em Las Vegas.

    O time que mais levou foi o Vegas Golden Knights com quatro prêmios. Karlsson foi o primeiro premiado com o Lady Byng Trophy, por ser o jogador que melhor combina espírito esportivo, cavalheirismo e habilidade. O prêmio de melhor técnico, o Jack Adams Award,  foi para Gerard Gallant por ter levado Vegas às finais da Stanley Cup na primeira temporada do time. O terceiro prêmio dos Golden Knight foi o Mark Messier NHL Leadership Award pra Deryk Engelland por ser um exemplo de liderança para o time dentro e fora do gelo, além de ajudar o hockey a crescer na comunidade. Pra finalizar, o General Managers de Vegas, George McPhee, foi escolhido como o General Manager do ano.

    Quem levou o Masterton Trophy, foi Bryan Boyle. O prêmio vai para o jogador que tem mais perseverança, espírito esportivo e dedicação ao Hockey. Boyle leva o prêmio na temporada em que descobriu ter Leucemia Mieloide Crônica. Mesmo assim, fez sua estreia da temporada em 1º de novembro e ajudou os Devils a chegar na pós temporada. Desde o começo da temporada, Boyle perdeu apenas 3 jogos e acabou a temporada regular com 69 pontos.  

    Os irmãos Sedin também não ficaram de fora e levaram pra casa o King Clancy Trophy. Daniel Sedin e Henrik Sedin anunciaram a aposentadoria após 17 anos na liga no final da temporada regular.

    Segue a lista completa de vencedores dos prêmios dessa temporada:

    Ted Lindsay Award:

    Connor McDavid, Edmonton Oilers

    Norris Trophy:

    Victor Hedman, Tampa Bay Lightning

    King Clancy Trophy:

    Daniel Sedin and Henrik Sedin, Vancouver Canucks

    Calder Trophy:

    Mathew Barzal, New York Islanders

    Lady Byng Trophy:

    William Karlsson, Vegas Golden Knights

    Masterton Award:

    Brian Boyle, New Jersey Devils

    Selke Trophy:

    Anze Kopitar, Los Angeles Kings

    Jack Adams Award:

    Gerard Gallant, Vegas Golden Knights

    Messier Leadership Award:

    Deryk Engelland, Vegas Golden Knights

    Vezina Trophy:

    Pekka Rinne, Nashville Predators

    General Manager of the Year:

    George McPhee, Vegas Golden Knights

    Willie O’Ree Community Hero Award:

    Darcy Haugan, Humboldt Broncos coach

    Hart Trophy:

    Taylor Hall, New Jersey Devils

     

    Foto e Vídeo: Reprodução/NHL
  • Onde Mike Hoffman vai parar?

    Onde Mike Hoffman vai parar?

    Com dois anos no contrato, Mike Hoffman foi trocado para o San Jose Sharks e então para o Florida Panthers na manhã dessa terça-feira. A troca vem em meio a um escândalo que envolve sua namorada e a esposa de Erik Karlsson.

    Escândalo

    No início de maio, a esposa do capitão dos Senators, Melinda Karlsson, entrou com um pedido na justiça canadense com um pedido de Peace Bond contra a noiva de Mike Hoffman. Um Peace Bond é uma ordem dada pela corte de justiça canadense para que alguém mantenha a paz e o bom comportamento durante um período de tempo específico.Isso aconteceu porque, segundo Melinda, Monika Caryk, que namora Hoffman há 10 anos, estava a assediando pelas redes sociais, praticando o chamado cyberbullying. Os episódios vinham acontecendo desde novembro de 2017, mas pioraram quando ela perdeu o filho que esperava. Segundo Melinda, “Monika Caryk proferiu diversas declarações desejando que meu filho morresse. Ela também disse que gostaria que eu estivesse morta e que alguém deveria ‘tirar’ as pernas do meu marido para ‘encerrar sua carreira’. Monika Caryk postou mais de 1.000 declarações negativas e depreciativas sobre minha carreira profissional.”


    Alguns desses comentários puderam ser vistos no Instagram de William Karlsson, quando o mesmo postou em Março uma foto agradecendo o apoio de todos os que mandaram mensagens encorajadoras. Na época, um usuário chamado sandydandy45 comentou na foto dizendo “Eu sinto muito por esse bebê que não teve uma chance com Melinda tomando remédios todos os dias”. Logo Karlsson deu a entender que essa não era a primeira vez que algo do tipo acontecia e sugeriu que o comentário fazia parte de uma rede de acusações. “Você tem feito contas falsas e comprado contas hackeadas há meses para assediar a mim e a minha esposa, mas isso foi jogo baixo até pra você.”
    Hoffman garantiu que nem Monika, nem ele, estavam envolvidos em qualquer tipo de assédio e ainda reiterou a importância de descobrir quem está por trás disso. Hoffman ainda disse que sabe que os Karlsson estão passando por um momento difícil e que ele e Monika não tem nada a esconder.
    Na terça-feira passada, os Senators disseram que estavam investigando as acusações juntamente com a liga e que fariam o que fosse preciso para manter a segurança e privacidade dos jogadores e suas famílias.

    Troca

    O agente de Hoffman, Robet Hooper, já havia dito que a troca de um dos dois jogadores era provável, dado a dificuldade de relação entre os jogadores e suas famílias. Na manhã de hoje, 19, o Ottawa Senators confirmou que Mike Hoffman estava indo para o San Jose Sharks, em troca do também lateral Mikkel Boedker e Julius Bergman, além de um escolha de sexta rodada do Draft em 2020. Os Sharks também receberam o prospect Cody Donaghey e uma escolha de draft na terceira rodada.
    Três horas depois os Panthers anunciaram que estavam adquirindo Hoffman e uma escolha de sétima rodada no Draft desse fim de semana em troca de três escolhas em drafts: duas esse ano, uma de quarta e uma de quinta rodada, e uma no ano que vem, de segunda rodada.
    Seguindo o que o time já havia falado na semana passada, a troca tem a intenção de manter a equipe unida e apaziguar qualquer conflito. Para o General Menager do time, Pierre Dorion “A troca de hoje mostra nossa determinação em fortalecer o futuro do time, melhorando o entrosamento, liderança e caráter tanto no vestiário como no gelo”.
    Já os Panthers dizem ter entrado em contato com Ottawa na semana passada para essa troca mas que os Sens estavam pedindo um preço muito alto por Hoffman. Dale Tallon, GM de Flórida disse ter recebido um telefonema dos Sharks nessa segunda para negociar essa troca. Para ele, a habilidade de Hoffman pode ser o que o time precisa para chegar aos playoffs na próxima temporada.

    Resta saber de Hoffman vai permanecer no time até o começo da próxima temporada.

     

     

  • Washington Capitals levanta a taça em Vegas

    Washington Capitals levanta a taça em Vegas

    Após 43 anos de franquia, o Washington Capitals finalmente acabou com os maus agouros e conquistou a primeira Stanley Cup da sua história. A última vez que o time tinha chegado à uma final, tinha sido em 1998 quando perderam para o Detroit Red Wings.

    Mas este ano, os Caps chegaram aos playoffs com um único objetivo: conseguir a taça apesar de todas as dificuldades. Na noite de 7 de Junho, jogando fora de casa, e vencendo um emocionante jogo 5 por 4 a 3, Alex Ovechkin levantou a sua tão sonhada e merecida Stanley Cup, após 13 temporadas defendendo o time da capital americana.

    O Vegas Golden Knights fez uma temporada de estreia brilhante, chegando à final e mostrando para todos que o impossível pode sim acontecer.  No fim, a experiência pesou, mas é preciso deixar registrado todo o esforço e emprego do novato da NHL.

    Capitals 4, Golden Knights 3

    O jogo levou ao coração dos torcedores a teste. O primeiro período terminou sem gols, mas foi marcado por belíssimas defesas de Holtby e Fleury.

    Mas no segundo período, a coisas ficou séria. Logo no início Fleury defendeu uma jogada de Kuznetsov, mas não teve a mesma sorte quando Vrana, sozinho em um contra-ataque, balançou a rede e abriu o placar.

    Depois do primeiro gol, começou uma jogada de toma-lá-dá-cá. Ou como disse a estagiária, um empata desempata…  Três minutos depois da abertura do placar, Schmidt empatou o jogo para Vegas. Em menos de um minuto, aos 10:40, Ovechkin deu a liderança para o Capitals novamente após um powerplay goal.

    Vegas empatou novamente dois minutos depois com um gol de Perron. E faltando 30 segundos para terminar o período e dar uma respirada, Smith marcou para o time da casa em um powerplay.

    Os Capitals voltaram para o terceiro período com uma garra impressionante para virar o jogo. Eles só precisavam de uma vitória para levantar a taça. Após algumas tentativas sem sucesso, Smith-Pelly finalmente colocou o puck para dentro e empatou o jogo aos 9:52.

    Precisando de apenas de um gol, os Caps marcaram aos 12:33. Eller pois pra dentro após receber o puck de Connolly.  E aí foi só ficar de olho no cronômetro e esperar a buzina soar.

    O Washington Capitals é campeão da Stanley Cup 2018.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com