A 64ª edição do All Star Games acontece entre os dias 24 e 27 de Janeiro. Neste ano, o evento que marca a metade da temporada, acontece na arena do Sharks, em San José, Califórnia. O concurso de habilidades acontece no dia 25 e os jogos entre as divisões no dia 26, mas durante todo o final de semana acontecerá a 2019 NHL Fan Fair™.
Os times de cada divisão e seus
capitães já foram selecionados. A NHL determinou quatro critérios para a
escolha dos jogadores que participarão do evento este ano, uma vez que é
impossível levar todos os talentos em uma só edição. Dessa vez, foi avaliado
quatro pontos chave, são eles:
Um representante de
cada um dos 31 times da Liga.
Os 10 a 15
marcadores da Liga no momento da seleção.
O jogador possuir o
maior número de “estrelas” possível
Variedade de jogadores do time da casa (no caso, dos Sharks)
Mas neste ano, a NHL implementou uma novidade: até o dia 10 de Janeiro os fãs poderão votar para enviar mais um jogador para o ASG. Nomes importantes de edições anteriores como Tyler Seguin e Brock Boeser correm o risco de ficar de fora em 2019 se não passarem na peneira do NHL All-Star Last Man.
A principal ausência do ASG este
ano vai ser Alex Ovechkin do Washington Capitals. O jogador foi selecionado
para participar dos jogos, mas comunicou à NHL que preferiu ficar de fora e descansar,
uma vez que a semana de férias do Caps antecede o All-Star Break e o jogador terá a oportunidade de uma folga prolongada.
Se liga na lista de jogadores já confirmados para o All-Star Weekend (separado por divisões):
Divisão Atlântica:
Jack Eichel, Buffalo Sabres
Nikita Kucherov, Tampa Bay Lightning
Auston Matthews, Toronto Maple Leafs
David Pastrnak, Boston Bruins
Steven Stamkos, Tampa Bay Lightning
John Tavares, Toronto Maple Leafs
Thomas Chabot, Ottawa Senators
Keith Yandle, Florida Panthers
Jimmy Howard, Detroit Red Wings
Carey Price, Montreal Canadiens
Divisão Metropolitana:
Sebastian Aho, Carolina Hurricanes
Cam Atkinson, Columbus Blue Jackets
Mathew Barzal, New York Islanders
Sidney Crosby, Pittsburgh Penguins
Claude Giroux, Philadelphia Flyers
Taylor Hall, New Jersey Devils
John Carlson, Washington Capitals
Seth Jones, Columbus Blue Jackets
Braden Holtby, Washington Capitals
Henrik Lundqvist, New York Rangers
Divisão Central:
Patrick Kane, Chicago Blackhawks
Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche
Ryan O’Reilly, St. Louis Blues
Mikko Rantanen, Colorado Avalanche
Mark Scheifele, Winnipeg Jets
Blake Wheeler, Winnipeg Jets
Miro Heiskanen, Dallas Stars
Roman Josi, Nashville Predators
Devan Dubnyk, Minnesota Wild
Pekka Rinne, Nashville Predators
Divisão Pacífica:
Johnny Gaudreau, Calgary Flames
Clayton Keller, Arizona Coyotes
Connor McDavid, Edmonton Oilers
Joe Pavelski, San Jose Sharks
Elias Pettersson, Vancouver Canucks
Brent Burns, San Jose Sharks
Drew Doughty, Los Angeles Kings
Erik Karlsson, San Jose Sharks
Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights
John Gibson, Anaheim Ducks
Como nos anos anteriores, o All-Star Game será um torneio de 3 jogos de 20 minutos. A Metropolitana disputa com a Atlântica primeiro, depois acontece o jogo da Central contra a Pacífica. O vencedor destes confrontos disputam a final (também de 20 minutos) valendo o prêmio de 1 milhão de dólares que os jogadores dividem entre si.
Como de costume, 1º de janeiro é dia de Winter Classic na NHL. A tradição começou em 2008 ao trazer jogos da temporada regular ao ar livre, como eram jogados nos “primórdios” do esporte. Esse ano, a partida foi entre Chicago Blackhawks e Boston Bruins e aconteceu na University of Notre Dame, em South Bend, Indiana.
Mais de 76 mil pessoas presenciaram o evento, a segunda maior marca de público em um Winter Classic, e, consequentemente, na NHL. A partida nem havia começado, mas os acontecimentos do evento já estavam chamando atenção. O leprechaun, mascote da universidade, caiu no gelo enquanto carregava a bandeira do Winter Classic, que teve o logo feito em um trevo de três folhas, em homenagem aos Fighting Irish, de Notre Dame.
Pela tradição do Winter Classic, os uniformes das duas equipes também são diferentes. Ambos os times criaram uniformes que remetessem os anos 30. Os Hawks fizeram como entre 1926-34, quando seus uniformes não possuíam nenhuma cor. As únicas cores na camisa ficaram no detalhe interno da gola, com os anos das Stanley Cups conquistadas pelo time em vermelho. Já Boston, colocou o B bem grande na frente, assim como eles usavam em 1932-33. Além disso, os Bruins colocaram os anos em que venceram a Stanley Cup dentro de trevos, também fazendo uma homenagem ao Irlandeses de Notre Dame e da própria Nova Inglaterra.
Os jogadores também fizeram suas próprias homenagens. As mascaras dos dois goleiros foram inspiradas nos Fighting Irish, de Notre Dame.
The mask, via @eyecandyair, is a tribute to Hall of Fame goalie Charlie Gardiner, the netminder who led the #Blackhawks to their first Stanley Cup in 1934. https://t.co/bLsoSRQnV0
Esse foi o quinto Winter Classic do qual os Blackhawks participaram, e o terceiro dos Bruins.
Perlini começou marcando para Chicago na metade do primeiro período logo após o fim de um power play. Quem empatou o placar foi David Pastrnak em seguida. Esse foi o 24º gol da temporada do tcheco, o 11º em power plays.
No segundo período, Dominik Kahun desempatou a partida e voltou a colocar Chicago na frente. Sete minutos depois, Bergeron marcou durante um power play e voltou a empatar o jogo. O segundo período também terminou empatado.
O gol que definiu a partida saiu do stick de Kuraly faltando pouco menos de dez minutos para o fim da partida. Grzelcyk atirou o puck que ricocheteou em Wagner e foi direto para o taco de Sean Kuraly, que colocou para dentro.
Boston manteve a pressão constante no final do período, dificultando para Chicago colocar mais um atacante na linha. Finalmente, nos últimos minutos, numa tentativa de empatar o jogo, os Blackhawks tiraram seu goleiro, e criaram algumas oportunidades de ataque.
Porém Brad Marchand acabou marcando um empty-netter e o placar final ficou em 4-2 para os Bruins. Com a derrota, Chicago continua sem vitórias em Winter Classics, mesmo sendo a equipe com mais participações. O único jogo ao livre que o time ganhou foi uma partida da Stadium Series, contra os Penguins no dia 1º de março de 2014.
O bicampeão da Stanley Cup chama a atenção da NHL por falhar em proteger seus jogadores e educá-los sobre os riscos de traumatismo craniano.
Dan Carcillo se aposentou da NHL três anos atrás, aos 30 anos. Durante sua carreira de 9 anos, ele foi um dos “brigões” mais notáveis no hockey. Você o amava quando ele estava vestindo a camisa de seu time e amava odiá-lo quando não vestia. Mas agora o jogador que levou nove suspensões na carreira está tentando fazer um impacto diferente. Ele está divulgando os riscos das concussões e convocando a NHL a fazer mais para proteger e ducar seus jogadores.
A NHL chegou a um acordo preliminar não-coletivo em novembro em um processo levantado por mais de 100 jogadores aposentados, incluindo Carcillo. O processo acusava a NHL de negligência no tratamento de lesões na cabeça e também alegava que a liga omitiu informação sobre os riscos a longo prazo de traumtismo craniano associado à prática do hockey. O acordo incluiu pagamentos que não poderiam, ao todo, exceder U$18,92 milhões, mas não exigiu que a NHL admitisse responsabilidade por nenhuma acusação dos denunciantes. Carcillo disse que vai optar por se reirar da ação para seguir em sua luta por responsabilização.
De Brigão a Porta-voz
A missão de mudar a maneira como o mundo do hockey e o público em geral pensam sobre concussões, traumatismos cranianos, e Encefalopatia Traumática Crônica (ETC) é pessoal para o bicampeão da Stanley Cup.
Começou em 15 de fevereiro de 2015 quando Steve Montador faleceu aos 35 anos, três anos após ter sido afastado de um carreira de 11 anos na NHL. Montador e Carcillo se tornaram colegas de time em Chicago em 2011 e os dois se aproximaram ao longo de lutas contra o vício. Carcillo reconhece o papel de Montador ajudando a viver uma vida sóbria e o considera seu melhor amigo no hockey. A presença de ETC foi descoberta postumamente em Montador pelo Canadian Sports Concussion Project. Ele foi o quinto ex-jogador da NHL a ser diagnosticado.
“[Ele é] a razão pela qual eu sou um porta-voz,” disse Carcillo à SB Nation. “O dia em que eu recebi a ligação em 15 de fevereiro, foi um dia antes de um jogo. Meu telefone estava tocando sem parar e meu filho tinha nascido em novembro, então eu estava preocupado que fosse algo relacionado a ele. Quando eu atendi era uma amiga e ela estava chorando histericamente dizendo que Steve tinha nos deixado.”
“Quando você tem uma concussão, e você passa por isso, é muito sombrio,” Carcillo diz no vídeo. “Eu recentemente tive uma. Eu caí numa calmaria, numa depressão, especialmente depois de Monty falecer.”
Em setembro de 2015, Carcillo anunciou sua aposentadoria na The Players’ Tribune. Nesse texto, ele anunciou que estava fundando a Chapter 5 Foundation ao lado de sua esposa, Ela, para ajudar na transição de jogadores à vida após o hockey. Sua transparência sobre o assunto chamou a atenção do esporte. Mais de três anos depois, ele segue com a iniciativa.
Foto de Bruce Bennett/Getty Images
Em maio de 2018, Carcillo prometeu seu cérebro ao Carrick Institute, uma instituição que ele afirma ter salvo sua vida duas vezes, para estudo mais aprofundado sobre as consequências de traumatismos cranianos. Um mês depois, a The Players’ Tribune publicou um vídeo em que ele discutia sua crença de que a NHL está falhando para com os jogadores ao não incorporar todas as opção possíveis no tratamento de concussões. Seu médico aontou ao The New York Times em novembro que Carcillo sofreu sete concussões diagnosticadas durante sua carreira. Durante esse tempo, seu feed no Twitter tem se enchido de ativismo por tratamento de concussões e conscientização sobre saúde mental, bem como letras de músicas, sua opinião sobre suspensões, e outras notícias da NHL.
“O tratamento está disponível e você pode se otimizar,” Carcillo disse quando questionado sobre a mensagem que ele espera transmitir. “Isso pode salvar a sua vida.”
Responsabilização
Poucos meses após seu primeiro depoimento publicado na The Players’ Tribune, Carcillo se juntou à lista de jogadores da NHL processando a liga pelas lesões cerebrais sofridas durantes suas carreiras como jogadores e pela falta de avisos quanto ao risco de traumatismo craniano.
“Eu era responsável pelas minhas ações na liga — se eu me atrasasse ou se não jogasse de acordo com as regras eu era suspenso, multado, e eu aceitava. Eles me responsabilizavam. E agora isso é tudo o que eu estou tentando fazer [com] esses caras, que são responsáveis por mentir para nós.”
“Eles podiam ter nos mostrado uma apresentação de slides sobre os riscos de levar um soco na cabeça sem luvas se é para os que gostam de brigar,” Carcillo mencionou mesmo as mínimas coisas que ele acredita que a liga poderia ter feito pelos jogadores entrando na liga. “Eles podiam ter mostrado às superestrelas um vídeo do Crosby sofrendo aquelas concussões.
Foto de Kevin Hoffman/Getty Images
Outra questão que frustra Carcillo quanto ao tratamento da NHL para com jogadores vítimas de concussões – e uma que foi levantada durante o processo – é a forma perigosa como medicamentos são prescritos aos jogadores pelos médicos. Jeffrey Kutcher, um neuropsicoólogo que já tratou jogadores da NHL com problemas relacionados às concussões e prestou consultoria à NHLPA, afirmou que ele já viu casos em que antidepressivos foram receitados a jogadores da NHL; amantadina, uma droga que Kutcher diz ser normalmente administrada a pacientes em condições como de esclerose múltipla ou Parkinson; e em casos mais raros opióides para tratar sintomas de concussões.
“Uma vez que você vai por esse caminho,” Carcillo disse, “é realmente repugnante, você sabe, a maneira como eles tratam seres humanos, a maneira como tratam crianças.”
Ainda em abril deste ano, Bettman disse durante uma entrevista de rádio que cientistas “não têm evidência suficiente para chegar a nenhuma conclusão” de que hockey e ETC estejam relacionados. Bettman respondia a uma questão sobre a pesquisa sendo conduzida na Universidade de Boston pela neuropatologista Dra. Ann McKee. Ela respondeu seu comentário, destacando que ele citava uma conversa de 2012 quando a amostragem do estudo era baixa.
“No entando, é uma afirmação equívoca do Sr. Bettman de que nós não chegamos a nenhuma conclusão,” ela disse, via TSN. “A evidência claramente sustenta que ETC está associado com a prática do hockey no gelo. Desde o encontro com o Sr. Bettman em 2012, a equipe de pesquisa da VA-BU-CLF [Veterans Affairs-Boston University-Concussion Legacy Foundation] identificou ETC em mais jogadores de hockey, incluindo quatro jogadores amadores, dos quais nem todos haviam tido uma exposição significativa à brigas. Isso fornece evidência de que a exposição regular à impactos na cabeça de jogadores de hockey pode ser associada com ETC.”
Para Carcillo, não pode haver mudança significativa até que a conexão entre o hockey e ETC seja reconhecida pela liga e que os riscos a longo prazo de lesão cerebral sejam explicados a seus jogadores.
A Associação Americana de Neurocirurgiões define uma lesão intracraniana como um “golpe ou abalo na cabeça ou uma lesão incisiva na cabeça que perturba o funcionamento normal do cérebro. O traumatismo cranioencefálico (TCE) pode resultar de uma batida repentina e violentana cabeça, ou de um objeto que adentra o crânio e o tecido cerebral.”
Carcillo olha para o hockey e vê riscos por toda parte no gelo.
“Isso é uma tacada no rosto, uma torção do tronco encefálico, um disco no rosto, seu dente é nocauteado, um golpe forte no corpo, um check inocente que não é tranco muito forte,” ele disse.
As frustrações de Carcillo se originam no fato de que todos esses riscos não são divulgados para os jogadores.
“Tudo isso que eu aprendi deveria ter sido dito a mim,,” Carcillo continua. “Nunca foi, e é aí que meu problema começa. Você está colocando a vida das pessoas em risco.”
Mudando a Cultura
Carcillo se acanha ao compartilhar a história a seguir, mas também fica irritado. Como jogador, ele sabia como manipular o teste ImPACT – a avaliação do funcionameno cerebral utilizada para determinar quando um jogador podia voltar ao gelo após sofrer uma concussão. De acordo com Carcillo, o segredo era ir mal no teste durante o training camp que seria usado como base de comparação durante a temporada.
“O sintoma número um de uma concussão é se sentir confuso ou devagar,” ele disse. “Então o que você faz? Você já viu o teste, você o viu todos os anos. Você sabe que vai estar um pouco fora de si ou devagar, então você bomba no começo do ano de propósito de modo que você consiga passar se tiver alguma lesão. Dessa forma, você consegue voltar mais cedo.
Seja motivado por um caráter de jogar apesar de tudo ou por medo de perder o emprego enquanto está fora do gelo, tentar voltar cedo demais ou sub-relatar seus sintomas de concussão é prejudicial ao futuro dos jogadores. A opinião de Carcillo é de que os médicos das equipes não são confiáveis para fazer dos interesses dos jogadores uma prioridade quando o assunto é prazo de recuperação.
“Essa narrativa é tão velha e cansativa,” Carcillo disse. “Contando às crianças e as convencendo de se colocarem em risco — promovendo violência e golpes e brigas, e queestá tudo bem em jogar com dor. Para mim, sim, jogar com dor, sacrificar seu corpo como um atleta faz parte, mas não deveria ser divulgado como tal.”
Jogadores da NHL têm sido retratados e promovidos como guerreiros por jogarem mesmo machucados. Patrice Bergeron foi exaltado após ter jogado com um ombro deslocado, cartilagem rompida e uma costela quebrada que perfurou seu pulmão durante a Final da Stanley Cup de 2013. Joe Thornton, segundo seu técnico, foi corajoso por jogar com o LCM e o LCA rompidos durante os playoffs de 2017.
Na opinião de Carcillo, que passou por cinco times durante sua carreira, a visão ultrapassada de que se deveria jogar apesar das lesão física também faz com que falar sobre saúde mental seja um tabu nos vestiráios.
“[A palavra] ‘concussão’ nunca foi usada, nem mesmo pelos médicos, ele afirma. “Saúde mental nunca é discutida,” Carcillo disse.
Carcillo passou a se sentir desconfortável sendo aberto sobre questões de saúde mental durante sua carreira depois de conversar com um especialista em saúde mental providenciado pelos Blackhawks. Ele diz depois ter descoberto “pelas más línguas” que a diretoria foi informada da conversa. Carcillo não especificou quais informações podem ter sido compartilhadas, mas deu sua opinião sobre o impacto de uma dinâmica como esta.
“Esse é o estigma por trás da saúde mental,” ele disse. “Quando você sai em busca de ajuda — principalmente em um trabaho em que você precisa ser visto como mentalmente forte, um guerreiro mental, um assassino mental — você tem ansiedade ou depressão, e Deus o livre você conta para alguém, e aí eles quebram sua confiança assim. Isso abre um mau precedente para outra pessoa se abrir depois. Quando na realidade, abrir-se e tirar aquilo do peito te deixa mais focado individualmente para fazer o seu trabalho no gelo — então isso na verdade te faz um atleta melhor, então os caras não precisavam ter medo disso.”
Enquanto jogadores incorporam a mentalidade de guerreiro da NHL, Carcillo vê a liderança da NHL como o grupo que pode catalizar uma mudança significativa.
“Você precisa entender quem está dirigindo a NHL. Precisa dar uma olhada em Colin Campbell, Gary Bettman, Bill Daly, and os caras na [Associação de Jogadores],” Carcillo disse. “Tudo isso é velha guarda, clube dos veteranos, uma mentalidade ultrapassada de que ‘se você não é forte, você é um você-sabe-o-quê’ e esse ‘oh meu Deus, você está machucado então nós podemos jogar machucados’ e ‘você é um guerreiro agora, obrigado por colocar seu cérebro e corpo em risco pelo bem do time.’ F***-se isso.”
“E mais uma trama para tirar o seu pensamento do que está realmente acontecendo,” Carcillo disse sobre a introdução de Bettman ao HHOF, “e o que está realmente acontecendo é que a NHL está colocando seres humanos em uma posição muito, muito ruim por não tratar traumatismos cranianos.”
Enquanto a NHL ainda não aceitou que existe uma ligação entre hockey e os impactos a longo prazo de traumatismos cranianos, para jogadores como Carcillo e Montador, os efeitos são muito claros para se deixar passsar. Esta falta de aceitação, junta à crença de Carcillo de que a NHL não tem feito o suficiente para educar e assistir seus jogadores sobre lesões na cabeça, levou a consequências que ele acredita que devem pesar na consciência da NHL. “É simples. Se você olha para o passado, pode ver que eles mataram pessoas.”
A NHL não respondeu ao pedido da SB Nation por comentários.
A cidade de Seattle confirmou oficialmente seu retorno à elite do hockey. Na manhã desta terça-feira (4), o NHL Board of Governors aprovou a expansão da liga para sua 32ª equipe, e a “Cidade Esmeralda” será a sua casa.
A notícia, que já era esperada por muitos, veio junto à outra decisão. O conselho também aprovou um “realinhamento” na NHL, e o Arizona Coyotes passará a fazer parte da Divisão Central. Dessa forma, Seattle ficará na Pacífica, e cada divisão contará com oito times.
A equipe – ainda sem nome – fará sua estreia na liga na temporada de 2021-22. Os jogos serão no Seattle Center Arena, antiga KeyArena. A casa vai passar por reformas estimadas em U$700 milhões antes que possa receber os jogos da equipe. Com capacidade para 17.400 torcedores em partidas de hockey, a arena deve ficar pronta bem às vésperas da temporada inaugural do “Seattle No Names”.
Em março deste ano foi realizada uma pré-venda de “cadeiras cativas” para os fãs interessados em acompanhar o time de Seattle jogando em casa. Só nos primeiros 12 minutos de abertura das vendas, 10.000 pessoas já tinham garantido seu lugar. Depois de um dia, o número chegou a 32.000.
Como aconteceu com Vegas, o time participará do Draft de expansão em 2021. Mas mais esperado que o roster nesse momento é o nome (e todo o pacote que vem com ele, como logo, uniformes etc.) que eles vão levar. No entanto, este anúncio só deve ocorrer em 2020, um ano antes da estreia da franquia.
O Los Angeles Kings terminou a temporada passada com uma das melhores defesas da liga. Mesmo que tenham chegado aos playoffs perdendo na primeira rodada para o Vegas Golden Knights. Idealizando alcançar os playoffs na temporada 18-19, os Kings contrataram o ala esquerda russo Ilya Kovalchuk (35). Sendo que o jogador tinha se aposentado da liga em 2013 e até então jogava pelo SKA St. Petersburg na KHL.
Kovalchuk assinou o seu contrato de retorno à NHL no dia 23 de junho, por 3 anos, com o time de Los Angeles. No momento do contrato e na pré-temporada, o jogador foi elogiado pela sua capacidade de marcar gols. “Ele nos dá um elemento adicional de habilidade e pontuação junto com o desejo de vencer.” disse o vice-presidente e GM dos Kings, Rob Blake, na época.
O jogador russo liderou a KHL em pontos na temporada passada, marcando 63 pontos e 31 gols. Kovalchuk esteve nas Olímpiadas de PyeongChang 2018, em que ajudou os Atletas Olímpicos da Rússia a conquistar a medalha de ouro. E ainda foi eleito como o MVP dos Jogos Olímpicos. Lembrando que na ocasião, a Rússia não pôde levar seu nome à delegação. Devido a investigação de esquema doping patrocinado pelo próprio país.
Apesar das boas previsões iniciais, o Los Angels Kings está tendo um início de temporada péssimo. Sendo o último colocado na Liga com apenas 19 pontos. Dos 24 jogos, em 14 deles o Kings permitiu que o time adversário marcasse primeiro, e apenas contra o Rangers no dia 28 de Outubro, conseguiu reverter o placar. Com isso, Kovalchuk é o segundo maior pontuador do time, com 14 pontos em 24 jogos.
Portanto o time se vê na posição de deixar de sonhar novamente com os playoffs, devido a essas estatísticas negativas. E tentam buscar apenas o direito de fazer a primeira escolha do Draft 2019.
Os Kings só ganharam dois jogos consecutivos nessa temporada, cada um deles comandado por um técnico diferente. John Stevens foi demitido depois da derrota para o CBJ em 3 de Novembro, e o time promoveu Willie Desjardins como técnico. Quem conseguiu vencer na sua estreia, dia 6 de Novembro contra os Ducks.
Mas mesmo com tantos resultados negativos, o novo técnico deixou Kovalchuk no banco. E ainda alegou que o jogador não marcava nos últimos nove jogos. Antes do jejum do ala começar, houve uma discussão sobre o estilo de jogo na NHL ter mudado. E isso ser razão para o jogador russo não desenvolver da mesma forma.
Porém, Kovalchuk não se deixou abater pelas críticas.Ele defendeu que Hockey continua sendo Hockey independente de onde você joga. “O rinque é menor, então tudo é mais rápido. Os melhores jogadores competem aqui. É um bom desafio para mim, pessoalmente, porque é preciso sair da sua zona de conforto de vez em quando e ser ainda melhor. Mesmo com 35 anos, não importa. Você sempre pode ser melhor e aprender alguma coisa”, declarou.
Ninguém conseguiu compreender o porque Kovalchuk está passando tanto tempo no banco. Inclusive em momentos críticos que os Kings precisariam de um jogador tão versátil no gelo. Além da capacidade de transitar pelo line-up, jogar tanto do lado direito quanto do esquerdo, o jogador tem experiência em finalizações. Esses pontos poderiam fazer uma diferença para o agora longínquo sonho de uma Stanley Cup para os Kings.
A estrela de Edmonton, Connor McDavid, marcou seu centésimo gol na NHL na única partida dessa terça-feira (20), contra o San Jose Sharks. O capitão dos Oilers ainda anotou duas assistências, chegando à marca de 31 pontos na temporada atual.
O 100º gol do canadense foi o primeiro de Edmonton na partida. Os Oilers ficaram atrás do placar com apenas 45 segundos de jogo. Aos 8 minutos, McDavid recebeu um passe de Leon Draisatl e colocou para dentro. Antes do primeiro intervalo, Sorensen colocou os Sharks novamente à frente. Ele contou com a ajuda de Joe Thornton, que alcançou Mario Lemieux em número de assistências na NHL (1033).
No segundo período, Edmonton empatou novamente, com Nugent-Hopkins. No entanto, não levou muito até que Logan Couture fizesse o terceiro para o time da casa. 3-2 Sharks.
Aos 3:32 do terceiro período, assistido por McDavid e Draisatl, Drake Caggiula igualou 3-3. O placar permaneceu empatado até o fim do tempo regulamentar. No overtime, Draisatl e McDavid combinaram para obter o terceiro ponto de cada um no jogo, e o alemão fez o gol da vitória dos Oilers.
McDavid é o segundo jogador a chegar aos 30 pontos nessa temporada, depois de Mikko Rantanen (Colorado Avalanche). Com 21 anos e 311 dias, ele é o segundo jogador mais jovem da história dos Oilers a marcar 100 gols na Liga. O mais jovem do time foi ninguém menos que Wayne Gretzky, aos 20 anos e 40 dias.
O Chicago Blackhawks demitiu na manhã dessa terça-feira (6) o técnico Joel Quenneville. Junto com ele, a equipe se despediu de seus assistentes Kevin Dineen and Ulf Samuelsson.
Com 890 vitórias na temporada regular, Quenneville é o segundo técnico com mais vitórias na Liga. Essa marca o deixa atrás apenas de Scott Bowman. Joel comandava os Blackhawks desde o começo da temporada 2008-09 e com ele o time ganhou três Stanley Cups.
Quenneville levou os Hawks aos playoffs em 9 das 10 temporadas completas como técnico da equipe. Porém, após o time não se classificar temporada passada, e ter um começo ruim este ano, a organização deciciu cortá-lo.
O atual vice-presidente e GM dos Blackhawks, Stan Bowman, reconheceu em um comunicado oficial que se tratava de uma decisão muito difícil, mas necessária para o bem da equipe. “Depois de muito refletir nos últimos dias, e com o maior respeito pelo que Joel conquistou conosco, nós sabemos que preci´svamos de mudanças” disse Bowman.
Quem entra no lugar dele é o, agora, ex-técnico dos Rockford IceHogs, Jeremy Colliton. Com a nomeação, o ex-Isles passa a ser o mais jovem técnico da liga atualmente. Barry Smith será o assistente de Colliton no time.
“Nós temos muita sorte de ter Jeremy Colliton na organização e estamos convencidos de que ele é o mais qualificado para dirigir nossos jogadores. Ele tem muitos atributos que o farão o treinador de sucesso nessa liga”, afirmou Bowman sobre a escolha do novo técnico.
Os Blackhawks atualmente fazem uma temporada mediana (6-6-3) e ocupam a sexta posição na Divisão Central. Eles perderam as últimas três partidas e estreiam sob novo comando na próxima quinta-feira (8), contra o Carolina Hurricanes.
Nos dias 1º e 2 de novembro, o Florida Panthers e o Winnipeg Jets disputaram pela temporada regular da NHL dois jogos em Helsinki, Finlândia. Estes jogos fazem parte do 2018 Global Series e do 2018 Global Series Challenge, jogos realizados fora dos Estados Unidos promovidos pela liga.
O intuito é mostrar que a NHL é uma liga global, com aproximadamente 26% dos seus jogadores nascidos fora da América do Norte. Os jogos entre Jets e Panthers foram os 30º e 31º jogos fora da América do Norte, e o sexto e sétimo jogos na Finlândia.
Estes jogos permitiram que Aleksander Barkov (Panthers) e Patrik Laine (Jets) se enfrentassem frente a torcida do seu país natal. Ambos os jogadores estão no top 5 maiores goleadores finlandeses atuante na NHL.
O evento teve também a participação do ex-jogador de hockey finlandês Teemu Selanne, responsável por soltar o puck no início do primeiro jogo . Selanne começou a sua carreira na NHL nos Jets, e levou rookie do ano na temporada 92-93. Em 96 foi transferido para os Mighty Ducks of Anaheim, onde ficou famoso e levou a Stanley Cup em 2007. Selanne encerrou a sua carreira na NHL em 2014 e teve a jersey aposentada no time de Anaheim.
Os jogos:
Jets 4, Panthers 2
O primeiro jogo da série terminou com uma vitória de 4 a 2 dos Jets. Laine deu a volta por cima depois de um início de temporada ruim, e marcou um hat trick em casa.
Perreault abriu o placar para os Jets no final do primeiro período. Yandle empatou para os Panthers no início do segundo período, mas Laine marcou o seu primeiro gol para desempate. Dadonov empatou novamente para o time da Flórida no final do segundo período.
Coube a Laine receber um passe perfeito de Wheeler aos 3:28 do terceiro período em um power play para fazer 3 a 2. O último gol que fechava o jogo para o Winnipeg Jets e deu a Laine o hat trick veio com um empty-net faltando 43 segundos para terminar a partida. Dessa forma, os Jets levaram o primeiro jogo de dois do Global Series na Finlândia.
Panthers 4, Jets 2
Na segunda noite do NHL Global Series na Finlândia foi a vez dos Panthers levarem os dois pontos para casa. Quem salvou o jogo foi o goleiro Luongo, que realizou 32 defesas.
No oitavo minuto do jogo Ehlers abriu o placar para os Jets. Dadonov empatou. Laine abriu vantagem para Winnipeg, mas não durou muito.
No início do segundo período, Hoffman empatou para os Panthers. No final Yandle deixou o time da Flórida a frente pela primeira vez no confronto. Vatrano marcou o quarto gol dos Panthers aos 12 minutos do terceiro período definindo o jogo.
No final dos dois confrontos da NHL Global Series 2018, cada um dos times levou dois pontos para casa.
Na última quinta-feira (25), o Dallas Stars fez seu último jogo no American Airlines Center, antes de uma sequência fora de casa visitando os times do Leste. O jogo contra os Ducks terminou em 5 a 2 para os Stars e entrou para a história da carreira de um jovem jogador: Miro Heiskanen marcou o terceiro gol do Dallas na partida e seu primeiro na NHL.
Miro Heiskanen foi selecionado pelo time do Texas no Draft do ano passado como a terceira escolha. O finlandês, nascido em Espoo em 18 de jullho de 1999, tem apenas 19 anos. Ele começou sua carreira aos 14 anos, jogando pelo programa juvenil da Finnish Elite League (a liga de elite Finlandesa).
Na temporada 2015-16, Heiskanen jogou na liga junior pelo time HIFK. Ele marcou 14 pontos em 30 jogos, ganhando o prêmio Yrjö Hakala e de rookie do ano. Ao final da temporada, ele renovou com o HIFK por três anos.
Em 2016-17, ele fez sua estreia no hockey profissional jogando, com apenas 17 anos, no mesmo time. Ao final da temporada, Heiskanen somava 5 gols e 10 pontos em 37 jogos. Foi considerado pelo técnico do HIFK como o melhor defensor do time na temporada e entrou no 2017 NHL Draft como o melhor defensor europeu.
Após ser selecionado para o Dallas Stars, Heiskanen voltou ao HIFK em um empréstimo por uma temporada. Lá, ele teve oportunidade de desenvolver e amadurecer seu jogo por mais um tempo antes de estrear pela NHL.
Carreira Internacional
Jogando pela seleção Finlandesa, Heiskanen ajudou o time a vencer o 2016 IIHF World U18 Championship, e a conquistar a medalha de prata pelo mesmo campeonato no ano seguinte. Miko também esteve nas Olímpiadas deste ano em PyeongChang, quando a Finlândia terminou na sexta colocação.
Início de carreira na NHL
Seu primeiro jogo pelos Stars foi em 4 de outubro, na vitória de 3 a 0 sobre o Arizona Coyotes. Heiskanen soma 3 pontos em 10 jogos, participando de todos os jogos da temporada 18-19 até agora.
Ainda é cedo para fazer previsões, mas Monty, técnico do Dallas, parece estar investindo em Heiskanen na tão complicada defesa dos Stars. Apenas tempo vai nos dizer se ele vai fazer a tão almejada diferença no time.