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  • Ducks aposentam o número 9

    Ducks aposentam o número 9

    A noite de ontem (21) foi especial para o Anaheim Ducks. O time aposentou o número 9, de Paul Kariya, considerado hoje um dos grandes ídolos da equipe. O banner com o número do jogador foi erguido no Honda Center e ficará ao lado do de seu ex-companheiro de time e grande amigo, Teemu Selanne. Esse foi o segundo número aposentado na história da franquia.

    Paul Kariya em cerimônia dos Ducks

    A história de Kariya profissionalmente se entrelaça à dos Ducks. O jogador foi a primeira escolha de draft da história do time, quando ainda era chamado Mighty Ducks of Anaheim. Em sua primeira temporada na liga, ele chegou a ser comparado com Wayne Gretzky e Pavel Bure, pois era um jogador com visão e velocidade.

    As concussões sempre fizeram parte da carreira do jogador. Em 1998, ele recebeu um cross-check tão forte que o fez perder as Olimpíadas. Na época, dizia-se que a intenção de Gary Suter ao dar o hit era justamente essa. Kariya ficou 3 meses sem pisar no gelo por conta de uma síndrome pós-concussão e perda de memória recente.

    Logo depois que retornou ao ringue, com um capacete diferente e mais jogadores o protegendo, Kariya chegou a reclamar para a imprensa da falta de respeito que os jogadores têm pelos outros, insinuando que parte do problema das lesões era esse.

    Paul Kariya fez parte dos Mighty Ducks por nove temporadas, sete delas como capitão da equipe, e os ajudou a chegar à sua primeira final da Stanley Cup em 2003.

    O início do fim

    Foi nessa final que a carreira de Kariya começou a acabar. A quinta grande concussão do jogador aconteceu quando Scott Stevens o deixou imóvel no gelo após um hit no jogo 6. Mesmo assim, ele retornou e marcou o gol que forçou o jogo sete. Depois da derrota para os Devils, Kariya não voltou para os Ducks.

    Passou suas próximas seis temporadas em Colorado, St. Louis e Nashville, mas jogou apenas parte das temporadas com diversas contusões. Em 2009 sua sexta concussão acabou com sua carreira. Uma cotovelada do atacante dos Sabres, Patrick Kaleta, foi o golpe final ao cérebro de Paul Kariya. A liga,no entanto, esperava que o jogador retornasse. Porém, depois de uma temporada inteira fora, Kariya acatou os conselhos médicos e decidiu se aposentar.

    Foram muitas controvérsias na carreira do jogador. A nominação dele no Hall of Fame não foi bem aceita por muitos. Por muito tempo o próprio Paul Kariya não queria mais saber do esporte. Anos passaram até que a franquia pudesse prestar a homenagem que ele merece. Além de ter sido um excelente jogador, numa época em que o jogo era feito para destruí-lo, ele era muito além de seu tempo. Finalmente, o número nove de Paul Kariya está de em casa. E lá ficará para sempre.

     

  • Red Wings ganham primeira partida após um mau começo

    Red Wings ganham primeira partida após um mau começo

    As coisas não estão indo bem neste começo de temporada para os Red Wings. Após perder os 7 primeiros jogos da temporada, os Red Wings finalmente conseguiram uma vitória no jogo de sábado (20), contra os Panthers por 4 a 3 no overtime fora de casa. Este foi o maior número de sequência de derrotas da história da franquia.

    Red Wings 4, Panthers 3

    O jogo contra os Panthers começou com o time da casa marcando com Yandle logo no primeiro período. Os Red Wings quase empataram quando Rasmussem colocou o puck para dentro do gol pela primeira vez na NHL, porém os juízes constataram goaltender interference e anularam o ponto.

    Bjugtad aumentou a vantagem para os Panthers indo para o intervalo com 2 a 0 no placar. No segundo período foi a vez dos Red Wings tomarem conta e virarem o jogo marcando 3 gols (Cholowski, Vanek, Larking) em apenas 4 minutos. Os Panthers empataram novamente no terceiro com um gol de Hoffman faltando 3 minutos para acabar o jogo, levando o confronto para o OT.

    Gustav Nyquist marcou o gol que definiu o jogo no OT aos 3:44 em uma  jogada limpa e certeira, com tempo para controlar o puck e fazer o chute para dentro do gol, sem chances de defesa para o goleiro Hutchinson.

    Próximos jogos

    Os Red Wings jogam nesta segunda (22) contra o Carolina Hurricanes em casa. Os Canes vem fazendo uma boa temporada e estão em primeiro na Divisão Metropolitana com 4 vitórias e 9 pontos no total.

    Detroit vai precisar mostrar muito mais jogo do que teve contra os Panthers se quiser conquistar duas vitórias seguidas e sair de vez dessa fase ruim.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Connor McDavid: uma análise

    Connor McDavid: uma análise

    A temporada mal começou e Connor McDavid já começou a quebrar recordes. Na vitória de 5 a 4 dos Oilers em cima dos Jets na última terça (16), McDavid se tornou o jogador com o maior numero de pontos nos primeiros 9 jogos do seu time na NHL. Este recorde antes pertencia a Adam Oates pelo Red Wings, datado de 1986-87.

    Dessa forma, McDavid voltou aos holofotes e à discussão se ele seria o melhor jogador de hockey da atualidade. Para Sidney Crosby, capitão do Pittsburgh Penguins, não há dúvidas de que McDavid merece essa nomeação. “McDavid se destacou com base nos prêmios e elogios que recebeu e na consistência que teve. Eu acho que é justo dizer que é uma escolha fácil por isso”, disse ao site da NHL.

    Início da carreira

    Connor McDavid chegou à NHL como a primeira escolha do Draft de 2015 pelos Oilers. Apesar de ter perdido 37 jogos por causa de uma clavícula quebrada, ele marcou 48 pontos em 45 jogos e por pouco também não ganhou o Calder Trophy como rookie of the Year.

    Na sua segunda temporada pela liga, conquistou três troféus: o Art Trophy (maior pontuador), Hart Memorial Trophy (jogador mais relevante no seu time) e o Ted Lindsay Award (votado como melhor jogador da liga pelos próprios jogadores). De lá pra cá, esse número de troféus só foi aumentando. E, repetiu o feito do Art Trophy e do Ted Lindsay Award pela segunda temporada seguida no último ano (2017-18).

    McDavid foi nomeado capitão dos Oilers em 5 de Outubro de 2016. Assim, ele se tornou o mais jovem capitão atuante na Liga, aos 19 anos e 266 dias. Ele era apenas 20 dias mais novo que Landeskog quando nomeado a capitão dos Avs. Com apenas 21 anos, Connor McDavid também já ganhou duas vezes seguidas como o patinador mais rápido no All Star Game (2017 e 2018). Essa velocidade impressiona durante os jogos na temporada, quando McDavid carrega o Oilers nas costas em busca de resultados.

    Novos desafios

    Na temporada 2016-17, McDavid chegou a marca de 100 pontos em 82 jogos. Em 2017-18, foram 108 pontos no mesmo número de jogos. E por enquanto, pela temporada 2018-19, com apenas 4 jogos, McDavid já acumula 9 pontos. Destes, foram 4 pontos por gols, e 5 em assistências. Se ele continuar com essa constante, podemos esperar uma temporada maior ainda para este jovem jogador.

    Mas neste ano, McDavid pode enfrentar concorrência ao Art Trophy. Auston Matthews (Leafs), vem apresentando um jogo forte e decisivo, e já marcou dez gols em apenas 7 jogos (um total de 16 pontos). Além de Matthews, McDavid também irá competir com Nathan MacKinnon (Avs), que soma 10 pontos em 6 jogos, e outros grandes nomes que sempre são surpresa ao longo da temporada.

    A temporada está apenas no início e ainda é difícil determinar as surpresas que teremos ao longo do caminho. O Edmonton Oilers quer chegar aos playoffs, e apesar de coletar prêmios individuais, McDavid sabe que é preciso de muito mais do que apenas seu talento.

     

    Foto: Reprodução/ PERRY NELSON-USA TODAY SPORTS/ Via Oilersnation.com

  • Matheson suspenso por arremessar Pettersson na parede

    Matheson suspenso por arremessar Pettersson na parede

    Matheson foi suspenso de dois jogos, por ações cometidas no jogo entre Panthers e Canucks. O defensor foi penalizado pela interferência feita contra o atacante dos Canucks, Elias Pettersson. O novato foi empurrado bruscamente para as bordas e “caiu” no gelo, sem conseguir reagir. 10 segundos após o ataque Matheson estava fora do gelo e Pattersson chegou ao vestiário com a ajuda de técnicos.

    O acontecido foi sábado (13) durante o 64º jogo da NHL no BB&T Center na Florida. Mas a suspenção foi anunciada apenas na segunda-feira (15) pelo departamento de segurança dos jogadores da NHL.

    Confira o vídeo do hit aqui.

    O incidente ocorreu no último período de jogo, aos 4:47 do terceiro período. Além da suspensão em dois jogos, Matheson vai doar mais de 50 mil dólares para o Fundo de Assistência de Emergência dos Jogadores. O treinador de Vancouver, Travis Green, disse que foi uma jogada suja e que a liga tenta proteger os jogadores novos e bons.

    Apesar do ocorrido, os Canucks saíram vitoriosos da casa dos Panthers, vencendo por 3 a 2. Esse é a segunda derrota consecutiva dos Panthers depois de liderarem o placar. Flórida saiu na frente, com um gol do Huberdeau aos 12:31 do segundo período. E justamente Pettersson, virou o placar pouco mais de dois minutos depois em um power play. Com esse gol, ele ampliou sua sequência de pontos para cinco partidas no início da carreira, empatando o recorde de Don Tannahill (1972-73).

    A punição aplicada a Matheson gerou polêmica. A questão principal é se o hit teria resultado em suspensão se não se tratasse de um jogador importante para os Canucks, e se ele não houvesse se machucado após o ocorrido. Como o Departamento de Segurança do Jogador (DoPS) explicou, muitos fatores implicaram decisão. Mas não se pode negar que hits desse tipo não são tão “incomuns” assim no hockey.

    Ao que parece, o DoPS e a Liga estão pegando cada vez mais “pesado” com jogadas dessa natureza. Está cada vez mais raro olhar para uma suspensão e discordar completamente da decisão. Essa nova postura deve ter um impacto cada vez mais positivo para o jogo e a NHL.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Perfil: Andrei Svechnikov

    Perfil: Andrei Svechnikov

    Carolina Hurricanes está passando por uma fase de renovação. Na intertemporada, contrataram Rod Brind’Amour para ser o novo técnico e realizaram diversas trocas de jogadores. Mas, talvez, um dos pontos mais fortes dessa renovação tenha sido garantir a segunda escolha do Draft 2018.

    Andrei Svechnikov tem apenas 18 anos, mas em 6 jogos pela NHL, já conquistou 4 pontos. Entre eles, dois gols que definiram os jogos. Seu primeiro gol pelos Canes foi no dia 7 de Outubro, na vitória de 8 a 5 em cima do New York Rangers.

    O ala direita nasceu em 26 de março de 2000, em Barnaul, Siberia. Ele é irmão mais novo do também jogador de hóquei, Evgeny Svechnikov, draftado em 2015 pelo Red Wings e jogador do Grand Rapids Griffins (AHL).

    A história de vida de Andrei sempre esteve atrelada à do irmão mais velho. Por causa do hóquei, a família se mudou da Sibéria para Moscou, e depois Kazan, onde os dois jovens jogadores teriam melhores oportunidades de treinar e evoluir. Quando Evgeney foi draftado e se mudou para os Estados Unidos, Andrei o seguiu. Ele assinou um contrato com o Muskegon Lumberjacks (USHL) em 2016 para que ficasse mais próximo do irmão.

    Svechnikov terminou aquele ano no Lumberjacks como o sexto maior goleador e finalizador na liga. Na mesma temporada foi nomeado ao All-USHL Team e USHL Rookie do ano. Com estes resultados, ele foi draftado em primeiro no 2017 CHL Import Draft pelos Barrie Colts. Ele ganhou o Emms Family Awards como OHL Rookie do ano.

    Chegada às grandes ligas

    O russo chegou ao final da temporada 2017-18 considerado um patinador e finalizador de elite pela NHL Central Scouting Bureau. Além disso, no 2018 Draft foi a primeira escolha entre os jogadores que jogam na América do Norte.

    Em Carolina, Svechnikov só recebeu elogios. Brind’Amour diz ter tido receio em escalar o jogador direto na NHL, mas a vontade de aprender de Andrei foi determinante nessa decisão. “Ele está disposto a sentar e escutar todos os dias, e adoramos fazer isso.” Svechnikov foi escalado para jogar ao lado de Jordan Martnook e Lucas Wallmark neste início de temporada.

    O outro jogador que Canes teve como segunda escolha de Draft foi Eric Staal em 2003, e, para Tony MacDonald, director of amateur scouting, os dois jogadores apresentam estilos bem diferentes, mas uma coisa em comum é a capacidade de fazer gols. Para ele, Svechnikov tem um estilo de jogo pautado nos detalhes, ele preta atenção nas pequenas coisas e, por isso, consegue aprender e se adaptar rapidamente.

    A carreira de Andrei Svechnikov está apenas começando. Ele chega a um time que precisa de muito para alcançar a elite e sonha com uma vaga nos playoffs. Talvez, seja a chance de Canes investir em um estilo de jogo diferenciado. Uma coisa é certa, Svechnikov será indispensável nessa transição.

    Foto: Reprodução/NHL.com

     

    A redação gostaria de agradecer ao Andrei Svechnikov por ter dado um feedback positivo no texto e à jornalista Gislaine Melo por ter feito a mediação. 

  • Adivinhe o jogador pela foto de criança

    Adivinhe o jogador pela foto de criança

    Ainda no clima do Dia das Crianças, a gente quer saber se você é capaz de reconhecer esses jogadores pelas suas fotos da infância! Não deixe de compartilhar os resultados e chamar os amigos para participar também!

  • Perfil: Rasmus Dahlin

    Perfil: Rasmus Dahlin

    Não foi nenhuma surpresa quando Buffalo Sabres anunciou Rasmus Dahlin como primeiro selecionado do Draft 2018. O jogador, de apenas 18 anos, já era cotado como o primeiro pick há algum tempo e não faltaram motivos para isso.

    Dahlin nasceu em Trolhättan, Suécia, no dia 13 de Abril de 2000. Ele teve uma trajetória bem semelhante a outros prospectos. Ele começou a patinar com 2 anos de idade e não demorou a se interessar por hockey. O fato de estar acostumado a jogar brandy, um jogo com 11 jogadores, um taco similar ao de hockey e uma bola no lugar do disco, facilitou sua familiarização com o esporte.

    Além disso, sua influência também vinha de dentro de casa. Martin Dahlin, pai de Rasmus, jogou na terceira divisão sueca de hockey. Ele também foi consultor da Federação Sueca de Hockey por uma década, organizando associações e fiscalizando a formação de técnicos. Foi natural para Dahlin seguir esse caminho.

    Entretanto, apesar dos contatos do pai, Rasmus Dahlin não foi privilegiado em nenhuma etapa de sua carreira. Seu irmão mais velho, Felix, também jogou hockey, mas precisou parar por causa de uma arritmia. Rasmus disse em uma entrevista à Sportsnet que acompanhava o irmão, 5 anos mais velho, nas arenas e competições e que agora joga também por ele.

    Carreira na Suécia

    Aos 16 anos, Rasmus começou a jogar pelo time profissional Frölunda Indians. A princípio, ele deixou o programa junior e passou a disputar a SHL, liga de excelência na Suécia. Apesar da pouca idade, mostrou uma habilidade e uma destreza com o puck que poucos defensores mais velhos teriam. Seu primeiro gol na SHL aconteceu em 12 de Novembro de 2016, contra o Karlskrona HK.

    Sua trajetória na seleção sueca também vem mostrando resultados. Ainda aos 16 anos, Dahlin se tornou o jogador mais novo ao competir pela Suécia no IIHF World U20 Championship e o jogador mais novo do 2017 World Junior Ice Hockey Championship.

    No 2018 World Junior Ice Hockey Championship, Dahlin foi nomeado o principal defensor do torneio, mesmo sendo o mais jovem, após ter marcado o segundo maior número de gols de um defensor. Ao todo, foram 6 assistências que ajudaram o time sueco a ganhar a medalha de prata no campeonato.

    No entanto, não é apenas o talento de Dahlin que chama atenção, as polêmicas também o acompanham. Ele foi um dos sete jogadores suspensos por dois jogos do Mundial de 2019. A punição veio depois de ter jogado fora a sua medalha de prata durante a cerimônia de premiação, atitude considerada desrespeitosa e antidesportiva.

    Ainda pela seleção Sueca, Dahlin participou das Olimpíadas de Inverno de PyeongChang 2018. Mais uma vez, ele era o mais jovem jogador da competição. Nessa ocasião, a Suécia perdeu para a Alemanha nas quartas de final.

    Chegada à América

    Cheio de atitude, com talento de sobra e algumas polêmicas pelo caminho, apesar de ter apenas 18 anos, Rasmus Dahlin está chegando à NHL com grandes expectativas. Ele se tornou o terceiro defensor a ser escolhido em primeiro em 22 temporadas da NHL e pode se tornar o primeiro “superstar” nascido nos anos 2000.

    Por enquanto, nessa temporada, ele já estreou pelo Buffalo Sabres contra os Bruins no dia 4 de outubro, mas ainda não marcou nenhum ponto em seus dois jogos. As esperanças são grandes para o rookie, mas ainda teremos que aguardar para saber quem será Rasmus Dahlin na NHL.

     

    Foto: Reprodução/sportingnews.com

     

  • Washington abre temporada com goleada

    Washington abre temporada com goleada

    O clima de festa tomou conta da Capital One Arena na abertura da temporada 2018-19. Antes do faceoff inicial, os Caps realizaram uma cerimônia emocionante para hastear o primeiro banner de campeões da Stanley Cup da franquia. A equipe desfilou com a taça uma última vez e se despediu dela por enquanto.

    Após as celebrações dessa intertemporada, deve ter sido um grande alívio para a Stanley voltar para a paz e tranquilidade de sua caixa.

    O jogo

    A celebração realmente colocou Washington no clima certo para a partida que vinha a seguir. Apenas 24 segundos depois do puck drop, TJ Oshie marcou o primeiro dos Capitals, com assistência de Backstrom e Matt Niskanen. Em seguida, aos 1:47, no powerplay, Kuznetsov fez 2-0. O russo ainda teve três assistências até o final da partida e mais um gol no período seguinte.

    O terceiro gol foi de Alex Ovechkin. No powerplay, aos 4:17 do segundo período, o capitão dos Caps acertou o gol num tiro de primeira do círculo de faceoff esquerdo, na zona ofensiva da equipe. 83 segundos depois, Nic Dowd fez o quarto e, aos 7:28, Kuznetsov fez o quinto. Boston substituiu Tuukka Rask no gol por Jaroslav Halak, mas ele também não conseguiu segurar por muito tempo o ataque de Washington.

    Para concluir a goleada, John Carlson marcou num 5-on-3 ainda no segundo período, e então Lars Eller fez mais um, com 10 minutos para o final da partida. O placar terminou 7-0 para os Capitals. No final, Braden Holtby fez ao todo 25 defesas e conquistou seu 33º shutout na carreira. Do outro lado, Halak parou 18 pucks para os Bruins.

    Impressões da derrota

    Rask foi bem duro sobre sua performance no gelo. “Eu não vou nem falar do trabalho [da equipe] como um todo. Olhe para mim. Eu estou lá para nos dar uma chance e isso não aconteceu hoje”, ele disse. Brad Marchand, no entanto, que foi mandado para o vestiário mais cedo, depois um desentendimento com Lars Eller, já foi mais positivo quanto ao revés. “É um jogo. Não é nada. Nós vamos deixar isso para trás e nos preocupar com [quinta-feira, contra o Buffalo Sabres].”

    A segunda partida dos Bruins está marcada para as 20h BRT, mas também será fora de casa. O time só faz sua estreia em Boston na segunda-feira (8), contra os Senators. Washington também joga essa noite, às 20h, contra os Penguins, em Pittsburgh. Vale lembrar que a última vez que o time esteve lá foi para eliminar o rival da briga pela taça. Podemos esperar, então, um confronto bastante disputado, dos dois lados.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

     

  • Prévia 2018-19: Divisão Metropolitana

    Prévia 2018-19: Divisão Metropolitana

    A Divisão Metropolitana levou as últimas três Stanley Cups. Mais precisamente, os Penguins (2016, 2017) e os Capitals (2018) foram responsáveis por esse monopólio, que não acontecia desde os anos 80, quando Calgary e Edmonton combinaram na conquista de quatro títulos da NHL.

    Em 2019, algumas equipes têm boas chances de brigar para manter a taça na divisão por mais um ano. Enquanto outras precisam melhorar muito para sequer sonhar com uma vaga nos playoffs.

    Washington Capitals

    Defender o título não é coisa fácil. Os Caps vêm de um verão de muita festa e devem começar a nova temporada com entusiasmo. Com um dos elencos mais velhos na NHL, no entanto, fica a dúvida se eles conseguirão manter o ritmo por muito tempo.

    Washington volta praticamente com o mesmo elenco campeão. Subtraído de Jay Beagle e Philipp Grubauer, e sem grandes adições na intertemporada. Na falta de reforços, principalmente na defesa, qualquer lesão, ou suspensão (ahem, Tom Wilson), pode ser um obstáculo significativo para a equipe durante o ano. Porém, com enorme poder ofensivo, nas mãos de Alex Ovechkin, Evgeny Kuznetsov, Nicklas Backstrom, Lars Eller, T.J. Oshie e Andre Burakovsky (para citar alguns), o time não deve ter problemas para ultrapassar mais uma vez os 100 pontos na temporada regular.

    Pittsburgh Penguins

    Duas taças nos últimos três anos. Três, nos últimos dez. É difícil não colocar os Penguins entre os favoritos mais uma vez. A eliminação para o “freguês” – que acabou campeão – nos playoffs não era esperada e pode servir de motivação extra para a equipe este ano. Pittsburgh chega tão forte e perigoso quanto nas temporadas passadas. Tem um dos melhores ataques na liga e uma defesa que não deixa a desejar.

    Seguindo a tendência dos últimos anos, os Pens devem começar a temporada sem muito destaque, para disparar nos meses anteriores aos playoffs. E não há dúvida de que o time pode em poucas semanas tirar diferenças significativas na tabela e chegar à liderança. Sidney Crosby e Evgeni Malkin já são sinônimos de excelência. Outros como Jake Guentzel, Phil Kessel, Derick Brassard e Kris Letang não ficam para trás. Quem ainda tem o que provar é Matt Murray, que teve um trabalho difícil na última temporada para atender às expectativas deixadas por Fleury.

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers fizeram uma adição importante nessa intertemporada, e não estamos falando daquele mascote medonho. James Van Riemsdyk está de volta à Philly, equipe que o draftou em 2007 (2ª escolha overall), para complementar o ataque da equipe. JVR  Ao seu lado estarão nomes como Claude Giroux, que terminou a última temporada parecendo anos mais jovem, Jakub Voracek e Sean Couturier.

    Para um time que chegou aos playoffs nas últimas seis temporadas, o cenário parece promissor. A equipe teve um dos menores índices de tiros à gol contra na última temporada. E isso foi graças a nomes como Ivan Provorov e Shayne Gostisbehere na defesa. O problema é quando esses poucos tiros são o suficiente para o adversário vencer as partidas. Não podemos reclamar muito da competência de Brian Elliot ou Michal Neuvirth no gol, mas não é como se algum deles estivesse ajudando o time a passar dos primeiros rounds na pós-temporada… É muito cedo para colocar o goleiro novato Carter Hart como esperança para os Flyers?

    Columbus Blue Jackets

    Na última temporada foi a primeira vez na história dessa jovem franquia que os Jackets chegaram aos playoffs, por dois anos consecutivos. Da última vez, ainda chegaram perto de ganhar a primeira série do time na pós-temporada (sim, os Jackets são os únicos na NHL atualmente a ainda não ter passado da primeira rodada dos playoffs).

    Apesar das movimentações durante as férias, a equipe ainda conta com muito talento para o técnico John Tortorella explorar. Artemi Panarin teve 82 pontos em 81 jogos na temporada regular, ao lado de Pierre-Luc Dubois e Cam Atikinson na primeira linha. O experiente goleiro, duas vezes vencedor do troféu Vezina, Sergei Bobrovsky, também está de volta para mais um ano com a equipe. Mesmo com alguma incerteza quanto ao futuro de alguns desses jogadores na equipe, Columbus deve se apoiar em suas estrelas para tentar ir além na pós-temporada.

    Carolina Hurricanes

    Desde que Tom Dundon comprou a franquia da Carolina, ainda na última temporada, muitas mudanças aconteceram. O técnico Rod Brind’Amour, ex-Hurricane, é uma das caras novas que chegam para consolidar essa nova era da equipe. A intertemporada também foi cheia de atividade para renovar o elenco da equipe da Carolina do Norte.

    Depois de tantas movimentações, e ainda com uma defesa que, como um todo, pode ser considerada uma das melhores na liga, os Canes parecem uma aposta promissora para disputar a última vaga dos playoffs pela divisão Metropolitana. Seria a primeira vez em oito anos que o time passaria da temporada regular.

    New Jersey Devils

    Os Devils se despediram de Patrick Maroon, Micheal Grabner, Brian Gibbons, Jimmy Hayes e John Moore nessa intertemporada. Agora, mais do que nunca, podemos perguntar o que é New Jersey além de Taylor Hall?

    A equioe ficou de fora dos playoffs por pouco no último ano. Mas é surpreendente que o time não tenha trazido nenhum reforço para tentar não ficar no “quase” este ano. Nico Hischier e os outros “novinhos” devem continuar se desenvolvendo para concretizar o plano de Ray Shero. Apesar da temporada espetacular que Hall teve em 2017-18, não dá para contar com ele sozinho para carregar a equipe à pós-temporada e além. Os playoffs agora parecem um sonho mais distante para NJ.

     

    New York Rangers

    Ficar de fora dos playoffs pela primeira vez em oito anos pode ter sido um choque para o torcedor dos Rangers, num primeiro momento. A equipe declarou que está em fase de reconstrução, e a temporada atual não é uma prioridade. Talvez as baixas expectativas acabem por surpreender no final.

    New York Islanders

    Calma, fãs dos Isles. Existe vida além do John Tavares.

    Para começar, Matthew Barzal deve ter um segundo ano tão bom quanto o primeiro. Barry Trotz chega ao comando da equipe depois de levar os Caps à Stanley Cup. Não é tarefa fácil substituir um jogador e capitão como Tavares, e muitos aspectos técnicos ainda precisam de muito trabalho. Mas as coisas parecem promissoras para essa nova era do time, que acaba de começar. Para este ano, podemos esperar uma campanha ao menos mediana na temporada regular.

     

  • Prévia 2018-19: Divisão Pacífica

    Prévia 2018-19: Divisão Pacífica

    A Divisão Pacífica é provavelmente a que atrairá mais atenção nessa temporada. Depois de uma primeira temporada inusitada, os vice-campeões Vegas Golden Knights voltam à busca de ser o time mais novo a levar a Stanley e continuar quebrando recordes. Em contrapartida, a troca mais falada da intertemporada aconteceu para os Sharks, que adquiriram o ex-capitão dos Sens e um dos melhores defensores da liga, Erik Karlsson. Enquanto com certeza os dois times lutarão pela liderança, alguns outros podem entrar numa briga para não ficarem para trás.

    Mas o que esperar dessa divisão na temporada 2018-2019?

    San Jose Sharks

    Um dos favoritos ao primeiro lugar da divisão teve apenas uma grande adição ao time. Depois de tentar adquirir John Tavares e não conseguir, Erik Karlsson passou a fazer parte da equipe de San Jose. A troca mandou para Ottawa Chris Tierney e Dylan DeMelo. Além disso o time também perdeu Mikkel Boedker, Jannik Hansen e Eric Fehr.

    Com a aquisição de Karlsson, os Sharks se igualam ao patamar da defesa dos Preds e dos Bolts. A equipe também conseguiu estender o contrato de Evander Kane. Ele chegou em San Jose pouco antes do fim da janela de trocas passada e marcou 9 gols e 5 assistências em apenas 17 jogos pelo time.

    Mesmo com poucas alterações no elenco, pode-se esperar um grande avanço em comparação com outras equipes da divisão. Além disso, um de seus principais jogadores está envelhecendo e o time pode vir com a mesma sede de vitória que os Caps tiveram, para tentar honrar Joe Thornton, que está beirando os 40. No melhor dos mundos, os Sharks usam Brent Burns e Erik Karlsson para serem imbatíveis, no pior, se vêem a frente de novas lesões como a de Thornton na última temporada.

    Vegas Golden Knights

    Mesmo com uma primeira temporada impressionante e imprevisível, os Golden Knights não se acomodaram e realizaram algumas troca importantes. Dentre as principais perdas, Tomas Tatar e James Neal, que ajudaram o time a chegar tão longe em sua temporada inaugural. Tatar foi para os Habs em troca de Max Pacioretty, que mesmo com um time manco, conseguiu fazer 17 gols em apenas 64 jogos.

    Marchessault, Smith e Karlsson fazem uma excelente primeira linha de ataque, e as novas adições melhoram a segunda com Pacioretty e Stastny. Pode não parecer o melhor da liga, mas o ataque de Vegas tem potencial para chegar entre os top 3, se bem trabalhado. Um problema para o time no início da temporada vai ser a perda de Nate Schmidt, que foi punido pela liga por violação da conduta anti-drogas, e não pode jogar as primeiras 20 partidas. Porém, Shea Theodore deve conseguir segurar a onda por um tempo.

    Não pode-se esperar que o time surpreenda na mesma proporção que na última temporada, dado a dimensão do ocorrido, mas difícil que alguém tire uma das vagas de playoff deles.

    Anaheim Ducks

    Os Ducks continuam basicamente com o mesmo time da temporada passada, um time de veteranos que não fica mais novo com o passar do tempo. Dentre as principais ameaças para o time estão seus próprios jogadores. Corey Perry ficará 5 meses afastado por conta de uma cirurgia no joelho. Ryan Kesler voltou ao rink, mas ainda não se sabe ao certo suas condições e quando ele volta a jogar de fato. Patrick Eaves não teve um bom ano, com diversas contusões e o fantasma da síndrome Guillain-Barré sobre sua cabeça. Espera-se que o jogador se recupere bem de todos os problemas de saúde que o tiraram da maior parte da temporada passada, mas ainda assim, é uma incógnita para o time.

    Não pode-se esquecer que o time continua com um John Gibson consistente e que teve uma média de .926 defesas na última temporada. E se ele não der conta, o Ryan Miller com certeza entra para fazer um belíssimo trabalho. Se as lesões derem uma trégua, eles podem sim chegar longe nos playoffs. Não se a ponto de uma final, mas dois rounds podem ser bem possíveis.  

    Calgary Flames

    Com um novo técnico tudo é possível, mas pode levar um tempo até que a equipe consiga se adaptar ao novo comando. O time trouxe James Neal e Elias Lindholm para ajudar nas secundárias, mesmo tendo talento para a primeira linha. Tudo isso para tentar melhorar o ataque, que hoje não está longe de ser dos mais eficientes da liga. Gaudreau, Monahan e Tkachuk com certeza são os principais trunfos desse ataque. Provavelmente o time verá uma melhora em pontuação em casa

    O que o time com certeza pode esperar é ser mais disciplinado, coisa que os Hurricanes provaram quando tinham Bill Peters como técnico.

    Los Angeles Kings

    Se a temporada passada foi um aquecimento para essa, é possível ver os Kings indo um pouco mais longe. Kopitar fez sua melhor temporada enquanto Quick voltou a ser o goleiro que todos sabiam que ele era, levando o Jennings Trophy. Porém Vegas acabou logo com as esperanças do time nos únicos 4 jogos de playoffs que a equipe de Los Angeles teve.

    A volta de Ilya Kovalchuk para a NHL traz algumas dúvidas. Será que ele continua sendo um dos melhores snipers da liga cinco anos depois? Na KHL ele conseguiu fazer 30 gols na última temporada, será que ele consegue o mesmo na NHL?

    O melhor do mundos para L.A  é a volta de um Jeff Carter saudável e o retorno do Kovalchuk jogando exatamente como quando ele saiu. Isso combinado com ter sido o melhor time no penalty kill pode gerar bons frutos aos Kings.

    Edmonton Oilers

    Um nome: Connor McDavid. Porém um nome não faz o time, e parece que os Oilers não conseguiram entender isso nessa intertemporada.

    Arizona Coyotes

    Com um começo difícil, os Coyotes conseguiram não ser o último time no fim da temporada (título que mantiveram por bastante tempo). Com um grande avanço do meio para o fim da temporada, o time tem potencial se continuar jogando daquele jeito. Se Antti Raanta permanecer saudável, os Coyotes podem esperar não serem os últimos a ganharem seu primeiro jogo. Além disso, duas das adições feitas ao time devem render muitos frutos, Galchenyuk e Grabner prometem ajudar o time num talvez, possível, quem sabe, wild card.

    No papel parece possível, no gelo só o tempo dirá…

    Vancouver Canucks

    A maior perda dos Canucks não foi para um rival, foi para a aposentadoria. Os irmão Sedin serão sem dúvida alguma os que mais farão falta nessa nova temporada. Com um time muito novo e em processo de reconstrução, acho difícil Vancouver chegar aos playoffs. Hovart e Boser tem tudo para fazerem parte da elite da liga, mas isso não acontecerá esse ano ainda. Markstrom e Nilsson conseguem fazer um bom trabalho juntos, mas com certeza Demko fará um trabalho melhor quando a hora chegar.

    O maior problema de Vancouver é esse, a hora não chegou para o time, e não deve chegar agora. A reestruturação do time está acontecendo, mas os frutos devem demorar a serem colhidos.