Etiqueta: 2016

  • Draft Class de 2016: onde estão

    Draft Class de 2016: onde estão

    Depois de uma temporada tão ruim que entrou para a história, o Toronto Maple Leafs foi agraciado com a primeira escolha na loteria de 2016. A última vez que isso havia acontecido fora em 1985, quando a equipe canadense selecionou Wendel Clark. O prospect a ser selecionado em 2016, entretanto, era um americano que figurava em primeiro na lista de patinadores europeus. 

    Além de Auston Matthews, a lista dos top prospects incluía Patrik Laine e Jesse Puljujarvi na Europa e Pierre-Luc Dubois, Matthew Tkachuk e Alex Nylander na América do Norte. Quer saber mais sobre os principais nomes escolhidos em 2016? Vem com a gente!

    AUSTON MATTHEWS, C, TORONTO MAPLE LEAFS (#1 overall): de rei do deserto a superstar de Toronto (Alexa, toca Bigodin Finin)

    Filho de uma mexicana e produto do deserto do Arizona, o caminho de Matthews até o hockey foi inusitado. Depois de se apaixonar pelos Coyotes, o esporte ganhou espaço com o jovem americano, que desistiu do baseball de vez e foi jogar no USA Hockey National Development Team (USNTDT), em Michigan. Após dois anos de programa, o center tinha dois claros caminhos na sua frente: jogar hockey universitário ou trilhar o caminho do major juniors indo para a Western Hockey League (WHL). 

    Matthews, entretanto, escolheu uma via diferente. Como ele perdeu a data limite do draft de 2015 por poucos dias, o americano completou 18 anos no início de seu ano de elegibilidade. Isso possibilitou que ele fizesse uma coisa rara para norte-americanos prestes a serem draftados: jogar profissionalmente antes da NHL. O Zurich Lions, da liga suíça, foi a equipe escolhida e Matthews chegou ao draft com a experiência de já ter jogado com “gente grande”.

    Ao ser chamado no palco quando Toronto fez a primeira escolha em 2016, ele reacendeu a chama da esperança na cidade. Além disso, a seleção de um latino com a primeira escolha foi um passo, ainda que tímido, importante para a representatividade na NHL. Afinal, quantos garotos de origem latina se inspiram ao ver um rapaz como eles marcando gols e sendo um All-Star na televisão? Em sua primeira temporada, Matthews chegou aos playoffs, fez 69 pontos e marcou 40 gols. Quando a temporada terminou ninguém se surpreendeu quando o rookie que marcou quatro gols em sua partida inaugural na liga  ganhou o troféu Calder.

    Ainda que Matthews já seja um superstar na NHL e jogue no maior mercado do esporte, as críticas continuam. Isso porque o seu Toronto Maple Leafs ainda não chegou ao segundo round dos playoffs, tendo inclusive sendo eliminado na fase de play-in neste ano. Todavia, o americano continua colecionando recordes e atualmente tem 285 pontos em 282 partidas, isto é, somando mais do que um ponto por jogo. Em fevereiro de 2019 Matthews estendeu seu compromisso com os Leafs por cinco anos, com um salário anual de mais de 11.6 milhões de dólares.

    PATRIK LAINE, RW, WINNIPEG JETS (#2 overall): um gamer finlandês em Winnipeg (mas não era lá que a Wi-Fi era ruim?)

    Os finlandeses são conhecidos por terem um humor… digamos, peculiar. A segunda escolha de 2016 prova que isso é de fato uma verdade. Dono das melhores frases provenientes de entrevistas, Laine jogou como goleiro durante muito tempo na infância antes de decidir que gostava mais de fazer gols e não tentar defendê-los. O finlandês cresceu jogando pelo Tappara da SM-Liiga, time do qual foi draftado pelo Winnipeg Jets. 

    Diferentemente de muitos europeus, Laine não precisou de mais tempo para se adaptar. Sua carreira na NHL iniciou-se imediatamente. Em sua primeira temporada, Laine anotou 64  pontos e as comparações com o seu ídolo, Alexander Ovechkin, começaram a surgir, devido ao tiro rápido e perigoso do finlandês. No ano seguinte, Laine fez 70 pontos, sendo que 44 destes foram gols. Entretanto, durante sua terceira temporada na liga, quando seu contrato estava prestes a ser renovado, o finlandês pontuou apenas 50 pontos. 

    A sua queda em rendimento fez com que ele, ao contrário de seus companheiros Kyle Connor e Nikolaj Ehlers, recebesse uma extensão de apenas dois anos, que foi assinada apenas em setembro de 2019, quando Laine já havia inclusive ido para a Suíça treinar com o SC Bern para aguardar o resultado das negociações entre o clube e os seus representantes. Além de fornecer entretenimento no gelo, o finlandês também dá entrevistas memoráveis e não tem medo de falar a verdade. Afinal, ele foi totalmente honesto quando disse que não escreveu o artigo supostamente de sua autoria no Player’s Tribune, afirmando ter apenas dado uma entrevista para a publicação.

    PIERRE-LUC DUBOIS, C, COLUMBUS BLUE JACKETS (#3 overall): nasce uma estrela em Columbus, Ohio

    O canadense iniciou sua carreira no major juniors, no Cape Breton Screaming Eagles da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Embora tenha sido ranqueado em primeiro no ranking dos patinadores norte-americanos, a decisão de Columbus ao escolhê-lo no lugar de Jesse Puljujarvi gerou estranhamento e críticas. Atualmente, entretanto, é certo que o clube de Ohio está rindo à toa com a sua decisão. Uma curiosidade é que o Draft de 2016 foi no 18º aniversário do center.

    Dubois retornou ao major juniors por mais um ano depois do seu draft, e foi trocado no meio da temporada para o Blainville-Boisbriand Armada. Quando chegou a Columbus, o canadense começou a temporada jogando entre Artemi Panarin e Josh Anderson. Ainda no seu primeiro ano na liga, Dubois quebrou um recorde da franquia, de maior pontuação por um rookie. Com a ajuda de um hat trick em março de 2018, o canadense chegou a 48 pontos no ano. 

    Com uma equipe se desfazendo ao seu redor, Dubois viu seu papel na equipe aumentar cada vez mais. Atualmente o canadense é definitivamente o 1C da equipe, e tem se mostrado capaz de dar conta do recado. Afinal, nos dois anos seguintes Dubois fez 64 e 49 pontos em 82 e 70 partidas, respectivamente. Além disso, nos últimos playoffs o canadense foi uma das figuras mais importantes para o Columbus Blue Jackets, e se tornou talvez o homem mais odiado de Toronto. O GM dos Jackets não terá a vantagem na negociação desse contrato. 

    JESSE PULJUJARVI, RW, EDMONTON OILERS (#4 overall): Chiarelli’s interlude – outro top prospect que se desperdiçou

    Depois de duras críticas quando o finlandês foi descartado por Columbus, o Edmonton Oilers escolheu o winger com a quarta pick daquele ano. Revelado pelo Karpat da SM-Liiga, Puljujarvi era um dos principais prospects de 2016 e o terceiro no ranking de patinadores europeus. Assim como Laine, Puljujarvi já começou a carreira profissional na América do Norte disputando partidas para o seu clube da NHL. Entretanto, o desempenho do finlandês não convenceu a torcida nem a comissão técnica, e ele foi mandado para o Bakersfield Condors da American Hockey League (AHL) depois de apenas 28 jogos. 

    Na AHL, Puljujarvi marcou 12 gols e 16 assistências em 39 jogos. Os altos e baixos entre NHL e AHL nos próximos dois anos foram prejudiciais para o desenvolvimento do winger. Além disso, ele precisou fazer uma cirurgia nos dois quadris, que o tirou do final da temporada 2018-19. Com o relacionamento cada vez mais frio entre jogador e clube, o finlandês decidiu voltar para a sua terra natal quando se tornou um restricted free agent. Atualmente, embora os Oilers detenham seus direitos na NHL, Puljujarvi atua pelo Karpat da SM-Liiga.

    MATTHEW TKACHUK, LW, CALGARY FLAMES (#6 overall): esse pitbull pode não ser o Mr. Worldwide, mas ele definitivamente é o Mr. Calgary

    Ame-o ou odeie-o, mas falem dele. Tal como Boston tem carinho pelo comportamento de Brad Marchand no gelo, Calgary faz o mesmo com Tkachuk. Briguento e tenaz, o winger americano incita diversas emoções não só nos torcedores, mas também nos jogadores dos outros times. Afinal, quem não se lembra de toda a situação com Drew Doughty, defensor do Los Angeles Kings?

    Filho de um ex-jogador da NHL, Tkachuk decidiu seguir os passos do pai, Keith. Assim como a maioria dos americanos, fez parte da equipe de desenvolvimento da USA Hockey, onde jogou com Auston Matthews, dentre outros atletas americanos. Quando se formou no colegial, desistiu da carreira universitária para jogar no London Knights da Ontario Hockey League (OHL), ao lado de Mitch Marner, onde foi campeão da Memorial Cup no seu ano de elegibilidade. 

    Em Calgary, Tkachuk fez sucesso imediato com a torcida e gerou a rejeição dos adversários. Em seu primeiro ano na Liga, ele fez 48 pontos. No ano seguinte, 49. Entretanto, no terceiro e último ano de seu entry-level contract, o winger fez 77 pontos e se firmou como um dos principais nomes do elenco dos Flames. A importância de Tkachuk para a equipe também fez com que ele recebesse um dos As do time. 

    O americano também tem a tendência a se envolver com polêmicas, especialmente devido à agressividade que apresenta no gelo e é carinhosamente chamado de “peste” pelas torcidas rivais. Indisciplinas à parte, Tkachuk é uma peça central para Calgary e seu contrato de 7 milhões anuais, assinado em 2019, deixa isso bem claro. 

    CLAYTON KELLER, RW, ARIZONA COYOTES (#7 overall): alguém que não ficaria deslocado no núcleo “roça” de uma novela das seis (mas que eu gostaria que jogasse no meu time)

    Outro produto do USNTDP, Keller optou pela NCAA (National College Athletic Association) e o hockey universitário da Boston University. Por Boston, foi líder de gols e assistências no seu ano de estreia e acabou por ser coroado o rookie do ano do Hockey East em 2017. Sua estreia na NHL veio depois que a temporada universitária terminou, quando ele assinou o contrato profissional. Em três partidas disputadas, Keller teve duas assistências.

    O primeiro ano de fato do americano na NHL contou com a quebra de vários recordes da franquia. Ele foi o primeiro rookie a marcar nove gols em um mês desde Teemu Selanne em 1993, além disso foi o primeiro a pontuar 15 vezes em um único mês desde Selanne e Keith Tkachuk em 1993. Com 55 pontos, Keller ultrapassou o recorde da franquia de maior pontos por um rookie, que até então era de Peter Muller. Ele foi o rookie do mês em duas oportunidades, outubro e março.

    Ao terminar a temporada com 42 assistências e 62 pontos, Keller foi escolhido como um dos finalistas do Calder Trophy, mas perdeu para Mat Barzal. O americano ainda não conseguiu replicar o sucesso de sua temporada de estreia, mas fez boas campanhas pelos Coyotes. Em setembro de 2019, Keller estendeu seu compromisso com Arizona por mais oito anos, com um salário anual de cerca de 7.1 milhões de dólares anuais. 

    ALEX DEBRINCAT, LW, CHICAGO BLACKHAWKS (#39 overall): Acho que vi um gatinho (Remix) – Kitty in the Windy City

    O americano começou a carreira no Erie Otters da OHL, onde jogou ao lado de Connor McDavid e Dylan Strome, atual companheiro de Blackhawks de DeBrincat. Apesar de ter sido um prolífico pontuador na sua carreira de major juniors, DeBrincat caiu para o segundo round por seu tamanho: hoje, aos 22 anos, ele tem 1,70 de altura e pesa cerca de 75 kg. Ele foi selecionado pelo multicampeão Chicago Blackhawks, que pôde esperar que o americano se desenvolvesse mais ainda na OHL antes de se profissionalizar.

    DeBrincat estreou pelos Hawks em 2017 e seu primeiro gol foi marcado contra Carey Price do Montreal Canadiens. O jogador terminou sua primeira temporada profissional com 52 pontos em 82 jogos e foi o Blackhawk mais jovem a receber o prêmio de jogador do ano no time. Além disso, ele igualou o recorde de maior número de hat tricks feitos por um jogador nascido nos EUA em uma temporada de estreia na NHL, com três marcados.

    Nos dois anos seguintes DeBrincat se tornou cada vez mais importante durante o processo de renovação do elenco dos Hawks. Em três temporadas e 284 partidas disputadas, ele soma 173 pontos. Em outubro do ano passado o americano renovou seu contrato com a equipe de Chicago por mais três anos, com salário de 6.4 milhões anuais.

    CARTER HART, G, PHILADELPHIA FLYERS (#48 overall): o salvador da Filadélfia no século XXI veio no formato de um príncipe da Disney das antigas

    Quando Ron Hextall escolheu o goleiro do Everett Silvertips da WHL no segundo round de 2016, ele sabia que o jovem canadense tinha potencial. Hart foi para o draft figurando no primeiro lugar no ranking de goleiros norte-americanos, e foi o primeiro a ser selecionado naquele ano. Nos dois anos após o draft, Hart passou ganhando experiência na WHL ele foi eleito o jogador da liga em 2016-17 e duas vezes o melhor goleiro, fato inédito. Ele encerrou sua carreira no major juniors com um dos melhores percentuais da história e um ouro pelo Canadá no World Juniors.

    Em 2018 a hora que a torcida dos Flyers aguardava ansiosamente aconteceu, e Hart iniciou sua carreira profissional no Lehigh Valley Phantoms da AHL. Embora ele tenha demorado um pouco para se firmar com o ritmo do hockey profissional, Hart logo se tornou o titular da posição e em dezembro de 2018 foi chamado para atuar pelo Flyers na NHL. O resto é história. Ainda na sua primeira temporada na liga, Hart figurou entre os rookies em destaque mais de uma vez e terminou o ano com uma porcentagem de defesas de .917.

    Na sua segunda temporada, o canadense continuou jogando muito bem, mas sua boa forma se tornou especialmente impressionante na volta após a paralisação. Hart já quebrou recordes da franquia, conseguindo shutouts consecutivas na série contra Montreal e igualando Bernie Parent e Michael Leighton. Ele também foi o mais jovem a fazê-lo e apenas o quarto com menos de 23 anos a conseguir tal feito. Depois de mandar seu ídolo de infância, Carey Price, para casa de mãos abanando, Hart trouxe de volta a discussão acerca dele próprio ser o herdeiro do legado de Price. 

    Além disso, com apenas dois anos de hockey profissional de experiência, o goleiro já demonstra ter uma maturidade para além de seus 22 anos. Tudo indica que Carter Hart pode ser o nome que levará Philadelphia à Terra Prometida, coisa que nem Hextall conseguiu fazer. Então, quem sabe, poderemos um dia discutir se o seu nome irá figurar no alto do Wells Fargo Center juntamente com o das outras lendas da equipe da Pensilvânia, inclusive o próprio Parent. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Alexander Nylander, LW, Buffalo Sabres (#8 overall): o irmão de William e filho de Michael foi trocado para os Blackhawks em 2019. 

    Mikhail Sergachev, D, Montreal Canadiens (#9 overall): o defensor russo foi a peça de retorno na troca que levou Jonathan Drouin do Tampa Bay Lightning ao Montreal Canadiens Será que rolou um arrependimento quando a defesa deles passou a incluir Karl Alzner e seu contrato hor-ro-ro-so?

    Charlie McAvoy, D, Boston Bruins (#14 overall): o jovem defensor tem sido peça importante para os Bruins nas campanhas da equipe tanto na temporada regular quanto nos playoffs.

    Jakob Chychrun, D, Arizona Coyotes (#16 overall): apesar de uma lesão séria no joelho, a extensão contratual do jogador com os Coyotes mostra que o time pretende contar com ele nos planos a longo prazo.

    Dante Fabbro, D, Nashville Predators (#17 overall): mais um defensor para Nashville. Será que a equipe do Tennessee cria esses meninos em árvore?

    Dillon Dube, C, Calgary Flames (#56 overall): o canadense foi a grande revelação dos playoffs de 2020 para o Calgary Flames. 

    Adam Fox, D, Calgary Flames (#66 overall): os direitos desse ex-aluno da Universidade de Harvard foram de Calgary para Carolina até chegarem em Nova York. Isso porque o jogador, torcedor de infância dos Rangers, se recusou a jogar por outro clube. (Esta que vos fala não julga, pois se tivesse a opção de escolher entre morar em Calgary, Raleigh ou NYC, a resposta seria a mesma de Fox)

  • John Scott, o capitão improvável do All-Star Game

    John Scott, o capitão improvável do All-Star Game

    A NHL é conhecida pelo jogo físico, as famosas brigas do hockey e jogadores que fizeram carreiras conquistando estatísticas nesse confrontos. Um destes jogadores foi John Scott. O ex-jogador é um dos enforcers mais famosos que teve uma carreira reduzida na NHL. Isso porque Scott teve apenas 286 aparições na Liga, dos quais somou cerca de 500 minutos de penalidade. Por outro lado, marcou apenas 11 pontos em sua carreira. Contudo, mesmo com números baixos, ele conseguiu a façanha de ser capitão de um time no All Star Game. 

    Neste capítulo do 10 for 10 contamos a história do jogador que, apesar de não ter brilhado em sua trajetória no esporte, brilhou no All-Star Game de 2016 após ser o campeão de votação para capitão do Time da Divisão Pacífica. 

    A carreira de John Scott

    John Scott nasceu em Edmonton, Alberta, porém cresceu em Ontário, como torcedor do Boston Bruins. Quando criança, ele almejava ser igual o defensor dos Bruins, Ray Bourque.

    Bourque foi um lendário defensor de hockey, cinco vezes vencedor do Norris Trophy e com o maior recorde de gols, assistências e pontos por um defensor.

    Contudo, sendo um jogador não-drafrado, Scott começou a jogar hockey pela universidade Michigan Tech. Como um defensor enforcer, Scott marcou 19 pontos com 347 minutos de penalidade em seu tempo com os Huskies.

    Basicamente, a marca dos enforcers na NHL é a de brigar e agitar os jogos como forma de intimidar o time adversário. Considerada uma “classe” antes muito necessária no hockey, atualmente, existem poucos jogadores assim na liga, já que habilidade e dinâmica vem crescendo como características mais atraentes para os espectadores. 

    O primeiro time de John Scott na NHL foi o Minnesota Wild. Ele jogava pelo Houston Aeros, time da AHL afiliado do Wild, quando foi chamado para a equipe princiapal. Na temporada de 2006-07, Scott assinou seu primeiro contrato entry level e sua primeira partida foi contra o Detroit Red Wings. 

    Após dois anos com o Wild, ele foi para o Chicago Blackhawks, após se tornar free agent. Em sua carreira, Scott passou por outros cinco times: New York Rangers, San Jose Sharks, Buffalo Sabres, Arizona Coyotes e Montreal Canadiens.

    Como característica dos enforcers, Scott já foi suspenso alguns jogos na NHL. Em outubro de 2013, quando jogava pelo Sabres, Scott foi suspenso sete jogos por um contato ilegal na cabeça de Loui Eriksson. Hits na cabeça se tornaram ilegais na NHL desde 2011.

    Outra briga famosa do jogador aconteceu em 2014. Isso porque, em seu tempo com o San José Sharks, Scott saiu do banco imediatamente para brigar com Jackman, do Anaheim Ducks. Por esse motivo ele foi suspenso por quatro jogos. 

    O All Star Game de 2016

    Na temporada 2015-16, em 2 de janeiro de 2016, Scott foi anunciado como o vencedor da votação dos fãs do NHL All-Star Game, que aconteceria em Nashvillle. Ele foi votado capitão da Divisão do Pacífica da Conferência Oeste, numa campanha histórica, visto que normalmente os melhores jogadores são selecionados pelo público para representar seus times.

    Scott foi quem teve o maior número de votos, apesar de ter registrado apenas 1 ponto em 11 jogos disputados com os Coyotes, uma vez que Scott passou grande parte da temporada como um healthy scratch. Muitos compararam essa situação com a de Rory Fitzpatrick em 2007, uma vez que os fãs votaram em um jogador que não seria convencionalmente escolhido como um All-Star.

    Entretanto, essa não foi uma tarefa fácil. Após os jogos, jornalista confirmaram que a NHL tentou sabotar a campanha de capitão do All-Star Game de John Scott.

    A liga, junto ao Arizona Coyotes, pediram que Scott não fosse participar dos jogos de exibição. O próprio afirmou que não merecia jogar no evento e pediu para que os torcedores votassem em outros jogadores. Por fim, quando ele foi finalmente declarado campeão, Scott decidiu jogar.

    Contudo, em 15 de janeiro de 2016, Scott foi negociado para o Montreal Canadiens junto com outros três jogadores. Logo após essa negociação, o Canadiens imediatamente enviaram-no para seu então afiliado da AHL, o St. John’s IceCaps. 

    O então gerente geral do Arizona, Don Maloney, insistiu que a troca foi apenas um movimento empresarial e não uma tentativa de manter Scott fora do jogo All-Star. Surgiram especulações de que Scott seria potencialmente considerado inelegível para fazer parte da equipe All-Star por causa de sua mudança para uma lista da AHL e para uma equipe da NHL na divisão do Atlântico. 

    Entretanto, apesar das alegações, no dia 19 de janeiro Scott foi oficialmente declarado pela NHL como o capitão da Divisão do Pacífico no All-Star Game de 2016. 

    A campanha no All-Star Game

    Sua passagem o All-Star Game foi memorável. Scott marcou dois gols na semifinal do torneio, levando sua equipe para a final. Posteriormente, o jogador contribuiu para que a  Divisão Pacífica saísse vitoriosa no evento.

    Ele então foi nomeado All-Star Game MVP, apesar de não ter sido incluído na votação. Assim, quando ele foi excluído, fãs, jogadores como Henrik Lundqvist e contas oficiais de outros times da Liga, como a do Ottawa Senators, Philadelphia Flyers, Vancouver Canucks e Edmonton Oilers fizeram uma hashtag “#VoteMVPScott” para que Scott fosse de fato incluído na campanha de MVP.

    Diante desse massivo apoio, a NHL concedeu o título a Scott. Por fim, o capacete de Scott no jogo All-Star foi enviado para o Hockey Hall of Fame, em Toronto.

    Consequências

    Voltando para o time afiliado do Canadiens, St. John’s IceCaps, ele foi convocado para jogar pelo Habs no dia 3 de abril de 2016. Esta foi sua primeira vez na NHL desde 31 de dezembro de 2015. Em 7 de dezembro de 2016, Scott anunciou sua aposentadoria do hockey em um artigo no The Players’ Tribune.

    A fim de evitar campanhas parecidas, a NHL criou uma nova regra: atualmente, jogadores machucados ou que transferidos para a AHL não poderão ser nomeados capitães do All Star Game. Isso porque a brincadeira de nomear um jogador não tão famoso surgiu da premissa dos fãs de mostrarem como os jogos de exibição não são levados à sério. Contudo, ao possibilitar um jogador menos promissor ou com uma carreira curta como a de Scott ter seu momento de estrela, mostra como o hockey tem um poder de união, já que ele foi ovacionado pelos seus colegas de gelo. Dessa maneira, também podemos ver como pequenas peças são fundamentais e podem ocasionar momentos únicos na história da NHL. 

  • Canadá conquista a Copa do Mundo de Hockey

    Canadá conquista a Copa do Mundo de Hockey

    Em 2016, os fãs de hockey foram presenteados com mais um evento para ver seus jogadores favoritos brilharem. Após um hiato de 12 anos entre as competições, a Copa do Mundo do Hockey da NHL estava de volta para a sua terceira edição.

    Com jogos marcados para as duas últimas semanas de setembro, o campeonato contou com quase 100% de jogadores da NHL.

    Naquele ano, o Canadá tinha motivos de sobra para sorrir. Além de ser o país anfitrião do evento, a seleção canadense vinha colecionando vitórias em várias competições. Isso porque o Canadá foi o medalhista de ouro das olimpíadas de 2010 e 2014. Eles também contavam com duas vitórias recentes no Mundial da IIHF, incluindo a de maio daquele mesmo ano. Essa vitória foi conquistada durante os playoffs da NHL, sob o comando de Corey Perry. 

    A Copa do Mundo de Hockey começou em 17 de setembro e teve sua final no dia 29. Ao todo foram oito times participantes, dos quais cinco seleções e dois times all-star, formados pelas estrelas de diversos países que não estavam representados na competição. No entanto, uma dessas equipes tinha um critério diferente.

    Enquanto o Time Europa era composto por jogadores dos países que não entraram para o evento, como a Alemanha e a Eslováquia, o Time América do Norte contou com a união dos jogadores do Canadá e dos EUA, que já estavam representados. Este era composto por jogadores com 23 anos ou menos, enquanto as seleções principais eram compostas por jogadores com mais de 24 anos.  

    As partidas

    Separados em dois grupos de quatro equipes cada, o grupo A era composto pelos países Canadá, Estados Unidos, República Tcheca e Time Europa. O grupo B, por sua vez, era composto pelas seleções da Suécia, Rússia, Finlândia e o Time América do Norte. Os membros de cada grupo se enfrentaram entre si, em três jogos cada, para que assim fosse determinado quais times passariam para a próxima fase. 

    No grupo A, enquanto o Canadá e o Time Europa conquistaram seis e quatro pontos, respectivamente, as seleções da República Tcheca e dos EUA, deram adeus ao evento ainda na primeira fase. Ao mesmo tempo, no grupo B, as seleções da Rússia e da Suécia se classificaram, somando a primeira cinco, e a última, quatro pontos, em oposição ao Time América do Norte e Finlândia que também deixaram o campeonato cedo.

    As semifinais

    Para as semifinais, foram realizados um jogo cada, sendo um deles entre as seleções canadense e russa se enfrentando em um duelo de gigantes no gelo. A Rússia tinha um elenco de peso com Sergei Bobrovsky no gol, a estrela russa Alexander Ovechkin como capitão, além de Nikita Kucherov, Evgeny Kuznetsov, Evgeni Malkin, Vladimir Tarasenko e Artemi Panarin.

    Do mesmo modo, o Canadá também estava recheado de estrelas com Carey Price no gol e Sidney Crosby como capitão. O time canadense ainda contava com Brad Marchand, John Tavares, Corey Perry, Matt Duchene, entre outros.

    Ambos os times levaram estrelas de suas seleções para a competição, prometendo um confronto emocionante para o fã do esporte. No entanto, a seleção canadense se deu melhor ao levar a vitória por 5 a 3. Com gols de Crosby, Marchand, Perry e Tavares, a equipe do Canadá garantiu a sua vaga na final da Copa. A seleção russa, apesar de eliminada, teve gols marcados por Kuznetsov, Kucherov e Panarin.

    Na outra semifinal, a seleção da Suécia e o Time Europa se enfrentaram para saber quem seria o adversário da seleção anfitriã. Também com elencos de peso, ambas as equipes tinham chances de vencer.

    De um lado, o Time Europa contava com os melhores jogadores de diversos países. Com Anže Kopitar como capitão e Jaroslav Halák como goleiro, o time ainda tinha Zdeno Chára, Marián Hossa, Roman Josi, Marián Gáborík, Tomáš Tatar, Mats Zuccarello e Leon Draisaitl.

    Do outro lado, a seleção sueca contava com os gêmeos Sedin, com Henrik assumindo a posição de capitão, enquanto Daniel era capitão assistente. O goleiro Henrik Lundqvist, o defensor Erik Karlsson e os atacantes Nicklas Bäckström, Filip Forsberg e Gabe Landeskog também compuseram o elenco.

    Numa partida acirrada, o empate foi inevitável e o jogo foi para overtime. Foi nesse momento que Tatar, com uma assistência de Zuccarello e Kopitar, marcou o gol da vitória e garantiu a vaga do Time Europa. 

    A vitória canadense

    Diferente da rodada anterior, a final era num formato melhor de três. No entanto, a seleção do Canadá precisou de apenas dois jogos para garantir a vitória.

    Ao todo, a equipe da casa marcou cinco gols, dois de Patrice Bergerone de Brad Marchand, ambos marcando um em cada jogo, além de um gol de Steven Stamkos. O Time Europa deu o seu melhor, mas só conseguiu marcar um gol em cada partida, com Chara e Tatar. Com o resultado da Final, a seleção canadense levou o seu segundo campeonato no ano.

    Já para Sidney Crosby, a vitória foi tripla. Além de ter ganho a Stanley Cup daquele ano com o Pittsburgh Penguins, o jogador também foi o líder de pontuação no torneio e nomeado MVP do evento. 

    Para os fãs do esporte esse foi um momento memorável. A NHL até chegou a avaliar fazer uma quarta edição do evento, porém até hoje nenhuma data foi confirmada. 

    Foto: Reprodução / hockeycanada.ca

  • A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins

    A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins

    2016 foi um ano especial para o Pittsburgh Penguins. Aqui marcou-se o início de uma trajetória vitoriosa na década para o time que, assim, carimbou seu nome na história da NHL, e duas temporadas foi tempo suficiente para que tal feito fosse executado. 

    Guiados por Sidney Crosby e Evgeni Malkin, a equipe de Pittsburgh chegou à Final da Stanley Cup e, em sequência, conquistou o primeiro campeonato desde 2009. 

    Mas a trajetória, que se estendeu ao momento em que Sidney Crosby levantou a taça em San Jose, é longa. Em mais um texto do especial 10 for 10, trouxemos a jornada do Pittsburgh Penguins até a conquista da Stanley Cup em 2016. 

    A pré-temporada 

    Após a eliminação para os Rangers nos playoffs de 2014, os Penguins iniciaram um processo de mudanças significativas. A maior delas foi a demissão do General Manager do time, Ray Shero, que teve seu cargo ocupado por Jim Rutherford. Porém, apesar da troca de GM, a temporada 2014-15 não foi  produtiva para a equipe de Pittsburgh, que se viu eliminada novamente dos playoffs pelo mesmo New York Rangers..

    No entanto, um ano pode fazer muita diferença para um time. Em 2015, antes do início da temporada seguinte, o time adquiriu dois jogadores que viriam a ser muito importantes para os Penguins. Um deles foi Matt Cullen, que assinou um acordo de apenas uma temporada, e Phil Kessel, que veio para Pittsburgh através de uma troca com o Toronto Maple Leafs.

    Seguidamente, o Draft de 2015 acabou não sendo relevante para o time. O Pittsburgh acabou não obtendo nenhuma seleção no primeiro round, devido a uma trade com o Edmonton Oilers. Assim, o first pick do time seria destinado a equipe canadense (mais tarde, os Oilers acabam cedendo a escolha ao New York Islanders, também em uma troca). 

    Confiante nas mudanças feitas e novas contratações, o time, portanto, se encaminhou para o início da temporada 2015-16.

    A temporada regular

    O Pittsburgh Penguins fez sua estreia na regular season no dia 8 de outubro, contra o Dallas Stars. No entanto, apesar de perder as três primeiras partidas, o time acabou vencendo sete jogos ao longo do mês. Desta forma, ao fim de outubro, os Penguins possuíam 14 pontos na tabela. No mês de novembro, os Penguins mantiveram um ritmo parecido com o do anterior em relação à vitórias.

    Porém, o ritmo de jogo do Pittsburgh acabou enfraquecendo em dezembro. Das 14 partidas disputadas pela equipe no último mês do ano, em apenas 5 o time se saiu vitorioso. Foram sete derrotas em tempo regulamentar, e duas em overtime. Ao fim de dezembro, a equipe havia adquirido somente 12 novos pontos. O ano de 2015 acabou para os Pens com apenas 40 pontos ao todo na NHL.

    Todavia, o novo ano acabou trazendo prosperidade para Pittsburgh. O time começou a manter um equilíbrio de vitórias em janeiro, sofrendo apenas duas derrotas em tempo regulamentar durante o mês. Em março, com 96 pontos na tabela, a equipe se tornou uma das favoritas a faturar a Stanley Cup ao fim da temporada. 

    Com a temporada regular finalizada em abril, o time acabou ocupando o segundo lugar na Conferência Leste e a quarta posição geral na NHL, com 104 pontos. Com sua passagem adquirida para os playoffs, o time colocou na bagagem a forte promessa de trazer para casa sua quarta Stanley Cup. 

    Os playoffs

    Pittsburgh entrou nos playoffs como um dos favoritos à taça. Com as mudanças feitas na pré-temporada, e jogadores como Sidney Crosby, Evgeni Malkin e Phil Kessel em suas melhores fases, o time tinha grandes chances de chegar à final.

    No primeiro round, a equipe voltou a reencontrar o New York Rangers. Este que havia eliminado o time de Pittsburgh dos playoffs nas duas últimas temporadas. Devido à vantagem, os Penguins disputaram a primeira partida em casa, e acabaram se saindo vitoriosos do confronto. Entretanto, a equipe acabou perdendo a segunda partida para os Rangers, também em casa, deixando assim a série empatada. Porém, após vencer três jogos seguidos, o time eliminou o New York da competição. Assim, terminaram por avançar para o segundo round dos playoffs

    O segundo adversário dos Penguins foi o Washington Capitals.

    Após perder a primeira partida da série em Washington, o time se recuperou com uma vitória no segundo jogo. Com a vitória conquistada nas partidas 3 e 4, os Penguins precisavam apenas de mais uma vitória no jogo cinco para garantir a classificação para a próxima etapa.

    No entanto, os Capitals acabam atrasando os planos do time de Pittsburgh, vencendo então a partida e levando a série para um jogo seis. Por fim, para a felicidade de seus torcedores, os Penguins vencem a sexta partida, se classificando, para as finais de conferência. 

    Um round. Era apenas isso, e o Tampa Bay Lightning, que separavam os Penguins da série final. O time de Pittsburgh disputou os dois primeiros jogos da série em casa. Um fator que acabou não influenciando o time de maneira positiva, já que este perdeu o primeiro confronto. No entanto, acabou vencendo a segunda partida em overtime, e a terceira em tempo regular. Assim, garantiram maior vantagem na série.

    Tampa Bay volta a liderar o round ao ganhar o jogo 4 e 5, tendo então três vitórias contra duas do Pittsburgh. O jogo seis seria tudo ou nada para os Penguins, pois perder significava o fim da linha para a equipe nos playoffs.A seguir, na casa do Lightning, os Penguins conquistaram a vitória da partida seis, e desta forma, forçaram um jogo sete. Desta vez em Pittsburgh, com um placar de 2 a 1, o time venceu o último confronto da série e, assim, avançou para a tão esperada Final da Stanley Cup. 

    O último desafio que separava os Penguins da conquista do campeonato era o San Jose Sharks. O time da Califórnia vinha de grandes atuações nos rounds anteriores, e contava com seus top scorers nos playoffs. Não era um desafio fácil para a equipe de Pittsburgh. 

    A equipe venceu os dois primeiros jogos, disputados em San Jose. Mas, seguidamente, perdeu o terceiro em casa. Ao vencer a quarta partida do round, o Pittsburgh obteve vantagem na série sobre o oponente. Porém, ao vencerem o jogo cinco, os Sharks acabam forçando uma sexta partida. Este jogo poderia resultar em dois caminhos: se a equipe da Califórnia ganhasse, o round ficaria empatado, forçando um jogo 7. No entanto, se os Penguins garantissem a vitória, a série seria finalizada, e a taça, enfim, voltaria para Pittsburgh após 7 anos. 

    Pittsburgh Penguins campeão

    Após a derrota para o San Jose no jogo cinco, os Penguins viajaram para a Califórnia para disputar a sexta, e possivelmente última, partida da Final da Stanley Cup.

    Pittsburgh foi o primeiro a abrir o placar, aos 6 minutos do primeiro período. Apesar de Logan Couture ter empatado a partida para os Sharks no segundo tempo, Kris Letang colocou os Penguins na frente um minuto após o gol de San Jose. No terceiro período, Hornqvist acabou marcando o terceiro gol dos Penguins na partida, deixando a vantagem ainda maior para a equipe de Pittsburgh.

    Por fim, o final do jogo é anunciado e, na casa dos Sharks, o Pittsburgh Penguinsse tornou o campeão da Stanley Cup 2016. 

    Diante de um SAP Center lotado de fãs da equipe californiana, Sidney Crosby levantou a segunda taça dos Penguins conquistada em menos de 10 anos, e a quarta na história do time na NHL. Além disso, Crosby também recebeu o Conn Smythe Award, como o jogador mais valioso dos playoffs. 

    O time então voltou para a Pensilvânia, onde comemorou a vitória juntamente com seus fãs, em um desfile que contou com mais de 400 mil pessoas, vestidas de preto e amarelo, ocupando as ruas de Pittsburgh. 

    Após alguns anos de desapontamento, enfim um final feliz para a equipe de Pittsburgh, que, sem sombra de dúvidas, foi merecedora deste. Em três temporadas, o time saiu do status de eliminado precocemente dos playoffs para campeão da Stanley Cup.

    As mudanças foram cruciais, e acabaram fazendo bem ao Pittsburgh Penguins, já que este foi só o primeiro capítulo da história vitoriosa do time na década. 

    Foto: Reprodução/nhl.com