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  • A conquista da Stanley Cup pelos Capitals

    A conquista da Stanley Cup pelos Capitals

    Não é segredo para que ninguém que o Washington Capitals formou um dos melhores elencos da NHL ao longo dos anos. Liderados por Ovechkin, a equipe conseguiu encontrar a química necessária que a permite exibir um dos estilos de jogo mais atrativos da Liga.

    Times assim merecem carimbar seu nome na Stanley Cup. Após muito tentar, e chegando perto algumas vezes, o ano de 2018 recompensou os Capitals no melhor estilo possível: trazendo o maior troféu da NHL como presente para o time. O primeiro da franquia desde sua criação, em 1974. 

    No entanto, a conquista da taça não se deu por acaso: foi a consequência de uma grande temporada executada pelo time. E grandes feitos devem ser eternizados em palavras. 

    Em mais um texto do especial 10 for 10, inauguramos o ano de 2018 contando a história por trás da conquista da Stanley Cup pelo Washington Capitals. 

    A pré-temporada dos Capitals

    Após uma fresca eliminação dos playoffs da temporada 2016-17, Brian Maclellan, GM do Washington, sabia que era necessário arrumar a casa para garantir êxito na nova season que já batia à porta. Para isso, foi preciso desembolsar alguns dólares com o intuito de manter as principais estrelas do elenco, como Evgeny Kuznetsov e TJ Oshie.

    No entanto, para não extrapolar o teto salarial da liga, os Capitals precisaram abrir mão de muitos outros jogadores, algo que acabou gerando muitas críticas por parte da imprensa à Maclellan, questionando se as assinaturas destes contratos teriam sido boas negociações. 

    O time deixou as críticas para trás e deu início a sua escala de jogos na pré-temporada. Porém, o resultado das partidas não foi o que os Capitals esperavam. Das oito partidas disputadas, o time conseguiu garantir a vitória em somente duas.

    Apesar de serem apenas jogos de pré-temporada, os críticos do esporte ainda comentavam se Washington realmente seria capaz de superar o déficit da temporada passada e avançar na competição, ou se o pesadelo de alguns meses atrás se repetiria.

    A temporada regular

    Apesar das adversidades, a equipe por fim fez sua estreia na temporada 2017-18.

    O início não foi nada agradável. Após as vitórias nos dois primeiros jogos, o Washington assistiu seu rendimento decair drasticamente: dos doze jogos disputados naquele mês, seis resultaram em derrotas no tempo regular. 

    Tendo somado apenas cinco vitórias no primeiro mês da competição, e adquirindo um total de 11 pontos, os Capitals precisaram iniciar o mês de novembro de uma maneira diferente. E um diferente com cara de algo muito melhor.

    Dos 14 jogos disputados, o time venceu nove, 7 destes em casa. Assim, a equipe voltou a adquirir mais confiança em seu próprio jogo, enfim mostrando o desempenho que se esperava dos Capitals há bastante tempo. Em dezembro, o time apenas confirmou que o seu sucesso veio para ficar, vencendo 10 das 14 partidas disputadas no mês, somando um total de 51 pontos que os manteve no topo da tabela.

    Novo ano, ainda mais êxito para o time de Washington. Em janeiro de 2018, a equipe conquistou seis vitórias em 10 jogos, e apenas duas derrotas em overtime. Estas que ainda resultaram em um ponto cada para a equipe.

    Porém em fevereiro, o time se deparou com mais uma pedra no caminho. Apesar do número de derrotas em tempo regulamentar (6) não ter ultrapassado o número de derrotas na tabela (6), a equipe viu seu desempenho cair outra vez. As derrotas, que resultaram em grandes placares para seus oponentes, registraram o maior percentual de gols sofridos que o Washington teve durante a temporada 2017-18. 

    No entanto, ainda sim conseguiram registrar um total 14 pontos, mantendo-se na zona de classificação para os playoffs

    Em março, a tempestade que parecia tomar conta da equipe chega ao fim, e as boas atuações retornam. Foram 10 vitórias conquistadas em 14 jogos, grandes atuações por parte dos goleiros Holtby e Grubauer. O ótimo desempenho resultou em dois shutouts para Grubauer, enquanto Holtby registrou 1. 

    Com a entrada do mês de abril, o Washington por fim finalizou a temporada regular 2017-18. Adquirindo 105 pontos na tabela, o time venceu a Divisão Metropolitana pela terceira vez consecutiva e ocupou a sexta posição no overall da Liga. 

    Portanto, com a passagem do time já garantida para a pós-temporada, agora restava apenas acompanhar o seu desfecho na competição.

    Destino: os playoffs

    O primeiro desafio dos Capitals nos playoffs foi o confronto contra o Columbus Blue Jackets. Assim como na temporada regular, Washington não iniciou sua estadia na pós-temporada da melhor maneira, tendo perdido as duas primeiras partidas da série em casa. 

    Porém, a equipe se redimiu ao vencer as duas partidas seguintes em Ohio e, na sequência, ampliou a vantagem na própria arena mais duas vezes. Com as vitórias da partidas cinco e seis, o time da capital americana derrotou o Columbus em 4 jogos e avançou para a próxima etapa.

    Com a classificação para o segundo round em mãos, agora restava aos Capitals derrotar o atual campeão na época, o Pittsburgh Penguins, para seguir na competição.

    O confronto se tornou ainda mais importante para Washington devido à eliminação na temporada passada pelo próprio Pittsburgh, coincidentemente também no segundo round. Ou seja, essa era a chance que os Caps possuiam de se redimir pelos erros passados e provar que mereciam um lugar na Final. 

    Apesar da derrota para o oponente na primeira partida da série, Washington recuperou-se para vencer os dois jogos seguintes. No entanto, os Penguins se colocam outra vez na competição ao vencer a quarta partida, empatando assim o round. A vitória conquistada no quinto jogo deu novamente a vantagem aos Capitals, e os aproximam ainda mais da classificação. 

    A casa lotada do Pittsburgh no Jogo 6 não foi o suficiente para assustar o Washington. Após três períodos regulares e um overtime, os Caps levaram a melhor, e após 20 anos, se classificam  para a Final de Conferência. 

    So close yet so far

    Um round. Era isso que separava os Capitals da Final da Stanley Cup. Tendo como oponente o Tampa Bay Lightning, o time entendia que o desafio não seria nada fácil. Foi por isso que, já no primeiro jogo, os Capitals decidiram ditar o ritmo da série, ganhando a partida e saindo em vantagem. Tal qual que acaba se estendendo com a vitória no segundo jogo. 

    Porém, a boa fase do time de Washington acabou decaindo no jogo três. A partir daqui, o time viu o oponente empatar a série e, em sequência, colocar-se à frente, garantindo vitória em três partidas. Portanto, o Jogo 6 seria tudo ou nada para o Washington. 

    A equipe voltou então para casa. Apesar de Tampa Bay ter se mostrado um grande desafio, os Capitals, usando como combustível o apoio da própria torcida, conseguiram dominar grande parte da partida. Assim, após três períodos, a equipe venceu a partida e deixou o round empatado. 

    Não existe Jogo 7 de uma Final de Conferência sem emoção, e foi exatamente isso que os Capitals proporcionaram aos fãs de hockey. Mostrando dominância nos três períodos, o Washington Capitals marcou quatro gols, venceu a partida e, após 20 anos, faz história ao se classificar para a Final da Stanley Cup.

    Após três rounds vitoriosos, o último desafio do Washington Capitals seria o Vegas Golden Knights. O time acabou sendo surpreendido, e foi derrotado na primeira partida em um placar de 6 a 2 para seu oponente. No entanto, apesar de mostrar grande desempenho, essa seria a única vitória do Vegas na série. Os Capitals venceram a segunda partida na casa dos Golden Knights, e as outras duas seguintes em sua arena. 

    Por fim, campeões da Stanley Cup

    Uma vitória era o que bastava para que Washington levantasse a Stanley Cup. Com isso em mente, assim como o apoio do seus torcedores, o time viajou para Las Vegas com intuito de finalizar a série no quinto jogo e garantir o troféu tão esperado pela equipe. 

    Após um período inteiro sem marcar, Jakob Vrana abriu o placar para Washington no início do segundo tempo. Com o gol de Nate Schmidt para Vegas empatando a partida, o capitão, Alex Ovechkin, se viu na obrigação de mudar o jogo, e colocou seu time à frente do placar novamente. Mesmo com os Golden Knights marcando mais duas vezes na segunda etapa, foram os Capitals quem mostraram dominância no restante da partida.

    Devante-Smith Pelly colocou o time no jogo outra vez, logo no início do terceiro e, em seguida, seu companheiro de equipe, Lars Eller, fez o mesmo, deixando os Capitals à frente do placar pela terceira vez. 

    Faltando menos de oito minutos para o fim do jogo, a única coisa que Washington precisava fazer era segurar o placar, e foi isso o que aconteceu.

    Assim, após oito longos minutos, o juiz apitou o fim da partida, e diante de uma T-Mobile Arena lotada, o Washington Capitals se tornou campeão da Stanley Cup. Um marco para a equipe, que conquistou o primeiro troféu de sua história. 

    Alex Ovechkin foi quem faturou o Conn Smythe Award, considerado portanto o MVP dos playoffs. Título merecido, já que o capitão foi uma peça essencial na conquista do time. Além de líder em gols, o jogador ainda foi o segundo com mais assistênciaspelo time nos playoffs, ficando atrás apenas de Kuznetsov. 

    Após a vitória em Vegas, era o momento do time comemorar o merecido campeonato. Eles voltaram para casa com o troféu e celebraram em grande estilo: um desfile que levou cerca de 1 milhão de fãs às ruas de Washington, e nos trouxe memórias históricas (é quase impossível esquecer Ovechkin e companhia celebrando em uma fonte em Georgetown Waterfront).

    Este foi o único título que o time conquistou na década, mas a quantidade de títulos não diminui o grande elenco que Washington formou ao longo dos anos, e que ainda tem muito potencial para novas conquistas. Se depender da vontade de Alex Ovechkin e companhia, ainda veremos o time levantar outra Cup.

  • No More Trades

    No More Trades

    Finalmente teremos um pouco de paz com o fim da janela de trocas, que aconteceu hoje às 3:00 EST (17:00 no horário de Brasília). Se você estava trabalhando e não está sabendo o que aconteceu, vamos ao último post sobre trocas até o fim da temporada. Os outros podem ser encontrados aqui. 🙂

    DE 22 A 25 DE FEVEREIRO:

    NEW JERSEY E NEW YORK

    Na primeira troca feita entre os times na história, Michael Grabner mudou para o outro lado do Hudson, e foi dos Rangers para os Devils. Esse é o último ano do contrato de Grabner, que pode se tornar um free agent em 1º de Julho. Ele marcou 25 gols nos 59 jogos em que participou nessa temporada. Para que ele fosse para Jersey, os Devils cederam o prospect Yegor Rykov e uma escolha de segunda rodada no draft deste ano. Para os Rangers, que estão na busca pela formação de um time jovem, Rukov pode ser muito interessante. O russo foi escolhido na quinta rodada do draft de 2016, pelos Devils, mas atualmente joga nos St. Petersburg SKA, da KHL. Ele deve continuar na Rússia até abril de 2019, quando acaba seu contrato, e já marcou 2 gols e 12 assistências nos 51 jogos em que esteve presente pela KHL.

     

    PITTSBURGH, OTTAWA E VEGAS

    Uma troca tripla aconteceu na sexta-feira. Numa das trocas mais complexas já feita pelo GM Jim Rutherford, ele adquiriu para os Penguins o central Derick Brassard e dois prospects, Vincent Dunn e Tobias Lindberg, além de uma escolha de terceira rodada no draft deste ano, vinda dos Sens.

    Para os Senators, foram o defensor Ian Cole e o goleiro prospect Filip Gustavsson, além de duas escolhas em drafts, uma de primeira rodada este ano, e uma de terceira em 2018. Vegas conseguiu Ryan Reaves e uma escolha na quarta rodada esse ano. Além disso, os Golden Knights vão reter 40% do salário de Brassard até o fim dessa temporada. Esse é o quarto de cinco anos de contrato dele, que recebe cerca de 5 milhões de dólares por ano. A intenção de Rutherford é montar um time para agora e não para o futuro, por isso deu tantos jogadores novos nessa troca. Brassard parece uma ótima escolha para os Pens, que querem buscar a terceira Stanley Cup consecutiva. Ele já marcou 22 gols e 33 assistências nos 78 jogos de playoffs que participou. Ainda, o jogador e o técnico Mike Sullivan já são conhecidos da época em que Sullivan era assistente nos Rangers.

    Já os Sens ficam com Cole, que está no final de seu contrato e pode se tornar UFA em 1º de Julho. Ottawa também está de olho no goleiro prospecto Gustavson, que joga na SHL e foi um dos melhores goleiros no World Junior Championship, que aconteceu no começo deste ano.

    Vegas levou para casa o enforcer Ryan Reaves, que além dos 84 minutos no penalty box, também teve gols e quatro assistências em 58 jogos nessa temporada.

     

    EDMONTON E NEW YORK

    Os Isles pegaram o defensor Brandon Davidson dos Oilers em troca de uma escolha de terceira rodada no draft de 2019. Davidson esteve em apenas 36 jogos nessa temporada e fez 5 pontos. Os Isles escolheram o defensor para melhorar o time que está buscando uma vaga nos playoffs, além de dar possibilidades para o time em relação a salary cap, já que o jogador pode se tornar um free agent em julho

     

    BOSTON E NEW YORK

    Rick Nash foi para os Bruins. Os Rangers, no entanto, conseguiram em troca três jogadores e duas escolhas. São eles os atacantes Matt Beleskey e Ryan Spooner, o defensor Ryan Lindgren, e a escolha da primeira e sétima rodada este ano.

    Nash está no último ano de um contrato de oito que ele tinha e pode se tornar free agent no início de julho. Essa é sua 15ª temporada na NHL e ele já fez 799 pontos em mais de mil jogos.

    Além de Nash, os Bruins assinaram com Brian Gionda por um ano. O GM dos Bruins acredita que com Nash a equipe pode conseguir uma outra dimensão nas partidas, já que o atacante tem habilidade de chegar em locais de difícil acesso no jogo conforme a temporada avança. Para o jogador a troca é positiva, já que os Bruins eram o primeiro time em sua lista quando soube que seria trocado até o fim da deadline

    Para os Rangers, Spooner parece ser o jogador perfeito, pois que ele consegue jogar nas três posições do ataque, é um bom patinador e ainda bom em power plays. Já Beleskey continuará na AHL por enquanto.

     

    TORONTO E MONTREAL

    Finalmente Plekanec partiu de Montreal, e foi direto para os Leafs. Toronto o conseguiu junto com Kyle Baun, e enviou em troca Kerby Rychel e Rinat Valiev, além da escolha de segunda rodada no draft deste ano.

    Plekanec estava no time desde que foi draftado em 2001, mas já sabia que seria trocado depois de não ser escalado para o jogo de sábado. O jogador fez 24 pontos nesta temporada, e 605 em toda carreira. Plekanec se torna um free agent em primeiro de julho e não descarta a possibilidade de voltar para os Canadiens.

     

    COLUMBUS E NASHVILLE

    Os Blue Jackets conseguiram Mark Letestu em troca de uma escolha de quarta rodada. Letestu estava nos Oilers, mas Nashville levou o jogador em troca de Pontus Alberg, para então o oferecerem a Columbus.

    Letestu já jogou nos Blue Jackets entre 2011 e 2015, e recentemente havia comprado uma casa para passar as férias com a família em Columbus. Para a equipe, Letestu trará experiência, já que os Blue Jackets são um dos times mais novos da NHL atualmente. A ideia é que o jogador contribua para a corrida pelos playoffs nessa temporada, mas não existem promessas feitas depois disso, dado que ele se torna free agent em Julho.

     

    NASHVILLE E SAN JOSE

    Brandon Bollig e Troy Grosenick sairam da costa oeste direto para os Preds (ou para Milwaukee), que deram a escolha de sexta rodada no draft esse ano. Bollig fazia parte do time dos Blackhawks que ganhou a SC em 2013, mas jogou na AHL nessa temporada. Já Grosenick jogou apenas dois jogos pela NHL com os Sharks durante sua carreira.

     

    26 DE FEVEREIRO (DEADLINE):

    COLUMBUS E OTTAWA

    Ian Cole foi para os Blue Jackets, que mandaram em troca o atacante Nick Moutrey e uma escolha de terceira rodada do draft em 2020. Cole, que havia sido trocado na sexta feira para os Sens, agora faz parte do time de Columbus, que hoje possui a segunda vaga de wild card na Conferência Leste. O jogador ajudou Pittsburgh a ganhar as últimas duas Stanley Cups e leva consigo experiência, além de ótimas técnicas pra o time. 

     

    NASHVILLE E CHICAGO

    Ryan Hartman se despede de Chicago e vai para os Preds, que também conseguiram uma escolha de quinta rodada no draft deste ano em troca de Victor Ejdsell, uma escolha de primeira e outra de quarta rodada, também de 2018.

    Os Preds continuam em primeiro na Divisão Central e trouxeram Hartman por sentir que o jogador se adaptaria facilmente ao time e seria alguém a contribuir nos playoffs. Além disso, eles também assinaram com Fisher hoje (26) mais cedo. Todas as mudanças que Nashville fez foram pensadas exclusivamente para melhorar o elenco e suas chances na briga pela taça.

    WINNIPEG E ST. LOUIS

    Os Jets conseguiram Paul Stastny em troca da escolha de primeira rodada deste ano e os direitos do atacante Erik Foley. Com 32 anos, Stastny fez 40 pontos nesta temporada e pode se tornar um free agent em julho. Os Jets esperam que o atacante melhore o time com sua boa média de vitórias em face-offs, além do ótimo potencial de ataque, importante para os Jets, que estão na segunda posição da Divisão Central.

    VANCOUVER E VEGAS

    Depois de pegar Brendan Leipsic dos Leafs no trade de expansão ano passado, os Golden Knights o trocaram com os Canucks. O Jogador pode se tornar free agent apenas no final da temporada que vem. Já Philip Holm está no fim do seu contrato atual, que termina em julho como a maioria, e agora faz parte dos Golden Knights. A estreia do jogador na liga foi na sexta-feira, justamente contra Vegas. Até então ele estava na AHL.

     

    ANAHEIM E NEW YORK

    Jason Chimera foi para os Ducks em troca do atacante Chris Wagner, que passa a fazer parte do New York Islanders.

    Chimera já participou de 69 jogos de playoffs e fez 29 pontos neles. Seu contrato termina em julho, quando ele pode se tornar um free agent. Wagner também pode se tornar free agent em julho, e fez 15 pontos nessa temporada.

     

    WINNIPEG E MONTREAL

    O Jets trocaram uma escolha de quarta rodada em 2018 pelo defensor Joe Morrow dos Canadiens. Com isso, Winnipeg mandou Nic Petan e Tucker Poolman para o Manitoba Moose, da AHL. Morrow foi draftado por Pittsburgh na primeira rodada de 2011, e já esteve em cinco jogos de playoffs enquanto estava nos Bruins.

     

    CALGARY E OTTAWA

    Nick Shore foi para os Flames em troca de uma escolha de sétima rodada em 2019. Shore já havia sido trocado no dia 14 deste mês por Los Angeles, e agora vai para Calgary, onde o GM acredita que ele irá desenvolver seu potencial. Segundo Treliving, Shore pode muito mais do que os números que ele dá, e o time precisava de um centro-direita e acharam este o melhor custo-benefício para a equipe.

     

    COLUMBUS E ARIZONA

    Jordan Maletta saiu dos Coyotes para os Blue Jackets no lugar de Ryan Kujawinski, que passa a ser do Arizona. Ambos os jogadores devem ir para os times afiliados na AHL.

     

    MONTREAL E MINNESOTA

    Mike Reilly agora faz parte do elenco de Montreal, e o Wild recebeu por ele uma escolha de quinta rodada no draft de 2019. Reilly participou de 38 jogos e fez 10 pontos nessa temporada, e pode se tornar um free agent em julho.

     

    PITTSBURGH E CAROLINA

    Josh Jooris conseguiu seis pontos com os Hurricanes e agora vai para o afiliado dos Penguins na AHL, enquanto Greg McKegg vai para os Canes. McKegg pode ajudar a equipe a conseguir uma vaga nos playoffs, levando a experiência de ter passado por diversos times até hoje.

     

    COLUMBUS E VANCOUVER

    Thomas Vanek foi para os Blue Jackets no lugar de Tyler Motte e Jussi Jokinen, que foram para os Canucks. O GM de Columbus espera com isso conseguir melhorar a marcação de gols e o power play do time, que está tentando segurar a vaga nos playoffs.

     

    SAN JOSE E BUFFALO

    Evander Kane agora faz parte dos Sharks. Em seu último ano de contrato, Kane pode se tornar free agent em julho. O atacante dos Sharks, Joe Pavelski, disse estar empolgado em jogar com Kane novamente (os dois eram parceiros na KHL) porque ele possui um jogo duro. Para o GM de San Jose, Evander Kane é um dos melhores jovens atacantes e possui uma combinação única de força, tamanho, velocidade e habilidade, que pode ajudar a equipe ao mesmo tempo que esta ajuda o jogador a chegar em sua melhor forma.

     

    NASHVILLE E ARIZONA

    Os Preds conseguiram Tyler Gaudet e John Ramage em troca de Trevor Murphy e Pierre-Cedric Labrie. Os jogadores devem entrar para as equipes da AHL de seus respectivos times afiliados. 

     

    EDMONTON E NEW JERSEY

    No final de seu contrato, Patrick Maroon foi trocado dos Oilers para os Devils, que receberam uma escolha de terceira rodada no draft de 2019 e o prospect J.D. Dudek, que está em sua terceira temporada em Boston College.

     

    VEGAS E DETROIT

    Tomas Tatar passa a fazer parte dos Golden Knights em troca de uma escolha de primeira rodada no draft de 2018, uma escolha de segunda no do ano que vem e uma de terceira em 2021. Com 28 pontos na temporada até agora, Tatar tem contrato até meados de 2021.

     

    BOSTON E CHICAGO

    Tommy Wingels agora faz parte dos Bruins. O atacante já participou de 54 jogos na pós temporada e conseguiu marcar dois gols e seis assistências neles. Em troca, os Blackhawks recebem uma escolha condicional de quinta rodada em 2019. Se Boston conseguir passar do primeiro round de playoffs nesse ano ou se assinar um contrato com Wingels, a escolha passa a ser de quarta rodada.

     

    NEW YORK E COLORADO

    Os Rangers conseguiram o defensor Chris Bigras, dos Avs, que adquiriram Ryan Graves e já anunciaram que ele será colocado no Rampage, afiliado do time.

     

    TAMPA E NEW YORK

    Depois de muita especulação e negociação os Rangers finalmente concordaram com a troca envolvendo Ryan McDonagh. O defensor agora vai para os Bolts junto com J.T Miller. Já os Rangers vão receber Vladislav Namestnikov e os prospects Libor Hajek e Brett Howden, além de uma escolha de primeira rodada no draft deste ano e uma condicional para o ano que vem.

    McDonagh ainda tem um ano restante em seu contrato e deve ficar em Tampa pelo menos até o fim da próxima temporada. O, agora, ex-capitão dos Rangers fez 26 pontos em 49 jogos nessa temporada, e 41 pontos em 96 jogos de pós-temporada.

    Miller começou a carreira nos Rangers e já fez 172 pontos nos 341 jogos que participou pelo time. Namestnikov também começou nos Bolts e está no fim de seu contrato, quando poderá se tornar um free agent. Ele tem 44 pontos em 63 jogos na temporada atual.

     

    Por fim, uma das trocas mais esperadas não ocorreu. Erik Karlsson continua no Ottawa Senators por enquanto. Alguns times tentaram conquistar o capitão dos Sens, mas não obtiveram sucesso. Fontes próximas ao jogador disseram que ele gostaria de se aposentar nos Sens, mas como seu contrato termina no meio do ano, e ele está longe de se aposentar, ninguém sabe ao certo o que será do futuro do jogador. Mas pelo menos até o fim da temporada ele permanece nos Senators.

  • Divisão Pacífica vence o All-Star Game 2018

    Divisão Pacífica vence o All-Star Game 2018

    O time da Divisão Pacífica, liderado por Connor McDavid (Oilers), foi o grande vencedor do All-Star Game que aconteceu em Tampa neste fim de semana. Os destaques foram para Rickard Rakel (Ducks) e o novato Brock Boeser (Canucks), eleito MVP do jogo, o primeiro na história da franquia de Vancouver.

    1º jogo: Central 2 x 3 Pacífica

    A primeira partida foi entre as divisões Pacífica e Central, e terminou 3 a 2 para a equipe de McDavid. Nathan MacKinnon (Avalanche) abriu o placar para a Divisão Central em um primeiro período disputado, mas na segunda parte do jogo Drew Doughty (Kings) e James Neal (Golden Knights) viraram para a Pacífica. P.K. Subban (Predators) ainda conseguiu um empate, mas mesmo assim não foi suficiente para segurar a divisão campeã que definiu o jogo com um gol de Boeser (Canucks).

    2º jogo: Metropolitana 4 x 7 Atlântica

    O segundo jogo foi entre a Divisão Metropolitana e a Divisão Atlântica, que venceu a partida por 7 a 5. O capitão da Metropolitana, Alexander Ovechkin (Capitals), deu assistência para Sidney Crosby (Penguins) abrir o placar, mas não demorou muito para Auston Matthews (Maple Leafs) deixar tudo igual. Ainda no primeiro período, Claude Giroux (Flyers) e Ovechkin marcaram para a divisão Metropolitana, contudo, no finalzinho da etapa, Nikita Kucherov (Lightning) diminuiu para a Atlântica.

    Na segunda parte do jogo, Kucherov começou empatando o placar, mas Kris Letang (Penguins) deixou o dele para a Metropolitana. Brayden Point (Lightning) empatou em seguida, e Jake Eichel deixou a divisão Atlântica na frente pela primeira vez. Brad Marchand (Bruins) e Kucherov ainda tiveram tempo de marcar, este último realizando um hat trick no All-Star Game e levando o time para a final.

    FINAL: Atlântica 2 x 5 Pacífica

    Apesar de ter a torcida a seu favor, a Divisão Atlântica foi dominada pela Pacífica desde o início. Rickard Rakell (Ducks) marcou o primeiro gol e não demorou para Boeser aumentar a vantagem para 2 a 0. Mike Green (RedWings) diminuiu para a Altântica, e Doughty fechou o primeiro período com 2 gols de vantagem para a Pacífica.

    O segundo período mais uma vez foi dominado pela divisão vencedora do Jogo das Estrelas 2018. Johnny Gaudreau (Flames) marcou para a Pacífica e Mike Green diminuiu para a Atlântica, mas o time da casa não estava com sorte. Rakell marcou mais uma vez fechando o jogo em 5 a 2 e garantindo o All-Star Game (e o prêmio de 1 milhão de dólares) para a Divisão Pacífica.

     

    All-Star Skills Competition

    O All-Star Weekend também foi marcado pelas competições de habilidades que aconteceram no sábado (27) à noite. Neste ano, o evento contou com seis modalidades e uma diferença na premiação: o prêmio foi individual para cada atleta vencedor, no valor de 25 mil dólares.

    Abaixo os participantes e vencedores de cada competição:

    Shooting Accuracy

    Brian Boyle (New Jersey Devils)

    Blake Wheeler (Winnipeg Jets)

    James Neal (Vegas Golden Knights)

    Brock Boeser (Vancouver Canucks)

    Brad Marchand (Boston Bruins)

    Anze Kopitar (Los Angeles Kings)

    Sidney Crosby (Pittsburgh Penguins)

    Steven Stamkos (Tampa Bay Lightning)

    Fastest Skater

    Brayden Point (Tampa Bay Lightning)

    Zach Werenski (Columbus Blue Jackets)

    Rickard Rakell (Anaheim Ducks)

    Noah Hanifin (Carolina Hurricanes)

    Josh Bailey (New York Islanders)

    Nathan MacKinnon (Colorado Avalanche)

    Jack Eichel (Buffalo Sabres)

    Connor McDavid (Edmonton Oilers)

    Passing Challenge

    Nikita Kucherov (Tampa Bay Lightning)

    Claude Giroux (Philadelphia Flyers)

    Brayden Schenn (St. Louis Blues)

    Oliver Ekman-Larsson (Arizona Coyotes)

    Eric Staal (Minnesota Wild)

    Alex Pietrangelo (St. Louis Blues)

    Kris Letang (Pittsburgh Penguins)

    Drew Doughty  (Los Angeles Kings)

    Save Streak

    Henrik Lundqvist (New York Rangers) x Central Division

    Connor Hellebuyck (Winnipeg Jets) x Pacific Division

    Pekka Rinne (Nashville Predators) x Metropolitan Division

    Marc-Andre Fleury (Vegas Golden Knights) x Atlantic Division

    Andrei Vasilevskiy (Tampa Bay Lightning) x Central Division

    Puck Control Relay

    Johnny Gaudreau (Calgary Flames)

    Aleksander Barkov (Florida Panthers)

    Erik Karlsson (Ottawa Senators)

    John Tavares (New York Islanders)

    Connor McDavid (Edmonton Oilers)

    Auston Matthews (Toronto Maple Leafs)

    Tyler Seguin (Dallas Stars)

    Patrick Kane (Chicago Blackhawks)

    Hardest Shot

    John Klingberg (Dallas Stars)

    Alex Ovechkin (Washington Capitals)

    P.K. Subban (Nashville Predators)

    Brent Burns (San Jose Sharks)

    Steven Stamkos (Tampa Bay Lightning)

    O All Star Weekend de 2019 já tem local: ele irá acontecer em San Jose, onde os Sharks irão receber o evento na SAP Center.

     

    Foto Reprodução: Getty Images / Mike Ehrmann

  • 2018 World Juniors: Canadá campeão sobre a Suécia; EUA medalhista pelo 3º ano seguido

    2018 World Juniors: Canadá campeão sobre a Suécia; EUA medalhista pelo 3º ano seguido

    Depois de quase duas semanas de fortes emoções, o Mundial Sub-20 de Hockey 2018 da IIHF chegou ao fim na noite de ontem (5), com o Canadá levando o ouro pela 17ª vez em uma partida eletrizante contra a Suécia.

    Tyler Steenbergen quebrou o empate com menos de dois minutos para o final do tempo regulamentar, ao desviar um passe de Connor Timmins direto para o gol. O atacante, escolha de 5º round dos Coyotes no draft de 2017, tinha até então sido o jogador com menos tempo de jogo durante toda a competição, e ainda assim não poderia ter aproveitado melhor os poucos minutos que teve no gelo na decisão de ontem à noite. Quase 30 segundos depois, Alex Formenton marcou no empty net para dar de fato a vitória ao Canadá por 3-1.

    A partida foi equilibrada do início ao fim, o que era de se esperar com as duas melhores equipes desta edição se enfrentando pelo título. Após 20 minutos de boas chances, mas nenhum gol, os canadenses tomaram a frente no começo do segundo período, com Dillon Dube no contra-ataque. Foi a primeira vez no torneio que a Suécia ficou atrás no placar.

    Não só os suecos neutralizaram o power play canadense nas seis oportunidades que tiveram, como ainda empataram o jogo na desvantagem numérica, com um gol do prospecto dos Blackhawks, Tim Soderlund, aos 13:07 do segundo período. Linus Lindstrom e Erik Brannstrom ficaram com as assistências.

    Durante toda a noite os goleiros não tiveram folga e trabalharam duro até o fim. Os suecos tiveram ao todo 36 tiros a gol, dos quais Carter Hart não segurou apenas um, e acabou nomeado jogador da partida pelo Canadá. Do outro lado, Filip Gustavsson fez 25 defesas.

    A Suécia segue com apenas dois ouros na competição, o último em 2012, quando venceu a Rússia por 1-0 no OT, em Calgary, no Canadá. Desde então, teve que se contentar com a prata em três ocasiões: 2013, 2014 e agora, em 2018. A equipe canadense, por sua vez, leva seu título de número 17 e pode superar, enfim, a derrota nos shootouts que sofreu no ano passado, em casa, para os Estados Unidos.

    Na mesma noite, um pouco mais cedo, os EUA atropelaram a República Tcheca e ficaram com o bronze. O placar final foi 9-3 para o time da casa, que pôde deixar o torneio num clima bem melhor que da noite anterior, após a derrota para a Suécia por 4-2 na semifinal.

    Do lado americano, Trent Frederic, escolha de 1º round do Boston Bruins no draft de 2016, marcou nada menos que 4 gols. O atacante de 19 anos passou perto de igualar o recorde de Wally Chapman em 1984 por mais gols em uma partida durante o torneio (5). Kieffer Bellows (19ª escolha, 2016 – Islanders) teve dois gols e uma assistência, tornando-se o artilheiro dos EUA nessa campanha, com 9 gols, e ultrapassando a marca de Jeremy Roenick (8 gols no torneio de 1989 em Anchorage, Alaska).

    Joey Anderson (73ª escolha, 2016 – Devils), Patrick Harper (138ª escolha, 2016 – Predators) e Ryan Poehling (25ª escolha, 2017 – Canadiens) completaram o placar para os Estados Unidos, com um gol cada. O goleiro Jake Oettinger, prospecto do Dallas Stars, terminou a partida com 28 defesas.

    Radovan Pavlik, Martin Kaut e Daniel Kurovsky marcaram os 3 gols da equipe tcheca. O goleiro Josef Korenar permitiu 3 gols em 16 tiros e foi logo substituído por Jakub Skarek, apenas para retornar mais tarde, no terceiro período, após Skarek levar 4 dos americanos.

    Surpreendendo contra a Rússia e a Finlândia na primeira etapa da competição, os tchecos ainda têm do que se orgulhar desta campanha em Buffalo. Apesar de terem sofrido duas derrotas ruins em duas noites (a equipe perdeu de 7-2 do Canadá na semifinal), este foi o melhor resultado do país desde 2005, quando levaram o bronze sobre os Estados Unidos.

    Campeões no ano passado, e terceiro lugar também em 2016, esse é o terceiro ano seguido dos americanos com uma medalha no Mundial Sub-20, a maior sequência do país no torneio. A equipe ainda se tornou a primeira a vencer um jogo ao ar livre no WJC, de virada sobre o próprio Canadá, por 4-3. Mesmo não chegando a mais um ouro, como muitos esperavam, os EUA tiveram uma performance notável e foram um time divertido de se acompanhar ao longo da competição.

    Em 2019, o IIHF World Junior Championship acontece no Canadá, nas cidades de Vancouver e Victoria, na Colúmbia Britânica. Será a 43ª edição do evento, e a 13ª vez que os canadenses sediam a competição. A Bielorrússia, rebaixada após a derrota na quinta-feira para a Dinamarca, deixa a vaga para o Cazaquistão no próximo ano, que chega pela primeira vez desde 2009 na divisão de elite do Mundial.

     

    Foto Reprodução/IIHF.com