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  • Para quem torcer nestas Olimpíadas de Inverno

    Para quem torcer nestas Olimpíadas de Inverno

    Com as Olimpíadas de inverno em Pequim se aproximando, nada melhor do que um quiz para descobrir qual a melhor seleção masculina de hockey para torcer nesta disputa pela medalha de ouro.

    Dentre as opções temos as seleções mais conhecidas e de tradição como Estados Unidos, Canadá, ROC (nome da Rússia nas competições esportivas), Alemanha, Finlândia. E também temos as menos conhecidas que podem mostrar bons jogadores e nos surpreender como Latvia, China, Dinamarca, Suécia.

    Vem descobrir para qual seleção você pode mostrar o seu apoio.

     

  • 2022 World Junior Championship

    2022 World Junior Championship

    Como já sabemos, em dezembro acontece o Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF. Os fãs de hóquei aguardam ansiosamente por este evento: uma tradição de férias que tem ganhado popularidade desde seu primeiro torneio oficial em 1977. Depois de ser disputado em uma arena vazia em Edmonton no ano passado, o torneio estava de volta à Edmonton (CAN) e Red Deer (CAN), onde era disputado diante de pelo menos parte das torcidas de cada equipe. Inicialmente, o torneio estava programado para ser em Gotemburgo, na Suécia, mas por conta da COVID, a IIFH preferiu manter os mesmos locais do ano passado. Os jogos foram disputados no Rogers Place, casa dos Edmonton Oilers, e no ENMAX Centrium, casa dos Red Deer Rebels.

    Dez equipes iriam competir entre si pela taça durante o período entre 26 de dezembro de 2021 e 5 de janeiro 2022 — quando aconteceria a final da competição. Porém, ontem (29)  tivemos a notícia do cancelamento do restante do evento, devido aos casos de COVID 19 nas equipes.

    Os países que estavam na disputa do World Junior de 2022 eram: Canadá, Finlândia, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Rússia, Suécia, Estados Unidos, República Czechia e Áustria. Divididos em dois grupos, os países contam com jogadores de até 20 anos de idade que se destacaram em seus respectivos times de ligas como a KHL (liga russa), a SHL (liga sueca) e a NCAA (hóquei universitário).

    Normalmente, haveria um time rebaixado no final do torneio do ano anterior. No entanto, devido às circunstâncias diferentes com a pandemia, o time que teria sido rebaixado ainda poderia participar do torneio deste ano. Essa equipe teria sido a Áustria que terminou em 10º em 2021. Se as regras originais estivessem em vigor outra equipe seria promovida ao grupo principal. Este ano a Austria permanece e eles têm mais uma oportunidade de competir.

    O Grupo A teve sede em Edmonton e incluiu Canadá, Finlândia, Alemanha, República Tcheca e Áustria. O Grupo B esteve baseado em Red Deer e foi composto por EUA, Rússia, Suécia, Eslováquia e Suíça.

    A equipe dos EUA foi para o torneio buscando defender o seu título como atuais campeões, com uma equipe de peso pronta para brigar por uma vaga nas semi, incluindo um número considerável de jogadores prontos para o draft de 2022. O Canadá ficou aquém de um torneio perfeito no ano passado, mas conquistou um novo elenco forte, enquanto buscava por revanche pelo segundo lugar do ano passado. Ambas as equipes ficaram sem seus membros-chave do ano anterior, mas existe muito talento nestes novos times.

    William Eklund vinha como uma força motriz, já que a Suécia parece ter se recuperado do resultado decepcionante de 2021, onde acabou perdendo nas quartas-de-final. Eklund perdeu o torneio do ano passado depois de um teste positivo para COVID-19 e parecia ser um dos líderes da Suécia este ano. A Rússia também é outra equipe que teve um final decepcionante no ano anterior, onde mesmo com um grupo talentoso, que inclui o goleiro Yaroslav Askarov, conseguiu apenas disputar a terceira colocação. Para este ano a equipe tinha uma boa perspectiva com o jovem fenômeno Matvei Michkov, que certamente é um às na manga.

    Outra seleção que foi para o torneio em busca da conquista é a da Alemanha, que mesmo com um ano passado difícil devido à um surto de COVID-19 na equipe, chegou mais uma vez com o seu líder Tim Stützle e esperava se recuperar da eliminação do ano passado nas quartas-de-finais. 

    Alguns jogadores que merecem ser observados

    Equipe Canadá – Owen Power

    foto: reprodução/theathletic.com

    Parece que Owen Power tem algo a provar nesta temporada. Na primavera passada, os Buffalo Sabres ficaram com uma difícil decisão sobre sua primeira escolha geral do draft. E ao contrário de muitos drafts, não havia um super favorito e sim até cinco jogadores diferentes chamando a atenção ao longo do ano para serem first pick. No final, os Sabres escolheram Power, um gigantesco defensor da Universidade de Michigan.

    Finalmente, após um ano de interrupções e atrasos, os fãs poderão ver do que Power é capaz. Mas esta não é a primeira vez que ele joga internacionalmente pelo Canadá, o defensor de 1,80 m de altura, vestiu o uniforme de folha de bordo no final da temporada passada (2020-21) no Campeonato Mundial de Hóquei, onde foi um dos jogadores mais jovens do torneio. Contra alguns jogadores com quase o dobro de sua idade, ele teve um desempenho notável, somando três pontos em 10 jogos, enquanto os canadenses conquistaram sua primeira medalha de ouro desde 2016.

    Equipe EUA – Sasha Pastujov

    foto: reprodução/dobberprospects.com

    A seleção mundial de juniores dos Estados Unidos tem apenas seis jogadores que estavam na disputa de 2021 e apenas três destes são atacantes. Isso os coloca em desvantagem na busca pela segunda medalha de ouro consecutiva; a experiência pode significar a diferença entre ganhar uma medalha e voltar para casa mais cedo. Sem Trevor Zegras e Alex Turcotte, os americanos precisarão encontrar contribuintes ofensivos significativos de seu grupo de recém-chegados. Felizmente, eles têm um dos melhores artilheiros da Ontario Hockey League em sua lista: Sasha Pastujov.

    A equipe dos EUA geralmente não conta com jogadores canadenses, mas principalmente das equipes universitárias e do Programa de Desenvolvimento Nacional dos Estados Unidos (USNDP). No entanto, se Pastujov tivesse seguido seu plano inicial, ele estaria baseado nos Estados Unidos; ele patinou pelo USNDP por duas temporadas e se comprometeu com a Notre Dame. No entanto, tudo mudou quando os Anaheim Ducks o recrutaram na terceira rodada do Draft de 2021 e, surpreendentemente, assinaram com ele um contrato básico menos de um mês depois. Isso o tornou inelegível para jogar hóquei universitário, então ele optou por se juntar ao Guelph Storm da OHL para a temporada 2021-22.

    Apesar das surpresas, Pastujov tem sido um dos melhores jogadores do campeonato. Em 26 jogos da OHL, o lateral tem 20 gols e 35 pontos. Ele tem sido indiscutivelmente o melhor jogador do Storm, ajudando-os a chegar ao primeiro lugar em sua divisão.

    Equipe Suécia – William Eklund

    foto: reprodução/ theplayoffs.com.br

    Nenhum jogador está mais preparado para o Mundial de Juniores de 2022 do que William Eklund. Ele foi um dos vários suecos a perder o torneio de 2021 depois de contrair o COVID-19, roubando-o de sua estreia na categoria sub-20. Sem dúvida desanimado, ele voltou à Liga Sueca de Hóquei (SHL), terminando sua primeira temporada completa no campeonato com 23 pontos em 40 jogos, o segundo maior total para um jogador sub-20. Isso o tornou um favorito entre os cinco primeiros no Draft da NHL, mas acabou sendo a sétima escolha geral, quando o San Jose Sharks o agarrou. Eles não poderiam ter ficado mais felizes com o resultado, já que o talentoso Eklund tirou os Sharks do acampamento, marcando um ponto em cada um dos três primeiros jogos da NHL.

    Com a experiência da NHL em seu currículo e um crescente papel de liderança, Eklund está pronto para deixar sua marca no Mundial de Juniores. Ele é o tipo de jogador que torna aqueles ao seu redor melhores graças à sua inteligência e visão de elite, e ele provavelmente foi a peça que faltava e poderia ter impulsionado o quinto lugar da Suécia.

    Equipe Finlândia – Brad Lambert

    foto: reprodução/thehockeynews.com

    A Finlândia trouxe dois candidatos em potencial altamente elogiados para o projeto de 2022 para Edmonton neste mês. Muitos ficarão ansiosos para ver pela primeira vez Joakim Kemell, que destruiu na Liga Finlandesa nesta temporada aos 17 anos. Outros ficarão curiosos para ver como seu companheiro de equipe Brad Lambert se sairá. Antes considerado uma escolha potencial para a primeira escolha geral, ele despencou no ranking de draft após um desempenho mediano no World Junior de 2021.

    Lambert tem todas as habilidades para ser uma peça-chave para os finlandeses este ano; ele é um dos vários jogadores que retornaram da equipe vencedora da medalha de bronze do ano passado e provavelmente terá um papel maior neste time. Ele também está familiarizado com Kemell, Samuel Helenius – que também voltaram do time de 2021 – e o defensor Ville Ottavainen, todos selecionados do JYP. O mais importante para Lambert são as conexões que ele fez com a equipe finlandesa na bolha do ano passado e terá um papel importante no sucesso dele e de sua equipe em 2022.

    Equipe Rússia – Matvei Michkov

    foto: reprodução/thehockeynews.com

    É sempre emocionante debater os méritos de dois jogadores altamente qualificados que estão concorrendo à primeira escolha do draft. No ano passado, foi Tim Stützle e Quinton Byfield e este ano será Connor Bedard e Matvei Michkov.

    Bedard é o favorito para ficar em primeiro na escolha geral de 2023 para aqueles que o viram na Western Hockey League nesta temporada como um estreante com o Regina Pats. É por isso que Michkov será observado tão de perto no World Junior deste ano; os fãs ouviram o nome e o hype, mas têm pouco em que se basear. Tal como Bedard, Michkov enfrenta adversários muito acima da sua idade, visto que o jovem russo é um dos poucos jogadores Sub-18 da KHL esta temporada. Ele também é um dos melhores, com cinco pontos em 13 jogos, o que o coloca em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 da liga.

    Equipe República Tcheca – Jan Mysak

    foto: reprodução/lastwordonsports.com

    Os tchecos tiveram uma experiência difícil nos torneios mundiais de juniores recentes. Eles não ganham uma medalha desde 2005 e, desde então, terminaram apenas em quarto lugar uma vez.  Mesmo com jogadores talentosos como Martin Necas, David Pastrnak, Tomas Hertl, Vitek Vanecek, Petr Mrazek e Libor Hajek durante esse tempo, sua seca de medalhas seguiu, já que nenhum deles conseguiu impulsionar seu time além de um dos quatro grandes (Canadá, Estados Unidos, Finlândia ou Suécia). Se a equipe deste ano conseguir um avanço, no entanto, provavelmente terá muito a ver com Jan Mysak.

    Mysak está entrando em seu terceiro torneio mundial de juniores, juntando-se a Yaroslav Askarov, Simon Knak, Holtz, Samuel Knazko e Marko Stacha como os únicos jogadores neste ano. Essa experiência por si só dá à República Tcheca uma vantagem na competição no Grupo A, que inclui Canadá, Alemanha e Finlândia, simplesmente porque esses jogadores têm um nível de conforto que só pode ser conquistado por terem jogado em anos anteriores. Mysak deve retornar como capitão, mas mesmo que não volte, ele se certificará de que todos estão adequadamente preparados para lidar com o maior torneio de suas carreiras até agora. Isso o torna um dos jogadores mais importantes de seu time, e se ele puder se manter consistente em seu jogo, então o resto de seu time provavelmente o seguirá.

    Time Alemanha – Florian Elias

    foto: reprodução/eliteprospects.com

    Ninguém poderia ter adivinhado que um dos artilheiros do Campeonato Mundial Júnior de 2021 seria um ala alemão de 1,72 m não convocado, mas foi o que aconteceu. Depois de cinco jogos, Florian Elias tinha nove pontos, o sexto maior total de qualquer jogador no torneio, incluindo Payton Krebs, Arthur Kaliyev e Cole Perfetti, todos os quais já disputaram jogos na NHL. Enquanto ele foi ajudado pelos companheiros de equipe Tim Stutzle e John Peterka, é preciso um talento especial para acompanhar esses jogadores. Isso é o que Elias é, especial.

    Apesar de seu tamanho, Elias é um dos melhores jovens atacantes da Alemanha desde que estreou na Deutsche Eishockey Liga (DEL) em 2020-21. Naquela temporada, ele somou oito pontos em 34 jogos, ficando em quinto lugar entre os jogadores sub-20 e ganhando o prêmio de Estreante do Ano. Ele foi igualmente eficaz em 2021-22, marcando quatro pontos em 21 jogos pelo Adler Mannheim.

    Equipe Suíça – Lorenzo Canonica

    foto: reprodução/eliteprospects.com

    Nações menores, como a Suíça, raramente têm muitos jogadores juniores de primeira linha para escolher e criar seus escalações mundiais de juniores. Isso geralmente significa que os jovens jogadores têm mais oportunidades de desempenhar um papel maior do que em uma nação como a Suécia ou a Finlândia. Esse foi o caso de Lorenzo Canonica, que foi selecionado para a seleção suíça Sub-20 no ano passado, com 17 anos. Depois de somar 19 pontos em 20 jogos no suíço U20-Elit, ele viajou para Edmonton, onde marcou uma única assistência em quatro jogos, um dos nove jogadores a marcar um ponto para sua equipe no torneio de 2021.

     

    Equipe Eslováquia – Simon Nemec

    foto: reprodução/iihf.com

    Pode ser surpreendente que o currículo mais impressionante do torneio não venha do Canadá, Estados Unidos ou Suécia, mas da Eslováquia. Ainda com 18 anos, Simon Nemec já garantiu o título de melhor zagueiro do seu país desde Zdeno Chara e não parece que vai parar tão cedo. Ele fez sua estreia profissional aos 15 anos na liga principal da Eslováquia com o HK Nitra e liderou sua equipe em gols entre os defensores no seu segundo ano. Na mesma temporada, aos 16 anos, estreou no Mundial Júnior, onde liderou os eslovacos marcando quatro pontos em cinco jogos.

    Nesta temporada, Nemec continuou a dominar a Eslováquia, classificada em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 com 13 pontos em 22 jogos, e foi um dos jogadores selecionados para a qualificação olímpica da Eslováquia. Não há dúvida de que ele deve ser uma escolha entre os cinco primeiros no draft da NHL, mas isso pode ser impulsionado por uma forte participação no Mundial de Juniores de 2022.

    Equipe Áustria – Marco Kasper

    foto: reprodução/skysportaustria.at

    Uma das melhores perspectivas para o draft de 2022, o pivô Marco Kasper de 17 anos tem sido presença regular na Liga Sueca de Hóquei nesta temporada pelo Rögle BK. Ele liderou suas seleções sub-20 com o maior ritmo de pontos por jogo, marcando quatro pontos em três jogos. Este é o seu segundo Mundial de Juniores, depois de vestir o uniforme para os austríacos no ano passado aos 16 anos.

    Kasper é um ponta-de-lança prototípico, usa seu corpo para proteger o disco, e não tem medo de cavar para o disco ficar na frente da rede para um gol sujo. Embora alguns olheiros o vejam como uma escolha do meio para o final do primeiro turno, há uma chance de que um torneio forte possa elevar seu status no draft. No entanto, também existe o risco de ele acabar como Marco Rossi, que estava praticamente invisível no ano passado com a Áustria, apesar de liderar a Liga Canadense de Hóquei em pontos. Vale a pena ficar de olho em Kasper, e seu desempenho deve ditar como a Áustria termina.

    Cancelamento do World Junior devido à COVID-19

    Infelizmente ontem (29) tivemos a triste notícia que, após a desistência de uma terceira partida em dois dias devido à casos positivos de COVID-19 em algumas seleções, a Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), o Hockey Canadá e o comitê organizador, com poucas opções para continuar um torneio com uma alta competitividade, optaram por seu cancelamento.

    O torneio começou no domingo (26), mas os jogadores com teste positivo para COVID-19 colocaram o atual campeão Estados Unidos, a Rússia e a República Tcheca em quarentena obrigatória na quarta-feira (29).

    As equipes chegaram a Alberta em 15 de dezembro, ficaram em quarentena por dois dias e foram testadas antes de poderem patinar. Três jogadores e dois oficiais testaram positivo para o vírus antes do início do torneio. O calendário pré-torneio foi reduzido a um jogo por equipe, com checos e suíços impossibilitados de jogar qualquer partida de aquecimento.

    “A propagação contínua do COVID-19 e da variante Omicron nos forçou a reajustar nossos protocolos quase imediatamente após a chegada para tentar ficar à frente de qualquer propagação potencial”, disse o presidente da IIHF Luc Tardif em um comunicado. “Isso incluía testes diários e a exigência de quarentena da equipe quando os casos positivos eram confirmados.

    “Devemos às equipes participantes fazer o nosso melhor para criar as condições necessárias para que este evento funcione. Infelizmente, isso não foi suficiente. Agora temos que dedicar algum tempo e nos concentrar em trazer todos os jogadores e equipe de volta para casa em segurança ”.

    Dois americanos com resultado positivo foram o motivo da desistência do jogo de terça-feira (28) contra os suíços. Um jogador tcheco e um russo com teste positivo significaram a perda dos jogos de quarta-feira (29) envolvendo essas equipes.

    O Canadá estava programado para jogar seu terceiro jogo da rodada preliminar contra a Alemanha na noite de quarta-feira (29). “O Hockey Canada tem trabalhado incansavelmente desde o início da pandemia COVID-19 para garantir que esteja equipado para receber eventos internacionais de classe mundial em um ambiente seguro e saudável”, disse o Hockey Canada em um comunicado atribuído ao presidente Scott Smith e diretor executivo Tom Renney.

    “Apesar de nossos melhores esforços, e continuamente adaptando e fortalecendo os protocolos, infelizmente não alcançamos nossa meta de completar o Campeonato Mundial Júnior de 2022 da IIHF e distribuir medalhas em 5 de janeiro devido aos desafios do cenário atual do COVID-19.”

    “Desde o início da pandemia, sempre priorizamos a saúde e a segurança dos participantes do evento e da comunidade em geral, e devido às notícias de que encontramos casos positivos no ambiente do World Juniors, entendemos e apoiamos a decisão de cancelar o restante do evento. Embora saibamos que essa é a decisão certa, nos solidarizamos com todos os participantes que conquistaram a oportunidade de representar seus países no cenário mundial e que não serão capazes de realizar esse sonho em sua totalidade”.

    Os protocolos para o campeonato mundial de sub-20 de 2022 foram estabelecidos antes que a onda da variante Omicron levasse o IIHF a cancelar seis torneios de janeiro, incluindo o campeonato mundial feminino de sub-18 na Suécia, de acordo com Tardif.

    “Para colocar isso em contexto, havia oito jogos da NHL adiados quando as equipes entraram na quarentena de chegada no dia 15. Quando aceitamos a recomendação de cancelar os eventos de janeiro no dia 23, havia um total de 62 jogos da NHL adiados. É assim que a situação mudou rapidamente ”, disse Tardif em entrevista postada no site do IIHF antes do anúncio do cancelamento.

    O cancelamento interrompe uma série de 44 anos consecutivos do campeonato mundial sub-20 masculino da IIHF. “Em nossa opinião, interromper o Campeonato Mundial é uma decisão razoável”, escreveu Lars Weibel, o diretor de seleções da Federação Suíça de Hóquei no Gelo, em um post no Twitter. “Face à situação atual, infelizmente já não é possível garantir um torneio justo a nível desportivo.”

    Depois que o jogo Tcheca-Finlândia foi cancelado e antes do torneio ser cancelado, a IIHF anunciou que árbitros e bandeirinhas teriam que usar máscaras durante os jogos.

    O cancelamento do Sub-20 é só mais um do IIHF que, no final da semana passada, cancelou o mundial feminino de sub-18, uma decisão que foi fortemente criticada. O campeonato estava programado para acontecer de 8 a 15 de janeiro em Linkoping e Mjolby, na Suécia. É o segundo ano consecutivo em que o torneio foi cancelado depois que o evento de 2021, também programado para Linkoping e Mjolby, foi cancelado devido à pandemia.

    Não sabemos se os protocolos e a vigilância feita pelos organizadores do torneio foi o suficiente, mas com o avanço da variante Omicron, acreditamos que esta tenha sido a melhor decisão da IIHF, para assim não comprometer a saúde de todos os participantes do campeonato. 

    Os tempos continuam sombrios, então vamos lembrar de nos cuidar e garantir que possamos enfrentar mais uma vez estes momentos sombrios.

    Foto: Reprodução / worldjuniorslive.com

  • Mundial Feminino 2021 da IIHF tem início na sexta-feira

    Mundial Feminino 2021 da IIHF tem início na sexta-feira

    Depois de cancelamentos e incertezas ao longo dos últimos dois anos, a elite do hockey feminino vai disputar uma nova edição do Mundial da IIHF em Calgary, no Canadá, a partir desta sexta-feira, 20 de agosto. Dez equipes disputarão entre si ao longo de dez dias pelo título da competição.

    O Mundial Feminino de Hockey de 2021 estava previsto para acontecer em Halifax e Truro, na província de Nova Scotia, no Canadá, durante o mês de maio. As cidades já esperavam pelo evento desde o ano anterior, cuja edição havia sido cancelada por causa da pandemia de COVID-19. No entanto, a IIHF anunciou em 21 de abril que também cancelaria a competição deste ano por preocupações de saúde por parte do governo da província.

    Uma semana depois, no dia 30 de abril, a IIHF confirmou novas datas para o Mundial, entre 20 e 31 de agosto, com uma sede ainda a definir. O anúncio oficial da nova sede veio em 2 de junho, com a escolha da WinSport Arena na cidade de Calgary para receber todos os 31 jogos da competição.

    Como nas últimas edições do Mundial Feminino da IIHF, a competição consiste numa fase de grupos seguida de uma fase eliminatória. Os Grupos A e B contam com cinco times cada, que disputam partidas entre si até o dia 26 de agosto. No Grupo A estão as cinco melhores equipes do mundo, Estados Unidos (atuais campeãs), Canadá, Finlândia, Comitê Olímpico Russo, e Suíça. Todas as equipes deste grupo já contam com uma vaga nas quartas de final. Já no Grupo B, estão Japão, Alemanha, Tchéquia, Dinamarca (promovida da Divisão I A), e Hungria (promovida da Divisão I A), e apenas as três melhores colocadas ao final da primeira fase vão avançar na competição.

    Os confrontos das quartas de final serão definidos pela classificação em cada grupo, e o chaveamento segue a partir daí até a disputa da final, no dia 31. Diferentemente do Mundial masculino, a Federação não anunciou se vai disponibilizar a transmissão dos jogos para o público internacional em seu canal do YouTube. A ESPN também não tem planos de transmitir a competição no Brasil, mas para os fãs nos EUA e Canadá, será possível acompanhar na NHL Network e na TSN, respectivamente.

    Abaixo, a programação completa de jogos, todos no Horário de Brasília.

    Sexta-feira, 20 de agosto

    Tchéquia vs. Dinamarca, 15h

    Canadá vs. Finlândia, 19h

    Suíça vs. Estados Unidos, 22h30

    Sábado, 21 de agosto

    Alemanha vs. Hungria, 15h

    Comitê Russo vs. Suíça, 19h

    Dinamarca vs. Japão, 22h30

    Domingo, 22 de agosto

    Hungria vs. Tchéquia, 15h

    Canadá vs. Comitê Russo, 19h

    Finlândia vs. Estados Unidos, 22h30

    Segunda-feira, 23 de agosto

    Alemanha vs. Dinamarca, 15h

    Japão vs. Tchéquia, 19h

    Terça-feira, 24 de agosto

    Estados Unidos vs. Comitê Russo, 15h

    Suíça vs. Canadá, 19h

    Hungria vs. Japão, 22h30

    Quarta-feira, 25 de agosto

    Comitê Russo vs. Finlândia, 15h

    Tchéquia vs. Alemanha, 19h

    Dinamarca vs. Hungria, 22h30

    Quinta-feira, 26 de agosto

    Finlândia vs. Suíça, 15h

    Estados Unidos vs. Canadá, 19h

    Japão vs. Alemanha, 22h30

    Sábado, 28 de agosto

    Quarta de final 1, 13h

    Quarta de final 2, 16h30

    Quarta de final 3, 20h

    Quarta de final 4, 23h30

    Domingo, 29 de agosto

    Rodada Qualificatória (5º a 8º) 1, 16h

    Rodada Qualificatória (5º a 8º) 2, 20h

    Segunda-feira, 30 de agosto

    Semifinal 1, 16h

    Semifinal 2, 20h

    Terça-feira, 31 de agosto

    Disputa do 5º lugar, 13h

    Disputa do Bronze, 16h30

    Final, 20h30

    Foto: Mikko Stig/AFP

  • Conhecendo a Deutsche Eishockey Liga

    O hockey no gelo pode não ser tão famoso quanto o futebol na Alemanha, contudo a história do hockey alemão é tão antiga quanto a do futebol. Essa história, apesar de menos conhecida, nos mostra como o esporte é um fator de identificação importante em certas cidades,  permitindo, inclusive, que grandes jogadores cheguem à NHL.

    A Deutsche Eishockey Liga, ou a Liga Alemã de Hockey no Gelo, é uma das inúmeras ligas de hockey na Europa. Dessa forma, no texto de hoje vamos conhecer um pouco mais sobre o cenário do esporte no país germânico.

    A Deutsche Eishockey Liga

    A história do hockey na Alemanha data de 1912, quando a equipe Berliner Schlittschuhclub conquistou o primeiro título na então German Ice Hockey Championship, liga que durou de 1912 até 1948. De 1949 até 1958, a liga alemã passou a se chamar de Oberliga FDR. Após esse período, novamente a Liga mudou de nome e se tornou a Eishockey-Bundesliga, formada em 1958.

    A liga era composta por equipes da 1ª e 2ª divisão da Eishockey-Bundesliga. Contudo, muitas equipes da 1ª e 2ª divisão estavam fortemente endividadas. Dessa forma, a 2ª divisão atraía poucos patrocinadores e espectadores e muitos clubes foram forçados a desistir ou serem rebaixadas.  

    Deutsche Eishockey Liga - Times
    Distribuição dos times no mapa da Alemanha
    Imagem: Reprodução EliteProspect.com

    Atualmente, a liga de hockey no gelo da Alemanha se chama Deutsche Eishockey Liga, ou DEL, e foi fundada em 1994. Na temporada de 2019-2020, os times são: Augsburger Panther, Andler Manheim, Dusseldorfer EG, Eisbären Berlin, ERC Ingolstadt, Fischtown Pinguins, Iserlohn Roosters, Kölner Haie, Krefeld Pinguine, EHC Red Bull Munchen, Nürnberg Ice Tigers,  Schwenninger Wild Wings, Straubing Tigers e Grizzlys Wolfsburg. A DEL agora é independente do ponto de vista jurídico, econômico e organizacional e é uma associação dos clubes da DEL.

    O sistema de competição

    Para que as equipes se mantenham na DEL, elas precisam entrar com um pedido por escrito na Liga e alcançar alguns critérios: 

    • Um estádio que atenda aos padrões da DEL;
    • Condições financeiras para sustentar o time;
    • Formação de uma empresa comum (o DEL consiste em franquias);
    • Programa de desenvolvimento para jovens jogadores;
    • Compra de uma licença 

    Os times disputam 52 rodadas na temporada regular. Seis times se classificam diretamente para as quartas de final, quatro se classificam para uma fase prévia e disputam uma série melhor de três para complementar as vagas das quartas.

    Uma vitória equivale a três pontos na classificação. Igualmente à NHL, se o jogo terminar empatado, haverá o overtime de 5 minutos. Se após o OT o placar permanecer igual, cada equipe ganhará um ponto e vão disputar pênaltis. Assim, a equipe vencedora nos penaltis ganhará o 2° ponto. Além dos jogadores nacionais, as equipes podem ter até 16 jogadores com identidades estrangeiras em seu elenco. 

    Em 10 de março de 2020, a Deutsche Eishockey Liga anunciou que a temporada 2019/20 havia terminado devido à epidemia de COVID-19. Portanto, esta será a primeira vez na DEL em que não haverá um campeão.

    Títulos 

    Jogadores da Deutsche Eishockey Liga

    Primeiramente, a última equipe campeã foi Adler Mannheim, que conquistou o 7° título. A equipe vice foi EHC Red Bull München, que possui 3 títulos. Além disso, o Adler Manheim e o Eisbären Berlin são os times mais vezes campeões, cada um com 7 títulos.

    Ao longo das 24 temporadas, os vencedores foram: 

    1995, 2001/02 – Kölner Haie (2 títulos)

    1995/96 – Dusseldorfer EG 

    1996/97 – 98/99, 2000/01, 2014/15, 2018/19 – Adler Manheim (7 títulos)

    1999/00 – Munich Barons (realocado para Hamburgo)

    2002/03 – Krefeld Penguins

    2003/04 – Frankfurt Lions (rebaixado em 2010 por problemas financeiros)

    2004/05, 05/06, 07/08-08/09, 2010-2013 – Eisbären Berlin (7 títulos )

    2009/10 – Hannover Scorpions (atualmente na 3° Liga Alemã)

    2013/14 –  ERC Ingolstadt 

    2015/16 – 2017/18- EHC Red Bull Munich (3 títulos)

    Rivalidades e Torcidas

    O hockey europeu se torna especial por conter rivalidades locais ferventes   por conta da distância entre cidades. Como por exemplo, uma das maiores rivalidades na DEL é entre os times Dusseldorfer EG e Koln Haie. Como as duas cidades estão separadas por 34 km é comum que torcedores do DEG viagem até Colônia para assistir os jogos de seus rivais. Assim, os jogos em Colônia quase pareciam ter virado jogos em casa, devido a quantidade de torcedores de fora. 

    A fidelidade e assiduidade no comparecimento de jogos também eram comuns no auge da Liga Alemã, entre os anos 1970 e meados dos anos 90. Os torcedores dos times frequentemente esgotavam os ingressos das temporadas. 

    No entanto, essa popularidade foi embora gradualmente a partir da segunda metade da década de 90. Um dos motivos foi a falta de tradição ter sido passada entre as gerações, além da falta de sucesso da liga em si. Enquanto isso, a NHL foi se popularizando mais rapidamente. 

    A NHL e a Deutsche Eishockey Liga

    O lockout de 2004 foi, de certa forma, importante para a DEL. Isso porque, por conta do fechamento da NHL, foi possível ver um grande aumento de jogadores da Liga na DEL. Stéphane Robidas, atualmente diretor de desenvolvimento de jogadores do Toronto Maple Leafs, jogou pelo Frankfurt Lions na temporada de 2004-2005. Depois, ele se juntou a Doug Weight e a Olaf Kolzig, vencedor do Vezina Trophy de 2000, no Eisbären Berlin, onde ganharam o título daquele ano.

    Além disso, Erik Cole, campeão da Stanley Cup com o Carolina Hurricanes em 2006, também jogou no Eisbären Berlin durante o lockout. Da mesma forma, ele ajudou o time a ganhar seu primeiro título.

    Marco Sturm foi outro jogador alemão com passagem na Liga Alemã. Ele começou a carreira no EV Landshut, time atualmente na DEL2. Embora originalmente draftado pelo San Jose Sharks em 1997-1998, em 2005-2006 ele foi mandado para Boston, quando participou da troca na troca de Joe Thornton. Antes disso, ele havia retornado a DEL e jogou no ERC Ingolstadt.  Vale ressaltar que entre 2001 e 2009, ele estabeleceu-se como um artilheiro consistente de 20 gols da NHL.

    O alemão Jochen Hecht jogou 833 partidas na NHL com o St. Louis Blues, Edmonton Oilers e Buffalo Sabres. Todavia, antes de ir para a NHL, Hecht começou a carreira no Adler Mannheim, time de sua cidade natal. Originalmente draftado pelo St. Louis Blues em 1995, ele teve uma breve passagem pelo Edmonton Oilers. Logo após ter ido para o Buffalo Sabres, ele marcou 56 pontos, o mais alto de sua carreira.

    Hecht voltou à cidade de Mannheim com o Sabres para jogar contra Adler em um jogo de exibição em 4 de outubro de 2011. Embora Hecht não tenha jogado aquela partida por estar se recuperando de uma lesão, ele recebeu uma salva de palmas dos fãs ao patinar no gelo nos treinos pré-jogo. 

    Leon Draisaitl, uma estrela da Colônia

    Leon Draisaitl na Deutsche Eishockey Liga

    O alemão Leon Draisaitl foi selecionado pelo Edmonton Oilers com a terceira escolha do draft em 2014, e possui uma história especial com o Kolner Haie. Natural de Colônia (Koln, em Alemão, de onde se original o nome da equipe), o Kolner Haie foi o time no qual Peter Draisaitl, pai de Leon, ganhou o primeiro título da equipe em 1997. Além disso, Peter foi treinador da equipe de 2017 a 2019.

    A carreira de Leon começou nas categorias de base do Kölner Haie. Lá, ele jogou duas temporadas no time sub-16, onde marcou 22 gols e 33 assistências, totalizando 55 pontos em 44 jogos da temporada. Por fim, Na temporada de 2009/10 o center foi para o Adler Mannheim atuando na equipe sub-16.

    Por mais que Draisaitl não jogue mais no Kolner, ele ainda possui fortes ligações com o time de sua cidade natal. No dia 03 de outubro de 2018, Leon enfrentou o time que seu pai treinava, em um amistoso de pré-temporada que aconteceu entre o Kolner Haie e Edmonton Oilers. Em uma partida emocionante, o Oilers saiu com a vitória por 4–3 no overtime.

    Essa foi uma partida especial não só para Leon Draisaitl, mas para todos os alemães amantes do hockey e para a DEL em si. Draisaitl, que possui até agora 43 gols, 67 assistências e 110 na NHL, está caminhando para ser um dos melhores jogadores alemães da história da Liga. E essa oportunidade de jogar em sua cidade natal trouxe reconhecimento às suas origens na Liga Alemã.