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  • NHL Trade Deadline: um recap

    NHL Trade Deadline: um recap

    A Trade Deadline da NHL aconteceu na segunda feira (24), e gerou diversas transições. De especulações à trades inesperadas, a tarde de ontem serviu para provar uma coisa: nenhum jogador está a salvo. Foram diversos acordos feitos entre os 31 times da National Hockey League, todos com o objetivo comum de deixar as equipes o mais perto possível da Stanley Cup. Portanto, pensando nisso, o NHeLas fez um recap com as principais trocas ocorridas dentro da Liga.

    Anaheim Ducks

    Os Ducks completaram trocas com 6 times da NHL. A primeira aquisição do time foi em uma trade com o Philadelphia Flyers. Desta forma, o time de Anaheim recebeu como reforço do último o center, Kyle Criscuolo e um 4th round pick no Draft 2020. No entanto, em troca, precisou ceder Derek Grant ao time da Filadélfia. 

    Seguidamente, em um acordo com o Boston Bruins, a equipe adquiriu o forward Danton Heinen. Assim, o time de Massachusetts recebe o left-wing Nick Ritchie. Em outra trade, desta vez com o Washington Capitals, o time adquiriu o defensor Christian Djoos, mas cede aos Capitals Daniel Sprong. 

    Na troca com o Columbus Blue Jackets, o time adquiriu mais um reforço para o ataque, Sonny Milano. Desta forma, cedeu aos Blue Jackets Devin Shore. Do Nashville Predators, recebe Matt Irwin e um 6th round pick no Draft 2022, mas cede a equipe Korbinian Holzer. 

    Por fim, em um acordo com o Edmonton Oilers, o time adquire o defensor Joel Persson. Desta forma, cedeu aos Oilers o goleiro Angus Redmond e uma escolha no Draft de 2022. O time também acabou por reivindicar os direitos do contrato de Andrew Agozzino, do Pittsburgh, que também vem para reforçar o time. 

    Arizona Coyotes

    Os Yotes foram tímidos na hora de movimentar seu elenco, tendo assim participado de apenas um tread com o Columbus Blue Jackets. Desta forma, o time acabou adquirindo o forward Markus Hannikainen. No entanto, precisou ceder a equipe sua escolha no sétimo round no Draft 2020 da NHL. 

    Boston Bruins

    Os Bruins também concluíram apenas uma trade, sendo esta com o Anaheim Ducks. O time adquriu o jogador Nick Ritchie da equipe de Ahaheim e cedeu a esta Danton Heinen. 

    Buffalo Sabres

    Com duas aquisições, os Sabres fizeram parte de uma das grandes movimentações da Liga. Desta forma, em uma trade com o New Jersey Devils, o time adquiriu o forward veterano Wayne Simmonds. No entanto, cederam seus direitos a um 5th round pick condicional no Draft 2021 aos Devils. 

    Seguidamente, em um acordo com o Pittsburgh Penguins, a equipe adquiriu o forward Dominik Kahun. Em troca, os Penguins acabaram por receber Conor Sheary e Evan Rodrigues. 

    Calgary Flames

    Nesta Trade Deadline, os Flames reforçaram seu elenco com defensores em trocas respectivamente com o Chicago Blackhawks e L.A. Kings. Dos Blackhawks, o time adquiriu Erik Gustafsson, mas cedeu ao primeiro um 3rd round pick no Draft 2020. Já na trade com os Kings, o time recebeu Derek Forbort. Desta maneira, terminou por ceder ao Los Angeles um 4th round pick condicional no Draft 2020. 

    Carolina Hurricanes

    Os Hurricanes fizeram grandes movimentações nesta Trade Deadline. Primeiro, em uma troca com o Florida Panthers, o time adquiriu Vincent Trocheck. No entanto, precisou ceder ao time da Flórida quatro de seus jogadores, entre eles Erik Haula. 

    Na trade com os Devils, o time cedeu dois de seus jogadores e um 4th round pick condicional no Draft 2020. No entanto, recebeu do New Jersey Sami Vantanen, que vem para reforçar a defesa da equipe. 

    Por fim, a última troca do time foi com New York Rangers. Ao ceder seu 1st round pick no Draft 2020, os Canes receberam dos Rangers Brady Skjei. Desta forma, o jogador vem para reforçar a defesa da equipe, que conta com o desfalque de Dougie Hamilton desde o final de janeiro. 

    Chicago Blackhawks 

    Os Blackhawks completaram três trades na tarde de ontem. Na primeira delas, com os Flyers, o time adquiriu T.J Brennan. No entanto, terminou por ceder ao time da Filadélfia o jogador Nathan Noel. Em uma troca de um 3rd round pick no Draft 2020, os Hawks abdicaram ao Calgary Flames o defensor Erik Gustafsson. 

    Porém, a grande troca do Chicago foi com os Vegas Golden Knights. O time adquiriu da equipe o goleiro Malcolm Subban, o defensor Slava Demin e um 2nd round pick no Draft de 2020. Desta maneira, a equipe precisou ceder Robin Lehner ao Vegas. 

    Colorado Avalanche

    O Avalanche participou de duas trocas na tarde de ontem. Uma delas com o Ottawa Senators, onde o time adquiriu Vladislav Namestnikov. Assim, a equipe cedeu aos Senators seu 4t round pick no Draft de 2021. Já na trade com o Toronto Maple Leafs, o Colorado recebeu o goleiro Michael Hutchinson. No entanto, em troca, a equipe de Denver precisou abdicar de Calle Rosen. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blue Jackets fizeram apenas uma movimentação na tarde de ontem, sendo esta com o Anaheim Ducks. Na troca, o time precisou abdicar de Sonny Milano para os Ducks, mas recebeu como reforço o jogador Devin Shore para completar o elenco. 

    Dallas Stars

    O time de Dallas também foi tímido durante a Tread Deadline e fez apenas uma troca com o Florida Panthers. A equipe acabou cedendo ao time da Flórida o defensor Emil Djuse. Assim, receberam, por fim, um 6th round pick no Draft 2020, com a intenção de reconstruir o time futuramente. 

    Detroit Red Wings

    Em uma trade com o Edmonton Oilers, os Red Wings adquiriram o center Kyle Brodziak e uma escolha condicional no Draft. Esta pode ser no 4th round do Entry Draft de 2020 ou 3rd round do Entry Draft 2021. Porém, para obter mais uma escolha no evento, a equipe precisou ceder aos Oilers o defensor Mike Green. 

    Seguidamente, em outra troca com a equipe de Edmonton, o time adquiriu Sam Gagner, um 2nd round pick no Draft de 2020 e 2021. No entanto, acabou abdicando para os Oilers os jogadores Andreas Athanasiou e Ryan Kuffner. 

    Edmonton Oilers

    Como citado anteriormente, a troca com os Red Wings resultou na vinda Mike Green, Andreas Athanasiou e Ryan Kuffner para Edmonton. No entanto, essa não foi a única movimentação feita pelos Oilers. Em uma trade com os Senators, o time adquiriu o forward Tyler Ennis. Porém, em troca, a equipe de Ottawa recebeu o 5th round pick do time no Draft 2021. 

    Por fim, em um acordo com os Ducks, o time recebe o goleiro Angus Redmond e um 7th round pick condicional no Draft em 2022. Em troca, o time cedeu ao Anaheim o defensor Joel Persson. 

    Florida Panthers

    Na trade com o Carolina Hurricanes, os Panthers receberam Erik Haula, Lukas Wallmark, Eetu Luostarinen e Chase Priskie. No entanto, precisou abdicar de Vincent Trocheck para o time da Carolina. Seguidamente, em uma troca com o Dallas Stars, a equipe recebeu o defensor Emil Djuse. Porém, em troca, teve de ceder aos Stars um 6th round pick no Draft 2020.

    Los Angeles Kings

    A maior troca dos Kings foi no início da semana passada, quando o time cedeu Tyler Toffoli aos Canucks e, em troca, recebeu dois draft picks, Tim Schaller e Tyler Madden. No entanto, o time participou de mais uma troca na tarde de ontem, dessa vez com o Calgary Flames. A equipe recebeu um 4th round pick e, em troca, acabou cedendo, por fim, Derek Forbort aos Flames. 

    Montreal Canadiens

    Os Canadiens também fizeram grandes movimentações na tarde de ontem e adquiriram diversas seleções no Draft. Inicialmente, em uma troca com os Capitals, o time recebeu um 3rd round pick no Draft 2020. No entanto, precisou ceder Ilya Kovalchuk ao time de Washington. 

    Já em outra trade, dessa vez com os Flyers, o time adquire um 5th round pick no Draft de 2021. Em troca, o Filadélfia recebeu o forward Nate Thompson. Com os Senators, eles recebem o forward Aaron Luchuk e outra escolha no Draft – desta vez, um 7th round pick em 2020. No entanto, abdicou do jogador Matthew Peca. 

    Por fim, no acordo com os Vegas Golden Knights, o time um 4th round pick no Draft 2021, cedendo assim aos Knights o forward Nick Cousins. 

    Nashville Predators

    Em uma troca com os Blackhawks, os Predators adquiriram o defensor Eric Gustafsson. Porém, em troca, o time cede ao Chicago o defensor Matt Irwin e um 5th round pick no Draft 2020. 

    Todavia, o Nashville não movimentou o time apenas com trocas. Rocco Grimaldi assinou uma extensão de contrato com o time, e jogará pelos Preds por mais dois anos. Desta forma, o contrato do jogador passa a valer 2 milhões por cada uma das próximas temporadas que disputará. 

    New Jersey Devils

    Os Devils realizaram 3 trades, sendo estas com os Buffalo, Canucks e Hurricanes. Com o Buffalo, o time acabou por adquirir um 5th round pick condicional no Draft de 2021. Todavia, o time acabou abdicando de Wayne Simmonds para os Sabres. Já na troca com os Canucks, o time adquire o jogador Zane McIntyre e cede ao Vancouver Louis Domingues. 

    Por fim, do Carolina, os Devils adquirem um 4th round pick condicional no Draft 2020, e os jogadores Janne Kuokkanen e Fredrik Claesson. Em troca, os Canes receberam o jogador Sami Vantanen. 

    New York Islanders

    Pageau acabou assinando um contrato para disputar mais 6 temporadas com os Islanders.

    Em uma troca com os Senators, os Islanders adquiriram o center Jean-Gabriel Pageau e, em troca, cederam três escolhas no Draft ao Ottawa. Seguidamente, o jogador também concordou em uma extenssão de contrato com o time. Desta forma, ele passa a disputar mais 6 temporadas com a jersey dos Islanders.

    New York Rangers

    Os Rangers participaram de apenas uma troca durante o Trade Deadline, sendo esta com o Carolina Hurricanes. Ao ceder Brady Skjei, o time adquiriu mais um 1st round pick para o Draft de 2020. 

    No entanto, o time ganhou outra aquisição, e nem precisaram deixar a própria arena para tal feito. Chris Kreider fica por mais oito temporadas com os Rangers após assinar uma extenssão de contrato com o time. Desta forma, o jogador passa a receber, por temporada, 6,5 milhões de dólares. 

    Ottawa Senators

    Os Senators foram um dos times da NHL que mais movimentaram o Trade Deadline e o que mais adquiriu escolhas no Draft com as trocas. Primeiramente, na trade com os Islanders, o time recebeu um 1st round pick condicional e um 2nd round pick no Draft 2020, e um 3rd round pick no Draft de 2022. Assim, o time acabou cedendo Jean-Gabriel Pageau. 

    Seguidamente, em um acordo com o Avalanche, o time adquiriu um 4th round para o Draft 2021. Em troca, Vladislav Namestnikov passar a jogar pelo Colorado. Já dos Canadiens, o time recebeu Matthew Peca e cede Aaron Luchuck e um 7th round pick em 2020 ao Montreal. 

    Por fim, a última troca dos Senators foi feita com o Edmonton Oilers. O time recebeu o forward Tyler Ennis e, em troca, abdica de um 5th round pick no Draft 2021. 

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers concluíram duas trades: uma com o Montreal Canadiens e a outra com o Anaheim Ducks. Na troca com os Canadiens, o time recebeu Nate Thompson, cedendo, portanto, um 5th round pick em 2021 a estes. Já na transição com os Ducks, a equipe recebe Derek Grant e, em troca, abdica de Kyle Criscuolo e um 4th round pick no Draft 2020. 

    Pittsburgh Penguins 

    Além da vinda de Jason Zucker para o time há alguns dias atrás, os Penguins também voltaram a adquirir novos reforços durante a Trade Deadline. A primeira movimentação feita pela equipe de Pittsburgh foi com os Sharks, onde o time adquiriu Patrick Marleau e, em troca, acabaram por ceder ao San Jose um 3rd round pick no Draft 2020. 

    Patrick Marleau foi uma das grandes aquisições do Pittsburgh durante a Trade Deadline.

    Seguidamente, a próxima trade do clube se deu com o Buffalo Sabres, onde receberam dois novos reforços: Conor Seary e Evan Rodrigues. Em troca, os Sabres receberam Dominik Kahun. 

    San Jose Sharks

    Citada anteriormente, a primeiro troca dos Sharks foi feita com o Pittsburgh, onde o time recebeu um 3rd round pick no Draft 2021 em troca de Patrick Marleau. Todavia, não foi a única movimentação feita pelo time na Trade Deadline. A equipe adquiriu, do Tampa Bay Lightning, o jogador Anthony Greco e 1st round pick no Draft 2020. 

    Por fim, na troca com o Calgary, o San Jose recebeu mais um reforço para a sua defesa com a aquisição de Brandon Davidson. 

    Tampa Bay Lightning

    Há alguns dias atrás, o Tampa Bay havia participado de uma trade com os Devils, onde adquriu Blake Coleman. No entanto, a equipe voltou a receber novos reforços em mais uma troca, dessa vez com o San Jose. O time adquriu Barclay Goodrow e um 3rd round pick no Draft 2020. Desta forma, cede aos Sharks um Draft pick e um dos jogadores de seu elenco, Anthony Greco. 

    Toronto Maple Leafs

    Em uma troca com o Colorado Avalanche, os Leafs receberam Calle Rosen. Todavia, abdicam do goleiro Michael Hutchinson para o time de Denver. Seguidamente, em um acordo com os Islanders, a equipe adquiriu o forward Matt Lorito (este que joga pelo time dos Isles na AHL, os Sound Tigers). Na troca, a equipe de New York recebeu, por fim, Jordan Schmaltz. 

    Por fim, na troca com os Golden Knights, o time recebeu um 5th round pick no Draft 2020, e cede ao Vegas o jogador Martins Dzierkals, concluindo assim a negociação entre os Blackhawks e os Golden Knights. Desta forma, os Maple Leafs passam a reter uma parte do salário do goleiro Robin Lehner como parte do acordo. 

    Vancouver Canucks 

    Os Canucks participaram de apenas uma troca no Trade Deadline, sendo esta com os Devils. Na transição, o time recebeu do New Jersey o jogador Louis Domingue. No entanto, acabaram por ceder o goleiro Zane McIntyre. 

    Vegas Golden Knights

    Além de Alec Martinez, mais algumas aquisições foram feitas pelo Vegas na tarde do Trade Deadline. Em uma troca com o Chicago, o time adquiriu o goleiro Robin Lehner e o prospect Martins Dzierkals. Desta forma, os Hawks recebem Malcolm Subban, Slava Demin e um 2nd round pick no Draft 2020 que pertencia ao Golden Knights. 

    Washington Capitals

    Ilya Kovalchuk passa a fazer parte do elenco dos Capitals.

    A maior transação feita pelos Capital durante o período de trades foi a com o Montreal Canadiens, onde o time adquiriu o jogador Ilya Kovalchuk. No entanto, na tarde de ontem o time fez mais uma aquisição para seu elenco. Em uma troca com o Anaheim Ducks, o Washington recebe o forward Daniel Sprong. Desta forma, Christian Djoos passa a disputar pelos Ducks.

    Foto: Reprodução/Teal Town USA

  • Blackhawks e a conquista da Stanley Cup em 2010

    Blackhawks e a conquista da Stanley Cup em 2010

    O ano de 2010 marcou o início de mais uma década no hockey. Uma década recheada de vitórias, recordes acumulados e times que fizeram história. O Chicago Blackhawks foi um desses. O time ainda não sabia, mas a vitória na final da Stanley Cup em junho do mesmo ano marcaria o início de uma dinastia estabelecida pela equipe nos dez anos que se seguiram. 

    Comandados por Patrick Kane e Jonathan Toews, os Hawks, por fim, levantaram a 4ª Stanley Cup do time após uma das melhores temporadas feitas pela equipe de Chicago em todos os seus anos de existência. 

    Portanto, no primeiro texto do especial da década “10 for 10”, o NHeLas traz a jornada dos Blackhawks até a conquista do campeonato de 2010, que marcou o início da era de ouro do time Liga. 

    O caminho até os playoffs

    A eliminação dos Hawks na final da Conferência Oeste, na temporada 2008/09, deixou um gosto agridoce no time e no torcedor. Apesar da derrota, a equipe finalmente se viu cada vez mais perto de conquistar uma Stanley Cup em muitos anos. O sucesso do time na temporada também foi motivo suficiente para que surgissem grandes expectativas para o time em 2009/10. 

    No entanto, os Hawks tiveram um off-season turbulenta naquele ano. Foram demissões e trades significativas, lesões e polêmicas que tinha potencial para afetar o desempenho do time na temporada. Esta que estava prestes a bater à porta da equipe. Todavia, algumas novas aquisições foram o suficiente para reestruturar o Chicago antes da estreia do time na season. 

    Iniciada a temporada, era notável que os Blackhawks seriam um dos favoritos a conquistar a taça. O time iniciou o ano de 2010 com um recorde de 27-10-3, subindo, desta forma, para o topo do ranking super sixteen da NHL.

    Em abril, Chicago finaliza a temporada com 112 pontos, sendo esta melhor de toda a sua história em pontos adquiridos. Desta forma, o time se classifica para os playoffs em terceiro lugar na classificação geral da Liga, e  liderando a Divisão. Acaba, por fim, em segundo lugar na Western Conference, ficando assim apenas atrás do San Jose Sharks. 

    Os Blackhawks terminam a regular season como o segundo time da NHL com mais vitórias (52). Tendo uma das melhores defesas da Liga, a equipe lidera ainda em shutouts (11). Patrick Kane foi o jogador que mais adquiriu pontos (88), gols (30), e assistências (58). Por fim, a equipe parte para os playoffs com um dos times mais consistentes e ofensivos da Liga e o objetivo de trazer a taça para Chicago novamente. 

    Os playoffs

    Passada a temporada regular, o primeiro desafio dos Hawks foi enfrentar o Nashville Predators. Mas é apenas após vencer o terceiro jogo, somado a vitória no segundo confronto, que o time se vê avançando na competição. Portanto, com 4 vitórias em 6 jogos, os Hawks, por fim, eliminam os Preds na Bridgestone Arena. Desta forma, a equipe finalmente se classifica para a segunda etapa dos playoffs. 

    No segundo round, os Blackhawks enfrentaram os Canucks. Foi o time do Canadá quem se saiu vitorioso no primeiro confronto entre as equipes. O Chicago volta a vencer os 3 jogos seguintes. No entanto, quando perdem o jogo 5, o round acaba avançando para mais uma partida que, caso os Canucks vencessem, poderia ir para um jogo 7. Mas, para o alívios dos torcedores, os Hawks eliminam seu oponente na sexta partida entre os dois times. Desta forma, avançam por fim para a Final de Conferência. 

    O sonho da Stanley Cup se encontrava cada vez mais perto de se realizar para o Chicago. E não foi tão difícil quanto esperavam. Por fim, o time acaba enfrentando os Sharks e vem a derrotar o time de San Jose em apenas 4 jogos. 

    O último desafio dos Blackhawks era contra o Philadelphia Flyers. Apesar de o time da Filadélfia não ter feito uma grande temporada, o Chicago enfrentou um pouco de dificuldades contra a equipe. Mas foram os Hawks quem levaram a melhor nos dois primeiros confrontos do round, vencendo assim ambas as partidas em casa. Seguidamente, perderam os dois jogos para os Flyers, fazendo com que a competição avançasse para um jogo 5 e 6. O time vence o jogo 5 em casa, e parte para disputar na Filadélfia aquela que poderia ser a última partida do round.

    Blackhawks campeão

    O jogo 6 das finais da Stanley Cup foi disputado no dia 9 de junho de 2010, na antiga casa dos Flyers, o Wachovia Center. E não foi uma partida de nominada fácil. Os Hawks enfrentaram 3 períodos regulares contra o Philadelphia e, devido ao empate, mais um período de overtime. 

    No entanto, aos 4:06 da prorrogação, em uma jogada que deixou até mesmo os espectadores confusos, Patrick Kane marca o gol que torna o Chicago Blackhawks o time vencedor da Stanley Cup de 2010. Os Hawks finalmente levantam, na casa de seu oponente, a quarta Stanley Cup conquistada pela franquia em toda a sua história. 

    Jonathan Toews é quem conquista o MVP, liderando os Hawks em pontos nos playoffs (29). Por fim, o jogador também acabou estabelecendo um recorde na franquia por assistências em playoffs, ao marcar 22 na pós-temporada. Duncan Keith também obteve destaque nos playoffs, sendo o jogador do time com mais ice-time (29:01 por jogo). 

    A festa do time é trazida para casa, onde a equipe comemora com uma parade nas ruas de Chicago, que contou com cerca de 2 milhões de torcedores. 

    A parade do time levou cerca de 2 milhões de torcedores às ruas de Chicago.
    Foto: Reprodução/chicagonow.com

    Esta foi a primeira das três Stanley Cups que o Hawks levantaria da década. Chicago venceu também as finais de 2013 e 2015, somando diversos recordes ao longos dos últimos 10 anos e, por fim, eleito o time da década pela própria NHL. É o marco de uma dinastia vitoriosa da franquia na Liga, após muitos anos. 

    Porém, dez anos depois, o time passa por uma grandes mudanças e renovação. Portanto, resta então aos torcedores esperar e torcer para que a próxima década seja de tantas conquistas como a primeira.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • NHL anuncia jogadores do time da década

    NHL anuncia jogadores do time da década

    A NHL anunciou na noite de sexta feira (24) o time da década da Liga. Os jogadores foram elegidos por um painel de General Managers da NHL, escritores do site da Liga, equipe de operações de hockey, e por jornalistas/comentaristas da NBC, Sports Net e TVA Sports. Por fim, o critério para a escolha, tanto para o primeiro quanto para o segundo time, foi baseado no desempenho que cada um dos atletas teve na última década. De campeonatos vencidos, a MVP e recordes na Liga, os jogadores do primeiro time foram os mais vitoriosos nos últimos 10 anos, somando portanto, juntos, treze Stanley Cups conquistadas. 

    Os times 

    O primeiro time ficou decidido como sendo o seguinte: Sidney Crosby, Patrick Kane, Alex Ovechkin, Duncan Keith, Drew Doughty e Marc-Andre Fleury. Crosby, center do Pittsburgh Penguins, e Fleury, hoje goleiros dos Vegas Golden Knights, ganharam dois campeonatos consecutivos (2016 e 2017) na última década com os Pens. Já Keith e Kane, do Chicago Blackhawks, conquistaram a taça em 2010, 2013 e 2015. 

    Doughty, defensor do L.A. Kings, venceu a Stanley Cup duas vezes com o time de Los Angeles, em 2012 e 2014. E por fim, Ovechkin, forward do Washington Capitals, ajudou o time na conquista de seu primeiro campeonato na NHL, em 2018. 

    Todos os jogadores escolhidos foram peças essenciais em seus times na conquista da Stanley Cup, e  grandes responsáveis por quebra de recordes na Liga. Patrick Kane, que está participando do NHL All-Star 2020, afirmou que “era uma grande honra” fazer parte da equipe.

    Dez anos é muito tempo para se desenvolver como um bom jogador e esta é uma homenagem a mim mesmo e também as equipes em que joguei. Eu joguei em alguns times incríveis. Tenho muita sorte que algumas de nossas eliminatórias resultaram em cinco finais de conferência, três Stanley Cups e alguns ótimos anos. Então, sim, é definitivamente uma grande honra.

    Kane, para o nhl.com

    Seguidamente, a Liga também decidiu o segundo time da década, ficando, por fim, com a seguinte escalação: Evgeni Malkin (Penguins), Steve Stamkos (Tampa Bay), Erik Karlsson (Sharks), Patrice Bergeron e Zdeno Chara (Bruins) e Henrik Lundqvist (Rangers). Eles somam, em conjunto, um número menor de Stanley Cup (4), tendo Malkin ganhado dois campeonatos com os Pens, e Bergeron e Chara adquirido um cada com o Boston. Stamkos, Lundqvist e Karlsson não somam nenhuma taça, mas assim como os demais, também foram peças essenciais frente às lideranças de suas equipes para o sucesso nos últimos anos. 

    Sobre as escolhas:

    Ao escolher o time da década, a NHL levou em consideração não só as conquistas de campeonatos de cada um dos jogadores. Para isso, também foi importante o quanto cada um fez a diferença dentro do gelo nos últimos 10 anos. 

    Crosby conquistou, na última década um total de 1.25 pontos por jogo. Desta maneira, ele é o líder entre jogadores com, no mínimo, 400 jogos disputados. Sendo um dos melhores jogadores defensivos da Liga, o canadense adquiriu, nos últimos 10 anos, 788 pontos em 630 jogos, ficando apenas atrás de Patrick Kane. Além disso, o jogador também conquistou um Hart  e Art Ross Trophy, na temporada 2013/14, e o Conn Smythe Trophy, sendo votado como MVP dos playoffs de 2016 e 2017. Conquistas merecidas por todo seu empenho nos últimos 10 anos, e por ser grande influência na conquista dos dois campeonatos consecutivos do Pittsburgh. 

    Kane não fica atrás. Ele é o líder em pontos na década, e o segundo em playoff points, com 109 em 111 jogos. Por fim, o jogador, que adquiriu 1.000 pontos em sua carreira no início desta semana, conquistou um Conn Smythe Trophy em 2013, e um Hart e Art Ross Trophy na campanha 2015/16. Sem sombra de dúvidas, foi uma das melhores adições dos Hawks nos últimos tempos, Sem dúvida um dos responsáveis pelo sucesso do time na década, que venceu três vezes a Stanley Cup. 

    O companheiro de time de Kane, Duncan Keith, teve o mesmo efeito na equipe. Seu talento e participação dentro do rink foram grandes responsáveis pelos três campeonatos conquistados pelo Chicago. Sua grande campanha pelo time durante a conquista das três Cups foi o suficiente para que ele levasse o Conn Smythe Trophy em 2015. 

    Ovechkin foi o líder em gols da década, e o terceiro em pontos, ficando, desta forma, apenas atrás de Crosby e Kane. Mas foi a maneira que cresceu como jogador nos últimos dez anos que o tornou parte do grupo. Além do jogo ofensivo e todos os gols marcados, ele também aprendeu a defender muito mais, principalmente em 2017, quando os Caps ganharam sua primeira Stanley Cup e fizeram uma temporada espetacular. 

    Doughty ficou em sétimo lugar na década entre defensores com mais pontos, tendo adquirido 439 em 772 jogos, e é o segundo com mais ice time nos últimos dez anos (20.571:15). Nos playoffs de 2012, Doughty tinha 16 pontos, e um tempo médio no gelo de 26:09. Já em 2014, acumulou 18 pontos em 28:45 de ice time nas pós temporada de 2014. As grandes campanhas do jogador foram essenciais para ajudar os Kings a conquistar dois campeonatos num intervalo de apenas dois anos. 

    Fleury não só ajudou na conquista das duas Stanley Cups do Pittsburgh durante a década, como também foi grande responsável pelo sucesso dos Vegas Golden Knights na temporada 2017/18, quando o time, em sua season inaugural, foi para Stanley Cup Final. Ele foi o líder em goleiros com mais vitórias nos últimos 10 anos (322), o segundo em stars (543), e o quinto em shutouts (43), conquistas que, seguidamente,  o tornaram um dos melhores goleiros dos últimos anos na NHL. 

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Roster do All Star Weekend é anunciado

    Roster do All Star Weekend é anunciado

    Ontem foi anunciado os jogadores que irão participar do All Star Weekend 2020. O evento vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro em St. Louis e os times serão liderados por Connor McDavid (Pacífica), Nathan MacKinnon (Central) e David Pastrnak (Atlântica).

     A princípio, Alex Ovechkin foi o mais votado para ser o Capitão da Metropolitana, entretanto, o jogador do Capitals anunciou que não irá participar do All Star Game pelo segundo ano consecutivo. A justificativa do russo foi a mesma do ano passado, alegando que apesar de estar saudável, quer usar os dias de folga que o evento permite ao schedule para descansar e se preparar para a segunda parte da temporada. Por enquanto ainda não foi anunciado novo capitão para a Metropolitana.

    A escolha dos jogadores participantes é feita pelo NHL’s Hockey Operations Department. Entretanto, assim como os fãs podem votar para escolher os capitães de cada divisão, a escolha dos jogadores que irão completar os times também será feita por voto popular pelo segundo ano seguido. Dessa forma, os fãs do esporte poderão votar no 2020 NHL All-Star Last Men a partir do dia 1º até o dia 10 de janeiro.

    Sendo assim, o roster  escolhido pela NHL ficou da seguinte forma:

    Divisão Atlântica

    David Pastrnak, Boston Bruins (C)

    Jack Eichel, Buffalo Sabres

    Tyler Bertuzzi, Detroit Red Wings

    Jonathan Huberdeau, Florida Panthers

    Auston Matthews, Toronto Maple Leafs

    Anthony Duclair, Ottawa Senators

    Shea Weber, Montreal Canadiens

     Victor Hedman, Tampa Bay Lightning

    Frederik Andersen, Toronto Maple Leafs

    Tuukka Rask, Boston Bruins

    Divisão Metropolitana

    Kyle Palmieri, New Jersey Devils

    Mathew Barzal, New York Islanders

     Artemi Panarin, New York Rangers

    Travis Konecny, Philadélphia Flyers

    Jake Guentzel, Pittsburgh Penguins

    Dougie Hamilton, Carolina Hurricanes

     John Carlson, Washington Capitals

    Seth Jones, Columbus Blue Jackets

    Braden Holtby, Washington Capitals

    Joonas Korpisalo, Columbus Blue Jackets

    Divisão Central

    Patrick Kane, Chicago Blackhawks

    Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche (C)

    Tyler Seguin, Dallas Stars

    Eric Staal, Minnesota Wild

    Ryan O’Reilly, St. Louis Blues

    Mark Scheifele, Winnipeg Jets

    Roman Josi, Nashville Predators

    Alex Pietrangelo, St. Louis Blues

    Jordan Binnington, St. Louis Blues

    Connor Hellebuyck, Winnipeg Jets

    Divisão Pacífica

    Jakob Silfverberg, Anaheim Ducks

    Matthew Tkachuk, Calgary Flames

    Connor McDavid, Edmonton Oilers (C)

    Leon Draisaitl, Edmonton Oilers

    Anze Kopitar, Los Angeles Kings

    Logan Couture, San Jose Sharks

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks

    Mark Giordano, Calgary Flames

    Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights

    Darcy Kuemper, Arizona Coyotes

    Foto Reprodução: NHL.com

  • Patrick Kane alcança marca histórica de Wayne Gretzky

    Patrick Kane alcança marca histórica de Wayne Gretzky

    Na noite de sábado (21), o Chicago Blackhawks venceu de forma épica o Colorado Avalanche. A princípio, o time ía perdendo por 3-1. No entanto, o time reagiu de forma eficaz e conseguiu a vitória por 5-3, com direito a gol de Patrick Kane. Entretanto, o time ainda amargura o sexto lugar da Divisão Central, fazendo novamente uma campanha pobre para um time de elite.

    Mesmo estando nessa fase péssima, isso não impediu que a maior estrela do time, Patrick Kane, continuasse a estabelecer recordes. Foi justamente isso que aconteceu quando ele marcou o 20° gol da temporada, contra o time de Denver. 

    O recorde

    Com essa marca, Kane entrou para uma seleta lista de jogadores que alcançaram pelo menos 20 gols por temporadas consecutivas. Logo, com 13 temporadas consecutivas, ele se tornou apenas o 11° jogador da história da NHL a ter esse recorde, igualando-se com Wayne Gretzky.

    Por outro lado, apenas um outro jogador em atividade aparece nessa lista: Alexander Ovechkin (com 15 temporadas consecutivas). De resto, são jogadores que já se aposentaram: Mats Sundin (17), Jaromir Jagr (17), Marcel Dionne (17), Mike Gartner (15) e Michel Goulet (14).

    Desde 2010, Patrick Kane tem liderado a NHL em pontos. Ovechkin aparece em terceiro lugar. Se Kane mantiver-se saudável, ele poderá continuar no passo de marcar 20 gols pelo resto de sua carreira. A menor quantidade de gols que ele fez até agora foi 21, quando ele era rookie

    Liderados atualmente por Jeremy Collinton, o time de Chicago parece, no entanto, não encaixar no sistema do técnico. Como resultado disso, o time está há oito pontos do Wild Card. Vale ressaltar que o time de Illinois está há duas temporadas sem ir para os playoffs.

    Em conclusão, Patrick Kane possui uma carreira sólida nessas treze temporadas, mantendo uma consistência impressionante. Em seus últimos cinco jogos, Kane tem dez pontos. Para que a equipe possa sonhar com uma vaga nos playoffs, certamente precisarão de seu principal jogador.

     Foto: Reprodução/NHL.com

  • Por que a NHL precisa mudar

    Por que a NHL precisa mudar

    O hockey é um esporte tradicionalista na sua essência. Quando falamos isso, incluímos uma mentalidade cheia de preconceitos ainda presente na comunidade. Além disso, a famosa “hockey culture” ainda exige de seus atletas comportamentos que não cabem mais nos dias atuais. Conformar-se com qualquer coisa que um técnico diga, aceitar comportamentos abusivos e se contentar com pedidos internos de desculpas não devem acontecer em um esporte moderno.

    Nas últimas semanas, torcedores, atletas e representantes da mídia começaram a se mostrar dispostos a provocar mudanças e trazer a NHL para o século XXI. Tudo começou com a demissão do comentarista Don Cherry no dia 9 de novembro após ter feito comentários xenofóbicos durante o programa Coach’s Corner da SportsNet.

    A ação da emissora após as críticas ao Don Cherry provocara reações que levaram a mais dois casos que tinha sido encobertos pelos próprios times e demais entidades da Liga. O primeiro, a demissão de Mike Babcock pelo Toronto Maple Leafs no dia 20 de novembro, o que permitiu a divulgação de um relatório expondo uma lista que Babcock obrigou o então rookie, Mitch Marner, a fazer dos seus colegas que ele acreditava serem os menos produtivos do time. Mais tarde, o ex-técnico dos Leafs compartilhou a lista com demais jogadores.

    Além de Babcock, outro nome vinculado a polêmicas foi o agora ex-treinador do Calgary Flames, Bill Peters. O ex-jogador Akim Aliu acusou Peters de ter praticado injuria racial há dez anos, quando ambos eram parte do time da AHL Rockford IceHogs. Mas o caso de Peters se agravou quando foi descoberto que, no seu tempo com os Hurricanes, ele chegou a abusar fisicamente de um jogador que teve sua identidade protegida.  

    Estes casos estão ainda apenas no início das investigações. No entanto, muita coisa já se pode dizer tanto sobre Babcock, quanto sobre Peters, além, é claro, de diversas outras histórias de técnicos em ligas menores que abusam fisicamente e psicologicamente de seus atletas. Essas ações foram por muito tempo lidas apenas como “cultura de vestiário”, algo que existe em diversos esportes. Ainda está muito cedo para dizer que teremos de fato uma mudança na cultura do hockey. Mas uma coisa é certa: o ponta-pé inicial foi dado.

    Caso Don Cherry

    Cherry já vinha sendo criticado por comentários polêmicos desde a temporada passada. Tudo começou quando o comentarista e ex-técnico do Boston Bruins chamou jogadores do Carolina Hurricanes de Bunch of Jerks (Bando de Idiotas) por comemorarem suas vitórias na PNC Arena, as famosas surges.

    Na intertemporada, a SportsNet questionou a permanência de Cherry no Coach’s Corner, uma vez que sua audiência começava a reclamar dos comentários polêmicos. Mesmo assim, resolveram renovar seu contrato, afinal, polêmica também traz audiência. Mas o “tudo por audiência” mudou no dia 9 de Novembro, quando disse que os imigrantes no Canadá aproveitam as coisas boas do país, mas não exercem patriotismo. Ele fazia uma referência às homenagens aos veteranos da Primeira Guerra Mundial, comemorado no dia 11 de novembro.

    https://twitter.com/journorosa/status/1193374056394960901?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1193374056394960901&ref_url=https%3A%2F%2Fgloboesporte.globo.com%2Foutros-esportes%2Fnoticia%2Ffamoso-comentarista-de-hoquei-no-canada-e-demitido-apos-opiniao-xenofobica-sobre-imigrantes.ghtml

    Don Cherry, aos 85 anos, não enxergou seu comentário como xenofóbico, pelo contrário. Ao ser questionado se iria se desculpar, o comentarista disse que havia sido apenas patriota. Por outro lado, a SportsNet publicou uma nota dizendo que os comentários de Cherry eram ofensivos e não representavam os valores da emissora.

    Caso Mike Babcock

    O Toronto Maple Leafs não teve um bom início de temporada. O time estava com mais derrotas do que vitórias, incluindo cinco derrotas seguidas no tempo regular sob comando de Babcock. Estes números eram exatamente o que os Leafs precisavam passa assinar a carta de demissão do técnico no dia 20 de novembro. Apenas um pretexto, que só iria ser conhecimento do público dias depois.

    A cultura de vestiário nos esportes é algo que por muito tempo era secreto. Todo mundo sabia que acontecia, mas ninguém falava a respeito. Técnicos, em uma posição de poder, se sentem no direito de humilhar, agredir física e psicologicamente e praticar os mais mais diversos tipos de abusos contra os seus atletas. No hockey, esta cultura também está vinculada ao machismo. Promove-se uma ideia de que jogadores de hockey são fortes o suficiente para aguentar qualquer coisa. Apesar de ser conhecimento geral que muitos destes atletas jogam machucados, outras coisas também acontecem nos vestiários que são encobertas pelos envolvidos.

    O caso de Mike Babcock veio à tona assim que sua carta de demissão foi assinada. Isso aconteceu porque um relatório da temporada 2016-2017 foi liberado à imprensa, confirmando um boato que já existia. Na temporada de rookie de Mitch Marner, Babcock, insatisfeito com o desempenho do atleta, o chamou em uma reunião de portas fechadas e pediu que o jovem jogador fizesse uma lista com os colegas de time que acreditava ser os que menos se empenhavam no gelo.

    Na época, Marner obedeceu o treinador, afinal, tinha acabado de chegar à NHL. Entretanto, Babcock mostrou esta lista para os jogadores que estavam na parte debaixo dela, mesmo que o último colocado tenha sido o próprio Marner.

    Quando o caso explodiu nas últimas semanas, Marner foi pego de surpresa. Pela primeira vez o jogador falou a respeito para a TSN, contando que no final, ele se sentiu sortudo ao ter colegas de time que o apoiaram e que nenhum dos demais jogadores da lista guardam rancor de algo que não tinha sido culpa dele. Ele também disse que, por ter acontecido tanto tempo atrás, nem se lembrava mais do fato. A entrevista do jogador pode ser assistida, em inglês, aqui.

    Mike Babcock acumula reclamações sobre suas condutas éticas quase tanto quanto acumula vitórias. Sendo assim, pode-se até mesmo questionar se o polêmico contrato inflacionado assinado por Marner em setembro também não estaria relacionado com transgressões que o jogador de 22 anos sabia que precisaria enfrentar sob o comando do técnico. Enfim, é possível dizer que o Toronto Maple Leafs finalmente se livrou de um problema. É hora de, quem sabe, mostrar no gelo o quanto estão aliviados.

    Caso Bill Peters

    O caso de Bill Peters é ainda mais complicado do que o de Babcock. Mesmo uma semana depois, fica difícil prever quais serão as consequências palpáveis do acontecido. No dia 25 de novembro, cinco dias após a demissão do ex-técnico de Toronto, o ex-jogador do Rockford IceHogs, Akim Aliu, publicou no seu Twitter que não estava surpreso com a notícia. Afirmou que já tinha vivenciado, há dez anos, uma situação de racismo dentro do vestiário que foi abafada pelas organizações.

    Após os tweets, não precisou de muito para descobrirem que as alegações eram sobre o então técnico do Calgary Flames, Bill Peters. O fato havia acontecido no vestiário do time afiliado do Chicago Blackhawks, Rockford IceHogs. No caso, Aliu relata que o treinador repetidas vezes cometeu injuria racial por causa do gosto musical do então prospect do Hawks. Por fim, ao se rebelar, teve como resposta uma passagem só de ida para as ligas menores.

    Após as alegações, o GM dos Flames, Brad Treliving, anunciou uma investigação a respeito do caso. Como consequência, na sexta (29), Peters entregou a sua carta de demissão. Além disso, deixou outra carta se retratando com o GM e a organização dos Flames.

    Sobre o caso, o Chicago Blackhawks declarou que apenas tomou conhecimento do fato esta semana. Além disso, afirmou que Aliu nunca entrou em contato com a organização para reportar o ocorrido. Por outro lado, o jogador usou novamente a sua rede social para dizer que não irá fazer nenhum comentário público sobre a situação, mas que aceitou o convite da NHL para discutir o assunto. A Liga, por sua vez, apenas falou sobre as reuniões já agendadas.

    Entretanto, o caso de Akim Aliu não é o único que Peters vai ter que explicar. O treinador esteve à frente do Carolina Hurricanes entre as temporadas 2014-15 e 2017-18. Durante este tempo, ele não conseguiu muitas conquistas, e ele com certeza, não era adorado no vestiário. Um ex-jogador dos Canes aproveitou a declaração de Aliu e também usou o seu twitter para acusar Peters, dessa vez, de agressão.

    https://twitter.com/TheBigCzech23/status/1199412238228099077?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1199412238228099077&ref_url=https%3A%2F%2Ftheathletic.com%2F1415547%2F2019%2F11%2F27%2Fit-for-sure-happened-rod-brindamour-hurricanes-players-address-bill-peters-physical-abuse-allegations%2F
    https://twitter.com/TheBigCzech23/status/1199412275561607168?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1199412275561607168&ref_url=https%3A%2F%2Ftheathletic.com%2F1415547%2F2019%2F11%2F27%2Fit-for-sure-happened-rod-brindamour-hurricanes-players-address-bill-peters-physical-abuse-allegations%2F

    Michal Jordan declarou que Peters agrediu ele e mais um jogador que não foi identificado durante um jogo. E, posteriormente, o técnico agiu como se não tivesse feito nada de errado. Na quarta-feira (27), antes do jogo contra o New York Rangers, o atual técnico do Carolina Hurricanes, Rod Brind’Amour, que já estava na organização como parte da equipe técnica quando Peters estava à frente do time, confirmou que de fato aconteceu a agressão. Além disso, afirmou que os jogadores levaram à administração, que, enfim, tomou a atitude que ele considerava a correta.

    Entretanto, Brind’Amour fez a seguinte declaração ao The Athletic:

    Os jogadores têm medo de se manifestar e, para ser sincero com você, todo mundo sob o treinador, o gerente, eles têm medo de se manifestar, porque existe uma grande lacuna na estrutura de poder nisso. Eu acho que os jogadores têm muito mais poder agora, e eles percebem isso. Eu acho importante que eles falem sobre o que acham importante porque os tempos mudaram. Eles definitivamente têm mais poder e precisam se manifestar.

    Rod Brind’Amour

    Ron Francis, GM de Carolina na época, declarou que, de fato, jogadores o procuraram. Afirmou ter levado aos donos a acusação para que as providencias fossem tomadas. No entanto, não iria comentar mais sobre o assunto uma vez que ainda havia uma investigação em curso.

    Talvez, as mudanças que a Liga e o hockey, como esporte, precisam para começar a mudar sejam estas pequenas grandes atitudes de coragem que jogadores como Aliu e Jordan tomaram na última semana. Uma nova forma de enxergar o relacionamento treinador-jogador, para formar uma verdadeira equipe com um objetivo em comum. Como disse o técnico dos Canes, os tempos mudaram, e está mais do que na hora da NHL mudar também.

    Foto Reprodução: CNN Internacional

  • Toews Schedule, o calendário de Jonathan Toews

    Toews Schedule, o calendário de Jonathan Toews

    Quem pensa que vida de jogador de hockey é fácil está enganado. É necessário muito preparo físico e emocional para aguentar a correria do dia-a-dia dentro de um time da NHL. Em muitos desses casos, os jogadores precisam sair da arena, ir direto para o aeroporto pegar um voo de horas, para depois chegar em casa e aí sim poder dormir. Portanto, na maioria das vezes os jogadores só conseguem concluir essa rotina as 4 da manhã. O maior detalhe é que no dia seguinte tem que treinar porque já tem outro jogo marcado.

    É pensando nessa correria que Jonathan Toews do Chicago Blackhawks, com a ajuda de especialistas criou o que ficou conhecido como “Toews Schedule”. Um calendário de jogos pensado na saúde e bem-estar do jogador. A verdade é que a correria cobra o seu preço todos os dias nos corpos dos jogadores. Eles estão cansados o que pode resultar num empenho razoável no gelo e muitas lesões. Com o passar da temporada esse cansaço vai acumulando e a situação vai piorando. Em uma conversa com o The Athletic, o jogador explicou um pouco sobre esse calendário e pode falar o porquê ele criou o mesmo. Para mais informações você pode ler a matéria em inglês aqui.  

    Como funciona?

    Atualmente o calendário da NHL é separado em três etapas: pre-season, regular season e playoffs. A pre-season em geral acontece nas duas últimas semanas de setembro e tem uma média de seis a oito jogos. Esses jogos são os que permitem os treinadores a avaliar os novos jogadores, tanto os novos draftados quanto os que foram trocados. Também servem para avaliar a dinâmica do time em relação aos novos jogadores. É nos confrontos da pre-season que as equipes costumam ser divididas e é comum que os principais jogadores do time não participem de todos os jogos. 

    Na regular season já é diferente. Cada equipe joga 82 jogos onde são divididos em 41 em casa e 41 na estrada. Esses 82 jogos são divididos da seguinte forma: quatro ou cinco jogos contra cada time da mesma divisão, três jogos contra cada equipe de outra divisão porém da mesma conferência e ao menos dois jogos contra cada equipe da outra conferência. Desta maneira cada equipe da NHL joga ao menos uma vez em cada arena. Esses 82 jogos são distribuídos de uma forma que um time não jogue contra o mesmo duas vezes seguidas. 

    Ao todo são 31 equipes atualmente na Liga, dessas equipes apenas 16 se classificam para os playoffs. Os playoffs são divididos em três rounds além da final. Cada time precisa ganhar quatro da série melhor de 7 jogos, ou seja, quem ganhar primeiro quatro confrontos, passa para o próximo round. Esses jogos são divididos entre casa e estrada, a equipe que tiver mais vantagem tem o direito de ter mais jogos em casa. Desta forma uma equipe é capaz de jogar até 53 jogos na estrada. 

    Toews Schedule

    A proposta de Jonathan Toews não é mexer na quantidade de jogos, mas sim em como esses jogos ficam organizados. Muitas equipes costumam jogar fora de casa e voltar para casa no mesmo dia porque tem jogo marcado para o dia seguinte. Nessa proposta, os jogos foram divididos da seguinte forma: seis jogos contra cada equipe da mesma divisão, três jogos contra os times da mesma conferência mas divisão diferente e um jogo contra cada time da outra conferência. 

    Assim, restariam jogos extras para alguns times, um ou dois jogos extras entre as conferências e alguns jogos extras para a conferência Oeste. A grande diferença entre o calendário atual e o proposto por Toews seria a organização dos jogos. A sugestão é de que os jogos contra cada equipe seja organizado de maneira mais agrupada. Como por exemplo os jogos entre a mesma divisão que são três em casa e três na estrada. Os três em casa seriam jogados na mesma semana e no meio da temporada as equipes se enfrentariam do mesmo modo na casa do adversário. 

    Desta maneira a equipe acabaria por viajar menos e descansar mais, em alguns casos, as viagens caíriam pela metade. O canadense defende que com o novo calendário os jogadores poderiam descansar mais o que resultaria em melhores partidas. A ideia é que os jogadores teriam melhor desempenho e menos lesões. Ele também defende que com a diminuição das viagens as equipes gastariam menos e o planeta agradeceria com a diminuição da emissão de carbono (CO2) por parte dos aviões.

    Por que não é viável?

    A ideia do jogador é interessante, no entanto quando a NHL organiza o calendário, eles levam em consideração várias pontos que a proposta publicada no The Athletic não fez. A disponibilidade das arenas é uma delas. As arenas utilizadas para os jogos também são usadas por outros esportes, concertos de música entre outros eventos. Três jogos seguidos acabaria por atrapalhar esses outros eventos que já estão marcados. Outro ponto a ser levado em consideração é o marketing. A Liga diz já ter pensando em algumas dessas ideias ao longo dos anos, porém os times preferem variedade. O marketing é melhor movimentado quando os jogadores estrelas visitam as cidades com mais frequência. 

    As redes de televisão também precisam ser levadas em consideração, pois elas dividem as grades entre o hockey e outras programações. Se acontecer de não conseguirem transmitir os dois, elas terão que preferir os de maiores audiências. A logística por trás do calendário é muito mais complexa do que se imagina. É necessário organizar 82 jogos entre os 31 times da Liga, ao total são 1.271 jogos onde 480 são entre conferências. E este número poderá aumentar na temporada 20-21, quando o time de Seattle foi oficialmente introduzido à Liga.

    Desses 1.271 é necessário levar em consideração data, local e horário para cada um deles, sem contar as datas comemorativas e os possíveis contratempos. Da mesma forma cada time precisa fazer a própria logística para a temporada, já que os mesmos precisam viajar para chegar nas cidades que irão jogar.

    Em suma, apesar do calendário proposto por Toews parecer uma boa ideia, ele não é viável para NHL na forma como foi idealizado para a matéria em questão. Em outras palavras, a complexidade do calendário é grande e tentar ajustar ele para diminuir as viagens é complicado. Muitos pontos, no entanto, podem ser aproveitados pelos profissionais que montam o calendário se a Liga optar por pequenas mudanças que otimizem o tempo e as viagens no futuro. A discussão foi levantada e gerou repercussão. Basta saber agora o que a Liga vai decidir para a próxima temporada, já que vem time novo por aí.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • NHL comemora mês do Hockey Fights Cancer

    NHL comemora mês do Hockey Fights Cancer

    Nesse mês de novembro acontece o Hockey Fights Cancer Month, a iniciativa anual do hockey em combate ao câncer. O evento, que está em sua 21ª edição, acontece durante todo o mês e conta com a participação de todos os times da Liga. Cada franquia tem a sua noite de conscientização da causa, quando são convidados membros da comunidade local para prestar homenagens e promover a conscientização sobre a importância da prevenção contra o câncer. Neste ano, o ex-jogador e atual analista do Chicago Blackhawks, Eddie Olczyk, foi convidado para ser o embaixador da causa. Ele se curou de um câncer em março de 2018, depois de ter sido diagnosticado oito meses antes com câncer no cólon em estágio 3. Chicago Blackhawks e Boston Bruins foram os primeiros a promover o seu evento, ainda no mês de outubro. 

    Calendário dos jogos do Hockey Fights Cancer (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Primeiras homenagens

    Os Blackhawks iniciaram os preparativos para a sua noite especial no dia 25, quando o fã Benoit Savard, de 12 anos, treinou com o time. O jovem, que está em remissão de leucemia há um ano, também foi convidado para participar do drop the puck, antes do início da partida do dia 27. O time também homenageou alguns fãs no terceiro Purple Carpet. Foram mais de 20 homenagens, dentre eles pessoas que estão lutando contra o câncer, estão em remissão ou perderam um ente querido para a doença.

    Além disso, os primeiros 10 mil fãs que chegaram para assistir a partida também tiveram uma surpresa. O time preparou uma bobblehead exclusiva do Olczyk. Por fim, os fãs também puderam comprar souvenirs específicos do time no decorrer da noite. 

    Em agosto desse ano, o forward Charlie Coyle se viu visitando um pequeno amiguinho em sua cidade natal de Weymouth, Massachusetts. O jogador foi visitar Quinn Waters, um fã de três anos que luta contra um tumor cerebral. O pequeno, que foi apelidado carinhosamente de “The Mighty Quinn”, descobriu o tumor em fevereiro. Por isso, estava em tratamento e, portanto, não podia sair de casa. Foi então que Coyle decidiu visitar o fã com vários presentes do time e alegrar o dia do novo “melhor amigo”, como é chamado por Quinn. Os Bruins convidaram Mighty Quinn junto com seu pai para a tradicional cerimônia do drop the puck, onde Quinn soltou o puck entre Coyle e Logan Couture, o capitão do San Jose Sharks. 

    O início

    Fundada em 1998, numa parceria da NHL com a National Hockey League Players’ Association (NHLPA), a iniciativa tem como propósito arrecadar dinheiro e conscientizar as pessoas sobre a pesquisa do câncer e a importância do diagnóstico precoce. Ela foi fundada depois que o ex-jogador John Cullen, que na época jogava pelo Tampa Bay Lightning, foi diagnosticado com um linfoma Não-Hodgkin em 1997. Como resultado, o ex-jogador perdeu o resto da temporada devido ao tratamento.

    O câncer de Cullen inspirou Timm Harmon, do Moffitt Cancer Centre na University of South Florida, a criar uma parceria com o Lightning. Posteriormente, em dezembro de 1998, a NHL se juntou à causa e fundou o Hockey Fights Cancer.

    Usando os tradicionais uniformes de cor lavanda e placas com “I fight for”, os times homenageiam as pessoas da comunidade que lutam contra a doença. Na noite de homenagem, são vendidos produtos autografados e exclusivos da campanha. Com o dinheiro arrecadado, a NHL ajuda a American Cancer Society, Canadian Cancer Society e Movember Foundation a fornecer uma qualidade de vida aos pacientes e seus familiares. Por meio das doações, a NHL ajuda essas associações na hospedagem, transporte, programas de apoio e suporte gratuito ao gerenciamento de sintomas antes e após o tratamento para mais de 1.300 homens com câncer de próstata nos Estados Unidos e Canadá. 

    Causa especial

    Em 2014, o goleiro Pekka Rinne e o ex-capitão Shea Weber, do Nashville Predators, fundaram a 365 Pediatric Cancer Fund. A fundação foi criada com intuito de arrecadar dinheiro para a pesquisa do câncer infantil. Naquele ano, os dois conseguiram arrecadar 312.242,90 dólares. Hoje, seis anos após a criação da fundação, o goleiro continua no projeto. Este ano, em conjunto com os Predators, a fundação conseguiu bater o recorde e arrecadar um total de 550.365,19 dólares.

    No entanto, para Rinne, o dinheiro é só uma das possíveis formas de ajudar. O goleiro gosta mesmo é de visitar o hospital e fazer a alegria das crianças que estão por ali. Recentemente, ele tirou o dia para visitar as crianças, tirar fotos e realizar um meet and greet. Muito mais do que doar o dinheiro, as visitas fazem a diferença para aqueles que estão ali. Além disso, a causa se torna muito mais pessoal e especial. Pekka tem o costume de visitar o hospital no decorrer do ano e criar um relacionamento com as crianças. Afinal, dinheiro nenhum compra um sorriso no rosto de uma criança!

  • Blackhawks e Flyers abrem temporada na Europa

    Blackhawks e Flyers abrem temporada na Europa

    No último dia 04 de outubro, em Praga, na República Tcheca, aconteceu o primeiro jogo da Global Series 2019 da NHL. A Global Series são jogos da NHL em conjunto com a Live Nation Sweden que acontecem na Europa e tem como participantes alguns times da NHL e da Liga Europeia. Mais especificamente, são jogos disputados entre os times da NHL na regular season que acontecem na Europa. Essa será a terceira temporada consecutiva que a NHL viaja para o outro continente para disputar jogos e a oitava temporada geral. Esse ano, os times selecionados foram: Buffalo Sabres, Chicago Blackhawks, Philadelphia Flyers e Tampa Bay Lightning.

    Blackhawks e Flyers foram selecionados não só para a sua primeira partida da temporada na Europa como também para participarem do 2019 NHL Global Series Challenge. Além disso, completarão seus training camps na Suíça e na Alemanha. Por outro lado, Sabres e Lightning irão disputar duas partidas na arena Ericsson Globe em Estocolmo na Suécia, nos dias 08 e 09 de novembro. 

    Global Series Challenge

    Os times de Chicago e da Philadelphia ficaram responsáveis pelos Challenges deste ano. Esses são jogos amistosos entre times da NHL e europeus antes do início da temporada. A primeira partida aconteceu no dia 29 de setembro na arena Mercedes-Benz Arena em Berlim, na Alemanha, entre os Blackhawks e o Eisbären Berlin. Terminou com gols de Jonathan Toews, Alex Nylander e David Kampf, garantindo a vitória de 3-1 contra o time da casa. 

    O Philadelphia Flyers, por outro lado, não teve a mesma sorte. Disputou, no dia 30 de setembro na arena Vaudoise em Lausanne, na Suíça, contra o Lausanne HC. Quem garantiu a vitória foi o time da casa, que liderou por 3-0 ainda no primeiro período, com gols de Yannick Herren, Cory Emmerton e Joel Genazzi. No segundo período, foi a vez de Joel Vermin aumentar o placar de Lausanne HC, com 4-0. Apesar dos Flyers tentarem correr atrás do prejuízo, não conseguiram e perderam de 4-3. Essa foi a primeira vez em oito anos que um time europeu ganha de um time da NHL.

    Blackhawks 3, Flyers 4.

    A partida que marcou o início da temporada na Europa para ambos os times aconteceu na arena O2 em Praga, na República Tcheca. Os Flyers, que nesse caso eram considerados o time da casa, abriram o placar. Logo no início do primeiro período, Travis Konecny marcou um gol. No entanto, o estreante de Chicago, Alex Nylander, não deixou a alegria durar muito. Aproveitando um passe de Patrick Kane, o jovem mandou o puck para rede e marcou o seu primeiro gol com o time em uma temporada regular. 

    Em um power play aos 06:28 do segundo período, contudo, Oskar Lindblom balançou a rede para seu time novamente, garantindo 2-1 para os Flyers. Em seguida, o winger de 22 anos, Konecny, marcou novamente, dessa vez com uma assistência de Scott Laughton. Enquanto isso, o veterano Kane dobrou seus esforços. Logo garantiu mais uma assistência, em um gol marcado por Alex DeBrincat no final do segundo período, durante um power play. Mas seus esforços não foram suficientes para garantir a vitória para os Blackhawks. 

    Apesar de ter marcado um gol no final do terceiro período, o time da Philadelphia já tinha garantido seu quarto gol. Aos 09:48 do terceiro período, o winger Michael Raffl, com uma assistência de Tyler Pitlick e Robert Hagg, mandou o puck para dentro da rede. Quem garantiu que a diferença de gols entre os times não fosse maior foi Corey Crawford. O goleiro fez algumas grandes defesas e parou 34 dos 38 shots. O goleiro dos Flyers, Carter Hart, por sua vez, fez 28 defesas. Agora ambos os times retornam para suas casas, onde jogarão suas próximas partidas na próxima semana. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Divisão Central: Previsão temporada 19-20

    Divisão Central: Previsão temporada 19-20

    Temporada prestes a começar e os times já estão a todo vapor com seus novos jogadores e estratégias. Avaliar onde errou e o que precisa mudar é essencial quando o assunto é competir e os times de hockey não são exceção. Com tantos altos e baixos durante uma temporada é difícil prever que rumo irá tomar e o mais importante, qual time irá chegar nos playoffs. A divisão Central conta com os times: Nashville Predators, Winnipeg Jets, St. Louis Blues, Dallas Stars, Colorado Avalanche, Chicago Blackhawks e Minnesota Wild. 

    Poucos pontos separam eles entre si, do Predators (o campeão da divisão) para o Wild (o último colocado) foram apenas 17 pontos. Menos ainda que na temporada anterior. A disputa estava tão acirrada que Winnipeg ficou em segundo por apenas um ponto, enquanto Stars e Avalanche por pouco não ficaram de fora dos playoffs. St. Louis Blues, o grande campeão da Stanley Cup, estava em uma de suas piores temporadas, inclusive até janeiro o time não via chance de ir para a pós-temporada. 

    Com isso, o que podemos esperar para a temporada 2019-20?

    Será que novamente os fãs do esporte serão surpreendidos com um time que ninguém esperava ou dessa vez os fãs irão acertar nos palpites? A meta de todos os times nós já sabemos, mas será que toda essa estratégia dará certo?

    Nashville Predators

    O Nashville Predators é um time forte. Apesar de não ter conquistado a Stanley Cup nas últimas temporadas, chegou bem perto disso em 2017 e conquistou o President’s Throphy em 2018. Foi campeão da Divisão Central em 2019 e tudo indicava que iria bem nos playoffs. Porém, o time saiu ainda na primeira rodada após perder para o Dallas Stars. 

    Durante a temporada o time já tinha adquirido novos jogadores para o elenco,  e pouco mudou em seu quadro de atletas para essa temporada. Entretanto, uma das trocas que teve grande destaque na offseason foi do defensor P.K. Subban para o New Jersey Devils em troca dos jogadores Steven Santini, Jérémy Davies, que foi realocado para a AHL, mais a 2nd-round pick em 2019 e 2020.

    Além disso, o time de Nashville assinou com do center Matt Duchene, que tinha se tornado free agent nessa offseason. Esse contrato foi um dos mais comentados na intertemporada e o Predators está apostando no bom desempenho do jogador na cidade da música, que parece estar motivando o canadense a voltar ao gelo mais focado.  

    Matt Duchene ao assinar com Nashville Predators (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Além dos novos contratos, o capitão Roman Josi e o left winger Filip Forsberg terminaram a temporada 18-19 em alto nível, e devem buscar este alto desempenho mais uma vez em 19-20. Uma coisa é certa: Nashville Predators quer uma Stanley Cup. Depois de ter vacilado dos playoffs no ano anterior, chega à nova temporada com mais determinação para chegar aos playoffs

    Winnipeg Jets

    Os Jets novamente não consegui o primeiro lugar no final da temporada passada por pouco, por apenas um ponto o time ficou em segundo na tabela da Divisão Central. Mas foi eliminado ainda na primeira rodada pelo St. Louis Blues num jogo 6.

    Para essa temporada, o time fez poucas adições como o atacante Gabriel Bourque e os defensores Neal Pionk e Anthony Bitetto. Mas o destaque mesmo vai para o rookie Ville Heinola, o jovem que foi draftado este ano assinou um contrato com o time de Winnipeg por três anos. Entretanto o destino do defensor ainda não foi definido e é provável que ele volte para a Finlândia por mais uma temporada. 

    Outro jogador que estava dando o que falar é Patrik Laine, o forward de 21 anos era um RFA e estava treinando na Suíça enquanto não entrava em um acordo com o time. Considerado um jogador de elite, um novo contrato com Laine era algo muito aguardado pelos fãs. E após perder alguns jogos preseason, o jogador entrou em um acordo com o time e aceitou retornar para mais duas temporadas. 

    St. Louis Blues

    Aqui vai uma dica do NHeLas: sempre fique de olho nos times do final da tabela! O St. Louis Blues foi um dos times que mais surpreendeu nesta última temporada, o time não ia bem na regular season e inclusive ficou sem treinador durante a temporada. Mas ele mostrou que os últimos serão os primeiros e não só foi campeão de Conferência, como também é o atual campeão da Stanley Cup. 

    Com o seu último playoffs tendo sido um sucesso, o time optou por não mexer muito em seu quadro de jogadores. Apesar de perder jogadores como Pat Maroon e Chris Butler, o Blues conta com somente dois nomes novos como Justin Faulk e Nathan Walker. O time apostou também em outros jogadores novos, porém a previsão para esses jogadores é de permanecer na AHL pelo menos nessa temporada. O campeão da Stanley Cup faz a sua estreia na regular season em casa contra o Washington Capitals no dia 02 de outubro. 

    Dallas Stars

    O Stars quase viu seu sonho de sair da greve dos playoffs morrer, o time que só conseguiu sua vaga por causa do wild card e por pouco não fica de fora pela terceira temporada consecutiva. Mas o Stars  correu atrás do prejuízo e na primeira rodada venceu o campeão da Divisão Central, o Nashville Predators. E avançou nos playoffs com afinco, perdendo somente para o campeão da Stanley Cup num jogo 7.

    Esse foi todo o incentivo que o time precisava para apostar em novos jogadores e correr novamente atrás do sonho de ganhar uma Stanley  Cup, o que não acontece há 20 anos, desde a histórica conquista em 1999. Nomes como Joe Pavelski, Corey Perry e Andrej Sekera chegam nesta temporada para dar um gás e impulsionar ainda mais o time a correr atrás da Stanley Cup. Principalmente porque agora o time está munido não só de uma boa equipe de atacantes, como também de defensores. Se teve um time que investiu na sua área defensiva na temporada 18-19, foi o Dallas Stars, que começou o ano com uma defesa quase inexistente e conseguiu chegar à 2ª rodada dos playoffs

     Um nome também novo para os fãs do Dallas, é Thomas Harley, o defensor de 18 anos se destacou no training camp do time e assinou um contrato de 3 anos. Porém após a preseason o jovem retornará para a OHL por tempo indeterminado.

    Colorado Avalanche

    Outro time que por pouco não ficou de fora dos playoffs foi o Avalanche. Assim como o Dallas Stars o time conseguiu entrar como wild card. A diferença é que o time tem se mostrado forte e tem crescido nos últimos anos. O time quase “varreu” o Calgary Flames para fora dos playoffs e saiu após perder num jogo 7 para o San Jose Sharks numa partida que terminou 3-2. 

    Como uma forma de ampliar o seu quadro de jogadores, o time teve que abrir mão de nomes como Tyson Barrie, porém o time conta com vários nomes novos. Nazem Kadri, é um deles, o canadense é considerado um jogador completo e inclusive era um dos grandes nomes do Toronto Maple Leafs. Entre os jogadores novos estão também Andre Burakovsky, Valeri Nichushkin, Calle Rosem, Kevin Connauton e Pierre-Edouard Bellemare. Destaque também para Cale Makar, o jovem defensor foi um trunfo nos playoffs e mostrou que não está para brincadeira. O Avalanche quer mais do que nunca aumentar as suas chances de chegar nas finais já que tem conseguido ir para os playoffs nas últimas temporadas. 

    Nazem Kadri na preseason com o Colorado Avalanche (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Chicago Blackhawks

    O time de Chicago abriu mão de poucos jogadores nessa offseason, em sua maioria, jogadores que dividiam seu tempo entre a NHL e a AHL. Em contrapartida o time adquiriu bastante novos jogadores. Nomes como o do goleiro Robin Lehner, Andrew Shaw e Alexander Nylander agora fazem parte do quadro de jogadores de Chicago. Um nome de destaque nesse novo quadro é de Kirby Darch, o terceiro a ser draftado neste ano já tem um contrato assinado para três anos. Mas o jovem já tem planos de voltar para o seu time na WHL pelo menos para esta temporada. 

    O time tem investido muito no ataque, o que mostra o quanto o time quer se fortalecer e aumentar as suas chances na corrida para a Stanley Cup. O time precisa de incentivo, de um gás para entrar com tudo nessa nova temporada e deixar essa maré para trás. Afinal não só o time tem tido dificuldade em se classificar para os playoffs, como também não tem passado do primeiro round desde que ganhou a Stanley Cup na temporada 2014-15. 

    Minnesota Wild

    O Minnesota Wild pode não ter se mostrado um time forte nas últimas temporadas, mas correu atrás de novos contratos nesta intertemporada. Renovou o contrato com Kevin Fiala, Ryan Donato, Jared Spurgeon e Joel Eriksson Ek. Além de assinar com grandes nomes como Ryan Hartman e Mats Zuccarello. Este último sendo um dos principais motivos do Dallas Stars ter chegado tão longe nos playoffs

    Zuccarello na temporada 2018-19 antes de assinar com o Wild (Foto: Reprodução/nhl.com)

    O time pode ter ficado de fora dos playoffs na última temporada. Mas seus esforços não passaram despercebidos e agora o time tem uma chance maior de entrar na corrida para a Stanley Cup. Se novos jogadores é o que o time precisava para enfim sair do último lugar de sua divisão, o time fez a aposta correta. Afinal, o St. Louis Blues deu a volta por cima e conquistou seu primeiro campeonato. 

    A Divisão Central é uma das mais competitivas na NHL, o que a torna bem interessante de acompanhar. Fica difícil prever quem irá conquistar as vagas para os playoffs neste ano, mas, sem sombra de dúvidas, a disputa será mais uma vez acirrada. Na temporada anterior, essas vagas foram definidas apenas no último jogo da temporada regular. Precisa de mais motivos para acompanhar de perto estes times?