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  • NHL Trade Deadline: um recap

    NHL Trade Deadline: um recap

    A Trade Deadline da NHL aconteceu na segunda feira (24), e gerou diversas transições. De especulações à trades inesperadas, a tarde de ontem serviu para provar uma coisa: nenhum jogador está a salvo. Foram diversos acordos feitos entre os 31 times da National Hockey League, todos com o objetivo comum de deixar as equipes o mais perto possível da Stanley Cup. Portanto, pensando nisso, o NHeLas fez um recap com as principais trocas ocorridas dentro da Liga.

    Anaheim Ducks

    Os Ducks completaram trocas com 6 times da NHL. A primeira aquisição do time foi em uma trade com o Philadelphia Flyers. Desta forma, o time de Anaheim recebeu como reforço do último o center, Kyle Criscuolo e um 4th round pick no Draft 2020. No entanto, em troca, precisou ceder Derek Grant ao time da Filadélfia. 

    Seguidamente, em um acordo com o Boston Bruins, a equipe adquiriu o forward Danton Heinen. Assim, o time de Massachusetts recebe o left-wing Nick Ritchie. Em outra trade, desta vez com o Washington Capitals, o time adquiriu o defensor Christian Djoos, mas cede aos Capitals Daniel Sprong. 

    Na troca com o Columbus Blue Jackets, o time adquiriu mais um reforço para o ataque, Sonny Milano. Desta forma, cedeu aos Blue Jackets Devin Shore. Do Nashville Predators, recebe Matt Irwin e um 6th round pick no Draft 2022, mas cede a equipe Korbinian Holzer. 

    Por fim, em um acordo com o Edmonton Oilers, o time adquire o defensor Joel Persson. Desta forma, cedeu aos Oilers o goleiro Angus Redmond e uma escolha no Draft de 2022. O time também acabou por reivindicar os direitos do contrato de Andrew Agozzino, do Pittsburgh, que também vem para reforçar o time. 

    Arizona Coyotes

    Os Yotes foram tímidos na hora de movimentar seu elenco, tendo assim participado de apenas um tread com o Columbus Blue Jackets. Desta forma, o time acabou adquirindo o forward Markus Hannikainen. No entanto, precisou ceder a equipe sua escolha no sétimo round no Draft 2020 da NHL. 

    Boston Bruins

    Os Bruins também concluíram apenas uma trade, sendo esta com o Anaheim Ducks. O time adquriu o jogador Nick Ritchie da equipe de Ahaheim e cedeu a esta Danton Heinen. 

    Buffalo Sabres

    Com duas aquisições, os Sabres fizeram parte de uma das grandes movimentações da Liga. Desta forma, em uma trade com o New Jersey Devils, o time adquiriu o forward veterano Wayne Simmonds. No entanto, cederam seus direitos a um 5th round pick condicional no Draft 2021 aos Devils. 

    Seguidamente, em um acordo com o Pittsburgh Penguins, a equipe adquiriu o forward Dominik Kahun. Em troca, os Penguins acabaram por receber Conor Sheary e Evan Rodrigues. 

    Calgary Flames

    Nesta Trade Deadline, os Flames reforçaram seu elenco com defensores em trocas respectivamente com o Chicago Blackhawks e L.A. Kings. Dos Blackhawks, o time adquiriu Erik Gustafsson, mas cedeu ao primeiro um 3rd round pick no Draft 2020. Já na trade com os Kings, o time recebeu Derek Forbort. Desta maneira, terminou por ceder ao Los Angeles um 4th round pick condicional no Draft 2020. 

    Carolina Hurricanes

    Os Hurricanes fizeram grandes movimentações nesta Trade Deadline. Primeiro, em uma troca com o Florida Panthers, o time adquiriu Vincent Trocheck. No entanto, precisou ceder ao time da Flórida quatro de seus jogadores, entre eles Erik Haula. 

    Na trade com os Devils, o time cedeu dois de seus jogadores e um 4th round pick condicional no Draft 2020. No entanto, recebeu do New Jersey Sami Vantanen, que vem para reforçar a defesa da equipe. 

    Por fim, a última troca do time foi com New York Rangers. Ao ceder seu 1st round pick no Draft 2020, os Canes receberam dos Rangers Brady Skjei. Desta forma, o jogador vem para reforçar a defesa da equipe, que conta com o desfalque de Dougie Hamilton desde o final de janeiro. 

    Chicago Blackhawks 

    Os Blackhawks completaram três trades na tarde de ontem. Na primeira delas, com os Flyers, o time adquiriu T.J Brennan. No entanto, terminou por ceder ao time da Filadélfia o jogador Nathan Noel. Em uma troca de um 3rd round pick no Draft 2020, os Hawks abdicaram ao Calgary Flames o defensor Erik Gustafsson. 

    Porém, a grande troca do Chicago foi com os Vegas Golden Knights. O time adquiriu da equipe o goleiro Malcolm Subban, o defensor Slava Demin e um 2nd round pick no Draft de 2020. Desta maneira, a equipe precisou ceder Robin Lehner ao Vegas. 

    Colorado Avalanche

    O Avalanche participou de duas trocas na tarde de ontem. Uma delas com o Ottawa Senators, onde o time adquiriu Vladislav Namestnikov. Assim, a equipe cedeu aos Senators seu 4t round pick no Draft de 2021. Já na trade com o Toronto Maple Leafs, o Colorado recebeu o goleiro Michael Hutchinson. No entanto, em troca, a equipe de Denver precisou abdicar de Calle Rosen. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blue Jackets fizeram apenas uma movimentação na tarde de ontem, sendo esta com o Anaheim Ducks. Na troca, o time precisou abdicar de Sonny Milano para os Ducks, mas recebeu como reforço o jogador Devin Shore para completar o elenco. 

    Dallas Stars

    O time de Dallas também foi tímido durante a Tread Deadline e fez apenas uma troca com o Florida Panthers. A equipe acabou cedendo ao time da Flórida o defensor Emil Djuse. Assim, receberam, por fim, um 6th round pick no Draft 2020, com a intenção de reconstruir o time futuramente. 

    Detroit Red Wings

    Em uma trade com o Edmonton Oilers, os Red Wings adquiriram o center Kyle Brodziak e uma escolha condicional no Draft. Esta pode ser no 4th round do Entry Draft de 2020 ou 3rd round do Entry Draft 2021. Porém, para obter mais uma escolha no evento, a equipe precisou ceder aos Oilers o defensor Mike Green. 

    Seguidamente, em outra troca com a equipe de Edmonton, o time adquiriu Sam Gagner, um 2nd round pick no Draft de 2020 e 2021. No entanto, acabou abdicando para os Oilers os jogadores Andreas Athanasiou e Ryan Kuffner. 

    Edmonton Oilers

    Como citado anteriormente, a troca com os Red Wings resultou na vinda Mike Green, Andreas Athanasiou e Ryan Kuffner para Edmonton. No entanto, essa não foi a única movimentação feita pelos Oilers. Em uma trade com os Senators, o time adquiriu o forward Tyler Ennis. Porém, em troca, a equipe de Ottawa recebeu o 5th round pick do time no Draft 2021. 

    Por fim, em um acordo com os Ducks, o time recebe o goleiro Angus Redmond e um 7th round pick condicional no Draft em 2022. Em troca, o time cedeu ao Anaheim o defensor Joel Persson. 

    Florida Panthers

    Na trade com o Carolina Hurricanes, os Panthers receberam Erik Haula, Lukas Wallmark, Eetu Luostarinen e Chase Priskie. No entanto, precisou abdicar de Vincent Trocheck para o time da Carolina. Seguidamente, em uma troca com o Dallas Stars, a equipe recebeu o defensor Emil Djuse. Porém, em troca, teve de ceder aos Stars um 6th round pick no Draft 2020.

    Los Angeles Kings

    A maior troca dos Kings foi no início da semana passada, quando o time cedeu Tyler Toffoli aos Canucks e, em troca, recebeu dois draft picks, Tim Schaller e Tyler Madden. No entanto, o time participou de mais uma troca na tarde de ontem, dessa vez com o Calgary Flames. A equipe recebeu um 4th round pick e, em troca, acabou cedendo, por fim, Derek Forbort aos Flames. 

    Montreal Canadiens

    Os Canadiens também fizeram grandes movimentações na tarde de ontem e adquiriram diversas seleções no Draft. Inicialmente, em uma troca com os Capitals, o time recebeu um 3rd round pick no Draft 2020. No entanto, precisou ceder Ilya Kovalchuk ao time de Washington. 

    Já em outra trade, dessa vez com os Flyers, o time adquire um 5th round pick no Draft de 2021. Em troca, o Filadélfia recebeu o forward Nate Thompson. Com os Senators, eles recebem o forward Aaron Luchuk e outra escolha no Draft – desta vez, um 7th round pick em 2020. No entanto, abdicou do jogador Matthew Peca. 

    Por fim, no acordo com os Vegas Golden Knights, o time um 4th round pick no Draft 2021, cedendo assim aos Knights o forward Nick Cousins. 

    Nashville Predators

    Em uma troca com os Blackhawks, os Predators adquiriram o defensor Eric Gustafsson. Porém, em troca, o time cede ao Chicago o defensor Matt Irwin e um 5th round pick no Draft 2020. 

    Todavia, o Nashville não movimentou o time apenas com trocas. Rocco Grimaldi assinou uma extensão de contrato com o time, e jogará pelos Preds por mais dois anos. Desta forma, o contrato do jogador passa a valer 2 milhões por cada uma das próximas temporadas que disputará. 

    New Jersey Devils

    Os Devils realizaram 3 trades, sendo estas com os Buffalo, Canucks e Hurricanes. Com o Buffalo, o time acabou por adquirir um 5th round pick condicional no Draft de 2021. Todavia, o time acabou abdicando de Wayne Simmonds para os Sabres. Já na troca com os Canucks, o time adquire o jogador Zane McIntyre e cede ao Vancouver Louis Domingues. 

    Por fim, do Carolina, os Devils adquirem um 4th round pick condicional no Draft 2020, e os jogadores Janne Kuokkanen e Fredrik Claesson. Em troca, os Canes receberam o jogador Sami Vantanen. 

    New York Islanders

    Pageau acabou assinando um contrato para disputar mais 6 temporadas com os Islanders.

    Em uma troca com os Senators, os Islanders adquiriram o center Jean-Gabriel Pageau e, em troca, cederam três escolhas no Draft ao Ottawa. Seguidamente, o jogador também concordou em uma extenssão de contrato com o time. Desta forma, ele passa a disputar mais 6 temporadas com a jersey dos Islanders.

    New York Rangers

    Os Rangers participaram de apenas uma troca durante o Trade Deadline, sendo esta com o Carolina Hurricanes. Ao ceder Brady Skjei, o time adquiriu mais um 1st round pick para o Draft de 2020. 

    No entanto, o time ganhou outra aquisição, e nem precisaram deixar a própria arena para tal feito. Chris Kreider fica por mais oito temporadas com os Rangers após assinar uma extenssão de contrato com o time. Desta forma, o jogador passa a receber, por temporada, 6,5 milhões de dólares. 

    Ottawa Senators

    Os Senators foram um dos times da NHL que mais movimentaram o Trade Deadline e o que mais adquiriu escolhas no Draft com as trocas. Primeiramente, na trade com os Islanders, o time recebeu um 1st round pick condicional e um 2nd round pick no Draft 2020, e um 3rd round pick no Draft de 2022. Assim, o time acabou cedendo Jean-Gabriel Pageau. 

    Seguidamente, em um acordo com o Avalanche, o time adquiriu um 4th round para o Draft 2021. Em troca, Vladislav Namestnikov passar a jogar pelo Colorado. Já dos Canadiens, o time recebeu Matthew Peca e cede Aaron Luchuck e um 7th round pick em 2020 ao Montreal. 

    Por fim, a última troca dos Senators foi feita com o Edmonton Oilers. O time recebeu o forward Tyler Ennis e, em troca, abdica de um 5th round pick no Draft 2021. 

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers concluíram duas trades: uma com o Montreal Canadiens e a outra com o Anaheim Ducks. Na troca com os Canadiens, o time recebeu Nate Thompson, cedendo, portanto, um 5th round pick em 2021 a estes. Já na transição com os Ducks, a equipe recebe Derek Grant e, em troca, abdica de Kyle Criscuolo e um 4th round pick no Draft 2020. 

    Pittsburgh Penguins 

    Além da vinda de Jason Zucker para o time há alguns dias atrás, os Penguins também voltaram a adquirir novos reforços durante a Trade Deadline. A primeira movimentação feita pela equipe de Pittsburgh foi com os Sharks, onde o time adquiriu Patrick Marleau e, em troca, acabaram por ceder ao San Jose um 3rd round pick no Draft 2020. 

    Patrick Marleau foi uma das grandes aquisições do Pittsburgh durante a Trade Deadline.

    Seguidamente, a próxima trade do clube se deu com o Buffalo Sabres, onde receberam dois novos reforços: Conor Seary e Evan Rodrigues. Em troca, os Sabres receberam Dominik Kahun. 

    San Jose Sharks

    Citada anteriormente, a primeiro troca dos Sharks foi feita com o Pittsburgh, onde o time recebeu um 3rd round pick no Draft 2021 em troca de Patrick Marleau. Todavia, não foi a única movimentação feita pelo time na Trade Deadline. A equipe adquiriu, do Tampa Bay Lightning, o jogador Anthony Greco e 1st round pick no Draft 2020. 

    Por fim, na troca com o Calgary, o San Jose recebeu mais um reforço para a sua defesa com a aquisição de Brandon Davidson. 

    Tampa Bay Lightning

    Há alguns dias atrás, o Tampa Bay havia participado de uma trade com os Devils, onde adquriu Blake Coleman. No entanto, a equipe voltou a receber novos reforços em mais uma troca, dessa vez com o San Jose. O time adquriu Barclay Goodrow e um 3rd round pick no Draft 2020. Desta forma, cede aos Sharks um Draft pick e um dos jogadores de seu elenco, Anthony Greco. 

    Toronto Maple Leafs

    Em uma troca com o Colorado Avalanche, os Leafs receberam Calle Rosen. Todavia, abdicam do goleiro Michael Hutchinson para o time de Denver. Seguidamente, em um acordo com os Islanders, a equipe adquiriu o forward Matt Lorito (este que joga pelo time dos Isles na AHL, os Sound Tigers). Na troca, a equipe de New York recebeu, por fim, Jordan Schmaltz. 

    Por fim, na troca com os Golden Knights, o time recebeu um 5th round pick no Draft 2020, e cede ao Vegas o jogador Martins Dzierkals, concluindo assim a negociação entre os Blackhawks e os Golden Knights. Desta forma, os Maple Leafs passam a reter uma parte do salário do goleiro Robin Lehner como parte do acordo. 

    Vancouver Canucks 

    Os Canucks participaram de apenas uma troca no Trade Deadline, sendo esta com os Devils. Na transição, o time recebeu do New Jersey o jogador Louis Domingue. No entanto, acabaram por ceder o goleiro Zane McIntyre. 

    Vegas Golden Knights

    Além de Alec Martinez, mais algumas aquisições foram feitas pelo Vegas na tarde do Trade Deadline. Em uma troca com o Chicago, o time adquiriu o goleiro Robin Lehner e o prospect Martins Dzierkals. Desta forma, os Hawks recebem Malcolm Subban, Slava Demin e um 2nd round pick no Draft 2020 que pertencia ao Golden Knights. 

    Washington Capitals

    Ilya Kovalchuk passa a fazer parte do elenco dos Capitals.

    A maior transação feita pelos Capital durante o período de trades foi a com o Montreal Canadiens, onde o time adquiriu o jogador Ilya Kovalchuk. No entanto, na tarde de ontem o time fez mais uma aquisição para seu elenco. Em uma troca com o Anaheim Ducks, o Washington recebe o forward Daniel Sprong. Desta forma, Christian Djoos passa a disputar pelos Ducks.

    Foto: Reprodução/Teal Town USA

  • Possíveis candidatos ao Vezina Trophy

    Possíveis candidatos ao Vezina Trophy

    O Vezina Trophy é o troféu dado ao melhor goleiro da temporada regular. Um dos prêmios mais históricos da NHL, antigamente ele era entregue ao goleiro que tivesse a melhor média de gols cedidos (GAA). Agora, ele é simplesmente dado ao melhor goleiro da Liga, sendo possível basear esse critério de acordo com a vitórias, ou com o save percentage (SV%) do jogador, além da própria GAA.

    Diferentemente dos outros prêmios, definidos pela Professional Hockey Writer’s Association (PWHA), o Vezina Trophy é votado por todos os 31 General Managers da NHL.

    O último vencedor foi Andrei Vasilevskiy, do Tampa Bay Lightning. Com a temporada na reta final, resolvemos mostrar quais os principais goleiros no radar do Vezina Trophy este ano.

    Connor Hellebuyck (Winnipeg Jets)

    Connor Hellebuyck, candidato ao Vezina Trophy
    Connor Hellebuyck, principal nome na disputa pelo Vezina Trophy (Foto: John E. Sokolowski/USA TODAY Sports)

    Primeiramente, o americano Connor Hellebuyck, do Winnipeg Jets, é considerado o favorito para levar o Vezina. Este seria seu primeiro prêmio na carreira.

    Era de se esperar que o Winnipeg Jets sofresse nessa temporada, afinal muitos de seus defensores foram embora do time na offseason. Jacob Trouba foi trocado, e Tyler Myers e Ben Chiarot viraram free agents e acabaram não renovando com o Jets.

    Entretanto, graças a Hellebuyck, os Jets estão conseguindo ter uma temporada boa, apesar de tais fraquezas. De todos os goleiros, Hellebuyck foi quem mais teve partidas em 2019-20. Ele jogou 42 jogos, até agora. O recorde dele à frente das redes é de 22-16-5, juntamente com uma SV% de .919 e um GAA de 2.71.

    Comparando com os outros goleiros, essas estatísticas não parecem tão boas, já que há outros com porcentagens melhores. Porém, é necessário considerar também que os Jets têm em média poucos riscos ofensivos.

    Além disso, o que realmente destaca o americano dos demais é que, por estar em um time no qual a defesa é fraca, seus esforços para parar pucks são mais do que necessários e são impressionantes. Por isso, comparando com os demais, ele é de fato um dos maiores favoritos a faturar o troféu.

    Darcy Kuemper (Arizona Coyotes)

    Foto: Christian Petersen/Getty Images

    O Arizona Coyotes possui um recorde de 27-21-7 (61 pontos) e está atualmente atrás, por 4 pontos, do primeiro lugar na Divisão Pacífica. O time pode finalmente terminar o jejum de playoffs após 7 anos, e muito se deve aos esforços do goleiro canadense Darcy Kuemper.

    Kuemper jogou 25 partidas, das quais ele saiu vitorioso em 15 e perdeu 8. O SV% dele é de .929 e a média de gols cedidos, 2.17 por jogo. Juntamente com o goleiro reserva Anti Raanta, os dois têm 147 gols sofridos, ficando em 3° lugar na divisão. Além disso, ambos tiveram 2 shutouts consecutivos, algo que não acontecia desde 2012.

    Kuemper teve sua temporada espetacular brevemente interrompida ao ficar de fora de alguns jogos por conta de uma lesão. Entretanto, ele é esperado para voltar nas próximas partidas, e o Coyotes precisam de seu goleiro titular para conseguirem garantir definitivamente seu lugar nos playoffs. E mesmo assim, com essa lesão, Darcy Kuemper não saiu do radar do Vezina Trophy e ainda é um dos grandes favoritos.

    Ben Bishop (Dallas Stars)

    Foto: Jerome Miron/USA TODAY Sports

    Ben Bishop aparece pelo segundo ano consecutivo como um possível candidato ao Vezina. Mas, diferentemente do ano passado, Bishop parece ter mais chances de faturar o prêmio nesta temporada.

    Isso porque ele se encontra atualmente com uma média de SV% em .925%, a 5° melhor da Liga. Seu recorde, em 36 jogos, é de 18-11-4 e a média de gols cedidos é de 2.36. O que fez Bishop perder ano passado para Andrei Vasilevskiy foi o fato do russo ter tido mais vitórias (39) em mais jogos (53), enquanto o americano disputou 46 jogos e ganhou 27.

    Vale ressaltar que os GMs estão cada vez mais valorizando um bom trabalho em conjunto aos goleiros backups do que simplesmente um goleiro que possua todo o trabalho sozinho, então a possibilidade de Bishop ganhar mesmo tendo jogado menos que os demais é real.

    Ele é, estatisticamente, um dos melhores em sua posição. Justamente por ser o mais velho da lista, com 33 anos, e ainda com bons números que o equiparam aos demais finalistas mais jovens, já seria digno de levar o troféu.

    Mas, diferentemente do ano passado, a votação para o prêmio poderá ser mais acirrada, fazendo com que Bishop talvez não leve o Vezina por muito pouco.

    Andrei Vasilevskiy (Tampa Bay Lightning)

    Andrei Vasilevskiy, candidato ao Vezina Trophy
    Foto: Icon Sportswire/Getty Images

    O atual campeão do Vezina Trophy lidera a NHL com 26 vitórias. Após ter ganhado o troféu na temporada de 2018-2019, com 39 vitórias em 53 jogos, o começo de temporada do russo não foi dos melhores.

    Antes do Natal, o SV% e os gols cedidos de Vasilevskiy não entravam no top 30 dos goleiros da Liga. Ele tinha uma porcentagem de .822 e, de 135 shots encarados, 24 foram gols. Estas são características consideradas medianas para um goleiro de elite.

    Todavia, um mês depois, Vasilevskiy pareceu ter mudado o rumo das coisas. Ele ainda não perdeu em tempo regulamentar desde o dia 14 de dezembro, e um dos principais motivos do Tampa Bay Lightning ter virado o jogo foi por conta dele. Suas estatísticas estão boas, com um SV% de .917 e uma média de 2.53 gols cedidos. Seu recorde é de 27 vitórias e 9 derrotas.

    Mesmo com muito talento à frente, com bons defensores e atacantes, Vasilevskiy não pode ser desconsiderado dessa lista. Afinal, sem ele, Tampa não teria conseguido 10 vitórias consecutivas e nem ter se recuperado de um péssimo começo de temporada.

    Tuukka Rask (Boston Bruins)

    Foto: Bruce Bennett/Getty Images

    Tuukka Rask poderia faturar o segundo Vezina Trophy de sua carreira essa temporada. Isso porque, aos 32 anos, Rask é um dos goleiros mais consistentes da Liga e também é muito responsável pela boa temporada que o Boston Bruins faz.

    Seu recorde até agora é de 19 vitórias e somente 4 derrotas em tempo regulamentar. Com isso, ele tem um SV% de .929% e a GAA de 2.15.

    Porém, Tuukka Rask está fora dos rinques desde 14 de janeiro, por conta de uma concussão. Antes da lesão, ele deixou entrar apenas 2 gols ou menos por partida em 6 jogos. O finlandês tem a característica de conseguir permanecer calmo em momentos de muita pressão, quando enfrenta muitos shots perigosos em sua direção.

    Dessa forma, mesmo não sendo considerado um dos grandes favoritos ao prêmio, não citar ele nessa lista seria um erro, pois somente o fato de ter apenas 4 derrotas em tempo regulamentar mostra o porquê dele ser considerado um goleiro de elite.

    Foto: PR_NHL/Twitter

  • A dança das cadeiras dos técnicos na temporada 2019-20

    A dança das cadeiras dos técnicos na temporada 2019-20

    Poderíamos estar falando do Brasileirão, mas é da NHL mesmo. Afinal, apenas três dos técnicos treinam os mesmos times desde a temporada 2015/2016: Jon Cooper (Tampa), Paul Maurice (Winnipeg) e Jeff Blashill (Detroit). Em um esporte tão tradicionalista quanto o hockey isto é um fato tanto quanto estranho. Afinal, a lealdade é muito prezada tanto pelos jogadores quanto pela equipe administrativa dos times. 

    Assim, para te ajudar a entender esse troca-troca decidimos fazer uma lista compreendendo os dispensados, quem os substituiu e para onde foram. Relaxe, coloque Another One Bites the Dust para tocar e torça para nenhum outro técnico ser demitido antes de você terminar de ler essa lista. 

    Mike Babcock, Toronto Maple Leafs

    Juntamente com Joel Quenneville, demitido por Chicago na última temporada, Babcock era talvez o técnico mais condecorado em atividade. Campeão da Stanley Cup em 2008 com o Detroit Red Wings, o canadense ainda levou seu país natal a dois ouros olímpicos consecutivos: Vancouver em 2010 e Sochi em 2014. Quando Toronto desbancou o Buffalo Sabres para contratá-lo, a franquia precisava desesperadamente deixar o espírito perdedor de lado e voltar a ser uma equipe competitiva. 

    Depois de draftar nomes importantes como William Nylander, Mitch Marner e Auston Matthews e contratar o superstar John Tavares na free agency, a janela dos Leafs se abriu. Neste novembro a situação no vestiário se tornou insustentável, e Babcock foi demitido no meio de uma série de derrotas da equipe de Toronto. Seu substituto foi Sheldon Keefe, que já vinha batendo na porta da NHL há algum tempo, especialmente depois de ganhar o título da AHL (American Hockey League) com o Toronto Marlies.

    Com a saída de Babcock mais notícias envolvendo seu comportamento difícil e teimosia escaparam nos veículos canadenses. Dentre elas uma situação onde ele ordenou que Marner, que na época era um calouro na Liga, listasse seus colegas de equipe mais “preguiçosos”. Quando o jovem atleta cumpriu a ordem (depois de muita pressão), Babcock supostamente notificou todos aqueles que ele havia listado como preguiçosos.

     Já tratando-se de estratégias, o canadense foi muito criticado por não “encurtar o banco” durante os jogos de playoffs. Além disso, a equipe amargou uma eliminação no primeiro round pelo terceiro ano consecutivo. Este fato também contribuiu para que Kyle Dubas demitisse seu técnico após uma série de derrotas.

    Bill Peters, Calgary Flames

    À época que ela aconteceu, em 2018, a saída repentina de Peters do Carolina Hurricanes para o Calgary Flames repercutiu por toda a Liga. Isto porque o canadense ainda tinha mais um ano em seu contrato com os Canes. Na época, a equipe da Carolina do Norte estava passando por uma reformulação que envolveu a saída de seu general manager de longa data, Ron Francis.

    No Canadá, Peters decepcionouno primeiro round dos playoffs do ano passado, quando Calgary foi eliminado pelo Colorado Avalanche em 5 jogos. A partir de então, começou a se questionar os métodos do técnico. Entretanto, a real motivação por trás de sua saída vai muito além da insatisfação por um desempenho na pós-temporada.

    No final de novembro o jogador Akim Aliu virou o mundo do hockey de cabeça para baixo quando alegou que o técnico havia proferido injúrias raciais contra ele no vestiário, na época que treinava o Rockford IceHogs da AHL. O fato aconteceu na temporada 2009/2010, por conta da escolha de música que o atleta havia feito. Além deste episódio, outra situação envolvendo Peters veio à tona, desta vez durante sua empreitada nos Canes. O técnico foi acusado de ter chutado jogadores da equipe no banco durante um jogo. 

    Peters pediu demissão dos Flames em uma carta, onde admitiu ter usado uma injúria racial com Aliu. O canadense foi substituído no comando de Calgary por Geoff Ward, que se tornou o técnico interino da equipe de Alberta. 

    Peter DeBoer, San Jose Sharks

    Diferentemente das situações acima, a estadia de DeBoer no comando dos Sharks terminou em uma nota positiva, sem escândalos. Contratado em maio de 2015, o técnico teve números positivos (198-129-34) e uma ida à final da Stanley Cup, que a equipe californiana perdeu para o Pittsburgh Penguins em 2016. Na última temporada, os Sharks foram até a final da conferência Oeste, perdendo para os eventuais campeões St. Louis Blues.

    DeBoer não ficou muito tempo desempregado, pois já foi contratado para substituir Gerard Gallant no comando do Vegas Golden Knights. Após a construção de uma rivalidade desde a chegada da equipe do deserto na Liga será interessante ver o técnico tentar conquistar a torcida da Sin City

    Gerard Gallant, Vegas Golden Knights

    Durante o mês de dezembro de 2016 tivemos uma das cenas mais inusitadas daquela temporada. Afinal, quem não se lembra de quando o Florida Panthers demitiu Gallant e o fez esperar por um táxi ao invés de deixá-lo pegar uma carona para o aeroporto com o ônibus da equipe?

    Após ser contratado como o primeiro técnico da franquia de Vegas, Gallant riu por último. Além de ver sua equipe fazer uma campanha histórica até a final da Stanley Cup, o técnico venceu o troféu Jack Adams de técnico do ano no NHL Awards de 2018. Mas como todo conto de fadas, este também teve um fim. Após o fim da lua de mel e uma aparente estagnação da equipe, Gallant foi demitido no início de 2020 e substituído por Pete DeBoer no comando dos Golden Knights.

    Jack Montgomery, Dallas Stars

    O americano foi contratado por Dallas após a aposentadoria de Ken Hitchcock em 2018, depois de cinco temporadas na Universidade de Denver. Com seu comando, a equipe chegou à semifinal da conferência Oeste nos últimos playoffs, tendo sido eliminada pelos futuros campeões St. Louis Blues. 

    Cercada de mistério, a saída repentina de Montgomery do banco da equipe texana causou furor quando foi anunciada. Nem mesmo os jogadores dos Stars entenderam a situação. Enfim, quando o GM Jim Nill comunicou a demissão de Montgomery por “conduta antiprofissional”, muito se especulou se poderia se referir a situações similares às de Peters e Babcock. 

    Entretanto, o ex-técnico dos Stars deu entrada em uma clínica de reabilitação no mês seguinte à sua demissão, chamando a situação de o pontapé inicial que ele precisava para buscar tratamento. Montgomery foi substituído no comando do Dallas por seu assistente Rick Bowness, que tem extensa experiência como técnico na Liga, tendo atuado em cinco equipes entre 1988 e 2003.

    Peter Laviolette, Nashville Predators

    Quatro dias após o GM David Poile dar uma entrevista onde afirmou que mudanças na comissão técnica não estavam nos seus planos, o técnico foi demitido. Laviolette deixou a posição com um histórico de 248-143-60, incluindo uma aparição na final da Stanley Cup em 2017, quando os Preds perderam para Pittsburgh.

    Conhecido por seu temperamento explosivo, já haviam rumores de que o técnico havia perdido o vestiário da equipe do Tennessee, que estava em penúltimo lugar na sua divisão. Laviolette foi substituído por John Hynes, que havia sido demitido do New Jersey Devils.

    John Hynes, New Jersey Devils

    Após uma off-season movimentada, haviam muitas expectativas acerca da temporada que os Devils teriam. Afinal, a equipe draftou Jack Hughes, adquiriu PK Subban e iniciou a temporada com o MVP de 2018, Taylor Hall. Entretanto, os resultados foram decepcionando a torcida, que passou a se questionar se não seria mais viável para a equipe vender na deadline e contar com uma boa escolha em um draft que promete ter muita profundidade de talentos.

    Com o histórico de 9-13-4 e 22 pontos, a equipe fazia a segunda pior campanha da Liga. Consequentemente, ao trocarem Taylor Hall para o Arizona Coyotes, os Devils se comprometeram com o tank. Desta forma, a situação com o técnico se tornou insustentável, assim como com seu GM Ray Shero. Ambos foram mandados embora. Hynes foi substituído por seu assistente Alain Nesreddine temporariamente, mas já encontrou um novo desafio: treinar o Nashville Predators.

    (Foto: New York Times.com/Reprodução)

  • Stars comemoram vitória no Winter Classic 2020

    Stars comemoram vitória no Winter Classic 2020

    O dia tão aguardado pelos fãs do Dallas Stars e Nashville Predators, enfim chegou. O Winter Classic 2020, que este ano foi sediado no Cotton Bowl Stadium em Dallas, Texas, foi a 12ª ediçãondo evento e a estréia da cidade como anfitriã no evento que iniciou em 2008. No entanto, não é somente isso que torna o evento especial para os fãs do Stars. Essa edição foi a segunda a esgotar mais rápido a venda dos ingressos e o segundo evento a receber o maior público. Ao todo, foram 85.630 pessoas participando, perdendo apenas para o Winter Classic 2014 que recebeu mais de 100 mil pessoas. 

    O clima no Texas era de outro nível, deixando os jogadores e até mesmo os telespectadores de casa maravilhados. As surpresas começaram cedo com a chegada dos jogadores. Enquanto o Dallas estavam vestidos a caráter de cowboy, os Predators decidiram fazer uma homenagem a Johnny Cash e estavam todos de preto.

    Na multidão era possível ver fãs dos dois times em um mar de verde e amarelo. Apesar do grande evento ser o jogo em si, o time de Dallas também reservou uma série de atrações para o público. Tudo foi organizado como as típicas feiras estaduais, desde as comidas até as brincadeiras. Teve atrações com ovelhas, cavalos e até mesmo uma corrida de porcos, que para a alegria das pessoas tinham como nomes referências aos jogadores de hockey.

    Predators 2, Stars 4.

    Numa partida emocionante, o primeiro período já começou com penalidades e expulsão. Com apenas 02:44 que o puck caiu no gelo, o winger Corey Perry dos Stars bateu com o cotovelo na cabeça de Ryan Ellis dos Predators. No momento os árbitros enviaram Perry para a penalty box. Entretanto, após revisarem o VAR, o jogador foi expulso por má conduta. Enquanto isso, Ellis precisou de ajuda para sair do gelo e também não retornou para a partida com uma upper body injury.

    Durante o power play o time de Dallas marcou outra penalidade, assim, aumentando a chance dos Preds marcarem. Foi exatamente isso que o Matt Duchene fez nos segundos finais do 5 on 3 ao abrir o placar com uma assistência de Roman Josi e Filip Forsberg.

    Pouco tempo depois, no mesmo power play, agora 5 on 4, Duchene ataca novamente. Desta vez ele manda o puck para Dante Fabbro que aproveita e marca o segundo gol dos Predators. Infelizmente para o Dallas a sorte não estava ao lado deles, com um pênalti bloqueado por Pekka Rinne além das muitas chances perdidas, o primeiro período terminou sem nenhum gol para o time da casa. Porém o segundo período foi diferente e a sorte virou a favor dos Stars. No início foi o mesmo do primeiro período, muitas tentativas e muitas chances perdidas. Com o passar do tempo os nervos estavam cada vez mais à flor da pele de ambos os lados e aconteceram mais um power play para cada. 

    Após quase dois períodos atrás do placar, o Dallas Stars mostrou que não tinha entregado o jogo. Aos 18:52 minutos, Blake Comeau mandou o puck para dentro do gol mostrando a força de vontade que o time chegou ao seu jogo ao ar livre. Força essa que continuou no início do terceiro período. Com uma penalidade cometida por Colin Blackwell nos segundos finais do período anterior, o tempo restante do power play continuou no período final. Foi assim aos 00:58 que Roope Hintz e John Klingberg aproveitaram e mandaram o puck para Mattias Janmark que não perdeu tempo e empatou o jogo. 

    O Dallas estava decidido a virar o jogo. Tentaram marcar mais algumas vezes mas não obtiveram sucesso. Até que Alexander Radulov recebe um passe de Klingberg e consegue marcar o terceiro gol de seu time e virar o jogo. Seguindo o gol de Radulov, foi a vez de Andrej Sekera marcar e mostrar que o Dallas estava ali para vencer. Com uma desvantagem de dois gols os Preds precisava marcar a todo custo. O time de Nashville fez diversas tentativas, mas Ben Bishop também não estava para brincadeira. Numa tentativa de marcar os Predators chegaram a fazer um empty net nos minutos finais dando a chance dos Stars marcarem mais gols. No entanto, o Dallas não deu sorte e nenhum de seus shots entraram na rede que estava vazia. 

    Sem mudanças no placar, Dallas comemora a vitória de virada com 4 a 2 para a alegria dos fãs no estádio. Ambos os goleiros Rinne e Bishop fizeram excelentes 31 defesas cada, tornando assim, o jogo ainda mais emocionante. O capitão dos Predators, Josi fez assistências nos dois gols e se tornou o primeiro defensor na história do time a fazer 40 pontos em menos de 40 jogos. Enquanto no Dallas 10 jogadores diferentes conseguiram registrar pontos, com todos jogando ao menos 11 minutos. Perry, que foi expulso no jogo, se tornou o primeiro jogador a ser expulso em um Winter Classic e aguarda audiência que está marcada para sexta-feira. 

    Certamente um dia inesquecível para os fãs do esporte. A partida, que da início ao ano de 2020 na NHL, foi acirrada. Além disso, foi possível ver essa rivalidade não só nas tentativas de gol, como também nas inúmeras brigas que se iniciaram no gelo. No entanto, ao final do jogo, tudo foi esquecido com um aperto de mão e o clima era de respeito entre os jogadores.

    Infelizmente para nós o próximo Winter Classic só em 2021. Mas já podemos comemorar, pois durante o intervalo o comissário da NHL, Gary Bettman anunciou que o destino já está definido. O Minnesota Wild será o próximo anfitrião e logo mais saberemos contra quem ele irá jogar.

    Foto: Reprodução/@DallasStars

  • Roster do All Star Weekend é anunciado

    Roster do All Star Weekend é anunciado

    Ontem foi anunciado os jogadores que irão participar do All Star Weekend 2020. O evento vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro em St. Louis e os times serão liderados por Connor McDavid (Pacífica), Nathan MacKinnon (Central) e David Pastrnak (Atlântica).

     A princípio, Alex Ovechkin foi o mais votado para ser o Capitão da Metropolitana, entretanto, o jogador do Capitals anunciou que não irá participar do All Star Game pelo segundo ano consecutivo. A justificativa do russo foi a mesma do ano passado, alegando que apesar de estar saudável, quer usar os dias de folga que o evento permite ao schedule para descansar e se preparar para a segunda parte da temporada. Por enquanto ainda não foi anunciado novo capitão para a Metropolitana.

    A escolha dos jogadores participantes é feita pelo NHL’s Hockey Operations Department. Entretanto, assim como os fãs podem votar para escolher os capitães de cada divisão, a escolha dos jogadores que irão completar os times também será feita por voto popular pelo segundo ano seguido. Dessa forma, os fãs do esporte poderão votar no 2020 NHL All-Star Last Men a partir do dia 1º até o dia 10 de janeiro.

    Sendo assim, o roster  escolhido pela NHL ficou da seguinte forma:

    Divisão Atlântica

    David Pastrnak, Boston Bruins (C)

    Jack Eichel, Buffalo Sabres

    Tyler Bertuzzi, Detroit Red Wings

    Jonathan Huberdeau, Florida Panthers

    Auston Matthews, Toronto Maple Leafs

    Anthony Duclair, Ottawa Senators

    Shea Weber, Montreal Canadiens

     Victor Hedman, Tampa Bay Lightning

    Frederik Andersen, Toronto Maple Leafs

    Tuukka Rask, Boston Bruins

    Divisão Metropolitana

    Kyle Palmieri, New Jersey Devils

    Mathew Barzal, New York Islanders

     Artemi Panarin, New York Rangers

    Travis Konecny, Philadélphia Flyers

    Jake Guentzel, Pittsburgh Penguins

    Dougie Hamilton, Carolina Hurricanes

     John Carlson, Washington Capitals

    Seth Jones, Columbus Blue Jackets

    Braden Holtby, Washington Capitals

    Joonas Korpisalo, Columbus Blue Jackets

    Divisão Central

    Patrick Kane, Chicago Blackhawks

    Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche (C)

    Tyler Seguin, Dallas Stars

    Eric Staal, Minnesota Wild

    Ryan O’Reilly, St. Louis Blues

    Mark Scheifele, Winnipeg Jets

    Roman Josi, Nashville Predators

    Alex Pietrangelo, St. Louis Blues

    Jordan Binnington, St. Louis Blues

    Connor Hellebuyck, Winnipeg Jets

    Divisão Pacífica

    Jakob Silfverberg, Anaheim Ducks

    Matthew Tkachuk, Calgary Flames

    Connor McDavid, Edmonton Oilers (C)

    Leon Draisaitl, Edmonton Oilers

    Anze Kopitar, Los Angeles Kings

    Logan Couture, San Jose Sharks

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks

    Mark Giordano, Calgary Flames

    Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights

    Darcy Kuemper, Arizona Coyotes

    Foto Reprodução: NHL.com

  • As principais realocações de times na NHL

    As principais realocações de times na NHL

    Atualmente, a NHL possui 31 equipes espalhadas por diversas cidades do Canadá e Estados Unidos. O cenário e distribuição atual, no entanto, nem sempre foi assim. Trocas de cidade, expansões e extinções de times ocorrem na Liga desde a sua fundação. Muitos dos times que conhecemos hoje vieram de cidades totalmente diferentes das quais estamos acostumadas. Por isso, o NHeLas trás uma lista com os principais times realocados nos últimos 100 anos.

    Atlanta Thrashers

    Logo do Atlanta Thrashers
    Fonte: gettyimages

    Os Thrashers iniciaram sua história na NHL em 1999, na cidade de Atlanta (Georgia). O time surgiu em uma expansão da liga com outros três times (Predators, Blue Jackets e Wild) e jogou por anos na atual State Farm Arena. A criação da nova franquia marcou a volta da NHL para a Georgia. O estado não possuía um time desde a década de 1980, quando o Atlanta Flames foi realocado para Calgary, se tornando, então, o Calgary Flames.

    Durante a sua estadia em Atlanta, os Thrashers fizeram parte da Divisão Sudeste da Conferência Leste. Posteriormente, essa divisão seria extinta, deixando cada conferência da Liga com apenas duas divisões. De todas as temporadas que o time disputou pela NHL, em apenas uma se classificou para os playoffs, em 2006-2007. No entanto, foram eliminados pelos Rangers nos quatro primeiros jogos. 

    Ao final da temporada 2010, começaram a surgir boatos sobre diversos grupos que demonstraram interesse na compra dos Thrashers. Porém, em 2011, após diversas especulações – além das dívidas criadas ao longo dos 12 anos de existência da equipe – seus donos majoritários informaram que o Atlanta Thrashers havia sido comprado pelo grupo canadense True North Sports & Entertainment. Sendo assim, acabou sendo realocado para Winnipeg, se tornando o Winnipeg Jets, que disputam atualmente na Conferência Oeste.

    Atlanta Flames

    Logo do Atlanta Flames. Fonte: sportslogo.net

    O Atlanta Flames foi o primeiro time de hockey da NHL a se instalar na cidade de Atlanta, antes mesmo dos Thrashers. Eles fizeram parte da Liga de 1972 a 1980, disputando na West Division (esta que, mais tarde, se tornaria a Divisão Metropolitana). Em suas oito temporadas na NHL, tinham como casa o Omni Coliseum.

    O time surgiu junto com os Islanders, na expansão da NHL na década de 1970. Além disso, foi nomeado em homenagem aos acontecimentos em Atlanta durante a Guerra Civil norte-americana, onde foi alvo de diversos ataques. Os Flames eram uma equipe com rendimento modesto no gelo e se classificaram para os playoffs em seis das oito temporadas que disputaram. Porém, nunca avançaram o suficiente para chegar às finais. Eric Vail foi um dos seu top scorers, com 174 gols marcados. Tom Lysiak, no entanto, assumiu a posição de jogador a marcar mais pontos no time, com 431 no total.

    A partir da temporada 1977-1978, o time começou a declinar. A média de público, que antes era de cerca de 12,200 pessoas, passou para 10,000. Acabou gerando, desta forma, especulações sobre a realocação do time. Enfim, em 21 de maio de 1980, os boatos se tornam realidade e o time foi vendido por 16 milhões para investidores canadenses, sendo realocado para Calgary e, por fim, se tornando o Calgary Flames. 

    Hartford Whalers

    Logo dos Hartford Whalers. Fonte: reddit.com

    Os Hartford Whalers começaram sua história na Liga Nacional de Hockey na cidade de Hartford, em Connecticut, no ano de 1979. Anteriormente, o time fez parte da World Hockey Association e tinha como localização a cidade de Boston, com o nome de New England Whalers. Porém, com a junção da WHA e NHL, e por ser um dos melhores times da World Hockey League, a equipe foi realocada para Hartford. A partir de então, adquiriu o nome que manteve até uma nova realocação do time, ao fim da década de 1990.

    Gordie Howe durante sua breve estadia nos Whalers.
    Fonte: arenadigest.com

    A primeira temporada do time na NHL parecia promissora, com Gordie Howe, Mike Rogers e Dave Keon liderando o time. Porém, eles nunca foram tão bem sucedidos na Liga como na WHL. Ainda assim, em suas 18 temporadas, tiveram uma base de fãs decente que, em sua maioria, vinha de cidades próximas a Hartford. Desde sua formação, o time disputou na Norris Division (atualmente, Divisão Central), que fazia parte da Wales Conference (hoje, Eastern Conference). Em todos os seus anos na NHL, o time fez apenas oito aparições nos playoffs, vencendo apenas uma das séries. 

    Por se localizarem a apenas 100 km de Boston, e por já terem dividido a mesma arena, os Whalers adquiriram uma forte rivalidade com os Bruins. Os jogos em casa contra Boston atraíam grandes médias de público para os Whalers. O recorde do time contra os Bruins, em todas temporadas em que o time jogou pela NHL, foi de 37–69–12.

    No entanto, o time veio ao fim por diversos fatores. O time estava localizado entre Boston e Nova York, que já possuíam fan bases fiéis aos seus times. A maior parte de suas vendas vinha quando os Islanders, Bruins ou Rangers disputavam as partidas em Hartford. Em 1996, Peter Karmanos anunciou que, se o time não tivesse uma média de 11.000 tickets vendidos na temporada 1996-1997, a equipe seria realocada. Desta forma, ao fim da season, foi anunciado que os Whalers seriam realocados de forma definitiva para Raleigh, na Carolina do Norte. Ali, por fim, se tornaram o Carolina Hurricanes.

    Minnesota North Stars

    Logo Minnesota North Stars. Fonte: gettyimages.com

    Os North Stars disputaram 26 temporadas pela NHL, de 1967 à 1993, em Bloomington, Minnesota, tendo como casa a arena Met Center. 

    Dos 26 anos em que fez parte da Liga Nacional de Hockey, o Minnesota fez 15 aparições nos playoffs. Em duas delas, chegou à uma final de Stanley Cup. A primeira, durante a temporada 1980-1981, na qual perderam para os Islanders. A segunda e última aparição nas finais foi somente dez anos depois da primeira, em 1990-1991, quando foram eliminados pelos Penguins. 

    Após diversas especulações, o time foi realocado para Dallas, no Texas, no ano de 1993. Desta forma, com a mudança, acabou por se tornar o Dallas Stars que conhecemos atualmente. 

    Quebec Nordiques 

    Logo Quebec Nordiques. Fonte: gettyimages.com

    Os Nordiques existiram por 16 anos na NHL. Anteriormente, a equipe fez parte da WHL, sendo um dos primeiros times a inaugurar a liga. Porém, com a junção desta e da NHL, o time passou a compor a Liga Nacional de Hockey em 1979. A equipe de Quebec disputava pela Adams Division, da Wales Conference (futuramente, a Adams Division tornou-se a Divisão Atlântica). O nome se deu pelo fato de serem o time que ficava mais ao norte, dentre todos os da Liga. Posteriormente, quando começaram a fazer parte da NHL, o nome prevaleceu. 

    A primeira temporada do time na Liga Nacional de Hockey não foi nada produtiva, tendo terminado em último lugar da divisão. Nas restantes, o time teve seus altos e baixos. Durante a década de 1980, venceram seu primeiro título de Divisão, na temporada 1985-1986, porém, logo após acabaram sendo eliminados pelos Whalers nos playoffs. Em seguida, em 1986-1987, o time voltou a enfrentar os Whalers e venceu a série sobre o time de Hartford. Entretanto, foram eliminados novamente na pós-temporada, dessa vez pelos Canadiens. Já ao fim da década, em 1989-1990, Guy Lafleur veio para completar a equipe, porém, faz uma de suas piores temporadas na NHL, marcando apenas 24 gols em 98 jogos. O time atingiu a pior marca de sua história, terminando a season com apenas 31 pontos. 

    Na temporada 1994-1995, após serem eliminados nos playoffs pelos Rangers, e com o acúmulo de dívidas e empecilhos que o time encontrava para se manter em Quebec, o COMSAT Entertainment Group acabou comprando a franquia. Desta forma, o time foi realocado para Denver, no Colorado, se tornando, por fim, o Colorado Avalanche. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • NHL Winter Classic 2020: a batalha no Sul

    NHL Winter Classic 2020: a batalha no Sul

    Faltam menos de dois meses para um dos eventos mais esperados da NHL: o Winter Classic. E dessa vez, a liga resolveu trazer o outdoor hockey para o Sul dos Estados Unidos. No início do ano, foi anunciado que o Dallas Stars irá sediar a 12ª edição do jogo, no Cotton Bowl Stadium, disputando este contra o Nashville Predators. Por isso, o NHeLas reuniu um compilado sobre as informações mais importantes sobre o clássico para todos os fãs de hockey.

    O Clássico pela primeira vez em Dallas

    No dia 25 de Janeiro de 2019, a NHL anunciou que o Winter Classic 2020 será sediado em Dallas, Texas. Dessa forma, 2020 vai começar com um confronto entre o Dallas Stars e o Nashville Predators, que repete o confronto da primeira rodada dos playoffs 2019, mas, desta vez, leva seus jogadores para um jogo de festa. A partida entre as duas equipes será sediada no Cotton Bowl Stadium, que já foi palco de times como Dallas Cowboys e de diversos clássicos no futebol. Ele é o 4º maior estádio do Texas, e o 10º em todo os Estados Unidos, tendo assim capacidade para 92,100 pessoas.

    No entanto, a importância do clássico de 2020 vai muito mais além do que grandes estádios. Isso porque é a primeira vez, desde que o Winter Classic foi criado em 2008, que um estado do sul dos EUA irá sediar a partida. Além disso, também é a primeira vez que ambos os times irão participar do evento que acontece anualmente no dia 1º de Janeiro. 

    O evento

    Os Stars listaram mais de 50,000 pessoas que teriam interesse em ingressos para o jogo. No entanto, para atrair o público mais jovem, eles vão realizar um torneio de hockey em oito pistas locais ao mesmo tempo em que o jogo estiver acontecendo, e contam com a presença de 10 a 15 mil pequenos jogadores nas arquibancadas. 

    “Eu realmente quero usar este jogo como um catalisador para introduzir crianças e jovens ao hockey, que provavelmente não estariam prestando atenção. Quero ver em 20 anos estas mesmas crianças dizendo ‘Ei, fui ao Winter Classic, e foi isso que me fez querer ser jogador de hockey.”, disse Brad Alberts, presidente dos Stars, na conferência entre os dois times, que aconteceu em 20 de março deste ano.

    Os Predators também contam com a participação da sua torcida em grande escala, apesar dos quase 700 km que separam Nashville de Dallas. “Os Stars tem fãs ótimos. Nós temos fãs apaixonados. Isso tem todos os ingredientes para ser o melhor jogo de todos os tempos.”, disse o GM dos Preds, David Poile, na mesma conferência.

    A Jersey do Dallas: homenagem ao hockey no Texas

    Desde de 2008, todos os times que disputaram o Winter Classic tentam trazer em seus uniformes alguma coisa que remeta história da equipe, ou da cidade/estado. Portanto, não seria diferente com o Dallas. Nesta quarta (06), os Stars revelaram o tão esperado uniforme que comemora a história do hockey no Texas e a rica herança que precede a franquia.

    A jersey é composta de diversos detalhes. Na manga esquerda, foi bordado o estado do Texas em feltro cinza, com o “D” de Dallas ao meio. Desta forma, o time homenageia seu estado de origem. O uniforme apresenta também as clássicas cores dos Stars, o Victory Green e Branco. Seu design é inspirado nos uniformes históricos de times de hockey do Texas, com a palavra “STARS” sobreposta a letra “D”. A letra “A” de “STARS” assume o formato de uma estrela, referenciando assim a bandeira do Texas. 

    As vendas das Jerseys abriram ontem, e devem estar disponível em lojas físicas no dia 15 de novembro. Porém, os jogadores e seus respectivos números, disponíveis nas camisas serão apenas Benn, Seguin, Heiskanen, Klingberg, Radulov, Bishop e Hintz, devido à questões de produção. Além do Winter Classic, as jerseys também serão usadas pela equipe em mais dois jogos ao longo da temporada. 

    A Jersey dos Preds: resgatando os Dixie Flyers

    Assim como os demais times, os Preds também trouxeram para o clássico um uniforme repleto de tradição. O time anunciou no último dia 2 a Jersey que o time irá usar na partida. E ela é uma homenagem Nashville Dixie Flyers, o primeiro time profissional de hockey da cidade, que 1962 à 1971, que fazia parte da Eastern Hockey League. 

    No ombro esquerdo da camisa foi bordado o logo do tigre tradicional dos Preds nas cores azul escuro e amarelo, com design baseado no vintage. Seguidamente, o lettering do nome do time, no centro da jersey, grifado em azul, tem a intenção de imitar o visual das camisas dos Dixies Flyers. O nome da equipe é escrito dentro de uma faixa amarela, cor tradicional do time. 

    As jerseys do time irão fazer sua estreia no clássico, porém, o plano é que o time use o uniforme em mais dois jogos adicionais durante a temporada. 

    A história do Winter Classic

    No ano de 2008, o presidente da Liga, Gary Bettman, e a NHL decidiram iniciar uma tradição no hockey que prestasse homenagem a história e origens do jogo. Desta forma, nasce então o Winter Classic. 

    O esporte tem suas raízes do lado de fora, em lagos congelados e rinques na rua. E foi por isso que a NHL decidiu trazer o jogo de volta para o ar frio, do lado de fora das arenas. O Pittsburgh Penguins e o Buffalo Sabres foram os primeiros times disputarem o Winter Classic, no primeiro dia do ano de 2008, no Ralph Wilson Stadium, em Buffalo, cercados de muita neve. 

    O primeiro Winter Classic, sediado pelo Buffalo Sabres, em 2008, disputado contra o Pittsburgh Penguins (Foto: Reprodução/nhl.com)

    O jogo se tornou um clássico instantâneo, e desde então, já foram realizadas 12 edições da partida, que sempre acontece no dia 1 de janeiro, geralmente em grandes estádios de futebol americano ou baseball. Portanto, a intenção em sediar a partida e locais grandes como esses é atrair muito mais pessoas para assistir ao jogo e acompanhar o esporte. Desta forma, a comunidade do hockey se une cada vez mais em torno de uma data tão importante como o início do ano. 

  • Os jogadores de hockey e suas superstições

    Os jogadores de hockey e suas superstições

    Que o hockey é um esporte cheio de superstições todo mundo sabe. Mas, para alguns jogadores, essas superstições se tornam rotinas levadas à sério antes dos jogos. Eles acreditam que, para que possam ter um bom desempenho no gelo, precisam recorrer a curiosas táticas. São elas costumes adotados antes ou depois dos jogos, acreditando que isso possa dar uma diferença no resultado final e também para a forma de jogar . Para os nhelers, isso são somente hábitos rotineiros, entretanto, para quem está de fora, tais hábitos parecem mais rituais supersticiosos. 

    Talvez a mais clássica superstição na NHL, seja a de não tocar em taças a não ser que que você tenha conquistado. Essa é levada a sério por basicamente todos na Liga, e raramente algum jogador é visto tentando desafiar. Alguns jogadores não gostam nem de estar no mesmo lugar com a Stanley Cup, evitando ainda mais uma suposta maldição. 

    Entretanto, ao ganhar, cada jogador tem o direito de passar um dia com a cup e fazer exatamente o que quiserem com ela. 

    Mas não é só esse hábito das taças que torna curiosos esses hábitos. Times e jogadores levam essas superstições à sério, e algumas chegam a ser tão rotineiros, que os atletas tratam como apenas mais uma ação do dia a dia. 

    Falar com a trave do gol

    Patrick Roy, atual técnico do Quebec Remparts, foi um goleiro excepcional. Considerado como um dos maiores goleiros da Liga, ele tem em seu currículo duas cups com o Montreal Canadiens e duas também com o Colorado Avalanche.  Apesar de ser conhecido por suas conquistas, Roy também é conhecido por ter, na época em que jogava, um hábito curioso: ele falava com as traves do gol. E, como se este fato já não fosse curioso o suficiente, o goleiro ele ainda afirmava que as traves respondiam! Roy contava que essa conversa ajudava ele a melhorar durante o jogo, e que isso fazia com que a trave ficasse do lado dele. Dessa forma, o goleiro contou ao The Hockey Writers um pouco sobre esses diálogos:

    “Por favor, me ajudem. Eu dava direções para elas (as traves). Elas estavam sempre comigo. Elas me respondiam. Algumas noites, elas falavam “bing”. Mas em outras noites, elas tinham noites ruins também”

    Ser o último a sair do rinque durante o aquecimento

    Um hábito mais comum do que parece, é ser o último a sair do gelo durante o aquecimento. O mais famoso a ter este hábito é Tyler Seguin, center do Dallas Stars.  Entretanto, ele não é único com essa esquisita mania. Mark Scheifele, do Winnipeg Jets, também possui esse hábito. Por este motivo que, em alguns jogos contra o Winnipeg Jets, Seguin e Scheifele, disputam, para que seja resolvido de uma forma justa, uma partida de pedra, papel e tesoura. Quem perde, é o primeiro a sair do gelo deixando assim o colega com sua querida superstição.  

    Não pisar no logo do vestiário

    Foto por Chris Gordon

    Um das maiores superstições dentre os times da NHL  é da proibição de se pisar no logo do time no vestiário. Essa supertição é tão antiga, que não é possível datar a sua oriegem.  O que sabemos é que nhelers tendem a reagirem quando qualquer um pisa nos sagrados logos, muitas vezes até com raiva quando alguém, mesmo sem querer,  acaba por pisar. Entretanto, boas notícias para os mais supersticiosos: por muita reclamação e a contestável falta de lógica para que algo tão importante como o logo de um time esteja posicionado no chão, muitos vestuários atualmente foram renovados e seus logos foram realocados para o teto.

    A lenda dos polvos

    Jogar polvos no rinque durante os playoffs era um hábito comum entre os fãs do Detroit Red Wings. Isso porque, em 1952, durante a corrida dos playoffs do Detroit Red Wings, dois irmãos de Detroit, Pete and Jerry Cusimano, jogaram no rinque um polvo. Os oitos tentáculos do animal significava quantos jogos o time tinha que ganhar para que saíssem vitoriosos e com a Cup. Na épocae, a Liga possuía somente 6 times, portanto as regras da disputa pela Cupera diferente. Aconteciam dois confrontos de melhor-de-sete e quem ganhasse 8 jogos era o campeão. 

    Naquele ano, os Red Wings foram campeões após varrerem o time adversário, Montreal Canadiens. E desde então, esse costume virou uma tradição entre os fãs. E é uma das mais famosas superstições.

    Por mais inusitado que tal ato possa parecer, fato é que ele ainda não saiu do hábito dos fãs, se tornando uma tradição importante para a torcida dos Red Wings. Por mais que nos recentes anos o Detroit Red Wings não tenha tido muito sucesso, é possível achar vídeos de 2010 com o mesmo gesto se repetindo: 

    Fã jogando um polvo no rinque.

    Os bagres de Nashville Predators

    Marc-Andre Fleury, quando ainda era jogador do Pittsburgh Penguins, retirando um bagre do rinque. Foto: Post-Gazette Visuals

    Baseado na celebração dos polvos de Detroit, os torcedores do Nashville Predators adotaram um costume semelhante, porém com outra vítima. Dessa vez, quem é jogado ao rinque são bagres. O primeiro incidente foi em 2003, mas naquele ano, o time não foi às finais. Dessa forma, o costume permaneceu, e em 2017, quando a franquia finalmente foi para a primeira final de Stanley Cup da sua história, bagres foram mais uma vez arremessados ao gelo durante os jogos.  Apesar da popular brincadeira, isso não foi visto com bons olhos pelos seguranças e foi possível ver um fã sendo preso em Pittsburgh por tal gesto.

    Hábitos alimentares pré-jogos

    Todos os jogadores possuem uma comida favorita para sua refeição pré-jogo. Alguns gostam de macarrão, outros de frango, alguns de ambos. Alguns preferem apenas de um simples café. Essas rotinas fazem parte da alimentação pré-completição de todo atleta. Entretando, alguns nhelers usam desse artifício como algum tipo de supertição. Como é o caso do  capitão do Washington Capitals Alexander Ovechkin. Com um menu baseado em carboidratos, Ovie sempre pede o mesmo prato nos jogos em casa de um restaurante local. Frango com parmesão, macarrão, pão e quatro molhos separados – alfredo, de carne, marsala de cogumelos e marinara. 

    Já Johnny Gaudreau, do Calgary Flames, prefere um macarrão mais simples. Extremamente simples. Sem molho, ou tempero, apenas a massa. O capitão do Pittsburgh Penguins, Sidney Crosby, costuma comer apenas um sanduíche de manteiga de amendoim com geléia. Campeão de duas cups, é difícil argumentar que tal ritual não tenha funcionado. 

    Bônus: Barbas dos Playoffs

    Um hábito comum nos playoffs, que muitas vezes são verdadeiras superstições,  são as barbas que crescem e não são aparadas.. Não se sabe a origem para este costume, mas o fato é que mesmo os jogadores mais jovens, que muitas vezes as barbas nem crescem tanto assim ao longo dos meses, deixam os pelos faciais enquanto estão competindo nos playoffs. Uma das possíveis razões para este hábito, é a associação o cabelo à força física, presente nas mais diversas culturas ao redor do globo. Entretanto, a explicação mais provável é que esta superstição tenha se tornado tão enraizada no esporte, que os jogadores continuam deixando suas barbas crescerem apenas como um mero hábito.

    Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports

  • Divisão Central: Previsão temporada 19-20

    Divisão Central: Previsão temporada 19-20

    Temporada prestes a começar e os times já estão a todo vapor com seus novos jogadores e estratégias. Avaliar onde errou e o que precisa mudar é essencial quando o assunto é competir e os times de hockey não são exceção. Com tantos altos e baixos durante uma temporada é difícil prever que rumo irá tomar e o mais importante, qual time irá chegar nos playoffs. A divisão Central conta com os times: Nashville Predators, Winnipeg Jets, St. Louis Blues, Dallas Stars, Colorado Avalanche, Chicago Blackhawks e Minnesota Wild. 

    Poucos pontos separam eles entre si, do Predators (o campeão da divisão) para o Wild (o último colocado) foram apenas 17 pontos. Menos ainda que na temporada anterior. A disputa estava tão acirrada que Winnipeg ficou em segundo por apenas um ponto, enquanto Stars e Avalanche por pouco não ficaram de fora dos playoffs. St. Louis Blues, o grande campeão da Stanley Cup, estava em uma de suas piores temporadas, inclusive até janeiro o time não via chance de ir para a pós-temporada. 

    Com isso, o que podemos esperar para a temporada 2019-20?

    Será que novamente os fãs do esporte serão surpreendidos com um time que ninguém esperava ou dessa vez os fãs irão acertar nos palpites? A meta de todos os times nós já sabemos, mas será que toda essa estratégia dará certo?

    Nashville Predators

    O Nashville Predators é um time forte. Apesar de não ter conquistado a Stanley Cup nas últimas temporadas, chegou bem perto disso em 2017 e conquistou o President’s Throphy em 2018. Foi campeão da Divisão Central em 2019 e tudo indicava que iria bem nos playoffs. Porém, o time saiu ainda na primeira rodada após perder para o Dallas Stars. 

    Durante a temporada o time já tinha adquirido novos jogadores para o elenco,  e pouco mudou em seu quadro de atletas para essa temporada. Entretanto, uma das trocas que teve grande destaque na offseason foi do defensor P.K. Subban para o New Jersey Devils em troca dos jogadores Steven Santini, Jérémy Davies, que foi realocado para a AHL, mais a 2nd-round pick em 2019 e 2020.

    Além disso, o time de Nashville assinou com do center Matt Duchene, que tinha se tornado free agent nessa offseason. Esse contrato foi um dos mais comentados na intertemporada e o Predators está apostando no bom desempenho do jogador na cidade da música, que parece estar motivando o canadense a voltar ao gelo mais focado.  

    Matt Duchene ao assinar com Nashville Predators (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Além dos novos contratos, o capitão Roman Josi e o left winger Filip Forsberg terminaram a temporada 18-19 em alto nível, e devem buscar este alto desempenho mais uma vez em 19-20. Uma coisa é certa: Nashville Predators quer uma Stanley Cup. Depois de ter vacilado dos playoffs no ano anterior, chega à nova temporada com mais determinação para chegar aos playoffs

    Winnipeg Jets

    Os Jets novamente não consegui o primeiro lugar no final da temporada passada por pouco, por apenas um ponto o time ficou em segundo na tabela da Divisão Central. Mas foi eliminado ainda na primeira rodada pelo St. Louis Blues num jogo 6.

    Para essa temporada, o time fez poucas adições como o atacante Gabriel Bourque e os defensores Neal Pionk e Anthony Bitetto. Mas o destaque mesmo vai para o rookie Ville Heinola, o jovem que foi draftado este ano assinou um contrato com o time de Winnipeg por três anos. Entretanto o destino do defensor ainda não foi definido e é provável que ele volte para a Finlândia por mais uma temporada. 

    Outro jogador que estava dando o que falar é Patrik Laine, o forward de 21 anos era um RFA e estava treinando na Suíça enquanto não entrava em um acordo com o time. Considerado um jogador de elite, um novo contrato com Laine era algo muito aguardado pelos fãs. E após perder alguns jogos preseason, o jogador entrou em um acordo com o time e aceitou retornar para mais duas temporadas. 

    St. Louis Blues

    Aqui vai uma dica do NHeLas: sempre fique de olho nos times do final da tabela! O St. Louis Blues foi um dos times que mais surpreendeu nesta última temporada, o time não ia bem na regular season e inclusive ficou sem treinador durante a temporada. Mas ele mostrou que os últimos serão os primeiros e não só foi campeão de Conferência, como também é o atual campeão da Stanley Cup. 

    Com o seu último playoffs tendo sido um sucesso, o time optou por não mexer muito em seu quadro de jogadores. Apesar de perder jogadores como Pat Maroon e Chris Butler, o Blues conta com somente dois nomes novos como Justin Faulk e Nathan Walker. O time apostou também em outros jogadores novos, porém a previsão para esses jogadores é de permanecer na AHL pelo menos nessa temporada. O campeão da Stanley Cup faz a sua estreia na regular season em casa contra o Washington Capitals no dia 02 de outubro. 

    Dallas Stars

    O Stars quase viu seu sonho de sair da greve dos playoffs morrer, o time que só conseguiu sua vaga por causa do wild card e por pouco não fica de fora pela terceira temporada consecutiva. Mas o Stars  correu atrás do prejuízo e na primeira rodada venceu o campeão da Divisão Central, o Nashville Predators. E avançou nos playoffs com afinco, perdendo somente para o campeão da Stanley Cup num jogo 7.

    Esse foi todo o incentivo que o time precisava para apostar em novos jogadores e correr novamente atrás do sonho de ganhar uma Stanley  Cup, o que não acontece há 20 anos, desde a histórica conquista em 1999. Nomes como Joe Pavelski, Corey Perry e Andrej Sekera chegam nesta temporada para dar um gás e impulsionar ainda mais o time a correr atrás da Stanley Cup. Principalmente porque agora o time está munido não só de uma boa equipe de atacantes, como também de defensores. Se teve um time que investiu na sua área defensiva na temporada 18-19, foi o Dallas Stars, que começou o ano com uma defesa quase inexistente e conseguiu chegar à 2ª rodada dos playoffs

     Um nome também novo para os fãs do Dallas, é Thomas Harley, o defensor de 18 anos se destacou no training camp do time e assinou um contrato de 3 anos. Porém após a preseason o jovem retornará para a OHL por tempo indeterminado.

    Colorado Avalanche

    Outro time que por pouco não ficou de fora dos playoffs foi o Avalanche. Assim como o Dallas Stars o time conseguiu entrar como wild card. A diferença é que o time tem se mostrado forte e tem crescido nos últimos anos. O time quase “varreu” o Calgary Flames para fora dos playoffs e saiu após perder num jogo 7 para o San Jose Sharks numa partida que terminou 3-2. 

    Como uma forma de ampliar o seu quadro de jogadores, o time teve que abrir mão de nomes como Tyson Barrie, porém o time conta com vários nomes novos. Nazem Kadri, é um deles, o canadense é considerado um jogador completo e inclusive era um dos grandes nomes do Toronto Maple Leafs. Entre os jogadores novos estão também Andre Burakovsky, Valeri Nichushkin, Calle Rosem, Kevin Connauton e Pierre-Edouard Bellemare. Destaque também para Cale Makar, o jovem defensor foi um trunfo nos playoffs e mostrou que não está para brincadeira. O Avalanche quer mais do que nunca aumentar as suas chances de chegar nas finais já que tem conseguido ir para os playoffs nas últimas temporadas. 

    Nazem Kadri na preseason com o Colorado Avalanche (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Chicago Blackhawks

    O time de Chicago abriu mão de poucos jogadores nessa offseason, em sua maioria, jogadores que dividiam seu tempo entre a NHL e a AHL. Em contrapartida o time adquiriu bastante novos jogadores. Nomes como o do goleiro Robin Lehner, Andrew Shaw e Alexander Nylander agora fazem parte do quadro de jogadores de Chicago. Um nome de destaque nesse novo quadro é de Kirby Darch, o terceiro a ser draftado neste ano já tem um contrato assinado para três anos. Mas o jovem já tem planos de voltar para o seu time na WHL pelo menos para esta temporada. 

    O time tem investido muito no ataque, o que mostra o quanto o time quer se fortalecer e aumentar as suas chances na corrida para a Stanley Cup. O time precisa de incentivo, de um gás para entrar com tudo nessa nova temporada e deixar essa maré para trás. Afinal não só o time tem tido dificuldade em se classificar para os playoffs, como também não tem passado do primeiro round desde que ganhou a Stanley Cup na temporada 2014-15. 

    Minnesota Wild

    O Minnesota Wild pode não ter se mostrado um time forte nas últimas temporadas, mas correu atrás de novos contratos nesta intertemporada. Renovou o contrato com Kevin Fiala, Ryan Donato, Jared Spurgeon e Joel Eriksson Ek. Além de assinar com grandes nomes como Ryan Hartman e Mats Zuccarello. Este último sendo um dos principais motivos do Dallas Stars ter chegado tão longe nos playoffs

    Zuccarello na temporada 2018-19 antes de assinar com o Wild (Foto: Reprodução/nhl.com)

    O time pode ter ficado de fora dos playoffs na última temporada. Mas seus esforços não passaram despercebidos e agora o time tem uma chance maior de entrar na corrida para a Stanley Cup. Se novos jogadores é o que o time precisava para enfim sair do último lugar de sua divisão, o time fez a aposta correta. Afinal, o St. Louis Blues deu a volta por cima e conquistou seu primeiro campeonato. 

    A Divisão Central é uma das mais competitivas na NHL, o que a torna bem interessante de acompanhar. Fica difícil prever quem irá conquistar as vagas para os playoffs neste ano, mas, sem sombra de dúvidas, a disputa será mais uma vez acirrada. Na temporada anterior, essas vagas foram definidas apenas no último jogo da temporada regular. Precisa de mais motivos para acompanhar de perto estes times?

  • Como funciona a realocação dos times?

    Como funciona a realocação dos times?

    Talvez o time que você torça já tenha mudado de cidade. Na NHL, é possível que um time mude de cidade e seja, portanto, realocado. Ou franquias/ times podem, simplesmente, parar de existir. Porém, quais os motivos por trás de tais mudanças? Explicamos, a seguir, todo o processo de realocação e os times defuntos da liga.

    Como funciona o processo de realocação

    Mapa com times relocados/extintos e
    Mapa com times realocados/extintos em destaque. Foto: Wikipedia/Reprodução

    Primeiramente, o órgão governante da NHL (denominado Conselho de Governadores) é responsável por estabelecer as políticas do campeonato e também por defender sua constituição.

    Além disso, é esse o órgão que analisa e aprova as realocações. Cada equipe nomeia um indivíduo para representar sua equipe. Em seguida, uma votação majoritária é necessária para efetuar a realocação de um time ou franquia.

    Para que um time seja considerado de fato realocado, é necessário que ele esteja fora de sua cidade originária. E que esteja a 50 milhas dos limites corporativos da cidade.

    A realocação

    A partir de 1967, houve um intenso fluxo de realocações. Seja por conta de pouco retorno financeiro das franquias, ou por uma pequena fan base interessada no esporte, remover um time de sua cidade original se tornou uma opção viável ao invés de continuar mantendo um mercado com dificuldades.

    Goleiro do California Golden Seals, time que passou por diversas relocações até virar o Dallas Stars. Foto: Bruce Bennett/Getty Images

    Como por exemplo, é o caso dos California Golden Seals (1967-1976). O time da Califórnia teve sua realocação para Cleveland, virando o Cleveland Barons. Os dois times eram considerados fracos e duraram somente dois anos, de 1976 a 1978. Em 1978 se juntaram ao já existente Minnesota North Stars. O North Stars, diferente dos Barons, tinham um sucesso moderado nos playoffs, inclusive chegaram a duas finais nos anos 1980 e 1990.

    Contudo, com pouco apoio de grandes empresas e empresários, e a participação dos fãs nos jogos diminuindo gradativamente, a ideia de a franquia ser realocada foi crescendo. Além disso, nos anos 1990 a NHL estava interessada em expandir a liga mais uma vez.

    Enfim a solução encontrada foi mover o time de Minnesota para o Texas. Em busca de melhores condições, a franquia se instalou em Dallas. Parece ter dado certo, pois a franquia mantém-se até a hoje e ainda ganharam a Stanley Cup em 1999. Curioso notar que a única semelhança entre o time original e o time atual são as cores verde e amarelo.

    Dallas Stars ganhando a cup em 1999
    Apenas seis anos depois de terem sido realocados para Dallas, no Texas, o time ganhou a Stanley Cup em 1999. Foto: Reprodução/NHL.com

    Nomes iguais, franquias diferentes

    A história de uma franquia inclui os feitos conquistados em diferentes cidades. Para que os atuais Ottawa Senators e Winnipeg Jets pudessem usar o nome do time e o logos, ele tiveram que obter a permissão do Conselho de Governadores. Por exemplo, o Kansas City Scouts, o Colorado Rockies e o New Jersey Devils são uma franquia. Do mesmo modo que o Hartford Whalers, time que existiu até 1997, e depois virou o Carolina Hurricanes também são uma franquia.

    O logo do primeiro Ottawa Senators, de 1883. Ao lado, o Ottawa Senators conhecido hoje. Apesar de possuírem o mesmo nome, a história do primeiro time não pode ser misturada com a história do time atual.

    A primeira franquia de hockey chamada Ottawa Senators existiu de 1883 a 1954, passando por uma realocação (em 1934, virariam o St. Louis Eagles). No entanto, não partilham sua história com o atual Ottawa Senators, time fundado em 1992. Diferente do time de 1992, o Ottawa Senators de 1883 possuía 11 Stanley Cups, porém foi realocado e eventualmente extinto em 1954.

    Após 54 anos, por esforços de um investidor de Ottawa em conjunto com outros interessados em trazer um time de hockey canadense para a NHL, o Ottawa Senators atual foi criado.

    Os casos de Winnipeg Jets e Arizona Coyotes

    Winnipeg Jets de 1972 e Winnipeg Jets de 2011. Apesar do mesmo nome e mesma localidade, os dois times não possuem a mesma história.

    À primeira vista, é possível achar que o Winnipeg Jets atual é o mesmo de 1972, já que ambos os times são canadenses que compartilham o mesmo nome. Porém, essa é a única semelhança entre os dois.

    Embora possuíssem uma fan base leal, os Jets sempre tiveram um mercado pequeno. Consequentemente, acabaram sofrendo em especial com as dívidas financeiras. Enfim, em busca de melhores condições financeiras, o time foi vendido em 1996 e foi renomeado. Então, foram realocados para o Arizona e passaram a ser chamados de Arizona Coyotes.

    Atualmente, o Winnipeg Jets de 1972 é o Arizona Coyotes, enquanto o Winnipeg Jets de hoje derivou de uma realocação do time Atlanta Trashers.

    Já os Jets de hoje derivaram do Atlanta Trashers, time da cidade da Geórgia. Considerado um time fraco, os Trashers nunca ganharam um jogo de playoff em seus 12 anos de existência. Logo, possuíam dificuldades em atrair os cidadãos para os jogos.

    A franquia foi vendida para investidores de Winnipeg. Eles duraram como Atlanta Trashers de 1999 até 2011, tornando assim, a franquia mais recente a ter sido renomeada e realocada.

    Como fica a história dos times?

    Portanto, os Jets atual compartilham a história dos Trashers. E o Arizona Coyotes compartilha a história dos Jets de 1972. Em hipótese, se o primeiro Jets e os Trashers tivessem ganhado uma cup enquanto ainda estavam em suas cidades antigas, essas cups contariam na história do atual Yotes e Jets, respectivamente.

    Outro caso parecido é o do Quebec Nordiques, time também realocado, que em 1995 viraria o Colorado Avalanche. Assim como o Dallas Stars, o resultado foi bom. Colorado ganhou a cup do ano em que se fixaram em Denver, a de 1995-1996, e a segunda em 2000-2001.

    Mesmo que a realocação seja um modo de não extinguir uma franquia de vez, vale a pena ressaltar que ela não é uma solução definitiva ou mágica para os problema financeiros.

    É possível ver, nos dias de hoje, o Arizona Coyotes com fortes problemas de público nos jogos e problemas financeiros. Também vale ressaltar que eles não vão para os playoffs desde 2012.

    Os times extintos

    Ao longo da história da liga, os motivos pelos quais os times foram extintos foram diversos. Entretanto, assim como as realocações, todos eles tinham um denominador comum financeiro.

    Montreal Wanderers em 1915. Foto: Reprodução/Hockeygods.com

    O Montreal Wanderers (1917-1918), campeão de quatro Stanley Cups, foi o primeiro time a ser extinto. O motivo seria a falta de jogadores por conta da Primeira Guerra Mundial. Outro time canadense, o Hamilton Tigers, também acabou devido à greve de jogadores.

    Time de Nova Iorque, o Brooklyn Americans acabaram por problemas financeiros. Foto: Reprodução/Neil Best

    Similarmente aos Wanderers, o Brooklyn Americans (1925-1948) sofreu com problemas financeiros e também com a falta de jogadores devido à Segunda Guerra Mundial.

    Por outro lado, Philadelphia Quakers (1930-1931), St. Louis Eagles (1934-1935) e Montreal Maroons (1924-1948) foram dissolvidos por conta de problemas financeiros oriundos da Grande Depressão. Sendo que, antes de acabar, o Quakers tinha sido realocado de Pittsburgh (antes conhecidos como Pittsburgh Pirates, franquia que durou de 1925 a 1930) pelos mesmos problemas financeiros. Já os Eagles eram antes conhecidos como Ottawa Senators (1917-1934).

    No site puckreport.com é possível ver em detalhes a lista de todos os times realocados.