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  • Prévia 2021-22: Divisão Central

    Prévia 2021-22: Divisão Central

    A apenas poucos dias de sua estreia, a temporada regular 2021-22 da NHL começa oficialmente no dia 12 de outubro. Essa será a temporada que marca o retorno ao calendário tradicional, com tudo que a Liga tem direito – inclusive o retorno das divisões como os fãs já estão acostumados, com uma pequena mudança para o Arizona Coyotes. O time passa a fazer parte da Divisão Central para a adequação ao 32º time da NHL, o Seattle Kraken.  

    No entanto, essa não será a única mudança para esta temporada. A Liga também reformulou os seus protocolos de saúde para que o retorno ao gelo seja feito da forma mais segura possível para todos os envolvidos. Assim, para os fãs resta uma única pergunta: qual time conquistará a tão cobiçada Stanley Cup?

    Por isso, o NHeLas retornou mais um ano com as suas prévias de cada time com base na temporada anterior e toda a movimentação nessa offseason. Para dar início a nossa série de previsões, o que esperar da Divisão Central.

    Arizona Coyotes

    Com uma história um pouco turbulenta nas últimas temporadas, o Arizona Coyotes segue mais um ano tentando dar a volta por cima. O time passa por problemas fora do gelo e não é de hoje. Em mais uma tentativa de evitar que os Yotes afundassem de vez, eles decidiram reformular a sua marca, trazendo de volta o coiote Kachina. 

    No entanto, essa não é a única mudança. A equipe do Arizona perdeu muitas peças-chave na temporada anterior e nessa free agency. Apesar de assinar novos contratos, a perspectiva para os Coyotes não é boa, e ainda há quem diga que a intenção é exatamente cair na tabela. Porém, tudo não passa de especulação da mídia, que mantém seus olhos atentos a cada novo capítulo da história do time. 

    Com a perda de seus três goleiros (Darcy Kuemper, COL; Adin Hill, SJS; Antti Raanta, CAR) e capitão (Oliver Ekman-Larsson, VAN), os Yotes têm contado com nomes como Phil Kessel e os novatos para segurar as pontas. Eles chegaram a contratar o goleiro Carter Hutton, além dos atacantes Dmitrij Jaskin, Ryan Dzingel e Liam O’Brien. Entretanto, ainda será necessário suar muito a jersey para chegar perto de disputar vaga nos playoffs.

    Chicago Blackhawks

    O Chicago Blackhawks teve uma free agency bastante movimentada. Dentro e fora do gelo, as atitudes do time vêm sendo questionadas por toda parte. A começar com uma aquisição intrigante para fãs e críticos: a de Seth Jones. O defensor assinou um contrato de 8 anos que começa na temporada 2022-23, com um destaque para a cláusula de não-movimento em todos eles. 

    Outro nome conhecido que se juntou aos Hawks foi o goleiro Marc-Andre Fleury. Ele se despediu de Las Vegas e passou a chamar Chicago de casa, após quatro anos com os Golden Knights. Além dele, os defensores Caleb Jones e Jake McCabe também chegam a um time que precisava desesperadamente de mudança na blue line, e o recém-bicampeão Tyler Johnson deixou Tampa para agregar ao ataque do time da Windy City.

    A notícia mais feliz para o torcedor provavelmente foi o retorno do capitão Jonathan Toews, que ficou afastado durante a última temporada após ser diagnosticado com Síndrome da Resposta Inflamatória Crônica. Uma das jovens apostas dos Hawks, Kirby Dach, também retorna ao elenco recuperado de uma lesão no punho. Dach mostrou um bom desempenho no gelo durante a sua temporada de estreia, e o time já consegue ver o seu potencial.  

    Infelizmente, para os Blackhawks as novas contratações podem não sair como esperado. Os fãs devem torcer muito para que Seth Jones faça jus ao futuro contrato, ao mesmo tempo que o retorno de Toews e Dach impulsione o time para a frente. No papel, a equipe parece ter melhorado em relação à última temporada e acredita que briga por uma vaga na pós-temporada. Porém, talvez ainda seja cedo para afirmar qual será o destino dos Hawks este ano.

    Colorado Avalanche

    O Colorado Avalanche tem crescido de forma constante nas últimas temporadas, chegando cada vez mais longe nos playoffs. Esse pode ser um reflexo das mudanças feitas no time ao decorrer dos anos. Com nomes como Cale Makar, Sam Girard e Devon Toews na defesa, o time de Dever tem sido destaque nos jogos em que disputa. No entanto, o mérito não fica somente para a defesa, já que apesar de ter perdido alguns jogadores importantes, os Avs continua mcom as suas peças chaves.

    É o caso do capitão Gabriel Landeskog, que renovou o seu contrato com o Avalanche e mantém a sua linha ao lado de Nathan MacKinnon e Mikko Rantanen. Porém, não só de veteranos o time tem se garantido. Ele vem apostando em nomes como o defensor Bowen Byram e o atacante Alex Newhook que juntos fazem parte da nova safra de Colorado e, apesar de já terem participado de alguns outros jogos com a equipe, prometem mostrar todo o seu potencial nesta temporada.

    Outro ponto a ser destacado é a perda de um goleiro e a lesão de outros, um ponto ao qual os fãs devem prestar atenção. Após ter dado adeus a Philipp Grubauer, que se juntou ao Seattle Kraken, o time garantiu um contrato com Darcy Kuemper. Entretanto, Kuemper assim como Pavel Francouz vem se recuperando de lesão. 

    Assim, apesar do time ainda se mostrar forte, não podemos ignorar que a defesa pode ser prejudicada caso os goleiros não estejam 100% preparados. Com isso, resta ao Avalanche garantir um bom desempenho de seus defensores no gelo para dar o suporte que a rede precisa. 

    Dallas Stars

    O Dallas Stars vinha de uma boa temporada em 2019-20 após ter sido finalista da Stanley Cup. Porém, a temporada de 2020-21 não foi das melhores para a equipe do Texas, que nem conseguiu se classificar para os playoffs. Apesar de o time ter sido atingido por fatores externos, os Stars precisam agora correr atrás do prejuízo caso não queiram uma repetição do último ano. 

    Para isso, eles fizeram questão de garantir um contrato de um de seus melhores defensores, o finlandês Miro Heiskanen. Além, é claro, de ter nomes importantes de volta ao gelo como Tyler Seguin e Alexander Radulov – ambos ficaram de fora da temporada passada devido a lesões. Seguin jogou apenas três partidas ao final da temporada regular enquanto Radulov jogou 11 partidas no início da temporada.

    O time de Dallas também garantiu alguns nomes nessa free agency como o goleiro Braden Holtby. Ele chega de Vancouver para completar o time ao lado de Anton Khudobin e Jake Oettinger, enquanto o veterano Ben Bishop ainda está se recuperando de suas cirurgias que o deixaram de fora da última temporada. Pensando na defesa, os Stars garantiram o veterano Ryan Suter, que chega para completar a linha ao lado de John Klingberg, Esa Lindell e Heiskanen. 

    Com grandes nomes no ataque, o time de Dallas ainda conta com um reforço de juventudo, com jogadores como Denis Gurianov e Ty Delladrea mostrando um grande potencial no gelo, e Roope Hintz, que promete estar pronto para o início da temporada. Assim, o time mostra que tem grande expectativa para a sua nova temporada, com algumas linhas voltando ao que eram e garantindo alguns novos jogadores. Para Dallas essa pode ser a chance de voltar aos trilhos. Resta para os fãs aguardar para ver se no gelo o planejamento atinge o mesmo objetivo.

    Minnesota Wild

    Os fãs do Minnesota Wild já podem respirar mais aliviados nesta temporada. O time, que foi eliminado pelo Vegas Golden Knights nos playoffs, fez seu oponente suar a jersey para avançar em sete jogos. E ao que tudo indica, esse ano o time deseja quase o mesmo resultado, com a pequena mudança de não ser eliminado. 

    O Wild mexu os seus pauzinhos nessa free agency e conquistou o tão sonhado contrato com a sensação russa Kirill Kaprizov. Com um contrato de cinco anos, a estrela do time promete mostrar todo o seu potencial no gelo e alavancar ainda mais a equipe. O jogador, junto com Kevin Fiala, tem sido uma das grandes apostas do time de Minnesota para o futuro.

    No entanto, o maior destaque vai para as mudanças realizadas na defesa. Com dois grandes contratos de defensores a menos, o Wild fez questão de assinar com nada menos que seis novos jogadores para a posição. Agora Matt Dumba e companhia contarão com a ajuda de Jordie Benn, Alex Goligoski, Joe Hicketts, Jon Lizotte, Dmitry Kulikov e Jon Merrill. 

    Com uma defesa renovada, ao lado de jogadores que já mostravam um bom desempenho e o atual vencedor do Calder, Kaprizov, garantido, a equipe de Minnesota tem motivos de sobra para conquistar a sua vaga nos playoffs. Principalmente se levarmos em consideração a atuação de Cam Talbot contra os Golden Knights, as chances estão ao seu lado, mesmo estando em uma divisão forte como a Central.  

    Nashville Predators

    O Nashville Predators precisa se reinventar e é exatamente isso que tem feito nessa offseason. Ao se despedir de alguns jogadores e ter visto outros lesionados, o time se viu numa verdadeira encruzilhada. Não restando nenhuma alternativa a não ser apostar nos jogadores mais novos. Um exemplo disso foi o caso do goleiro Pekka Rinne que se aposentou recentemente, deixando Juuse Saros como o novo goleiro titular. Além de Saros, o time passa a contar também com David Rittich que chega para cobrir o espaço deixado por Rinne.

    Algumas de suas grandes estrelas ainda permanecem no time. No entanto, os Preds agora devem tentar manter uma mistura do novo com o velho. A equipe de Nashville chegou a realizar algumas trocas em função disso, como a adição do atacante Cody Glass e o defensor Phillippe Myers. Ao lado de Eeli Tolvanen, Philip Tomasino e Alexandre Carrier, a nova safra dos Predators promete ser o diferencial que o time tanto necessita. 

    Jogadores como Roman Josi, Filip Forsberg, Matt Duchene e Mattias Ekholm seguem firmes mostrando que os veteranos ainda têm muito o que contribuir. Essa mistura deve ser bastante benéfica para os Preds, que apesar de ter conseguido se classificar para os playoffs na temporada passada, foram eliminados pelo Carolina Hurricanes ainda na primeira rodada. 

    St. Louis Blues

    O St. Louis Blues com certeza tem se mostrado um time forte ao se reerguer no meio da temporada e conquistar a Stanley Cup em 2019. No entanto, mesmo passando para os playoffs nas temporadas seguintes, ele se viu dando adeus rapidamente, sendo “varrido” pelo Avalanche na temporada 2020-21. Porém, o seu elenco é muito forte, e trabalhando da maneira correta isso pode mudar.

    Começando pelo retorno de Colton Parayko, o defensor de 28 anos renovou o seu contrato por mais oito temporadas com a franquia. Mesmo com a perda de Vince Dunn no Draft de Expansão de Seattle, a defesa do time ainda conta com as peças Torey Krug, Justin Faulk e Marco Scandella. No ataque as coisas podem não andar 100%, com Vladimir Tarasenko pedindo para sair em maio deste ano. Contudo, o jogador ainda permanece no time e promete ser um trunfo enquanto estiver em St. Louis. Quanto aos novos contratados dos Blues, Brandon Saad e Pavel Buchnevich, ambos os atacantes chegam para complementar o poder ofensivo ao lado de Ryan O’Reilly e Robert Thomas.

    Enquanto isso, o goleiro principal do time pode não ser a grande aposta como foi anteriormente. Após ser um destaque na vitória da Stanley Cup, o desempenho de Jordan Binnington não foi o mesmo nos anos seguintes. As suas estatísticas caíram e, apesar de ter um grande contrato, o goleiro precisa se esforçar mais se quiser repetir a vitória. 

    Dessa forma, a chance do time se classificar para os playoffs ainda existe, mas será necessário muito jogo de cintura para que possam avançar no topo da divisão. Competindo contra times fortes e que têm se reestruturado, os Blues com certeza terão um grande desafio pela frente.

    Winnipeg Jets

    Outra equipe que tem surpreendido em suas últimas temporadas é o Winnipeg Jets. O time chegou a se classificar para os playoffs e “varrer” o Edmonton Oilers, favorito na série do primeiro round. Porém, ao enfrentar o Montreal Canadiens, os Jets se viram também “varridos” e deram adeus à corrida pela taça. Entretanto isso não muda o fato de que o time possui um bom elenco e, se trabalhar da maneira correta, esse ainda pode ser o ano deles.

    A parte defensiva foi uma das mais favorecidas nessa free agency, na qual os Jets garantiram dois contratos e uma renovação. Os defensores Brenden Dillon e Nate Schmidt chegam para se juntar a Logan Stanley e Neal Pionk, que renovaram seus contratos este ano. Esse pode ser um dos maiores destaques do time para garantir uma classificação na pós-temporada. Por outro lado, o ataque de Winnipeg tem sido bastante sólido e não viu muitas adições. Mark Scheifele segue como uma constante para o time, ao lado de Pierre-Luc Dubois e seu capitão Blake Wheeler. 

    Os Jets têm tentado montar um time campeão, a defesa sendo o seu maior foco é uma prova disso. No gol, Connor Hellebuyck, um dos grandes responsáveis pela vitória contra os Oilers, está recebendo também Eric Comrie. Ambos os goleiros trabalharão para manter a rede do time canadense vazia, enquanto seus companheiros marcam gols em seus adversários.


    Enquanto o Wild e os Avs podem ser um dos grandes favoritos para se classificar no topo para os playoffs, a Divisão Central é bastante competitiva e sempre guarda uma surpresa para quem acompanha. Seria muito cedo para batermos o martelo de quem conquistará o título de campeão da divisão, mas não podemos ignorar as melhorias que alguns times fizeram e como seu nível tem evoluído nos últimos anos. Com certeza será uma corrida muito interessante de se acompanhar, do início ao fim.

  • Primeiro mês da temporada 2020-21 da NHL e a COVID-19

    Primeiro mês da temporada 2020-21 da NHL e a COVID-19

    No dia 13 de janeiro demos início à temporada 2020-21 da NHL. Com a COVID-19 ainda como uma dura realidade que precisamos enfrentar, a liga precisou criar um protocolo e um calendário adaptável para que a temporada regular acontecesse. Um mês após o início da temporada, mais de 30 jogos já foram adiados, todos de times dos Estados Unidos. 

    Em 1º de dezembro do ano passado, a NHL e a NHLPA lançaram seu protocolo de COVID-19. Nele, constam as regras que precisam ser seguidas para que a temporada aconteça, pensando que não existirá uma bolha. Dentre elas estão as seguintes condições: os jogadores que testarem positivo serão identificados pela liga e não poderão voltar a jogar até que sejam curados e liberados pelo cardiologista e pelo médico da equipe.

    Entretanto, colegas de equipe que tiveram contato, e não apresentaram sintomas, ou testaram negativo, não se colocarão em quarentena. Todos os treinadores que ficam no banco seguirão a política obrigatória do uso de máscara a temporada toda.

    Com essas medidas, a liga visa diminuir o contágio e contato entre jogadores, treinadores e comissão técnica.

    Calendário da temporada regular 2020-21

    A NHL divulgou o calendário para a temporada e que visava organizar a casa para que a temporada 2022 começasse nas datas certas de todos os anos antes da pandemia.

    •   13 de janeiro de 2021: começa a temporada regular (programação de 56 jogos para cada equipe)
    •   11 de fevereiro: Prazo para assinatura de Free Agents restritos
    •   12 de março: Prazo para assinatura de extensões de contrato de 2021-22
    •   12 de abril; 16h00 BRT: Trade Deadline
    •   8 de maio: Termina a temporada regular
    •   11 de maio: Começam os playoffs (data provisória)
    •  9 de julho: Último dia possível para a Final da Stanley Cup (data provisória)
    •  21 de julho: Draft de expansão para o Seattle Kraken
    •  23 a 24 de julho: NHL Draft de 2021

    É um calendário bem pensado e que faz todo sentido para a temporada. Porém, como vimos neste primeiro mês, não é bem assim que a temporada regular está seguindo.

    Início dos jogos

    Oficialmente em 13 de janeiro começamos a temporada regular, com cinco jogos, dois na Divisão Norte. Vale ressaltar que para esta temporada as divisões foram reorganizadas em norte, oeste, central e leste, conforme a imagem abaixo.

    NHL anuncia temporada para 13 de janeiro com realinhamento das divisões em 2020-21
    Nova organização das divisões (Reproduçao/NHL.com)

    Pela primeira vez desde 1923, todos os times canadenses ficaram na mesma divisão. Essa decisão foi necessária com as políticas restritivas de território no Canadá, pois ficaria inviável os times viajarem para realizar partidas nos EUA.

    Dessa forma, o primeiro dia de calendário ocorreu como o esperado, com todos os jogos realizados e sem casos de COVID-19.

    Já no segundo dia, 14 de janeiro o primeiro problema se fez notar: a equipe do Dallas Stars, atuais campeões da Conferência Oeste, precisou postergar o seu início na temporada regular devido à um surto de casos de COVID-19.

    Ao todo, 17 membros do time tiveram a doença no training camp. A estreia da equipe ficou marcada para acontecer no dia 19 de janeiro entretanto, só aconteceu mesmo no dia 22 de janeiro, contra o Nashville Predators, na qual venceram por 7 x 0.

    Com este problema “resolvido”, a NHL seguiu confiante de que com todos seguindo o protocolo, as chances de surtos e muitos casos seria pequena. Contudo, não foi isso que o destino reservou para a temporada.

    Adiamentos de partidas

    Desde o final de janeiro a liga vem sofrendo com diversos atletas e comissão técnica com novos casos. O grande problema, é que quando o primeiro caso aparece, não demora muito para pelo menos mais duas pessoas da equipe em questão também pegarem o vírus.

    No dia 04 de fevereiro a NHL anunciou que os jogos do Colorado Avalanche até pelo menos 11 de fevereiro seriam remarcados. Isso porque jogadores do time entraram no protocolos da COVID-19 da NHL.

    A decisão veio dos grupos médicos da liga, da NHLPA e do Avalanche, em conjunto com o Departamento de Saúde do Colorado, que determinou que mais cautela era necessária enquanto as partes analisavam os resultados dos testes nos próximos dias.

    No dia 03 de fevereiro a NHL anunciou que como resultado da adição de cinco jogadores do Minnesota Wild ao protocolo da COVID-19. Assim, os jogos da equipe foram adiados até pelo menos dia 09 de fevereiro visando proteger toda a equipe, funcionários e jogadores.

    No dia 01 de fevereiro a liga anunciou que os jogos do New Jersey Devils foram adiados até dia 06 de fevereiro (até o momento desta matéria, os jogos dos Devils ainda estão adiados) em resultado de quatro jogadores que entraram no protocolo da COVID-19 da NHL.

    Dessa forma, com todas estas partidas adiadas, a continuação da temporada regular é uma incógnita pois com as datas de playoffs já definidas, entendemos que os jogos regulares precisam acontecer até este período.

    Ao todo, cada time de cada divisão precisa jogar oito jogos com cada uma das equipes que estão dentro da mesma divisão. Com estes adiamentos, para que isso ocorra dentro do prazo previsto, será necessário encaixar diversas partidas no restante do calendário. Dessa maneira, é bem possível que vejamos muitos jogos em dias subsequentes, semelhante à bolha do ano passado.

    Vale questionar se isto tudo é realmente possível. Seria uma pausa no calendário necessária para conter novos surtos de COVID-19? A NHL precisará reduzir quantidade de jogos? Talvez uma nova bolha precisará existir para enfim chegarmos aos playoffs. A torcida é para que no final dê tudo certo e, ao fim do semestre, tenhamos um novo campeão da Stanley Cup. 

    Foto: Reprodução/ESPN.com

  • O que esperar da Divisão Central na temporada 2020-21

    O que esperar da Divisão Central na temporada 2020-21

    A nova temporada da NHL está batendo à porta, com início marcado para a próxima quarta-feira (13). Com as restrições impostas pela pandemia de COVID-19, a NHL precisou se adaptar com o intuito de criar um ambiente mais seguro para toda a Liga e comunidade do hockey. Dessa forma, assim como as demais, a Divisão Central da NHL sofreu mudanças para que a temporada pudesse ser iniciada de acordo com os protocolos de segurança. No entanto, com as adições à divisão, os confrontos tendem a ficar ainda mais competitivos e interessantes. 

    Baseado nas movimentações e desempenho dos times, trouxemos um preview sobre como poderá ser a temporada 2020-21 para as equipes da Divisão Central. 

    Carolina Hurricanes

    Aos poucos, o Carolina Hurricanes tem se desenvolvido e mostrado o potencial que sempre buscou. Foi apostando em seus jovens talentos que o time passou a crescer nos rankings, saiu da lanterna e, por fim, tornou-se um dos times mais interessantes da Liga. 

    Com talentos como Sebastian Aho e Andrei Svechnikov no comando ofensivo, os Canes possuem peças importantes para garantir maior sucesso nesta temporada. 

    A adição de Jasper Fast ao time durante a offseason poderá também beneficiar a equipe. Com a sua experiência na NHL, o jogador poderá adicionar mais força ao ataque e criar grandes oportunidades a gol. 

    Já na defesa, Carolina possui forças sólidas em Dougie Hamilton e Jacob Slavin. Por isso, é extremamente importante que a dupla continue fazendo boas atuações para proteger o gol dos Canes contra o ataque de times como o Tampa Bay Lightning, que tem se tornado cada vez mais rápido e ágil. 

    Podemos esperar grandes atuações do Carolina Hurricanes em 2021 e, certamente, uma classificação da equipe aos playoffs. Com um roster repleto de talentos, a estadia da equipe na pós-temporada pode ser extendida. 

    Chicago Blackhawks

    A última década foi repleta de muito sucesso e glória para os Blackhawks. Mas não se pode negar que, nos últimos anos, o desempenho do time caiu drasticamente.

    Com os desfalques de Jonathan Toews e Kirby Dach (que vinha contribuindo positivamente para o desenvolvimento dos Hawks) para esta temporada, o time conta com a liderança de Patrick Kane e Duncan Keith para melhorar sua atuação no gelo. 

    Com a saída de Corey Crawford da equipe, espera-se que Malcolm Subban assuma uma posição mais ativa no gol, tendo como backup Collin Delia. O time ainda conta com a presença de Dylan Strome, Alex DeBrincat, Alex Boqvist e Dominik Kubalik, que tendem a ser ainda mais ativos nessa temporada e no futuro dos Blackhawks. 

    É possível que, liderados por Kane, Chicago possa criar mais oportunidades em jogo e avançar na competição. Mas, por hora, é certo afirmar que o time está em processo de reconstrução, e que pretende investir cada vez mais em seus novos talentos para voltar a sua boa fase.

    Columbus Blue Jackets

    Nos playoffs de 2020, o Columbus Blue Jackets proporcionou ao fã de hockey uma das maiores (literalmente) e melhores partidas da bolha. No entanto, após um round exaustivo contra Tampa Bay, os esforços realizados pela equipe não foram suficientes para mantê-los na competição, e a nuvem de lesões que rondou o time foi a principal responsável.

    Porém, mesmo com os tropeços, os Blue Jackets têm se tornado uma equipe cada vez mais interessante de se acompanhar. Em 2021, com o time mais estável e recuperado, existe uma grande probabilidade de vermos Columbus como destaque dentre os times da Central.

    Zach Werenski e Seth Jones tendem a continuar com o bom trabalho na defesa. Algo importante, já que a zona defensiva do time tenta se estabilizar após a saída de Sergei Bobrovsky. Mas é esperado que Joonas Korpisalo e Elvis Merzlikins continuem mostrando potencial e fazendo defesas importantes.

    Ao reassinar com Pierre Luc-Dubois e Oliver Bjorkstrand, o time garantiu duas peças essenciais em seu ataque. Portanto, espera-se que a dupla, junto de novas adições como Max Domi, montem uma frente ofensiva que possa criar oportunidades constantes para Columbus a cada partida.

    Dallas Stars

    Um dos underdogs da divisão central, o Dallas Stars provou na temporada passada que tem condições (e talento) para avançar na competição. No entanto, a notícia de que seis jogadores e dois membros do staff do time precisaram ser afastados devido a possíveis sintomas de COVID-19 acabou preocupando seus fãs.

    Com a situação estabilizada, Dallas tende a ser um dos favoritos a garantir a primeira posição da Divisão. E a performance da equipe na temporada anterior afirma isso. Os Stars deram início a um estilo de jogo diferente e muito mais eficaz em 2020. Se isso se prolongar, poderemos assistir a ótimas atuações da equipe do Texas no gelo. 

    Mesmo com o desfalque de Tyler Seguin, figuras como Denis Gurianov poderão fazer toda a diferença no ataque de Dallas. Os veteranos, como Alex Radulov e Jamie Benn, também serão figuras importantes para a criação de oportunidades a gol, abrindo assim o espaço para que figuras mais jovens, como Joel Kiviranta, possam influenciar positivamente no desenvolvimento do Dallas. 

    A defesa dos Stars ainda é preocupante, levando em consideração o afastamento de Ben Bishop, devido a uma lesão causada nos playoffs de 2020. Mas, como pudemos assistir anteriormente, Anton Khudobin está mais do que apto para exercer o papel. Para isso, no entanto, é preciso John Klingberg e companhia consigam estabelecer uma defesa mais estabilizada, e que passe segurança ao goleiro. 

    Detroit Red Wings

    Nos últimos anos, o Detroit Red Wings tem enfrentado uma de suas piores fases na NHL. A última temporada foi um exemplo disso, já que a equipe ocupou o último lugar da tabela e apresentou desempenho lamentável. 

    O gol e defesa do time continuam instáveis, e a linha ofensiva precisa de melhor desenvolvimento para criar oportunidades e pontuar. Líderes do time, como Tyler Bertuzzi e Dylan Larkin, tentam fazer este trabalho, mas a fase em que os Red Wings se encontram não parece ajudar.

    Renovação. Essa é a palavra chave para se referir ao futuro do time de Detroit. É improvável que a equipe se destaque nesta temporada, mas prospects como Lucas Raymond, Theodor Niederbach e Elmer Soderblom têm trazido esperança para os próximos anos. É esperado que esse seja o foco dos Red Wings este ano: uma melhor reconstrução pensada para o futuro do time.

    Florida Panthers

    As aquisições feitas pelos Panthers em 2019 apontavam para melhorias no time ainda na temporada 2019-20. Porém, após a pausa em 2020, o desempenho do time decaiu e, assim, a oportunidade de ter sucesso nos playoffs ficou para outro ano.

    Nesta temporada, é esperado que Aleksander Barkov e Jonathan Huberdeau continuem sendo presenças importantes para o ataque da equipe. A aquisição de Anthony Duclair ao fim de 2020 também pode ser um grande reforço para a zona ofensiva dos Panthers. 

    Já na defesa, espera-se que Aaron Ekblad continue estável e que, principalmente, Sergei Bobrovsky consiga um melhor desenvolvimento o gol da equipe. É preciso que o goleiro esteja em boa fase para que, em conjunto com as demais áreas, o time consiga avançar na competição e mostrar seu potencial. 

    Os Panthers não são um dos favoritos à Stanley Cup, mas no hockey tudo é possível. Por agora, o time precisa focar em um maior desenvolvimento para, assim, garantir uma vaga nos playoffs.

    Nashville Predators

    Mesmo com aquisições como as de Matt Duchene, Nashville se viu novamente em uma posição complicada na temporada passada.

    No entanto, a história do time mostra que, quando saudável e forte, os Predators são uma equipe a ser temida. Mas é necessário que seus líderes, como Roman Josi, Filip Forsberg e Ryan Ellis estejam em sua melhor fase. 

    Josi talvez seja uma das figuras mais estáveis do time atualmente, e, como sempre, promete grandes atuações na defesa, juntamente de Ellis — outra peça importante na zona defensiva do Nashville. Pekka Rinne tem apresentado bom desempenho, mas não apresenta grande estabilidade. Portanto, este é um dos pontos em que o Nashville precisa manter a cautela, caso queira avançar na competição. 

    Desde que chegou, Duchene também não apresentou o desenvolvimento esperado pela equipe. Assim, é necessário que ele e Forsberg encontrem química dentro do gelo para que as oportunidades a gol surjam para Nashville. Se a zona ofensiva do time não se desenvolver, a equipe tende a voltar à estaca zero outra vez.

    Tampa Bay Lightning

    Não é mistério que o Tampa Bay Lightning é um dos favoritos à Stanley Cup nesta temporada.

    Porém, a ausência de Nikita Kucherov poderá impactar negativamente o desenvolvimento do time em 2021. Mesmo com Stamkos saudável e em ótima fase, o ataque do Lightning tende a ser afetado com o desfalque. 

    No entanto, um time não é feito de apenas um jogador, e a vitória da Stanley Cup em 2020 pelos Bolts foi a prova disso. Tanto Stamkos, quanto Brayden Point e Ondrej Palat prometem levar o time ainda mais longe na competição. As demais linhas, que contam com Anthony Cirelli e Tyler Johnson também não desapontam, e prometem grandes atuações. 

    Já na defesa, Tampa Bay conta com a liderança de Victor Hedman que, se continuar com a boa fase, tende a oferecer à goleira de Vasilevskiy a melhor proteção possível. 

    É quase certo que o Tampa Bay Lightning garanta sua vaga nos playoffs. A pergunta que não quer calar é: o quanto o time avançará na pós-temporada? Resta-nos acompanhar o desenrolar desta história.

    Foto: Reprodução/icethetics.com

  • Sobre ocupar o segundo lugar – e estar tudo bem

    Sobre ocupar o segundo lugar – e estar tudo bem

    Não é nenhum mistério para quem acompanha a NHL que o Dallas Stars é um dos times underdogs – palavra que muitos associam com “perdedor”, ou “azarado”. Como torcedora, apesar das memórias que o significado da palavra trazem a minha mente, não acho que seja completamente errado se referir a Dallas dessa forma. Em partes, acredito que até o próprio time reconheça as suas falhas e status. 

    Mas, após um ano conturbado, não vim aqui falar apenas do sentido ruim que a palavra traz. Se conseguirmos parar e olhar por outra perspectiva, existe um lado positivo. O lado que nos prova que, apesar da derrota, um underdog nunca desiste de tentar, e de ultrapassar os próprios limites que, não apenas os demais estabeleceram a ele, mas que ele estabeleceu a si mesmo.

    É isso que Dallas tem feito, desafiado a si mesmo a cada temporada, na esperança de alcançar por fim o seu final feliz (uma Stanley Cup, caso ainda reste dúvidas, já que muitas vezes, caro leitor, tenho tendência a ser mais dramática do que o necessário). Por isso, este texto é sobre ocupar o segundo lugar, e porque, por hora, para um time que está encontrando seu caminho de volta, está tudo bem.

    As decepções ensinam mais do que podemos imaginar

    Desde que comecei a acompanhar o hockey em 2018, os Stars tiveram duas decepções, resultado de derrotas. Coincidentemente, ambas nos playoffs. Derrotas que doeram não apenas no torcedor, mas ainda mais no time.

    As decepções tendem a doer ainda mais quando criamos expectativas. Se as coisas estão indo bem, por que não colocá-las em um alto patamar? É algo normal do ser humano. 

    Lá em 2019, após a vitória no primeiro round, não foi diferente com os Stars. Depois de uma temporada difícil, e repleta de obstáculos, a comunidade do hockey considerava quase improvável que o time do Texas avançasse na competição. Ainda mais improvável que chegasse tão longe ao ponto de conquistar sua segunda Stanley Cup. 

    Mas, outra vez, o underdog provou que podia ultrapassar os limites impostos, derrotando assim Nashville e se classificando para a segunda rodada dos playoffs da Stanley Cup de 2019. Do ponto de vista de uma fã, posso garantir para todos vocês que o round contra o St. Louis Blues foi difícil, por falta de uma palavra melhor. 

    No fim, quando o apito final soa, o melhor time acaba ganhando. No hockey, não é apenas o talento que influencia na vitória de uma equipe. O cansaço, condicionamento físico e, principalmente, o timing são fatores cruciais. 

    Aaquele não era o momento do Dallas Stars. Novamente, como fã, a derrota doeu. Lembro de me sentir estranha ao final daquele Jogo 7 contra os Blues em 2019, como se fosse o meu sonho tendo um fim. Mas a derrota não doeu tanto em mim quanto doeu em cada um dos jogadores de Dallas, que trabalharam incansavelmente até o último segundo da partida.

    Em horas como essas, é difícil para o torcedor se colocar no lugar do jogador do seu time, e, por isso, os julgamentos são feitos. Até o momento em que a equipe divulga a lista de lesões dos jogadores nos playoffs.

    Aqui, o nosso coração fica menor, sabendo que tudo que estava ao alcance de cada integrante da equipe foi feito. Inclusive sacrificar-se além dos seus próprios limites, mas essa é uma discussão para outro momento. 

    A derrota foi um balde de água fria para Dallas, que acreditou que o sucesso na corrida dos playoffs seria suficiente. Voltar para casa de mãos vazias não era uma opção que havia sido considerada pelo time a essa altura do campeonato, mas que agora era a realidade.

    No entanto, as decepções ensinam muito sobre quem somos, e fez o mesmo com o Dallas Stars que, ao voltar para o Texas, sentiu que era o momento de aprender sobre si mesmo. Essa era a única forma de entender seus erros para, assim, consertá-los, tentar novamente e ter êxito.

    Exceder as expectativas é a consequência merecida do trabalho árduo

    Mesmo com as lições proporcionadas pela temporada anterior, os Stars não iniciaram 2019-20 da maneira desejada. Contabilizando mais derrotas do que vitórias na tabela, foram meses até que o time atingisse estabilidade na liga e se mantivesse na zona de classificação para os playoffs.

    Mesmo alcançando um bom desempenho em meados do calendário regular, sua instabilidade não tornou o time um dos favoritos a conquistar a Stanley Cup aos olhos de quem acompanha a NHL. 

    Com a pausa devido à Covid-19, a liga se reorganizou, e uma temporada totalmente diferente do que estamos acostumados teve continuidade. Com uma pausa tão grande, a tendência era que times com bom desempenho anteriormente pudessem decair. 

    Apesar do mau desempenho durante o round robin, nós pudemos assistir um Dallas Stars diferente com a volta da NHL. Diferente para melhor. Ao derrotar o Calgary já na primeira etapa, a equipe mostrou que estava ainda mais disposta a batalhar pelo seu lugar na competição.

    No entanto, nós sabemos que vencer o primeiro round dos playoffs não pode ser lido como algo além de vencer o primeiro round dos playoffs. O início da competição é incerto, e até a Final, muitas coisas podem acontecer. 

    Porém, vencer o Colorado Avalanche no segundo round nos fez parar e pensar que, talvez (e apenas talvez), Dallas pudesse avançar consideravelmente na competição. 

    Aqui, presenciamos um Dallas Stars que saiu da sua zona de conforto para tentar uma abordagem diferente e se tornar o time ao qual as pessoas querem assistir. Um Dallas que ataca continuamente desde o primeiro segundo da partida e só descansa quando o apito final soa. Que arrisca com jogadores que, mais tarde, se tornariam figuras essenciais de um elenco que estava redescobrindo o estilo de jogo da equipe. 

    No segundo round, percebemos o quanto o time é importante para as suas grandes lideranças, que souberam se afastar para dar espaço para aqueles que mudariam a história dos Stars nos playoffs de 2020, e colocariam o seu nome escrito na do hockey. Menção honrosa a Denis Gurianov, Anton Khudobin, Joel Kiviranta, e muitos outros que foram cruciais para que o time conseguisse avançar. 

    Se vencer o Colorado Avalanche foi surpreendente, garantir uma vitória na Final de Conferência contra o Vegas Golden Knights fez com que expectativas ainda maiores fossem criadas sobre uma possível vitória da Stanley Cup por Dallas. Esse foi um momento histórico para qualquer pessoa que sempre viu grande potencial no underdog do Sul.

    Foram anos até que os Stars chegassem nessa posição. Em uma temporada tão atípica, que testou muito além dos limites físicos, considerei cada jogador do meu time um vencedor. Vencedores por irem além dos limites estabelecidos por eles mesmos. Vencedores porque ninguém acreditava que Dallas chegaria tão longe na competição.

    Mesmo esperançoso, meu coração de torcedora sabia que, caso o pior viesse acontecer, seria grata por aquela experiência. E o melhor: senti que Dallas seria grato por chegar até aquele momento. Depois de anos remando contra a maré para chegar até a beira mar, colocar os pés na areia já era o suficiente para trazer a melhor sensação do mundo para o time.

    Nada acontece como esperamos – e está tudo bem 

    No entanto, mesmo com o esforço, dedicação, e tudo de mais importante que foi colocado em jogo para garantir o troféu, aquele ainda não era o momento de Dallas. Após seis jogos, o time deu adeus definitivo para a temporada 2019-20 e assistiu ao Tampa Bay Lightning levantar a Stanley Cup – conquista mais do que merecida pela equipe. 

    Como responsável por cobrir o live tweet do dia 27 de setembro no site, eu criei esperanças e também vi meu time ser derrotado diante dos meus olhos. Ao vivo. E doeu. Pela segunda vez. 

    A dor do torcedor se tornou maior por ver a dor nos olhos dos nossos jogadores. Era possível sentir o quanto aquilo era importante para a equipe, e o quanto foi sacrificado para que eles chegassem até aquele momento. 

    Quando se cria expectativas muito altas sobre algo, a queda acaba sendo difícil de superar. E foi. Naquele dia 27 de setembro de 2020 foi muito difícil. 

    Mas quando o caos chegou ao fim, e pude pensar com mais clareza, conclui que, naquele momento, estava tudo bem que, naquela temporada, aquele fosse o fim do Dallas Stars. Então, passei a pensar nas coisas positivas que tudo isso trouxe para o time. 

    Um estilo de jogo ainda melhor, e que mostra a essência dos Stars, diversos recordes que foram ultrapassados, novos talentos descobertos, e quatro rounds dos quais Dallas deveria sentir orgulho. Orgulho por chegar tão longe, e desafiar os seus próprios limites. Orgulho por saber que, no fim, o time fez o que estava ao seu alcance. E acredito que isso seja o mais importante: dar o nosso melhor a partir do que nos é oferecido.

    Confesso que todas essas palavras podem ter soado apenas como um simples apanhado de clichês reunidos em um texto só. Mas o clichê não tira a veracidade do fato de que todas as coisas acontecem quando tem de acontecer. Queira eu, você, os torcedores de Dallas e a própria equipe aceitar ou não. 

    Dallas ainda está se reconstruindo, se reencontrando, e muitas vezes, vai ser difícil aceitar as consequências disso, porque sempre vamos esperar que o melhor aconteça. Essa é uma característica do ser humano – e do fã apaixonado pelo seu time. O Dallas Stars vai se desenvolver, vai mostrar todo o seu potencial, e vai impressionar a todos e a si próprio. O ano de 2020 não era o momento, mas ele ainda vai chegar.  

    Por hora, está tudo bem ocupar o segundo lugar. A vista daqui permite que o Dallas olhe para trás, e veja a caminhada incrível que já percorreu. Mas também possibilita que o time olhe para frente, e veja que o caminho até a Stanley Cup está mais perto do que imaginou. 

  • Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Central

    Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Central

    A nova coleção retrô da NHL foi divulgada oficialmente na última segunda-feira (16). Apesar de alguns modelos como do Penguins e do Golden Knight terem sido vazados anteriormente, agora temos os modelos oficiais das jerseys de cada time.

    Como falamos anteriormente, a coleção Reverse Retro teve como inspiração modelos dos uniformes de décadas desde 1940 a 2000. Cada time buscou em uma jersey antiga um conceito, trazendo elementos para suas cores e uniformes atuais. 

    Por último mas não menos importante, o NHeLas trás um olhar mais próximo para os modelos da Divisão Central. Entenda quais foram as inspirações por trás de cada novo desing. Essa nova coleção estará disponível à partir do dia 1/12.

    Dallas Stars

    O campeão da conferência Oeste deste ano teve a sua Reverse Retro inspirada no uniforme da temporada de 1999-98, quando conquistaram a sua primeira e, até então, única Stanley Cup.

    Naquele ano, os Stars levantaram a taça em suas cores verde, branco e prata, as cores já conhecidas e amadas dos fãs. Assim, nessa coleção eles trazem suas cores tradicionais e a lembrança da história do time com sua única vitória da taça.

    A jersey retrô tem alguns detalhes novos: na manga, o formato do estado do Texas com uma estrela verde e detalhes em prata; o formato de estrela no peitoral da camisa na cor prata brilhante.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Colorado Avalanche

    O Colorado Avalanche buscou para sua camisa retrô as suas origens no extinto Quebec Nordiques. O time antecessor de Colorado, que homenageava o gelado norte canadense, tinha como cores principais o azul, branco e vermelho.

    Quando deixou a Cidade de Quebec, a equipe ganhou novas cores: um azul mais acinzentado e o vinho. A Reverse Retro do Avalanche trouxe justamente o desenho clássico do uniforme dos Nordiques. O logo de iglu e a flor-de-lis, símbolo da herança francesa no Canadá, são representados nas cores atuais do time.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Chicago Blackhawks

    A temporada do Chicago Blackhawks deixou a desejar, mas não se pode dizer o mesmo da sua nova jersey para a coleção Reverse Retro. Como um dos Original Six, os Hawks tinham algumas opções para o seu modelo, entretanto, optaram por um design simples e tradicional.

    A base preta e detalhes em vermelho e branco trouxeram para 2021 um desejo de retorno aos anos dourados da equipe. No entanto, esse modelo dividiu a opinião dos fãs no lançamento e gerou polêmica.

    A equipe sofreu algumas críticas por falta originalidade na escolha do design. Mais ainda, o logo do time trouxe a tona o debate sobre e identidade visual dos Blackhawks e se a equipe deveria alterá-la logo.

    Foto do Twitter oficial da Blackhawks Store

    St. Louis Blues

    As cores da Reverse Retro dos Blues vêm da época em que Wayne Gretzky jogava pelo time, na temporada de 1995-96. Era um time repleto de estrelas que usavam vermelho, azul e amarelo, um pouco mais extravagante que o time que conhecemos hoje.

    Para a jersey retrô, inverteu-se o azul predominante daquele uniforme colocando o vermelho como cor principal. Para os detalhes, ficaram as cores também vibrantes amarelo e azul. Na manga há uma trombeta azul escura com o nome do time, diferente do logo que conhecemos hoje. A equipe quis inovar, sem esquecer as suas origens e, sobretudo, buscando nas suas antigas estrelas a inspiração para brilhar novamente na próxima temporada.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Minnesota Wild

    O Wild tem logo interessante. Se você olhar por alguns minutos, já começa a juntar as peças que lembram um animal feroz. Nele está representado o estado de Minnesota, seus rios, montanhas e a estrela do norte, que teve bastante evidência nessa coleção.

    O time escolheu homenagear outra equipe que já jogou em Minnesota: o Minnesota North Stars (transferido para Dallas em 1993). Em sua Reverse Retro, o Wild fez um bom trabalho modernizando seu passado. O tradicional o verde floresta e os detalhes em vermelho na jersey do time, deram espaço para cores claras e limpas para completar o jogo visual. Com listras nas laterais na cor amarela, verde em contraste do branco límpido, o logo foi centralizado e modificado pelas cores do time antecessor.

    Os fãs do “estado do hockey” abraçaram com graça sua antiga nova jersey e já se preparam para vesti-la na próxima temporada. 

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Nashville Predators

    Para os Predators, a Reverse Retro veio em amarelo e azul em memória da sua estreia na NHL em 1998. Na coleção da Adidas que valoriza tanto o passado como o futuro, eles misturam as cores e nos dão o logo ecundário do crânio com dentes de sabre.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Winnipeg Jets

    Os Jets buscaram sua inspiração em outro Winnipeg Jets, o time da cidade que estreou em 1972 na extinta World Hockey Association (WHA). Dessa forma, a franquia trouxe o antigo logo e cores de forma sutil, fazendo uma homenagem aos Jets originais.

    Assim, a nova jersey tem como cor predominante o cinza, com detalhes em azul marinho e braco. O logo segue o mesmo modelo usado pela equipe no Heritage Classic do ano passado, modificando apenas a paleta de cores. Questinou-se por que os Jets não se inspiraram no Atlanta Thrashers, time anterior a mesma franquia do hoje Winnipeg Jets. Porém, a equipe escolheu homenagear seu homônimo pelos anos de glória que o time teve na cidade ao ganhar três vezes a Taça AVCO.

    Além disso, na dança de cadeiras da NHL, o antigo Jets é hoje o Arizona Coyotes. Só podemos imaginar a confusão que seria se ambos os times escolhessem homenagear os Jets da WHA.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Texto sob supervisão da editora-chefe Juh Guedes.

    Foto: Reprodução/Instagram da NHL

  • Tampa Bay Lightning vence Jogo 6 e é o grande campeão da Stanley Cup

    Tampa Bay Lightning vence Jogo 6 e é o grande campeão da Stanley Cup

    Na primeira final da Stanley Cup jogada em Edmonton desde 2006, o grande campeão da noite não foi o time da casa (que nem nos playoffs estava). Aliás pós-temporada essa que ninguém poderia ter previsto acontecer alguns meses atrás, o projeto de Gary Bettman se provou bem sucedido e o comissário da NHL conseguiu coroar um campeão sem nenhum caso de COVID-19 dentro das bolhas. 

    Após muitos anos (e várias temporadas regulares impecáveis), o Tampa Bay Lightning finalmente se consagrou campeão da Stanley Cup. A equipe da Flórida venceu o Dallas Stars em seis jogos e alcançou o maior troféu do hockey pela segunda vez na história da franquia. A última vez que os Bolts venceram havia sido em 2004, com nomes como Vincent Lecavalier e Martin St. Louis no elenco, além de estarem à época sobre o comando de John Tortorella.

    O jogo seis, disputado no Rogers Centre na última segunda-feira (28), foi um clássico exemplo do quão bem o sistema de Tampa funciona. A equipe treinada por Jon Cooper fez uma partida magistral, tanto por mérito do sistema desenvolvido pelo técnico, bem como todo o talento disponível no elenco. Além disso, Dallas era um time claramente desfalcado, ainda que seus jogadores estivessem no gelo, já que muitos deles estavam com lesões que interferiram diretamente em seu desempenho.

    A ESTRADA ATÉ AQUI

    Para o Dallas Stars, chegar na final da Stanley Cup foi como voltar para casa depois de um longo período longe dela. Afinal, o time do Texas não chegava tão longe na pós-temporada desde 2000, quando foram derrotados na final pelo New Jersey Devils. Em seu trajeto, a equipe texana venceu o Calgary Flames, o Colorado Avalanche e o Vegas Golden Knights para sagrar-se campeão da Conferência Oeste

    Já o Tampa Bay Lightning fez sua primeira aparição nas finais desde 2015, quando perdeu para o supercampeão Chicago Blackhawks. A sua campanha foi calcada em sangue e lágrimas após a humilhante eliminação no ano passado, quando foram varridos pelo Columbus Blue Jackets. A campanha da equipe floridiana começou com a vingança para cima dos Jackets, seguida do Boston Bruins e contra o New York Islanders na final da Conferência Leste.

    A SÉRIE EM PERSPECTIVA

    O primeiro jogo foi vencido por Dallas, com gols de Joel Hanley, Jamie Oleksiak, Joel Kiviranta e Jason Dickinson. Do lado de Tampa, Yanni Gourde foi o único a marcar. Já o segundo jogo foi de Tampa, que marcou três vezes no primeiro período, com Brayden Point, Ondrej Palat e Kevin Shattenkirk. Nos dois períodos seguintes Joe Pavelski e Mattias Janmark diminuíram para os Stars, mas a equipe do Texas não conseguiu sequer empatar a partida.

    No terceiro encontro da série Tampa viu seu capitão fazer sua única aparição nos playoffs deste ano. Steven Stamkos conseguiu anotar um gol para dar momentum à sua equipe. Além dele, Nikita Kucherov, Victor Hedman, Point e Palat também marcaram. Do lado de Dallas, Jason Dickinson e Miro Heiskanen diminuíram a diferença no placar. O jogo quatro terminou o tempo regular empatado. Para os Bolts, Point (duas vezes), Gourde e Alex Killorn foram os autores dos gols da equipe. De Dallas, tivemos John Klingberg, Pavelski (duas vezes) e Corey Perry. Na prorrogação Shattenkirk venceu a partida para o Lightning, ampliando a vantagem no confronto para 3 a 1.

    O jogo cinco foi o primeiro no qual Tampa já tinha a real possibilidade de sagrar-se campeã. Entretanto, a partida foi vencida por Dallas com um gol de Perry na prorrogação. Perry ainda fez um gol no tempo regular, além de seu compatriota Pavelski ter empatado a partida no terceiro período. Do lado dos Bolts, Palat e o jovem defensor Mihkail Sergachev foram os autores dos gols. Por fim, chegamos ao jogo seis, partida final da série. A partida foi vencida com facilidade por Tampa, com gols de Point e Blake Coleman. Além disso, Andrei Vasilevsky teve seu primeiro shutout nos playoffs da NHL. 

    PLACAR:

    • JOGO 1 DAL 4 – 1 TBL
    • JOGO 2 DAL 2 – 3 TBL
    • JOGO 3 TBL 5 – 2 DAL 
    • JOGO 4 TBL 5 – 4 DAL (OT)
    • JOGO 5 DAL 3 – 2 TBL (OT)
    • JOGO 6 TBL 2 – 0 DAL 

    DALLAS FRAGMENTADO

    A equipe texana chegou ao quarto round da pós-temporada depois de deixar para trás nomes que iniciaram a temporada como favoritos, como foi o caso do Colorado Avalanche e do Vegas Golden Knights. Entretanto, seu elenco já ostentava sinais de cansaço. O supertrio de Jamie Benn, Alexander Radulov e Tyler Seguin não marcaram sequer um gol nas finais. O center canadense, inclusive, já ostentava diversas lesões em partes diferentes do corpo. 

    Além disso, a equipe teve diversas baixas no final da temporada regular, como Radek Faksa, Blake Comeau e até mesmo Roope Hintz. O goleiro Ben Bishop ficou de fora de grande parte da temporada regular, e participou de apenas três partidas nos playoffs. No quesito ataque, os autores dos seis últimos gols da franquia foram os veteranissimos Joe Pavelski e Corey Perry, que assinaram com Dallas na free agency e vê-los no uniforme victory green ainda causa estranheza. 

    Mesmo assim, ainda que já não esteja mais no seu prime, Pavelski empatou o jogo cinco e fez história, se tornando o maior goleador americano nos playoffs, com 61 gols. Apesar do final triste, o surgimento de talentos como Denis Gurianov e Joel Kiviranta, além de nomes como Miro Heiskanen e Roope Hintz se firmaram como peças importantes da franquia, Dallas pode continuar sonhando com mais campanhas de sucesso no futuro.

    A REVENGE TOUR DOS BOLTS

    A equipe de Tampa entrou nos playoffs deste ano com uma mentalidade bem diferente dos anos anteriores. Depois de serem objeto de piadas quando foram varridos por Columbus no ano passado, o Lightning tinha muito a provar. Afinal, ainda que seu desempenho na temporada regular fosse costumeiramente excelente, a equipe só havia disputado a final da Stanley Cup uma vez com o elenco atual, em 2015. A superioridade trazida pelos Bolts no dia-a-dia parecia ter dificuldade em se traduzir para uma situação de mata-mata. Isto é, até 2020. 

    Além da narrativa coletiva, a equipe também possui muitas jornadas individuais interessantes. Kevin Shattenkirk foi bought out pelo New York Rangers, time que escolheu na free agency por ser torcedor desde a infância. No jogo quatro ele foi o responsável pela vitória no overtime, deixando os Bolts a um jogo da conquista do campeonato. Blake Coleman iniciou a temporada no New Jersey Devils, um dos piores times da Liga, quando foi trocado para Tampa próximo à trade deadline

    Zach Bogosian é outro caso. O defensor teve seu contrato com o Buffalo Sabres terminado após ele ter se recusado a se apresentar no afiliado da equipe da American Hockey League (AHL). Logo após o episódio ele assinou um contrato de um ano com Tampa, avaliado em pouco mais de um milhão de dólares. Um dos principais atrativos que levam atletas a assinarem com os Bolts, além, é claro, da competitividade da equipe, é a questão tributária. Os impostos na Flórida são um fator importante ao atrair free agents que aceitam assinar por menos do que receberiam em outros mercados. 

    Além disso, tal ferramenta é importante nas negociações de extensão contratual com os atletas em momento de renovação. O capitão Steven Stamkos, por exemplo, quando esteve prestes a se tornar um free agent em 2016, aceitou continuar na equipe por um valor menor do que possivelmente ele conseguiria em outros times. Ele, inclusive, foi o maior desfalque da equipe do Lightning nos playoffs, já que estava fora de comissão desde fevereiro. O center canadense esteve no gelo por menos de três minutos nesta pós-temporada, no jogo três das finais, mas mesmo assim deixou sua marca com um gol. Por fim, este elenco campeão dos Bolts tem a presença de Patrick Maroon, que ganhou a Stanley Cup com o St. Louis Blues no ano passado e se tornou o terceiro jogador após a expansão a vencer em dois anos consecutivos, mas por equipes diferentes. 

    O VIKING E A CONQUISTA DE SEU CONN SMYTHE

    Não é de hoje que Victor Hedman é um dos principais nomes dentre os defensores da Liga. Afinal, o sueco foi o finalista do James Norris Memorial Trophy em nada menos do que quatro oportunidades diferentes, conquistando-o em 2018. Nos playoffs deste ano Hedman jogou cerca de 26 minutos por noite, com um leque de outros defensores como seu par. O sueco marcou 10 gols, se tornando o terceiro defensor com mais gols atrás de Paul Coffey e Brian Leetch.

    Discreto como seus demais compatriotas na Liga, o defensor foi apenas o terceiro sueco a ser consagrado o MVP dos playoffs. Apenas Nicklas Lidstrom e Henrik Zetterberg, ambos do Detroit Red Wings, receberam o Conn Smythe. Além disso, Hedman se junta a Brad Richardson, se tornando o segundo atleta na história do Tampa Bay Lightning a ganhar o troféu. 

    Mesmo com Hedman se destacando tanto na blue line dos Bolts, a disputa foi acirrada. Enquanto o sueco teve 70 pontos, que lhe garantiram o Conn Smythe, o center canadense Brayden Point ficou em segundo lugar com 66, apenas quatro pontos a menos. Os outros dois nomes que apareceram nos votos foram o superstar russo Nikita Kucherov e o goleiro Andrei Vasilevsky, sem dúvidas um dos maiores nomes em sua posição atualmente. 

    A votação ficou da seguinte forma:

    Victor Hedman 70 pontos (9-8-1)

    Brayden Point 66 pontos (8-8-2)

    Nikita Kucherov 25 pontos (1-2-14)

    Andrei Vasilevsky 1 ponto (0-0-1)

    A votação foi feita no formato de 5-3-1 pontos para primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente,  e os votos foram submetidos faltando 10 minutos para o final do jogo 6.

    MOMENTOS NOTÁVEIS DAS FINAIS (segundo o NHL.com)

    O primeiro gol da final foi também a primeira vez que o jovem defensor Joel Hanley marcou na NHL, com assistência de Roope Hintz, estrela de Dallas nos playoffs de 2019. 

    A defesa de Anton Khudobin no finalzinho do primeiro jogo, impedindo que Anthony Cirelli empatasse a partida.

    O retorno icônico de Steven Stamkos, capitão de Tampa que esteve fora do rinque desde o início do ano com uma lesão misteriosa. O center canadense entrou na partida, fez um gol e foi embora, jogando apenas 2:47 minutos durante o jogo 3. (O momento favorito da autora que vos fala)

    Depois de ter sido bought out pelo New York Rangers, Kevin Shattenkirk foi para Tampa receber muito menos do que seu valor de mercado. O defensor americano venceu a partida para os Bolts com seu gol na prorrogação do jogo quatro. 

    O gol de Corey Perry na segunda prorrogação do jogo cinco deu esperanças à torcida de Dallas, forçando o jogo seis.

    A cerimônia de premiação foi um pouco diferente, após um pedido do Lightning. Ao invés do capitão, solitário, buscar o troféu junto a Bettman, toda a equipe se reuniu ao redor do pódio onde a Stanley Cup se encontrava. 

    Para finalizar, precisamos falar do momento mais 2020: a falta de vaias a Bettman, devido aos jogos se realizarem em uma arena vazia. Brincadeiras à parte, ver jogadores e comissão técnica ligarem para seus familiares em chamada de vídeo do gelo apenas acrescentou mais uma camada de surrealismo nesta pós-temporada que ficará marcada para sempre na história da NHL. 

    A cobertura NHeLas dos playoffs fica por aqui. Nos vemos em 2021, quem sabe não é a vez do seu time levantar Lord Stanley? 🙂

    (Foto: TampaBay.com/Reprodução)

  • Dallas Stars vai para a Final da Stanley Cup após 20 anos

    Dallas Stars vai para a Final da Stanley Cup após 20 anos

    Após três rounds dos playoffs, e vinte anos depois da última aparição por lá, o Dallas Stars é um dos finalistas da Stanley Cup. O time, que derrotou o Vegas Golden Knights em cinco jogos na Final da Conferência Oeste, mostrou a que veio e se colocou mais perto ainda do grande prêmio.

    Mesmo com uma temporada regular instável, a equipe do Texas soube aproveitar muito bem suas oportunidades e, consequentemente, levou a melhor sob um dos melhores times da NHL. 

    Aqui vai um resumo com os principais momentos da série entre os dois times, e com uma análise das chances que o Dallas Stars tem de levar a Stanley Cup para casa. 

    Um início incerto

    Os Stars iniciaram o primeiro jogo da Final de Conferência com o pé direito. A equipe começou a partida marcando o primeiro gol com John Klingberg, aos 2:36 do primeiro período. Após abrir o placar, dominou o rival, tornando-se mais ativo na zona ofensiva, e tendo mais tiros a gol. Apesar de Vegas ter tentado reagir em alguns momentos isolados, ao fim dos três períodos foi Dallas que garantiu a vitória com apenas um gol. 

    Porém, a segunda partida contou uma história diferente. Ambas as equipes mantiveram o placar zerado durante o primeiro período. Já na segunda etapa, os Golden Knights decidiram mudar o rumo do jogo, e equipe de Vegas foi para o terceiro período com uma vantagem que, devido ao mau desempenho de Dallas ofensivamente, se manteve até o fim da partida. Com isso Vegas garantiu sua primeira vitória na série. 

    O sucesso inesperado de Dallas

    Mesmo com a série empatada, os Stars não entregaram o jogo. Após a execução de todo o primeiro período sem gols por ambas as partes, eles foram o primeiro a abrir o placar. No entanto, Vegas empatou com Shea Theodore no início do último período.

    Apesar de os Golden Knights terem mais tentativas a gol, e claramente se encontrarem dominando o jogo, os Stars fizeram o que tem feito de melhor durante todos os playoffs: aproveitar muito bem suas pequenas oportunidades.

    A partida precisou der decidida no overtime. Com apenas 31 segundos da prorrogação, um gol de Radulov que encerrou o jogo. Dallas voltou a assumir a vantagem na série, com 2 a 1 sobre o Vegas. 

    A vitória no Jogo 4 deveria ser algo crucial para os Stars. Se o time vencesse a partida, aumentaria a vantagem e, assim, estaria a apenas uma vitória da classificação para a Final da Stanley Cup.

    Apesar de ambas as equipes terem iniciado o primeiro período sem marcar, e Vegas ter aberto o placar na segunda etapa da partida, Dallas não se mostrou abalado. Quatro minutos após o gol do rival, Joe Pavelski acabou marcando o primeiro dos Stars e, em seguida, viu Jamie Benn seguir seus passos. 

    Sem mais finalizações no terceiro período, Dallas venceu a quarta partida da série por 2 a 1.

    Dallas Stars campeão da Conferência Oeste 

    Uma vitória no Jogo 5 poderia significar algo muito importante para Dallas: um time descansado física e mentalmente para enfrentar seu adversário na Final da Stanley Cup. Com vantagem de 3 a 1 na série, uma classificação mais rápida não seria impossível.

    Vegas, no entanto, tornou o trabalho dos Stars muito mais difícil.

    Por ser um time que, nos últimos 3 rounds, criou um estilo de jogo que atacava mais inicialmente, Dallas se viu perdido quando Chandler Stepheson marcou para Vegas na primeira metade do primeiro período. A partir daí, até o fim da primeira e segunda etapa, Dallas teve poucas brechas em jogo para atacar e, consequentemente, menos disparos a gol. 

    Complicando ainda mais a situação do time do Texas, Reilly Smith aumentou a vantagem dos Golden Knights, marcando o segundo do time no jogo no terceiro período. Após 40 minutos ausentes, em que a atuação de Anton Khudobin no gol foi essencial para que a equipe se mantivesse na partida, o ataque do Dallas Stars finalmente começou a reagir. 

    O time passou a entrar mais no jogo, criando mais chances a gol, e após algumas tentativas, Jamie Benn por fim finalizou, colocando Dallas na partida outra vez. Seguindo o gol de Benn, a equipe continuou a pressionar na zona ofensiva, dando trabalho em dobro para o goleiro Robin Lehner e a defesa de Vegas. Ambos a essa altura do campeonato, com toda a pressão de Dallas, tentavam apenas segurar o jogo em 2 a 1. 

    No entanto, bastou que umas das peças chaves dos Stars nos playoffs aparecesse no momento certo para que o jogo tomasse outro rumo. Aos 16 minutos do terceiro período, com passes de Klingberg e Gurianov, Joel Kiviranta marcou para Dallas e empatou a partida. Novamente vimos Kiviranta agindo em momentos essenciais e, pela segunda vez, levando os Stars para overtime em um jogo crucial.

    Não foi necessário muito tempo para que Dallas agisse novamente. Aos 3:36 da prorrogação, Gurianov colocou o puck no fundo da rede, e deu a vitória à equipe. Depois de apenas cinco jogos (o menor número disputado pelos Stars para conseguir uma classificação), o time garantiu sua primeira passagem em 20 anos para a Final da Stanley Cup.

    Atuações notáveis

    Existem algumas atuações de Dallas na série que merecem ser exaltadas. Uma delas é a de Anton Khudobin. Segundo com mais vitórias nos playoffs, o goleiro fez defesas excepcionais durante a série, muito importantes para a permanência dos Stars na competição. Quando a defesa do time não se fez presente, Khudobin segurou as pontas de maneira exemplar durante os cinco jogos. 

    Além do goleiro, o capitão do time, Jamie Benn, também presenteou o torcedor de Dallas com grandes atuações. Sendo um dos principais marcadores do time, Benn se manteve ao máximo na zona ofensiva durante a série, finalizando e também colaborando com assistências. Seu companheiro de linha, Alex Radulov, também foi essencial para o time. Ele não apenas marcou no período regular da partida, como também decidiu para Dallas no overtime

    Por último, é preciso ressaltar o grande desenvolvimento de Denis Gurianov e Joel Kiviranta. Apesar de novos nos playoffs, conseguiram mostrar um estilo de jogo estável e muito eficiente para a equipe, contribuindo com gols e assistências. Outro fator importante é que, apesar da menor quantidade de ice time, ambos os jogadores têm aparecido em momentos cruciais para o time. 

    Na série contra Vegas não foi diferente. Enquanto Kiviranta fez o gol de empate que levou o time ao OT, Denis Gurianov foi responsável por marcar na prorrogação e colocar a equipe na final. Com toda a certeza, se tornaram, em pouco tempo, peças essenciais no elenco vitorioso de Dallas. 

    Já Vegas, apesar de não ter alcançado a classificação, também contou com atuações importantes. Entre estas estão Mark Stone, Reilly Smith, Shea Theodore e Alex Tuch. Os jogadores em questão não fizeram apenas um bom trabalho na série contra Dallas, mas também foram peças essenciais no ataque dos Golden Knights tanto na hora da finalização, quanto na criação de oportunidades. Infelizmente, a ida do time para a Final ficou para outro dia, mas não por falta de talentos no elenco. 

    O que esperar da série contra o Tampa Bay

    Não é surpresa que o Tampa Bay Lightning é um dos principais favoritos ao título. Isso é algo que vem sendo dito desde o início não só dos playoffs, mas da temporada também. Além de ter feito uma ótima temporada regular, o time também tem mostrado exceder as expectativas desde o retorno da NHL. Até o momento, nenhuma série que a equipe disputou chegou a se estender para um Jogo 7, e nomes como Nikita Kucherov, Victor Hedman e Brayden Point vêm sendo responsáveis por isso. 

    Point é o líder em gols na equipe, seguido de Hedman e Palet. O jogador também é o segundo em assistências, ficando atrás apenas de Kucherov. 

    Além disso, também contam com o goleiro, Andrei Vasilevskiy, em uma de suas melhores fases, sendo o mais vitorioso nos playoffs, e o terceiro com melhor média de gols sofridos (1.82). Portanto, são jogadores que têm feito grande diferença, e que podem ser um problema frequente para Dallas. 

    Se os Stars quiserem levar a Stanley Cup para casa, terão que manter o ritmo de jogo de suas últimas partidas, sempre tentando se manter na zona ofensiva e marcar o quanto antes. Além disso, é importante que o time prepare sua defesa muito bem pois, com as atuações que Kucherov e Point tem apresentado nos playoffs, será necessário cobrir todas as brechas possíveis. 

    A Final da Stanley Cup começa neste sábado (19), às 20:30 no horário de Brasília. Os dois times já nos mostraram o que têm de melhor durante toda a pós-temporada, portanto, nos resta agora esperar para ver qual deles sairá vitorioso. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • No overtime, Stars se classificam para Final da Conferência Oeste

    No overtime, Stars se classificam para Final da Conferência Oeste

    O Dallas Stars iniciou a série contra o Colorado Avalanche com o pé direito. Após derrotar o Calgary Flames no primeiro round, o time partiu para a próxima etapa dos playoffs com grande confiança. Somado a isso, o time mostrou também um estilo de jogo diferenciado do que vinha apresentando nos últimos tempos.

    Estilo de jogo este que, por fim, parou um dos ataque mais rápidos da NHL e, assim, garantiu à equipe uma classificação para a Final da Conferência Oeste. 

    A série chegou ao fim na última sexta (4), após sete jogos intensos. Ela trouxe grandes atuações, com direito a chuva de gols e recordes conquistados. Portanto, aqui vai um recap dos melhores momentos da série, e, por fim, o que esperar do Dallas Stars na próxima etapa da competição.

    Um Dallas Stars diferente

    Não é surpresa alguma que Dallas não era um dos principais favoritos a conquistar a Stanley Cup.

    Com um estilo de jogo muitas vezes instável, os Stars sofriam com tentativas a gol desperdiçadas, e falta de desempenho de seus principais jogadores. Num geral, muitas vezes o time não parecia ter sintonia, algo que era extremamente preocupante, e que poderia resultar em uma eliminação precoce dos playoffs. 

    Mas as coisas pareceram mudar na série contra Calgary, principalmente nos últimos jogos. Quando a equipe de Dallas soube aproveitar as oportunidades no gelo, o resultado imediato foi a classificação para o segundo round. Assim, o time que antes era visto como o menos favorito à taça, passou a ser a equipe que poderia dar trabalho para o Colorado Avalanche

    Tudo que o time precisou para mostrar ao que veio foi o primeiro jogo da série, que foi acompanhado de de ótimas atuações de seus veteranos. Quando os jogadores mais importantes do time elaboram grandes jogadas e mostram todo seu desempenho no gelo, é de se esperar que os Stars não queiram fazer apenas um breve passeio pelo segundo round. 

    No jogo dois, os Stars mantiveram o ritmo. Apesar do Avalanche ter sido o primeiro a abrir o placar, foi Dallas quem assumiu as rédeas e ditou o ritmo da partida depois disso.

    A um passo (ou jogo) da classificação

    Após grandes atuações, os Stars enfrentaram seu primeiro empecilho no terceiro jogo da série. Apesar de marcar com Seguin no primeiro período, e assumir a vantagem, o time diminuiu seu desempenho na segunda etapa da partida. Um minuto após o primeiro gol do Dallas, o Avalanche marcou seu primeiro e, partir daí, dominou completamente a partida. Com gols de Zadorov, Burakovsky e Landeskog, o Colorado assumiu a vantagem e, assim, mostrou o porque tinha um dos melhores e mais proveitosos ataques da NHL. O time de Denver diminuiu a vantagem dos Stars na série, ficando atrás por apenas um jogo. 

    Todavia, a vitória do Colorado Avalanche no terceiro jogo não foi o suficiente para desmotivar o Dallas Stars. Mesmo com os dois gols do Avalanche na segunda etapa do Jogo 4, os Stars ainda lideravam o placar e se mantinham confiantes. Por fim, com gols de Hintz e Gurianov no terceiro período, o Dallas deu sua cartada final e garantiu a vantagem. Vantagem esta que continuou, mesmo após o Avalanche ter aumentando seu desempenho na partida, e, consequentemente, marcado mais dois gols.

    Mais uma partida do round que chegou ao fim, mais uma vitória e grande aproveitamento do Dallas Stars. Em quatro confrontos, a equipe mostrou exatamente o estilo de jogo que todos esperavam dos Stars: um jogo de início rápido, eficiente e efetivo. A pressão que o time impôs ao Avalanche nos primeiros minutos de cada uma das partidas foi o que os levou a vitória em cada confronto. Ao fim do Jogo 4, a única coisa que separava o Dallas Stars da classificação era uma vitória. 

    No entanto, a queda no desempenho e falta de sincronia de certas linhas, acabou dando um prejuízo desnecessário ao time do Texas na competição. 

    A decaída dos Stars, e wake-up call do Avalanche

    Faltando apenas um jogo para que a equipe garantisse a vaga na Final da Conferência Oeste, era de se esperar que Dallas mantivesse o bom desempenho. Mas, para a infelicidade dos fãs dos Stars, não foi dessa maneira que as coisas aconteceram.

    O Avalanche, que vinha de diversos desfalques desde o início da série, acabou somando mais um com Pavel Francouz, inapto para assumir a rede do time. Assim, Michael Hutchinson, terceiro goleiro do time, passou a assumir a posição.

    Hutchinson não disputava pelos Avs desde março de 2020. A essa altura do campeonato, poderia ser um empecilho a mais para o time. No entanto, tudo pareceu dar certo, e Colorado venceu sua segunda partida no round.

    No Jogo 6, Dallas iniciou o primeiro período com ótimo desempenho, criando mais oportunidades a gol do que o rival. Como consequência, foi o primeiro a marcar, aos 17:35 minutos do primeiro período, com Miro Heiskanen. No entanto, faltando apenas 30 segundos para o fim dos primeiros 20 minutos da partida, o Avalanche igualou o placar. O time de Denver voltou a marcar no segundo, aumentando ainda mais a vantagem. 

    Quando Rantanen e MacKinnon marcaram no terceiro período, era de se esperar que Dallas não conseguiria a classificação naquela noite. Apesar de ter ido mais chances, os Stars se viram derrotados mais uma vez pelo Colorado Avalanche. 

    O time que antes possuía vantagem de 3 a 1, e grandes chances de passar de forma rápida para a próxima fase da competição, viu o oponente acordar na disputa, superar as adversidades e aproveitar muito bem cada chance para empatar a série.  

    Destino de Dallas: enfim, a Final da Conferência Oeste

    Os Stars mostraram o quanto queriam a vitória logo no início do Jogo 7, ao marcarem no terceiro minuto do primeiro período. A cortesia ficou por conta de Radulov, que fez o gol durante o primeiro power play do time na partida. No entanto, acabaram perdendo a vantagem no placar quando Namestnikov e Burakovsky marcaram para o Avalanche.

    No segundo período, a atuação dos jogadores novatos foi essencial para colocar os Stars de volta no jogo. Joel Kiviranta, que havia disputado apenas dois jogos de playoffs por Dallas anteriormente, entrou na partida e marcou seu primeiro, e segundo com os Stars. No entanto, a alegria do time do Texas durou apenas até quando Nazem Kadri marcou, dando a liderança a Colorado pela primeira vez no jogo. 

    Até aqui, Dallas se manteve estável na partida, mas presenciou Colorado criando mais chances de gol. O time precisou segurar as pontas para não deixar o time de Denver aproveitar as brechas em jogo e marcar. Por isso, colocando em prática outra vez a mentalidade rápida que adquiriram nos playoffs, os Stars não perderam tempo ao marcar no início da terceira etapa.

    Com empate na partida, Namestnikov voltou a colocar o Avalanche na frente. Novamente, Dallas viu sua vida sendo salva pela grande atuação de suas estrelas mais novas. Com assistência de Heiskanen e Hintz, Kiviranta colocou o puck no fundo da rede e foi o responsável por manter s Stars na competição. Ao fim do tempo regulamentar, o placar era 3-3.

    Com suas melhores peças em jogo, os dois times entraram em gelo para disputar o overtime. Pelo desempenho apresentado no início da prorrogação, as apostas estavam com o Colorado Avalanche, que conseguiu elaborar cinco tentativas a gol contra uma dos Stars. 

    Mas Dallas foi contra as probabilidades. Se Kiviranta havia garantido o overtime para o time, era justo que fosse o rookie que garantisse também a passagem para a próxima fase. O finlandês marcou no oitavo minuto da prorrogação e, assim, direcionou os Stars diretamente para a Final da Conferência Oeste. A equipe não alcançava este feito desde 2008. 

    Atuações de destaque na série 

    É difícil falar de apenas uma atuação notável por parte do Colorado Avalanche durante a série. O time de Denver soube explorar muito bem todos os seus jogadores, e é isso que acaba colocando a equipe entre as melhores. Mesmo perdendo peças importantes ao longo do caminho, a equipe fez quase o impossível com o elenco restante para se manter na disputa.

    Nathan MacKinnon sempre será digno de destaque pelas grandes atuações em gelo que propicia ao fã de hockey. Mas, para que o canadense marque, existe um time inteiro que se envolve nas jogadas, da zona defensiva à ofensiva. Mikko Rantanen, juntamente com Cale Makar e Gabriel Landeskog, foram os principais responsáveis por trás das principais tentativas a gol do time. Não só neste round, mas nos jogos anteriores.

    Nazem Kadri também foi peça importante no time, e um dos jogadores que mais finalizou no gol, com Rantanen logo atrás. Andre Burakovsky também teve grande desempenho, ocupando o segundo lugar em gols marcados no time (junto de Rantanen), e se tornando o responsável por colocar o Avalanche na disputa diversas vezes durante a série.

    Makar também merece reconhecimento por, não apenas exercer muito bem sua posição na zona defensiva, mas também por participar constantemente no ataque do time.

    Por sua vez, o Dallas Stars por fim mostrou um tipo de jogo que era esperado do time há anos, composto de jogadas rápidas e certeiras. Tudo isso, somado a um estilo de jogar mais físico e presente no gelo, foi o que resultou na classificação do time para a próxima fase da competição. 

    Mesmo com todos estes fatores, Dallas contou com muitas atuações pontuais e importantes. Miro Heiskeinen, que é um dos defensores do time que mais se fez presente também na linha ofensiva, mostrou novamente o quanto é um jogador completo. Ele participou de grande parte das jogadas a gol dos Stars nos playoffs, ocupando assim o segundo lugar em pontos e o primeiro em assistências no geral da competição.

    A linha principal do time, formada por Seguin, Benn e Radulov também voltou a fazer grandes atuações. Os três jogadores não só marcaram quando foi necessário, mas também deram assistências para muitas das jogadas do time a gol.

    A menção honrosa vai para Joel Kiviranta, que se tornou o herói mais improvável do Dallas Stars nos playoffs. Após disputar dois jogos pelo time, o finlandês entrou no Jogo 7 contra o Avalanche e apresentou um dos melhores desempenhos da partida. Além de ter se adaptado bem a equipe, o jogador apareceu e mostrou desempenho consistente no momento certo. Kiviranta se tornou o sétimo jogador na história da NHL a marcar um hat-trick durante um Jogo 7, sendo o único rookie da lista.

    O que esperar de Dallas Stars e Vegas Golden Knights

    O Vegas Golden Knights já mostrou que possui muita vontade e as peças essenciais para levar o time até a Final da Stanley Cup. Jogadores como Alex Tuch, Shea Theadore e Mark Stone, tem mostrado ser grandes adições no ataque do time de Las Vegas. Tudo isso, somado à grande eficiência por parte de Reilly Smith na elaboração das jogadas, e um ótimo desempenho no gol com Robin Lehner, a equipe possui altas chances de passar por Dallas e ir para o destino final da competição. 

    Portanto, será necessário que os Stars não só continuem fazendo de seu jogo físico uma constante no gelo durante a rodada, mas que também saibam priorizar e entender quais jogadores podem acabar facilitando a vida do time. Os jogadores mais novos, como Roope Hintz, Miro Heiskanen e Denis Gurianov, tem mostrado serem grandes adições na zona ofensiva e finalizando a gol. 

    Seguin, Benn e Radulov provaram no segundo round que, quando conseguem trabalhar bem, o time todo acaba seguindo o ritmo. Portanto, é de extrema importância que a linha principal continue em harmonia, e marcando de fato presença no gelo. Dessa maneira, as chances do Dallas de chegar à Final após 21 anos são grandes.

    Rick Bowness, técnico do time, pareceu pensar o mesmo, quando falou sobre seus principais jogadores na coletiva após o primeiro jogo contra o Avalanche. “Quando essa linha marca um gol inicial como esse, é enorme, e então você simplesmente tem que deixá-los ir. Não vamos a lugar nenhum sem nossos melhores jogadores.”

    O primeiro jogo da série entre Dallas Stars e Vegas Golden Knights acontece neste domingo (06), às 21 horas. Se as atuações de ambos os times até aqui foram um indicativo de como será o round, podemos com certeza esperar por grandes jogos.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Gurianov marca quatro gols em virada histórica contra os Flames

    Gurianov marca quatro gols em virada histórica contra os Flames

    Denis Gurianov é um dos jogadores com menos tempo de gelo no Dallas Stars. Mas jogando apenas cerca de 8 minutos do segundo período, o right winger mostrou o seu valor para a equipe.

    O time do Texas liderava a série por 3 jogos a 2 e dependia apenas de uma vitória para avançar para o segundo round. Porém, Dallas perdia por 3 a 0 para Calgary no primeiro período. Então, pelas mãos do jovem jogador russo, Dallas protagonizou um comeback que entrou para a história da NHL. 

    Assim, Gurianov se tornou o segundo rookie na história da liga a marcar 4 gols em playoffs da Stanley Cup, o terceiro jogador na história dos Stars a marcar 5 pontos em uma pós-temporada e apenas o sexto novato a marcar mais de 5 pontos na corrida pela a Stanley Cup.

    Gurianov marcou o seu primeiro gol na NHL em 10 de novembro de 2018, após ser chamado do Texas Stars para um jogo contra o Nashville Predators. Porém, no dia seguinte foi mandado de volta para a AHL. Na temporada 2019-20, Gurianov finalmente teve sua chance de jogar pelo Dallas Stars, fazendo desta sua temporada de rookie

    Apesar de ser preterido por outras estrelas no time, o russo vem se mostrando uma peça fundamental na linha ofensiva dos Stars. Ao longo da temporada regular, Gurianov marcou um total de 29 pontos, sendo desses, 20 gols. O jogador de 23 anos ainda está se adaptando ao ritmo da NHL e, muitas vezes, mostrou-se inseguro no gelo, perdendo jogadas importantes para a equipe.

    Entretanto, isso parece estar mudando com a aproximação do final da sua temporada de estreia. Nessa pós-temporada, Denis Gurianov marcou ao todo 7 pontos em 9 jogos, apesar de ter uma média de apenas 13 minutos por jogo no gelo. Porém, foi no Jogo 6 contra o Calgary Flames que o rookie finalmente mostrou seu valor para a equipe de Dallas.

    O maior comeback em uma pós-temporada

    Em sete minutos de jogo, o Calgary Flames abriu uma vantagem de 3 gols com Mangiapane, Gaudreau e Andersson. Nas redes sociais o time canadense já contava a vitória, buscando forçar um Jogo 7 na série. Porém, as jovens estrelas em ascensão dos Stars tinham outra ideia em mente.

    A virada começou ainda no primeiro período, com um gol de Miro Heiskanen em um power play. O defensor, que vem se mostrando uma figura de peso na linha defensiva dos Stars, recebeu o puck de Perry e diminuiu a diferença no placar. O período terminou ainda com vantagem dos Flames por 3 a 1.

    Entretanto, o segundo período foi a chance de Gurianov brilhar e fechar, não apenas o jogo, como também a série. Com menos de um minuto, o russo recebeu o passe de Heiskanen para fazer o segundo gol dos Stars. E, aparentemente, aprendeu o caminho e não parou mais. Dois minutos depois, o próprio Gurianov empatou o jogo. 

    Então, após mais dois minutos, Gurianov deu uma assistência para Faksa virar o jogo no power play, deixando os Stars pela primeira vez à frente no placar por 4 a 3. O quinto gol veio das mãos de Pavelski, em uma jogada com Heiskanen que deixou o goleiro do Flames sem entender para onde tinha ido o puck. No caso, para dentro da rede. Porém, Gurianov resolveu que 5 a 3 ainda era pouco, e fez o seu primeiro Hat Trick em uma pós temporada aos 15 minutos do segundo período. 

    No terceiro, os jogadores dos Flames pareciam conformados com o resultado. Já Matthew Tkachuk, fora do jogo por conta de uma concussão, passava nervoso na arquibancada. Então aos 9 minutos do último período, Gurianov resolveu que um hat trick era pouco, e marcou seu quarto gol no jogo, fechando assim o placar em 7 a 3 para os Stars. 

    Próximo round

    O Dallas enfrenta agora o Colorado Avalanche na série que começa neste sábado (22), um adversário que passou pelo processo de renovação da equipe há dois anos e vem mostrando resultado. O time do Texas, por outro lado, começa apenas agora a despontar com novos e inexperientes jogadores. Sem dúvida, será uma serie interessante de se acompanhar, com jovens talentos e novas estrelas surgindo na NHL. 

    Foto: Reprodução journaldemontreal.com

  • Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    As qualificatórias da Stanley Cup tiveram início no dia 1° de agosto, após a pausa em março por conta da pandemia do novo coronavírus. O jogos irão até domingo, dia 8, e por enquanto somente o New York Rangers foi eliminado para o Carolina Hurricanes após 3 jogos. 

    Foram 142 dias sem hockey, e muitas coisas aconteceram nesse intervalo de tempo enquanto a Liga estava parada. Um dos assuntos que foi muito debatido no meio esportivo foi o racismo no hockey. Na história do hockey existiram, e ainda existem, poucos jogadores negros.

    Seja por conta de uma filosofia da própria cultura do hockey, que pode ser resumida em não falar sobre outros assuntos a não ser o esporte, ou talvez simplesmente pelo hockey ser um reflexo de uma sociedade ainda muito racista, fato é que tal assunto não pode ser ignorado mais.

    Um dos gestos mais significativos contra o racismo aconteceu quando Matt Dumba, defensor do Minnesota Wild, que é Filipino-Canadense, se ajoelhou durante o hino nacional dos EUA, na partida entre Edmonton Oilers e Chicago Blackhawks. Os jogadores das equipes cercaram Dumba enquanto ele discursava e ao seu lado estavam mais dois jogadores negros, Malcolm Subban dos Blackhawks e Darnell Nurse dos Oilers. Os dois colocaram as mãos nos ombros de Dumba em gesto de solidariedade. 

    Matt Dumba Protesta

    “Durante a pandemia, algo inesperado porém que já deveria ter acontecido antes ocorreu: O mundo acordou para a existência de um racismo sistêmico que se encontra profundamente enraizado em nossa sociedade,” Dumba disse. “O racismo é uma criação do homem e a única coisa que ele faz é atrapalhar nossa prosperidade coletiva. (…) O racismo está em toda parte e devemos lutar contra isso.(…) Eu sei em primeira mão, como minoria que joga hockey, como pode ser difícil estar no esporte. A Hockey Diversity Alliance quer que crianças se sintam seguras e confortáveis sempre que entrarem em alguma arena”

    A aliança, um grupo de atuais e ex-jogadores da NHL, foi formada em junho com a missão de erradicar o racismo e a intolerância no hockey. Dumba terminou seu discurso com o lema “Black Lives Matter”. Ele também lembrou da morte de Breonna Taylor, técnica médica de emergência negra que foi morta a tiros pela polícia em seu apartamento em Louisville, Kentucky, em 23 de junho. Ele ainda disse “o hockey é um ótimo jogo, mas poderia ser muito maior e começa com todos nós “.

    Matt Dumba levantou o punho nos hinos dos Estados Unidos e do Canadá

    A atitude de se ajoelhar foi inédita na NHL. Contudo, a primeira pessoa a levantar o punho foi JT Brown, durante sua permanência no Tampa Bay Lightning em 2017. Ele, que agora joga no Iowa Wild, afiliada do Minnesota Wild, protestou também contra a brutalidade policial e o racismo. 

    No jogo entre Minnesota Wild e Vancouver Canucks, Matt Dumba protestou novamente. Dessa vez, ele levantou os punhos da mesma forma que seu ex-colega de equipe. Para Dumba “o gesto de levantar o punho é um sinal mais forte do que se ajoelhar se eu estiver no banco, pois ele pode não ser visto pelas câmeras no último caso”.

    Ele ainda afirmou que continuará a protestar publicamente contra a injustiça racial durante os playoffs.

    Aliados nos protestos

    Até a segunda-feira, dia 03, Matt Dumba tinha sido o único jogador a se manifestar nos rinques de gelo. Muitos jogadores podem se opor ao gesto ou até mesmo não achar necessário fazer tais atitudes, por isso a falta de apoio com Dumba. Esse cenário é bastante diferente se olhado para os outros esportes americanos, no qual é possível sempre ver mais de um jogador se manifestando. Vale ressaltar que na NBA, todos os jogadores e funcionários do Los Angeles Lakers e do Toronto Raptors se ajoelharam para os hinos canadenses e americanos quando essas equipes se encontraram em uma partida que aconteceu em Orlando, na Flórida.

    Contudo, no jogo entre Vegas Golden Knights e Dallas Stars, esse cenário mudou. Ryan Reaves, Robin Lehner, Tyler Seguin e Jason Dickinson ajoelharam-se para os hinos dos EUA e do Canadá antes do jogo no Rogers Place. 

    “Conversei com o Reaves nos aquecimentos. Ele disse que ele e Lehner iriam se ajoelhar e perguntou se eu gostaria de me juntar a eles. Eu disse: ‘Absolutamente’”, disse Tyler Seguin. 

    “Antes do jogo, entrei no vestiário e contei a todos (…) Disse a eles que não havia pressão para fazer nada. Dickinson então me contou que gostaria de fazer parte, apoiando a causa e no que acreditamos.”

    “É hora de começar a fazer algo, não apenas deixar que isso seja um ciclo de notícias,” disse Lehner. “Todos devem ter a mesma chance na sociedade, todos devem ser tratados da mesma forma.”

    É importante ressaltar como o apoio de jogadores brancos nesse momento é importante para a causa, já que deixar os jogadores negros lutarem por algo que eles já lutam apenas existindo, é um fardo que se torna difícil e solitário sem apoio de seus colegas. 

    Foto: NHL/Reprodução