Etiqueta: nhl

  • Blues ganha e avança na série

    Blues ganha e avança na série

    Nesta quinta-feira (06) aconteceu o Jogo 5 em Boston, com vitória de 2-1 para St. Louis Blues. A torcida do Boston Bruins estava bastante animada, principalmente porque o capitão Zdeno Chara estava no gelo mesmo após quebrar a mandíbula no jogo passado. Infelizmente, isso não foi suficiente e o time de St. Louis avançou na série, ficando a um jogo de fazer história.

    Blues 2, Bruins 1.

    Com oportunidades perdidas de ambas as partes e poucos gols, o jogo não foi de muitas emoções. Jordan Binnington parou 38 tiros, enquanto Tuukka Rask parou somente 19. Assim, o primeiro período foi lento e, apesar das tentativas dos jogadores, nenhum gol foi marcado.

    O segundo período, no entanto, foi diferente. Ryan O’Reilly, aos 55 segundos, abriu o placar, com ajuda de Alex Pietrangelo e Zach Sanford. Esse foi o terceiro gol de O’Reilly nos dois últimos jogos. Ainda nesse período, os Blues tentaram marcar novamente. Com Rask fora do gol, quem fez a impressionante defesa foi David Krejci com o próprio corpo. O período finalizou, então, em 1-0 para St. Louis.

    No terceiro período, os Bruins tentaram mudar o placar, mas quando o puck chegou a entrar no gol, o juiz já tinha apitado. A partida continuou 1-0. Novamente vimos mais algumas oportunidades perdidas e boas defesas dos goleiros no período.

    A frustração dos Ursos aumentou após Noel Acciari ter sido derrubado, em um golpe que o time considerou ilegal. Os juízes não marcaram a penalidade e, logo em seguida, David Perron marcou o segundo gol do time visitante. Com os jogadores e torcida frustados, os ânimos estavam exaltados no TD Garden. A torcida começou a vaiar e foi necessário que o locutor pedisse que parassem de jogar coisas no gelo.

    Aos 13:32, Torey Krug não parou, mesmo após levar uma vara alta no rosto. Ele conseguiu, enfim, passar o puck para Jake DeBrusk, que marcou o primeiro gol de seu time na partida. O time preto e amarelo até tentou novamente, inclusive com um empty net numa tentativa de marcar. Mas não teve jeito, os Blues ganharam a partida com 2-1. Essa foi a primeira vez na série que um time ganha dois jogos consecutivos.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Afinal, quem são os restricted free agents?

    Afinal, quem são os restricted free agents?

    Com o fim dos contratos de entry level de diversos jogadores das classes dos drafts de 2015 e 2016, a off-season deste ano promete ser agitada. Atletas como Mitch Marner, Brayden Point e Patrik Laine precisarão negociar novos termos para continuarem atuando na NHL. Vamos explicar, então, o contrato de restricted free agent. Por aqui, seguimos na expectativa de uma offer sheet.

    A definição segundo o acordo coletivo em vigor

    De acordo com o item 10.2 do Collective Bargaining Agreement (CBA), que é o acordo coletivo em vigor entre a Liga e o sindicato dos jogadores da NHL (NHLPA), um restricted free agent (RFA) se encaixa em dois grupos de jogadores: Grupo 2 ou Grupo 4. Aqueles que se encontram na primeira opção são RFAs. Isso se deve à falta de experiência profissional necessária para chegar à free agency (trataremos deste assunto em breve aqui no NHeLas). Nesta última etapa, o atleta (finalmente!) tem total autonomia para decidir onde jogar.

    Mesmo assim, há um tempo de experiência necessário para que um atleta se torne RFA. Esse tempo é estabelecido por uma tabela que segue a idade que ele tinha quando seu contrato foi assinado. Para a NHL, a idade do jogador é aquela do dia 15 de Setembro do ano em que o contrato for assinado. Curiosamente, esta mesma data limite impediu que Auston Matthews fosse draftado em 2015, pois seu aniversário de 18 anos foi posterior. Será que ele iria para Buffalo depois de Connor McDavid ser draftado por Edmonton? Nunca saberemos.

    A previsão dos jogadores de Grupo 4, por outro lado, foi colocada para evitar que os clubes perdessem os direitos de jogadores que decidissem jogar na Europa como uma forma de burlar a restricted free agency. Ou seja, para impedir que jogadores, talvez insatisfeitos com quem os draftou, fossem jogar no exterior por alguns anos. Isso permitiria que chegassem à free agency mais rápido e, consequentemente, poderiam escolher onde atuar. Para os efeitos deste artigo, os atletas mencionados se tratam de jogadores do Grupo 2.

    O tempo necessário para status de RFA

    O CBA prevê a seguinte tabela para estabelecer o tempo até a restricted free agency de cada jogador do Grupo 2:

    Idade do primeiro contratoElegível como RFA após
    18-21 anos3 anos de experiência profissional
    22-23 anos 2 anos de experiência profissional
    24 ou mais velho1 ano de experiência profissional

    (Fonte: CBA)

    A questão da experiência profissional funciona da seguinte forma:

    • quando o jogador tem 18 ou 19 anos, ele precisa atuar em dez ou mais jogos da NHL em uma temporada. Por isso, muitos jovens atletas, especialmente aqueles que acabaram de ser draftados, costumam jogar até nove jogos na Liga. Depois, retornam à Canadian Hockey League (CHL) para que o clube não “perca” um ano do contrato se decidir retorná-lo para o major junior. Esse assunto será melhor tratado durante o texto sobre os entry level contracts, o primeiro contrato profissional da NHL. Ainda assim, há clubes que não se importam em “queimar” um ano do contrato. Esse foi o caso de Edmonton com Leon Draisaitl, que foi mandado de volta para a Western Hockey League (WHL) depois de atuar em mais de dez partidas.
    • quando o jogador tem 20 anos ou mais (aqui também se encaixa o jogador que completa 20 anos entre 16 de Setembro e 31 de Dezembro), ganha um ano de experiência jogando dez ou mais jogos profissionais sob um contrato standard em uma temporada. Assim, os jogos nas ligas menores, American Hockey League (AHL) e East Coast Hockey League (ECHL), contam para a sua experiência profissional.

    Como funciona a negociação entre um RFA e sua equipe?

    A partir do momento que um atleta se torna restricted free agent, a equipe que detém seus direitos precisa oferecer uma qualifying offer. Isso significa uma proposta de contrato, para continuar as negociações. Os valores da qualifying offer devem respeitar a tabela abaixo, levando em consideração o salário prévio do atleta.

    Salário prévioO clube deve oferecer
    $660,000 ou menosO clube não pode oferecer menos do que 110% do salário prévio
    $660,001 – $952,380O clube deve oferecer 105% do salário prévio
    $952,381 – $999,999O clube deve oferecer ao menos $1,000,000 em salário
    $1,000,000 ou maisO clube deve oferecer 100% do salário prévio

    (Fonte: CBA)

    As duas partes são livres para negociar um contrato, desde que este se enquadre nas regras salariais do CBA. Na hipótese do time não oferecer uma proposta, o jogador se torna um unrestricted free agent (UFA). No entanto, caso ele receba uma e a rejeite, permanece sendo RFA.

    Uma das maiores sagas da última offseason foi a negociação entre William Nylander e o Toronto Maple Leafs. As conversas se arrastaram por meses até o dia primeiro de dezembro, quando a hashtag #NylanderWatch dominava o Twitter. Mas o que essa data específica significa? A Liga precisa receber o contrato devidamente assinado até às 17h do dia 01/12, horário de Nova York. Dessa forma, o jogador pode atuar pela equipe na temporada que já está em curso.

    RFAs que já assinaram suas extensões contratuais

    O center Auston Matthews, do Toronto Maple Leafs, assinou por mais cinco anos com a equipe canadense, por cerca de 11.634 milhões por ano. Como resultado, o contrato fará com que o americano seja o atleta mais bem pago da equipe. Já em Dallas, o contrato de Esa Lindell causou polêmica. O defensor foi contratado por mais seis anos, pelo salário de 5.8 milhões por ano.

    Outra extensão polêmica foi a de Nick Schmaltz, do Arizona Coyotes. O center, que sofreu uma lesão séria que encurtou sua temporada, assinou um contrato de sete anos por 5.85 milhões anuais. Além disso, há uma cláusula que limita trocas nos últimos três anos.

    Teuvo Teravainen, dos Hurricanes, também teve sua extensão assinada por cinco anos, com valor anual de 5.4 milhões. Por fim, o futuro dos Canucks no gol, Thatcher Demko, assinou um bridge deal de dois anos, por 1.05 milhão por ano. Com esse contrato, mais curto, o jogador tem o intuito de se provar como atleta a fim de ter mais vantagens na próxima negociação.

    Mas e essa história de offer sheet?

    Esse assunto é a vedete da offseason deste ano, justamente pelo altíssimo número de RFAs de alto nível que estão sem contratos. Offer sheet se trata de um contrato oferecido a um RFA por outro time que não aquele que detém os seus direitos. Este documento inclui os termos de um contrato padrão, como duração, salário e bônus. No entanto, um atleta que já assinou uma qualifying offer ou que vai para a arbitragem (outro assunto que abordaremos em post futuro) não pode assinar uma offer sheet.

    As opções do atleta a quem é oferecido uma offer sheet são: aceitar ou rejeitar a mesma. A partir do momento que ela é assinada, o time original é notificado para igualar a oferta ou liberar o jogador. Essa decisão deve ser tomada em, no máximo, sete dias. Além disso, é previsto o no turning back. Isso significa que, a partir do momento em que a offer sheet é assinada, as duas opções são unicamente igualar os termos ou liberar o jogador. Por fim, há previsão de uma no trade clause, caso o time original igualar a oferta. Isso estabelece que o atleta não pode ser trocado por um ano, com o fim de evitar possíveis retaliações.

    E se o jogador for liberado? A equipe original fica no prejuízo? A resposta é não. Se o time se recusar a igualar os termos da offer sheet e perder o jogador, receberá escolhas no draft em contrapartida. As escolhas são estabelecidas segundo uma tabela que leva em consideração o valor do novo contrato. O máximo que uma equipe pode perder são o equivalente a quatro escolhas de primeiro round no draft. Os valores da compensação para 2019 seguem a tabela a seguir:

    Valor anual do salário (AAV)Compensação
    $0 – $1,395,053Sem compensação
    $1,395,054 – $2,113,7161 Escolha de Terceiro Round
    $2,113,717 – $4,227,4371 Escolha de Segundo Round
    $4,227,438 – $6,341,1521 Escolha de Primeiro Round
    1 Escolha de Terceiro Round
    $6,341,153 – $8,454,8711 Escolha de Primeiro Round
    1 Escolha de Segundo Round
    1 Escolha de Terceiro Round
    $8,454,872 – $10,568,5892 Escolhas de Primeiro Round
    1 Escolha de Segundo Round
    1 Escolha de Terceiro Round
    $10,568,590 – ∞4 Escolhas de Primeiro Round

    (Fonte: CapFriendly.com)

    Se é tão simples assim, por que as offer sheets não são mais comuns?

    Ora, é sabido que o hóquei é um esporte muito tradicionalista. Dessa maneira, seus dirigentes têm um acordo de cavalheiros entre eles para que ninguém seja colocado nessa situação. É preciso lembrar que, depois que os Flyers ofereceram uma offer sheet por Shea Weber em 2012, que foi igualada posteriormente por Nashville, as duas equipes não transacionaram entre elas por sete anos, até a trade deadline deste ano.

    Após o lockout de 2012, a única vez em que o mecanismo foi usado envolveu Ryan O’Reilly. O jogador assinou a offer sheet de Calgary, causando um mal estar entre o atleta e o Avalanche, sua equipe original. O canadense eventualmente foi trocado para o Buffalo Sabres. Depois, foi para o St. Louis Blues, equipe com a qual chegou às finais da Stanley Cup deste ano.  

    Com jogadores importantes e de grande impacto na Liga adquirindo o status de RFA, como Mitch Marner e Brayden Point, há especulações de que possam ocorrer eventuais offer sheets. Isso principalmente porque os Leafs e o Tampa Bay Lightning estão em situações complicadas em relação ao salary cap. Ambos precisarão se desfazer de jogadores a fim de ter espaço na folha salarial para suas duas estrelas.

  • Blues empatam série com vitória de 4 a 2 no Boston

    Blues empatam série com vitória de 4 a 2 no Boston

    Jogando novamente em casa, o St. Louis Blues deixou o Jogo 3 no passado e manejou uma vitória espetacular sobre o Boston Bruins. Com dois gols de Ryan O’Reilly, o time de Missouri venceu o de Massachusetts, assim ficando empatados na série.

    Boston 2, Blues 4

    O St. Louis veio do Jogo 3 pressionado. Com derrota de 7 a 2 para os Bruins, em sua própria casa, os Blues sabiam, com toda certeza, o quão importante seria ganhar o Jogo 4. Precisavam provar que ainda estavam na batalha pela taça, da mesma forma que seu rival. Foi desta maneira que o time de Missouri decidiu as cartas ao longo do jogo.

    O primeiro período começou logo de cara com dominância do time da casa. Dessa forma, logo no início, aos 43 segundos, a equipe de Missouri foi quem abriu o placar. Assim, com gol de O’Reilly, os Blues passaram a liderar o jogo em 1 a 0.

    Mas, apesar do explêndido início do St. Louis, foi o Boston quem respondeu, aos 13:14 ainda do primeiro tempo. Aproveitando um rebound de Binnington, Charlie Coyle colocou o puck no fundo da rede e marcou para os Bruins. Assim, o jogo ficou empatada num placar de 1 a 1. Entretanto, apesar dos esforços do Boston, os Blues voltaram a liderar a partida, marcando seu segundo gol no jogo com Vladimir Tarasenko. Aos 15:30, o camisa 91 do time de St. Louis aproveitou outro rebound de Rask, assim deixando o time na frente, com vantagem de 2 a 1 sobre o Boston.

    No segundo período, Rask tentou salvar o gol dos Bruins a todo o custo. Com ataque ativo dos Blues em sua linha ofensiva, o goleiro do Boston salvou 12 shots a gol no segundo tempo. Certamente um alívio para o time de Massachusetts, que depois de muito tentar, conseguiu finalmente deixar a partida empatada outra vez. Brandon Carlo, com assistência de Patrice Bergeron, marcou o segundo dos Bruins no jogo e seu primeiro nos playoffs.

    Glória para St. Louis

    Com a partida agora empatada, St. Louis e Boston foram para o terceiro tempo, ambos dispostos a conseguir a vitória. Apesar da dominância do time da casa, os Bruins ainda assim tentaram atacar o gol de Binnington constantemente, criando algumas boas chances.

    Porém, a sorte não estava ao lado do time visitante esta noite. Aos 10:38 do último período, os Blues voltaram a assumir o controle da partida. Com gol de O’Reilly (seu segundo no jogo), o St. Louis Blues aumentou sua vantagem em 3 contra 2 no Boston Bruins.

    O Boston ainda tentou, deixando assim sua rede vazia e arriscando um jogador a mais em campo nos últimos minutos da partida. No entanto, os Blues finalizaram a partida em casa com chave de ouro: faltando dois minutos para o fim do jogo, Brayden Schenn marcou. Assim, o St. Louis finalizou o jogo com o placar de 4 a 2 contra o Boston, voltando desta forma empatar a série.

    Com tudo igual para os dois times, o Boston Bruins agora tem a chance de ganhar o Jogo 5 em sua própria casa, com a série voltando a ser disputada no TD Garden.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Perfil: Elias Pettersson

    Perfil: Elias Pettersson

    A temporada de rookie de Elias Pettersson foi um dos assuntos mais comentados da temporada 2018-2019. O jovem jogador dos Canucks demonstrou destrezas no gelo elogiadas inclusive por Wayne Gretzky, que o chamou de “jogador mais habilidoso que já vi jogar”. O Vancouver Canucks pode não ter chegado nos playoffs ainda, mas, com Pettersson no ataque, é questão de tempo para o time se ajustar.

    Elias Pettersson nasceu em Sundsvall, na Suécia, em 12 de novembro de 1998. Desde o início da sua carreira, ele ouviu muitas críticas: era magro para o esporte. Dessa forma, em um jogo em que força física conta muito, Pettersson teve que aprender a usar outras habilidades a seu favor.

    Mas isso nunca o desmotivou. Ficava depois dos treinos para melhorar shoots e se aperfeiçoar. Assim, desenvolveu um estilo de jogo único. Chamou tanta atenção com este jogo diferenciado que foi selecionado pelo Vancouver Canucks como quinta escolha do Draft de 2017. Além disso, foi ranqueado como o segundo melhor europeu daquele ano pelo NHL Central Scouting Bureau.

    O jogador, com apenas 20 anos, se encontrou na NHL. Manteve o nível alto e se destacou entre os rookies até pelo menos metade da temporada. Não à toa, Pettersson é um dos finalistas do Calder Trophy, concorrendo com Rasmus Dahlin (Buffalo Sabres) e Jordan Binnington (goleiro do St. Louis Blues).

    Modo Iniciante

    Elias Pettersson passou sua infância em Ange, na Suécia, onde começou a jogar pelo Timrå IK da Hockey Allsvenskan. Depois, subiu para a categoria profissional no mesmo time. Logo em sua segunda temporada, foi o segundo marcador do time. Em 43 jogos, Pettersson fez 41 pontos em 2016-2017.

    Mesmo assim, não foi o suficiente para o Timrå IK ascender. Buscando jogar na SHL, Pettersson assinou um contrato de três anos com o Växjö Lakers, em Abril de 2017. E foi justamente no Växjö que ele teve a oportunidade de criar a sua própria forma de jogar, apreciada na NHL hoje.

    Antes de chegar ao Växjö Lakers, Pettersson não estava feliz com sua forma de jogar. Apresentava cerca de 12 movimentos diferentes ao fazer um shoot. Então, resolveu passar 15 minutos depois do treino todos os dias praticando os mínimos movimentos. Foi assim que aos poucos foi criando a sua característica marcante que impulsionou sua carreira.

    Um adolescente jogando entre homens já formados e mais musculosos que ele, foi fazendo gols e definindo jogos. Pettersson marcou 24 gols, um total de 56 pontos em 44 jogos. Com essas marcas, o sueco levou o prêmio de maior pontuador da SHL, além de rookie do ano na temporada regular e MVP dos playoffs. Por fim, foi eleito foward do ano.

    Modo Carreira

    Um ano após ser selecionado no NHL Draft, Pettersson assinou o contrato (entry-level) com o Vancouver Canucks em Maio de 2018. Uma das especulações dos Canucks ter escolhido o sueco no Draft foi o seu desempenho ao lado de Jonathan Dahlén quando ambos jogavam no Timrå IK. Porém, posteriormente Dahlém foi trocado para os Sharks e hoje joga no afiliado San Jose Barracuda. Vancouver buscou uma dupla de jogadores, mas saiu no lucro ficando com Pettersson que, desde sua estreia na NHL, vem mostrando que de fato é um jogador diferenciado.

    O sueco estreou pelos Canucks em 3 de outubro de 2018, na vitória em cima do Calgary Flames por 5 a 2. Ele marcou seu primeiro ponto e seu primeiro gol na liga neste mesmo jogo. Essa partida era a penas uma amostra do que seria sua temporada.

    Mesmo com lesões, Pettersson foi nomeado rookie do mês em outubro e dezembro (2018), chegando no final do ano com 17 pontos em 14 jogos. Logo depois, em 2 de Janeiro, ele marcou o seu primeiro hat-trick durante a vitória em cima do Ottawa Senators por 4 a 3. Ainda no primeiro mês do ano, ele foi o representante do Vancouver no All Star Game, ficando com a quinta colocação no desafio de velocidade.

    Na vitória de 3 a 2 em cima dos Hawks, no dia 18 de março, o sueco deu uma assistência, marcando seu 61º ponto na temporada. Esta marca fez Pettersson ultrapassar o recorde da franquia em pontos marcados por um rookie, lugar que antes era de Pavel Bure e Ivan Hlinka.

    Elias Pettersson terminou a temporada com um total de 66 pontos em 71 jogos. Dentre eles, 28 foram gols. Sua temporada de rookie foi destacada como uma das melhores dos últimos anos. Sendo considerada a melhor temporada de um novato desde Crosby e Ovechkin em 2005-06.

    Modo Internacional

    A carreira de Elias Pettersson ao lado da seleção Sueca também chama atenção. Ele ajudou a Suécia a levar a medalha de prata no 2018 World Junior Ice Hockey Championships. Em seguida, foi a medalha de ouro no 2018 IIHF World Championship.

    Em 2019, a Suécia foi eliminada pela campeã Finlândia nas quartas do World Championships. Mesmo assim, Pettersson chamou atenção durante o campeonato. Com uma seleção cheia de estrelas da NHL, o jovem jogador dos Canucks atuou ao lado de Gabriel Landeskog, Henrik Lundqvist e Patric Hornqvist, sempre pronto para armar jogadas e marcar gols. Seu formato de jogo foi elogiado com frequência. Sem dúvida, sua primeira temporada na NHL o ajudou a chegar no Mundial com maior experiência no gelo.

    Este foi o primeiro ano de uma carreira que está apenas no início. Elias Pettersson mostra ser um jogador interessado em crescer, e seus números não mentem. Estamos diante de um jogador que pode fazer história dentro da NHL.

    Foto: Reprodução/dailyhive.com

  • Boston assume a liderança na Stanley Cup Final

    Boston assume a liderança na Stanley Cup Final

    Em um jogo morno, Boston encontra o caminho para o gol e leva o Jogo 3 por 7 a 2. Os Blues, mesmo jogando em casa, pareciam não se encontrar no gelo. Além disso, o técnico Craig Berube demorou para tirar Binnington do jogo, mesmo após o goleiro ter levado cinco gols em 19 shoots. Bruins agora lideram a série por 2 a 1.

    Bruins 7, Blues 2

    Apesar do apagão no restante do jogo, Binnington começou o primeiro tempo fazendo uma boa defesa para os Blues. O goleiro parou um shoot de David Pastrnak ao se jogar no gelo e impedir o puck de entrar no gol. Mas, poucos minutos depois, Patrice Bergeron marcou um power play goal, abrindo o placar para os Bruins.

    Charlie Coyle marcou o segundo dos Bruins aos 17:40. Logo depois, Sean Kuraly marcou o terceiro, aos 19:50. No entanto, essa foi uma jogada duvidosa, que foi desafiada pelos Blues. Após revisão, o gol foi validado constatando que o patins do jogador do Boston o colocava em posição legal.

    O segundo período começou com uma power play para os Bruins, devido ao desafio não convertido no gol do final do primeiro tempo. Assim, o time visitante soube aproveitar a vantagem. Pastrnak marcou o quarto gol aos 0:41, após uma jogada brilhante iniciada por Bergeron na entrada da área ofensiva.

    Aos 11:05, Ivan Barbashev marcou para os Blues em uma jogada certeira, sem dar a chance de defesa para Tuukka Rask. Contudo, para a decepção da torcida do time da casa, a comemoração durou pouco. Torey Krug rapidamente marcou o quinto gol dos Bruins aos 12:12. Esse shoot até que foi desviado por Binnington, mas ainda assim foi para o fundo do gol.

    Troca de goleiros

    Com menos de oito minutos para o fim do segundo período, Jake Allen assumiu o gol dos Blues, fazendo a sua primeira participação nesta pós-temporada. O time da casa ainda tentou uma jogada nos últimos segundos do período, mas o puck bateu na trave.

    O terceiro período começou com o mesmo ritmo lento de jogo. Mesmo com algumas pequenas confusões e muitos encontrões, os Bruins dominaram o placar. Enquanto isso, os Blues pareciam cada vez mais perdidos.

    Em um último suspiro, Colton Parayko marcou um power play goal para os Blues, em outra jogada de longe certeira e sem chance de defesa para o goleiro. Os Blues tiraram o goleiro e o homem a mais no gelo proporcionou alguns shoots a gol para o time da casa. Entretanto, mesmo assim, eles acabaram perdendo o puck e Noel Acciari marcou no empty net aos 18:12.

    Poucos segundos depois, Marcus Johansson ainda marcou o sétimo gol dos Bruins, selando de vez o Jogo 3. Agora, os times se enfrentam na segunda-feira (3) para o Jogo 4, também em St. Louis.

    Foto: Reproducão/NHL.com

  • Primeira vitória dos Blues em uma final de Stanley Cup

    Primeira vitória dos Blues em uma final de Stanley Cup

    Em jogo cheio de golpes e grandes defesas dos goleiros, foi o time de Missouri quem levou a melhor. Conquistando sua primeira vitória em uma série final da Stanley Cup, St. Louis Blues venceu o Boston Bruins em overtime, assim empatando a série.

    Blues 3, Bruins 2

    O primeiro período do jogo foi movimentado, para ambos os times. As duas equipes disputaram a posse do puck constantemente, mostrando um jogo extremamente ofensivo.

    Aos 4:58, no entanto, o time de Missouri ficou com um jogador a menos no rinque. Devido a uma interferência no goleiro, Sammy Blais foi parar na penalty box, portanto desfalcando os Blues.

    Apesar de os dois times terem feito um ótimo começo de jogo, foi o Boston quem saiu na frente. Charlie Coyle, com assistência de Jake DeBrusk, marcou o primeiro do jogo, deixando o placar 1-0.

    Não muito tempo depois, aos 9:37, os Blues deixaram a partida de igual para igual. Em uma jogada que começou com Carl Gunnarsson, Robert Bortuzzo, com assistência de Tyler Bozak, marcou o primeiro dos Blues e o segundo do jogo.

    Sem tempo para pensar em reagir, os Blues viram a rede de Binnington balançar novamente. Aos 10:17, Joakim Nordstrom, com assistência de Sean Kuraly, marcou para o time de Massachusetts e, assim, deixou os Bruins com a liderança do placar.

    Ainda que o time de Boston estivesse a frente, os Blues resolveram atacar novamente o gol de Rask. Faltando apenas cinco minutos para o final do primeiro tempo, Vladmir Tarasenko aproveitou um rebound do goleiro dos Bruins e colocou o puck dentro da rede, assim estacionando o placar em 2-2.

    O segundo tempo foi inteiro dos goleiros. Com os ânimos à flor da pele, ambos os times disputaram constantemente a posse do puck, mas sem sucesso de gols. Por mais que tenha tentado um slapshot de Colton Parayko, os Blues tiveram a sua melhor tentativa bloqueada em uma defesa espetacular de Nordstrom. O Boston também tentou. Faltando um segundo para o fim do segundo período, Clifton tentou um slapshot a gol. Entretanto, foi bloqueado por Jordan Binnington.

    O terceiro tempo também foi movimentado pelas duas equipes. Mesmo assim, Tuukka Rask que foi a estrela do período. Em todo o jogo, o goleiro chegou a fazer 34 defesas. Faltando dois minutos para o fim do último tempo, Gunnarsson tentou outra vez para os Blues. Porém, o puck acabou por bater na trave, fazendo com que os Bruins ganhassem mais tempo.

    O jogo então se encaminhou para overtime. Apesar dos esforços gigantescos das duas equipes, foi o St. Louis quem levou a melhor no Jogo 2. Aos 4:51, com assistência de Ryan O’Reilly, os Blues marcaram seu terceiro na disputa, com um incrível slapshot de Gunnarsson. Deste modo, a partida foi finalizada com o placar de 3 a 2 para os visitantes.

    Portanto, com a série agora empatada, o St. Louis Blues tem a chance de assumir a liderança na próxima partida, dia 1 de junho, jogando em casa.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • A estrada até aqui: St. Louis Blues

    A estrada até aqui: St. Louis Blues

    Ao som de “Gloria”, de Laura Branigan, os torcedores do St. Louis Blues comemoraram a classificação do time à final da Stanley Cup. Vencedores do troféu Clarence S. Campbell, derrotaram o San Jose Sharks. Se tornaram, então, campeões da Conferência Oeste.

    Se superando até o último minuto dos 82 jogos regulares, o time de Missouri enfrenta agora o Boston Bruins. Time esse que vem sendo cotado para ganhar o troféu desde a temporada regular. Com jogo ofensivo e apostas como Jaden Schwartz e Vladimir Tarasenko, o St. Louis tem um elenco recheado de jogadores com condições suficientes de levar o time a levantar a taça mais cobiçada da Liga.

    A estrada até aqui

    Diferente do seu oponente, o St. Louis Blues esteve longe de fazer a melhor temporada de sua carreira. Foram necessárias mudanças na comissão técnica e elenco. Como consequência, o campeão da Conferência Oeste teve a oportunidade de fazer uma das melhores campanhas nos playoffs de sua história.

    Em novembro, a situação fora do rinque não era agradável. Com jogadores que não se entendiam, ocupavam a última posição na tabela da Divisão Central. Assim, os Blues demitiram o técnico, Mike Yeo. Com isso, elevaram para o posto de técnico interino o assistente, Craig Berube. O time tinha resultados caóticos no último mês do ano. Na época, as chances de os Blues chegarem à final da Stanley Cup eram de 0.6%.

    Em janeiro, Berube resolveu dar folga ao veterano das redes dos Blues, Jake Allen. Ao invés, arriscou o rookie Jordan Binnington, reserva da equipe. E este não decepcionou. Binnington parou 25 shots no seu primeiro jogo na NHL, contra o Philadelphia Flyers. Por fim, levou o time a uma vitória de 3 a 0, fazendo com que os Blues ficassem com 38 pontos. No final do mês, o time estava a três pontos de conseguir um lugar para os playoffs no wildcard.

    No início de fevereiro, com 11 vitórias consecutivas, o time tinha o segundo maior recorde de vitórias em toda a NHL. Binnington, com um percentual de defesa em .947%, solidificou sua posição como goleiro regular do time. Os Blues, com 69 pontos e após muito trabalho dentro e fora do rinque, chegaram ao terceiro lugar da Divisão Central. Assumiam, assim, uma posição para disputar os playoffs.

    O St. Louis chegou ao final da temporada com 99 pontos, um a menos que Nashville. Permaneceram na terceira posição da Divisão Central, com um percentual de 10.1% de chances de conquistar sua primeira Stanley Cup. Nada mal para um time que precisou recomeçar do zero. Além disso, ao final de dezembro, não tinha sequer esperanças de competir por uma posição na disputa dos playoffs.

    A jornada nos Playoffs

    O time da cidade de St. Louis começou o Round 1 com uma equipe totalmente diferente. Mais ofensiva, tentava ter para si ao máximo a posse do puck.

    Seu primeiro adversário na longa jornada até a Stanley Cup foi o Winnipeg Jets. A disputa na série foi acirrada entre os dois times. Os Blues ganharam cinco dos seis jogos disputados, com apenas um gol de diferença. O time de St. Louis assumiu o controle de toda a série. Sendo assim, no Jogo 6, com hat-trick de Schwartz, a equipe de Missouri derrotou os Jets e passou para a segunda fase dos playoffs. Até então, dos sete times que mudaram seus técnicos durante a temporada regular, os Blues eram o único que ainda continuavam na disputa. A influência de Craig Berube no time foi tão grande que o técnico foi escolhido como um dos finalistas do troféu Jack Adams, para melhor técnico da temporada.

    O oponente dos Blues agora era o Dallas Stars, que também não teve uma temporada espetacular. Ambos os times, nos sete jogos disputados na série, atacaram de forma quase brutal. Mas foram os Blues que obtiveram melhor desempenho nas partidas disputadas. Mostraram um jogo defensivo, impossibilitando o ataque dos Stars de chegar no gol de Binnington. Também extremamente ofensivo, criaram diversas chances e não deram descanso algum para o goleiro dos Stars, Ben Bishop.

    Mas foi jogando em casa, no Jogo 7 da série, após uma falha da defesa do time de Texas durante o segundo OT da partida, que o orgulho da cidade de St. Louis, Patrick Maroon, marcou o segundo gol do jogo. Assim, os Blues avançaram para a Conferência Final em um jogo emocionante para a equipe. Agora, cada vez mais perto do troféu da temporada.

    Final de Conferência

    A série contra os Sharks talvez tenha a sido a de mais facilidade para o St. Louis. Apesar de terem começado com uma derrota de 6-3, no Jogo 4 os Blues começaram a dar indícios de que poderiam vir a levar o troféu da Conferência Oeste. No Jogo 6, vindo de duas vitórias consecutivas, os Blues não enfrentaram nenhuma resistência. Assim, derrotaram o time da Califórnia com um placar de 5-0. Destaque para o hat-trick e jogo espetacular de Schwartz, figura essencial tanto na temporada regular, quanto nos playoffs, sendo o líder do time em saldo de gols.

    Depois de uma das temporadas mais instáveis da NHL, os Blues se classificaram para a final da Stanley Cup. Saindo da última posição para uma vaga na disputa pelo prêmio mais valioso da temporada. E, finalmente, com uma das equipes mais ofensivas dos playoffs. O único time que apresenta uma equipe mais ofensiva que os Blues é justamente o Boston Bruins, seu oponente na fase final.

    História antiga

    Não é a primeira vez que os dois times se encontram em uma final de Stanley Cup. A última vez foi na década de 1970, quando os Bruins venceram num placar de 4-3. Desde então, os Blues nunca mais estiveram em uma final dos playoffs. É uma conquista merecida para o time de St. Louis, que se superou mais do que qualquer outro durante a temporada regular. Eles tentarão vencer Boston utilizando seus melhores jogadores e estratégias dentro do gelo. Mas o principal fator é a torcida. Essa que espera há anos por esse acontecimento e está ansiosa pelo momento em que o time irá levantar sua primeira taça em casa. Para o bem dos fãs e da cidade de St. Louis, ficamos na torcida para que esse seja seu ano de sorte.

    Confira também a jornada do Boston Bruins até a final da Stanley Cup aqui.

  • A estrada até aqui: Boston Bruins

    A estrada até aqui: Boston Bruins

    Boston Bruins chegou à final da Stanley Cup, que começa na segunda-feira (27), com grandes expectativas. Campeões em 2011, os ganhadores do troféu Prince of Whales tiveram uma pós-temporada bastante movimentada. De início, levaram o Round 1 no Jogo 7 contra o Toronto Maple Leafs. Depois, o Round 2, após seis jogos contra o Columbus Blue Jackets. Por fim, eliminaram o Carolina Hurricanes na final da Conferência Leste. O time tem sido uma grande aposta para ganhar a Stanley Cup.

    Com uma folga de 11 dias após a vitória contra os Canes, o time está bastante confiante e tranquilo para as finais. Apesar de não ter treinado no sábado devido a uma doença, David Krejci deve estar preparado para o jogo de segunda. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo sobre Chris Wagner. O jogador que deve ficar fora do Jogo 1, segundo o treinador Bruce Cassidy.

    Mesmo com as possíveis baixas, o time está em boas mãos. Apesar de sete dos seus jogadores já terem jogado em finais da Stanley Cup, para 14 deles é a primeira vez. Essa expectativa de ver uma temporada de altos e baixos sendo bem sucedida está deixando o torcedor ansioso para essa série final. Além disso, a expectativa de levantar a taça pode ser algo produtivo para o rendimento do time no gelo.  

    A estrada até aqui

    Jogando 82 jogos na temporada regular, Boston conquistou 49 vitórias, conseguindo oito jogos acima da média da Liga. O time conseguiu manter um placar estável durante a temporada, com algumas séries boas com no mínimo três gols em sua maioria. Em um confronto em Janeiro, com o agora adversário St. Louis Blues, saiu vencedor com o placar de 5 a 2. Por outro lado, os Bruins sofreram uma derrota novamente contra os Blues em fevereiro por 2 a 1.

    Para alguns jogadores, as estatísticas individuais também se mostraram positivas. O veterano Brad Marchand terminou a temporada regular com 100 pontos, David Pastrnák, mesmo lesionado, fez 235 shots e Patrice Bergeron ajudou com 32 gols e 47 assistências. Na defesa, o destaque foi de Torey Krug que, participando de 64 jogos ao total, marcou seis gols e fez 47 assistências. Ficando à frente de Charlie McAvoy, que foi responsável por 21 assistências e sete gols ao total. Os dois jogadores conquistaram pontuações altas ficando no top 10 da pontuação geral na temporada regular, junto com Krejci e Jake DeBrusk.

    A jornada nos playoffs

    Se na temporada regular o Boston teve como destaque seus veteranos, nos playoffs nada menos do que 19 jogadores diferentes marcaram. Entre eles estão Marcus Johansson e Charlie Coyle que só chegaram no time recentemente. Destaque também para o capitão Zdeno Chara sendo um grande auxiliador nos jogos. Novamente se destacando, McAvoy conquistou um gol e seis assistências nos 16 jogos que participou. Krug, por sua vez, fez onze assistências em 17 jogos.

    O goleiro Tuukka Rask pode não ter aparecido tanto na temporada regular, mas nos playoffs não podemos dizer o mesmo. Com 549 defesas somente nos playoffs, o finlandês tem sido a grande aposta do público para ganhar o Conn Smythe Trophy.

    Rask deixou o puck passar somente 32 vezes nesses 17 jogos, ficando com uma média de 1,8 gols por jogo. Foram 12 vitórias, somente cinco derrotas e ainda conseguiu dois shutouts. O camisa 40 tem sido um dos grandes responsáveis para os Ursos chegarem nas finais.

    História antiga

    Essa será a primeira vez que os times se enfrentam em uma final de Stanley Cup desde 1970. Na época, Bobby Orr fez um icônico gol na final do Jogo 4. Gol esse que fechou a varrida contra os Blues, garantindo a taça para o time preto e amarelo. Será que eles conseguirão esse feito novamente? Lembrando que na chave do Leste, todo time que varreu, foi varrido na rodada seguinte.

    Outro que também tem história antiga com o time de St. Louis é David Backes, que jogou durante 10 anos com o time, sendo cinco como capitão. Backes mantém uma amizade com seu antigo time, mas revelou durante uma entrevista, em tom de brincadeira, que nos próximos dias a amizade será deixada de lado até o fim do campeonato. Afinal, ele não esperou 13 temporadas por esse momento à toa!

    Foto: Reprodução Twitter/Boston Bruins

    Confira também a jornada do St. Louis BLues até a final da Stanley Cup aqui.

  • St. Louis Blues na Stanley Cup ao vencer Jogo 6

    St. Louis Blues na Stanley Cup ao vencer Jogo 6

    Nesta terça (21), houve o sexto jogo na Enterprise Center, no Missouri, com o time da casa levando a melhor. Com um placar de 5 a 1, os Blues estão oficialmente na final depois de 49 anos!

    Sharks 1, Blues 5

    Primeiramente, os Blues estavam jogando de forma superior aos Sharks, principalmente por conta dos desfalques do time adversário.

    Três dos seus principais jogadores se lesionaram no jogo anterior em San Jose. Foram eles, Tomas Hertl, Erik Karlsson e Joe Pavelski. Esse último, inclusive, recebeu outra concussão na cabeça completamente ignorada pela arbitragem. O resultado disso foi um Sharks bem mais enfraquecido.

    O primeiro gol dos Blues veio aos 1:32 do primeiro período, feito por David Perron. Os Blues ofereciam perigo a todo momento e, com muito esforço, Martin Jones tentava seu melhor para evitar que os pucks entrassem. Mesmo assim, veio o segundo gol, aos 16:16. Um gol de power play feito por Vladimir Tarasenko. Com o placar 2 a 0, a esperança parecia já acabava para os Sharks.

    Entretanto, no segundo período, Dylan Gambrell marcou um gol e pareceu ter acordado os jogadores do time da Califórnia. Mesmo assim, isso não impediu Brayden Schenn de fazer o terceiro dos bluenotes, aos 12:47.

    Porém, no terceiro tempo, os Sharks mudaram totalmente de atitude. No total, foram dez shots ao gol contra apenas três dos Blues. Mas Jordan Binnington estava inspirado e simplesmente defendeu todos. Inclusive pegou um shot de Logan Couture quando este ficou cara a cara com o goleiro canadense.

    Definitivamente, não era a noite dos Sharks, já que no final ainda saiu mais dois gols dos Blues para acabar com os sonhos dos fins. Tyler Bozak e Ivan Barbashev foram os autores.

    Assim terminou o terceiro período. O St. Louis Blues avançam para as finais contra o Boston Bruins. Missouri torce agora para que o final seja diferente do que ocorreu nos anos 70, quando foram varridos pelos ursos.

    Foto: Reprodução NHL.com

  • St. Louis Blues vence Jogo 5 contra Sharks e abre vantagem na série

    St. Louis Blues vence Jogo 5 contra Sharks e abre vantagem na série

    Com hat-trick de Jaden Schwartz, o St. Louis Blues dominou o jogo com um placar de 5 a 0 contra o time da casa, ficando assim a uma vitória da final da Stanley Cup.

    Blues 5, Sharks 0

    O time da Califórnia começou o jogo em casa criando algumas chances à gol com Evander Kane, que acabou acertando a trave. No entanto, foi um passe errado de Erik Karlsson que colocou o St. Louis Blues na frente, aos 5:50 do primeiro tempo, com um slap shot de Oskar Sundqvist. A equipe da casa até tentou reagir, dominando o resto do período com 11 shots a gol contra 4 do time visitante.

    O segundo tempo começou com o San Jose movimentando a partida, com outro shot de Kane na trave. Porém, aos 03:05, Schwartz aproveitou um rebound do goleiro dos Sharks e marcou o segundo gol do St. Louis na partida. Depois, aos 13:07, foi marcado um pênalti a favor do time de Missouri, pois Brent Burns utilizou do próprio taco para interferir na jogada de Vladimir Tarasenko. O russo cobrou e, assim, aumentou a vantagem dos Blues para 3 a 0.

    No terceiro período, sem chances contra o time visitante, os Sharks viram o St. Louis expandir ainda mais o placar. Com assistência de David Perron, Schwartz marcou seu segundo aos 03:58, e elevou o resultado para os Blues em 4 a 0.

    Finalizando a tarde com chave de ouro, o canadense voltou a marcar. Foi seu terceiro gol na partida contra o time da Califórnia. Contou com assistência de Tarasenko, aos quatro minutos restantes da partida. O atacante dos Blues concluiu o jogo com um hat-trick, finalizando o placar em 5 a 0 para Missouri.

    St. Louis Blues agora lidera a final da Conferência Oeste. O time conta com uma vantagem de 3 a 2 contra o San Jose Sharks. Assim, ficam a apenas uma vitória da final da Stanley Cup. O time ainda terá a possibilidade de fechar a série em casa no Jogo 6, que ocorre dia 21 de maio.

    Foto: Reprodução/NHL.com