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  • Perfil Sebastian Aho

    Perfil Sebastian Aho

    Essa semana o nome de Sebastian Aho foi um dos assuntos mais comentados no universo do hockey. Isso porque, durante o Free Agency Day, o Montreal Canadiens ofereceu uma offer sheet pelo jogador. Entretanto, o Carolina Hurricanes igualou a oferta e Aho será um jerk por mais cinco temporadas.

    O center nasceu em Rauma, na Finlândia, em 26 de Julho de 1997. Assim, elegível para o Draft de 2015, Aho foi selecionado por Canes na escolha 35 overall e já está fazendo história no time. Nessa temporada, Sebastian Aho se tornou o quarto jogador da franquia a marcar 80 pontos antes de completar 22 anos. Sem dúvida, apenas o início de uma carreira que iremos acompanhar de perto.

    Modo iniciante

    Sebastian ganhou o seu primeiro par de patins com dois anos de idade. Contudo, antes disso, já acompanhava seu pai em jogos de hockey. Harri Aho, o pai, jogava profissionalmente em um time local chamado Lukko. Isso fez com que Sebastian e seus irmãos crescessem no meio, frequentando vestiários e arenas. Com três anos, Harri levou Sebastian para a escola de patinação de Kärpät. Foi ali que Aho, enfim, começou a praticar o esporte.

    Sua pouca idade não importava. Aho já estava acostumado a jogar em espaços abertos com seu irmão e amigos mais velhos. Ele podia não ser o mais forte, mas já se mostrava um jogador inteligente. Nesse meio tempo, Aho já começava a desenvolver seus instintos e habilidades de jogo que, posteriormente, o fariam chegar a NHL com um diferencial.

    Sua carreira no hockey profissional teve início no Oulun Kärpät, na liga Finlandesa, estreando pelo time na temporada 2013-14. Mas, foi na sua segunda temporada pelo time, primeira que jogou desde o início, que Sebastian Aho se destacou. Não apenas marcou o gol que deu o campeonato para o Karpat, em um overtime duplo de um jogo 7, como também chamou atenção para seu jogo. Sua habilidade no gelo fez com que ele fosse considerado um dos principais jogadores da Liiga. Além disso, despertou o interesse do Carolina Hurricanes no ano do seu Draft.

    Contudo, apesar de ter sido draftado, na temporada 2015-16 Aho voltou para Kärpät, terminando a temporada com um total de 45 pontos, dentre eles 24 gols.  

    Modo Carreira

    Sua chegada à NHL aconteceu um ano após o Draft, assinando o contrato de entrada por três anos em 13 de junho de 2016. Em outubro do mesmo ano, Aho fez sua estreia pelo Carolina Hurricanes. Já no primeiro jogo da temporada 2016-17, Sebastian Aho marcou uma assistência para um gol de Victor Rask na derrota para os Jets por 5 a 4 no overtime.

    Entretanto, o primeiro gol do finlandês pela NHL veio acontecer apenas em 12 de novembro. Não satisfeito em marcar apenas um gol, Aho marcou logo dois na vitória dos Canes em cima dos Capitals por 5 a 1. Nessa mesma temporada, Aho ainda marcou um hat trick contra os Flyers em 31 de janeiro. Com isso, se tornou o jogador mais jovem a marcar um hat trick na franquia. Por fim, Aho terminou a sua temporada de rookie com 49 pontos em 82 jogos.

    Na temporada 2017-18, Aho marcou 65 pontos em 78 jogos, mas com os Canes fora dos playoffs, ainda faltava algo para ele se firmar como uma jovens estrela da NHL.

    Foi na temporada 2018-19 que Sebastian Aho mostrou porque não deve ser subestimado. Ao comando de Brind’Amour, Sebastian quebrou o recorde da franquia, que antes era de Ron Francis, ao marcar um ponto em 12 jogos consecutivos. Com esse feito, ele também empatou o recorde da NHL de um gol por jogo a partir do início da temporada. Essa onda terminou em 3 de novembro com a derrota no overtime para os Yotes por 4 a 3.

    Sebastian Aho participou do 2019 NHL All-Star Game, ficando em segundo lugar no desafio Enterprise NHL Premier Passer™. Além disso, ajudou a Metropolitana a levar o prêmio.

    O Carolina Hurricanes chegou à final da Conferência desses playoffs, e, sem dúvida, Aho foi um dos responsáveis pelo time ter ido tão longe. Após dez anos de seca, os Canes jogaram 15 jogos nessa pós-temporada. Neles, Aho marcou 12 pontos.

    Sebastian Aho terminou a temporada como líder de pontos do Carolina Hurricanes, tanto na temporada regular quanto nos playoffs. Em 82 jogos, ele marcou um total de 83 pontos.

    Ao fim de uma temporada de sucesso e com o término do seu contrato de entry level, Aho assinou a offer sheet oferecida pelo Montreal Canadiens. Isso fez com que os Canes precisassem igualar a oferta do time canadense e ofertar um novo contrato para garantir Sebastian Aho para a próxima temporada. Por fim, o novo contrato do finlandês tem validade de cinco anos.

    Modo internacional

    Sebastian Aho não esteve no Mundial desse ano quando a Finlândia levou o ouro, pois estava competindo nos playoffs. Mesmo assim, ele também já fez sua contribuição para a seleção do seu país.

     Ele esteve presente no time finlandês que levou a medalha de prata no  IIHF World Under-18 Championship em 2015, assim como no 2016 IIHF World Junior Championship, quando sua seleção levou o ouro. Em 2016, Aho marcou 15 pontos na competição, dentre eles cinco gols e nove assistências. Ficou atrás apenas do seu companheiro de time Jesse Puljujarvi, que marcou 17 pontos.

    Em 2018, após os Canes não terem se classificado para os playoffs, Aho competiu pelo IIHF World Championship. Lá marcou sete pontos (três gols, quatro assistências) em dez jogos. Dentre as assistências, duas delas foi na vitória de 3 a 1 contra a Russia na semifinal. Apesar de terem ficado com a prata após perderem para o Canadá, Aho ainda foi eleito melhor jogador do jogo.

    Entre recordes, sucessos e polêmicas, o jogador que completa 22 anos no final desse mês ainda tem muito a oferecer. Ele faz parte de um grupo de jovem jogadores que o Carolina Hurricanes está reunindo para voltar ainda mais forte na próxima temporada. Como disse o general manager Don Waddell, não se deve subestimar o Carolina Hurricanes.

    Foto: Reprodução/canescountry.com

  • Free Agency Day: um recap

    Free Agency Day: um recap

    O primeiro dia de Free Agency ocorreu ontem (01), Canada Day, e provou que nenhum time está a salvo. Nomes como Artemi Panarin, Anders Lee e Matt Duchene participaram da janela que se abriu ao meio dia. A data, além disso, contou com contratos grandiosos para algumas equipes da NHL. No entanto, algumas trades entre times, como Toronto Maple Leafs e Ottawa Senators, foram surpresas para os torcedores. O NHeLas fez um recap de tudo que aconteceu em um dos dias mais esperados do calendário da NHL. 

    Anaheim Ducks

    O time da Califórnia não teve muitas trocas ou grandes contratos no free agency. Mesmo assim, assinaram um contrato de extensão de mais um ano com o atual jogador, Sam Carrick. Ele veio a princípio do San Diego Gulls, time afiliado dos Ducks na AHL, e assinou o contrato no valor de 700 mil dólares. 

    Por meio de uma trade com o Montreal Canadiens, o Anaheim adquiriu também o forward Nicolas Deslauriers. Assim, cederam para o time de Montreal um fourth-round pick no Draft de 2020. 

    Arizona Coyotes

    O Arizona Coyotes não assinou com nenhum free agent. Entretanto, recebeu um dos melhores jogadores da Liga por meio de uma trade com o Pittsburgh Penguins. Phil Kessel se tornou jogador dos Yotes com um contrato anual de 6,8 milhões de dólares. Com esse valor, ele se tornou o jogador mais bem pago da equipe. Junto com Kessel, o Arizona recebeu também o jogador Dane Birks e um fourth-round pick no Draft de 2021. 

    Boston Bruins

    A equipe de Boston assinou com três free agents. Um deles já era jogador da equipe, Connor Clifton. O defensor do time assinou uma extensão de contrato de três anos com a equipe, com um cap hit anual de um milhão de dólares. 

    O forward Brett Ritchie, que jogava no Dallas Stars, também assinou um contrato de um ano com a equipe de Massachusetts. Desta forma, o jogador também terá um cap hit anual de um milhão de dólares. Par Lindholm, por fim, também assinou com o Boston. Em um contrato de dois anos, o também forward receberá 850 mil dólares por ano. 

    Buffalo Sabres

    O time de Buffalo assinou com com quatro UFAs: Andrew Hammond, Curtis Lazar, John Gilmour e Jean Sébastien Dea. 

    Hammond, ex-goleiro do Iowa Wild (afiliado do Minnesota Wild na AHL), assinou contrato de um ano com o time, por 700 mil dólares. Lazar, que veio de Stockton Heat, afiliado do Calgary Flames na AHL, assinou contrato também de um ano, com o mesmo cap hit. John Gilmour, ex-defensor do Rangers, também assinou com os Sabres pelo mesmo valor. 

    Por fim, Dea, que veio do Pittsburgh Penguins, assinou um contrato de dois anos com o Buffalo, de 1,4 milhões de dólares. Desta forma, o center ganhará 700 mil dólares anualmente do time. 

    Posteriormente, por meio de uma trade com os Rangers, os Sabres também adquiriram o forward Jimmy Vesey. Em um contrato de um ano, o valor foi de 2,275,000 milhões de dólares. Assim, o time cede aos Rangers um third-round pick no Draft de 2021.

    Calgary Flames

    Os Flames, com saída de Mike Smith, adquiriram para si um goleiro no Free Agency. Cam Talbot vem do Philadelphia Flyers e assinou com Calgary um contrato de um ano. Dessa forma, o goleiro receberá um cap hit de 2,750,000 milhões de dólares.

    Carolina Hurricanes

    Talvez a maior surpresa para os fãs dos Hurricanes tenha sido a offer sheet em Sebastian Aho. O time da Carolina cobriu a oferta do Montreal Canadiens sobre o forward. Como consequência, assinaram uma extensão de contrato de cinco anos, no valor total de 42,27 milhões de dólares. Desta forma, o jogador se torna o mais bem pago dos Cannes, tendo um cap hit anual de 8,454,000 milhões de dólares. 

    O time também assinou uma extensão de contrato de dois anos com seu goleiro, Petr Mrazek, num valor de 6,25 milhões de dólares. Outro a assinar um contrato de mais dois anos foi o também goleiro Ned Nedeljkovic, no valor de 737,500 mil dólares anuais.

    Em uma trade com o Vegas Golden Knights, o Carolina também recebeu mais reforços para a nova temporada. Desta forma, os Canes recebem o forward Erik Haula, em um contrato de um ano no valor de 2,750,000 milhões de dólares. 

    Chicago Blackhawks

    Os Blackhawks receberam grandes reforços para a temporada 2019-20, um deles sendo antigo conhecido do time. Em uma troca com o Montreal Canadiens, Andrew Shaw voltou para o time de Chicago, juntamente com um seventh-round pick no Draft de 2021. Assim, os Blackhawks cedem para o time do Canadá três escolhas no Draft. 

    Em segundo lugar, Robin Lehner também foi para o time de Chicago no primeiro dia de free agency. O ex-goleiro do New York Islanders concordou em um acordo de um ano no valor de cinco milhões de dólares. Tendo sido nomeado um dos finalistas ao Vezina Trophy no NHL Awards, dado aos melhores goleiros da NHL, Lehner pode ser uma peça importante para o Chicago na próxima temporada. 

    Ryan Carpenter, ex-forward dos Knights, igualmente assinou um contrato de três anos com os Hawks, no valor de um milhão de dólares anuais, que vai até a temporada 2021-22. Enfim, David Kämpf (forward), jogador do Chicago, assinou uma extensão de contrato com o time. A princípio, a equipe e o jogador chegaram em um acordo de dois anos, no valor de um milhão de reais anuais. 

    Colorado Avalanche

    O Colorado participou de uma das maiores trades no free agency deste ano. Juntamente com Toronto Maple Leafs, o Avalanche recebeu o forward Nazem Kadri, que jogou por dez anos no time de Toronto e foi peça essencial no sucesso do time. Com Kadri, também vieram o defensor Calle Rosén e um third-round pick no Draft de 2020. Assim, o time cede para os Maple Leafs seu defensor, Tyson Barrie, o forward Alex Kerfoot, e um sixth-round pick no Draft de 2020. 

    Procurando reforços também na AHL, o Colorado assinou contrato com alguns jogadores da liga. Dan Renouf, vencedor da Calder Cup junto ao Charlotte Checkers, assinou um contrato de dois anos no valor de 700 mil dólares anuais. Jayson Megna (Hershey Bears) e T.J. Tynan (Chicago Wolves) assinaram ambos contratos de um ano, no valor de 700 mil dólares. 

    Do mesmo modo, os Avs assinaram com Pierre-Edouard Bellemare, ex-forward dos Golden Knights. Tal jogador chegou a um acordo de dois com o time, por um salário anual de 1,800,000 milhões de dólares. Vindo do San Jose Sharks, o free agent Joonas Donskoi assinou um contrato de quatro anos com os Avs (a $3,900,000 anuais). 

    Extensões de contratos também foram feitas. Primeiro, Colin Wilson reassinou com o time por mais um ano. Recebendo, assim, um cap hit anual de 2,600,000 milhões de dólares. Numa trade com os Panthers, o Avalanche adquiriu Jacob Macdonald em troca de Dominic Toninato. Do Washington Capitals, por outro lado, o time adquiriu Andre Burakovsky. Assim, os Capitals ficarão com Scott Kosmachuk, e um second- e third-round pick no Draft 2020. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blues Jackets não tiveram um ótimo início na Free Agency. Com a perda de Matt Duchene (para o Nashville Predators) e Artemi Panarin, o time precisou assinar bons reforços para a próxima temporada. Contudo, mesmo com a saída de peças importantes da equipe, os Jackets acabaram garantindo um de seus goleiros por mais uma temporada. Joonas Korpisalo assinou contrato de um ano com o time no valor de 1,150,000 milhões de dólares. Outro Blue Jackets a assinar extensão de contrato foi o defensor Ryan Murray. Desta forma, Murray ficará por mais dois anos no time, com cap hit anual de 4,600,000 milhões de dólares. 

    Assim como outros times, os Blue Jackets também assinaram com um Free Agent. Gustav Nyquist chegou a um acordo de quatro temporadas jogando pelo time, por um valor anual de 5,500,000 milhões de dólares. 

    Dallas Stars

    Com a saída de Mats Zuccarello, o time de Dallas também precisou procurou bons esforços. Um deles foi Joe Pavelski. O free agent, e ex-jogador dos Sharks, assinou um contrato de três anos com o time, num valor anual de sete milhões de dólares. Desta forma, o forward se torna o terceiro jogador mais bem pago dos Stars, ficando apenas atrás de Benn e Seguin. 

    O próximo a assinar com o time foi Corey Perry, do Anaheim Ducks. Este chegou a um acordo para jogar por um ano no time, pelo valor de 1,5 milhões de dólares. Andrej Sekera também assinou por um ano pelo mesmo valor. Da AHL, o time assinou também com Tanner Kero (do Utica Comets). Dessa maneira, o jogador chegou a um acordo de duas temporadas pelo time do Texas, por 1,500,000 milhões de dólares anuais.

    Um técnico assistente também foi contratado. John Stevens vem do L.A. Kings para reforçar a comissão técnica dos Stars.  

    Detroit Red Wings

    Os Red Wings assinaram um contrato de dois anos com Valtteri Filppula. Assim, o ex-jogador do New York Islanders passa a receber, anualmente, três milhões de dólares. O defensor Patrik Nemeth e o goleiro Calvin Pickard também assinaram contratos de dois anos com o time. O primeiro, receberá um valor anual de três milhões de dólares e o segundo, 750 mil dólares anuais. 

    Edmonton Oilers

    Os Oilers assinaram com o free agent, e ex-Calgary Flames, Mike Smith. O goleiro concordou em um contrato de um ano pelo time, no valor de dois milhões de dólares. Markus Granlund também assinou um contrato de um ano no valor de 1,3 milhões de dólares. Vindo dos Blackhawks, Tomas Jurco assinou com o time canadense um acordo de uma temporada no valor de 750 mil dólares. Diretamente da liga de hockey da Suíça, os Oilers assinaram com Gaëten Haas também um contrato de um ano, no valor de 925 mil dólares. 

    O time também assinou duas extensões de contrato, com Alex Chiasson e Jujhar Khaira. O primeiro receberá 2,150,000 milhões dólares anuais, e o segundo, um valor 1,200,000 milhões de dólares. 

    Florida Panthers

    Com a aposentadoria de Roberto Luongo, os Panthers precisavam de um goleiro que pudesse cumprir o mesmo papel. Por isso, assinaram com Sergei Bobrovsky, ex-goaltender dos Blue Jackets. Desta forma, ele irá jogar por sete anos no time, com um cap hit anual de dez milhões de dólares. Bobrovsky se torna, portanto, o jogador mais bem pago do time. 

    Do Tampa Bay Lightning, o Panthers adquiriu o defensor Anton Stralman. O jogador assinou contrato de três anos com o time, no valor de 5,500,000 milhões de dólares anuais. Noel Acciari, ex-Boston, vem para reforçar o ataque. Desta forma, acabou por assinar um acordo com o time por três anos, com cap hit anual de 1,666,667 milhões de dólares. Do Washington Capitals, Brett Connolly vem também como reforço, assinando um contrato de quatro anos com o time (3,250,000 milhões de dólares anuais).

    L.A. Kings

    Os Kings assinaram com dois free agents: Joakim Ryan e Martin Frk. Ryan, ex-defensor dos Sharks, assinou um contrato de um ano com a equipe, no valor de 725 mil dólares. No entanto, apesar de Frk (ex-jogador de Detroit) também assinar por apenas um ano com o Los Angeles, o valor de seu contrato vale apenas 700 mil dólares.  

    Minnesota Wild

    O Wild teve sorte nesse início de Free Agency. O time recebeu Zuccarello, que jogou a última temporada pelo Dallas Stars. Foi assinado com o Minnesota um contrato de cinco anos, com um valor anual de seis milhões de dólares. Desta maneira, o jogador se torna o segundo mais bem pago do time. Ryan Hartman também assinou com o time um contrato de dois anos, com cap hit de 1,900,000 milhões de dólares anuais. Por fim, Luke Johnson e Gabriel Dumont, ambos minors, assinaram por dois anos, num valor de 700 mil dólares por ano. 

    Montreal Canadiens

    Keith Kinkaid (ex-Blue Jackets) e Riley Barber (Hershey Bears, AHL) assinaram contratos de um ano com o time. Kinkaid, que é goleiro, concordou em assinar por 1,75 milhões de dólares. Já Barber, que pertence à minor league, assinou um contrato de 700 mil dólares. 

    Em relação as trades, foram feitas duas. Uma delas com o Chicago Blackhawks e outra com o Anaheim Ducks. Com os Hawks, o time recebeu um second e seventh-round pick no Draft 2020 e um third-round pick no Draft 2021. Assim, a equipe cede Andrew Shaw à Chicago e um seventh-round pick no Draft 2021. Com os Ducks, o Montreal recebeu um fourth-round pick no Draft 2020, mas cedeu ao Anaheim Nicolas Deslauriers.

    Nashville Predators

    A maior aquisição do Nashville nesse início de Free Agency foi, com certeza, Matt Duchene. O free agent nascido no Canadá saiu dos Blue Jackets e assinou um contrato de sete anos com os Predators. Assim, Duchene passa a receber o segundo maior salário do time, sendo oito milhões de dólares anuais (56 milhões de dólares no total de sete anos). 

    Outra aquisição foi o forward, Daniel Carr. Jogador do Chicago Wolves na última temporada, ele concordou em um acordo de um ano, com valor de 700 mil dólares. 

    New Jersey Devils

    O time de New Jersey assinou com o ex-forward do Nashville, Wayne Simmonds. Este concordou num acordo de uma temporada pelo time, no valor de cinco milhões de reais. Ben Street (de Anaheim Ducks) e Dakota Mermis ambos assinaram contratos de um ano pelo time. O primeiro, vai receber um valor de 750 mil dólares pela temporada. O segundo, 700 mil dólares. Matt Tennyson, que vem dos Sabres, assinou um contrato de dois anos com os Devils. Assim, terá um cap hit de 700 mil dólares. 

    New York Rangers

    Os Rangers ganharam na loteria no Free Agency. O time de New York assinou com um dos jogadores mais cobiçados da Liga, Artemi Panarin. Este concordou em um contrato de sete anos com o time, que vale um total de 81,5 milhões de dólares. Desta forma, o jogador passa a receber o maior salário anual do time, sendo 11,642,000 milhões de dólares. 

    Ottawa Senators

    Sendo um time que vem tentando se reconstruir por meio de algumas trocas nos últimos anos, os Senators fizeram boas escolhas para a próxima temporada. Em uma trade com o Toronto, o time de Ottawa adquiriu os jogadores Nikita Zaitsev, Connor Brown e Michael Carcone. Em troca, outros três jogadores do Senators foram para os Leafs: Cody Ceci, Ben Harpur e Aaron Luchuk. Além disso, o time do Canadá recebeu um third-round pick adquirido do Columbus. 

    Outros dois jogadores do Toronto Maple Leafs também assinaram com o time. Tyler Ennis (forward) assinou um contrato de um ano, no valor de 800 mil dólares. Já Ron Hainsey assinou um acordo com o Ottawa também de um ano. Porém, no valor de 3,5 milhões de dólares. 

    Philadelphia Flyers

    Andy Andreoff veio do Tampa Bay para reforçar a equipe de Philadelphia. Em um contrato de dois anos, o jogador receberá anualmente 750 mil dólares. Kurtis Gabriel, que era do New Jersey Devils, assinou um contrato de dois anos num valor de 700 mil dólares. O defensor do Minnesota, Nate Prosser, assinou com o clube por dois anos também no valor de 700 mil dólares. Andy Welinski (Anaheim Ducks) e Tyler Wotherspoon (Calgary Flames) também assinaram contratos de 700 mil dólares anuais. Mas o primeiro assinou por um ano com a equipe, enquanto que o segundo por dois.

    Pittsburgh Penguins

    Os Penguins assinaram com dois free agents. Destes dois, Brandon Tanev, que veio do Winnipeg Jets, foi contratado por 3,5 milhões de dólares anuais por seis anos. Também foi contratado o defensor David Warsofsky (Colorado Avalanche) e Andrew Agozzino, em contratos de dois anos cada. Além disso, o contrato de ambos os jogadores vale 700 mil dólares anuais. 

    Por meio de uma trade com os Yotes, os Pens receberam os jogadores Alex Galchenyuk e Pierre-Olivier Joseph. 

    St. Louis Blues

    Os Blues assinaram contratos com seis jogadores. Nick Lappin e Michael Vecchione ambos assinaram contratos de um ano no valor de 700 mil dólares. Por outro lado, Evan Polei assinou um contrato de dois anos com a equipe, no valor de 925 mil dólares anuais. Da mesma forma que os dois primeiros, Nathan Walker também assinou por dois anos com o time. Porém, com um contrato no valor de 700 mil dólares. 

    Derrick Pouliot, que veio dos Canucks, assinou com o time de St. Louis um contrato de um ano no valor de 700 mil dólares. Já o defensor Jake Dotchin, do Anaheim Ducks, concordou em assinar com os Blues por um ano, pelo mesmo valor. 

    San Jose Sharks

    Timo Meier e Tim Heed assinaram extensões de contrato com os Sharks. O primeiro assinou um contrato de quatro anos, no valor de seis milhões de dólares anuais. Desta forma, se torna o terceiro jogador mais bem pago da franquia. Heed, por outro lado, assinou com os Sharks por mais um ano, e seu contrato vale 900 mil dólares. 

    O time de San Jose também assinou com Dalton Prout, do Calgary Flames, um contrato de um ano que vale 800 mil dólares. Jonny Brodzinski, do L.A. Kings, também chegou a um acordo com o time. Este concordou em jogar uma temporada nos Sharks por 700 mil dólares. Da mesma forma, Zachary Gallant, que jogava pela Ontario Hockey League, assinou contrato de um ano com o time, no valor de 925 mil dólares. Por fim, Nikolai Knyzhov, jogador da Liga Russa de Hockey, assinou com os Sharks um contrato de 716,667 mil dólares anuais, durante três anos. 

    Tampa Bay Lightning

    O Tampa Bay assinou, primeiramente, com o goleiro Curtis McElhinney, do Carolina Hurricanes, por dois anos. Tal contrato foi assinado no valor de 1,3 milhões de dólares anuais. Luke Shenn, ex-defensor do Vancouver, assinou por um ano um contrato que vale 700 mil dólares. Luke Witkowski, por sua vez, retorna do Red Wings para ficar mais dois anos com Tampa.

    O time também assinou com os goleiros Scott Wedgewood e Spencer Martin, assim como o forward Chris Mueller, em contratos de uma única temporada. Desta forma, Wedgewood, Martin e Mueller terão um cap hit de 700 mil dólares. 

    Toronto Maple Leafs

    Mitch Marner era um dos nomes mais esperados a assinar com o Toronto. Porém, desde o início da Free Agency, não houve nenhuma notícia de acordo entre o canadense e o Maple Leafs. No entanto, um dos jogadores da equipe, Kasperi Kapanen, assinou uma extensão de contrato de três anos. Este, no valor de 3,200,000 milhões de dólares anuais. 

    Outro free agent a assinar com o time foi Jason Spezza, ex-jogador do Dallas. Este chegou a um acordo com Toronto para jogar uma temporada com a equipe. Tal contrato será no valor de 700 mil dólares. Cody Ceci, do Senators, e também free agent, foi mais um que assinou com o time. 

    Em uma trade entre o Toronto e o Colorado Avalanche, o time do Canadá recebeu outros dois reforços. São eles: Tyson Barrie e Alex Kerfoot. Além disso, conseguiram um sixth-round pick no Draft de 2020.

    Vancouver Canucks

    O time de Vancouver assinou com três jogadores da NHL e dois da AHL. Primeiramente, a equipe assinou um contrato de cinco anos com Tyler Myers, ex-jogador dos Jets. Este foi no valor seis milhões de dólares anuais. Em segundo lugar, Jordie Benn, do Montreal Canadiens, assinou um acordo de dois anos que vale dois milhões de dólares anuais. Por último, vindo do Calgary, o defensor Oscar Fantenberg assinou por um ano, no valor de 850 dólares. 

    Zane McIntyre, goleiro do Providence Bruins, da AHL, também assinou com o time. Tal contrato será de um ano e vale 700 mil dólares. Por fim, Tyler Graovac, do Stockton Heat, também assinou contrato por um ano, valendo 700 mil dólares.

    Vegas Golden Knights

    Os Knights já tinham assinado uma extensão de contrato com William Karlsson há uma semana. Na segunda, porém, o time também assinou com mais dois de seus jogadores: Brandon Pirri e Tomas Nosek. Pirri assinou por dois anos, num valor de 775 mil dólares anuais. Por outro lado, Nosek assinou por um ano, mas em um contrato de um milhão de dólares. 

    Por fim, o Vegas também assinou com Patrick Brown, Tyrell Goulbourne, Brett Lernout e Jaycob Megna. Brown, que alternou entre os Cannes e os Checkers na última temporada, assinou com Las Vegas por dois anos. Tal contrato vale 700 mil dólares anuais. O mesmo contrato foi assinado com Goulbourne, dois anos com o mesmo valor. Lernout e Megna, por último, assinaram pelo mesmo valor dos dois primeiros, mas por apenas um ano. 

    Washington Capitals

    Os Capitals assinaram com Richard Panik, do Arizona Coyotes, por quatro anos no valor de 11 milhões de dólares. Garnet Hathaway, da mesma forma, assinou por quatro anos. Porém, conseguiu um valor de 1,5 milhões de dólares por ano. Por último, Brendan Leipsic assinou por 700 mil reais um contrato de um ano. 

    Winnipeg Jets

    Por meio de free agency, vieram do Minnesota Wild Anthony Bitetto e do Columbus Blue Jackets Mark Letestu. Bitetto e Letestu ambos assinaram contratos de um ano no valor de 700 mil dólares. 

    Os Jets também tiveram algumas extensões de contrato. Nathan Beaulieu assinou novamente com o time por mais uma temporada no valor de um milhão de dólares. Cameron Schilling, por sua vez, também entrou em acordo. Apesar de também por um ano, conseguiu apenas o valor de 700 mil reais. 

  • A influência da Disney na criação do Anaheim Ducks

    A influência da Disney na criação do Anaheim Ducks

    Foi no início da década de 1990 que o hockey teve seu “boom” nos Estados Unidos. Figuras como Wayne Gretzky e a expansão da NHL, com times como Tampa Bay, foram grandes influenciadoras no acontecimento. Assim, o esporte começou a ter mais legitimidade, após anos sob estado “cult” entre os norte-americanos. O Anaheim Ducks teve seu início exatamente neste contexto. 

    Dois fatores foram suficientes para um acontecimento grandioso: um empresário da Disney e seu amor pelo hockey. Consequentemente, o mais novo time da Califórnia acabou por sair das telas da televisão e foi parar diretamente nos rinques da NHL. Desta forma, os Ducks fizeram, na temporada 1993/94, seu debut na maior Liga de hockey do mundo. E, assim, automaticamente, fizeram história e o nome da franquia no esporte. 

    A história dos Ducks foi uma transição de negócios que combinou a indústria cinematográfica, marketing de marca e um esporte profissional em crescimento na América. Tal qual, tinha tudo para dar errado, mas acabou sendo uma das maiores e melhores jogadas da Liga.

    A criação dos Mighty Ducks da Disney

    Michael Eisner, diretor executivo da Disney na época, era apaixonado por hockey. Desta forma, cresceu acompanhando os Rangers durante a sua infância em Nova Iorque. Mas Eisner não era só um simples cidadão americano que amava o esporte. Ele também tinha um dos maiores cargos em uma das maiores companhias de entretenimento do mundo.

    A época de expansão da NHL, por conseguinte, foi também a década de ouro da Disney. A companhia construiu parques como a Disneyland Paris e Disney’s Hollywood Studios. Além disso, adquiriram companhias de televisão como ABC, ESPN e Miramar. Também produziram mais filmes do que jamais haviam antes. Um deles foi o maior filme de hockey elaborado atualmente para crianças: The Mighty Ducks. Em uma entrevista à revista Times, Eisner contou que a franquia já havia produzido filmes com temática de vários tipos de esporte. Por isso, um filme sobre hockey, no início do crescimento do esporte nos EUA parecia uma ótima ideia a sair do papel. 

    Original cast do filme The Mighty Ducks. Foto: Reprodução/cosmopolitan.com

    E foi. O filme arrecadou cerca de 50 milhões de dólares nas bilheterias do mundo todo, apesar de não ter sido tão bem aclamado pela crítica. 

    O filme se tornou popular entre crianças do mundo todo que eram fãs de hockey. Assim, uma nova franquia da Disney nascia, gerando mais dois filmes: D2 e D3 – Mighty Ducks. Futuramente, devido ao sucesso, foi criada também uma séria de animação. Esta também se chamava Mighty Ducks e foi transmitida pela ABC, em 1997, contando com 26 episódios e uma temporada. Contudo, além de todo o sucesso cinematográfico, a Disney tinha planos muito maiores para a franquia de filmes. 

    O Anaheim Ducks da NHL

    Os Mighty Ducks não foram criados com a intenção de, futuramente, desenvolver um time real de hockey. Porém, o sucesso de bilheteria do filme foi um fator essencial para que a Disney acreditasse que um time na NHL seria muito lucrativo. Tanto para a Liga, quanto para a companhia. Portanto, o filme acabou sendo também uma pesquisa de mercado, que testou todas essas alternativas.

    A equipe Mighty Ducks na NHL apresentava uma série de promoções para o time e a companhia. Além da publicidade, a cidade de Anaheim, cotada desde o início para ser casa do time, e a NHL tinham muito o que ganhar neste acordo. O estímulo para criar a equipe foi a sinergia de marketing que a maioria das marcas deseja, na qual ambos parceiros ganham, tanto exposição quanto receita, enquanto a marca Mighty Ducks fosse sucedida. 

    Para a NHL, os benefícios eram óbvios. Trazer o gigante do entretenimento mundial para a Liga, com uma base de fãs sólida, seria uma jogada e tanto. A Liga ainda tentava se estabelecer no quesito fan base no continente americano e no mundo. Assim, tendo o marketing da Disney ao seu favor faria com que as coisas acelerassem muito mais. Por outro lado, a esperança da Disney com a construção do time em Anaheim era tornar esta um destino turístico. Com a Disneylândia localizada na cidade, e a expansão da Disney, a companhia só tinha a ganhar com o investimento. 

    Então, no ano de 1993, os Mighty Ducks of Anaheim foram criados. No momento da criação, a equipe foi sediada na Anaheim Arena – que foi apelidada de “The Pond” (“a lagoa”), devido ao nome do time. A arena foi fundada em julho de 1993, e ficava a uma pequena distância da Disneylândia.

    A estréia dos Ducks na Liga

    O time fez seu debut na NHL em outubro de 1993, mesmo ano de sua criação. A Disney proporcionou aos telespectadores um show de abertura de 15 minutos. Esta contou com performances de músicas hit da franquia e a junção dos filmes mais clássicos da companhia na época. Posteriormente, o primeiro jogo da equipe foi disputado contra os Red Wings. Infelizmente, os Ducks acabaram perdendo para a equipe de Detroit. Porém, a vitória do time de Anaheim veio dois jogos depois, contra os Oilers. Assim, em casa, os Ducks venceram o time do Canadá por 4 a 3. 

    Cerimônia de abertura dos Mighty Ducks de Anaheim na NHL.

    Apesar de não terem ganhado uma Stanley Cup em seu primeiro ano na Liga, os Ducks tiveram bom rendimento durante a temporada 1993/94. Primordialmente com 71 pontos, a equipe teve um total de 33 vitórias, sendo 19 delas fora de casa. Foi um recorde surpreendente para um time de apenas um ano na NHL. Além disso, a média de público na casa do time na primeiro temporada na liga era de 16.989 espectadores (98% da capacidade).

    Fora do rinque, porém, as coisas eram diferentes. As mercadorias dos Mighty Ducks superavam qualquer time na NHL. Assim, cerca de 80% das vendas de produtos da Liga eram proporcionadas pelos Ducks. 

    A parceria, no entanto, começou a se desgastar após alguns anos. Desta forma, em 2005, com a saída de Michael Eisner da companhia, a Disney acabou vendendo os Mighty Ducks Anaheim. Depois disso, tiveram o nome reformado: a partir do ano de 2005, o time passou a se chamar Anaheim Ducks. Assim como a Arena que, comprada pela Honda, se tornou Honda Center. Por consequência, em 2007 o time acabou conquistando sua primeira Stanley Cup na história. 

    O legado da Disney no esporte

    Apesar da parceria entre Disney e NHL não ter sido vitalícia, a companhia trouxe um enorme legado para a Liga. A Liga Nacional de Hockey não era tão conhecida antes da década de 1990. Portanto, o investimento de marketing da Disney, principalmente na equipe de Anaheim, trouxe um grande montante em vendas de produtos para a NHL. Assim como trouxe muitos fãs leais, que foram afetados pelo filme e são apaixonados pelo esporte até os dias de hoje.

    O investimento da Disney acabou tornando a NHL mais famosa. Com o passar dos anos, um país que antes era dominado por futebol americano e basquete, acabou sendo conquistado também pelo hockey. As equipes profissionais, posteriormente, também passaram a investir em feitos que influenciassem o processo. Seja em mídia, centros de esportes para incentivar crianças a praticar, ou em produtos.

    Desde então, a NHL vem aos poucos tentando conquistar de vez os norte-americanos. Não só estes, mas também públicos internacionais. A Liga vem tentando provar que o esporte é tão digno de audiência e paixão quanto o futebol. Este último tem a maior audiência mundial.

    Basta agora torcer para que o mundo separe um lugar em seu coração para o hockey, assim como tem um lugar para outros esportes, e para a própria Disney. E que o esporte tenha o reconhecimento que merece.

    Foto: Reprodução/CBSsports.com

  • Vegas escolhe um (quase) brasileiro no Draft

    Vegas escolhe um (quase) brasileiro no Draft

    O NHL Draft que aconteceu no último fim de semana trouxe uma novidade para os fãs brasileiros. Entre os prospects estava Marcus Kallionkieli, draftado pelo Vegas Golden Knights. O jogador nasceu em Helsinki, na Finlândia, mas carrega traços brasileiros no seu DNA. Isso porque Kallionkieli é filho de mãe brasileira e pai finlandês.

    Carreira até aqui

    O fino-brasileiro iniciou sua carreira jogando pelo HIFK sub-16 na temporada 2015-16. Porém, só foi ter destaque mesmo na temporada seguinte, na qual marcou 19 gols, além de dez assistências, em 18 jogos. Na mesma época, também jogou pela equipe nacional da Finlândia no sub-16 e sub-17. Nesse ínterim, somou três gols, duas assistências e cinco pontos. 

    Sendo assim, na temporada 2017-18, foi considerado um dos melhores jogadores de seu time. O winger jogou pelo HIFK sub-18, onde melhorou o seu jogo defensivo e ajudou o time a ganhar a medalha de ouro. Marcus marcou 13 gols e fez nove assistências em 29 jogos. 

    Na temporada 2018-19, Kallionkieli foi draftado pelo time Sioux City Musketeers da liga USHL (United States Hockey League). Em sua estréia pelo time americano, marcou dois gols e uma assistência. Ainda nos primeiros nove jogos, ele marcou dez gols, com mais três assistências, somando 13 pontos marcados. Com mais jogos e um destaque maior, sua primeira temporada pela liga foi boa. Assim, jogou no top line ao lado de Bobby Brink e Martin Pospisil. Marcou 29 gols e fez 23 assistências, somando 53 pontos em 58 jogos na temporada regular.

    Ficou em 34º lugar na classificação intermediária da NHL Central Scouting entre os patinadores norte-americanos. Além disso, ficou em 47º na classificação final. Ganhou o prêmio USHL all-rookie team pela temporada 2018-19.

    Brasil no hockey

    Para nós aqui do Brasil, Kallionkieli já está se destacando. O Vegas Golden Knights draftou o jogador apenas no quinto round, 139º overall, mas já podemos ficar de olho nesse fino-brasileiro que pode vir a jogar na NHL. Se assim o fizer, ele será o terceiro jogador na história da Liga de origem brasileira.

    Assim como ele, tivemos o goleiro Mike Greenlay, que nasceu na cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo. Greenlay participou apenas de dois jogos pelo Edmonton Oilers na temporada 1989-90, mas seguiu carreira nas ligas menores.

    Outro brasileiro que já deu as caras na NHL é o defensor Robyn Regehr. Nascido na cidade de Recife, em Pernambuco, Regehr jogou pelo Buffalo Sabres e Los Angeles Kings, onde ganhou uma Stanley Cup em 2014. Se aposentou, enfim, em 2015. Ambos chegaram à Liga, mostrando que o Brasil pode sim ter seus representantes no gelo. Mesmo que eles venham de forma atravessada.

    Foto: Reprodução / vegashockeyknight.com

  • A semana que antecede o Free Agency Day

    A semana que antecede o Free Agency Day

    Com o dia 1º de julho, que é conhecido como Free Agency Day, chegando, temos uma semana agitada pela frente. Diversas trocas ocorrendo desde o draft até agora, além do período de entrevistas dos free agents. Por fim, o goleiro Roberto Luongo do Florida Panthers anunciou sua aposentadoria do esporte. Vem com a gente que o NHeLas te atualiza!

    As trocas mais impactantes até agora

    O maior nome movido desde o draft foi, definitivamente, o defensor PK Subban. O canadense foi trocado pelo Nashville Predators para o New Jersey Devils por um valor considerado abaixo do mercado. O que contribuiu para a transação foi o salário alto de Subban e a necessidade de os Preds abrirem espaço para o jovem Dante Fabbro. Por outro lado, os Devils ganharam um grande reforço sem precisar se desfazer de peças importantes para o seu futuro. 

    Outro defensor trocado foi Calvin de Haan, do Carolina Hurricanes para o Chicago Blackhawks, em um pacote com Aleksi Saarela. Os Canes, por sua vez, receberam Anton Forsberg e Gustav Forsling. Além isso, os Canes receberam Patrick Marleau e a escolha do primeiro round do ano que vem do Toronto Maple Leafs, além de uma escolha de sétimo round. Em troca, Carolina enviou sua escolha de sexto round de 2020. A escolha dos Leafs tem uma proteção para o top 10, e a transação foi feita para que a equipe canadense abrisse espaço em sua folha salarial para os contratos de seus restricted free agents

    Período de entrevistas para os free agents

    A classe dos free agents desta off season de 2019 é extensa e tem figuras importantes. Especula-se que UFAs (unrestricted free agents) como Artemi Panarin e Sergei Bobrovsky estejam próximos de assinarem com o Florida Panthers. Além disso, temos também Robin Lehner, Matt Duchene, Joe Pavelski, Anders Lee e Tyler Myers. 

    Como aconteceu ano passado, mais notavelmente com John Tavares, os free agents se encontram com as equipes com as quais há interesse mútuo. Durante esta reunião, com jogador e seu empresário, o clube apresenta sua proposta e seu planejamento, além da oferta salarial. O prazo para as entrevistas se iniciou no último domingo (23). Sendo assim, tudo indica que a próxima segunda-feira será agitada! 

    Além dos UFAs, há notícias de que alguns RFAs (restricted free agents) estariam tendo entrevistas com outros clubes. A princípio, esse período antecede quaisquer possíveis offer sheets. A classe de RFAs deste ano tem nomes importantes, como Mitch Marner, Sebastian Aho, Mikko Rantanen, Matthew Tkachuk e Patrik Laine. 

    Roberto Luongo anuncia sua aposentadoria do hóquei

    Nesta tarde de quarta-feira (26), o goleiro do Florida Panthers publicou uma carta aberta anunciando sua aposentadoria. Luongo foi draftado pelo New York Islanders no primeiro round de 1997. No entanto, atuou por apenas uma temporada em Long Island (1999/2000) antes de ser trocado para o Florida Panthers na off season de 2000. O canadense ficou no time por seis anos, até 2006, quando foi trocado para o Vancouver Canucks.  

    Em Vancouver, Luongo se tornou um dos melhores goleiros da NHL. O canadense foi indicado aos principais prêmios do NHL Awards. Por conseqüência, ele ganhou um Mark Messier Leadership Award em 2007 e um William M. Jennings Trophy em 2011. Além disso, foi ainda o capitão dos Canucks de 2008 até 2010, o sétimo goleiro da história a ocupar esta posição. Em 2011, os Canucks venceram o President’s Trophy e chegaram até a final da Stanley Cup, perdendo para o Boston Bruins.

    Internacionalmente, o goleiro representou o Canadá em duas olimpíadas, Vancouver 2010 e Sochi 2014, vencendo dois ouros. Luongo foi titular na conquista de 2010, desbancando Martin Brodeur para o papel. Na trade deadline de 2014, Luongo foi trocado para o Florida Panthers, onde jogou até este ano. O arqueiro encerra sua carreira com 1044 jogos, 489 vitórias e a porcentagem de defesas de .919.

    Foto: NHL.com/Reprodução

  • Hayley Wickenheiser lidera Classe 2019 do Hockey Hall of Fame

    Hayley Wickenheiser lidera Classe 2019 do Hockey Hall of Fame

    Nesta tarde de terça-feira (25), o órgão anunciou os nomes que serão introduzidos no Monte Olímpio do hóquei. O principal nome entre os escolhidos foi o de Hayley Wickenheiser, indubitavelmente a maior jogadora de hóquei de todos os tempos. Além disso, já entra em seu primeiro ano de elegibilidade.

    Como funciona a seleção?

    As três categorias são jogador (player), construtor (builder) e árbitro (referee/linesman). No caso do jogador, é considerada sua importância para o esporte no quesito habilidades, espírito desportivo e contribuições para os times em que atuou. Além disso, o jogador não pode ter atuado profissionalmente ou na sua seleção nacional nos três anos que antecedem sua indicação. 

    O construtor é aquele que, em uma função extra-gelo, contribuiu de alguma forma para o crescimento do esporte. Aqui, se encaixam os técnicos e executivos, por exemplo, podendo estar ativos ou inativos à época da introdução. Por fim, o árbitro é aquele que contribuiu, com suas habilidades enquanto juiz, de uma forma positiva para o esporte. O período de elegibilidade para um árbitro é o mesmo de um jogador, ou seja, três anos. 

    Quem faz essa escolha?

    Os eleitos são escolhidos por um sistema de voto, no qual o Comitê do Hall da Fama determina os selecionados. Sendo assim, cada integrante do Comitê pode indicar uma pessoa em cada categoria durante o procedimento anual. Ademais, podem ser eleitos apenas quatro jogadores e duas jogadoras por ano, além de dois (se não há indicados na categoria de árbitros) ou um na categoria construtores, e, enfim, um árbitro. A classe de 2019 conta com uma jogadora, três jogadores e dois construtores.

    Hayley Wickenheiser, jogadora, Canadá

    Maior nome da história do hóquei feminino, a canadense dispensa apresentações, tendo um currículo que fala por si só. A atleta ganhou quatro medalhas olímpicas de ouro com sua seleção, além de sete ouros em mundiais de hóquei. MVP em duas Olimpíadas (2002 e 2006), Wickenheiser é líder absoluta de seu país. Sendo em gols (168), assistências (211) e pontos (379), com 276 partidas disputadas internacionalmente.

    Além disso, a atleta fez história ao ser a primeira mulher a anotar um ponto em uma liga profissional masculina, quando atuou na Finlândia. Atualmente, Wickenheiser trabalha para o Toronto Maple Leafs, dirigindo o departamento de desenvolvimento de jogadores. 

    Sergei Zubov, jogador, Rússia

    O defensor, cuja carreira profissional foi de 1988 a 2010, ganhou a Stanley Cup duas vezes. Primeiramente, com o New York Rangers em 1994, e a segunda com o Dallas Stars, em 1999. Além das duas equipes, o russo também defendeu o Pittsburgh Penguins e o SKA São Petersburgo na KHL (Kontinental Hockey League).

    Antes de ser draftado pela equipe nova-iorquina, o jogador defendia a equipe do Exército Vermelho, o HC CSKA Moscou. Além das conquistas na NHL, o defensor foi campeão olímpico em 1992, nos jogos de Albertville. Ele encerrou sua carreira com 771 pontos em 1068 jogos na NHL.

    Guy Carbonneau, jogador, Canadá

    O center começou sua carreira na QMJHL (Quebec Major Junior Hockey League), onde defendeu Chicoutimi Saguenéens. Depois de uma temporada de 182 pontos, foi draftado pelo Montréal Canadiens em 1979. Com os Habs, venceu sua primeira Stanley Cup em 1986, e foi o recipiente do Selke nas temporadas 87/88, 88/89 e 91/92.

    Em 1989 foi nomeado capitão da equipe, vencendo a Stanley Cup novamente em 1993, última vez que uma equipe canadense conquistou o título. Posteriormente, em 1994 foi trocado para o St. Louis Blues por Jim Montgomery. Lá jogou por uma temporada antes de assinar com o Dallas Stars. No Texas, venceu sua terceira Stanley Cup, em 1999, e se aposentou em 2000 com 663 pontos em 1318 jogos.

    Václav Nedomanský, jogador, Tchecoslováquia/República Tcheca

    O tcheco ficou conhecido como o primeiro jogador a desertar um dos países da Cortina de Ferro para jogar na América do Norte, em 1974. Jogou por três anos na World Hockey Association (WHA) pelo Toronto Toros e Birmingham Bulls. Por fim, assinou com o Detroit Red Wings em 1977, quando iniciou sua carreira na NHL. Ele ainda defendeu o New York Rangers e o St. Louis Blues antes de se aposentar da Liga em 1983, com 278 pontos em 421 jogos.

    Jim Rutherford, construtor, Canadá

    Embora o canadense tenha tido uma carreira com mais de 400 jogos na NHL como goleiro, sua indicação vem na categoria de construtor. Rutherford teve sucesso como GM, levando o Carolina Hurricanes à primeira Stanley Cup da franquia em 2006. Além disso, foi o arquiteto das conquistas seguidas do Pittsburgh Penguins em 2016 e 2017. 

    Jerry York, construtor, Estados Unidos

    O americano é o maior vencedor do hóquei universitário da NCAA (National Collegiate Athletic Association) ainda em atuação. York venceu quatro títulos com o Boston College e um com o Bowling Green State University, tendo conquistado mais de 1,000 vitórias durante sua carreira. Este feito é especialmente importante considerando que os times universitários jogam até 34 jogos por temporada regular. 

    A cerimônia de introdução irá acontecer no dia 18 de novembro, em Toronto. 

    Foto: Reprodução/TSN.ca

  • Perfil Jack Hughes

    Perfil Jack Hughes

    Na última sexta-feira (21), o New Jersey Devils confirmou o que todos estavam esperando ao draftar o americano Jack Hughes em primeiro lugar no NHL Draft 2019. O center nasceu em Orlando, na Flórida, no dia 14 de Maio de 2001. No entanto, poucos dias depois, sua família mudou para Oklahoma, de onde continuaram mudando por causa do trabalho dos pais.

    Hughes teve desde muito cedo uma relação com o hockey. Isso aconteceu porque sua mãe, Ellen Hughes, jogou pela seleção feminina de hockey no início dos anos 1990. Ellen foi, então, uma das medalhistas de prata do World Championship de 1992.

    Apesar de seu pai, Jim Hughes, também ter jogado hockey e ter trabalhado no Toronto Marlies e nos Leafs, Jack diz que sua maior referência é a mãe. Ellen foi, inclusive, quem lhe ensinou a patinar. Quando Jim estava fora de casa, os três Hughes (Jack, Quinn, jogador do Canucks, e Luke, o caçula), recorriam à Ellen para pedir dicas e ensinamentos sobre o esporte.

    Criado em um ambiente propício para desenvolver seu jogo, Jack Hughes desde muito cedo demostrava talento para esporte. Aos cinco anos, Jack jogava com crianças mais velhas do que ele. Durante esse período, ele logo começou a demonstrar habilidades que já assinalavam que tinha algo diferente acontecendo ali.

    Prova disso é que Jack Hughes se tornou apenas o oitavo americano a ser draftado em primeiro da NHL. Sendo assim, ele entrou para o seleto grupo de Auston Matthews (2016), Patrick Kane (2007), Erik Johnson (2006), Rick DiPietro (1995), Mike Modano (1988) e Brian Lawton (1983).

    Modo Iniciante

    Jack Hughes começou a sua carreira no hockey quando sua família estava em Toronto. Ele jogou pelo Toronto Marlboros Bantam na temporada 2014-15, na GTBHL. Na temporada 2015-16, Hughes foi para o Mississauga Rebels na Greater Toronto Hockey League (GTHL), quando tentou ingressar um ano mais cedo na Canadian Hockey Legue. Entretanto, ao ser recusado, ele passou a treinar no Toronto Marlboros na temporada 2016-17, onde marcou 159 pontos em sua última temporada na equipe.

    Mas sua carreira no Marlboros não durou muito. Logo Hughes foi draftado em oitavo lugar pelo Mississauga Steelheads na OHL, apesar do seu comprometimento com o U.S. National Team Development Program.

    Na temporada 2017-18, Hughes jogou ao lado do USNTDP, revezando entre os times U17 e U18. Ele quase bateu o recorde de Auston Matthews ao marcar 116 pontos na temporada. Por isso, ele levou o prêmio Dave Tyler Junior Player of the Year e o melhor jogador nascido nos EUA no junior hockey.

    Durante a temporada 2018-19, Jack Hughes bateu todos os recordes de pontos do NTDP, chegando ao NHL Draft com boas estatísticas que chamaram atenção dos olheiros.

    Modo Carreira

    Jack foi draftado pelo New Jersey Devils no Draft 2019. Entretanto, apesar das expectativas que ele inicie sua carreira na NHL na temporada 2019-20, ainda é preciso saber se ele irá profissionalizar este ano. Ele pode continuar desenvolvendo seu jogo por mais uma temporada antes de chegar à Liga, agora no hockey universitário. Hughes pode, seguindo os passos do irmão mais velho, competir pela Universidade de Michigan antes de chegar ao profissional.

    Modo Internacional

    Como parte do U.S. National Team Development Program, Jack Hughes teve oportunidade de jogar alguns torneios pela seleção americana. Com maior destaque, Hughes participou do 2018 IIHF World U18 Championships, quando os Estados Unidos levou a prata. Nesse torneio, Jack foi o líder em gols, marcando 12 vezes. Isso o ajudou a entrar no All Star Team do torneio, além de ter sido considerado o MVP da competição.

    Em dezembro de 2018, Jack foi convocado para competir no 2019 World Junior Ice Hockey Championships ao lado do seu irmão, Quinn. Nesse torneio, Hughes terminou com quatro assistências na derrota do Team USA para a Finlândia na final.

    Em 2019, Hughes participou do 2019 IIHF World U18 Championships, quando o Team USA levou a medalha de bronze. Para Jack, essa competição foi especial pois quebrou o recorde de gols de Alexander Ovechkin.

    Mais tarde, no dia primeiro de maio, Jack se tornou o jogador mais jovem a representar o Team USA no IIHF World Championship com apenas 17 anos. Na competição, o Team USA foi eliminado nas quartas de final pela Rússia.

    Jack Hughes é um jogador que promete chegar à NHL mudando a dinâmica de seu time. Com sua experiência no Mundial deste ano, Hughes já entende a dinâmica de competir com jogadores profissionais. Entretanto, a rotina da NHL é ainda mais intensa e seus números poderão precisar de tempo para se ajustar.

    Foto: Reprodução/ESPN.com

  • Como funciona o primeiro contrato profissional na NHL

    Como funciona o primeiro contrato profissional na NHL

    Com o fim de semana do Draft chegando ao fim, surgem dúvidas acerca do futuro dessa nova safra de talentos. O que são entry-level contracts? Jack Hughes vai direito do NTDP (National Team Development Program) para a NHL? Kaapo Kakko virá para a América do Norte para jogar com o New York Rangers na próxima temporada? Vasili Podkolzin conseguirá sair do seu contrato na Rússia ou os Canucks irão precisar esperar dois anos para vê-lo em ação? Para responder estas perguntas, precisamos entender como funcionam os primeiros passos desses jovens na sua carreira profissional.

    Quem pode assinar?

    Todo jogador precisa assinar um entry-level contract (ELC) se ele tem menos de 25 anos de idade. O termo do contrato é variável, podendo ser de um a três anos. Para isso, a idade do atleta quando o termo foi assinado é levada em consideração. Conforme verificamos na tabela abaixo:

    Idade em que o contrato foi assinadoDuração
    18 – 21 anos3 anos
    22 – 23 anos 2 anos
    24 anos1 ano

    A idade válida é aquela até o dia 15 de setembro do ano em que o contrato for assinado. Tal qual a elegibilidade para o Draft, o jogador pode ter vindo do hóquei universitário, do sistema colegial, do major junior da CHL (Canadian Hockey League) ou das ligas europeias, por exemplo.

    Quais são os termos deste contrato?

    Todos os ELCs são two-way contracts, ou seja, têm salários diversos para as diferentes Ligas. O valor máximo pago pela NHL é $925,000 e, no caso da American Hockey League (AHL), $70,000. O contrato, além disso, envolve diversos bônus que podem ser pagos ao atleta. Essa gratificação pode ser pela assinatura do contrato ou pelo alto desempenho durante a temporada.

    O signing bonus, que conta para o valor do atleta no cap, tem como valor máximo $92,500 (correspondendo, portanto, a 10% do valor total do contrato). Além disso, os contratos geralmente trazem bônus por performance. No caso destes, são divididos entre as categorias A e B.

    Quais os requisitos para os bônus de performance?

    A categoria A engloba algumas metas. De início, 20 gols, 35 assistências, 60 pontos. É preciso também estar no top 6 da sua equipe em tempo no gelo entre os atacantes (em pelo menos 42 jogos) e estar no top 6 da sua equipe em +/- (também com ao menos 42 jogos). Por fim, deve ter ao menos 0.73 pontos por jogo (em pelo menos 42 jogos). Cada bônus vale $212,500, podendo chegar a $850,000. Sendo assim, só podem ser recompensadas quatro metas.

    Já a categoria B traz metas mais difíceis com um teto maior, de até 2 milhões de dólares. Elas são: estar no top 10 da Liga em gols, assistências, pontos ou pontos por jogo (pelo menos 42 jogos). Além disso, ganhar o Hart, Selke, Richard, Norris, Vezina ou Conn Smythe. Por fim, estar no primeiro ou no segundo time All-Star da Liga no NHL Awards.

    E o teto salarial, como fica?

    Há a previsão de um espaço de até 7.5% do cap para acomodar os bônus na temporada seguinte à conquista das metas estabelecidas. Caso a somatória dos bônus dos atletas em entry-level contracts passe desse limite, começa a contar contra o teto salarial. Temos um exemplo recente em Toronto, com Matthews, Marner e Nylander em seus ELCs. A somatória das bonificações destes jogadores passou do valor permitido e contou para o teto.

    O que acontece quando um contrato “slide” (desliza)?

    No início de toda temporada se ouve falar da regra dos dez jogos para os novatos. Isto ocorre porque há um mecanismo no CBA (Collective Bargaining Agreement) que estabelece que, antes de atingir dez partidas pela NHL, o jovem atleta pode retornar para sua equipe de origem sem que seja contabilizado o ano de seu contrato. Ficando, assim, como se nunca tivesse atuado como profissional.

    Nesta hipótese, o jogador recebe apenas seu signing bonus durante a off season e retorna ao major junior ou às ligas menores sem receber seu salário. As equipes usam muito desta tática. Com ela, os clubes têm o jogador a um custo controlado durante mais tempo. Ao mesmo tempo permite que o atleta seja testado no profissional para que possa provar que deve ficar ali.

    Além disso, retornar o atleta para as ligas menores pode ser fundamental para o seu desenvolvimento físico e técnico. Para que um contrato “deslize”, o jogador deve ter 18 ou 19 anos quando o contrato foi assinado, desde que não vá fazer 20 anos naquele ano.

    Exemplos desse “slide” do contrato

    No caso de Filip Zadina, no ano passado, antes da temporada 2018-2019. O prospect de Detroit jogava pelo Grand Rapids Griffins, afiliado dos Wings na AHL. Teve seu primeiro ano do contrato “jogado” para esta próxima temporada 2019-2020. Ou seja, o clube de Michigan terá mais tempo até o tcheco chegar à restricted free agency.

    Um exemplo oposto envolveu outro europeu, o alemão Leon Draisaitl. Na temporada 2014-2015, o Edmonton Oilers mandou o atleta de volta à Western Hockey League (WHL) após 37 partidas no profissional. Desta forma, o contrato não deslizou e Draisaitl se tornou, então, RFA depois de dois anos completos com os Oilers.

    Jogadores já “comprometidos” com universidade do sistema NCAA

    No caso daqueles atletas que optam pela via do hóquei universitário, eles não podem assinar contratos, pois sua elegibilidade perante a NCAA (National Collegiate Athletic Association) depende de seu status enquanto amador. Desta forma, os direitos de um clube em relação a um atleta draftado se estendem até 30 dias depois do fim de sua vida acadêmica.

    Os atletas universitários podem assinar contratos depois da trade deadline, desde que sua temporada universitária já tenha acabado. Neste caso, assim como na hipótese dos dez jogos, o clube “queima” um ano do contrato do jogador quando ele é assinado no final da temporada regular.

    Ainda assim, é uma prática muito comum. Recentemente pudemos ver no caso de Quinn Hughes do Vancouver Canucks (Universidade de Michigan) e Cale Makar do Colorado Avalanche (UMass Amherst). O último nem mesmo atuou na temporada regular, mas foi importante para a equipe de Denver nas partidas dos playoffs em que participou.

    E quem não é draftado?

    Em muitos casos, os jogadores não draftados são convidados para participar dos training camps. A partir dali, eventualmente o clube pode oferecer um contrato se gostar do desempenho do atleta. Atletas como Pascal Dupuis e Chris Kunitz, que ganharam a Stanley Cup mais de uma vez e, no caso do último, o ouro olímpico, não foram draftados.

    Com Seattle chegando, como ficam os jovens jogadores em relação ao Draft de expansão?

    Assim como no caso de Vegas, os jogadores em seu primeiro ou segundo ano como profissionais estão isentos do Draft de expansão, ou seja, não precisarão ser protegidos. Além disso, as escolhas de Draft que ainda não assinaram contratos também estão isentos automaticamente, sem a necessidade de constarem entre os atletas protegidos.

    Em 2017, atletas como Connor McDavid (em seu segundo ano como profissional), Auston Matthews e Mitch Marner (ambos calouros do Toronto Maple Leafs) não precisaram de proteção por se encaixarem nesta regra.

  • Quem prestar atenção nesse Draft

    Quem prestar atenção nesse Draft

    Nesta sexta (21) e sábado (22) acontece o Draft da NHL em Vancouver no Canadá. É o momento onde os times escolhem seus prospects e fazem trocas se preparando para a próxima temporada. São centenas de jogadores que se candidatam das mais diversas posições no gelo, idade e cidades. E por isso preparamos pra vocês um dossiê com os jogadores que mais se destacam  em suas posições e que são as grandes apostas para este draft.

    Jack Hughes, Alex Turcotte e Kirby Dach (da esquerda pra direita)

    Jack Hughes, Central

    O americano de 18 anos tem sido uma grande aposta para a 1º escolha do pick. Nos últimos anos Hughes tem dividido seu tempo entre o NTDP (USA Hockey National Team Development Program) e a equipe americana de hockey. Com o NTDP o jogador marcou 116 pontos na temporada 2017-18, conquistando assim o prêmio Dave Tyler, como melhor jogador americano de hockey junior. Durante a temporada 2018-19, quebrou o recorde de NTDP que antes pertencia a Clayton Keller. Jack é o jogador mais jovem a representar os EUA no Campeonato Mundial de IIHF aos 17 anos, mesmo campeonato onde quebrou o recorde de pontuação de Alex Ovechkin.

    Alex Turcotte, Central

    Uma das grandes apostas para o top 5 do draft. Turcotte detém uma média de dois pontos por jogo, sendo 62 pontos em 37 jogos na temporada 2018-19. O americano de 18 anos que fez a sua última temporada com o NTDP. Ficou em 6º lugar em pontuação e em segundo lugar em pontos por jogo. Apesar de ter perdido quase metade da temporada devido a lesões. Alex atualmente está comprometido com a Universidade de Wisconsin para temporada 2019-20.

    Kirby Dach, Central

    Escolhido em segundo lugar no draft do WHL pelo Saskatoon Blades em 2016. Dach em seu ano de estréia no WHL, fez 10 pontos em 19 jogos. Ainda pelos Blades na temporada 2017-18, o canadense jogou 52 partidas marcando 7 gols. Nessa mesma temporada ganhou o prêmio da WHL de maior número de assistências por rookies com 39 assistências. Em 2018 foi selecionado para a equipe do Canadá na Copa Hlinka Gretzky, onde junto com a sua equipe conquistou a medalha de ouro contra a Suécia. Em 2019, Kirby foi nomeado capitão alternativo para os Blades.

    Bowen Byram, Philip Broberg e Victor Söderström (da esquerda para a direita)

    Bowen Byram, Defensor

    O canadense que até o último dia 13 ainda tinha 17 anos. Fez 26 gols e 71 pontos, em 67 jogos disputados com o Vancouver Giants nesta última temporada. Foram 193 chutes a gol, uma média de 1,06 pontos por jogo. Byram marcou 9 gols e 20 assistências em 22 jogos de playoffs, assim liderando a pontuação no WHL.

    Philip Broberg, Defensor

    O sueco que irá completar 18 anos no próximo dia 25, já disputou 41 jogos no nível profissional em seu país de origem. Marcando 2 gols e sete assistências, Broberg conquistou 9 pontos pelo time AIK nesta última temporada 2018-19.

    Victor Söderström, Defensor

    Jogando no Brynäs IF pela SHL desde a temporada 2018-19. O sueco participou de 44 jogos, marcando 4 gols e 7 assistências. Ainda na temporada 2018-19, Söderström participou de 14 jogos pela SuperElit, marcando um gol e oito pontos. Considerado uma das grandes apostas como defensor. Foi selecionado para o time da Suécia no Campeonato Mundial de IIHF Sub-18, onde foi nomeado capitão alternativo. Victor fez uma assistência em quatro jogos antes de sair por causa de uma lesão.

    Kaapo Kakko e Vasili Podkkolzin (da esquerda para a direita)

    Kaapo Kakko, Ala

    O jogador mais jovem na história do hockey a ganhar medalha de ouro em três torneios da IIHF. Na temporada 2018-19, Kakko participou do Campeonato Mundial sub-18, Campeonato Mundial sub-20 e o Campeonato Mundial, ajudando sua seleção a levar o ouro nessa última. Ganhou o Jarmo Wasama memorial trophy como rookie do ano pelo SM-Liiga e o President’s trophy como pessoa que impressionou no hockey no gelo finlandês. Em sua primeira temporada (2018-19) completa jogando com o TPS. Kaapo marcou 22 gols em 45 jogos e bateu o recorde de maior número de gols por um rookie no SM-Liiga

    Vasili Podkkolzin, Ala

    O russo que fará 18 anos somente dois dias após o draft é uma das grandes promessas de seu país. Estreou no SKA Saint Petersburg em 2018, se tornando o primeiro jogador nascido no século 21 a jogar na KHL. Ainda em 2018 jogou como capitão para o time da Rússia na Copa Hlinka Gretzky. Podkkolzin foi o responsável pelo hat-trick que ajudou sua equipe a ganhar a medalha de bronze contra o EUA, além de ter feito 8 gols, 3 assistências e 11 pontos em 5 jogos, assim liderando a pontuação. O winger participou novamente do time da Rússia em 2019, dessa vez no Campeonato Mundial Junior, onde fez 3 assistências em 7 jogos.

    Cole Caufield, Ala

    Estreou na NTDP na temporada 2017-18. Nessa temporada o americano liderou a pontuação com 54 gols em estatísticas combinadas no sub-17. Na temporada 2018-19, Cole entrou para o sub-18 e alcançou a marca de 105 gols na carreira. No final da temporada, já tinha atingido a marca de 126 gols em 123 jogos, uma média de 1,46 pontos por jogo. Em 2019 Caufield marcou seu décimo e 11º gol em quatro jogos no Campeonato Mundial sub-18. Quebrando assim o recorde estabelecido por Brett Sterling e Phil Kessel, mais tarde ele quebrou o recorde de Alex Ovechkin que era de 14 gols. Detendo o recorde de 18 gols na carreira durante o torneio. Assim ajudando o seu time a conquistar a medalha de bronze, foi nomeado MVP e Best Forward.

    Cole Caufield e Spencer Knight (da esquerda para a direita)

    Spencer Knight, Goleiro

    O goleiro que jogou as duas últimas temporadas pela NTDP é o único goleiro nas apostas para o primeiro round. Isso porque raramente um goleiro é selecionado no primeiro round, o último tendo sido Marc-André Fleury em 2003. Na temporada 2018-19, Knight participou de 16 jogos pela NTDP, com um percentual de .903 de tiros salvos. O americano foi selecionado para jogar a próxima temporada 2019-20 pela Boston College.

    A lista completa com os candidatos para o draft 2019 pode ser lida aqui.

  • NHL anuncia novas mudanças nas regras

    NHL anuncia novas mudanças nas regras

    Foi anunciada, nessa quinta (21), mudanças no livro de regras pela NHL. Algumas delas incluem revisão para major penalties e expansão das revisões em vídeos para challenges de técnicos. Durante os playoffs, os erros de arbitragem chamaram atenção, por isso, a conversa sobre as regras precisou acontecer.

    Como serão as novas regras?

    Gols validados anulados no momento errado, lances duvidosos, muitos questionamentos. Estes foram alguns exemplos dos muitos erros que aconteceram nesses playoffs. Como resultado, e depois de muita pressão, houve uma conversa entre os GMs dos times, a Associação de Comitê de Competição de Toronto e o comissário Gary Bettman para a modificação de algumas regras. Bettman disse que “os aprimoramentos são a forma mais lógica de avançar e que é possível ser implantada agora”.

    Algumas dessas regras são:

    • Juízes terão que checar todas as major penalties para confirmar a gravidade da lesão. Major poderão mudar para minor penalty, porém não poderão ser canceladas.
    • Juízes poderão cancelar uma double minor por hick sticking se vier de um companheiro de time.
    • Se a equipe prestes a jogar no power play cometer um icing, o power play da equipe vai ser na zona ofensiva.
    • A equipe que tirar o gol do lugar (seja propositalmente ou por acidente) e isso levar uma parada no jogo, não poderá trocar as linhas do time. A equipe adversária poderá escolher qual circulo da zona ofensiva para o face-off.
    • Se o goleiro tirar a rede do lugar durante um breakway, isso resultará em um gol automático pra equipe que está atacando.
    • Se um tiro ao gol de fora da linha vermelha for segurado pelo goleiro, não haverá troca de linha.
    • O jogador que perder seu capacete terá que ir ao banco para colocar de volta antes de participar de uma jogada. Se um jogador sem capacete jogar, isso resultará em uma minor penalty.
    • Os challenges dos técnicos serão expandidos para incluir outros lances como handpass, pucks na rede e high sticks.
    • Qualquer challenge que não resultar em nada será punido com uma minor penalty de delay of game. E, se houver outro challenge sem sucesso, uma double minor penalty.

    Bettman disse que “Na teoria, não queremos tantas mudanças, pois isso atrapalharia a fluidez do jogo. Os challenges serão somente para confirmar com toda certeza se houve algum erro da arbitragem” .

    As regras aprovadas podem ser encontradas no site oficial da NHL (em inglês).

    Não é familiar com os termos citados? Cheque no nosso site o Glossário com as regras, penalidades e termos.