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  • Associação de Jogadores também falhou com Kyle Beach

    Associação de Jogadores também falhou com Kyle Beach

    O mundo do hockey está bem atento com as acusações e repercussão do caso de Kyle Beach divulgado na última semana. Na sexta-feira (29) a TSN soltou uma notícia na qual Kyle afirma que o diretor executivo da NHLPA, Don Fehr, não alertou a USA Hockey, órgão nacional responsável pelo esporte, sobre as acusações contra Brad Aldrich.

    Em 2011, durante o Campeonato Mundial Feminino Sub-18, o agente Ross Gurney afirmou que contatou Fehr com uma acusação séria contra o ex-técnico de vídeo do Chicago Blackhawks, Brad Aldrich. Gurney informou que seu cliente Kyle Beach fora abusado sexualmente por Aldrich. Assim, ele esperava que a USA Hockey fosse alertada sobre a ocorrência deste ato violento. 

    “Meu objetivo ao ligar para a PA foi de alertar a USA Hockey”, disse Gurney. “Isso é o que eu fui orientado a fazer pelo Kyle.”

    Com a chance dessa história estourar na mídia, Beach foi encaminhado para o psicólogo e administrador do Programa de Assistência ao Jogador da NHL/NHLPA, Dr. Brian Shaw. Ele teria saído da consulta garantido de que a USA Hockey saberia que Aldrich é um predador sexual, afinal ele trabalhou na equipe dos EUA durante o Campeonato Sub-18 de 2011. O certo, pelo menos, era investigar as acusações de cunho tão sério.

    Aparentemente essa “promessa” de alertar a equipe americana foi somente uma forma de abafar o caso e calar Kyle. Após este ocorrido, o jogador não recebeu mais suporte nenhum da NHLPA. Kyle fez questão de frisar que, se Don Fehr e o Dr. Shaw tivessem feito “o que deveriam fazer, então aquele adolescente de Michigan provavelmente não seria abusado sexualmente”.

    Para quem não sabe, Aldrich foi autorizado a se demitir dos Blackhawks no verão de 2010, e ele passou a ser técnico de Hockey em Houghton, Michigan. Em 2013, ele foi condenado por agredir sexualmente um jogador de 16 anos de seu time e condenado a nove meses de prisão (isso mesmo caro leitor, somente nove meses de prisão) e 60 meses de liberdade condicional.

    Ainda falando sobre a responsabilidade do D.E. Don Fehr, Gurney lembrou em sua entrevista que Fehr respondeu que “conhecia pessoas no USA Hockey, que a NHLPA investigaria a situação e que a NHLPA poderia oferecer todo suporte necessário.”

    Com o assunto explodindo na mídia na quarta-feira passada (27), Dom soltou um comunicado onde afirma que mandou Kyle Beach para o Dr. Shaw em 2010 e que o sistema falhou em dar suporte e apoiar Beach em seu momento vulnerável e de necessidade. Ainda afirmou que como o jogador comunicou o ocorrido a um dos médicos da NHLPA, e mesmo sendo um programa confidencial entre jogador e médico, uma atitude por parte da entidade NHLPA deveria ter existido, mostrando assim que fracassaram em tentar resolver esta situação.

    Esta declaração só expôs como um assunto sério foi deixado de lado em meio a um esporte que já é considerado extremamente machista. Agora que a NHLPA acordou em meio a estas acusações, esperamos que atitudes sejam tomadas e que a Liga desenvolva programas que realmente possam ajudar todas estas vítimas que passam por situações parecidas e ainda não conseguiram fazer com que suas vozes fossem ouvidas.

     

    Ontem (01) no fim do dia a NHLPA soltou uma nota na qual Don Fehr recomendou uma investigação independente. Esta, segundo a nota, seria iniciada por um advogado externo para revisar a resposta da NHLPA ao caso de Beach.

    Para finalizar, depois de contar sua história em rede nacional na semana passada, Kyle pediu para que Don Fehr fosse demitido de seu cargo na NHLPA.

    Nas palavras de Beach, “não sei como ele pôde estar no comando se é isso que ele vai fazer quando um jogador vier até você e lhe contar algo, seja abuso, seja drogas, seja qualquer coisa. Ele deveria proteger os jogadores e eu sei que ele não me protegeu”.

     

    Foto: Reprodução/mystateline.com

  • NHL confirma acordo para participação olímpica dos jogadores em Beijing 2022

    NHL confirma acordo para participação olímpica dos jogadores em Beijing 2022

    Na última sexta-feira (03) a NHL e a NHLPA chegaram a um acordo com a IIHF e o Comitê Olímpico Internacional (COI) que permitirá aos jogadores da NHL participar das Olimpíadas de Inverno de 2022 em Pequim.

    O acordo traz uma cláusula na qual NHL e NHLPA podem se retirar dos jogos se as condições da pandemia de COVID-19 piorarem. Também será possível cancelar sua participação caso a programação da NHL de 2021-22 seja interrompida e a liga precise usar o intervalo olímpico para recuperar jogos. Acredita-se que o prazo para o cancelamento seja no início de janeiro, disseram fontes à ESPN.

    “Nós entendemos a paixão dos jogadores da NHL em representar e competir pelo seu país. Estamos muito satisfeitos por conseguirmos concluir acordos que lhes permitirão retomar a melhor competição no palco Olímpico” disse Bill Daly, comissário adjunto.

    Como parte do acordo, a IIHF e o COI arcarão com todos os custos de viagem e seguro dos jogadores da NHL. Além disso, as entidades também cobrirão a hospedagem dos jogadores, se eles puderem comparecer. Um grande problema nas negociações, no entanto, foi o “seguro COVID”. Enquanto NHL e NHLPA encontraram um provedor, a Federação e o COI não queriam cobrir o seguro adicional. Por esse motivo, caberá a cada jogador individualmente determinar se vai comprar o seguro ou não.

    Como será o intervalo olímpico

    A NHL está programada para interromper os jogos de quinta-feira, 3 de fevereiro, até terça-feira, 22 de fevereiro. O fim de semana All-Star em Las Vegas — começando em 4 de fevereiro — acontecerá independentemente de atletas da NHL participarem das Olimpíadas ou não.

    Todos os jogadores que participarem das Olimpíadas terão obrigatoriamente que se vacinar contra a COVID-19; no entanto, poderá haver isenções muito limitadas caso a caso.

    Em uma reunião de fevereiro de 2020 com a IIHF, a NHL delineou algumas coisas — logotipos e anúncios da NHL apresentados nos jogos olímpicos, a possibilidade de usar vídeos de destaques na NHL Network ou NHL.com — que a liga esperava que ajudasse promover a modalidade.

    No entanto, fontes confirmaram à mídia que a NHL teve a maioria dos seus pedidos negados. O clima mudou desde aquela reunião de fevereiro de 2020; a NHL se separou da parceira de transmissão NBC, que também realiza as Olimpíadas. Além disso, fontes envolvidas nas negociações disseram que a IIHF e o COI sabiam que tinham influência, considerando que os jogadores da NHL têm falado muito sobre seu desejo de retornar às Olimpíadas.

    As equipes olímpicas participantes devem enviar suas “longas listas” de jogadores até 15 de outubro deste ano. As listas provisórias de jogadores escalados serão anunciadas em janeiro. As seleções nacionais não podem hospedar campos de orientação presenciais, mas podem realizar reuniões virtuais antes dos jogos.

    De acordo com fontes, os jogadores estão sendo instruídos a se preparar para protocolos rígidos durante as Olimpíadas. Isso inclui um ambiente de bolha imposto pelo governo chinês, testes diários, restrições significativas em interações e movimentos e a possibilidade de usar dispositivos de localização GPS para auxiliar no rastreamento de contato e garantir a conformidade do protocolo.

    Você pode ler sobre o hockey masculino e feminino nas Olimpíadas de Inverno da última década nos links abaixo.

    Vancouver 2010 | Sochi 2014 | PyeongChang 2018

    Foto: Reprodução/United Press International

  • NHL anuncia novas medidas de segurança contra COVID-19 para temporada 2021-22

    NHL anuncia novas medidas de segurança contra COVID-19 para temporada 2021-22

    Na última quinta-feira(2), a NHL, junto à NHLPA, anunciou as novas medidas de segurança contra a COVID-19 para a temporada 2021-22. O início da temporada regular será no dia 12 de outubro.

    A maior novidade é a possibilidade dos times da NHL de suspender jogadores não vacinados, que serão impossibilitados de participarem dos compromissos do clube. Isso irá incluir situações em que um jogador não pode viajar com a equipe devido a regulamentações locais, provinciais/estaduais ou federais. Caso isso ocorra, o jogador perde o equivalente a um dia de pagamento por cada dia passado nesta situação.

    Estas medidas são um grande avanço, levando em consideração as diferentes leis e regras abordadas entre Estados Unidos e Canadá, e até mesmo dentro da própria NHL. Os GMs foram avisados sobre essa possibilidade em uma reunião em julho e desde então começaram a informar seus jogadores.

    Em sua maioria, essas restrições se dão pela vacinação dos atletas e as exigências e normas de saúde em cada região. Porém, há exceções a estas regras. Aqueles jogadores que tiverem o status de não vacinado com base em razões médicas ou um conflito com “crenças religiosas sinceras” poderão ter seu caso analisado separadamente.

    Consequências das novas normas

    Se um jogador totalmente vacinado tiver confirmação de um teste positivo para COVID-19, “deve-se tratar sua condição como uma lesão relacionada ao hockey para todos os efeitos”, segundo o CBA.

    Os jogadores não vacinados que não estão isentos pelas razões acima não serão pagos se sua equipe estabelecer, “com base em um equilíbrio das probabilidades, que o jogador falhou em cumprir os termos deste protocolo de uma maneira que implicaria razoavelmente no seu contágio com a COVID-19 ou qualquer doença resultante ou relacionada.”

    Entre outras medidas contra a COVID-19 vale destacar também que “qualquer jogador que desejar se remover da temporada 2021-22 porque não foi vacinado ou completamente vacinado, ou pode indicar que um membro próximo da família, com quem ele compartilha uma casa, está em risco substancialmente elevado de doença grave ao contrair COVID-19, tem até 1º de outubro para fazê-lo”. A equipe em questão terá 30 dias para decidir se irá suspender o contrato do jogador — basicamente colocando-o para a temporada 2022-23 — ou se anulará a temporada atual do acordo. Qualquer cancelamento implicará também na não participação do jogador em outras ligas ou nas Olimpíadas.

    Foto: Reprodução/Bleacher Report

  • NHL anuncia início oficial da temporada 2020-21 para 13 de janeiro

    NHL anuncia início oficial da temporada 2020-21 para 13 de janeiro

    Em 20 de dezembro a NHL divulgou um comunicado anunciando o início oficial da temporada 2020-21 para o dia 13 de janeiro. Até semana passada as decisões ainda estavam sendo tomadas, mas apenas alguns dias depois temos a nova agenda da temporada, as divisões realinhadas e algumas informações sobre procedimentos de segurança. 

    NHL e NHLPA mantiveram os acordos e bateram o martelo no retorno ao gelo. Em meio a nova onda de Covid-19 nos Estados Unidos e no Canadá, uma agenda reduzida de 56 jogos para a temporada regular foi confirmada. Gary Bettman, comissário da Liga, informou que a saúde e segurança dos jogadores, equipes e todos os participantes, além das comunidades em que jogam e moram continua uma prioridade. 

    Como vai funcionar a temporada regular?

    Com a fronteira entre Canadá e EUA fechada até segunda ordem, além do realinhamento das divisões, um novo plano de jogo precisou ser elaborado. Desse modo, visando minimizar as viagens, as 56 partidas totais ocorrerão apenas entre os times de uma mesma divisão. O que na prática se traduz em um time contra outro por 8 jogos, para os que pertencem às divisões Central, Leste e Oeste, e 9 ou 10 partidas para os times da agora nomeada Divisão Norte, divisão na qual se encontram todos os times canadenses. 

    Como ficou o realinhamento das Divisões?

    Desde nosso último texto publicado sobre o assunto, a divisão que abriga os times do Canadá recebeu um nome oficial, Norte. Além disso, times como Minnesota, Dallas e outros mudaram de grupo. A nova categorização ficou da seguinte forma:

    • Norte: Calgary Flames, Edmonton Oilers, Montreal Canadiens, Ottawa Senators, Toronto Maple Leafs, Vancouver Canucks e Winnipeg Jets;
    • Oeste: Anaheim Ducks, Arizona Coyotes, Colorado Avalanche, Los Angeles Kings, Minnesota Wild, San Jose sharks, St. Louis blues e Vegas Golden Knights;
    • Central: Carolina Hurricanes, Chicago Blackhawks, Columbus Blue Jackets, Dallas Stars, Detroit Red Wings, Florida Panthers, Nashville Predators e Tampa Bay Lightning;
    • Leste: Boston Bruins, Buffalo Sabres, New Jersey Devils, New York Islanders, New York Rangers, Philadelphia Flyers, Pittsburgh Penguins e Washington Capitals.   

    Onde acontecerão os jogos?

    O plano atual é que os jogos aconteçam nas arenas dos times participantes. Mas dependendo da situação sanitária dos locais quanto à pandemia, a NHL está se organizando para realizar partidas em locais “neutros” caso necessário. Além disso, pelo menos em um primeiro momento, o acesso dos fãs aos jogos fica proibido. 

    Como funcionarão os Playoffs da Stanley Cup?

    Durante maio, junho e julho de 2021, dezesseis times em tradicionais séries melhor-de-7 se enfrentarão para disputar a taça. Os quatro melhores de cada divisão se classificarão para os Playoffs da Stanley Cup, e nas primeiras duas rodadas os jogos ocorrerão entre os times da mesma divisão. Os quatro times que passarem para as rodadas de semifinal serão categorizados de acordo com seus pontos totais na temporada regular. Dessa maneira, o time número 1 jogará com o quarto colocado em uma série, e o segundo lugar com o número 3.

    O objetivo é que a competição se encerre no meio de julho para que em outubro o calendário tradicional seja retomado com a temporada 21-22, que contemplará também o novo time Seattle Kraken

    Ademais, as datas estimadas para o draft de expansão, o NHL Draft, prazo de transações e trocas, contratos e free agency também foram divulgadas.

    Os jogadores pertencentes aos grupos de risco da Covid, ou com familiares neles, ainda poderão optar por não jogar a temporada. Assim, os jogadores dos sete times não classificados nos últimos playoffs terão até quinta, dia 24 de dezembro, para notificarem seus times, e jogadores dos demais até dia 27. 

    Lembrando que, nos Estados Unidos, algumas cidades já estão recebendo a vacina para COVID-19. Assim, essas medidas e protocolos poderão ser revistas ao longo da temporada.

    Foto: Reprodução/@PR_NHL

  • NHL de volta dia 13 de janeiro e realinhamento das divisões ainda podem sofrer alterações

    NHL de volta dia 13 de janeiro e realinhamento das divisões ainda podem sofrer alterações

    Training camps a partir do primeiro dia do ano, NHL de volta no dia 13 de janeiro para a temporada 2020-21 e uma agenda de 56 jogos. São essas as ideias que a Liga está trabalhando para confirmar oficialmente nos próximos dias. Mas, com o aumento dos casos de COVID-19 na América do Norte, algumas coisas ainda podem sofrer alterações. Além disso, o realinhamento das divisões parece não estar totalmente definido. 

    O realinhamento das divisões

    Sabemos que uma divisão canadense é certa. Devido ao vigente fechamento das fronteiras do país e uma quarentena obrigatória de 14 dias em funcionamento, não há nenhuma possibilidade dos atletas viajarem entre os dois países para cumprirem agenda. Assim, as outras três divisões, em um total de quatro, estão sendo pensadas geograficamente para uma melhor logística das partidas. Contudo, o conselho executivo da NHL se reuniu no final da semana passada para votar, e tudo indica que solicitaram modificações. 

    Até o momento, os nome oficiais das divisões ainda não foram divulgados e os nomes utilizados aqui foram escolhidos para melhor entendimento do texto. As informações que possuímos são das seguintes divisões:

    • Oeste: Boston Bruins, Buffalo Sabres, New Jersey Devils, New York Islanders, New York Rangers, Philadelphia Flyers, Pittsburgh Penguins e Washington Capitals;
    • Central: Carolina Hurricanes, Columbus Blue Jackets, Detroit Red Wings, Chicago Blackhawks, Florida Panthers, Minnesota Wild, Nashville Predators e Tampa Bay Lightning;
    • Leste: Anaheim Ducks, Arizona Coyotes, Colorado Avalanche, Dallas Stars, Los Angeles Kings, San Jose Sharks, St. Louis Blues e Vegas Golden Knights;
    • Canadense: Vancouver Cnaucks, Edmonton Oilers, Toronto Maple Leafs, Montreal Canadiens, Calgary Flames, Winnipeg Jets e Ottawa Senators.

    Entretanto, nem todos gostaram dessa definição. A nova ordem está causando polêmica, especialmente com as divisões Central e Oeste. Isso porque ambas integram 7 times não qualificados para os últimos playoffs, o que coloca a divisão Leste como a mais forte da temporada.

    Ainda, apesar do ganhador da taça de 2020 fazer parte da Central, a competitividade da Liga depende do desempenho positivo entre os times na divisão. Por isso, o realinhamento e novas sugestões para esse retorno devem continuar em discussão. 

    Mas o que aconteceu com os problemas financeiros?

    A Liga afirma que descartou os problemas financeiros colocados em pauta anteriormente. A NHLPA não se interessou em realizar nenhuma nova negociação, tendo em vista que o último acordo do CBA foi assinado em junho. Por sua vez, a NHL optou por colocar a próxima temporada como prioridade acima dos impasses financeiros, até segunda ordem pelo menos. 

    Junto a isto, outras questões ainda precisam se definir antes do dia 13. Protocolos de segurança, o tamanho da escalação dos times, uma agenda flexível que prevê adiamento de jogos em caso de suspeita de infecção e dias extras de treinamento para os times não qualificados são alguns dos exemplos. O prato está cheio para a NHL e NHLPA nos próximos dias. Porém os fãs do esporte podem respirar aliviados: a Liga e a União dos jogadores estão fazendo de tudo para termos hockey de volta em algumas semanas.


    Mal podemos esperar para desmarcar ligações no zoom e apertar o botão “soneca” de manhã para assistirmos a 7 períodos de overtime mais uma vez.

  • Retorno da NHL e acordos financeiros entre liga e NHLPA seguem indefinidos

    Retorno da NHL e acordos financeiros entre liga e NHLPA seguem indefinidos

    1º de janeiro está cada vez mais perto, mas o retorno da NHL para a temporada 2020-21 parece cada vez mais distante. No meio de discussões sobre jogos externos, protocolos de segurança, uma nova divisão canadense e uma segunda onda de COVID-19 chegando com força nos Estados Unidos e Canadá, donos de times da liga enviaram novamente um novo pedido de adiamento do salário dos jogadores, meses depois do último acordo do tipo aprovado. 

    Em junho de 2020 a NHL e a NHLPA assinaram uma extensão do CBA (Collective Bargaining Agreement, o acordo coletivo da liga) chamada de Memorando de entendimento, ou MOU. Neste documento, ambas as partes acordaram um novo adiamento de parte do salário dos jogadores diante dos acontecimentos do ano. A união dos atletas alegou compreender o momento de incertezas e a situação que os donos dos times estão enfrentando, com a proibição de venda de ingressos e todo o restante que ocorreu devido à pandemia. 

    No entanto, daquele mês até o início de dezembro deste ano muita coisa aconteceu, ou deixou de acontecer. A liga percebeu que a queda nos lucros para 2021 em diante será ainda maior do que estimava. Isso porque espera-se uma temporada mais curta e possivelmente sem venda de ingressos, ou com acesso ao público nos jogos drasticamente reduzido.

    Assim, o conselho executivo da NHL voltou a recorrer aos jogadores mas, até o momento, as solicitações foram ignoradas ou rejeitadas. Enquanto isso, janeiro se aproxima e não temos uma decisão concreta dos próximos passos da liga. 

    O que a NHL e seus times pensam a respeito?

    Gary Bettman, comissário da NHL, afirma que não há qualquer intenção de renegociar os termos acordados alguns meses atrás. No entanto, tenta-se buscar soluções que funcionem para ambas as partes, já que o documento acordado em junho não se sustenta mais.

    Sem uma resposta ainda, o cabo de guerra entre a NHL e a NHLPA continua. Contudo, surgiram debates online de que se a situação fosse o contrário, a liga não olharia essa tentativa de negociação com bons olhos, então por que a união deveria fazê-lo? 

    Dessa forma, janeiro já está virando fevereiro em uma possível data de retorno. Mas até o momento o plano idealizado é de que o puck drop aconteça por volta do dia 15 do primeiro mês de 2021. No mais tardar 1º de fevereiro. Para que isso aconteça, é necessário que jogadores passem por quarentenas retornando para os estados dos seus times, caso venham da Europa ou saindo dos EUA e indo para o Canadá. 

    Além disso, com as fronteiras fechadas, uma divisão canadense entrou em questão para possibilitar uma logística melhor dos jogos da próxima temporada. Isso porque, apesar de mais curta, o objetivo é de uma agenda com 56 ou 52 jogos no calendário regular.

    A cereja do bolo são as discussões sobre possíveis jogos externos para possibilitar acesso dos fãs mantendo distanciamento social. Entretanto, o tema parece estar dividindo os times com diferentes leis estaduais e número de fãs que atendem as partidas, sem falar dos custos milionários para construir arenas externas. 

    Certamente, assuntos não faltam na pauta de reuniões dos executivos do esporte. E o embate financeiro não colabora para a retomada dos jogos. Vamos acompanhar de perto as próximas decisões, com os dedos cruzados para um retorno da NHL seguro.

    Foto: Reprodução/ctvnews.ca

  • Jogadores da NHL tomam frente no adiamento de jogos

    Jogadores da NHL tomam frente no adiamento de jogos

    Motivados pela decisão de atletas da NBA e de outras grandes ligas esportivas norte-americanas, os jogadores da NHL decidiram agir e solicitaram à liga que os jogos de quinta e sexta-feira fossem adiados, em solidariedade e protesto contra a brutalidade policial nos E.U.A.

    A declaração veio ontem (27), no ínicio da noite, após muitos jogadores se sentirem motivados pela posição dos jogadores na NBA de não realizar os jogos de quarta-feira, paralisando os playoffs na liga. Assim, os representantes da NHLPA se reuniram com Gary Bettman e expressaram a necessidade de adiar os jogos dos playoffs da Stanley Cup. A própria NHL apoiou a decisão dos jogadores, e decidiu remarcar as partidas.

    Os jogadores e a NHL afirmaram na declaração que “as comunidades negras e pardas continuam enfrentando experiências reais e dolorosas.” Também expressaram que é preciso reconhecer que “muito trabalho ainda precisa ser feito antes que possamos desempenhar um papel apropriado em uma discussão centrada na diversidade, inclusão e justiça social”. 

    Por fim, disseram que entendem que as várias tragédias envolvendo pessoas negras mundialmente exigem que esse momento seja reconhecido.

    “A NHL e NHLPA estão comprometidas em trabalhar para promover ambientes mais inclusivos e acolhedores em nossas arenas, escritórios e além.”

    Mais tarde, os jogadores dos times restantes nos playoffs participaram de coletivas de imprensa para abordar o assunto. Nas equipes da Conferência Leste, participaram apenas os capitães do Boston Bruins, New York Islanders e Philadelphia Flyers, além do defensor do Tampa Bay Lightning, Kevin Shattenkirk. Já na Conferência Oeste, Ryan Reaves, Pierre Bellemare, Nazem Kadri e Jason Dickinson tomaram a frente da coletiva, apoiados por todos os demais jogadores dos quatro times que ocuparam a sala. 

    Durante a coletiva, Reaves disse que acordou com mensagens de Shattenkirk e Bo Horvart, do Vancouver Canucks, abordando o assunto. Segundo ele, “é mais poderoso que tenha começado com jogadores brancos de outros times querendo conversar.”

    Continuou também falando sobre a importância da declaração feita pela NHLPA, “a declaração que eles fizeram é algo que vai durar. Esses dois dias não vão resolver nada, mas as conversas e as declarações feitas são muito poderosas, especialmente vindo desta liga.”

    Nazem Kadri deu continuidade, afirmando que, para que a mudança seja feita. “No futuro, toda a liga precisa estar envolvida, e não apenas uma ou duas pessoas.”

    De acordo com a NHL, os quatro jogos, que deveriam ser disputados na quinta e sexta-feira, acontecerão este sábado (29). O restante das partidas do segundo round serão ajustadas de acordo com o acontecimento dos jogos a seguir.

    Foto: Reprodução/Twitter Colorado Avalanche

  • NHL anuncia finalistas do NHL Awards 2020

    NHL anuncia finalistas do NHL Awards 2020

    Entre os dias 15 e 21 de julho, a NHL anunciou os finalistas para os prêmios do NHL Awards 2020. Foram divulgados os concorrentes finais às principais categorias da premiação, sendo estas o Calder Trophy, Ted Lindsay Award, Jack Adams Awards, Lady Byng Trophy, Masterton Trophy, Vezina Trophy, Norris Trophy e Hart Trophy.

    A escolha dos finalistas é feita pelos membros da NHLPA (Calder e Ted Lindsay), Professional Hockey Writers Association (Lady Byng, Masterton, Norris, Selke e Hart), NHL Broadcasters’ Association (Jack Adams) e GMs da Liga (Vezina).

    Os finalistas do Calder

    A partir do voto dos integrantes da Associação de Jogadores (NHLPA), são finalistas do Calder Trophy Quinn Hughes, Cale Makar e Dominik Kubalik. O prêmio é destinado ao melhor rookie durante a temporada regular. 

    Desde o instante em que chegou na NHL, Hughes se tornou peça importante no Vancouver Canucks. Até o momento da pausa da temporada 2019-20, o defensor foi o líder entre os rookies em assistências (45) e pontos (53), em 68 jogos. Nos Canucks, estabeleceu um recorde como o segundo calouro na história da equipe com a maior quantidade de pontos em power play e assistências em uma temporada. Por fim, Hughes seria o terceiro jogador de Vancouver a ganhar o prêmio – Elias Petterson foi o último a faturar o troféu como jogador da equipe.

    Cale Makar também provou ser uma grande adição ao Colorado Avalanche desde a sua estreia na NHL, em 2019. Até a pausa da temporada, ele liderou os defensores novatos em gols (12) e power-play goals (4). Porém, entre todos os estreantes da NHL, o defensor acabou ficando atrás apenas de Hughes no quesito assistências (38), pontos (50) e pontos em power play (19). Makar, que, ao fim do ano passado estabeleceu um recorde no Avalanche como jogador com mais pontos em sua temporada de estreia pelo time, seria o sexto jogador da franquia a faturar o Calder. 

    Dominik Kubalik, que joga pelo Chicago Blackhawks, também vem provando ter grande presença na equipe desde sua estreia na Liga. Ele liderou os rookies da NHL durante a temporada ’19-20 em gols (30), e é o terceiro com mais pontos: 46 em 68 jogos. Atualmente, ele é o quinto jogador na história da equipe de Chicago a marcar 30 gols em seu primeiro ano, e o primeiro desde Artemi Panarin, na temporada 2015-16. Kubalik seria o 10º jogador dos Hawks a faturar o prêmio.

    Os finalistas do Ted Lindsay

    Leon Draisaitl, Nathan Mackinnon e Artemi Panarin foram nomeados finalistas ao Ted Lindsay Award, destinado ao jogador com maior destaque durante temporada. 

    Leon Draisaitl, vencedor do Art Ross Trophy, além de ser um dos melhores jogadores da NHL, também é uma das peças chaves no time atual do Edmonton Oilers. O jogador alemão liderou a Liga em pontos (110), assistências (67) e pontos em power-play (44) até o momento da pausa. Além disso, ele é o forward da Liga com o maior tempo no gelo por jogo (22:37). Draisaitl foi um dos principais responsáveis por levar os Oilers para as Qualificatórias da Stanley Cup, e seria o quarto jogador da equipe a faturar o prêmio (o primeiro desde de McDavid, na temporada 2017-18).

    Mackinnon ocupou o 5º lugar da Liga durante a temporada regular com 93 pontos – destes, 35 gols e 58 assistências. Desde sua estreia na NHL, em 2013, o central se tornou uma grande presença no ataque do Colorado Avalanche. Na temporada 2019/20, pontuou em 53 de 69 jogos. Assim, ajudou o Avalanche a obter o segundo melhor record da Conferência Oeste (42-20-8) e, desta forma, se classificar pela terceira vez seguida aos playoffs. Ele seria o segundo jogador na história da franquia a ganhar o Ted Lindsay. Joe Sakic foi o primeiro a fazê-lo, em 2000-01. 

    Além de movimentar as janelas de transferência da free agency, Artemi Panarin movimentou também as estatísticas da Liga quando chegou ao New York Rangers em 2019. Até a pausa, ele era o terceiro colocado em pontos (95) na temporada 2019-20, com 38 gols e 63 assistências em 69 jogos. Portanto, acabou tendo pelo menos 1 ponto em 54 partidas. Ele ajudou ativamente os Rangers a se classificarem para a pós-temporada, onde o time irá disputar o melhor-de-cinco contra os Hurricanes. Se ganhar o troféu, ele será, por fim, o quarto jogador da franquia de Nova York a conquistá-lo. 

    Os finalistas do Jack Adams

    Bruce Cassidy, John Tortorella e Alain Vigneault foram anunciados finalistas ao Jack Adams Award, que premia o técnico com maior destaque durante a temporada. 

    Cassidy levou o Boston Bruins a conquistar a melhor campanha da Liga (44-14-12) e a liderá-la em pontos (100) até o momento da pausa. Desta forma, o time acabou vencendo o Presidents’ Trophy, por ser a equipe com o melhor desempenho na temporada regular 2019-20. Boston também faturou o Jenning Awards, pelo fato de serem a equipe que sofreu menos gols durante a temporada. Tudo isso resultado do grande trabalho feito por Cassidy, que já foi finalista ao prêmio em 2017-18. 

    Já o técnico dos Blue Jackets, John Tortorella, guiou o time a um record de 33-22-15 ao longo da temporada. Assim, a equipe acabou por se classificar para as Qualificatórias da Stanley Cup. Além disso, o técnico conseguiu fazer com que o time superasse diversas lesões de jogadores-chave ao longo da temporada, incluindo Seth Jones, Zach Werenski, Cam Atkinson, Josh Anderson, fazendo com o time tivesse duas sequências de pontos na temporada, nas quais a equipe saiu com pelo menos 1 ponto de cada partida. Tortorella já ganhou o prêmio duas vezes e foi finalista outras cinco. 

    Vigneault liderou o Philadelphia Flyers ao quarto melhor record na Conferência Leste (41-21-7) e à uma classificação aos playoffs em sua primeira temporada comandando a equipe. Os Flyers ocuparam o sétimo lugar em média de gols sofridos por jogo (2.77) nesta temporada, empatando com o Tampa Bay Lightning. Da mesma forma, ocupam também a sétima posição em gols marcados por jogo (3.29). Por fim, o time da Philadelphia teve quatro sequências de vitórias de, pelo menos, quatro jogos e venceu nove partidas seguidas de 18 de fevereiro a 7 de março. O técnico é finalista ao prêmio pela quinta vez, e o venceu na temporada 2006-07, como técnico dos Canucks. 

    Finalistas ao Lady Byng Trophy

    A partir do voto da Professional Hockey Writers Association, Auston Matthews, Nathan Mackinnon e Ryan O’Reilly são os finalistas do Lady Byng Award. O prêmio destinado, enfim, ao jogador que combina melhor espírito esportivo, boa conduta e habilidade. 

    Matthews terminou em terceiro lugar na Liga em gols (47), somando 80 pontos em 70 jogos com os Leafs durante a temporada regular. Como resultado, o jogador é o segundo atacante de Toronto com o maior ice time (20:58). Além disso, teve também apenas quatro minor penalties, somando um total de 8 minutos na penalty box durante toda a temporada regular. É a primeira nomeação de Matthews ao prêmio, que seria o segundo jogador dos Leafs a vencer o prêmio. 

    Nathan Mackinnon finalizou a temporada com 93 pontos e, portanto, é o forward do Avalanche com o maior ice time. Ele recebeu apenas cinco minor penalties durante toda a regular season, totalizando 12 minutos. Por fim, o canadense, que foi indicado também ao Ted Lindsay Award, é finalista ao prêmio pela primeira vez desde sua estreia na NHL. 

    Já Ryan O’Rielly, do St. Louis Blues, marcou 61 pontos (destes, 12 gols e 49 assistência) ao longo da regular season. Ele foi o líder da Liga em vitórias em face-offs pela terceira temporada consecutiva (800) e também liderou os forwards dos Blues em ice time por jogo (20:34). Por fim, recebeu apenas 5 minor penalties ao longo de toda a temporada regular, totalizando, desta forma, dez minutos em 71 jogos. Por último, o jogador dos Blues já foi quatro vezes finalista do prêmio. 

    Finalistas do Masterton Trophy

    Stephen Johns, Oskar Lindblom and Bobby Ryan são os jogadores escolhidos pela Professional Hockey Writers Association como finalistas do Masterton Trophy. O prêmio é destinado ao jogador da NHL que mais apresentou espírito esportivo, perseverança e dedicação ao hockey. 

    Johns fez sua reestreia no Dallas Stars em 18 de janeiro deste ano após um afastamento de 22 meses devido a dores de cabeça pós-traumáticas. Após o sintomas se desenvolverem durante o training camp antecedendo a temporada 2018-19, o defensor não disputou a última e os primeiros 47 jogos de 2019-20. Por fim, o jogador finalizou a temporada regular com 5 pontos (3 assistências, 2 gols) em 17 jogos com o Dallas. 

    Promissor jogador do Philadelphia Flyers, Lindblom foi diagnosticado em 13 de dezembro de 2019 com Sarcoma de Ewing (tipo de câncer ósseo). Até o diagnóstico, ele tinha 18 pontos em 30 jogos, sendo um dos líderes em gols dos Flyers (11). Todavia, precisou se afastar para começar o tratamento contra a doença. Durante a quimioterapia, Lindblom ainda apoiou o time mesmo que longe do gelo, frequentando jogos e o vestiário. Diversos jogadores da NHL e times criaram uma corrente de apoio ao jogador em torno da Liga durante seu tratamento. Por fim, em 2 de julho, ele tocou um sino cerimonial no Abramson Cancer Center, na Philadelphia – gesto simbólico indicando que ele finalmente chegou ao fim do tratamento contra a doença. 

    Ryan se afastou por três meses do Ottawa Senators, tirando uma licença prolongada para entrar no programa de assistência aos jogadores da NHL/NHLPA ao alegar problemas com o abuso de álcool. O jogador fez seu comeback na Liga 25 de fevereiro e, dois dias após, em uma partida emocionante, marcou um hat trick em seu primeiro jogo em casa desde o afastamento. Ele acabou jogando os últimos oito jogos dos Senators até a pausa devido à pandemia de COVID-19, marcando assim quatro gols e tendo em média 16:03 minutos de ice time por jogo. 

    Os finalistas do Vezina Trophy 

    Connor Hellebuyck, Tuukka Rask, Andrei Vasilevskiy são os três goleiros que estão na disputa final pelo Vezina Trophy. O prêmio é destinado anualmente ao goleiro que, em suma, mais se destacou na temporada.

    É a quarta temporada em sequência que Hellebuyck disputa mais de 50 partidas pelo Winnipeg Jets. Ele lidera a Liga em shutouts, é o segundo goleiro com mais vitórias (31) e tem média de 2.57 goals-against average. Por fim, ocupa a sétima posição em save percentage (.922) entre os goleiros da Liga que jogaram pelo menos 20 partidas. Hellebuyck já foi finalista ao prêmio em 2017-18, e seria , portanto, o primeiro jogador na história da franquia a vencer o prêmio.

    Rask finalizou a temporada regular com um record de 26-8-6 e foi peça importante na conquista do Jennings Trophy pelos Bruins. Prêmio este que é dado, em suma, ao time que menos sofreu gols. Ele lidera a Liga em goals-against average (2.12), e ocupa também a segunda posição em shutouts e em save percentage (.929). Rask já foi vencedor do prêmio na temporada 2013-14.

    Já Vasilevskiy é o goleiro líder em vitórias na Liga pela terceira temporada consecutiva, tendo média 2,56 de GAA, e percentual de defesas equivalente a .917. Além disso, adquiriu três shutouts e ganhou 10 jogos em sequência durante a temporada regular. Vasilevskiy foi o vencedor do prêmio no ano passado, e é finalista deste pela terceira vez. Assim, ele poderia ser o segundo jogador da NHL a faturar o troféu duas vezes seguidas. 

    Os finalistas do Norris Trophy

    O Norris Trophy tem o intuito de premiar o defensor da NHL que mais se destacou durante a temporada. Neste ano, os finalistas ao prêmio são John Carlson, Victor Hedman e Roman Josi. 

    Carlsson liderou os defensores em assistências (60) e pontos (75) durante a temporada. Ele adquiriu uma média de 1,09 pontos por jogo, tornando-se o primeiro defensor a obter mais de 1 ponto por partida desde a temporada 1993-94. Além disso, teve um total de 24:38 de ice time e é o segundo defensor na Liga com mais pontos em power play (26). Por fim, seria o segundo jogador a vencer o prêmio na história dos Capitals.

    Finalista pela terceira vez ao Norris, Hedman terminou a temporada regular como o terceiro defensor com mais pontos (55) – acumulados em 66 jogos. O jogador do Tampa Bay somou 24:04 minutos de ice time, bloqueou 98 shots e teve 47 takeaways. Anteriormente, já havia sido finalista do prêmio na temporada 2017/18 e, seguidamente, acabou conquistando o troféu.

    Jogador do Nashville Predators, Roman Josi acumulou 65 pontos durante a temporada regular – segundo maior número entre os defensores da Liga. Como resultado, ele também somou 25:47 de tempo no gelo por jogo. Assim, ocupou o terceiro lugar na estatística no overall da Liga. Além disso, teve 23 pontos em power play e bloqueou 108 tiros. Sendo esta sua primeiro indicação, Josi poderá ser o primeiro jogador dos Predators a faturar o troféu. 

    Os finalistas do Selke Trophy

    Patrice Bergeron, Sean Couturier e Ryan O’Reilly são os três jogadores escolhidos pela Professional Hockey Writers Association como finalistas ao Selke Trophy, que vai para o melhor atacante com características defensivas. 

    Atualmente, Bergeron é o quarto colocado em porcentagem de vitórias em face-off na Liga (57,9%) e terceiro em vitórias de face-off na zona defensiva. Ele também ocupa a primeira posição entre forwards que mais bloquearam tiros a gol (46). Além disso, marcou 56 pontos e teve uma média de 18:44 minutos no gelo por jogo. Por fim, o jogador já foi finalista ao prêmio nove vezes e não o vence desde 2016-17.

    Já Couturier, que joga pelo Philadelphia Flyers, é o líder de vitórias em face-off, com porcentagem de 59.6%. Ao mesmo tempo, também finalizou a temporada regular no terceiro lugar em porcentagem de vitórias em face-offs na zona defensiva (59.5%). Em suma, somou 59 pontos e é o líder dos Flyers em ice-time. É a segunda vez que Couturier se torna finalista do prêmio. 

    Vencedor do prêmio no ano passado, O’Rielly finalizou a temporada 2019-20 como o jogador com maior porcentagem de vitórias em face-off (56,6%). Por fim, terminou a regular season com 61 pontos e média de 20:34 minutos de ice time. Simultaneamente, o jogador concorre também ao Lady Byng.

    Os finalistas do Hart Trophy

    Para o Hart Trophy, os finalistas deste ano são Artemi Panarin, Leon Draisaitl e Nathan Mackinnon. O troféu é destinado, enfim, ao jogador de maior importância para o seu time (MVP) na temporada regular. 

    Desde sua chegada aos Rangers, Artemi Panarin tem sido peça essencial no desenvolvimento e ataque do time. Atualmente é o líder em pontos (95) e assistências do time, e o segundo com mais gols marcados (34). Assim como o jogador de New York, Draisaitl também se mostrou de extrema importância para o desenvolvimento dos Oilers no gelo. É um dos melhores reforços no ataque do time, sendo, por fim, líder em gols (43) e assistências (67) da equipe. Ambos os jogadores foram também indicados ao Ted Lindsay Award. 

    Mackinnon, todavia, acabou liderando as indicações ao NHL Awards. Além da indicação ao Ted Lindsay, o jogador também é finalista ao Lady Byng Trophy e, claro, ao Hart. Do mesmo modo que os demais indicados, o canadense também é peça-chave no sucesso do Colorado Avalanche. É o líder da equipe em gols (35) e também em assistências (58).

    Sobre o NHL Awards 2020 

    A princípio, os jogadores recebem os prêmios durante o NHL Awards, evento que acontece todos os anos durante a intertemporada, em Las Vegas, e estava marcado para o dia 18 de junho neste ano. No entanto, a NHL comunicou ainda em março o adiamento da cerimônia, bem como de outros eventos da Liga, devido à pandemia. 

    A NHL definiu que o Calder Trophy, Lady Byng, Norris e Selke Awards serão entregues aos vencedores durante as Finais de Conferência deste ano, assim como o Jack Adams Award e o Masterton Trophy, que serão entregues na mesma ocasião. Já em relação ao Ted Lindsay, Vezina Trophy e Hart Trophy, a Liga confirmou que estes serão entregue ou também durante as Finais de Conferência, ou antes da Final da Stanley Cup. 

    Sobre os prêmios restantes, o Jim Gregory GM of the Year Award deve ser votado após o segundo round dos playoffs. Já o Mark Messier Leadership Award terá só o vencedor anunciado, provavelmente durante as Finais de Conferência.

    Por fim, a NHL também confirmou que as Finais de Conferência e Final da Stanley Cup serão disputadas em Edmonton. Assim, a cidade deve ser a nova sede para a entrega dos prêmios.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • NHL e NHLPA entram em acordo para retorno da temporada

    NHL e NHLPA entram em acordo para retorno da temporada

    A volta da NHL está mais próxima do que imaginamos. Ou pelo menos é isso que diz o cronograma da Liga. Com o início Fase 3 marcado para o dia 13 de julho, o retorno da temporada chega mais perto a cada dia, com os times competindo no gelo ainda no inicio de agosto.

    Após inúmeras reuniões da NHL com a NHLPA, ambas as partes entraram num acordo para uma extensão do CBA (acordo trabalhista entre liga e jogadores) e o retorno dos jogos para o dia 1º de agosto. Dessa forma, a Liga espera dar início às disputas da pós-temporada e, consequentemente, finalizar o calendário 2019-20. 

    O acordo realizado entre a NHL e a NHLPA não somente garantiu a volta da temporada mas também uma extensão de contrato entre as duas partes. O CBA foi estendido para mais quatro anos, finalizando em 2025-26. Entre algumas definições do acordo, ficou estabelecido um teto salarial praticamente estático nas próximas temporadas, bem como o retorno dos NHLers às Olimpíadas de Inverno (pendente acordo com o COI e a IIHF).

    Foram determinados também novos protocolos para as Fases 3 e 4, além do formato dos jogos e as datas para que os mesmos comecem. Com datas que ainda serão confirmadas, foi determinado que no dia 11 de agosto inicie o primeiro round dos playoffs, com o segundo iniciando no dia 25 de agosto.

    As finais de Conferência deverão acontecer no dia 8 de setembro, com a final marcada para os dias 22 de setembro ou 4 de outubro. No entanto essas datas serão confirmadas de acordo com o avanço dos jogos. 

    Casos confirmados

    Um mês após o início da Fase 2 e com mais de dois mil testes realizados, a Liga informou na última semana que ao todo foram confirmados 35 casos entre os jogadores. 23 destes foram testes realizados em participantes do protocolo da Fase 2, e 12 de jogadores que não participaram.

    Sem revelar identidades dos jogadores com teste positivo, a NHL informou que o protocolo em vigor será o mesmo para as fases seguintes. Em caso de resultado positivo para COVID-19 o jogador será colocado em isolamento por no mínimo 10 dias e será realizado um novo teste para a confirmação do mesmo.

    O jogador poderá retornar ao gelo após 72h sem nenhum sintoma ou após dois resultados negativos num intervalo de 24h. Em nenhuma das fases está autorizado revelar a identidade dos infectados, e qualquer pessoa que tiver contato com o alguém infectado deverá informar a equipe médica. 

    Assim como já foi informado anteriormente, o retorno ao gelo em qualquer uma das fases deverá ser voluntário. No entanto, o jogador deverá informar o time por escrito, até as 17h ET de segunda-feira (13), caso não queira participar ou não possa devido a alguma condição médica. O jogador que optar por não participar não será punido de qualquer forma, desde que siga o protocolo.

    Fase 3

    Com alguns protocolos determinados pela NHL, as Fases 3 e 4 são as mais aguardadas pela Liga e também as mais rigorosas. A Fase 3, os training camps para os times, está marcada para o dia 13 de julho, segunda-feira.

    A terceira fase consiste no retorno ao gelo dos 24 clubes que se classificaram para a pós-temporada, e agora os times que antes treinavam em pequenos grupos poderão treinar com todos os jogadores juntos.

    Para que os jogadores possam retornar ao gelo, foi determinado que os mesmos deverão ser testados para COVID-19 com 48h de antecedência ao retorno e a cada dois dias após isso. A mesma regra vale para os demais funcionários do time, que só após o teste poderão ter contato direto com os jogadores.

    Os times não terão limite de jogadores nos treinos, entretanto eles não podem ter mais de 30 jogadores no elenco, apesar do número de goleiros ser ilimitado. As equipes também não podem ter nenhum jogador novo na escalação, ou seja, somente os jogadores que já faziam parte do time antes da pausa pela pandemia poderão participar.

    Qualquer jogador que entrar para o time através de uma troca ou novo contrato não poderá jogar nesses playoffs com o novo time.

    Fase 4

    As 24 equipes serão divididas em duas cidades de acordo com as suas Conferências. Serão 16 equipes disputando no esquema melhor-de-5, enquanto os top-4 de cada Conferência disputam o round-robin para determinar a classificação dos playoffs.

    As cidades escolhidas foram Toronto e Edmonton, no Canadá. Ficou decidido que as 12 equipes da Conferência Leste jogarão em Toronto, enquanto as 12 equipes da Conferência Oeste jogarão em Edmonton. Para as Finais de Conferência e a Final da Stanley Cup, a cidade-sede escolhida foi Edmonton.

    Durante a quarta fase, os testes continuarão sendo realizados de 48 em 48 horas nos jogadores, funcionários dos times e funcionários das arenas que receberão os jogos. Esses testes serão feitos três vezes durante os sete dias anteriores à viagem para as hub cities. Após isso, os testes serão diários, além da verificação de temperatura.

    Diferentemente da fase anterior, agora os times estão limitados a 52 funcionários incluindo jogadores, técnicos e executivos. Serão atribuídos quartos separados para cada jogador, com os mesmos podendo circular pelas zonas seguras. No entanto, estes não podem ir aos quartos uns dos outros e deverão manter um distanciamento social mínimo.

    Será necessário uma autorização prévia antes de qualquer jogador deixar a zona segura. O descumprimento das regras resultará numa quarentena obrigatória de 10 a 14 dias, podendo até mesmo ser retirados da Fase 4. As equipes também poderão ser penalizadas caso quebrem os protocolos impostos, podendo ser multados e/ou perder a escolha no draft.

    Familiares foram liberados para se juntar aos participantes das Finais de Conferência e da Final do campeonato. 

    Calendário dos jogos eliminatórios (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Os jogos eliminatórios acontecerão durante os 10 primeiros dias do mês de agosto, a partir do dia 1°. Serão até seis jogos por dia, divididos entre as conferências Leste e Oeste.

    Os horários dos jogos serão intercalados, e os fãs terão maratonas diárias de jogos durante esse período. Os jogos do round-robin estão marcados para iniciar no dia 2 de agosto, com partidas de ambas as Conferências. 

    Todas as estatísticas, desde a rodada qualificatória, serão contabilizadas como de jogos de playoffs. Esses stats serão incluídos normalmente e considerados para qualquer tipo de pontuação e recorde pessoal ou da equipe.

    A segunda fase da loteria do draft será realizada entre os 8 times que não se classificarem para o primeiro round dos playoffs. A equipe sorteada terá a primeira escolha, e os 7 times restantes serão organizados de acordo com a ordem inversa da classificação final da temporada. O NHL Draft de 2020 está marcado para os dias 9 e 10 de outubro.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • O que é um lockout e quais as chances de acontecer de novo?

    O que é um lockout e quais as chances de acontecer de novo?

    O que é lockout?

    A princípio, pode-se dizer que o lockout, locaute em português, de 2004-2005 foi o maior exemplo de disputa trabalhista que se teve na história dos esportes americanos. Ao contrário de uma greve, lockout é quando os empregadores deixam de oferecer as condições necessárias para seus empregados trabalharem, visando mudanças em algum acordo coletivo. O nome vem da expressão “lock out” em inglês, que significa deixar alguém trancado do lado de fora de algum lugar. 

    Tais mudanças são, portanto, impostas à força laboral, que não recebe o pagamento correspondente ao tempo de paralisação. No Brasil esta prática é proibida por Lei. As mudanças que vimos na estruturação dos contratos assinados nos últimos anos pelos atletas da NHL os resguardam de eventual lockout, pois recebem grande parte do salário em bônus, que não é afetado por paralisação. 

    Como ocorre?

    Primeiramente, já ocorreram quatro lockouts na história da NHL.

    O primeiro foi o de 1992, que adiou 30 jogos da temporada 1991-1992. O segundo, em 1994, que encurtou os jogos da temporada em 48. O terceiro resultou no cancelamento da temporada de 2004-2005. E a mais recente foi a de 2012-2013, que também encurtou os jogos da temporada a 48. 

    No caso da NHL, um lockout acontece quando os clubes e o sindicato de jogadores discordam acerca dos tópicos a serem incluídos em um novo acordo coletivo (CBA, Collective Bargaining Agreement, em inglês) de uma forma que beneficie as duas partes.

    O lockout da temporada 2004-2005

    O tempo de duração do lockout foi de 10 meses e 6 dias a partir de 16 de setembro de 2004, um dia após a convenção coletiva de trabalho (CBA) entre a NHL e a NHLPA (National Hockey League Players Association, Associação de Jogadores da Liga Nacional de Hóquei em português) de 1994–95 ter expirado.

    A NHL, liderada pelo comissário Gary Bettman, tentou convencer os jogadores a aceitarem uma estrutura salarial vinculando os salários dos jogadores às receitas da liga, garantindo aos clubes o que a liga chamava de segurança de custo.

    Em 20 de julho de 2004, a liga apresentou ao NHLPA seis conceitos para garantir a segurança dos custos. Muitos consideraram os conceitos flexíveis e bons, contudo a NHLPA achou que tais condições favoreceriam times de maior mercado.

    Com isso, o sindicato dos jogadores rejeitou cada um dos seis conceitos apresentados pela NHL. Foi alegado que todos eles continham algum tipo de teto salarial.

    Depois de muitas propostas apresentadas, refutadas e desmentidas, a associação de jogadores ratificou o acordo com 87% de seus membros votando a favor. Em 21 de julho, foram definidos:

    • O teto salarial seria ajustado a cada ano para garantir aos jogadores 54% da receita total da NHL. E também haveria um piso salarial.
    • Haveria um limite de US $ 39 milhões no primeiro ano da CBA.

    O lockout de 2012-2013

    Os proprietários das franquias de times da NHL, junto com o comissário Gary Bettman, declararam um lockout dos membros da NHLPA. O lockout começou dia 15 de setembro de 2012 e terminou dia 06 de janeiro de 2013.

    Os donos das franquias exigiam uma parcela maior da receita gerada pela liga. Além disso, queriam limites maiores nos contratos dos jogadores, entre outros. A NHLPA não estava disposta lutar contra o teto salarial da liga. Assim também, eles aceitaram receber 57% menos da receita da liga.

    Entretanto, os dois lados ainda discordavam de muitos outras condições existentes. E com isso, surgia a possibilidade de parar novamente uma temporada inteira para que os termos fossem ajustados.

    Mas conforme as 16 horas de negociações passavam, finalmente foram decididos os novos termos da CBA:

    • Um limite máximo de 8 anos de contrato aos jogadores
    • Um piso salarial de 44 milhões e um teto salarial de 60 milhões
    • Uma variação máxima de 50% nos salários ao longo de um contrato
    • Aceitação obrigatória de prêmios de arbitragem sob $ 3,5 milhões, sem realinhamento
    • E um período de tempo para o buy out de contratos que não se enquadram no teto salarial.

    O risco de um lockout atual

    Visto que em 2022 fará 10 anos desde o último CBA definido, novos termos terão de ser discutidos e novas questões serão levantadas.

    No entanto, tanto a NHL quanto a NHLPA têm a oportunidade de encerrar com o contrato dia 1 de setembro de 2019.

    Diante disso, é possível definir que os jogadores estão insatisfeitos com o atual CBA. Foi sugerido que se estendesse o atual CBA para mais três anos de duração em troca de Olimpíadas. Muitos recusaram.

    Um dos maiores problemas atualmente relatados pelos jogadores foi o “escrow“. Basicamente, retira-se do salário de cada jogador uma faixa de 10 a 30% caso o lucro do time seja baixo do esperado.

    Os jogadores também reivindicam a participação nas Olimpíadas de Inverno. Em 2014 eles puderam participar, em 2018 não. A NHL não ficaria feliz de ceder 2 semanas da temporada para a participação.

    Entretanto, as Olimpíadas de Inverno de 2022 acontecerão na China, em Pequim. E a perspectiva de ver a equipe nacional de hóquei no gelo da China seria uma tremenda oportunidade de crescimento para o esporte como um todo no país. E como já dito antes em nosso site, o capitão do Washington Capitals, Alexander Ovechkin, foi denominado embaixador da liga na China e nesta offseason viajou para lá.

    Por mais que seja um assunto complicado, muitos jogadores na verdade não querem que o lockout aconteça. Porém, se a história se repetir, veremos mais uma nova paralisação.

    Foto: Jared Wickerham/Getty Images