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  • NWHL divulga release sobre #ForTheGame

    NWHL divulga release sobre #ForTheGame

    Dez dias depois da Profissional Women’s Hockey Player ser anunciada, a NWHL publicou um pronunciamento sobre as exigências das atletas para jogar em uma liga norte-americana. A hashtag #ForTheGame foi criada pelas jogadoras para pedir a formação de uma liga feminina de hóquei com mais segurança e condições de trabalho para as atletas.

    Traduzimos o release da NWHL sobre o movimento:

    “Desde o lançamento da National Women’s Hockey League em 2015, nossa missão tem sido clara: garantir oportunidades para essa geração e inspirar sonhos maiores para a próxima. Em pouco tempo, nós estabelecemos marcas, montamos negócios, providenciamos uma plataforma para que jogadoras de hóquei competissem e se desenvolvessem, e ajudamos a criar/acender uma discussão maior sobre o hóquei feminino profissional na América do Norte.

    A NWHL vem de temporadas consecutivas de crescimento substancial e com isso, o conselho autorizou um crescimento no teto salarial para cada equipe de 50 porcento. Como sempre, todas as jogadoras são asseguradas em caso de lesões sofridas em práticas ou jogos. Começando a partir dessa temporada, as atletas também recebem metade da receita gerada pelas parcerias na liga e nos contratos com a mídia. Essa fórmula alinha o sucesso da NWHL com as jogadoras, e o NHWHLPA estão trabalhando juntos para procurar mais parcerias que possam gerar receita e aumentar o salário das atletas.

    A NWHL está aqui, e aberta para negócios. As jogadoras fazem o jogo, e elas merecem ver os resultados de seus esforços para avançarem. Estaremos sempre disponíveis para dialogar com todas as atletas para alcançar nossos objetivos comuns.

    Nunca nos desculparíamos por ver valor no hóquei feminino e suas atletas. Para fins de transparência na métrica dos negócios, vejam esse relatório publicado em Março. É uma declaração sobre os incríveis fãs de hóquei feminino, então agradecemos à eles.

    Temos orgulho de sermos líderes nesse movimento e de nunca termos ficado no meio do caminho do progresso. Nossos esforços tem sido em detrimento do crescimento da liga, e tivemos avanços significativos. Nunca iremos atrapalhar isso e sempre estivemos a disposição para colaborar com o interesse de construir nosso esporte. Isso nunca irá mudar. Nós lutamos por progresso. Nós nos esforçamos para evoluir. E nós sempre iremos fazer o que for bom para o esporte.

    Se indivíduos ou grupos se manifestarem e declararem que estão prontos para começar a investir em uma nova liga onde mulheres possam receber um salário integral substancial e tenham plano de saúde, estaríamos extasiados para uma conversa sobre parceria ou passar o bastão. Nos reunimos com stakeholders do hóquei e levantamos a questão, mas, de acordo com nosso conhecimento, ninguém está desenvolvendo isso no momento.

    A temporada de 2019-2020 da NWHL irá começar em Outubro com nossos cinco atuais times: o Pride, os Riveters, os Beauts, os Whales e os Whitecaps. Se mais times aparecerão nessa temporada continua sendo uma questão aberta por mais algumas semanas. Estamos explorando todas as opções de construir nossa liga.

    Como dito em Abril, nós garantimos investimento para adicionar pelo menos duas novas equipes. Porém, para expandirmos de fato, como feito em Minnesota, tempo, cooperação e preparação é necessário. Nós adoraríamos ter mais times em 2019-2020 e faremos isso se houver um espirito de parceria por todas as partes. Ao menos que haja uma mudança de opinião em breve, nós iremos deixar a expansão para a temporada 2020-21.

    A NWHL continuará trabalhando com as atletas para fazer melhorias, avanços, aumento salarial e acrescentar mais visibilidade. Nós nos alinharemos com negociantes e líderes que acreditam que essa oportunidade deveria continuar a existir agora, amanhã, essa temporada e além.

    À medida que, coletivamente, produzirmos um esforço de navegar nesse momento crucial para o hóquei feminino, iremos considerar que estamos discutindo sobre nosso esporte e as pessoas nele. Embora respeitemos o desejo de todos, considerando todas as opções, o esporte feminino não avançará com tentativas de derrubar umas as outras.

    Esse é o momento em que jogadores, líderes, investidores e qualquer um que genuinamente queira que o hóquei feminino avance deveria estar trabalhando em conjunto. No final das contas, estamos aqui pelo esporte. Não há razão para a NWHL desistir do hóquei feminino, e não iremos.”

  • Você sabe quem foi Manon Rhéaume?

    Você sabe quem foi Manon Rhéaume?

    Muito antes de se pensar em existir a NWHL (falaremos sobre ela mais para frente), Manon Rhéaume foi a primeira, e única, mulher a entrar para a NHL. 

    Nascida em Beauport, na província canadense de Quebec, Rhéaume estava no gol dos Trois-Rivières Draveurs, um dos times da Major Junior Hockey League Canadense em 1992 quando o GM dos Bolts, Phil Esposito, foi assistir ao jogo e se interessou pelo goleiro. Ele ficou ainda mais impressionado quando viu que era uma menina. O scout do time já estava de olho nela há algum tempo, mas não sabiam que se tratava de uma mulher. Rapidamente, Esposito a chamou para participar do treinamento e concentração do time. Era o primeiro ano do time na liga e o GM achou que uma mulher na equipe poderia melhorar a popularidade do esporte no estado. 

    Ela estreou na liga no dia 23 de setembro de 1992, num jogo de pré-temporada contra o St. Louis Blues e ficou no gol durante um período. Durante esse tempo ela deixou passar 2 dos 9 tiros que recebeu. Porém quando a tiraram do jogo para colocar Wendell Young, o goleiro veterano também deixou entrar dois pucks logo no inicio do segundo período, o que fez com que toda a torcida pedisse pela volta de Manon. Esse foi o único jogo dela na liga, mas seu impacto não foi menor por conta disso. 

    Ela foi então convidada a participar da extinta IHL e foi a primeira mulher a aparecer num jogo de hockey profissional durante a temporada regular. Em 5 anos, Manon fez parte de sete times diferentes e apareceu em 24 jogos até sua aposentadoria. 

    Manon Rhéaume quebrou um paradigma de que mulheres não jogam hockey 25 anos atrás. Se vemos muito mais meninas interessadas no esporte, com certeza Manon Rhéaume leva parte do crédito por isso.