Etiqueta: NWHL

  • PHF anuncia nova política inclusiva

    PHF anuncia nova política inclusiva

    Na última sexta-feira (15), a PHF (Premier Hockey Federation) anunciou uma mudança em sua política para tornar a liga mais plural. Assim, a liga atualizou a sua política com vigência imediata a temporada 2021-22 para incluir atletas transgêneros e não-binários. Dessa forma, a PHF não mais é uma liga estritamente de hockey feminino.

    Contudo, a PHF não somente incluiu os gêneros, como também criou diretrizes para quaisquer atletas se sintam à vontade para fazer parte da liga. Por isso, a liga pretende tornar o ambiente o mais seguro possível para que todes aqueles que desejarem usem a identidade da qual se identificam. Para que isso fosse possível a PHF contou com a consultoria da ONG LGBTQIA+ de defesa atlética, Athlete Ally, e o triatleta transgênero Chris Mosier. 

    Além disso, Athlete Ally e Chris Mosier também estarão atuando em um treinamento virtual para aqueles que desejam aprender mais sobre a comunidade LGBTQIA+, sejam atletas ou colaboradores. Assim, eles incentivam que seja em suas redes mostrando apoio à causa, ou mesmo todes que trabalham dentro e fora do gelo, participem da iniciativa. Isso porque apenas estando aberto para ouvir, aprender e entender as necessidades e direitos de atletas não-binários e transgêneros que será possível conscientizar todos os envolvidos. 

    Entretanto, alguns pontos não foram bem vistos pelo público da liga. Como por exemplo o tempo que a pessoa deve estar em transição para o gênero no qual se identifica. A PHF impõe que o atleta esteja, no mínimo, há dois anos vivendo em sua nova identidade. Para atletas que se identificam não-binários e/ou transgêneros e não estão tomando testosterona, a liga impõe que o mesmo esteja vivendo sob a nova identidade por no mínimo dois anos. Para aqueles que se identificam como não-binários e/ou transgêneros e estão tomando testosterona, a liga irá analisar cada caso individualmente com a assistência de médicos. 

    Esse é um ponto bastante controverso já que, teoricamente, a pessoa não estaria jogando há pelo menos dois anos desde que não tinha nenhuma liga ou time pelo qual jogar. No mundo do esporte esse é um tempo muito longo para se estar parado. Principalmente quando sabemos as dificuldades que as minorias passam para estar praticando o esporte de maneira profissional. De qualquer forma, somente o tempo pode dizer se essas mudanças foram eficazes ou não. No fim, o que realmente importa é que o mundo do esporte enfim está avançando para um ambiente mais inclusivo e seguro.

    Para saber mais sobre a atualização da política, acesse aqui (em inglês). 

  • NWHL agora é Premier Hockey Federation

    NWHL agora é Premier Hockey Federation

    A National Women’s Hockey League (NWHL) lançou hoje (07) oficialmente uma nova era em sua história, com a mudança de nome e logotipo um pouco antes do início da temporada 2021-22. A Premier Hockey Federation (PHF) redefine a marca da liga com base na habilidade e talento de seus atletas, em oposição a seu gênero. Segundo o anúncio, é a primeira liga profissional feminina de esportes na América do Norte a tirar a palavra “feminino” de seu título.

    “A liga já percorreu um longo caminho desde seu início em 2015 e acreditamos que este é o momento certo e a mensagem certa à medida que fortalecemos nosso compromisso com o crescimento do jogo e a inspiração da juventude”, disse a comissária da liga Ty Tumminia à Associated Press.

    A decisão de mudar os nomes também deu à federação de seis equipes uma oportunidade de fazer uma declaração social ao remover o gênero de seu título. “Sentimos que era hora de nossos jogadores serem definidos por seu talento e habilidade”, disse Tumminia. “Não é como se fossem jogadoras fenomenais femininas. Você é simplesmente um jogador fenomenal.”

    Inspiração do nome e logo

    O nome PHF foi inspirado pelo empoderamento, igualdade de gênero e inclusão no que diz respeito às diferenças na identidade de gênero dos atletas atuais, jogadores em potencial e participantes da liga. A expansão pelos Estados Unidos, no Canadá, e o aumento de talentos internacionais também ajudaram a pavimentar o caminho para uma reformulação da marca com apelo global.

    foto: reprodução/ twitter NWHL

     “Do ponto de vista da oportunidade de jogar, é enorme”, disse a capitã do Metropolitan Riveters, Madison Packer, membro da liga desde a primeira temporada. “Eu entendo e agradeço não ter que nos definir mais como atletas femininas. Agora estamos definindo jogadores com base na habilidade e no que eles trazem para o jogo. Trata-se de reconhecer que, independentemente do gênero, os atletas são talentosos”.

    Quanto à remoção do gênero do título, Packer disse que nivela o campo de jogo.

    “Respeitosamente, não sei se os homens sempre entendem, especialmente para mim, porque encontro muito isso”, disse Packer. “Jogamos com o disco do mesmo tamanho, no rinque do mesmo tamanho, com as mesmas redes. … Então, para remover essa etiqueta, não apenas removê-la, mas apagar o ‘W’ no logotipo, eu acho que é fortalecedor.”

    “Esta estratégia de reformulação da marca fala muito sobre o que as mulheres nos esportes e as mulheres, em geral, estão tentando fazer”, disse a atacante do segundo ano do Boston Pride Sammy Davis, a primeira escolha geral no Draft 2020 da NWHL. “Estamos tentando ser vistas por mais do que apenas mulheres. É importante ser pioneiro, ser o primeiro. Estabeleça a base e mostre às pessoas que não há problema em ser diferente e que não há problema em querer mudanças”.

    A temporada de 2021 foi recorde, apesar dos desafios de uma pandemia COVID-19. A visibilidade da liga atingiu novos patamares por meio de audiência digital, engajamento social e uma parceria de transmissão histórica que viu a Isobel Cup ser levantada pela primeira vez em rede nacional na televisão americana. Os acordos de patrocínio marcantes, mais parceiros corporativos do que nunca e um maior compromisso da propriedade privada ajudaram a dobrar o teto salarial para 300 mil dólares por equipe em 2021-22, que representa o valor mais alto da história da liga.

     “Estamos entusiasmados para aproveitar todo o nosso impulso do ano passado, e embarcar nesta nova era com nossos atletas, equipes, parceiros e fãs”, acrescentou Tumminia. “Sem rótulos, sem limites.”

    A temporada da PHF começa no sábado, 6 de novembro de 2021, com todas as seis equipes em ação. Nas próximas semanas, a liga revelará novos componentes digitais da PHF. Isso incluirá endereços de sites e identificadores de mídia social, juntamente com uma linha empolgante de novos produtos.

    Foto: Reprodução/Twitter @NWHL

  • NWHL divulga calendário para a temporada 2021-22

    NWHL divulga calendário para a temporada 2021-22

    As novidades para a sétima temporada da NWHL não param de ser anunciadas. Após mudanças significativas e uma última temporada reduzida devido a pandemia do COVID-19, a liga profissional feminina fez novos anúncios em prol do seu novo ano. Entre eles, a mudança definitiva da comissária da liga a partir de 2021.

    Os anúncios ocorreram pouco depois do Draft oficial e do Draft Internacional, faltando menos de 100 dias para a estreia da temporada. Com data marcada para o dia 6 de novembro, a temporada contará com 60 jogos no total, 20 para cada time.

    Oficialização do cargo

    Para a alegria dos fãs, a nova temporada trouxe um novo cargo para Ty Tumminia. A agora Comissária da NWHL teve o termo “interina” retirado do nome após provar o seu valor. Com menos de um ano no cargo, Tumminia mostrou não somente que tem capacidade de gerir uma liga de hockey, como também trazer melhorias para a mesma. 

    Mesmo no meio da pandemia, a Comissária conseguiu fazer uma temporada, ainda que reduzida, e conquistar novas parcerias e investidores. Além disso, começou a conquistar uma visibilidade na mídia, o que ajuda e muito a trazer novos fãs e investidores para a modalidade e, principalmente, para a NWHL.

    Temporada curta

    Com apenas seis times na liga, sendo essa a primeira temporada completa do Toronto Six, a NWHL dividiu os jogos de maneira que cada time permaneça em tempos iguais na estrada e em casa. Dessa forma, o calendário possibilita que as atletas tenham um maior conforto, tanto para os treinos quanto para a sua vida pessoal — e profissional. Isso porque, como a liga é pequena, a quantidade de jogos é de acordo com o seu tamanho. 

    Além disso, as jogadoras também têm outros empregos além do esporte e precisam estar conciliando suas duas profissões. Com isso a liga sempre procura fazer um calendário que se adeque melhor às necessidades das jogadoras. 

    A temporada mais uma vez terá menos jogos do que estamos acostumados. No entanto isso não afeta as jogadoras, elas mostram mesmo com pouco tempo no rink todo o seu potencial no gelo para os fãs que vão prestigiá-las.

    Calendário Oficial

    Com a temporada iniciando num sábado, dia 6 de novembro, os seis times da liga estarão presentes no gelo para o pontapé inicial. Após isso, os jogos que estão divididos para todos os finais de semana, pausando apenas para os feriados. Serão 20 jogos para cada time, divididos em 10 jogos em casa e 10 jogos fora de casa. 

    A data final da temporada regular também teve a sua data anunciada, marcada para um domingo, dia 13 de março. Os seis times estarão novamente no gelo para juntos finalizarem a temporada regular e dar início aos playoffs, que ainda terão suas datas anunciadas.

    No entanto, já temos o evento outdoor confirmado. No dia 21 de fevereiro, em razão de um feriado, os times Buffalo Beauts e Toronto Six se enfrentarão no Buffalo RiverWorks, uma espécie de casa de eventos para esportes. Mais informações sobre os eventos, datas e transmissões serão divulgadas no decorrer das semanas.

    As equipes da NWHL também têm anunciado diariamente os novos contratos assinados, assim como as suas renovações. Para mais informações acesse o site oficial aqui.

    Foto: Reprodução / cbc.ca

  • Como foi o Draft Internacional da NWHL

    Como foi o Draft Internacional da NWHL

    No último domingo (25) a NWHL realizou o seu primeiro Draft Internacional. O evento aconteceu quase um mês após o Draft original realizado no dia 29 de junho, quando 30 jogadoras foram selecionadas. No entanto, para este evento, os times tiveram direito a apenas uma escolha cada com um único round

    Transmitido ao vivo pelo canal oficial da liga no Twitch, e novamente a NWHL contou com a apresentação de Katie Gaus, a repórter digital do Florida Panthers da NHL. Dando início a uma nova tradição, o Draft Internacional foi criado para as jogadoras de fora da América do Norte que não se qualificam para o draft tradicional da NWHL.

    Assim como no evento original, as jogadoras não-selecionadas se qualificam para ser free agent a partir do dia 26 de julho. Nesse período, os times têm um prazo de duas semanas para assinar com as suas escolhas para a temporada 2021-22. 

    Para o Draft Internacional, os times seguiram a mesma ordem de escolha do primeiro draft: Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters e Minnesota Whitecaps.

    Top 3

    Abrindo o evento de maneira histórica, o time de Buffalo optou por ter uma goleira como a número um do draft. Natural de Estocolmo, na Suécia, a goleira Lovisa Berndtsson foi a primeira selecionada. A veterana de 32 anos jogava pelo Djurgårdens IF da SDHL, a liga de hockey feminino profissional da Suécia, desde a temporada 2015-16. Com o time, a sueca teve um percentual de defesas de .903 na temporada regular e .882 nos playoffs de 2020-21. Além disso, a jogadora competiu também no Mundial de Hockey Feminino da IIHF em 2017. No dia 26, as Beauts já garantiram um contrato com Berndtsson para a temporada 2021-22.

    Em segundo lugar, a japonesa Tsubasa Sato foi a jogadora selecionada pelo time de Connecticut. A atacante natural de Nagano no Japão tem 28 anos e ficou conhecida em seu país após participar do reality show da Netflix Terrace House: Opening New Doors. A jogadora de 28 anos jogava como capitã do time japonês Karuizawa Fairies. Ela também competiu pelo Red Bull Crashed Ice, equipe de patinação downhill em ambiente urbano.

    Finalizando o top 3, e também entrando para a história da liga, a atacante Evelina Raselli foi selecionada pela equipe de Boston. Natural de Poschiavo, na Suíça, a jogadora de 29 anos fez parte da seleção de seu país conquistando duas vezes uma medalha de bronze. As medalhas vieram nas Olimpíadas de Inverno em 2014 e no Mundial da IIHF de 2012. Na SDHL, a jogadora conquistou uma série de vitórias pelos times que passou, sendo o mais recente o Ladies Team Lugano. Com essa equipe ela marcou 14 gols, 19 assistências e 33 pontos em 20 jogos na temporada regular em 2020-21.

    Demais escolhas

    Para a quarta escolha, o Toronto Six escolheu uma das grandes promessas húngaras. Natural de Budapeste, a atacante Reka Dabasi de apenas 24 anos já tem um extenso currículo. A jogadora iniciou a sua carreira no KMH Budapest na temporada 2012-13, time em que permaneceu até a temporada 2020-21. Mostrando um bom desempenho nesse período, foi subindo em suas funções até conquistar o cobiçado “C” na jersey. Além disso, Dabasi defendeu seu país em competições internacionais.

    As Riveters, por sua vez, apostaram numa jogadora eslovaca para fazer parte de seu time. Natural de Topoľčany, na Eslováquia, a atacante Romana Košecká foi a quinta escolha do evento. A jogadora, assim como Reka, tem um currículo extenso numa idade jovem. Com apenas 22 anos, ela já conquistou três medalhas no sub-18 da seleção da Eslováquia, e duas medalhas de ouro na Divisão IB do Mundial da IIHF Division. Além disso, ela jogou no SKP Bratislava da EWHL (W) da temporada 2014-15 até 2020-21.

    Finalizando o evento, a última escolha ficou por conta do time de Minnesota, que também optou por uma jogadora húngara. Também natural de Budapeste, a atacante Fanni Gasparics, de 26 anos, também jogou pelo KMH Budapest. No entanto, nas últimas duas temporadas ela jogou pelo MAC Budapest, time com o qual marcou 17 gols, 12 assistências e 29 pontos em 16 jogos em 2020-21. Na temporada 2019-20, a jogadora liderou a liga húngara com 46 pontos em apenas 18 jogos. 

    A NWHL agora se prepara para a sua sétima temporada. Enquanto a liga ainda está divulgando algumas novidades para o novo ano, os times têm renovado e assinando contratos com suas jogadoras. O motivo é que todas as atletas da NWHL possuem contrato anual. Para os fãs, agora resta aguardar saber quem serão as novas jogadoras de seu time. A sétima temporada da Liga irá iniciar no dia 6 de novembro.

    Texto atualizado em 29/07/2021 as 15h01.

  • Tudo o que aconteceu no 2021 NWHL Draft

    Tudo o que aconteceu no 2021 NWHL Draft

    O Draft de 2021 da NWHL aconteceu no dia 29 de junho, marcando a primeira vez em que o evento aconteceu ao vivo no canal da liga na Twitch. O evento deste ano contou com toda uma preparação exclusiva e inédita. Na transmissão os fãs não somente prestigiaram as escolhas anunciadas ao vivo, como também análises e entrevistas exclusivas com as jogadoras e os funcionários da liga, realizadas por Katie Gaus, a repórter digital do Florida Panthers da NHL. A apresentação ficou por conta de Erica Ayala, conhecida pelos fãs pelo seu trabalho no The Athletic e com basquete feminino.

    No entanto, essa não é a única novidade deste ano. Além do draft anual com o qual já estamos familiarizados, a NWHL vai promover um segundo draft no dia 25 de julho. Com apenas uma rodada, o Draft Internacional marcará a escolha das jogadoras de fora da América do Norte que desejam entrar para a liga.

    O evento deste ano, assim como do ano passado, contou com grandes nomes ligados ao esporte, parceiros da liga, famosos e fãs. Com cada pessoa anunciando uma escolha, aos poucos o evento foi realizado e os fãs puderam conhecer as futuras estrelas da NWHL.

    Rounds do Draft

    Conforme anunciado anteriormente, a ordem das escolhas tiveram uma pequena mudança. Numa negociação entre o Buffalo Beauts e o Connecticut Whale, os times trocaram as suas escolhas no primeiro round. As Beauts também ficaram com a escolha do Whale na terceira rodada, além de sua própria escolha e a escolha do Boston Pride. Assim, tiveram três escolhas no terceiro round e sete escolhas no total.

    Outro time a garantir mais escolhas além das tradicionais foi o Toronto Six. O novato da NWHL que está entrando em sua segunda temporada já tinha negociado essas escolhas na temporada passada. Nesta edição, o time do Canadá contou com sete escolhas, três no primeiro round e duas no segundo round.

    Portanto, a ordem de escolhas foi a seguinte:

    • 1ª Rodada – Connecticut Whale (BUF), Buffalo Beauts (CTW), Toronto Six (BOS), Toronto Six, Toronto Six (MET), Minnesota Whitecaps;
    • 2ª Rodada – Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Toronto Six (BOS), Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 3ª Rodada – Buffalo Beauts, Buffalo Beauts (CTW), Buffalo Beauts (BOS), Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 4ª Rodada – Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 5ª Rodada – Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps.

    Top 3

    Marcando a primeira vez na história da liga em que o time faz a primeira escolha no draft, o Whale abriu o evento em grande estilo. Através de Kim Davis, a vice-presidente executiva sênior da NHL, o time de Connecticut anunciou a forward Taylor Girard da Quinnipiac University como a sua primeira escolha da noite. A jogadora, natural do estado de Michigan, marcou sete gols e nove assistências, somando 16 pontos em 15 jogos na última temporada. Esses números a deixaram em segundo lugar na pontuação de seu time.

    Em seguida foi a vez das Beauts anunciarem a sua escolha para o primeiro round. O time por sua vez teve o apresentador Jeff Marek da NHL na Sportsnet revelando a felizarda. Com o nome conhecido pelos fãs do esporte, Emilie Harley da Robert Morris University, foi a segunda escolha do ranking geral e a primeira de seu time. Natural de New York, a defensora é irmã de Thomas Harley que foi draftado pelo Dallas Stars em 2019. 

    A escolha da jogadora foi marcada não somente por seu lugar no ranking, mas também por ter acontecido poucas semanas após a Robert Morris University anunciar o fim dos programas feminino e masculino de hockey.

    Por fim, finalizando o top 3 do evento, o Toronto Six fez a primeira de suas três escolhas da rodada. Com Katie Crowley, treinadora principal da Boston College, o time fez o tão aguardado anúncio. Como a primeira canadense do evento a ser selecionada, a jogadora Maegan Beres da Boston College foi a terceira escolha do ranking geral. Natural de Vancouver, a forward foi a capitã do seu time na temporada passada.

    Outras escolhas

    Seguindo o formato das três primeiras escolhas, todas as 30 escolhas foram anunciadas através de convidados e assim os fãs puderam ser introduzidos a cada jogadora. Dessa forma, as escolhas seguintes foram na ordem abaixo:

    4º Tatum Skaggs, F, Ohio State University – Toronto Six

    5º Taylor Davison, D, York University – Toronto Six

    6º  Mak Langei, D, Bemidji State University – Minnesota Whitecaps

    7º Anjelica Diffendal, F, Robert Morris University – Buffalo Beauts

    8º Emma Polaski, F, Syracuse University – Connecticut Whale

    9º Annie MacDonald, F, Princeton University – Toronto Six

    10º Rachel Marmen, D, Mercyhurst University – Toronto Six

    11º Caroline Ross, D, Colgate University – Metropolitan Riveters

    12º Tina Kampa, D, Bemidji State University – Minnesota Whitecaps

    13º Kennedy Ganser, F, University of Alberta – Buffalo Beauts

    14º Anna Zíková, D, University of Maine – Buffalo Beauts

    15º Missy Segall, F, Hamilton College – Buffalo Beauts

    16º Leah Marinom, F, Robert Morris University – Toronto Six

    17º Julia Scammell, D, University of New Hampshire – Metropolitan Riveters

    18º Taylor Wente, F, University of Minnesota – Minnesota Whitecaps

    19º Allison Attea, F, College of the Holy Cross – Buffalo Beauts

    20º Hannah Bates, D, St. Cloud State University – Connecticut Whale

    21º Finley Frechette, F, Cornell University – Boston Pride

    22º Olivia Atkinson, F, Concordia University – Toronto Six

    23º Jordan Sanislo, D, Sacred Heart University – Metropolitan Riveters

    Entrando para a história como a primeira Nittany Lion (Penn State) selecionada pelo draft da NWHL, a jogadora natural de Minnesota, Jenna Brenneman, foi a única goleira selecionada no evento deste ano, pelo Minnesota Whitecaps.

    24º Jenna Brenneman, G, Pennsylvania State University – Minnesota Whitecaps

    25º Casey Traill, D, Castleton University – Buffalo Beauts

    26º Grace Middleton, F, University of New Hampshire – Connecticut Whale

    27º Abby Nearis, F, Brown University – Boston Pride

    28º Daria Tereshkina, D, University of Maine – Toronto Six

    29º Morgan Schauer, D, Long Island University – Metropolitan Riveters

    30º Kendall Williamson, F, Colgate University – Minnesota Whitecaps 

    O Draft Internacional que acontece no dia 25 de julho também será transmitido através do canal da NWHL na Twitch.

  • NWHL anuncia parceria com instituição em apoio à comunidade LGBTQIA+

    NWHL anuncia parceria com instituição em apoio à comunidade LGBTQIA+

    No mês do orgulho LGBTQIA+, a NWHL dá mais um passo para criar um ambiente esportivo plural e diversificado. Foi anunciado na última quarta-feira (16) uma parceria entre a liga e a Athlete Ally, um grupo sem fins lucrativos voltado para promover e proporcionar um ambiente seguro para a comunidade LGBTQIA+ dentro dos esportes. 

    Fundada pelo ex-triatleta americano Chris Mosier em 2011, a Athlete Ally tem como princípio erradicar a homofobia e transfobia nos esportes e provocar a comunidade esportiva a criar, divulgar e liderar ações que defendam a comunidade LGBTQIA+. 

    Não é surpresa para ninguém que, dentro do hockey feminino, existam membros ativos dessa comunidade. Em 2016 a NWHL se tornou a primeira liga profissional a implementar uma política de inclusão dos atletas trangêneros. Agora, ela se aproxima da Athete Ally com o intuito de atualizar e melhorar as suas políticas de inclusão para a sétima temporada.

    Essa é a segunda parceria da liga com instituições que apoiam a comunidade LGBTQIA+. Também em 2016 a NWHL se tornou parceira da You Can Play, uma campanha de ativismo social para erradicar a homofobia nos ambientes esportivos, instituição essa que colabora anualmente com o Pride Night da liga. 

    Foto: Reprodução/ nwhl.zone

  • NWHL anuncia detalhes para o Draft 2021

    NWHL anuncia detalhes para o Draft 2021

    Os preparativos para a temporada 2021-22 da NWHL já estão a todo vapor. Após o adiamento por causa de um surto do COVID-19 nas equipes, a liga feminina enfim conseguiu concluir a sua sexta temporada. Assim, no dia 27 de março, o Boston Pride foi coroado o campeão da NWHL pela segunda vez em sua história. Desde então, a liga já começou os preparativos e os anúncios para a sua sétima temporada.

    Entre anúncio do draft, aumento no teto salarial, times sob nova direção e renovações de contratos, a NWHL vem tendo uma intertemporada bem movimentada, um possível reflexo de uma boa temporada anterior. Isso porque, neste último ano, a liga conquistou um aumento de patrocínio e mais visibilidade ao aumentar a audiência para a modalidade.

    Mudanças na Liga

    Dentre as novas mudanças para a sétima temporada, está o anúncio do aumento no teto salarial. Devido ao aumento da captação de recursos financeiros, o valor, que anteriormente era de 150 mil dólares, foi dobrado para 300 mil, o maior teto salarial que a liga já teve em sua história. 

    Outra mudança anunciada pela NWHL foi a venda de dois times, uma mudança esperada pela liga uma vez que a mesma vinha procurando compradores para os seus quatro times pertencentes à W Hockey Partners. O primeiro time a ser vendido foi o Connecticut Whale no dia 10 de maio. A equipe agora é de propriedade de Tobin Kelly e Shared Hockey Enterprises (SHE). 

    Posteriormente, no dia 26 de maio, a liga anunciou a venda de seu segundo time, o Metropolitan Riveters. O time agora é de propriedade da BTM Partners, a mesma empresa proprietária de outros dois times da NWHL, o Boston Pride e o Toronto Six. Além disso, a equipe de New Jersey contará com John Boynton como novo presidente. 

    No entanto, as novidades das Riveters não param por aí. Durante a intertemporada o time também anunciou a nova GM, Anya Packer. A ex-jogadora, que atuava como diretora executiva da NWHLPA e deixou o cargo recentemente, assume a vaga na equipe de New Jersey. Agora, a liga continua na busca de novos donos para dois de seus times: Buffalo Beauts e Minnesota Whitecaps. 

    Novidades no Draft 2021

    O Draft de 2021 da NWHL já tem data marcada. O evento acontecerá no dia 29 de junho e terá transmissão pela primeira vez ao vivo através do canal oficial da liga no Twitch. A ordem das 30 escolhas já está definida com base na pontuação dos jogos que aconteceram durante a bolha em Lake Placid e em Boston. Entretanto, essa ordem pode mudar de acordo com as transações feitas entre os times. 

    A novidade é que este ano a NWHL terá dois drafts: o Draft Original e o Draft Internacional. O Draft Original já é conhecido pelo público. Nele, as jogadoras nascidas na América do Norte que participaram da NCAA (EUA) ou U Sports (Canadá) podem se candidatar. Enquanto isso, o Draft Internacional chegou para englobar todas as jogadoras nascidas fora da América do Norte, sem experiência na NWHL, ou no hockey universitário. 

    O Draft Internacional fará a sua estreia no dia 25 de julho e também será transmitido ao vivo através da Twitch. Ele irá seguir a mesma ordem do outro com uma única rodada. As regras para ambos os drafts são as mesmas, com uma pequena mudança nas datas para as jogadores que não forem selecionados. No original, as jogadoras não selecionadas estarão elegíveis como free agents no dia 30 de junho, enquanto no Internacional a data será 26 de julho. Para saber mais sobre as regras do draft, confira no site oficial aqui (em inglês).

    Ordem do Draft  

    O time de Toronto tem direito a escolha das Riveters da primeira rodada e do Pride da primeira e segunda rodada, devido a transações realizadas na sexta temporada. Segue abaixo a ordem determinada até o momento:

    • 1ª Rodada – Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Toronto Six (BOS), Toronto Six, Toronto Six (MET), Minnesota Whitecaps;
    • 2ª Rodada: Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Toronto Six (BOS), Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 3ª Rodada: Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 4ª Rodada: Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 5ª Rodada:Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;

    A nova temporada da NWHL ainda não teve a sua data anunciada. No entanto, os eventos na América do Norte estão sendo liberados com as restrições determinadas por cada localidade. Todos os eventos transmitidos pela liga podem ser assistidos em de sua página oficial no Twitch

    Foto: Reprodução / nwhl.zone

  • NWHL anuncia aumento substancial do teto salarial para sétima temporada

    NWHL anuncia aumento substancial do teto salarial para sétima temporada

    Na manhã desta quarta-feira (28), a National Women’s Hockey League anunciou um aumento no teto salarial para 2021-22. Isso se deve ao número recorde de patrocínios na liga nesta última temporada. O salary cap da NWHL será dobrado de US$ 150 mil para US$ 300 mil por equipe, assim representando o valor mais alto desde 2015.

    “Este aumento de investimento por propriedade, especialmente após uma temporada desafiadora e curta, é um passo significativo e exemplifica a força de nossa liga e nosso modelo de negócios em desenvolvimento, à medida que continuamos avançando no hóquei feminino profissional e inspirando a próxima geração de atletas femininas,” disse a Comissária da liga, Tyler Tumminia.

    A sexta temporada da liga foi uma campanha recorde para a ativação de patrocínios. Isso porque a liga trouxe parceiros corporativos e garantiu o maior acordo de patrocínio individual na história da NWHL com a Discover. Além disso, os playoffs da Isobel Cup foram televisionados nos Estados Unidos pela primeira vez com a parceria firmada com a NBCSN. A audiência média foi de mais de 100 mil pessoas por jogo, enquanto as transmissões online na plataforma de streaming da liga, Twitch, produziram mais de 2 milhões de visualizações, e geraram um aumento de 260% em interação na plataforma.

    Este ano, a “bolha” da NWHL foi a primeira no esporte profissional a estourar. A liga acabou terminando a temporada posteriormente em um fim de semana na Warrior Ice Arena em Boston. Na final, a Isobel Cup foi para o Boston Pride, que derrotou o Minnesota Whitecaps.

    As finanças da NWHL sempre foram um pouco secretas para a mídia. O que sabemos é que há dois anos a liga atraiu novos investidores, um grupo que comprou o Boston Pride e, posteriormente, o Toronto Six.

    Nos anos anteriores, as melhores jogadoras da liga ganhavam 15 mil dólares, enquanto o resto do time estaria mais perto (e abaixo) do salário médio de US$ 7.500. Não está claro se o novo teto salarial dobrará os contratos máximos para as melhores jogadoras ou definirá um contrato máximo diferente e superior. Isso é algo que podemos imaginar que será decidido pelos general managers que começarão a contratar jogadoras para a temporada 2021-22.

    Mas é claro que, independentemente da contabilização de gastos destes últimos anos, a liga está priorizando o salário das jogadoras. Isso demonstra um investimento significativo de patrocinadores, além de maior visibilidade da modalidade feminina para a 7ª temporada da NWHL.

    Foto: Reprodução/ Twitter @NWHL, por Michele Jay

  • Boston Pride são as campeãs da Isobel Cup

    Boston Pride são as campeãs da Isobel Cup

    Após o adiamento devido a contaminações por COVID-19 dentro da bolha, a temporada da National Women’s Hockey League (NWHL) coroou seu time campeão neste sábado (27). Em uma reedição da final que seria disputada em 2020 (cancelada por conta da pandemia), o Boston Pride venceu o Minnesota Whitecaps e se tornou a primeira equipe a levantar a Isobel Cup duas vezes. A partida foi emocionante e disputada, com três gols no segundo período e um gol no power play durante o terceiro, que viria ser o gol da vitória. 

    O primeiro gol da final foi de Allie Thunstrom, a superestrela dos Whitecaps. A rapidez da jogadora, que vem de um background da patinação de velocidade, é uma de suas maiores armas durante os jogos. Veja Thunstrom em ação no vídeo abaixo: 

    Mas, na segunda parte do jogo, Boston mostrou a que veio e marcou três gols, empatando, virando e posteriormente ampliando a vantagem na partida. Mary Parker, Jillian Dempsey e Lexie Laing foram as autoras dos feitos do Pride. A jogada que resultou no gol de Parker foi revisada, mas a equipe de arbitragem manteve a decisão tomada no gelo. O destaque fica para a jogadora Christina Putigna que deu a assistência primária no segundo e no terceiro gol. Olhe só:

    Com o terceiro período, uma chave virou para Minnesota, e a equipe entrou no gelo decidida a lutar. Depois de um segundo tempo sem gols, Thunstrom diminuiu a vantagem de Boston com seu segundo gol da partida, colocando as Whitecaps de volta no jogo. Entretanto, o momentum do Pride não pôde ser barrado e Taylor Wenczkowski marcou no power play, fazendo 4-2 no placar.

    Minnesota conseguiu diminuir a diferença com um gol no power play marcado por Meghan Pezon no último minuto de jogo, mas já era tarde demais para uma reviravolta. Assim, o Pride sagrou-se campeão da Isobel Cup pela segunda vez. 

    Aqui vemos Thunstrom colocando as Whitecaps de volta no jogo:

    Em seguida, Wenczkowski abriu a vantagem para dois gols novamente:

    Por fim, Pezon coloca Minnesota de volta na disputa, com pouco mais de 19 segundo no relógio:

    Uma das jogadoras mais veteranas da NWHL, Kaleigh Fratkin, que está na liga desde sua inauguração há seis anos, pôde levantar a Isobel Cup pela primeira vez neste sábado. Depois de levantar a taça, a capitã do Pride e MVP do torneio, Jillian Dempsey, entregou o troféu a Fratkin:

    Como toda final, a partida não ficou isenta de polêmicas. De acordo com o site Ice Garden, a capitã das Whitecaps, Winny Brodt-Brown, reclamou da arbitragem a partir do segundo período, alegando inconsistência com relação às semifinais e afirmando que a partida foi vencida no power play.

    As equipes de Boston não são estranhas a polêmicas envolvendo a arbitragem em suas partidas, mas na noite de sábado o Pride foi a equipe vitoriosa e tem todo o direito de comemorar a sua conquista. 

    Foto: Reprodução/Twitter @fratkin13

  • Pride e Whitecaps estão mais uma vez na final da Isobel Cup

    Pride e Whitecaps estão mais uma vez na final da Isobel Cup

    No começo de março, foi anunciado pela comissária da NWHL, Tyler Tumminia, que a NWHL retornaria às atividades. Inicialmente, a temporada de 2020-21 seria disputada na Herb Brooks Arena, em Lake Placid, Nova York, entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro. Cada equipe jogaria cinco partidas, uma contra a outra, antes de um torneio round-robin para a classificação para os playoffs. Os playoffs da Isobel Cup seriam semifinais de um único jogo.

    No entanto, a temporada foi cancelada em fevereiro devido a surtos de COVID-19 na bolha. Por isso, o retorno teria de ser diferente. O round-robin foi alterado, fazendo com que apenas as três primeiras equipes se classificassem, com base na porcentagem de pontos na época. Por fim, os dois últimos times, Boston e Buffalo, jogaram uma série de jogos à melhor de três para decidir quem seria o quarto seed nos playoffs.

    Assim, Boston Pride se classificou ao derrotar as Beauts, e as semifinais foram definidas, com Boston Pride tendo que encarar Toronto Six e Minnesota contra Connecticut Whale. 

    Boston Pride 6, Toronto Six 2

    Toronto Six, o novo time da expansão que estreou na temporada 2019-20, conseguiu ser o primeiro seed da classificação, após ter derrotado Minnesota e Connecticut no robin round. Toronto, por ser o time mais novo da liga, era considerado o underdog da partida, mesmo com a ótima campanha regular que a equipe teve. 

    O começo do jogo foi calmo, com algumas poucas chances para os dois lados. Elaine Chuli foi a goleira do Toronto Six, enquanto Lovisa Selander estava nas redes de Boston. Chuli fez belas defesas, até a rookie checa do Pride, Tereza Vanisova, abrir o placar após receber o puck de Mary Parker. Esse foi seu primeiro gol na NWHL. 

    38 segundos depois, Jillian Dempsey aumentou o saldo de gols quando fez 2-0. Contudo, as Six logo responderiam. Breanne Wilson-Bennet fez o primeiro gol da equipe canandense. A partida, portanto, ainda não estava decidida, e, no geral, Toronto teve mais chances de aumentar o placar nesse primeiro período que o Pride. 

    No segundo período, Toronto não conseguiu converter o power play.  Mallory Souliotis aproveitou a chance e lançou o puck do meio da blue line, que entrou nas redes de Chuli, fazendo então um gol shorthanded que ampliou o placar de Boston por 3-1. Já no final do segundo período, Boston teve um power play. Contudo, em um breakway do Six, Selander teve de fazer uma rápida defesa para evitar o gol shorthanded. Dessa forma, as habilidades de defesa de Selander ditaram o ritmo de jogo, já que ela impediu a equipe adversária de marcar.

    Por outro lado, Elaine Chuli não teve a mesma sorte. McKenna Brand marcou o quarto gol da equipe em um rebote da goleira canadense. A equipe de Toronto não conseguiu se organizar para construir uma defesa que parasse os disparos de Boston. Além disso, o ataque mal alcançava as redes, já que Selander parava todos os shots. No terceiro período, Chuli foi substituída por Samantha Ridgewell. Mesmo assim, Sammy Davis e Mary Parker marcaram mais dois gols para o Pride, enquanto Mikyla Grant-Mentis, das Six, fez mais um contra elas. O placar final foi de 6-2, com uma certa facilidade para Boston. Enfim, no final do jogo, Selander fez 23 defesas, enquanto Chuli, de Toronto, parou 19 disparos.

    Connecticut Whale 0, Minnesota Whitecaps 7 

    Apesar de ter levado 7 gols, a equipe de Connecticut deu o melhor de si até o final. A prova disso são os impressionantes 44 disparos ao gol da equipe. Todavia, Amanda Leveille, goleira das Whitecaps, também deu tudo de si e defendeu todos os disparos do jogo. 

    O primeiro gol das Caps foi aos apenas 6:26 do primeiro periodo. Audra Richards lançou o puck, que estava localizado atrás das redes de Abbie Ives para Haylea Schmid. Assim, Schmid teve apenas de completar a jogada lançando o puck para as redes do Whale.

    Contudo, o Whale logo empataria o jogo com um gol de Kayla Friesen. No entanto, o gol de empate de Connecticut foi retirado depois que uma análise de vídeo determinou que o disco não cruzou completamente a linha do gol.

    Ainda na primeira etapa, Allie Thunstrom aumentou o placar em um breakway. O jogo seguiria 2-0 até o segundo período, no qual mais três gols foram anotados. Audra Richards marcou 2 gols, enquanto Haley Mack fez um. Liderando por 5-0 até o terceiro período, o Whale teria de ter muita concentração e garra para ir em busca de um resultado mais favorável para que as esperanças da final não cessassem. 

    Contudo, isso seria muito difícil, já que Leveille estava disposta a enviar sua equipe para a final. No terceiro período, Thunstrom e Richards marcaram mais dois gols. Dessa forma, Richards fez um hat trick faltando 1 minuto para o término da partida. Por fim, Ives fez 24 defesas para o Whale.

    Em um jogo relativamente fácil, as Whitecaps conseguiram garantir a vaga na final contra o Boston Pride. O último e único título de Minnesota foi em 2019, enquanto que o único título do Boston Pride foi em 2016. Curiosamente, estes times deveriam ter se enfrentado na final do ano passado, quando esta foi cancelada devido a pandemia de COVID-19.

    A final da Isobel Cup será neste sábado, dia 27, às 20 horas do horário de Brasília, com transmissão no canal oficial do Twitch da NWHL.

    Foto: Mary Schwalm/Reprodução