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  • Roster do All Star Weekend é anunciado

    Roster do All Star Weekend é anunciado

    Ontem foi anunciado os jogadores que irão participar do All Star Weekend 2020. O evento vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro em St. Louis e os times serão liderados por Connor McDavid (Pacífica), Nathan MacKinnon (Central) e David Pastrnak (Atlântica).

     A princípio, Alex Ovechkin foi o mais votado para ser o Capitão da Metropolitana, entretanto, o jogador do Capitals anunciou que não irá participar do All Star Game pelo segundo ano consecutivo. A justificativa do russo foi a mesma do ano passado, alegando que apesar de estar saudável, quer usar os dias de folga que o evento permite ao schedule para descansar e se preparar para a segunda parte da temporada. Por enquanto ainda não foi anunciado novo capitão para a Metropolitana.

    A escolha dos jogadores participantes é feita pelo NHL’s Hockey Operations Department. Entretanto, assim como os fãs podem votar para escolher os capitães de cada divisão, a escolha dos jogadores que irão completar os times também será feita por voto popular pelo segundo ano seguido. Dessa forma, os fãs do esporte poderão votar no 2020 NHL All-Star Last Men a partir do dia 1º até o dia 10 de janeiro.

    Sendo assim, o roster  escolhido pela NHL ficou da seguinte forma:

    Divisão Atlântica

    David Pastrnak, Boston Bruins (C)

    Jack Eichel, Buffalo Sabres

    Tyler Bertuzzi, Detroit Red Wings

    Jonathan Huberdeau, Florida Panthers

    Auston Matthews, Toronto Maple Leafs

    Anthony Duclair, Ottawa Senators

    Shea Weber, Montreal Canadiens

     Victor Hedman, Tampa Bay Lightning

    Frederik Andersen, Toronto Maple Leafs

    Tuukka Rask, Boston Bruins

    Divisão Metropolitana

    Kyle Palmieri, New Jersey Devils

    Mathew Barzal, New York Islanders

     Artemi Panarin, New York Rangers

    Travis Konecny, Philadélphia Flyers

    Jake Guentzel, Pittsburgh Penguins

    Dougie Hamilton, Carolina Hurricanes

     John Carlson, Washington Capitals

    Seth Jones, Columbus Blue Jackets

    Braden Holtby, Washington Capitals

    Joonas Korpisalo, Columbus Blue Jackets

    Divisão Central

    Patrick Kane, Chicago Blackhawks

    Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche (C)

    Tyler Seguin, Dallas Stars

    Eric Staal, Minnesota Wild

    Ryan O’Reilly, St. Louis Blues

    Mark Scheifele, Winnipeg Jets

    Roman Josi, Nashville Predators

    Alex Pietrangelo, St. Louis Blues

    Jordan Binnington, St. Louis Blues

    Connor Hellebuyck, Winnipeg Jets

    Divisão Pacífica

    Jakob Silfverberg, Anaheim Ducks

    Matthew Tkachuk, Calgary Flames

    Connor McDavid, Edmonton Oilers (C)

    Leon Draisaitl, Edmonton Oilers

    Anze Kopitar, Los Angeles Kings

    Logan Couture, San Jose Sharks

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks

    Mark Giordano, Calgary Flames

    Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights

    Darcy Kuemper, Arizona Coyotes

    Foto Reprodução: NHL.com

  • 12 momentos que entraram para a história em 2019

    12 momentos que entraram para a história em 2019

    O ano de 2019 para o hockey foi intenso e lotado. De pontos à shutouts, a NHL registrou acontecimentos que entraram para a história da Liga e colocaram jogadores e times em colocações também históricas. Portanto, a equipe do NHeLas resolveu fazer um top 10 de todos os recordes ultrapassados ao longo dos últimos 12 meses.

    04/02: Carter Hart se tornou o 4º goleiro na história da NHL a ter uma sequência de vitórias de, pelo menos, 7 jogos antes mesmo de completar 21 anos. A marca foi registrada em um jogo dos Flyers contra os Canucks. 

    06/04: O Tampa Bay Lightning se tornou o 4º time na história da NHL a adquirir mais pontos em uma temporada. Ao fim da season 2018/19, registrou um total de 128 pontos. Seguidamente, tornaram-se o segundo time na história da Liga a possuir mais vitórias durante uma temporada, com 62 somadas. 

    12/06: O St. Louis Blues se tornou, o primeiro time de expansão da NHL a ganhar a StanleyCup depois de ter ocupado o último lugar na classificação geral da temporada.

    14/10:  Victor Olofsson, rookie do Winnipeg Jets na temporada 2019/20, atingiu um recorde histórico no início de sua carreira. Ele marcou todos os seus 7 primeiros gols na Liga em Power Play. Desta forma, se torna o primeiro jogador na história da NHL a conquistar tal feito. 

    15/11: O forward do Boston Bruins, Brad Marchand, entrou para a história da NHL. Ele se tornou, por fim, o único jogador da Liga a marcar, em 7 ocasiões,  nos primeiros 15 segundos de uma partida.

    16/11: Connor McDavid e Leon Draisaitl, do Edmonton Oilers, se tornaram a terceira dupla de jogadores na história da NHL, nos últimos 30 anos, a marcar mais de 40 pontos nos primeiros 22 jogos de sua equipe na temporada. 

    25/11: Em um jogo do New York Rangers contra o Minnesota Wild, Henrik Lundqvist bate outro recorde em sua carreira. O jogador chegou a marca de 455 vitórias com o time. Desta forma, se tornou, por fim, o 5º goleiro na história da NHL com mais vitórias. 

    10/12: Sebastian Aho, do Carolina Hurricanes tornou-se o jogador mais novo dos Cannes a atingir a marca de 100 gols no jogo contra o Oilers. Desta forma, também passou a ocupar o 6º lugar em toda a história da NHL entre os jogadores que marcaram 100 pontos em poucos jogos (no caso dele, 273).

    13/12: O Vegas Golden Knights, no último jogo da equipe contra o Dallas Stars, também conquistou um grande recorde para equipe. Este sendo o maior recorde na história da NHL em pontos nos 100 primeiros jogos fora de casa de uma franquia, somando, por fim, 109 pontos. 

    14/12: Frederik Andersen, do Toronto Maple Leafs, alcançou a marca de 200 vitórias durante a temporada regular, em 344 partidas ou menos. Portanto, se torna o 5º goleiro na história da NHL a conquistar tal marca.

    27/12: Cale Makar, do Avalanche, no jogo do time contra o Minnesota Wild, atinge a marca de 29 pontos nos 30 primeiros jogos de sua carreira. Desta forma, se torna o 5º jogador na história da NHL a alcançar o Marco. 

    27/12: Alex Ovechkin, no último jogo dos Capitals contra os Blue Jackets, conquista seu 36º ponto em OT durante a temporada regular. Assim, se torna o segundo jogador, na história da liga, com mais pontos em overtime.

  • Início de Temporada com recordes

    Início de Temporada com recordes

    A temporada 2019/20 começou com o pé direito. A liga iniciou há duas semanas, mas já presenciamos rookies fazendo seu primeiro gol, times invictos, e performances excepcionais por parte de vários jogadores. E com um start de temporada como esse, não poderiam faltar equipes atingindo marcas históricas na liga. Portanto, hoje o Nhelas vai deixar vocês a par de todos os recordes conquistados até então nesse início de season

    Invictos da temporada 2019/20

    Cinco times da liga deram start na temporada atual mostrando ao que vieram. Colorado Avalanche, Edmonton Oilers, Carolina Hurricanes, New York Rangers e Philadelphia Flyers deram início a essa temporada sendo os únicos times na liga a terem 2 ou mais vitórias consecutivas. 

    Os primeiros a caírem foram os Rangers e os Flyers. O time da Philadelphia manteu a sequência até a derrota para os Canucks, em seu terceiro jogo. Seguidamente, a equipe de New York também caiu em seu terceiro jogo, quando foram derrotados pelos Oilers por 4 a 1. Carolina Hurricanes foi o próximo a deixar disputa. Eles mantiveram um streak de cinco vitórias seguidas, até a derrota para os Blue Jackets, no último sábado.  Este foi o melhor começo de uma season dos Hurricanes desde 1995-96, quando o time, ainda como Hartford Whalers,  conseguiu 4 vitórias seguidas.

    Assim, restaram apenas Oilers e Avalanche. Porém, em seu quinto jogo na temporada, os Oilers também deixaram para trás a competição de sequência de vitórias. A derrota para os Hawks deixou o time com um recorde de cinco jogos vencedoras seguidos em um início de temporada. Porém, ainda sim, este foi o melhor início de uma season na história do time de Edmonton desde a temporada 1983/84, onde a equipe conquistou uma sequência de 7 vitórias. 

    O Colorado Avalanche, no entanto, era o único a continuar firme e forte na disputa.  Até ontem, ainda era o único a continuar invicto, com 5 vitórias. Portanto, a derrota para o Pittsburgh acabou fazendo a equipe cair e estagnar nos cinco jogos vencidos. No entanto, a equipe ainda teve, em toda sua história, nesta temporada, seu terceiro melhor início de season na Liga. 
     

    Outros recordes dos times

    O Vancouver Canucks também bateu algumas marcas. O time saiu vitorioso nos seus três primeiros jogos da temporada regular 2019/20 em casa, sendo a primeira vez desde a season 2016/17. Os Kings também deixaram seu recorde registrado nessa temporada, sendo o primeiro time da Liga a marcar os 3 gols mais rápido de uma regular season desde os Penguins, em 1993. 

    Os Oilers se tornaram, nesta temporada, o terceiro time na história da NHL a ganhar seus 4 primeiros jogos vindos de um déficit, se juntando apenas ao Nashville Predators e ao Los Angeles Kings. O Tampa Bay Lightning e o Toronto Maple Leafs não iniciaram a temporada invictos, mas fizeram a torcida tremer. Os dois times, que se enfrentaram na última quinta, marcaram 7 gols em apenas 20 minutos de jogo. Portanto, atingiram a marca de maior número de gols marcados em apenas 1 período de um jogo da temporada regular. Além disso, o Tampa Bay também se tornou o primeiro time atualmente a vencer todos os seus jogos de abertura de temporada, sendo 6 desde a temporada 2014/15. 

    Na primeira semana da Liga, Mike Zibanejad, dos Rangers, também bateu algum alguns recordes. Ele se tornou o primeiro jogador a marcar 8 pontos nos 2 primeiros jogos da temporada desde 1995/96, quando Jagr também atingiu o marco. Anthony Mantha, no entanto, atingiu um recorde parecido pelo time que joga, o Detroit Red Wings. Ele se tornou o terceiro Red Wing a marcar 7 pontos em apenas dois dos primeiros jogos de uma temporada. Ele também marcou 4 gols no jogo do Detroit contra o Dallas, e assim, se tornou o segundo jogador a disputar pelo time e alcançar a mesma marca. 

    Morgan Rielly, do Toronto Maple Leafs, no jogo contra o Minnesota Wild, se tornou o 16º defensor da história da NHL a registrar 4 assistências em apenas um período de jogo, sendo o primeiro desde Roslilav Klesla, em 2013. 

    Jogadores, Hat-tricks e outros recorde de gols

    Na última quinta, Brent Burns, do San Jose Sharks, atingiu a marca de 200 gols na NHL. Desta forma, ele se torna o 23º defensor na história da liga a conquistar o recorde. Também dos Sharks, Patrick Marleau se tornou o oitavo jogador da história da liga a marcar, pelo menos, um gol enquanto adolescente e um aos 40 pela mesma equipe. 

    Steve Stamkos, do Tampa Bay Lightning, se tornou o segundo jogador da liga a ter mais gols em power play, ficando assim apenas atrás de Alex Ovechkin. Assim, ⅓ dos gols que o jogador marcou em toda sua carreira foram durante a penalidade (147 de 397). 

    O defensor do Carolina Hurricanes, Dougie Hamilton, é o primeiro defensor a obter um gol em 5 jogos seguidos pelo time que disputa. Ele fica atrás de Mike Green, que conseguiu a marca de oito gols em 8 jogos seguidos. Outro recorde que saiu de Canes foi a marca pessoal do jogador Erik Haula, que se tornou o terceiro na franquia Canes/Whalers a marcar 5 ou mais gols nos primeiros 5 jogos da temporada. Antes, quem tinha realizado o mesmo feito foi Jeff Skinner, em 2017/18 (5 gols em 6 jogos) e Al Sims em 1980/81(6 gols em 6 jogos), quando o time ainda estava em Hartford.

    Já Cole Makar, do Avalanche, se tornou o 11º defensor da história da NHL a ter um ponto em seus 4 primeiros jogos da temporada regular. Jeff Petry, defenser do Montreal Canadiens, marcou seu 11º gol em power play, desde a temporada 2017/18. Com isso, fica apenas atrás de Drew Doughty e Brent Burns, ambos com 12 gols. Para finalizar a lista de defensores, Zach Werenski se tornou o terceiro do Columbus Blue Jackets a marcar, pelo menos, 40 gols. Assim, ele fica atrás apenas de Rostislav Klesla (41) e David Savard (40).

    Outros rookies também fizeram sua estreia na NHL batendo recordes. Victor Olofsson, do Buffalo Sabres, se tornou o primeiro jogador da NHL ao marcar seus 7 primeiros gols na liga em Power Play. Seguidamente, Ville Heinola, o 20th overall do draft 2019, selecionado pelos Jets, se tornou o primeiro rookie da seleção deste ano a marcar seu primeiro gol na temporada, na vitória do time contra o Pittsburgh Penguins, no último dia 8. 

    Em relação a recorde de gols, David Pastrnak tornou-se o terceiro jogador desta temporada a marcar 4 gols em um jogo. Assim, ele se junta a outros dois jogadores da Liga. Anthony Mantha, do Detroit Red Wings, e James Neal, dos Oilers. No entanto, este não é a única marca atingida por Pastrnak. Com os 4 gols,  e se tornou um dos 3 jogadores na história do Bruins a obter estes em um jogo da temporada regular e marcou o 5º hat-trick de sua carreira. 

    O Anaheim Ducks também teve jogadores a atingir algumas marcas. Cam Fowler marcou seu 60º gol em temporadas regulares na NHL, e assim, se torna o segundo defensor da franquia a atingir tal recorde. Por fim, Ryan Getzlaf, capitão do time, se tornou o jogador dos Ducks a ter mais jogos disputados pelo time.

    A lenda do Washington Capitals, Alex Ovechkin, também deixou sua marca nesse início de temporada. O russo, portanto, se tornou o 4º jogador da história da NHL a obter mais gols em power play, com 248 gols. 

    Recordes dos goleiros

    Os goleiros também iniciaram esta nova season alcançando vários marcos. Marc Andre Fleury é um deles. O goaltender do Vegas Golden Knights chegou a marca de 800 jogos disputados na NHL no jogo dos Knights contra os Sharks, no último dia 4. Desta forma, ele também se junta aos goleiros Curtis Joseph e Martin Brodeur, ao se tornar o goleiro com mais vitórias em season openers, na história da liga. 

    Petr Mrazek, dos Canes, é o 4º goleiro da história do time a ter um shutout contra os Kings, e o primeiro desde Kevin Weekes, que realizou a façanha em 2003. Já o goleiro do Arizona Coyotes, Darcy Kuemper, atingiu a marca de ceder apenas 2, ou menos, gols por jogo (GAA) em cada uma das vezes que iniciou pelo time. Assim, se igualou a Nikolai Khabibulin, que era o líder da estatística em toda a história da franquia. 

    O veterano, Tukka Rask, do Boston Bruins, também não decepcionou. A performance do goleiro contra os Devils, no último sábado, de 31 defesas, é a melhor em um shutout de um goleiro na história do Bruins, desde que os shots começaram a ser contados na NHL, na temporada 1955/56. Desta forma, também se torna o 4º goleiro da franquia a ter um shutout em um jogo de abertura de temporada. 

    Por fim, Carter Hart, do Philadelphia Flyers, também registrou seu recorde. Com apenas 21 anos, o goleiro se tornou o mais novo na história dos Flyers a adquirir um shutout, na partida contra os Devils, no último dia 10. 

    Outras marcas dos jogadores

    Dois jogadores da liga atingiram marcos históricos em sua carreira nesse início de temporada. Kris Letang, do Pittsburgh Penguins, atingiu a marca de 500 pontos na NHL. Assim, se torna o primeiro defensor da história do Pens a obter o recorde. Já Phil Kessel, dos Yotes, atingiu a marca de 1000 jogos disputados na Liga. Portanto, o jogador acaba se tornando o 3º mais novo atualmente a conseguir tal feito. 

    O gol de Jonathan Huberdeau, do Florida Panthers, no jogo contra os New Jersey Devils, se tornou o gol mais rápido a ser feito na temporada atual, até o momento, sendo marcado nos primeiros 16 segundos de jogo. Ainda no Panthers, outro jogador acabou por atingir mais um recorde. Mike Hoffman se tornou o primeiro jogador da franquia a marcar um hat trick em um jogo de abertura de temporada do time. 

    James Neal, dos Oilers, foi um dos três jogadores a marcar 4 gols pelo time que compete, neste início de temporada. Assim, é um dos únicos jogadores ativos a ter hat-tricks com 4 times diferentes (Pittsburgh, Nashville, Dallas e Oilers). Juntamente dele, com os mesmos 4 gols atualmente, estão Anthony Mantha e David Pastnark. 

    Não apenas tivemos um ganhador da Stanley Cup conquistando recordes, mas também o mesmo que conquistou o Conn Smythe na off season. Ryan O’Rielly, do St. Louis Blues, se tornou o primeiro jogador a marcar 7 pontos nos primeiros 4 jogos da temporada regular. Cam Atkinson, no entanto, dos Blue Jackets, se torna o jogador ativo atualmente que mais marcou nos jogos de estreia de temporada em que participou. Assim, ele passa a ter marcado, até então, em seis dos season opener games em que esteve presente.

    Matt Duchene, do Nashville Predators, adquiriu 3 assistências em seu debut pelo time. Desta forma, ele se torna o segundo jogador do time a ter recorde de pontos em uma estreia, ficando atrás apenas de Steve Sullivan. 
    Finalmente, um dos primeiros recordes a serem conquistados na liga veio do jogador do Maple Leafs, Auston Matthews. O 1st overall do Draft de 2016, portanto, se tornou o 4º jogador na história da NHL a marcar em suas 4 primeiras season openers. Consequentemente, por fim se junta a Dit Capper, Dave Andreychuch e Sergei Fedorov.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Perfil: Carter Hart

    Perfil: Carter Hart

    Na última quarta-feira (9), Carter Hart estabeleceu um novo recorde para o Philadelphia Flyers. Isso porque o jogador, de apenas 21 anos, não deixou o puck entrar nas suas redes na vitória de 4 a 0 contra o New Jersey Devils. Desse modo, Hart se tornou o goleiro mais jovem da franquia a conseguir um shutout. Este foi apenas um dos recordes que o canadense já conquistou no início da sua carreira com os Flyers.

    Defesa realizada por Hart do shoot de Taylor Hall

    Hart nasceu em 13 de agosto de 1998, em Sherwood Park, Canadá. Inicialmente draftado pelos Flyers na segunda rodada em 2016, ele estreou pelo time em 17 de dezembro de 2018 depois de uma breve passagem pelo Lehigh Valley Phantoms, time afiliado do Flyers na AHL.

    O goleiro é um dos mais jovens a conquistar marcas para seu time na Liga. Após ter demonstrado maturidade e segurança em sua temporada de estreia, Hart assumiu a titularidade na temporada 2019-20 e pode ajudar o time a voltar a competir por um lugar nos playoffs. Nos dois primeiros jogos dos Flyers da temporada, ele foi o responsável pelas redes, conquistando duas vitórias consecutivas.  

    Modo Iniciante

    Carter Hart começou a sua carreira na WHL na temporada 2014-15, com apenas 16 anos. Jogando pelo Everett Silvertips, o jovem goleiro teve um recorde de 18 vitórias em um 2.29 GAA e uma porcentagem de 0.915 saves. Em 2016, Hart foi nomeado goleiro do ano da CHL, chegando a ser ranqueado como o segundo goleiro norte-americano no NHL Central Scouting.

    Na temporada 2017-18, Hart completou 1.60 GAA, 0.947 saves e 7 shutouts pelo Silvertips. Com isso, ele foi nomeado tanto goleiro do ano quanto jogador do ano pela WHL. Ele também levou, pelo segundo ano consecutivo, goleiro do ano da CHL, sendo assim o primeiro goleiro da história a conquistar duas vezes o prêmio.

    Hart entrou no draft de 2016 como um dos melhores goleiros elegíveis naquele ano. De tal forma que ele foi selecionado na segunda rodada e assinou o contrato de entrada na NHL em 2 de outubro de 2016.

    Sua carreira nos juniores é considerada uma das melhores na história do hockey. Apresentou não apenas um bom desempenho no gelo, mas também demonstrou maturidade e visão de jogo. Com isso, ficou na frente dos demais goleiros da sua idade. Um dos motivos para isso é o acompanhamento de um psicólogo desportivo, que auxiliou Hart neste meio tempo. Um preparo mental que, sem dúvidas, está dando resultado.

    Por jogar em uma posição na qual a carreira é longínqua, chegar à NHL com apenas 21 anos é um dos diferenciais de Carter Hart. Em quatro temporadas que passou nos juniores, Hart conseguiu 116 vitórias, com 2.01 GAA e 0.927 save percentage e um total de 26 shutouts. Números que, sem dúvida, ajudaram a definir a sua carreira profissional.

    Modo Carreira

    Para quem acredita em superstições, e no mundo do hockey temos muitas delas, a chegada de Carter Hart ao gol dos Flyers aconteceu devido a uma onda de azar, ou até mesmo a uma suposta maldição do gol do time da Filadélfia. Ele foi, até na sua data de estreia, o oitavo goleiro a jogar pelo time na temporada 2018-19. Um recorde na NHL.

    Hart começou a temporada jogando pelo Lehigh Valley Phantoms, afiliado dos Flyers na AHL. Ele foi chamado para a NHL em dezembro, quando Anthony Stolarz se lesionou. Em seu primeiro jogo na Liga, os Flyers derrotaram os Red Wings por 3 a 2 e Hart foi nomeado uma das estrelas do confronto. O jogador se tornou, assim, o goleiro mais jovem a vencer em sua estreia na NHL, posto que antes era de Carey Price.

    Em 28 de Janeiro, Carter conquistou a sua quarta vitória seguida na NHL. Venceu os Jets e se tornou, dessa forma, o primeiro goleiro desde Steve Mason a conquistar este número de vitórias seguidas antes dos 21 anos. Por isso, Hart foi eleito rookie do mês, ajudando os Flyers a chegar em uma sequência de seis vitórias, duas derrotas e um overtime. Após levar os Flyers a uma sequência de seis vitórias seguidas, em 4 de fevereiro Hart foi nomeado estrela da semana.

    Na nova temporada, podemos esperar do goleiro mais experiência de gelo e, quem sabe, até mesmo a titularidade frente às redes do Philadelphia Flyers. Carter Hart vem apresentando um jogo coeso e inteligente. É, portanto, um nome importante para se ficar de olho.

    Modo Internacional

    Competindo pela seleção canadense, Carter Hart também impressiona. Ele esteve à frente às redes no 2017 World Junior Ice Hockey Championships, quando o Canadá voltou para casa com a medalha de prata, perdendo para os Estados Unidos nos shootouts. Mas, ao invés de se render à derrota, Carter voltou no ano seguinte para conquistar a medalha de ouro no 2018 World Junior Ice Hockey Championships. Neste torneio, Carter marcou um percentual de 0.929 de saves, 1.81 gols permitidos e um shutout nos seis jogos em que participou.

    Em abril de 2019, depois dos Flyers terem ficado de fora dos playoffs, Hart foi chamado para a seleção principal do Canadá no 2019 IIHP World Championship. Apesar de ter sido reserva de Matt Murray nesta competição, devido aos seus números e habilidades, Carter Hart pode vir a assumir a titularidade do gol da seleção canadense muito em breve.

    Foto: Reprodução/Barstoolsports.com

  • Blackhawks e Flyers abrem temporada na Europa

    Blackhawks e Flyers abrem temporada na Europa

    No último dia 04 de outubro, em Praga, na República Tcheca, aconteceu o primeiro jogo da Global Series 2019 da NHL. A Global Series são jogos da NHL em conjunto com a Live Nation Sweden que acontecem na Europa e tem como participantes alguns times da NHL e da Liga Europeia. Mais especificamente, são jogos disputados entre os times da NHL na regular season que acontecem na Europa. Essa será a terceira temporada consecutiva que a NHL viaja para o outro continente para disputar jogos e a oitava temporada geral. Esse ano, os times selecionados foram: Buffalo Sabres, Chicago Blackhawks, Philadelphia Flyers e Tampa Bay Lightning.

    Blackhawks e Flyers foram selecionados não só para a sua primeira partida da temporada na Europa como também para participarem do 2019 NHL Global Series Challenge. Além disso, completarão seus training camps na Suíça e na Alemanha. Por outro lado, Sabres e Lightning irão disputar duas partidas na arena Ericsson Globe em Estocolmo na Suécia, nos dias 08 e 09 de novembro. 

    Global Series Challenge

    Os times de Chicago e da Philadelphia ficaram responsáveis pelos Challenges deste ano. Esses são jogos amistosos entre times da NHL e europeus antes do início da temporada. A primeira partida aconteceu no dia 29 de setembro na arena Mercedes-Benz Arena em Berlim, na Alemanha, entre os Blackhawks e o Eisbären Berlin. Terminou com gols de Jonathan Toews, Alex Nylander e David Kampf, garantindo a vitória de 3-1 contra o time da casa. 

    O Philadelphia Flyers, por outro lado, não teve a mesma sorte. Disputou, no dia 30 de setembro na arena Vaudoise em Lausanne, na Suíça, contra o Lausanne HC. Quem garantiu a vitória foi o time da casa, que liderou por 3-0 ainda no primeiro período, com gols de Yannick Herren, Cory Emmerton e Joel Genazzi. No segundo período, foi a vez de Joel Vermin aumentar o placar de Lausanne HC, com 4-0. Apesar dos Flyers tentarem correr atrás do prejuízo, não conseguiram e perderam de 4-3. Essa foi a primeira vez em oito anos que um time europeu ganha de um time da NHL.

    Blackhawks 3, Flyers 4.

    A partida que marcou o início da temporada na Europa para ambos os times aconteceu na arena O2 em Praga, na República Tcheca. Os Flyers, que nesse caso eram considerados o time da casa, abriram o placar. Logo no início do primeiro período, Travis Konecny marcou um gol. No entanto, o estreante de Chicago, Alex Nylander, não deixou a alegria durar muito. Aproveitando um passe de Patrick Kane, o jovem mandou o puck para rede e marcou o seu primeiro gol com o time em uma temporada regular. 

    Em um power play aos 06:28 do segundo período, contudo, Oskar Lindblom balançou a rede para seu time novamente, garantindo 2-1 para os Flyers. Em seguida, o winger de 22 anos, Konecny, marcou novamente, dessa vez com uma assistência de Scott Laughton. Enquanto isso, o veterano Kane dobrou seus esforços. Logo garantiu mais uma assistência, em um gol marcado por Alex DeBrincat no final do segundo período, durante um power play. Mas seus esforços não foram suficientes para garantir a vitória para os Blackhawks. 

    Apesar de ter marcado um gol no final do terceiro período, o time da Philadelphia já tinha garantido seu quarto gol. Aos 09:48 do terceiro período, o winger Michael Raffl, com uma assistência de Tyler Pitlick e Robert Hagg, mandou o puck para dentro da rede. Quem garantiu que a diferença de gols entre os times não fosse maior foi Corey Crawford. O goleiro fez algumas grandes defesas e parou 34 dos 38 shots. O goleiro dos Flyers, Carter Hart, por sua vez, fez 28 defesas. Agora ambos os times retornam para suas casas, onde jogarão suas próximas partidas na próxima semana. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Divisão Metropolitana: previsões para temporada 2019-20

    Divisão Metropolitana: previsões para temporada 2019-20

    A Divisão Metropolitana provou duas coisas durante os playoffs da última temporada. Primeiro, que as previsões nem sempre são certeiras. Segundo, que geralmente quem “varre”, será “varrido”.

    A principal previsão de 2018 talvez tenha sido que o campeão da Stanley Cup 2018, Washington Capitals, iria reivindicar seu título com unhas e dentes. O que ninguém esperava era que um certo time, lá da Carolina do Norte, fosse mudar a ordem das coisas. Dessa forma, deixou a competição bem mais interessante. 

    Mas a off-season trouxe o Draft, o free agency e diversas trades. Esse são fatores importantes que podem vir a mudar o destino dos times da divisão. Vamos contar para vocês quais são nossas previsões para as equipes da Metropolitana nessa nova temporada que começa nessa semana.

    Carolina Hurricanes

    Sebastian Aho, o jogador renovou o contrato com Canes na Intertemporada

    Como dito anteriormente, os Canes foram o único time da Divisão a sobreviver além do segundo round dos playoffs da Stanley Cup. Há nove temporadas que o time de Raleigh não via os playoffs (desde de 2008.09). 

    Mas este ano as coisas foram diferentes. Desde que o time adquiriu o forward Sebastian Aho, começou-se a ver melhoras na equipe. De 2016 até aqui, a equipe tem chegado cada vez mais perto de garantir uma posição nos playoffs. A contratação de um novo técnico no início da temporada gerou trocas de jogadores e de linhas necessárias para achar a sincronia perfeita da equipe.

    Rod Brind’Amour, que foi o capitão do time de Raleigh durante a conquista da Stanley Cup em 2006, chegou em Canes a fim de desenvolver uma nova forma de jogar. Logo no início da temporada, fez a escolha ousada em permanecer com Andrei Svechnikov, left wing adquirido no Draft 2018, diretamente na NHL. O jovem jogador começou sua carreira na Liga marcando em seus seis primeiros jogos, quatro pontos. Sendo assim, foi peça essencial para colocar os Hurricanes nos playoffs em 2019.

    O resultado foi eficaz. O time avançou e, com 99 pontos, conquistou uma vaga por wildcard nos playoffs deste ano. Como se não bastasse chegar à pós-temporada, técnica e talento levou o time às Conferências Finais, onde teve sua participação interrompida. No entanto, terminaram a temporada com sensação de dever cumprido. 

    Os Canes ainda passam por um período de renovação, mas o time já se encaixa melhor do que antes. É mais ofensivo, defende, encara os demais times olho no olho.

    Além de Aho e Svechnikov, Teuvo Teravainen é outro nome para ficarmos atentos na próxima temporada. Ele marcou 76 pontos na regular season e, nos playoffs, fez um score de 10 pontos. Desta forma, é o segundo jogador do Carolina, nas duas ocasiões, a ter mais pontos marcados na temporada. A tendência é que continue com o mesmo ritmo na próxima. 

    Para complementar o time, os Canes assinaram com o defensor, Jake Gardiner, um contrato de quatro anos. Assim, a equipe reforça ainda mais a defesa para a nova temporada.

    A renovação que o time precisa está em nomes como Aho, Svechnikov e Teravainen. São nomes mais jovens e que podem vir a construir uma carreira no Carolina Hurricanes, tornando-se chaves na mudança pela qual a equipe vem passando. Previsões sobre times que possam vir a ganhar a cup nunca são certeiras, mas, se depender do talento de seus jogadores, os Canes estão destinados a coisas grandiosas.

    New York Islanders

    Por mais que a perda de John Tavares ainda doa em alguns torcedores dos Isles, o time não sofreu tanto esse impacto. Eles foram o quinto time com mais pontos ao fim da temporada regular e, consequentemente,  terminaram em segundo lugar na divisão. Finalizaram com 48 vitórias.

    Por sua vez, o goleiro do time, Robin Lehner, teve o segundo melhor Save Percentage da liga. Deixou apenas uma média de 2.13 pucks entrar no fundo da rede por jogo. Ou seja, o time tinha o talento necessário para chegar às finais da Stanley Cup. Porém, a história na prática foi bem diferente. 

    Eles venceram o Pittsburgh Penguins em quatro jogos, no primeiro round. Avançaram ao segundo contra o Carolina Hurricanes. No entanto, uma das únicas previsões certas nos playoffs da temporada passada foi que: “quem varre, será varrido”. Não foi diferente com os Isles. Perderam os quatro primeiros jogos para o Carolina Hurricanes. Desta forma, tiveram uma passagem curta na pós-temporada. 

    Peças essenciais para o time, como Mat Barzal, Josh Bailey, Anders Lee e Jordan Eberle, deverão ser nomes importantes para a caminhada dos Isles. Principalmente Barzal que, mesmo jovem, se tornou um dos líderes em pontos do time nas últimas temporadas. O capitão, Lee, liderou a equipe em gols. Com seu estilo de jogo, a história talvez se repita na próxima temporada. 

    Com a saída de Robin Lehner, contudo, o time precisou procurar outro goleiro no mercado. Portanto, assinaram um contrato de quatro anos com Semyon Varlamov, que veio do Colorado Avalanche. Na última temporada, ele teve um Save Percentage de .909%. Sendo assim, foi de extrema importância na ida do Avalanche aos playoffs. Os fãs dos Islanders apostam nele para fazer o mesmo. 

    No entanto, pode-se esperar, para a nova temporada, uma alternância entre Varlamov e Thomas Greiss na rede dos Islanders. Prática que, na temporada passada, foi comum para o técnico, Barry Trotz, implantar no time. Desta maneira, Lehner e Greiss jogaram quase metade dos jogos da temporada cada um. 

    O New York Islanders tem um elenco digno de pós-temporada, com experiência e que conhece o jogo. Portanto, com certeza, é uma das equipes que, se houver uma sincronia entre linhas e jogadores, pode vir a avançar muito mais nos playoffs.

    Pittsburgh Penguins

    Comparando as últimas três temporadas, é cada vez mais notável a decaída dos Penguins nos playoffs. O time saiu de uma situação na qual foi campeão por dois anos consecutivos para entrar em outra completamente diferente. Este ano foram eliminados em quatro jogos, ainda no primeiro round dos playoffs. Para uma equipe experiente na pós-temporada, é um grande baque. 

    É perceptível que o time precisa de renovação. Os Penguins tem um dos elencos mais talentosos dos últimos dez anos, tendo já conquistou diversos prêmios além da Stanley Cup. Comandados por Sidney Crosby, jogadores como Evgeni Malkin e Kris Letang conquistaram três Cups na última década. Duas delas seguidas, na temporada 2016/17 e 2017/18. Além disso, por mais que o Pittsburgh não tenha tido uma temporada excepcional, Crosby ainda foi o quinto jogador a marcar mais pontos na última temporada. 

    Quem se destacou na última temporada, no entanto, foi Jake Guentzel. Ele é um dos nomes essenciais nessa nova fase do Pittsburgh. É o líder em gols no time, ultrapassando até mesmo Crosby. 

    Para a próxima temporada, o aspecto do time que mais necessita melhorias é a defesa. Esta falhou diversas vezes durante os quatro jogos dos playoffs em que o Pittsburgh esteve presente. Eles estão passando por um período de reconstrução do time, que ainda vai persistir por mais alguns anos. Portanto, nomes como Guentzel serão essenciais nessa transição. Uma dica é ficar de olho nos rookies. Junto de Guentzel, eles também serão necessários nas mudanças que o Pittsburgh precisa. Principalmente os defensores que o time decidir manter para disputar a liga principal.

    Mas, apesar das falhas, ainda são os Pittsburgh Penguins. O time ainda possui jogadores extremamente talentosos e respeitados. Os playoffs são incertos, já que a última temporada provou isso. Portanto, existe sim a possibilidade de os Pens disputarem pela taça, tanto quanto os demais times. 

    Washington Capitals

    OTTAWA, ON – DECEMBER 29: Washington Capitals Left Wing Alex Ovechkin (8) prepares for a face-off during third period National Hockey League action between the Washington Capitals and Ottawa Senators on December 29, 2018, at Canadian Tire Centre in Ottawa, ON, Canada. (Photo by Richard A. Whittaker/Icon Sportswire via Getty Images)

    O campeão da Stanley Cup 2018/19 não decepcionou na temporada regular. Muitos analistas de hockey esperavam que, pelo fato de as comemorações da equipe terem sido intensas, os Caps não iriam ter o mesmo desempenho da temporada anterior.

    Erraram. O time finalizou como líder da Divisão Metropolitana, com 104 pontos. Além disso, foi um dos primeiros a garantir seu lugar nos playoffs. Ovechkin terminou a regular season como líder de gols em toda a liga, e o terceiro a ter mais gols em power play. Nada de diferente por aqui, já que é do feitio do forward liderar e quebrar recordes. 

    Mas o time decepcionou e decaiu nos playoffs. Eles foram rapidamente derrotados em quatro jogos pelo Carolina Hurricanes. Da mesma forma, o Caps ainda é um time gigante e com um elenco talentoso. Liderados por Ovechkin, o time tem probabilidade altíssima de buscar um segundo título nesta temporada.

    Uma linha com Ovechkin, Wilson e Backstrom pode vir a ser certeira. Apesar dos escândalos na off season, o Washington já afirmou que Evgeni Kuznetsov não irá ficar de fora de todos os jogos da temporada. Ele, junto dos veteranos Wilson, Oshie e Holtby, são peças essenciais e fazem completa diferença em jogo. Principalmente Oshie, que foi o segundo jogador do time a marcar mais gols na temporada. 

    Os Capitals estão indo no caminho certo. Tiveram alguns erros durante o caminho, mas vêm com força total para disputar pela Stanley. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blue Jackets talvez tenham sido um dos times que menos se destacou da divisão na temporada regular. Porém, conquistaram a inédita vaga no segundo round dos playoffs, mesmo que tenham sido eliminados pelo Boston. Mesmo assim, com nomes como Artemi Panarin, Seth Jones, Cam Atkinson, Matt Duchene e Pierre Luc Dubois, o time conseguiu garantir um lugar na pós-temporada.

    Pelo segundo ano consecutivo, o time teve a chance de liderar a série por 3 a 1 em casa, mas perdeu para o Boston. Mas perderam o timing e deixaram o Bruins levar a série.

    Por mais que os Blue Jackets estejam em déficit com as saídas de Panarin e Duchene, o time ainda possui jogadores novos que podem influenciar no sucesso do Columbus. Um deles é Alexandre Texier, que fez três pontos em quatro jogos contra o Tampa Bay Lightning. Apesar disso, quando o time precisou de jogadores para rebater o contato físico do Boston, não houveram muitas soluções. Para a próxima temporada, o time precisa ser tão ofensivo quanto os demais, e treinar seus novos talentos da mesma forma. 

    Talvez a falta de experiência dos Blue Jackets tenha sido o principal fator que os cortou tão cedo dos playoffs. Sendo assim, isso é algo a se mudar a cada ano de experiência, já que possui jogadores veteranos e futuros talentos capazes de fazer do time uma presença constante nos playoffs daqui para frente.  

    Philadelphia Flyers

    Talvez a aquisição mais importante dos Flyers na última temporada tenha sido o mascote que, sem dúvida, é um dos melhores da liga. Brincadeiras à parte, essa foi possivelmente uma das temporadas menos produtivas para o time. Nem chegaram a competir nos playoffs. Desde a season 2011/12, eles tem competido nos playoffs temporada sim, temporada não. 

    Por mais que a equipe possua novos talentos como Nolan Patrick e Carter Hart, além dos veteranos Claude Giroux e Sean Couturier, não foi o suficiente para levá-los para a pós-temporada. Mesmo assim, esses são os jogadores que podem encaminhar os Flyers outra vez aos playoffs.

    É interessante observar como Carter Hart vai se desenvolver nesta nova temporada. O goleiro de apenas 21 anos, em sua primeira temporada pelo time, teve um percentual de defesas de .917%. É possível vermos uma alternância entre ele e Brian Elliot. Porém, com seu desenvolvimento na última temporada, talvez nós possamos ver Hart disputar mais jogos pelos Flyers. 

    Os rookies do time, mais especificamente Joel Farabee e Carsen Twarynski, também merecem atenção dos fãs, pois se destacaram muito no training camp. Twarynski, por exemplo, marcou dois gols nos últimos dois jogos da pre-season e fez uma perfomance excelente. Portanto, é provável que nós vejamos os dois garotos em alguns jogos dos Flyers na próxima temporada. 

    New York Rangers

    Kaapo Kakko, jogador adiquirido pelos Rangers no segundo pick do Draft

    Essa já é a segunda temporada dos Rangers fora dos playoffs. Eles adquiriram apenas 78 pontos na temporada regular passada. Com isso, terminaram em penúltimo lugar na divisão, a 20 pontos de garantir um lugar nos playoffs

    Apesar das dificuldades nos dois últimos anos, o time está disposto a deixar os empecilhos para trás e focar no futuro. O primeiro passo foi, talvez, a aquisição de Artemi Panarin na off-season. Líder em pontos pelo Blue Jackets na última temporada, o jogador será peça essencial da possível entrada dos Rangers nos playoffs, marcando gols e assistências que elevem a pontuação do time. 

    Adquirir Kaapo Kakko no Draft deste ano também foi um passo muito importante nessa reconstrução. Em maio, ele conquistou o Mundial de Hockey da IIHF, junto à Finlândia. Marcou apenas sete pontos durante o Mundial, mas sua maneira de jogar foi o suficiente para ser draftado em 2nd overall e chamar atenção dos Rangers. Se o ritmo se manter, será bem provável que Kakko leve o New York até a pós-temporada.  

    Dentro dos playoffs ou não, não se pode negar que o time tem um elenco cheio de estrelas. Primeiro, são liderados por Lundqvist, veterano dos Rangers. Além disso, se espera que o líder em pontos e gols da equipe, Mika Zibanejad, continue mantendo o padrão na próxima temporada, junto de Kreider e Vesey. 

    New Jersey Devils

    Jack Hughes, draftado em primeiro pelos Devils

    Se a última temporada não foi gratificante para os Devils, essa com certeza será bem diferente. O time, que terminou quase em último lugar, tirou a sorte grande ao conseguir o 1st pick overall no Draft deste ano, adquirindo um dos seus maiores talentos, Jack Hughes

    Hughes já provou ao que veio durante a pré-temporada. Em quatro jogos, ele marcou três gols e foi a estrela de dois dos quatro jogos. Seu estilo de jogo, sendo guiado pelo veterano Taylor Hall, pode vir a beneficiar muito os Devils nessa nova temporada. 

    Outra aquisição do time foi PK Subban, que vem para reforçar a desestruturada defesa de New Jersey. Um defensor, que circula pelo ataque e faz gols constantemente é o que os Devils precisam atualmente. 

    O que podemos garantir é que as chances dos Devils fazerem uma temporada incrível e garanta um lugar nos playoffs é grande. Hall, Hughes e companhia serão peça essencial para isso.

  • Novatos para ficar de olho nessa temporada

    Novatos para ficar de olho nessa temporada

    Nessa off-season, quando falamos de novatos, o assunto se resumiu ao duo Jack Hughes e Kaapo Kakko. Entretanto, vários jovens draftados nos dois anos anteriores devem iniciar seu primeiro ano completo na NHL durante temporada 2019/2020. Quer saber quem são alguns deles? O NHeLas te conta!

    FILIP ZADINA, LW/RW, DETROIT RED WINGS

    O winger tcheco foi selecionado em sexto pela equipe de Michigan no draft do ano passado. Para muitos, a queda dele, ranqueado acima de Jesperi Kotkaniemi e logo abaixo de Brady Tkachuck, não tinha explicação. Contudo, enquanto os outros dois se tornaram peças importantes em suas respectivas equipes, Zadina foi mandado para a American Hockey League (AHL) após nove jogos na NHL. Lá o jogador teve 35 pontos em 59 jogos, rendendo muito menos do que em seus tempos de major junior

    No ano do draft, atuando pelo Halifax Mooseheads da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL), Zadina marcou 82 pontos em 57 jogos. Mas seu jogo não se transportou para o hockey profissional, e ele teve dificuldades de adaptação. Além disso, Detroit está em um momento complicado, no meio da renovação de uma das franquias mais clássicas do esporte. Por isto, com a saída de veteranos, tudo indica que o tcheco pode ganhar mais espaço nos Wings. Além disso, agora a equipe conta com um GM novo, Steve Yzerman. 

    MORGAN FROST, C, PHILADELPHIA FLYERS

    O canadense foi draftado em 27º no ano de 2017, com a escolha que Philly recebeu de St. Louis na troca de Brayden Schenn. Nos dois anos seguintes, o jovem aterrorizou a competição na Ontario Hockey League (OHL) jogando pelo Sault St. Marie Greyhounds. Em 2017/2018 postou 112 pontos em 67 jogos e no ano seguinte 109 pontos em 58 partidas. O canadense dominou completamente a mais forte das três ligas de major junior

    Frost irá se profissionalizar aos 20 anos e tem um caso forte para entrar na terceira linha dos Flyers. Embora provavelmente tenha que se tornar um winger, ele pode ajudar a equipe da Filadélfia a chegar aos playoffs. Ainda assim, discute-se se ele ou Joel Farabee, draftado em 2018, seriam o jogador mais capacitado para este papel. Por ser um ano mais velho (e consequentemente mais experiente), Frost sai na frente para ser uma peça importante na etapa final do rebuilt dos Flyers. 

    ERIK BRANNSTROM, D, OTTAWA SENATORS

    Há quem compare o perfil do jovem defensor com um outro sueco que já defendeu a equipe da capital canadense e eventualmente se tornou seu capitão. O jogador, adquirido na troca que levou Mark Stone para Vegas, é um dos prospects mais promissores da sua posição. Brannstrom fez 28 pontos em 41 jogos pelo Chicago Wolves, da AHL, antes de ser trocado, e pontuou quatro vezes em nove jogos com o Belleville Senators. 

    O sueco com certeza será parte de um futuro muito promissor, se o clube conseguir ser gerenciado da forma correta. Desta forma, a equipe ainda conta com atletas como Thomas Chabot, Colin White e Brady Tkachuk no elenco, que podem ser a base de um time competitivo em alguns anos. Todavia, para isso acontecer precisam contar com um projeto a longo prazo bem elaborado. 

    CODY GLASS, C, VEGAS GOLDEN KNIGHTS

    O center foi a quinta escolha no draft de 2017, o primeiro realizado pela equipe de Nevada. No Portland Winterhawks, da Western Hockey League (WHL), Glass fez 102 pontos em 64 jogos em 2017/2018. No ano seguinte, fez 69 pontos em 38 partidas, além de ter atuado pelo Chicago Wolves da AHL em 22 partidas dos playoffs, marcando 15 pontos. 

    Com a ida de Nick Suzuki para Montreal e Brannstrom para Ottawa, o jovem center se tornou unanimidade como o principal prospect dos Knights. Com Erik Haula indo para o Carolina Hurricanes, Glass pode vir a ter mais espaço na equipe de Vegas, na qual com certeza fará parte de um duo de centrais com William Karlsson por muitos anos. 

    CALE MAKAR, D, COLORADO AVALANCHE

    Mas esse menino já não jogou na liga, NHeLas? Sim, Cale Makar participou dos playoffs da última temporada, mas ainda preenche os requisitos para ser um novato. Isto significa que, em 2019/2020, o defensor canadense poderá inclusive ser indicado ao Calder, troféu para o rookie do ano. Após a troca de Tyson Barrie para Toronto, Makar terá todo o espaço necessário para desenvolver seu jogo.

    O canadense, que marcou seis pontos em dez jogos dos playoffs, vem de uma temporada excelente no hockey universitário. Sua última temporada na UMass-Amherst resultou no Hobey Baker, troféu de melhor jogador da liga. A tenacidade ofensiva do defensor pode colocá-lo no lugar de Barrie na primeira unidade de power play do Avalanche. Além disso, com MacKinnon e Rantanen juntos com ele no gelo, o jovem não terá dificuldades em pontuar na temporada. 

    Qual prospect você mais quer ver nessa próxima temporada? Conta para a gente aqui nos comentários ou nas outras redes sociais!

    Foto: NHL.com/Reprodução

  • As 5 maiores rivalidades da NHL

    As 5 maiores rivalidades da NHL

    O hockey talvez seja um dos esportes mais interessantes do mundo devido a toda sua dinâmica. Com isso, vem as rivalidades entre os times. São elas que trazem intensidade ao esporte. Portanto, rivalidades nascem seja por pertencerem ao mesmo estado, por algum motivo chave, ou até mesmo pelo simples fato de se odiarem. Desde luvas no chão à sangue no rink e muitos socos e palavras mal intencionadas, as rixas entre os times da NHL assumem um outro nível de competição. Por isso, o NHeLas resolveu trazer hoje as cinco maiores rivalidades que já existiram na história da Liga.  

    Colorado Avalanche vs Detroit Red Wings

    Esta é, com certeza, uma das mais sangrentas rivalidades que já existiram na NHL. Tal rixa foi solidificada devido a uma das maiores brigas já existentes na história da liga, protagonizada pelas duas equipes citadas. A briga, portanto, foi apelidada de “Brawl in Hockey Town”, por ter sido em Detroit. Porém, também ficou conhecida como “Bloody Wednesday”, devido ao fato de vários jogadores saírem do rinque sangrando. 

    A rivalidade teve seu start nos playoffs de 1996 da Stanley Cup, durante a Final da Conferência Oeste. Eventualmente, em algum momento do jogo, Claude Lemieux, jogador do Avalanche, acertou em cheio o Red Wing Kris Draper nas paredes do rinque. Draper, no entanto, acabou por bater o rosto no vidro, o que resultou na aquisição de ferimentos gravíssimos. Por conseguinte, o rancor entre as equipes foi estabelecido e a rivalidade formada. Porém, uma das maiores brigas que os torcedores da NHL viriam a presenciar aconteceria um ano depois.

    Inegavelmente, o time de Detroit não conseguiu esquecer do episódio envolvendo Draper. Por isso, o último jogo da temporada regular, disputado entre as duas equipes, começou com grande tensão no ar. Tudo desencadeou devido a uma briga entre Igor Larionov e Peter Forsberg, que os árbitros não tiveram dificuldade para controlar. No entanto, quando Darren McCarty tirou as luvas e partiu para cima de Lemieux, o caos se instalou no The Joe. A briga envolveu quase todos os jogadores que estavam no rinque. Quando os árbitros chegaram a controlar o conflito, precisaram tirar o sangue espalhado pela pista. Posteriormente, após a aposentadoria, Kris Draper chegou a escrever um artigo para os “The Players Tribune”, que retrata o quanto a rivalidade teve impacto no sucesso do Detroit. 

    “The Brawl in Hockeytown”, protagonizada pelos Red Wings e Avalanche.

    A rivalidade entre os dois times nasceu do jeito Old School de se jogar hockey. As equipes se tornaram rivais pelo nível de competição que carregavam a cada jogo disputado. Talvez não seja a primeira rivalidade que vem à cabeça do torcedor, mas, com certeza, é uma das que mais agracia a NHL. 

    New York Islanders vs New York Rangers

    Rivalidades entre times de um mesmo país são conhecidas por serem calorosas. Porém, quando esta se instala em equipes que habitam a mesma cidade, a competição assume outro nível. 

    Chamada de “Batalha de Nova York”, a rivalidade entre New York Islanders e New York Rangers teve seu início em 1972. Coincidentemente, o mesmo ano em que os Isles passaram a compor a liga. Por ser o único time da liga a reinar em New York, os Rangers costumavam ser o pride and joy da cidade. Porém, a adição de um novo time, instalado não tão longe do Garden, fez a rivalidade nascer.

    Desde a primeira vez que se encontraram nos playoffs, as equipes tiveram seus caminhos cruzados na pós-temporada apenas cinco vezes. Atualmente, os jogos competitivos ainda vivem quando ambas as equipes disputam. Os fãs, principalmente, preservam a rivalidade tanto quanto os jogadores. 

    Os Rangers, posteriormente, criaram o famoso apelido “Fish Sticks” para o rival. Isto porque os Islanders tinham na camisa, anteriormente, um logo que remetia a varas de pescar. Também inventaram uma cantiga, chamada “Potvin Sucks”. Esta surgiu devido a uma entrada que o Islander, Denis Potvin, realizou no Ranger Ulf Nilsson. Tal impacto acabou gerando um tornozelo quebrado para o center. Já os Islanders criaram um canto famoso entre a torcida: “If you know the Rangers suck”. Tal qual que é baseado na cantiga infantil, “If you’re happy and you know it”.

    A rivalidade já gerou várias brigas e casa lotada para os dois times. Todo o amante de hockey sabe que, sempre que Isles e Rangers se encontram, será um bom jogo.

    Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs

    A rivalidade Canadiens – Leafs é uma das mais antigas da NHL. Esta surgiu no ano de 1917. Ela se origina devido a grande rivalidade entre as duas maiores cidades no Canadá. Tais quais são casas para os dois times. Assim, como o Canadá vive pelo hockey, é compreensível que os dois times que ajudaram a originar a liga se tornariam rivais. 

    Ambos já se encontraram 15 vezes nos playoffs desde suas origens. Entre estas, no entanto, cinco foram em Stanley Cup Finals, anteriormente a colocação destes na mesma divisão/conferência. 

    No entanto, apesar de terem na conta uma grande lista de brigas durante os jogos que disputam entre si, a rivalidade continua viva. Assim sendo, alguns episódios provam o ponto. Como quando o Maple Leaf, Mikhail Grabovski, durante uma briga, mordeu o Canadiens, Max Pacioretty, em 2013. O capítulo gerou grande repercussão em toda a liga, em relação a conduta de Grabovski. 

    Em certos momentos, alguns analistas tentam explanar qual o melhor time, fazendo uma análise de ambos durante a temporada. Isto tudo com o intuito de dar um fim à rivalidade. Porém, apesar do sucesso que as duas equipes adquiriram ao longo dos anos, rivalidades assim não desaparecem. Não quando estamos falando sobre o país do hockey. 

    Boston Bruins vs Montreal Canadiens

    A rivalidade entre os Bruins e Canadiens talvez seja a mais acalorada da liga. Esta vive até os dias atuais, desde que surgiu em 1924. Tais times foram os que mais se encontraram em jogos na NHL, principalmente playoffs. Foram 34 jogos entre as equipes na pós-temporada, ao longo de suas histórias. Assim, devido a tantos encontros, inevitavelmente seria impossível não existir uma rivalidade. Tal qual é extremamente feroz. As brigas  acontecem constantemente entre os jogadores, técnicos e torcidas. 

    No entanto, os dois times não tem nenhuma razão geográfica para a rixa, como Canadiens e Toronto. Mesmo assim, é extremamente complicado para as duas equipes ter uma relação amigável. E isto se dá porque ambas querem sempre ter vantagem uma sobre a outra. 

    Vários episódios, como a briga dos goleiros Price e Thomas em 2011, ou quando ambos os times soltaram as luvas no vestiário, em 1986, ressaltam o óbvio: os times não fazem questão de se darem bem. Não importa a situação, as duas equipes se odeiam. Os próprios jogadores já expressaram que não fazem questão que a rivalidade vá embora tão cedo. 

    Pittsburgh Penguins vs Philadelphia Flyers

    Assim como Rangers e Islanders, Pittsburgh e Philadelphia levam a rivalidade extremamente a sério. Nomeada de “Batalha da Pensilvânia”, ela surgiu em 1967, quando, coincidentemente, ambos os times passam a compor a liga devido a expansão. A partir do momento que os dois times entraram no rinque, eles sabiam que, com toda a certeza, dividiriam o estado com o inimigo. 

    Ambos já se encontraram seis vezes nos playoffs, com os Flyers tendo o maior número de jogos vencidos. No entanto, enquanto os Flyers lideram a rivalidade em número de vitórias, os Penguins ganham com o sucesso nos playoffs da Stanley Cup. Nos últimos dez anos, o time de Pittsburgh ganhou três Stanley Cups.

    Assim como os fãs, os próprios jogadores abastecem a rivalidade. Crosby declarou, em 2012, que: “Nós não gostamos um do outro. Você pode dissecar tudo o que quiser, mas o fato é que não gostamos um do outro. Ambas as equipes trazem muitas coisas ruins umas para as outras”. Porém, também inspirou inúmeras brigas entre jogadores no rinque (Sidney Crosby e Claude Giroux são campeões), sob os olhos curiosos de casas lotadas.

    Desta formada, com a paixão demasiada dos fãs da Pensilvânia pelos seus times, a rivalidade entre Pittsburgh e Filadélfia nunca morrerá.

    Foto: Reprodução/ftw.usatoday.com

  • Global Series chega à Praga

    Global Series chega à Praga

    A NHL anunciou nesta semana a Global Series de 2019. O jogo será realizado em Praga no dia 4 de Outubro e será a abertura da temporada 19-20 para o Philadélfia Flyers e o Chicago Blackhawks. Esta será a primeira vez que os Flyers vão jogar na Europa.

    Antes do confronto em Praga, os Flyers vão completar o seu training camp em Lausanne, na Suíça e jogará com o clube da cidade em uma exibição no dia 30 de setembro na Vaudoise Arena.

    Já o Hawks, que chegam à Europa pela terceira vez, finalizarão o training camp em Berlin, na Alemanha, onde enfrentarão o Eisbaren Berlin da Deutsche Eishockey Liga (Liga Alemã) em um jogo de exibição.

    Jogadores visitam seus países

    Jogadores tanto do Hawks quanto do Flyers terão oportunidade de jogar em seus países natal.

    Jakub Voracek, ala direita dos Flyers, disse que este jogo “é algo que você sonha quando criança, mas nunca acha que um dia vai ser possível”. O jogador cresceu em Kladno, a alguns quilimetros de Praga. “Da forma como a NHL acontece, eu acho ótimo para nós. Amigos e familiares terem oportunidade de ir a um jogo da NHL, onde você pode participar, vai ser especial”.

    O ala direita dos Backhawks, Dominik Kahun, nasceu em Jirkov, na República Tcheca, cerca de uma hora e meia de Praga, mas sua família mudou para Wieden, na Alemanha, quando ele tinha 3 anos. Kahun esteve nas Olimpíadas de PeyongChang em 2018, quando a Alemanha levou a medalha de prata para casa. Kahun diz que a Alemanha começou a dar mais atenção ao hockey depois das Olimpíadas, e espera que o Chicago Blackhawks ajude a aumentar a popularidade do hockey no país. “Todos os anos nós tentamos fazer hockey crescer na Alemanha. Então, vai ser legal jogar no país”, completou.

  • Prévia 2018-19: Divisão Metropolitana

    Prévia 2018-19: Divisão Metropolitana

    A Divisão Metropolitana levou as últimas três Stanley Cups. Mais precisamente, os Penguins (2016, 2017) e os Capitals (2018) foram responsáveis por esse monopólio, que não acontecia desde os anos 80, quando Calgary e Edmonton combinaram na conquista de quatro títulos da NHL.

    Em 2019, algumas equipes têm boas chances de brigar para manter a taça na divisão por mais um ano. Enquanto outras precisam melhorar muito para sequer sonhar com uma vaga nos playoffs.

    Washington Capitals

    Defender o título não é coisa fácil. Os Caps vêm de um verão de muita festa e devem começar a nova temporada com entusiasmo. Com um dos elencos mais velhos na NHL, no entanto, fica a dúvida se eles conseguirão manter o ritmo por muito tempo.

    Washington volta praticamente com o mesmo elenco campeão. Subtraído de Jay Beagle e Philipp Grubauer, e sem grandes adições na intertemporada. Na falta de reforços, principalmente na defesa, qualquer lesão, ou suspensão (ahem, Tom Wilson), pode ser um obstáculo significativo para a equipe durante o ano. Porém, com enorme poder ofensivo, nas mãos de Alex Ovechkin, Evgeny Kuznetsov, Nicklas Backstrom, Lars Eller, T.J. Oshie e Andre Burakovsky (para citar alguns), o time não deve ter problemas para ultrapassar mais uma vez os 100 pontos na temporada regular.

    Pittsburgh Penguins

    Duas taças nos últimos três anos. Três, nos últimos dez. É difícil não colocar os Penguins entre os favoritos mais uma vez. A eliminação para o “freguês” – que acabou campeão – nos playoffs não era esperada e pode servir de motivação extra para a equipe este ano. Pittsburgh chega tão forte e perigoso quanto nas temporadas passadas. Tem um dos melhores ataques na liga e uma defesa que não deixa a desejar.

    Seguindo a tendência dos últimos anos, os Pens devem começar a temporada sem muito destaque, para disparar nos meses anteriores aos playoffs. E não há dúvida de que o time pode em poucas semanas tirar diferenças significativas na tabela e chegar à liderança. Sidney Crosby e Evgeni Malkin já são sinônimos de excelência. Outros como Jake Guentzel, Phil Kessel, Derick Brassard e Kris Letang não ficam para trás. Quem ainda tem o que provar é Matt Murray, que teve um trabalho difícil na última temporada para atender às expectativas deixadas por Fleury.

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers fizeram uma adição importante nessa intertemporada, e não estamos falando daquele mascote medonho. James Van Riemsdyk está de volta à Philly, equipe que o draftou em 2007 (2ª escolha overall), para complementar o ataque da equipe. JVR  Ao seu lado estarão nomes como Claude Giroux, que terminou a última temporada parecendo anos mais jovem, Jakub Voracek e Sean Couturier.

    Para um time que chegou aos playoffs nas últimas seis temporadas, o cenário parece promissor. A equipe teve um dos menores índices de tiros à gol contra na última temporada. E isso foi graças a nomes como Ivan Provorov e Shayne Gostisbehere na defesa. O problema é quando esses poucos tiros são o suficiente para o adversário vencer as partidas. Não podemos reclamar muito da competência de Brian Elliot ou Michal Neuvirth no gol, mas não é como se algum deles estivesse ajudando o time a passar dos primeiros rounds na pós-temporada… É muito cedo para colocar o goleiro novato Carter Hart como esperança para os Flyers?

    Columbus Blue Jackets

    Na última temporada foi a primeira vez na história dessa jovem franquia que os Jackets chegaram aos playoffs, por dois anos consecutivos. Da última vez, ainda chegaram perto de ganhar a primeira série do time na pós-temporada (sim, os Jackets são os únicos na NHL atualmente a ainda não ter passado da primeira rodada dos playoffs).

    Apesar das movimentações durante as férias, a equipe ainda conta com muito talento para o técnico John Tortorella explorar. Artemi Panarin teve 82 pontos em 81 jogos na temporada regular, ao lado de Pierre-Luc Dubois e Cam Atikinson na primeira linha. O experiente goleiro, duas vezes vencedor do troféu Vezina, Sergei Bobrovsky, também está de volta para mais um ano com a equipe. Mesmo com alguma incerteza quanto ao futuro de alguns desses jogadores na equipe, Columbus deve se apoiar em suas estrelas para tentar ir além na pós-temporada.

    Carolina Hurricanes

    Desde que Tom Dundon comprou a franquia da Carolina, ainda na última temporada, muitas mudanças aconteceram. O técnico Rod Brind’Amour, ex-Hurricane, é uma das caras novas que chegam para consolidar essa nova era da equipe. A intertemporada também foi cheia de atividade para renovar o elenco da equipe da Carolina do Norte.

    Depois de tantas movimentações, e ainda com uma defesa que, como um todo, pode ser considerada uma das melhores na liga, os Canes parecem uma aposta promissora para disputar a última vaga dos playoffs pela divisão Metropolitana. Seria a primeira vez em oito anos que o time passaria da temporada regular.

    New Jersey Devils

    Os Devils se despediram de Patrick Maroon, Micheal Grabner, Brian Gibbons, Jimmy Hayes e John Moore nessa intertemporada. Agora, mais do que nunca, podemos perguntar o que é New Jersey além de Taylor Hall?

    A equioe ficou de fora dos playoffs por pouco no último ano. Mas é surpreendente que o time não tenha trazido nenhum reforço para tentar não ficar no “quase” este ano. Nico Hischier e os outros “novinhos” devem continuar se desenvolvendo para concretizar o plano de Ray Shero. Apesar da temporada espetacular que Hall teve em 2017-18, não dá para contar com ele sozinho para carregar a equipe à pós-temporada e além. Os playoffs agora parecem um sonho mais distante para NJ.

     

    New York Rangers

    Ficar de fora dos playoffs pela primeira vez em oito anos pode ter sido um choque para o torcedor dos Rangers, num primeiro momento. A equipe declarou que está em fase de reconstrução, e a temporada atual não é uma prioridade. Talvez as baixas expectativas acabem por surpreender no final.

    New York Islanders

    Calma, fãs dos Isles. Existe vida além do John Tavares.

    Para começar, Matthew Barzal deve ter um segundo ano tão bom quanto o primeiro. Barry Trotz chega ao comando da equipe depois de levar os Caps à Stanley Cup. Não é tarefa fácil substituir um jogador e capitão como Tavares, e muitos aspectos técnicos ainda precisam de muito trabalho. Mas as coisas parecem promissoras para essa nova era do time, que acaba de começar. Para este ano, podemos esperar uma campanha ao menos mediana na temporada regular.