A NHL se prepara para o retorno no dia 1º de agosto com os jogos do Stanley Cup Qualifiers. A rodada inicial da pós-temporada de 2020 vai contar com oito séries melhor-de-5 entre os 5º a 12º colocados de cada conferência, além de um turno todos-contra-todos entre os top-4 do Leste e do Oeste, nas respectivas hub cities (Toronto e Edmonton).
Serão ao menos 32 partidas distribuídas entre os primeiros nove dias da competição, com até 6 jogos podendo acontecer no mesmo dia. No entanto, podemos esperar um total ainda maior, já que a probabilidade de todas as séries acabarem depois de três jogos é baixa.
Com as equipes já instaladas nas “bolhas” no Canadá, a ansiedade cresce para a volta do melhor hockey do mundo. Desde o início da Fase 3 do retorno, protocolos estritos vêm possibilitanto uma retomada segura em meio a uma pandemia.
Na segunda-feira (27), a NHL divulgou que nenhum dos mais de 800 jogadores envolvidos na Fase 3 havia testado positivo para COVID-19 entre os dias 18 e 25 de julho. Foram administrados 4.256 testes nesse período, e 6.874 ao todo (desde 13 de julho), dos quais apenas dois foram positivos.
Entre 28 e 30 de julho, cada time jogará um amistoso contra outra equipe da sua hub city. Será a primeira vez que as equipes da NHL se enfrentam desde 11 de março, antes da temporada ser pausada.
(Reprodução/NHL.com)
Abaixo, você confere a agenda de jogos para a rodada qualificatória e das transmissões nos canais da ESPN Brasil. Esse post será atualizado conforme novos anúncios de horários e jogos na TV.
Não deixe de acompanhar e interagir ao vivo no Twitter nos dias de transmissões em Português!
(Todos os jogos estão no Horário de Brasília)
Sábado, 01/08
Conferência Leste
New York Rangers v. Carolina Hurricanes, Jogo 1, 13h00 Florida Panthers v. New York Islanders, Jogo 1, 17h00 Montreal Canadiens v. Pittsburgh Penguins, Jogo 1, 21h00
Conferência Oeste
Chicago Blackhawks v. Edmonton Oilers, Jogo 1, 16h00 Winnipeg Jets v. Calgary Flames, Jogo 1, 23h30
Domingo, 02/08
Conferência Leste
Philadelphia Flyers v. Boston Bruins, 16h00 (round-robin) | WatchESPN (em inglês) Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 1, 21h00
Conferência Oeste
Arizona Coyotes v. Nashville Predators, Jogo 1, 15h00 St. Louis Blues v. Colorado Avalanche, 19h30 (round-robin) Minnesota Wild v. Vancouver Canucks, Jogo 1, 23h30 | ESPN 2 (em inglês)
Segunda, 03/08
Conferência Leste
New York Rangers v. Carolina Hurricanes, Jogo 2, 13h00 Washington Capitals v. Tampa Bay Lightning, 17h00 (round-robin) Montreal Canadiens v. Pittsburgh Penguins, Jogo 2, 21h00 | WatchESPN (em inglês)
Conferência Oeste
Winnipeg Jets v. Calgary Flames, Jogo 2, 15h30 Dallas Stars v. Vegas Golden Knights, 19h30 (round-robin) Chicago Blackhawks v. Edmonton Oilers, Game 2, 23h30
Terça, 04/08
Conferência Leste
Florida Panthers v. New York Islanders, Jogo 2, 13h00 Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 2, 17h00 | ESPN Carolina Hurricanes v. New York Rangers, Jogo 3, 21h00
Conferência Oeste
Arizona Coyotes v. Nashville Predators, Jogo 2, 15h30 Calgary Flames v. Winnipeg Jets, Jogo 3, 19h45 Minnesota Wild v. Vancouver Canucks, Jogo 2, 23h45
Quarta, 05/08
Conferência Leste
New York Islanders v. Florida Panthers, Jogo 3, 13h00 Tampa Bay Lightning v. Boston Bruins, 17h00 (round-robin) Pittsburgh Penguins v. Montreal Canadiens, Jogo 3, 21h00
Conferência Oeste
Nashville Predators v. Arizona Coyotes, Jogo 3, 15h30 Colorado Avalanche v. Dallas Stars, 19h30 (round-robin) | ESPN 2 (em inglês) Edmonton Oilers v. Chicago Blackhawks, Jogo 3, 23h30
Quinta, 06/08
Conferência Leste
Washington Capitals v. Philadelphia Flyers, 17h00 (round-robin) Toronto Maple Leafs v. Columbus Blue Jackets, Jogo 3, 21h00
Conferência Oeste
Vancouver Canucks v. Minnesota Wild, Jogo 3, 15h30 Vegas Golden Knights v. St. Louis Blues, 19h30 (round-robin) Calgary Flames v. Winnipeg Jets, Jogo 4, 23h30
Sexta, 07/08
Conferência Leste
New York Islanders v. Florida Panthers, Jogo 4, 13h00 Pittsburgh Penguins v. Montreal Canadiens, Jogo 4, 17h00 | ESPN Toronto Maple Leafs v. Columbus Blue Jackets, Jogo 4, 21h00
Conferência Oeste
Nashville Predators v. Arizona Coyotes, Jogo 4, 15h30 Edmonton Oilers v. Chicago Blackhawks, Jogo 4, 19h45 Vancouver Canucks v. Minnesota Wild, Jogo 4, 23h45
Sábado, 08/08
Conferência Leste
Philadelphia Flyers v. Tampa Bay Lightning, 21h00 (round-robin)
Conferência Oeste
Vegas Golden Knights v. Colorado Avalanche, 16h00 (round-robin)
Domingo, 09/08
Conferência Leste
Boston Bruins v. Washington Capitals, 13h00 (round-robin) Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 5, 21h00 | WatchESPN (em inglês)
Conferência Oeste
Dallas Stars v. St. Louis Blues, 16h00 (round-robin)
A volta da NHL está mais próxima do que imaginamos. Ou pelo menos é isso que diz o cronograma da Liga. Com o início Fase 3 marcado para o dia 13 de julho, o retorno da temporada chega mais perto a cada dia, com os times competindo no gelo ainda no inicio de agosto.
Após inúmeras reuniões da NHL com a NHLPA, ambas as partes entraram num acordo para uma extensão do CBA (acordo trabalhista entre liga e jogadores) e o retorno dos jogos para o dia 1º de agosto. Dessa forma, a Liga espera dar início às disputas da pós-temporada e, consequentemente, finalizar o calendário 2019-20.
O acordo realizado entre a NHL e a NHLPA não somente garantiu a volta da temporada mas também uma extensão de contrato entre as duas partes. O CBA foi estendido para mais quatro anos, finalizando em 2025-26. Entre algumas definições do acordo, ficou estabelecido um teto salarial praticamente estático nas próximas temporadas, bem como o retorno dos NHLers às Olimpíadas de Inverno (pendente acordo com o COI e a IIHF).
Foram determinados também novos protocolos para as Fases 3 e 4, além do formato dos jogos e as datas para que os mesmos comecem. Com datas que ainda serão confirmadas, foi determinado que no dia 11 de agosto inicie o primeiro round dos playoffs, com o segundo iniciando no dia 25 de agosto.
As finais de Conferência deverão acontecer no dia 8 de setembro, com a final marcada para os dias 22 de setembro ou 4 de outubro. No entanto essas datas serão confirmadas de acordo com o avanço dos jogos.
Casos confirmados
Um mês após o início da Fase 2 e com mais de dois mil testes realizados, a Liga informou na última semana que ao todo foram confirmados 35 casos entre os jogadores. 23 destes foram testes realizados em participantes do protocolo da Fase 2, e 12 de jogadores que não participaram.
Sem revelar identidades dos jogadores com teste positivo, a NHL informou que o protocolo em vigor será o mesmo para as fases seguintes. Em caso de resultado positivo para COVID-19 o jogador será colocado em isolamento por no mínimo 10 dias e será realizado um novo teste para a confirmação do mesmo.
O jogador poderá retornar ao gelo após 72h sem nenhum sintoma ou após dois resultados negativos num intervalo de 24h. Em nenhuma das fases está autorizado revelar a identidade dos infectados, e qualquer pessoa que tiver contato com o alguém infectado deverá informar a equipe médica.
Assim como já foi informado anteriormente, o retorno ao gelo em qualquer uma das fases deverá ser voluntário. No entanto, o jogador deverá informar o time por escrito, até as 17h ET de segunda-feira (13), caso não queira participar ou não possa devido a alguma condição médica. O jogador que optar por não participar não será punido de qualquer forma, desde que siga o protocolo.
Fase 3
Com alguns protocolos determinados pela NHL, as Fases 3 e 4 são as mais aguardadas pela Liga e também as mais rigorosas. A Fase 3, os training camps para os times, está marcada para o dia 13 de julho, segunda-feira.
A terceira fase consiste no retorno ao gelo dos 24 clubes que se classificaram para a pós-temporada, e agora os times que antes treinavam em pequenos grupos poderão treinar com todos os jogadores juntos.
Para que os jogadores possam retornar ao gelo, foi determinado que os mesmos deverão ser testados para COVID-19 com 48h de antecedência ao retorno e a cada dois dias após isso. A mesma regra vale para os demais funcionários do time, que só após o teste poderão ter contato direto com os jogadores.
Os times não terão limite de jogadores nos treinos, entretanto eles não podem ter mais de 30 jogadores no elenco, apesar do número de goleiros ser ilimitado. As equipes também não podem ter nenhum jogador novo na escalação, ou seja, somente os jogadores que já faziam parte do time antes da pausa pela pandemia poderão participar.
Qualquer jogador que entrar para o time através de uma troca ou novo contrato não poderá jogar nesses playoffs com o novo time.
Fase 4
As 24 equipes serão divididas em duas cidades de acordo com as suas Conferências. Serão 16 equipes disputando no esquema melhor-de-5, enquanto os top-4 de cada Conferência disputam o round-robin para determinar a classificação dos playoffs.
As cidades escolhidas foram Toronto e Edmonton, no Canadá. Ficou decidido que as 12 equipes da Conferência Leste jogarão em Toronto, enquanto as 12 equipes da Conferência Oeste jogarão em Edmonton. Para as Finais de Conferência e a Final da Stanley Cup, a cidade-sede escolhida foi Edmonton.
Durante a quarta fase, os testes continuarão sendo realizados de 48 em 48 horas nos jogadores, funcionários dos times e funcionários das arenas que receberão os jogos. Esses testes serão feitos três vezes durante os sete dias anteriores à viagem para as hub cities. Após isso, os testes serão diários, além da verificação de temperatura.
Diferentemente da fase anterior, agora os times estão limitados a 52 funcionários incluindo jogadores, técnicos e executivos. Serão atribuídos quartos separados para cada jogador, com os mesmos podendo circular pelas zonas seguras. No entanto, estes não podem ir aos quartos uns dos outros e deverão manter um distanciamento social mínimo.
Será necessário uma autorização prévia antes de qualquer jogador deixar a zona segura. O descumprimento das regras resultará numa quarentena obrigatória de 10 a 14 dias, podendo até mesmo ser retirados da Fase 4. As equipes também poderão ser penalizadas caso quebrem os protocolos impostos, podendo ser multados e/ou perder a escolha no draft.
Familiares foram liberados para se juntar aos participantes das Finais de Conferência e da Final do campeonato.
Calendário dos jogos eliminatórios (Foto: Reprodução/nhl.com)
Os jogos eliminatórios acontecerão durante os 10 primeiros dias do mês de agosto, a partir do dia 1°. Serão até seis jogos por dia, divididos entre as conferências Leste e Oeste.
Os horários dos jogos serão intercalados, e os fãs terão maratonas diárias de jogos durante esse período. Os jogos do round-robin estão marcados para iniciar no dia 2 de agosto, com partidas de ambas as Conferências.
Todas as estatísticas, desde a rodada qualificatória, serão contabilizadas como de jogos de playoffs. Esses stats serão incluídos normalmente e considerados para qualquer tipo de pontuação e recorde pessoal ou da equipe.
A segunda fase da loteria do draftserá realizada entre os 8 times que não se classificarem para o primeiro round dos playoffs. A equipe sorteada terá a primeira escolha, e os 7 times restantes serão organizados de acordo com a ordem inversa da classificação final da temporada. O NHL Draftde 2020 está marcado para os dias 9 e 10 de outubro.
Treze de junho de 2014. Para muitas pessoas, um dia qualquer. No entanto, para os Kings e seus fãs, um dia que entrou para a história. Desde o início da década até então, foram 5 temporadas na NHL, das quais o torcedor de Los Angeles teve a felicidade de ver seu time duas vezes campeão da Stanley Cup.
Para este “10 for 10”, o vamos abordar e relembrar a grande trajetória do LA Kings até a vitória que deu ao time a segunda Stanley Cup de sua história.
A temporada
O início da temporada 2013-14 foi marcado por grandes mudanças na NHL, como a nova estrutura das divisões da Liga. No entanto, os Kings não foram tão afetados com o realinhamento.
Os Kings acabaram por estrear relativamente bem na nova temporada. O time venceu o primeiro jogo, fora de casa, contra o Minnesota Wild, mas acabou perdendo os dois que se seguiram. Assim seguiu a equipe durante todo o mês de outubro, tendo um bom rendimento e se mantendo em posições razoáveis no ranking da Liga.
Novembro trouxe as melhores performances de LA na temporada regular. O time perdeu apenas duas partidas no tempo regulamentar, tendo 2 derrotas em overtime e outras duas em shootout. Foram estas derrotas que acabaram rendendo pontos para a equipe se manter na zona de playoffs.
Ao fim do ano de 2013, os Kings possuíam 54 pontos em 41 jogos, com uma média de 2 gols por partida. O bom desenvolvimento fez com que, desta forma, o time iniciasse 2014 sendo parte dos 3 primeiros colocados da Divisão Pacífica.
Porém, o mês de janeiro do novo ano acabou sendo frustrante para a equipe e seus fãs. Los Angeles somou 8 derrotas em tempo regulamentar, e outras duas em SO. Portanto, ao fim do mês, a equipe teve apenas um aumento de 12 pontos em relação ao 54 que possuía no início de janeiro.
As coisas passam a melhorar para a equipe em fevereiro e março de 2014. O ataque dos Kings, composto por Tyler Toffoli e Tanner Pearson, conseguiu se manter estável e, por fim, acabou levando o time a 94 pontos ao fim de março, com 14 vitórias em 20 jogos.
A temporada regular chegou ao fim para Los Angeles em 12 de abril de 2014, e com passagem direta para a pós-temporada. A equipe finalizou com 100 pontos (décima colocação geral), no 3º lugar da Divisão Pacífica e ocupando a sexta posição na Conferência Oeste.
Apesar de ter apresentado um desenvolvimento razoável ao longo da temporada, o ritmo dos Kings mudou drasticamente para melhor nos playoffs. Sem dúvidas, isso influenciou na vitória do segundo campeonato na história da equipe.
Os playoffs
O primeiro adversário dos Kings na pós-temporada foi o San Jose Sharks. O time de San Jose também vinha de uma grande temporada, terminando no segundo lugar da Divisão Pacífica.
Era senso comum que os Kings teriam um grande desafio pela frente, o que se confirmou na série. O time de Los Angeles foi derrotado nas três primeiras partidas do round, sendo duas destas em casa e com grande domínio dos jogos por parte dos Sharks.
O Jogo 4 era decisivo para os Kings. O placar das três partidas anteriores e o ritmo de jogo apontavam a equipe de San Jose como a favorita para a vitória da disputa. No entanto, contando com um elenco cheio de talentos, os Kings souberam virar o jogo por completo.
O time venceu a quarta partida do round e, assim, forçou um Jogo 5 em casa – no qual também saiu vitorioso. Assim, o round avançou para uma 6ª partida, que também contou com uma vitória dos Kings.
No Jogo 7, com a série empatada, a equipe vencedora estaria classificada para a próxima fase. Após toda a reviravolta, os Kings, por fim, venceram a partida e garantiram sua vaga para o segundo round dos playoffs.
Posteriormente, o Los Angeles enfrentou o Anaheim Ducks. Os Kings venceram as duas primeiras partidas em Anaheim, com a primeira terminando na prorrogação. No entanto, o rendimento do time acabou decaindo, e assim, acabaram por serem derrotados nos Jogos 3 e 4, em casa.
Na quinta partida, os Kings voltaram para Anaheim, porém acabaram acumulando outra derrota. Desta forma, o Ducks lideravam então a série, precisando de uma vitória para avançar. Porém, no Jogo 6, LA voltou a vencer e, com a vitória também no Jogo 7, o time, por fim, avançou para a final da Conferência Oeste.
O penúltimo adversário de Los Angeles era o Chicago Blackhawks, que vinha de dois campeonatos conquistados desde 2010 – um destes na temporada anterior. Os Kings viajaram para Chicago para a primeira disputa da série, e acabaram sendo derrotados pelo time da casa. No entanto, os Kings venceram as três partidas que se seguiram, duas destas na Califórnia.
Ao perderem o Jogo 5, o confronto avançou para mais uma partida – esta que os Kings também perderam para os Hawks. Por fim, com a série empatada, ambos os times se encontram para um Jogo 7.
A Final do Oeste em 2014 foi disputada até o último período e não faltou talento em nenhum dos lados no que muito consideram uma das melhores séries de playoffs nos últimos anos. Para a felicidade dos torcedores de Los Angeles, a equipe derrotou o então atual Chicago e, pela segunda vez na década, garantiu uma passagem para a Final da Stanley Cup.
O último desafio dos Kings até troféu era o New York Rangers. Essa era a primeira vez desde 1981 que times de Nova York e Los Angeles se encontravam em uma final no nível profissional, quando New York Yankees e Los Angeles Dodgers se enfrentaram na World Series (MLB).
Os Rangers também vinham de uma ótima temporada regular e nos playoffs. Porém, isso não foi problema para Los Angeles. A equipe acabou vencendo os dois primeiros jogos em casa, ambos no overtime. Seguidamente, também venceu o terceiro em Nova York. No entanto, com a derrota na quarta partida, os Rangers acabam forçando um jogo cinco na rodada final.
LA Kings campeão
O Jogo 5 aconteceu no Staples Center – casa da equipe de Los Angeles. Por vir de três vitórias no round, os Kings precisavam apenas ganhar esta partida para serem coroados campeões de 2014.
Justin Williams abriu o placar para Los Angeles logo no primeiro período. No entanto, os Rangers se recuperaram, marcando dois gols no segundo período da partida.
Em seguida, Marian Gaborik acabou deixando tudo igual para os Kings, levando o jogo para a prorrogação. Após um período extra inteiro, ambos os times se encaminharam para um segundo OT, no qual, aos 14:43, Alec Martinez colocou fim à partida ao levar o puck para o fundo da rede.
Assim, em casa, o Los Angeles Kings se consagrou campeão da Stanley Cup pela segunda vez na década e na história do time. Dustin Brown, capitão da equipe, levantou a taça diante de um Staples Center lotado de torcedores dos Kings.
O troféu Conn Smythe foi para Justin Williams, de LA, considerado o jogador mais valioso nos playoffs. Outros destaques do elenco foram Anze Kopitar, que liderou a pós-temporada em pontos (26); e Marian Gaborik, jogador com mais gols nos playoffs (14).
Por fim, a equipe comemorou a conquista com um desfile nas ruas de Los Angeles, que contou com cerca de 300 mil fãs.
After winning the 2014 Stanley Cup Championship, the Kings celebrated with one of the most unique parades the @NHL has seen. #LAKings50pic.twitter.com/jonvobXyEP
O Los Angeles Kings teve uma das melhores equipes da primeira metade da década. O time soube trabalhar em conjunto e, por isso, como recompensa teve seu nome marcado na Stanley Cup duas vezes em três anos.
Atualmente, o time não passa por uma de suas melhores fases. Serão necessários talvez anos de reconstrução para que a equipe volte ao protagonismo na Liga. Portanto, nos resta relembrar as suas conquistas e torcer para que, nos próximos 10 anos, os Kings possam coroar sua torcida com mais algumas Stanley Cups.
No dia 12 de março de 2020 a NHL anunciou que pausaria a temporada regular de 2019-20, por conta da pandemia de COVID-19. Desde então, a Liga vem explorando diferentes opções que possibilitem um retorno seguro e justo para a realização de um novo formato para a pós-temporada, e a conclusão do atual campeonato, com um time vencedor da Stanley Cup.
Após mais de dois meses de reuniões e especulações, tivemos uma confirmação de um plano para o retorno dos jogos. O anúncio aconteceu na tarde de terça (26), em uma conferência realizada pelo comissário da NHL Gary Bettman.
Primeiramente, Bettman anunciou que o protocolo foi decidido em uma votação em conjunto da Associação de Jogadores na NHL (NHLPA). Vale ressaltar que com o novo formato, a temporada regular foi oficialmente encerrada, ainda com 189 jogos a serem disputados.
O torneio de pós-temporada contará com as 12 melhores equipes de cada conferência, baseadas no aproveitamento de pontos de cada uma calculados com base na campanha de todas as equipes até o momento da pausa.
As quatro melhores times de cada conferência avançam automaticamente para a primeira rodada tradicional de 16 equipes. Entretanto, em cada conferência, as quatro equipes jogarão uma vez entre si para determinar a ordem de classificação que definirá sua posição no bracket.
O top 4 no Leste definido conta com Boston Bruins, Tampa Bay Lightning, Washington Capitals e Philadelphia Flyers. No Oeste, temos St. Louis Blues, Colorado Avalanche, Vegas Golden Knights e Dallas Stars.
Nota-se que três times da Divisão Central e apenas um da Pacífica compõem o top 4 no Oeste. Caso a Liga optasse por um formato divisional, em vez de baseado nas conferências, a posição de Dallas seria ocupada pelo Edmonton Oilers.
Os demais times, nas posições de 5 a 12 da tabela, participarão de uma espécio de eliminatórias, em séries “melhor de 5”. Este momento foi chamado de Rodada Qualificatória (Qualifying Round). A NHL ainda vai decidir se ele contará propriamente como playoffs, para efeitos de registro e estatísticas (indiviuais e coletivas).
Os duelos da Rodada Qualificatória foram divididos da seguinte forma:
Conferência Leste
Pittsburgh Penguins (nº5) x Montreal Canadiens (nº12)
Carolina Hurricanes (nº6) x New York Rangers (nº11)
New York Islanders (nº7) x Florida Panthers (nº10)
Toronto Maple Leafs (nº8) x Columbus Blue Jackets (nº9)
Conferência Oeste
Edmonton Oilers (nº5) x Chicago Blackhawks (nº12)
Nashville Predators (nº6) x Arizona Coyotes (nº11)
Vancouver Canucks (nº7) x Minnesota Wild (nº10)
Calgary Flames (nº8) x Winnipeg Jets (nº9)
Este formato marca a volta do Arizona Coyotes aos playoffs após 12 anos, assim como o Edmonton Oilers, pela segunda vez após 14 anos. Vancouver Canucks e Florida Panthers voltam aos playoffs após 5 e 6 anos, respectivamente. Sete equipes estão eliminadas, sendo elas o Buffalo Sabres (fora dos playoffs desde 2011), New Jersey Devils, Anaheim Ducks, Los Angeles Kings, San Jose Sharks, Ottawa Senators e o Detroit Red Wings. Por fim, a primeira parte do draft acontece no dia 26.
Segundo Bettman, ainda, os confrontos dos playoffs das primeira e segundas rodada podem ser “melhor de cinco” ou “melhor de sete”, algo ainda a ser definido. No entanto, as finais de cada conferência e a Final da Stanley Cup continuarão séries de até sete jogos.
Como era de se esperar, o formato não agradou a todos, já que alguns times viram suas chances de chegar aos playoffs crescer consideravelmente. Ao mesmo tempo, equipes que caminhavam quase que seguras de sua vaga entre os top 16, poderão ser eliminadas antes do primeiro round. Sobre isso, Gary Bettman, na conferência, afirmou que:
“(…) Acreditamos que construímos um plano geral que inclui todas as equipes que, por uma questão prática, poderiam ter se qualificado para os playoffs quando a temporada foi interrompida, e esse plano produzirá um digno campeão da Stanley Cup. (…)”
Apesar da NHL ter encontrado um plano aparentemente sólido para a pós-temporada, há outras questões mais importantes em jogo, principalmente quanto a segurança e saúde dos jogadores. Bettman disse que essas são as principais questões da NHL no momento:
“A saúde e a segurança de nossos jogadores, treinadores, equipe de suporte essencial e nossas comunidades são fundamentais, embora nada esteja isento de riscos. Garantir a saúde e a segurança foi essencial para todo o nosso planejamento até agora e continuará sendo”
Até então, não foram definidas datas certas para o início de todo esse processo, incluindo training camps e por consequência os próprios playoffs. A linha do tempo para cada fase do plano de retorno da NHL está atrelada à evolução da pandemia nestes tempos incertos.
Da mesma forma, não temos a localização certa para a realização desta pós-temporada, porém a lista de possíveis sedes já foi determinada. A liga espera poder contar com duas Hub Cities, isto é, “cidades centrais” que serviriam de localização neutra para receber todos os jogos de cada conferência, bem como a finalem uma delas.
A lista de potenciais cidades, determinada pela NHL, conta com Chicago, Columbus, Dallas, Edmonton, Las Vegas, Los Angeles, Minneapolis/St. Paul, Pittsburgh, Toronto e Vancouver. É fundamental que as cidades escolhidas tenham baixos indices de COVID-19 ou que a situação esteja bem controlada no momento que os jogos retornarem.
Como dito antes, Bettman informou que a segurança, higiene e precaução são aspectos fundamentais para que a volta ocorra de fato. Durante o campeonato, as equipes terão um limite de 50 funcionários em suas respectivas hub cities. Assim, um pequeno número de funcionários de suporte também será permitido nas arenas.
Bettman afirmou que um sistema largo de testes será implantado em cada cidade, o que demanda também uma alta disponibilidade destes na comunidade escolhida.
No que diz respeito à próxima temporada, Bettman apenas afirmou que a Liga espera realizá-la em sua integridade, mas ela pode ter o começo adiado para até o início de janeiro.
Autoridades de saúde e governamentais terão a aprovação final em qualquer caminho que a NHL decidir tomar. A Liga ainda leva em consideração o tempo de isolamento que será demandado de atletas retornando do estrangeiro, assim como a burocracia necessária em cada caso. Ainda há cidades e regiões com mais problemas e com proibições sobre locomoção.
O estado de calamidade em que Nova York se encontra, por exemplo, fez com que Henrik Lundvist preferisse continuar em sua cidade natal, a Suécia. Em uma reportagem para um site Sueco, Lundqvist disse que “ainda há muito a concordar, já que somente o básico foi determinado. Dada a localização em Nova York, fico em casa. E acho que a maioria dos suecos também.”
A conferência de Gary Bettman e a confirmação dos playoffs podem ser conferidas na íntegra no site oficial da NHL.
Maio de dois mil e vinte. Eu deveria estar surtando, tentando cobrir todos os jogos dos playoffs. Uma escala louca misturada com a tensão de ver meu time avançando fase por fase. A aposta que faço todo ano com minhas amigas e os planos que eu já tinha feito quando vencesse o bracket, acertando a final entre Vegas Golden Knights e Philadelphia Flyers.
Talvez eu devesse ter sido menos ousada nesse palpite que fiz em meados de dezembro, quando ainda achávamos que 2020 seria “o nosso ano”. Ou talvez devêssemos culpar os Blues. Depois daquela Stanley Cup o mundo nunca mais foi o mesmo.
A verdade é que todo e qualquer planejamento que fizemos não existe mais. O mundo é outro e precisamos rever nossa forma de trabalhar, criar e viver.
Mitch Marner deu uma entrevista para o The Score falando sobre a possível impovável volta da NHL e gostei do quanto ele foi sensato: “ se for para voltar, estarei pronto. Mas e se alguém adoecer? E se alguém morrer?”
Confesso que estou me perguntando a mesma coisa todos os dias, Marner.
Por mais que seja difícil ficar sem hockey, e que o tempo pareça não passar quando não temos nenhuma outra forma de nos distrair que não seja livros e Netflix, a hora é de ficar em paz. (Ou melhor, eu espero que vocês estejam se distraindo, porque além de não assistir a um jogo de hockey que não seja de 1980, eu também estou com saudades da Netflix. Mas isso é tema para outro texto).
Por causa disso, resolvi escrever esse texto, totalmente opinativo e baseado apenas nas vozes da minha cabeça, com alguns palpites do que poderiam ter sido esse playoffs.
(Se você está aqui procurando especulações reais e um possível bracket, veio ao lugar errado. Aqui, irei brevemente falar de alguns times improváveis e fatos interessantes que poderiam – ou não – acontecer. Mas prometo não insistir na minha final maravilhosa que seria Vegas x Flyers – e se de fato a temporada NHL for cancelada, podemos concordar que essa foi a Stanley Cup Final de 2020 e ninguém lembra que os Blues existem. Combinado?)
Primeiro Round
Chegamos aqui nos perguntando: como é mesmo um jogo de hockey? Saudades do barulho dos patins no gelo, de acordar de madrugada assustada com a chamada “HOCKEY FANS GEAR UP” na NHL.tv durante um Canucks x Sharks às 2 da manhã, e de “tretar” no twitter porque algum jogador que eu gosto se envolveu em uma briga com um “famosinho”.
Aliás, no primeiro round nós com certeza iríamos nos envolver em briga. Ainda tem muito time jogando, alguns jogadores já nervosinhos e o sonho pelo Jogo 7 – e manter nossas apostas vivas – permanece.
Será que Toronto sairia na primeira rodada de novo? Se é que eles chegariam aos playoffs esse ano, não é? (Perdão, torcedores dos Leafs, nada contra o time de vocês, mas como dizia aquele ditado brasileiro bem antigo: the zoeira never ends).
Ao invés de ficar pensando no “e se”, venho aqui sugerir algumas atividades para tomar o lugar do Primeiro Round dos playoffs: contar quantos ladrilhos tem na parede do seu banheiro (confesso que nunca contei o meu, mas por algum motivo que nunca entendi, lá tem uma letra T no meio dos ladrilhos coloridos randomizados); talvez seja interessante arrumar um pet, ou, se você tem um pet, tirar um tempo do seu dia para ficar com ele. Animais são ótimas companhias para o tédio, até porque eles raramente nos deixam no tédio.
(Meu cachorro, por exemplo, inventou agora de bater panela às 2 da manhã. Alguém claramente esqueceu de passar para ele os horários do panelaço.)
A verdade é: estamos com saudade daquela emoção dos playoffs, de que ainda não é possível prever o que vai acontecer nos jogos seguintes. Um pouco parecido com como estamos agora.
Segundo Round
Nessa etapa, eu já estaria surtando. Como cobrir tantos jogos pelo amor de Deus? Já nem saberia mais se era Jogo 4 ou Jogo 5, cada confronto com uma história diferente, torcendo para o seu time ganhar logo os primeiros quatro jogos e ir descansado para a Final de Conferência.
Mas ao mesmo tempo, a tensão pela possibilidade deles descansarem demais e não terem o mesmo desempenho que fizeram até ali (Canes eu ainda estou triste).
Chegando aqui, já saberíamos qual (ou quem) seria a “zoeira” dos Playoffs 2020, os jogadores que estariam se destacando e até mesmo aqueles que estreariam na pós-temporada.
Não sei vocês, mas depois de um ano de novatos a meu ver tão “pobre”, em que o Calder está mais do que decidido entre Quinn Hughes e Cale Makar, eu poderia assistir a novos talentos se destacando. Ou até mesmo a algum jogador veterano batendo outro recorde. Nesse ponto, qualquer coisa que envolva hockey eu já estaria feliz.
Em vez disso, a gente está se estressando com essa máscara de insira aqui o material de sua escolha, que vamos falar a verdade: impossível respirar direito com esse troço. Se você é que nem eu e tem um tipo de alergia, começa a espirrar e todo mundo em volta acha que é o bonito do vírus e a gente tem que ficar: “não se preocupa, é insira aqui sua ite”.
Ainda assim, eu queria uma máscara com a cara do Gritty, ou até mesmo uma com o logo do meu time. Infelizmente não temos isso por aqui, mas usar a máscara é o mais importante nesse momento, viu galera?
Terceiro round – AKA Finais de Conferência
Com apenas quatro times na disputa, é a hora de começar as apostas de verdade. Seu bracket ou está inteiro, ou já foi ladeira abaixo por uma zebra que NINGUÉM pensou que aconteceria. Mas, independentemente disso, é a hora das apostas. Ou, se seu time ainda está na disputa, é a hora das promessas.
Quem aqui não prometeu ficar sem chocolate se o time ganhasse? Ou até mesmo disputou com um amigo que vestiria a jersey do rival em um cenário que você tinha certeza que não iria acontecer.
A verdade é: nas Finais de Conferência só existem dois tipos de torcedores: aquele totalmente sem unhas de tanto passar nervoso rezando para seu time vencer, e aquele que está aqui apenas para ver o circo pegar fogo.
Todo mundo quer um Jogo 7 com duplo OT e um gol apenas nos últimos segundos. Já não importa mais a hora que você está dormindo, porque o importante é não perder nenhum tiro a gol.
Infelizmente os tweets do seu time não servem como atestado para faltar ao trabalho/escola. Mas tudo bem, playoffs só tem uma vez no ano, não é mesmo?
Porém, sem a Final de Conferência, sem escola para ir no dia seguinte e trabalhando de casa, dormir também não está sendo uma opção. Então aqui vão algumas tarefas que você pode fazer às 2 da manhã, sem sono e entediado: começar a ler uma série com no mínimo 17 livros; aprender sobre planejamento e tentar criar uma rotina que você sabe que vai dar errado na primeira semana; assistir a mais de 500 TikToks e dormir com o celular jogado na cama e “I’m Just a Kid” na cabeça.
Se você gosta de ser produtivo, por outro lado, é a hora de tirar da gaveta aquele projeto que você sempre quis fazer mas tinha outras prioridades. Ou melhor, no seu horário habitual ainda tem trabalho e outros compromissos, mas às 2 da manhã é um bom horário para começar a escrever um livro ou talvez fazer um roteiro para um podcast.
Stanley Cup Final
Vamos ser sinceros, se você chegou até aqui, deve estar extremamente entediado ou então, como eu, resolveu tirar um tempo das obrigações que parecem se acumular mais ainda agora que “rotina” é apenas um conceito abstrato.
Nesse ponto dos playoffs, as apostas estão em nível máximo. Apenas dois times restam na disputa, e a chance de seu time estar entre eles já é bem menor. Bom, eu falei que não iria usar o meu palpite aqui, mas como ainda acho que uma final Vegas x Flyers seria sensacional, vou usar esses dois times como modelo.
Nesse momento, você pode ser anti-Flyers, mas não exatamente pró-Vegas, ou ainda torcer para Philadelphia e ter simpatia pelo “caçula” da NHL. Eu confesso que seria a pessoa que só quer um Jogo 7 porque ainda não está pronta para dizer adeus ao hockey até outubro.
(Nesse momento as lágrimas escorrem ao pensar que estamos sem hockey desde março).
O vencedor para nós aqui não importa muito, apenas queremos curtir os últimos segundo possíveis e, se ganharmos algum dinheiro (ou o que quer que seja a sua aposta – eu já apostei até fanfic), melhor ainda.
Mas, infelizmente, não temos a Stanley Cup para apostar. Então, o que podemos fazer com essa saudade de hockey que não vai embora?
Podemos maratonar os vídeos do canal do NHeLas e colocar em dia aquele vídeo de fevereiro que você ainda não teve tempo de terminar de assistir.
(Aí você aproveita e já manda o link do canal para o amigo que te prometeu que esse ano começava a ver hockey mas que, sem playoffs, está se contentando apenas com a volta da Bundesliga).
Outra opção é ir ao nosso Twitter e votar do Big NHeLas Brasil, já que até sem reality show estamos agora.
Também podemos procurar algum livro de estatística ou história do hockey. Não é porque não temos novidade, que não podemos consumir o esporte. Eu estou lendo The Boys of Winter do Wayne Coffey e recomendo.
Se você é daqueles que gostam de videogame, sempre é possível organizar um campeonato de NHL20. Ou até mesmo chamar os amigos no Skype e jogar Gartic com tema de hockey. Boa sorte para vocês que vão tentar adivinhar que aquele traço oval esquisito que seu amigo vai desenhar na verdade é um puck.
Enfim, sabemos que a quarentena não está sendo fácil para ninguém. A NHL não confirmar se irá ou não cancelar está deixando todo mundo, incluindo os jogadores, aflitos.
O melhor que podemos fazer é ter paciência. Em breve tudo isso vai passar e nosso esporte estará de volta. Enquanto isso, já vamos pensando no que vocês contarão para seus filhos quando eles perguntarem porque não existe campeão da Stanley Cup de 2020. Eu vou dizer que os Blues roubaram a taça e, como não devolveram, tiveram que cancelar o hockey naquele ano.
Quinze de junho de 2011. Para nós, talvez, apenas mais um dia qualquer no calendário. Para os Bruins, o dia marcava o direito do time de, após 39 anos de espera, finalmente poder dizer “campeões”. A partir daqui, o Boston se estabelecia, por fim, como um dos melhores times da NHL. E dessa forma, iniciava o que seria uma década repleta de vitórias e quebra de recordes.
Portanto, dando início aos eventos importantes do ano de 2011, neste novo texto do especial da década o NHeLas aborda a jornada dos Bruins até a conquista do campeonato naquele ano.
O caminho até os playoffs
O Boston começa a modificar o seu time visando a Stanley Cup na off season antes da temporada 2010/11. Para isso, eles começam os trabalhos no próprio Draft de 2010, que aconteceu em Los Angeles. Assim, tendo um 2nd round pick overall, o time selecionou Tyler Seguin, com apenas 18 anos, para reforçar a equipe na nova temporada que chegava.
Portanto, com as escolhas no Draft, somadas a trades e ajustes feitos na off-season, os Bruins iniciam a temporada 2010/11 com o pé direito. O primeiro jogo do time é disputado em Praga, República Tcheca, contra os Phoenix Coyotes (hoje, Arizona Coyotes). Com uma vitória por 5 a 2, o time de Boston inicia a season mostrando exatamente ao que veio.
A equipe iniciou a temporada muito bem. No entanto, ainda assim se viu disputando o primeiro lugar da northeast division com o Montreal Canadiens. Foi apenas ao fim de Dezembro que o time, finalmente, conquista a liderança da Divisão. Por isso, no final do ano, com 45 pontos, a equipe ocupava o grupo dos 16 times prováveis a irem aos playoffs.
Seguidamente, o resto da temporada não é diferente. Tendo formado um dos times mais ofensivos da Liga, os Bruins continuariam a conquistar grandes sequências de vitórias nos meses que se seguiram. Mesmo com alguns streaks de derrotas, o time ainda permanecia em altas posições nos standings da Liga. Estas, por fim, que indicavam que o passe para a pós temporada estava cada vez mais perto.
No entanto, é apenas em 27 de março a equipe de Massachusetts finalmente garante sua passagem de ida aos playoffs. Finalizando a temporada ainda como líderes da divisão, o time também ficou em terceiro lugar na Eastern Conference. Desta forma, com 103 pontos, os Bruins terminaram a season na sétima posição no overall da Liga e com grande chances de chegar às finais da Stanley Cup.
Os playoffs
Era a quarta aparição consecutiva que os Bruins faziam nos playoffs da Stanley Cup. Portanto, após tantos anos de espera, o time entra na disputa com sede de vitória. O primeiro desafio da equipe foi o Montreal Canadiens. Sendo arquirrivais, este talvez tenha sido um dos rounds mais intensos dos Bruins na pós temporada.
A série começou desastrosa para os Bruins, que perderam os dois primeiros jogos em casa. No entanto, o time volta a vencer os próximos três jogos, sendo dois destes na casa do Montreal e um no TD Garden. Desta forma, até o jogo 5, os Bruins lideravam a série com 3 vitórias. Porém, a vitória dos Canadiens na sexta partida faz com que o round vá para um jogo 7. Após uma partida exaustiva, a equipe de Boston vence no overtime e, finalmente, se classifica para a segunda etapa da competição.
Se o primeiro round havia sido intenso, a segunda etapa dos playoffs foi o contrário. O adversário dos Bruins eram os Flyers, e as equipes disputaram o primeiro jogo da série na casa do Philadelphia. Sem maiores dificuldades, os Bruins vencem o primeiro jogo por 7 a 3.
No entanto, os Flyers vem para o segundo confronto completamente diferentes. A partida acaba em empate no tempo regular e, portanto, vai para o overtime. Após 14 minutos de prorrogação, o Boston conquista mais uma vitória na série que acaba colocando o time em vantagem. São necessários mais dois jogos para que os Bruins eliminem os Flyers da competição. Desta forma, a equipe se classifica para a Conferência Final, onde enfrenta o Tampa Bay Lightning.
No primeiro jogo da Conferência Final, o Boston tem um fator importante ao seu favor: home ice. Todavia, não é o suficiente para o time da casa adquirir uma vitória. Porém, no jogo 2, ainda em casa, os Bruins viram a partida e vencem o Tampa por 6 a 5. Após a vitória no jogo 3, o Boston volta a perder dois dos três jogos seguintes.
Por fim, as equipes terminam o jogo 6 com a série empatada, avançando-a para mais uma partida. Mas apesar dos esforços do Lightning, os Bruins levam a vitória do jogo 7 com apenas um gol. Portanto, após 21 anos, o time de Massachussets volta a se classificar para a final e vê a Stanley Cup cada vez mais perto.
O último round da competição é disputado contra o Vancouver Canucks, que finalizou a temporada regular com o Presidents Trophy. E são eles quem vencem os dois primeiros jogos e, assim, garantem grande vantagem sobre o Boston. No entanto, os Bruins se recuperam e voltam a vencer os próximos dois jogos, ambos disputados no TD Garden. Entretanto, quando os Canucks vencem o jogo 5 e o Boston volta a conquistar mais uma vitória no jogo 6, a série se vê empatada. Por isso, acabou se tornando necessário um jogo 7.
Boston Bruins campeão
O último jogo da Stanley Cup Finals é disputado em Vancouver, na Rogers Arena, em 15 de junho de 2011. O que aparentava ser um jogo complicado para os Bruins, acabou por fim tendo o final que o time visitante esperava. Patrice Bergeron marca o primeiro do Boston ainda no primeiro tempo. E partir daí, as coisas só melhoram.
Por fim, após 3 períodos, quatro gols, e 39 anos de espera, os Bruins vencem a partida e se tornam os campeões da Stanley Cup. O time acaba levantando a taça na casa dos Canucks, se tornando a sexta Stanley Cup conquistada pela equipe em toda a sua história na NHL.
Os Bruins também se tornam o primeiro time que disputa o jogo 7 fora de casa e adquire um shutout. Por sua performance estelar nos playoffs, é o próprio goleiro dos Bruins, Tim Thomas, quem fatura o Conn Smythe Trophy, sendo o MVP da pós temporada.
Os destaques nos playoffs vão para David Krejci, que foi líder da Liga em pontos na pós temporada (23). O jogador também foi líder em gols, marcando, desta forma, 12 em todos os 4 rounds da competição. Atrás dele, do roster dos Bruins, fica Brad Marchand, com 11 gols.
A comemoração
Por fim, após a entrega do troféu, o Boston finalmente traz a Stanley Cup para casa três dias depois do jogo 7, comemorando a conquista em uma Parade nas ruas de Boston. O time percorre cerca de 3 km, acompanhados de uma multidão de cerca de um milhão de pessoas entusiasmadas com a volta de uma taça para a cidade, que não ocorre desde 2007, quando o Boston Red Sox conquista a World Series.
Ao longo da década, os Bruins não venceriam mais nenhuma taça, chegando nas finais apenas mais duas vezes. Mas o que o Boston deixa para a Liga nos últimos 10 anos é um legado. De jogadores, recordes e conqusitas. Um grande legado de um time que vem se reconstruindo a cada temporada com um único intuito: trazer a taça de volta para a casa.
Portanto, aos fãs, resta esperar e torcer para assistir de perto outra vez a história se repetir este ano.
O ano de 2010 marcou o início de mais uma década no hockey. Uma década recheada de vitórias, recordes acumulados e times que fizeram história. O Chicago Blackhawks foi um desses. O time ainda não sabia, mas a vitória na final da Stanley Cup em junho do mesmo ano marcaria o início de uma dinastia estabelecida pela equipe nos dez anos que se seguiram.
Comandados por Patrick Kane e Jonathan Toews, os Hawks, por fim, levantaram a 4ª Stanley Cup do time após uma das melhores temporadas feitas pela equipe de Chicago em todos os seus anos de existência.
Portanto, no primeiro texto do especial da década “10 for 10”, o NHeLas traz a jornada dos Blackhawks até a conquista do campeonato de 2010, que marcou o início da era de ouro do time Liga.
O caminho até os playoffs
A eliminação dos Hawks na final da Conferência Oeste, na temporada 2008/09, deixou um gosto agridoce no time e no torcedor. Apesar da derrota, a equipe finalmente se viu cada vez mais perto de conquistar uma Stanley Cup em muitos anos. O sucesso do time na temporada também foi motivo suficiente para que surgissem grandes expectativas para o time em 2009/10.
No entanto, os Hawks tiveram um off-season turbulenta naquele ano. Foram demissões e trades significativas, lesões e polêmicas que tinha potencial para afetar o desempenho do time na temporada. Esta que estava prestes a bater à porta da equipe. Todavia, algumas novas aquisições foram o suficiente para reestruturar o Chicago antes da estreia do time na season.
Iniciada a temporada, era notável que os Blackhawks seriam um dos favoritos a conquistar a taça. O time iniciou o ano de 2010 com um recorde de 27-10-3, subindo, desta forma, para o topo do ranking super sixteen da NHL.
Em abril, Chicago finaliza a temporada com 112 pontos, sendo esta melhor de toda a sua história em pontos adquiridos. Desta forma, o time se classifica para os playoffs em terceiro lugar na classificação geral da Liga, e liderando a Divisão. Acaba, por fim, em segundo lugar na Western Conference, ficando assim apenas atrás do San Jose Sharks.
Os Blackhawks terminam a regular season como o segundo time da NHL com mais vitórias (52). Tendo uma das melhores defesas da Liga, a equipe lidera ainda em shutouts (11). Patrick Kane foi o jogador que mais adquiriu pontos (88), gols (30), e assistências (58). Por fim, a equipe parte para os playoffs com um dos times mais consistentes e ofensivos da Liga e o objetivo de trazer a taça para Chicago novamente.
Os playoffs
Passada a temporada regular, o primeiro desafio dos Hawks foi enfrentar o Nashville Predators. Mas é apenas após vencer o terceiro jogo, somado a vitória no segundo confronto, que o time se vê avançando na competição. Portanto, com 4 vitórias em 6 jogos, os Hawks, por fim, eliminam os Preds na Bridgestone Arena. Desta forma, a equipe finalmente se classifica para a segunda etapa dos playoffs.
No segundo round, os Blackhawks enfrentaram os Canucks. Foi o time do Canadá quem se saiu vitorioso no primeiro confronto entre as equipes. O Chicago volta a vencer os 3 jogos seguintes. No entanto, quando perdem o jogo 5, o round acaba avançando para mais uma partida que, caso os Canucks vencessem, poderia ir para um jogo 7. Mas, para o alívios dos torcedores, os Hawks eliminam seu oponente na sexta partida entre os dois times. Desta forma, avançam por fim para a Final de Conferência.
O sonho da Stanley Cup se encontrava cada vez mais perto de se realizar para o Chicago. E não foi tão difícil quanto esperavam. Por fim, o time acaba enfrentando os Sharks e vem a derrotar o time de San Jose em apenas 4 jogos.
O último desafio dos Blackhawks era contra o Philadelphia Flyers. Apesar de o time da Filadélfia não ter feito uma grande temporada, o Chicago enfrentou um pouco de dificuldades contra a equipe. Mas foram os Hawks quem levaram a melhor nos dois primeiros confrontos do round, vencendo assim ambas as partidas em casa. Seguidamente, perderam os dois jogos para os Flyers, fazendo com que a competição avançasse para um jogo 5 e 6. O time vence o jogo 5 em casa, e parte para disputar na Filadélfia aquela que poderia ser a última partida do round.
Blackhawks campeão
O jogo 6 das finais da Stanley Cup foi disputado no dia 9 de junho de 2010, na antiga casa dos Flyers, o Wachovia Center. E não foi uma partida de nominada fácil. Os Hawks enfrentaram 3 períodos regulares contra o Philadelphia e, devido ao empate, mais um período de overtime.
No entanto, aos 4:06 da prorrogação, em uma jogada que deixou até mesmo os espectadores confusos, Patrick Kane marca o gol que torna o Chicago Blackhawks o time vencedor da Stanley Cup de 2010. Os Hawks finalmente levantam, na casa de seu oponente, a quarta Stanley Cup conquistada pela franquia em toda a sua história.
Jonathan Toews é quem conquista o MVP, liderando os Hawks em pontos nos playoffs (29). Por fim, o jogador também acabou estabelecendo um recorde na franquia por assistências em playoffs, ao marcar 22 na pós-temporada. Duncan Keith também obteve destaque nos playoffs, sendo o jogador do time com mais ice-time (29:01 por jogo).
A festa do time é trazida para casa, onde a equipe comemora com uma parade nas ruas de Chicago, que contou com cerca de 2 milhões de torcedores.
A parade do time levou cerca de 2 milhões de torcedores às ruas de Chicago. Foto: Reprodução/chicagonow.com
Esta foi a primeira das três Stanley Cups que o Hawks levantaria da década. Chicago venceu também as finais de 2013 e 2015, somando diversos recordes ao longos dos últimos 10 anos e, por fim, eleito o time da década pela própria NHL. É o marco de uma dinastia vitoriosa da franquia na Liga, após muitos anos.
Porém, dez anos depois, o time passa por uma grandes mudanças e renovação. Portanto, resta então aos torcedores esperar e torcer para que a próxima década seja de tantas conquistas como a primeira.
O James Norris Memorial Trophy foi estabelecido na temporada 1953-54, concedido ao principal defensor da temporada. Os candidatos, no geral, são escolhidos pela Professional Hockey Writers’ Association (PHWA). Desta forma, se o jogador demonstra a maior habilidade geral na posição durante a temporada, acaba levando, por fim, o troféu na cerimônia do NHL Awards.
Anteriormente, o vencedor da temporada 2018-19 foi Mark Giordano, do Calgary Flames, devido ao destaque que apresentou na defesa ao longo de toda a temporada regulare playoffs. Portanto, baseado nos nomes já citados pela própria NHL, e nas opiniões do próprio NHeLas, trouxemos um top 5 dos possíveis candidatos ao Norris Trophy este ano.
John Carlsson
John Carlsson é um dos favoritos ao Norris Trophy nesta temporada. Foto: Reprodução/nhl.com
Não é mistério para ninguém a temporada espetacular que John Carlsson está tendo. Atualmente, o jogador possui 67 pontos em apenas 56 jogos. Ele também foi o primeiro defensor da NHL em muito tempo a atingir, nesta temporada, 50 pontos em 40 partidas disputadas ou menos. O recorde não era quebrado desde Paul Coffey, em 1994-95.
Apesar de ser dominante em sua posição em várias estatísticas na Liga, Carlsson também em um dos líderes dos Capitals dentro (e fora) do gelo. Ele lidera a equipe em ice-time, assists e é grande responsável pela boa campanha do time até o momento. Atualmente, Washington é o líder da Divisão Metropolitana com 77 pontos e ocupa a 3ª posição overall da NHL.
Desta maneira, grande parte do desenvolvimento do time durante a temporada é devido ao papel que o defensor desenvolve na equipe, juntamente de Ovechkin e companhia. Carlsson é um jogador que se prepara para todas as situações dentro do rinque, e não apenas na defesa do time — papel que exerce de forma exemplar e, sem sombra de dúvidas, é um dos defensores mais completos da Liga.
As estatísticas provam isso: hoje, o defensor é líder em assistências (52) e pontos (67) nos Capitals. Em gols, ocupa a 6ª posição no time, com quinze registrados, e a primeira entre os jogadores de defesa.
Carlsson é um dos favoritos ao prêmio pela Professional Hockey Writers’ Association. Ele pode ser o primeiro jogador do Washington a levar o Norris desde Rod Langway, que conquistou o troféu de 1982 a 1984.
Roman Josi (Nashville Predators)
Roman Josi é um dos principais líderes do Nashville dentro (e fora) do gelo. Foto: Reprodução/nhl.com
Atualmente, Roman Josi possui 55 pontos em 55 jogos. E apesar de, no momento, os Predators não fazerem sua melhor temporada, o capitão tem sido a peça essencial que mantém o time seguindo. Além de ser um líder para o elenco no do gelo, ele também lidera os Preds em assistências (41) e em pontos (55). Já em gols, o defensor ocupa a 3ª posição na equipe, com 14.
No entanto, apesar de não ter uma posição ofensiva ativa em todos os jogos do Nashville, Josi ainda assim tenta se manter a par de todas as situações que ocorrem na partida. Não só como defensor, mas também como o jogador que participa e também arma as jogadas essenciais e que, ainda assim, volta para a sua posição de origem e a exerce da melhor maneira possível. O momento que os Predators estão enfrentando pede um defensor completo e que possa jogar em todas as situações.
Porém, as chances dele defensor concorrer ao Norris podem vir a aumentar. Isso tudo caso o Nashville consiga manter uma sequênciade vitórias mais consistente nessa segunda parte da temporada. Todavia, o jogador continua como um dos mais cotados candidatos para o prêmio pela PHWA. Resta aos fãs dos Preds torcerem para que o suíço continue elevando suas estatísticas e jogo dentro do rink.
Alex Pietrangelo (St. Louis Blues)
O capitão do St. Louis foi um dos responsáveis pela reviravolta do time no início de 2019. Foto: Reprodução/ Claus Andersen/Getty Images
O capitão do St. Louis Blues também é um dos favoritos a levar o troféu. O time não fez apenas uma ótima campanha na temporada passada, que resultou na primeira Stanley Cup da equipe. Nesta temporada, os Blues continuaram no ritmo em que terminaram a anterior e, atualmente, lideram a Conferência Oeste em pontos (73) e ocupam a 5ª posição overall da Liga.
Pietrangelo tem sido uma das peças principais no desempenho do time na Liga, principalmente nesta temporada. Como um dos líderes da defesa da equipe, o jogador possui grande combinação de habilidade e força que, juntamente ao restante dos defensores dos Blues, ajuda a bloquear as melhores linhas da NHL e participar ativamente de todas as jogadas do time. Atualmente, Pietrangelo possui 13 gols, 31 assistências e ocupa o 4º lugar em pontos (44) na equipe de St. Louis.
Apesar do desempenho do time ter decaído levemente nessa segunda metade da temporada, o capitão ainda é um dos responsáveis por manter os Blues na mira dos playoffs. Seguidamente, na pós-temporada, vai ser uma das peças essenciais por manter a defesa acordada e produzindo para que, desta forma, as chances de St. Louis trazer mais uma Stanley Cup para casa sejam maiores.
Victor Hedman (Tampa Bay Lightning)
Victor Hedman é um dos líderes da defesa do Tampa Bay Lightning. Foto: Reprodução/nhl.com
O defensor do Tampa Bay Lightning é um dos favoritos ao Norris Trophy há bastante tempo. Finalista em 2017 e 2018, o sueco conquistou o troféu neste último pela grande temporada que fez junto de Tampa.
Pelo seu estilo de jogo ao longo dos anos, Hedman se tornou um dos melhores defensores da Liga. E na temporada 2019-20, não é diferente. Porém, apesar do desempenho de Tampa ter decaído este ano, o jogador continua como um dos líderes da defesa da equipe e em várias outras situações no rinque.
Atualmente, Hedman fica atrás apenas de Kucherov em assistências (37) e é o 4º jogador do time com mais pontos (46). No entanto, apesar de não ter marcados muitos gols nesta temporada (apenas nove), ele lidera em ice-time. A média do jogador no gelo por partida é de 23:48 minutos.
Hedman não é um dos mais cotados a levar o prêmio nesta temporada. No entanto, ainda temos um pouco menos de 2 meses para que o jogador cresça mais no jogo e ajude o Lightning em sua recuperação.
Makar tem se tornado peça essencial para o sucesso do Colorado Avalanche Foto: Reprodução/ftw.usatoday.com
Desde que começou a atuar pelo Avalanche nos playoffs do ano passado, Makar tem se mostrado peça essencial para o sucesso do time atualmente. Quando Colorado sofreu com as lesões em seus principais jogadores no início da temporada atual, Makar foi rapidamente escalado para ajudar na primeira linha juntamente de Nathan Mackinnon.
O defensor tem se mostrado cada vez mais um jogador completo e de extrema importância para o time. Atualmente, o canadense fica apenas atrás de Mackinnon em assistências (30) e pontos (42). Desta forma prova que não apenas é um dos melhores na própria posição, mas que também faz um bom trabalho em outras funções.
Seu jogo ofensivo no gelo e sua participação ativa em todas as jogadas do time apenas provam o quanto Makar tem se desenvolvido cada vez mais no jogo. Logo, não será surpresa se o jogador acabar como um dos finalistas do prêmio. Assim, torcemos para que seu desempenho na temporada continue crescendo.
A Divisão Pacífica levou o All Star Game. Não atoa, é a divisão com maior competitividade entre seus times. Com o evento do final de semana a metade da temporada chegou. Dessa forma, ficamos mais próximos dos playoffs. Apesar de ainda ser cedo para se fazer previsões sobre quais times chegarão à pós temporada, a imprevisibilidade da NHL nos permite analisar algumas possibilidades.
Dentre as divisões, a Pacífica está se tornando a mais acirrada na temporada 2019-2020. 4 times foram para o recesso em segundo lugar, todos empatados em pontos. Dessa forma, sem dúvidas teremos uma emocionante reta final na disputa pelas vagas nos playoffs.
Vale lembrar que, no ano passado, as vagas para os playoffs da Divisão Central foram definidas no último jogo da temporada regular. Ainda temos muito hockey para acompanhar e sem dúvida serão jogos interessantes.
Vancouver Canucks (27-18-449 jogos, 58 pontos)
J.T Miller, nova aquisição do Vancouver Canucks, tem ajudado o time a conseguir bons resultados.
O Vancouver Canucks começou a temporada abaixo do esperado. Nos primeiros 20 jogos, eles ganharam 10 e perderam 10. Entretanto, um dos maiores destaques do time foi a nova aquisição J.T Miller, que veio de uma troca com o Tampa Bay Lightning. O jogador na temporada passada alcançou 13 gols. Até agora, no novo time, ele já fez 17 gols e 46 pontos.
Elias Petterson, vencedor do Calder Trophy em 2019, está em primeiro lugar em gols, temdo marcado 21 vezes, somando um total de 51 pontos. O center, em conjunto com J.T Miller e Jake Virtanen, é a força ofensiva principal do time.
Outro jogador que tem se destacado no time é o goleiro Jacob Markstrom, que até agora possui um save percentage de 916%. Entretanto, o goleiro vira free agent em junho, portanto o time precisará de tomar uma decisão a respeito do contrato do jogador. Entretanto, este posicionamento deve depender do desempenho do Canucks em um possível playoffs.
O time, este ano, tem grande potencial para irem aos playoffs após 4 anos afastados. Com jovens atacantes promissores, uma defesa boa que consiste no grande candidato ao Calder Trophy, Quinn Hughes, o time possivelmente vai garantir a sua vaga.
Mas, para que isso aconteça, é necessário antes de tudo que o próprio time continue a ter uma consistência e que os outros times, rivais de divisão, oscilem.
Edmonton Oilers (26-16-5 49 jogos, 57 pontos)
Connor McDavid e Leon Draisaitl são fortes candidatos ao Hart Trophy. (Foto: NHL.com/Reprodução)
O Edmonton Oilers parece ser um outro time, mesmo sem grandes mudanças no elenco. Connor McDavid e Leon Draisaitl ainda são a principal força ofensiva do time. Ambos, atualmente, estão com 76 pontos. E os dois jogadores são fortes candidatos ao Hart Trophy.
Na temporada passada, a essa altura, o time contava com 23 vitórias e 26 derrotas. Atualmente, o recorde do time é outro, com 26 vitórias e apenas 16 derrotas. Um dos principais motivos por estes numeros foi a chegada do técnico David Tippet. O treinador mudou a forma do time se postar do gelo, permitindo uma nova cara para os Oilers.
Todavia, o ponto fraco do time ainda é a defesa. Esse foi um aspecto que Edmonton já vem trabalhando desde a temporada passada. Entretanto, as falhas na defesa ainda são visíveis durante os jogos.
Por isso, para conquistar uma vaga nos playoffs, o Oilers precisa que os goleiros Mikko Koskinen e Mike Smith continuem a boa fase. Pois, em uma divisão tão acirrada, a qualquer momento eles podem ser ultrapassados por algum time com uma defesa mais sólida e ficar de fora da pós temporada.
Calgary Flames (26-19-5 50 jogos, 57 pontos)
Geoff Ward virou técnico interino do Calgary Flames. (Foto: Sportsnet.com/Reprodução)
Impossível falar sobre a temporada do Calgary Flames sem falar sobre a demissão de Bill Peters, devido as ofensas racistas proferidas ao atleta Akim Aliu. Desde então, Geoff Ward entrou no comando como técnico interino do time.
Contudo, antes mesmo do incidente com Peters, o Flames não estava em uma boa fase. Eles não ganhavam há 6 jogos antes da crise. Entretanto, ao invés da demissão de Peters desencadear uma fase ruim de adaptação ao novo técnico, o time pareceu ter se reencontrado. Conquistou uma sequência de 7 vitórias sob o novo comando e vem se mostrando vivo na disputa pela vaga nos playoffs.
O time de Alberta conta com o mesmo elenco, composto por Johnny Gaudreau, Sean Monahan, Matthew Tkachuk e Elias Lindholm. O último, inclusive, liderando o time com 20 gols marcados. A má fase parece ter se esvaído, entretanto, será nescessário lutar com perseverança para enfrentar seus rivais e conqusitar uma vaga.
Arizona Coyotes (26-20-5 51 jogos, 57 pontos)
Taylor Hall saiu do New Jersey Devils para o Arizona Coyotes. (Foto: Christian Petersen/Getty Images)
Uma das maiores surpresas até agora sem dúvida foram o Arizona Coyotes. Mesmo com boatos de que o time sofreria uma realocação, o time pareceu ter se encontrado.
Taylor Hall foi adquirido pelo Coyotes em Dezembro, e desde então, ele tem 7 gols e 8 assisitências em 17 jogos. Ainda se adaptando, Hall foi a negociação que mostrou a todos que os Yotes estão aí para buscar uma vaga nos playoffs.
Contudo, algumas lesões assolam o time. Darcy Kuemper é o goleiro titular, estava em grande fase, sendo um dos goleiros na corrida do Vezina Trophy. Kuemper chegou a ser chamado para o All Star Weekend, mas ele está afastado dos rinques por conta de uma lesão.
Além dele, o defensor Niklas Hjalmarsson, que é o coração da defesa do Yotes, também estava lesionado. Ambos os jogadores são esperados para retornarem aos rinques após o ASW.
Assim, por conta de tais lesões, os Coyotes tiveram uma sequência de 8-9-2 e o recorde em casa é de 8-10-1, atrás apenas de New Jersey Devils e do Detroit Red Wings.
Todavia, os Coyotes ainda possuem a quarta melhor média de gols da liga. Além disso, o power play e penalty kill também estão classificadas como uma das melhores e o recorde de Arizona na estrada é 13-6-3.
Vegas Golden Knights (25-20-7 52 jogos, 57 pontos)
O novo técnico do Vegas Golden Knights: Pete DeBoer, demitido do San Jose Sharks. (Foto: Sean Kilpatrick/The Canadian Press)
De todos os times, o Vegas Golden Knights talvez seja o que mais sofreu de altos e baixos na temporada. Certamente, ninguém esperava a demissão súbita do técnico Gerard Gallant, apenas 19 meses depois de liderar a equipe de expansão para uma aparição final na Stanley Cup.
Os dirigentes de Vegas disseram que a demissão foi exclusivamente por conta dos resultados, portanto, quem entrou em seu lugar fora justamente o ex-técnico do San Jose Sharks, Pete DeBoer. DeBoer e o Sharks foram responsáveis por eliminarem Vegas no first round da temporada de 2018-2019. Ainda é muito cedo para avaliar o desempenho do novo técnico, que ainda não teve chance de mostrar se as falhas do time estavam na comissão técnica ou em detrimento de alguma linha que precisa se ajustar.
A equipe de Vegas é uma equipe recheada de talentos, sem dúvida. O ataque, composto por Max Pacioretty, Mark Stone, Reilly Smith e Jonathan Marchessault, continua afiado. A defesa também é sólida, considerada por muitos umas das melhores da Liga.
Mas nem mesmo o talento da equipe pode evitar a inconsistencia em alguns jogos. Há jogos no qual a defesa joga bem, os atacantes também e o trabalho dos goleiros Marc Andre-Fleury ou de Malcom Subban nas redes fica bem mais fácil.
E há outros jogos no qual a defesa desaparece, deixando os goleiros a mercê dos outros times. Talvez Vegas possa arrumar esse problema na trade deadline, já que existe uma necessidade de fortalecer ainda mais a defesa do time. Caso não haja alguma mudança, entretanto, o time terá que lutar ainda mais para garantir a vaga nos playoffs. Isso porque, este ano, difere das demais temporadas que o Vegas participou, os times da pacífica estão em pé de igualmente para buscar o mesmo resultado.
San Jose Sharks (21-25-4 50 jogos, 46 pontos)
Bob Boughner, novo técnico do San Jose Sharks. (Foto: Ezra Shaw/Getty Images)
O time que chegou à final da conferência Oeste contra o atual campeão da Stanley Cup St. Louis Blues provavelmente fica de fora dos playoffs esse ano. Primeiramente, por causa de um recorde ruim nesta temporada, Pete DeBoer foi demitido. Em seu lugar, entrou Bob Boughner.
Porém, isso não ainda não demonstrou resultados. O time atualmente está em sexto lugar na divisão, com quase 10 pontos a menos que o Vegas. Para que esta temporada fosse salva, San Jose Sharks precisaria de muitas mudanças.
Um dos possíveis motivos para o Sharks estar tendo uma temporada ruim, foi a saída do ex-capitão Joe Pavelski para o Dallas Stars. Além dele ter sido a liderança do time por 4 temporadas, Pavelski também era um dos líderes no ataque: na temporada passada, ele fez 38 gols.
A defesa do Sharks sempre foi uma das melhores da liga, com nomes como Brent Burns, Marc Edouard Vlasic e Erik Karlsson assegurando que nenhum gol entrasse em suas redes. Mesmo assim, é possível ver tais defensores atuando de maneira muito abaixo do esperado. E o time ainda não esta preocupado para começar a sua renovação na defesa.
Por fim, Martin Jones e Aaron Dell, os goleiros do times, estão em uma fase péssima, principalmente Jones. Muitos dos jogos no qual o Sharks perdeu foi devido a má atuação dele. Na offseason, certamente o Sharks terá que ir atrás de goleiros novos, para que na próxima temporada se apresente com uma defesa mais consistente.
Anaheim Ducks (19-25-5 48 jogos, 43 pontos)
Embora o Ducks esteja passando por uma transição de jogadores experientes para prospects talentosos, que tiveram temporadas boas na AHL, havia também uma esperança que essa transição fosse rápida o bastante para que o Anaheim Ducks tivesse um ano de fato bom.
Mas isso não aconteceu e, como resultado, uma temporada que poderia levar a uma vaga de playoffs sumiu em um piscar dos olhos. As diversas lesões que assolaram o time dificultou mais ainda esse plano inicial.
Max Comtois, Sam Steel, Troy Terry e Max Jones somam 29 pontos. Todos eles subiram das afiliadas para o time principal, e a princípio, não aparece com um resultado tão bom assim. Mas não podemos esquecer que a transição de um tipo de jogo das afiliadas para o tipo da NHL pode demorar um tempo.
Mesmo com o goleiro de elite John Gibson em frente as redes, sem um ataque que saiba finalizar fica dificil para o time se mostrar ofensivo.
Atualmente, o time do Ducks é algo a ser lapidado. O problema é que essa lapidação tem sido muito lenta, e sem as peças certas ao lados dos jogadores novos, os playoffs ficam cada vez mais distantes.
Los Angeles Kings (18-27-5 50 jogos, 41 pontos)
Tyler Toffoli muito provavelmente não continuará com a equipe, que está em rebuild (Foto: Reprodução/NHL)
Los Angeles Kings anunciou um rebuild. O começo desse rebuild foi a trocar do veterano russo Ilya Kovalchuk para o Montreal Canadiens. Muitas trades são esperadas na trade deadline de fevereiro. Com isso, o L.A Kings não tem muito o que esperar do resto da temporada.
Ao invés disso, o time focará nas movimentações necessárias para que o time volte a ser competitivo. É provável que Kings se livre de alguns contratos antigos, seja por troca ou pela rescisão de seus contratos, ou mesmo em buy out.
Drew Doughty, Anze Kopitar e Jeff Carter são nomes que permanecerão e poderão ser as vozes experientes para os jogadores mais novos. Mas Tyler Toffoli, cujo contrato termina ano que vem, talvez tenha uma casa nova próxima temporada. O jogador vem de uma temporada mediana, recebendo muitas críticas dos fãs.
Fato é que o L.A Kings novamente ficará fora dos playoffs. Seja devido as suas prórpias falhas ou pela competitividade contra seus rivais, as chances do Kings chegarem a pós temporada é muito pequena.
O Boston Bruins e o St. Louis Blues jogaram ontem (27) a primeira partida da final da Stanley Cup.
Blues 2, Bruins 4
A partida começou com os dois times equilibrados no gelo. Boston viu seu puck ser parado nada menos do que oito vezes por Jordan Binnington nos primeiros 20 minutos. Enquanto isso, do outro lado, Tuukka Rask deixou passar o primeiro gol dos Blues. Brayden Schenn marcou aos 7:23 após um rebote.
Com a vantagem no começo do segundo período, não demorou para St. Louis aumentar o placar. David Pastrnak acabou se atrapalhando e passou o puck para Shenn. O canadense, então, assistiu Vladimir Tarasenko para marcar o segundo, e último, gol dos Blues. Daí para frente só teve espaço no gelo para o time da casa.
Com 76 segundos depois do gol dos Blues, Boston finalmente respondeu. Connor Clifton fez o seu segundo na Liga ao colocar o puck para dentro do gol de Binnington. Depois disso, cometendo muitas penalidades e um 4-on-5 não muito eficiente, os Blues deram a chance de Boston empatar. Charlie McAvoy aproveitou o power play para marcar, sem assistência, logo após que Oskar Sundqvist deu um cross-checking em Clifton. Se o primeiro período acabou com oito tiros a gol para cada time, o segundo teve St. Louis mais apagado com apenas três, 15 a menos que os Bruins.
Os Blues até tentaram se recuperar no último período, mas nenhuma das nove tentativas de colocar o puck na rede obtiveram sucesso. O gol do desempate veio do taco de Sean Kuraly aos 5:21 do terceiro período. A jogada começou com Zdeno Chara, que mandou o puck para Binnington defender. Noel Acciari, então, achou e passou para Kuraly. Este, por sua vez, conseguiu passar o disco pelo goleiro dos Blues.
A jogada mais comentada da noite aconteceu na metade do terceiro período. Torey Krug e David Perron se atracaram na frente do gol de Boston. Na ocasião, Perron arrancou o capacete de Krug, que certamente não ficou nada contente. Ao ver Perron se aproximar do banco, Krug seguiu do puck e “repetiu” a icônica cena de 49 anos atrás, atingindo Robert Thomas.
Para finalizar a partida, Marchand fez o quarto gol de Boston no empty net. Os dois times agora se enfrentam novamente na quarta-feira (29), em Boston.