Autor: Cristiane Andrade

  • A influência da Disney na criação do Anaheim Ducks

    A influência da Disney na criação do Anaheim Ducks

    Foi no início da década de 1990 que o hockey teve seu “boom” nos Estados Unidos. Figuras como Wayne Gretzky e a expansão da NHL, com times como Tampa Bay, foram grandes influenciadoras no acontecimento. Assim, o esporte começou a ter mais legitimidade, após anos sob estado “cult” entre os norte-americanos. O Anaheim Ducks teve seu início exatamente neste contexto. 

    Dois fatores foram suficientes para um acontecimento grandioso: um empresário da Disney e seu amor pelo hockey. Consequentemente, o mais novo time da Califórnia acabou por sair das telas da televisão e foi parar diretamente nos rinques da NHL. Desta forma, os Ducks fizeram, na temporada 1993/94, seu debut na maior Liga de hockey do mundo. E, assim, automaticamente, fizeram história e o nome da franquia no esporte. 

    A história dos Ducks foi uma transição de negócios que combinou a indústria cinematográfica, marketing de marca e um esporte profissional em crescimento na América. Tal qual, tinha tudo para dar errado, mas acabou sendo uma das maiores e melhores jogadas da Liga.

    A criação dos Mighty Ducks da Disney

    Michael Eisner, diretor executivo da Disney na época, era apaixonado por hockey. Desta forma, cresceu acompanhando os Rangers durante a sua infância em Nova Iorque. Mas Eisner não era só um simples cidadão americano que amava o esporte. Ele também tinha um dos maiores cargos em uma das maiores companhias de entretenimento do mundo.

    A época de expansão da NHL, por conseguinte, foi também a década de ouro da Disney. A companhia construiu parques como a Disneyland Paris e Disney’s Hollywood Studios. Além disso, adquiriram companhias de televisão como ABC, ESPN e Miramar. Também produziram mais filmes do que jamais haviam antes. Um deles foi o maior filme de hockey elaborado atualmente para crianças: The Mighty Ducks. Em uma entrevista à revista Times, Eisner contou que a franquia já havia produzido filmes com temática de vários tipos de esporte. Por isso, um filme sobre hockey, no início do crescimento do esporte nos EUA parecia uma ótima ideia a sair do papel. 

    Original cast do filme The Mighty Ducks. Foto: Reprodução/cosmopolitan.com

    E foi. O filme arrecadou cerca de 50 milhões de dólares nas bilheterias do mundo todo, apesar de não ter sido tão bem aclamado pela crítica. 

    O filme se tornou popular entre crianças do mundo todo que eram fãs de hockey. Assim, uma nova franquia da Disney nascia, gerando mais dois filmes: D2 e D3 – Mighty Ducks. Futuramente, devido ao sucesso, foi criada também uma séria de animação. Esta também se chamava Mighty Ducks e foi transmitida pela ABC, em 1997, contando com 26 episódios e uma temporada. Contudo, além de todo o sucesso cinematográfico, a Disney tinha planos muito maiores para a franquia de filmes. 

    O Anaheim Ducks da NHL

    Os Mighty Ducks não foram criados com a intenção de, futuramente, desenvolver um time real de hockey. Porém, o sucesso de bilheteria do filme foi um fator essencial para que a Disney acreditasse que um time na NHL seria muito lucrativo. Tanto para a Liga, quanto para a companhia. Portanto, o filme acabou sendo também uma pesquisa de mercado, que testou todas essas alternativas.

    A equipe Mighty Ducks na NHL apresentava uma série de promoções para o time e a companhia. Além da publicidade, a cidade de Anaheim, cotada desde o início para ser casa do time, e a NHL tinham muito o que ganhar neste acordo. O estímulo para criar a equipe foi a sinergia de marketing que a maioria das marcas deseja, na qual ambos parceiros ganham, tanto exposição quanto receita, enquanto a marca Mighty Ducks fosse sucedida. 

    Para a NHL, os benefícios eram óbvios. Trazer o gigante do entretenimento mundial para a Liga, com uma base de fãs sólida, seria uma jogada e tanto. A Liga ainda tentava se estabelecer no quesito fan base no continente americano e no mundo. Assim, tendo o marketing da Disney ao seu favor faria com que as coisas acelerassem muito mais. Por outro lado, a esperança da Disney com a construção do time em Anaheim era tornar esta um destino turístico. Com a Disneylândia localizada na cidade, e a expansão da Disney, a companhia só tinha a ganhar com o investimento. 

    Então, no ano de 1993, os Mighty Ducks of Anaheim foram criados. No momento da criação, a equipe foi sediada na Anaheim Arena – que foi apelidada de “The Pond” (“a lagoa”), devido ao nome do time. A arena foi fundada em julho de 1993, e ficava a uma pequena distância da Disneylândia.

    A estréia dos Ducks na Liga

    O time fez seu debut na NHL em outubro de 1993, mesmo ano de sua criação. A Disney proporcionou aos telespectadores um show de abertura de 15 minutos. Esta contou com performances de músicas hit da franquia e a junção dos filmes mais clássicos da companhia na época. Posteriormente, o primeiro jogo da equipe foi disputado contra os Red Wings. Infelizmente, os Ducks acabaram perdendo para a equipe de Detroit. Porém, a vitória do time de Anaheim veio dois jogos depois, contra os Oilers. Assim, em casa, os Ducks venceram o time do Canadá por 4 a 3. 

    Cerimônia de abertura dos Mighty Ducks de Anaheim na NHL.

    Apesar de não terem ganhado uma Stanley Cup em seu primeiro ano na Liga, os Ducks tiveram bom rendimento durante a temporada 1993/94. Primordialmente com 71 pontos, a equipe teve um total de 33 vitórias, sendo 19 delas fora de casa. Foi um recorde surpreendente para um time de apenas um ano na NHL. Além disso, a média de público na casa do time na primeiro temporada na liga era de 16.989 espectadores (98% da capacidade).

    Fora do rinque, porém, as coisas eram diferentes. As mercadorias dos Mighty Ducks superavam qualquer time na NHL. Assim, cerca de 80% das vendas de produtos da Liga eram proporcionadas pelos Ducks. 

    A parceria, no entanto, começou a se desgastar após alguns anos. Desta forma, em 2005, com a saída de Michael Eisner da companhia, a Disney acabou vendendo os Mighty Ducks Anaheim. Depois disso, tiveram o nome reformado: a partir do ano de 2005, o time passou a se chamar Anaheim Ducks. Assim como a Arena que, comprada pela Honda, se tornou Honda Center. Por consequência, em 2007 o time acabou conquistando sua primeira Stanley Cup na história. 

    O legado da Disney no esporte

    Apesar da parceria entre Disney e NHL não ter sido vitalícia, a companhia trouxe um enorme legado para a Liga. A Liga Nacional de Hockey não era tão conhecida antes da década de 1990. Portanto, o investimento de marketing da Disney, principalmente na equipe de Anaheim, trouxe um grande montante em vendas de produtos para a NHL. Assim como trouxe muitos fãs leais, que foram afetados pelo filme e são apaixonados pelo esporte até os dias de hoje.

    O investimento da Disney acabou tornando a NHL mais famosa. Com o passar dos anos, um país que antes era dominado por futebol americano e basquete, acabou sendo conquistado também pelo hockey. As equipes profissionais, posteriormente, também passaram a investir em feitos que influenciassem o processo. Seja em mídia, centros de esportes para incentivar crianças a praticar, ou em produtos.

    Desde então, a NHL vem aos poucos tentando conquistar de vez os norte-americanos. Não só estes, mas também públicos internacionais. A Liga vem tentando provar que o esporte é tão digno de audiência e paixão quanto o futebol. Este último tem a maior audiência mundial.

    Basta agora torcer para que o mundo separe um lugar em seu coração para o hockey, assim como tem um lugar para outros esportes, e para a própria Disney. E que o esporte tenha o reconhecimento que merece.

    Foto: Reprodução/CBSsports.com

  • O que rolou no primeiro round do NHL Draft 2019

    O que rolou no primeiro round do NHL Draft 2019

    O primeiro round do Draft 2019 da NHL aconteceu ontem (21), na Rogers Arena, em Vancouver. A maior parte das previsões em relação aos prospects foram idealizadas, com Hughes em primeiro lugar e Kakko em segundo. Primordialmente, foram 27 times e 31 jogadores selecionados na primeira etapa do evento. Confira os melhores momentos do acontecimento mais esperado da intertemporada da NHL.

    Hughes x Kakko

    Não era surpresa o fato de que Jack Hughes e Kaapo Kakko vinham sendo cotados há tempos para o Top 3 do Draft 2019. Afinal, seus desempenhos em seus times eram dignos desta posição. Porém, alguns especialistas ainda divergiam em opinião sobre qual dos dois deveria ser o 1st pick.

    Ambos queriam o primeiro lugar. Mas foi Jack Hughes quem teve seu desejo atendido.

    O New Jersey Devils subiu ao palco e escolheu a estrela do time de Hockey dos EUA under-18 para reforçar a equipe. Em segundo lugar, Kaapo Kakko, um dos jogadores mais proeminentes da Finlândia, teve seu nome chamado pelo New York Rangers. Ambos jogadores de alto nível e que tem altas expectativas sobre a Liga – e vice-versa.

    Os Top 3 escolhidos

    Jack Hughes: #1

    Foi com um sorriso de orelha a orelha que o garoto de Orlando subiu ao palco para vestir o uniforme dos Devils. Sendo um dos mais cotados há bastante tempo para o 1st pick, Hughes faz jus à posição. Sendo um dos jogadores mais dinâmicos do Programa de Hockey dos EUA Under-18, Jack consegue pensar no jogo na velocidade máxima com ou sem o puck.

    Com 112 pontos em 50 jogos no time sub-18, ele lidera a equipe dos EUA. Além disso, nas duas temporadas jogando pelo seu país, Hughes atingiu o maior record de assistências (154) e pontos (228). Tudo isso em apenas 110 jogos disputados desde que entrou na equipe. Desse modo, Jack é o quinto jogador do time de Hockey dos EUA under-18 a ser a primeira escolha no Draft. Fica atrás apenas de jogadores como Auston Matthews e Patrick Kane.

    Com essa escolha, o New Jersey Devils tem para si um dos melhores forwards do Draft. Posteriormente, o jogo dinâmico de Hughes será peça essencial para que os Devils garantam seu espaço nos playoffs.

    Kaapo Kakko: #2

    O finlandês de 18 anos foi o segundo selecionado no Draft, pelo New York Rangers. Combinando habilidade de jogo e altas pontuações, o jogador canhoto pode disputar na posição de winger ou centro. Marcou 22 gols nos 45 jogos que disputou pela Liiga, a liga profissional de hockey da Finlândia. Em síntese, jogando pelo TPS, Kakko liderou a equipe com quatro gols e cinco pontos, em cinco jogos nos playoffs da liga. Além disso, ainda teve cerca de 20 minutos jogados por partida.

    No mundial de hockey, o finlandês marcou o gol da vitória de sua equipe, conquistando a medalha de ouro. Em suma, finalizou o torneio com cinco pontos em sete jogos.

    Ele é um adicional de extrema importância para os Rangers. De acordo com analistas da NHL, pode ser um dos principais jogadores a liderar o time. E também o responsável pelas futuras vitórias do New York na Liga.

    Kirby Dach: #3

    Ao longo da última temporada, muitos jornais esportistas cotaram Alex Turcotte para ser o 3rd pick do Draft deste ano. Porém, a surpresa da noite foi quando o Chicago Blackhawks subiu ao palco e anunciou Kirby Dach como sendo a sua escolha. Estático, Kirby afirmou para a NHL.com que “foi uma surpresa e choque”. Mas também disse que estava “emocionado e honrado por fazer parte de uma equipe como os Blackhawks.”

    Como centro do Saskatoon, time da liga Oeste do Canadá, fez 73 pontos (25 gols e 48 assistências) em 62 jogos na equipe. Kirby é um jogador versátil, que pode armar jogadas incríveis, fazer gols, e é ótimo no jogo físico. Portanto, pode ser uma ótima adição na equipe do Chicago para as próximas temporadas, principalmente nos playoffs.

    Outros acontecimentos

    Sem maiores surpresas, em 4º lugar, escolhido pelo Avalanche, foi selecionado o defensor Bowen Byram. No entanto, Alex Turcotte, cotado para top 3 desde o início da temporada, foi selecionado em 5º lugar pelo L.A. Kings.

    À princípio, o décimo primeiro pick no Draft pertencia ao Philadelphia Flyers. Porém, uma trade com o Arizona Coyotes mudou a situação. Então, os Flyers receberam dois picks dos Yotes, o 14º e 44º. E o time do Arizona recebeu uma escolha no primeiro round, o 11º lugar.

    As rodadas posteriores do Draft acontecem neste sábado (22), também em Vancouver.

    As demais escolhas detalhadas dos jogadores você consegue acompanhar no site da NHL.com.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • As escolhas do Ottawa Senators no Draft 2019

    As escolhas do Ottawa Senators no Draft 2019

    O Draft 2019 da NHL irá acontecer nos dias 21 e 22 de junho, em Vancouver, no Canadá. Assim como existem diversas especulações sobre os top prospects da Liga, o futuro de alguns times também vem sendo especulado. O Ottawa Senators é um deles. Por meio de algumas trades durante a temporada 2018/19, os Senators conseguiram cinco picks top 100 no Draft deste ano. Além disso, tem mais dois abaixo dos cem. Isso pode ser o fator essencial responsável por reconstruir o time de Ontário do zero e fazer deste um forte concorrente das demais equipes nos playoffs.

    As trades Duchene e Karlsson

    Não é surpresa para os fãs de hockey que o Ottawa terminou em último lugar na temporada 2018/19. Até o início deste ano, os Senators não possuíam mais seu first round pick. Isso devido a uma trade com o Colorado Avalanche em 2017, que resultou na vinda de Matt Duchene para o time. Além da vinda de Duchene, a trade resultou também em uma escolha no terceiro round do Draft de 2019 para o Ottawa.

    Porém, em fevereiro deste ano, um acordo com o Columbus Blue Jackets viria a ser de extrema importância para a equipe de Ontário. Acordo que, por fim, resultou na ida de Duchene para os Blue Jackets. Dessa forma, os Senators voltaram a adquirir, via o time de Columbus, um first round pick. Assim sendo, o time de Ottawa acabou por ficar com a 19ª posição. Apesar de não ter um dos três primeiros picks, o Ottawa ainda possui grandes chances de conseguir jogadores que se encaixem bem no time. Espera-se, com isso, que estes possam ser peças principais no sucesso da equipe nas próximas temporadas.

    Além da escolha no first round, os Senators também garantiram mais duas escolhas no segundo round do Draft. Acabaram com escolhas de 32º e 44º lugares. Este último sendo um extra, foi adquirido devido a trade de Erik Karlsson para os Sharks. Esse acordo envolveu o Florida Panthers e o time de San Jose. Afirmaram, assim, que a ida dos Sharks para os playoffs na temporada atual resultaria num second round pick para os Senators.

    Os picks nos rounds consecutivos

    No terceiro round, o Ottawa possui apenas uma seleção. Esta foi adquirida em uma trade entre Senators, Pittsburgh Penguins e Vegas Golden Knights. De início, o third round pick pertencia ao Pittsburgh. O time da Pensilvânia recebeu este e mais dois jogadores dos Senators, um deles sendo Derick Brassard. Porém, Brassard foi adquirido pelo Vegas mais tarde em uma trade com os Peguins. Logo depois, o Ottawa Senators voltou a adquirir sua seleção do terceiro round do Draft, sendo este o 83º lugar.

    No quarto round, o time de Ontario tem seu próprio pick, o 94º lugar. Além disso, tem outro no quinto, com a 125ª posição, e no sétimo (187ª). Estas foram adquiridas devido à colocação dos Senators na temporada 2018/2019. E o time de Ontario foi o último na tabela. Em regra, os últimos colocados ganham mais prioridade no Draft do que os times que se classificaram para os playoffs. Desta forma, o Ottawa acabou por adquirir um primeiro lugar nos rounds 2, 4, 5 e 7. Estas colocações, no entanto, podem mudar se o time fizer alguma trade com alguma outra equipe até lá. Podendo resultar na compra de um pick de outro time – caso dos Senators no primeiro e terceiro rounds.

    Inicialmente, o Ottawa também possuía um pick no sexto round, na 156ª posição. Porém, fez uma trade com o Vancouver Canucks. A equipe de Ontario destinou sua seleção na sexta etapa aos Canucks pela vinda de Anders Nilsson e Darren Archibald para o time.

    Com sete sólidas escolhas, sendo uma delas no primeiro round, o Ottawa Senators continua a tentar, de todas as formas, uma reconstrução no time. Tudo isso por meio de drafts e trades, pelo segundo ano consecutivo. Apostando em jogadores novos (a escolha de Brady Tkachuk no draft de 2018 só prova o ponto), os Senators tentam dar uma nova cara ao time. Além disso, esperam que os esforços os coloquem novamente na corrida pelos playoffs e o mais perto possível de uma Stanley Cup.

    Foto: Reprodução/tsn.ca

  • Charlotte vence Chicago e leva a Calder Cup 2019

    Charlotte vence Chicago e leva a Calder Cup 2019

    Após uma temporada espetacular, o Charlotte Checkers levou ontem (08) o troféu da AHL, a Calder Cup, da temporada 2018/2019. O time da Carolina do Norte venceu o Chicago Wolves em 4 jogos a 1. E assim, terminaram os playoffs sendo recompensados com sua primeira taça da Liga Americana de Hockey.

    Um dos mais cotados a levar o prêmio, os Checkers finalizaram a temporada regular com 110 pontos. E dessa forma, acabaram por garantir o Macgregor Kilpatrick trophy. Este troféu é destinado ao time com maior pontuação na temporada regular. Portanto, com vantagem de home ice nos playoffs, os Checkers utilizaram todos os fatores a seu favor para garantir sua primeira taça.

    O Chicago Wolves também terminou a temporada regular nas partes mais altas da tabela. Com 98 pontos, o time finalizou a season em primeiro lugar da divisão central e com a maior pontuação da Conferência Oeste. E assim, foram para sua 20ª campanha nos playoffs da AHL também com vantagem.

    Com 16 times no total, sendo oito da Conferência Oeste e oito da Conferência Leste, os playoffs da Calder Cup contaram com as seguintes equipes:

    Bracket final dos playoffs da Calder Cup / Fonte: theahl.com

    Campanha Playoffs Charlotte Checkers

    Assim como na temporada regular, os Checkers fizeram uma excelente campanha nos playoffs. Com tanto êxito que a maior parte das séries foram ganhas em apenas 4 jogos.

    Seu primeiro adversário foi o Providence Bruins. Os Checkers dominaram a maior parte do Round, tendo vitórias com mais de 4 gols por jogos. E assim, acabaram por levar a série em 3 a 1, avançando para o segundo round.

    A segunda etapa foi disputada contra os Hershey Bears. Sem maiores dificuldades, e novamente com saldo de gols alto em todos os jogos, os Checkers “varreram” os Bears. E assim, garantiram um lugar na Final da Conferência.

    O terceiro round dos playoffs foi o que o Charlotte mais enfrentou dificuldade ao jogar contra os Marlies, campeões da temporada passada. No entanto, os Checkers levaram a série no jogo 6. Desta maneira, o time de Charlotte avançou para a final da Calder Cup.

    Campanha Playoffs Chicago Wolves

    O primeiro adversário dos Wolves nos playoffs foi o Grand Rapids Griffins. O Chicago começou a série em desvantagem, com derrota no jogo 1 para os Griffins. Porém, a equipe de Illinois assume a liderança no jogo 4, e assim, na casa do rival, levam a série com 3 jogos a 2.

    O Iowa Wilds talvez tenha sido o adversário mais difícil do time. Embora a série estivesse empatada até o jogo 4, os Wolves ganharam o jogo 5, adquirindo assim grande vantagem sobre o adversário. No jogo 6, com placar de 3 a 1, o Chicago ganhou a série em 4 a 2. Desta maneira, o time de Illinois avançou para a Conferência Final.

    Posteriormente, a equipe de Illinois venceu o jogo 1 da conferência final contra o San Diego Gulls. Porém, empataram a série contra o rival até o jogo 4. Após a vantagem de uma vitória no jogo 5, os Wolves vencem o jogo 6 e avançam para a final da Calder Cup. Enfim classificado, o próximo oponente do Chicago seriam os Checkers, time que chegou forte à final.

    Série: Charlotte Checkers 4, Chicago Wolves 1

    Foram os Chicago Wolves quem saíram na frente no round final da Calder Cup. Vencendo o jogo 1 no overtime, os Wolves ganharam vantagem contra os Checkers, assumindo assim a liderança da série. Porém, a sensação de vitória durou por pouco tempo. No jogo 2, com um dos melhores marcadores da liga nos playoffs a seu favor, Andrew Poturalski, os Checkers empataram a série num placar de 5 a 3. E desta maneira que se seguiram os outros dois jogos, até a partida final.

    No jogo 5, liderando a série por 3 a 1 sobre os Wolves, o Charlotte Checkers mostrou suas melhores qualidades no gelo. Sem maiores pressões, Poturalski não perdeu tempo, e abriu o placar do jogo a favor dos Checkers. Com assistência de Aleksi Sarela, o líder de gols nos playoffs marcou para o time da Carolina do Norte logo nos primeiros 91 segundos do primeiro período.

    No entanto, no terceiro período, vendo a vantagem do seu oponente de 3 a 1, os Wolves reagiram. E desta forma, correndo contra o tempo, marcaram dois gols. Mas o esforço do time de Illinois foi em vão. Fazendo mais dois gols no último período, os Charlotte Checkers garantiu a vitória. E desta forma, finalizaram o jogo levando o maior troféu da liga, a Calder Cup. A equipe ganhou a série em 4 jogos a 1 contra os Wolves. Essa foi a primeira conquista da Calder Cup do Checkers em toda a história da equipe na AHL.

    Além da taça principal do torneio, o troféu de MVP também foi para um jogador dos Checkers. Com 23 pontos em 17 jogos (12 gols e 11 assistências), Andrew Poturalski levou para casa o Jack A. Butterfield Trophy, com o intuito de premiar os líderes de pontos nos playoffs.

    Foto: Reprodução / gocheckers.com

  • Blues empatam série com vitória de 4 a 2 no Boston

    Blues empatam série com vitória de 4 a 2 no Boston

    Jogando novamente em casa, o St. Louis Blues deixou o Jogo 3 no passado e manejou uma vitória espetacular sobre o Boston Bruins. Com dois gols de Ryan O’Reilly, o time de Missouri venceu o de Massachusetts, assim ficando empatados na série.

    Boston 2, Blues 4

    O St. Louis veio do Jogo 3 pressionado. Com derrota de 7 a 2 para os Bruins, em sua própria casa, os Blues sabiam, com toda certeza, o quão importante seria ganhar o Jogo 4. Precisavam provar que ainda estavam na batalha pela taça, da mesma forma que seu rival. Foi desta maneira que o time de Missouri decidiu as cartas ao longo do jogo.

    O primeiro período começou logo de cara com dominância do time da casa. Dessa forma, logo no início, aos 43 segundos, a equipe de Missouri foi quem abriu o placar. Assim, com gol de O’Reilly, os Blues passaram a liderar o jogo em 1 a 0.

    Mas, apesar do explêndido início do St. Louis, foi o Boston quem respondeu, aos 13:14 ainda do primeiro tempo. Aproveitando um rebound de Binnington, Charlie Coyle colocou o puck no fundo da rede e marcou para os Bruins. Assim, o jogo ficou empatada num placar de 1 a 1. Entretanto, apesar dos esforços do Boston, os Blues voltaram a liderar a partida, marcando seu segundo gol no jogo com Vladimir Tarasenko. Aos 15:30, o camisa 91 do time de St. Louis aproveitou outro rebound de Rask, assim deixando o time na frente, com vantagem de 2 a 1 sobre o Boston.

    No segundo período, Rask tentou salvar o gol dos Bruins a todo o custo. Com ataque ativo dos Blues em sua linha ofensiva, o goleiro do Boston salvou 12 shots a gol no segundo tempo. Certamente um alívio para o time de Massachusetts, que depois de muito tentar, conseguiu finalmente deixar a partida empatada outra vez. Brandon Carlo, com assistência de Patrice Bergeron, marcou o segundo dos Bruins no jogo e seu primeiro nos playoffs.

    Glória para St. Louis

    Com a partida agora empatada, St. Louis e Boston foram para o terceiro tempo, ambos dispostos a conseguir a vitória. Apesar da dominância do time da casa, os Bruins ainda assim tentaram atacar o gol de Binnington constantemente, criando algumas boas chances.

    Porém, a sorte não estava ao lado do time visitante esta noite. Aos 10:38 do último período, os Blues voltaram a assumir o controle da partida. Com gol de O’Reilly (seu segundo no jogo), o St. Louis Blues aumentou sua vantagem em 3 contra 2 no Boston Bruins.

    O Boston ainda tentou, deixando assim sua rede vazia e arriscando um jogador a mais em campo nos últimos minutos da partida. No entanto, os Blues finalizaram a partida em casa com chave de ouro: faltando dois minutos para o fim do jogo, Brayden Schenn marcou. Assim, o St. Louis finalizou o jogo com o placar de 4 a 2 contra o Boston, voltando desta forma empatar a série.

    Com tudo igual para os dois times, o Boston Bruins agora tem a chance de ganhar o Jogo 5 em sua própria casa, com a série voltando a ser disputada no TD Garden.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Primeira vitória dos Blues em uma final de Stanley Cup

    Primeira vitória dos Blues em uma final de Stanley Cup

    Em jogo cheio de golpes e grandes defesas dos goleiros, foi o time de Missouri quem levou a melhor. Conquistando sua primeira vitória em uma série final da Stanley Cup, St. Louis Blues venceu o Boston Bruins em overtime, assim empatando a série.

    Blues 3, Bruins 2

    O primeiro período do jogo foi movimentado, para ambos os times. As duas equipes disputaram a posse do puck constantemente, mostrando um jogo extremamente ofensivo.

    Aos 4:58, no entanto, o time de Missouri ficou com um jogador a menos no rinque. Devido a uma interferência no goleiro, Sammy Blais foi parar na penalty box, portanto desfalcando os Blues.

    Apesar de os dois times terem feito um ótimo começo de jogo, foi o Boston quem saiu na frente. Charlie Coyle, com assistência de Jake DeBrusk, marcou o primeiro do jogo, deixando o placar 1-0.

    Não muito tempo depois, aos 9:37, os Blues deixaram a partida de igual para igual. Em uma jogada que começou com Carl Gunnarsson, Robert Bortuzzo, com assistência de Tyler Bozak, marcou o primeiro dos Blues e o segundo do jogo.

    Sem tempo para pensar em reagir, os Blues viram a rede de Binnington balançar novamente. Aos 10:17, Joakim Nordstrom, com assistência de Sean Kuraly, marcou para o time de Massachusetts e, assim, deixou os Bruins com a liderança do placar.

    Ainda que o time de Boston estivesse a frente, os Blues resolveram atacar novamente o gol de Rask. Faltando apenas cinco minutos para o final do primeiro tempo, Vladmir Tarasenko aproveitou um rebound do goleiro dos Bruins e colocou o puck dentro da rede, assim estacionando o placar em 2-2.

    O segundo tempo foi inteiro dos goleiros. Com os ânimos à flor da pele, ambos os times disputaram constantemente a posse do puck, mas sem sucesso de gols. Por mais que tenha tentado um slapshot de Colton Parayko, os Blues tiveram a sua melhor tentativa bloqueada em uma defesa espetacular de Nordstrom. O Boston também tentou. Faltando um segundo para o fim do segundo período, Clifton tentou um slapshot a gol. Entretanto, foi bloqueado por Jordan Binnington.

    O terceiro tempo também foi movimentado pelas duas equipes. Mesmo assim, Tuukka Rask que foi a estrela do período. Em todo o jogo, o goleiro chegou a fazer 34 defesas. Faltando dois minutos para o fim do último tempo, Gunnarsson tentou outra vez para os Blues. Porém, o puck acabou por bater na trave, fazendo com que os Bruins ganhassem mais tempo.

    O jogo então se encaminhou para overtime. Apesar dos esforços gigantescos das duas equipes, foi o St. Louis quem levou a melhor no Jogo 2. Aos 4:51, com assistência de Ryan O’Reilly, os Blues marcaram seu terceiro na disputa, com um incrível slapshot de Gunnarsson. Deste modo, a partida foi finalizada com o placar de 3 a 2 para os visitantes.

    Portanto, com a série agora empatada, o St. Louis Blues tem a chance de assumir a liderança na próxima partida, dia 1 de junho, jogando em casa.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • A estrada até aqui: St. Louis Blues

    A estrada até aqui: St. Louis Blues

    Ao som de “Gloria”, de Laura Branigan, os torcedores do St. Louis Blues comemoraram a classificação do time à final da Stanley Cup. Vencedores do troféu Clarence S. Campbell, derrotaram o San Jose Sharks. Se tornaram, então, campeões da Conferência Oeste.

    Se superando até o último minuto dos 82 jogos regulares, o time de Missouri enfrenta agora o Boston Bruins. Time esse que vem sendo cotado para ganhar o troféu desde a temporada regular. Com jogo ofensivo e apostas como Jaden Schwartz e Vladimir Tarasenko, o St. Louis tem um elenco recheado de jogadores com condições suficientes de levar o time a levantar a taça mais cobiçada da Liga.

    A estrada até aqui

    Diferente do seu oponente, o St. Louis Blues esteve longe de fazer a melhor temporada de sua carreira. Foram necessárias mudanças na comissão técnica e elenco. Como consequência, o campeão da Conferência Oeste teve a oportunidade de fazer uma das melhores campanhas nos playoffs de sua história.

    Em novembro, a situação fora do rinque não era agradável. Com jogadores que não se entendiam, ocupavam a última posição na tabela da Divisão Central. Assim, os Blues demitiram o técnico, Mike Yeo. Com isso, elevaram para o posto de técnico interino o assistente, Craig Berube. O time tinha resultados caóticos no último mês do ano. Na época, as chances de os Blues chegarem à final da Stanley Cup eram de 0.6%.

    Em janeiro, Berube resolveu dar folga ao veterano das redes dos Blues, Jake Allen. Ao invés, arriscou o rookie Jordan Binnington, reserva da equipe. E este não decepcionou. Binnington parou 25 shots no seu primeiro jogo na NHL, contra o Philadelphia Flyers. Por fim, levou o time a uma vitória de 3 a 0, fazendo com que os Blues ficassem com 38 pontos. No final do mês, o time estava a três pontos de conseguir um lugar para os playoffs no wildcard.

    No início de fevereiro, com 11 vitórias consecutivas, o time tinha o segundo maior recorde de vitórias em toda a NHL. Binnington, com um percentual de defesa em .947%, solidificou sua posição como goleiro regular do time. Os Blues, com 69 pontos e após muito trabalho dentro e fora do rinque, chegaram ao terceiro lugar da Divisão Central. Assumiam, assim, uma posição para disputar os playoffs.

    O St. Louis chegou ao final da temporada com 99 pontos, um a menos que Nashville. Permaneceram na terceira posição da Divisão Central, com um percentual de 10.1% de chances de conquistar sua primeira Stanley Cup. Nada mal para um time que precisou recomeçar do zero. Além disso, ao final de dezembro, não tinha sequer esperanças de competir por uma posição na disputa dos playoffs.

    A jornada nos Playoffs

    O time da cidade de St. Louis começou o Round 1 com uma equipe totalmente diferente. Mais ofensiva, tentava ter para si ao máximo a posse do puck.

    Seu primeiro adversário na longa jornada até a Stanley Cup foi o Winnipeg Jets. A disputa na série foi acirrada entre os dois times. Os Blues ganharam cinco dos seis jogos disputados, com apenas um gol de diferença. O time de St. Louis assumiu o controle de toda a série. Sendo assim, no Jogo 6, com hat-trick de Schwartz, a equipe de Missouri derrotou os Jets e passou para a segunda fase dos playoffs. Até então, dos sete times que mudaram seus técnicos durante a temporada regular, os Blues eram o único que ainda continuavam na disputa. A influência de Craig Berube no time foi tão grande que o técnico foi escolhido como um dos finalistas do troféu Jack Adams, para melhor técnico da temporada.

    O oponente dos Blues agora era o Dallas Stars, que também não teve uma temporada espetacular. Ambos os times, nos sete jogos disputados na série, atacaram de forma quase brutal. Mas foram os Blues que obtiveram melhor desempenho nas partidas disputadas. Mostraram um jogo defensivo, impossibilitando o ataque dos Stars de chegar no gol de Binnington. Também extremamente ofensivo, criaram diversas chances e não deram descanso algum para o goleiro dos Stars, Ben Bishop.

    Mas foi jogando em casa, no Jogo 7 da série, após uma falha da defesa do time de Texas durante o segundo OT da partida, que o orgulho da cidade de St. Louis, Patrick Maroon, marcou o segundo gol do jogo. Assim, os Blues avançaram para a Conferência Final em um jogo emocionante para a equipe. Agora, cada vez mais perto do troféu da temporada.

    Final de Conferência

    A série contra os Sharks talvez tenha a sido a de mais facilidade para o St. Louis. Apesar de terem começado com uma derrota de 6-3, no Jogo 4 os Blues começaram a dar indícios de que poderiam vir a levar o troféu da Conferência Oeste. No Jogo 6, vindo de duas vitórias consecutivas, os Blues não enfrentaram nenhuma resistência. Assim, derrotaram o time da Califórnia com um placar de 5-0. Destaque para o hat-trick e jogo espetacular de Schwartz, figura essencial tanto na temporada regular, quanto nos playoffs, sendo o líder do time em saldo de gols.

    Depois de uma das temporadas mais instáveis da NHL, os Blues se classificaram para a final da Stanley Cup. Saindo da última posição para uma vaga na disputa pelo prêmio mais valioso da temporada. E, finalmente, com uma das equipes mais ofensivas dos playoffs. O único time que apresenta uma equipe mais ofensiva que os Blues é justamente o Boston Bruins, seu oponente na fase final.

    História antiga

    Não é a primeira vez que os dois times se encontram em uma final de Stanley Cup. A última vez foi na década de 1970, quando os Bruins venceram num placar de 4-3. Desde então, os Blues nunca mais estiveram em uma final dos playoffs. É uma conquista merecida para o time de St. Louis, que se superou mais do que qualquer outro durante a temporada regular. Eles tentarão vencer Boston utilizando seus melhores jogadores e estratégias dentro do gelo. Mas o principal fator é a torcida. Essa que espera há anos por esse acontecimento e está ansiosa pelo momento em que o time irá levantar sua primeira taça em casa. Para o bem dos fãs e da cidade de St. Louis, ficamos na torcida para que esse seja seu ano de sorte.

    Confira também a jornada do Boston Bruins até a final da Stanley Cup aqui.

  • St. Louis Blues vence Jogo 5 contra Sharks e abre vantagem na série

    St. Louis Blues vence Jogo 5 contra Sharks e abre vantagem na série

    Com hat-trick de Jaden Schwartz, o St. Louis Blues dominou o jogo com um placar de 5 a 0 contra o time da casa, ficando assim a uma vitória da final da Stanley Cup.

    Blues 5, Sharks 0

    O time da Califórnia começou o jogo em casa criando algumas chances à gol com Evander Kane, que acabou acertando a trave. No entanto, foi um passe errado de Erik Karlsson que colocou o St. Louis Blues na frente, aos 5:50 do primeiro tempo, com um slap shot de Oskar Sundqvist. A equipe da casa até tentou reagir, dominando o resto do período com 11 shots a gol contra 4 do time visitante.

    O segundo tempo começou com o San Jose movimentando a partida, com outro shot de Kane na trave. Porém, aos 03:05, Schwartz aproveitou um rebound do goleiro dos Sharks e marcou o segundo gol do St. Louis na partida. Depois, aos 13:07, foi marcado um pênalti a favor do time de Missouri, pois Brent Burns utilizou do próprio taco para interferir na jogada de Vladimir Tarasenko. O russo cobrou e, assim, aumentou a vantagem dos Blues para 3 a 0.

    No terceiro período, sem chances contra o time visitante, os Sharks viram o St. Louis expandir ainda mais o placar. Com assistência de David Perron, Schwartz marcou seu segundo aos 03:58, e elevou o resultado para os Blues em 4 a 0.

    Finalizando a tarde com chave de ouro, o canadense voltou a marcar. Foi seu terceiro gol na partida contra o time da Califórnia. Contou com assistência de Tarasenko, aos quatro minutos restantes da partida. O atacante dos Blues concluiu o jogo com um hat-trick, finalizando o placar em 5 a 0 para Missouri.

    St. Louis Blues agora lidera a final da Conferência Oeste. O time conta com uma vantagem de 3 a 2 contra o San Jose Sharks. Assim, ficam a apenas uma vitória da final da Stanley Cup. O time ainda terá a possibilidade de fechar a série em casa no Jogo 6, que ocorre dia 21 de maio.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Boston Bruins elimina Canes e avança para a final da Stanley Cup

    Boston Bruins elimina Canes e avança para a final da Stanley Cup

    Com uma vitória de 4 a 0 e dois gols de Patrice Bergeron, o Boston Bruins domina a partida e “varre” o Carolina Hurricanes no Jogo 4 da Conferência Leste. O time da Carolina do Norte pressionou, criou algumas chances, mas não teve êxito diante da defesa do equipe de Massachusetts.

    Bruins 4, Canes 0

    Os Bruins iniciaram o Jogo 4 com uma vantagem de 3 a 0 na série sobre o time da casa. Entretanto, ambos os times entraram no gelo com sede de vitória. Canes até tentou armar algumas jogadas a gol durante o primeiro período, mas foi Boston que criou mais chances com um jogo mais ofensivo. Eles dominaram o primeiro período, dando trabalho para o goleiro do Carolina, Curtis McElhinney, que fez diversas defesas espetaculares.

    Os Hurricanes começaram o segundo período com um jogo mais ofensivo. No entanto, aos 04:46, Brad Marchand passou o puck para David Pastrnak colocar os Bruins na frente com um gol no power play.

    Com a vantagem do time visitante, os Canes desaceleraram no jogo. Assim, abriram espaço para Patrice Bergeron marcar o segundo gol do Boston, com assistência de Pastrnak, faltando 01:26 para o fim do segundo período.

    No terceiro período, os Hurricanes tentaram criar algumas jogadas a gol, mas não conseguiram passar pela defesa do adversário. Aos 10:32, Bruins marcaram seu terceiro gol do jogo, novamente com Bergeron. O canadense recebeu o puck de Pastrnak e marcou seu segundo na partida. Assim, Boston abriu vantagem de 3 a 0 no time da cidade de Raleigh.

    Nos últimos minutos da partida, os Canes arriscaram com um empty net e um jogador a mais no rinque. O time ameaçou o gol de Tuukka Rask algumas vezes, mas sem sucesso.

    Faltando três minutos para o fim, o time da casa viu suas chances na conferência terminadas. Marchand acabou dando o golpe final ao colocar o puck no fundo da rede. Finalizou, então, o jogo em 4 a 0 para os Bruins. Assim, o time, conquistando o troféu Prince of Whales como campeão da Conferência Leste, avançou para a final do campeonato.

    Apesar do ótimo jogo defensivo e ofensivo do Boston Bruins, os Canes saem da disputa pela Stanley Cup após uma temporada incrível e cheia de êxitos.

    Foto: Reprodução/NHL.com