Autor: Cristiane Andrade

  • As mudanças na NHL para a próxima década

    As mudanças na NHL para a próxima década

    Nas últimas semanas, pudemos acompanhar diversos relatos de casos de abuso na NHL. Racismo, violência emocional, xenofobia, conduta violenta dentro e fora das quadras de gelo. Comportamentos que são inaceitáveis, e não deveriam possuir espaço no século 21. Uma nova década se iniciará em menos de um mês e a Liga não pode continuar a mesma.

    Sendo assim, após os diversos casos expostos ao público nos últimos dias, o comissário da Liga Nacional de Hockey, Gary Bettman, se encontrou nesta segunda (9) com o Conselho de Governadores desta para decidir certas mudanças em relação a NHL. Principalmente, como a Liga deve se comportar a partir dos próximos anos em relação aos abusos com as próximas gerações de atletas.

    O comunicado

    Bettman inicia explicando que, como uma das maiores ligas de hockey do mundo, a NHL sabe do seu papel em se tornar um exemplo. E que certas condutas, dentro e fora do gelo, são intoleráveis, independente do momento em que ocorreram. Ele também ressaltou a importância do respeito entre todos para um melhor ambiente de trabalho.

    “Agora, obviamente, estamos cientes da conduta que foi e é inaceitável. Se aconteceu há 10 anos ou na semana passada, a resposta deve ser a mesma – é inaceitável. Embora não soubessemos, o fato é que nós, como Liga – em nome de nós mesmos, nossas equipes e nossos jogadores, treinadores, organizações e torcedores – devemos responder de uma maneira clara, significativa e apropriada. Profissionalismo e respeito sempre foram importantes para a Liga, mas agora é um momento particularmente importante para discutir isso, porque todos têm direito a um local de trabalho respeitoso.” (Gary Bettman, para o Site da NHL)

    Seguidamente, explana sobre a necessidade de mudanças na Liga, pois o mundo está constante evolução, e a NHL precisa mudar para melhor junto deste. No entanto, Bettman ainda destaca que é necessário lembrar e reconhecer o comportamento errado do passado, para que todos possam evoluir em prol do hockey e de sua comunidade.

    “O mundo está mudando para melhor. Esta é uma oportunidade, e um momento, para mudanças positivas e essa evolução deve ser acelerada – para o benefício de todos os associados ao jogo que amamos. E mesmo enquanto a mudança está entrando em vigor, ainda precisamos reconhecer coisas que estavam erradas no passado. Esse reconhecimento permite que aqueles que foram prejudicados sejam ouvidos e oferece a todos nós a oportunidade de impedir que essas coisas aconteçam novamente.” Gary Bettman, para o nhl.com

    Mediante às diversas denúncias de abuso dos últimos dias, o comissário volta a reforçar que “Inclusão e diversidade […] são princípios fundamentais para a NHL, e que é por isso que a Liga criou programas como “Learn To Play” e “Hockey is for everyone”. (Bettman para nhl.com)

    Mas, apesar da implementação de ações como estas, com intuito de incluir no esporte todos aqueles que o amam, ainda existe muita negligência da Liga em relação à inclusão e ao não-preconceito. Alguns programas foram criados há alguns anos atrás, portanto, seria natural que as coisas já estivessem caminhando para um rumo de mais mudanças positivas. No entanto, ainda assim assistimos diariamente aos diversos relatos corajosos de jogadores que sofreram abusos devido à sua etnia, orientação sexual, e diversos outros motivos. Como dito antes, inclusão e diversidade são princípios fundamentais da Liga. Todavia, é cada vez mais necessário que estes comecem a sair do papel de uma vez por todas, para o bem da própria NHL, e daqueles que são peça importante para fazer com que esta continue existindo – seus jogadores. 

    A partir disso, Bettman e os comissários citaram algumas propostas que revelam como desejam que a NHL se apresente daqui para frente.

    Comprometimento dos times com a Liga sobre a comunicação dos casos de abuso

    Decidiu-se que, futuramente, diante de condutas abusivas, inapropriadas ou intoleráveis, dentro e fora do gelo, que venham a violar às políticas da Liga, é de extrema importância e necessidade que o time comunique imediatamente o escritório da NHL (Gary Bettman ou Daly). Continua afirmando que haverá tolerância zero em relação a falha na comunicação de assuntos como este, e que, caso aconteça, “o clube e as pessoas envolvidas devem esperar disciplina severa.” (Bettman, nhl.com).

    Em relação ao caso Bill Peters no Carolina Hurricanes, ainda existe confusão entre as declarações de Ron Francis e Peter Karmanos que precisam ser esclarecidas em relação ao caso Michal Jordán e seu companheiro de equipe. Isso por que, nos depoimentos, Francis, na época General Manager dos Cannes, afirma ter feito Peters pedir desculpa a equipe, e diz na declaração à NHL ter “informado à propriedade”. Porém, o dono majoritário do time durante o acontecimento, Peter Karmanos, afirmou ao Seattle Times que não havia sido alertado sobre o caso, e que se tivesse, teria emitido a demissão de Peters. Portanto, essa ainda é uma pendência que o escritório da NHL precisava resolver, e se prontificou a fazê-la o quanto antes.

    No entanto, Bettman afirma que as alegações aos antigos responsáveis pelo time não se aplicam ao atual detentor dos direitos do Cannes, Tom Dudon, que foi um dos primeiros a comunicá-lo quando soube do caso de violência física cometido por Peters.

    Programa anual sobre conscientização da diversidade e inclusão

    O comissário continuou o comunicado afirmando que tinha consciência de que a maioria dos técnicos da Liga não possuem conduta indadequada ou abusiva com seus jogadores e que, por fim, a profissão não merecia ser condenada devido ao comportamento intolerável de alguns destes. Porém, com o intuito de modificar esse tipo de cultura, ficou decidido que a Liga formulará um programa anual obrigatório de aconselhamento, conscientização, educação e treinamento sobre diversidade e inclusão.

    Este programa será necessário para todos os treinadores principais, treinadores de ligas menores contratados pelas equipes da NHL, assistentes técnicos, gerentes gerais e gerentes gerais assistentes. Vamos focar a programação em treinamentos e outros exercícios e iniciativas para garantir vestiários respeitosos, instalações de treinamento, jogos e todas as outras atividades relacionadas ao hockey; e ensinar a garantir as melhores práticas de intervenção dos espectadores, anti-assédio, anti-trote, não-retaliação e anti-bullying.” (Bettman para o site da NHL)

    A intenção é criar a estrutura do programa com a ajuda de profissionais externos na área, e consultar a Associação de Jogadores e a Associação de Treinadores sobre qual a melhor forma de proceder com este. Também afirmaram que irão discutir com a Associação de Jogadores qual seria a melhor maneira de abordar este programas. Assim como a melhor abordagem para introduzir outros programas que serão criados pela Liga, deverão ser apresentado a NHLPA.

    Por fim, sob  comando do vice-presidente executivo da NHL, Kim Davis, será formado um conselho multidisciplinar com o intuito de controlar de perto o andamento destas medidas, programas, disponibilização dos recursos, e etc. 

    A política de zero tolerância

    Seguidamente, Bettman volta a frisar que a conduta inadequada e abusiva entre membros de um clube deverão ser severamente disciplinadas, seja pela própria equipe, ou pela Liga, com o intuito de não repetição desta futuramente.

    “Embora a disciplina, como sempre, deva ser caso a caso – é minha intenção que seja severa, apropriada e projetada para remediar a situação e garantir que a conduta não ocorra novamente.” (Bettman, site da NHL)

    Plataforma para o relato dos casos de abuso

    A NHL decidiu também criar uma plataforma (como uma linha direta, por exemplo), onde se possa relatar os casos de condutas inadequadas de forma anônima. A intenção é garantir que, quem não se sinta segura o suficiente para vir à público relatar o caso, tenha este local para apontar uma preocupação (ou participar de uma investigação de um caso de abuso), sem se sentir retaliado. Bettman garante que todos os casos levantados na plataforma serão levados a sério, e terão o devido acompanhamento. 

    De todas as ligas de esportes do mundo todo, é do conhecimento dos fãs que NHL ainda possui diversos traços de uma cultura do hockey que iniciou há anos atrás. Uma cultura ainda baseada em costumes antigos, de outra época. Mas o mundo está evoluindo, e muitas coisas estão mudando. Não cabe mais ao século 21 abrigar tantos casos não resolvidos de violência física e mental. Abuso é inaceitável em qualquer lugar. E isso se aplica ao hockey. 

    Os jogadores são a alma da Liga. Sem eles, não é possível que a NHL exista. E por serem parte importante deste esporte, merecem se sentir confortáveis o suficiente dentro do seu local de trabalho (local de trabalho que é, na maior parte das vezes, a sua própria casa). A Liga precisa ter em mente os melhores interesses de seus atletas. Precisa condenar os atos de abuso para ontem. Precisa tomar as providências corretas. E precisa, principalmente, fazer com que todas essas medidas saiam do papel. 

    Uma nova década se inicia em 20 dias. E que essas mudanças prevaleçam nesta que vier, e na próxima, e nas outras que virão. A nova geração de atletas precisa de um ambiente mais saudável para desenvolver o hockey. E o hockey precisa de um lugar mais saudável para se desenvolver, crescer e se tornar melhor para toda sua comunidade. 

    Foto Reprodução: Sportsnet.ca

  • Os principais times extintos da NHL

    Os principais times extintos da NHL

    A NHL existe há mais de 100 anos nos Estados Unidos e Canadá. No entanto, para que a Liga se tornasse o que conhecemos hoje, diversas mudanças precisaram ser feitas. Times mudaram de cidade, de nome, e alguns até mesmo deixaram de existir. Portanto, inspirada nas equipes que não estão mais entre nós, o NHeLas trouxe hoje uma lista sobre curiosidades e história dos principais times extintos da Liga Nacional de Hockey.

    Montreal Wanderers (1903-1918)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    A equipe iniciou sua trajetória na cidade de Montreal, em Quebec, no Canadá, e foi uma das franquias fundadoras da Liga na temporada 1917-18. Anteriormente, o time jogou pela Federal Amateur Hockey League (FAHL), de 1903 a 1905, ajudando a fundá-la. Seguidamente, disputou pela Eastern Canada Amateur Hockey Association (ECAHA), entre 1906 e 1909, e também pela National Hockey Association (NHA), de 1910 a 1917. Por fim, quando esta última teve suas atividades suspensas, alguns de seus donos acabaram por criar a NHL no ano de 1917. Sendo assim, a equipe passou a disputar a Liga Nacional de Hockey pelo resto de sua existência.

    O Montreal Wanderers foi criado por James Strachan, em dezembro de 1903. Anteriormente a sua entrada na NHL, era uma das equipes mais bem sucedidas no mundo do hockey. O time começou a disputar profissionalmente no mês seguinte ao de sua criação e ganhou sua primeira Stanley Cup no ano de 1906. Posteriormente, conquistaram mais quatro títulos, ganhando, no total, cinco vezes o troféu. Seu sucesso no gelo foi o grande responsável por cinco de seus membros fazerem parte do Hockey Hall of Fame: Moose Johnson, Hod Stuart, Riley Hern, Lester Patrick, e Ernie Russell. 

    O time disputou apenas quatro jogos na temporada inaugural da NHL. Destes, ganhou apenas um. A partir de então, as coisas apenas desandaram para os Wanderers, que tiveram sua casa, a Montreal Arena, destruída em um incêndio, em 2 de janeiro de 1918. Tendo perdido parte das estrelas de seu elenco, o time resolveu pedir ajuda para obter reforços de outras equipes, mas não foi o suficiente. Desta forma, vieram a encerrar suas operações ainda em 1918. O último membro ativo dos Wanderers foi George Geran, que jogou seu último jogo na NHL em 1926. 

    Ottawa Senators e St. Louis Eagles (1904-1935)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Senators começaram suas operações no ano de 1904, em Ottawa, no Canadá. No entanto, antes de serem membros da NHL, passaram pela FAHL (1905), ECAHA (1906-1910), CHA (1910) e, por fim, NHA (1910-1917). Eles foram também um dos quatro times fundadores da Liga Nacional de Hockey. 

    Em sua primeira temporada na NHL, acabam por não se classificarem para os playoffs. No ano seguinte, a equipe avançou para a pós-temporada, mas foi eliminada no primeiro round dos playoffs contra o Montreal Canadiens. A primeira vitória em uma Stanley Cup Final veio apenas na season 1920-21, contra os Senators Metropolitans. Enquanto na NHL, o time foi campeão de cinco títulos, e um dos melhores entre os fundadores da Liga. 

    No entanto, o time começou a ver seu declínio a partir de 1927, devido a problemas financeiros. A Grande Depressão, em 1929, fez com que a média de público do time diminuísse. Além disso, as viagens para jogos com os times de expansão dos EUA se tornaram mais caras, e as conversas de relocação da franquia se tornaram mais fortes. Portanto, em 1934, o time se mudou para St. Louis, onde, por fim, acabaram se tornando o St. Louis Eagles. 

    Mas os dias de glória da equipe estavam no passado. Apesar de o time ter tido grandes médias de público em St. Louis, as viagens para disputar os jogos no Canadá continuavam caras e exaustivas. Em sua primeira temporada na NHL com os Eagles, o time conquistou um recorde de 11-31-6, terminando em último lugar. 

    Novamente, devido aos gastos excessivos, a franquia não conseguiu progredir e, finalmente, encerrou suas operações em 1935. A NHL acabou comprando o time, e os contratos dos jogadores, por 40 mil dólares. Os atletas, por fim, foram realocados para outras equipes da Liga. 

    Quebec Bulldogs e Hamilton Tigers (1889-1925)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Bulldogs iniciaram sua história em 1889 como amadores, pela Amateur Hockey Association of Canada (AHAC), passando a jogar profissionalmente apenas em 1908. Quando a NHA, liga da qual o time fazia parte, encerrou suas operações, o Quebec Bulldogs foi convidado a participar da NHL, em 1917. Porém, a equipe não possuía os fundos necessários para a transição, e também não conseguiu se juntar a outra equipe. Desta forma, foi necessário suspender as operações da franquia por duas temporadas.

    O time voltou à ativa na temporada 1919-20, mas ainda sim não tiveram bom rendimento, terminando em último lugar com 20 derrotas e apenas quatro vitórias. Portanto, na temporada 1920-21, a NHL tomou a franquia para si e a vendeu para empresários da cidade de Hamilton, no Canadá.

    Sendo assim, o time encerrou suas operações como Quebec Bulldogs, e passou a disputar a NHL com o nome de Hamilton Tigers. O intuito da NHL com a realocação do time para Hamilton era impedir outra liga de se estabelecer na cidade. Mesmo assim, a franquia acabou disputando apenas cinco temporadas no local, de 1920 a 1925. Em 1925, com a greve dos jogadores nos playoffs da NHL, a equipe teve suas operações suspendidas de vez, e seus jogadores foram comprados pelo novo time de expansão que surgia na época, os New York Americans.

    New York Americans (1925-1946)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Americans disputaram a Liga Nacional de Hockey de 1925 a 1942, sendo o terceiro time de expansão da história da NHL. Tendo Nova Iorque como cidade sede, sua casa era o Madison Square Garden. A equipe comprou os contratos dos jogadores dos Tigers, extintos em 1925, e deram início às suas atividades. 

    Em sua primeira temporada na NHL, o time obteve um recorde de 12-22-4, e na seguinte, 17-25-2. A equipe teve algumas dificuldades para se adequar à Liga. Como foram colocados na Divisão do Canadá, precisavam fazer diversas viagens para disputar com os times daquele país. Em todos os seus anos de existência, os Americans nunca chegaram a ganhar uma final de Stanley Cup.

    Após muitos altos e baixos, a equipe, por fim, foi cancelada definitivamente em 1946, restando assim na cidade de Nova Iorque apenas um time de hockey, o New York Rangers.

    Montreal Maroons (1924-1938)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Maroons surgiram em 1924 e no mesmo ano se juntaram à NHL, sendo um dos seis primeiros times a darem origem à Liga. Eles eram um dos dois times da NHL localizados em Montreal, junto com o Montreal Canadiens. Enquanto os Canadiens atraíam os fãs franceses, os Maroons atraíam fãs dos bairros anglófonos da região (principalmente aqueles que torciam para os Wanderers, que foram extintos em 1918). 

    Assim como outros times, a Grande Depressão também foi grande influenciadora na queda dos Maroons. A chegada da crise fez com que a NHL percebesse o quão caro seria manter duas equipes em Montreal. Apesar de ambos os times da cidade terem problemas em atrair fãs para suas arenas, os Canadiens ainda sim conseguiam atrair mais público do que os Maroons.

    Apesar dos problemas financeiros, a década de 1930 foi de grande êxito para o time no gelo, já que a equipe acabou ganhando sua primeira (e única) Stanley Cup em 1935. Mas já em 1937, as coisas começam a desandar novamente, e o time terminou a temporada com um recorde de 12–30–6, sendo este o pior da equipe em todos os seus anos de existência. A falta de recursos acabou atingindo de vez os Maroons e, finalmente, na temporada 1937-38, o time se viu obrigado a encerrar suas operações. 

    Pittsburgh Pirates e Philadelphia Quakers (1925-1936)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Pirates iniciaram suas atividades na NHL em 1925. O nome do time vem em homenagem ao time de baseball com o mesmo nome, com sede também em Pittsburgh. Além disso, eram um dos três times estadunidenses a participar da Liga.

    Seu primeiro jogo disputado em Pittsburgh foi no dia 2 de dezembro de 1925, onde cerca de 8 mil torcedores pagaram 1 dólar para assistir o jogo no Dusquene Garden, arena que o time chamava de casa. Em sua primeira temporada, o time teve 19 vitórias e 16 derrotas, sendo uma das melhores da história do time. 

    Porém, em 1930, em consequência de diversas dívidas adquiridas, o time precisou ser realocado para outra cidade, a Filadélfia. Desta forma, teve seu nome alterado para Philadelphia Quakers. Mas, ainda sim, a queda da economia acabou sendo um fator crucial para diversos times da NHL. Portanto, em 1936, o time cancelou completamente suas atividades e deixou de existir. Pittsburgh e Philadelphia voltaram a ser consagradas com franquias da NHL apenas com a criação dos Penguins e Flyers, alguns anos mais tarde.

    Foto: Reprodução/records.nhl.com

  • As principais realocações de times na NHL

    As principais realocações de times na NHL

    Atualmente, a NHL possui 31 equipes espalhadas por diversas cidades do Canadá e Estados Unidos. O cenário e distribuição atual, no entanto, nem sempre foi assim. Trocas de cidade, expansões e extinções de times ocorrem na Liga desde a sua fundação. Muitos dos times que conhecemos hoje vieram de cidades totalmente diferentes das quais estamos acostumadas. Por isso, o NHeLas trás uma lista com os principais times realocados nos últimos 100 anos.

    Atlanta Thrashers

    Logo do Atlanta Thrashers
    Fonte: gettyimages

    Os Thrashers iniciaram sua história na NHL em 1999, na cidade de Atlanta (Georgia). O time surgiu em uma expansão da liga com outros três times (Predators, Blue Jackets e Wild) e jogou por anos na atual State Farm Arena. A criação da nova franquia marcou a volta da NHL para a Georgia. O estado não possuía um time desde a década de 1980, quando o Atlanta Flames foi realocado para Calgary, se tornando, então, o Calgary Flames.

    Durante a sua estadia em Atlanta, os Thrashers fizeram parte da Divisão Sudeste da Conferência Leste. Posteriormente, essa divisão seria extinta, deixando cada conferência da Liga com apenas duas divisões. De todas as temporadas que o time disputou pela NHL, em apenas uma se classificou para os playoffs, em 2006-2007. No entanto, foram eliminados pelos Rangers nos quatro primeiros jogos. 

    Ao final da temporada 2010, começaram a surgir boatos sobre diversos grupos que demonstraram interesse na compra dos Thrashers. Porém, em 2011, após diversas especulações – além das dívidas criadas ao longo dos 12 anos de existência da equipe – seus donos majoritários informaram que o Atlanta Thrashers havia sido comprado pelo grupo canadense True North Sports & Entertainment. Sendo assim, acabou sendo realocado para Winnipeg, se tornando o Winnipeg Jets, que disputam atualmente na Conferência Oeste.

    Atlanta Flames

    Logo do Atlanta Flames. Fonte: sportslogo.net

    O Atlanta Flames foi o primeiro time de hockey da NHL a se instalar na cidade de Atlanta, antes mesmo dos Thrashers. Eles fizeram parte da Liga de 1972 a 1980, disputando na West Division (esta que, mais tarde, se tornaria a Divisão Metropolitana). Em suas oito temporadas na NHL, tinham como casa o Omni Coliseum.

    O time surgiu junto com os Islanders, na expansão da NHL na década de 1970. Além disso, foi nomeado em homenagem aos acontecimentos em Atlanta durante a Guerra Civil norte-americana, onde foi alvo de diversos ataques. Os Flames eram uma equipe com rendimento modesto no gelo e se classificaram para os playoffs em seis das oito temporadas que disputaram. Porém, nunca avançaram o suficiente para chegar às finais. Eric Vail foi um dos seu top scorers, com 174 gols marcados. Tom Lysiak, no entanto, assumiu a posição de jogador a marcar mais pontos no time, com 431 no total.

    A partir da temporada 1977-1978, o time começou a declinar. A média de público, que antes era de cerca de 12,200 pessoas, passou para 10,000. Acabou gerando, desta forma, especulações sobre a realocação do time. Enfim, em 21 de maio de 1980, os boatos se tornam realidade e o time foi vendido por 16 milhões para investidores canadenses, sendo realocado para Calgary e, por fim, se tornando o Calgary Flames. 

    Hartford Whalers

    Logo dos Hartford Whalers. Fonte: reddit.com

    Os Hartford Whalers começaram sua história na Liga Nacional de Hockey na cidade de Hartford, em Connecticut, no ano de 1979. Anteriormente, o time fez parte da World Hockey Association e tinha como localização a cidade de Boston, com o nome de New England Whalers. Porém, com a junção da WHA e NHL, e por ser um dos melhores times da World Hockey League, a equipe foi realocada para Hartford. A partir de então, adquiriu o nome que manteve até uma nova realocação do time, ao fim da década de 1990.

    Gordie Howe durante sua breve estadia nos Whalers.
    Fonte: arenadigest.com

    A primeira temporada do time na NHL parecia promissora, com Gordie Howe, Mike Rogers e Dave Keon liderando o time. Porém, eles nunca foram tão bem sucedidos na Liga como na WHL. Ainda assim, em suas 18 temporadas, tiveram uma base de fãs decente que, em sua maioria, vinha de cidades próximas a Hartford. Desde sua formação, o time disputou na Norris Division (atualmente, Divisão Central), que fazia parte da Wales Conference (hoje, Eastern Conference). Em todos os seus anos na NHL, o time fez apenas oito aparições nos playoffs, vencendo apenas uma das séries. 

    Por se localizarem a apenas 100 km de Boston, e por já terem dividido a mesma arena, os Whalers adquiriram uma forte rivalidade com os Bruins. Os jogos em casa contra Boston atraíam grandes médias de público para os Whalers. O recorde do time contra os Bruins, em todas temporadas em que o time jogou pela NHL, foi de 37–69–12.

    No entanto, o time veio ao fim por diversos fatores. O time estava localizado entre Boston e Nova York, que já possuíam fan bases fiéis aos seus times. A maior parte de suas vendas vinha quando os Islanders, Bruins ou Rangers disputavam as partidas em Hartford. Em 1996, Peter Karmanos anunciou que, se o time não tivesse uma média de 11.000 tickets vendidos na temporada 1996-1997, a equipe seria realocada. Desta forma, ao fim da season, foi anunciado que os Whalers seriam realocados de forma definitiva para Raleigh, na Carolina do Norte. Ali, por fim, se tornaram o Carolina Hurricanes.

    Minnesota North Stars

    Logo Minnesota North Stars. Fonte: gettyimages.com

    Os North Stars disputaram 26 temporadas pela NHL, de 1967 à 1993, em Bloomington, Minnesota, tendo como casa a arena Met Center. 

    Dos 26 anos em que fez parte da Liga Nacional de Hockey, o Minnesota fez 15 aparições nos playoffs. Em duas delas, chegou à uma final de Stanley Cup. A primeira, durante a temporada 1980-1981, na qual perderam para os Islanders. A segunda e última aparição nas finais foi somente dez anos depois da primeira, em 1990-1991, quando foram eliminados pelos Penguins. 

    Após diversas especulações, o time foi realocado para Dallas, no Texas, no ano de 1993. Desta forma, com a mudança, acabou por se tornar o Dallas Stars que conhecemos atualmente. 

    Quebec Nordiques 

    Logo Quebec Nordiques. Fonte: gettyimages.com

    Os Nordiques existiram por 16 anos na NHL. Anteriormente, a equipe fez parte da WHL, sendo um dos primeiros times a inaugurar a liga. Porém, com a junção desta e da NHL, o time passou a compor a Liga Nacional de Hockey em 1979. A equipe de Quebec disputava pela Adams Division, da Wales Conference (futuramente, a Adams Division tornou-se a Divisão Atlântica). O nome se deu pelo fato de serem o time que ficava mais ao norte, dentre todos os da Liga. Posteriormente, quando começaram a fazer parte da NHL, o nome prevaleceu. 

    A primeira temporada do time na Liga Nacional de Hockey não foi nada produtiva, tendo terminado em último lugar da divisão. Nas restantes, o time teve seus altos e baixos. Durante a década de 1980, venceram seu primeiro título de Divisão, na temporada 1985-1986, porém, logo após acabaram sendo eliminados pelos Whalers nos playoffs. Em seguida, em 1986-1987, o time voltou a enfrentar os Whalers e venceu a série sobre o time de Hartford. Entretanto, foram eliminados novamente na pós-temporada, dessa vez pelos Canadiens. Já ao fim da década, em 1989-1990, Guy Lafleur veio para completar a equipe, porém, faz uma de suas piores temporadas na NHL, marcando apenas 24 gols em 98 jogos. O time atingiu a pior marca de sua história, terminando a season com apenas 31 pontos. 

    Na temporada 1994-1995, após serem eliminados nos playoffs pelos Rangers, e com o acúmulo de dívidas e empecilhos que o time encontrava para se manter em Quebec, o COMSAT Entertainment Group acabou comprando a franquia. Desta forma, o time foi realocado para Denver, no Colorado, se tornando, por fim, o Colorado Avalanche. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • NHL Winter Classic 2020: a batalha no Sul

    NHL Winter Classic 2020: a batalha no Sul

    Faltam menos de dois meses para um dos eventos mais esperados da NHL: o Winter Classic. E dessa vez, a liga resolveu trazer o outdoor hockey para o Sul dos Estados Unidos. No início do ano, foi anunciado que o Dallas Stars irá sediar a 12ª edição do jogo, no Cotton Bowl Stadium, disputando este contra o Nashville Predators. Por isso, o NHeLas reuniu um compilado sobre as informações mais importantes sobre o clássico para todos os fãs de hockey.

    O Clássico pela primeira vez em Dallas

    No dia 25 de Janeiro de 2019, a NHL anunciou que o Winter Classic 2020 será sediado em Dallas, Texas. Dessa forma, 2020 vai começar com um confronto entre o Dallas Stars e o Nashville Predators, que repete o confronto da primeira rodada dos playoffs 2019, mas, desta vez, leva seus jogadores para um jogo de festa. A partida entre as duas equipes será sediada no Cotton Bowl Stadium, que já foi palco de times como Dallas Cowboys e de diversos clássicos no futebol. Ele é o 4º maior estádio do Texas, e o 10º em todo os Estados Unidos, tendo assim capacidade para 92,100 pessoas.

    No entanto, a importância do clássico de 2020 vai muito mais além do que grandes estádios. Isso porque é a primeira vez, desde que o Winter Classic foi criado em 2008, que um estado do sul dos EUA irá sediar a partida. Além disso, também é a primeira vez que ambos os times irão participar do evento que acontece anualmente no dia 1º de Janeiro. 

    O evento

    Os Stars listaram mais de 50,000 pessoas que teriam interesse em ingressos para o jogo. No entanto, para atrair o público mais jovem, eles vão realizar um torneio de hockey em oito pistas locais ao mesmo tempo em que o jogo estiver acontecendo, e contam com a presença de 10 a 15 mil pequenos jogadores nas arquibancadas. 

    “Eu realmente quero usar este jogo como um catalisador para introduzir crianças e jovens ao hockey, que provavelmente não estariam prestando atenção. Quero ver em 20 anos estas mesmas crianças dizendo ‘Ei, fui ao Winter Classic, e foi isso que me fez querer ser jogador de hockey.”, disse Brad Alberts, presidente dos Stars, na conferência entre os dois times, que aconteceu em 20 de março deste ano.

    Os Predators também contam com a participação da sua torcida em grande escala, apesar dos quase 700 km que separam Nashville de Dallas. “Os Stars tem fãs ótimos. Nós temos fãs apaixonados. Isso tem todos os ingredientes para ser o melhor jogo de todos os tempos.”, disse o GM dos Preds, David Poile, na mesma conferência.

    A Jersey do Dallas: homenagem ao hockey no Texas

    Desde de 2008, todos os times que disputaram o Winter Classic tentam trazer em seus uniformes alguma coisa que remeta história da equipe, ou da cidade/estado. Portanto, não seria diferente com o Dallas. Nesta quarta (06), os Stars revelaram o tão esperado uniforme que comemora a história do hockey no Texas e a rica herança que precede a franquia.

    A jersey é composta de diversos detalhes. Na manga esquerda, foi bordado o estado do Texas em feltro cinza, com o “D” de Dallas ao meio. Desta forma, o time homenageia seu estado de origem. O uniforme apresenta também as clássicas cores dos Stars, o Victory Green e Branco. Seu design é inspirado nos uniformes históricos de times de hockey do Texas, com a palavra “STARS” sobreposta a letra “D”. A letra “A” de “STARS” assume o formato de uma estrela, referenciando assim a bandeira do Texas. 

    As vendas das Jerseys abriram ontem, e devem estar disponível em lojas físicas no dia 15 de novembro. Porém, os jogadores e seus respectivos números, disponíveis nas camisas serão apenas Benn, Seguin, Heiskanen, Klingberg, Radulov, Bishop e Hintz, devido à questões de produção. Além do Winter Classic, as jerseys também serão usadas pela equipe em mais dois jogos ao longo da temporada. 

    A Jersey dos Preds: resgatando os Dixie Flyers

    Assim como os demais times, os Preds também trouxeram para o clássico um uniforme repleto de tradição. O time anunciou no último dia 2 a Jersey que o time irá usar na partida. E ela é uma homenagem Nashville Dixie Flyers, o primeiro time profissional de hockey da cidade, que 1962 à 1971, que fazia parte da Eastern Hockey League. 

    No ombro esquerdo da camisa foi bordado o logo do tigre tradicional dos Preds nas cores azul escuro e amarelo, com design baseado no vintage. Seguidamente, o lettering do nome do time, no centro da jersey, grifado em azul, tem a intenção de imitar o visual das camisas dos Dixies Flyers. O nome da equipe é escrito dentro de uma faixa amarela, cor tradicional do time. 

    As jerseys do time irão fazer sua estreia no clássico, porém, o plano é que o time use o uniforme em mais dois jogos adicionais durante a temporada. 

    A história do Winter Classic

    No ano de 2008, o presidente da Liga, Gary Bettman, e a NHL decidiram iniciar uma tradição no hockey que prestasse homenagem a história e origens do jogo. Desta forma, nasce então o Winter Classic. 

    O esporte tem suas raízes do lado de fora, em lagos congelados e rinques na rua. E foi por isso que a NHL decidiu trazer o jogo de volta para o ar frio, do lado de fora das arenas. O Pittsburgh Penguins e o Buffalo Sabres foram os primeiros times disputarem o Winter Classic, no primeiro dia do ano de 2008, no Ralph Wilson Stadium, em Buffalo, cercados de muita neve. 

    O primeiro Winter Classic, sediado pelo Buffalo Sabres, em 2008, disputado contra o Pittsburgh Penguins (Foto: Reprodução/nhl.com)

    O jogo se tornou um clássico instantâneo, e desde então, já foram realizadas 12 edições da partida, que sempre acontece no dia 1 de janeiro, geralmente em grandes estádios de futebol americano ou baseball. Portanto, a intenção em sediar a partida e locais grandes como esses é atrair muito mais pessoas para assistir ao jogo e acompanhar o esporte. Desta forma, a comunidade do hockey se une cada vez mais em torno de uma data tão importante como o início do ano. 

  • O início de temporada dos rookies do Draft 2019

    O início de temporada dos rookies do Draft 2019

    Uma das melhores partes da NHL é assistir o progresso dos rookies pós Draft. Este que trouxe diversos novos talentos para reforçar os times da Liga, jogadores esses que acabaram se destacando na pre season, e assim, garantiram um contrato e lugar no time principal. Fazem apenas 3 semanas desde o início da temporada, mas os draftados deste ano já começaram a mostrar ao que vieram, quebrando recordes e marcando pontos. Por isso, o NHeLas vai te deixar a par sobre o desempenho dos garotos na liga até agora.

    Jack Hughes

    O 1st overall do Draft deste ano não poderia ter começado sua carreira na NHL da melhor maneira. No dia 12 de julho deste ano, Hughes se tornou oficialmente um New Jersey Devils, ao assinar um contrato de 3 anos com o time. E desta forma, logo nos primeiros dias de training camp, o garoto de apenas 18 anos já mostrou ao que veio; o suficiente para fazê-lo estrear pelo time já na pré temporada. 

    Durante a preseason, Hughes adquiriu 4 pontos nos seis jogos que os Devils disputaram, sendo estes uma assistência e três gols. Na temporada regular, que começou no dia 4 de outubro para o New Jersey, Jack ainda não tinha produzido um jogo ofensivo. Havia marcado apenas uma assistência no jogo contra os Rangers, na última quinta. Porém, o primeiro gol do rookie veio mais tarde, curiosamente no jogo contra o Vancouver Canucks, time pelo qual joga seu irmão, o também rookie Quinn. Jack marcou aos 14 minutos do primeiro período, com assistência de Taylor Hall. Este foi o único gol dos Devils na partida que garantiu a vitória do time. 


    O jogador vem tendo cada vez mais tempo em gelo, e é uma das promessas dos Devils nessa temporada na busca de uma vaga para os playoffs

    Kaapo Kakko

    O finlandês também teve um grande início na liga. Sendo 2nd overall do draft deste ano, Kakko assinou com os Rangers no dia 11 de julho, tornando-se destaque durante a preseason do time. Consequentemente, acabou garantindo um lugar na primeira linha dos Rangers no primeiro jogo do time na pré temporada, contra os Devils. Mas ainda sim, o jovem jogador terminou os jogos iniciais sem nenhum ponto pela equipe. 

    Ele fez seu debut na temporada 2019/20 no jogo de abertura dos Rangers, contra o Winnipeg Jets, garantindo lugar na segunda linha, junto com Ryan Strome e Chris Kreider. Mas por mais que o jogador se fizesse constantemente presente no jogo, e tentasse vários shots a gol, terminou a partida sem gols ou assistências. 

    No entanto, o gol do finlandês veio dois jogos após sua estreia na NHL, contra o Edmonton Oilers. Os Rangers foram derrotados por 4 gols, mas Kakko marcou o único gol da partida para o time de New York. 

    Atualmente, o jogador tem apenas 1 ponto na temporada atual. Mas aguardem mudanças nos números, já que ele tem se mostrado cada vez mais presente e ofensivo no rinque. 

    Kirby Dach 

    O 3rd overall do draft deste ano foi o primeiro da classe deste ano a assinar um contrato a nível NHL. Em 8 de julho, o Chicago Blackhawks, time que selecionou Dach, chegou a um acordo com o center onde ele irá disputar 3 temporadas com time. Porém, o garoto, de apenas 18 anos, não iniciou a trajetória com a equipe da melhor forma. 

    Ele sofreu uma lesão no campeonato do prospects da NHL no início de setembro. E desta forma, só voltou a entrar no rinque quando foi escalado para jogar três jogos com o Rockford IceHogs (time do Chicago na AHL), onde iniciou um período de condicionamento pós contusão. Porém, em sua passagem pelo Rockford, ele teve 7 shots a gol, mas nenhum ponto. 

    Sua estreia pelos Hawks veio no último domingo (20), quando o jogador foi escalado para jogar pelo time na partida contra os Capitals. Ele fez parte da primeira linha, junto com Patrick Kane e Dylan Strome. Mas, apesar de ter tido uma estreia razoável pelo time, o jogador não marcou nenhum ponto durante a partida. Ganhou apenas um face-off, e teve algumas tentativas de shot a gol. 

    No entanto, os Hawks têm mais oito jogos para decidir se ele fica na NHL, e assim usam o primeiro ano de seu contrato, ou o enviam de volta para Saskatoon, na WHL, time pelo qual Dach disputava anteriormente.

    Ville Heinola

    Sendo o primeiro first round pick dos Winnipeg Jets no draft deste ano, Heinola assinou um contrato de três anos com o time em 15 de julho. Durante a pré temporada, ele adquiriu apenas um ponto nos 7 jogos disputados pelos Jets – este vindo, consequentemente, de uma assistência, no jogo contra o Minnesota Wild. 

    Porém, as coisas mudaram durante a temporada regular. Nos três primeiros jogos dos Jets, ele teve três assistências. Seu primeiro gol saiu na partida contra o Pittsburgh, aos 5:48 do primeiro período, empatando assim o jogo e motivando o Winnipeg a buscar a vitória. Desta maneira, se tornou o primeiro jogador do draft deste ano a marcar seu primeiro gol na Liga, e o quarto mais jovem a marcar seu primeiro ponto na NHL. 


    Dessa forma, ele soma 4 pontos até o momento e os números só tendem a crescer baseado em seu desempenho no gelo. 

    Tobias Bjornfot

    Tobias foi 1st round pick do L.A. Kings no Draft 2019. No entanto, apesar de assinar com o time e ter sobrevivido ao training camp, sua estadia na NHL, foi bastante curta. Ele disputou apenas 3 jogos com equipe durante a temporada regular, mas acabou não marcando nenhum ponto.

    Portanto, na última sexta, os Kings acabaram enviando o jogador para uma temporada no Ontario Reign, seu afiliado na AHL. 

    No entanto, Bjornfot se tornou o quinto jogador mais jovem na história do time a aparecer em um jogo da NHL. Ele tem grandes chances de aprimorar suas habilidades e acabar voltando para disputar alguns jogos com os Kings ainda nesta temporada. 

    Foto: Reprodução/Getty Images






  • Início de Temporada com recordes

    Início de Temporada com recordes

    A temporada 2019/20 começou com o pé direito. A liga iniciou há duas semanas, mas já presenciamos rookies fazendo seu primeiro gol, times invictos, e performances excepcionais por parte de vários jogadores. E com um start de temporada como esse, não poderiam faltar equipes atingindo marcas históricas na liga. Portanto, hoje o Nhelas vai deixar vocês a par de todos os recordes conquistados até então nesse início de season

    Invictos da temporada 2019/20

    Cinco times da liga deram start na temporada atual mostrando ao que vieram. Colorado Avalanche, Edmonton Oilers, Carolina Hurricanes, New York Rangers e Philadelphia Flyers deram início a essa temporada sendo os únicos times na liga a terem 2 ou mais vitórias consecutivas. 

    Os primeiros a caírem foram os Rangers e os Flyers. O time da Philadelphia manteu a sequência até a derrota para os Canucks, em seu terceiro jogo. Seguidamente, a equipe de New York também caiu em seu terceiro jogo, quando foram derrotados pelos Oilers por 4 a 1. Carolina Hurricanes foi o próximo a deixar disputa. Eles mantiveram um streak de cinco vitórias seguidas, até a derrota para os Blue Jackets, no último sábado.  Este foi o melhor começo de uma season dos Hurricanes desde 1995-96, quando o time, ainda como Hartford Whalers,  conseguiu 4 vitórias seguidas.

    Assim, restaram apenas Oilers e Avalanche. Porém, em seu quinto jogo na temporada, os Oilers também deixaram para trás a competição de sequência de vitórias. A derrota para os Hawks deixou o time com um recorde de cinco jogos vencedoras seguidos em um início de temporada. Porém, ainda sim, este foi o melhor início de uma season na história do time de Edmonton desde a temporada 1983/84, onde a equipe conquistou uma sequência de 7 vitórias. 

    O Colorado Avalanche, no entanto, era o único a continuar firme e forte na disputa.  Até ontem, ainda era o único a continuar invicto, com 5 vitórias. Portanto, a derrota para o Pittsburgh acabou fazendo a equipe cair e estagnar nos cinco jogos vencidos. No entanto, a equipe ainda teve, em toda sua história, nesta temporada, seu terceiro melhor início de season na Liga. 
     

    Outros recordes dos times

    O Vancouver Canucks também bateu algumas marcas. O time saiu vitorioso nos seus três primeiros jogos da temporada regular 2019/20 em casa, sendo a primeira vez desde a season 2016/17. Os Kings também deixaram seu recorde registrado nessa temporada, sendo o primeiro time da Liga a marcar os 3 gols mais rápido de uma regular season desde os Penguins, em 1993. 

    Os Oilers se tornaram, nesta temporada, o terceiro time na história da NHL a ganhar seus 4 primeiros jogos vindos de um déficit, se juntando apenas ao Nashville Predators e ao Los Angeles Kings. O Tampa Bay Lightning e o Toronto Maple Leafs não iniciaram a temporada invictos, mas fizeram a torcida tremer. Os dois times, que se enfrentaram na última quinta, marcaram 7 gols em apenas 20 minutos de jogo. Portanto, atingiram a marca de maior número de gols marcados em apenas 1 período de um jogo da temporada regular. Além disso, o Tampa Bay também se tornou o primeiro time atualmente a vencer todos os seus jogos de abertura de temporada, sendo 6 desde a temporada 2014/15. 

    Na primeira semana da Liga, Mike Zibanejad, dos Rangers, também bateu algum alguns recordes. Ele se tornou o primeiro jogador a marcar 8 pontos nos 2 primeiros jogos da temporada desde 1995/96, quando Jagr também atingiu o marco. Anthony Mantha, no entanto, atingiu um recorde parecido pelo time que joga, o Detroit Red Wings. Ele se tornou o terceiro Red Wing a marcar 7 pontos em apenas dois dos primeiros jogos de uma temporada. Ele também marcou 4 gols no jogo do Detroit contra o Dallas, e assim, se tornou o segundo jogador a disputar pelo time e alcançar a mesma marca. 

    Morgan Rielly, do Toronto Maple Leafs, no jogo contra o Minnesota Wild, se tornou o 16º defensor da história da NHL a registrar 4 assistências em apenas um período de jogo, sendo o primeiro desde Roslilav Klesla, em 2013. 

    Jogadores, Hat-tricks e outros recorde de gols

    Na última quinta, Brent Burns, do San Jose Sharks, atingiu a marca de 200 gols na NHL. Desta forma, ele se torna o 23º defensor na história da liga a conquistar o recorde. Também dos Sharks, Patrick Marleau se tornou o oitavo jogador da história da liga a marcar, pelo menos, um gol enquanto adolescente e um aos 40 pela mesma equipe. 

    Steve Stamkos, do Tampa Bay Lightning, se tornou o segundo jogador da liga a ter mais gols em power play, ficando assim apenas atrás de Alex Ovechkin. Assim, ⅓ dos gols que o jogador marcou em toda sua carreira foram durante a penalidade (147 de 397). 

    O defensor do Carolina Hurricanes, Dougie Hamilton, é o primeiro defensor a obter um gol em 5 jogos seguidos pelo time que disputa. Ele fica atrás de Mike Green, que conseguiu a marca de oito gols em 8 jogos seguidos. Outro recorde que saiu de Canes foi a marca pessoal do jogador Erik Haula, que se tornou o terceiro na franquia Canes/Whalers a marcar 5 ou mais gols nos primeiros 5 jogos da temporada. Antes, quem tinha realizado o mesmo feito foi Jeff Skinner, em 2017/18 (5 gols em 6 jogos) e Al Sims em 1980/81(6 gols em 6 jogos), quando o time ainda estava em Hartford.

    Já Cole Makar, do Avalanche, se tornou o 11º defensor da história da NHL a ter um ponto em seus 4 primeiros jogos da temporada regular. Jeff Petry, defenser do Montreal Canadiens, marcou seu 11º gol em power play, desde a temporada 2017/18. Com isso, fica apenas atrás de Drew Doughty e Brent Burns, ambos com 12 gols. Para finalizar a lista de defensores, Zach Werenski se tornou o terceiro do Columbus Blue Jackets a marcar, pelo menos, 40 gols. Assim, ele fica atrás apenas de Rostislav Klesla (41) e David Savard (40).

    Outros rookies também fizeram sua estreia na NHL batendo recordes. Victor Olofsson, do Buffalo Sabres, se tornou o primeiro jogador da NHL ao marcar seus 7 primeiros gols na liga em Power Play. Seguidamente, Ville Heinola, o 20th overall do draft 2019, selecionado pelos Jets, se tornou o primeiro rookie da seleção deste ano a marcar seu primeiro gol na temporada, na vitória do time contra o Pittsburgh Penguins, no último dia 8. 

    Em relação a recorde de gols, David Pastrnak tornou-se o terceiro jogador desta temporada a marcar 4 gols em um jogo. Assim, ele se junta a outros dois jogadores da Liga. Anthony Mantha, do Detroit Red Wings, e James Neal, dos Oilers. No entanto, este não é a única marca atingida por Pastrnak. Com os 4 gols,  e se tornou um dos 3 jogadores na história do Bruins a obter estes em um jogo da temporada regular e marcou o 5º hat-trick de sua carreira. 

    O Anaheim Ducks também teve jogadores a atingir algumas marcas. Cam Fowler marcou seu 60º gol em temporadas regulares na NHL, e assim, se torna o segundo defensor da franquia a atingir tal recorde. Por fim, Ryan Getzlaf, capitão do time, se tornou o jogador dos Ducks a ter mais jogos disputados pelo time.

    A lenda do Washington Capitals, Alex Ovechkin, também deixou sua marca nesse início de temporada. O russo, portanto, se tornou o 4º jogador da história da NHL a obter mais gols em power play, com 248 gols. 

    Recordes dos goleiros

    Os goleiros também iniciaram esta nova season alcançando vários marcos. Marc Andre Fleury é um deles. O goaltender do Vegas Golden Knights chegou a marca de 800 jogos disputados na NHL no jogo dos Knights contra os Sharks, no último dia 4. Desta forma, ele também se junta aos goleiros Curtis Joseph e Martin Brodeur, ao se tornar o goleiro com mais vitórias em season openers, na história da liga. 

    Petr Mrazek, dos Canes, é o 4º goleiro da história do time a ter um shutout contra os Kings, e o primeiro desde Kevin Weekes, que realizou a façanha em 2003. Já o goleiro do Arizona Coyotes, Darcy Kuemper, atingiu a marca de ceder apenas 2, ou menos, gols por jogo (GAA) em cada uma das vezes que iniciou pelo time. Assim, se igualou a Nikolai Khabibulin, que era o líder da estatística em toda a história da franquia. 

    O veterano, Tukka Rask, do Boston Bruins, também não decepcionou. A performance do goleiro contra os Devils, no último sábado, de 31 defesas, é a melhor em um shutout de um goleiro na história do Bruins, desde que os shots começaram a ser contados na NHL, na temporada 1955/56. Desta forma, também se torna o 4º goleiro da franquia a ter um shutout em um jogo de abertura de temporada. 

    Por fim, Carter Hart, do Philadelphia Flyers, também registrou seu recorde. Com apenas 21 anos, o goleiro se tornou o mais novo na história dos Flyers a adquirir um shutout, na partida contra os Devils, no último dia 10. 

    Outras marcas dos jogadores

    Dois jogadores da liga atingiram marcos históricos em sua carreira nesse início de temporada. Kris Letang, do Pittsburgh Penguins, atingiu a marca de 500 pontos na NHL. Assim, se torna o primeiro defensor da história do Pens a obter o recorde. Já Phil Kessel, dos Yotes, atingiu a marca de 1000 jogos disputados na Liga. Portanto, o jogador acaba se tornando o 3º mais novo atualmente a conseguir tal feito. 

    O gol de Jonathan Huberdeau, do Florida Panthers, no jogo contra os New Jersey Devils, se tornou o gol mais rápido a ser feito na temporada atual, até o momento, sendo marcado nos primeiros 16 segundos de jogo. Ainda no Panthers, outro jogador acabou por atingir mais um recorde. Mike Hoffman se tornou o primeiro jogador da franquia a marcar um hat trick em um jogo de abertura de temporada do time. 

    James Neal, dos Oilers, foi um dos três jogadores a marcar 4 gols pelo time que compete, neste início de temporada. Assim, é um dos únicos jogadores ativos a ter hat-tricks com 4 times diferentes (Pittsburgh, Nashville, Dallas e Oilers). Juntamente dele, com os mesmos 4 gols atualmente, estão Anthony Mantha e David Pastnark. 

    Não apenas tivemos um ganhador da Stanley Cup conquistando recordes, mas também o mesmo que conquistou o Conn Smythe na off season. Ryan O’Rielly, do St. Louis Blues, se tornou o primeiro jogador a marcar 7 pontos nos primeiros 4 jogos da temporada regular. Cam Atkinson, no entanto, dos Blue Jackets, se torna o jogador ativo atualmente que mais marcou nos jogos de estreia de temporada em que participou. Assim, ele passa a ter marcado, até então, em seis dos season opener games em que esteve presente.

    Matt Duchene, do Nashville Predators, adquiriu 3 assistências em seu debut pelo time. Desta forma, ele se torna o segundo jogador do time a ter recorde de pontos em uma estreia, ficando atrás apenas de Steve Sullivan. 
    Finalmente, um dos primeiros recordes a serem conquistados na liga veio do jogador do Maple Leafs, Auston Matthews. O 1st overall do Draft de 2016, portanto, se tornou o 4º jogador na história da NHL a marcar em suas 4 primeiras season openers. Consequentemente, por fim se junta a Dit Capper, Dave Andreychuch e Sergei Fedorov.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Divisão Metropolitana: previsões para temporada 2019-20

    Divisão Metropolitana: previsões para temporada 2019-20

    A Divisão Metropolitana provou duas coisas durante os playoffs da última temporada. Primeiro, que as previsões nem sempre são certeiras. Segundo, que geralmente quem “varre”, será “varrido”.

    A principal previsão de 2018 talvez tenha sido que o campeão da Stanley Cup 2018, Washington Capitals, iria reivindicar seu título com unhas e dentes. O que ninguém esperava era que um certo time, lá da Carolina do Norte, fosse mudar a ordem das coisas. Dessa forma, deixou a competição bem mais interessante. 

    Mas a off-season trouxe o Draft, o free agency e diversas trades. Esse são fatores importantes que podem vir a mudar o destino dos times da divisão. Vamos contar para vocês quais são nossas previsões para as equipes da Metropolitana nessa nova temporada que começa nessa semana.

    Carolina Hurricanes

    Sebastian Aho, o jogador renovou o contrato com Canes na Intertemporada

    Como dito anteriormente, os Canes foram o único time da Divisão a sobreviver além do segundo round dos playoffs da Stanley Cup. Há nove temporadas que o time de Raleigh não via os playoffs (desde de 2008.09). 

    Mas este ano as coisas foram diferentes. Desde que o time adquiriu o forward Sebastian Aho, começou-se a ver melhoras na equipe. De 2016 até aqui, a equipe tem chegado cada vez mais perto de garantir uma posição nos playoffs. A contratação de um novo técnico no início da temporada gerou trocas de jogadores e de linhas necessárias para achar a sincronia perfeita da equipe.

    Rod Brind’Amour, que foi o capitão do time de Raleigh durante a conquista da Stanley Cup em 2006, chegou em Canes a fim de desenvolver uma nova forma de jogar. Logo no início da temporada, fez a escolha ousada em permanecer com Andrei Svechnikov, left wing adquirido no Draft 2018, diretamente na NHL. O jovem jogador começou sua carreira na Liga marcando em seus seis primeiros jogos, quatro pontos. Sendo assim, foi peça essencial para colocar os Hurricanes nos playoffs em 2019.

    O resultado foi eficaz. O time avançou e, com 99 pontos, conquistou uma vaga por wildcard nos playoffs deste ano. Como se não bastasse chegar à pós-temporada, técnica e talento levou o time às Conferências Finais, onde teve sua participação interrompida. No entanto, terminaram a temporada com sensação de dever cumprido. 

    Os Canes ainda passam por um período de renovação, mas o time já se encaixa melhor do que antes. É mais ofensivo, defende, encara os demais times olho no olho.

    Além de Aho e Svechnikov, Teuvo Teravainen é outro nome para ficarmos atentos na próxima temporada. Ele marcou 76 pontos na regular season e, nos playoffs, fez um score de 10 pontos. Desta forma, é o segundo jogador do Carolina, nas duas ocasiões, a ter mais pontos marcados na temporada. A tendência é que continue com o mesmo ritmo na próxima. 

    Para complementar o time, os Canes assinaram com o defensor, Jake Gardiner, um contrato de quatro anos. Assim, a equipe reforça ainda mais a defesa para a nova temporada.

    A renovação que o time precisa está em nomes como Aho, Svechnikov e Teravainen. São nomes mais jovens e que podem vir a construir uma carreira no Carolina Hurricanes, tornando-se chaves na mudança pela qual a equipe vem passando. Previsões sobre times que possam vir a ganhar a cup nunca são certeiras, mas, se depender do talento de seus jogadores, os Canes estão destinados a coisas grandiosas.

    New York Islanders

    Por mais que a perda de John Tavares ainda doa em alguns torcedores dos Isles, o time não sofreu tanto esse impacto. Eles foram o quinto time com mais pontos ao fim da temporada regular e, consequentemente,  terminaram em segundo lugar na divisão. Finalizaram com 48 vitórias.

    Por sua vez, o goleiro do time, Robin Lehner, teve o segundo melhor Save Percentage da liga. Deixou apenas uma média de 2.13 pucks entrar no fundo da rede por jogo. Ou seja, o time tinha o talento necessário para chegar às finais da Stanley Cup. Porém, a história na prática foi bem diferente. 

    Eles venceram o Pittsburgh Penguins em quatro jogos, no primeiro round. Avançaram ao segundo contra o Carolina Hurricanes. No entanto, uma das únicas previsões certas nos playoffs da temporada passada foi que: “quem varre, será varrido”. Não foi diferente com os Isles. Perderam os quatro primeiros jogos para o Carolina Hurricanes. Desta forma, tiveram uma passagem curta na pós-temporada. 

    Peças essenciais para o time, como Mat Barzal, Josh Bailey, Anders Lee e Jordan Eberle, deverão ser nomes importantes para a caminhada dos Isles. Principalmente Barzal que, mesmo jovem, se tornou um dos líderes em pontos do time nas últimas temporadas. O capitão, Lee, liderou a equipe em gols. Com seu estilo de jogo, a história talvez se repita na próxima temporada. 

    Com a saída de Robin Lehner, contudo, o time precisou procurar outro goleiro no mercado. Portanto, assinaram um contrato de quatro anos com Semyon Varlamov, que veio do Colorado Avalanche. Na última temporada, ele teve um Save Percentage de .909%. Sendo assim, foi de extrema importância na ida do Avalanche aos playoffs. Os fãs dos Islanders apostam nele para fazer o mesmo. 

    No entanto, pode-se esperar, para a nova temporada, uma alternância entre Varlamov e Thomas Greiss na rede dos Islanders. Prática que, na temporada passada, foi comum para o técnico, Barry Trotz, implantar no time. Desta maneira, Lehner e Greiss jogaram quase metade dos jogos da temporada cada um. 

    O New York Islanders tem um elenco digno de pós-temporada, com experiência e que conhece o jogo. Portanto, com certeza, é uma das equipes que, se houver uma sincronia entre linhas e jogadores, pode vir a avançar muito mais nos playoffs.

    Pittsburgh Penguins

    Comparando as últimas três temporadas, é cada vez mais notável a decaída dos Penguins nos playoffs. O time saiu de uma situação na qual foi campeão por dois anos consecutivos para entrar em outra completamente diferente. Este ano foram eliminados em quatro jogos, ainda no primeiro round dos playoffs. Para uma equipe experiente na pós-temporada, é um grande baque. 

    É perceptível que o time precisa de renovação. Os Penguins tem um dos elencos mais talentosos dos últimos dez anos, tendo já conquistou diversos prêmios além da Stanley Cup. Comandados por Sidney Crosby, jogadores como Evgeni Malkin e Kris Letang conquistaram três Cups na última década. Duas delas seguidas, na temporada 2016/17 e 2017/18. Além disso, por mais que o Pittsburgh não tenha tido uma temporada excepcional, Crosby ainda foi o quinto jogador a marcar mais pontos na última temporada. 

    Quem se destacou na última temporada, no entanto, foi Jake Guentzel. Ele é um dos nomes essenciais nessa nova fase do Pittsburgh. É o líder em gols no time, ultrapassando até mesmo Crosby. 

    Para a próxima temporada, o aspecto do time que mais necessita melhorias é a defesa. Esta falhou diversas vezes durante os quatro jogos dos playoffs em que o Pittsburgh esteve presente. Eles estão passando por um período de reconstrução do time, que ainda vai persistir por mais alguns anos. Portanto, nomes como Guentzel serão essenciais nessa transição. Uma dica é ficar de olho nos rookies. Junto de Guentzel, eles também serão necessários nas mudanças que o Pittsburgh precisa. Principalmente os defensores que o time decidir manter para disputar a liga principal.

    Mas, apesar das falhas, ainda são os Pittsburgh Penguins. O time ainda possui jogadores extremamente talentosos e respeitados. Os playoffs são incertos, já que a última temporada provou isso. Portanto, existe sim a possibilidade de os Pens disputarem pela taça, tanto quanto os demais times. 

    Washington Capitals

    OTTAWA, ON – DECEMBER 29: Washington Capitals Left Wing Alex Ovechkin (8) prepares for a face-off during third period National Hockey League action between the Washington Capitals and Ottawa Senators on December 29, 2018, at Canadian Tire Centre in Ottawa, ON, Canada. (Photo by Richard A. Whittaker/Icon Sportswire via Getty Images)

    O campeão da Stanley Cup 2018/19 não decepcionou na temporada regular. Muitos analistas de hockey esperavam que, pelo fato de as comemorações da equipe terem sido intensas, os Caps não iriam ter o mesmo desempenho da temporada anterior.

    Erraram. O time finalizou como líder da Divisão Metropolitana, com 104 pontos. Além disso, foi um dos primeiros a garantir seu lugar nos playoffs. Ovechkin terminou a regular season como líder de gols em toda a liga, e o terceiro a ter mais gols em power play. Nada de diferente por aqui, já que é do feitio do forward liderar e quebrar recordes. 

    Mas o time decepcionou e decaiu nos playoffs. Eles foram rapidamente derrotados em quatro jogos pelo Carolina Hurricanes. Da mesma forma, o Caps ainda é um time gigante e com um elenco talentoso. Liderados por Ovechkin, o time tem probabilidade altíssima de buscar um segundo título nesta temporada.

    Uma linha com Ovechkin, Wilson e Backstrom pode vir a ser certeira. Apesar dos escândalos na off season, o Washington já afirmou que Evgeni Kuznetsov não irá ficar de fora de todos os jogos da temporada. Ele, junto dos veteranos Wilson, Oshie e Holtby, são peças essenciais e fazem completa diferença em jogo. Principalmente Oshie, que foi o segundo jogador do time a marcar mais gols na temporada. 

    Os Capitals estão indo no caminho certo. Tiveram alguns erros durante o caminho, mas vêm com força total para disputar pela Stanley. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blue Jackets talvez tenham sido um dos times que menos se destacou da divisão na temporada regular. Porém, conquistaram a inédita vaga no segundo round dos playoffs, mesmo que tenham sido eliminados pelo Boston. Mesmo assim, com nomes como Artemi Panarin, Seth Jones, Cam Atkinson, Matt Duchene e Pierre Luc Dubois, o time conseguiu garantir um lugar na pós-temporada.

    Pelo segundo ano consecutivo, o time teve a chance de liderar a série por 3 a 1 em casa, mas perdeu para o Boston. Mas perderam o timing e deixaram o Bruins levar a série.

    Por mais que os Blue Jackets estejam em déficit com as saídas de Panarin e Duchene, o time ainda possui jogadores novos que podem influenciar no sucesso do Columbus. Um deles é Alexandre Texier, que fez três pontos em quatro jogos contra o Tampa Bay Lightning. Apesar disso, quando o time precisou de jogadores para rebater o contato físico do Boston, não houveram muitas soluções. Para a próxima temporada, o time precisa ser tão ofensivo quanto os demais, e treinar seus novos talentos da mesma forma. 

    Talvez a falta de experiência dos Blue Jackets tenha sido o principal fator que os cortou tão cedo dos playoffs. Sendo assim, isso é algo a se mudar a cada ano de experiência, já que possui jogadores veteranos e futuros talentos capazes de fazer do time uma presença constante nos playoffs daqui para frente.  

    Philadelphia Flyers

    Talvez a aquisição mais importante dos Flyers na última temporada tenha sido o mascote que, sem dúvida, é um dos melhores da liga. Brincadeiras à parte, essa foi possivelmente uma das temporadas menos produtivas para o time. Nem chegaram a competir nos playoffs. Desde a season 2011/12, eles tem competido nos playoffs temporada sim, temporada não. 

    Por mais que a equipe possua novos talentos como Nolan Patrick e Carter Hart, além dos veteranos Claude Giroux e Sean Couturier, não foi o suficiente para levá-los para a pós-temporada. Mesmo assim, esses são os jogadores que podem encaminhar os Flyers outra vez aos playoffs.

    É interessante observar como Carter Hart vai se desenvolver nesta nova temporada. O goleiro de apenas 21 anos, em sua primeira temporada pelo time, teve um percentual de defesas de .917%. É possível vermos uma alternância entre ele e Brian Elliot. Porém, com seu desenvolvimento na última temporada, talvez nós possamos ver Hart disputar mais jogos pelos Flyers. 

    Os rookies do time, mais especificamente Joel Farabee e Carsen Twarynski, também merecem atenção dos fãs, pois se destacaram muito no training camp. Twarynski, por exemplo, marcou dois gols nos últimos dois jogos da pre-season e fez uma perfomance excelente. Portanto, é provável que nós vejamos os dois garotos em alguns jogos dos Flyers na próxima temporada. 

    New York Rangers

    Kaapo Kakko, jogador adiquirido pelos Rangers no segundo pick do Draft

    Essa já é a segunda temporada dos Rangers fora dos playoffs. Eles adquiriram apenas 78 pontos na temporada regular passada. Com isso, terminaram em penúltimo lugar na divisão, a 20 pontos de garantir um lugar nos playoffs

    Apesar das dificuldades nos dois últimos anos, o time está disposto a deixar os empecilhos para trás e focar no futuro. O primeiro passo foi, talvez, a aquisição de Artemi Panarin na off-season. Líder em pontos pelo Blue Jackets na última temporada, o jogador será peça essencial da possível entrada dos Rangers nos playoffs, marcando gols e assistências que elevem a pontuação do time. 

    Adquirir Kaapo Kakko no Draft deste ano também foi um passo muito importante nessa reconstrução. Em maio, ele conquistou o Mundial de Hockey da IIHF, junto à Finlândia. Marcou apenas sete pontos durante o Mundial, mas sua maneira de jogar foi o suficiente para ser draftado em 2nd overall e chamar atenção dos Rangers. Se o ritmo se manter, será bem provável que Kakko leve o New York até a pós-temporada.  

    Dentro dos playoffs ou não, não se pode negar que o time tem um elenco cheio de estrelas. Primeiro, são liderados por Lundqvist, veterano dos Rangers. Além disso, se espera que o líder em pontos e gols da equipe, Mika Zibanejad, continue mantendo o padrão na próxima temporada, junto de Kreider e Vesey. 

    New Jersey Devils

    Jack Hughes, draftado em primeiro pelos Devils

    Se a última temporada não foi gratificante para os Devils, essa com certeza será bem diferente. O time, que terminou quase em último lugar, tirou a sorte grande ao conseguir o 1st pick overall no Draft deste ano, adquirindo um dos seus maiores talentos, Jack Hughes

    Hughes já provou ao que veio durante a pré-temporada. Em quatro jogos, ele marcou três gols e foi a estrela de dois dos quatro jogos. Seu estilo de jogo, sendo guiado pelo veterano Taylor Hall, pode vir a beneficiar muito os Devils nessa nova temporada. 

    Outra aquisição do time foi PK Subban, que vem para reforçar a desestruturada defesa de New Jersey. Um defensor, que circula pelo ataque e faz gols constantemente é o que os Devils precisam atualmente. 

    O que podemos garantir é que as chances dos Devils fazerem uma temporada incrível e garanta um lugar nos playoffs é grande. Hall, Hughes e companhia serão peça essencial para isso.

  • Centro Olímpico recebe finais do Brasileiro de Hóquei

    Centro Olímpico recebe finais do Brasileiro de Hóquei

    No Brasil também tem muito hóquei! A Confederação Brasileira de Hóquei Sobre a Grama (CBHG) anunciou na última terça (10), que assinou um Acordo de Cooperação para que as finais do Campeonato Brasileiro de Hoquéi aconteçam no Centro Olímpico de Hockey, localizado no Complexo Esportivo Deodoro, na cidade do Rio de Janeiro. A medida começa a valer já neste ano e a final está marcada para 14 de setembro.

    Sobre o campeonato

    O Campeonato Brasileiro de Hóquei Adulto é a principal competição da modalidade adulta do esporte em território nacional. No entanto, na edição de 2019, as primeiras rodadas da competição foram disputadas no Centro de Treinamento da UFRJ. Anteriormente, os clubes fizeram sua inscrição em fevereiro deste ano. Porém foi apenas em março que o site da confederação divulgou que 9 equipes masculinas e 8 equipes femininas iriam disputar o campeonato.

    Equipes selecionadas

    O campeonato foi dividido nas modalidades masculinas e femininas. Dessa forma, as equipes femininas escolhidas para disputarem o Campeonato Brasileiro de Hockey sobre a grama foram as Carioca H.C. (RJ); Deodoro H.C. (RJ); Florianópolis H.C. (SC); G. Interlagos (SP); H.C. Desterro (SC); Londrina H.C. (PR); Macau E.C. (SP); Rio Hockey (RJ).

    Já as equipes masculinas foram as Carioca H.C. (RJ); Deodoro H.C. (RJ); Florianópolis H.C. (SC); G. Interlagos (SP); H.C. Desterro (SC); Macau E.C. (SP); Rio Hockey (RJ); S. Germania (RJ); São José (SP).

    Finais do campeonato

    O Centro Olímpico de Hóquei foi palco dos Jogos Rio 2016. Este ano, a fim de aproveitar o espaço que já existe, o espaço receberá os finalistas do campeonato amanhã (14), a partir das 8h30. Com o intuito de proporcionar apoio para seus atletas, é esperado que o Complexo de Deodoro receba, durante a final, cerca de 200 pessoas. Entre estas estarão atletas, comissão técnica, equipes, além da torcida.

    Para acompanhar o evento, todas as partidas serão transmitidas pela conta do YouTube da CBHG. Abaixo, o cronograma dos jogos e as equipes a disputarem a final:

    08h30 – Macau x Florianópolis (3º e 4º Lugar Feminino)

    10h30 – Desterro x Grêmio Interlagos (1º e 2º Lugar Feminino)

    12h30 – Rio Hockey x Desterro (3º e 4º Lugar Masculino)

    14h30 – Florianópolis x Carioca (1º e 2º Lugar Masculino) 

    Ao longo do dia, será promovida uma oficina de iniciação ao hóquei para crianças. O intuito do evento é convidar escolas que se localizem perto do complexo a participarem, levando, dessa forma, um novo público para o esporte. Essa é uma iniciativa inédita na história dos campeonatos nacionais e tem como objetivo aumentar a visibilidade do esporte e propagar a estrutura do Centro Olímpico pensando em eventos futuros, sejam eles a nível nacional ou internacional. 

    Foto: Reprodução/esporte.gov.br

  • Comissão de arbitragem seleciona quatro mulheres

    Comissão de arbitragem seleciona quatro mulheres

    As árbitras, Katie Guay e Kelly Cooke, e as assistentes de arbitragem, Kirsten Welsh e Kendall Hanley, foram, por fim, selecionadas no Exposure Combine 2019 da NHL para apitar os campeonatos rookie. Os jogos com os propspects da liga acontecerão em Irvine, Buffalo, Nashville, e Traverse City.

    O Exposure Combine é uma seleção de novos profissionais para integrar as futuras comissões de arbitragem das ligas de hockey. A edição deste ano aconteceu no último final de semana de agosto, em Buffalo e foram selecionados 30 árbitros para os campeonatos norte-americanos, dentre eles, 4 mulheres. Em suma, o evento é uma ótima oportunidade para aqueles que desejam atuar no hockey profissional, seja esta à nível da AHL ou das ligas juniores. 

    Sobre as quatro novas integrantes da comissão de arbitragem

    As árbitras

    Katie Guay já arbitra há 14 anos. Além disso, ela também arbitrou os Jogos Olímpicos de Pyeong Chang, de 2018 e partidas do NCAA – Divisão I. Anteriormente, também fez parte da primeira equipe feminina de arbitragem do Frozen Four Feminino de 2019, e foi a primeira mulher a apitar o Campeonato Beanpot Masculino. Previamente, antes de fazer parte das comissões de arbitragem, Guay jogou na Divisão I do time de hockey feminino da Universidade de Brown, de 2001 à 2005. Ela também já competiu pela equipe nacional sub-22 de Hockey Feminino dos Estados Unidos.

    “Quando meus dias de hockey na Brown chegaram ao fim, eu senti falta de estar no rinque, e arbitrar o jogo foi uma ótima maneira de ficar perto do gelo e voltar para o jogo”, disse Katie, que está escalada para oficiar o Rookie Faceoff, em Irvine, que acontece neste sábado (07) até a próxima terça (10). 

    Kelly Cooke, no entanto, é uma árbitra licenciada da IIHF e da Divisão I da NCAA. Desta maneira, já atua há 10 anos no segmento. Ela também fez parte da primeira equipe oficial feminina a arbitrar o Frozen Four Feminino da NCAA 2019. Com 29 anos, Cooke já disputou na Divisão I de hockey pela Princeton, de 2009 à 2013. Simultaneamente, ela foi capitã do time e ganhou MVP do campeonato na temporada 2012/13.

    Ela irá comandar, portanto, o Nashville Prospects Showcase, que acontecerá deste sábado à próxima terça. “Quando me aposentei do jogo, eu sabia que queria continuar envolvida com ele de alguma forma. Arbitrar foi a maneira perfeita de continuar com os skates e me desafiar de uma maneira completamente nova.”, afirma Kelly.

    As assistentes de arbitragem

    Kirten Welsh teve seu primeiro contato com a arbitragem na Exposure Combine. Porém, já foi jogadora de hockey na Divisão I da Universidade Robert Morris, de 2015 a 19 e capitã durante seu sênior year. Anterioemente, Welsh foi a Defensora do Ano da CHA na temporada 2017/18. Desta forma, acabou ajudando a Robert Norris a ganhar três títulos da CHA por três temporadas consecutivas.

    “Eu amo jogar, e quero usar minha experiência e conhecimento para ser uma das primeiras mulheres a arbitrar na NHL e abrir portas para que outras mulheres também possam fazer o mesmo no futuro”, disse Welsh, que será uma das assistentes de arbitragem do Buffalo Sabres Prospect Challenge, este que se estenderá da próxima sexta ao domingo. 

    Kendall Hanley, no entanto, já se encaminha para a sua 12ª temporada arbitrando. Ela é uma assistente de arbitragem licenciada pela IIHF, no hockey feminino da NCAA (Divisão I e III) e na Liga Nacional de Hockey Feminina. Anteriormente, Kendall jogou varsity hockey na Divisão III, pelo Elmira College, de 2005 à 2007, e posteriormente, pela SUNY Oswego, de 2007 à 2009, enquanto completava seu Bacharel de Ciências em Zoologia. 

    Seguidamente, ela será uma das assistentes de arbitragem no Campeonato dos Prospects da NHL de 2019, que começará na sexta e se estenderá ao domingo, na Traverse City, em Michigan. “Arbitrar fornece um ambiente de equipe, de excelente camaradagem, competição. E isso me ajuda a retribuir e apoiar o jogo que eu amo.”, afirma Hanley.

    Por conseguinte, o ambiente acelerado dos campeonatos rookie já  provou ser um grande passo no desenvolvimento da próxima geração de árbitros das ligas de hockey. Desta forma, acaba também acelerando a transição dos jogadores para o alto nível de arbitragem da NHL.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    Já não é mais novidade o preconceito que grande parte das mulheres sofre quando decide seguir carreira no universo esportivo. Jornalistas, atletas, gestoras, analistas.

    No hockey especificamente, também é sabido que o esporte é dominado pelo sexo masculino.

    Por fim, também são old news que mulheres ligadas ao esporte já sofreram, em algum momento de sua carreira, discriminação. Ainda existe uma parcela do fandom que não conseguiu aceitar que elas também pertencem ao hockey. Sim, tanto quanto os homens. 

    Desse modo, o time feminino de hockey sueco foi um dos que resolveu dizer “chega!” A jogadoras se uniram, e criaram o movimento #FörFramtiden. Este por elas mesmas e pelas futuras atletas, com a intenção de desenvolver um ambiente saudável para todas as meninas que sonham em fazer do esporte seu trabalho um dia. 

    O que é o #FörFramtiden

    Num geral, o #FörFramtiden é um movimento, organizado pelo Time Feminino de Hockey da Suécia. Este tem o intuito de reivindicar melhores condições para as atletas do time. A intenção é criticar a maneira inferior como a confederação tem tratado os times femininos. O tratamento é visto como completamente diferente do destinado aos times masculinhos, em vários aspectos.

    Portanto, protestantes ao descaso, 43 jogadoras da Seleção Sueca Sênior anunciaram, em 14 de agosto, um boicote ao training camp. Também optaram por não participar do Torneio das 5 Nações, que teve início em 20 de agosto de 2019. Tal anúncio foi feito nas mídias sociais das jogadoras, um dia antes da equipe feminina precisar se reunir para o training camp em Bosön, complexo de esportes localizado em Estolcomo, na Suécia, destinado a Confederação de Esportes do país. 

    Parte do manifesto conta com os seguintes dizeres:

    “Todas os jogadoras convidadas a jogar pela Seleção Nacional de Hóquei Feminino da Suécia informaram hoje à Federação Sueca de Hóquei sobre uma decisão mútua e unida. Um total de 43 jogadores foram convidadas para o training camp e Torneio. Porém, ninguém participará de nenhum. A partir de hoje, [nenhuma das atletas] representará as cores azul e amarelo até que a Confederação Sueca de Hockey nos mostre que está disposta a trabalhar ao lado de nossas jogadoras para desenvolver e criar melhores fundamentos para as atletas atuais e para todas as próximas.”

    A resposta da confederação foi que eles estavam surpresos com o manifesto. Porém, em momento algum acabaram por citar as condições que o time feminino precisa enfrentar em todas as competições. Muito menos mencionaram soluções para a criação de melhores ambientes para as jogadoras atuais do time feminino de hockey, e também para as futuras atletas. 

    A importância do movimento

    Seguidamente, as atletas sugeriram, no manifesto, 10 pontos que necessitavam mudanças. Alguns destes são: maiores investimentos monetários nos times de hockey femininos (que são bastante inferiores às equipes masculinas), seguro para as atletas, melhores condições de viagens para os torneios, de uniformes, suplementos nutritivos (estes que muitos atletas afirmam já ter recebido com a validade expirada).  

    Dessa forma, discussões como essas são de extrema importância para que a próxima geração de atletas saiba o seu valor. Por fim, que entendam também que não merecem menos do que o mesmo respeito que os homens pelo trabalho excepcional que fazem. Assim, para que continuem levando tais pautas para que o futuro do hockey feminino seja brihante.

    Atletas apoiando o movimento

    Henrik Lundqvist, sueco que joga pelo New York Rangers, da NHL, declarou apoio ao movimento de suas colegas de seleção. Ele insistiu que, para que exista um acordo entre a equipe sueca de hockey feminino e a confederação de hockey sueca, é necessário diálogo.

    “Onde os recursos são usados ​​hoje? Podemos mudar a priorização / estrutura? Acredito que é bom iniciar um diálogo, porque a situação que as mulheres enfrentam é insustentável. O mais importante é iniciar o diálogo. As mulheres precisam sentir que têm oportunidades certas para realizar o máximo possível [pela equipe], mas, ao mesmo tempo, a Associação Sueca de Hockey no Gelo está se excedendo. (…) Não é sobre grandes recursos. Às vezes são sobre pequenas coisas, extremamente importantes, que fazem a diferença na preparação de qualquer atleta”, afirmou o atleta.

    No entanto, Lundqvist não é o primeiro atleta a apoiar o movimento. Outra iniciativa veio de seu colega de equipe nos Rangers e na seleção sueca. Mika Zibanejad doará 1 dólar para o time feminino a cada hambúrguer vendido no Brödernas, restaurante do qual ele é dono, juntamente com seu irmão e amigos. 

    Logo, discussões como estas são necessárias para ressaltar o mesmo ponto que as mulheres vêm tentando afirmar há anos: elas merecem estar no esporte, e disputar com a camisa de seus países tanto quanto os homens.

    Equipes femininas são tão talentosas e competitivas quanto os times masculinos. Por isso têm o direito de lutar por melhores condições para ter a oportunidade de fazer do esporte seu principal ofício, da mesma maneira que os homens podem fazer. Merecem ser apoiadas por falarem tão abertamente, por lutarem por suas causas em um mundo tão machista, como é o dos esportes. 

    Estamos no século 21. Não existe mais espaço para descriminação e mudanças são necessárias. Agora.

    Foto: Reprodução/theicegarden.com