Autor: Mafe Pavanello

  • Guia do Torcedor: Stanley Cup Playoffs 2018

    Guia do Torcedor: Stanley Cup Playoffs 2018

    Os playoffs da NHL são uma festa, pelo menos para quem tem a chance de participar. Todo ano, enquanto os Sweet 16 brigam até o fim pelo título absoluto da liga, outras equipes entram de férias mais cedo e deixam milhares de torcedores desolados até o início da temporada seguinte.

    Para você, que como eu, não vai ter a alegria de torcer para o seu time do coração nos próximos dois meses, preparamos um guia que vai te ajudar a encontrar uma nova camisa para vestir nesse trajeto rumo à Stanley Cup (pelo menos até certo ponto, vida de playoffs não é fácil).

    *Aos curiosos e recém-chegados, este guia também pode servir para encontrar o seu primeiro time na NHL. Mas não se apresse em excluir as outras 15 opções.

    Organizamos as equipes classificadas por conferência e posição na tabela:

    Conferência Leste

    Tampa Bay Lightning

    Promessa de goleadas. A equipe terminou o calendário regular com a maior média de gols por partida na liga (3,54/jogo). Com Nikita Kucherov, Steven Stamkos e Brayden Point no elenco, é difícil duvidar que nos playoffs seja muito diferente.

    Na primeira metade da temporada, os Bolts estavam jogando em outro nível, e por bastante tempo lideraram a tabela com folga. Mesmo perdendo um pouco o gás (e alguns jogadores) de janeiro para cá, Tampa ainda conseguiu terminar à frente da Conferência Leste, com 113 pontos.

    Além da artilharia mencionada acima, muitos jogadores também contribuiram bastante para o sucesso do time da Flórida. E talvez o goleiro Andrei Vasilevskiy mereça maior destaque. O russo pode se tornar o maior pesadelo dos goleadores de plantão nessa pós-temporada!

    Boston Bruins

    Para começar, a legião de haters da Nova Inglaterra (nos esportes em geral) já é bem grande. Você não precisa ser mais um deles.

    Os Bruins não são lá a equipe mais simpática da NHL, nem tiveram uma temporada regular muito exemplar. Mas a primeira linha de Brad Marchand, Patrice Bergeron e David Pastrnak é inegavelmente uma das melhores na liga. Sério, você já viu o que esses caras fazem?

    Para os playoffs, o reforço vem em peso com a volta de alguns jogadores fundamentais, que estavam afastados por lesões. Rick Nash, Riley Nash, e Sean Kuraly, por exemplo, já são esperados para o primeiro jogo, na quinta. O capitão veterano (e “super gente boa”, segundo a estagiária) Zdeno Chara, voltou a jogar há poucos dias e também deve chegar descansado para a primeira rodada.

    Washington Capitals

    Com os Caps é aquela velha história: um dos melhores times nos últimos anos, só falta a taça. Mas a presença do maior artilheiro dessa geração à frente da equipe já devia ser motivo suficiente para torcer para Washington.

    Alex Ovechkin mais uma vez (a sétima, para ser exata) leva o troféu Rocket Richard por mais gols na temporada. Foram 49 em 82 jogos, e ele bem que tentou fazer o 50º na  última partida, para fechar ainda um hat-trick. Não dá para não querer ver o nome dessa lenda gravado na Stanley Cup.

    A equipe já chega favorita no primeiro round, contra Columbus. Eu rogo aos deuses do hockey que nos abençoem com um Caps x Pens na segunda rodada, ainda melhor que o da última temporada. Jogo 7, triple-overtime, hat-tricks, viradas espetaculares e o que mais puderem oferecer. Quem sabe esse não é o ano dos Capitals?

    Toronto Maple Leafs

    Você aí segurando seu grito de “Hexa” há 16 anos, tente 50. Toronto viu a Stanley Cup pela última vez quando a NHL só tinha 6 times. Dá para imaginar a festa que a cidade vai fazer quando (e se) os Leafs levantarem a taça de novo?

    As coisas não parecem tão boas para o Canadá quando vemos apenas duas equipes, uma em cada conferência, chegando à pós-temporada, em comparação às cinco do ano passado. Esse duo (Leafs e Jets), no entanto, é a maior chance de título canadense em anos. E se essa série contra Boston for minimamente parecida com a de 2013, é garantia de grandes emoções.

    Toronto não é uma equipe de grandes estrelas, mas tem um ataque jovem, rápido e muito produtivo. O talento está espalhado por todas as linhas, com Mitchell Marner, Auston Matthews e William Nylander, os três em seu segundo ano na NHL e na pós-temporada. Enquanto a defesa ainda deixa um pouco a desejar, Frederik Andersen já mostrou que é capaz de se garantir no gol enquanto os jogadores se desdobram para colocar o time à frente do placar. Se tem uma estratégia que pode fazer os Leafs avançarem nos playoffs é a de marcar gols o quanto puderem e quando puderem.

    Pittsburgh Penguins

    Sidney Crosby. Evgeni Malkin. Kris Letang. Phil Kessel. Quer mais? Cuidado, porque eles podem oferecer. Os Penguins foram campeões nos últimos dois anos, e agora vêm em busca do terceiro título seguido.

    Ainda que não cheguem como favoritos este ano, a equipe promete dar trabalho a quem cruzar o seu caminho nos playoffs. Na temporada, viu-se que Pittsburgh melhora seu jogo conforme a pressão sobre o time e a demanda do torcedor aumentam. Por esse lado, os Pens estão no ponto certo para a pós-temporada. Por outro, a equipe jogou mais partidas do que qualquer outra da liga nos últimos anos, e o cansaço pode bater à porta em breve.

    A hora é essa para se juntar à torcida. Os Penguins abrem a pós-temporada contra um de seus maiores rivais, e podem terminar jogando uma final contra seu antigo goleiro (que por sinal fez parte dos elencos campeões em 2017 e 2016). Chance de fortes emoções do início ao fim!

    Philadelphia Flyers

    Definitivamente um time divertido de acompanhar, mas sem promessa de chegar muito longe. Philadelphia não é uma boa escolha para quem se cansa ou desiste muito fácil.

    A situação dos Flyers parece ter mudado tanto quanto o ódio entre as duas equipes da Pensilvânia desde a última vez que eles se encontraram nos playoffs. O que não podemos esquecer é que eles venceram aquela série em 2012, e podem vencer novamente esse ano.

    Claude Giroux teve uma de suas melhores temporada da carreira, e seu papel garantindo mais alguns jogos para a equipe ao fim da temporada regular foi fundamental. Alguns números do time, no entanto, não impressionam chegando para o primeiro round. Philadelphia precisa colocar o puck no gol e ficar longe da penalty box se quiser ter alguma chance nessa série.

    Columbus Blue Jackets

    Se tem alguém que pode surpreender no Leste, ele está aqui. Dessa vez Blue Jackets tem uma chance real de passar da primeira rodada.

    Se ano passado já foi uma surpresa para quem costumava ser saco de pancadas na liga, nessa pós-temporada Columbus chega renovado e com mais potencial do que nunca. Sob o comando do veterano Nick Foligno, nomes como Cam Atkinson, Artemi Panarin, Seth Jones, Thomas Vanek e Pierre-Luc Dubois devem fazer a diferença nessa série contra Washington (e quem sabe na seguinte…).

    A maior dúvida no momento talvez seja o goleiro Sergei Bobrovsky. O russo ainda não se mostrou tão eficiente nos playoffs como pode ser na temporada regular, e esse pode ser um problema para o time. Mas por enquanto, vamos focar em quando Lumbus está marcando, e não sofrendo gols, pois pelo menos em casa a comemoração não deixa a desejar.

    New Jersey Devils

    Tem chances agora, mas são uma aposta ainda melhor para playoffs futuros.

    A reconstrução dos Devils é um processo em andamento, mas tivemos boas demonstrações do que essa equipe pode vir a ser em breve durante a temporada regular. Quem apostou contra a equipe no início de outubro se surpreendeu logo de cara. Taylor Hall teve uma temporada espetacular e Nico Hischier se mostrou um dos melhores novatos da liga.

    Não podemos ignorar que New Jersey venceu os três confrontos contra seu adversário da primeira rodada este ano. É improvável, porém o time pode surpreender e até chegar longe nessa pós-temporada. Mas mesmo que eles não passe do primeiro round, os Devils ainda vão conquistar muitos fãs nos próximos anos, e você pode ser um deles.

    Conferência Oeste

    Nashville Predators

    Favoritaço e ponto. Se o trajeto até a Final da Stanley Cup no ano passado foi uma surpresa, dessa vez ver o time chegar à decisão pelo segundo ano consecutivo já seria de se esperar.

    Os Predators conquistaram o troféu dos Presidentes ao alcançar mais pontos que qualquer outra equipe na temporada regular. O time conta com um goleiro incrível, uma defesa sólida, um ataque melhorado, sem contar o mascote que manda mimos para o Brasil!

    Nashville é uma escolha segura e promissora, o que coloca todas as atenções viradas para a equipe. Isso se a maldição do troféu dos Presidentes já não for suficiente para acabar com a diversão dos Preds.

    Winnipeg Jets

    É o timing perfeito para se juntar à fanbase dos Jets. A equipe nunca chegou favorita a muita coisa, mas acumulou jovens talentos em sua má-fase (foram mais que alguns anos), que já estão provando seu valor na liga.

    Patrik Laine (!!!) Nikolaj Ehlers, Kyle Connor, Mark Scheifele… o que falta de experiência em pós-temporada para esse grupo sobra em potencial ofensivo. E em barbas bizarras, no caso de Laine. Destaque também para o par defensivo de Josh Morrissey e Jacob Trouba.

    A torcida de Winnipeg é das mais divertidas na NHL, alguns episódios que não devem ser mencionados à parte. Nas arenas, no Twitter, a equipe não é das mais populares na mídia esportiva e isso acaba vindo a calhar para os fãs. Os canadenses são obcecados por hockey, e não precisam de nenhum fenômeno para empolgar o torcedor. Com o motivo certo então (digamos, uma semifinal de conferência, para começar), eles vão absolutamente à loucura.

    Vegas Golden Knights

    Independente de quem você escolher nessa lista, Vegas é o seu segundo time. A equipe acabou de chegar à NHL e é a sensação do ano.

    Frutos de uma “catação” (draft de expansão) antes do início da temporada atual, os Golden Knights surpreenderam do início ao fim, quebraram recordes, e agora estão nos playoffs, disputando a Stanley Cup em seu primeiro ano. E com chances de levar a taça para casa. Não dá para não amar.

    O final do calendário regular não foi muito positivo para o time, e a falta de experiência em playoffs contra uma equipe que ganhou duas Stanley Cups recentemente (2011-12, 2013-14) deixa Vegas na desvantagem para a primeira rodada. Porém a gente bem sabe que tudo é possível quando a pós-temporada começa. A não ser que você seja dono de uma casa de apostas nos Estados Unidos, os Golden Knights são dignos da sua torcida.

    Minnesota Wild

    No momento, são a zebra da vez.

    Com o recente afastamento do Ryan Suter, que fraturou a fíbula e não volta antes da próxima temporada, o cenário ficou bem desfavorável para os Wild. Jonas Brodin e Matt Dumba terão que segurar as pontas na defesa por enquanto.

    Minnesota ainda está tentando se estabelecer como uma equipe de playoffs. O time só chegou à segunda rodada duas vezes nos últimos 15 anos. Você pode torcer para os Wild terem um pouco mais de sorte este ano, mas vai ter que torcer mesmo. (E ainda secar os Jets um pouco…)

    Anaheim Ducks

    Infelizmente, os Mighty Ducks jamais vão voltar. Mas os “só” Ducks também não são lá tão ruins, mesmo com seu logo e uniformes sem graça.

    Anaheim chegou à pós-temporada atingindo os 100 pontos na tabela pelo quinto ano consecutivo, e com uma sequência final de vitórias muito boa. Do atual elenco, muitos jogadores já sentiram o gostinho de jogar os playoffs, e alguns, como Ryan Getzlaf, Corey Perry e Francois Beauchemin, chegaram a levantar a taça pela equipe em 2007.

    A adição de Adam Henrique no final do ano passado pode ser o maior diferencial dos Ducks nessa segunda etapa. O atacante já sentiu na pele como é perder uma final de Stanely Cup no seu tempo com os Devils, e algo que ele deve querer evitar ao máximo agora.

    San Jose Sharks

    Duas palavras: Brent Burns. O defensor top-3 da NHL é o único motivo que você precisa para torcer para os Sharks. Se isso não basta, esse time não é para você.

    Na Califórnia, é sempre uma guerra. Mas os Sharks têm a vantagem para essa série inicial, especialmente jogando em casa. Evander Kane chegou no final da janela de trocas para reforçar o ataque. O possível retorno de Joe Thornton também terá um papel importante.

    Outra vantagem para San Jose: o time terminou a temporada regular com um dos melhores penalty kill na liga. Qualquer adversário que tiver que encarar os Tubarões no caminho à Stanley Cup precisa tomar cuidado e não subestimar a equipe.

    Los Angeles Kings

    No elenco ainda há várias peças que sabem o que é preciso para conquistar a Stanley Cup. Entre os campeões de 2012 e 2014, o goleiro Jonathan Quick, o atacante Anze Kopitar, e o defensor Drew Doughty.

    Doughty deveria estar concorrendo ao troféu Norris, e Kopitar é um forte convidado ao Hart. O primeiro desafio de Los Angeles é ninguém menos que a equipe novidade, Vegas Golden Knights, um adversário forte e que vem embalado para conquistar o mundo.

    É uma grande rivalidade que se forma, e o torcedor só tem a ganhar com ela.

    Colorado Avalanche

    De pior time na liga em 2016-17 para wild card na temporada seguinte é uma conquista e tanto!

    É claro, as coisas já ficam mais difíceis sem o defensor Erik Johnson, ou o goleiro Semyon Varlamov. Ao ver Nashville do outro lado da chave, muitos torcedores já podem ter considerado “missão cumprida”, mas não vamos perder as esperanças tão cedo. Já fizeram suas preces para o Santo Nathan MacKinnon hoje?

    Assim como os Devils, mesmo se não chegar longe este ano, o time já mostrou que está no caminho certo. Provavelmente vamos ver muito mais Avs na pós-temporada do que estávamos acostumados, e isso já é um bom motivo para ficar do lado deles desde já.

     

    Poucas coisas na vida são tão boas quanto playoff hockey. Se seu time não chegou lá esse ano, ou se ficar pelo caminho depois de algumas partidas, deixe para sofrer na intertemporada e aproveite o melhor que a NHL tem a oferecer.

     

     

  • Interferência de goleiro: mudança na regra

    Interferência de goleiro: mudança na regra

    A NHL oficializou uma mudança de protocolo para revisão de desafios por interferência de goleiro. A decisão final foi tirada dos árbitros no gelo.

    A reforma havia sido sugerida pelos general managers da liga durante seu encontro anual, que aconteceu na última semana. O pedido também recebeu apoio da Associação de Jogadores da NHL (NHLPA).

    A finalidade das alterações é deixar um pequeno grupo responsável pela tomada de decisões. Dessa forma, a liga espera promover maior consistência nas revisões de jogadas.

    Até o momento, a maior reclamação na liga é quanto à falta de clareza na definição da infreçao. Nem técnicos nem jogadores parecem saber ao certo o que constitui a interferência de goleiro.

    O Comitê de Competição da liga aprovou a nova regra, conforme descrita abaixo (mudanças em negrito), na última terça (27). As mudanças entraram em vigor a partir de quarta-feira.

    Regra 78.7 (ii) Desafio do técnico – Interferência sobre o goleiro

    (ii) Jogada ou gol marcado implicando potencial “interferência de goleiro”

    (c) O padrão para reverter uma decisão na qual um “gol” tenha sido marcado no gelo é que a central de revisão da NHL (que deverá incluir um ex-árbitro no Departamento Regulador no processo de decisão), depois de rever todas as reprises disponíveis e de consultar o árbitro que tomou a decisão inicial, vai determinar se o gol deveria ter sido anulado por “interferência de goleiro”, como descrita nas regras 69.1, 69.3 e 69.4.

    (d) O padrão para reverter uma decisão no caso de “gol anulado” no gelo é que a central de revisão da NHL (que deverá incluir um ex-árbitro no Departamento Regulador no processo de decisão), depois de rever todas as reprises disponíveis e de consultar o árbitro que tomou a decisão inicial, vai determinar se o gol deveria ter sido validado porque: (i) não houve contato de qualquer natureza com o goleiro por parte do jogador no ataque; ou (ii) o jogador no ataque foi empurrado, ou vítima de uma infração por parte de um defensor, causando contato entre o jogador no ataque e o goleiro; ou (iii) o jogador no ataque estava posicionado na área do gol de modo a não impedir a defesa do goleiro de nenhuma maneira, e não tendo um impacto de fato sobre o jogo.

     

    Foto: Reprodução/TheStar.com

  • Oilers, Devils, Jets e Panthers na Europa

    Oilers, Devils, Jets e Panthers na Europa

    A NHL anunciou nesta terça-feira (6) as datas, locais e informações sobre os ingressos para a Global Series de 2018. Serão cinco partidas ao todo para as equipes norte-americanas: três como parte do calendário regular da NHL, e duas partidas entre um time da liga e outro europeu, pelo NHL Global Series Challenge.

    O New Jersey Devils de Taylor Hall vai encarar Connor McDavid e seus companheiros em Gotemburgo, na Suécia, no dia 6 de outubro. As duas equipes abrem a temporada 2018-19 com esse jogo, mas o duelo é só no final da turnê europeia que começa na Alemanha para os Oilers, e na Suíça para os Devils.

    New Jersey completa seu training camp em Bern e enfrenta o time local (SC Bern) no dia 1º de outubro no primeiro jogo-exibição do Global Series Challenge. Já a equipe de Edmonton vai para Colônia jogar contra o Kölner Haie no dia 3.

    Winnipeg Jets e Florida Panthers estarão na Finlândia em novembro, quando disputam duas partidas pela NHL na Hartwall Arena, em Helsinki. Os jogos serão nos dias 1 e 2, e podem colocar à prova duas estrelas da última semana, anunciadas na segunda-feira (05), em sua terra natal: Patrik Laine (Jets) e Aleksander Barkov (Panthers).

    Ao todo, 22 partidas da NHL já foram disputadas na Europa, inclusive os duelos entre Ottawa Senators e Colorado Avalanche nessa temporada, que aconteceram em Estocolmo. O jogo entre Devils e Oilers será o nono jogado na Suécia pela temporada regular, o primeiro em Gotemburgo. Jets e Panthers jogarão as quinta e sexta partidas na Finlândia, as quais sempre foram em Helsinki.

    A NHL pode anunciar ainda partidas da pré-temporada na China, como fizeram Los Angeles Kings e Vancouver Canucks no ano passado.

  • Seattle oficializa pedido por equipe da NHL

    Seattle oficializa pedido por equipe da NHL

    A prefeita de Seattle, Jenny Durkan, confirmou nesta terça (13) que a solicitação por uma equipe de expansão da Liga Nacional de Hockey foi oficialmente apresentada.

    Em dezembro, NHL já havia autorizado Seattle a apresentar o pedido. O grupo Oak View, que comanda o projeto, submeteu todos os documentos necessários à NHL, e um depósito de US$10 milhões foi realizado junto à requisição.

    Alguns dias antes, o conselho da cidade aprovou quase unanimamente um plano de renovação da KeyArena, antiga casa dos SuperSonics (NBA), no valor de US$ 600 milhões, afim de que a arena possa receber um futuro time da NHL.

    “Próximas etapas para a NHL em Seattle: Revisão do pedido, submissão de informações adicionais, verificações necessárias da liga, revisão com o Comitê Executivo da NHL, recomendação para o Conselho da liga.”

    Se não houver nenhum grande atraso, a Cidade Esmeralda poderá receber a 32ª equipe da liga para a temporada de 2020-21.

    A NHL chegou a 31 times nesta temporada com a chegada do surpreendente Vegas Golden Knights, que enviou a mesma solicitação em junho de 2015.

     

    Foto: Reprodução/The Seattle Times

  • Senators mais perto de uma nova arena?

    Senators mais perto de uma nova arena?

    A negociação que começou há quase dois anos, quando o grupo RendezVous Le Breton — do qual faz parte Eugene Melnyk, dono dos Senators — ganhou uma licitação para revitalizar o bairro LeBreton Flats, na região central de Ottawa, pode estar próxima de um desfecho feliz para a equipe da capital canadense.

    Segundo Bruce Garrioch, do Ottawa Citizen, a Comissão da Capital Nacional (NCC) e o RVG devem anunciar nesta quinta-feira (25) um acordo de transferência de terras para dar sequência ao projeto de desenvolvimento do bairro. Ao que tudo indica, o anúncio será positivo.

    Não é novidade que os Sens estão há algum tempo em busca de uma nova casa. Jogando no afastado Canadian Tire Centre desde 1996, eles têm tido dificuldade em trazer os fãs para assistir aos jogos nos últimos anos, e chegaram a diminuir a capacidade total da arena em 1500 assentos no início desta temporada, a fim de melhorar a média de público.

    Com uma campanha decepcionante depois de quase chegar à Final da Stanley Cup no último ano, e o futuro de seu capitão ainda incerto na equipe, qualquer passo em direção à ansiada mudança para o centro de Ottawa nas próximas temporadas é de se levar em conta.

    A proposta do RVG inclui a construção de uma nova arena de 18.000 lugares no coração da cidade, ao lado do Parliament Hill e acessível por uma nova linha VLT, atualmente em fase de construção. Além disso, o projeto também conta com novas moradias, uma biblioteca, um parque e um espaço cultural e de convivência para quase 30.000 pessoas, com direito a uma enorme pista de gelo comunitária.

    O acordo com a NCC ainda não garante nada para os Senators, mas vai apontar o grupo RendezVous LeBreton para a próxima etapa: assegurar um financiamento de aproximadamente 3 bilhões de dólares nos próximos doze meses. O projeto deverá por fim obter aprovação federal para então seguir para o processo de planejamento municipal de Ottawa.

     

    Foto Reprodução/RendezVous LeBreton Group

  • Trade Deadline à vista

    Trade Deadline à vista

    Falta pouco mais de um mês para o prazo final das trocas na NHL. Em meio às especulações e tendências no “mercado do puck”, o jornalista da ESPN americana, Greg Wyshynski, montou um Guia do Comprador, em que analisa possíveis jogadores a serem negociados em breve na liga. E pra você não ficar de fora da conversa, trazemos o texto traduzido na íntegra aqui no NHeLas:

    Níveis de ativos comerciais da NHL: Guia do comprador para o prazo [de trocas]

    Greg Wyshynski | ESPN

    Paridade [igualdade competitiva entre as equipes] concedeu muitos presentes à NHL, como manter fãs profundamente engajados na temporada enquanto seus times se enfrentam nos playoffs, sobrevivendo graças a uma combinação de mediocridade prevalente e pontos de caridade na prorrogação.

    Mas paridade também fez o prazo de trocas da NHL um dos momentos mais frustrantes na temporada, no qual especulação e exagero são um entretenimento maior do que o que realmente acontece — compradores demais, vendedores insuficientes.

    Isso pode mudar para o trade deadline dessa temporada, em 26 de fevereiro.

    Alguns times já contam as chances na loteria do draft, tendo visto suas aspirações de chegar à pós-temporada ir por água abaixo logo, Montreal Canadiens, Edmonton Oilers, Ottawa Senators e Buffalo Sabres entre eles. Outros já estão tomando decisões difíceis com os free agents pendentes. Então talvez, só talvez, o prazo de trocas terá algumas trocas de fato e não só um bando de caras em ternos encarando seus telefones na televisão canadense, esperando que algo aconteça.

    No caso de trocas de verdade, reunimos os potenciais jogadores de mudança em cinco níveis diferenes, baseado em seu valor inferido — não apenas o quanto eles valem no mercado, mas também o quão difícil pode ser tirá-los de suas equipes atuais.

    Os jogadores listados abaixo foram retirados de conversas pela liga e pela mídia em que foram citados. Toda informação sobre os tetos salariais é via Cap Friendly. Por favor discutam nos comentários, e adicionem qualquer jogador que podemos ter deixado passar.

    Nota: Jogadores estão listados em ordem alfabética [de sobrenome] em cada nível.

    *Nota NHeLas: você pode navegar pelos diferentes níveis clicando no menu abaixo.

    Nível 1 | Nível 2 | Nível 3 | Nível 4 | Nível 5


    Nível 1: O preço do iate do seu vizinho

    Seu vizinho ama o iate dele. Profundamente. Ele não quer vendê-lo, porém talvez precise. E se ele o fizer? Bom, você tem o espaço na doca, mas será que tem o que é preciso para adquirir um iate?

    • Oliver Ekman-Larsson, D, Arizona Coyotes

    Idade: 26 | Média salarial em 2017-18: $5,5 milhões
    Fim do contrato: 2019 | Ao expirar: UFA [Agente Livre Irrestrito]

    Há uma especulação crescente de que os Coyotes vão mover Ekman-Larsson antes que ele seja capaz de ir embora, em julho de 2019. O preço que eles pedem, segundo o Ottawa Sun: “dois jogadores de qualidade do elenco de um clube” e uma escolha de primeira rodada no draft. E isso é se o GM John Chayka quiser movê-lo agora, o que ele afirmou que não quer.

    • Max Pacioretty, LW, Montreal Canadiens

    Idade: 29 | Média salarial em 2017-18: $4,5 milhões
    Fim do contrato: 2019 | Ao expirar: UFA

    Depois de quatro temporadas seguidas com mais de 30 gols, Pacioretty tem 11 em 43 jogos. Nick Kypreos, da Sportsnet, disse que Pacioretty estava sendo “ativamente ofertado” pelos Canadiens, com o preço sendo “escolhas no draft e prospectos” bem como “um defensor marcador de gols de primeira” mais novo que o capitão dos Habs. Esse é o tipo de mudança de remodelamento da franquia que os Canadiens deveriam considerar, mas talvez seja melhor deixar para o próximo GM.

    • John Tavares, C, New York Islanders

    Idade: 27 | Média salarial em 2017-18: $5,5 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    OK, então os torcedores dos Islanders nos importunaram por aquele artigo “Johnny’s next spot?“, dizendo que no momento em que anunciassem a nova arena, toda especulação de troca acabaria. Bem, a nova arena foi anunciada e … fãs dos Isles ainda me contam como estão ansiosos e tensos sobre ele voltar assinar com a equipe esse verão. Então, na remota possibilidade dos Islanders ficarem de fora da corrida dos playoffs (improvável), ou deles saberem os planos do jogadore para o futuro (talvez?), nós vamos incluí-lo aqui. Mas isso demandaria um retorno ridículo, considerando o desastre de relações públicas que seria para o GM Garth Snow e proprietários.


    Nível 2: O preço de um carro esportivo zero

    Um modelo top de linha, mas vai te custar dois, talvez três dos seguintes: um jogador de alta qualidade, novo e titular, um prospecto de elite e uma escolha de primeira rodada.

    • Alex Galchenyuk, C/LW/RW, Montreal Canadiens

    Idade: 23 | Média salarial em 2017-18: $4,9 milhões
    Fim do contrato: 2020 | Ao expirar: UFA

    O futuro de Galchenyuk em Montreal é uma incógnita desde… ah, o segundo ou terceiro debate “ele não pode jogar de central, pode?”. Mas vai ser preciso um prospect de alta qualidade e mais alguma coisa para tirá-lo de Montreal, já que ele é um dos jogadores mais valiosos no elenco.

    • Mike Hoffman, LW/C, Ottawa Senators

    Idade: 26 | Média salarial em 2017-18: $5.187.500
    Fim do contrato: 2020 | Ao expirar UFA

    Hoffman tem sido muito citado como forragem do prazo de trocas, apesar de sua lista de 10 times no-trade. Suas estatísticas estão baixas essa temporada porque os Senators são um desastre, mas na idade dele e com esse contrato, Ottawa pode conseguir um bom retorno. O St. Louis Blues seria um interessado a destacar.

    • Evander Kane, LW, Buffalo Sabres

    Idade: 26 | Média salarial em 2017-18: $5,25 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    O preço pedido pelos Sabres, de acordo com várias fontes: uma escolha de primeira rodada, uma escolha condicional se Kane assinar com a nova equipe, e um prospecto. Apenas 22 jogadores têm uma média de gols por jogo maior que Kane (o.36) nas últimas três temporadas. A pergunta é, ele passa no teste de caráter dos outros times?

    • James van Riemsdyk, LW, Toronto Maple Leafs

    Idade: 28 | Média salarial em 2017-18: $4,25 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Será que os Leafs trocariam o jogador empatado com Auston Matthews com mais gols pela equipe? Bem, os rumores são de que JVR está procurando uma extensão de seis anos, $36 milhões. Se isso não estiver nos planos do GM Lou Lamoriello, talvez eles se mexam para trocá-lo por uma peça que precisam (como na linha azul). Mas ele não sera barato, e tem uma cláusula modificada no contrato com 10 times no-trade.


    Nível 3: O preço de um carro esportivo usado de três anos

    Um modelo top de linha … com algumas milhas e arranhões, e um pouco mais próximo de seu declínio. Vai te custar um dos seguintes: jogador novo de alta qualidade, um prospecto de elite ou uma escolha de primeira rodada. E talvez mais alguma coisa para complementar.

    • Michael Grabner, LW/RW, New York Rangers

    Idade: 30 | Média salarial em 2017-18: $1,65 milhão
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Grabner é um caso estranho. Ele patina como Usain Bolt corre. Ele tem 46 gols nos últimos 120 jogos com os Rangers. Ainda assim, o quando ele vale em seu próximo contrato, por conta da idade? E quando ele poderia conseguir para os Rangers se estivesse à venda?

    • Mike Green, D, Detroit Red Wings

    Idade: 32 | Média salarial em 2017-18: $6 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    A Bela do baile do prazo de trocas, entre os defensores. Ele está no top 20 goleadores da defesa nesta temporada (25 pontos em 43 jogos) e é um zagueiro de power-play. Deve valer uma escolha de primeiro round como empréstimo.

    • Erik Gudbranson, D, Vancouver Canucks

    Idade: 26 | Média salarial em 2017-18: $3,5 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Pode o GM dos Canucks Jim Benning vencer outra trade deadline? Isso depende do que ele conseguir por esse empréstimo. O The Province relatou que os Leafs ofereceram o prospecto da AHL Andrew Nielsen e uma escolha, então talvez essa seja uma ideia do preço pelo defensor.

    • Jack Johnson, D, Columbus Blue Jackets

    Idade: 31 | Média salarial em 2017-18: $4.357.143
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Johnson pediu para os Jackets uma troca por causa da diminuição de seu tempo de jogo, mas ele ainda é visto como uma parte importante de um time na briga pela Stanley. Se ele for trocado, vão precisar de um colaborador do nível da NHL em retorno, e provavelmente seria preciso ser um defensor.

    • Robin Lehner, G, Buffalo Sabres

    Idade: 26 | Média salarial em 2017-18: $4 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: RFA [Agente Livre Restrito]

    Lehner é um titular de qualidade da NHL em um time ruim. Ele também foi uma aquisição do último regime. Teria valor para um time em alta que precise reforçar a posição [ahem, Blackhawks?], e pode ser levado em conta no futuro.

    • Rick Nash, LW, New York Rangers

    Idade: 33 | Média salarial em 2017-18: $7,8 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Nash quer ficar em Nova York, mas os Rangers não devem trazê-lo de volta nem com um desconto na próxima temporada. NY está naquele limbo entre comprar e vender, porém há de se imaginar que eles ficariam com Nash se tivessem boas chances nos playoffs … a não ser que alguns times paguassem pelo empréstimo com algumas escolhas de primeira rodada, o que seria difícil de se recusar.

    • James Neal, LW/RW, Vegas Golden Knights

    Idade: 33 | Média salarial em 2017-18: $5 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Sim, é estranho pensar em uma equipe de playoff negociando um atacante top-6. Mas considerando tudo o que é sem precedentes em relação aos Golden Knights em sua temporada inaugural, quem sabe? Uma coisa está clara: Neal certamente traria uma esconlha ou um prospecto de alto valor de um adversário com fome de gol.

    • Brock Nelson, C/LW, New York Islanders

    Idade: 26 | Média salarial em 2017-18: $2,5 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: RFA

    O repórter Elliotte Friedman da Sportsnet relatou que o nome de Nelson estava “crescendo por aí” em conversas de negociações. Considerando a situação de seu contrato e a necessidade dos Islanders na defesa, ele poderia estar disponível. Seus números (14 pontos em 44 jogos) e tempo de gelo ambos decaíram significativamente nesta temporada.

    • Jean-Gabriel Pageau, C, Ottawa Senators

    Idade: 25 | Média salarial em 2017-18: $3,1 milhões
    Fim do contrato: 2020 | Ao expirar: UFA

    Dada a situação dos Senators, a juventude de Pageau e seu contrato pareceriam fazer dele um trunfo a se manter. As chances dele ser trocado são pequenas, mas talvez a negociação certa o despache de lá. Aqueles oito gols nos playoffs  da última temporada são um bom chamariz.

    • Alex Petrovic, D, Florida Panthers

    Idade: 25 | Média salarial em 2017-18: $1,85 milhão
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: RFA

    Tudo bem, talvez protegê-lo e expor Jonathan Marchessault no draft de expansão não tenha sido a melhor ideia. Petrovic tem valor como defensor em desenvolvimento, e é bem óbvio que ele precisa de uma mudança de ares.

    • Dion Phaneuf, D, Ottawa Senators

    Idade: 33 | Média salarial em 2017-18: $7 milhões
    Fim do contrato: 2021 | Ao expirar: UFA

    Phaneuf tem uma lista no-trade com 12 times. Ele também tem uma média salarial bem alta até 2021, motivo pelo qual supomos que ele é “um recurso valioso e um bom despejo salarial” mais do que alguém que exigiria um pacote de jogadores em troca.

    • Andrew Shaw, C/RW, Montreal Canadiens

    Idade: 26 | Média salarial em 2017-18: $3,9 milhões
    Fim do contrato: 2022 | Ao expirar: UFA

    Shaw tem dois anéis de campeão e todas aquelas coisas intangíveis (isto é, uma disposição para fazer o trabalho sujo) que equipes na corrida pela Stanley desejam. Seu contrato é também algo intrigante, dado como o salário despenca no final.


    Nível 4: Um ano de corridas de Uber

    Quem precisa de um carro quando o de alguém virou uma espécie de taxi? Esses jogadores vão te custar uma escolha de segunda ou terceira rodada no draft, e talvez uma parte do salário também.

    • Ian Cole, D, Pittsburgh Penguins

    Idade: 28 | Média salarial em 2017-18: $2,1 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    O nome de Cole esteve em circulação desde que foi cortado de alguns jogos no início da temporada. Seu status pareceu ainda mais delicado com a aquisição de Jamie Oleksiak pelos PenguinsÉ provável que seu tempo em Pittsburgh tenha chegado ao fim, mas os Penguins valorizam sua experiência nas equipes campeãs dos últimos dois anos.

    • Josh Gorges, D, Buffalo Sabres

    Idade: 33 | Média salarial em 2017-18: $3,9 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Gorges pode parecer um empréstimo óbvio na fase “tudo que não se chama Jack Eichel deve ir embora” dos Sabres, mas sua cláusula no-trade contém 15 times e isso dificulta qualquer negócio.

    • Kari Lehtonen, G, Dallas Stars

    Idade: 34 | Média salarial em 2017-18: $5,9 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Isto dependeria totalmente de Dallas estar um pouco para atrás na corrida pela pós-temporada quando o prazo de trocas chegar — e de encontrar alguém desesperado para levar um goleiro raquítico e de custo elevado.

    • Patrick Maroon, LW, Edmonton Oilers

    Idade: 29 | Média salarial em 2017-18: $2 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Este praticamente já era para os Oilers, que podem garantir alguma coisa para o futuro por um jogador de primeira ou segunda linha para muitos times na disputa pela Stanley. Maroon tem 11 gols em 44 partidas, jogando 16:57 por noite. O “Big Rig” custa menos que alguns left wings no mercado, com certeza.

    • Petr Mrazek, G, Detroit Red Wings

    Idade: 25 | Média salarial em 2017-18: $4 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: RFA

    Depois que os Golden Knights o demitiram no draft de expansão, é difícil saber o quanto ele vale. Mas ei, depois da temporada podre que ele teve — tirando o esforço de domingo (14) contra os Blackhawks, que mais pareceu um teste para olheiros — talvez a negociação RFA que está por vir pareça mais promissora para o time que ficar com ele.

    • David Perron, LW/RW, Vegas Golden Knights

    Idade: 30 | Média salarial em 2017-18: $3,75 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Como com James Neal, isso depende da filosofia do GM George McPhee para um Golden Knights indo em direção aos playoffs: Manter a equipe junta como está, ou talvez ver se alguém está disposto a ceder uma escolha de primeira rodada por Perron? Tudo o que temos ouvido pende para a opção “manter a equipe junta como está”, mas quem sabe?

    • Tomas Plekanec, C, Montreal Canadiens

    Idade: 35 | Média salarial em 2017-18: $6 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Ele já declarou que deseja encerrar a carreira com Montreal. Nós declaramos que os Habs são loucos se não o mandarem no prazo de trocas para um time com alguma chance de título que esteja interessado nele como central defitivo.

    • Tobias Rieder, RW/LW, Arizona Coyotes

    Idade: 25 | Média salarial em 2017-18: $2,225 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: RFA

    Rieder merece atenção aqui porque o GM John Chayka vai ouvir se uma oferta significante aparecer por ele, e porque seu desempenho ofensivo vem caindo um pouco nesta temporada.

    • Anton Slepyshev, LW/RW, Edmonton Oilers

    Idade: 23 | Média salarial em 2017-18: $925.000
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: RFA

    O GM Peter Chiarelli pendurou uma placa de “à venda” no atacante de grandes proporções, mas pequenos resultados. Se bem que a essa altura Chiarelli deve estar algemado à própria cadeira em seu escritório fazendo mais uma troca lamentável envolvendo um atacante novo.

    • Zack Smith, C, Ottawa Senators

    Idade: 29 | Média salarial em 2017-18: $3,25 milhões
    Fim do contrato: 2021 | Ao expirar: UFA

    Aquela temporada com 25 gols em 2015-16 foi certamente uma anomalia, mas ele será um reforço para as terceira e quarta linhas de qualquer time disposto a fechar um contrato.

    • Thomas Vanek, LW/RW, Vancouver Canucks

    Idade: 33 | Média salarial em 2017-18: $2 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Olha só, é a Estrela da Trade Deadline Thomas Vanek que se apresenta para você! Vanek foi negociado em um acordo envolvendo uma escolha de segundo round em 2014 e em um envolvendo uma escolha de terceiro round em 2017. Será 31 pontos em 44 jogos suficiente para valer mais que uma draft pick de quarta rodada e quebrar essa tendência? Potencialmente?


    Nível 5: Meus patins in-line de 2006

    Eles, bem, têm rodas. Basicamente jogadores que você pode conseguir por uma escolha baixa no draft ou, se isso não der certo, por um saco de pucks seminovos.

    • Cody Franson, D, Chicago Blackhawks

    Idade: 30 | Média salarial em 2017-18: $1 milhão
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Franson recentemente foi enterrado na AHL, propositalmente para tentar negociá-lo logo. Próximo passo: Encontrar alguém disposto a dar qualquer coisa em troca.

    • Mark Letestu, C, Edmonton Oilers

    Idade: 32 | Média salarial em 2017-18: $1,8 milhão
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Parte antecipada de uma venda de Edmonton na deadline, Letestu lidera os atacantes dos Oilers em tempo de gelo na desvantagem numérica. Ele tambem teve 11 pontos em 13 partidas de playoffs na última temporada. É uma pequena boa soma para alguma equipe por aí.

    • Johnny Oduya, D, Ottawa Senators

    Idade: 36 | Média salarial em 2017-18: $1 milhão
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Um defensor veterano com duas Stanleys no currículo que está pronto para ajudar seu segundo par defensivo ou contribuir com um time chegando na pós-temporada. Mas não espere muito mais do que isso.

    • Brad Richardson, RW, Arizona Coyotes

    Idade: 32 | Média salarial em 2017-18: $2.083.333 milhões
    Fim do contrato: 2018 | Ao expirar: UFA

    Adição boa e econômica para as terceira e quarta linhas, que provavelmente volta direto para os Coyotes após a temporada se eles o negociarem.

     

    Matéria original (em inglês) aqui.

  • Reencontro na “Belle Province”

    Reencontro na “Belle Province”

    Depois de uma semana de folga, Boston Bruins e Montréal Canadiens voltam à ativa nesta noite de sábado no Centre Bell, onde enfrentam pela primeira vez na temporada.

    Este será também um momento de reencontro para muitos jogadores da franquia americana com seu antigo técnico Claude Julien, que deixou Boston há quase um ano para se juntar ao Tricolor canadense.

    Bruce Cassidy, ex-assistente de Julien e atual técnico dos Bruins, reconhece que o duelo de sábado terá uma conotação especial para grande parte da equipe. “Para Chara, Bergeron, Krejci, Marchand… Eles ganharam a Stanley Cup com Claude. Há um respeito mútuo entre eles”, afirmou Cassidy após o treino da equipe na sexta (12). “Ele [Julien] fez muito pela carreira deles. Será um belo momento tanto para Claude quanto para esses jogadores.”

    Brad Marchand e Zdeno Chara acreditam que Julien ficará por muito tempo na memória dos torcedores de Boston, principalmente pelo feito de 2011, quando levou a equipe a ganhar a primeira Stanley em 39 anos. Dois anos mais tarde, os Bruins se viam em mais uma final, contra os Blackhawks.

    Claude Julien, no entanto, não é uma pessoa muito emotiva, e para ele o foco está apenas em sua equipe atual. “Não é minha personalidade. Essas coisas, as recordações, eu vou deixar para minha aposentadoria, quando estiver na minha cadeira de balanço” afirmou o treinador.

    De fato, Julien tem mais do que se preocupar que se emocionar com o reencontro. É a primeira vez que as equipes se enfrentam desde 12 de fevereiro de 2017, dois dias antes do canadense suceder Michel Therrien no comando dos Habs, na temporada passada.

    Na próxima semana as equipes se encontram mais duas vezes, em Boston no dia 17, e em Montréal no dia 20. Ambos jogaram suas últimas partidas no último domingo (7). Os Canadiens vêm em uma sequência de duas vitórias, contra os Canucks no dia 7 e os Bolts no dia 4. Boston teve apenas uma derrota no tempo regulamentar nas últimas 15 partidas (11-1-3), e marcou 22 gols nos últimos quatro jogos.

    “Eu sei que [os Bruins] vão muito bem e que estão bem confiantes no momento. Será um bom desafio para nós. É um bom momento para nos confrontarmos a desafios assim” afirmou o atacante Brendan Gallagher. “Nós não os enfrentamos há um bom tempo. Será ‘divertido’ reviver a rivalidade.”

    Boston e Montréal ainda se enfrentam pela última vez para seu confronto final da temporada regular, no TD Garden dia 3 de março. A partida dessa noite tem início às 22h (Horário de Brasília).

     

    Foto Reprodução/NHL.com

     

  • 2018 World Juniors: Canadá campeão sobre a Suécia; EUA medalhista pelo 3º ano seguido

    2018 World Juniors: Canadá campeão sobre a Suécia; EUA medalhista pelo 3º ano seguido

    Depois de quase duas semanas de fortes emoções, o Mundial Sub-20 de Hockey 2018 da IIHF chegou ao fim na noite de ontem (5), com o Canadá levando o ouro pela 17ª vez em uma partida eletrizante contra a Suécia.

    Tyler Steenbergen quebrou o empate com menos de dois minutos para o final do tempo regulamentar, ao desviar um passe de Connor Timmins direto para o gol. O atacante, escolha de 5º round dos Coyotes no draft de 2017, tinha até então sido o jogador com menos tempo de jogo durante toda a competição, e ainda assim não poderia ter aproveitado melhor os poucos minutos que teve no gelo na decisão de ontem à noite. Quase 30 segundos depois, Alex Formenton marcou no empty net para dar de fato a vitória ao Canadá por 3-1.

    A partida foi equilibrada do início ao fim, o que era de se esperar com as duas melhores equipes desta edição se enfrentando pelo título. Após 20 minutos de boas chances, mas nenhum gol, os canadenses tomaram a frente no começo do segundo período, com Dillon Dube no contra-ataque. Foi a primeira vez no torneio que a Suécia ficou atrás no placar.

    Não só os suecos neutralizaram o power play canadense nas seis oportunidades que tiveram, como ainda empataram o jogo na desvantagem numérica, com um gol do prospecto dos Blackhawks, Tim Soderlund, aos 13:07 do segundo período. Linus Lindstrom e Erik Brannstrom ficaram com as assistências.

    Durante toda a noite os goleiros não tiveram folga e trabalharam duro até o fim. Os suecos tiveram ao todo 36 tiros a gol, dos quais Carter Hart não segurou apenas um, e acabou nomeado jogador da partida pelo Canadá. Do outro lado, Filip Gustavsson fez 25 defesas.

    A Suécia segue com apenas dois ouros na competição, o último em 2012, quando venceu a Rússia por 1-0 no OT, em Calgary, no Canadá. Desde então, teve que se contentar com a prata em três ocasiões: 2013, 2014 e agora, em 2018. A equipe canadense, por sua vez, leva seu título de número 17 e pode superar, enfim, a derrota nos shootouts que sofreu no ano passado, em casa, para os Estados Unidos.

    Na mesma noite, um pouco mais cedo, os EUA atropelaram a República Tcheca e ficaram com o bronze. O placar final foi 9-3 para o time da casa, que pôde deixar o torneio num clima bem melhor que da noite anterior, após a derrota para a Suécia por 4-2 na semifinal.

    Do lado americano, Trent Frederic, escolha de 1º round do Boston Bruins no draft de 2016, marcou nada menos que 4 gols. O atacante de 19 anos passou perto de igualar o recorde de Wally Chapman em 1984 por mais gols em uma partida durante o torneio (5). Kieffer Bellows (19ª escolha, 2016 – Islanders) teve dois gols e uma assistência, tornando-se o artilheiro dos EUA nessa campanha, com 9 gols, e ultrapassando a marca de Jeremy Roenick (8 gols no torneio de 1989 em Anchorage, Alaska).

    Joey Anderson (73ª escolha, 2016 – Devils), Patrick Harper (138ª escolha, 2016 – Predators) e Ryan Poehling (25ª escolha, 2017 – Canadiens) completaram o placar para os Estados Unidos, com um gol cada. O goleiro Jake Oettinger, prospecto do Dallas Stars, terminou a partida com 28 defesas.

    Radovan Pavlik, Martin Kaut e Daniel Kurovsky marcaram os 3 gols da equipe tcheca. O goleiro Josef Korenar permitiu 3 gols em 16 tiros e foi logo substituído por Jakub Skarek, apenas para retornar mais tarde, no terceiro período, após Skarek levar 4 dos americanos.

    Surpreendendo contra a Rússia e a Finlândia na primeira etapa da competição, os tchecos ainda têm do que se orgulhar desta campanha em Buffalo. Apesar de terem sofrido duas derrotas ruins em duas noites (a equipe perdeu de 7-2 do Canadá na semifinal), este foi o melhor resultado do país desde 2005, quando levaram o bronze sobre os Estados Unidos.

    Campeões no ano passado, e terceiro lugar também em 2016, esse é o terceiro ano seguido dos americanos com uma medalha no Mundial Sub-20, a maior sequência do país no torneio. A equipe ainda se tornou a primeira a vencer um jogo ao ar livre no WJC, de virada sobre o próprio Canadá, por 4-3. Mesmo não chegando a mais um ouro, como muitos esperavam, os EUA tiveram uma performance notável e foram um time divertido de se acompanhar ao longo da competição.

    Em 2019, o IIHF World Junior Championship acontece no Canadá, nas cidades de Vancouver e Victoria, na Colúmbia Britânica. Será a 43ª edição do evento, e a 13ª vez que os canadenses sediam a competição. A Bielorrússia, rebaixada após a derrota na quinta-feira para a Dinamarca, deixa a vaga para o Cazaquistão no próximo ano, que chega pela primeira vez desde 2009 na divisão de elite do Mundial.

     

    Foto Reprodução/IIHF.com

  • 2017: Resumão NHeLas

    2017: Resumão NHeLas

    Todo ano, a NHL nos proporciona grandes emoções, momentos de alegria, de decepção, às vezes de raiva e de angústia, momentos surpreendentes e memoráveis que nos lembram do quão incrível esse esporte é e do porque ele mora em nossos corações. 2017 não poderia ser diferente; em meio a todas as lembranças que o centenário da Liga gerou, o NHeLas selecionou alguns destaques para fazer uma retrospectiva desse ano tão especial!

    Foto Reprodução/NHL.com

    01/01: Estamos acostumados a abrir o ano com o NHL Winter Classic, mas dessa vez a tradicional partida de Ano Novo foi adiada para o dia seguinte, e 2017 começou com o NHL Centennial Classic, partida comemorativa da centésima temporada do Toronto Maple Leafs e também do centenário da liga. Numa cerimônia pré-jogo, a NHL aproveitou para divulgar os primeiros 33 nomes da lista dos 100 maiores jogadores na história, focando em quem jogou até meados dos anos 60. O clássico foi em Toronto, no BMO Field – onde normalmente joga o Toronto FC, da Major League Soccer, e o Argonauts, da Canadian Football League -, e teve os Leafs vencendo o Detroit Red Wings na prorrogação, por 5-4. Jogão!

    Foto Reprodução/USA Today

    . 02/01: Para quem gosta de um bom jogo a céu aberto, o começo do ano não podia ter sido melhor. Só um dia depois do Centennial Classic, no Clássico de Inverno da NHL, St. Louis Blues e Chicago Blackhawks se enfrentaram no Busch Stadium, casa dos St. Louis Cardinals da Major League Baseball. O NHL Winter Classic é uma tradição da liga que começou em 2008 e tem o objetivo de celebrar o Ano Novo com um jogo “de volta às origens”, ao ar livre. É claro que não dá pra fazer uma partida oficial da temporada regular em um laguinho congelado qualquer, e normalmente estádios de futebol, futebol americano ou beisebol são adaptados para receber um rinque de gelo por alguns dias. Na nona edição do evento, mais de 46 mil pessoas viram a vitória por 4-1 dos Blues em sua primeira aparição. Para Chicago, esta foi a terceira participação e a terceira derrota. É a equipe que mais jogou em Clássicos de Inverno e a que mais perdeu… Mais sorte em 2019!

    Foto Reprodução/NHL.com

    27 a 29/01: Nenhum lugar mais apropriado que Los Angeles para receber o All-Star Weekend desse ano. No 50º aniversário do LA Kings, tivemos estrelas brilhando além da conta durante as festividades daquele final de semana. Logo no primeiro dia, os outros 67 maiores jogadores de todos os tempos foram revelados pela NHL. 48 destes estiveram presentes no domingo (29) para o Jogo das Estrelas e foram homenageados no Staples Center. Foi um belo encontro de gerações do hockey no gelo. Ah, e tiveram umas partidas legais também! Um final de semana de muita habilidade e muita festa, para ninguém botar defeito. A lista completa dos 100 maiores jogadores da história da NHL você confere aqui (em inglês).

    Foto Reprodução/NHL.com

    03/04: A gente bem sabe que não é só de boas notícias que vive o hockey. Pois dias antes do início dos playoffs de 2017, a NHL anunciou que não participaria da Olimpíadas de Inverno em 2018. O assunto já estava em discussão há algum tempo e, especialmente depois da “volta” da Copa do Mundo de hockey da NHL no ano anterior, era de se esperar que a liga decidisse contra a participação de seus jogadores nos Jogos Olímpicos. Ainda assim, o anúncio oficial foi uma decepção para os fãs do evento, que esperam quatro anos para ver a nata do esporte competindo pelos seus países. Se me perguntar se eu concordo com a decisão, vou dizer que não, mas respeitemos e sigamos em frente. Pyeongchang 2018 está chegando e a ansiedade só aumenta. Até porque tem o hockey feminino que promete já grandes emoções, e o curling! Quem não AMA curling?!

    Foto Reprodução/NHL.com

    . 09/04: Um momento de fazer escorrer uma lágrima até do mais frio dos fãs. Diagnosticado com esclerose múltipla no final de 2016, Bryan Bickell provou ser um poço de determinação quando voltou ao gelo em fevereiro do ano seguinte para seguir jogando pelos Hurricanes. No começo de abril, no entanto, Bickell anunciou sua aposentadoria da NHL para se dedicar ao combate da doença e realizou sua última partida no dia 9, contra os Flyers, quandol marcou seu último gol no shootout e foi ovacionado por toda a arena em Philly (e provavelmente por todos ligados no jogo naquele momento). Bicks ainda chegou a assinar um contrato de um dia com Chicago para que se aposentasse oficialmente como um Blackhawk, time pelo qual jogou por quase toda a carreira e com quem ganhou duas Stanley Cups. Choremos juntos então com o último gol e o último shift de Bryan Bickell.

    Foto Reprodução/Fox News

    11/06: Podem comemorar, torcedores dos Pens, chegou a hora de falar de vocês. Com uma vitória por 2-0 sobre Nashville Predators no Jogo 6, Pittsburgh Penguins vence de novo a Stanley Cup! Os Pens se tornaram a única franquia a vercer duas Stanley Cups seguidas na era do teto salarial e a primeira desde os Red Wings de 1997-98. Essa foi a quinta taça do clube e, além da conquista de 2009, as outras duas também vieram em anos consecutivos, 1991 e 1992. Sidney Crosby levou para casa mais um Conn Smythe (troféu de Jogador Mais Valioso nos playoffs) e consolidou ainda mais seu legado para o esporte conquistando o terceiro título da NHL na carreira. Para o goleiro rookie Matt Murray, essa foi a segunda Stanley apesar dele tecnicamente ter feito sua primeira temporada na NHL; que jeito de começar a carreira, não?

    Foto Reprodução/Sporting News

    21/06: Talvez um dos momentos mais esperados de 2017, o primeiro Draft de Expansão da liga em anos oficializou o nascimento dessa franquia que a gente mal conhece e já considera pacas: os Vegas Golden Knights! A lista do elenco foi divulgada na cerimônia do NHL Awards e nomes como Marc-André Fleury (PIT), Jonathan Marchessault (FLA), David Perron (STL) e James Neal (NSH) começaram a dar forma ao time novato. Com todas as trocas que se seguiram, o GM da franquia George McPhee ainda acumulou um bom número de jogadores escolhas no draft para os próximos anos.

    Foto Reprodução/NHL.com

    26/06: Dia de reconhecer a excelência no esporte. O Hockey Hall of Fame divulga a lista da Classe de 2017 e entre os grandes nomes estava o atacante Teemu Selanne, um dos maiores pontuadores da história e provavelmente o melhor jogador finlandês que já passou pela NHL. O “Finnish Flash” foi indicado junto a um antigo colega de equipe e amigo de longa, o ex-capitão dos Ducks Paul Kariya, e os dois trocaram belas homenagens na cerimônia de indução ao HHOF em novembro deste ano. Além dos dois, também entraram na lista os jogadores Dave Andreychuk, Mark Recchi e Dannielle Goyette, o treinador Clare Drake e do dono do Boston Bruins, Jeremy Jacobs.

    Foto Reprodução/ESPN.com

    07/07: Uma das minhas capas de revista favoritas. A edição da ESPN Body Issue deste ano foi estrelada pela dupla com as melhores barbas de San Jose, Brent Burns e Joe Thornton, e incluiu também uma entrevista muito divertida e interessante com os atletas sobre os desafios de “estar em forma” no mundo do hockey. A Body Issue é uma edição da ESPN Magazine que contém fotos de esportistas de diferentes modalidades posando como vieram ao mundo (nus, para quem preferir). O hockey foi o esporte com mais atletas participando desta edição: além dos dois Sharks, a equipe feminina norte-americana também teve seu destaque na revista, enquanto a segunda modalidade com mais representantes foi o futebol americano, com três. Hockey 1, Outros Esportes 0.

    Foto Reprodução/USA Today

    06/10: Vegas, baby! Com dois gols de James Neal e 45 defesas de Fleury, a nova franquia da NHL vence sua partida de estreia na liga contra Dallas, por 2-1. A temporada dos Golden Knights começou bem e seguiu ainda melhor, e eles rapidamente se tornaram a equipe de expansão mais bem-sucedida em seu primeiro ano! O hockey chegou de fato à Cidade do Pecado alguns dias depois (10), com o primeiro jogo em casa de Vegas. Após o atentado de 1º de outubro na cidade, as comemorações previstas para a noite de estreia foram substituídas por uma grande homenagem às vítimas, aos sobreviventes e aos hérois da cidade, e a mensagem “Vegas Strong” preencheu as bordas do rinque no lugar dos patrocinadores. Hoje, no último dia de 2017, o Golden Knights é segundo na liga com uma incrível campanha de 25-9-2, e promete ainda dar muito trabalho para os times veteranos até o final da temporada.

    Foto Reprodução/USA Today

    08/10: Ano vai, ano vem, e Jaromir Jagr segue firme e forte (na medida do possível) na NHL. Poucos jogadores têm fãs tão dedicados como o atacante tcheco: os “Jagrs Viajantes” vão aos jogos cada um com uma camisa de um time por onde o futuro Hall of Famer já passou, além de perucas imitando o penteado do jogador. Quando Calgary anunciou o contrato de um ano com Jagr, era de se esperar que o grupo saísse a procura de um novo membro para vestir a camisa dos Flames nos jogos. O que eles não esperavam era que o próprio Jagr iria preencher a vaga! Numa entrevista durante um jogo em Calgary, os Jagrs Viajantes foram surpreendidos pela lenda de 45 anos, que ainda presenteou o grupo com uma camisa autografada de sua nova equipe. Meta para 2018: encontrar um ídolo tão legal quanto Jaromir Jagr.

    Foto Reprodução/NHL.com

    16/12: Em 1917, Montreal Canadiens e Ottawa Senators fizeram uma das duas primeiras partidas da NHL, em que a equipe de Quebec venceu o clube da capital canadense por 7-4. Quase 100 anos depois (precisamente 3 dias antes do aniversário oficial da partida), o NHL 100 Classic celebrou o centenário daquele momento histórico com o primeiro jogo ao ar livre da temporada, uma reprise do confronto de um século atrás. Foi também o primeiro jogo a céu aberto na cidade de Ottawa, que recebeu quase 34 mil pessoas no Lansdowne Park para acompanhar a vitória dos Sens por 3-0 sobre os Habs. A festa também integrou a comemoração dos 150 anos que o Canadá completou em 2017 e o final de semana foi repleto de atividades para os fãs de hockey.

    Este foi apenas um pequeno recorte dos acontecimentos de 2017 na NHL, e a gente quer saber quais foram os eventos mais marcantes no hockey para você este ano!

    Em 2018 estamos de volta com novidades. A equipe do NHeLas deseja a todos um Feliz Ano Novo!

  • NHL em Houston?

    NHL em Houston?

    Na noite de ontem (15), o portal The Athletic relatou que a NHL teve reuniões preliminares sobre uma possível nova franquia em Houston.

    Segundo múltiplas fontes, o  comissário da NHL, Gary Bettman, teria se reunido com o dono do Houston Rockets (NBA), Tilman Fertitta, para discutir a viabilidade de uma equipe de hockey na cidade mais populosa do Texas. O encontro teria acontecido nas últimas semanas, no QG da liga, em Nova York.

    Bettman não quis comentar sobre os encontros à reporter Katie Strang, mas afirmou que a liga não tem nenhuma intenção de realocar uma equipe no momento. Ele ainda comentou que “se Houston vir a demonstrar interesse por uma equipe local, em boas circunstâncias, é algo a ser considerado”.

    No mês passado, Fertitta revelou a um jornal local que adoraria trazer uma equipe da NHL para a cidade, e o faria “amanhã mesmo”. Com a quinta maior área metropolitana dos Estados Unidos, não é difícil ver por que a liga teria interesse em colocar uma franquia ali.

    Com uma capacidade de 17.800 espectadores para uma partida de hockey, o Toyota Center, atual casa dos Rockets, seria uma opção para as equipes como Senators, Flames, Islanders e Coyotes, que no momento estão em busca de uma nova arena.

    Não é improvável também que a liga em breve adicione uma 32ª equipe para equilibrar a chegada dos Golden Knights. Ao lado de Seattle e Quebec City, Houston se junta ao clube das cidades fortes candidatas a receber uma futura expansão da NHL.