Autor: Mafe Pavanello

  • Enfim uma vitória para os Coyotes

    Enfim uma vitória para os Coyotes

    Depois de quatro longas semanas, finalmente o Arizona Coyotes ganhou sua primeira partida na noite de ontem (30), contra o Philadelphia Flyers. A equipe levou nada menos que 12 jogos para conseguir uma vitória, quase batendo a marca de pior início de temporada na história da NHL.

    Com um gol de Goligoski aos 4:45 da prorrogação, os Coyotes puseram fim na sequência de 11 derrotas, mas não sem antes colocar tudo a perder no tempo regulamentar.

    Arizona começou forte, abriu 3-0 no placar e teve o jogo sob controle por 59 minutos. Mas defender a vantagem no último minuto foi um problema claro para os Coyotes. Philadelphia colocou um atacante extra no gelo e conseguiu o empate faltando 15 segundos para o final do terceiro período.

    A partida foi muito parecida com a maioria das derrotas de Arizona até agora. A equipe se dificultou em um momento crucial e quase deixou tudo ir por água abaixo. Para o torcedor com o coração mais frágil, parecia a hora de mudar de canal.

    No entanto, com um belo passe do novato Clayton Keller, Alex Goligoski marcou no 3-on-3 e deu aos Coyotes a tão esperada vitória. Um final feliz (menos para Philly) a toda essa história. Por enquanto.

    Para um time que tem um dos piores percentuais de tiros a gol na liga, o bom trabalho da defesa na noite de ontem foi muito importante, e facilitou a vida do goleiro recém-adquirido Scott Wedgewood, segurando o ataque de Philadelphia, que só teve 3 tiros a gol no primeiro período.

    Wedgewood foi bem durante o jogo, teve poucas falhas e totalizou 28 defesas. Espera-se que o ex-Devil traga mais estabilidade no gol enquanto a equipe ainda aguarda o retorno do titular Antti Raanta, afastado desde 12 de outubro.

    Arizona vem de algumas boas partidas, no geral, e esse resultado é importante para a equipe se colocar de volta nos trilhos. A campanha 1-10-1 por enquanto não parece lá muito promissora, mas ganhar certamente pode motivar os Coyotes a sair de vez dessa má fase e buscar a recuperação na Conferência Oeste.

    O encontro dessa noite (31), contra os Red Wings (o último da temporada), encerra a sequência de cinco jogos fora de casa para a equipe de Glendale. O puck rola às 21h30 no horário de Brasília. Agora com uma vitória na conta, é a chance dos Coyotes emplacarem mais um resultado positivo antes de voltar à Gila River Arena.

     

    Assista aos melhores momentos do jogo entre Arizona Coyotes e Philadelphia Flyers:

    (Foto: NHL.com)

  • NHL reconhece erro que custou gol a Colorado

    NHL reconhece erro que custou gol a Colorado

    Em comunicado publicado ontem (20), a NHL afirmou ter cometido um erro ao anular, o gol de Mikko Rantanen no final do terceiro período da partida entre Colorado Avalanche e St. Louis Blues, na quinta-feira (19). O replay confirmou que a posição do atacante dos Avs, Sven Andrighetto, configurava off-side na jogada que precedeu a jogada do gol de fato, a qual não poderia ser revisada.

    Segundo as regras, somente a entrada na zona ofensiva imediatamente anterior ao gol pode ser contestada pela equipe adversária. Andrighetto saiu da zona ofensiva antes de entrar novamente nela, e nesta última entrada, que levou ao passe do gol, ele estava em posição legal. Por este motivo, a liga reconheceu que o gol deveria ter sido mantido.

    Se marcado o gol, o placar seria 4-4 com 2:34 no cronômetro para o final do terceiro período, e os Blues ainda cumpririam 2 minutos de penalty kill por delay of game, já que teriam perdido o desafio. Porém o cenário foi outro, Colorado perdeu a partida por 4-3 no tempo regulamentar.

    Veja os melhores momentos de Blues/Avalanche:

    É a primeira vez desde a criação da regra de desafio do gol por off-side, desde a temporada de 2015-16, que a NHL admite um erro na decisão tomada após a revisão.

    Aqui o comunicado oficial da liga (em inglês):

    https://www.nhl.com/news/situation-room-correction-avalanche-blues/c-292120660?tid=280504338

  • 10 razões por que Chance é um ótimo mascote

    10 razões por que Chance é um ótimo mascote

    Afinal, o que é o mascote de Vegas?

    Ontem (14), os Golden Knights anunciaram Chance, essa criatura simpática que vai acompanhar o time e animar a torcida daqui para frente.

    A notícia gerou todo tipo de reação e pessoas de toda parte questionaram a escolha do animal. Por que não um “Cavaleiro Dourado”? Seria este o filho do Barney, o dinossauro, com o Coisa, do Quarteto Fantástico? Um irmão perdido do Solek, de Ilha Ratimbum, talvez? Ou o Godzilla depois de uma gripe?

    A verdade é que o mascote do Vegas Golden Knights é um Monstro-de-Gila, um réptil nativo do sudoeste dos EUA Ele teria saído de sua toca nas rochas do Red Rock Canyon para fazer de Las Vegas a sua nova casa. E se engana quem acha que ele não tem nada a ver com o esporte!

    Listamos 10 motivos para te dizer porque o Chance é super “do hockey”:

    1. “Monstro”: nem preciso falar nada, né? O nome já diz que é pra tomar cuidado. Se chegar muito perto, vai arranjar encrenca, Vegas não tá aqui de brincadeira!
    2. Sangue frio: como a gente bem lembra daquelas aulas de biologia na escola, répteis são animais que não conseguem controlar a temperatura do corpo. Quando querem se aquecer, tomam sol, e quando precisam se resfriar, procuram uma sombra ou uma pista de gelo para acompanhar uma partida do time do coração.
    3. Venenoso: os adversários já estão em desvantagem. Uma mordida desse cara e você pode ficar paralisado, sentir enjoo, febre e muita, muita dor! Apesar de não ser mortal para humanos, quem já foi mordido por um monstro-de-gila conta que a experiência é bem desagradável.
    4. Maior lagarto nativo dos EUA: #VegasStrong. Apesar de ser apenas a temporada de estreia, a cada jogo equipe mostra a que veio, com um elenco coerente e torcedores dedicados. A nação Golden Knights é GIGANTE.
    5. Carnívoro: com uma preferência especial por coiotes (sorry not sorry, Arizona). Piadas à parte, o monstro-de-gila é um lagarto que gosta especialmente de ovos de outras espécies, mas também se alimenta de aves, sapos, outros lagartos e pequenos mamíferos. Ele pode engolir até um terço do seu próprio peso numa única refeição, então é melhor seu time ficar esperto.
    6. Uniformizado: monstros-de-gila têm o corpo preto repleto de manchas em laranja, amarelo ou rosa, e sua pele é coberta por escamas grossas, que servem de proteção. É como se eles já viessem prontos pra entrar numa partida de hockey! Alguém me vê dois pares de patins, por favor?
    7. Milagre da medicina: já entendemos que uma mordida desse cara não é muito legal, porém, acontece que uma proteína encontrada na saliva do monstro-de-gila foi a chave para desenvolver alguns dos medicamentos usados no tratamento da diabetes humana.
    8. Diferentão: como algum amigo seu já deve ter mencionado, gostar de hockey aqui no Brasil não é lá um dos passatempos mais usuais (por enquanto! #TenhoFé). De todos os lagartos nativos de regiões secas e áridas, o monstro-de-gila é o mais misterioso e com os hábitos mais diferentes, já que ele é uma espécie pouco adaptada para viver no próprio ambiente em que nasceu.
    9. Armazena gordura na cauda: um fato interessante aleatório, para você que também ama as peculiaridades do hockey.
    10. 5 for Fighting: os machos da espécie lutam entre si durante a temporada de acasalamento. Mas não tem ninguém pra levá-los ao “cantinho do castigo” depois que a briga acaba.

    • Bônus: Muito antes de chegarem no mundo dos esportes, monstros-de-gila já atuavam na telona. Diz aí quem não ia querer uma estrela de cinema representando o seu time?