Autor: Marina Garcez

  • Bruins e Blues vencem no primeiro dia de semifinais

    Bruins e Blues vencem no primeiro dia de semifinais

    O segundo round dos playoffs já está aqui! Nesta quinta-feira (25) o Boston Bruins e o St. Louis Blues venceram seus primeiros jogos contra Columbus e Dallas, respectivamente. Os vencedores abriram vantagem na série em seus primeiros jogos em casa, ambos pelo placar de 3-2.

    Blue Jackets 2, Bruins 3 (OT)

    Depois de surpreender no primeiro round e varrer o favorito Lightning, Columbus teve um tempo de descanso antes da segunda rodada. Boston, por sua vez, veio de um Jogo 7 contra o Toronto Maple Leafs, mas foi o primeiro a balançar a rede. Acciari colocou o time da casa no placar no primeiro período, assistido por McAvoy, durante o power play adversário. Mesmo assim, Bobrovsky fez várias defesas difíceis nos primeiros vinte minutos, deixando sua equipe viva na partida.

    O segundo período foi marcado por vários pucks no travessão, mas a partida continuou 1-0 para os Bruins até o terceiro período. Columbus empatou com Dubinsky, assistido por Riley Nash, ex-Bruin, aos 7:39 minutos. 13 segundos depois, Dubois virou o jogo para os visitantes, com assistência de Panarin. Mas nos últimos 5 minutos a equipe de Massachusetts igualou o placar, com o nativo do estado Charlie Coyle, levando a partida para a prorrogação.

    O gol que ganhou o jogo também veio de Coyle, que terminou com a partida e assegurou a primeira vitória dos Bruins na série. Foi o quinto gol do center – adquirido na trade deadline do Minnesota Wild – nos playoffs. O próximo jogo acontecerá no sábado (27).

    Stars 2, Blues 3

    Depois de eliminarem dois dos favoritos na conferência, a atenção se voltou para o confronto entre Dallas Stars e St. Louis Blues. Robbi Fabbro abriu o placar para os Blues no início do jogo, seu primeiro gol nos playoffs deste ano. No segundo período, Spezza também anotou o seu, com assistência de Klingberg e Zuccarello.

    O confronto entre as duas equipes é marcado pela presença de grandes estrelas da liga dos dois lados. Na partida de quinta, a de St. Louis se sobressaiu, pois Tarasenko fez a diferença para a equipe da casa. O russo marcou no power play no final do segundo período, dando vantagem aos Blues, além de ter feito outro gol no terceiro, ampliando o placar. Do outro lado, o capitão Jamie Benn diminuiu para Dallas no power play no finalzinho da partida, trazendo seu time de volta para o jogo.

    Um dos fatores para prestar atenção nesta série são os goleiros Ben Bishop, de Dallas, e Jordan Binnington, de St. Louis. Bishop é um veterano da liga, e foi indicado ao troféu Vezina (melhor goleiro da temporada regular) deste ano. Já Binnington é uma sensação, estando superando (e muito!) expectativas em sua primeira temporada na NHL. A próxima partida entre Stars e Blues será no sábado (27).

    Foto: Reprodução/SI.com

  • HABEMUS JOGO 7! Bruins e Sharks vencem, forçando partida decisiva em casa

    HABEMUS JOGO 7! Bruins e Sharks vencem, forçando partida decisiva em casa

    Neste domingo de Páscoa (21) as equipes de Toronto e Vegas tiveram a oportunidade de liquidar a fatura. Mas nenhuma das duas conseguiu carimbar seu passaporte para o segundo round. Boston e San Jose empataram as séries e o Jogo 7 ocorrerá nesta terça-feira (23).

    Bruins 4, Maple Leafs 2

    No domingo à tarde a equipe canadense chegou em casa com podendo se classificar, mas Matthews e companhia não conseguiram vencer os Bs. No primeiro período o time da casa abriu o placar com Morgan Rielly, que marcou seu primeiro da série na marca dos 10 minutos.

    Só que a vantagem durou pouco, pois logo depois Marchand marcou no power play para os Bruins a partir do face-off. Antes do período acabar, Krug marcou de um dos poucos rebotes oferecidos por Andersen, virando o jogo também no power play. O dinamarquês manteve seu time no jogo, fazendo uma defesa fenomenal em um tiro de Bergeron. O período terminou 2-1, Bruins.

    No segundo período Jake DeBrusk ampliou para os americanos, com assistência de Krejci. O ataque dos Leafs tentou furar Tukka Rask, mas o finlandês fechou o gol. Iniciado o terceiro período, Auston Matthews marcou um golaço, seu quinto da série, e colocou seu time de volta no páreo. Andersen continuou fazendo defesas incríveis, mas o time de casa não conseguiu o empate. Os Bruins ainda marcaram um empty net goal, quando Marchand disparou na rede vazia no final do jogo.

    A série agora está empatada, e os times voltarão para Boston para decidir quem irá para o segundo round na terça-feira (23).

    Sharks 2, Golden Knights 1 (2OT)

    Vegas é conhecida pelo entretenimento, e o jogo de domingo foi o show perfeito para quem gosta de fortes emoções. Os Knights chegaram neste jogo com a chance de ter acesso ao segundo round dos playoffs pela segunda vez consecutiva. Mas havia uma muralha chamada Martin Jones em seu caminho.

    O placar foi aberto apenas nos últimos dez segundos do primeiro período, quando Logan Couture marcou. O gol foi assistido por Timo Meier e Brent Burns. Já no segundo período Vegas empatou com Marchessault, com assistências de Theodore e Karlsson.

    A partida terminou o tempo regular empatada em 1-1, e foi para a prorrogação. O gol da vitória veio apenas no segundo período de prorrogação, quando Hertl marcou short-handed.

    O destaque da partida foi o goleiro dos Sharks, Martin Jones, teve uma atuação magistral com 57 defesas. Sua performance no jogo foi muito diferente do resto da série, ou até mesmo de suas atuações na temporada regular.

    A série vai ter seu destino decidido na terca-feira (23), quando saberemos o adversário do Colorado Avalanche no segundo round.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Leafs, Avs e Preds abrem vantagem nas séries; Canes conquista a primeira vitória

    Leafs, Avs e Preds abrem vantagem nas séries; Canes conquista a primeira vitória

    A noite de segunda-feira (15) trouxe jogos intensos, com direito a duas goleadas e a primeira briga de Alex Ovechkin desde 2010.

    Bruins 2, Maple Leafs 3

    A torcida dos Leafs começou a noite um pouco desanimada, já que antes do jogo foi anunciado que Kadri seria suspenso pelo restante da série. A suspensão foi uma punição por seu hit em Jake DeBrusk, podendo chegar em até 05 jogos caso tenha jogo 7.

    Iniciada a partida em Toronto, os dois goleiros tiveram muito trabalho e fizeram defesas difíceis, e o primeiro período terminou sem gols. No segundo, Trevor Moore marcou seu primeiro gol dos playoffs, colocando os Leafs na frente. Logo depois, Krejci empatou para o time de Boston.

    No power play, Auston Matthews marcou pela primeira vez na série, dando a vantagem aos canadenses mais uma vez. O sueco Andreas Johnsson foi outro que se aproveitou da vantagem numérica para marcar o terceiro gol de Toronto, que acabou por ser o da vitória.

    Antes do segundo período acabar, Charlie Coyle descontou para os Bruins e colocou seu time de volta no jogo.

    No terceiro período as duas equipes continuaram pressionando e fazendo seus goleiros trabalharem, incluindo uma defesa incrível de Andersen em uma tentativa de Jake DeBrusk, quando Boston chegou próximo de empatar a partida.

    O destaque dos últimos segundos de jogo foi Mitch Marner, que bloqueou as duas últimas tentativas do adversário, impedindo um eventual OT. O winger dos Leafs tem sido um dos principais jogadores do time nestes playoffs.

    Liderando a série por 2-1, os Leafs recebem os Bruins novamente na quarta-feira (17).

    Capitals 0, Hurricanes 5

    A atmosfera em Raleigh era elétrica, e não tinha como ser diferente, já que os Hurricanes estavam jogando seu primeiro jogo de playoff em casa desde 2009.

    A partida já começou intensa, com Washington e Carolina tendo várias chances e seus goleiros mantendo o placar zerado. Mas na metade do primeiro período Foegele venceu Holtby e marcou o primeiro gol dos Canes. Antes do período acabar o arqueiro canadense ainda fez uma defesa magistral em Martinook.

    Mas o clima no gelo esquentou rapidamente, e o novato Svechnikov e o veteraníssimo Ovechkin se estranharam e partiram para os socos. O jovem russo acabou sendo nocauteado pelo rival, na primeira briga de Ovi desde 2010, e deixou a partida machucado.

    Já no segundo período, Foegele marcou seu segundo da partida, assistido por Aho e Teravainen em um tic tac toe incrível. Em seguida, Dougie Hamilton aumentou a vantagem do time da casa durante o power play. Ainda no segundo, Foegele quase marcou um hat trick, sendo negado por Holtby, que fez defesas difíceis durante todo o jogo.

    Iniciado o terceiro período, Hamilton fez outro gol, também no power play. Além disso, nos últimos minutos da partida Brock McGinn fechou a conta para o time da casa, finalizando a goleada em 5-0.

    Ao final Carolina teve 45 tiros ao gol contra apenas 18 dos atuais campeões. Além de Svechnikov, Ferland também deixou o jogo machucado, duas baixas significativas para os Hurricanes.

    O próximo jogo da série acontecerá na quinta-feira (18), quando os Canes tentarão empatar a série contra os Caps.

    Predators 3, Stars 2

    Com a série empatada, a partida entre os dois times da Divisão Central prometia ser emocionante. Ela já começou com os Stars pressionando muito e o goleiro dos Predators, Pekka Rinne, fechando o gol.

    Além disso, o novato Miro Heiskanen mostrou porque é um dos destaques da equipe do Texas, tendo forçado Rinne a fazer defesas difíceis.

    Já no segundo período, Rocco Grimaldi abriu o placar para a equipe visitante. Logo depois uma tentativa de Radulov, que de início parecia ter entrado, acabou anulada pela arbitragem.

    Mesmo no 5-on-3, Dallas não conseguiu converter. Logo depois, em uma jogadaça de Bonino com Forsberg, os Preds marcaram. No final do período o time da casa conseguiu diminuir o déficit, em um gol de Zuccarello, assistindo por Seguin.

    No terceiro período o center canadense empatou, com assistência de Jamie Benn, levando a torcida à loucura. Em seguida, Pekka Rinne fez uma defesa incrível num tiro de Benn, impedindo que os Stars virassem o jogo.

    O gol decisivo veio de Mikael Granlund, aquisição de Nashville na trade deadline, que deu a vitória aos visitantes.

    Os Stars tentarão empatar a série na quarta-feira (17), quando jogam contra os Preds novamente em Dallas.

    Flames 2, Aavalanche 6

    A batalha de gelo e fogo continua na série entre Calgary Flames e Colorado Avalanche, empatada em 1-1. Com as atenções voltadas para Denver na estreia profissional de Cale Makar, Colorado abriu vantagem sobre Calgary.

    O time da casa começou com muita energia, e MacKinnon marcou duas vezes no power play. Makar, ganhador do Hobey Baker deste ano, marcou seu primeiro gol profissional, mostrando que será uma adição importante aos Avs.

    Em contrapartida, os visitantes se mostraram completamente sem vida, e não conseguiram responder no período, tendo apenas contabilizado três penalidades.

    Iniciado o segundo, Matt Nieto ampliou para os Avs com um short-handed goal. Em seguida, Sam Bennett diminui para os Flames no power play. Para finalizar o período, Mikko Rantanen fez o quinto gol de Colorado.

    Já o terceiro período foi marcado pelas doze (!) penalidades cometidas pelos dois times. Além disso, o defensor Erik Johnson marcou para os Avs, enquanto TJ Brodie fez o mesmo para os Flames.

    Os Avs lideram a série e recebem os Flames na próxima quarta-feira (17).

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • New Jersey Devils escolherá em primeiro no Draft da NHL pela segunda vez em três anos

    New Jersey Devils escolherá em primeiro no Draft da NHL pela segunda vez em três anos

    A noite de terça-feira (09) foi a mais esperada pelos times que não conseguiram classificação para os playoffs da NHL. Isto porque, ao final de cada temporada regular,  é realizada a loteria do Draft em Toronto, para estabelecer a ordem na qual as equipes irão selecionar novos jogadores.

    As chances de cada franquia são determinadas pela sua classificação final, de forma inversa. Ou seja, o pior classificado tem as maiores chances de conseguir a primeira escolha. Desta forma, é realizado um sorteio inicial com os 15 primeiros times, sendo que os três mais bem colocados são submetidos a outro sorteio, que determina em qual ordem irão escolher no top-3.

    Neste ano, a loteria recebeu ainda mais atenção do que o normal, pois a escolha do pior time da liga, Ottawa Senators, pertence ao Colorado Avalanche, uma vez que foi adquirida na troca que envolveu Matt Duchene, inicialmente referente à seleção do ano de 2018. Entretanto, no último Draft o Senators decidiu não abrir mão da escolha, a quarta, com a qual selecionaram Brady Tkachuk. A situação que gerou ainda mais polêmica após Matt Duchene, peça central daquele acordo, ser trocado durante a trade deadline deste ano.

    Ganhadores da loteria

    Iniciados os anúncios dos resultados, a primeira surpresa foi a queda de Minnesota para a 12ª posição, o que automaticamente colocou o Chicago Blackhawks no top-3. Isso concede uma chance de ouro para a equipe usar a terceira escolha para injetar juventude em seu plantel e tentar restabelecer a dominância que teve na liga na última década.

    A outra surpresa foi a queda de Buffalo para a 7ª posição, o que colocou o New York Rangers no top-3 do draft pela primeira vez em sua história, tendo alcançado a segunda escolha. Além disso, o Los Angeles Kings, que tinha a segunda maior chance de escolher em primeiro, caiu para 5º. Por fim, o Colorado Avalanche caiu para 4º, tendo sido derrubado do top-3 pelo New Jersey Devils, que conseguiu a almejada “first pick“.

    New Jersey não é estranha à primeira posição do Draft. O time da divisão metropolitana ganhou a loteria há 2 anos, quando selecionou o suíço Nico Hischier, e tem outra primeira escolha em Taylor Hall, que foi selecionado pelo Oilers em 2010. Uma curiosidade é que o canadense, eleito MVP da última temporada, fez parte da equipe sorteada em cinco ocasiões diferentes. Foram estas em 2012 (Nugent-Hopkins), 2013 (Yakupov) e 2015 (McDavid), com Edmonton, e em 2017 com New Jersey (Hischier), além deste ano.

    O Draft de 2019

    Quanto aos jogadores a serem selecionados, na classe de 2019 o prospect mais estimado é Jack Hughes. O americano de 17 anos que joga na equipe de desenvolvimento juvenil da USA Hockey (USNTDP). Em segundo lugar vem Kappo Kakko. O finlandês chamou a atenção dos olheiros ao se destacar jogando na liga profissional em seu país natal e no último World Juniors. Além dos dois, que espera-se que formem o top-2, outros top prospects incluem Vasili Podkolzin, Dylan Kozens e Trevor Zegras, que devem ser escolhidos dentro do top-10.

    Por fim, ordem ficou definida da seguinte forma:

    1. New Jersey Devils
    2. New York Rangers
    3. Chicago Blackhawks
    4. Colorado Avalanche (escolha do Ottawa Senators)
    5. Los Angeles Kings
    6. Detroit
    7. Buffalo
    8. Edmonton
    9. Anaheim
    10. Vancouver
    11. Philadelphia
    12. Minnesota
    13. Florida
    14. Arizona
    15. Montreal

    O Draft de 2019 da NHL acontecerá em Vancouver nos dias 21 e 22 de junho.

    Foto: Reprodução/NHL.com


  • Kontinental Hockey League

    Kontinental Hockey League

    Uma das principais ligas profissionais de hockey no mundo, a Kontinental Hockey League (KHL) [Континентальная хоккейная лига (КХЛ), em russo] é formada, em sua grande maioria, por países ex-integrantes da antiga União Soviética (URSS) e da China. Em termos de importância, ela é definitivamente a próxima no ranking, depois da NHL. Antes de 2008, a Liga se limitava ao território russo, tendo o nome de Russian Championship League ou Russian Super League, mas após a inclusão de países da ex-URSS, adotou o nome de KHL. 

    Inicialmente, a liga possuía equipes dos seguintes países: Rússia, Belarus, Cazaquistão e Ucrânia. Posteriormente, a partir de 2011 também passaram a contar com representantes da Eslováquia, República Tcheca, Croácia e Finlândia, por exemplo.

    O acidente aéreo que comoveu o mundo do hockey

    O ano de 2011 foi marcante para a história da KHL, considerando a tragédia ocorrida com a equipe do Lokomotiv Yaroslavl. Em 07 de setembro de 2011 o avião que levava a equipe russa, juntamente com os integrantes da comissão técnica, caiu durante a decolagem na cidade de Yaroslavl. O time viajava para Minsk, capital da Bielorrúsia, para o primeiro jogo da temporada 2011/2012 da KHL. 

    Todos que estavam a bordo da aeronave morreram, todos os jogadores do plantel do Lokomotiv, além de quatro jovens da equipe juvenil do clube. O único sobrevivente do acidente foi o mecânico do avião. Em homenagem ao acidente, o dia 07 de setembro passou a ser uma data de luto, ou seja,não foram disputadas partidas na liga até a temporada 2017-18.

    As idas e vindas dos clubes

    Após um ano da sua entrada na KHL, a equipe eslovaca Lev Poprad deixou de existir. O mesmo aconteceu com a tcheca Lev Praha, que participou da liga de 2012-13 até 2014-15. O também eslovaco, Slovan, deixou a KHL em 2019-20 devido a problemas financeiros. A equipe croata do Medveščak entrou na liga em 2013-14 e a deixou alguns anos depois, em 2017-18. 

    Outras equipes que deixaram a liga foram as russas Khimik (2009-10), Lada (2010-11), Dynamo M (2010-11), MVD (2010-11), Lokomotiv (2011-12) Spartak Moscow (2014-15), Atlant (2015-16), Metallurg Novokuznetsk (2017-18), Lada (2018-19), Yugra (2018-19) e Admiral (2020-21). 

    No caso do Spartak Moscow, a saída foi um hiato de um ano por razões financeiras e a equipe retornou à KHL na temporada seguinte. O Admiral entrou em hiato por razões financeiras também durante essa temporada, o que pode ser atribuído à pandemia do COVID-19, que teve um grande impacto no financeiro dos clubes.

    As novas adições à KHL foram o Avtomobilist (2009-10), o UHC Dynamo (2010-11), o Yugra (2010-11), Lokomotiv (2012-13), Admiral (2013-14), Lada Togliatti (2014-15), o finlandês Jokerit (2014-15), HC Sochi (2014-15), Spartak Moscow (2015-16) e o chinês HC Red Star Kunlun (2016-17).

    A KHL atual

    Hoje a Kontinental Hockey League é formada por duas conferências e quatro divisões:

    Os clubes são em sua grande maioria russos (18), mas há representação de outros países, como Belarus, China, Finlândia, Letônia e Cazaquistão, que possuem uma equipe cada. A KHL é tida como a liga mais disputada na Europa e Ásia, bem como a segunda mais importante do mundo, atrás apenas da NHL. A liga europeia tem a terceira maior média de público no Velho Mundo, com mais de seis mil espectadores, além de possuir o recorde de público na Europa, com 5.32 milhões em uma temporada. 

    As divisões levam nomes de ex-jogadores importantes para a história do hockey russo. Vsevolod Bobrov foi jogador do CSKA e VVS, além de ter conquistado o ouro olímpico com a URSS. Anatoli Tarasov, por sua vez, faz parte do Hockey Hall of Fame e é tido como o pai do hockey russo e principal responsável pelos anos de hegemonia da equipe nacional da URSS. 
    Já na conferência Leste, Valeri Kharlamov, integrante do Hockey Hall of Fame, ex-jogador do CSKA e medalhista de ouro pela URSS, também foi homenageado. Por fim, Arkady Chernyshev também recebeu homenagem. O russo foi técnico do Dynamo Moscow e integra o Hall da Fama da Federação Internacional de Hockey no Gelo (IIHF, sigla em inglês).

    O formato da temporada

    Em 2009 foi feita a divisão entre conferências Leste e Oeste. As conferências incluem duas divisões cada e as equipes disputam quatro partidas entre oponentes de divisão (20), três jogos contra rivais de conferência que são da divisão diferente, além de dois jogos contra cada oponente da conferência oposta. A temporada regular possui 62 jogos no total. 
    Ao seu final, 16 times se classificam para os playoffs, sendo oito de cada conferência. As quartas de final da conferência são uma série de cinco partidas, enquanto as séries subsequentes (semifinais, finais da conferência e finais da Gagarin Cup) são melhores de sete partidas. O campeão da última série conquista a almejada Gagarin Cup.

    O troféu

    O campeão dos playoffs da KHL recebe a Gagarin Cup (Кубок Гагарина, em russo). O troféu recebeu esse nome em homenagem ao cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir para o espaço, que jogava hockey como goleiro e era um grande entusiasta do esporte.

    https://twitter.com/gilliankemmerer/status/1249311450507640833

    A taça pesa cerca de 18 quilos e é feita de prata com revestimento em ouro. A Gagarin Cup é mais pesada do que a celebrada Stanley Cup, que pesa cerca de 15.5 kg. 
    Além do vencedor dos playoffs, a KHL também premia o melhor clube russo, considerando aquele que se classificou com a posição mais alta. Além disso, o time que possui a melhor pontuação na temporada regular é o vencedor da Continental Cup, o equivalente ao President’s Trophy da NHL.

    Como assistir

    A KHL conta com um sistema de streaming próprio, onde o torcedor pode optar por adquirir os jogos de apenas uma equipe ou da temporada por completo. Ele está disponível para dispositivos Apple e Android, além de Smart TVs. O pacote de uma equipe só custa 1999 rublos (aproximadamente 140 reais) e o pacote da temporada completa custa 2999 rublos (aproximadamente 210 reais). O serviço também possibilita a aquisição do direito a assistir um único jogo. Embora alguns países (como EUA, Canadá e países vizinhos como a Finlândia) tenham restrições geográficas, o Brasil não se encontra neste grupo. É possível, portanto, assinar o serviço daqui. Para mais detalhes sobre como assinar, aqui está a página oficial.

    Q&A com a jornalista Gillian Kemmerer, que cobre a KHL

    Quais as principais diferenças entre a NHL e a KHL?

    A KHL e a NHL convergiram muito na última década. Os talentos vão e voltam entre as ligas, e o tamanho do gelo na KHL tem diminuído. Todas as pistas nas dimensões olímpicas devem ser eliminadas até 2022. Vários nomes conhecidos na NHL, incluindo Bon Hartley, Sergei Fedorov, Dave Nemirovsky, Sergei Zubov e Alexei Kovalev são técnicos na KHL – e essa lista continua. Naturalmente, treinadores importados tendem a trazer ou favorecer um estilo de jogo norte-americano, mas você também vê estilos mais mais sistemáticos e defensivos em alguns dos tradicionais técnicos russos. Há menos brigas no hockey europeu em geral (mas ainda acontece!) e o nível de habilidade é muito alto.

    Como são os fãs da KHL? A liga vai ter público nas arenas essa temporada? 

    A KHL terá torcida nessa temporada, mas as restrições variam de acordo com a cidade e o país. Em algumas arenas, tem um toque de futebol europeu com tambores, bandeiras, e cantos. Os fãs fazem cartazes incríveis e alguns se fantasiam (tem um mago que vem aos jogos de Ufa, e quando Jokerit e Petersburg se enfrentam alguns fãs se vestem como Pedro, o Grande). Tantas cidades da KHL são apaixonadas, e os estádios têm características e tradições únicas. Você pode sentar em uma sauna finlandesa para assistir ao Jokerit na Hartwall Arena, por exemplo.

    Quais as regras para jogadores estrangeiros (“imports”) na KHL e por que elas existem? 

    Um time da KHL (localizado na Rússia) pode escalar até cinco estrangeiros por jogo, e apenas um import goleiro. Times não-russos da KHL devem ter pelo menos dez jogadores do país onde o time está ou da Rússia no elenco (há jogadores que se naturalizam e podem competir como não-estrangeiros). Jogadores de países membros da Comunidade dos Estados Independentes (principalmente porque estão na KHL — Belarus e Cazaquistão) não são considerados imports. Estas regras ajudam a promover o desenvolvimento dos talentos locais.

    Como é o sistema de desenvolvimento de jogadores na KHL?

    Tem duas ligas que ‘alimentam’ a KHL — a JHL (juniores da Rússia) e a VHL (equivalente à AHL da Rússia). Ambas as ligas se tornaram cada vez mais competitivas ao longo do tempo. Algumas equipes da KHL são afiliadas a clubes da JHL/VHL e outras têm seus próprios times. SKA São Petersburgo, por exemplo, tem duas equipes juniores (1946 e Varyagi), bem como uma equipe VHL (Neva).

    É comum ter novas equipes se juntando ou deixando a KHL? Qual foi a última expansão?

    Sim, é comum. A última equipe de expansão foi Kunlun Red Star Beijing. A KHL expressa continuamente o desejo de crescer e frequentemente adiciona equipes fora da Rússia. A Ásia e a Europa são ambas boas apostas para uma expansão futura. 

    Tem algum evento especial durante a temporada, como jogos ao ar livre, jogo das estrelas, premiações? 

    Sim! A KHL sediou alguns jogos espetaculares ao ar livre (inclusive na Praça Vermelha – estrelas do hockey feminino russo jogaram lá na última temporada), e os rivais do exército CSKA-SKA se enfrentaram na Arena Gazprom no aniversário do hockey russo. Eu adoro aquele jogo de aniversário porque a história do hockey soviético é minha paixão, e a arena é inacreditável. O All-Star Weekend acontecerá em Chelyabinsk este ano, uma cidade louca por hockey que será uma grande anfitriã. Há também uma cerimônia de premiação em Barvikha (subúrbio luxuoso de Moscou) que acontece após o término da temporada. A KHL tradicionalmente realiza os ‘World Games’ (a pandemia infelizmente não permitiu no ano passado) – os anfitriões anteriores incluíram Davos, na Suíça e Viena, na Áustria.

    Quais os times favoritos a levantar a taça esse ano? E possíveis azarões?

    Os atuais campeões Avangard, o CSKA Moscow, o Ak Bars Kazan e o SKA Saint Petersburg tem sempre a expectativa de dar um show. Porém liga tem se tornado cada vez mais competitiva e menos previsível, como evidenciado pelo fato de que Avangard ganhou seu primeiro título da KHL na história do clube nesta primavera. Alguns times azarões ​​para assistir incluem Dinamo Riga (eles perderam a pós-temporada 7 vezes, mas agora estão sob o regimento do Hall of Famer Sergei Zubov), Kunlun Red Star (eles vão treinar para a Seleção Chinesa de Pequim 2022) e o Admiral Vladivostok (eles perderam a última temporada devido à COVID e questões financeiras, então é ótimo tê-los de volta).

    Quais são alguns jogadores para prestar atenção nesta temporada? 

    Eu amo assistir aos jovens da Rússia. Eles são o futuro do esporte não apenas em um contexto de KHL e NHL, mas também em termos de hóquei na Rússia em nível nacional. Alguns dos meus talentos em ascensão favoritos incluem Dmitry Ovchinnikov, Matvei Michkov, Kirill Marchenko, Dmitry Voronkov e Danila Yurov.

    Quais são algumas ideias equivocadas que novos fãs costumam ter sobre a KHL?

    O tamanho do gelo é um erro comum. A KHL costumava jogar numa superfície de gelo maior, mas a maioria das equipes agora se converteu para o tamanho da NHL ou um tamanho híbrido finlandês. Outro é que o KHL abrange seis países, não estritamente a Rússia! Belarus, Letônia, China, Cazaquistão e Finlândia têm times na liga – e tenho certeza que mais países participarão com o tempo.

    Tem alguma palavra em russo que o fã de hockey precisa conhecer e que podemos ouvir na transmissão ou ver as equipes tweetando?

    A palavra mais importante para um fã é “shai-by, shai-by!” Shaiba (шайба) tecnicamente significa “disco”, e os frequentadores das arenas entoam “shai-by” (cujo final implica chegar ao disco) quando querem um gol! O hockey é uma língua universal, então mesmo que você não fale russo, você ainda pode amar e apreciar o KHL.