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  • A NWHL anuncia bolha como plano para a temporada 2020-21

    A NWHL anuncia bolha como plano para a temporada 2020-21

    Os fãs do hockey feminino já podem comemorar. Nesta quarta-feira (24) a NWHL anunciou um plano para a possível data e formato da sexta temporada da Liga. Utilizando o formato de bolha, a próxima temporada está programada para acontecer de forma reduzida entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro em Lake Placid, no estado de Nova York.

    Após ter cancelado a Isobel Cup em 2019-20, os esforços da Liga se voltaram para as preparações da nova temporada, já que a mesma poderia não acontecer da maneira usual devido ao COVID-19.

    Poucos dias após o cancelamento a primeira boa notícia sobre a próxima temporada: a sua primeira expansão para o Canadá ganhou nome, o Toronto Six. Em seguida a NWHL anunciou que apesar de não ter uma data definida, a sexta temporada iria começar em janeiro de 2021 para a maior segurança de todos os envolvidos. Daí em diante os times começaram a se preparar, dando continuidade às renovações e novas contratações de jogadoras selecionadas no draft 2020. 

    Novo formato e nova Comissária

    No dia 13 de outubro, a Liga anunciou um novo formato de gerenciamento mais parecido com o formato utilizado na NHL e demais Ligas. Desta forma, a NWHL agora possui uma “unincorporated association” em tradução livre, uma associação não corporativa. Esse modelo de associação não existe no Brasil. No entanto segundo a lei norte-americana é quando um grupo de pessoas se reúne para um propósito em comum criando um vínculo legal entre si. No caso das Ligas eles chamam de Conselho de Governadores e tem um representante de cada equipe. Esse novo formato visa não somente o crescimento da Liga, mas a transparência das decisões tomadas pela Comissária. Com o Conselho, que agora passa a supervisionar o gerenciamento da NWHL, espera-se o alinhamento de interesses, assim como acontece nas demais Ligas. 

    Com o novo formato a Liga implementou outra mudança, a então Comissária e fundadora da NWHL, Dani Rylan, deixou o cargo para atuar como Presidente do Grupo Original. Em seu novo cargo ela procura proprietários individuais para comprar as franquias ainda pertencentes à Liga (Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Minnesota Whitecaps e Metropolitan Riveters). Os times Toronto Six e Boston Pride já possuem donos independentes. 

    Em seu comunicado a Liga também anunciou a ex-presidente do Toronto Six, Tyler Tumminia, como nova Comissária Interina. Apesar de ainda não ser possível ver seus esforços na Liga Feminina de Hockey, Tumminia tem em seu currículo grandes feitos como executiva no esporte. Ela atuou como vice-presidente sênior do Grupo Goldklang, onde era responsável pela operação de cinco times de beisebol da liga secundária. 

    Temporada 2020-21

    Para a próxima temporada a Liga se inspirou na WNBA (Women’s National Basketball Association) e na NSWL (National Women’s Soccer League). Ambas as Ligas tiveram temporadas bem sucedidas, além do aumento nas transmissões e venda de produtos. Visando o mesmo objetivo a NWHL optou não somente pela redução de jogos, como também pelo formato bolha e sem público. 

    Em seu anúncio com o plano a Liga informou que os jogos acontecerão entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro e serão sediados em Lake Placid, Nova York. O lugar ficou conhecido por ter sediado as Olimpíadas de 1980. A arena Herb Brooks, onde os jogos serão realizados leva o nome do técnico conhecido por levar a famosa seleção americana de hockey a conquistar o ouro nas Olimpíadas de 1980 após o jogo contra a URSS, que ficou conhecido como Milagre no Gelo

    Neste formato os seis times viajarão separadamente nos dias 21 e 22 de janeiro e os jogos se iniciarão no dia 23 de janeiro. Cada equipe jogará cinco partidas, uma para cada oponente. Em seguida haverá uma rodada de playoffs, determinando assim os quatro times que seguem para as semifinais da Isobel Cup. 

    Nas semifinais será disputada apenas uma partida cada, com o time melhor colocado jogando contra o time em quarto lugar. Já o segundo lugar jogará contra o terceiro e os vencedores vão para a final. A final do campeonato será disputada no último dia de bolha, 5 de fevereiro.

    Com os protocolos ainda a serem definidos, os testes de COVID-19 fornecidos pelo laboratório de patologia de Yale serão feitos de forma regular. A Liga também informou que apesar da temporada reduzida as jogadoras serão pagas de forma integral. A programação completa, informações sobre transmissões e demais detalhes serão divulgados nas semanas anteriores ao início da temporada.

    O plano para a temporada foi realizado em conjunto com a New York State Olympic Regional Development Authority (ORDA). No entanto para que o plano entre em vigor é necessário que a NWHL, a ORDA e o Estado de Nova Iorque entrem em acordo em relação ao plano. O mesmo necessita ser aprovado pela autoridades de saúde regionais e estaduais. 

    Foto: Reprodução/lakeplacid.com

  • Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Central

    Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Central

    A nova coleção retrô da NHL foi divulgada oficialmente na última segunda-feira (16). Apesar de alguns modelos como do Penguins e do Golden Knight terem sido vazados anteriormente, agora temos os modelos oficiais das jerseys de cada time.

    Como falamos anteriormente, a coleção Reverse Retro teve como inspiração modelos dos uniformes de décadas desde 1940 a 2000. Cada time buscou em uma jersey antiga um conceito, trazendo elementos para suas cores e uniformes atuais. 

    Por último mas não menos importante, o NHeLas trás um olhar mais próximo para os modelos da Divisão Central. Entenda quais foram as inspirações por trás de cada novo desing. Essa nova coleção estará disponível à partir do dia 1/12.

    Dallas Stars

    O campeão da conferência Oeste deste ano teve a sua Reverse Retro inspirada no uniforme da temporada de 1999-98, quando conquistaram a sua primeira e, até então, única Stanley Cup.

    Naquele ano, os Stars levantaram a taça em suas cores verde, branco e prata, as cores já conhecidas e amadas dos fãs. Assim, nessa coleção eles trazem suas cores tradicionais e a lembrança da história do time com sua única vitória da taça.

    A jersey retrô tem alguns detalhes novos: na manga, o formato do estado do Texas com uma estrela verde e detalhes em prata; o formato de estrela no peitoral da camisa na cor prata brilhante.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Colorado Avalanche

    O Colorado Avalanche buscou para sua camisa retrô as suas origens no extinto Quebec Nordiques. O time antecessor de Colorado, que homenageava o gelado norte canadense, tinha como cores principais o azul, branco e vermelho.

    Quando deixou a Cidade de Quebec, a equipe ganhou novas cores: um azul mais acinzentado e o vinho. A Reverse Retro do Avalanche trouxe justamente o desenho clássico do uniforme dos Nordiques. O logo de iglu e a flor-de-lis, símbolo da herança francesa no Canadá, são representados nas cores atuais do time.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Chicago Blackhawks

    A temporada do Chicago Blackhawks deixou a desejar, mas não se pode dizer o mesmo da sua nova jersey para a coleção Reverse Retro. Como um dos Original Six, os Hawks tinham algumas opções para o seu modelo, entretanto, optaram por um design simples e tradicional.

    A base preta e detalhes em vermelho e branco trouxeram para 2021 um desejo de retorno aos anos dourados da equipe. No entanto, esse modelo dividiu a opinião dos fãs no lançamento e gerou polêmica.

    A equipe sofreu algumas críticas por falta originalidade na escolha do design. Mais ainda, o logo do time trouxe a tona o debate sobre e identidade visual dos Blackhawks e se a equipe deveria alterá-la logo.

    Foto do Twitter oficial da Blackhawks Store

    St. Louis Blues

    As cores da Reverse Retro dos Blues vêm da época em que Wayne Gretzky jogava pelo time, na temporada de 1995-96. Era um time repleto de estrelas que usavam vermelho, azul e amarelo, um pouco mais extravagante que o time que conhecemos hoje.

    Para a jersey retrô, inverteu-se o azul predominante daquele uniforme colocando o vermelho como cor principal. Para os detalhes, ficaram as cores também vibrantes amarelo e azul. Na manga há uma trombeta azul escura com o nome do time, diferente do logo que conhecemos hoje. A equipe quis inovar, sem esquecer as suas origens e, sobretudo, buscando nas suas antigas estrelas a inspiração para brilhar novamente na próxima temporada.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Minnesota Wild

    O Wild tem logo interessante. Se você olhar por alguns minutos, já começa a juntar as peças que lembram um animal feroz. Nele está representado o estado de Minnesota, seus rios, montanhas e a estrela do norte, que teve bastante evidência nessa coleção.

    O time escolheu homenagear outra equipe que já jogou em Minnesota: o Minnesota North Stars (transferido para Dallas em 1993). Em sua Reverse Retro, o Wild fez um bom trabalho modernizando seu passado. O tradicional o verde floresta e os detalhes em vermelho na jersey do time, deram espaço para cores claras e limpas para completar o jogo visual. Com listras nas laterais na cor amarela, verde em contraste do branco límpido, o logo foi centralizado e modificado pelas cores do time antecessor.

    Os fãs do “estado do hockey” abraçaram com graça sua antiga nova jersey e já se preparam para vesti-la na próxima temporada. 

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Nashville Predators

    Para os Predators, a Reverse Retro veio em amarelo e azul em memória da sua estreia na NHL em 1998. Na coleção da Adidas que valoriza tanto o passado como o futuro, eles misturam as cores e nos dão o logo ecundário do crânio com dentes de sabre.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Winnipeg Jets

    Os Jets buscaram sua inspiração em outro Winnipeg Jets, o time da cidade que estreou em 1972 na extinta World Hockey Association (WHA). Dessa forma, a franquia trouxe o antigo logo e cores de forma sutil, fazendo uma homenagem aos Jets originais.

    Assim, a nova jersey tem como cor predominante o cinza, com detalhes em azul marinho e braco. O logo segue o mesmo modelo usado pela equipe no Heritage Classic do ano passado, modificando apenas a paleta de cores. Questinou-se por que os Jets não se inspiraram no Atlanta Thrashers, time anterior a mesma franquia do hoje Winnipeg Jets. Porém, a equipe escolheu homenagear seu homônimo pelos anos de glória que o time teve na cidade ao ganhar três vezes a Taça AVCO.

    Além disso, na dança de cadeiras da NHL, o antigo Jets é hoje o Arizona Coyotes. Só podemos imaginar a confusão que seria se ambos os times escolhessem homenagear os Jets da WHA.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Texto sob supervisão da editora-chefe Juh Guedes.

    Foto: Reprodução/Instagram da NHL

  • Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Pacífica

    Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Pacífica

    A tão esperada coleção Reverse Retro da NHL foi divulgada oficialmente no dia 16 de novembro. Apesar de alguns modelos como dos Penguins e dos Golden Knights terem sido vazados anteriormente, agora temos os designs oficiais das jerseys de cada time. A inspiração para esta coleção foram os uniformes das décadas passadas; cada time buscou em uma camisa antiga um conceito, trazendo elementos para suas cores e uniformes atuais. 

    O NHeLas traz os modelos da Divisão Pacífica e conta quais foram as inspirações por trás dos novos designs. Esta coleção estará disponível para compra na loja oficial da NHL a partir do dia 1° de dezembro.

    Anaheim Ducks

    Imagem: Twitter/Anaheim Ducks

    O Anaheim Ducks traz uma nova versão da “Wild Wing Breakoutjersey, o primeiro 3° modelo da coleção do time. Ainda que tenha se tornado uma tradição da franquia, ela só foi utilizada em três jogos dos Mighty Ducks na temporada de 1995-96. Em 2021, ela volta para os vestiários da equipe em um novo design, mais moderno e com as cores trocadas: o verde piscina toma conta dos detalhes e o branco se torna maioria no tecido.

    https://twitter.com/AnaheimDucks/status/1328352129334079490?s=20

    Arizona Coyotes

    Imagem: Reddit

    O Arizona Coyotes traz uma nova versão de uma de suas camisas utilizadas entre as temporadas de 1998-99 e 2002-03 — época em que ainda eram Phoenix Coyotes. Nela, a logo alternativa do time, o “Peyote Coyote”, que mostra somente a cabeça do coiote que faz parte da primeira logo da equipe: o “Kachina Coyote”. 

    Na próxima temporada da NHL, vamos ver os Yotes vestindo este mesmo modelo, mas com o roxo tomando conta da maior parte do tecido, no lugar do verde.

    Calgary Flames

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O “Flaming Horse” está de volta! A jersey utilizada pelo Calgary Flames na temporada de 1998-99 voltará a ser utilizada pelos seus jogadores — agora com um design mais sofisticado. A camisa “Ol’ Blasty” foi o primeiro uniforme preto dos Flaming C’s e marcou história: ela foi lançada em 1998 como terceiro modelo e foi promovida a uniforme principal de visitante entre os anos de 2000 e 2003. 

    Edmonton Oilers

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O Edmonton Oilers recupera o seu primeiro uniforme na NHL: o clássico branco com listras — que agora aparecem em ordem diferente da versão original, fazendo jus ao nome Reverse Retro da coleção. Mesmo sem muitas mudanças, os Oilers conseguiram trazer mais estilo e modernidade à nova jersey da equipe. 

    Los Angeles Kings

    Imagem: NHLUniforms

    O Los Angeles Kings traz à nova temporada uma camisa baseada no modelo visitante de 1989. Antes com as cores preto e branco, em 2021 veremos a equipe jogando com uma mescla das cores características da cidade de L.A.: roxo e amarelo.

    San Jose Sharks

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    A nova jersey do San Jose Sharks é inspirada no modelo utilizado em 1998, com a maioria do tecido em azul e detalhes em cinza. No entanto, os Sharks fizeram inverteram as cores: em vez do azul em sua maioridade, vê-se o cinza fazendo este papel; e o azul toma conta dos detalhes do mais novo uniforme Reverse Retro. 

    Vancouver Canucks

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O Vancouver Canucks traz de volta a camisa com o estilo gradiente, remetendo ao modelo de uniforme utilizado pela equipe em 2001. A única grande mudança é nas cores: os Nucks agora vestem sua paleta original, verde e azul.

    Vegas Golden Knights

    Imagem: Icethetics

    A jersey do Vegas Golden Knights na coleção Rreverse Retro traz o segundo logo do time como principal. As duas espadas cruzadas e a estrela de Las Vegas pela primeira vez dominam o centro do uniforme, enquanto o logo do time estampa os ombros.

    Como o time tem apenas três anos de história, a influência para esse design vem de outra equipe, de 22 anos atrás (1995). O modelo é um tributo ao Las Vegas Thunder — time que acabou em 1999 após 6 anos de atuação numa liga menor também já extinta nos Estados Unidos, a International Hockey League.

    Foto: Reprodução/icethetics.com

  • Novos uniformes Reverse Retro da Divisão Metropolitana

    Novos uniformes Reverse Retro da Divisão Metropolitana

    Coleção nova para toda a liga, a Reverse Retro da Adidas chegou oficialmente nessa segunda (16), mas veio gerando comentários nas redes sociais desde o vazamento de alguns modelos dos novos uniformes em outubro. Assim, mesmo sem a certeza do retorno da NHL dia 1º de janeiro ou não, já sabemos que as partidas da próxima temporada serão mais coloridas e cheias de nostalgia. 

    A divisão Metropolitana veio trazendo designs homenageando momentos marcantes, símbolos importantes e temporadas com jogadores históricos de cada time. Alguns modelos foram criticados, enquanto outros já ganharam o coração das torcidas. E é claro que a equipe do NHeLas não ficaria de fora. Confira os detalhes das novas jerseys da Divisão Metropolitana.  

    Washington Capitals

    Fonte: Reprodução/NHL

    Inspirada nos uniformes de 1997, mas em tons modernos de vermelho e azul marinho, essa nova camisa traz o capitólio de Washington DC, prédio que serve de centro legislativo do Estado americano. Outro símbolo presente é a famosa águia que adornava a camisa quando o time chegou nas finais de conferência daquele ano, terminando em terceiro lugar. A escolha foi muito elogiada por trazer de volta a screaming eagle tão emblemática na história do Capitals. Assim, uma mistura correta entre o retrô e as cores da equipe, objetivo da coleção da Adidas. 

    “O reverse retro dos Capitals deveria provavelmente ser a camisa principal deles, ou pelo menos ser a alternativa integral”.

    Pittsburgh Penguins

    Fonte: Twitter/penguins

    O novo uniforme dos Penguins é um tributo a 1997, quando o time chegou às quartas de final com a extinta divisão Nordeste. Dessa forma a blusa traz o pinguim patinando na manga e o nome da cidade na diagonal na frente do uniforme, similar ao modelo usado entre 1992 e 1997 pela equipe, e popularmente conhecido como Gin and Juice, clipe onde o rapper Snoop Dogg veste a camisa. “Um clássico de Pittsburgh”, declararam em uma postagem na página oficial no Instagram, “de Lemieux e Jagr até Crosby e Malkin, os paralelos são intermináveis”. 

    https://twitter.com/theliammalone/status/1328368289102389248?s=20
    “Esses adidas x NHL uniformes Reverse Retro estão impressionantes. O dos Penguins não está nem mesmo no top 10. […] Eu quero todos”.

    New York Rangers

    Fonte: Twitter/NYRangers

    Os tempos saudosos de Wayne Gretzky na Big Apple fazem um retorno com os Rangers estampando a estátua da Liberdade na nova coleção. Inspirada na camisa alternativa de 1996, ano em que o jogador entrou para o time, nos mesmos tons de azul escuro e vermelho. O design dos NYR foi bem recebido pelos torcedores, de tal forma que estão visualizando um Madison Square Garden todo vestido de Lady Liberty + 13 Lafreniere. A pandemia pode não permitir que isso aconteça, mas sonhar não custa. 

    “Isso + Liberty jersey = beijo do Chef”

    Philadelphia Flyers

    Fonte: Reprodução/NHL

    A famosa Legion of Doom encontra as cores laranja e preto. Uma homenagem às camisas de 1995, usadas pela linha de Eric Lindros, John LeClair e Mikael Renberg, com a fonte utilizada nos anos 1980, mas tudo com uma repaginada digna dos tempos modernos. Inesperadamente, o modelo foi um dos primeiros a vazar na internet, o que estragou um pouco a surpresa para os fãs. Entretanto a Adidas, a NHL e o Flyers ignoraram esse fato e divulgaram o modelo oficial juntamente aos outros times. 

    Fonte: Reprodução/NHL

    New York Islanders 

    Fonte: Reprodução/NHL

    Os Islanders investiram em trazer de volta para a ilha a glória de quatro Stanley Cups consecutivas nos anos 1980, mas sem muita inovação comparado com os uniformes atuais da equipe. Os torcedores da ilha queriam mesmo era o pescador fantasmagórico estampando o modelo, porém não foi dessa vez. No entanto, ainda trazem o intuito da campanha, uma leve repaginada em um look clássico na história de Nova Iorque, só que em um azul mais escuro. 

    “A camisa atual do NY Islanders x A camisa Reverse Retro do NY Islanders”. Fonte: Twitter/carsonjones39

    New Jersey Devils

    Fonte: Twitter/NJDevils

    Vai ser natal a temporada inteira em Nova Jersey. Os Devils optaram por adaptar as cores dos uniformes de 1982, quando eles se mudaram pela segunda vez e finalmente chegaram em NJ. Depois de passarem pelo Kansas e o Colorado, por fim nasceram os Devils. “Do verde escuro de Pine Barrens nasceu o Devil” comentaram na página oficial no Instagram, uma alusão ao remanescente ecossistema de pinheiros na costa do Atlântico que se estende por sete municípios de Nova Jersey. Com toda a certeza, vermelho e verde vão marcar o gelo nos jogos especiais da equipe, uma temporada festiva e cheia de comemoração é o que qualquer torcedor do New Jersey deseja pro ano que vem. 

    “Feliz Natal mesmo!!!” – Fonte: Twitter/DevilsState

    Columbus Blue Jackets

    Fonte: Reprodução/nhluniforms

    Os Blue Jackets resolveram chocar de vermelho pela primeira vez na história da equipe. Trazendo de volta o tom usado nos detalhes dos uniformes de inauguração do time nos anos 2000,  dessa vez sem poupar na inserção da cor, e com a logo da mesma época estampada na frente da camisa. Assim, o CBJ optou no entanto por substituir o mascote, Stinger, no ombro por um canhão e o nome do time. 

    Fonte: Twitter/BlueJacketsNHL

    Carolina Hurricanes 

    Fonte: Reprodução/NHL

    Ao som da antiga música tema, Brass Bonanza, o Carolina Hurricanes vai trazer de volta seus tempos de Hartford Whalers. Com a baleia usada de logotipo de 1979-1985 na crest, e os mesmos tons de azul e verde do Whalers dos anos 80 a 90, a escolha do modelo gerou comentários nas redes sociais e está dividindo opiniões dos fãs. Muitos questionaram a importância de trazer a história do time que saiu de Connecticut e se mudou pra Carolina do Norte, enquanto outros afirmam terem gostado do tributo. 

    https://twitter.com/timeric4256/status/1328354055291346947?s=20
    “Os fãs dos Canes de 2017 até agora estão [dizendo] “leve meu dinheiro”. Mas os fãs verdadeiros desde o começo sabem que isso não é retrô Canes. Nos deem um look da Carolina. Superem Hartford”.

    As camisas estarão a venda à partir do dia primeiro de dezembro e entrarão no gelo na próxima temporada. Uma coisa é certa, mesmo sem NHL em novembro, esse lançamento trouxe a liga e os times para o centro das conversas e de volta para o holofote da mídia. 

    Mas e vocês, o que acharam das novas jerseys

    Foto: Reprodução/icethetics.com

  • Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Atlântica

    Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Atlântica

    A tão esperada coleção de Jerseys retrôs da NHL finalmente teve as fotos liberadas nesta segunda-feira (16). Apesar de alguns modelos como dos Penguins e dos Golden Knights terem vazados anteriormente, agora temos os modelos oficiais das jerseys de cada time, tal qual os detalhes contido em cada uma delas.

    A inspiração para essa coleção foram os modelos retrôs dos uniformes, a maioria sendo da década de 90. Assim, cada time buscou em uma camisa antiga um conceito que marcou sua história e seus fãs, trazendo elementos já consagrados para suas cores e uniformes atuais.

    Neste texto, o NHeLas traz os modelos da Divisão Atlântica e conta quais foram as inspirações por trás dos novos design. Esta nova coleção estará disponível para compra no site da ADIDAS norte americana e canadense, além do site oficial da loja da NHL à partir do dia 01 de dezembro.

    Boston Bruins

    A especulação sobre o possível vazamento da camisa dos Bruins foi um assunto recorrente nas últimas semanas. Entretanto, o retorno da jersey dourada era certo, afinal, a última vez que usaram esta cor foi no Winter Classic de 2010, e em algumas partidas da temporada 2009-10. Ontem, com a enfim confirmação da Adidas, vimos que os fãs poderão adquirir enfim a camisa dourada.

    O uniforme inspirado na antiga camisa branca usada na Final da Stanley Cup de 1988 e 1990 ganhou a tradicional cor amarela tão característica dos Bruins. O logotipo da cabeça de urso é usado nos ombros e as faixas seguem em preto e branco nas mangas.

    https://twitter.com/NHLBruins/status/1328374833172934656/photo/2
    Fonte: twitter/NHLBruins

    Buffalo Sabres

    A jersey escolhida foi inspirada na originalmente preta e vermelha dos anos 2000. O que mudou foram as cores, adequadas aos tons atuais que o time anunciou em agosto deste ano: azul royal e ouro. Nos ombros, o logotipo escolhido foi a cabeça de búfalo, e no centro usaram as espadas de sabre cruzadas. No corpo, mais perto da barra, foi incluso listras com o nome do time.

    https://twitter.com/BuffaloSabres/status/1328402175224111106/photo/1
    Fonte: twitter/BuffaloSabres

    Detroit Red Wings

    História e tradição são conceitos extremamente importantes para este time, que hoje está longe dos seus anos dourados. Dessa forma, foi especulado que os Red Wings trariam o preto na sua versão retrô mas, com as imagens que eles mesmos soltaram na semana passada, isso não aconteceu.

    A camisa retrô é inspirada no uniforme de 1998, trocando as cores da manga de vermelho para prata. Este design se baseia muito na versão que os Red Wings usaram para vencer sua 9º Stanley Cup, em 1998.

    https://twitter.com/DetroitRedWings/status/1328356519633694720/photo/2
    Fonte: twitter/DetroitRedWings

    Florida Panthers

    Nas fotos liberadas pela Adidas, vemos que a nova jersey dos Panthers tem uma combinação de cores moderna, seguindo a linha visual que alteraram em 2016. Dessa maneira, o modelo foi inspirado no de 1996, época de maior sucesso na história da franquia, quando chegaram à disputa da Stanley Cup no seu terceiro ano de existência.

    Este visual retrô inclui as listras na manga em diagonal, formando pontas e o logotipo de palmeiras nos ombros. A pantera tão característica do time está igual à original de 1996.

    https://twitter.com/FlaPanthersPR/status/1328353394331889665/photo/1
    Fonte: twitter/FlaPanthersPR

    Montreal Canadiens

    Uma das maiores equipes já formadas na NHL usou da sua lendária camisa vermelha de 1976 para a criação desta versão retrô, mostrando que, às vezes, o melhor é ir pelo design mais simples.

    Montreal simplesmente mudou o corpo de vermelho para azul e deixou esta jersey clássica e muito desejável para todo fã de NHL.

    https://twitter.com/CanadiensMTL/status/1328368701398278145/photo/1
    Fonte: twitter/CanadiensMTL

    Ottawa Senators

    A versão retrô dos Senators homenageia a camisa inaugural que usaram de 1992 a 2007. O que muda é um ajuste de cor, incluindo o vermelho para que desta forma, reflita a cara que marca usa atualmente. O logotipo segue em 2D, apresentado pelo time em setembro deste ano.

    https://twitter.com/Senators/status/1328357918614425600/photo/4
    Fonte: twitter/Senators

    Tampa Bay Lightning

     O Lightning vem com a versão repaginada da camisa que ganhou seu primeiro título em 2004, com a atualização do azul que usou para levar seu segundo título em 2020.

    Sem dúvida, um uniforme que mexe com o emocional de qualquer fã do time, e será um lembrete diário dos momentos de glória já conquistados. Além disso, um diferencial foi a volta do brasão antigo com a logotipo em 2D.

    Fonte: twitter/ShopTBLsports

    Toronto Maple Leafs

    A jersey dos Maple Leafs é uma mistura de duas temporadas: ao mesmo tempo que traz o logotipo principal com a folha de bordo de 11 pontas usada em 1969-70, também incorporaram as listras inspiradas na camisa de 1970-71.

    A escolha da cor cinza foi uma homenagem ao prata usado na camisa do Centennial Classic em 2017. Dessa forma, o novo design foi uma mistura de homenagens, que representa a tradição que Toronto tem nesta liga.

    https://twitter.com/MapleLeafs/status/1328382541267660800/photo/2
    Fonte: twitter/MapleLeafs

    Sem dúvida, os modelos da Divisão Atlântica vieram ricos em memória, mas sem esquecer o toque contemporâneo. Não deixe de comentar se pretende comprar alguma dessas jerseys, e qual a sua favorita! Amanhã traremos mais detalhes sobre as novas camisas de outra divisão.

    Foto: Reprodução/icethetics.com

  • O caso Mitchell Miller e o posicionamento dos Coyotes

    O caso Mitchell Miller e o posicionamento dos Coyotes

    Após um ano turbulento e repleto de remarcações em seu calendário, a NHL por fim realizou o Draft 2020. E como em todos os anos, o evento é visto pelos times como uma oportunidade de modificar seu roster. Tudo isso sempre com o objetivo final em mente: a conquista da Stanley Cup ao fim da temporada.

    Com o Arizona Coyotes não foi diferente. Já fazem alguns anos que a equipe vem passando por uma grande transição. Dessa forma, reforçar o time com novos talentos é essencial para se manter estável na temporada. Mas não se pode negar que a equipe de Arizona falhou ao selecionar Mitchell Miller no Draft, mesmo após conhecimento sobre suas ações, que vão contra todos os princípios que o time prega. 

    No entanto, após a polêmica ter gerado diversas críticas à sua conduta, os Yotes voltaram atrás e optaram por dispensar o futuro prospect. Assim, colocou-se em pauta novamente a discussão sobre o quão longe as equipes de hockey vão para escolher seus talentos, deixando para trás as promessas de serem aliados na mudança positiva da cultura do hockey. 

    O ocorrido

    Não é de hoje que o Arizona Coyotes tem passado por algumas turbulências. Entre trades, demissões e outros escândalos, o time tem tentado manter-se estável da melhor forma possível. Dessa forma, com a decaída drástica do desenvolvimento da equipe nos últimos anos, o Draft acaba sendo uma forma de reconstruir o time através de novos talentos. 

    Apesar das poucas escolhas no Draft 2020, devido a polêmica da violação das regras dos testes pré combine, a equipe manteve 5 dos seus draft picks. Tais quais foram distribuídos do round 4 ao 5. E após as análises feitas pelos scouts, o time deu início a sua participação no evento selecionando Mitchell Miller, um defensor dos programas de hockey juniores dos Estados Unidos.

    A princípio, a escolha fez sentido. Isso porque, para reconstruir a equipe, seria necessário também investir em defensores com potencial para colocar o time em jogo outra vez. Mas o que ninguém esperava era que, por trás de todo o talento, Miller possuía um passado repleto de ações vergonhosas. 

    Alguns dias após o Draft, o Arizona Central, versão virtual do jornal The Arizona Republic,  publicou uma matéria afirmando que, há quatro anos atrás, o possível futuro jogador dos Yotes havia sido condenado por cometer bullying, racismo e violência física contra um antigo colega de classe. 

    Entenda o caso

    Em 2016, Miller acabou admitindo seus atos em um tribunal juvenil de Ohio. Ele afirmou no julgamento que foi responsável por intimidar a vítima, Isaiah Meyer-Crothers, a lamber um doce que ele e outro menino haviam limpado em um mictório do banheiro da escola em que estudavam. Devido ao abuso, Isaiah precisou executar testes para hepatite, HIV e DSTs, mas felizmente, de acordo com relatório policial, todos tiveram o resultado negativo. Além disso, a própria vítima e outras testemunhas afirmaram que Miller insultou e agrediu Isaiah constantemente por anos, sempre dirigindo-se a ele através de termos racistas e ofensivos. 

    Miller e Hunter McKie, também responsável pelos atos, ficaram sob supervisão do Tribunal de Menores na época, sem ter qualquer tipo de contato com a vítima. Além disso, serviram 25 horas de serviço comunitário, pagaram as custas judiciais e deveriam escrever cartas de desculpas à vítima e à escola onde estudaram.

    Atualmente, devido a grande repercussão do caso, Miller se desculpou através de cartas oficiais com todos os times da NHL. No entanto, não demonstrou remorso ou vontade de oferecer um pedido de desculpa para aquele que mais sofreu com suas ações: Isaiah.

    As críticas por parte da comunidade do hockey

    Após as denúncias virem à tona, o Arizona Coyotes foi gravemente criticado pela mídia e por fãs por escolher Miller no Draft. E as coisas pioraram ainda mais para a equipe quando descobriu-se que os Yotes tinham total conhecimento das ações cometidas pelo futuro prospect

    As críticas foram feitas devida a controvérsia cometida pelo Arizona. Isso porque o time já afirmou diversas vezes sobre sua vontade e responsabilidade de contribuir para que a cultura do hockey mude de forma positiva. Ou seja, draftar Miller, tendo conhecimento de seus atos, vai contra todos os princípio que a nova gerência do time prega. 

    Ken Campbell, do Sports Illustrated, também questionou fortemente a decisão da equipe. Ele afirmou que, apesar dos Yotes terem tomado a decisão de draftar o jogador, era também bastante problemático que outros times também tivessem estudado a possibilidade fazer o mesmo:

    “Há justificadamente muita indignação lá fora com a publicação da história de hoje sobre Miller. E ao conversar com os olheiros, esta é uma história que é conhecida nos círculos do hockey há algum tempo. Na verdade, Miller foi elogiado por muitos pelo o que fez e por se posicionar. E enquanto os Coyotes estão sendo enterrados em uma avalanche de má imprensa por isso, o fato é que há muitas outras pessoas no mundo do hockey que estavam dispostas a permitir Miller em suas equipes e em suas organizações, mesmo após o ocorrido.”

    Os posicionamentos do Arizona

    Em um primeiro posicionamento oficial da equipe, feito através do CEO do time, Xavier Gutierrez, o Arizona Coyotes tentou justificar o porque seria importante ter Miller no time.

    “Nossa missão fundamental é garantir um ambiente seguro – seja nas escolas, em nossa comunidade, nas pistas de gelo ou no local de trabalho – livre de bullying e racismo. Quando soubemos da história de Mitchell, teria sido fácil para nós demiti-lo – muitas equipes o fizeram.  Em vez disso, sentimos que era nossa responsabilidade fazer parte da solução de uma maneira real – não apenas dizendo e fazendo as coisas certas nós mesmos, mas garantindo que os outros também sejam”, diz o comunicado.

    Gutierrez ainda continuou dizendo que, de acordo com as políticas do time em relação à inclusão e diversidade, eles acreditam que estão “na melhor posição para orientar Mitchell a se tornar um líder para esta causa e prevenir o bullying e o racismo agora e no futuro.”  O CEO da equipe finalizou o comunicado afirmando que gostaria de fornecer a Miller os recursos necessários para sua mudança e crescimento.

    “Como organização, deixamos nossas expectativas muito claras para ele. Estamos dispostos a trabalhar com Mitchell e colocar no tempo, esforço e energia e fornecer-lhe os recursos e plataforma necessários para enfrentar o bullying e o racismo. Isto não é uma história sobre desculpas ou justificativas.  É uma história sobre reflexão, crescimento e impacto na comunidade. Um verdadeiro líder encontra maneiras de cada pessoa contribuir para a solução.  Todos nós precisamos ser parte da solução.”

    No entanto, mesmo com o pronunciamento e justificativa, a equipe de Arizona continuou sendo duramente criticada pela decisão. Principalmente após o relato da família de Isaiah, afirmando que o futuro prospect nunca se desculpou pessoalmente por todo o trauma que causou a vítima. 

    “Todo mundo acha que ele é tão legal por ir para a NHL, mas eu não vejo como alguém pode ser legal quando você implica com uma pessoa e a intimida a vida toda”, afirmou Isaiah ao Arizona Central.

    Após algumas conversas com a família Meyer-Crothers, e melhor entendimento sobre a situação, o Arizona por fim mudou seu o posicionamento. Assim, através de um comunicado oficial feito na quarta feira (29), afirmou que a melhor escolha para o time foi romper vínculos com Mitchell Miller.

    “Decidimos renunciar aos direitos de Mitchell Miller, com efeito imediato”, confirmou Xavier Gutierrez. O CEO ainda disse que o time não tolera esse comportamento, mas que sua intenção inicial era fazer que Mitchell se tornasse responsável pelos seus atos e aprendesse com eles.

    “Antes de selecionar Mitchell no Draft da NHL, estávamos cientes de que um incidente de bullying ocorreu em 2016. Não toleramos esse tipo de comportamento. Mas abraçamos isso como um momento de ensino para trabalhar com Mitchell para torná-lo responsável por suas ações e dar-lhe uma oportunidade de ser um líder em esforços anti-bullying e antirracismo. Aprendemos mais sobre todo o assunto, e mais importante, o impacto que teve em Isaiah e na família Meyer-Crothers. O que aprendemos não está alinhado com os valores fundamentais e visão de nossa organização e leva à nossa decisão de renunciar aos nossos direitos.”

    Chayka finalizou o comunicado dizendo que “Em nome da propriedade Arizona Coyotes e de toda a nossa organização, gostaria de pedir desculpas a Isaiah e à família Meyer-Crothers. Estamos construindo uma franquia modelo dentro e fora do gelo. Por isso, faremos a coisa certa para Isaiah e a família Meyer-Crothers, nossos fãs e nossos parceiros. O Sr. Miller agora é um agente livre e pode perseguir seu sonho de se tornar um jogador da NHL em outro lugar.”

    “Existe uma vítima aqui fora”

    Muitos costumam ter em seus pensamentos o antigo ditado “garotos sempre serão garotos” para justificar certas ações. Em muitos casos, os atos de ódio e violência acabam sendo ignorados pois, na visão dessas pessoas, tudo pode ser justificado com a frase acima.

    E, assim, esses mesmos indivíduos acabam anulando o sofrimento e traumas que as vítimas ainda enfrentam ou terão de enfrentar pelo resto de suas vidas. Isaiah é apenas um dos muitos adolescentes que precisam lidar com os comentários de que o que aconteceu com ele não passou de apenas uma brincadeira entre colegas. 

    Em nota direcionada ao Arizona Coyotes, a mãe de Isaiah, Joni Meyer-Crothers, afirma que o fato de o time ter escolhido alguém que nunca se desculpou com seu filho pelo trauma acometido era humilhante. 

    “Eu respeito a afirmação que ele enviou cartas de desculpa para todas as equipes da NHL. Mas não faria sentido se ele verdadeiramente sentisse remorso para enviar uma carta para o garoto que ele brutalmente intimidou tanto mentalmente quanto fisicamente? É uma surpresa que ele tenha enviado a todas as equipes da NHL uma carta, porque isso era para o seu próprio bem? Por mais que torçamos para que Mitchell eventualmente veja o dano que cometeu ao nosso filho, não vimos nenhum remorso. Mais uma vez, o incidente que continuou ao longo dos anos prejudicou [Isaiah] mentalmente de maneira significativa e sua organização está mais preocupada com Mitchell e seu sucesso no hockey. Na minha opinião, isso é fazer parte do problema. Há uma vítima lá fora que estava e ainda está nas mãos de sua 111ª escolha.”

    O Arizona Coyotes possui grandes ideais que afirmam o quanto o time se importa com a diversidade no hockey. E em tempos como os que vivemos atualmente, a decisão do time em liberar Miller é muito importante. Mesmo tendo sido feita sob pressão, ela prova que a equipe ainda se importa com melhorias positivas na comunidade do hockey. 

    Muitos questionaram sobre o quanto a decisão afetaria a carreira de Miller. Mas e a vida de Isaiah? Porquê a preocupação com a vítima sempre acaba sendo colocada em segundo lugar em casos como esses?

    A resposta é simples: o preconceito ainda não é visto como um problema por muitos. Mas deveria. É uma problemática séria demais para ser tratada com tanto descaso. Muitos na comunidade do hockey entendem isso. Agora é necessário que os demais também entendam e façam sua parte. 

    O que resta fazer é torcer para que comportamentos como os de Miller sejam cada vez mais escassos para que pessoas como Isaiah não sofram com o trauma pelo resto de suas vidas. E se a comunidade do hockey passar a se posicionar como os Coyotes em outras ocasiões, em algum momento a mudança vem, mesmo que devagar. 

    Foto: Reprodução/Matt Kartozian-USA Today

  • Novos uniformes para a temporada 2020-21

    Novos uniformes para a temporada 2020-21

    A data de início da temporada 2020-21 ainda segue um mistério, porém as novidades não param de surgir e de serem especuladas. Isso porque, com a pandemiade COVID-19, algumas coisas precisaram se adaptadar. Com o cancelamento dos jogos e alguns eventos das temporadas 2019-20 e 2020-21, a NHL precisará pelo futuro próximo gerar renda de outro lugar que não seja a venda de ingressos. 

    Dessa forma, o calendário teve de se alterar, os eventos programados para 2021 foram adiados e o público não tem previsão de volta para arenas. Ainda não se sabe como será o protocolo para os próximos jogos, porém se forem algo como o dos playoffs também é um alto custo para a liga que precisa ser pensado. 

    Diante de tudo isso, não existe outra alternativa a não ser se reinventar. Uma opção para esta necessidade se encontrou com o lançamento de novos modelos de camisa e uma possível nova coleção de uniformes. Não somente isso, os fãs sentem falta das interações com os times e, portanto, a NHL também tem pensado em novos eventos para que esse contato seja possível, dentro das regras de distanciamento social exigidas pelos protocolos de prevenção do COVID-19.

    Nova Coleção

    Enquanto alguns times já começaram a divulgar suas jerseys novas, a nova coleção de “4ª camisa” para todas as equipes por enquanto não passa de especulações e rumores. No entanto, ao que tudo indica, a NHL e a Adidas, fornecedora dos uniformes da liga, têm preparado um lançamento especial para jogos selecionados. Para alegria de muitos, fãs ela terá o estilo “retro-reverse”, uma espécie de throwback, diferente para cada time.  

    A maioria dos times já possuem três uniformes: o dos jogos em casa (cor da identidade visual do time), dos jogos fora de casa (cor branca) e o alternativa. Este último pode ser de eventos especiais como outdoor games, aniversário do time etc.

    Entretanto, com os eventos de 2021 cancelados, a Liga precisou pensar em novos produtos para substituir essas jerseys comemorativas. Assim, agora todos os times devem ter o uniforme retrô, trazendo de volta os modelos preferidos dos fãs. Essa nova coleção irá substituir a venda dos uniformes especiais dos eventos Winter Classic e All-Star Weekend que aconteceriam em janeiro de 2021 e foram adiados para 2022

    Apesar de serem noticias “vazadas”, os fãs já puderam dar uma olhadinha nos designs especulados para alguns times nessa nova coleção. Trazendo de volta logos antigas ou até mesmo homenageando versões passadas do uniformes, as novas jerseys prometem ser uma mistura do clássico com uma pitada atual da equipe em questão. 

    Uma exceção para essa tendência retrô será, com certeza, o Vegas Golden Knights. Por ser um time ainda jovem, não possuem modelos antigos e devem homenagear o Las Vegas Thunder, um time que jogou na IHL (International Hockey League) entre os anos de 1993 a 1999.

    Sem muitas informações, as notícias e imagens “vazadas” iniciaram em posts no site Reddit entre fãs e vendedores do eBay especializados em produtos licenciados da NHL.

    Ainda, uma foto compartilhada pelo jogador Nate MacKinnon em seu perfil pessoal no Instagram, reforçou os boatos de que a coleção retrô reverso pode estar mais perto do que imaginamos. Já se especulava, anteriormente, para 2021, um provável lançamento do Colorado Avalanche para comemorar os 25 anos desde que a franquia deixou o Quebec.

    O site icethetics.com, especializado em divulgar informações sobre logos e uniformes de hockey, compartilhou fotos de como estariam ficando os supostos novos modelos em imagem computadorizada.

    Os modelos do Pittsburgh Penguins e Philadelphia Flyers foram os primeiros a serem divulgados de maneira não oficial. A comunidade online do hockey logo começou a caça por mais modelos. Poucos dias depois foi a vez do Anaheim Ducks e do Vegas Golden Knights também caírem na rede, assim aumentando mais ainda os rumores de que uma série deve estar por vir.

    Desde então, fãs e designers se puseram a promover nas redes sociais cada vez mais suas ideias e sugestões de como cada time deveria fazer suas novas camisas. Pouco antes do mês de outubro, acabar foi a vez NBC Sports divulgar que nos próximos dias devemos ter o anúncio oficial da NHL. Aliga, ao lado da Adidas, devem em breve revelar a nova coleção e o lançamento dos designs oficiais.

    Uniformes lançados

    Enquanto a NHL não anuncia oficialmente o lançamento de sua coleção retrô, alguns times estão aproveitando para lançar novos uniformes. Ou, como o caso do Ottawa Senators, todo um visual novo para a equipe.

    O primeiro time a mostrar os novos uniformes nesta intertemporada (pelo menos a deles) foi o Buffalo Sabres. Ainda em agosto, o time de Nova York recuperou os tons azul royal, branco e dourado que fizeram parte do time em suas primeiras décadas. 

    Com dois modelos de uniforme, os jogos em casa verão a jersey azul royal com os detalhes em branco e dourado. Nos jogos fora de casa, o time usará a camisa branca, que por sua vez terá os detalhes em branco e azul royal. Outro novidade dos novos modelos é a logo do time que foi levemente modificada para estar mais parecida com a original. Para mais detalhes acesse aqui.

    De um lado, voltando as raízes; do outro, inovando e começando o que pode ser uma nova tradição, ainda em seus primeiros anos na liga. O time de Vegas decidiu inovar não somente na cor como no estilo do seu terceiro uniforme, trazendo uma jersey totalmente dourada. Não somente isso, ela é a primeira feita em malha metálica, pela Adidas. 

    O modelo, que será incorporado na próxima temporada, foi criado pensando no brilho de sua cidade, que é a capital mundial do entretenimento. Além disso, o estilo reforça a sede do time em estar sempre inovando e alcançando novos marcos em sua história na NHL. Com a cor ouro sendo o principal destaque do modelo, os detalhes ficaram por conta das cores do time cinza, branco e vermelho para completar o uniforme. 

    Ainda, todas as jerseys têm um toque especial do presidente e CEO do time Bill Foley. O empresário americano incorporou sua frase favorita: “Always Advance, Never Retreat” (em tradução literal: sempre avance, nunca recue) na parte interna da gola. Para mais detalhes acesse aqui.

    Em seguida, foi a vez do Ottawa Senators, que vem passando por uma mudança geral. Não somente o time vem alterando sua escalação, como também sofre uma mudança total de identidade visual. Com direito a logo nova, e retornando às raízes, Ottawa simplificou o escudo, voltando ao modelo 2D e trazendo elementos amados por seus fãs.

    A nova logo traz de volta o soldado romano de perfil dentro de um semicírculo e as folhas de louro fechando e fazendo alusão à letra “O”. O dourado substituiu os detalhes em vermelho da logo original.

    Para os novos uniformes, as cores preta e branca diferenciam os jogos em casa e fora de casa. As listras nas mangas também estão de volta e seguem o padrão vermelho já utilizado pelo time. Para mais detalhes acesse aqui.

    Na quarta-feira, 28 de outubro, foi a vez do Dallas Stars também inovar para sua terceira camisa. Em uma homenagem ao horizonte do centro de Dallas, o time lançou o uniforme blackout.

    Representado pela cor preta, o uniforme traz o tom “verde skyline” destacando os detalhes. Incorporando a silhueta do estado do Texas à logo do time, o novo uniforme também volta às origens e resgata a cor preta utilizada em seus primeiros 20 anos na cidade. 

    Além disso, o time também incorporou a famosa estrela solitária, que representa o estado, na parte de fora da gola. Por dentro, a bandeira do Texas com a frase “Come and Take It” (em tradução literal: venha e pegue) completa a homenagem. Para mais detalhes acesse aqui.

    Outro time que também anunciou um novo uniforme para a próxima temporada foi o Calgary Flames. No entanto, diferentemente dos outros, a diferença da nova camisa dos Flames está somente em quais uniformes usará para determinados jogos. O time estará trazendo de volta o visual clássico usado de sua estreia até os anos 90 e bastante aclamado por seu público.

    Agora o uniforme usado no Heritage Classic na temporada 2019-20 ficou para os jogos fora de casa e o terceiro uniforme, também conhecido como alternativo, será utilizado para os jogos em casa. Por fim, o uniforme atual vermelho utilizado para os jogos em casa ficará como o uniforme alternativo.

    Essa foi uma maneira que o time encontrou para agradar os seus fãs sem que eles precisem comprar jerseys novas, já que os modelos atuais saíram recentemente.

    Foto: Arte com fotos de Twitter @GoldenKnights, @Senators e NHL.com

  • PWHPA anuncia investimento de 1 milhão para 2021

    PWHPA anuncia investimento de 1 milhão para 2021

    Enquanto o futuro no hockey permanece incerto para muitas ligas, a PWHPA foi em contrapartida e anunciou o seu retorno para 2021. Nesta quinta-feira (22), a associação de jogadoras anunciou uma parceria histórica para a modalidade feminina: o investimento de um milhão dólares por parte da empresa de antitranspirantes Secret.

    Essa é a segunda vez que a empresa faz essa parceria com a PWHPA. Ao mesmo tempo, é a primeira vez que o hockey feminino profissional norte-americano recebe um investimento tão alto. 

    Além do investimento, também foram divulgados os planos para o Secret Dream Gap Tour 2021, que neste ano conta com a participação de 125 jogadoras. Entre elas, 38 atletas olímpicas divididas em cinco equipes em Toronto, Calgary, Montreal, Minnesota e New Hampshire.

    Com um novo formato, o evento do ano que vem terá uma série de seis apresentações no estilo de campeonato onde as equipes competirão pela Secret Cup e prêmios em dinheiro. A doação da Secret é parte do projeto Equal Sweat(tradução literal: suor igual). A marca acredita e defende que profissionais da mesma área merecem o mesmo reconhecimento e oportunidades. 

    Esse investimento é algo muito bem-vindo para a modalidade, que tem lutado por mais reconhecimento e espaço no mundo do esporte. Com condições escassas e poucas oportunidades, muitas jogadoras não podem se dedicar 100% ao hockey. Já aquelas que jogam em nível olímpico ficam em desvantagem, pois os mesmos só acontecem de quatro em quatro anos.

    Por essas e outras razões, a PWHPA criou a Dream Gap Tour em 2019 com o intuito de trazer mais visibilidade para as atletas. Além disso, os eventos dão a oportunidade de competir nesse meio tempo que é essencial para o desenvolvimento das mesmas. Dessa forma o investimento não somente proporcionará tudo isso, como também ajudará na proximidade das jogadoras com os fãs que irão aos eventos. 

    Entretanto, devido à pandemia de COVID-19, os treinamentos ainda não estão acontecendo oficialmente com toda a equipe reunida. Isso se deve ao regulamento local e medidas de segurança de cada região. Porém algumas jogadoras já começaram a se reunir em grupos pequenos ou com a equipe inteira. Os eventos ainda não tiveram as suas datas divulgadas, no entanto você pode conferir a lista completa de jogadoras aqui.

    Foto: Reprodução / womenshockeylife.com

  • NHLers que anunciaram aposentadoria em 2020

    NHLers que anunciaram aposentadoria em 2020

    O fim de mais um temporada significa a triste hora de dizer adeus a alguns de nossos jogadores favoritos. Isso porque após tantos anos dedicando suas vidas ao esporte, alguns veteranos aproveitam essa época para pendurar os patins e dar um passo para uma nova carreira. No entanto, nem sempre isso quer dizer especificamente dar adeus ao hockey, já que muitos deles aproveitam para usar todo o seu conhecimento em uma nova área do esporte. 

    Com futuro decidido ou não, logo após o final da temporada já tivemos os primeiros anúncios de aposentadoria. Ano passado, escrevemos sobre os jogadores aposentados em 2018-19. Agora, relembramos a carreira dos recém-aposentados. 

    Justin Williams

    Em uma emocionante mensagem para a NHL, o atacante de 39 anos anunciou a aposentadoria dia 8 de outubro. Williams é conhecido como “Mr. Game 7”, por possuir no total 15 pontos (7G, 8A) em nove Jogos 7 de séries dos playoffs. Esse é o recorde de maior número de pontos de jogo de carreira de qualquer jogador na história da NHL, e as equipes das quais ele fez parte registraram um recorde de 8 vitórias e 1 derrotas em partidas desse tipo.

    O canadense originário de Coburg, em Ontário, foi draftado em 2000 pelo Philadelphia Flyers, e passou ao todo 19 temporadas na NHL. Williams é um dos nove jogadores na história da liga a marcar 100 gols e ganhar a Stanley Cup com duas franquias diferentes. Em 2004, ele foi trocado para o Carolina Hurricanes, onde ganhou a primeira Stanley Cup em 2006.

    No entanto, em 2009, ele foi novamente trocado, dessa vez para o LA Kings, equipe na qual ele jogou por sete anos e ganhou mais duas Stanley Cups. Inclusive, ele ganhou o Conn Smythe Trophy em 2014 como MVP dos playoffs. Por fim, Williams passou dois anos com o Washington Capitals e depois passou as últimas três temporadas com os Hurricanes.

    No total, Justin Williams tem 797 pontos (320G, 477A) em 1.264 jogos da NHL na carreira com os Hurricanes, Flyers, Kings e Capitals. Todavia, foi nos Canes que ele fez 316 pontos (128G, 188A) em 449 jogos, ocupando o sexto lugar na história do time (desde a realocação) em gols e assistências e o oitavo em pontos.

    Chris Stewart

    Draftado em 2006 pelo Colorado Avalanche, o canandense de 32 anos participou de 11 temporadas pela NHL, passando por 7 times ao todo. No entanto, a carreira de Stewart não se resume somente a isso. Suas origens humildes fizeram com que o atacante precisasse dar duro para encontrar o seu lugar no esporte, jogando hockey através de bolsas de custo. 

    Contudo, esse esforço demonstrou resultado. Stewart foi uma escolha do primeiro round (n°18) e, em 2009-10, ele estabeleceu recordes de carreira na NHL em gols (28), assistências (36) e pontos (64). Ao longo da sua carreira na liga, passou pelo o St. Louis Blues, Buffalo Sabres, Minnesota Wild, Anaheim Ducks, Calgary Flames e Flyers. 

    Por fim, no total, Stewart marcou 322 pontos (160G, 162A) em 668 jogos da temporada regular e 11 pontos (6G, 5A) em 39 jogos dos playoffs. Após sua aposentadoria, Philadelphia o chamou para ser treinador de desenvolvimento de jogadores. Stewart tinha planos de permanecer no mundo do hockey mesmo após a aposentadoria. 

    Matt Niskanen

    Matt Niskanen anunciou sua aposentadoria no começo de outubro. O defensor de 33 anos jogou esta temporada pelo Philadelphia Flyers após uma troca com o Washington Capitals pelo defensor Radko Gudas, em 14 de junho de 2019.

    Niskanen era foi o segundo defensor do Flyers com mais pontos, 33 pontos (8G, 25A) em 68 jogos, jogando a maior parte da temporada em dupla com Ivan Provorov. Ele fez um gol e uma assistência na pós-temporada deste ano. 

    Originalmente, ele foi uma escolha do Dallas Stars no primeiro round (n°28) do NHL Draft de 2005. Ao todo, Niskanen marcou 356 pontos (72G, 284A) em 949 jogos da temporada regular com os Flyers, Capitals, Pittsburgh Penguins e Stars, e 42 pontos (6G, 36A) em 140 jogos de playoffs. Por fim, ele ganhou a Stanley Cup com Washington em 2018.

    Mike Green

    Mike Green foi draftado pelo Washington Capitals em 29° no Draft da NHL de 2004. Em 880 jogos na NHL, ele atuou por três equipes, sendo elas o próprio Capitals, Detroit Red Wings e Edmonton Oilers. No entanto, grande parte de sua carreira foi no time da capital americana. Ao todo, Green marcou 501 pontos (150G, 351A) e 37 pontos (10G, 27A) em 76 jogos em Playoffs da Stanley Cup, distribuídos nos seus 15 anos na liga. 

    Além disso, Green marcou 31 gols por Washington em 2008-09, sendo este o maior número na carreira do defensor. Na temporada seguinte, ele marcou 76 pontos (19G, 57A). Durante sua carreira, ele foi escolhido para atuar nos jogos All-Star (2008-09, 2009-10) e foi o segundo na votação pelo Norris Trophy, concedido ao melhor defensor da NHL, em cada uma dessas temporadas.

    Enfim, um dos motivos para a aposentadoria de Green foi o desejo de ficar mais tempo com a família. Além disso, ele é conhecido pelos diversos trabalhos, organizações e eventos comunitários. Suas arrecadações normalmente se voltam a hospitais, além de construções de playgrounds e iniciativas contra a obesidade infantil. 

    Richard Bachman

    Finalmente, o goleiro americano Richard Bachman anunciou sua aposentadoria também no inicio de outubro. O goleiro, que passou 11 temporadas hockey profissional, jogou na NHL pelo Dallas Stars, Edmonton Oilers e Vancouver Canucks.

    Contudo, ele passou a maior parte de sua carreira atuando na liga de desenvolvimento. Após sua aposentadoria, ele se tornou treinador de goleiros no Iowa Wild, afiliado da equipe de Minnesota na AHL.

    Foto: NHL.com/Reprodução

  • Tampa Bay Lightning vence Jogo 6 e é o grande campeão da Stanley Cup

    Tampa Bay Lightning vence Jogo 6 e é o grande campeão da Stanley Cup

    Na primeira final da Stanley Cup jogada em Edmonton desde 2006, o grande campeão da noite não foi o time da casa (que nem nos playoffs estava). Aliás pós-temporada essa que ninguém poderia ter previsto acontecer alguns meses atrás, o projeto de Gary Bettman se provou bem sucedido e o comissário da NHL conseguiu coroar um campeão sem nenhum caso de COVID-19 dentro das bolhas. 

    Após muitos anos (e várias temporadas regulares impecáveis), o Tampa Bay Lightning finalmente se consagrou campeão da Stanley Cup. A equipe da Flórida venceu o Dallas Stars em seis jogos e alcançou o maior troféu do hockey pela segunda vez na história da franquia. A última vez que os Bolts venceram havia sido em 2004, com nomes como Vincent Lecavalier e Martin St. Louis no elenco, além de estarem à época sobre o comando de John Tortorella.

    O jogo seis, disputado no Rogers Centre na última segunda-feira (28), foi um clássico exemplo do quão bem o sistema de Tampa funciona. A equipe treinada por Jon Cooper fez uma partida magistral, tanto por mérito do sistema desenvolvido pelo técnico, bem como todo o talento disponível no elenco. Além disso, Dallas era um time claramente desfalcado, ainda que seus jogadores estivessem no gelo, já que muitos deles estavam com lesões que interferiram diretamente em seu desempenho.

    A ESTRADA ATÉ AQUI

    Para o Dallas Stars, chegar na final da Stanley Cup foi como voltar para casa depois de um longo período longe dela. Afinal, o time do Texas não chegava tão longe na pós-temporada desde 2000, quando foram derrotados na final pelo New Jersey Devils. Em seu trajeto, a equipe texana venceu o Calgary Flames, o Colorado Avalanche e o Vegas Golden Knights para sagrar-se campeão da Conferência Oeste

    Já o Tampa Bay Lightning fez sua primeira aparição nas finais desde 2015, quando perdeu para o supercampeão Chicago Blackhawks. A sua campanha foi calcada em sangue e lágrimas após a humilhante eliminação no ano passado, quando foram varridos pelo Columbus Blue Jackets. A campanha da equipe floridiana começou com a vingança para cima dos Jackets, seguida do Boston Bruins e contra o New York Islanders na final da Conferência Leste.

    A SÉRIE EM PERSPECTIVA

    O primeiro jogo foi vencido por Dallas, com gols de Joel Hanley, Jamie Oleksiak, Joel Kiviranta e Jason Dickinson. Do lado de Tampa, Yanni Gourde foi o único a marcar. Já o segundo jogo foi de Tampa, que marcou três vezes no primeiro período, com Brayden Point, Ondrej Palat e Kevin Shattenkirk. Nos dois períodos seguintes Joe Pavelski e Mattias Janmark diminuíram para os Stars, mas a equipe do Texas não conseguiu sequer empatar a partida.

    No terceiro encontro da série Tampa viu seu capitão fazer sua única aparição nos playoffs deste ano. Steven Stamkos conseguiu anotar um gol para dar momentum à sua equipe. Além dele, Nikita Kucherov, Victor Hedman, Point e Palat também marcaram. Do lado de Dallas, Jason Dickinson e Miro Heiskanen diminuíram a diferença no placar. O jogo quatro terminou o tempo regular empatado. Para os Bolts, Point (duas vezes), Gourde e Alex Killorn foram os autores dos gols da equipe. De Dallas, tivemos John Klingberg, Pavelski (duas vezes) e Corey Perry. Na prorrogação Shattenkirk venceu a partida para o Lightning, ampliando a vantagem no confronto para 3 a 1.

    O jogo cinco foi o primeiro no qual Tampa já tinha a real possibilidade de sagrar-se campeã. Entretanto, a partida foi vencida por Dallas com um gol de Perry na prorrogação. Perry ainda fez um gol no tempo regular, além de seu compatriota Pavelski ter empatado a partida no terceiro período. Do lado dos Bolts, Palat e o jovem defensor Mihkail Sergachev foram os autores dos gols. Por fim, chegamos ao jogo seis, partida final da série. A partida foi vencida com facilidade por Tampa, com gols de Point e Blake Coleman. Além disso, Andrei Vasilevsky teve seu primeiro shutout nos playoffs da NHL. 

    PLACAR:

    • JOGO 1 DAL 4 – 1 TBL
    • JOGO 2 DAL 2 – 3 TBL
    • JOGO 3 TBL 5 – 2 DAL 
    • JOGO 4 TBL 5 – 4 DAL (OT)
    • JOGO 5 DAL 3 – 2 TBL (OT)
    • JOGO 6 TBL 2 – 0 DAL 

    DALLAS FRAGMENTADO

    A equipe texana chegou ao quarto round da pós-temporada depois de deixar para trás nomes que iniciaram a temporada como favoritos, como foi o caso do Colorado Avalanche e do Vegas Golden Knights. Entretanto, seu elenco já ostentava sinais de cansaço. O supertrio de Jamie Benn, Alexander Radulov e Tyler Seguin não marcaram sequer um gol nas finais. O center canadense, inclusive, já ostentava diversas lesões em partes diferentes do corpo. 

    Além disso, a equipe teve diversas baixas no final da temporada regular, como Radek Faksa, Blake Comeau e até mesmo Roope Hintz. O goleiro Ben Bishop ficou de fora de grande parte da temporada regular, e participou de apenas três partidas nos playoffs. No quesito ataque, os autores dos seis últimos gols da franquia foram os veteranissimos Joe Pavelski e Corey Perry, que assinaram com Dallas na free agency e vê-los no uniforme victory green ainda causa estranheza. 

    Mesmo assim, ainda que já não esteja mais no seu prime, Pavelski empatou o jogo cinco e fez história, se tornando o maior goleador americano nos playoffs, com 61 gols. Apesar do final triste, o surgimento de talentos como Denis Gurianov e Joel Kiviranta, além de nomes como Miro Heiskanen e Roope Hintz se firmaram como peças importantes da franquia, Dallas pode continuar sonhando com mais campanhas de sucesso no futuro.

    A REVENGE TOUR DOS BOLTS

    A equipe de Tampa entrou nos playoffs deste ano com uma mentalidade bem diferente dos anos anteriores. Depois de serem objeto de piadas quando foram varridos por Columbus no ano passado, o Lightning tinha muito a provar. Afinal, ainda que seu desempenho na temporada regular fosse costumeiramente excelente, a equipe só havia disputado a final da Stanley Cup uma vez com o elenco atual, em 2015. A superioridade trazida pelos Bolts no dia-a-dia parecia ter dificuldade em se traduzir para uma situação de mata-mata. Isto é, até 2020. 

    Além da narrativa coletiva, a equipe também possui muitas jornadas individuais interessantes. Kevin Shattenkirk foi bought out pelo New York Rangers, time que escolheu na free agency por ser torcedor desde a infância. No jogo quatro ele foi o responsável pela vitória no overtime, deixando os Bolts a um jogo da conquista do campeonato. Blake Coleman iniciou a temporada no New Jersey Devils, um dos piores times da Liga, quando foi trocado para Tampa próximo à trade deadline

    Zach Bogosian é outro caso. O defensor teve seu contrato com o Buffalo Sabres terminado após ele ter se recusado a se apresentar no afiliado da equipe da American Hockey League (AHL). Logo após o episódio ele assinou um contrato de um ano com Tampa, avaliado em pouco mais de um milhão de dólares. Um dos principais atrativos que levam atletas a assinarem com os Bolts, além, é claro, da competitividade da equipe, é a questão tributária. Os impostos na Flórida são um fator importante ao atrair free agents que aceitam assinar por menos do que receberiam em outros mercados. 

    Além disso, tal ferramenta é importante nas negociações de extensão contratual com os atletas em momento de renovação. O capitão Steven Stamkos, por exemplo, quando esteve prestes a se tornar um free agent em 2016, aceitou continuar na equipe por um valor menor do que possivelmente ele conseguiria em outros times. Ele, inclusive, foi o maior desfalque da equipe do Lightning nos playoffs, já que estava fora de comissão desde fevereiro. O center canadense esteve no gelo por menos de três minutos nesta pós-temporada, no jogo três das finais, mas mesmo assim deixou sua marca com um gol. Por fim, este elenco campeão dos Bolts tem a presença de Patrick Maroon, que ganhou a Stanley Cup com o St. Louis Blues no ano passado e se tornou o terceiro jogador após a expansão a vencer em dois anos consecutivos, mas por equipes diferentes. 

    O VIKING E A CONQUISTA DE SEU CONN SMYTHE

    Não é de hoje que Victor Hedman é um dos principais nomes dentre os defensores da Liga. Afinal, o sueco foi o finalista do James Norris Memorial Trophy em nada menos do que quatro oportunidades diferentes, conquistando-o em 2018. Nos playoffs deste ano Hedman jogou cerca de 26 minutos por noite, com um leque de outros defensores como seu par. O sueco marcou 10 gols, se tornando o terceiro defensor com mais gols atrás de Paul Coffey e Brian Leetch.

    Discreto como seus demais compatriotas na Liga, o defensor foi apenas o terceiro sueco a ser consagrado o MVP dos playoffs. Apenas Nicklas Lidstrom e Henrik Zetterberg, ambos do Detroit Red Wings, receberam o Conn Smythe. Além disso, Hedman se junta a Brad Richardson, se tornando o segundo atleta na história do Tampa Bay Lightning a ganhar o troféu. 

    Mesmo com Hedman se destacando tanto na blue line dos Bolts, a disputa foi acirrada. Enquanto o sueco teve 70 pontos, que lhe garantiram o Conn Smythe, o center canadense Brayden Point ficou em segundo lugar com 66, apenas quatro pontos a menos. Os outros dois nomes que apareceram nos votos foram o superstar russo Nikita Kucherov e o goleiro Andrei Vasilevsky, sem dúvidas um dos maiores nomes em sua posição atualmente. 

    A votação ficou da seguinte forma:

    Victor Hedman 70 pontos (9-8-1)

    Brayden Point 66 pontos (8-8-2)

    Nikita Kucherov 25 pontos (1-2-14)

    Andrei Vasilevsky 1 ponto (0-0-1)

    A votação foi feita no formato de 5-3-1 pontos para primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente,  e os votos foram submetidos faltando 10 minutos para o final do jogo 6.

    MOMENTOS NOTÁVEIS DAS FINAIS (segundo o NHL.com)

    O primeiro gol da final foi também a primeira vez que o jovem defensor Joel Hanley marcou na NHL, com assistência de Roope Hintz, estrela de Dallas nos playoffs de 2019. 

    A defesa de Anton Khudobin no finalzinho do primeiro jogo, impedindo que Anthony Cirelli empatasse a partida.

    O retorno icônico de Steven Stamkos, capitão de Tampa que esteve fora do rinque desde o início do ano com uma lesão misteriosa. O center canadense entrou na partida, fez um gol e foi embora, jogando apenas 2:47 minutos durante o jogo 3. (O momento favorito da autora que vos fala)

    Depois de ter sido bought out pelo New York Rangers, Kevin Shattenkirk foi para Tampa receber muito menos do que seu valor de mercado. O defensor americano venceu a partida para os Bolts com seu gol na prorrogação do jogo quatro. 

    O gol de Corey Perry na segunda prorrogação do jogo cinco deu esperanças à torcida de Dallas, forçando o jogo seis.

    A cerimônia de premiação foi um pouco diferente, após um pedido do Lightning. Ao invés do capitão, solitário, buscar o troféu junto a Bettman, toda a equipe se reuniu ao redor do pódio onde a Stanley Cup se encontrava. 

    Para finalizar, precisamos falar do momento mais 2020: a falta de vaias a Bettman, devido aos jogos se realizarem em uma arena vazia. Brincadeiras à parte, ver jogadores e comissão técnica ligarem para seus familiares em chamada de vídeo do gelo apenas acrescentou mais uma camada de surrealismo nesta pós-temporada que ficará marcada para sempre na história da NHL. 

    A cobertura NHeLas dos playoffs fica por aqui. Nos vemos em 2021, quem sabe não é a vez do seu time levantar Lord Stanley? 🙂

    (Foto: TampaBay.com/Reprodução)